Pandemia ameaça o futuro do tênis
Por José Nilton Dalcim
23 de março de 2020 às 16:36

A crise sanitária causada pelo coronavírus em todo o mundo pode afetar o tênis muito além da paralisação momentânea de três meses, determinada pelas entidades oficiais e que prevê retorno do circuito não antes de 8 de junho, em qualquer nível.

Porque, junto com a pandemia, há expectativa de forte recessão econômica internacional, que atingirá obviamente com maior força os países atingidos com maior severidade pela convid-19, como Itália e Espanha, dois fortíssimos centros do tênis, mas não exclusivamente eles.

Não devemos jamais esquecer que o esporte profissional é bancado pela iniciativa privada. Os milionários torneios de tênis dependem de bancos e investidoras financeiras, de montadoras de automóvel, de operadoras de telefonia ou da indústria esportiva.

E se elas estiverem em crise ou com investimentos prejudicados, o risco de um corte doloroso no calendário cresce, que por consequência imediata afetará o faturamento dos atletas. Quem está no top 50 do ranking do tênis tende a sobreviver de um jeito ou de outro, mas e os outros?

Idêntica reflexão vale para o tênis brasileiro, que dava sinais de reação nesta temporada, com vários eventos previstos. Não se sabe o que acontecerá depois que a pandemia se for. E existe uma boa parte do mercado, direto e indireto, que precisará de tempo para reagir, como promotoras, importadoras, lojas, academias e agências de viagem.

Aliás, é de preocupar segmentos do tênis brasileiro que já sofrem efeitos devastadores da paralisação das quadras e freio das atividades esportivas: os anônimos rebatedores, professores e personal trainers de atividade autônoma, que geralmente brigam no dia a dia para preencher o orçamento da semana e em mínimos casos terão reserva financeira para aguentar uma parada orçamentária mais longa.

Quanto mais demorarmos para controlar o vírus, mais efeitos colaterais graves para o esporte, e para quem vive dele, serão inevitáveis.

Resta ser muito prudente e ter fé.


Comentários
  1. Gabi

    Sportv, faz 4 dias que vcs estão reprisando os mesmos jogos: Federer x Djoko em Cincinatti e em Paris.

    Bora exibir outros confrontos tb? Pode até ser deles rsrs

    Responder
  2. Sérgio Ribeiro

    Paul Annacone ( o mesmo que Federer contratou na época a conselho de Sampras ) , afirma que nem Jimmy Connors, tinha a inacreditável intensidade de competição do Touro. E que apesar dos quase 34 , é o favorito para RG. Realmente não tem como não concordar. Uma coisa é atingir quase 33 , com um físico jamais visto de Novak Djokovic . O que provavelmente o levará ao recorde de SLAM da história. Mas já vimos o Sérvio ( poucas vezes ) em desvantagem no placar , praticamente entregar o ouro. O Espanhol, como disse o treinador , é o Cara que não desiste nunca . Todos os pontos como se não houvesse amanhã. Se perdoa em quadra como ninguém . Outro que irá ultrapassar os 20 SLAM com todos os méritos. Ainda bem que o Craque Suíço já está conformado. E sem Wimbledon este ano , mais ainda,.. rs. Abs!

    Responder
  3. Sérgio Ribeiro

    Cravamos que iriam peitar a Federação Francesa e seu presidente mala. Os organizadores da Laver Cup avisaram. A própria ATP tomou a frente e a possível retirada dos Pontos de Rolanga , certamente fará o Conselho dos Jogadores partir pra cima. Com WIMBLEDON 2020 praticamente pela bola 7 , o Calendário será totalmente mexido . Uma coisa é certa , se tivermos algum evento ainda este ano , acontecerão em datas totalmente diferentes do que os Franceses arrogantemente apregoaram. A conferir ! Ps. Os Japoneses da Uniqlo demostram como estão arrependidos de terem tirado o Embaixador do Esporte da Nike . Essa doação de 10 milhões de máscaras para o Mundo ( mesmo sem Olimpíadas em Tóquio) , comprovam a tese rs . Abs!

    Responder
  4. Carlos Reis

    Com esse tal de Corona Vírus – #VirusChines – a elite mundial descobriu como é fácil manipular o gado, cada vez mais sem cérebro e obediente, aposto que outros vírus surgirão num futuro não muito distante… NOM a todo vapor!

    Responder
  5. Gabi

    Então o Japão é acusado de subnotificar os casos de coronavírus para tentar nao adiar as Olimpíadas…
    Não imaginava que os caras tivessem a cara de pau. Pelo jeito tiveram.

    Responder
  6. Miguel BsB

    A Gabi levantou o lance das Barbas…Harden e Paire, eu vou aproveitar que estou de quarentena e Home office e vou deixar a barba crescer como nunca deixei na vida…hahaha
    Dependendo de quanto durar essa situação, vai ficar maior que a do Barba! kkkkkk

    Responder
  7. Luiz Fernando

    Dalcim parece q W será cancelado na próxima quarta. Vc vê chance de não termos mais tenis (e também outros esportes) neste ano? Eu infelizmente vejo…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, o quadro do coronavírus na Europa é avassalador. Não consegue sequer chegar a uma estabilidade. E chegou com muita força nos EUA. Ou seja, estamos falando nos dois grandes centros do tênis atual. Então está difícil ficar otimista, Luiz. Mas eu tenho essa péssima mania e ainda me resta um fio de esperança num medicamento eficaz.

      Responder
  8. Luiz Fernando

    Por sugestão do Dalcim assisti tardiamente ao filme Borg vs McEnroe e me surpreendi com a imagem do sueco, a quem todos consideravam uma montanha de gelo (IceBorg). O cara parou aos 26 anos, depois de ser derrotado pelo americano em W1981, mas se isso surpreendeu a muitos na época, após o filme me pareceu algo até lógico, se a encenação acerca da imensa pressão sobre Borg, imposta principalmente por ele mesmo, for verídica. O desequilíbrio posterior, com compra de ilha e uso de drogas, se encaixam bem no contexto geral. Também nos permite extrapolar para situações contemporâneas, como o choro de Federer no AO2009 e a péssima fase de Rafa em 2015, o que faz, ao menos p mim, valorizar ainda mais esses caras do Big3, que seguem em frente a despeito de anos e anos de pressão.

    Responder
      1. DANILO AFONSO

        Sim !! Pelo vídeo parece que exige muito fisicamente. Não conheço ninguém que tenha o produto. Vi apenas no facebook.

        Quem tiver o produto ou pense em comprar, evite usá-lo neste período de isolamento. Até mais !!

        Responder
  9. Anderson Nunes

    Dalcim, estava fazendo uma analise, depois se quiser posso me aprofundar.
    O fato de Djokovic e Nadal estarem cada vez mais perto de Federer acabam recolocando Sampras com um dos postulantes a melhor de todos os tempos?
    Alguns fatores:
    1 – Diversidade de vencedores de GS – Nos anos 90 tiveram 16 vencedores diferentes, se não me engano, já na década passada tivemos 6.
    Ai muitos vão dizer “mas isso é pq Djokovic e Nadal dominaram, logo são melhores”, mas ai vem outros fatores.
    2 – Longevidade – Em 2018 o top 10 se não me engano tinham 7 jogadores com 30 anos ou mais, e em 2019 um dos semifinalistas do Finals tinha 38 anos. Já na época de Sampras, no último ano que ele terminou como n1, em 1998, só um jogador entre os 24 do mundo tinha 30 anos ou mais (no caso, tinha 30 que era Korda, que ganhou um GS nessa época extremamente dopado)
    3 – Homogeneidade de piso – Tomei como base o ranking de 1998 tbm, mas creio que sirva para os outros anos. No top 10 – Sampras, nunca se quer chegou a final de Roland Garros/ Rios, nunca fez semi nos outros GS que não o Australian Open/ Correjta, nunca fez terceira rodada de Wimbledon ou oitavas do AO/ Rafter, nunca se quer ganhou título no saibro/ Moya, nunca chegou as quartas de Wimbledon/ Agassi, foi o único que ganhou os 4 GS de verdade.
    Enfim, fiquemos só nesses 6, e então vemos claramente um déficit em determinado piso, onde por algumas vez nesse período vimos campeões como Richard Krajicek ou Michael Stich.
    Ai se analisarmos o pessoal da época de Nadal e DJokovic – Wawrinka tá a um GS de completar o carrer slam/ Murray fez final em todos os GS/ Berdych fez ao menos semi em todos os GS/ Ferrer tem título em todos os pisos/ Cilic tem final em 3 GS diferentes e no único que não fez final chegou nas quartas/ Del Potro tem semi em 3 GS diferentes e no único que não tem chegou as quartas.
    4 – Diferença para os demais adversários – Sampras tem 14 GS, quase o dobro do que chegou mais perto que é Agassi com 8, o terceiro que mais ganhou foi Edberg com 6, e tem uma porrada de vencedor de um GS, por conta da diversidade de piso. Além disso Sampras tem 6 anos seguidos como melhor da temporada. Dito isso, o Big 3 eles estão cada vez mais próximos, os 3 tem 5 temporadas como n1, ou seja, não existe uma disparidade entre os demais.

    Acho que quando Federer começou a se distanciar cada vez mais de Sampras ele foi colocado pra trás, mas hoje me parece que existe um motivo para ele ter se distanciado, porque hoje um top dos tops tem muito mais facilidade pra ganhar títulos grandes do que na época do americano.

    Depois de tudo explicado, Dalcim, vc acha um absurdo se dizer que Sampras é o melhor da história?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sou um grande admirador do Sampras, Nunes, meu tenista predileto do seu período. Mas não consigo imaginar hoje lhe dar esse peso todo, porque ele teve limitação grande num piso importante como o saibro, onde ganhou um único troféu de peso. Acho que o Big 3 de hoje o superou em todos os quesitos principais.

      Responder
      1. Anderson Nunes

        então, ele teve uma limitação por conta do período, onde ou você priorizava grama ou priorizava saibro. Se não me engano em 2001 que a ATP começou a mudar a velocidade das quadras e padroniza-las.
        Hoje já tenho uma visão diferente dele, e acho que ele esteve muito acima de todos os outros rivais no seu período, coisa que nenhum dos big 3 conseguiu.

        Responder
  10. lEvI sIlvA

    Dalcim, embora ainda se faça projeções sobre quantos GS o Big 3 ainda conquiste até o fim da carreira, infelizmente temos um cenário estranho a frente. Os cientistas que estudam o Covid-19 pouco sabem sobre a doença e estimam em meses tanto a disseminação quanto achar uma cura pra essa pandemia. Ou seja, reais probabilidades de tudo se estender por até 1 ano. Nesse meio tempo, Djokovic, Nadal e em especial Federer poderiam perder o foco ou mesmo achar outros interesses que não o tênis (família), e encerrar suas carreiras ao mesmo tempo, inclusive. Creio que, o ocaso dos 3 maiores expoentes da modalidade chegou… e com muita tristeza!
    PS. Abraço e meus sinceros votos de que você e seus familiares e amigos estejam bem. O mesmo vale pra todos que comentam no Blog.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Por aqui, tudo sob controle no isolamente, Levi. Obrigado e espero que você também esteja bem. Sem dúvida, vivemos um quadro de absoluta incerteza e concordo que a longa parada pode afetar o Big 3. Mas sinceramente ainda vejo Djokovic e Nadal muito dispostos a buscar a marca do Federer, que não está nada distante para o espanhol e ao alcance do sérvio. Então não cogito uma parada de Nole e Rafa, mesmo que o tênis só retorne em 2021. Federer é claro poderá tomar rumo diferente, mas torço muito para que tudo isso não afete tão gravemente o tênis, que vivia um momento tão bom! Abs

      Responder
  11. Oswaldo E. Aranha

    O coronavirus é responsável pela morte de muitas pessoas mas o ódio, no correr dos tempos, matou muito mais gente. Fiquei espantado por um comentário odioso aqui no blog sobre uma notícia do Djokovic fazendo doação para necessitados; nesse comentário a pessoas destilou seu rancor e sua frustação.

    Responder
  12. Enoque

    Na escolha dos maiores da história, acho mais interessante fazer listas separadas para o tenis masculino e feminino.
    No caso do masculino, entre os 10 maiores, acho que dá pra cravar 9, ficando a critério de cada um escolher o 10.
    Na ordem cronológica temos:
    Laver, Connors, Borg, McEnroe, Lendl, Sampras, Federer, Nadal e Djoko.
    O 10 poderia ficar entre Vilas, Edberg, Agassi ou Murray.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Caro Enoque está lista, como qualquer outra, é absolutamente subjetiva, mas Agassi teria q entrar em qualquer uma, na minha visão. Abs.

      Responder
  13. Rubens Leme

    Essa matéria é assustadora porque diz que se nada for feito no Brasil, em 250 dias teremos 187 milhões de brasileiros infectados (ou seja 9 entre 10) e mais de 1,1 milhão de mortes.

    “O grupo traçou quatro cenários. No primeiro, nenhuma medida de isolamento social é tomada. Nele, num período de 250 dias após o primeiro caso, 187 milhões de brasileiros seriam infectados, dos quais 6,2 milhões seriam internados e 1,5 milhão iriam para a UTI. Destes, a maioria morreria: 1.152.283, segundo a projeção.”

    Então, é isso. Mais do que diferenças políticas e pessoais, agora é hora de todos nos ajudarmos para que as baixas sejam as menores possíveis. Um outro estudo interessante, diz que o mundo dificilmente será o mesmo depois do coronavírus porque irá afetar o planeta em todos níveis, desde empregos, relações inter-pessoais, sistemas de saúde, etc.

    Assim, fiquem em casa o máximo que puderem, porque 2020 parece ter acabado, não apenas no tênis, mas em todos os níveis.

    E nunca nunca nunca mais elejam um imbecil igual ao Bolsonaro.

    https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/resposta-global-pandemia-medidas-de-contencao-radicais-poupam-milhares-de-vidas-aponta-estudo-24334697?utm_source=Twitter&utm_medium=Social&utm_campaign=O+Globo&fbclid=IwAR3QTAPOTYFtKyXev5XoKmxOVVyvdVnx3hsVXnxOk4F5cslpQiFtZNOfcHo

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Se você tivesse assistido aos vídeos do Átila Iamarino (cujo link eu postei), já saberia disso há uma semana.

      Ele não é charlatão, como alguns olavistas estão tentando pregar. Na verdade pode ser visto como um emissário do Imperial College de Londres, maior referência científica mundial sobre a pandemia do coronavírus.

      Responder
      1. Carlos Reis

        Hahaha Olavistas!? Aposto que vc não o ouviu nem por 5 minutos… Olavo é sensacional, é o maior filósofo brasileiro vivo.

        Anti Olavo e Anti Federer!? Bom sujeito não é…

        Responder
    2. Filipe Fernandes

      Caro Leme (e pessoal do Blog), bom dia!

      De fato, as projeções feitas pela pesquisa da revista Lancet são assustadoras, e até para a quarta projeção um percentual alto de mortes — em torno de 44 mil pessoas — é estipulado (ainda que infinitamente inferior às outras três projeções). Esse artigo só mostra o estado de urgência pelo qual o mundo — e o Brasil — está passando e está para passar ainda.

      Mas sabemos bem que, atualmente, para um grande número de pessoas, um meme, uma mensagem “encaminhada” de WhatsApp ou uma fala explicitamente ideológica do seu ídolo político têm muito mais credibilidade e são mais dignas de atenção do que uma pesquisa séria que diz respeito diretamente ao futuro das nossas vidas. Pessoalmente, me assusta a maneira como informações como estas da pesquisa não são devidamente levadas a sério (mas digo isso também por sofrer de asma de épocas em épocas e, assim, talvez estar mais suscetível às complicações de uma eventual infecção).

      Caro, na última sexta (27/3) o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu o erro por não ter precavido a cidade, que fica na região da Lombardia, lá em meados de fevereiro, quando promovera a campanha “Milão não para” e os casos de infecção estavam começando a se alastrar. Naquele período, exatamente um mês antes (27/2), a Itália contabilizava 14 mortos e em torno de quinhentos casos confirmados; e ontem, UM mês depois, tristemente, o país passou dos 10 mil óbitos, além de milhares de casos confirmados de pessoas com a doença. O que só confirma as projeções apresentadas nesta matéria.

      E a Espanha está quase igual no nível de calamidade, e os EUA (sobretudo o estado de Nova York) estão presenciando agora a mesma marcha destruidora dessa pandemia. Sem falar de outros países também muito afetados, mas dos quais as notícias não nos chegam em muitos casos.

      E parece que nem mesmo esses exemplos estarrecedores e tristes conseguem ser suficientes para o presidente deste país (e uma massa gigantesca de seus adeptos e muitos de sua cúpula) ficar sensibilizado, levar o problema com a devida seriedade e deixar de lado o maldito hábito de pensar as coisas politicamente e ideologicamente. A vaidade política, a obsessão por um projeto de poder e a redução das coisas a memes instantâneos parecem ter mais importância do que o resguardo das vidas.

      Desculpem-me pela longa mensagem, mas, quando vejo muita gente minimizando algumas mortes que já ocorreram e as possibilidades de mortes que poderão ocorrer com falas como “mas ele já estava doente”, “já ia morrer mesmo”, “ele era muito velho”, fico profundamente incrédulo com a forma como a vida tem sido e vem sendo tratada. Às vezes me fica a impressão de que, para muitos, a vida e a morte não significam nada.

      Mas, como um alento, ainda bem que, nas esferas estadual e municipal, muitos governadores e prefeitos já haviam começado a se mexer de forma autônoma, sem esperar um gesto de humanidade — ou, no mínimo, de decência de um verdadeiro estadista — desse presidente.

      Abraços, pessoal, espero que estejam bem e fiquem bem, com todos os cuidados.

      Responder
      1. Barocos

        Infelizmente, temos uma situação crítica a nível mundial e, apesar de todos os esforços de médicos e cientistas altamente qualificadas, algumas pessoas nos mais altos postos do governo brasileiro (conjuntamente com muitos cidadãos), que muito mal falam o nosso português, parecem acreditar que sabem mais do que quem estuda assuntos extremamente complexos por anos a fio e passaram pelo crivo das academias do saber. Um grande amigo meu costumava usar a seguinte máxima: eles não sabem que não sabem, ignoram que ignoram e pensam ser sábios.

        Espero estar enganado, mas parece-me muitíssimo provável que a tragédia por estas bandas atingirá níveis colossais. Como você bem falou, não são apenas óbitos, são tragédias e famílias destroçadas pela perda de filhos, pais, avós e bisavós, muitos das quais poderiam ter sido evitados.

        Responder
    3. Maurício Luís *

      Infelizmente, quem vai pagar o pato, como sempre, são os pobres. Reportagem mostrou que nas favelas os barracos são apertados e os pais não conseguem manter as muitas crianças lá dentro. Elas continuam brincando lá fora, perto do esgoto a céu aberto. Também não tem estoque de nada pra ficarem igual aos ricos, com a despensa bem abastecida e assistindo Netflix em casa com ar condicionado. Fazem pro almoço pra comer na janta.
      É triste, mas é a realidade.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Mas sempre quem paga o pato são os pobres. Enquanto isso, a elite escrota sai com carros de mais de 100 mil reais pedindo a volta dos empregados em Curitiba.

        Fico muito penalizado, mas isso só prova como é vital a importância de um estado forte e atuante, ao invés do estado mínimo que boa parte dos neo liberais apregoam. Na verdade, eles falam isso, mas adoram ser socorridos pelo governo. É o famoso “privatiza o lucro e socializa os prejuízos”, ou seja, o lucro é meu e o prejuízo o governo que me cubra.

        Tenho me inteirado e li tanto sobre isso, que deixei de lado meus livros. Procuro ajudar financeiramente alguns amigos desempregados e percebi que, nesta hora, o esporte é algo bem secundário nesta vida, tanto que nem sinto falta de ver futebol ou tênis, embora este seja um blog de tênis. É que tudo se tornou menor.

        Enfim, esqueçam Wimbledon porque o governo britânico anunciou a quarentena ainda em abril e, possivelmente, maio e nenhum tenista está treinando como deveria, então a temporada de 2020 já era. Taí as Olimpíadas para confirmar.

        Essa é o grande desafio da nossa geração, especialmente no Brasil. Fomos poupados de guerras, terremotos e outros desastres naturais, até sermos pegos. O truque agora é aprendermos a ter paciência, disciplina e perceber que o nosso egoísmo pode prejudicar outras vidas.

        Responder
        1. Carlos Reis

          Quero distância quilométrica de quem pede “Estado Forte”, pois Estado Forte = cidadão fraco, a Ch2na, a p_rra da Ch2na tem estado forte, daí pergunto, qual o nível de liberdade de um chinês comum!?

          Responder
  14. Paulo Almeida

    Aqui na quarentena resolvi ouvir o clássico Dehumanizer do Black Sabbath de 1992. Dio ainda destruía nos vocais no alto de seus 49 anos, acompanhado de Tony Iommi, Geezer Butler e Vinnie Appice.

    São varias faixas monstruosas, como Computer God, After All (The Dead), TV Crimes, Master of Insanity, Too Late, Time Machine e I.

    Fará 10 anos da morte do GOAT dos vocais em maio!

    Responder
    1. Barocos

      Do Black Sabbath, minhas favoritas, são:
      – Die Young;
      – Children of the Sea;
      – Heaven and Hell.

      E se você gosta realmente muito do Dio, procure “Dream On” com os vocais dele, muito melhor to que com o Tyler (na minha opinião, claro). Aliás, tem uma versão do Black Mojo que também é excelente.

      Não sou propriamente um fã de metal, gosto mais de progressivo, mas existem excelentes músicas em todos os tipos de rock, e gosto muito de baladas.

      Para muitos, o que eu insisto em fazer é considerado sacrilégio, por exemplo, um primo meu, que é guitarrista, sempre diz que um disco deve ser escutado como uma obra completa, como o que a gente faz com um livro, mas eu adoro misturar a sequência de músicas, variando faixas de rock, pop, românticas e peças de diferentes estilos dos clássicos.

      Boa sorte e saúde nestes tempos difíceis.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Barocos, eu conheço. O Malmsteen é o guitarrista e de fato é muito superior à versão do Aerosmith.

        Sou um fã incondicional de progressivo, hard e de algumas vertentes do metal e cada banda tem seu melhor momento para ser apreciada.

        Concordo com seu amigo: sou desses que geralmente ouve o álbum completo.

        Boa sorte e saúde para você também.

        Responder
    2. Barocos

      Gostaria de acrescentar, Blacktop Mojo é uma grata surpresa num mar de bandas medíocres que encontramos atualmente. Como postei há pouco tempo, com todo o “ruído” nas últimas décadas (bandas em profusão) e com as grandes gravadoras e rádios dando total preferência ao lado comercial, fica muito difícil “garimpar” boas bandas. Também não escutei, ainda, nenhuma música original deles, só versões de clássicos do rock, o que pretendo corrigir agora que estou com mais tempo. Isto também vai me permitir avaliar melhor a banda.

      Responder
    3. Miguel BsB

      Paulo, esse foi um dos primeiros CDs que tive na vida…
      Pra ser mais preciso, acho que foi o 4…o primeiro foi o de estréia do Raimundos. O 2 foi o Nevermind, do Nirvana eo o 3 foi o In Utero, último disco de estúdio da banda de Seattle…
      Lembro demais da capa, e a minha música favorita provavelmente é TV Crimes…

      Responder
  15. Rubens Leme

    Voltando ao tênis, acho curioso que nem a ATP ou A WTA se mexam para ajudar os tenistas de ranking mais baixo (ou alto, dependendo de como preferirem). Será que as duas milionárias entidades não poderiam dispor de uns 2 mil dólares mensais para os tenistas abaixo do TOP 100, por exemplo? Se ajudassem 500 tenistas, cada entidade gastaria 1 milhão por mês, que é uma ninharia para eles e contribuiriam para diminuir um pouco o estresse destes profissionais, até o final do ano ou quando voltar o circuito.

    Afinal, uma entidade que se chama associação dos tenistas profissionais deveria cuidar dos seus, certo? Não há nada neste sentido, Dalcim?

    Responder
  16. Luiz Henrique

    Sinceramente, acredito que não teremos mais nenhuma competição esportiva de grande público esse ano. As projeções é que a pandemia comece a baixar em Setembro, então mesmo lá não poderão arriscar colocar grandes multidões e reiniciar uma contaminação.

    Responder
  17. Rubens Leme

    Oi Dalcim, não sei o quanto gosta de Mutantes. Eu sou fã deles, especialmente do Arnaldo, que fez o melhor disco do rock nacional, Loki?. Mas, particularmente, adoro os dois discos meio caóticos que fez com o grupo que ajudou a fundar, A Patrulha do Espaço, entre 1977 e 1978.

    Dessa época, nasceram dois discos emblemáticos, o de belíssimo Elo Perdido e ao vivo Faremos Uma Noitada Excelente, que foi durante muito tempo, meu live favorito, apesar dos enormes problemas técnicos.

    Anos depois, encontrei o Arnaldo na Baratos Afins e quase caí para trás, enquanto tentava vender seus desenhos e camisetas para o Luiz Calanca. Esse vídeo é sensacional, porque o pega exatamente com a Patrulha tocando faixas do Elo Perdido. Um grande pedaço do rock nacional, que ninguém mais sabe que existiu. Uma pena.

    https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=FDFi-k8xbzk

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Legal você ter achado esse vídeo, apesar da terrível qualidade sonora (muito provavelmente o retorno era péssimo e eles atravessaram legal o tempo todo rsrs). Sim, gosto dos Mutantes, mas nem de tudo. Eles tiveram alguns intensos altos e baixos. Porém a importância histórica é inegável.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Então, se ler a descrição, verá que o Antônio Celso Barbieri, que o publicou editou o som e colocou a bandeira do Brasil no local que aparecia um contador de tempo. Eu troquei figurinhas com o Barbieri, porque ele quis usar no site dele justamente meu texto sobre o Loki?, que aliás, um monte de gente usou também, a ponto de quando fizeram o documentário sobre o Arnaldo, do Fontenelle, me escreverem querendo que eu divulgasse o filme no meu site.

        Existe outro vídeo do mesmo show, com o contador e o som melhor.

        https://www.youtube.com/watch?v=YXRyeqW-NHA

        Eu gosto muito dos Mutantes, mas os discos solos corta pulsos do Arnaldo mexem mais comigo. Hoje, peguei todos para ouvir, bem com os do Itamar Assumpção.

        Responder
  18. Ivan

    Dalcim,
    gostaria de saber se na redução da velocidade das quadras mais rápidas, a ATP ou outras entidades responsáveis levaram em conta o percentual de aproveitamento de pontos na rede. Parece muito comum em vídeos antigos que mesmo os melhores voleadores erravam muitos voleios apaparentemente fáceis, pelo menos para os profissionais. Outra coisa, as chances do Roddick em Wimbledon (e.g., em 2009) teriam sido maiores em uma quadra mais rápida?

    Obrigado.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não sei responder quanto ao aproveitamento de pontos na rede, até porque esse tipo de estatística é muito recente. Não acredito que esses dados fossem coletados na década de 80 ou 90, quando ainda se jogava muito saque-voleio. As estatísticas mais comuns desse período era ‘ponto com o saque’, algo aliás que sinto falta no modelo atual, que só considera ace (o tenista também ganha ponto com o saque quando o adversário devolve uma bola na linha de dupla, por exemplo). Quanto ao Roddick, provavelmente sim. Para ele, era essencial usar o primeiro saque e o forehand. Abs!

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Não entendi , Dalcim. Roddick teria mais chances em WIMBLEDON 2009 se a quadra estivesse mais rápida contra o Craque ? Do jeito que estava o grande Sacador tomou 50 Aces do Suíço rs … Abs!

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Devolver nunca foi a melhor qualidade do Roddick, Sèrgio. E ele sempre precisou de um grande saque para levar seus games, seja diretamente no serviço ou com seu forehand.

          Responder
        2. Ivan

          Seguindo a mesma lógica, o Federer também teria tido maiores chances em 2008. A minha pergunta foi mais no sentido da mudança da superfície da perspetiva de mercado. Pessoas que em geral não acompanham tênis, preferem longas trocas de bola ao saque-voleio. Portanto, se a frequência de erros na rede era muito alta nas quadras mais rápidas, faria sentido diminuir a velocidade do piso para aumentar o tempo que o jogador fica na linha de base e, ao mesmo tempo, cresceria o interesse de mais pessoas pelo esporte. Por outro lado, a maioria que já acompanhava tênis antes da mudança provavelmente não perdeu interesse.

          Abs!

          Responder
  19. Rafael

    Pra sair 1 pouco dos assuntos ruins, a maioria de vcs já deve conhecer, sigo ele há mais de ano, mas pra quem ainda não viu, vale pra dar umas risadas:

    No instagram, busquem por @elliot_loney. Ele é amigão de Kyrgios, e faz umas sátiras (impressions) bem divertidas de Nadal (principalmente), Djoko (também muito boa), Murray, Tomic, etc, além de outros personagens fora do tênis. Acho que ele anda postando pouco ultimamente, então divirtam-se na galeria de posts dele, tem bastante coisa bacana para se entreter um pouco.

    Fiquem bem (Se n me engano, ele é australiano, como o Nick)

    Responder
    1. Rafael

      O legal dessa doação de 1 milhão de euros é que eles (através da fundação) não vão dar o $ para alguém e esquecer do assunto, vão acompanhar desde a escolha das empresas que produzirão respiradores, etc, os preços praticados, a qualidade dos equipamentos produzidos e se assegurar do destino final, isto é, vão conferir na prática se chegam aonde deveriam chegar. O mesmo farão em relação ao dinheiro que vai para a compra de produtos de prevenção e higiene, bem como mantimentos.

      Ah, se todas as doações fossem gerenciadas assim. Teríamos a certeza de que quando fazemos uma, o recurso REALMENTE vai ser destinado ao propósito alardeado.

      Djoko demonstra ser um cara que administra muito bem seu dinheiro. Um mi de euros nada significa para ele, mas, mesmo assim, ele quer contas de cada centavo gasto. Admiro demais esse cara.

      Responder
  20. Gabi

    Luiz Fernando e Sérgio Ribeiro,

    será que o Harden vai raspar a barba para evitar a contaminação pelo coronavírus?! Hihihihi

    O Paire tb poderia raspar a dele, diga-se.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Depois q tenho visto varias pessoas correndo e passeando com cães pela manha aqui em Sampa duvido que os q apreciam barba irão mudar o visual, em especial pq essa medida nunca foi recomendada a serio. A do Paire então ê bem maior do q a do Harden…

      Responder
      1. Gabi

        Sério?!
        Não sei nem o quê dizer sobre essa irresponsabilidade…

        Ambas as barbas são muito horríveis. Imagine suados durante e depois de treinos e jogos?! Ui!! Para o meu gosto, uma barba ralinha, bem cuidada, até vai, mas mais do que isso definitivamente não.

        Responder
  21. Rubens Leme

    Três pessoas comentaram comigo, hoje, que está cheio de idoso nas ruas, enquanto deveriam estar em casa. Oras, é claro que estão, afinal estão esperando a nave do Cocoon para irem embora daqui. Pudesse, iria também.

    Responder
  22. Paulo

    Wild ta sendo investigado por ter ido treinar na rua, na academia de tênis e ido a um cartório ja sabendo que tinha sido testado positivo para o coronavirus.
    Se descumpriu, tem mais é de ser julgado e condenado. É crime expor os outros a riscos à saude. Se todos estamos tendo que ficar em casa, por que ele, ja com o coronavirus, nao teria?
    Igual o tsitsipas que alguem postou aqui. Nao tem q treinar na rua. Eu tb nao vejo a hora da academia abrir para voltar, mas nao, to fechado em casa respeitando as orientacoes.

    Responder
    1. Carlos Reis

      “to fechado em casa respeitando as orientacoes” como um bom cordeirinho obediente, afinal, GADO obedece, e sem reclamar de preferência.

      Responder
  23. Sandra

    Ora Dalcim , quando acabar isso ninguém vai querer ficar dentro de casa para ficar vendo tênis , vão todo mundo querer ir para rua rsss. Você fala tanto em teoria da conspiração , esse coro vírus sim parece teoria da conspiração !! Mas só primeiros ministros , só gente famosa pega ?

    Responder
      1. Sandra

        Claro, que vc tem razão , mas nós estamos vendo muito famosos pegarem, pois normalmente essas pandemias e só o pobre que pega , mas dessa vez e a classe média que está sofrendo , e minha preocupação que só falam em mortes, ninguém se cura ?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Normal que saiam mais notícias sobre os famosos. Sim, tenho visto notícias animadoras disso. Um italiano de 101 anos deixou o hospital ontem, por exemplo.

          Responder
  24. Sandra

    Dalcim, Neymar teria mais patrocínio e dinheiro que os tenistas ? Pois vi que Djokovic , Federer e Nadal doaram um dinheirão para seus respectivos países , no caso só a Sérvia e mais pobre , mas o Neymar com toda grana não poderia doar ? Pelo menos para os respiradores ? E um horror !!! E pelo visto Wimbledon vai pelos ares!! Quero mesmo que isso tudo acabe !

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      É provável que sim, Sandra. Mas um pouco mais ou um pouco menos, são todos milionários. O Messi me parece já fez doação grande, metade para Espanha e metade para a Argentina.

      Responder
        1. lEvI sIlvA

          Sandra, infelizmente as palavras Neymar e doar na mesma frase, não combinam. E isso, seja o pai ou o Jr. Ali, só funciona quando é pra receber!

          Responder
  25. Luiz Fernando

    Parece q o Bello ganhou no mínimo 2.5 milhões de dólares no período 2009-2017, quantia mais q razoável p um esportista nível médio como ele. Acrescente-se a isso juros de aplicações financeiras, e teremos uma bela quantia, que permite a ele agora inclusive pagar p jogar, conforme matéria do site. Fiquei sinceramente feliz ao ler isso, pois me pareceu que ele não foi um “amalucado” que saiu por aí gastando de forma desordenada e inconsequente, vide alguns exemplos tais como Becker e companhia limitada.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Bem legal a entrevista mesmo, Luiz. E de certa forma temos de elogiar o esforço dele, apesar de tantas dificuldades que tem sofrido.

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Olha, Rodrigo, eu acompanho a carreira do Bellucci quando ele ainda jogava torneio amador em São Paulo e posso garantir a você que ele sempre foi extremamente profissional e dedicado na questão do trabalho e esforço.

          Responder
      1. Luiz Fernando

        Sabe Dalcim, eu tinha uma impressão desfavorável do cidadão Bello que mudou nos últimos tempos, quando ele me pareceu um cara humilde e ponderado. Imagine um cara q enfiou um pneu no Djoko agora admitir que no momento paga p jogar, humildade é uma virtude que poucos tem. Além disso, admitir as falhas é o primeiro passo p supera-las, vide as declarações de Federer na má fase de 2013 e de Rafa em 2015. Procurarei ser menos crítico em relação ao Bello, ele ganhou bons pontos comigo. Abs.

        Responder
      2. Jose Yoh

        Com certeza tudo conquistado com muito esforço e sacrifício.

        A maioria não faz ideia do que é preciso para ser um top 100 em qualquer esporte. Isso tudo em uma idade onde ainda surgem muitas dúvidas sobre o futuro (na verdade a maioria absoluta sacrifica todo o futuro para treinar). Muitos desistem depois de tentar bastante e perder muito dinheiro. Em um ambiente absolutamente pouco amistoso.

        Temos milhões de praticantes no mundo, é impossível sem muito treino chegar lá. Com o agravante de que quanto mais treina, mais lesiona.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Acho que Bellucci tem um grande feito, que foi permanecer tanto tempo na faixa dos top 30. É preciso consistência em nível muito alto para isso.

          Responder
  26. Rodrigo S. Cruz

    Almeida,

    Para começar eu já te aviso que não pretendo reacender rixas, ok?

    Mas procure revisar as tuas próprias faltas, pois eu percebi que foi você quem começou tudo.

    O Igor postou um texto grande que não te agradou.

    Só que quem decide o que deve ser publicado é o dono do blog, e não você.

    E ele próprio pediu ao participante para ser sucinto.

    Eu juro que não queria me intrometer nessa.

    Mas estou me manifestando aqui, porque achei ABSURDA a parte em que você diz:

    “você só escreve textos grandes porque quer aparecer e poluir o blog”.

    Desculpe, mas isso é ridículo.

    E quem participou da discussão desde o início viu que não teve NADA A VER com isso.

    O que soa como cristalina falta de argumentos da tua parte…

    Uma acusação frívola e caprichosamente recheada de veneno para irritar a pessoa.

    Mas chega a ser ESPANTOSO o quanto você se entrega, se doa a esse tipo de comportamento.

    Tem vezes que você nem percebe isso, como se fosse uma reação natural…

    E por que eu afirmo que isso não tem base?

    Porque logo a seguir o Miguel, o Rafael, o Barocos, o Rubens também escreveram respostas longas.

    Mas cada um deles discutiu com o Igor na mais absoluta educação e polidez .

    Como aliás, sempre fazem aqui.

    E cada um trouxe dados interessantes e enriquecedores ao debate.

    Por que você não experimenta fazer o mesmo ao invés de apenas brigar e brigar?

    Dizem que se conselho fosse bom não se dava, se vendia.

    Mas de qualquer maneira, fica a dica…

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Não.

      Na verdade tudo começou com meu post sobre o canal do biólogo Átila, no qual disse que havia um ou outro pseudointelectual por aqui. A partir daí, houve uma série de mal-entendidos e a coisa virou uma bola de neve. Eu errei e ele também.

      É melhor encerrar logo a questão.

      Responder
      1. Igor Henrique

        Paulo Almeida, boa tarde!

        No meu segundo post, especificamente a respeito do “pseudointelectual”, eu escrevi em CAIXA ALTA que te pedia desculpas ANTECIPADAMENTE se tal palavra se referia a mim. Observe, portanto, que eu tive o cuidado de te pedir desculpas prévias, exatamente para evitar ofensas e não descambar para o que aconteceu.

        Agora, com todo o respeito, se o assunto não te interessa, qualquer que seja ele, só pule o comentário. Adoro discutir política e economia, não preciso provar ou mostrar algo para ninguém e o debate estava em alto nível, respeitoso e com pessoas interessadas no tema. Se houve excesso quanto ao tamanho do texto (meu ou de algum outro colega), essa moderação cabia (e cabe) exclusivamente ao Dalcim (como foi solicitado).

        Também não vou ficar rendendo isso, porque não vale a pena. De qualquer modo, não precisava usar algumas palavras que usei, e te peço DESCULPAS por isso. Agora, se eu postar alguma coisa e você não quiser debater, independentemente do assunto, por favor, apenas pule o comentário, assim como faço com certos comentários seus e dos demais (por exemplo, quando essa briguinha de GOAT ultrapassa alguns pontos que para mim são limítrofes).

        Em suma, te peço um favor: se não quer participar de algum debate iniciado ou alimentado por mim, apenas não o tumultue. Certamente você jamais verá eu fazer isso nos seus comentários.

        Abraço!

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Boa noite, Igor.

          Eu também lhe peço desculpas e aceito as suas. O momento já é muito tenso e triste para ficarmos brigando.

          Seguirei o seu conselho, mas saiba que não questionei em nenhum momento seu conhecimento acerca de política e economia. Apenas me irritei com o tamanho do texto, provavelmente por tudo o que está acontecendo.

          Um abraço!

          Responder
  27. Gabi

    Num primeiro momento, pensei que 9 meses após este isolamento, as taxas de natalidade iriam subir consideravelmente – babyboomers, XYZ, millenials e agora os babycovid19 heheh.

    Hj, já penso o oposto: o que vai ter de separação…

    ——————-

    Qdo vou à janela dar uma olhadinha na rua, qdo vou ao mercado e qdo vou à farmácia o que eu mais vejo é idoso fora de casa. Por que é que não ficam em casa?! Pô!! Devem pensar:”ja to com 70 anos mesmo, então que se lixe”.

    Responder
      1. Rubens Leme

        Pois falava disso com minha irmã estes dias, do número de casais que conhecemos que iam se separar, mas por causa do corona, estão juntos, à força. Pior, foi um outro cara que passava o dia todo fora e agora está enlouquecendo a família toda, porque não aguenta mais ficar trancado e briga o tempo todo.

        Responder
    1. Vitor Hugo

      Estão buscando um pouco de emoção, risco, excitação…. Já que estão na fase final de suas vidas.
      Eu também gosto de correr riscos, desde que não coloque em risco a vida de outros.
      Mas aí é dá minha personalidade. Rs. Estou longe de chegar a terceira idade.

      Responder
      1. Gabi

        Se a gente tá achando ruim a quarentena, imagine quando chegar na sessentena hahahah…

        Entendo as justificativas que vc apresentou, mas, agindo assim, os idosos-aventureiros-em-busca-do-perigo-perdido rsrs colocam tb em risco a saúde dos que ficam na casa deles (e o ficam tb por eles); e nas de quem não têm idosos tb…

        Bom, eu já tive de discutir com alguns debiloides – e não eram velhinhos – que nem a distância de 2m na fila do mercado respeitam…

        Responder
  28. Luiz Fernando

    Diria q eu concordo em parte com esse comentário do Andujar: https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/76009/Big-3-nao-joga-por-dinheiro-afirma-espanhol/. Os caras do Big3 já amealharam grandes fortunas para sustentar muitas gerações de suas famílias, seu foco me parece mais nos resultados do q nos contratos, mas dizer q um atleta desse nível não se importa mais com dólares e euros me parece um exagero bem “exagerado”. Ao contrário, outros, os q estão muito mais atrás no ranking, sem dúvida estão sofrendo, e muito, com a escassez de torneios…

    Responder
  29. Luis

    Dalcim muito bom Federer fora das quadras doará pra luta contra Coronavirus essas atitudes e’ da grandeza do Suíço,Mirka tá bonita rs,continua incerteza se vai ter ter tênis em 2020 como escreveu texto,em outros esportes também futebol,NBA (quando Lakers com Lebron era talvez melhor time da liga kkk,uma pequeno presente ao grande Kobe Bryant

    Responder
  30. DANILO AFONSO

    Não raras vezes, ouvimos em algumas modalidades esportivas que determinado time ou atleta possuí grande poder de recuperação (virada) durante o jogo ou prova.

    E no tênis masculino, quais são os tenistas que mais venceram após estar perdendo o 1º SET (em jogos de 3 ou 5 sets) ??

    Acredito que muitos vão pensar que NADAL ou DJOKOVIC lidera tal estatística, pois ambos são reconhecidos, entre outras qualidades, como detentores de excelente vigor físico e mental acima da média, atributos sem dúvida relevantes para se reverter um jogo desfavorável. Não obstante tais qualidades, o espanhol e o sérvio não lideram tal estatística.

    Vejamos a lista dos 10 primeiros tenistas que mais venceram após perder o 1º SET (considerando todos torneios):

    1 – LAVER – 51,74%;
    2 – BORG – 46,15%;
    3 – LENDL – 44,13%;
    4 – SAMPRAS – 43,73%;
    5 – CONNORS – 43,52;
    6 – NADAL – 42,59%;
    7 – BECKER – 42,15%;
    8 – DJOKOVIC – 42,15%;
    9 – FEDERER – 41,64%;
    10 – MURRAY – 41,29%

    Viradas em SLAMS:

    1 – BORG – 69,23%;
    2 – NEWCOMBE – 60%;
    3 – LENDL – 56,16%;
    4 – BECKER – 54,55%;
    5 – ASHE – 53,49%
    6 – AGASSI – 53,01%;
    7 – SAMPRAS – 52,54%;
    8 – WILANDER – 50,91%;
    9 – FEDERER – 50%;
    10 – NADAL – 48,48%;
    11 – MURRAY – 46,03%;
    12 – DJOKOVIC – 45,31%

    Viradas contra TOP 10 (considerando todos torneios):

    1 – LAVER – 46,28%;
    2 – BECKER – 37,50%;
    3 – DJOKOVIC – 31,19%;
    4 – SAMPRAS – 30,56%;
    5 – BORG – 29,41%;
    6 – LENDL – 28,28%;
    7 – NADAL – 24,36%;
    8 – GRAEBERNE – 27,27%;
    9 – TSITSIPAS – 26,92%;
    10 – MURRAY – 26,14%;

    15 – FEDERER – 24,25%

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Pois é , Danilo . Excelente mais faltou o principal. Os que mais viraram saindo de 0 x 2 . O parceiro vai se surpreender mais ainda … Abs!

      Responder
      1. DANILO AFONSO

        Sérgio, se tu tiver os dados de viradas após perder dois sets, posta para completamentar os dados que eu já levantei.

        Nos sites franceses, espanhóis e americanos não tinham da forma que eu queira para compilar os dados.

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          No Site TênisBrasil só aparecem os recordistas. Todos com DEZ viradas : Boris Becker , Aaron Krickstein e Roger Federer. Somente não sei se está atualizado. Surpreendentemente eu sei que Fernando Verdasco tem uma penca de viradas em SLAM. Mas não aparece por lá. Mas o primeiro N 1 da ATP em 73 , Ilie Nastase , possui 42 Vitórias em 5 Sets . É mole ou quer mais rs … Abs!

          Responder
          1. José Nilton Dalcim

            Sim, está atualizado. Federer permanece com 10, ao lado de Becker e Krickstein. Verdasco tem ‘apenas’ 6.

    2. Enoque

      Cheguei a acompanhar a carreira do Borg e acho que foi um dos melhores da história. Só não tem números imbatíveis porque não gostava de jogar fora da Europa, raramente participou do AUS OPEN e aos 24 anos já estava desmotivado e acabou abandonando o circuito aos 26 anos, convencido, pela namorada, que os 10 milhões de dólares, ganho, era suficiente pra viver o resto da vida na mordomia. Fato que não aconteceu e ele chegou a tentar o suicídio.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Bem , caro Enoque . Existem várias versões . Mas essa de que somente gostava de jogar na Europa , não procede . Ele participou de NOVE edições do USOPEN e OITO de Roland Garros. Quanto a sua única presença no AOPEN , foi devido ao fato de este na época , era o último SLAM do ano. Financeiramente não compensava. Mais um dos equívocos cometidos pelo jovem POP STAR. Ele poderia ter atingido no mínimo mais uns três SLAM. Abs!

        Responder
    3. Barocos

      Danilo,

      Eu também adoro estatísticas, mas a análise das mesmas requer muito cuidado. Existe um motivo muito forte para se dizer, em tom de semi-brincadeira, que existem 3 tipos de mentira: as pequenas mentiras; as grandes mentiras; a estatística.

      Fazendo uma análise superficial sobre o porquê de Nadal, Federer e Djokovic não estão na ponta destas, sendo que os 3 lideram a maioria dos principais indicadores de performance nos mais importantes quesitos, eu diria que a razão deve ser muito simples: eles raramente se veem em desvantagem na imensa maioria dos jogos dos quais participaram.

      Responder
      1. Jose Yoh

        Também acho. Já falei para ele que com estatística se prova qualquer coisa. Mas estou certo que o Danilo traz as informações aqui (muito interessantes por sinal) justamente para termos esses debates, analisando.

        Aliás, ele deve trabalhar em alguma empresa de BI, certo Danilo? Parabéns.

        Responder
        1. DANILO AFONSO

          Eu sou concursado da Justiça Eleitoral há 15 anos, antes era advogado.
          Cerca de 70% do meu tempo no tribunal é voltado para a área jurídica, mas anos atrás por acharem que eu gostava dos números e estatísticas, acrescentaram na minha carga de trabalho as estatísticas processuais para suprir as intermináveis demandas do CNJ, inclusive fui “obrigado” a fazer uma pós-graduação de um ano e meio em Estatística e Matemática pela Universidade de Lavras/MG.
          Na turma de 70 alunos, com exceção de mim, todos tinham formação na ciência exata. A parte de estatística era mais fácil entrar na minha cabeça, já a matemática era coisa de louco, pesada demais que até os professores da minha cidade tinham dificuldade de aprender para me ensinar antes das provas.
          Foram os 18 meses mais difíceis da minha vida como estudante.
          Gostar de uma coisa é bem diferente de ter facilidade…kkkk

          Já as estatística do tênis, dependendo do site, são tranquilas de fazer pesquisa combinada e posterior compilação.

          Responder
          1. Rafael

            Oi Danilo,

            Falo com absoluto DESCONHECIMENTO de causa. Adoro ler estatísticas, nem que seja apenas por curiosidade, então leio todas as suas, mas odeio sequer pensar em FAZER uma, affe.

            Aceite também meus parabéns, vc contribui para os assuntos do blog.

      2. DANILO AFONSO

        Barocos, realmente as estatísticas podem em algumas situações distorcer a realidade quando não complementamos com outras informações ou até com outras estatísticas.

        Como disse outra vez aqui no blog, apesar da formação em Direito e atuar predominantemente na área jurídica, sou encarregado do levamento estatístico do Tribunal na qual estou vinculado, e algumas vezes fui acionado para justificar algumas estatísticas aparentemente “fora da curva”, inclusive nesta semana consegui justificar por meio de outras estatística, o porquê de um dos magistrados estar com produtividade muito inferior aos seus pares.

        Voltando ao tênis, eu sempre busco postar estatísticas robustas que não venham criar uma percepção errônea da realidade. Tanto é que evito postar estatísticas frágeis que coloquem “tenistas pangarés” encabeçando a lista, e se fizer irei anunciar no corpo do texto essa observação.

        Na estatística em tela, o BIG 3 não encabeça a estatística, mas convenhamos que neste caso em específico, eles estão atrás de outras lendas do esporte. Nem sempre o BIG3 irá liderar as estatísticas desse esporte maravilhoso.

        Vale ressaltar, que de fato a quantidade de vezes que o BIG 3 saiu perdendo o primeiro set foram poucas vezes, NADAL apenas 22,74% dos seus jogos, DJOKOVIC 23,79% e FEDERER 21,83%. Contundo, os outros tenistas consagrados que encabeçam a estatística de viradas de jogos também tiveram uma porcentagem pequena de jogos em que saíram perdendo o 1º set.

        Conforme você pode ver abaixo, os 5 tenistas que estão liderando a estatística de viradas também tiveram uma porcentagem pequena de jogos que começaram em desvantagem. E mesmo que um desses tenistas ou BIG 3 iniciasse perdendo o 1º set em mais de 50% dos jogos, o que seria relevante era o percentual de virada.

        LAVER em 172 jogos (28,76%) que perdeu o 1º set do total de 598 jogos na carreira, virou a partida em 51,74% das vezes;
        BORG em 195 jogos (25,52%) que perdeu o 1º set do total de 764 jogos na carreira, virou a partida em 46,15% das vezes;
        LENDL em 315 jogos (23,97%) que perdeu o 1º set do total de 1314 jogos na carreira, virou a partida em 44,13% das vezes;
        SAMPRAS em 279 jogos (28,35%) que perdeu o 1º set do total de 984 jogos na carreira, virou a partida em 43,73% das vezes;
        CONNORS em 386 jogos (25,14%) que perdeu o 1º set do total de 1535 jogos na carreira, virou a partida em 43,52% das vezes;

        Barocos, talvez se eu tivesse postado a informação acima, não faria você pensar que os dados estavam “distorcidos” ou considerados uma “pequena mentira” como você citou, mas para não ficar cansativo e confuso para alguns, eu não inclui mais informação.

        Vou publicar daqui alguns dias outra estatística parecida com essa.

        Valeu pela observação !!

        Responder
        1. Barocos

          Danilo,

          Minha formação é em engenharia. Existem muitos motivos para a gente utilizá-la: na compra de materiais (para saber se estão dentro do padrão especificado); na verificação de estruturas feitas in loco; em ajustes por regressão (linear e não linear) para saber se existe alguma relação entre vários parâmetros considerados importantes em algum fenômeno, e por aí vai.

          A frase que eu citei não é minha (os tais 3 tipos de mentiras), foi contada de modo espirituoso por um professor para a turma, também como uma forma de alerta a respeito da necessidade de interpretação dos resultados. Este mesmo senhor, uns 35+ anos atrás, costumava ressaltar que correlações estatísticas não implicam em relação de causalidade. A melhor prova disto pode ser visualizada pelo seguinte exemplo: 100% dos assassinatos são praticados por alguém que já bebeu leite algum dia, significa isto que beber leite leva uma parcela dos humanos a desenvolver tendências homicidas? Pois é, não, não é?

          Sobre a sua postagem, talvez eu não tenha me expressado bem, acho elas sensacionais. Por favor, continue realizando-as. Acho mesmo que elas, conjuntamente com os textos do Dalcim, compõe o que há de melhor aqui no blog.

          Receba os meus votos de muita saúde e de uma transição tranquila para a normalidade, no prazo que se mostrar seguro.

          Responder
          1. DANILO AFONSO

            Admiro muito a profissão de engenheiro. Quase fui um colega de profissão.

            Que você e sua família tenham muita saúde !!

  31. Rafael

    Só para deixar claro que não sou contra tudo que está sendo apresentado (insuficiente) apenas pela marra de ser “do contra”.
    ______________________________________________________________________________________________________________________

    Em função dos impactos da pandemia do Covid-19, o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) aprovou em reunião virtual a Resolução CGSN nº 152, de 18 de março de 2020, que prorroga o prazo para pagamento dos tributos federais no âmbito do Simples Nacional.

    Com isso, os tributos federais apurados no Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório (PGDAS-D) e Programa Gerador do DAS para o MEI (PGMEI) ficam prorrogados da seguinte forma:

    I – o Período de Apuração Março de 2020, com vencimento original em 20 de abril de 2020, fica com vencimento para 20 de outubro de 2020;

    II – o Período de Apuração Abril de 2020, com vencimento original em 20 de maio de 2020, fica com vencimento para 20 de novembro de 2020; e

    III– o Período de Apuração Maio de 2020, com vencimento original em 22 de junho de 2020, fica com vencimento para 21 de dezembro de 2020.

    Enfatiza-se que o período de apuração (PA) Fevereiro de 2020, com vencimento em 20 de março de 2020, está com a data de vencimento mantida.

    Ato Declaratório Executivo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil orientará os procedimentos operacionais a serem adotados pelos contribuintes para cumprimento dos efeitos da Resolução.

    A Resolução CGSN nº 152, de 18 de março de 2020, foi encaminhada para publicação no Diário Oficial da União.

    SECRETARIA-EXECUTIVA DO COMITÊ GESTOR DO SIMPLES NACIONAL

    Fonte:

    http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/Noticias/NoticiaCompleta.aspx?id=ca133a99-c5a7-4374-b7d4-c8dce9472372

    __________________________________________________________________________________________________________________________________________

    – Como disse, “prorrogar”, para mim, não alivia em nada. Apenas soma-se um valor à outro, a ser apurado mais à frente; deveria ter sido aplicada uma isenção; além disso, mesmo que prorrogar fosse algo bom, é apenas na esfera federal, sobre a parte do município – prefeitura, nenhuma novidade até agora;

    – Não pago FGTS ou qualquer outro direito trabalhista; meus colaboradores são freelancers, não trabalham apenas para mim, dependo da disponibilidade deles para alocar projetos;

    – No entanto, em meu setor, isso em tempos SEM crise, emito notas, dependendo da empresa a ser faturada, a 30, 60, 90 ou mesmo CENTO E VINTE dias; em contrapartida, pago meus colaboradores 2 vezes por mês (praxe do mercado). Ou seja, tenho que ter caixa para pagar antes de receber, em 100% dos casos;

    – Se, em algum momento, ocorre um caso de inadimplência por parte de alguém a quem prestei serviços (graças a Deus, a taxa é baixíssima), tenho que me virar para aparecer com o valor devido aos colaboradores, que nada tem a ver com isso;

    Ou seja, a cada quinzena é uma nova batalha. Estou sempre correndo atrás (comercialmente), competindo, reduzindo preços e prazos, para conseguir aprovações de projetos. Acumular uma quantidade de capital de giro (e, além disso, subsistir), é normalmente difícil, mas com muito rebolado, consigo, no máximo, para um mês, talvez 45 dias.

    Sem demanda por novos projetos (e sem perspectiva de) e com contas a pagar, as reservas vão embora rapidamente, pagando aos colaboradores os valores devidos por projetos anteriores. Então, no momento, eu não tenho com o que contar – para receber (na verdade tenho sim, mas apenas até o final de abril), mas tenho compromissos a acertar. E IMPOSTOS.

    Por que de nada serve para mim a postergação de (alguns) impostos? Porque cria-se uma dívida que nem sei se terei condições de pagar, afinal a demanda atual está zerada para todos que normalmente alocam projetos para minha firma, e não há QUALQUER perspectiva ou sequer especulação sobre quando será retomada.

    PS1: Obviamente, como a maioria dos microempresários, tenho impostos de competências anteriores parcelados, por falta de pagamento (Nem sempre trabalhei sob o regime SIMPLES, pagava cerca de 17/18% (!!!) sobre o que faturava, porque era uma exigência comercial na época, tinha de manter a firma enquadrada em um ramo de atividade que não se enquadrava no simples). Além disso, tenho despesas fixas (nem estou falando das pessoais) para manter meu negócio aberto mesmo sem trabalhar e, consequentemente, sem obter receita (O contador é um exemplo, e o de menor impacto).

    PS2: Os bancos me consideram muito “informal” (mesmo apresentando informes de rendimentos, mantendo saldo sempre positivo, etc) para fornecer crédito e, quando raramente aprovam, as taxas são proibitivas. Sou um cliente de score baixo e de “alto” risco. Gerentes hoje em dia são inúteis e atribuem tudo a “comitês internos” ou ao “sistema”.

    É isso. E é difícil. Estou impotente perante essa situação, e sou um sério candidato a quebrar em pouquíssimo tempo. É o que ganho por tentar empreender e, mesmo informalmente, garantir rendas significativas, quinzenalmente, a cerca de 20 colaboradores. Quando e se as coisas retomarem, vou assumir tudo que puder sozinho, ou no máximo com a ajuda de uns 2 mais, deixando os outros a ver navios. Isso num best case scenario.

    Responder
    1. Rafael

      Lembrando que um colaborador meu, dependendo do projeto, chega a faturar $5,000,00 em 10 dias, o que, convenhamos, não é pouco. Mas não faço favor algum a eles, nem penso dessa forma, eles me ajudam e eu os ajudo.

      Não tenho sequer a possibilidade de sonegar impostos e correr os riscos, pois emito Nota Fiscal ELETRÔNICA.

      Acho que foi o Rubens que comentou sobre amigos bancários – e não banqueiros – que ficavam doentes nas férias. Eu nunca tenho férias ou sequer fins de semana. Ou até mesmo, em alguns casos, não tenho a noite para dormir. Sou diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada e depressão crônica, e tomo remédios controlados regularmente. Estou postando esse texto às 3:51 da manhã, estou acordado há mais de 2 horas e não consigo dormir.

      Conclusão: O que o Bruno Covas, o Bolsonaro e os bancos dão em contrapartida, para mim/meus colaboradores, pela minha iniciativa?

      Absolutamente NADA.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Em jornal isso acontecia muito na minha época, e talvez o Dalcim também tenha presenciado de jornalistas saírem de férias e caírem de cama, doentes.

        Teve um caso dramático e ao mesmo tempo, cômico (é maldade, eu sei), de um conhecido que estava com o casamento por um fio e resolveu se acertar com a esposa e juntou 100 dias de aula, de folgas acumuladas de anos, semanas vendidas, etc e tal. Economizaram e iam para Itália, Espanha, Grécia, o escambau.

        Iam, porque 24 horas depois de sair de férias e 48 horas antes da viagem, começou a passar mal, teve febre, falta de ar e o diagnosticaram com uma pneumonia grave. A mulher o levou ao hospital e uma semana depois, entrou com o processo de divórcio.

        Deu pena do cidadão.

        Responder
      2. Barocos

        Rafael,

        Na situação na qual estamos, não vejo muita saída se este governo que reza pela cartilha da escola de Chicago não se mover, coisa que já está acontecendo nos países civilizados. Parece que estão esperando que uma boa notícia surja de repente, de alguma destas indústrias farmacêuticas ou laboratórios de pesquisas espalhados pelo mundo que estão buscando freneticamente alguma solução para a condição atual, informando que um tratamento efetivo, de massa e barato foi desenvolvido.

        Enquanto isto, todos os meus amigos colocaram quem tinha férias vencidas para cumpri-las, estão num nível de tensão que eu jamais tinha visto e juram que se a situação continuar assim por mais 1 mês vão demitir todo mundo e aguardar o desenrolar da situação, sem pagar nada de qualquer tributo que seja, no conforto dos seus lares.

        Os bancos já informaram que os juros subiram, claro, nas equações que regem a estimativa de inadimplência e o que pode ser apurado pela liquidação dos ativos dos devedores, o retorno esperado ficou comprometido. Tecnicamente, estão fazendo a coisa certa, para eles. Para os pequenos empresários, num momento como este, é suicídio econômico aceitar o cavalo de troia oferecido.

        Então estamos assim, na espera que os donos do cofre, na situação completamente atípica atual, promovam uma expansão monetária que traga um pouco de luz ao fim do próximo mês. Estes, por sua vez, querem que as atividades econômicas sejam reiniciadas com urgência. Parece que temem mais a desvalorização dos próprios ativos, do que a dor quê a perda desnecessária de muitas vidas humanas pode causar.

        Responder
        1. Rafael

          É por aí, Barocos.

          De toda forma, hoje à noite (sexta) surgiu uma consulta (que foi aprovada) de um trabalho de 800,00 (que vou fazer eu mesmo, ou seja, lucrar 100%) para segunda-feira, rs. É um alento. E vamos levando e vendo o que acontece.

          abs

          Responder
      3. Rafael Azevedo

        Rafael, assim como o Djokovic sempre faz, você vai salvar esse match point contra e vai virar essa partida. Força e confiança. A você e a todos os colegas do Blog, nesses dias estranhos

        Responder
    2. DANILO AFONSO

      RAFAEL, sinto muito pela angústia que você deve estar sentido. Não deve ser fácil controlar a ansiedade e eventual “depre” nesta situação. A sua postagem reflete a realidade de milhões de brasileiros que estão atualmente em “prisão domiciliar” por causa da pandemia.

      Fico imaginando até quando o poder público conseguirá segurar os trabalhadores da iniciativa privada em casa quando a “água chegar no pescoço”.

      Outro dia meus colegas de trabalho ficaram putos comigo (no whatsaap) porque achava normal o projeto de lei que pretende reduzir entre 10% a 50% a remuneração dos servidores federais de todos poderes. Eu vou sentir a pressão também, mas receber garantido entre 50% a 90% do salário para ficar em casa trabalhando em home office é muito mais cômodo quando comparado com a massa de trabalhadores que irá sofrer com a falta de opção de levantar renda dentro de casa.
      No máximo li que a União pretende disponibilizar míseros R$ 200 por trabalhador a título de auxílio. Muito complicado !!

      Te desejo sorte RAFAEL durante esse período !! Abraço !!

      Responder
        1. Jose Yoh

          #TamosJuntosMasSeparados, haha. Abraços, só no teclado.

          Rafael, entendo bem sua angústia porque já tive empresas e passei por isso, e estou certo que você supera essa.

          O que posso te dizer é que a coragem é a coisa mais importante nessas horas, faz nosso mindset virar para positivo. Como no tênis.

          E os problemões, lá no futuro sempre parecem menores.

          Que a força esteja com você! Abs.

          Responder
          1. Igor Henrique

            Rafael, boa tarde!

            Sei exatamente o que você está passando, porque também sou empreendedor. Vivencio na prática todas essas angústias, por razões de natureza fiscal ou bancária, e ainda acrescento a trabalhista… No meu caso, também há colaboradores que dependem diretamente dos resultados do escritório, e quando eles não vem, a situação aperta consideravelmente. As reservas de minha empresa também estão esgotando, e todos dependemos de um fluxo de pagamentos que me parece cada dia mais incerto. Mas passaremos por isso tudo e ficaremos mais fortes.

            Se puder ajudar em algo, estou à disposição.

            Danilo Afonso, tens o meu profundo e absoluto respeito! Seu comportamento é exceção, sendo totalmente diferente de outras pessoas com as quais discuto o assunto (inclusive em família).

  32. Marcos Ribeiro

    Após desprezar quarentena, Bergamo se torna epicentro de mortes na Itália

    Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo
    25 de março de 2020 | 19h15

    Cidade ignorou confinamento enquanto a confederação das indústrias local avisava clientes estrangeiros que tudo seguia normalmente; hoje, ela tem 1.328 mortes e recebe comboios do Exército para retirar os corpos

    Em Bergamo, no norte da Itália, o Exército retirou em comboio, na semana passada, dezenas de caixões com corpos para serem cremados em outros lugares, pois a cidade – cujo sistema de saúde entrou em colapso – não consegue lidar mais nem com seus mortos.

    O desastre de Bergamo começou a tomar corpo no fim de fevereiro, quando os primeiros casos de italianos contaminados pelo coronavírus surgiram no país. Os habitantes da província continuaram tocando a vida.

    No dia 23 de fevereiro, 48 mil torcedores da Atalanta, time da cidade, foram a Milão ver a vitória por 4 a 1 contra o Valencia, da Espanha, pela Liga dos Campeões. Foi uma “bomba biológica”, diria mais tarde o prefeito Giorgio Gori.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Pelo que estou sabendo Gabi , foi pra ser o Cara da NBA . Convenhamos que na ESPN ficaria sempre a sombra do mais que competente Romulo Mendonça. Jamais vi melhor que esse cara no Basquete. Abs!

      Responder
  33. Gabi

    John Coates apresentou a primeira previsão de data para as olimpíadas: entre julho e agosto de 2021.
    Intenção é fazer após as finais de Wimbledon e antes do início do US Open.
    Agora vai!!

    Responder
  34. Maurício Luís *

    Felizmente o Thiago Wild, ao que tudo indica, teve uma versão branda do coronavírus. Ninguém está sendo poupado… Espero que o bom senso prevaleça sobre a ignorância e o autoritarismo.
    Cientistas estão trabalhando 24 h e já surgem alternativas para tratar casos mais graves, enquanto não surgem as vacinas. Porque há muitos que tiram o sustento justamente das grandes aglomerações. Buffês e promotores de eventos, Academias, professores de tênis, artistas de Stand-Ups… todos precisam por comida na mesa.
    Então qualquer das situações envolvem riscos. Com quarentena, pequenas empresas podem falir. Sem quarentena, o sistema de Saúde, já falido, entra em colapso.
    ***** ENTREVISTA CURTA E GROSSA *****
    – Nadal, o que mais o incomoda nesta quarentena?
    – Sinto a falta da minha sogrinha querida, confinada que está na sua aprazível residência. Que saudade das suas visitas…

    Responder
  35. Oswaldo E. Aranha

    Não falemos sobre Bolsonaro, pois o mundo e o país já estão traumatizados com políticos desse quilate.
    Gabi, hoje quero conversar contigo, não excluindo quem mais possa se interessar.
    A ligação entre arte e esporte é antiga, lembrando que Nijinsky fez e dançou um ballet sobre tênis.
    Mas o que quero falar contigo é sobre curiosidades do futebol. Antonietta Rudge foi uma das maiores pianistas que já existiu no Brasil e até no mundo, Ela foi casada em primeiras núpcias com Charles Miller, introdutor do futebol no Brasil e depois em segundas núpcias com Menotti Del Piccia; só que ambos não gostavam que ela se apresentasse e com isto infelizmente sua carreira foi curta e restarem poucas gravações.
    Para se avaliar sua importância, citamos o fato que dois dos maiores músicos do mundo disseram: Pablo Casals: quando vou ao Brasil quero ser acompanhados por Antonietta Rudge e Arthur Rubinstein: tenho três paixões: Chopin, Beethoven e Antonietta Rudge.

    Responder
    1. Rubens Leme

      Olha, eu conheço e não suporto o Regis Tadeu, por isso fui direto nos nomes que ele escolheu. Pro meu gosto é fraca, faltou Rory Gallagher, Robert Fripp, Frank Zappa, Duane Allman, Peter Green, John McLaughlin, Nile Rodgers, Johnny Marr, entre outros, a lista de esquecidos é imensa. Mas, enfim, listas são sempre subjetivas e quase nunca servem de parâmetro, porque vai do que cada um ouve.

      Responder
      1. Lobovic

        Esse negócio de “vai do gosto de cada um” é complicado. E se alguém colocar o Chimbinha no top 10?
        Têm que ter uma lista universal feita pela maioria (que conhece, claro!) se não vira uma zona. Qualquer um vai querer empurrar goela abaixo o seu gosto.

        Responder
    2. R.P.

      Lista de melhores guitarristas sem o Danny Gatton é uma lista feita por alguém que não estudou o assunto suficientemente. O cara era de outro mundo.

      Responder
  36. Rubens Leme

    Esse país é tão insano que, no começo de 2019, o mantra era “ninguém solta a mão de ninguém”. E agora virou “Ninguém dá a mão para ninguém”.

    Responder
    1. Jose Yoh

      kkkkka, pois é.

      Comigo foi assim:

      No sábado todos se cumprimentavam com o punho no clube;
      No domingo, com o cotovelo.
      Cheguei no trabalho na segunda e ainda era com o antebraço.
      Na terça, era só um bom dia.
      Na quarta era via teclado, em casa.

      Juro que na segunda já estava me sentindo um homicida dando um bom dia.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Mais um pouco e se tornaria o serial killer do bom dia e ganharia um caso no Criminal Minds, uma espécie de Pai Mei ocidental (quem assistiu Kill Bill entenderá a referência).

        Responder
  37. Luiz Fernando

    Duas coisas que não podemos deixar de mencionar: 1) para os q ainda menosprezam o momento q vivemos, quando um atleta jovem e saudável como o Wild adoece, nada mais precisa ser dito… 2) o discurso do Bolsonaro de ontem foi talvez o mais estapafúrdio feito por um político na história do país, superando o da “marolinha” do chefe da quadrilha de Curitiba na crise econômica da década passada!!!

    Responder
    1. Miguel BsB

      Concordo que foi uma coisa abjeta. Mas pelo menos o discurso da marolinha se tornou real, o “chefe de quadrilha” saiu da presidência em 2010 entregando 7.5% de crescimento do PIB, coisa que, infelizmente, acho que não veremos tão cedo…

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        E a “ Minha Querida “ estava em 2014 com um PIB de 0,1 % , o menor desde Collor. Veremos se caso Bolsonaro venha a cair , se alguém falará em “ golpe “ . Depois deste período inesquecível, TODOS os governadores do RJ foram presos . Inclusive o último… Abs!

        Responder
      2. Rodrigo S. Cruz

        Miguel,

        você não deveria usar as aspas, e tão pouco dar créditos àquele senhor de barbas.

        Se o Bolsonaro merece críticas duras, aquele lá nem se fala…

        Responder
    2. Rodrigo Lightman

      Primeiro vem o confinamento e depois o abate. O fato de dar positivo o exame do Wild não quer dizer nada. Provavelmente está sem sintomas ou no máximo com o nariz escorrendo e uma irritação na garganta. Se ele fez exame de anticorpo e não PCR, pior ainda, teve contato com o vírus em algum momento da vida.

      As pessoas não morrerão de corona virus, mas sim de fome, aumento da violência, criminalidade, suícido etc. O Bolsonaro está certo. O problema é como ele se expressa, e claro, a globo.

      Responder
      1. Gildokson

        O problema ta em como ele se expressa mesmo. E outro problema dele você acabou de repetir, essa paranóia com um canal de televisão que o faz perder tempo, foco e energia. Isso chega a ser doentio.

        Responder
      2. .alessandro sartori

        Globo ou pt, imprensa maldosa ou a esquerda…acho que vai chegar uma hora que nao vai ter desculpa pra tanta ignorancia ou incompetencia…se bem que a milicia fake digital sempre tem algo pra alimentar seu povo e o zap zap de hora em hora sempre tem algo pra “compartlhar ao maximo”…

        Responder
  38. Paulo Almeida

    Impeachment é um processo longo, burocrático e demorado. Não temos tempo.

    O ideal seria esse animal renunciar hoje ou ser internado por ser um doente mental severo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Poderemos ver o incrível quadro de os militares terem de tirar à força um militar do poder. Como diria Macaco Simão, é o país da piada pronta.

      Responder
    2. Arthur

      Eu tô que nem o Antônio Prata nessa matéria: impeachment é um instrumento muito elegante pro Bolsonaro.
      O melhor seria ele ser interditado, dado por louco, levado pela carrocinha. #ProntoFalei

      Responder
  39. DANILO AFONSO

    Nos dois últimos dias presenciei no blog um debate político econômico de alto nível. Demorei um bom tempo para ler os textos longos, mas li tudo. Aprendi muito com os pontos de vista divergentes.

    Estou eu concentrado lendo os textos longos quando me deparo com o comentário do PAULO ALMEIDA que me fez dar boas gargalhadas:

    “Desculpe, mas NINGUÉM vai ler esse tijolo.”

    KKKKKKKKK.

    Eu que gosto de estatísticas e recordes, apurei que o Paulo Almeida tinha um pouco de razão em reclamar dos textos longos, pois o blog bateu dois recordes ontem.

    Uma das postagens do IGOR gerou 4012 palavras. Impressionante !!
    No total o debate político resultou em 9537 palavras. Galera estava animada.

    Confesso que nem sempre é fácil ser claro e conciso sem empobrecer nosso ponto de vista. Apanhei muito nos 19 meses quando fui advogado.

    E pensar que o DALCIM tem que ler tudo para verificar se há alguma irregularidade nos textos postados.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Então, Danilo.

      Textos extremamente longos e sem o espaçamento adequado já desanimam o leitor de cara, mesmo que o conteúdo seja rico. Não são nada didáticos.

      Responder
    2. Jose Yoh

      Realmente muito longo, mas com argumentos muito bons dos dois lados.

      Quem não leu, digo que vale a pena ler. Talvez a melhor discussão que já vi aqui no blog.

      Mas que não se repita! Pobre do Dalcim.

      kkkkkk

      Responder
  40. Rodrigo S. Cruz

    E o Bolsonaro, sob efeito de álcool, alucinógeno (ou algum fármaco mais potente) vem em cadeia nacional e faz um pronunciamento insano e irresponsável.

    Desse jeito ele implode o próprio governo, mas só espero que não EXPLODA antes do país…

    Só na cabeça dele que tamanha desgraça e flagelo pode ser tratada como uma inofensiva ” gripezinha”.

    Eu confesso que já estava puto com várias outras medidas:

    Fundão eleitoral, Augusto Aras na PGR, amigão de Dias Toffoli na AGU, juiz de garantias (na prática, a quinta instância judicial), as modificações à prisão preventiva, o fim da delação premiada, dentre várias outras LAMBANÇAS…

    Mas dessa vez, essa fala dele não tem desculpa.

    Cadê a EMPATIA com tantas vidas que se foram, inclusive as de brasileiros?

    Não vi ele trazer uma só palavra de consolo às famílias, nesse discurso.

    Preferiu foi fomentar ainda mais a guerrilha pessoal contra setores da imprensa, e ou adversários políticos…

    E ainda pediu o fim do confinamento, e para que as crianças voltem para a escola.

    Porra… Cê tá ficando maluco, cara?

    Quer ir contra a determinação da OMS, ONU, e dos seus próprios ministros da saúde e de justiça?

    Responder
  41. Miguel BsB

    O presidento falou que quem foi atleta, não é uma gripezinha que vai derrubar não, taokei?
    Libera logo essas porcarias de olimpíadas, o futebol, e até esse torneio la da capital da Italia, Paris, o tal de Rolando Garrão, taokei?
    Ah, tem que abrir as escolas de novo pq quem tem problema com isso aí é só velhinho, tá certo? Mulecada tem mais que ir pra escola, e brincar na rua…

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Olha, Miguel…

      Votei no cara e até o defendi algumas vezes, mas após a devida análise, cheguei a triste conclusão:

      o despreparo (fora a irresponsabilidade)do homem é nítido.

      E esse pronunciamento de ontem é inescusável…

      O Bolsonaro tá parecendo a Dilma de CUECA.

      Responder
      1. Miguel BsB

        Rodrigo, faz parte…
        As pessoas erram. A grande virtude é reconhecer o erro. Entendo quem votou nele para não votar no PT. Um político obscuro que jamais apresentou nada de bom em 30 anos de vida pública, e, por motivos que já sabemos, praticamente não participou de nenhum debate ou apresentou soluções para nosso problemas, que são enormes. Somos pessoas mais esclarecidas aqui, a grande maioria, temos diversas opinões e preferências sobre política, economia, tênis então, nem se fala…rs
        Mas esse presidente já está jogando no limite da irresponsabilidade e demonstra mesmo sérios problemas de ordem mental…um perigo! Ainda mais numa situação dessas.
        Imagine como foi recebido esse discurso na Itália, ele sendo descendente de italianos, como eu tb sou…Gripezinha? A fanculo!!!

        Responder
      2. Bruno Gama

        Se eu tivesse votado nesse cara eu não contaria pra ninguém, tamanha a vergonha.
        Que ele era um imbecil qualquer um podia perceber bem antes da eleição, tá desde a década de 90 falando bobagem na televisão, só não percebeu quem é muito tapado.

        Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      E os caras quebrando a cabeça com o Calendário. Bastava botar Bolsonaro na presidência da ATP e Dilma na WTA , que os problemas acabavam. Teríamos todos os Torneios realizados e com lucro e público garantidos rsrsrs Abs!

      Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      De fato foi uma fala muito infeliz.

      E vai contra qualquer noção de lógica e bom senso, nesse momento.

      Ainda torço para ele corrigir tantas cagadas que tem feito porque não sou da turma do “quanto pior melhor”.

      Mas, olha.

      Tá ficando difícil de crer …

      Responder
      1. Marcão

        Aliás, estariam praticamente cobertas todas as sete quadras de grama que abrigarão o torneio de Wimbledon, na China. Entre o All England Lawn Tennis e a gigante chinesa Huawei, que patrocinará o evento, todos os detalhes estão há tempos ajustados. Aproveitando-se da infame especulação financeira promovida na bolsa de valores de Londres, os chineses sequer contraditaram preço. Também não ergueram óbices às ridículas tradições britânicas da roupa branca e do último set sem tie-break. Apenas, diz-se, torceram o nariz para os strawberries and cream (argh!).

        Responder
  42. Marcelo

    Se realmente não for possível ter mais torneios de tênis em 2020 (devido a epidemia em si, e restrições de viagem, será esta a catástrofe que provocará a extinção dos dinossauros líderes do ranking? (Dinos: Federer, Nadal, etc)

    Responder
  43. Oswaldo E. Aranha

    Como os demais companheiros do blog estou carente dos torneios, mas a coisa é muito séria e não podemos esquecer o bem comum geral,
    Já que não temos jogos recentes a comentar, alguns estão colocando matérias sobre música, em geral rock, então quero lembrar que o mundo está comemorando os 250 anos de Beethoven, que me faz recordar a emoção que tive ao visitar a casa onde nasceu em Bohm e agora o que me enleva com suas músicas.

    Responder
      1. Barocos

        Da mesma maneira, guardada as devidas proporções, que você pode lembrar da voz de sua primeira namorada rindo e dizendo “não” tentadoramente em face aos seus avanços … ele não nasceu surdo, além, é claro, de se tratar de um gênio. Ah, as memórias, vai se o tempo, fica a imensa saudade.

        Responder
    1. Rubens Leme

      Não é Beethoven, mas Charlie “Bird” Parker comemora 100 anos de nascimento agora em 2020. E, diferente do que pensam, adorava música clássica, especialmente Beethoven, Stravinsky, Mozart e outros.

      Um ótimo filme sobre ele é Bird, dirigido brilhantemente por Clint Eastwood, em 1986. Vale muito a pena ver. E como bem disse Miles Davis: “You can tell the history of jazz in four words: Louis Armstrong. Charlie Parker”

      Deixo um disco curto e inesquecível com seu grande amigo e parceiro, Dizzy Gillespie – https://www.youtube.com/watch?v=ovCpL1zjBgI

      PS: se estiver aborrecendo com tanta música, me avise, Dalcim. É que na falta de tênis…

      Responder
      1. Barocos

        Se você gosta de clássicos, assista às seguintes quatro apresentações impressionantes:
        https://www.youtube.com/watch?v=nBsl7D9i6aM
        https://www.youtube.com/watch?v=n1tM9YSLYdc&feature=emb_title
        https://www.youtube.com/watch?v=y57KRuo0jqU
        https://www.youtube.com/watch?v=GDguhcByy_w

        Ambas são de um talento desconcertante (perdoe a brincadeira).

        Muitos de nós, bem, pelo menos eu, desconhecia o grau de agilidade necessário para executar alguns trechos de Tchaikovsky e Liszt, pois jamais tive a oportunidade de assistir concertos com o ângulo e a proximidade requeridas e as imagens de vídeo das antigas transmissões de TV simplesmente não tinham qualidade suficiente. Vídeos do youtube são muito bons para nos alertar para o fato.

        Se eu acreditasse em Deus, eu diria que ele foi muito generoso nos presenteando com Patricia e que suspeito que ele para de fazer qualquer outra coisa quando ela se apresenta.

        O tempo é mesmo muito engraçado, quando jovem eu achava ópera um “pé nos culhões” e hoje é a voz humana o que mais me emociona, sou fã até de coisas que antes eu colocaria de lado como piegas, simplesmente porquê a voz das intérpretes é maviosa, como a da Lara Fabian.

        Responder
      2. Miguel BsB

        Leme, só a uma palavra pra descrever TODOS que você citou agora: GÊNIOS!!!
        Sem falar dos clássicos, Dizzy, Parker e Miles Davis são meus preferidos, junto com o GÊNIO Thelonious Monk!
        Aliás, há muito tempo e posts atrás, você falou que ia se desfazer de um disco do Miles Davis… me candidatei à essa caridade. Qualquer coisa, ainda tô aceitando rsrs

        Responder
        1. Rubens Leme

          Nao, Miguel, eu disse que o apostaria na época do Australian Open quando achei que o Nadal fosse levar a taça DESDE QUE alguém apostasse algo do mesmo quilate. E depois coloquei uma lista dos cds que tinha repetido e poderia colocar na roda, Vc se interessou por eles, mas nunca fez uma contraproposta.

          Responder
          1. Miguel BsB

            Ah, entendi. Agora sem torneios fica difícil apostar em alguma coisa…
            Mas tb, o que tinha de jazz sobrando aqui era um cd duplicado do Charles Mingus de uma coleção da folha que comprei. Mas Já dei ele de presente….

    2. Rafael

      Aranha, adoro música clássica E ópera. Tenho centenas no computador. Beethoven, Bach, Vivaldi, Mozart, Chopin, Strauss…

      Ás vezes, no youtube, fico procurando diversas versões da mesma música, tocada por diferentes orquestras, regidas por diferentes maestros, só para ver as diferenças nos arranjos e as que mais me emocionam.

      Por exemplo, fico arrepiado quando ouço William Tell’s Overture (composta por Gioachino Rossini, que virou parte do tema do Lone Ranger, ou Cavaleiro Solitário). Outra é a famosa Carmina Burana, de Carl Orff.

      Fiquei bem chateado quando soube que Plácido Domingo (espanhol, como toda minha família) finalmente admitiu ter assediado por anos colegas de trabalho, abusando de sua posição de poder, pois o admirava muito. Teve quase todas as suas apresentações futuras canceladas por teatros que estavam agendados há meses. INCLUSIVE no teatro onde completaria 50 anos de sua primeira apresentação, bem triste, mas sem justificativas para ele.

      Adoro quando ele interpreta “Granada”, por exemplo.

      Abs

      Responder
  44. Gabi

    Ficou anunciado que mesmo sendo realizada em 2021, a Olimpíada e todas as suas referências, produtos licenciados seguirão com o nome de #tokyo2020

    Responder
  45. Rodrigo Lightman

    Com essa pandemia fica claro que os verdadeiros heróis não são os esportistas, nem artistas, nem BBB’s; são os policiais, bombeiros , profissionais da área de saúde e todos aqueles que trabalham para manter o abastecimento, sejam eles, caminhoneiros, caixas de farmácia, de supermercado e pessoal da área de limpeza. Quando a coisa fica séria, no caos generalizado, seja por uma guerra ou pandemia, a população se resguarda e quem vai pro fronte são esses profissionais.

    Que sirva de lição e parem de endeusar Federers, Nadais, Djokovics etc! Gostar e apreciar o esporte sim, mas jamais endeusar. Espero que a mentalidade mude e que possamos aprender alguma coisa com isso. E precisamos identificar nosso verdadeiro inimigo, que como alguns colegas aqui falaram, a NOM (banqueiros, CEO’s de multinacionais farmacêuticas, bélicas, automotivas, showbusiness e políticos).

    Responder
  46. Gabi

    Da página de Eire Maria Rossi

    PLATÃO: fiquem na caverna, porra!

    NIETZSCHE: fique em casa, por mais difícil que seja suportar sua própria presença.

    DESCARTES: habito, ergo sum.

    HEGEL: tese: fique em casa; antítese: fique em casa; síntese: fique em casa.

    HERÁCLITO: não se pega duas vezes o mesmo vírus.

    BUDA: a paz vem de dentro de você mesmo. O vírus, de fora. Fique em casa.

    ROUSSEAU: o homem é bom por natureza, mas o vírus o corrompe.

    ARISTÓTELES: o vírus está apenas cumprindo seu papel no Cosmos ao infectar corpos.

    SÓCRATES: a verdade sobre o vírus já está dentro de você. Tomara que o vírus não.

    SANTO AGOSTINHO: a medida de amar é amar longe.

    FRANCISCO DE ASSIS: onde houver vírus, que eu leve álcool gel.

    PITÁGORAS : o vírus é a medida de todas as coisas.

    HANNAH ARENDT: para o vírus, matar é uma tarefa banal e cotidiana.

    MARTIN LUTHER KING: I have a virus.

    KANT: duas coisas me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento delas se ocupa: o céu estrelado lá fora e eu aqui dentro.

    VOLTAIRE: se o vírus não existisse, seria preciso inventá-lo.

    FREUD: O vírus dá plena vazão a suas pulsões reprodutivas porque não é reprimido sexualmente, na infância, pela civilização.

    JUNG: o medo arquetípico do vírus é uma herança entregue a nós pelo inconsciente coletivo.

    WITTGENSTEIN: aquilo que não se pode contrair, não se pode transmitir.

    MIKHAIL BAKHTIN: não há possibilidade de neutralidade, todo vírus é ideológico.

    BERTOLT BRECHT: primeiro o vírus infectou os chineses, e você não disse nada, depois infectou os italianos, e você não disse nada, depois os espanhóis, e você não disse nada, agora o vírus te infectou, e você já não pode dizer nada.

    JACQUES DERRIDA: o objetivo de todo vírus deve ser a desconstrução do corpo infectado.

    BAUMAN: a maior evidência da sociedade líquida é sua dependência do álcool.

    VILÉM FLUSSER: O dna do vírus não pode ser decodificado porque a escrita acabou.

    FOUCAULT: esses métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo são o que podemos chamar vírus.

    WALTER BENJAMIN: a reprodutibilidade excessiva e sem freios do vírus traz como consequência a perda de sua aura de sacralidade.

    SIMONE DE BEAUVOIR: não se nasce infectado, torna-se infectado.

    SARTRE: nada a retificar, o inferno são os outros.

    PROVÉRBIO POPULAR: se o vírus não vai até a pessoa, a pessoa vai até o vírus.

    MARX: trabalhadores do mundo, separai-vos.

    OLAVO DE CARVALHO: o vírus é um idiota, eu sou um idiota. Na verdade nem sei o que estou fazendo aqui nesta lista, nunca fui filósofo, só faço mapa astral.

    CRISTO: amai-vos uns aos outros ficando longe uns dos outros.

    JUDITH BUTLER: o fato de esta lista ser composta por 95% de homens revela como a história da humanidade é a história da dominação patriarcal. Homens são o verdadeiro vírus.

    ISAAC NEWTON: não acreditem em quem disser que não há gravidade.

    BERGSON: o homem tem de ser tomado pelo elã vital, e não pelo elã viral.

    CAMUS: hoje, mamãe morreu.

    MARILENA CHAUÍ: o vírus é uma abominação, eu odeio o vírus.

    DERCY GONÇALVES: fica em casa, porra, caralho.

    ***

    A minha contribuição aqui da Alemanha:
    SCHOPENHAUER: o que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar o vírus da solidão e, nela, a si mesmos. [Chris Herrmann]

    Responder
    1. Barocos

      Gabi,

      Chega a ser motivo de anátema tal demonstração de humor ácido em tempos tão cruéis mas … se não rio, não existo. Sejam os autores quem forem, muito boa a compilação.

      Responder
    2. Miguel BsB

      Excelente Gabi!
      Só uma pequena retificação, a frase atribuída ao Bertold Brecht não é dele, mas de um alemão que não me recordo o nome agora…

      Responder
    3. Carlos Reis

      Todos os pensadores de Esquerda não merecem engraxar os sapatos do GRANDE FILÓSOFO Olavo de Carvalho. Esses desgraçados ferraram a cabeça de MUITA GENTE no mundo… Devem estar queimando no INFERNO…

      Responder
      1. Gabi

        Muito bom que vc gostou!!
        Por que vc gosta dele?
        Eu já sou mais chegada no Immanuel Kant…
        ———-
        Sinto muito por tudo o que vc vem passando no trabalho e, principalmente, na saúde. Mesmo assim, vc aparentemente mantém o otimismo e atitude positiva diante da vida, ao contrário do Schopenhauer…
        Tb me coloco à disposição se eu puder ajudar.

        Responder
        1. Rafael

          Gosto dele porque me inspira de maneira reversa.

          Penso (guardadas as devidas proporções) como ele pensava (de forma mais branda, porém com um viés pessimista), sobre a vida , relacionamentos, costumes, seres humanos.

          Toda vez que me pego pensando assim, procuro me motivar a olhar tudo de forma mais positiva. É um exercício quase que diário, nos relacionamentos amorosos, pessoais, no trabalho, família…

          Algum psicólogo de boteco poderia explicar, com certeza, porque adoro cachorros e crianças. Deve ter a ver com inocência, falta de maldade e amor quase incondicional. A vida ensina a gente (através da exposição a essas características) a ser desonesto, falso, frustrado, amargo, a não acreditar no ser humano… Depende de cada um interiorizar ou não essas lições, eu escolho todo dia tentar ser diferente.

          Schopenhauer, no entanto, abraçou a causa. De uma maneira estranha, acredito que ele é mais autêntico do que eu.

          Responder
  47. Rubens Leme

    No tópico anterior, o Filipe Fernandes falou de Nick Drake. Eu respondi lá, mas para não ficar muito escondido, eis um belo documentário, A Skin Too Few, em 4 partes, legendado em portugues, sobre esse músico que morreu, aos 26 anos, não se sabe até hoje, por suicídio ou não. O primeiro disco, Five Years Left, é desses álbuns que encantam pela delicadeza, tristeza e arranjos. Nick era um cara grande, alto, mas com uma voz pequena, timida.

    Criou um jeito de tocar no violão que influenciou muito as gerações posteriores. Toda sua discografia oficial saiu em duas caixas: Fruit Tree (que traz os 3 discos mais o Time of No Reply) e o Tuck Box, que traz esses 4 e mais um quinto chamado Family Tree, que reúne canções que sua mãe fez e cantou também.

    Para esses dias melancólico é uma companhia e tanto. Eis os lnks do documentário

    http://www.youtube.com/watch?v=ll7ckunNq5c
    http://www.youtube.com/watch?v=exzTLgzZ4Rk
    http://www.youtube.com/watch?v=VxK9LaH3xTk
    http://www.youtube.com/watch?v=gH4E5Yw5ff0

    Responder
    1. Filipe Fernandes

      Caro Rubens Leme, boa noite!

      Muito obrigado por colocar em links os acessos para os episódios do documentário, é uma gentileza da sua parte, irei vê-los. Entrei no seu site de música (linkado no post anterior) e li seu texto de 2015 sobre o Nick Drake, que é um belo compêndio tanto biográfico quanto “musicográfico” (se me permite o neologismo, rs) da vida dele. E o que você escreveu neste comentário complementa ainda mais a concepção sobre esse grande artista.

      E foi algo fortuito ter lido em seu texto o nome de Nick Cave, pois recentemente vi um filme chamado “Questão de tempo” (“About Time”, 2013) muito interessante, divertido e reflexivo, no qual a belíssima canção “Into my Arms” aparece no final (e confesso que, dado o momento atual em que notícias sobre os rastros tristes da pandemia no Brasil e no mundo nos chegam a cada dia, essa canção me pareceu muito circunstancial e apropriada, pois muitas e muitas pessoas vêm perdendo seus entes queridos).

      E também foi uma boa surpresa ver a sua citação a Leonard Cohen, outro imenso cantor que partiu há poucos anos, mas deixou uma obra musical magnífica.

      Caro, por minha vez deixo aqui um link para um site musical muito bom chamado Melomania (http://melomania.blogspot.com/?m=1), do professor e crítico de cinema paulista Sérgio Alpendre (também ex-dono de uma loja de discos em São Paulo). O site é sensacional, e ele faz um verdadeiro inventário das bandas nacionais e internacionais mais diversas que marcaram a música no século XX até então em cada texto que escreve (e olha que coincidência: logo na página inicial, há um artigo de 2018 sobre a banda Patto, de que você e Dalcim falavam no post anterior). Acredito que você, Dalcim e os demais amantes da música poderão se interessar pelos textos do Sérgio.

      Um grande abraço e (nunca é demais) que todos estejam e fiquem bem.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Esse texto do Nick é de 2004, por isso é tão pequeno e carente de informações. Ainda vou reativar ou fazer outro site, o problema é que para mudar é um trabalho de doido, pois são mais de 600 textos e umas 5 mil fotos.

        Esse disco do Nick Cave eu comprei em 1997, quando saiu, adoro The Boatman’s Call e “Into My Arms” (tenho o cd single), ouvia direto.

        Um Nick bem calmo, no piano, vou até deixar o link aqui para quem quiser ouvir (https://www.youtube.com/playlist?reload=9&list=OLAK5uy_kLHQliubwmYsfg8QzL4KmK2XldOJIv69U).

        Sobre o Leonard Cohen, conheci um fã que tinha um site, chamado Jarkko que dizia ser amigo pessoal, mas nunca me arranjou a prometida entrevista. Pelo menos, colocou uma das minhas matérias no site dele e até hoje aparece no histórico (https://www.leonardcohenfiles.com/links.html).

        No mais, a música é o melhor antídoto para estes dias louco. Existe uma frase atribuída a Lou Reed, mas que não sei se ele falou, mas que concordo 100%: “a música é tudo para mim, é o que me impede de enlouquecer”.

        Em dias insanos, um bom remédio. Por isso, tranque-se em casa e ouça música, Muita música,

        Responder
      2. Barocos

        Bacana !!

        Obrigado pela dica preciosa. Tenho recorrido ao youtube e à memória longínqua de minha adolescência para resgatar emoções de outrora e para me inteirar sobre o que há no cenário musical, ato triplamente falho: não fui exposto a suficiente variedade sonora no período, só às bandas e músicas mais famosas; minha memória há muito não é lá esta coisa toda; finalmente, o nível de “ruído” no youtube, para todos os fins práticos, torna bastante árdua a tarefa de separar o joio do trigo.

        Responder
        1. Filipe Fernandes

          Caro Barocos, boa noite!

          Não há de quê, este site é uma verdadeira enciclopédia musical, uma excelente biblioteca harmônica compilada por Alpendre. Ele contém muitas dicas bacanas e textos seminais a respeito de grandes bandas e cantores e da história da música.

          Caro Rubens Leme, assisti ao documentário sobre a vida de Nick Drake sugerido por você agora há pouco e gostei muito, há momentos e imagens bastante belos nele (como os depoimentos dos seus familiares e conhecidos e as vastas florestas inglesas que aparecem de passagem). Lá pelo final, a sua irmã, Gabrielle Drake, cita uma frase marcante que ele teria dito à mãe: “Se eu pudesse sentir que a minha música tenha feito qualquer coisa para ajudar uma só pessoa, teria valido a pena”. E com certeza suas canções, de valor inimaginável, valeram e valem a pena — e para muitas pessoas.

          E li também seu texto sobre o Leonard Cohen, até me despertou a vontade de ouvir novamente “So Long, Marianne” e “In my Secret Life”. Belo texto, Leme.

          Aliás, eis uma frase de Nietzsche (escrita num dos aforismos iniciais de “Crepúsculo dos ídolos”) que vai totalmente ao encontro da que você citou de Lou Reed: “Sem a música, a vida seria um erro”.

          * Ontem me esqueci de comentar um detalhe sobre o filme que mencionei, “Questão de tempo”: para os amantes do tênis, há uma cena no início dele em que ocorre uma partida amadora entre duplas mistas de jovens, numa espécie de saibro à beira-mar; e o pai e o filho protagonistas do longa disputam vez ou outra partidas de tênis de mesa ao longo da história (talvez esse comentário possa servir de incentivo para quem se interessar pelo filme).

          Abraços e boa noite.

          Responder
  48. PIETER

    Mais um excelente post do Dalcim.
    Sou um fã ardoroso de tênis mas confesso que, no momento, encontro-me bem mais preocupado é com a economia global e a sobrevivência de parcela expressiva de nossa sociedade.
    As consequências desse lock down podem vir a ser desastrosas, como nunca se viu antes, e o tênis não ficará de fora da catástrofe.

    Responder
    1. Miguel BsB

      Já sou muito fã desse cara! Como pessoa, sempre muito respeitoso com os seus adversários, e, principalmente, como jogador, um craque do tênis! Um dos poucos que conseguiu bater o gigante Djokovic em partidas importantes…
      Agora, além de tudo, me aparece com a camisa da seleção autografada pelo Rei…tá demais Stan! Faça como seu amigo suíço Federer e prolongue sua carreira por mais uns bons anos!

      Responder
      1. Barocos

        Já era fã pelo BH mais bonito que já vi, pela tatuagem e pelo jogo histórico onde superou o Djokovik em RG demonstrando uma coragem impressionante. Fomos, também, agraciados nos últimos anos pelo comportamento digno que tem apresentado mesmo em face as situações mais estapafúrdias, como a provocação de baixo nível do Kyrgios.

        Aliás, parabéns à sociedade suíça por produzir dois atletas de ponta com a formação humana que possuem Federer e Wawrinka.

        Responder
  49. Rafael

    Juro que é só mais essa: uma das medidas anunciadas pelo próprio Bolsonaro hj no Twitter:

    “Criação de Gabinete Nacional para troca de informações e alinhamento de prioridades para aperfeiçoamento de diretrizes.”

    Tradução: Como escrever muito e não dizer nada. Parece ter sido redigida por alguém do departamento de qualidade.
    ______________________________________________________________________________________________________
    Agora há pouco, sobre o recuo da MP genocida, soube que Bolsonaro disse que “confiou na equipe de Guedes” ao assinar SEM LER.

    1 – Sem ler.
    2- Como de costume, frita seus ministros para não queimar a si próprio.

    Esse homem é uma piada. E o Dalcim termina o texto dizendo que precisamos ter fé. Bota fé nisso, affe.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      A família Bozo é a coisa mais bizarra que já esteve no poder. Ainda bem que os governadores, prefeitos, Congresso e Judiciário estão passando por cima dessas amebas.

      Responder
  50. Arthur

    Vamos ter que rezar muito, Dalcim.
    A menos que surja algum tratamento revolucionário em curtíssimo espaço de tempo (vacinas, se existirem, só aparecerão no máximo ano que vem), a previsão é das mais sombrias.
    Permaneceremos confinados por um período de 3 a 6 meses, com alguns especialistas contabilizando uma possível volta ao normal somente em 2021.
    Ou seja: além da questão econômica, há o sério risco de termos, de fato, um ano perdido pro tênis.
    E pra todos os outros esportes também…

    Um abraço.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, Arthur. Minha esperança é que surja um remédio que ao menos amenize a situação de forma firme, o que também não é tão fácil assim, porque demanda algum tempo. Preocupante, porque todos sabemos que o esporte é uma das partes mais fracas dessa cadeia, ainda mais em países sem tanta estrutura e cultura como o nosso. Mas, sinceramente, não quero ainda perder as esperanças porque o desastre social seria incomensurável.

      Responder
      1. PIETER

        Ouso discordar de você, caro Dalcim. O desastre sócial já é inédito pois essa crise não se resolverá em 20 ou 30 dias.
        Essa epidemia será um (mais um) turning point na história da humanidade. Penso que nada será como antes dela…

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Sinto que você tem razão, mas torço para que algo ainda ajude a amenizar a crise que se seguirá, principalmente aos mais pobres.

          Responder
  51. Carlos

    Dalcim, de fato os jogadores que não são grandes estrelas e com ranking menor serão os grandes prejudicados com tudo isso que aconteceu. Por outro lado, atendo-se apenas à parte de cima do ranking, parece-me que o grande prejudicado foi Djokovic. Vinha na ponta dos cascos, praticamente imbatível. Creio que essa pausa pode tirar um pouco do ritmo e do embalo em que vinha. Claro que na volta ele deverá estar entre os primeiros, ou em primeiro, mas talvez não tão na frente dos outros como vinha. Federer não é preciso nem falar, só ganhou com a pausa no circuito, já que estaria fora nesse período. Tem tempo para se recuperar e volta um pouco mais em igualdade de condições com os demais, que também pararam. Para Nadal a grande perda será a ausência do saibro, onde reina praticamente absoluto. E tenho também minhas dúvidas se essa parada fará bem para os mais novos que estão na parte de cima no ranking. Os de grande potencial nessa fase da carreira ainda apresentam grande instabilidade. Mesclam partidas memoráveis, atuando como gênios, com exibições fracas, mesmo diante de adversários às vezes bastante inferiores. Só que é nessa fase da carreira que, com a sequência de jogos, ganham a experiência para adquirir a regularidade necessária. Talvez a parada faça mais mal do que bem para estes.
    Por favor, como você vê esse aspecto em relação aos mais bem ranqueados?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que sua visão está muito boa, Carlos. De certa forma, tanto Djokovic como Nadal sofrearam prejuízos e talvez Federer tenha sido quem lucrou, porque já tinha expectativa de só voltar a jogar na grama. Quando voltar, o circuito praticamente vai começar do zero, com expectativa para se ver quem sofrerá menos e nesse aspecto acho que Djokovic leva vantagem por se adaptar mais rapidamente a qualquer condição.

      Responder
  52. Wladner

    Estamos tomando um rumo preocupante. Não há motivo para quebrarmos a economia mundial que no final das contas acabar matando milhões por pobreza e desemprego. Talvez o mais racional fosse o isolamento da parte mais idosa da população. Me parece que os governadores dos Estados brasileiros estão usando o pânico para tentar atingir o governo federal, ou seja, estão usando a pandemia para atacar o governo federal.

    Responder
    1. DANILO AFONSO

      E como seria esse isolamento dos idosos ??

      Quem iria custear o isolamento de 21 milhões de brasileiros ? Como seria a logística e controle da população de isolados ?

      Muito dos idosos necessitam de atenção especializada com alimentação e medicação, bem como amor dos familiares, o que dificilmente teria nos locais de isolamento.

      Responder
      1. Paulo

        Lembre que os mesmos gênios que querem que os idosos fiquem em casa sem tomar sol, nem ar, nem socializar, também querem que eles saiam de casa para tomar vacina. “Mas como”, você pergunta, “sair e ficar ao mesmo tempo?”. Sabe o que eles respondem? “Basta tomar cuidado”. Então, deixa ver se eu entendi: o maior grupo de risco pode até sair de casa “se tomar cuidado”, mas todo mundo que não é grupo de risco não pode sair para trabalhar, “mesmo tomando cuidado”. Não há conhecimento científico sem lógica elementar. As recomendações do “establishment científico” desafiam a lógica e enviam instruções contraditórias. Não é a primeira vez: já tivemos “não use máscara” e “use máscara”, “não tome ibuprofeno” e “tome ibuprofeno”, “carnaval não oferece risco” e “não saia de casa de jeito nenhum”, entre outras. Isso nada tem a ver com “pronunciamento de Bolsonaro” ou algo parecido. Se os próprios “especialistas” estão perdidos, por que devemos obedecer cegamente suas ordens (as quais, inclusive, anulam-se entre si)?

        Responder
      1. Igor Henrique

        Entendi. É o típico “divergiu de mim, Bolsominion”.

        Além de não saber lidar com a opinião do outro, se você diverge da pessoa, exponha seus argumentos, ou então não fale nada. Esse tipo de comentário não agrega algo ao debate: ao contrário, somente estimula litígio.

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Eu nem estava me referindo a você, mas já que vestiu a carapuça, PARE de poluir o blog com seus tijolos enfadonhos e insuportáveis. Eles não passam de um gerador de lero-lero e ninguém vai ler.

          Aprenda a ser direto, sucinto e não escrever mais do que três parágrafos para expor seu ponto de vista. Aí quem sabe atraia a atenção de alguém.

          Responder
          1. Igor Henrique

            Bom, acho que as discussões que estamos tendo naqueles comentários afasta sua conclusão inicial de que “ninguém vai ler” ou que são “gerador de lero lero”.

            No mais, não estou preocupado em atrair a atenção de ninguém (muito menos a sua), mas sim de debater questões relevantes sobre temas complexos, especialmente em dias sombrios e tensos como os atuais. Se você consegue reduzir isso a três parágrafos, ou realmente é o “GOAT” da síntese ou um completo ignorante. Acho que está mais para a segunda opção.

            Você sequer me conhece para saber minhas posições políticas: entre ser um liberal e um apoiador do governo (ou, mais especificamente, do PR) há uma distância gigantesca.

            Quanto ao mais, dispenso seu conselho, já que além de não o ter pedido, ninguém agradou a todos, e eu não seria o primeiro. Se você não quer ler os comentários, simplesmente passe direto (que é o que eu faço em relação aos seus comentários). É muito difícil entender isso? Não gostou, descarte e “bola pra frente”. Discordou? Debata os argumentos centrais.

            Acho que, no seu caso, o pedido para ser mais “direto e sucinto” na verdade esconde seu despreparo e desconhecimento a respeito do assunto que está sendo debatido. Aí, como não está a par da temática, se vale de termos como “pseudointelectuais” para esconder sua mediocridade.
            Até onde eu sei, o blog não é seu, e assim, não me venha ditar regras sobre como ou o quê escrever. Mal mal você manda no seu galinheiro.

            Pelo amor de Deus, deixe de importunar a mim e às demais pessoas desse blog. Ninguém é obrigado a tolerar seu mau-humor, suas frustrações pessoais ou sua absoluta chatice/despreparo.

          2. Rodrigo S. Cruz

            Errado.

            O que polui mil vezes mais o blog são atitudes beligerantes como essa última…

            Para quê toda essa grosseria aí com o colega?

          3. Paulo Almeida

            Pior que o cara pegou o bonde andando, não sabe a quem eu me referi como pseudointelectual e sobre qual tema, mas quis tomar as dores mesmo assim. Isso é um indicativo de que deve ser um também, infelizmente. De qualquer forma, não perderei meu tempo nessa discussão.

            Só espero que não seja professor, pois nenhum aluno aguentaria levar tantos tijolos na cara.

        1. Igor Henrique

          Não tomei as dores de ninguém, e isso jamais autorizaria suas conclusões em meras indicações. Tudo isso apenas corrobora o que disse antes: a sua mediocridade de raciocínio e sua dificuldade em se relacionar de forma minimamente digna com o próximo.

          Na verdade, como leitor assíduo do blog, estou farto da sua ignorância e da sua falta de respeito com os colegas. Todos os tópicos você sempre tumultua e age de forma infantil, até as pessoas perderem a paciência.

          Talvez o problema realmente esteja comigo e com outros colegas, já que acabamos dispensando-lhe uma atenção que você definitivamente não merece. Quanto mais holofote se dá a um palhaço, pior ele fica.

          Responder
          1. Paulo Almeida

            Sim, você tomou as dores e também quis chamar a atenção para todo o seu “know how”. Ninguém escreve uma Bíblia e posta em um blog pensando em passar despercebido. Imagino o número de pessoas que rolaram o dedo na tela do celular aflitas e o texto simplesmente não acabava!

            Você não me conhece, não sabe nada a meu respeito e por isso é incapaz de me julgar. Posso ter discussões inteligentes e complexas com qualquer um sobre qualquer tema, se eu quiser. Com você provavelmente a coisa não funcionaria, pois se eu postasse um comentário de tamanho X, a resposta seria de tamanho 5X. Logo, é melhor evitar.

            Não vou revidar as suas ofensas, pois não vale a pena.

            Boa sorte.

  53. Paulo Almeida

    Sinceramente, que se danem as semanas do Djokovic como número 1. Isso ficou 100% irrelevante.

    Bom, falando do que interessa, sinto-me na obrigação de compartilhar o grupo do Doutor em Biologia pela USP Atila Iamarino. Segue o link: https://www.youtube.com/channel/UCSTlOTcyUmzvhQi6F8lFi5w/featured

    Tenho certeza de que é uma fonte de informação mais completa do que o jornalismo convencional sobre o que está por vir. E obviamente políticos, líderes religiosos e pseudointelectuais de internet (vi um ou outro aqui no blog) devem ser ignorados.

    Responder
        1. Heitor de Oliveira

          pra quê xingar os outros. Teça o teu comentário sem cutubar dizendo “pseudointelectual”. O que eu escrevi acima foi justamente para vc ver que nao tem nada a ver ficar xingando. Porque vc se sentiu atacado e ja foi la no meu outro comentario me xingar de bolsominion.

          Responder
          1. Heitor de Oliveira

            pra quê xingar os outros? Teça o teu comentário sem cutucar dizendo “pseudointelectual”. O que eu escrevi acima foi justamente para vc ver que nao tem nada a ver ficar xingando. Porque vc se sentiu atacado e ja foi la no meu outro comentario me xingar de bolsominion. para quê? um xinga, o outro xinga e para quê?

          2. Heitor

            Respondo aqui porque no comentário do Paulo Almeida não tinha a opção “responder”.

            Sim, é xingamento. E provocação. E para quê? Só para tumultuar. Estamos a maioria aqui tentando conversar sem discutir e vc vem cutucar. Para quê? Já estamos todos tristes e assustados e preocupados com o coronavírus e as consequências na economia, não precisa de mais provocação.

  54. Marcel Azevedo

    Boa noite Dalcim, muito boa postagem !! Eu sou Professor de Educação Física e Personal e estou passando por isso que você falou e passarei mais em Abril, uma coosa inesperada!! Agora como você mesmo disse ate quando isso vai durar??!! Uma outra questão ate para os jogadores brasileiros, li que três países desistiram das olimpíadas e você é a favor do adiamento para 2021 ou nesse ano mesmo mudando derrepente a data??

    Forte abc.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, fico triste com isso, Marcel. E torço demais para que a situação melhore rapidamente. Sim, totalmente favorável ao adiamento para 2021. Não há clima social nem esportivo para a competição e todos queremos os Jogos no melhor de todos os atletas. Abs!

      Responder
  55. Luiz Fernando

    Creio q o futuro próximo está absolutamente comprometido, talvez até este ano inteiro, pois ninguém sabe como estará o mundo no segundo semestre. Mas o esporte sempre sobrevive a estas crises, creio q no ano q vem nessa mesma época estaremos curtindo nosso esporte, na TV e nas quadras em q jogamos…

    Responder
  56. Rodolfo

    ola Dalcim
    ja imaginou como vc disse wb ser setembro , uso outubro rg novembro finals depois olimpíada dezembro e aus janeiro
    ia ser uma doideira vc quase morreria de tanto trabalhar mas ia ser top kkkkk

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      É, acho que não dá para pensarmos nisso. Olimpíadas em dezembro é totalmente descartável porque seria inverno forte no Japão. Acho que um calendário razoável seria Wimbledon em agosto, Roland Garros em setembro e US Open em outubro, empurrando o Finals para meio de dezembro.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Exato , Dalcim. Como as Olimpíadas foram totalmente para o espaço ( 2021 ) , esse Calendário proposto por você , me parece de longe o mais razoável . ABS!

        Responder
  57. Miguel BsB

    Gabi e demais colegas do blog…
    Vi que vc falou sobre a série sobre os primórdios do futebol, na Netflix, que pretendo assistir, então aproveito para recomendar um livro sobre o assunto.
    Futebol ao sol e a sombra, do grande escritor uruguaio Eduardo Galeano.
    Por exemplo, você sabia que o Rugby se originou de um doido que pulou da plateia de um jogo de futebol universitário, pegou a bola do jogo e saiu correndo com todo mundo atrás? Kkkkk
    São ótimas estórias, tem de tudo…

    Responder
  58. Rubens Leme

    Embora eu entenda o que quer dizer, dificilmente as grandes empresas, bancos e patrocinadores serão atingidos, porque sempre serão salvos pelos governos.

    A maior prova disso foi a nefasta MP que o trans-mito quis empurrar goela abaixo de 4 meses sem salário, enquanto o Guedes liberou para seus amigos banqueiros, 68 bilhões de compulsórios para serem usados como empréstimo a juros exorbitantes, e isso porque bancos como o Itau, Bradesco batem recordes trimestrais de lucro líquido, consecutivamente. E vários países farão o mesmo.

    O problema mesmo é a descapitalização do público e como o planeta se encontrará após essa pandemia que não tem previsão e como voltará o circuito, especialmente os tenistas abaixo do top 50.

    Sinceramente, penso que o circuito só voltará ano que vem e olhe lá.

    Responder
    1. Igor Henrique

      Acompanho diariamente o blog e dificilmente posto, mas nessa você me decepcionou, caro Rubens Leme. Logo você, cujos post’s via de regra considero sensatos, exatamente por se afastar da chata polarização que há muito assola esse blog.

      Inicialmente, é óbvio que os BC’s e os governos do mundo inteiro precisam socorrer os grandes bancos PÚBLICOS ou PRIVADOS quando as grandes crises econômicas atingem o núcleo do sistema financeiro. Isso porque essas instituições são o carro-chefe do crescimento e do desenvolvimento econômico mundial, através da democratização do crédito. Sem os grandes bancos, não há investimentos produtivos, não há inclusão financeira e, principalmente, é impossível a produção em escala. Além disso, se os grandes bancos quebrarem, quem sofrerá mais será a população. Os investimentos realizados pelas pessoas em fundos e outros produtos bancários, os títulos da dívida pública adquirida, os recursos financeiros ali alocados, absolutamente tudo estará perdido. As demais empresas (micro, pequenas, médias e grandes) também quebrarão, com desemprego em massa e queda de arrecadação tributária (inclusive para financiar as políticas sociais que você provavelmente defende, dada sua potencial linha de pensamento). Na verdade, com a quebra de uma grande instituição financeira, o mais prejudicado não são necessariamente os mais ricos, mas a classe média e os pobres.

      Em momentos de crise-econômica, os Governos (incluindo os BC’s) tem de agir para tornar o mercado o mais líquido possível, inclusive aumentando o volume de crédito disponível. A liberação dos compulsórios é medida absolutamente imprescindível nesse processo, exatamente para liberar mais recursos para as instituições financeiras emprestarem. E nesse momento, com taxa SELIC a 3,75% ao ano, falar em juro alto para o setor produtivo, quando encontramos taxas de fomento de 4,5% a.a. (produtores rurais), é no mínimo desconhecimento do mercado. Eu, inclusive, tenho clientes que conseguiram financiamentos à ordem de 0,5% a 0,9% ao mês. Se esse juro é elevado, o que dirá do período “Dilmaniano”. Nunca os juros no Brasil foram tão baixos. Esse fenônemo, inclusive, é global. Ao cabo dessa semana, teremos mais de 10 TRILHÕES de dólares reais no mundo para fomento da atividade econômica. Nunca houve tanto crédito disponível no mundo.

      Quanto à crítica à medida de suspensão do contrato de trabalho, acho que você não guardou seu costumeiro compromisso com a verdade. Primeiramente, é importante salientar que a adesão ao regime de suspensão era FACULTATIVA, ou seja, NEGOCIADA entre Empregador e Empregado. E o porquê disso: exatamente para poder outorgar ao empregado a possibilidade de recusa e, se preferir, ser dispensado, com o pagamento das verbas trabalhistas correlatas. Nesse cenário de adesão facultativa, a “ajuda compensatória” que a própria MP criou serviria como uma política de retenção do empregado, que certamente iria “colocar na balança” se era melhor ficar em casa fazendo um curso e recebendo X% do seu salário, ou por outro lado, se era melhor ser dispensado e receber as verbas rescisórias. Hoje mesmo tive uma reunião com o cliente de um segmento econômico relevante, cujo , às 14:00, cujo grupo econômico detém cerca de 600 empregados. Prevíamos instituir uma “ajuda compensatória” com a variação de 80% do salário (no caso de empregados que recebessem até 2 sm) até 50% do salário (para quem recebesse acima de 15.000. Nesse cenário, TODOS os empregos seriam mantidos. Quando saí da reunião, recebi a informação de que o art. 18 da MP havia sido revogado. Imediatamente retomamos a reunião, e resultado: cerca de 100 a 150 empregados serão dispensados. Mais ou menos 450 pessoas sem fonte de renda. Agora explique para a família dessas pessoas que a MP era ruim. Nesse ponto, critico o PR, sim, por ter cedido à pressão de grupos populistas. QUe tivesse editado outra MP apenas para esclarecer melhor alguns pontos, mas não revogar a medida. A verdade é que agora, ao invés de manter duas pessoas empregadas (com temporária redução da “remuneração”), vamos produzir ainda mais desempregados (se a medida não for editada com outros contornos).

      Longe de solução, o fortalecimento do público foi a pior desgraça que ao longo de 200 anos nós produzimos no Brasil. Para manter um Estado que concentra renda e privilegia o lobby de grandes corporações, especialmente do serviço público, reduzimos o poder de consumo e de investimentos da população e não criamos uma cultura de organização e independência financeira (ao contrário, fortalecemos a dependência do Estado através de políticas como FGTS – poupança forçada). Na verdade, produzimos mais pobreza. Retiramos autonomia e liberdade.

      Lamentavelmente, nós brasileiros ainda cultuamos um estado de bem-estar social impraticável, especialmente em virtude dos valores absurdos que despendemos com o custeio da máquina pública que pouco entrega e que apenas concentra renda. Pior: cultuamos soluções que já se mostraram absolutamente ultrapassadas, e cremos em modelos de relações de trabalho que já estão pelo menos 40 anos atrasado. Ainda bem que o mercado é implacável e consegue atropelar as instituições jurídicas, até estas tentarem se amoldar àquele. No Brasil, todos os dias somos atropelados pelo mundo moderno, e a tentativa de resistir à esse fenômeno apenas reflete nosso atraso intelectual.

      Ao invés de sermos inimigos do capital, deveríamos ser aliados/parceiros. Tornar o Brasil um país seguro (jurídica e fisicamente) para o investidor, com um custo trabalhista minimamente razoável, infraestrutura decente e uma estrutura tributária simplificada. Enfim, chamar o capital, despejar recursos financeiros e oportunidades. Estado não produz riqueza, e aqui no Brasil sequer consegue distribuí-la: ao contrário, somente concentra.

      Ao longo dos últimos 2000 anos, o capitalismo foi o grande indutor de desenvolvimento no mundo. Nunca, na história da humanidade, tanta riqueza foi gerada e distribuída como nos últimos 200 anos. Nunca a pobreza foi tão combatida. Há muito o que fazer e ajustar? Sim, claro. Mas a própria China é um indicador de como o capitalismo é absolutamente indispensável nesse processo, e o quanto temos que ter o capital como aliados.

      Todavia, cada dia que nos deparamos com raciocínios como o acima descrito, mais longe estamos de construir uma nação mais forte e justa, construção essa que apenas é possível com educação e trabalho.

      Responder
      1. Barocos

        Claro, claro, o mercado é a resposta para tudo. Foi assim na crise de 29, até que um presidente mais esclarecido finalmente conseguiu reverter a situação graças à intervenção estatal e à segunda grande guerra. Mas isto é passado, voltemos à crise de 2008, onde os tão aclamados super-poderes do mercado, depois da desastrosa desregulamentação praticada por governos conservadores, promoveu outra hecatombe.

        Convém não esquecer que o maldito governo petista continuou a promover, por anos, nossa economia rentista, onde se pôde auferir polpudos lucros com risco mínimo, transferência da riqueza nacional dos mais pobres para os mais ricos (Robin Hood às avessas) e mostrou-se um poderoso inibidor do investimento industrial/produtivo, razão pela qual nosso parque industrial é tão desatualizado, ou mesmo obsoleto. O resultado está aí, no menor espirro o dinheiro internacional some, pois existe um sério risco de “insolvência” sobre nossas cabeças graças a nossa baixíssima capacidade competitiva, ainda que a matriz energética nacional seja privilegiada. A tão comentada corrupção dos governos ditos “sociais” (convém enfatizar, nada “socialistas”) equivale a migalhas em face ao rentismo brasileiro. Nossa sorte foi, realmente, a ascensão chinesa e a expansão do mercado consumidor por aquelas bandas, está a nos salvar a agricultura e o seu baixíssimo valor agregado.

        Não discordo da sua asserção sobre a necessidade de socorro às grandes instituições financeiras em caso de crise, sempre serão necessárias, mas não sem um compromisso sobre a retribuição futura. Sua afirmação sobre as atuais taxas são risíveis, haja vista que continuam a figurar entre as mais altas do mundo e, por muitos anos, qualquer empresa que quisesse investir sem se enforcar em futuro próximo tinha que, obrigatoriamente, recorrer ao BNDES ou a empréstimos internacionais (algo arriscado em face às incertezas do câmbio). Então, não, os bancos nacionais privados por anos não cumpriram o seu papel de intermediadores/fomentadores do crescimento e se mostraram apenas glutões úteis à elite brasileira rentista.

        Claro, não foi o atual governo que criou esta situação, foi obra conjunta de muitas gerações, mas nunca devemos nos esquecer que em todo lugar do mundo as empresas adaptam-se às regras do jogo se for possível lucrar e que nenhuma empresa, bem gerida, contrata apenas porquê as regras de contratação/demissão se tornaram mais flexíveis, isto é uma falácia, contratam porque precisam. Contra o seu exemplo específico, muitos amigos meus, pequenos empresários, planejaram fazer uso exatamente dos 4 meses sem compromissos salariais, um absurdo completo. E nem passa pela cabeça dos nossos gestores econômicos a possibilidade de uma expansão monetária simples (oh, isto vai depreciar meus ativos!) em uma situação crítica como esta. Bem, vamos ver até onde vai a resistência dos mesmos à medida que a crise se agravar, o quê, parece, é o que vai acontecer.

        Responder
        1. Rafael

          Igor Henrique:
          Primeiramente, é importante salientar que a adesão ao regime de suspensão era FACULTATIVA, ou seja, NEGOCIADA entre Empregador e Empregado. E o porquê disso: exatamente para poder outorgar ao empregado a possibilidade de recusa e, se preferir, ser dispensado, com o pagamento das verbas trabalhistas correlatas.

          – Tradução: “Facultativa”, “Outorgar ao empregado” , no contexto da MP, é como um contrato de adesão, onde o empregado (parte mais fraca) assina o que for necessário, sem nenhum tipo verdadeiro de escolha, com a esperança de manter seu emprego daqui a 4 meses, embora não haja garantia alguma de estabilidade. (Veja que sindicatos nem foram incluídos para intermediar a tal “livre negociação”, de modo a não atrapalhar a coação do empregado. Mal comparando, e só pra dar um tom de humor (negro), é como as “propostas irrecusáveis” que o personagem de Marlon Brando fazia em “The Godfather”. Voltando à MP, você (empregado) tem duas “escolhas”: cozinhar em fogo baixo e morrer mais lentamente ou arder na fogueira e morrer mais rápido. O resultado é o mesmo. Aliás, como aqueles que dependem de uma income mensal fariam os ~obrigatórios~ cursos online sem dinheiro para pagar a Internet? Essa medida, planejada e editada sorrateiramente na madrugada, diz sobre a covardia desse governo e com quem ele realmente se preocupa.

          ————————————————————————————————————————————————————————————————————————-
          Barocos
          Então, não, os bancos nacionais privados por anos não cumpriram o seu papel de intermediadores/fomentadores do crescimento e se mostraram apenas glutões úteis à elite brasileira rentista.

          – Concordo plenamente, e acrescento: bancos são o câncer da sociedade. Deixar que eles decidam a quem dar crédito é nefasto, pois o dinheiro raramente – e põe raramente nisso – chega às mãos de quem realmente precisa. Passando pela mão desses malditos intermediários, os mais vulneráveis não são aprovados para concessão de crédito pelo famigerado “score”, e bancos não gostam de correr riscos (capital de giro, taxas de cheque especial, redução de tarifas, etc, são oferecidas, de forma inversamente proporcional, a quem menos precisa). A não ser quando operam em nome de corretoras laranjas (laranja na acepção de que o banco não deseja que o mercado saiba que ele está operando naquele momento) para mudar as tendências a seu favor em questão de minutos, obtendo ganhos contínuos e ficando cada vez mais ricos, enquanto pequenos investidores que, ingenuamente, acreditando estarem fazendo a lição de casa, estudam Nasdaq, Dow Jones, leem relatórios de investimento, balanços e demonstrativos de empresas (muitas vezes com informações fraudadas/distorcidas/”postergadas para o balanço seguinte”, etc, pensando estarem tomando decisões bem informadas, são afogados nas ondas de manipulação das tendências do mercado. E isso pra ficar só na bolsa. Não vou nem falar de day-trade, dólar, opções de futuros, commodities, etc, ou não termino nunca. Ah, também não vou falar de informações proprietárias e/ou privilegiadas – às quais não deveriam chegar a ninguém antes da hora, quando deixariam então de serem privilegiadas, mas numa vez sim e na outra também acabam caindo na mão de quem tem muito dinheiro e acesso, para que esses NUNCA percam dinheiro, enquanto o coitado que citei acima, o “estudioso”, nunca fica sabendo dos podres- ou novidades – que realmente importam.

          Conclusão: 2 exemplos de medidas (entre outras várias) a serem tomadas imediatamente:

          1) O governo deveria disponibilizar um auxílio mensal – obviamente não esse vale-merreca de $200 – que fosse depositado DIRETAMENTE na conta dos mais vulneráveis. Sugiro – e TEM dinheiro para isso – um salário mínimo por mês.

          2) O governo deveria suspender JÁ a cobrança de impostos de firmas individuais, micro e pequenas empresas. Essas duas medidas valeriam pela duração da crise, e são apenas 2 exemplos. Obviamente, a suspensão de impostos ocorreria mediante contrapartidas – proibição de demitir, etc.

          Mas não. Como sempre, o dinheiro vai para os bancos, mas, ultimately, são eles quem decidem o que fazer com o mesmo.

          E f&*$#-se o povo.

          PS: Nem acredito que esse governo seja deliberadamente mal-intencionado. É questão de não saber o que está fazendo mesmo. Na economia, o único que se salva (e já quis ir embora várias vezes) é o Paulo Guedes. Falando sobre COMPETÊNCIA, ele é bom.

          E fico por aqui que já falei demais da conta. Sorry. Ando – meio- revoltado – por inteiro – . Deve ser a quarentena.

          Responder
          1. Rafael

            Sobre os tais cursos online sem salário, lembrei-me de uma piada do Scott Adams (criador do Dilbert):

            “Se a internet de seu computador parar de funcionar, ENVIE UM E-MAIL para nosso suporte”. (*emphasis added)

            Enquanto não voltamos a falar de Djokovic e suas façanhas, vou (re)ler um pouco de Robert Crumb, que eu ganho mais,

            Fiquem bem.

        2. Miguel BsB

          Gostaria que o Sr. Igor explicasse como é possível fomentar a população a poupar sendo que 70 a 80% da população sobrevive com menos de 1 salário mínimo per capita? Muitas vezes, meio salário.minimo (500 reais) ou menos.Qual seria o milagre que permitiria essas familias pagarem as contas, se alimentar, e ainda sobrar algum dinheiro pra poupar?
          O Estado de bem estar social no Brasil é uma piada e ainda querem diminuí-lo….ou o SUS e a educação pública são excelentes e distribuem saúde e educação para todos? Segurança? Quem pode, paga tudo privado e por fora…(saúde, educação, segurança). Quem não pode, a grade maioria, se vira com os péssimos serviços( em regra) oferecidos pelo Estado…o que nos leva ao péssimo e excludente regime tributário brasileiro, que tributa proporcionalmente muito mais os pobres e a achatada classe média e muito pouco os muito ricos…
          O serviço e os servidores públicos não são os vilões, aliás, são eles agora que estarão na linha de frente nessa crise, principalmente os profissionais de saúde e segurança pública. É uma falácia dizer que a maior parte dos orçamentos são consumidos em pagamento da folga salarial de Funcionários públicos! Lembre-se que mais de 80% deles não são bem remunerados, existe sim uma casta que realmente é muito privilegiada, e isso sim deveria ser revisto.
          Metade, 48%, do orçamento federal é comprometido para pagamento da dívida pública, rolagem e amortização de juros, dívida esta que ninguém sabe ao certo como foi feita, em que condições foi feita, e sabemos que jamais será liquidada ou seriamente equacionada…o que sobra, vai pra pagamentos de folha, educação, saúde, segurança, infra estrutura etc.
          Para não dizer que não concordo com algo que você escreveu, realmente é necessário “salvar” o sistema financeiro,pois esse mesmo sistema domina o capitalismo atual e sem ele, realmente é impossível tocar a economia…eles colocaram-se, ao longo das últimas décadas, em uma posição de ganha/ganha. Lucram muito quando as coisas vão bem, são salvos pelos governos e pela população contribuinte quando as coisas vão mal…
          Pra finalizar, digo que essa crise irá enterrar a política neoliberal do Estado Mínimo, pois este é incapaz de apontar maneiras e soluções em crises como depressões econômicas, crises sanitárias globais como a que estamos vivendo, etc…será, mais uma vez, o “Estado malvado” que precisará injetar recursos e salvar empregos, bancos, empresas etc…fora a capacidade para agir numa situação grave de saúde pública.
          Divirjo respeitosamente, pois você tb foi muito respeitoso no seu posicionamento, com argumentos sólidos que merecem serem levados em consideração.
          Dalcim, saímos muito do tema do blog, mas, nesse momento é o que temos…rs

          Responder
      2. periferia

        O medida provisória é ruim para os trabalhadores…tanto que o artigo 18 foi revogado logo em seguida.
        Uma atrapalhada ….nesse momento o poder público precisa não cometer erros…..ajuda na questão da confiança em relação ao futuro.
        Essa medida provisória não tem futuro……tem coisa que não tem defesa (negociação patrão e emprega onde aparece a palavra “facultativo”….meu Deus)

        Responder
        1. Igor Henrique

          Primeiramente, obrigado pelas respostas ao meu comentário. Gosto muito de discutir política e economia, e acho o debate sempre válido, ainda que as opiniões sejam divergentes. Quanto ao que foi argumentado, tenho o seguinte:

          “Claro, claro, o mercado é a resposta para tudo. Foi assim na crise de 29, até que um presidente mais esclarecido finalmente conseguiu reverter a situação graças à intervenção estatal e à segunda grande guerra. Mas isto é passado, voltemos à crise de 2008, onde os tão aclamados super-poderes do mercado, depois da desastrosa desregulamentação praticada por governos conservadores, promoveu outra hecatombe.”

          Por favor, Barocos, não misture água e óleo. As crises de 29 e 2008 tem origens absolutamente distintas, com cenários de mercado e de regulação também distintos, e você sabe muito bem disso. É cristalino que em momentos de crise o mercado precisa de estímulos governamentais, seja para dar liquidez (crédito), seja para proteger empregos, inclusive como forma de proteger todos os agentes de mercado e o PRÓPRIO ESTADO. E sim, depois de 2010, foram os super-poderes de mercado que levaram à economia mundial ao auge do crescimento, que distribuíram riqueza e tiraram milhões e milhões da pobreza (vide a experiência chinesa), até 2019, quando, aí sim, havia sinais latentes de desaceleração econômica. A crise do Coronavirus lamentavelmente tornou esse fenômeno abrupto: o tombo abrupto tornou o “custo do socorro” muito maior. Lamentavelmente, como a social democracia nos deixou esse legado terrível de juros altos, câmbio artificial e déficit fiscal ABSURDO, a ponto de termos outra década perdida (2010-2019), não pudemos aproveitar esse crescimento cíclico da economia mundial (e por isso muitas pessoas não conseguem enxergar o que acontece lá fora). Aliás, esse é um dos nossos maiores defeitos: estamos completamente desconectados da realidade global. Nossa economia é uma das mais fechadas do mundo. E aí não aproveitamos os momentos de boom, ao mesmo tempo em que compartilhamos crises internacionais e geramos crises nacionais.
          “Convém não esquecer que o maldito governo petista continuou a promover, por anos, nossa economia rentista, onde se pôde auferir polpudos lucros com risco mínimo, transferência da riqueza nacional dos mais pobres para os mais ricos (Robin Hood às avessas) e mostrou-se um poderoso inibidor do investimento industrial/produtivo, razão pela qual nosso parque industrial é tão desatualizado, ou mesmo obsoleto. O resultado está aí, no menor espirro o dinheiro internacional some, pois existe um sério risco de “insolvência” sobre nossas cabeças graças a nossa baixíssima capacidade competitiva, ainda que a matriz energética nacional seja privilegiada. A tão comentada corrupção dos governos ditos “sociais” (convém enfatizar, nada “socialistas”) equivale a migalhas em face ao rentismo brasileiro. Nossa sorte foi, realmente, a ascensão chinesa e a expansão do mercado consumidor por aquelas bandas, está a nos salvar a agricultura e o seu baixíssimo valor agregado.”
          As críticas ao governo petista são absolutamente válidas. Compartilho 100% delas. Entretanto, entendo que o dinheiro internacional, na verdade, mudou sua dinâmica em relação ao país. Em poucos períodos históricos nos últimos 30 (trinta) anos vimos tantos investimentos externos no Brasil em infra-estrutura, por exemplo. A diferença é que como agora temos juros baixos – quando comparado com nosso histórico -, o capital internacional ESPECULATIVO está saindo do país – daí a mais de 18 meses o fluxo de recursos internacionais é negativo no Brasil. O retorno/risco de especular no Brasil ficou proibitivo. Estamos, em suma, substituindo o capital internacional especulativo pelo PRODUTIVO (e aí, é claro, o fluxo de recursos internacionais sempre será negativo). E aí aparece outra discordância: o rentismo brasileiro é a consequência dos “governos sociais”. Esses fenômenos são indissociáveis, na medida em que gastos públicos elevados sempre vão demandar taxas de juros elevadas. Infelizmente, ao invés de nos últimos 30 anos termos preocupado em reduzir o “Custo-Brasil” com investimentos em educação, infraestrutura, redução do custo trabalhista através da modernização das relações de trabalho e simplificação tributária, adotamos o caminho de expandir os gastos públicos de péssima qualidade (inclusive criando uma burocracia estatal que apenas concentra renda). Nesse contexto, entendo realmente que a inserção de 500 milhões de pessoas na China através desse capitalismo neoliberal tão criticado foi a salvação brasileira, pois com essa política de juros altos (que vigia até 2 anos atrás), câmbio valorizado, déficit’s públicos relevantes, custo trabalhista exorbitante (quando comparado à nossa produtividade), relações jurídicas retrógradas, infra-estrutura ruim, guerra fiscal interna e tributação complexa realmente tirou toda nossa capacidade.
          E aí, tcharam!!!!! As hipotéticas soluções para isso, especialmente de quem é opositor a esse Governo, são mais do que produziu todo esse fenômeno. Atacam as premissas de um Estado Neoliberal (na condução da política econômica como um todo), que sequer atentou de forma veemente contra as bases sociais, e que possui 15 meses (na verdade, se somarmos cerca de 12 meses produtivos de Temer, que começou a colocar o país nos trilhos) dariam 27 meses, obviamente insuficientes para corrigir toda a desgraça produzida pelo PT na economia.

          “Não discordo da sua asserção sobre a necessidade de socorro às grandes instituições financeiras em caso de crise, sempre serão necessárias, mas não sem um compromisso sobre a retribuição futura. Sua afirmação sobre as atuais taxas são risíveis, haja vista que continuam a figurar entre as mais altas do mundo e, por muitos anos, qualquer empresa que quisesse investir sem se enforcar em futuro próximo tinha que, obrigatoriamente, recorrer ao BNDES ou a empréstimos internacionais (algo arriscado em face às incertezas do câmbio). Então, não, os bancos nacionais privados por anos não cumpriram o seu papel de intermediadores/fomentadores do crescimento e se mostraram apenas glutões úteis à elite brasileira rentista.”

          Quando disse sobre o papel relevante das instituições financeiras, inclusive como fomentadores de crescimento, me refiro a um contexto GLOBAL, MUNDIAL. Essas instituições são absolutamente necessárias à promoção da democratização do crédito, à realização de investimentos e da busca por eficiência/alocação de recursos.
          E não existe “compromisso de uma “retribuição futura”: o resultado desse “socorro” é o próprio oferecimento de crédito a juros baixos e prazos relativamente extensos para pagamento, com carência, além de garantias diretas aos créditos vencidos/vincendos. E a médio e longo prazo, as únicas formas naturais de “forçar” juros baixos são somente o estímulo à CONCORRÊNCIA e de medidas desburocratizantes do setor. Qualquer outra medida é absolutamente ARTIFICIAL e gera consequências nefastas para a economia (vide Dilma Roussef).
          Quanto às taxas de juros, OBVIAMENTE estou me referindo aos valores atualmente praticados no mercado, e não do passado (aliás, eu fui o primeiro, no meu comentário, a criticar exatamente o período “dilmaniano” de juros altos e privilégio aos rentistas). Pela primeira vez desde que “me entendo por gente”, estamos vivendo um ciclo de redução de juros com inflação sob controle (algo impensável 5 anos antes). Graças a Deus, agora quem quiser ganhar dinheiro com o capital deverá assumir riscos ou emprega-lo em atividades produtivas. As taxas praticadas pelo Banco Central brasileiro não estão entre as mais altas do mundo, abstratamente falando. Basta simplesmente comparar juro real (SELIC –Inflação) entre as economias emergentes e constatará o acerto dessa informação. E se os juros domésticos são altos, tal se dá, majoritariamente, em virtude de um compulsório elevado (25%) frente a outras economias globais, custo trabalhista e tributação escorchantes e, por fim, inadimplência elevada com poucos mecanismos jurídicos de recuperação de créditos. É claro que há abusos, especialmente para os menos educados financeiramente (cheque especial, juros do cartão de crédito e alguns casos de crédito pessoal, por exemplo), e precisam ser coibidos especialmente através do fomento da COMPETIÇÃO. Contudo, para o setor produtivo, a realidade ATUAL (a que me referi no primeiro post) de juros elevados já não é mais verdadeira. Hoje é possível obter crédito agrícola (fomento ou investimento) a 4% ao ano. Capital de giro a taxas que variam de 0,57 a 0,9% ao mês. A realidade atual (a que me referi) é muito distinta a de anos atrás. Agora, me desculpe, mas exigir que bancos nacionais privados fossem fomentadores de crescimento nacional com SELIC (custo mínimo de captação) a 14,25% ao ano (1,20% ao mês, de entrada), mais os elevados custos tributários, trabalhistas e de inadimplência brasileiros é uma piada. É exigir que os bancos privados emprestassem com prejuízos de mais de 50% da formação da taxa. É claro que sem subsídios do BNDES não haveria como oferecer crédito barato. Essa não é a realidade atual. Longe disso. Posso falar com propriedade esse fenômeno, porque vejo isso em relação aos meus clientes: enquanto há dois anos atrás pagavam 2,5% para desconto de títulos, por exemplo, hoje essa taxa média já caiu para 0,9% (e nem estou dizendo em modalidades especiais de capital de giro, de investimentos ou com oferecimento de garantias). Para ficar nisso. É obvio que até 2017, 2018, os bancos nacionais não podiam exercer à plenitude o papel de fomentador de desenvolvimento.
          E quanto aos rentistas, que os alimentou não foi o capital privado. Foi, sim, uma política de juro alto de um Estado Social. Isso é muito cristalino. A curtíssimo prazo, na crise, é claro que injetar 300bi de incentivos na economia será importante, além da liberação de parte dos compulsórios. Não se discute isso. Mas a médio-longo prazo, nosso cronograma de reformas e de abertura GRADUAL da economia ao capital privado precisa continuar. E olhe que em meio a tudo isso ninguém promoveu um programa de cortes de gastos sociais (na contramão do que todo dia é alardeado e chantageado pela imprensa).

          Claro, não foi o atual governo que criou esta situação, foi obra conjunta de muitas gerações, mas nunca devemos nos esquecer que em todo lugar do mundo as empresas adaptam-se às regras do jogo se for possível lucrar e que nenhuma empresa, bem gerida, contrata apenas porquê as regras de contratação/demissão se tornaram mais flexíveis, isto é uma falácia, contratam porque precisam. Contra o seu exemplo específico, muitos amigos meus, pequenos empresários, planejaram fazer uso exatamente dos 4 meses sem compromissos salariais, um absurdo completo. E nem passa pela cabeça dos nossos gestores econômicos a possibilidade de uma expansão monetária simples (oh, isto vai depreciar meus ativos!) em uma situação crítica como esta. Bem, vamos ver até onde vai a resistência dos mesmos à medida que a crise se agravar, o quê, parece, é o que vai acontecer.
          Desculpe, mas é claro que se as regras são mais flexíveis, e o ambiente econômico colabora, as empresas contratam mais, porque sua demanda por mão-de-obra é elástica. Isso é um óbvio estímulo. É correto que ninguém contrata sem a perspectiva econômico-financeira, mas por outro lado, vários deixam de contratar mesmo vislumbrando volume, ou contratam menos que poderiam. Além disso, o próprio empregado perde o poder de barganha de sua mão-de-obra. Além disso o custo alto dos encargos impede remunerações melhores e o reinvestimento na própria atividade econômica (aliado, é claro, à política de tributar integralmente os lucros já na fonte, ao invés de dividir a tributação e diferir parte para os lucros/dividendos), gerando menos crescimento e produtos/serviços mais caros (o que empobrece a população como um todo e concentra riqueza). E se a crise é temporária – como essa, já que não estamos falando de falência dos fundamentos macro-econômicos –, é claro que a medidas como a suspensão dos contratos de trabalho (ainda que com alguns ajustes que poderiam ter sido relacionados em outra MP imediata) e flexibilidade são importantes, pensando que em 6 meses a demanda será retomada integralmente.
          Se seus amigos empresários estão pretendendo fazer “caixa” com a crise, na verdade, terão efeito contrário, pois certamente terão que despender recursos com as rescisões contratuais. E seus amigos devem se inserir em uma parte do empresariado privilegiada, com bom capital de giro, pois a imensa maioria de micros, pequenas e médias empresas não tem caixa para aguentar sequer um mês com as atividades comprometidas.

          “– Tradução: “Facultativa”, “Outorgar ao empregado” , no contexto da MP, é como um contrato de adesão, onde o empregado (parte mais fraca) assina o que for necessário, sem nenhum tipo verdadeiro de escolha, com a esperança de manter seu emprego daqui a 4 meses, embora não haja garantia alguma de estabilidade. (Veja que sindicatos nem foram incluídos para intermediar a tal “livre negociação”, de modo a não atrapalhar a coação do empregado. Mal comparando, e só pra dar um tom de humor (negro), é como as “propostas irrecusáveis” que o personagem de Marlon Brando fazia em “The Godfather”. Voltando à MP, você (empregado) tem duas “escolhas”: cozinhar em fogo baixo e morrer mais lentamente ou arder na fogueira e morrer mais rápido. O resultado é o mesmo. Aliás, como aqueles que dependem de uma income mensal fariam os ~obrigatórios~ cursos online sem dinheiro para pagar a Internet? Essa medida, planejada e editada sorrateiramente na madrugada, diz sobre a covardia desse governo e com quem ele realmente se preocupa.”
          Primeiramente, a própria MP já previa a ajuda compensatória mensal. Se essa ajuda não fosse interessante, bastaria ao empregado recusar e optar pela dispensa, com o pagamento de todas as verbas rescisórias. Nesse sentido, sim, a “ajuda compensatória mensal” era um mecanismo interessante de barganha para o empregado, que poderia escolher entre receber essa “ajuda” (se fosse interessante) ou receber as verbas rescisórias, o que seria melhor para ele. Ademais, Rafael, se você assume que o empregado possui duas opções (morrer mais lentamente ou morrer mais rápido), sem a MP, você retira a capacidade desse mesmo empregado de escolher morrer lentamente – o que já corrobora a minha premissa inicial de que estou tolhendo uma faculdade do empregado.
          Na verdade, as críticas que vocês fazem em relação ao art. 18 da MP partem de um erro central de PERSPECTIVA. Quem regula a oferta ou não de empregos é o MERCADO, por mais que os governos possam agir para facilitar ou dificultar esses processos. Em momentos de crise, é ÓBVIO que o número de desempregados vai aumentar, porque nenhuma corporação, especialmente as médias, pequenas e micro, conseguirão subsistir com queda expressiva (ou total, como ocorre agora) de receita bruta. É da própria dinâmica do mercado, enquanto medida de enxugamento dos custos operacionais. Se a economia desaqueceu, e a receita bruta das empresas diminuiu, é ÓBVIO ULULANTE que ocorrerão medidas de enxugamento de custos, inclusive para viabilizar a própria sobrevivência dessas corporações.
          Desse modo, partindo do pressuposto que o DESEMPREGO é consequência INEVITÁVEL de uma crise, é evidente que qualquer medida que tenha por efeito atenuar esse número (especialmente em uma crise passageira, como essa) é relevante. Qualquer opção que se dê ao empregado nesse momento – já que a demissão já seria certa –, como medida para desestimular o desemprego, é relevante.
          Suas premissas podem até serem parcialmente válidas se enquadradas em momento de crescimento econômico. Agora, em momentos de crise, nos quais, friso, a demissão é inevitável, é claro que a política de atenuar as demissões, por até quatro meses, com ajuda compensatória, é medida importante. Até porque “é isso ou rua”. Não há outra opção, entende? Flexibilizar, ainda mais nesse momento, é medida de garantia de empregos: ao contrário, enrijecer é uma máquina exterminadora de empregos. A medida de suspensão poderia sofrer ajustes? Sim, claro, nada é perfeito! Mas daí demonizar um mecanismo que advém exatamente para evitar que uma família chore, com duas readequando as contas (como acontece com todos os agentes de mercado), é extremamente irracional. Não há covardia de ninguém, aqui. O que há é uma tentativa de passar essa crise temporária com menos impactos a uma massa potencialmente desempregada.
          Aliás, o maior exemplo de que rigidez trabalhista desemprega é que eu mesmo terei que dispensar a secretária doméstica daqui de casa, celetista e com carga horária de 40 horas, exatamente porque a legislação não permite, por exemplo, que eu a dispense e contrate os serviços dela duas vezes por semana, como diarista, ou reduzir a jornada de trabalho (por exemplo, para três dias por semana, 24horas semanas), com redução proporcional do salário. Amanhã, posso ser acionado na JT e arcar com os custos de uma interpretação judicial de “irredutibilidade de salários”, mesmo não havendo redução do valor da hora paga ou de qualquer outro benefício. Ou seja, com menos recursos financeiros disponíveis em tempo de crise, vou desempregar uma pessoa que gosto, porque não há Segurança Jurídica e porque há rigidez.
          Gostaria, sinceramente, que quem faz críticas superficiais (não estou me referindo a vocês, Rafael e Barocos), e que acha que as empresas são vilãs de um mundo capitalista voraz e cruel (mesmo esse mundo capitalista tendo sido o maior distribuidor de riqueza da história da humanidade), tivesse 60 dias de experiência como gestor de alguma corporação (micro, pequena, média ou grande) no Brasil, especialmente em momentos de crise. Que deixasse de lado o comodismo de ter uma jornada fixa e responsabilidade limitada, e tentasse empreender. Acho que parariam de demonizar o capital, que é o grande elemento transformador de vidas da humanidade. Acho que mudariam a percepção de que empresas são inimigas que exploram o trabalhador, e que possuem recursos financeiros infinitos para sustentar indolentemente seus colaboradores, mesmo com queda abrupta de faturamento.
          Chega a ser ingênuo algumas pessoas desse blog (não é para vocês, Rafael e Barocos) acharem que “os Governos socorrem o mercado como um herói, socializando os prejuízos”. Os Governos socorrem o mercado por uma questão de PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA. Sem os mercados, o Estado e a sociedade definham, e o caos estará instalado. É tão difícil entender isso?

          “Concordo plenamente, e acrescento: bancos são o câncer da sociedade. Deixar que eles decidam a quem dar crédito é nefasto, pois o dinheiro raramente – e põe raramente nisso – chega às mãos de quem realmente precisa. Passando pela mão desses malditos intermediários, os mais vulneráveis não são aprovados para concessão de crédito pelo famigerado “score”, e bancos não gostam de correr riscos (capital de giro, taxas de cheque especial, redução de tarifas, etc, são oferecidas, de forma inversamente proporcional, a quem menos precisa). A não ser quando operam em nome de corretoras laranjas (laranja na acepção de que o banco não deseja que o mercado saiba que ele está operando naquele momento) para mudar as tendências a seu favor em questão de minutos, obtendo ganhos contínuos e ficando cada vez mais ricos, enquanto pequenos investidores que, ingenuamente, acreditando estarem fazendo a lição de casa, estudam Nasdaq, Dow Jones, leem relatórios de investimento, balanços e demonstrativos de empresas (muitas vezes com informações fraudadas/distorcidas/”postergadas para o balanço seguinte”, etc, pensando estarem tomando decisões bem informadas, são afogados nas ondas de manipulação das tendências do mercado. E isso pra ficar só na bolsa. Não vou nem falar de day-trade, dólar, opções de futuros, commodities, etc, ou não termino nunca. Ah, também não vou falar de informações proprietárias e/ou privilegiadas – às quais não deveriam chegar a ninguém antes da hora, quando deixariam então de serem privilegiadas, mas numa vez sim e na outra também acabam caindo na mão de quem tem muito dinheiro e acesso, para que esses NUNCA percam dinheiro, enquanto o coitado que citei acima, o “estudioso”, nunca fica sabendo dos podres- ou novidades – que realmente importam.”
          É evidente que as taxas e condições de crédito variam com o perfil de que está tomando crédito. Você emprestará recursos para o seu cunhado, que demora para te pagar e uma vez “te deu cano”? É claro que não!
          É também é claro que existem irregularidades, malfeitos e crimes. Mas ao invés de demonizar bancos, você deveria criticar os fundamentos que fizeram com que o crédito brasileiro fosse muito caro durante mais de 20 anos. Deveria demonizar quem produziu juros altos e câmbio artificial, majorou o custo tributário e o tornou o mais complexo do mundo. Quem permite que uma estrutura trabalhista defasada há pelo menos 30 (trinta) anos seja mantida e se torne, na verdade, uma exterminadora de empregos. Que não conseguiu ser parceira do capital privado para fomentar programas de infra-estrutura e saneamento básico, achando que o Estado poderia ser indutor de crescimento. Que mantém um custo Brasil às alturas, um compulsório elevadíssimo e a falta de concorrência bancária. Tudo isso é custo, que por sua vez impede o desenvolvimento econômico nacional. Os bancos são apenas a ponta do Iceberg, já que são o elo de ligação com a sociedade, e todos nós aprendemos a demonizá-lo, ao invés de entender a lógica estrutural atrasada que nos domina com 30 anos de social democracia e com um “capitalismo de compadres com os donos políticos do poder”. Assim, antes de câncer, os bancos são o reflexo (talvez mais imediato e cristalino) de nossa estrutura física e de capital totalmente atrasada e desconectada do mundo globalizado. Câncer é o que esteve atrás disso.
          E nesse ponto, esse é o segundo governo (Temer foi o primeiro), nos últimos 20 anos, a atacar (ou tentar atacar) de forma consistente esse custo de capital. O segundo a tentar modificar essas estruturas arcaicas e fadadas ao fracasso.
          Quanto às manipulações, o mercado financeiro não é santo. Mas tenho observado que nos últimos dois anos um bom contingente de pessoas físicas tem se educado financeiramente. A quebra de inúmeros fundos (inclusive capitaneados por bancos) nos últimos 30 dias também contribuirá para esse processo. Além disso, as próprias fintech’s do setor estão começando a contribuir para afrouxar ainda mais esse oligopólio do setor. Apenas com educação, concorrência e atacando as estruturas atrasadas que temos que conseguiremos condições melhores de crédito e de eficiência para a sociedade como um todo.

          “1) O governo deveria disponibilizar um auxílio mensal – obviamente não esse vale-merreca de $200 – que fosse depositado DIRETAMENTE na conta dos mais vulneráveis. Sugiro – e TEM dinheiro para isso – um salário mínimo por mês.”
          Na verdade, o governo já tem mecanismos para uso: seguro-desemprego, BPC e aposentadorias, além do Bolsa-Família. Lembrando que se trata de crise passageira.

          “2) O governo deveria suspender JÁ a cobrança de impostos de firmas individuais, micro e pequenas empresas. Essas duas medidas valeriam pela duração da crise, e são apenas 2 exemplos. Obviamente, a suspensão de impostos ocorreria mediante contrapartidas – proibição de demitir, etc.”
          O Governo já anunciou isso. A princípio, três meses de suspensão do SN e do FGTS, este último parcelável em até seis vezes a partir de julho/2020.

          Elaborei uma cartilha para meus clientes reunindo as principais medidas já estabelecidas para enfrentamento da crise, nos âmbitos tributário, trabalhista e bancário. Se quiserem, posso encaminhar.
          O BNDES, além de suspender pagamentos de dívidas vencidas e vincendas, está liberando mais 5 Bilhões de recursos para capital de giro, com 24 meses de carência e prazo de 60 meses para pagamento, através dos agentes intermediadores de mercado (bancos privados e públicos). Fora o crédito mais barato oferecido por essas instituições.
          Por fim, agradeço demais as respostas. Ninguém está certo ou errado. Se trata de um confronto de perspectivas absolutamente salutar e cujo debate é enriquecedor. Lamento, sim, que algumas pessoas que frequentam o blog, ao invés de procurarem alimentar um debate importante, com argumentos consistentes, se limitem a importar chavões sem o mínimo de fundamento. Não critico opiniões diversas, mas sim a absoluta superficialidade de alguns, e como certas bobagens são reproduzidas sem o mínimo de raciocínio, simplesmente por discordar de uma linha política A ou B. Parece até “copiar e colar” de tweets espalhados em massa.
          Obs. 1: Se o termo “pseudointelectual” se referiu a mim, ponha os argumentos na mesa e debata. Apenas isso. Se não foi, JÁ PEÇO DESCULPAS ANTECIPADAMENTE.
          Obs.: 2: Tenham a certeza que defender uma perspectiva neoliberal de mundo é muito mais difícil. No meu mundo, não há espaço para populismo, não há espaço para medidas econômicas inconsequentes, não há espaço para a distribuição da miséria. Não tem cabimento uma visão biológica de sociedade que sufoca as individualidades, e que produz um Estado que limita as pessoas e a tornam seu escravo. No meu mundo, luto para dar autonomia às pessoas, com a eliminação da pobreza através do trabalho e da meritocracia.
          Obs. 3: Sou muito crítico a esse governo, especialmente no que tange à pauta de costumes, totalmente desconectada do mundo global e que não é prioridade no momento que vivemos. No entanto, na perspectiva econômica, são notórios os avanços, em termos de fundamentos.

          Responder
          1. Igor Henrique

            Em outras palavras, em momentos de crise, os colaboradores em geral não tem opção senão a demissão. Pode ser cruel, mas é a verdade. Isso vem da própria dinâmica do mercado, da oferta e da procura. Então, construir uma narrativa de que “o art. 18 da MP é maléfico para o trabalhador” é tentar mascarar o problema com base uma premissa de que o trabalhador tem inúmeras outras opções à disposição, o que é totalmente apartado da realidade fática atual. Entenda: uma parte significativa dos trabalhadores JÁ SERÁ DEMITIDA. Em outras palavras, já estão ferrados (assim como eu, profissional liberal, também terei queda na remuneração – espero que temporária). Não há outra opção. A “suspensão do contrato de trabalho” vem como uma ferramenta para tentar evitar algo que, a princípio, é inevitável, para buscar um alívio nas demissões, já que a crise de demanda parece ser passageira. E nesse sentido aparece, sim, como uma opção para tentar evitar o pior. Apenas sob esse viés que a medida pode ser adequadamente interpretada.

            Obs.: A medida será reeditada, graças a Deus, ainda que com modificações pontuais (que era o que a MP precisava: alguns ajustes).
            Obs. 2: Nesse momento de redução de quadros e remunerações, seria coerente também dividir esse custo social com a elite do serviço público (por exemplo, através de uma contribuição extraordinária). Uma parte do sacrifício também precisa vir daí. Tal medida, contudo, é praticamente impossível, diante do lobby das grandes corporações. E depois a elite do funcionalismo diz que não é privilegiada…

          2. Barocos

            “Por favor, Barocos, não misture água e óleo. As crises de 29 e 2008 tem origens absolutamente distintas, com cenários de mercado e de regulação também distintos, e você sabe muito bem disso.”

            Minha crítica não foi no sentido de comparar os fundamentos das crises atuais com as passadas, mas desmistificar esta noção tão propagandeada, inclusive talvez implícita na sua manifestação (posso ter lido em “demasia”, já que você defendeu o socorro às instituições financeiras), de que o “mercado” tem por si só o poder de resolver todos os seus problemas, inclusive os criados pelo próprio, como nos casos de 29 e 2008. É óbvio para qualquer um que a crise atual não foi criada pela economia globalizada, embora existam “lunáticos conspiracionistas” sugerindo por aí que tudo isto é um plano da China “comunista” para dominar o ocidente e comprar ativos na “bacia das almas”. Também é igualmente evidente que os mecanismos consagrados carecem das características adequadas para enfrentar a crise atual: não estamos diante de um desajuste de oferta/consumo, a situação é muito diferente e o papel do governo nesta situação é a de garantidor da estabilidade social, o que passa pela promoção da capacidade de sobrevivência de uma grande parcela da população que, sendo honestos, não tem poupança suficiente para enfrentar a primeira semana após o término do salário. Não vou usar nenhuma das citações “espetaculares” do Adam Smith ou do “grande” Milton Friedman, ídolos dos atuais gestores nacionais, por coerência, ambos se mostraram bastante “otimistas” em suas asserções a respeito da capacidade do mercado se auto-regular e, conjuntamente, insensibilidade às causas sociais.

            Sobre as medidas econômicas anunciadas, jamais se esqueça que economia não é um ciência exata, fosse ela uma, não teríamos experimentado um grande crescimento econômico no governo do Lula ao investirmos pesadamente em estádios e outras obras semelhantes enquanto, concomitantemente, era nítida a nossa precariedade de infra-estrutura em transportes, portos e por aí vai. Ainda que desgoste do Sr. Luis I.L.S., em um aspecto ele era benéfico para os interesses do país, ele se esforçava para criar laços de cooperação econômica ao invés de solapá-las, como parecem fazer os atuais “capitães” da nação. Ainda assim crescemos. Claro que o fato de estarmos, à época, passando por um período de forte expansão internacional foi de grande ajuda, mas não foi apenas isto, ocorreu entre nós um raro período de otimismo em que se depositou alguns reais a mais na mão dos milhões de miseráveis que habitam o nosso país e estes, sem que houvesse uma grita generalizada de “irresponsabilidade fiscal!”, o que fizeram? Gastaram, é claro, pois cada centavo a mais na mão de desafortunados volta à economia, impulsionando-a, coisa que não acontece com os mais abastados. Daí a minha crítica ao rentismo. Este remanejamento de ativos ora proposto, que torço para que tenha sido apenas no sentido de “testar águas”, não venham a se mostrar tímido em demasia e que medidas efetivas para combater um possível caos social sejam elencadas muito em breve se esta crise se mostrar tão aguda quando parece ser.

            Sobre meritocracia, acho no mínimo temerário utilizar tal argumento, haja vista que a imensa maioria da população brasileira sequer tem acesso a uma educação minimamente decente e, sobre a necessidade das reformas administrativa e fiscal e tributária, é claro que são necessárias, mas resolveram fazer a mais fácil primeiro e justamente, aquela que caía no colo do trabalhador (não estou dizendo que não fosse necessária) e a justificativa para tal reforma, conforme comentei, se mostrou o que todos que já tiveram uma empresa, e a minha era bem pequena, sabe, se contrata porque se precisa. Não ocorreu expansão sensível no mercado do trabalho após a desregulamentação e muitos funcionários acabaram tendo sua condição empregatícia deteriorada. É, agora, mais do que óbvio que outras medidas de fomento eram mais urgentes, como a reforma fiscal e tributária. Isto causa desconfiança, algo nada bom em uma nação.

            Sobre a China e seu sucesso econômico nestes últimos 20 anos, é muito fácil dizer que foi só o liberalismo quando, na verdade, foi o resultado de um conjunto de fatores, como o foi o sucesso americano no pós-guerra, ainda que com componentes diferentes. Caso queira, podemos discutir algumas similaridades e diferenças.

            Não me entenda errado, sou a favor da livre iniciativa, só não compactuo com esta vertente que sugere que o estado seja mínimo e que o mercado tem toda a condição de resolver seus problemas por si só. Se assim o fosse, estaríamos experimentando nos últimos vinte anos uma diminuição na concentração de renda nos países ocidentais e está ocorrendo justamente o contrário. Governos competentes agregam valor a sociedade, infelizmente o Brasil raramente produz um.

            Não tenho bola de cristal e são muitas ainda as incertezas sobre este vírus e sobre o impacto deste em nossas sociedades. É possível que estejamos usando medidas excessivas? É, mas você, trabalhando na área econômica, sabe muito bem que “águas não navegadas” exigem cautela. O problema na situação atual é que a inatividade pode custar milhões de vidas e não apenas uma recessão temporária. Assim, não vejo outra possibilidade que não a promoção de uma expansão monetária responsável e gradativa enquanto a crise se mostrar severa com a garantia de rendimentos, por exemplo, com a expansão do seguro desemprego durante este período, com controle de preços e com outras medidas emergenciais. Iremos experimentar uma desvalorização de ativos? Possivelmente, mas não acredito que tal feito seja altamente inflacionário na situação atual, pois, como já disse, não existe um descompasso entre oferta/procura, muito pelo contrário, os vários ramos da economia nacional, mesmo o agronegócio, ainda que em taxas menores, opera com ociosidade. Aliás, reitero, a situação é muito distinta das crises passadas. Resta saber se os agentes econômicos tem confiança nos membros do governo atual, o quê, me parece, tem se revelado como um importante entrave ao crescimento neste 1 ano e meio de governo. Ajudaria muito se o clã B e a chancelaria brasileira mantivessem suas cordas vocais em repouso.

        1. Rafael

          Caro Igor Henrique,

          Aprecio a forma satisfatoriamente serena como conduzimos esse pequeno debate. Teria muita coisa mais a dizer, mas aqui não é o foro adequado.

          Resumidamente, no entanto, insisto: O Governo deveria fazer a ajuda chegar DIRETAMENTE aos mais vulneráveis, mediante, talvez, a criação de um cadastro nacional (ou atualização do já existente) das PFs/PJs elegíveis, ao invés de deixar que instituições bancárias decidam a quem disponibilizar subsídios (com recursos que NÃO SÃO deles). E suspender impostos já. Suspender, e não postergar ou parcelar, ou ainda adicionar ao “saldo devedor” lá na frente, o que não é suspensão. Na verdade, seria isentar/abonar mesmo, pelo período em que a crise durar.

          PS: Sou um micro-empreendedor sem capital de giro para enfrentar a crise, por mais que seja passageira. Estou vivendo na pele muito do que coloquei como exemplos.

          Grande abraço

          Responder
          1. Igor Henrique

            Rafael, boa tarde!

            Já houve a suspensão inicial dos tributos apurados pelo Simples Nacional em relação às próximas três competências, bem como do FGTS, desde o dia 18/03.

            Elaborei um material sucinto (duas folhas) para meus clientes com as medidas já aprovadas/disponíveis para superação dessa crise (que imagino ser transitória). Quer que eu o encaminhe? Procurei reunir em um único informativo, de modo que ficará mais didático identificar quais dessas práticas já foram adotadas, como uma espécie de check-list.

          2. Rafael

            Olá, Igor Henrique (estou respondendo aqui porque era o lugar mais próximo com a opção de “responder”):

            Obrigado, mas estou a par dessas medidas iniciais, recebi há mais de uma semana um e-mail de um dos escritórios para os quais presto serviço, alertando sobre as mesmas.

            Infelizmente, achei-as extremamente paliativas e de muito baixa efetividade na prática.

            No meu caso, pelo menos.

            Abraços

    2. Alessandro Siqueira

      Parabéns, Rubens, sempre sensato em suas falas. Está mais do que certo em se posicionar. Ninguém é obrigado a achar linda esse política neoliberal, pero no mucho. Os grandes, quando estão lucrando, são privados. Todavia, diante de um risco mínimo de prejuízo, lá vem o Estado com suas divinas tetas.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Bom, eu me posiciono sem ofender ninguém, apenas é minha opinião, não sou e nem quero ser o dono da verdade. Acho um absurdo repassar 68 bilhões para instituições que são mais do que sólidas e vivem tendo lucros pornográficos enquanto exigem cada vez mais dos empregados. Tive e tenho vários amigos bancários que ficam extremamente doente nas férias, tamanho o estresse a que são submetidos e que adoecem quando o corpo “esfria”.

        Bancos raramente cumprem sua função social. Eu sou fã da frase do Barão de Itararé que diz “banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.”

        Sobre se decepcionarem comigo ou não, eu nunca me decepciono, porque aprendi a esperar muito pouco dos outros. Minha linha de conduta é escrever o que quero, sem ofender a ninguém. Se me ofenderem, não replico, até porque não quero ser mais um chato dentro do blog do Dalcim (espero que não seja).

        Responder
        1. Igor Henrique

          Desculpe, Dalcim! Tentarei ser mais conciso, mas o tema é polêmico e muito extenso.

          Rubens, me desculpe se te ofendi. Talvez “decepção” não tenha sido a melhor palavra. Os R$68 bi de compulsórios ingressarão na economia com o fim de dar mais liquidez ao mercado e poder viabilizar que o crédito chegue aos mais distintos componentes do setor produtivo, e em tese a um custo menor. Nesse momento, o fato da instituição financeira ser sólida, mais do que um atrativo, é um requisito para poder “receber” os recursos e emprestá-los aos demais entes do mercado.

          Miguel, foram uma sucessão de erros históricos que levaram à situação que enfrentamos, e é óbvio que hoje não é possível simplesmente “virar a chave (e não defenderia isso). Erros inclusive de perspectiva, de educação (inclusive financeira e jurídica, cujas linhas mestras deveriam inclusive ser ensinadas nas escolas). O que estou propondo aqui, mais do que tudo, é uma reflexão, e assim, iniciarmos um processo de transformação da vida dessas pessoas. Não quero “desmontar nada”, do dia para noite, até porque isso geraria um caos ainda maior. Mas essa construção é absolutamente necessária. Essas reflexões precisam ser aceleradas, inclusive com maior aferição da qualidade e da eficiência do gasto público, eventuais contrapartidas remuneratórias para gozo do serviço público por parte de quem tem recursos para acessar as vias privadas (típico exemplo do boyzinho que cursa Medicina em uma Universidade Pública e que vai para aula de BMW), para conseguir gradativamente afastar essa mentalidade “estatista” ou “garantista” da sociedade como um todo. Criar, sobretudo, uma cultura empreendedora.

          A tributação é regressiva? Sim, e está errada, e além de complexa. Daí a necessidade de reformas. Isso, porém, apenas salienta a força liberal.
          Ao longo de 70, 80 anos, com brevíssimas exceções, nós alçamos o Estado Brasileiro à categoria de “grande pai” (eita resquício Getulista), como provedor de bens e serviços e como indutor de desenvolvimento nacional. Nunca tivemos, na essência, um capitalismo forte (sempre um capitalismo de compadres). Tiramos autonomia e liberdade, para ficarmos sob a tutela e dependermos mais desse Leviatã. Retiramos oportunidades dessas pessoas, inclusive de empreenderem e de se qualificarem (o que é muito diferente de oferecer um FIES). Retiramos autonomia e liberdade e criamos uma estrutura de dependência. Deixamos o Estado administrar nosso dinheiro pagando 3% ao ano de rendimento (vide FGTS). Somos altamente tributados por causa de um Estado que gasta muito e mal, sustentando privilégios públicos e privados. Isso tudo influencia diretamente no custo de bens e serviços do Brasil. Exemplo típico é um Honda Civic, que custa 19000 dólares (+-) nos EUA (+-16 salários mínimos) e, aqui, a versão de entrada supera R$90.000,00 (mais de 80 salários mínimos). Nem o mínimo, que seria promover um amplo programa de infraestrutura e saneamento básico com capital privado nós conseguimos desenvolver nos últimos 20 anos. Isso é patético!

          Não concebo os servidores públicos como vilões. Uma parte dessa amplíssima categoria é imprescindível ao funcionamento do Estado, e acho, inclusive, extremamente necessária uma reavaliação, com a reestruturação e melhor plano de carreira. Mas não posso fechar os olhos para as enormes distorções. Diferentemente do que você relatou, Minas Gerais (meu Estado) tem 80% do orçamento comprometido com ativos e inativos (se você quiser te mando os dados). Rio Grande do Sul, quase isso. O Rio de Janeiro, também. São Paulo não está nessa situação porque sempre teve governos com um senso maior de responsabilidade fiscal (embora com outros defeitos). Mas inúmeros outros entes federados também estão nessa situação. Alguns municípios sequer possuem orçamento suficiente para pagar o funcionalismo. E a União Federal somente não possui esse gargalo porque concentra 70% da arrecadação tributária nacional e porque pode emitir títulos da dívida. Enfim, um país absolutamente quebrado.

          E sim, metade do orçamento federal é comprometido para pagamento da dívida pública porque historicamente tivemos governantes irresponsáveis que pouco se atentaram para a questão fiscal, essencial desde um orçamento doméstico até a condução de um país. SELIC’s de 26%, 15%, 14,25% ao ano, com efeitos multiplicadores e fomentadores do rentismo. Com Selic a 3,75% ao ano (juro real de 0,25%, 0,5%), a questão da dívida ganha outros contornos. Mais uma vez chegamos na responsabilidade fiscal como indutor de crescimento. Esse, inclusive, é um dos principais focos desse governo.

          Na verdade, não tem ganha/ganha. Os governos e os contribuintes simplesmente “salvam” empresas e e etc simplesmente porque são os maiores beneficiários da atividade econômica. O Estado especialmente, porque morde através da tributação (para ficar só nisso), que por sua vez tem como objetivo financiar políticas públicas para a sociedade e evitar o caos social. É ingênuo pensar que o Estado socorre porque é “bonzinho”. O Estado não faz algo de bom grado (a não ser criar privilégios para os donos do Poder): ele apenas socorre porque a sua subsistência, e da própria sociedade, depende do mercado.
          Especificamente em relação ao mercado financeiro, se ele quebrar, somos nós, pessoas físicas e jurídicas, que quebramos. São nossos investimentos, nossa capitalização, nossa previdência, nossas operações de crédito, nossos fundos. Ainda bem que nosso sistema financeiro é forte.

          Por fim, e também para encerrar (rs rs), o Neoliberalismo é muito diferente do Liberalismo Clássico Absenteísta e Mínimo, que pretendia apenas proteger direitos e garantias individuais. O próprio nível de intervenção dos governos nacionais nas atividades econômicas, em tempos de bonança, e seu aspecto regulador, já demonstram o contrário. Ademais, esse Neoliberalismo é que tem sido o grande indutor de crescimento global nos últimos 40 anos (cito aqui, mais uma vez, a experiência chinesa, que tirou 600 milhões de pessoas da miséria e as inseriu no mercado consumidor). NO Brasil, especificamente, nunca conseguimos implementar com consistência as matrizes desse Capitalismo, e essa inclusive é a causa de nosso grande atraso, inclusive por prejudicar o desenvolvimento de uma estrutura assistencialista mais efetiva.

          Proponho uma reflexão distinta: para limitamos no tempo, se durante dez anos (2009 a 2019) o Estado “mamou nas tetas” do mercado – quer dizer, da atividade econômica em geral–, seja no tocante à tributação para o financiamento de políticas públicas (previdência, saúde pública, segurança, etc), seja nos benefícios sociais (geração de empregos e etc), e inclusive impôs inúmeras restrições regulatórias, não seria esse o momento para usar desse mesmo poder regulatório e fomentar as atividades econômicas? Não seria nesse momento que o Estado deveria agir, inclusive como questão de sobrevivência dele Estado? E olha que por aqui, o que ele sufoca a iniciativa privada é um negócio sem palavras…

          Responder
          1. Miguel BsB

            Tá tranquilo meu caro…respeito sua posição mas discordo, nem vou me estender mais nesse assunto pq foge demais ao objetivo do blog…
            Só acho que vc classificar o neoliberalismo como o principal indutor do crescimento mundial das últimas décadas, e incluindo a China, logo a China, com economia totalmente planificada e dirigida pelo Estado, nesse balaio, é um erro crasso de argumentação.
            Abs!

    3. Jose Yoh

      Senhores, li o que consegui ler, mas os posts estão demasiado longos, me perdoem.

      Mas valeu cada segundo utilizado. Todos tem opiniões muito sensatas e com ótimos argumentos. Amanhã devo ler mais.

      Um pouquinho do que eu penso:

      – Os grandes bancos tem patrimônio, reservas e lucros suficientes para sobreviver nesta crise. Não acredito que devam ser os controladores dos recursos, já que historicamente priorizam lucro e no momento precisamos pensar no social.

      – As leis trabalhistas são dos tempos do Getúlio: qualquer empresa pensa 10 vezes antes de contratar alguém. Existe uma indústria descarada de processos trabalhistas e vários funcionários já entram orientados por advogados a como proceder no “trabalho”.

      – O funcionalismo público precisa diminuir urgentemente. O estado está em obesidade mórbida. Falo isto porque já trabalhei em empresas públicas como terceiro. Concursados – que alguns tanto defendem – comportam-se como deuses sem chefes, já que não podem ser mandados embora; Também não existe chefia porque há máfias instaladas que controlam os projetos politicamente, nunca tecnicamente, e todos ficam perdidos. Cada uma delas inventa atividades e funções apenas para complicar mais o serviço e contratar mais gente para a máfia, afinal máfias grandes são máfias poderosas. É o chamado “núcleo duro”.

      – Penso que se vier o caos, não será de todo ruim. Sempre depois de desastres globais temos um ajuste na forma de pensar e de agir. Talvez uma nova forma de ideologia, diferente do capitalismo que não se sustenta e do comunismo que já se provou falido… Pena que é nossa geração que vai pagar por isso (minha resposta à música “Revanche” do Lobão).

      Abs

      Responder
      1. Igor Henrique

        MIguel, quando me referia ao “neoliberalismo chinês”, na verdade estava destacando os grandes bolsões industriais e comerciais que foram incentivados/criados na China e às práticas mundiais de concorrência e abertura de mercado que esse país adotou para concorrer em nível global. Me desculpe se não fiz entender. Nessa perspectiva de planejamento estatal, suas considerações são absolutamente corretas.

        Agora, que o neoliberalismo (repito, muito diferente do liberalismo clássico) é indutor do crescimento mundial nos últimos 30, 40 anos (ainda que com crises pontuais), isso é um fato. Aliás, em relação aos grandes atores globais, não cresceu de forma consistente e duradoura exatamente quem não adotou essas práticas. O contraste entre BR e Coréia na década de 60 e nos dias atuais é um exemplo disso.

        Responder
  59. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,voce acredita numa volta do tenis mais melancolica(nivel mais baixo e menor torcida) no comeco?Pelo fato dos tenistas estarem todos enferrujados,sem jogar ha algum tempo,e pela menor participacao do publico,pela questao financeira pos-crise…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Há dificuldades maiores para Wimbledon, porque o piso de grama é muito mais sensível ao clima do que o saibro, Lucas. Acho que a janela de adiamento para Wimbledon é bem menor, talvez até final de setembro.

      Responder
  60. Mauricio

    Quem está no top 50 do ranking do tênis tende a sobreviver de um jeito ou de outro, mas e os outros?
    Por que ? Top 50 tem mais $$$guardados? Tem patrocínio mesmo parado? Tem patrimônio para queimar? Vender pra quem? E aqueles que estão abaixo e já foram 50 ou mais não tem reservas?
    Triste sua observação.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Mas é exatamente isso, caro fake. O texto intui que os top 50 entrarão em qualquer torneio que seja realizado, na hipótese de um calendário reduzido, e portanto serão beneficiados. Os demais terão de brigar por um lugar ou ir para os torneios menores.

      Responder
      1. Evaldo A Moreira

        Eitaaaaaa
        Kkkk kkkk, primeiro fake , desmascarado, como o meu pai sempre fala: uhaaaaaa, para malhar kkkkk, o fake Maurício é muito ignorante mesmo, broco mesmo, como é que pode, só leu o texto e pronto. Compreender que é bom, never kkkk kkkk.
        Isso mestre Dalcim, Boa, apoiado, chega uma hora que tem que fazer isso mesmo.

        Responder
      2. Jose Yoh

        Toda coragem de um anonimato esconde a covardia de alguém, não é mesmo? Eu mesmo sou um covarde neste instante.

        Dalcim, como foi dito uma vez, é bastante divertido ver os comentários dos fakes sabendo de suas origens.

        Posso apostar que há alguns que respondem contrariamente à si mesmo apenas para aumentar a discussão entre os participantes. Se desejar, pode confirmar, Dalcim. Se não, entendo perfeitamente.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Olha, já aconteceu mesmo, José. Uns tentam aplaudir a si mesmo… rsrs… Mas tudo bem, desde que não haja ofensa a outros participantes.

          Responder
          1. Jose Yoh

            Hahahah, tá certo Dalcim.

            Posso apostar que você também deve ter um fake que entra na discussão de vez em quando, kkkkkkkk.

            Essa não precisa confirmar.

  61. Ronildo

    O mundo está entrando numa crise jamais vista antes. Talvez comparada apenas à primeira e segunda guerra mundial. Mas naquele tempo o mundo não estava globalizado e as economias nacionais eram mais auto-suficientes.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *