Otimista, ATP faz projeções e pede mudanças
Por José Nilton Dalcim
9 de abril de 2020 às 20:28

O novo presidente da ATP, o italiano Andrea Gaudenzi, não está tendo vida fácil. Depois de quase ver o Australian Open ser adiado devido às queimadas de janeiro, agora vive um momento mais do que incerto, tendo como pior notícia o cancelamento de  Wimbledon, de boa parte da temporada de saibro e todo o calendário da grama.

Mas ele mantém o otimismo. Em entrevista ao Ubitennis, afirma que a entidade trabalha com “50 alternativas diferentes” de calendário para reiniciar a temporada de tênis, por enquanto previsto para 13 de julho. Segundo ele, o Conselho de Jogadores e o Big 3 concordam que a prioridade será realizar Grand Slam, Masters 1000 e o Finals. “Se conseguirmos realizar o US Open e Roland Garros e sete dos Masters 1000 que ainda estão no calendário, teremos 80% dos grandes eventos disputados”;

No momento, a ATP acha que será possível ter uma temporada de verão antes do US Open, depois quatro semanas sobre o saibro incluindo Roland Garros, completar a temporada asiática e voltar para a Europa e realizar Paris e o Finals de Londres. Ele no entanto admite que adiar mesmo por poucos dias o Finals é um problema imediato, porque a arena O2 não possui novas datas à frente e até mesmo outros ginásios multiusos da Europa estão ocupados.

Gaudenzi no entanto não disse o que vai fazer com os tenistas abaixo do top 100 do ranking, que têm dificuldade para entrar nos Slam e raramente disputam os Masters. Eles geralmente ficam com os ATPs 250 e por vezes 500, mas esse tipo de evento é impedido de acontecer simultaneamente aos torneios principais. Ou essa norma é revista, ou todos terão de cair para os challengers, acentuando seus problemas financeiros e tirando lugar dos que estão ainda mais abaixo. O presidente da ATP afirmou que “a ATP priorizará o suporte financeiro para jogadores com rankings entre 250 e 500”, no entanto não deu detalhes.

Outro tema que merece atenção na longa entrevista de Gaudenzi é o que fala sobre mudanças na estrutura global do tênis, que teria evidenciado seus problemas com maior profundidade na crise atual. Ele não gosta do fato de os quatro Slam terem várias regras diferentes, como as do quinto set, e o fato de que ainda não existe uma simbiose perfeita entre os Masters e os Slam.

Atacou principalmente a questão dos direitos de TV, e aí pode haver um interesse financeiro declarado. Gaudenzi argumenta que o tênis ocupa pouco tempo (1,2% mesmo tendo 1 bilhão de fãs no mundo) e isso se deve ao fato de que o espectador precisa ter três ou quatro assinaturas diferentes de pacote para acompanhar o circuito, conforme cada região ou país.

“Está tudo fragmentado no tênis e isso dificulta o controle. Os dados sobre as centenas de milhões de fãs que compram ingressos estão espalhados por federações e torneios nacionais; não há banco de dados central para eles. Portanto, não sabemos quem são nossos fãs”. Vale observar que, depois de muita batalha, os direitos de transmissão dos eventos da ATP são comercializados pelo braço chamado ‘ATP Media’, que trabalha em conjunto com a agência IMG. Em 2018, as receitas da ATP Media aumentaram 6,7% e atingiram US$ 121 milhões.

Por fim, o italiano diz estar disposto a sentar com a Tennis Australia e a ITF e discutir a eventual fundição da ATP Cup com a Copa Davis, embora se mostre descrente: “Um evento unificado provavelmente seria a melhor solução. No entanto, não tenho certeza de que conseguiremos isso, porque os acordos comerciais da Cup e da Davis estão previstos para durar muitos anos”.

Seguro salvador
O All England Club calcula ter direito a US$ 114 milhões – quase R$ 600 milhões – provenientes do seguro que assinou há mais de 15 anos, prevendo um possível cancelamento de Wimbledon. A boa ideia surgiu em 2003, quando a crise do SARS ameaçou o torneio. O valor do seguro não chega sequer à metade dos US$ 280 milhões que o torneio costumar arrecadar anualmente, mas “ajudará a pagar as despesas fixas”. Do lucro total, US$ 45 mi são repassados à Liga Britânica (LTA) para desenvolvimento do esporte.

LTA abre o bolso
E a primeira entidade a tomar atitude para ajudar tenistas e centros foi justamente a Lawn Tennis Association, que anunciou pacote de US$ 25 milhões para ajudar jogadores, técnicos, juízes, promotoras e clubes com dificuldades de sobrevivência. O aporte será dado a quem estiver entre 101 e 750 do ranking de simples e 101 a 250 de duplas. Treinadores e clubes poderão pegar emprestado até US$ 6 mil sem juros.

ITF enxuga contas
Com cerca de 900 torneios cancelados pela pandemia, a Federação Internacional anunciou que também está enxugando todas suas despesas, o que inclui colocar muita gente de licença. O presidente David Haggerty diminuiu o próprio salário em 30%; o de dirigentes, em 20% e o de funcionários, em 10%. Entre os eventos não realizados, a final da Fed Cup é o que traria mais dividendos.

Madri virtual
O torneio combinado Masters-Premier de Madri acontecerá entre 27 e 30 deste mês, porém será virtual: 16 jogadores em cada sexo disputarão um ‘todos contra todos’ usando a plataforma do game World Tennis Tour. O melhor de tudo: o prêmio de 150 mil euros será doado a tenistas de ranking mais baixo e 50 mil euros ficarão para ajuda ao combate da pandemia. Andy Murray, Lucas Pouille, Angelique Kerber e Carla Suárez já confirmaram participação.

TenisBrasil Crowdfunding
Com o objetivo de ajudar 25 profissionais informais do tênis, selecionados através de formulários, TenisBrasil lançou na quarta-feira uma ‘vaquinha’ online. Os doadores poderão escolher entre várias “recompensas” por seu gesto, que vão de cupons de descontos a aulas físicas, virtuais e sorteio de raquetes. Para saber tudo e fazer doação, acesse a página: benfeitoria.com/juntospelotenis


Comentários
    1. José Nilton Dalcim

      Vai depender da negociação individual de cada um, já que são contratos particulares. É possível que não sejam pagos os meses parados.

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  1. Rafael

    Meu caro Filipe Fernandes,

    Não havia opção de responder a vc, então deixo aqui registrado meu obrigado por suas palavras! Espero que vc tenha lido “O Demônio do Meio Dia” mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa negativa. E se for esse o caso, que lhe tenha feito bem.

    Grande abraço!

    PS: Dalcim, vc poderia ver esse negócio de replies limitados, né? Já percebi que não foi só comigo, há várias pessoas citando que, em determinado momento, não tem mais como replicar abaixo do post do colega, como vc pede.

    Abs

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  2. Rubens Leme

    Morreu o grande contista brasileiro – para mim, o maior – e um dos melhores romancistras brasileiros. Tenho a sorte de ter toda sua obra em casa. Agosto, Bufo e & Spallanzani, A Grade Arte, O Caso Morel e o chocante livro de contos Feliz Ano Novo”, fizeram de Rubem Fonseca um dos melhores e mais notáveis escritores brasileiros.

    Apesar de seus últimos livros serem bem abaixo do padrão mostrado até os anos 80, Fonseca seguia sendo um escritor extraordinário.

    https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/15/morre-rubem-fonseca-escritor-mineiro-vencedor-do-premio-camoes-aos-94.htm

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  3. José

    Parece que no final das contas o Federer vai ter os principais recordes do tênis por causa da pandemia. Sendo assim, existem mais um porém para considerá-lo o maior de todos.

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  4. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,acabei de ler no blog saque e voleio…Caso alguns países se recuperem antes da pandemia,o que você acha a ideia de termos torneios domésticos,contando apenas com tenistas daquele país?Obviamente não seria torneio atp,não valeriam pontos e etc,mas consigo ver vários pontos positivos:
    -entretenimento tanto do publico(se poder haver aglomeramento de pessoas) quanto de quem assiste na tv
    -chance de trabalho para árbitros,boleiros,e funcionários que trabalham do tênis
    -para os melhores jogadores do pais(ex Nadal e bautista agut da Espanha) seria ótima oportunidade pra readquirir ritmo,em um torneio “oficial”,podendo tb enfrentar jogadores de boa qualidade,top 100
    -para os jogadores jovens é uma oportunidade única de enfrentar os veteranos,os melhores do país,pegar experiência
    Você enxerga algum aspecto negativo nessa proposta dalcim?

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  5. Gabi

    Há ao menos três tipos de monitoramento de dados para combate à Covid-19 que foram usados:

    1) Dados de localização agregados e anonimizados

    Aplicação: Índice de distanciamento social (mede percentual das pessoas que estão em casa ou sem se deslocar)
    Quem usa: Governo de SP, governo federal (anunciou e estava usando mas voltou atrás).

    2) Monitoramento individual da circulação de cada indivíduo

    Aplicação: contact tracing (monitorar com que pessoas infectadas ou potencialmente infectadas se encontraram)
    Quem usa: A proposta da Apple e do Google segue nessa linha, Coreia do Sul, Taiwan

    3) Monitoramento e exposição nas das pessoas infectadas

    Aplicação: controle social e isolamento de todos aqueles que tiveram contato com infectados

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    1. Luiz Fernando

      Querida infelizmente nada é sério no nosso país, veja q na segunda um amigo me disse que soube de um grupo de pessoas aqui de Sampa q combinou deixar os celulares em casa e se reunir, e olha q o numero q de pessoas q ele me disse não era desprezível, é melhor nem expor pra não gerar mais polemica. Para as teles, essa pessoas estavam em casa respeitando a quarentena. O ser humano é criativo demais, mesmo q isso implique em riscos p a saude…

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      1. Gabi

        Não sei nem o que te dizer…

        Será que são os mesmos amigos que foram jogar tênis tempos atrás?

        A impressão que dá é que as pessoas passaram a se sentir muito à vontade para agir e falar as maiores barbaridades sem se sentirem constrangidas porque encontraram e encontram eco em suas idiotices…

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        1. Gabi

          Aliás, a internet, ao proporcionar a todos ambientes onde serão aplaudidos qualquer que seja a tese que defendam, reduz substancialmente o medo de ser ridicularizado, que sempre foi um dos principais instrumentos pelos quais a sociedade reprime as más ideias antes de elas se popularizarem.

          Um bom exemplo é o terraplanismo. Até alguns anos atrás, as pessoas que contestam a esfericidade da Terra guardavam essa ideia para si, por medo de virar alvo de chacota. Depois que os computadores permitiram que elas se encontrassem virtualmente, a zombaria perdeu efetividade como filtro epistêmico —e o terraplanismo encontrou condições para prosperar.

          Para funcionar bem, a sociedade precisa que as pessoas exerçam algum grau de autocensura, também conhecida como vergonha na cara.

          Responder
  6. Gabi

    Dalcim,

    Áustria, Alemanha, França e Macedônia estão entre os países que desenvolveram aplicativos para rastrear e avisar os contatos de quem for contagiado pelo coronavírus.

    O uso é voluntário.
    Vc concordaria trocar alguma privacidade por mais liberdade de ir e vir?
    Eu, sim.

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  7. Filipe Fernandes

    Caro lEvI sIlvA, bom dia!

    Não havia a opção “responder” lá no seu comentário. Que legal que conseguiu encontrar a versão gravada nova do filme “Contato”, certamente uma relíquia. Acredito que você gostará de ler a crítica sobre ele que deixei no link, muito boa.

    Um grande abraço e que esteja bem.

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    1. José Nilton Dalcim

      É algo difícil de responder, mas eu diria que aqueles tenistas com múltiplas vitórias têm menos receio. Tirando o Big 3, eu colocaria aí Wawrinka, Delpo e agora o Thiem.

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  8. Enoque

    Curiosidade do tenis.
    A maior rivalidade do tenis ainda é a de Federer x Nadal, pela sua história e tempo de duração, mas, pelo números de jogos e por ainda estar em permanência, poderá ser a de Nadal x Djoko, que tem 55 confrontos diretos:
    Nos primeiros 18 jogos entre eles o Nadal levou uma vantagem de 14 x 4, o que parecia irreversível, já os dois são dá mesma geração.
    Depois o Djoko conseguiu fazer uma vantagem de 25 x 12 contra Nadal, tendo conseguido 7 vitórias consecutivas em 2011 mais AUS Open em 2012 e de novo 7 consecutivas em 2015 e 2016.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Outra grande curiosidade , caro Enoque . E ‘ que tanto o Suíço quanto Sérvio , continuam sendo fregueses de carteirinha do Espanhol em seu habitat. 2 x 14 e 7 x 16 . Sendo que com Novak , o “ Rei do Saibro” venceu aos 8 primeiras e as três ultimas , ou seja , ambos não tomam vergonha na cara rsrsrs … Abs!

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    2. Rodrigo S. Cruz

      Sim.

      E lembrando que o Federer chegou a fazer 13 a 6 no Djoko também.

      Portanto, não existe rivalidade maior para cada um do que enfrentarem os outros dois…

      Responder
    3. Barocos

      Enoque,

      Este é um assunto bem polêmico, não é mesmo?

      Para a era aberta, vejamos (fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_tennis_rivalries):
      No. Jogadores……………….período…………..confrontos…………Vitorias-Derrotas……….V-D_finais……….V-D_finais_GS
      1 – Djokovic–Nadal………2006–//////……………..55……………………….29–26…………………..15–11………………..4–4
      2 – Djokovic–Federer……2006–//////…………….50………………………..27–23………………….13–06…………………4–1
      3 – Federer–Nadal………..2004–//////…………….40……………………….16–24…………………..10–14………………..3–6
      4 – Djokovic–Murray…….2006–//////…………….36………………………..25–11………………….11–08…………………5–2
      5 – Lendl–McEnroe……… 1980–1992……………36………………………..21–15…………………..07–10………………..2–1

      Repare que inverti a 4ª e a 5ª posições em relação ao artigo original e a razão é bem simples, embora o número de confrontos seja o mesmo, o número de confrontos em finais e em finais de GS é superior na rivalidade entre DJokovic e Murray.

      Então, vamos aos fatos: Djokovic e Nadal tem quase a mesma idade e se encontraram em 15 jogos a mais (55×40), além disso, também se enfrentaram em mais finais (26-24), ainda que esta rivalidade apresente ligeira desvantagem em finais de GS (8-9). Neste último item, repare on equilíbrio: Djoko x Rafa (4-4), Roger x Rafa (3×6).

      Próxima rivalidade, Djokovic x Roger, 10 jogos a mais (50×40), o que é bastante, ainda que o número de encontro em finais e finais de GS sejam menores.

      Repare que a rivalidade entre Djokovic x Murray se encontra logo ali, na quarta posição e com um substancial número de embates ocorrendo também em finais e finais de GS. Sei que o “se isto, aquilo” é uma linha de argumentação bem questionável, mas estou na torcida para que o Murray volte bem, ainda que ache isto bem difícil, e ajude a fazer com que o Djokovic ocupe as três primeiras posições na lista das maiores rivalidades da era aberta.

      Acho a rivalidade entre Roger x Rafa fantástica, mas uma parte do glamour da mesma deriva do fato de ter surgido quando um multi-campeão, já mais velho, passa a enfrentar um desafiante bem mais novo, um fenômeno precoce, sendo ambos jogadores extraordinários e, ainda por cima, representantes de escolas bem distintas de estilos, o primeiro, o exemplo máximo de técnica e elegância, o segundo, de força e aplicação. Merece, até agora, a 3ª posição.

      Antes que venham com os argumentos habituais, to tipo: a técnica vale mais; prefiro a estética; e por aí vai, deixei claro em outra matéria que em esportes vale o desempenho atlético, que é o conjunto formado pelo aspecto físico mais a destreza, e é isto o que faz com que os atletas se destaquem nas competições e ganhem títulos. Se fosse pela beleza apenas o Federer teria ao menos o dobro dos títulos do Nadal e do Djokovic.

      Quem quiser contestar, por favor, faça-o com argumentos lógicos e números, não vale “porquê fulano e beltrano assim disseram”.

      Responder
      1. Enoque

        Muito bom seus comentários, Barocos. Assim como a do Sérgio e Rodrigo. Pena que na mudança do Blog esta troca de idéias ficará para trás.

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  9. Sérgio Ribeiro

    E não é que até a WTA resolveu congelar também o número de Semanas no Ranking ? Muitos confundem o que acontece ao final da Temporada, com o que estamos passando agora com algo inédito. Os pontos do FINALS são descontados antes do Torneio. Com isso os Rankings se igualam . O da Corrida pra Londres com o de Entradas. Isso dá chance pra que os OiTO melhores de toda a Temporada pontuem . Abre chance até do N 1 passar pra mão de outro , como aconteceu com Murray pra cima de Novak. A partir daí se iniciou outra Temporada. Seria sem sentido tudo parado , os pontos congelados , e se contando apenas o número de Semanas. Ao menos para ATP , a WTA , e a torcida do Flamengo rsrsrs. Mesmo assim uns Wilanders da vida ( e alguns amigos do Sérvio) rs , queriam que ele já tivesse passado Sampras sem entrar em quadra rsrsrs Abs!

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    1. Barocos

      Sérgio,

      É isto, prevaleceu o bom senso e a justiça. Mesmo torcendo pelo sérvio, sempre pontuei que a contagem de pontos com o calendário de eventos congelado seria uma tremenda injustiça. Estou muito feliz com a decisão.

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  10. Rafael

    Outra: “Histórias Extraordinárias”, de Edgar Allan Poe, com destaque para o conto “O poço e o pêndulo”. Na primeira vez que li, há milênios, meu coração quase saiu pela boca.

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  11. Rafael

    Mais uma sugestão de leitura, agora fora do tema que vinha tratando:

    “Diário de Um Jornalista Bêbado”, de Hunter S. Thompson. Virou filme com o Johnny Depp, mas não gostei. O livro é melhor.

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  12. Vitor Hugo

    Dalcim, e quais seriam os três tenistas mais limitados a vencer um slam? Dos que eu vi, Albert Costa, Thomas Johansson e Gáudio.
    Pergunta na contramão do que o colega perguntou abaixo.
    Acho que o Soderling merecia ter vencido mais que o Ferrer ou Berdych e até Tsonga.

    Responder
  13. Rafael

    Dizem que é preciso coragem para fazer elogios sinceros, e que é muito mais fácil criticar.

    Assim, gostaria de dizer algo sobre 2 pessoas do blog, nas quais comecei a prestar mais atenção nos últimos meses:

    – Barocos: vc subiu meteoricamente na minha escala de admiração. Leio seus posts com atenção, na verdade busco por eles. Mesmo sabendo que discordamos em certos pontos, o nível de cultura, facilidade de expressão e experiência de vida que você denota são sensacionais. Inteligência funciona como um magneto para mim, sou extremamente atraído por pessoas inteligentes. Não leve a mal, mas procuro “sugar” conhecimento de você, estou sempre em busca de desenvolvimento, e aprendo muito com suas intervenções.

    – Miguel BsB: mais ou menos a mesma coisa. Fiquei impressionado com sua capacidade diferenciada de argumentação, construção e desenvolvimento de ideias. E clareza. E lucidez.

    Para os dois “novatos” na minha lista pessoal de pessoas que admiro, deixo aqui meus humildes parabéns.

    Ah, uma menção honrosa ao querido Danilo, mestre em estatísticas. Mais do que isso, no entanto, me passa a impressão de ser uma pessoa de caráter sólido, inteligente e um ser humano muito desenvolvido. E simpático pacas.

    Responder
    1. DANILO AFONSO

      Obrigado pelas palavras Rafael !!

      Antes já te admirava aqui no blog, e depois do início da pandemia, quando você começou a externar outros temas, a empatia aumentou mais ainda.

      Responder
      1. Miguel BsB

        Gabizinha, você que é a luz desse blog infestado de marmanjos! rsrsrs
        Sempre alto astral e por dentro de todos os esportes…interativa e, como dizia a finada Hebe, “uma gracinha”…rs
        Beijo!

        Responder
        1. Gabi

          Owwwn, muito obrigada. Vc sempre à frente e vendo além das palavras!!

          Mas… será que mesmo de tpm e em quarentena, que só potencializa a irritação e impaciência rs, tb vc afirmaria isso?
          Como li em algum lugar, melhor chorar de cólica do que ficar 9 meses sem menstruar hihihih.

          Responder
      2. Rafael

        Gabi,

        Vc já é da “mais ou menos velha” guarda aqui, e fiquei chateado quando vc se ausentou por conta da Nick Kyrgios australiana. Vc sabe que gosto muito de vc, né?

        Obrigado!

        Responder
        1. Gabi

          Verdade, nossa amizade já é antiga e, se depender de mim, durará por muitos e muitos anos. Tb gosto muito de vc, sempre muito perspicaz, sensível, observador, discreto, e, claro, muito articulado e inteligente – a sutileza de mencionar a nick kyrgios australiana e o comentário que começa com “Disse que não mais iniciaria ou replicaria tópicos q tratassem de assuntos polêmicos” são duas amostras recentes disso.

          Responder
    2. Barocos

      Rafael,

      Obrigado pelos elogios, embora, de verdade, não me ache merecedor de tal monta. Sobre procurar sempre o desenvolvimento pessoal, estamos juntos nesta empreitada. Costumo brincar com os amigos dizendo que o “Paraíso” deve ser um “saco!”, tudo e todos perfeitos, e que a maior graça da existência é justamente tentar melhorar, pessoalmente e as coisas em volta. Brinco ainda com a seguinte questão: e se eu fosse Deus? Que concessões devem existir para que a existência seja mais emocionante? Quais leis da física são fundamentais para que o nosso universo tenha apenas a estabilidade na medida certa, para não degenerar para uma realidade determinista, para que a vida exista e torne tudo menos previsível? Lembre-se, você tem todo o tempo à sua disposição e não quer que todos os caminhos estejam traçados, isto seria muito enfadonho, e pela eternidade!

      Vale também lembrar, como você, torço pelo guerreiro de Belgrado e espero que ele supere o Federer em muitos dos recordes mais importantes, ainda que já não seja tão afeiçoado à ideia de declarar algum deles o GOAT, eles e o Nadal estão, na minha opinião, muito acima deste tipo de discussão.

      Vida longa e próspera. (com sorte, livre de Alzheimer ou qualquer outra forma de demência)

      Responder
    3. Miguel BsB

      Grande Rafael, tenha certeza que a recíproca é verdadeira! Senti falta da sua participação aqui no blog quando resolveu tirar aquele período “sabático”, e fiquei muito feliz quando você decidiu retornar. Você agrega muito ao blog em diversos sentidos, e saiba que seus comentários nunca passam batidos por mim…
      Barocos tb é de uma erudição ímpar! Temos uma grande gama de comentaristas de nível aqui, que são experts em tênis, esportes em geral, política, economia, música, literatura, artes…de vez em quando nos excedemos nas discussões, mas, em regra, funciona muito bem!
      O blog é uma leitura diária pra mim já há bastante tempo, e não canso de agradecer e elogiar o grande Dalcim por manter esse espaço democrático, de muita informação, constantemente atualizado, além de ser uma pessoa da mais alta categoria! Sem dúvidas, na minha opinião, o maior jornalista de Tênis do Brasil! Participa ativamente das nossas postagens, nos esclarece, interage, e não nos censura mesmo quando divergimos do objetivo central do blog.
      Abs

      Responder
  14. Oswaldo E. Aranha

    Sérgio Ribeiro, além do meu Vasco o único time pelo qual torço é o Liverpool, aí acho que nos encontramos. Abraços. Para que o Dalcim não fique triste tenho simpatias pelo Palmeiras.

    Responder
    1. Marcilio Aguiar

      Prezado Bruno eu percebi que o Novak foi ríspido ao receber a toalha, mas será que ele foi hostil ao boleiro ou estava irritado consigo? Visto assim não foi uma atitude bonita, mas não sabemos o que ele pensava no momento. Quanto de nós não cometemos os nossos “pecados” e demonstramos um lado não tão bonito em certas situações? Para mim é muito difícil definir o caráter de alguém por demonstrar irritação em determinada circunstância. Só para constar, o Djoko não é o meu tenista preferido, mas não lhe nego os méritos e as qualidades que são evidentes.

      Responder
    2. Luiz Fabriciano

      É para rir: definir o verdadeiro carácter de uma personalidade em um segundo de vídeo – que não mostra nada.
      Mas já que usaste o vídeo, que tal o minuto 19:50?

      Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Então reveja o cumprimento ao final da final de RG 2015, após amargar sua mais dura derrota na carreira.
          Não satisfeito, cumprimentou seu adversário novamente, momentos depois.

          Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        É óbvio que esse minuto não define nada. E aceitou a derrota na boa ao final ao cumprimentar um inspirado Francês , Luiz. Mas passou batido algo importante no lance do Carlos. A regra foi mudada após o acontecido. Tiros livres da marca do Pênalti, jamais permitiram REBOTE. Ou seja , o Francês chutou e a bola ao bater na trave , quando retorna do fundo e bate em Carlos , o lance era parado. Os Velhinhos se reuniram e isso foi alterado . A meu ver , corretamente. Estava escrito nas Estrelas que o Galinho ficaria sem Copa mesmo rsrsrs ABS!

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Interessante isso. Não sabia a mudança da regra, mas no momento do lance, o locutor falou que o mesmo não seria válido, mas em seguida viu que seria sim, ou seja, já cogitavam a mudança mesmo antes desse lance.
          Na minha opinião, deveria continuar valendo, pois tudo faz parte do mesmo lance.

          Responder
  15. periferia

    Olá Dalcim…..outro dia vi um comentário seu sobre o Celso Sacomandi….não conhecia a história dele.
    Interessante como nessa “periferia” do esporte tem pessoas com uma trajetória muito rica…dentro do esporte e fora dele…..onde aprendemos muito.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Celso foi um daqueles grandes talentos que tivemos e não conseguiu emplacar no profissional. Mas ainda eram os primeiros anos da Era Aberta e tudo era bem mais difícil por aqui.

      Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      A quadra de Indian Wells parece até que ficou rápida do nada , devido ao caminhão de Winners de tudo quanto é jeito. E tome de vários de Backhand de todos os lugares. Não foi somente Novak a ter esse privilégio rsrsrs Abs!

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Sérgio,

        Esse backhand na paralela estava tão mortal quanto o do Guga. Um espetáculo.

        Quem quiser ser o TERRA PLANISTA sustentando que não exista rivalidade, depois dessa apresentação, fique a vontade.

        Banque o eterno inepto!

        No saibro, o suíço pode ser o aprendiz.

        Mas nas outras quadras, o aprendiz é o Nadal…

        Responder
  16. Gabi

    lEvI sIlvA,

    vc comentou sobre o live do Guilherme Arantes…
    Acabei respondendo ao Rubens Leme mas era para vc…Desculpe, Rubens!!

    Vc está gostando das lives dos cantores de sertanejos universitários?
    Melhor do que ficar em pé no show rsrs.

    P.S.: eu não tenho visto, não é o tipo de música que curto… Eu respeito quem gosta. Eu também gosto de música ruim às vezes rsrs. Mas noite de live é noite em que mais nada acontece. Todas as redes sociais são inundadas por prints de Marília e Mendonça, Maiara e Maraiara, e eu nunca consigo diferenciar quem é Chitãozinho e quem é Xororó. É mais fácil diferenciar interpretação conforme de declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto do que diferenciar Gustavo Lima de Lucas Luco. Tudo igual.

    Responder
    1. lEvI sIlvA

      Gabi, tudo bem?
      Olha, eu não tenho visto a nenhuma live, nem nacional, nem de fora. Sobre esses novos nomes da música tupiniquim, estou por fora. Em verdade, não consigo gostar de quase nada, seja “breganejo” ou outro gênero. Não sei sequer, reconhecer Marília Mendonça, Lucas Lucco se os vir e outros da nova safra. Tenho a uns 800 CDs aqui, mas muita coisa antiga. Décadas de 80 e 90 em especial. A última música nacional que acabei gostando, era da Kell Smith “Era Uma Vez”. Que letra e que música e voz…! Linda e tocante, uma verdadeira poesia. Veja o clipe, por favor.
      Ficaria muito feliz de ver uma com Sarah McLachlan, cantora canadense que sempre gostei. Tenho o DVD Mirrorball que vi várias vezes, encantador.
      Ando sem tempo e trabalhando muito. Quando chego em casa, no máximo descanso e ver um filme escolhido a dedo das antigas, tipo Meu Primo Vinny ou Erin Brockovich.
      Cuide-se e desculpe a demora. Ando exausto e sem tempo.

      Responder
  17. Marcilio Aguiar

    Um agradecimento ao Dalcim e aos que tiveram a paciência ler um longo texto que escrevi abaixo. Filipe Fernandes, periferia, Barocos, Rubens Leme, LEvI SiLva e Gabi fizeram comentários de altíssimo conteúdo e trouxeram informações sobre autores com os quais não tenho familiaridade, mas certamente procurarei conhecer melhor. Saúde para todos que frequentam esse espaço.

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    1. Gabi

      Te agradeço por me incluir mas, apesar de ter lido o teu muito interessante comentário, ainda não estou à altura de vcs para esse tipo de conversa erudita…

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  18. Rubens Leme

    Oi Dalcim, não sei quanto você tem lido sobre o covid, mas praticamente deixei minhas leituras de lado por causa dela e tenho arriscado até textos em alemão e francês com dicionários e google translator para ver se consigo ler mais.

    Há muitos cientistas que defendem que a pandemia ficará muito tempo ainda entre nós e que enquanto não existir uma vacina, ninguém estará a salvo completamente. Para muitos, seria importante alternarmos períodos de trabalho e isolamento social, do tipo 3 semanas trabalhando, 1 em casa, 2 meses trabalhando, 1 parado, enfim, as pessoas terão sua rotina mudada por causa dele.

    Isso causa uma preocupação porque o isolamento social tem sido uma das dores de cabeça em vários países e o Brasil é um dos piores, neste sentido, ainda mais tendo um presidente que prega o contrário.

    Alguns acham que seria um ótimo momento para se discutir um plano de emergência mundial para a saúde e protocolos universais, mas a maioria – e eu me incluo nela – acha que nada disso será feito e que as pessoas sairão de casa alucinadas e que por questões políticas e econômicas nenhum país terá coragem de impôr novos períodos de quarentena.

    Fico dentro de casa preso e com medo quando alguém vem entregar uma compra e é aquela paranoia de colocar as sacolas na mesa e passar álcool em gel em tudo – pareço um CSI tentando lembrar onde encostei as mãos para poder desinfetar -, mas ao mesmo tempo meus vizinhos deram uma festa na rua para um filho e lotaram a rua de crianças!

    Então, por mais que pensem no calendário do tênis, futebol (a CBF veio com a ideia absurda do Brasileiro ser jogado apenas na cidade de SP), seria muito bom que, primeiro a poeira abaixasse de forma segura, ou a gente pode ter outras e mais graves pandemias.

    Nova York é hoje a cidade com mais mortos no mundo – se não incluirmos a uma cidade subnotificada – e acho que em cinco meses pouco tempo – até porque terá um impacto emocional imprevisível nas pessoas.

    Enfim, acho que os eventos esportivos voltarão com tudo ainda este ano, mas não me sentirei seguro até uma vacina aparecer e poder nos imunizar.

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    1. José Nilton Dalcim

      Tenho lido bastante e há milhares de interpretações. Você viu hoje o fato curiosíssimos da baixa infecção na África do Sul? Ninguém entendeu nada.

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        1. Rubens Leme

          Viu essa? https://www.reuters.com/article/us-health-coronavirus-brazil-cases/brazil-likely-has-12-times-more-coronavirus-cases-than-official-count-study-shows-idUSKCN21V1X1?utm_source=meio&utm_medium=email&fbclid=IwAR18dGqqCMy4ERsQvUiWvEhIptn7s8Pxpb0mfoJwYNgawaB9IimZuuayYHc

          Brazil likely has 12 times more cases of the new coronavirus than are being officially reported by the government, with too little testing and long waits to confirm the results, according to a study released on Monday.

          Ou seja, temos uma subnotificação de 92%!

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      1. Miguel BsB

        Vi. Além da rápida ação de isolamento social por lá, existe a hipótese deles serem vacinados obrigatoriamente contra a tuberculose, a nossa BCG, tb universal…existem estudos que dizem que essa vacina pode aumentar a resistência contra o covid…

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  19. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,nessa época dos jogos do guga,entre 1999-2003 +-…os grand slam eram mais “divididos” porque haviam maior numero de grandes tenistas ou porque não haviam 3 gênios como o big three?…resumindo,qual top 10 era mais forte…o de agora ou dos anos 2000?

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    1. José Nilton Dalcim

      Havia uma divisão mais clara entre os pisos, Lucas, então ficava mais separada a turma do saibro da turma da quadra rápida. As exceções eram os gênios, como Borg.

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        1. José Nilton Dalcim

          Não seja exagerado… rsrs… Houve alguns outros que conseguiram isso. Agassi ganhou Wimbledon só devolvendo, por exemplo.

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          1. Luiz Fabriciano

            Falando nisso, vi no Youtube ontem um jogo entre Borg e Gerulaitis.
            Que coisa horrível – nem vi tudo. Honestamente, em minha opinião, não dá mesmo para comparar gerações. Os jogos hoje em dia são mais eletrizantes e intensos. Apesar de diminuírem a rapidez dos pisos, os jogos são bem mais rápidos. Haja vista saques a 250/km, como já disse aqui antes várias vezes.
            Voltando ao jogo em questão, era tão esquisito que o americano jogava o ponto todo com o segunda bola na mão, exceto quando a usava para o segundo serviço.
            Grande abraço.

      1. Rodrigo S. Cruz

        O Ferrer era um tenista muito esforçado, e só…

        Pelo pouco talento que teve, acho que não ter ganhado algum Slam foi justo.

        Já o Coria que eu achava bem mais jogador do que o Gaudio, amarelou feio naquela final de RG.

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      2. Rubens Leme

        Acho que o Miloslav Mecir merecia ser incluindo. Dois vice (Aus-1989 e US-1986) e duas semi (RG-1987 e Win-1988), número 4 do mundo. Aliás, o US Open de 1986 marcou a história, pois quatro tenistas da extinta Tchecoslováquia disputaram as finais masculina e feminina – o próprio Mecir, mais Ivan Lendl, Helena Sukova e Martina Navratilova.

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    1. .alessandro sartori

      Nao o vi jogar, mas nessa lista tem que estar o nome de Marcelo Rios que conseguiu a façanha de ser numero 1 sem ganhar slam, acho q mais alguem vai comentar isso rsrsrs! O Nalbandian pra mim, “na mão”melhor que ele só Federer e olhe la, um dos comentaristas que comenta por aqui disse um dia que o argentino só nao fez mais no circuito pq jogou a maior parte da carreira fora de forma, verdadese, se botar nessa conta tbm o fato de sempre ter convivido com lesões e além disso o comprometimento: me parece e os resultados mostram isso, Nalbandian era melhor na quadra dura, mas se repararem ao longo da carreira, sempre optou pela gira sulamericana que é mesmo periodo do Atp500 de Dubai, demonstrando claramente que sempre preferiu estar pertos dos seus, do que tentar ser um dos grandes, só pra efeito de comparaçao, eu nunca vi o Delpotro jogar a gira sulamericana…

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  20. Jmsa

    Dalvim,gostaria que você respondesse uma curiosidade que tenho sobre o tiebreak .o que significa a pontuação por exemplo.nadal vence o set por 7×6(4) .O que significa o 4 ? Sempre tem essa pontuação no parênteses,você poderia explicar ?
    Abraços

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  21. VINICIUS BENEDITO CUSTODIO

    Dalcim eu sinto que o tênis não volta em 2020 não, não sei se vc chegou a comentar isso, mas por tudo que o vírus está causando e como cada país está em um estágio e o esporte é global, infelizmente não vejo acontecendo esse ano mais
    Vc sente isso também?ninguém quer claro mas sendo realista pelo cenário de hoje
    E uma segunda pergunta se me permite Guga vs del potro na quadra rápida pelo que vc viu dos 2 quem ganharia?no saibro é óbvio que é o Guga mas na rápida com tudo que vc viu dos 2, quem vence em uma melhor de 10 jogos?

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    1. José Nilton Dalcim

      Minha impressão no momento é que existe, sim, uma chance. Veja: temos quase cinco meses até a data inicialmente estipulada para o US Open (31 agosto). Se a pandemia for controlada nos Estados Unidos até o final de maio, então ainda teremos três meses para baixar a poeira. E as notícias de Nova York hoje, por exemplo, foram animadoras. Eu ainda acho que o US Open deveria ser adiado preventivamente para outubro, no início do outono local. E sobre Guga x Delpo, são gerações bem diferentes, mas se pensarmos apenas nas características de cada um é provável que Delpo vencesse 7 em 10 na quadra dura mais veloz.

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  22. Sérgio Ribeiro

    Alguém mais abaixo citou a agressividade de GUGA e seu head to head com Federer. Realmente é um samba do crioulo doido rsrsrs . Comeca em 2002 no Saibro do então MASTERS 1000 de Hamburgo. Federer 6 x 0 , 1 x 6 , 6 x 2 GUGA . Lembrando que a FiNAL foi Federer 6 x 1 , 6 x 3 , 6 x 4 Marat Safin. Xangai substitui Hamburgo mas não impediu que o Suíço vencesse MASTERS 1000 no Barro , em OITO cidades diferentes . E varias Finais em Roma e MC . Em 2003 quando se imagina um GUGA já a meia boca , nas duras de I.Wells , GUGA 7 x 5 , 7 x 6 Federer. E em RG 2004 o Manezinho me manda um Triplo 6 x 4 pra cima do Suíço. Dito isto , não tenho dúvidas que o “ Surfista do Saibro “ sem lesões, brigaria pelo TOP 5 , e daria uma grande canseira em Dominic Thiem rsrsrs. Abs!

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    1. Barocos

      Pois é Rubens, na minha adolescência vi alguns shows dele, um inclusive no clube da minha cidade natal.

      Muitas pessoas entram nas nossas vidas pela arte ou pelo esporte e é dolorido vê-las partir, talvez porque encerrem a nossa esperança de reviver bons momentos ou talvez porque nos façam refletir sobre as nossas próprias mortalidades, ou por ambos. Este tipo de evento sempre me remete a um poema: “O Relógio”, de Cassiano Ricardo.

      Verões e amores de verões, carnavais e amores de carnavais, tudo ressurge e se mistura em meio as névoas do tempo e ficamos assim: com a saudade, torcendo para que Alzheimer não nos acometa, e com a aceitação, porque não tem outro jeito mesmo.

      Parabéns pelo longo casamento e, mais ainda, pela coragem no corte de cabelo. 🙂

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      1. Rubens Leme

        Pois é, todo casamento tem suas provas de fogo. Ainda bem que ela é um doce de pessoa.

        Eu vi também um show dele. Moraes não era meu músico favorito, embora eu tenha alguns discos solos dele e dos Novos Baianos, até no tempo em que eram Novos Bahianos. Mas era o tipo de música que você assobia ou canta sem perceber. Pelo menos, é assim comigo, eu sempre fico com a frase “lá vem o Brasil descendo a ladeira”, na cabeça.

        Nestes dias então, mais ainda – https://www.youtube.com/watch?v=ljlIHud9qh8

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  23. Gabi

    É incrível a força da Globo. ESPN e SporTV passando milhares de reprises todos os dias. A Globo passa uma e todo mundo assistindo e comentando o jogo!
    E não estou falando de gente que não tem TV a cabo.

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  24. Luiz Fernando

    Dalcim como alguns dos blogueiros tem feito sugestões acerca de matérias futuras neste momento de ausência de torneios, gostaria de sugerir uma: o impacto das mudanças de bolas e raquetes nestes últimos 20 anos nos resultados. Muitos de nós comentam acerca de Sampras, Agassi, Guga e outros, cujo auge foi na primeira metade da década passada. Naquela época as condições das quadras e dos materiais utilizado eram completamente diferentes dos de hoje, creio q aponto de impactar nos resultados. Talvez isso proporcionasse uma possibilidade de imaginarmos o q esses grandes ex-campeões poderiam fazer com os materiais modernos, que me parecem sensivelmente melhores. Claro q se vc julgar q seria interessante e se tiver tempo, pois me lembro q recentemente vc postou q estava muito atarefado…

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  25. Oswaldo E. Aranha

    Sérgio Ribeiro, gosto sempre de responder aos que me solicitam; então, como não sou bom de guardar assuntos, respondo o que sei; o maior goleador do campeonato brasileiro é um vascaíno, cujo nome é Roberto Dinamite.
    Quanto à cara de pau, até acho que tens razão, pois após fazer a barba uso como loção um preparado à base de óleo de peroba. Abraços.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Bom como não respondeu , vou te ajudar . O maior Artilheiro do Templo sagrado do Esporte foi Zico , com 333 gols . Roberto Dinamite foi um rival a altura , mas ficou sem Libertadores e Mundial Interclubes . Na Seleção jamais perdeu uma partida pra Seleções Sul-Americanas com Maradona e tudo. Uma média de gols apenas atrás de Pelé e Romário. Uma única derrota em seus 71 jogos oficiais pela Seleção. Itália 82 . Se não simpatiza , torça pelo Liverpool rsrsrs Abs!

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      1. Sérgio Ribeiro

        Ps. Contra França 86 foi 1 x 1 . Perdeu um pênalti, mas bateu de novo e marcou na disputa final. Sócrates e Júlio César e’ que perderam suas cobranças. Abs!

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        1. Luiz Fabriciano

          Veja como são as coisas da vida – e do esporte.
          Assisti esse jogo ao vivo pela TV. Tinha 17 na época e ainda sofria barbaridades nos jogos da seleção (me curei disso).
          Na cobrança de pênaltis, teve um francês que chutou reto e muito forte, tanto que o goleiro Carlos, ao se jogar para a bola, chegou atrasado, mas o suficiente para ela bater na trave, voltar, bater em suas costas e entrar no gol, finalizando-o em três lances.
          Se o Carlos fizesse como muitos, tentando adivinhar um canto e caísse para o lado contrário, quem sabe teríamos levantado mais uma taça?
          Mas SE não se escreve, rsss.
          Grande abraço.

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      2. Barocos

        Sérgio,

        Não sou flamenguista, também não torço contra quando o confronto não é contra o meu time. DIto isto, o Flamengo do início da década de 80 foi a melhor equipe que vi jogar, aquele não era um time, era uma seleção e o seu líder, o galinho de Quintino, não era apenas um craque, era também um exemplo de profissionalismo e de respeito à ética. Meu jogador de futebol favorito de todos os tempos. Quando não ganhou a copa de 1982, e depois a de 1986 e desabafou, doeu, pessoalmente, em mim também, uma das maiores injustiças neste esporte, em qualquer tempo.

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        1. Sérgio Ribeiro

          Valeu , Barocos. Somente não consegui entender até hoje o porquê do grande Tele Santana , não ter escalado Roberto Dinamite ao lado de Zico na Copa de 82 . Ambos estavam no auge e se conheciam muito. O Brasil tinha batido os Italianos na Copa Anterior quando saiu invicta. E Dinamite jogou muito. Mas isso é outra história… ABS!

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    1. Maurício Luís *

      Oxalá alguns que se dizem religiosos se dispusessem a doar suas vidas ao invés de recorrer à Justiça e ficar se preocupando que o dízimo vai diminuir por causa do fechamento dos templos.

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  26. Rafael

    Em vista do pensamento preconceituoso que um participante usou comigo sobre terapia (insinuando que seja para dementes), achei importante e oportuno o gancho para esclarecer esse e outros assuntos:

    Há psicólogos, psiquiatras, psicoterapeutas e psicanalistas bons e ruins, como em qualquer área profissional; sei disso porque fui paciente desses profissionais com frequência, por muito tempo, de forma regular, e consulto-me com um psiquiatra/psicoterapeuta até hoje, esporadicamente.

    Ter distúrbios mentais não significa que ninguém é demente, tantã, louco, xarope, incapaz ou coisa que o valha. Uma das coisas que mais prejudica quem precisa de ajuda nessa área é justamente a ignorância de conhecidos e até mesmo de familiares.

    Depressão é uma das piores doenças do mundo. Ninguém “escolhe” ter depressão, nem é “doença de rico”, ou outros estereótipos que as pessoas costumam atribuir. Depressão é caracterizada por uma desordem nos neurotransmissores, que você não controla; atinge áreas do cérebro que até mesmo mostram a diferença entre alguém com depressão e outra pessoa sem, em exames de imagens. Depressão é, como se diz em inglês, crippling. É incapacitante. Deprimido não é vagabundo, nem se cura com alguém dizendo “Levanta daí e vai lavar uma roupa que passa”. Você perde a vontade de levantar da cama, de se alimentar, de manter a higiene, de se relacionar, de falar, de trabalhar, você perde a vontade de viver. A visão fica enevoada e parece que você vê tudo e todos através de uma tela fosca; as imagens não são nítidas; o som das vozes dos outros parece vir de longe; você fica aparvalhado e distante, como um zumbi. À noite, na hora de deitar, você só consegue pensar em como vai ser terrível no dia seguinte, ter de passar por todo aquele pesadelo de novo.

    Não vou me estender mais. O propósito desse post foi o de lançar uma luz, e não de esgotar o assunto. Se vc conhece alguém que passa por isso, não julgue, não tente “animar” a pessoa, dizendo que “vai passar”, mesmo que seja com a melhor das intenções. Ouça quando a pessoa quiser falar, e esteja com ela quando ela quiser se calar, mesmo que seja por horas, ou dias. Se ela dormir demais, deixe; se ela dormir de menos, fique do lado dela, pessoalmente, por tel, whatspapp, e-mail, rede social no privado, etc. Se vc não estiver disposto a fazer isso, porque sim, é uma barra pesadíssima, afaste-se, pq depressão é pesada demais também para os que rodeiam o cidadão nessa condição. Sem julgamentos, de parte à parte.

    Criei e gerenciei uma comunidade no falecido Orkut, por 3 anos, chamada “Distúrbios da Mente e a Vida”, que chegou a contar com quase 4 mil membros e era fechada, só entrava com minha aprovação, para preservar a privacidade dos integrantes.Trocávamos experiências sobre médicos, tratamentos, remédios, efeitos colaterais, uns ajudavam aos outros. Já varei madrugadas no antigo msn tentando evitar que pessoas tirassem a própria vida.

    (Mesmo assim, perdi alguns conhecidos para a depressão. Atiraram-se de prédios, cortaram os pulsos, jogaram-se na frente de carros, etc. Só cito isso pra vcs verem, se uma pessoa chega a desenvolver a coragem (ou descontrole) para tais medidas, o grau de desespero que essa maldita doença causa.)

    Mas só pude fazer isso depois de me estabilizar. Quem me salvou a vida foi um médico que clinicava, além do consultório dele, no hospital das clínicas.

    Depressão é tratada com antidepressivos, reguladores de humor (no caso de depressão bipolar) e, quando necessário, medicamentos para ansiedade (ansiolíticos), e tranquilizantes (clonazepam – o famoso Rivotril, diazepam, alprazolam, etc).

    Depressão também é tratada com terapia. Terapia tradicional, terapia cognitiva-comportamental, psicoterapia, etc.

    Há tratamento, sim. Sob medicação adequada e com o acompanhamento de especialistas, o indivíduo consegue retomar a normalidade de sua vida.

    Há também a depressão crônica, recorrente, que, como o próprio nome diz (e é meu caso), volta, sem aviso, depois de anos sem sintomas, e pode durar por anos a fio. Depressão é como um maldito câncer que te corrói aos poucos, mas, se vc aprender a conviver com ela (sempre com ajuda médica), na maioria dos casos é possível viver e funcionar satisfatoriamente. Tenho dezenas de livros nacionais e internacionais sobre o assunto.

    E, finalmente, se vc estiver tendo pensamentos no sentido de causar dano a vc mesmo, ligue para o CVV, Centro de Valorização da Vida, tel: 188 e site https://www.cvv.org.br/. Nunca usei, mas conheço e sei que tem voluntários ótimos e atendimento 24 hs por dia. Converse, não tome nenhuma decisão (mesmo que te pareça a melhor alternativa naquele momento) precipitada; permita-se uma chance de viver.

    A razão de eu escancarar de tal forma minha privacidade neste espaço e com este post é pq ela (minha privacidade) pouco importa se auxiliar, direta ou indiretamente, a uma só pessoa que seja, ou se conscientizar alguém sobre como ajudar um conhecido ou parente nessa situação.

    Especialmente nesses tempos tão difíceis dessa pandemia, que causa prejuízos emocionais a qualquer um, mas pode afetar perigosamente a um depressivo.

    Obrigado pelo espaço, se vc decidir publicar esse post, Dalcim.

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        1. DANILO AFONSO

          “Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano – sendo essa a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.”

          Rafael, essa estatística é assustadora e ainda acho que os meus de comunicação e o Estado não dão a devida importância ao tema. Nos últimos 3 anos perdi dois primos da mesma família que padeceram deste mal estando na faixa etária reportada por você. O impressionante que algumas vezes os acometidos pela doença parecem, aos olhos dos outros, normais. Meus dois primos eram brincalhões e tinham planos de vida bem traçados, mas quando a gente menos esperava…

          Eu como pai de dois filhos (casal), espero que eu tenha sabedoria para instruí-los quando eles chegarem na adolescência e no início da fase adulta, períodos da vida que geralmente a ansiedade, confiança, aceitação física, falta de autoconhecimento e bullying são obstáculos para os jovens.

          Diferentemente da minha geração, atualmente os jovens querem “tudo para ontem”. Pensam que tem que usufruir das coisas boas da vida na mesma velocidade com que interagem nas redes sociais.

          Por ora vou aproveitando os bambinos e trabalhando para que eles sejam pessoas de boa índole.

          Responder
    1. Barocos

      Rafael,

      Não sou especialista em comportamento humano, mas não me surpreende que você já tenha passado por períodos de depressão, alguns do seus textos anteriores já deixava isto subentendido.

      Infelizmente, já tive que enfrentar este problema algumas vezes: dois conhecidos do tempo de escola, com os quais eu costumava conversar, se suicidaram, um com 16 e outro com 19, e sempre me pergunto se eu não poderia ter feito algo diferente para ajudá-los, o fato de ter sido sempre muito cortez e atencioso com os mesmos, ao menos, serviu para diminuir o meu sentimento de culpa. Minha ex-esposa, em sua última gravidez, desenvolveu depressão pós-parto e tive que me desdobrar para que a situação não se tornasse insuportável, acho que nunca dei tantos abraços e beijos por qualquer motivo que fosse em outra pessoa. Quando da minha separação, quase seis anos depois, foi minha vez de me sentir extremamente triste, não sei se mereceria o título de depressão, mas fiquei uns bons meses muito para baixo. Amores vão e novos amores curam. Quando minha mais nova tinha entre 12 e 13 anos, nova agonia, eu longe dela (ela não mora no Brasil) e um sentimento de culpa colossal. Sempre a aconselhei a ser estudiosa, a manter um físico saudável e não engordar e a ser respeitosa e polida com os outros, nunca sem antes explicar os motivos destas solicitações. Sempre vou me questionar se, estando eu distante e a pressionando sobre os cuidados que deveria tomar com a educação e a aparência, não contribuí para que ela desenvolvesse este mal. A transição entre a fase infantil e a adulta é extremamente complicada e toda a atenção, cuidado e compreensão que os pais puderem fornecer podem fazer muita diferença. Não é a toa que se costuma dizer que a adolescência é “fogo”, parece que muitos de nós se esquecem disto quando nos tornamos pais. Felizmente, minhas meninas se tornaram excelentes pessoas, se formaram em universidades de primeira linha no exterior (a mais nova termina o doutorado dela agora e a mais velha acaba de receber a comunicação que a sua linha de pesquisa foi aprovada, apenas 45 do seu tipo são chanceladas por ano), onde continuam a morar, e florescerem em belas mulheres independentes, enfim, enchem-me de orgulho, ainda que, para ser justo, deva atribuir grande parte do sucesso das mesmas à mãe, igualmente uma pessoa maravilhosa.

      Sou agnóstico e tento ser sempre o mais racional possível, mas, eu diria, empatia foi uma das qualidades que minha querida mãe soube me ensinar a ter. Infelizmente, não fui capaz de absorver todos os ensinamentos que ambos os meus pais tentaram transmitir.

      Ainda que tenha algumas opiniões divergentes de umas poucas das suas, quero deixar claro que presto atenção em todas que encontro e guardo grande respeito à sua pessoa.

      Responder
        1. Rafael

          Barocos,

          Obrigado pela resposta. Fico satisfeito em saber que suas filhas se tornaram grandes mulheres. E, falando em empatia, obrigado pela que vc demonstrou comigo.

          Danilo,

          Lamento pelas perdas, e te desejo de todo coração sucesso na criação do seu casal. Tenho certeza que vc vai dar o seu melhor.

          Finalmente, só postei o que postei para lançar uma luz sobre o assunto. Também não sou especialista em nada, luto até hoje contra meus demônios.

          PS: Demência, termo que o colega ao qual me referi usou, nada tem a ver com depressão. É um outro mal. Tive um tio que faleceu dele. É bem triste acompanhar a mente da pessoa deixar gradativamente de funcionar a ponto de sequer te reconhecer. Então, aconselho qualquer um a pensar duas vezes antes de chamar alguém de demente ou dizer que “vai dar uma de demente”. Careful what you wish for…
          PS 2: Duas recomendações de livros, que relatam histórias pessoais: “An Unquiet Mind”, de Kay Redfield Jamison, e “O Demônio do Meio Dia”, de Andrew Solomon. Não são didáticos, como disse, são relatos pessoais dos autores, mas são pesadíssimos.

          Como o Dalcim me alertou e eu acato, fico por aqui. Abs a todos que perderam seu tempo lendo o q escrevi.

          Responder
          1. Filipe Fernandes

            Caro Rafael, bom dia!

            Se me permite um comentário, o livro “O demônio do meio-dia” foi um dos melhores que li na minha vida, um livro repleto de generosidade. Andrew Solomon é um autor fundamental que deixei de mencionar à Gabi dias atrás (eu deveria tê-lo feito, pois ele foi muito importante para mim há alguns anos, e desde então continua sendo). Quando eu li relato acima, essa obra veio imediatamente à minha mente, pela riqueza de informações e experiências que Andrew (a partir da sua experiência pessoal dolorosa e das experiências também dolorosas e tocantes das pessoas que entrevistou) nos apresenta. E eu já imaginava que você pudesse ter conhecimento dela.

            Caro, li seu relato acima com muita atenção e consideração; aliás, este e todos os demais que já havia escrito. E os dos demais participantes também (desde que conheci o Blog).

            Em uma página, Solomon escreve o seguinte: “Uma vez que a depressão é altamente desmotivadora, é preciso um certo instinto de sobrevivência para prosseguir mesmo durante a depressão, não se enfiar debaixo dela. O senso de humor é o melhor indicador de que o indivíduo se recuperará; frequentemente, é o melhor indicador de que será amado. Cultive isso e há esperança em você.

            “Claro que pode ser duro manter o senso de humor durante uma experiência que pouco tem de engraçada. É urgentemente necessário fazê-lo. O mais importante a lembrar durante a depressão é: não se recupera o tempo perdido. Ele não é somado ao final de sua vida para compensar os anos de desastre. O tempo devorado pela depressão está perdido para sempre. Os minutos que se vão com a doença são minutos que você não verá mais. Por pior que se sinta, terá que fazer tudo que for possível para continuar vivendo, mesmo que tudo que possa fazer no momento seja respirar. Aguente o tempo de espera e ocupe esse tempo tão plenamente quanto puder. Esse é o meu grande conselho para os deprimidos. Agarre-se ao tempo: não deseje que sua vida se desvaneça. Mesmo os minutos em que se sente que vai explodir são minutos de sua vida, e você jamais os terá de novo.”

            Rafael, aprecio a sua coragem e franqueza para falar abertamente de uma questão muitas vezes banalizada e estigmatizada no meio social. Muito, muito bacana e nobre de sua parte. (E não, não é nenhuma perda de tempo ler um relato tão franco e importante como este seu; se caso for, então o é como naquela linda música da banda inglesa Elbow: “what a perfect waste of time”.)

            Um grande abraço, espero que esteja bem.

            Ps.: me desculpe mais uma vez, mestre Dalcim, pela longa citação.

        2. Barocos

          Danilo,

          Primeiro, claro, obrigado, ainda que eu saiba que são elas que merecem, e muito, os elogios.

          Conselho só se dá a quem pede, mas como não lhe conheço pessoalmente, vou arriscar-me a repetir alguns que você, muito provavelmente, já pratica. Brinque o mais que puder com as suas crianças, mas evite quebrar regras ou facilitar demais para que elas ganhem de você em alguns jogos físicos ou mentais (tenha certeza, se o fizer, elas irão perceber), você vai criar laços extremamente fortes com elas, ganhará respeito sem precisar exercer autoridade, tornará mais claras as relações entre ética, disciplina e esforço pessoal para o incremento das habilidades motoras e cognitivas e, de quebra, vai fazer com que a socialização ocorra de maneira bem mais tranquila. Nas desavenças que surgirão, tente atuar sempre suavemente e enfatize a necessidade de que o relato das mesmas seja o mais fiel possível, enfatize que os outros podem enxergar as coisas de uma forma ligeiramente diferente, peça um tempo para ponderar sobre as medidas cabíveis enquanto tenta acalmá-las e explique o motivo das suas conclusões, elas respeitarão as suas decisões salomônicas, isto vale entre elas e para as desavenças com outras pessoas. Se errar, peça perdão e forneça argumentos em relação a sua falta. Evite dizer “não” imediatamente, peça um tempo para pensar, lembre que você já foi criança e que as prioridades delas carregam uma urgência diferente das suas. Sempre que possível, incorra em sacrifício pessoal (termine de ler o livro depois). Quando elas errarem, não deixe que se desesperem, lembre-as da condição humana, somos todos falhos e que isto não é, necessariamente, ruim, pois nos permite sempre melhorar, que amanhã é um novo dia e que muitas coisas podem ser consertadas ou minoradas, que aprender a perdoar é uma das maiores virtudes humanas.

          Quando a infância das mesmas passar, elas terão algumas boas lembranças dos tempos que passaram juntos, terão respeito e amor por você, terão aprendido o valor da ética, do perdão, da disciplina e do esforço pessoal e saberão, na maioria das vezes ao menos, separar o que é fundamental do que não o é. Você, de qualquer maneira, será o maior beneficiário: terá inúmeros momentos inesquecíveis para aquecer sua alma, terá, também, orgulho de ter contribuído para o florescer de pessoas admiráveis e, por fim, se arrependerá de não ter usado ainda mais tempo do que o que você alocou.

          Divirta-se, o mais que puder, com elas nesta fase de ouro.

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      1. Rubens Leme

        Conheci duas pessoas que se suicidaram próximas de mim: um parente e um colega de escola que tinha 14 anos. É uma coisa pavorosa, ainda mais a forma como aconteceram – com arma de fogo e se jogando de uma ponte. Fico imaginando o desespero para tais atos. Na verdade, não consigo imaginar.

        Um dos livros mais marcantes neste sentiido é o romance de Sylvia Plath, A Redoma de Vidro. Atos extremos são sempre chocantes. As pessoas costumam dizer que suicidio é um ato de fraqueza. Eu penso o contrário. Aliado ao mais profundo desespero.

        Responder
        1. Rafael

          Rubens,

          Na esteira desse assunto, deixo uma sugestão de leitura: “V. Woolf – contos completos”. Virginia se suicidou por afogamento e, através de sua obra, é possível notar claros indícios da gradativa deterioração de seu estado emocional.

          Responder
          1. Rubens Leme

            Sim, tenho todos os romances dela, assim como o livro que deu o Oscar para Nicole Kidman.

            Curiosidade: ela e James Joyce nasceram em morreram no mesmo ano, 1882-1941. Ela no dia 25 de janeiro e morreu em 28 de março, e Joyce nasceu em 2 fevereiro e morreu em 13 de janeiro.

  27. Felipe

    Mestre boa noite!

    Espero que se se encontre muito bem de saúde…

    Aproveitando essa paradeira e revendo os jogos do Guga, te confesso que não lembrava o quanto agressivo era seu jogo, com várias subidas à rede, algo raro hoje em dia.

    Acha que ele conseguiria manter esse estilo nos dias atuais?

    Gde abraço

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Tudo ótimo, Felipe! Sim, acho que essa foi a importância histórica do Guga: trazer a agressividade de volta ao jogo sobre o saibro. E isso não apenas com as subidas à rede, mas com um primeiro saque pesado, golpes de base muito potentes. O tênis de hoje é muito mais físico do que antes, mas com sua genialidade ele certamente se adaptaria ao jogo moderno, que contra com raquetes bem mais leves e cordas que ajudam muito a potência e controle.

      Responder
  28. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,estava pesquisando…Sampras e Agassi tem praticamente a mesma idade…Porém Agassi fez ainda final de slam com 35 anos e Sampras com 31 já se aposentava…Porque Sampras se aposentou tão cedo?Problemas físicos?Falta de motivação?…Ele poderia ter ganho mais alguns slams e ter talvez uns 17 na história,não é?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, poderia, mas Sampras realmente se cansou do circuito mais cedo. Agassi teve alguns momentos de longa parada e isso permitiu que fosse um pouco mais longe. Mas lembre-se que Agassi jogou os últimos anos da carreira à base de muita infiltração.

      Responder
  29. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,quando “acabar” essa pandemia e o tênis voltar ao normal,você acha prudente ter umas 2 ou 3 semanas sem torneios,para os tenistas voltarem aos treinos físicos e pegarem ritmo?Ou caso volte à normalidade dia 4,no dia 5 já seria válido termos torneios?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Nenhum lugar do planeta vai sair da pandemia ao mesmo tempo, Lucas. Vai depender de onde está cada tenista para a volta à normaiidade. Então acho que a ATP tem de estipular a data de eventual retorno e todo mundo tentar entrar em forma. Certamente ela não fará isso de um dia para o outro, mas com pelo menos 3 semanas de antecipação.

      Responder
  30. Gabi

    Eu não lembrava como tinha sido sofrido fechar o jogo com o Corretja. 5-0, 0-40 e o Guga teve smash na rede, paralela para fora… até conquistar o tri!! Dá-lhe!!

    Responder
  31. Oswaldo E. Aranha

    Gabi, lembrei-me de uma matéria que colocaste sobre antipatia por clube de futebol. Então vou contar um episódio que aconteceu comigo.
    Fui a uma reunião do Conselho de Segurança do bairro onde moro e haviam convidado uma delegada para fazer uma palestra. No decorre da palestra ela disse: vou mostrar uma imagem de dois meliantes para vocês estarem prevenidos e então mostrou dois mal encarados um com a camisa do Flamengo e o outro com a camisa do Corinthians; então não me contive e pedi um aparte e lhe dei os parabéns pela feliz escolha.
    No vôlei não simpatizo com as moças do Minas.
    No tênis não tenho antipatia por nenhum dos tenistas e até também não tenho pelos participantes do blog que não perdem oportunidade de tentar menosprezar tenista que não seja seu preferido.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Meu caríssimo , Aranha. A sua cara de pau é incomensurável. Cansas de saber qual é a maior rivalidade CARIOCA. A tua sorte é que tivemos de um lado , o maior artilheiro do Campeonato Brasileiro de todos os Tempos. IMBATÍVEL com seus 190 Gols. E do outro o maior artilheiro da história do Maracanã com 334 gols. Saberias responder quem são ? Ou gostarias de uma ajudinha ? rsrsrs Abs!

      Responder
  32. Sandra

    Dalcim , vendo alguns jogos do Guga , vc acha o nível dele muito abaixo do big 3 ? Até do Federe ele ganhou !! Ele perdeu alguma vez para o Federer?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Eles jogaram três vezes. Federer ganhou a primeira no saibro, Guga venceu depois na dura e no saibro. Não, Guga não pode ser colocado ‘muito abaixo’, mas certamente está abaixo.

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não gosto de comparar épocas, Anderson, acho muito complexo isso. Se pensarmos em termos de versatilidade, Murray e Wawrinka fizeram mais que o Guga, que teve títulos só em um piso e quartas nos demais. Wawrinka no entanto não chegou a ser número 1. (Não sei se você citou mais um nome, que não deu para entender). Abs!

          Responder
  33. Rubens Leme

    Recentemente assisti a nova com o Al Pacino sobre o caçador de nazistas (The Hunters) e achei confusa e chata, apesar de muito bem produzida e ótimos atores, mas os personagens eram mal desenvolvidos e o final da primeira temporada, por mais chocante que parecesse, nem era tão inesperado dado o caminho que seguia.

    Assisti tb no Prime, a Treadstone, baseada no universo do Jason Borune. Conheci Bourne do livro original que meu pai comprou quando era menino, li na época e achei divertido, tanto que tenho os outros e até os DVDs. A série é melhor do que The Hunters e também acaba com um cliffhanger interessante.

    Black Mirror vi um pouco, mas assim como Strange Things não é do meu gosto. Curto mais séries policiais – vi Hinterland (galesa), Wallander (a versão inglesa, com Kenneth Branagh da série sueca), Marcella, Colateral, River (todas das netflix) e curti muito as duas primeiras.

    Para me divertir e rir gosto daquelas séries policiais feitas no final dos anos 90 e começo deste século que misturam romance policial e comédia, mantendo aquele clima oitentista que víamos em As Panteras, Magnum, McGyver, etc, com aqueles vilões canastrões… assim, Monk, O Mentalista, Castle conseguem trazerem ótimos personagens e episódios gozados.

    E apesar de gostar de ler sobre ficção científica, não sou grande fã de séries do gênero.

    Responder
  34. Rubens Leme

    Dalcim, você acompanha alguma série? Acho que sou o único que acompanha The Blacklist dos que conheço. Há mais de um ano, assisto o streaming ao vivo, todas sextas, 21 horas, porque cancelei minha tv a cabo e depois baixo o vídeo com legendas em português e salvo no meu computador (tem um site brasileiro muito bom e rápido neste sentido).

    É a única série atual que vejo, mas esperava mais desta sétima temporada. Vi boa parte das que a Netflix e a Prime produziram, mas poucas me conquistaram.

    A Lista Negra – como ficou conhecida no Brasil – apesar de uma série muito inteligente e com o personagem principal mais carismático que já acompanhei, vem cansado pelo monte de pontas soltas e por deixar todos em suspensão sem saber o que é real ou não. Além disso, mataram alguns personagens secundários que davam mais consistência. Mesmo assim, continuo vendo, porque estou curioso para saber como vão explicar as dezenas de pontas soltas das temporadas anteriores.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Veja muitas, Leme, mas não sou fã desses séries intermináveis. Aprecio coisas mais curtas – achei ‘Black Mirror’ excepcional por isso -, e aí meu gosto vai da ficção científica até o terror, mas inclui ‘Merli’ e também ‘Merlin’… rsrs…

      Responder
      1. Miguel BsB

        A última que assisti foi Narcos…excelente! Todas as temporadas…
        Daquelas que você vê do primeiro ao último capítulo em uma tacada só!

        Responder
          1. Rubens Leme

            Breaking Bad começou bem mas as duas últimas temporadas são depressivas demais, aquele final te deixa mal. Lembro que fui ver tb no Netflix e maratonei todas as temporadas em um final de semana.

            Depois tentei assistir o spin off Better Call Saul mas já tinha tido demais daquele universo.

      2. Sandra

        Vocês deveriam ter visto uma série no globosat , o barco os últimos sobreviventes da terra , eu achava surreal , mas vendo o que está acontecendo no mundo hoje e dia , já não estou achando a série tao surreal !?

        Responder
  35. Gabi

    Para os solteiros:

    mantenham-se muito otimistas e não percam a esperança.

    Alguns dias depois do fim do distanciamento social (e físico), existirão muitos términos de relacionamento e, portanto, oportunidades novas

    Rsrs

    Responder
    1. Miguel BsB

      Gabi, sou casado…mas, quando isso terminar, acho que o pessoal, principalmente, claro, os solteiros, vao perder as estribeiras kkkkk
      Vão querer tirar o atraso de meses de distanciamento social…rs

      Responder
      1. Rubens Leme

        Miguel mas só depois de super lotarem as barbearias e salões de beleza para cortar o cabelo, fazer depilação, pintura, etc… Esse pessoal vai tirar em uma semana o dinheiro do ano todo.

        Aì sim, vão para a próxima etapa.

        Responder
      2. Gabi

        Ehehehe
        Só faça a barba antes hihihi
        Tô brincando, a tua esposa deve gostar

        Eu aqui antes de qualquer estribeira rsrs preciso urgente cortar o cabelo, fazer as sobrancelhas, as mãos, os pés e depilar rsrs.

        Responder
        1. Miguel BsB

          Kkkkkkk
          Gabi, a mulher tá gostando da barba grande, pelo menos é o que ela me diz…rs
          Rubens, comprei logo foi uma máquina de cabelo e passei a 3, foi o jeito…hehe

          Responder
          1. Rubens Leme

            O meu é cortado pela minha esposa desde que a conheci. Ela tem uma técnica estranha ao segurar a tesoura e quando fica nas minhas costas me dá um certo arrepio, mas ainda estou aqui, 18 anos depois.

      1. Gabi

        Ontem me lembrei de vc qdo li a notícia do leilão da camiseta com a qual Rafael Nadal Roland Garros no ano passado.
        Pensei: será que foi o Vitor Hugo quem arrematou por 20,5 mil euros?

        Responder
  36. Marcilio Aguiar

    Prezado Dalcim e demais participantes. Peço permissão para expor uma reflexão que tenho feito nos últimos dias sobre as relações humanas nesse blog. Não sou estudioso de nenhuma “logia”, mas apenas um observador que gostaria de expor seu ponto de vista.
    O nosso principal elo nesse Blog, paradoxalmente, era também o fator de desunião, até surgir essa pandemia. Tentarei explicar melhor com palavra óbvias.
    Todos nós fizemos o contato inicial e mantivemos a conexão com esse espaço pelo amor ao tênis. Por outro lado, a maioria das pessoas, eu me incluo nisso, encara os esportes como algo mais do que uma bela expressão do ser humano a ser apreciada. São adicionados componentes passionais da competição, da tomada de partido, da torcida por alguém. São esses aspectos o que provocam a desunião, a discórdia e até ódio. Esse fenômeno não existe ou é raramente perceptível em outra forma de expressão do ser humano: nas artes. Até existem as diferenças, discordâncias, preferências e competições, mas não existem manifestações coletivas e exacerbadas de ódio pelo que é diverso do gosto de alguém, na mesma medida que nos esportes. Em resumo, o amor pelo tênis nos uniu no blog, mas a torcida por alguns jogadores (especialmente pelo Big 3) nos desune profundamente, chegando ao cumulo de pessoas que certamente não se conhecem pessoalmente trocarem palavras ríspidas e até ofensas, quando é notório que teriam total capacidade de manifestar suas discordâncias sem usar de altos níveis de agressividade.
    Nessas semanas, sem a principal razão de ser do blog, vários assuntos de interesse coletivo foram trazidos à baila, com grande competência e riqueza de informações e argumentos. As artes foram privilegiadas, com textos riquíssimos de diversos participantes sobre música, cinema e literatura, temas que para mim são do maior interesse. Extrai informações preciosas, especialmente, sobre livros e autores sobre os quais não tinha conhecimento ou prestado atenção. Já outros dois temas tratados por alguns, ainda que com conteúdos bem elaborados, provocaram discórdias e rispidez maiores que a torcida belo Big 3. A política (tendo a economia como algo associado) e a religião, também misturada com a política, têm os mesmos componentes passionais dos esportes em um nível até mais elevado.
    As nossas preferências são formadas, reformadas e ampliadas pelas experiências vividas e pelo conhecimento que vamos adquirindo com o passar dos anos. Para tentar conduzir ao ponto que pretendo chegar, permitam-me falar de algumas referências pessoais:
    Tenho 61 anos, nasci no sertão da Bahia e me mudei para São Paulo em 1973 onde resido até hoje. Sempre gostei de futebol e sou Corintiano desde 1967 (ouvi pelo rádio aos 9 anos a famosa quebra do tabu contra o Santos). A primeira vez que ouvir falar de tênis foi em 1976 quando houve um torneio WCT no Ibirapuera no qual o Borg foi campeão. Desde então passei a acompanhar o esporte através do saudoso Jornal da Tarde e ver os poucos jogos que passavam na TV. O sueco, então, tornou-se meu tenista favorito e tive o prazer de vê-lo em um jogo exibição contra o Kyrmair. Apesar de gostar do esporte, só peguei numa raquete pela primeira vez em 2011, já aos 52 anos e bato uma bolinha até hoje, com todas as limitações óbvias, porém num nível que me da prazer. Ao longo de todos esses anos acompanhei tenistas extraordinários que passaram pelas quadras, mas quatro tiveram a minha torcida constante e efetiva: Borg, Edberg, Guga e Federer.
    Acredito em Deus, sou católico por formação familiar e até hoje não tive necessidade ou desejo de procurar atrativo em outra crença.
    Não sou ligado a partidos políticos, me considero um social democrata, mas gostaria que aqueles que carregam a bandeira da diminuição da desigualdade social e melhoria na distribuição das riquezas de fato honrassem esses compromissos ao se tornarem governo e não decepcionassem seus eleitores logo após assumir o poder. Por essa razão votei no PT em 2002, mas já não mais o fiz em 2006, por decepção com o mensalão, já escancarado. Em 2010 e 2014 também não votei, entretanto 2018 apresentou-me uma escolha de Sofia para o segundo turno. Votei no Haddad, apesar de não ter mais qualquer simpatia pelo partido, porque considerei ser melhor arriscar numa pessoa com formação humanista a escolher a aberração anunciada que estamos presenciando.
    Essas informações sobre mim não são relevantes para nenhum de vocês, mas servem de referência para o desfecho que pretendo dar a partir de agora, pedindo permissão para citar alguns nominalmente.
    Acho que poucos ou quase ninguém aqui se conhece pessoalmente. Vamos fazer um exercício hipotético como se não tivéssemos tido nenhum contato anterior através desse blog e tivéssemo-nos conhecido em um ambiente qualquer de trabalho, escola, numa festa etc.
    Partindo da minha perspectiva poderia ser amigo, por exemplo, do Rubens Leme ressaltando algo que parece termos em comum: o gosto pela música (embora não tenha o seu vasto repertório), Bjorn Borg e alguma proximidade na visão política. Não seria ignorado mas teria pouco peso torcermos por times de futebol diferentes e temas religiosos. Com Sérgio Ribeiro me parece similar a visão que temos sobre Roger Federer e a relação com os dois outros grandes rivais. Até o Paulo Almeida, que me irrita profundamente pela forma desdenhosa que trata o Federer, me surpreendeu esses dias com informações excelentes sobre música e outros assuntos que poderiam conduzir a uma amizade.
    Finalizando não tenho a pretensão nem direito de ditar normas de conduta para ninguém. Apenas ofereço o meu entendimento de que a opinião de determinada pessoa a representa naquele momento e naquele assunto, mas não diz tudo sobre ela, se não a conhecemos com profundidade em outros aspectos de sua vida. Tenho tentado agir assim diante de tanta informação a que sou exposto nesse turbilhão digital que vivemos.

    Responder
    1. Filipe Fernandes

      Caro Marcilio Aguiar, bom dia!

      Estou profundamente admirado com as suas palavras, com a absoluta alteridade delas! É motivo de alegria imensa lê-las nesta manhã, é um tipo de manifestação pessoal — feita, a meu ver, sem um pingo de maledicência — que só serve de exemplo para todos nós aqui do Blog e apenas nos engrandece, em todos os aspectos da vida.

      Outro dia, a senhorita Gabi sugeriu que eu anunciasse alguns autores e obras que ajudaram em minha construção como pessoa (construção que, com todas as nossas virtudes, potencialidades, falhas e defeitos claramente humanos, sabemos ser um exercício infindável, que durará até o último dia das nossas vidas, felizmente), e eu mencionei o nome de Carl Sagan, renomado cientista e divulgador científico norte-americano, e a quem eu admiro profundamente pela pessoa que foi — um indivíduo extremamente compromissado com o desejo de que as outras pessoas (não apenas as dos EUA) crescessem e cresçam intelectualmente, como humanos e de forma digna. Eu não indiquei nenhuma obra dele ao responder à Gabi, mas acredito, verdadeiramente, que todos que tiverem a oportunidade de ler, entre seus livros, a obra “O mundo assombrado pelos demônios — a ciência vista como uma vela no escuro” se torna um ser humano melhor, mais crítico, tolerante, empático e esclarecido, e também inteligente.

      Esse livro é extraordinário, ele dá grandes exemplos de como poderíamos melhorar a nossa sociedade (nos âmbitos da ciência, do respeito às diversidades, da política, da formação de um projeto de país decente e — a área pela qual tenho profundo interesse e preocupação — do sistema educacional), e, se o Dalcim me permitir (claro, se não for um incômodo, porque o intuito do Blog não é esse), gostaria de reproduzir um trecho de um dos seus primorosos ensaios, que versa exatamente a respeito do intrincamento muitas vezes conflituoso e renhido entre crenças e descrenças, pois (em face das dissensões recentes) eu, se quisesse, não conseguiria me expressar mais adequadamente do que ele. Caro Dalcim, prometo que esse tipo de citação longa não acontecerá mais da minha parte, e, se não for possível a publicação dela, saiba que entenderei perfeitamente; e, se for possível, desde já afirmo que ela não é, de modo algum, uma forma de indireta a ninguém aqui, tenho imenso respeito por todos e todas, mas apenas uma tentativa de oportunidade para uma reflexão que pode ser bastante válida. Esse é o único espaço no meio virtual em que expresso minhas opiniões pessoais, até mesmo a respeito de esportes — não tenho Facebook (que abandonei no início de 2019, muito em função do ambiente legado pelas eleições de 2018), Twitter ou qualquer outra rede social, apenas email e WhatsApp. Aqui, eu entendi que há uma possibilidade rica de alguns temas e assuntos interessantes ser conversados de forma civilizada e proveitosa. Este é o trecho (do ensaio ‘O casamento do ceticismo e da admiração’):

      “Todos nós acalentamos as nossas crenças. Em certo grau, elas definem o nosso eu. Quando aparece alguém que desafia o nosso sistema de crenças, declarando que sua base não é suficientemente boa — ou que, como Sócrates, faz perguntas embaraçosas em que não tínhamos pensado, ou demonstra que varremos para baixo do tapete pressupostos subjacentes de importância capital –, tal fato se torna muito mais do que uma busca do conhecimento. Nós o sentimos como um ataque pessoal.

      “O cientista que pela primeira vez propôs consagrar a dúvida como uma virtude fundamental da inteligência indagadora deixou claro que ela não era um fim em si mesmo, mas uma ferramenta.

      “(…)

      “Pela forma como o ceticismo é às vezes aplicado a questões de interesse público, há uma tendência para apequenar os opositores, tratá-los com ar de superioridade, ignorar o fato de que, iludidos ou não, os adeptos da superstição e da pseudociência* são seres humanos com sentimentos reais que, como os céticos, tentam compreender como o mundo funciona e qual poderia ser o nosso papel nele. Em muitos casos, seus motivos se harmonizam com a ciência. Se a sua cultura não lhes deu todas as ferramentas necessárias para levar adiante essa grande busca, vamos moderar as nossa críticas com bondade. Nenhum de nós nasce plenamente equipado.

      “Há certamente limites para os usos do ceticismo. Deve-se aplicar uma análise de custo/benefício, e se o alívio, o consolo e a esperança fornecidos pelo misticismo e pela superstição são elevados, e os perigos da crença relativamente baixos, por que não deveríamos guardar as dúvidas para nós mesmos? Mas a questão é delicada. Imagine que você entra num táxi [o livro do Carl Sagan é de 1995] numa grande cidade e, assim que se acomoda no carro, o motorista começa a discursar sobre as supostas iniquidades e inferioridades de outro grupo étnico. O melhor a fazer é ficar calado, tendo em mente que quem cala consente? Ou a sua responsabilidade moral é discutir com o motorista, expressar a sua indignação, até mesmo sair do táxi — porque você sabe que cada consentimento silencioso será um estímulo para o próximo discurso, e que cada discordância vigorosa o levará a pensar duas vezes na próxima vez? Da mesma forma, se calamos demais sobre o misticismo e a superstição — mesmo quando parecem estar fazendo algum bem –, favorecemos um clima geral em que o ceticismo passa a ser considerado descortês, a ciência cansativa e o pensamento rigoroso algo insípido e inapropriado. Encontrar um equilíbrio prudente exige sabedoria.”

      ***

      * Quando o autor fala em pseudociência, ele se refere a determinados grupos (de religiosos, de mágicos, de políticos, apresentadores de programas sensacionalistas e praticadores de má-fé de todos os tipos) que, de forma inescrupulosa, leviana e venal, se aproveitam da credulidade sincera e da pouca instrução das pessoas para enriquecer e ganhar fama e atenção midiática às custas destas. Carl Sagan é uma das pessoas mais respeitosas que (ainda que ao menos por meio de seus livros) pude conhecer.

      Marcilio, mais uma vez expresso minha grande alegria por ler o seu valoroso testemunho. Um grande abraço a você e ao pessoal do Blog. Até mais!

      Responder
      1. periferia

        Olá Filipe.
        Muito interessante seu texto…..poucos percebem a pegada humanista do Carl Segan….no livro Contato ele coloca esse dilema da crença com a ciência …e como vemos Deus.
        Belo texto.

        Responder
        1. Filipe Fernandes

          Caro Periferia, oi, boa tarde!

          Concordo com você, é incrível como ele consegue transmitir, abordar esse dilema, muitas vezes conflitante em um grupo, uma sociedade, um país e até mesmo em uma única pessoa — e, ainda por cima, com um imenso respeito ao refletir sobre aqueles a quem o assunto toca diretamente. Caro, caso tenha interesse, deixo um link para uma crítica esplendorosa sobre o filme feito a partir desse livro (https://www.cinemaemcena.com.br/critica/filme/6880/contato), o autor levantou muitos bons pormenores e fez uma “obra” à parte ao analisá-lo. A leitura vale a pena.

          Um grande abraço, Periferia.

          Responder
          1. lEvI sIlvA

            Caro Filipe, Contato e um filme dos que tenho aqui com muita alegria e sempre que posso, revejo. Achei muito boa a história, e mais ainda, as atuações de Jodie Foster e Matthew McConaughey. Robert Zemeckis nos brinda com uma direção que não erra, nem pra menos nem pra mais… Sempre lembro da cena onde o “chefe” de Foster se demite, pra se candidatar a uma vaga e assim ir a Vega, por ironia, tomando o lugar dela após tirar tantas vezes a verba de estudo que ia pra suas pesquisas. “Ellie, dizia ele, gostaria que o mundo fosse justo, mas infelizmente não é assim…” E ela responde- “Engraçado, achei que quem fazia o mundo, fossem as pessoas…!”
            Não sosseguei, enquanto não comprei o bluray do filme. Já tinha o DVD, havia muito…!
            Abraço!

      2. Barocos

        Carl Sagan foi um dos cientistas mais respeitados do século passado justamente pelo seu papel na divulgação científica e pela sua personalidade polida e afável. Também era um autor extremamente prolífico e gerou uma quantidade enorme de livros e artigos. Uma coisa muito bacana sobre ele: as placas que acompanham as sondas Pioneer e Voyager receberam contribuições dele.

        A série original, estrelada por ele, de Cosmos é, na minha opinião, muito superior à nova versão com o Tyson. Para quem gosta de astronomia, astrofísica e astrobiologia, saiu uma nova versão do livro original, que possui o mesmo nome da série.

        Carl Sagan e Richard Feynman foram, e ainda são, os autores que tem minha predileção em divulgação científica.

        Responder
        1. Rubens Leme

          Eu lembro da série Cosmos, todo domingo, às 9 horas na Globo Meu pai gostou tanto da série que comprou o livro, que era lindo, grande e de capa grossa.

          Responder
        2. Filipe Fernandes

          Caro Barocos, boa tarde!

          Você disse tudo a respeito de Carl Sagan, a personalidade dele é cativante. Caro, no ensaio que considerei o mais brilhante do livro que mencionei acima (chamado ‘Não existem perguntas imbecis’, um texto do qual o nosso Ministério da Educação poderia tirar grandes lições, pela forma como analisa o estado de coisas da educação americana e mundial), entre vários autores que foram de suma importância em sua infância e juventude e outros de grande destaque na contemporaneidade, Carl cita uma obra do Richard Feynman como aquela que, para ele, foi a mais estimulante em divulgação da ciência nas últimas décadas do século passado (o volume 1 de “Leituras introdutórias sobre física”).

          Um grande abraço, Barocos.

          Responder
    2. Rubens Leme

      Falando em música, ontem Gulherme Arantes fez um show de 5h15 minutos apenas no piano tocando seus clássicos e várias covers. É impressionante alguém tocar por tanto tempo assim e tinha fôlego para mais. Essas live durante a quarentena mostram algumas coisas bem legais. A Live dele foi feita em apoio a Comunidade de Paraisópolis, no combate ao coronavírus.

      Não sou um grande fã mas admiro a técnica e o talento dele ao piano. E cinco horas de show colocaria Bruce Springsteen, Grateful Dead e Emerson Lake & Palmer em termos de duração.

      Se alguém tiver vontade de ver alguns trechos – https://www.facebook.com/watch/?v=267531607744111

      Responder
      1. lEvI sIlvA

        Leme, meu caro, gosto muito de várias músicas do Guilherme Arantes, inclusive tive a felicidade de uns 3 anos atrás, comprar a caixa com todos os cds dele. Nem imaginava que teria isso um dia…! Sobre Bruce Springsteen, sou fã declarado a décadas. Tenho Tracks que saiu em 1998, uma viagem em faixas nunca antes lançadas em cds e que mostram, por exemplo, que Born in the USA poderia ter sido duplo. Amo desde há muito, The River (1980) álbum duplo maravilhoso dele, “The Boss”.

        Responder
        1. Rubens Leme

          Essa caixa do Guilherme eu tive a chance de comprar quando saiu e hj está mais de 800 reais no Mercado Livre. O Tracks do Bruce teve duas edições, o box de 4 cds (que eu tenho) e um cd simples. Bruce gravou perto de 80 músicas entre o fim das gravações de Nebraska (meu disco favorito dele) e Born in the USA.

          Não são poucos os que desejam uma Bootleg Series como a Columbia faz com o Bob Dylan desde 1991 (já são 15 volumes) e, mais recentemente, o Miles Davis (que chegou ao sexto volume, sendo este os shows finais ao lado do John Coltrane na Escandinávia).

          Aliás, Bruce poderia fazer um live só com piano e violão. Repertório para isso tem mais do que suficiente. Tenho um pirata da turnê do disco The Ghost of Tom Joad que é assim. É muito bom.

          Responder
        2. Gabi

          Vc está gostando das lives dos cantores?
          Melhor do que ficar em pé no show rsrs.

          P.S.: eu não tenho visto, não é o tipo de música que curto…

          Responder
          1. Gabi

            Eu respeito quem gosta. Eu também gosto de música ruim às vezes. Mas noite de live é noite em que mais nada acontece. Todas as redes sociais são inundadas por prints de Marília e Mendonça, Maiara e Maraiara, e eu nunca consigo diferenciar quem é Chitãozinho e quem é Xororó. É mais fácil diferenciar interpretação conforme de declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto do que diferenciar Gustavo Lima de Lucas Luco. Tudo igual.

          2. Rubens Leme

            Eu não tenho visto lives, quase nada me interessa. Essa do Guilherme soube só no dia seguinte, porque comentaram comigo. Como não tenho instagram ou twitter, fico alheio a isso. E fico contente em dizer que não faço ideia de quem são Marília e Mendonça, Maiara e Maraiara ou esse Lucas Luco. De Lucas com nome duplo em L ja basta aquela ameba do Lucas Lima no meu time.

            Eu gosto do Guilherme por causa dos hits dos anos 80 e porque o vi uma vez, em um shopping, quando era criança e ele foi simpático e admiro o vigor e capacidade para ficar mais de 5 horas tocando e cantando.

    3. Barocos

      Marcilio,

      Sou agnóstico, um cético contumaz e, em geral, sou considerável um sujeito educado e cordato, a não ser quando alguém começa a atacar pessoas se valendo de argumentações inverídicas ou sem a devida investigação. Não suporto ataques ad hominem ou argumentações baseadas em autoridade; racionalidade e lógica existem para serem usadas. Quando mais jovem, era extremamente presunçoso, coisa que o tempo, o maior de todos os mestres, tratou de corrigir (pelo menos, suponho que sim).

      Sobre suas ponderações acerca de comportamentos extremos, eu costumava achar que, na verdade, nossa impressão era superior à realidade porque sujeitos irascíveis costumam ser barulhentos. Já não tenho tanta certeza. Aliás, quanto mais radicais são as posições defendidas, tanto mais me parece que falta a devida ponderação e sobram arrogância e ignorância. Esta última, felizmente, pode ser corrigida, entretanto, a estupidez demonstrada por muitos constitui barreira quase que intransponível. Uma implicação de ver as coisas desta maneira, é que costumo me afastar de pessoas que classifico como radicais, independentemente de outras características que estas possuam, para mim, simplesmente, não vale a pena. Se você já não conhecer, leia “Desiderata” de Max Ehrmann.

      Felizmente, a maioria absoluta dos frequentadores deste espaço, incluindo aí o Paulo Almeida, que intuo que faz o que faz para provocar reações dos fãs do Federer (e, ainda assim, acho condenável tal coisa), é composta de pessoas educadas. Aliás, do blog, incorporei em meus diálogos “aqui a diversão é garantida”, sempre que discordo de alguém em algum assunto e há espaço para zombaria, já que a vida sem humor não tem a menor graça (cadê o Lógico?). Isto sem falar no Dalcim, que tem demonstrado em todos estes anos um nível altíssimo de profissionalismo nas análises de jogos e torneios (uma pena que seja Federista de carteirinha, pois isto torna impossível que o encontre no micro-onibus que eu e outros torcedores do Djokovic compartilhamos, que, aliás, alugamos do Sérgio Ribeiro), além de ser possuidor de uma paciência homérica. Também não posso de deixar citar as muito bem-vindas estatísticas compiladas pelo Danilo Afonso, com a ajuda delas fica mais fácil compreender o porquê de tantos analistas considerarem Federer, Djokovic e Nadal como os 3 melhores jogadores da história.

      Costumo repetir citações que coleciono de amigos, que colecionam de amigos (para esclarecer, considero amigos os autores com os quais simpatizo). Uma excepcional é atribuída ao grande Bertrand Russell: o grande problema do mundo é que tolos e fanáticos são cheios de si, mas os sábios são cheios de dúvidas. (no original – The whole problem with the world is that fools and fanatics are always so sure of themselves, but wiser people so full of doubts).

      Já repeti várias vezes aqui no blog que não respeito opiniões, respeito pessoas. Opiniões são argumentações abertas à crítica. Quando razoáveis, costumo intrometer-me e expor as minhas. Boas argumentações costumam alterar as minhas opiniões a respeito de muitos assuntos. Não poderia ser diferente, já que é muito difícil contemplar a maior parte das coisas sob todos os ângulos necessários para se construir uma imagem detalhada e verossímil. Justamente por isto, vivo repetindo aos quatro ventos que fatos deveriam mudar opiniões, mas opiniões não modificam fatos.

      Responder
  37. Maurício Luís *

    Eis aí uma boa notícia: Itália testando vacina contra coronavírus!
    https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.terra.com.br%2Fnoticias%2Fcoronavirus%2Fvacinas-contra-coronavirus-dao-resultado-positivo-na-italia%2Ca2d05d37f43b7ed5665ad50edea867665oe8knp2.html%3Ffbclid%3DIwAR18Ck2PObVuBSZq7nOQkbQcta1Od0i0A-dcau2Y5jlPpsUwunBqe2b-Uvw&h=AT3Z1AKmpPjI0lWc6cGpVxt0z4IV8joHc-9nGRt07SEKVZENkptqp530RmIl8fxVbSgm4SQmvuC3mB82TxiBLOMhreb2vg9rlxNcoZt8_qzziC2UG9bJzssgdLnbXFCdFAXLfK0t6LHdrhRUspV3wqpLvXPIjIqb8Y8FyvqPAR8U8og

    ***** A volta pra casa da mãezinha da esposa*****
    Passado o susto, o delegado resolve liberar a sogra do Nadal, a qual havia sido pega pelo Catavelho… não sem antes ele pagar a fiança. PORÉM…
    DELEGADO:
    – Vou liberá-la, Sr. Nadal, mas com uma condição: ela vai pra sua casa ficar sob os seus cuidados!

    Neste momento, o marombado ibérico quase teve uma vertigem:
    – Mmas… mas… seu Delegado…
    – Não tem MAIS nem MENOS. Ela vai pra sua casa.
    E assim termina mais um capítulo, com este final tão feliz pro baloeiro. Agora que ele perde o resto dos cabelos.

    Responder
  38. Sandra

    Dalcim , e impressão minha ou realmente mudou os valores dos patrocinadores ? Vendo Guga com aquelas roupas , pareciam que os patrocinadores da época não pagavam tão bem quanto aos de hoje

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Como qualquer outro esporte, os contratos atuais são bem maiores do que os de 20 anos atrás, Sandra. O patrocinador geralmente decide a roupa que o tenista vai vestir num torneio.

      Responder
  39. Rodrigo S. Cruz

    Olha…

    Tem coisas que me deixa em estado de choque!

    É por coisas assim que eu nunca vou seguir político nenhum:

    “a facada no Bolsonaro foi fake porque eu não vi sangue”.

    Meu Pai do Céu, isso é de uma desonestidade intelectual que me deixa perplexo e doente!

    Não foi uma criança, um inimputável ,ou um índio que escreveu isso.

    Mas um homem de nível cultural respeitável, no mínimo, de formação superior.

    Jornalista, salvo engano, né?

    O que é uma coisa bestificante para mim… sério.

    Então tá bom, Rubens.

    O assassinato da Elisa Samudio é fake também, afinal até agora não vimos o corpo.

    Pode ter certeza que ela continua andado por aí entre nós…

    Responder
    1. Maurício Luís *

      Rodrigo, eu acredito que pessoas assim vivem repetindo esses absurdos na esperança de que uma mentira repetida várias vezes, vira uma verdade. Mas no fundo, eles mesmos não acreditam.

      Responder
  40. Gabi

    Onde estavam as esposas ou namoradas ou irmãs ou mães ou amigas do Guga e do Norman em Paris em 2000?
    As camisetas e shorts que estão usando estão 50 vezes maiores que o tamanho deles.
    Claramente faltou a mulher para dizer que, desse jeito, eles não sairiam de casa…
    Hihihihi

    Responder
  41. DANILO AFONSO

    É mais fácil os Nolistas PAULO ALMEIDA e PAULO F e os Federetes VITOR HUGO e RONILDO chegarem a um consenso que o tenista de um deles é o melhor, do que o RUBENS LEME e o RODRIGO S. CRUZ darem por vencido concordando que o político na qual é simpatizante é pior que o adversário…rsrsrsrs

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Aí está querendo demais , Danilo rs . O presidiário votou contra o Plano Real e perdeu no primeiro turno. Resolveu ficar a favor , usando a famosa “ malandragem “ e perdeu de novo no primeiro . Bolsonaro que também votou contra , bota Guedes como super Ministro e e’ obrigado a escutar recentemente que foi o melhor Plano Monetário que já viu… Que dureza rs Abs!

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Danilo,

      você por acaso leu alguma coisa do que eu escrevi?

      O não voto no Bolsonaro mais.

      Ele prometeu ser o candidato anti-stablishment, mas se dobrou com “louvor” à velha política.

      Mas vamos colocar as coisas dessa maneira – um dia eu dei um voto de confiança ao cachaceiro iletrado e me fodi.

      Agora dei um voto de confiança a esse doidivanas incendiário e acho que me fodi também.

      Só que eu tenho o bom senso de vir e dizer que errei.

      Não me prendo a amarras ideológicas e não tenho políticos de estimação.

      Preciso dizer quem é que continua defendendo um deles aqui?

      Responder
      1. DANILO AFONSO

        Rodrigo, eu li as suas postagens anteriores. Eu igualmente você já votei no LULA (Antes do mensalão), e conforme disse outro dia, votei no Bolsonaro por falta de opção, mas já imaginando que ele espelharia seu comportamento imprevisível e desastroso como parlamentar no Planalto.

        De fato eu me expressei mal usando a palavra “simpatizante”, mas vendo a veemência e assiduiedade com que você critica o governo do PT quando o Rubens fala mal do atual governo, acredito que você mesmo muito decepcionado com o Presidente , você votaria “forçado” no Bolsonaro em eventual 2° turno contra o representante do PT nas eleições 2022.

        Enfim, no contexto interpretei que mesmo você nao tendo mais a confiança no atual governo, você tem repúdio maior com o outro partido, por isso brinquei colocando você em dos lados.

        Entre o ruim e o péssimo, fico com a primeira opção. E você ??

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Pois é, Danilo.

          O critério que eu usei foi o racional, analisando friamente o contexto:

          O Bolsonaro até aquele momento era uma incógnita, um tiro no escuro.

          Já o PT era uma aposta certa no continuísmo…

          Responder
    3. Paulo Almeida

      Pior que é verdade, kkkkkkkkkkkkkkkk.

      Eu nem vou entrar nessa briga de político/partido/ideologia de estimação. Já bastam as outras!

      Responder
        1. Rafael

          O Rodrigo tem crédito pessoal inesgotável comigo.

          Certa vez, há muito tempo, perdi completamente o controle e fui grosseiro, destemperado, intimidador e extremamente mal educado com ele.

          Arrependi-me, claro, e pedi perdão. E o Rodrigo encontrou em seu coração a grandeza de me perdoar.

          De forma que por mim ele pode falar o que quiser. Geralmente, se não concordo, fico quieto. Se concordo, apenas expresso minha concordância.

          E pq estou relatando esse caso?

          Pra que todos saibam que o Rodrigo tem uma grandeza de caráter indisputável.

          Responder
    4. Luiz Fernando

      Danilo o Rodrigo Cruz, com quem por sinal tenho minhas diferenças, nunca escondeu q votou no Bolsonaro não por acha-lo um portento, mas sim pq a outra opção era um desastre, a continuidade do esquema q roubou o país como nunca se imaginou q seria possível. Recentemente ele inclusive se desiludiu c Bolsonaro, fato q ocorreu com muitos dos eleitores do cara q votaram nele pela mesma razão, e expos isso claramente nos posts dele. Seu comentário não corresponde a realidade…

      Responder
  42. Gabi

    Milton Neves: UOL abordou 100 torcedores dos 20 clubes que disputaram a Série A no ano passado (cinco de cada time). E eles, de bate e pronto, responderam qual é a equipe mais chata do Brasil. O único critério é que não poderia ser um rival, porque aí ficaria fácil demais, não é mesmo?!
    Adivinhem quem ganhou?
    Flamengo.
    Bom, e o resultado me surpreendeu porque, para mim, o mais chato do Brasil foi, é e sempre será o Sport Club Corinthians Paulista. Disparado!

    E no tênis?
    Para o mais chato, como não posso votar no rival do Nadal hihihi, fico na dúvida entre o Del Potro e o Paire. E escolho o argentino.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      CUrintia ainda é insuperável, mas os torcedores do Flamengo estão o fazendo de tudo para superar o time paulista, imaginemos então se tivessem sido campeões mundiais. No tênis qualquer um é “ficha” perto do chato mor Kyrgios…

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Bem , Gabi . Aí não foi nenhuma surpresa . O mais “ chato “ sempre será o que mais vence kkkkkkk . No Tênis é mais difícil porque tem vários rsrsrs Abs!

      Responder
    1. Rafael

      É o Elliot Loney, Rodrigo, aquele que comentei há alguns dias que valia a pena seguir no Instagram (ou no youtube, como preferirem), pq faz imitações hilárias.

      Procure ver ele imitando (a voz) do ator Morgan Freeman. Se vc fechar os olhos, vai pensar que é o próprio falando.

      Sobre o Elliot, Nadal é sua especialidade. Mas gosto muito quando ele imita Djoko. Como o Elliot é amigo do Kyrgios, ele faz uma imitação caracterizando Djoko como um arrogante que se acha o melhor do mundo. Mesmo não concordando, é de doer de rir.

      Do Nadal, ele paga a palavra que o mesmo mais usa: Unfortunately, bem como o inconfundível grunhido ao bater na bola.
      Do Djoko, é Obviously
      Do Murray, ele sacou os gestos de ficar cobrindo o rosto com as mãos, como o Murray fazia, parecendo estar sempre angustiado, e o longuíssimo: I meeeeeaaaannnnnn.

      Eu acho o Elliot muito bom.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        kkkk

        Ele é excelente, cara!

        Um talento nato pra imitar os outros.

        A sobrancelha torta do Nadal foi hilária…

        Eu nem o conhecia, cliquei totalmente por sorte nesse vídeo do youtube.

        Nem me passava pela cabeça que eu fosse rir tanto!

        E o Murray tem mesmo essa mania de cobrir o rosto quando é entrevistado.

        kkkk

        Responder
  43. Paulo Almeida

    Segue agora meu top 10 de guitarristas dos anos 1980, sem ordem:

    Criss Oliva (Savatage)
    Alex Skolnick (Testament)
    Chuck Schuldiner (Death)
    Michael Denner/Hank Shermann (Mercyful Fate) – não dá pra separar o dueto.
    Andy LaRocque (King Diamond)
    Joe Satriani (Joe Satriani)
    Dave Mustaine (Megadeth)
    Randy Rhoads (Ozzy Osbourne)
    Vivian Campbell (Dio)
    Yngwie Malmsteen (Yngwie Malmsteen)

    Todos eles são/foram guitarristas muito técnicos/virtuosos e a maioria apresenta muito feeling nos solos. Claro que nomes como Glenn Tipton do Priest continuaram detonando naquela década.

    Ouvir esses monstros tocando é muito bom para comemorar os títulos MORAIS de DjokoGOAT em Indian Wells e Miami!

    Responder
      1. Rubens Leme

        Bom, tentei postar novamente, mas volta a aparecer a seguinte mensagem…

        Detectado comentário repetido; parece que você já disse isso!

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não entendi mesmo o que houve… Mas reproduzo seu texto abaixo:

          Dalcim, estava lendo um texto legal sobre o tênis de mesa e me pergunto se este acontecimento histórico não inspirou aquela cena em que Forest Gump vai jogar na China.
          Em 1971, a seleção dos Estados Unidos de ping pong estava no Japão para o campeonato mundial de tênis de mesa quando receberam um inesperado convite para encontros amistosos na China. Dias depois, os estadunidenses cruzaram a ponte de Hong Kong, se tornando os primeiros do país a visitar a China após a Revolução de 1949. Os encontros aconteceram em paralelo com treinos conjuntos, e visitas a sítios turísticos chineses
          Tal situação potencializou a aproximação entre Estados Unidos e China, tanto que ainda em 1971, os Estados Unidos levantaram o embargo a produtos chineses, que durava mais de 20 anos. O acontecimento proporcionou ainda a visita de Henry Kissinger, então Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Nixon à China, e por uma visita do próprio presidente Richard Nixon ao país de Mao Tsé-Tung, em fevereiro de 1972. Além disso, no contexto da Guerra Fria e o distanciamento que tinha se dando entre China e União Soviética, os Estados Unidos passaram a ver uma aproximação com a China como um elemento chave em sua política externa.
          https://www.chinalinktrading.com/blog/tenis-de-mesa/

          Responder
  44. Maurício Luís *

    Há uma polarização que indevidamente leva pro lado político a pandemia. Aos apoiadores do fim da quarentena, um recado simples, mas parece que não veem ou fingem que não. *****NÃO HAVERÁ RESPIRADOUROS***** pra todo mundo nem vagas nas UTIS se não forem tomados cuidados. Os médicos terão que escolher entre quem vai viver e quem vai morrer.
    Eu só acreditarei em quem defende a volta à normalidade se esta pessoa assinar a declaração abaixo. Caso contrário, as palavras entrarão por um ouvido meu e sairão pelo outro.

    ” EU, (nome completo), cpf ………………… RG ………………. endereço ……………………………… RENUNCIO ao respiradouro em favor de outro paciente mais necessitado e que, ao contrário de mim, acreditou nos governadores e não no presidente.
    Minha renúncia em CARÁTER IRREVOGÁVEL é porque acredito tratar-se de uma porcaria de gripezinha qualquer.

    Local, data

    _________________________________________________
    (assinatura com firma reconhecida em Cartório) “

    Responder
    1. Rubens Leme

      Esse documento é ótimo, mas só seria perfeito se:

      1 – os mais de 57 milhões de irresponsáveis que elegeram esse genocida, assinassem.
      2 – e se na hora que o pau realmente cantar pro lado deles, fossem dignos e cumprissem o acordo.

      Porém, acreditar nisso é como acreditar que Deus existe ou num twitter deste atual governo, até porque muitos se dizem arrependidos, mas só da boca para fora, porque em 2022, se puderem, será a mesma coisa.

      Responder
      1. Maurício Luís *

        Rubens, fica valendo a resposta abaixo que dei pro Miguel BsB. O Bolsonaro não escondeu de ninguém que era homofóbico, preconceituoso, incentivador da violência, destemperado, etc. Agradeça ao Adélio, que conseguiu sozinho o que a direita tentava e não estava conseguindo: fazer cair o índice de rejeição do então candidato militar. Era um questão de escolher entre um partido que roubou e um candidato maluco.
        ALIÁS, fosse o PT no poder hoje, de cada 10 respiradouros, 2 iriam pro mensalão.

        Responder
        1. Rubens Leme

          A facada fake né? Repare que não há sangue na roupa ou nele e há uma imagem curiosíssima dele sendo atendido dentro da sala do Pronto Socorro com um enfermeiro ou médico sem luvas!

          Essa facada virou tão mitológica quando os 3 exames de coronavírus dele. Mas, sim, sem dúvida, foi o que virou a eleição.

          O Adélio e o Queirós ainda entrarão pro imaginário brasileiro.

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            kkkkkkkkkk

            Mas é o cúmulo do hipnotismo e do delírio!

            Discutir com você é como discutir com uma CRIANÇA!

            Como que a facada foi fake, homem, se tem um monte de médicos atestando a cirurgia?

            Todos eles seriam processados por falsidade ideológica e sabe lá Deus o que mais!

            E teriam suas carreiras destruídas.

            Foi tudo amplamente noticiado, quando o cara nem ainda tinha sido eleito.

            E quanto à bolsa de colestomia?

            Qualquer pessoa com o MÍNIMO, o mínimo de bom senso, sabe que não existe ninguém capaz de controlar uma fraude dessa magnitude…

            Tudo amplamente noticiado!

            Mas, claro, quem fechou os olhos até para tudo que foi noticiado sobre a corrupção petista.

            Não dá para duvidar de mais nada de vocês mesmo…

          2. Maurício Luís *

            Não, Rubens, não foi fake. Nem o próprio PT, o maior interessado em desmentir, não o fez. Isso é uma maneira de negar que a violência de um psicopada catequizado pelo PSOL mudou a História. Se nem o Haddad disse que foi fake, você está querendo ser + real do que o Rei.

          3. Maurício Luís *

            Uma comparação pra melhor esclarecer: há quem diga que os americanos não pisaram na Lua. Fosse isso fake, a União Soviética, então adversária ferrenha dos Estados Unidos e em plena guerra fria e corrida espacial, seria a primeira a denunciar. Passados + de 50 anos, nada. O mesmo ocorre com o PT do Haddad. “Pode-se enganar muitas pessoas por pouco tempo. Pode-se enganar poucas pessoas por muito tempo. Mas não se pode enganar muitas pessoas por muito tempo.”

        2. Luiz Fernando

          E dos 8 restantes 2 iriam pros países amigos da America do Sul e Caribe, com a remuneração correspondente depositada em contas que ninguém conhece, explicando o CDB de D. Marisa no Bradesco, que nem no inventario está, ou seja é uma grana que pra variar ninguém sabe e ninguém viu…

          Responder
          1. Gabi

            Tb concordo com o Mauricio Luís!!
            Respondo aqui porque não tinha a opção responder logo após o comentário dele sobre a facada não ser fake e a comparação com a ida do homem à lua.
            Aliás, vi um filme esses dias sobre a Apollo 18, sim, a 18, que meio que foi apagada dos registros espaciais porque durante essa expedição os americanos descobriram que de fato tinham seres extraterrestres lá e, tb, que os russos foram à lua antes dos americanos – e não anunciaram para ninguém.

            Então, a pergunta essencial que fica é: ambos foram à lua mas por que é que nunca mais voltaram?!

            Maaaas, a gente não precisa de mais um assunto polêmico aqui. Rsrs.

      2. .alessandro sartori

        Votam mesmo com certeza…ngm domina tao bem a tal rede social que nem o carluxo e sua turma…é uma fake atras da outra, 90% de mentira e 10% verdade numa noticia fazendo cegos voluntarios compartilharem ao maximo…quando tudo isso passar e independente do que acontecer é só jogar a culpa no pt e na globo…

        Responder
    2. Barocos

      Maurício,

      Esperar de pessoas que demonstram, repetidamente, pouco apreço à dignidade e respeito ao público, falta de empatia com a situação dos outros e arrogância diante da própria ignorância não merece outra qualificação que não a de idiotia. Infelizmente, nosso país está submerso em ignomínia.

      Meus efusivos cumprimentos pela enorme demonstração de racionalidade. Nada a acrescentar.

      Responder
    3. Rafael

      Eu assinaria sem pensar 2 vezes, Mauricio. E não precisaria ser registrado em cartório APENAS; por mim, poderia virar decreto presidencial aprovado pelo Congresso. Nos meus 50 anos, já vivi muito mais que várias pessoas de 70, 80 que conheço. Não tenho medo da morte. Não quero morrer, mas se for esse o caso, já vivi o suficiente. Não em anos, mas em experiências de vida. Já viajei para todos os lugares que queria conhecer, já comi todas as comidas que sempre desejei comer, já ouvi todas as músicas pelas quais me apaixonei, já vi todos os filmes que tive vontade de ver, já tive mulheres (e alguns amores verdadeiros) suficientes para deixar qualquer um satisfeito. Não tenho filhos, como é de conhecimento de quem lê meus posts no blog. Então nem com isso eu precisaria me preocupar.

      A única coisa que eu pediria é que me injetassem uma dose de morfina na veia suficiente para me fazer dormir em minutos e ter uma parada cardíaca dormindo, para não sentir os efeitos da falta de ar.

      O que eu me recuso é morrer de fome, debaixo da ponte, com frio e deixando dívidas para outros pagarem, porque não posso trabalhar.

      Responder
      1. Maurício Luís *

        Rafael, estou perfeitamente ciente que há milhões de pessoas que não tem a mínima condição de parar de trabalhar, muito menos estocar alimentos. Fazem no almoço pra comer na janta. Fica em casa QUEM PUDER. O que eu sou contra é ficar minimizando o problema chamando de gripezinha qualquer. Outros espalham fake news, etc, etc. Alguns fakes são ridículos, outros criminosos.
        E olha, isso aí de injetar morfina é eutanásia. Proibido aqui no Brasil. Sugiro procurar outra solução… ou então desista de assinar. Abr.M

        Responder
        1. Rafael

          Mauricio, vc tem toda a razão sobre a questão da eutanásia, não me atentei a isso.

          Mas antes, gostaria de esclarecer uma coisa: não sou a favor do fim da quarentena. Sou a favor da busca por um meio-termo. Torço para que o ciclo de infecções siga seu curso o mais rápido possível, atinja o pico inevitável e comece a decrescer. Rápido.

          Porque a recessão em que o país vai inevitavelmente entrar, o caos econômico, esse durará anos e ceifará muito mais vidas do que o vírus.

          Voltando à questão da eutanásia, sem problemas, não preciso responsabilizar ninguém nem criar problemas para quem fica. Eu mesmo resolveria a situação, por meus próprios meios.

          Soa radical, mas é sincero. Quero morrer da forma que eu (ou Deus) escolher, e não pela falta de estrutura do sistema de saúde. Sei que nenhum governo faz projeções ou elabora planos de contingência para a possibilidade de uma pandemia (se não o fazem nem para enchentes que se repetem todos os anos, etc, que dirá para algo como o que está se passando), mas sei também que pago um plano de saúde que me dói no bolso há décadas e que, assim como os demais, não tem estrutura ou hospitais equipados e médicos qualificados para me atender nesse caso. Se eu não pegar o vírus, estou desassistido pelo governo, que me impede de trabalhar. Se eu pegar o vírus, estou desassistido pela incapacidade de me fornecerem tratamento médico adequado (equipamentos, etc). Ou seja, a frigideira ou o fogo.

          Sobre desistir de assinar, caso tivesse a chance? Não, não há essa possibilidade.

          Abs

          Responder
          1. Rafael

            Precipitado mais uma vez, não tinha lido seu “documento” até o fim. É óbvio que não concordo com ser uma gripezinha qualquer, nem que vai sumir como milagre, como disse o charlatão Trump.

            Mesmo assim, se fosse para poder voltar a trabalhar direito, assinaria. Mesmo contendo declarações com as quais não concordo.

            Só pra vc ver o meu nível de desespero.

            Abs

          2. Maurício Luís *

            Sim, concordo plenamente. Chegamos a um acordo. É preciso um meio-termo, porque principalmente os pobres não tem como estocar nada e precisam trabalhar.

  45. Rubens Leme

    Claro que Lula tem 256 milhoes, assim como Edir Macedo é o cara mais honesto do mundo, que nunca explorou os coitados que se intitulam fieis e que também comanda a mais série e apartidária televisão do Brasil.

    E não vamos nos esquecer dos irmãos de fé, como Feliciano, Silas Malafaia. Não sei o que é mais patático, se acreditar em Deus ou nestas pessoas.

    Na dúvida, a maioria crê em todos. Que piada virou este país.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Uau!

      Quem se salva dessa turma, hein? (rs)

      Um ficou bilionário com a grana dos fieis; o outro vive berrando como um feirante grosseiro; o outro comemorou a morte covarde do Jonh Lennon; e o teu ídolo é somente o maior gatuno que esse país conheceu!

      kkkkk

      Todavia, supor que ateísmo seja sinônimo de intelectualidade constitui um erro crasso.

      Mas isso só até o dia em que você se encontrar em profundo aperto, e acabar clamando pelo “ser imaginário”…

      E eu vou querer estar lá para ver e tirar um sarro!

      (rs)

      Responder
      1. Rafael

        Rodrigo

        Isso é tão comum que em inglês tem até um nome próprio pro ateu que clama por Deus quando é acometido por uma doença catastrófica:

        Deathbed conversion.

        Abs

        Responder
    2. Luiz Fernando

      256 milhões? Só isso? Fique tranquilo, nos paraísos fiscais e nos bancos dos “amigos” em Cuba, Venezuela e algumas democracias africanas tem muito mais kkk…

      Responder
    3. Rafael

      Meu caro Rubens Leme,

      Disse que não mais iniciaria ou replicaria tópicos q tratassem de assuntos polêmicos, permiti que o (a) Periferia disesse que sou racista, homofóbico, elitista – concluindo que o mesmo ou desconhece ou finge desconhecer minha história no blog, uma vez que:
      – vivi 4 anos da minha vida ao lado de uma mulher negra e de sua preciosa filhinha Alice, bem como de toda sua família; nos meus relacionamentos, amorosos ou pessoais, diferença de cor de pele não existe, nem nunca existiu;
      – já advoguei sobre a minha aversão à homofobia neste espaço, em uma época que andavam extrapolando e cutucando outros por meio de insinuações de que o tenista a ou b seria gay, inclusive alertando que certamente há participantes do blog gays, e que tal conduta poderia, no mínimo, inibir a participação dos mesmos no blog e, no máximo, fazê-los sentirem desconfortáveis quanto às suas orientações sexuais, quando este deveria ser um espaço de aceitação, e não de repressão; depois pude presenciar gente que nem necessitava fazer isso se assumindo aqui, o que me deixou muito feliz, na inocente crença de que eu poderia ter, de alguma forma, contribuído para isso;
      – já comi desde o mais fino caviar até a mais simples marmita, aquecida em latas de leite condensado sob o fogo de espiriteiras, e usando a tampa da lata, dobrada, como colher, na companhia de meus colegas de trabalho, bem como já dormi em alojamentos comunitários; já frequentei favelas, levado por amigos que lá moravam, já presenciei assassinatos e todo tipo de desgraças com as quais os favelados têm de conviver; comunico-me até hoje com amigos moradores de favelas e eles comigo; sempre que posso, procuro auxiliá-los sem parecer que o estou fazendo, comprando itens que não uso e posteriormente dou, respeitando a dignidade dos mesmos e evitando caracterizar meu modesto auxílio como qualquer tipo de caridade, porque sim, essa turma tem dignidade e orgulho, e nâo seria eu a desrespeitá-los. Por fim, orgulho-me de ter transitado desde as mais sofisticadas até as mais simples castas, de ter sido amigo do filho do dono da marca TIGRE e de ter usufruído de passeios no iate da família, regados a caríssimos champagnes que nunca gostei, bem como de ter passado de carro sobre ruas não asfaltadas, após dias de chuvas torrenciais, em bairros afastados e esquecidos por nossos queridos governantes municipais, vivenciando o inferno que essas pessoas enfrentam diariamente, mesmo para algo (que deveria ser) tão simples como ir para e voltar do trabalho. Todas essas experiências moldaram meu caráter e formaram a pessoa que sou, e alegro-me de ter tido todo esse aprendizado, que me vale muito mais que toda a educação formal que tive o privilégio de ter. De forma que o que o periferia disse entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

      Mas você, Rubens, foi extremamente infeliz e cruzou um limite perigoso e sensível, o do respeito à fé do próximo; aliás, fico surpreso de o Dalcim não ter editado a parte de seu post onde vc diz que determinada situação é um fato tão PATÉTICO como acreditar em Deus, já prevendo (o Dalcim) que haveria manifestações como a minha.

      Patético?

      Respeito seu (e o de qquer um) direito se ser ateu. No entanto, não vejo necessidade de vc descreditar quem tem fé. Há coisas, Rubens, que todos os seus anos de vida e experiências não lhe ensinaram. Certos pensamentos e opiniões a gente guarda pra nós mesmos ou, no máximo, os expressamos em ambientes em que considereremos que não vão ferir susceptibilidades.

      Creio em Deus. Não sou católico, evangélico, testemunha de Jeová ou coisa que o valha.

      Mas creio fortemente em Deus, do meu jeito.

      E não aceito ser qualiificado como patético por conta de minha fé.

      Fica registrado meu mais profundo repúdio à infeliz qualificação que vc me atribuiu.

      Responder
      1. José Nilton Dalcim

        Mais uma vez, Rafael, reforço minha posição: eu só evito comentários que sejam muito ofensivos a outro participante, e mesmo assim o faço quando o internauta usa apelidos ou fakes e não seu nome e sobrenome reais. Abs!

        Responder
      2. Rubens Leme

        Eu não acho que mexer com religião esteja em um patamar diferente de ser chamado de racista ou homofóbico como você disse que foi. Todas elas são questões que devemos sempre nos manifestar e nos defender quando atacados somos.

        A minha bronca, assim como a sua, é pessoal. Eu convivi e ainda convivo com muitos evangélicos que nada fizeram do que tentar atrasar e destruir boa parte da minha vida e até o meu casamento, mas veja só, essas mesmas pessoas que me negavam ajuda ou estendiam a mão porque eu era “ateu e tinha pacto com o diabo” são as mesmas que recebem ajudam financeira minha, todo dia 5, dinheiro que me faz falta, mas dou porque sem isso morreriam de fome. Essa é a minha “vingança”: eu disse sim aos que me dizeram não.

        Isso não impede de odiar a religião, pois vi pessoas amigas próximas serem humilhadas das maneiras mais incriveis dentro de templos evangélicos ou em seu círculo pessoal. Assim como você, já frequentei a alta elite (paulista, no caso) e também passei fome nos meus primeiros anos de casamento.

        Tenho amigos e parentes gays, negros e nunca tratei mal ninguém por isso, porque somos sempre iguais. No entanto, meu desprezo é por essa gente que se diz de Deus mas nunca pratica o chamado amor cristão quando alguém necessita, afinal são de um cinismo imenso e vemos isso todos os dias, especialmente agora com esse nefasto presidente e todo seu gabinete do ódio.

        Eu não acredito em Deus, mas acredito em amar o próximo. E foi por amor que tirei 10 animais de rua e os levei para casa e tenho todos aqui comigo, agora, exceto os que morreram por serem velhinhos demais quando os resgatei.

        Foi por amor que tirei uma cadela grávida sendo levada pelas águas, a trouxe para casa, ajudei no parto dela e fiquei com ela e os filhotes até hoje, cinco anos depois. Foi por amor que eu e minha esposa lutamos feito loucos e gastamos mais de 30 mil reais nos últimos dois anos e meio salvando essa mesma cadelinha de um câncer terrível e que voltou agora, ainda mais forte, e com outras doenças associadas, o que me faz gastar mais de mil reais mensais apenas em remédios.

        São 30 mil reais saídos dos nossos modestos bolsos, sem ajuda de ninguém, porque quando tentei pedir ajuda a parentes ricos e evangélicos disseram que o dinheiro deles não era para ajudar animal de rua e que entregasse a vida dela nas mãos de Deus.

        Cansei de ouvir sobre um Deus misericordioso que só pede, mas nunca retribui. Então, minha crítica não é a você ou a quem mais se achar ofendido, mas a esse espírito hipócrita, de pessoas que tiram o alimento da boca de seus filhos, que não paga aluguel ou uma conta de luz para dá-lo a um pastor. Só eu sei quantas vezes vi isso acontecer perto de mim.

        E é do meu direito expressar minhas ideias. E da mesma maneira que me refiro aos evangélicos vi católicos iguais e até budistas, embora budismo não seja uma religião. Eu nunca fiz mal a um semelhente, mas estou cansado de ser sacaneado e ouvir pessoas dizerem atrocidades e ficar calado. Tivéssemos reclamados talvez o país estivesse melhor.

        Se ficou ofendido com o meu comentário, paciência. E seu repúdio está registrado, assim como o meu aqui.

        Responder
        1. Heitor

          “Tenho amigos e parentes gays”…
          Ser gay ainda é um adjetivo, ainda é uma questão??
          Vc se considera um cara inteligente acima da média mas ainda vem com essa?! É tipo o “tenho muitos amigos negros, judeus, etc, então não tenho nada contra eles”.

          Responder
        2. Luiz Fabriciano

          Rubens, a questão Deus sempre foi e como nunca atualmente, geradora de polêmicas.
          Na primeira parte de sua escrita, você generalizou todos os crentes, como se fossem todos causadores dos problemas políticos, sociais, educacionais etc em nossa sociedade. Depois, justificou sua atitude citando exemplos de pessoas ditas religiosas que conheces, mas mantêm comportamentos éticos inadequados.
          Pois bem, ainda em nosso tempo, há em todos os setores da sociedade: política, igrejas, clubes etc e porque não, nas famílias, pessoas que por diversas razões, praticam atos ilícitos, cuja gravidade atingem níveis diversos. Do roubo de galinha na casa do vizinho ao desvio de milhões em verbas para merenda escolar. Mas de forma alguma, deve-se, nem você nem ninguém, atribuir à esses pessoas e/ou seus atos, associações por serem crentes.
          Deus está acima de todos, e por amor, como você mesmo afirmaste, que fizeste muito por amor, dá o livre-arbítrio ao ser humano para conduzir suas vidas, fazendo escolhas, sejam quais forem.
          Mas todos, sem exceção, pessoas e escolhas, terão responsabilidades proporcionais à suas práticas.
          Grande abraço.

          Responder
      3. Rodrigo S. Cruz

        Ele tenta passar um certo ar de superioridade por não acreditar em Deus.

        Que bizarro.

        Como se isso fosse possível…

        E na tentativa ignorou que atingiria outros também.

        Responder
      4. periferia

        Olá Rafael…espero que esteja bem.

        Continuo achando os argumentos “elitista” (desculpe usar sua própria palavra) isso o leva a caminhos perigosos Rafael.
        Sou nascido (homem) e criado na periferia.
        Moro aqui com a família a muitas primaveras.
        Uma das coisas que aprendemos é não acreditar em discursos que fogem um pouco da realidade.
        As pessoas da periferia não acreditam em “castas”…apenas em injustiças.
        Não acreditamos naqueles que para se defender dizem que foi casado (a) com um negro…que negros são grandes amigos…ou mesmo para “roubar” uma bolsa na Universidade dizem que tem um pai negro e com isso compreendem toda a complexidade do racismo.
        O racismo real….aquele que não tem som….que passamos por ele todos os dias…creio (Sendo leviano .) o Rafael não passou.
        Quanto à pobreza …digo apenas que vc não vai saber o que é ser pobre ou ser rico por está com alguém nessa condição….um gole de champanhe não vai fazer de vc um cara bilionário….uma marmitinha não vai fazer vc compreender a pobreza e muito menos a fome.
        E não estou aqui me vitimizando….até porque não preciso disso ….acha apenas que nossa elite não pode se apoderar desse discurso de defensor de algo que nao compreendem e que ajudam a piorar.
        Sei que sou a minoria da minoria….estou em blog de tênis (do qual gosto …não apenas pelo Dalcim …sempre preciso em suas análises….e dos muitos comentários).
        Escrevi minoria por ser um esporte elitista e fundamentalmente branco.
        Os apreciadores são de boa educação (como diria Caetano…ou nao) e de ótima formação (basta ver o cuidado como escreve Rafael….letras dizem muito sobre alguém….e isso é bom).
        Tem uma passagem de um filme que ilustra bem o que penso sobre discursos.
        Em Genio Indomável….filme do Gus V.Sant.
        O personagem do Robin Willian faz um terapeuta.
        Ele trata um jovem gênio sem uma educacao formal….mas que domina a matemática como ninguém….e tem uma memória fabuloso….consegue absorver tudo…sabe tudo sobre tudo.
        Ele incomoda o terapeuta…..em determinado momento os dois sentam em um banco de praça e o terapeuta diz:
        -Vc pode saber tudo sobre a capela Sistina…como …Michelangelo fez cada desenho…cada pincelada.
        Mas vc não sabe o cheiro que ela tem….vc não respirou aquele ar que existe dento dela.

        Espero não parecer agressivo nos meus argumentos (diria que é mais visao de mundo).
        Desculpe pela falta de erudição….sonhamos ser Rui Barbosa….mas no final continuamos o periferia..rs.

        Abs Rafael

        Responder
        1. Rubens Leme

          Acho que so por gostarmos de tenis, já somos minoria. Sobre ser rico ou pobre, tanto faz porque ninguém precisa mostrar sua última declaração do IR para escrever.

          A questão do racismo estrutural é algo muito complexo demais para poucas linhas. Acredito que todos nós temos a obrigação de aceitar o outro como ele é, porque no final todos voltaremos ao pó. Sobre o Rafael ter ficado ofendido com minhas palavras, eu entendo e lamento ter sido deselegante (indiretamente) com ele e com os demais. Na vontade de rebater pessoas que nunca mereceram meu tempo anteriormente, desci o meu nível. Pronto. Erro meu. Não rebaterei mais tais pessoas.

          Dalcim tem se mostrado extremamente educado e atencioso com os meus comentários e por isso é o único blog que interajo e a ele me desculpo por ter sido obrigado a ler tais comentários.

          Assim, sendo peço desculpas ao Rafael, ao Miguel, ao Barocos, ao Filipe e aqueles com quem gosto de interagir. Prometo me comportar mais.

          Responder
          1. periferia

            Olá Leme.
            Vc escreve o que pensa e pede desculpas?
            (Que valor tem uma opiniao assim?)

            Vc se desculpa apenas com aqueles que respeita?
            (Que valor tem uma opinião assim ?)

            A sua opinião está ligada a uma confraria?
            (Que valor tem uma opinião assim? )

            Perguntas de um curioso .
            (Apenas uma provocação)

          2. Rafael

            Desculpas aceitas. Não esperava menos de você, Rubens, do que a hombridade de admitir que errou.

            E segue o barco, tudo zerado.

            Grande abraço.

          3. Miguel BsB

            Não precisa pedir desculpas a mim, Rubens. Em nenhum momento me senti ofendido por você…respeito suas posições sobre religião, política, esportes e música, acho que você agrega muito ao debate e ao blog e é um participante ativo e com grande cultura. A partir do momento que adentramos em certas questões, a polêmica e a divergência vem junto. Eu mesmo tenho entrado em discussões que normalmente não tomava parte por aqui…engracado que os grandes embates sobre GOAT, melhores de todos os tempos, etc, deram lugar a outros tipos de discussão durante essa “pausa” mundial hehe.
            Abs!

          4. Heitor

            “…Na vontade de rebater pessoas que nunca mereceram meu tempo anteriormente, desci o meu nível”.
            Continua se achando superior…

          5. Filipe Fernandes

            Olá, caro Rubens Leme, bom dia!

            Não tem por que se desculpar (ao menos não comigo), tal como o caro Miguel o havia dito a você no recado abaixo. Para além dos seus apontamentos sobre o tênis, também vejo seus comentários com extremo valor, sempre nos enriquecendo culturalmente — a ponto de o meu desejo de, aos poucos, ir constituindo uma coleção de discos, CD’s e filmes e complementando a minha modesta biblioteca aqui em casa só se fortalecer ainda mais com as suas sempre valiosas e bem-vindas dicas (e, pensando bem, os bons pitacos do Dalcim e do Paulo Almeida vêm contribuindo para isso também).

            Eu descobri o Blog do caro Dalcim por acaso, perto do fim do Australian Open deste ano, quando visitava o site do UOL Esporte (no qual entrava mais para ler as belas colunas poéticas do Mauro Beting e as sempre bem fundamentadas análises do PVC e do André Rocha, e às vezes acabava checando as publicações do Saque e Voleio, mas me incomodava profundamente a maneira como o esporte — seja o tênis ou o futebol, até mesmo o vôlei — era tratado na caixa de comentários), e — falando sinceramente — ter encontrado este espaço foi, no aspecto pessoal, um acontecimento muito feliz, porque, junto aos ótimos artigos dele, o modo como o tênis é tratado aqui também por vocês, na maioria das vezes, sem a virulência costumeira e tão comum, apenas contribui para a maior apreciação desse esporte (e até de outros, pela verdadeira consideração das destrezas técnicas, do preparo e da condição físicos, da concentração, da mentalidade, das táticas e estratégias e mesmo do auge competitivo dos tenistas; ou seja, de todo um conjunto de fatores que forma um atleta), o que é muito raro de se ver em outras bandas, no meio social ou virtual — porque o esporte (quase todos e em quase todos os lugares, independentemente do nível social) é, grandemente, concebido apenas como uma questão de mera rivalidade sem sentido. E já percebi também que, além do tênis, o Dalcim permite que outros assuntos — música, filmes, política, livros, demais modalidades esportivas, piadas saudáveis — sejam, na medida do possível, bem-vindos e presentes aqui (sem que, com isso, desvirtuem o papel principal do Blog, que é divulgar, informar e promover o debate sobre tênis), o que é muito bom. Logo, a minha visita aqui é cativa.

            Um grande abraço, Rubens e pessoal do Blog, espero que você e as demais pessoas estejam bem e com os cuidados necessários. Até mais!

        2. Rafael

          Periferia, fique tranquilo, você não foi agressivo, seus problemas são outros.

          Você, talvez inconscientemente, é praticante do preconceito às avessas (ou reverso): está sempre na defensiva, mesmo sem ser atacado; acredita que exista uma “grande entidade branca, elitista, opressora e mentirosa”, que é incapaz de compreender aquilo que só você consegue – embora haja algo (na verdade, muito) de verdade histórica nessa colocação, você não reconhece – ou se reconhece, não declara – que muitos avanços tem sido feitos para minimizar essa situação; você generaliza e é incapaz de perceber que nem todo mundo está contra você; os problemas que nos afetam são muito mais graves quando é você que passa por eles; mesmo diante de argumentos embasados, seu instinto primal o leva a se posicionar sempre “contra”; afinal, mesmo dizendo que não está se vitimizando, é sua única forma de contra-argumentar: “vcs nunca entenderão, ter feito isso ou aquilo não quer dizer que vc saiba o que é isso ou aquilo”, etc. Só você sabe, só você sofre, sua experiência de vida é única e ninguém é capaz de se posicionar sobre isso, pq a única autoridade no assunto é você mesmo. Pode até ser, mas é muito ruim guardar tudo isso pra si mesmo. Não posso afirmar que você é uma pessoa amarga, mas essa foi a impressão que tive.

          Há outros problemas com você, denotados claramente nas suas palavras, provocativas e sarcásticas – o que é compreensível, aliás, dada a natureza de seu comportamento, mas não cabe a mim descrevê-los. O que citei acima foi apenas um raspão na superfície, e eu sou leigo no assunto para cometer a irresponsabilidade de me aprofundar nele. Sobre Gênio Indomável, é um bom filme, e concordo com as palavras do personagem interpretado por Robin Willians. No entanto, a analogia que vc fez é inaplicável ao discutido.

          Sendo assim, reconheço minha incapacidade de debater com você. Seus problemas são de origem estrutural, e eu não tenho qualificação para saber como abordá-los. Mas não é fácil mesmo, eu luto com os meus diariamente há décadas. O lance é aprender com que armas lutar, e elas existem.

          Terapia é uma forma de auto-conhecimento bem bacana, e há lugares que oferecem tratamento de graça. Eu já fiz, e incentivo você a fazer também. quando o isolamento acabar. Se você quiser, terei prazer em indicar locais que oferecem esse tipo de ajuda. Em São Paulo, capital, que é onde moro.

          De resto, saiba que o respeito e que desejo que você e os seus estejam passando por essa fase da melhor maneira possível.

          Grande abraço,

          Responder
          1. periferia

            Olá Rafael.

            Não sou muito de participar do blog sobre política ou mesmo gosto pessoal….apesar de ler tudo…e gostar de várias coisas…acho o blog um lugar rico culturalmente.
            Não gosto muito de confrontar opiniões alheias….acho algo desnecessário ( venho no blog a anos).
            Seu texto ( primeiro) me incomodou….não tanto pela forma ….mas pelo conteúdo .
            A resposta colocada é um retrato daquilo que critiquei….vc não está apenas desqualificado os argumentos colocados…..vc tenta desqualificar a pessoa.
            Em um momento “Mindhunter” tenta fazer um mapa psicológico de alguém…..dentro de um blog…..vc não está discutindo o que escrevo….vc está fazendo uma avaliação psicológica de quem escreve…..e com isso desqualificar argumentos contra aquilo que vc escreve.
            De certa forma vc gostaria que pessoas como eu (Que precisam de uma ajuda terapêutica) devesse abstrair e fingir demência (já que caímos no campo da psicologia).
            Não pretendo continuar com isso…..fica parecendo algo pessoal….e não é o caso.
            Pessoas que tem opinião (como eu….como vc) podem ser confrontados a qualquer momento e em qualquer lugar….achei infeliz seu primeiro texto e tambem seu último texto.
            Irei me abstrair e fingir demência de agora em diante.
            Desculpe argumentar.

            Sds

            Claudio

      5. Miguel BsB

        Rafael, concordo com vc. Sempre ponderado e educado. A questao espiritual/religiosa/divina é muito delicada, é a maior polêmica que se pode adentrar em uma discussão. Acho que as crenças, religiões dos outros devem ser respeitadas, mas as religioes tb devem respeitar as crenças dos outros, de quem pensa diferente, algo que muitas vezes não acontece, e, durante toda história humana, sabemos quantas e quantas atrocidades e guerras foram desencadeadas em nome de Deus e das religiões…
        Digo isso porque o nosso Estado é Laico, uma das maiores conquistas das democracias modernas…aceita e respeita todas as religiões, mas não toma partido de nenhuma. E, no momento, estamos vivendo um ataque a esse importante princípio democrático, com uma vertente religiosa, juntamente com o presidente, querendo impor sua visão de mundo ao conjunto social. E sabemos muito bem o nível de caráter de “lideres religiosos” do naipe de Feliciano, Edir Macedo, Malafaia etc…

        Responder
    4. Barocos

      Rubens,

      Primeiramente, quero deixar explícito que sou agnóstico. Caso você seja ateu, sugiro que procure textos do grande matemático (e filósofo, no bom sentido) do século passado Bertrand Russell, um dos maiores intelectuais do nosso tempo. Em um dos seus textos, ele rebate, uma a uma, as teses teístas elaboradas pelos filósofos e teólogos mais famosos de outrora usando, nada mais, nada menos que lógica. Altamente recomendado, devo dizer.

      Sobre a expropriação perpetrada por alguns exploradores (no pior sentido) do desespero e da ignorância humana, não passa de roubo mesmo, independentemente de ter o simplório concordado com o malefício que lhe apresentaram.

      Para completar, acho os governos praticados pelo PT trágicos e os motivos são vários: perdemos uma grande chance de promover as necessárias mudanças na sociedade brasileira; tornou-se evidente para todos que desonestidade independe da orientação política; pagamos juros abusivos durante 16 anos ininterruptamente, o que desestimulou os capitalistas nacionais a promoverem, em seus ramos de atividade, as necessárias modernizações que os mantivessem competitivos no cenário internacional. Este último ponto, em particular, é ainda mais doloroso se lembrarmos que o governo retira dinheiro dos impostos que todos pagamos, e que de “bom grado” eram então transferidos para a parcela mais abastada da sociedade, em valores muito superiores aos que eram aplicados em políticas sociais, inclusive tornando inviável a principal atribuição dos governos centrais, que é de investir em benfeitorias que alcancem todas as classes sociais. Para piorar ainda mais a situação, o PT jamais fez o “mea culpa” e, ainda por cima, ficou posando de viúva enganada. Sobre a DIlma, nada a declarar, é mais do que óbvio para qualquer um que ela carecia das qualidades que fazem as sociedades se moverem para um lugar melhor: era de uma incompetência absoluta na interlocução com os vários ramos da sociedade.

      Quero acrescentar, ainda, que os que acusam o PT de ser o partido mais corrupto que o país já teve, deveriam mostrar um pouco mais de coerência e apreço pela verdade e se informar sobre o que realizavam os quadros do PMDB, PTB, PSDB e por aí vai.

      Sobre o atual governo, a única coisa a seu favor foi a redução considerável da política econômica rentista, coisa que atribuo à auto-preservação e não a uma mudança de postura que vise promover uma política de justiça social, tal fato é, de qualquer maneira muito positivo, ainda que considere que quase todo o resto seja uma lástima.

      Ainda que tenha simpatia pelo que, me parece, você quer salientar, a necessidade de se construir uma sociedade mais ética, justa e racional, devo, por fim, confessar que a confiança na grandiosidade do “espírito” humano pretendida por muitos me parece absolutamente injustificada, ao menos para a imensa maioria. Podemos ser melhores, mas tenho minhas dúvidas se podemos ser muito melhores.

      Responder
  46. Rubens Leme

    Dalcim, estava lendo um texto legal sobre o tênis de mesa e me pergunto se este acontecimento histórico não inspirou aquela cena em que Forest Gump vai jogar na China.

    Em 1971, a seleção dos Estados Unidos de ping pong estava no Japão para o campeonato mundial de tênis de mesa quando receberam um inesperado convite para encontros amistosos na China. Dias depois, os estadunidenses cruzaram a ponte de Hong Kong, se tornando os primeiros do país a visitar a China após a Revolução de 1949. Os encontros aconteceram em paralelo com treinos conjuntos, e visitas a sítios turísticos chineses

    Tal situação potencializou a aproximação entre Estados Unidos e China, tanto que ainda em 1971, os Estados Unidos levantaram o embargo a produtos chineses, que durava mais de 20 anos. O acontecimento proporcionou ainda a visita de Henry Kissinger, então Conselheiro de Segurança Nacional do presidente Nixon à China, e por uma visita do próprio presidente Richard Nixon ao país de Mao Tsé-Tung, em fevereiro de 1972. Além disso, no contexto da Guerra Fria e o distanciamento que tinha se dando entre China e União Soviética, os Estados Unidos passaram a ver uma aproximação com a China como um elemento chave em sua política externa.

    https://www.chinalinktrading.com/blog/tenis-de-mesa/

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  47. Oswaldo E. Aranha

    Para a Gabi e demais companheiros do blog sugiro que neste momento em que estamos em prisão domiciliar, sem possibilidade de ir às ruas mesmo com tornozeleira eletrônica, sem acesso a habeas corpus e muito menos à 2ª instância, que vejam o seriado na netflix “The English Game” muito bom, que mostra os primórdios de “fooball” na Grã Bretanha (Inglaterra e Escócia). Aliás, como no tênis onde se usam termos em inglês como “back hand”, no futebol, no século passado, muitos termos eram usados como: goal kepper, back, foword, referee, etc.
    Seria muito interessante que tivéssemos um filme que mostrasse os primórdios do tênis, que, segundo soube, teve início na França e o nome decorreu de “tenir”.
    Aguentem firme!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A origem do termo ‘tênis’ é fruto de muita controvérsia e poucas certezas. Me agrada bem mais a sugestão da teoria egípcia.

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      1. Miguel BsB

        A origem dos esportes é bem controversa msm…os povos antigos jogavam jogos semelhantes a muitos que temos hj…
        Ri muito uns anos atrás, qd fui conhecer a espetacular Machu Picchiu, e, lá dentro, o nosso guia apontou um gramado e disse que ali os antigos incas praticavam um jogo muito parecido com o futebol há mais de 500 anos…
        Daí, um amigo gaiato vira pra ele e diz: pô, e até hj vcs não aprenderam a jogar? Kkkkkkk
        O guia fez uma cara, e eu não consegui parar de rir…

        Responder
    2. Gabi

      Tb vi essa série e gostei muito.
      Muito interessante a abordagem que deram, porque não fala só sobre futebol, fala sobre a rivalidade ingleses e escoceses, luta de classes, trabalho, dinheiro, interesses, valores, família, amigos, lealdade, amor, o que é o amor, o que um casal precisa para seguir junto e construir uma família…
      Se não me engano, até cheguei a vir aqui sugerir a série.
      Concordo com vc que poderiam fazer uma sobre a origem do tênis.

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Tenho um pequeno livro que conta a história e os mistérios que cercam o tênis, como a origem, a contagem, o nome, o termo ‘love’, além de contar um pouco sobre como houve a transformação para a fase profissional. Esse texto que você mandou está bom.

          Responder
          1. José Nilton Dalcim

            Estou produzindo um texto para o TenisBrasil; É que tenho tanta coisa para fazer ao mesmo tempo que não consigo avançar… rsrs… Mas como a quarentena ainda vai ser longa, vou conseguir!

          2. Luiz Fabriciano

            Tenho esse livro que comprei na loja Tenisbrasil. Muito bom.
            Já vi também uma história que dizia que o nome advinha do termo “tenez”, pois se jogava apenas com as mãos e a tradução sugeria “aguente” ou coisa parecida.

  48. Gabi

    O casal Djokovic mandou muito bem na resposta ao desafio dos voleios proposto pelo casal Murray rs. A edição do video tb ficou muito legal, assim como a música escolhida. Será que fizeram quantas tomadas para chegar a essa versão rs?

    Responder
    1. Barocos

      Gabi,

      Vi hoje no YouTUBE os vídeos. A Jelena se esforçou para dificultar as coisas para o Djokovic, definitivamente, já estão casados há anos suficientes para isto! KKKKK!

      Ainda falta, pelo menos, o vídeo com o Federer e a Mirka mas, neste caso, acredito que o trabalho do Federer vai ser mais fácil, já que a Mirka foi tenista profissional, inclusive com alguns títulos no currículo. Claro, isto se a síndrome de “casados já há alguns bons anos” não a influenciar também. 🙂

      Seguem os links:
      Andy e Kim – https://www.youtube.com/watch?v=u-J2bUhuzsg
      Djoko e Jelena – https://www.youtube.com/watch?v=ZKzcC7o4Zzc

      Tudo de bom para você e para toda a sua família.

      PS.: Desculpe pela piada no comentário passado, acredito que você não me interpretou mal. Tenho duas meninas que eu amo mais que tudo neste mundo e sempre tive o mau hábito de provocá-las com piadas de cunho chauvinista, nelas surte um efeito danado, com o qual eu me divirto, em minha ex-esposa, que me conhecia muito bem, não surtia qualquer reação que não a de provocar risadas.

      Responder
      1. Gabi

        Claro que não interpretei mal. Muito pelo contrário, ri muito – escrevi isso lá na minha resposta inclusive.
        O Federer disse que não vai participar do tal do desafio porque a Mirka é muito tímida nas redes sociais…

        Responder
  49. Marcelo

    tudo depnenderá sobre como o público em geral vai enxergar a questao da volta antecipada. Se o publico enxergar a entidade como mercenaria, patrocinadores vao fugir em 2020. Na minha opiniao, tenis, so em 2021. E vamos curitr o corona como sendo o “evento que causou a extinçao dos dinossauros” (Nadal, Federer, Djoko, Wawrinka, e outros).

    Responder
  50. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,caso essa interrupção dure ainda mais tempo,poderia,em último caso,ser viável a realização de Masters 1000 simultâneos?(algo como uma semana ter Miami e Indian Wells,outra ter Roma e Madrid/monte Carlo…outra ter Paris/Shanghai

    Responder
  51. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,em termos financeiros,não seria mais viável realizar torneios sem público,considerando o lucro pelo menos de transmissão e de patrocinadores,do que não realizar?…Me parece muito mais prejuízo não realizar tais torneios…

    Responder
  52. Rubens Leme

    Dalcim, como pode uma cidade vivendo esse drama pensar em torneio de tênis daqui a 4 meses?

    Segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins, o estado de Nova York tem 161,8 mil dos 466,3 mil casos do novo coronavírus nos EUA, número maior do que o de qualquer outro país no mundo. Nova York também tem mais de 7.000 mortos, sendo 5.100 apenas em sua principal cidade.

    https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2020/04/10/nova-york-comeca-a-cavar-fossas-comuns-para-vitimas-de-virus.htm

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, um quadro nada animador. Mas pensemos de forma positiva: esses 450 mil casos positivos irão estar negativos dentro de 14 dias, geralmente uma massa de população com anticorpos. Ainda não se tem certeza absoluta sobre reinfecção, mas todos os dados indicam que não.

      Responder
  53. Marcilio Aguiar

    Não acho boa essa pretensão de realizar 2 slams e 7 master 100 e finals. Poderia reduzir o numero de master 1000 (2 no saibro e 2 nas rápidas) e realizar mais torneios ATP 250 e 500. Ficaria mais equilibrado. Isso se conseguir retornar de fato em julho o que ainda é uma grande incógnita.

    Responder
  54. Renan Vinicius

    Tem gente que acha que o objetivo dos torneios, principalmente os GS, são os lucros dos organizadores, sendo que pouco gente vê que para um tenista fora do top 50, só de entrar na chave principal, o cara salva a temporada e leva seu ganha-pao pra casa. O tênis não é só Big 3. Até lá, com fé em Deus, tudo será resolvido, é teremos SIM Us Open e RG.

    Responder
  55. Gabi

    Filipe Fernandes,

    não tinha mais a opção “responder” no teu último comentário no outro post, por isso escrevo aqui.
    Muito obrigada pelas observações, pelo elogio, pelas sugestões de leitura e pelo comentário em si na medida em que dedicou parte do teu tempo para escrevê-lo.
    Sobre o Oliver Sacks, muito boa sugestão. Dele, só li aquele do chapéu. Gostei muito e achei muito interessante como ele consegue transformar a neurologia em uma ciência narrativa, desbravando questões fascinantes sobre o cérebro humano.

    Responder
  56. Miguel BsB

    Perfeita colocação Dalcim! Essa entrevista só acentua o caráter elitista do circuito de tênis…só estão se preocupando com os grandes torneios, que são disputados pelos tenistas que menos precisam de dinheiro…o que ” da camisa” pra grande parte do circuito são os menores, ATP 250 e 500, fora os challenger…e é essa faixa em torno dos 100 pra lá que está precisando jogar, não o Big 3, que é sempre consultado, mimado, paparicado etc…seria a hora dos grandões, que, vê-se, cada vez mais são sempre os “consultados” sobre qualquer decisão, mostrarem seu compromisso com o esporte e os “menos favorecidos” e defenderem soluções que contemplem principalmente a base da pirâmide tenística, que é a que realmente está precisando jogar pra viver…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ainda vou escrever sobre isto, mas eu penso que os torneios poderiam, sim, ser disputados sem público ou público restrito. È fato que os torneios dependem disso como importante fonte de receita, mas então penso que é hora de se baixar a premiação dos torneios e tornar o negócio menos lucrativo para todo mundo, porém tocar adiante o calendário de alguma forma.

      Responder
      1. Rafael

        Concordo, Dalcim, não só para isso como para uma série de outras atividades fora do esporte. É preciso chegar a um meio-termo. É melhor pingar do que secar.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Exatamente, e muitos promotores vão ter dificuldades em arrumar patrocinadores, já que a crise econômica será mundial. Então acho que seria algo a se avaliar. Diminuir custos para todos, diminuir bem o lucro dos torneios e tirar mais das premiação mais altas e menos das premiação mais baixas.

          Responder
      2. Rubens Leme

        Dalcim, mesmo sem público seria arriscado, porque há os boleirinhos, os seguranças, juízes, médicos, massagistas, enfim, todas as pessoas necessárias para a infraestrutura e que poderiam contaminar ou serem contaminadas.

        Não entendo porque a sanha das pessoas em queimar etapas em algo tão sério. A taxa de quarentena na cidade é apenas de 48% e muitos desceram pro litoral e aí vem o Doria que quer o mínimo de 60% em casa e que pode mandar prender. Nova York é a cidade mais infectada dos EUA, está um caos absoluto. Como podem achar em que 3 ou 4 meses tudo voltará normal, ainda mais em um país movido à paranóia?

        É simples, embora trágico: parem tudo em 2020. Se as Olimpíadas foram canceladas, porque os demais eventos não seguem o mesmo? Mas tem gente preocupada quando ainda irá terminar o Campeonato Paulista.

        Parem ou poderáo comprometer 2021 também.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Leme, há alternativas. Optar por juízes e boleiros que estão com anticorpos comprovados, diminuir drasticamente o número de pessoas em quadra, colocar máscaras em boleiros e juízes se for o caso. Claro que ainda assim estou falando num mundo ideal, com três meses de distância entre a queda brusca da epidemia e o reinício das atividades.

          Responder
          1. Miguel BsB

            A solução é realmente difícil…temos que esperar mais um tempo, mas dificilmente os grandes centros do tenis estarão aptos ainda neste ano, são os países mais afetados pelo vírus. Talvez fazer torneios sem público e menos dinheiro em países menos afetados, e sendo televisionados pro mundo em quarentena…
            Sou até mais radical Dalcim. Vi uma entrevista do Mcenroe que ele defendeu que tirassem os juízes de linha. Isso antes da pandemia em uma interessante conversa com Lendl, Becker e Wilander…cada jogador marca a sua bola, como nós amadores, ou o juiz de cadeira, e, em caso de dúvida, usa-se o hawk eye…boleiros, não são imprescindíveis tb, mas se quiserem seguir com eles, que usem luvas e máscaras…toalha, cada um que cuide da sua. É o jeito, pelo menos até acharem medicação/vacina pra esse maldito vírus.

          2. Barocos

            Dalcim,

            As últimas pesquisas indicam que mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir o vírus. Também não é certo ainda que quem já teve a covid-19 esteja livre de reinfecções, o que costuma gerar quadros muito graves no caso da dengue.

            Não sei se alguém aqui já leu sobre a N95, mas é bem difícil respirar com elas, já que se tem que fazer um esforço grande para fazer o ar passar pelos filtros. Seria uma atividade exaustiva para boleiros e juízes de linha. A proteção proporcionada pelas máscaras comuns são mais para evitar que o usuário transmita o vírus para pessoas que ainda não foram expostas do que no sentido contrário, onde a eficiência é, relativamente, baixa na contenção do vírus.

            Conforme comentei faz um tempo, para piorar a situação, é um vírus de RNA e é possível que possua uma alta taxa de mutação, isto ainda está em pesquisa e, se confirmada, vai dificultar em muito o desenvolvimento de uma vacina. Para quem quiser ler sobre esta praga, tem um excelente artigo no NY Times:
            “https://www.nytimes.com/2020/04/08/opinion/coronavirus-parties-herd-immunity.html”

            De positivo, até agora, o fato de todos os países com centros de pesquisas avançados sobre patógenos estarem trabalhando intensamente para descobrir tratamentos eficientes.

            Sobre tênis, minha admiração pelo Federer, Djokovic, Nadal e Murray, que já era grande, tem aumentado bastante ao rever jogos antigos e ao compará-los a jogadores de outras épocas. Fase de ouro esta que tivemos o prazer de contemplar.

            Como de praxe, deixo registrados aqui os meus votos de uma passagem tranquila para a normalidade para todos os frequentadores do blog, seus familiares, amigos e mesmo desafetos.

            PS.: Suspeito que a “normalidade” que irá, em algum momento, se iniciar, será bem diferente da atual.

  57. Luiz Fernando

    Acho q os responsáveis pela ATP devem ser daqueles q acreditam q Lula e demais membros da sua quadrilha não sabiam de nada, só quem tem um grau absurdo de alienação da realidade dessa ordem p crer q teremos USO, RG, 7 M1000 na temporada e o Finals…

    Responder
    1. Miguel BsB

      Ou então aqueles que acreditam no chefe da milícia e seus sinistros dementes…que foram colocados no poder com a ajuda do seu voto.
      Acorda rapaz. O Lula já não é presidente desde 2010, há uma década. Já foi processado, preso, saiu, e a direita nessa ladainha…cadê o queiroz pra botar os podres no trombone? Cadê o inquérito do laranjal que elegeu o incorruptível? O PT já foi tirado do poder há 4 anos…chega dessa ladainha, o problema agora é o “atleta” da gripezinha.
      Só falta agora jogar a culpa das m…. diárias desse governo no FHC, Itamar e Collor.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Ué.

        Não existem ainda alguns simpatizantes do partido tirado que continuam falando bem dos ex-mandatários?

        Acho que por isso que o LF deve ter dado ênfase negativa aos tais.

        Pois a critica ao Bolsonaro é tão justa quanto a crítica a qualquer um dos citados…

        Responder
        1. Miguel BsB

          Eu vivo no presente Rodrigo…quem é o presidente do Brasil é o Bolsonaro. Nunca, em minha vida, vi um presidente tão incapaz como ele! E não estou sozinho…leio jornais do mundo inteiro que sejam editados em inglês, espanhol ou Italiano…nunca algum mandatário brasileiro foi tão ridicularizado no mundo. Nunca! Quem quiser achar que ele tá correto, e eu e o resto do mundo errados, que nos chamem de petralhas/comunistas…

          Responder
          1. Miguel BsB

            Aliás, são publicações como o The Economist e o The Wall Street Journal…se quiser chamar esses jornais de esquerdistas/comunistas, faça por sua conta e risco…

      2. Luiz Fernando

        Acorda vc rapaz, cada um pensa de uma forma, não fui, não sou e nunca serei bolsonarista. Tenho postado aqui q ele fez uma série de c_agadas durante esta crise e neste ainda curto período de mandato; se acrescentarmos as c_agadas dos filhos, estes uns imbecis que puxaram o pai, então, infelizmente veremos um grande volume. Mas pelo menos não se observou corrupção e desvios de dinheiro em nível estratosférico como nas gestões da quadrilha do bandido de Curitiba, o q para o país já um lucro enorme. Isso é inegável.
        PS: se eu pudesse voltar hj ao da eleição de 2018 votaria da mesma forma, para tirar aquela gente do poder até votar num cara xucro e ignorante como Bolsonaro seria válido, ao menos não me parece ser ladrão. Lula se estivesse no poder diria: virose, nunca ouvi falar disso kkk…

        Responder
        1. Gildokson

          Nem que ele se deixasse levar com o tempo (assim como acredito aconteceu com Lula, Dirceu, Genuíno e cia) ele conseguiria roubar aquilo tudo, pois agora os holofotes estão todos virados para essa direção, difícil aquilo acontecer de novo em tamanha proporção. Agora dizer que ele é 100% honesto eu ja não diria, nem ele e nem 99% dos políticos que vivem com seus benefícios e verbas milionárias e ainda montam esquemas de funcionários fantasmas pra fazer caixa dois e praticando nepotismo (que aliás nosso presidente é fã da prática ja que todo filho que coloca no mundo coincidentemente se torna político atuante nas redes sociais) kkkkk
          Na época da eleição era muito popular um vídeo dele sendo indagado por um cidadão se ele não achava um absurdo um deputado receber tudo que recebem pra contratar assessores, viagens etc, e ele logo se justificou dizendo achar justo e ainda dizendo que usa tudo aqui.
          Eu nunca vou considerar honesto um cidadão desse, pode não roubar milhões, mas honesto ele não é não.

          Responder
      3. Maurício Luís *

        Miguel, gostaria de “refrescar” a sua memória. O então candidato Bolsonaro estava com um alto índice de rejeição e NÃO seria eleito nem a pau. Daí veio o Adélio, ‘catequizado’ pelo PSOL, e fez o atentado. Caiu o índice de rejeição e deu no que deu. Portanto, a esquerda está é colhendo o que plantou.
        As pessoas não votaram nele por “ódio” ao PT, como vivem repetindo. Votaram. porque o atentado da esquerda “paz e amor” mudou o curso da História.
        Já sei que vai me chamar de bolsominion. Mas sou de esquerda, votei no Ciro. Só que não sou cego.
        Repito que a esquerda colheu o que plantou.

        Responder
        1. Miguel BsB

          Jamais vou te chamar de bolsominion Maurício, aliás, votei no Ciro tb…vc tem razão quanto a tal facada, caiu como uma luva pra eleição do atual presidente. Mas esse atentado é um dos maiores mistérios que eu me lembro na política, estilo o “quem matou PC Farias?”.
          Esse tal de Adélio foi preso, nunca deu um pio, dizem que era do PSOL, que é um doido, Bolsonaro sempre ameaçou processos e medidas para descobrir “a verdade”, mas nunca foi pra frente, ficou só na retórica…
          Ele já fez não sei quantas cirurgias advindas dessa “facada, sempre envoltas de segredo, umas 4, ia fazer ou fez outra nesses últimos meses…ja vi um documentário interessante sobre tudo que se passou nesse fatídico dia. Pra mim, essa história é muito misteriosa e mal contada…

          Responder
          1. Maurício Luís *

            Miguel, duvidar é um direito seu. Da minha parte, acredito que não tem como esconder uma farsa que envolveu tanta gente em volta dele na hora do atentado, depois médicos, enfermeiros, recepcionistas, faxineiros de vários hospitais, todos concordarem em levar adiante uma suposta farsa e ninguém dar com a língua nos dentes todo esse tempo. O próprio PT teria denunciado se tivesse descoberto algo de concreto.
            Deixo aqui pra reflexão um ditado: ” Pode-se enganar poucas pessoas por muito tempo. Pode-se enganar muitas pessoas por pouco tempo. Mas não se pode enganar muitas pessoas por muito tempo.”
            Abr.

      4. Maurício Luís *

        Ah, + uma coisinha: a esquerda critica – com razão – o Bolsonaro de fazer ‘arminha’ e incentivar a violência. Porém, na prática, ninguêm da direita tentou matar o candidato Haddad com uma faca.

        Responder
  58. Anderson Nunes

    Calendário perfeito:

    Até fim de janeiro fica como estar, sem essa ideia de ATP Cup e Davis se unirem.
    Fim do AO até fim de RG, só saibro, torneios da América do Sul nas mesmas datas dos ATP 500 e 250 europeus, e o Rio Open na mesma data que Barcelona, ai se escolheria o melhor lugar para se colocar os 3 Masters 1000.
    Fim do saibro, só grama, do jeito que está, depois só dura, com 4 Masters 1000 pré US Open, IW, Miami, Montreal e Cinc, depois de RG, Final da Davis, depois a gira asiática, em seguida os torneios pós gira asiática normalmente, depois o Finals, e por fim a Laver Cup, que pra mim faz muito mais sentido ser depois que tudo acabar.
    Obs: Aquela exibição milionária no fim de dezembro entraria como torneio da ATP, antes da ATP Cup.
    Obs 2: Seriam disputadas na mesma data tanto a fase final da Davis quanto a classificatória, e só teria uma data pra Davis.

    Responder
  59. Sérgio Ribeiro

    Bom Dalcim , como sugestão , seria interessante que você fizesse uma dissertação sobre este novo presidente da ATP. Quem é esta figura ? Suas colocações me paracem incrivelmente utópicas e exageradamente otimistas. Sinceramente se ele focasse num entendimento definitivo com a ITF ( principalmente) , já seria um início de mandato espetacular. A meu ver , seria o momento ideal para algo que ninguém conseguiu em mais de 50 anos. Abs!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Como tenista, o Gaudenzi foi top 20. Depois que aposentou, entrou se tornou um executivo de peso no mercado europeu. Trabalhou em grandes empresas, mexendo com música e ramo de cartões de crédito. Depois, criou uma empresa de suporte técnico e de gestão para outras empresas. É muito bem conceituado, portanto, em termos empresariais.

      Responder
  60. Heitor

    Rubens leme descumprindo com orgulho o isolamento….
    Adora uma teoria mas na prática…
    É o faça o que eu falo mas não o que eu faço

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      O que espanta é a “avenida” que ele abriu para nós.

      Os furos imensos do discurso dele… Nada mais que o sujo falando do mal-lavado.

      A Dilma era uma figura a ser estudada. Aquela senhora era de uma incapacidade absoluta;

      Até hoje, ela não consegue terminar uma frase… O Lula dispensa comentários!

      Se na cadeia, ele tiver lido Mônica ou Cascão foi muito (Astronauta e Franjinha seria muito complexo para ele)

      Querer exaltar figuras assim? Fala sério…

      Seria como pendurar um Picasso para enfeitar a sala de um cortiço!

      E agora achar que pode reescrever a história, dizendo que o saque da quadrilha nada foi, já que eles deixaram grandes “reservas cambiais” ?

      kkkkk

      Mas a melhor parte é quando ele diz que não quer amizade com eleitores do Bolsonaro.

      Poxa, mas ainda bem, né?

      Foi a unica coisa escrita por ele que me trouxe algum alívio…

      Mas repare que essa mentalidade MANIQUEÍSTA é idêntica a adotada hoje pelo bolsonarismo pelego.

      Pois o nós contra eles, o pobre contra o rico, o gay contra o hétero é a mesma coisa do:

      direita contra “a nova esquerda”, direita contra a isento-left, etc….

      Uma vez a maluca da Marilena Chauí berrou em um discurso em que também compareceram Lula e Dilma:

      ” porque eu ODEIO a classe média”.

      Gente, foi a cena mais patética de todos os tempos!

      Qual a diferença de uma “pensadora”dessas para aquele doente da Virgínia, o ” Orgulhavo” de Carvalho?

      A mesma intolerância, a mesma estupidez.

      Conclusão – petista é só mais um bolsonarista de sinal trocado…

      Responder
      1. Heitor de Oliveira

        Onde assino?!

        E ontem saiu nos jornais que a mulher da “alma mais honesta do Brasil”, aquela que levava a vida a vender Avon, Marisa Leticia, tinha aplicações, somente no Bradesco, que somam R$ 256.600.000,00 (Duzentos e cinquenta e seis milhões, e seiscentos mil Reais)

        Lula livre, e as mulas pagando a conta.

        Responder
      2. Rubens Leme

        “Conclusão – petista é só mais um bolsonarista de sinal trocado…”
        Isso quer dizer que, matematicamente 5 e -5 são iguais? Por que se for essa lógica, somos opostos e isso me agrada e muito! Cuidado com a falsa simetria.

        Como todo bolsonarista e, provavelmente evangélico (já fez seu ted pro pastor hoje?), mostra uma grande ignorância, além do péssimo hábito de usar caixa alta e argumentos pífios como “gay e hetero” que nem referi.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Desculpe pela caixa alta, é que não tenho como colocar em itálico ou negrito.

          Mas você distorceu a referência:

          Bolsonarista de sinal trocado por você se mostrar tão fanático e militante como qualquer um deles…

          Mas como eu já deixei de ser bolsonarista, e você nunca deixou de ser petista, já não somos o exato oposto.

          Já quanto a ser chamado de ignorante, só posso rir mesmo…

          Responder
      3. Gildokson

        É por isso que não votei nessa última eleição, e teria sido um sonho se todos os brasileiros tivessem feito o mesmo. Mas infelizmente o que aconteceu foi aquela guerra dividindo o país, entre os que apoiam o eterno e durante muito tempo inútil ex deputado rei da fake news e os que insistem em fechar os olhos para o que a ganância da cúpula petista fez.
        Os que sofrem mais são os que ficam no meio disso tudo, se discorda do amigo de miliciano é pq é esquerdopata, se fala a verdade sobre a roubalheira petista é pq virou um bolsominion… oh vida cruel a nossa viu.

        Responder
  61. Rubens Leme

    Sinceramente, gostaria de saber que diabos de calendário ele vislumbra: A Itália está querendo, em maio, a começar uma diminuição da quarentena e que irá se estender por meses, paulatinamente. Os EUA são o país com o maior número de casos e mortes e as quadras de Flushing Meadows estão tendo mais e mais leitos. A Espanha ainda tem um número grande de mortos, idem Portugal, Turquia etc.

    Todos os jogadores estão fora de forma, tanto física como tecnicamente e demorarão meses para recuperarem ambas, sem falar na parte psicologica que ninguém tem ideia de como as pessoas reagirão, dentro e fora da quadra, se alguma pessoa começar a espirrar ou passar mal durante os jogos. Imagine o medo geral.

    A matéria de hoje da Kvitova é bem ilustrativa, mostrando que ela está zerada em termos de motivação. Isso sem falar que é um esporte que depende totalmente da logística de aeroportos e fronteiras e que cada país está em um estágio diferente da pandemia.

    E acho que ele não aborda um problema crônico que é a sobrevivência dos tenistas que ganham pouco, não possuem renda e estão abandonados pela ATP. Cadê a ajuda a esse pessoal? A da LTA é boa, mas é a ATP que deveria bancar.

    Muito mais realista seria começar a planejar 2021.

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    1. Antônio Luiz Júnior

      Concordo com você em gênero, número, e grau. Não vejo nenhuma possibilidade na realização de qualquer evento em 2020.

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  62. Tiago

    Gostaria muito de ainda poder assistir grandes torneios de tenis neste ano, porém acredito que nem o US Open seja possível, tampouco o teimoso Grand Slam do barro que ainda estão desesperadamente insistindo em fazer. Uma pena para o circuito, mas creio que zelar por vidas seja mais importante do que lucrar por negócios.

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  63. Vitor Hugo

    Se acontecer somente Roland Garros e u.s open entre os slam, Nadal estará em uma fogueira danada, pois será o tenista que mais vai precisar defender pontos. Já Novak se livra de defender o título em Wimbledon.

    Como será que ficará a contagem das semanas?

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  64. Ernesto

    Bom ter acontecido tudo isso. Uma boa parte desse esporte estava muito soberba. Cadê Martina Navratilova e John McEnroe, que sugeriram retirar o nome de Margaret Court do Australian Open. São tão poderosos quanto a liberdade religiosa e de expressão, que devem ter poder também para cessar o Covid19. Mais humildade perante Deus faz bem.

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