O que acontecerá se ranking se mover
Por José Nilton Dalcim
15 de março de 2020 às 21:54

O ranking masculino ainda não sofreu atualizações desde que o coronavírus brecou a temporada 2020. Como Indian Wells ainda entraria nesta segunda-feira em sua segunda parte, uma nova lista só deveria mesmo ser divulgada no dia 23 de março e a ATP ainda não disse se irá descontar os pontos semanalmente a cada série de torneios não realizados ou se pretende congelar a pontuação até que o circuito volte, por enquanto previsto para o final de abril.

Nessa longa parada, teriam de ser retirados os pontos de Indian Wells, Miami, Houston, Marrakesh, Monte Carlo, Barcelona e Budapeste. Como exercício, fiz projeção para cada sequência de grandes retiradas de pontos. Vejemos as conclusões de uma forma simplificada e depois o top 20 de cada período importante.

1. Após Indian Wells
Não haveria qualquer alteração no top 10. A se destacar: mesmo como atual campeão, Thiem ainda se manteria à frente de Federer por 105 pontos. Isso porque ele não perderia totalmente os 1.000 pontos, mas 910 (entram os 90 de Monte Carlo). No top 10, Bautista tira Fognini do 11º e Khachanov cai dois postos e vira 17º.

2. Após Miami
Finalista, Federer é superado por Medvedev. A faixa dos 20 primeiros vê mudanças, com a queda de Shapovalov. O beneficiado é Paire, que vai a 19º. Aliassime ficaria fora dos 20 primeiros e Isner, do top 30.

3. Após Houston, Marrakesch e Monte Carlo
Djokovic amplia distância na liderança para 775 pontos, Medvedev vê Thiem mais distante (agora 585 pontos), mas o grande prejudicado é Fognini. O campeão monegasco despencará do então 12º para o 25º. Lajovic, o vice, então 23º, recuaria sete posições. Carreño volta ao top 20.

4. Após Barcelona e Budapeste
Nadal aparecia agora 955 pontos atrás de Nole. Thiem perderia 500 pontos, porém ainda se sustentaria em terceiro, já que Medvedev tem 300 descontados. Berrettini desce para 10º. Coric e Raonic são grandes prejudicados, caem 20 postos e beiram o top 50.

Ranking sem Indian Wells
1 Novak Djokovic – 10175
2 Rafael Nadal – 9850
3 Dominic Thiem – 7045
4 Roger Federer – 6630
5 Daniil Medvedev – 5890
6 Stefanos Tsitsipas – 4745
7 Alexander Zverev     – 3630
8 Matteo Berrettini – 2860
9 Gaël Monfils – 2860
10 David Goffin – 2555
11 Roberto Bautista – 2395
12 Fabio Fognini- 2390
13 Diego Schwartzman – 2265
14 Andrey Rublev – 2226
15 Denis Shapovalov – 2030
16 Stan Wawrinka – 2015
17 Karen Khachanov – 1950
18 Cristian Garín – 1900
19 Grigor Dimitrov – 1862
20 Félix Auger-Aliassime – 1771

Ranking sem Miami
1 Novak Djokovic – 10085
2 Rafael Nadal – 9490
3 Dominic Thiem – 6125
4 Daniil Medvedev – 5800
5 Roger Federer – 5030
6 Stefanos Tsitsipas – 4825
7 Alexander Zverev – 3640
8 Matteo Berrettini – 2725
9 Gaël Monfils – 2680
10 David Goffin – 2545
11 Fabio Fognini – 2345
12 Diego Schwartzman – 2285
13 Roberto Bautista – 2260
14 Andrey Rublev – 2200
15 Stan Wawrinka – 2005
16 Karen Khachanov – 1940
17 Cristian Garín – 1900
18 Grigor Dimitrov – 1817
19 Benoit Paire – 1750
20 Denis Shapovalov – 1680

Ranking sem Houston, Marrakesh e Monte Carlo
1 Novak Djokovic – 9905
2 Rafael Nadal – 9130
3 Dominic Thiem – 6025
4 Daniil Medvedev – 5440
5 Roger Federer – 5030
6 Stefanos Tsitsipas – 4780
7 Alexander Zverev – 3530
8 Matteo Berrettini – 2715
9 Gaël Monfils – 2680
10 David Goffin – 2500
11 Diego Schwartzman – 2260
12 Roberto Bautista – 2215
13 Andrey Rublev – 2205
14 Stan Wawrinka – 1960
15 Karen Khachanov – 1930
16 Grigor Dimitrov – 1727
17 Denis Shapovalov – 1670
18 Cristian Garín – 1650
19 Benoit Paire – 1520
20 Pablo Carreño – 1512

Ranking sem Barcelona e Budapeste
1 Novak Djokovic – 9905
2 Rafael Nadal – 8950
3 Dominic Thiem – 5525
4 Daniil Medvedev – 5140
5 Roger Federer – 5030
6 Stefanos Tsitsipas – 4780
7 Alexander Zverev – 3530
8 Gaël Monfils – 2680
9 David Goffin – 2500
10 Matteo Berrettini – 2465
11 Diego Schwartzman  – 2230
12 Roberto Bautista – 2215
13 Andrey Rublev – 2205
14 Stan Wawrinka – 1960
15 Karen Khachanov – 1930
16 Grigor Dimitrov – 1682
17 Denis Shapovalov – 1670
18 Cristian Garín – 1605
19 Pablo Carreño – 1512
20 Benoit Paire – 1485

P.S.: Apesar de todo o cuidado, algum detalhe pode ter escapado, Conto com a ajuda de vocês para qualquer correção.


Comentários
  1. DANILO AFONSO

    Complementando o texto que postei hoje, acho que seria injusto e desproporcional que a ATP estenda por mais 52 semanas os PONTOS dos torneios cancelados, sendo que faltavam algumas semanas para que a pontuação dos tenistas completasse “ANIVERSÁRIO DE 1 ANO”.

    Talvez uma alternativa mais justa e razoável seja postergar (congelar) a pontuação proporcionalmente de cada torneio conforme a quantidade de semanas que faltavam para completar 1 ano.

    Assim, após o retornar do circuito em 26 abril, os tenistas permaneceria com a pontuação de acordo com a quantidade de semanas que faltavam para completar o ciclo de 1 ano do torneio cancelado.

    Como a pontuação do torneio de INDIAN WELLS 2019 vigorou por 51 semanas até o comunicado de cancelamento da edição do evento neste ano, os pontos do torneio permaneceria por mais uma semana, isto é, entre os dia 26/04 a 03/05 (domingo) ou então iniciaria a contagem das semanas congeladas a partir Master 1000 Madrid para que os pontos de Indian Wells não caiam antes do início do master espanhol.

    Os pontos de BARCELONA 2019 seriam postergados por 6 semanas após o retorno do circuito, haja vista que a pontuação de 2019 vigorou por 46 semanas antes da ATP suspender o circuito. Desta forma, os pontos teriam sobrevida até 07/06 (domingo) ou 14/06 caso a contagem das 6 semanas congeladas iniciasse no Master 1000 Madrid.

    A mesma regra seria aplicada aos demais torneios cancelados.

    Assim, após o circuito retornar, teríamos no decorrer das primeiras semanas a queda simultânea dos pontos dos torneios cancelados e dos pontos dos torneios que não tiveram mudança no calendário. Ex.: Após o término do Master 1000 de Madrid 2020, cairia tantos os pontos de Madrid 2019 quanto os pontos congelados do Master de Indian Wells 2019.

    Tal medida postergaria os pontos dos tenistas por mais algumas semanas, possibilitando que estes planejassem melhor o calendário com iminente queda dos pontos, e não prejudicariam demasiadamente os tenistas que não pontuaram ou não tiveram bom rendimento no ano passado nos torneios cancelados.

    Ademais, para efeito do ATP FINALS 2020, não seriam contabilizados os pontos da temporada 2019.

    DALCIM, essa ideia que passei acima não seria mais justa do que CONGELAR e postergar os pontos dos torneios 2019 cancelados por mais 52 semanas adentrando a temporada 2021 ???

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Interessante proposta, Danilo, mas é um tanto complexa e uma das coisas que a ATP mais defende há duas décadas é uma forma mais simplificada possível de o espectador entender o ranking e seguir o dia a dia do esporte (e olha que isso não é fácil). Assim, não acredito que a ATP irá criar uma forma mirabolante de contornar o problema, mas pensará apenas duas básicas: congela ou desconta. E não acredito que ela vá tomar qualquer decisão antes de o circuito vislumbrar um retorno.

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  2. Enoque

    Não acho que estas datas desencontradas não irão prevalecer, grama depois hard e depois voltar para o saibro, não tem lógica.
    Acho que os organizadores e jogadores vão chegar num consenso razoável que eu já adianto aqui:
    Pensando, principalmente na sequencia dos 3 slans restantes, deverão ser sacrificados os torneios de março e abril/2020 e adiados em 10 semanas os demais torneios, sacrificando a gira asiática no final de ano além das olimpíadas e Canadá. As datas seriam:
    Madri 12/07
    Roma 19/07
    RG 02/08
    WI 06/09
    USO 11/10
    Ainda daria tempo de encaixar Paris e Finals em novembro.

    USO

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    1. Sérgio Ribeiro

      Na boa, Enoque. Somente torcedores de futebol não estão nem aí pras Olimpíadas. Isso sem contar os Fanáticos que somente pensam nos seus ídolos individualmente. Nenhum Tenista de ponta irá pular os jogos. Nem Tenistas , nem as feras da NBA. Aceito apostas rsrsrs Abs!

      Responder
  3. DANILO AFONSO

    Essa novidade de ROLANG GARROS é surpreendente. Os membros da ATP devem estar de cabelo em pé com tanta surpresa…kkk

    Entre outras coisas, tal novidade exigirá:

    – que os tenistas planejem melhor o calendário em razão da proximidade dos dois MAJORS;
    – A liderança do ranking e seu critério gerará muita polêmica;
    – FEDERER poderá pintar no SLAM francês, caso decida cancelar ou adiar a LAVER CUP e se não chegar na reta final do SLAM americano;
    – os Master de Madrid e Roma, bem como os demais torneios preparatórios de Roland Garros “ficarão órfãos”.

    Um ano que tinha tudo para ser marcante, está cada vez mais confuso e incerto.

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  4. Gabi

    A alteração da data de Roland Garros implica obviamente na realização do torneio no outono, com condições climáticas diferentes das de qdo é realizado no verãozão europeu. Mais um desafio para todos, principalmente os tenistas.

    Responder
    1. Gabi

      primavera/verão, dias mais longos, muito mais quentes, mais chuvosos, etc*.
      Aliás, Dalcim, se os dias escurecem mais cedo, como a organização fará com a iluminação nas quadras?

      Responder
      1. José Nilton Dalcim

        Provavelmente, usarão mais quadras e colocaram menor número de jogos em cada uma delas. Mas isso só é um problema nos dois primeiros dias.

        Responder
  5. Paulo Almeida

    Nossa, vi um vídeo do Edir Macedo dizendo que o coronavírus é inofensivo e que a mídia e Satanás promovem medo.

    Quem está com medo é esse canalha de perder o dízimo que seu gado fiel coloca em sua conta todo mês.

    Responder
  6. Nando

    Olha, com essa nova data de RG, surge uma dúvida sobre o nadal, mestre:
    Ele vai jogar o USO “com td”, podendo chegar cansado no seu torneio preferido (q será 7 dias depois) ou irá abdicar de jogar no EUA? Dilema pra ele hein…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Bem observado, Nando. Seria um dilema para ele na questão física. Vou escrever mais tarde sobre o assunto – estou aguardando para ver se ATP e WTA vão dizer alguma coisa, porque é estranhíssima uma decisão tão unilateral -, mas acho que ao menos Roland Garros tomou uma posição coerente.

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  7. Willian Rodrigues

    Com esse recente anúncio sobre o adiamento de Rolland Garros para setembro, evidencia-se uma tendência.
    E creio que seja uma boa alternativa atrasar-se todos os eventos de maior porte da ATP/ITF, incluindo os grand slams, ainda que haja sobreposição de datas com eventos menores, como os ATP 500 e 250. Haveria uma divisão do público fisicamente presente e também dos telespectadores mundo afora, mas os prejuízos financeiros e as complicações no ranking seriam menores.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Outra análise pra lá de imparcial , caríssimo Rodrigues . E que deixou os jogadores P*tos , como está no TênisBrasil. Uma Semana apenas de diferença para o USOPEN. E não é o Sérvio que terá que defender 4000 pontos. Nada de Torneios menores como dito pelo grande expert rsrsrs… Abs!

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  8. Vitor Hugo

    Roland Garros foi adiado para Setembro. Acho que Wimbledon também deveria ser, assim teríamos 3 slam em sequência, emoção atrás de emoção. Rs. Alguém dúvida que Nadal e robovice aguentem a sequência?
    Se tivesse dois slam por mês os caras jogaram sem qualquer desgaste físico.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      DjokoGOAT aguenta tranquilo, afinal ele é robô segundo você mesmo.

      Já em relação ao Fregueser, eu tenho lá minhas duvidas. O cara colocou a língua pra fora na terceira rodada do Australian Open contra o poderoso Millman depois de dois meses de férias. Vai ter que escolher qual Slam disputar provavelmente.

      Responder
  9. Samuel

    Boa tarde Dalcim,

    Uma dos assuntos do momento, em relação aos rankings da ATP e WTA é sobre o congelamento ou não dos rankings.
    Fiz um estudo envolvendo o top cem e o top mil de ambos os rankings e constatei o seguinte:
    Considerando a projeção para a próximas cinco temanas e no mesmo período do ano passado:
    Tenistas top mil que conquistaram 100 ou mais pontos: 34 da ATP e 37 da WTA;
    Tenistas top mil que não conquistaram pontos: 359 da ATP e 436 WTA;

    Tenistas top cem que conquistaram 100 ou mais pontos: 29 da ATP e 30 da WTA;
    Tenistas top cem que não conquistaram pontos: 10 da ATP e 10 WTA;

    Tenistas top mil que perderiam vinte por cento ou mais dos pontos: 108 da ATP e 78 da WTA;
    Tenistas top cem que perderiam vinte por dento ou mais dos pontos: 7 da ATP e 5 da WTA.

    Observação: 90 pontos equivalem a chegar as oitavas de final do Master 1000.
    Conclusão: congelando o ranking vai prejudicar mais atletas que o contrário.

    Saudações,

    Samuel

    Responder
  10. DANILO AFONSO

    Peço licença para DISCORDA de quem entende que os pontos dos torneios cancelados devem ser CONGELADOS.
    Se a ATP usar a lógica e acima de tudo o bom senso, a entidade certamente irá se posicionar pela PERDA DA PONTUAÇÃO no decorrer das semanas.
    Vejamos o porquê:

    1) BENEFÍCIO DA PONTUAÇÃO

    Os pontos obtidos na temporada 2020 nos torneios cancelados já proporcionaram benefícios (vantagem) aos tenistas durante várias semanas, benefícios estes que dependendo do tenista, possibilitaram que disputassem qualifying, entrassem direto nas chaves e até mesmo cabeça de chave.
    Os pontos obtidos em Indian Wells concederam benefícios aos tenistas durante 51 semanas e em Barcelona 45 semanas, isto é, 98,07% e 86,53%, respectivamente, do total de 52 semanas que teriam direito de usufruir com a pontuação.
    Seria desproporcional e irracional que a ATP estendesse tais benefícios por mais 52 semanas, sendo que os tenistas já gozaram da vantagem que a pontuação proporciona quase que na totalidade que teriam direito;

    Caso a ATP congele a pontuação, os tenistas que pontuaram em Indian Wells iriam usufruir dos pontos por 103 semanas, o que seria um absurdo.

    2) ATP FINALS

    Há quase 50 anos, desde 1970, tradicionalmente a ATP realiza o torneio FINALS contabilizando a pontuação obtidas durante as 52 semanas do ano corrente.
    Não vejo sentindo a ATP macular a tradição do prestigiado torneio contabilizando pontuação de torneios obtidos na temporada passada.
    Seria uma aberração contabilizar pontos de anos diversos. O preço é muito alto por causa de apenas 6 semanas;

    3) DA MERITOCRACIA DO PONTOS

    Li alguns membros do blog defendendo o congelamento da pontuação alegando que os tenistas não terão oportunidade de defenderem os pontos da temporada passada.
    Tal argumento é muito frágil quando colocamos na balança: expectativa de defensa dos pontos x meritocracia.
    Quantos tenistas TOP 20 que já vimos cair na primeira rodada ???
    É justo conceder 1000 pontos sem esforço ao tenista campeão de Indian Wells do ano passado apenas porque não teve chance de defender os pontos ??
    Entendo ser desproporcional conceder os pontos apenas pela falta de possibilidade do tenista defender seus pontos, sendo que não batalhou, não teve mérito para tanto. Temos apenas uma expectativa de que de fato defenderia os pontos.
    E se fosse um SLAM ?? Também teria direito a 2000 sem entrar em quadra ??

    4) DA ISONOMIA DOS TENISTAS

    A retirada dos pontos dos torneios cancelados trará mais isonomia entre os tenistas, pois da mesma forma que quem pontuou bem ou razoavelmente nos torneios cancelados não terá possibilidade de defender os pontos, os demais tenistas, que jogaram e não tiveram bons resultados no ano anterior, bem como os que estavam lesionados ou que não possuíam ranking na temporada passada, também não terão possibilidade de somar pontos nos eventos.
    Todos serão prejudicados com a retirada dos pontos, cada um no seu ponto de vista, seja defendendo seja obtendo ou somando mais pontos que na temporada passada.
    Diferentemente do CONGELAMENTO dos pontos que beneficiária apenas poucos tenistas, a retirada dos pontos alcança todos tenistas. É mais democrático, universal e impessoal.

    Espero que os membros da ATP tomem a decisão acertada, que é a retirada dos pontos no decorrer das semanas.

    Responder
    1. DANILO AFONSO

      *Correção
      Desconsiderar a parte final do texto (DA ISONOMIA DOS TENISTAS) que escrevi que ” Todos serão prejudicados com a retirada dos pontos”.

      Na verdade quis dizer que todos serão prejudicados com o CANCELAMENTO DOS TORNEIOS, uns porque não poderão defender seus pontos e outros porque não terão oportunidade de somar ou fazer mais pontos que na temporada passada.

      Postergar a retirada dos pontos beneficiará poucos tenistas, sendo que conforme já citei no texto acima, os tenistas que pontuaram nos torneios cancelados, já usufruíram dos benefícios dos pontos do ano passado por quase 52 semanas.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Fragilidade de argumentos se a paralisação passar de 8 semanas . Daí que os Tenistas estão no aguardo. Somente Dieguito se pronunciou na Argentina a favor do CONGELAMENTO. O fanatismo dificilmente vai prevalecer na decisão da ATP rs . E com certeza o N 1 ( em quarentena na Espanha ) , vai respeita-la sem problemas. Abs!

        Responder
  11. DANILO AFONSO

    DALCIM, tendo em vista que DJOKOVIC permaneceria na liderança do ranking em qualquer uma das hipóteses nestas 6 semanas de suspensão, isto é, congelando ou não pontuação dos torneios, não facilitaria a ATP em decidir pela continuidade da contagem da liderança do ranking ????

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Esse é um assunto complicado e tem vários pontos de vista. Eu pessoalmente congelaria tudo, me parece mais sensato diante do momento tão inusitado. Depois, conforme a extensão da parada, veria a melhor atitude a tomar. Se forem oito semanas, ok. Mas e se forem mais ainda?

      Responder
      1. R.P.

        Se se confirmar a mudança de data de grandes torneios, a exemplo do anunciado por RG, invertendo assim a ordem, causa mais prejuízo aos atletas o congelamento de pontos e semanas na liderança do que seu desconto. Veja-se o caso de Djokovic, (já prevendo a não realização de Monte Carlo, Madri e Roma) para não perder a liderança no ranking teria que defender seu título em Wimbledon, ou jogar uns 500 (acredito nessa hipótese) ou torcer por uma campanha desastrosa de Nadal na grama, enquanto este ficaria tranquilo com os pontos de RG e só teria pressão na pontuação ao defender USOpen, onde a possibilidade de perder o número 1 seria maior. Aí teríamos outra provável troca na liderança após cerca de 8 semanas. Logo, Djokovic seria duplamente prejudicado: ao ter as semanas congeladas e ao se conceder muito mais tempo a Nadal com s pontuação de RG.

        Particularmente, considero medidas que mudam a ponta do ranking as mais prejudiciais, pois adulteram de forma mais grave o reflexo do que foram as últimas 52 semanas, fundamento de todo ranking da ATP.

        Responder
        1. R.P.

          Esclarecendo a primeira frase: causa mais prejuízo o congelamento dos pontos se o torneio for REALIZADO, ainda na temporada mas em data posterior. Se o torneio é cancelado, então o melhor é a manutenção da pontuação.

          Responder
  12. Marcel Azevedo

    Dalcim, li uma matéria sobre wimbledon dizendo que eles preferem cancelar o evento ( ou adiar ) do que fazer o evento com portões fechados, você acredita que isso possa acontecer de ser cancelados??

    Boa noite

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Infelizmente, é um hipótese a ser considerada, Marcel. Acredito que eles farão de tudo para ter o torneio, porque o prejuízo financeiro e esportivo é gigantesco. Teremos de esperar pelo menos mais um mês para ter uma noção mais exata.

      Responder
  13. Maurício Luís *

    Espero que desenvolvam logo uma vacina contra esse coronavírus. Nunca vi parar tanta coisa assim. E pra quem anda de ônibus lotado ou metrô em hora de pico, puxa… é tipo um beco sem saída.
    ***** Entrevista: do que você tem medo?*****
    Indagado em entrevista se também está com medo do coronavírus, o baloeiro pouca telha saiu-se com esta:
    – Pra quem já enfrentou 1 mês de visita da coroa sogra, coronavírus não é nada!

    Responder
  14. Rafael Azevedo

    Nossa! Essa questão está muito complicada, mesmo.
    Parece não haver uma solução ideal.
    Se descontar os pontos, tira-se o direito do tenista de defender seus pontos.
    Se congelar, corre-se o risco de, por exemplo, um tenista perder a vaga do Finals para um outro atleta que tenha somado menos pontos em 2020.
    Só precisamos entender que de uma maneira ou de outra alguém será lesado. Não tem como! E não é culpa de ninguém. É uma causa externa.

    Como alguém falou, 2020 tinha tudo para ser uma das melhores temporadas da história, mas havia um vírus no meio do caminho.

    Como outro falou, que possamos aprender algo nesses dias. A superar adversidades, a se unir para vencer o mal e, principalmente, a lembrar do quanto é prazeroso ficar em casa e comungar com a família. Espero que os nossos tempos de “quarentena” não sejam gastos na internet, na TV, ou em videogames…

    Responder
  15. Gabi

    Resultado das 24h por dia em casa por tempo indeterminado e só comendo e bebendo: nós e os tenistas viraremos umas bolas!! E não serão do tamanho das de tênis…

    To rindo muito mas de nervosa…

    Responder
    1. Gabi

      Antes que venham me xingar, óbvio que a nossa saúde e a saúde coletiva vêm em primeiro lugar. Ou seja, ficar em casa é mandatório, imprescindível e vale cada segundo para lutarmos contra o vírus e pouparmos a saúde!!
      E, como diz o meme do Face, enquanto nossos avós foram convocados para ir à guerra, nós fomos para ficarmos no sofá…

      Responder
  16. Paulo Almeida

    Não faz nenhum sentido a temporada de saibro se iniciar em Madrid. Que ela comece do começo, quando for possível. Já Indian Wells e Miami poderiam muito bem ser “espremidos” em duas semanas ou 16 dias no máximo.

    Responder
  17. Paulo Almeida

    Não, o jogo do Nadal não é um espelho do jogo do Djokovic só porque ambos são baseliners na essência. Pra começar um é canhoto e bate com muito spin e o outro é destro e bate reto na peluda. Isso só pra ficar no básico.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, acho que o verão europeu vai ajudar muito a diminuir a incidência do vírus por lá e teremos sim competição, talvez a partir de maio.

      Responder
  18. Wellington

    Puxa, Dalcim, desculpe-me pela sinceridade, mas é preciso destacar. Escutei o podcast com o Larri.
    Ele foi o treinador de um grande jogador, que chegou ao número 1 do mundo com ele. A experiência adquirida naquele tempo poderia ser de grande valia para o tênis brasileiro. Claro que o tênis de um país não é fruto de um único treinador, mas sim de uma equipe que atua profissionalmente em diversas áreas. Ainda assim sua experiência seria de grande valia.
    Porém, no auge dele e de Guga, Larri já costumava viajar na maionese, digamos assim. Mas agora dá perceber que ele está completamente fora de sintonia com o mundo do tênis atual, desinformado e com raciocínio bastante confuso. Uma pena.

    Responder
  19. Antônio Luiz Júnior

    Dalcim, parabéns pelo excelente trabalho, e como deve ter dado trabalho para publicar o ranking atualizado em função do cancelamento dos torneios já definidos.
    O congelamento dos pontos dos torneios que foram e serão cancelados é indiscutivelmente a decisão mais acertada. Os tenistas não podem ser penalizados, pelo simples fato de que não terão a oportunidade de defender os pontos conquistados no ano de 2019. Não têm culpa alguma pelas medidas que estão sendo tomadas pelas autoridades e organizadores dos torneios, diga-se de passagem, absolutamente necessárias para conter a disseminação do vírus. Que o desconto desses pontos ocorra somente em 2021.
    Lamentavelmente, nós que somos amante do tênis de alto rendimento estamos órfãos. Difícil imaginar o ano de 2020 sem a realização de um grande torneio.
    Na sua opinião Dalcim, acha que é possível que isso venha a acontecer?
    Um grande abraço…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, Edval, é uma pergunta difícil de ser respondida rapidamente, mas vou tentar fazer algo: primeiro saque do Ivanisevic, segundo saque do Kyrgios, forehand do Del Potro, backhand do Djokovic, devolução do Agassi, slice do Federer, movimentação do Nadal, voleio do Becker, smash do Sampras, frieza do Borg… Acho que estaria bem perto do imbatível. Abs!

      Responder
  20. Marcelo-Jacacity

    Dalcim,
    Estou comentando pouco, mas sempre leio todos os posts, matérias e podcasts.
    Acabei de ouvir a sua entrevista com o Larri Passos e gostei muito também das ótimas dicas da Suzana Silva sobre o pós-jogo. Acabei de jogar um campeonato, nível pangaré, é claro, e agora preciso refletir sobre o que funcionou e sobre a minha esquerda de uma mão que simplesmente sumiu com o “marvardo” spin do adversário! Ah como gostaria de ter uma esquerda de duas mãos. Preciso voltar às aulas, urgente.
    Praticar tênis, distrai, mentalmente traz um entendimento muito bom pra todos os aspectos da vida, claro que traz frustração, porém, vontade de evoluir também, esporte viciante.
    Quem não pratica deveria tentar, no começo é difícil, e depois fica um pouco menos.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Uma mão contra spin sempre é um drama, Marcelo. Ou pega na subida – o que exige identificar bem o ponto de contato – ou se afasta bem para ter tempo de preparação. Tente golpear mais perto do corpo e não esqueça da mão contrária (esquerda se você for destro) no coração da raquete sendo usada em toda a preparação do golpe.

      Responder
      1. Marcelo-Jacacity

        Grande Dalcim,
        Preciso praticar mesmo. Jogo mais na linha de base, bato mais chapado, mas no saibro tenho que colocar mais spin. E pegar na subida estava difícil, bola do adversário pesadíssima, me surpreendeu. E demorei a entender que deveria ter dado dois passos pra trás, mas o físico já tinha ido embora, Sol escaldante em SJC, físico e a cabeça já tinham ido pro espaço. rs
        Hoje vou treinar no clube e fatiar menos e bater mais a esquerda.
        Obrigado pelas dicas!

        Responder
          1. Marcelo-Jacacity

            Pois é, não é fácil não. rs. Não é a toa que o Federer disse que gostaria que seus filhos, caso jogassem tênis, escolhessem a esquerda de duas mãos.
            E apesar de achar a esquerda de uma mão do Wawrinka espetacular e a melhor que eu já vi, talvez acima do backhand do Kuerten, a esquerda de uma mão do Stan é menos consistente que a fenomenal esquerda de duas mãos do Djokovic, segura e letal.
            Melhor esquerda de uma mão que eu já vi: Wawrinka
            Melhor esquerda de duas mãos que eu já vi: Djokovic
            Melhor esquerda: Djokovic.

    2. R.P.

      Não consigo bater a esquerda com duas mãos nem por decreto papal. Como o negócio aqui é sempre no saibro, eu tento ganhar mais tempo para preparar o golpe.

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      1. José Nilton Dalcim

        Pratique no paredão ou no quadradinho. Você se acostumará mais com a batida, que na verdade é bem mais simples e firme. O problema é o alcance, que muda muito.

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        1. Marcelo-Jacacity

          Olha R.P e Dalcim,
          Tentei em dois períodos da minha diversão tenística bater a esquerda com as duas mãos. Desisti. Sempre parece que estou com o braço amarrado, estranho. Entretanto, toda a vez que a esquerda de uma mão pifa, fico com vontade de tentar novamente a de duas mãos. rs
          A esquerda de uma mão parece mais natural.

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          1. José Nilton Dalcim

            Verdade, é mais natural, Marcelo, e dá a nós, amadores, mais alcance e a oportunidade de atrasar o ponto de contato. No entanto as duas mãos ajudam muito na força e no direcionamento do golpe. Hoje mesmo dei uma incrível passada de duas mãos! Maluco.

  21. Marcelo

    Aparte a questão do ranking e da perda de pontos, acredito que neste momento os mais velhos seriam os mais beneficiados pela redução do calendário e férias adicionais, visto que até os compromissos extra quadra estejam cancelados. Na ponta, Nadal, Djokovic e principalmente o Federer lesionado terão um tempo para se recompor fisicamente, o que se aplica a todos os tenistas com mais de 30 anos. Com relação retorno, meu palpite é que a ATP aplicaria a seguinte solução: os pontos serão descontados, MAS como compensação valeria o ranking protegido congelado para inscrição dos torneios no momento do retorno.

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  22. evaldo moreira

    Bom dia,
    Na minha opinião, congelar os pontos seriam o mais sensato a se fazer…
    Impressionante como ficamos sem opção de se ver esporte, um vazio enorme, vou ver alguns jogos, algumas decisões e por ai vai, o covid-19 bateu com gosto e a meu ver, o segundo semestre, corre um risco considerável.

    Dalcim,
    Caso continue como está, pois pior não pode ficar, até lá, se Deus quiser, poderemos no minimo uma vacina, haja vista que, até o presente momento não temos, você crer que, muito provavelmente, pode ocorrer de não termos alguns torneios importantes, além de Roland Garros e Wimbledon, e o principal deste ano para muitos, as Olimpíadas de Tóquio?

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    1. José Nilton Dalcim

      Nem quero pensar nessa hipótese, Evaldo, embora já comece a pensar que será difícil o circuito voltar em apenas 6 semanas devido à situação na Espanha, Itália e França.

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  23. Sérgio Ribeiro

    O Post comprova o que já se previa . Muitos jogadores serão extremamente prejudicados , caso não possam defender seus pontos , até mesmo em torneios menores. O fanatismo é tão exacerbado, que já dizem que o Suíço foi o mais beneficiado , por ser obrigado a fazer uma Cirurgia. Inacreditável. Novak além de N 1 , é também o presidente do Conselho dos jogadores. E graças a um novo conselheiro , o experiente Tenista Canadense Propisil, foi criado um grupo de WhatsApp para os Tops 100 . E segundo Dieguito , o Sérvio é bastante atuante. Como estão todos no mesmo barco , ninguém se pronunciou até agora sobre o imbróglio dos pontos. Ou seja , estão percebendo que a ATP está bastante cautelosa mesmo que não consiga agradar a TODOS . Abs!

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    1. Willian Rodrigues

      Prezado, não se trata de fanatismo. DE FATO, se os pontos de todos os torneios forem “congelados” até 2021, Federer será mesmo muito beneficiado, uma vez que, estando fora do circuito devido à lesão ele teria seus pontos descontados numa situação normal. Por exemplo, poderia cruzar com Nadal ou Djokovic mais cedo no US Open e na gira asiática. Com relação ao sérvio, quem vai negar que essa pausa prolongada pode mesmo quebrar o ritmo e mudar todo o panorama?? Talvez VOCÊ não esteja analisando imparcialmente a situação…

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      1. Sérgio Ribeiro

        Posso te garantir que mesmo me esforçando , não vejo uma linha no meu comentário , que demonstre fanatismo neste assunto inédito. Até o Blogueiro já se manifestou favorável ao CONGELAMENTO. Já o rapaz , quando cita nomes de Tenistas pra justificar favorecimentos , demonstra uma total incapacidade de separar as coisas. Algo que faz diariamente no Face do TenisBrasil. Vem manso aqui no Blog , mas não consegue disfarçar rs Abs!

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  24. Gildokson

    Uffa! Essa deve ter dado trabalho hein Dalcim kkkkkk
    Esse ranking deveria ser congelado e a contagem de semanas também.
    Só assim seguramos Djokovic e Danilo Afonso nessa contagem “Faltam tantas semanas para… ” kkkkkkkķkkkkkķkkķ

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  25. Willian Rodrigues

    Boa noite prezado Dalcim e demais amigos do blog!
    Em minha modesta opinião, há inúmeras reflexões a se fazer, além dessa envolvendo a frieza dos números.
    Por exemplo, o quanto Djokovic, que vive um dos maiores momentos da carreira, está deixando de se beneficiar nesses dois torneios (Indian Wells e Miami) onde tudo o favorece, ainda mais contra Nadal pra quem ele não perde há alguns anos na quadra dura?? Seria uma grande chance dele se distanciar na ponta. Mais ainda, SE ele chegasse bem, e motivado à temporada de saibro, o estrago poderia ser grande para Nadal por lá também, (vide 2011 e 2015)!!
    Com essa enorme pausa, quebra-se o ritmo e se permite que alguns façam uma nova “pré-temporada”. As forças atuantes serão diferentes e isso poderá todo o panorama do que seria esse ano para o sérvio.
    Se não houver a temporada de saibro, o que será de Nadal?? Não é segredo que a terra batida é onde ele capitaliza a maioria dos seus pontos.
    Federer, como sempre, contando com o universo conspirando a seu favor, é quem mais se beneficiará porque estria fora por lesão. Eu consideraria um absurdo se ele não tivesse seus pontos desses dois torneios descontados. Sacrificaria alguém lá na frente.
    Concordo plenamente com algo que foi postado anteriormente aqui no blog, a respeito de não se contabilizar essas semanas na ponta do ranking. Seria incoerência.
    O que você julgaria mais justo com relação aos pontos Dalcim? Descontar agora e, no ano seguinte, todos entrarem zerados apenas para somar pontuação?
    Abraços

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      1. Willian Rodrigues

        Obrigado Dalcim!
        Aguardemos o posicionamento da ATP a respeito dessa história toda.
        O conselho de jogadores deve participar das discussões e, com certeza, encontrarão um meio de minimizar os danos em todos os sentidos!
        Boa semana pra todos nós!

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        1. Sérgio Ribeiro

          Exato. Aguarde o posicionamento da ATP . Mas não espere que o presidente do Conselho dos jogadores irá interferir. Vai cair do cavalo rsrsrs Abs!

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