São Thiago
Por José Nilton Dalcim
1 de março de 2020 às 22:34

Woody Allen foi extremamente feliz, como sempre, quando usou o tênis para parodiar a vida em seu ‘Match Point’. Para quem não se recorda, a imagem da bola tocando na fita, indecisa em qual lado vai cair, e isso modificaria totalmente os rumos do personagem.

Thiago Wild teve seu ‘Match Point’. No lance que poderia determinar a eliminação na estreia – e a quarta derrota seguida – do Rio Open em dois sets para outro jovem espanhol, o forehand disparado tocou na fita e caiu do lado do adversário.

Seu destino mudou totalmente a partir daí. Redescobriu forças, virou a partida com arrojo, levantou a torcida e sobreviveu a um duelo fisica e mentalmente exaustivo. Três dias depois, quase eliminou o então 32º do mundo Borna Coric, outro espetáculo de raça e competência.

Esse conjunto de atuações empolgantes lhe garantiu o convite para Santiago e aí… Passou por especialistas no saibro, como os argentinos Facundo Bagnis, Juan Ignacio Londero e Renzo Olivo, além de ganhar um set duríssimo antes do abandono da estrela da casa Cristian Garin, 18º do mundo e campeão de dois ATPs seguidos. Salvou aliás seis set-points com algazarra do público e tudo o mais.

Se alguém ainda duvidava de que seu tênis é de primeira grandeza, a decisão deste domingo diante de Casper Ruud colocou à prova todas suas qualidades. O forehand todo mundo já conhece e admira, mas vieram também 17 aces, deixadinhas preciosas, voleios firmes, contragolpes mortais e acima de tudo cabeça fria.

O jogo todo foi enroscado, games duros, muitos break-points, pressão constante. Ruud é dois anos mais velho, ganhou Buenos Aires há duas semanas e navega entre os top 70 desde maio, chegando à final deste domingo com 51 vitórias e quase 100 jogos de nível ATP. É uma diferença considerável.

Como reagiria Wild ao ver o norueguês ganhar o segundo set com quebra no finalzinho? Da melhor forma possível. Não mudou a determinação de atacar antes, mexer bem as pernas para achar o forehand agressivo e concentrar-se muito no próprio serviço. Abriu logo 2/0 e só perdeu dois pontos com o saque a partir daí, ou seja, não abriu qualquer fresta para o adversário se animar outra vez.

Sem qualquer demérito a grandes batalhadores como Rogerinho Silva, Thiago Monteiro ou João Menezes, o que anima ao ver Wild jogar nesse nível é seu poder de fogo. Ele tem um golpe que faz diferença e não tem medo de usá-lo. O saque progrediu muito e fica cada vez mais importante. Nos muitos break-points que favoreceram Ruud, cansou de empurrá-lo para o lado e forçar a devolução cruzada para que fizesse bom uso do forehand.

Agora 113º do mundo, a pergunta óbvia é o quão longe ele poderá ir a curto e médio prazos. Resposta ainda difícil porque agora todo mundo no circuito sabe do que é capaz. Irão procurar antídotos. E por aqui haverá muita expectativa e a inevitável cobrança. Sucesso no Brasil sempre será uma faca de dois gumes.

A boa notícia reside na versatilidade do paranaense, que gosta muito do piso duro e tem aptidões para tanto. Até maio, encara apenas 36 pontos a defender e há uma chance nada desprezível de ainda conquistar vaga direta em Roland Garros – o prazo vai até o começo de abril – e quem sabe  nas Olimpíadas.

Por fim, é imprescindível destacar o papel de seu treinador, João Zwetsch, alguém que já dirigiu tenistas com potencial técnico indiscutível, mas com problemas de controle emocional. E ainda assim os levou a seus melhores dias, casos de Flávio Saretta e Thomaz Bellucci. Além de possuir uma excelente visão do jogo, Zwetsch prega a serenidade e valoriza o diálogo. Sabe extrair o melhor e esse parece exatamente o caso de Wild.

E mais
– Diante do domingo histórico para o tênis brasileiro, resta falar bem pouco das excelentes conquistas de Novak Djokovic e Rafael Nadal nos ATP 500 de quadra dura. Nole até abriu um pouquinho a distância na ponta do ranking, mas haverá disputa pelo número 1 em Indian Wells, o que é sempre divertido.
– O sérvio ficou a um passo da derrota para Gael Monfils na semi, quando a vitória ficou nas mãos do francês, porém na contabilidade geral mostrou um tênis muito competitivo. O toque especial tem sido as deixadinhas inesperadas e desconcertantes.
– Rafa perdeu apenas 25 games em Acapulco, sofreu algumas falhas com o saque a favor, mas gostei de ver o uso do forehand ofensivo e a variedade de suas armas na hora do contragolpe. Ele ainda pode fazer mais com as paralelas, principalmente na hora dos jogos realmente duros.
– Para completar o grande fim de semana nacional, Marcelo Melo voltou aos títulos em Acapulco, o primeiro desde agosto, encerrando a chata sequência de vices. Sobe novamente para o top 5 do ranking e avança com Lukazs Kubot para o sexto na lista da temporada.


Comentários
  1. Heitor

    Mesmo aos 35 anos, Lebron James continua sentindo o feeling dos games mais difíceis e coloca a bola em baixo dos braços pra resolver.
    Federer com 38 não faz nada demais kkkkk

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    1. Jose Yoh

      Com 35, ganhou dois slams e três M1000, voltando a ser número um do mundo. Em sequência ganhou mais um slam.

      Números até melhores do que Djoko ou Nadal fazem hoje com 32 anos.

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  2. VINICIUS BENEDITO CUSTODIO

    Dalcim 2 perguntas se vc puder me responder agradeço, qual feito histórico vc acha mais possível de acontecer depois que o big 3 aposentar, aparecer outro big 3 tão impactante e até melhor ou um jogador melhor que o Nadal no saibro?sinto que esses 2 tópicos são a grande história que os 3 protagonizaram nesses últimos 15 anos, claro que os 20 slam do Federer é incrível, os 3 terem grand slam completo tbm, mas existir em uma mesma época os 3 maiores jogadores da história e existir um jogador tão dominante no saibro como nadal são coisas impossíveis, dos 2 impossíveis oq vc acha mais “possível” e a segunda pergunta, o del potro é o segundo maior argentino e terceiro sul americano masculino na história atrás só do Guga e Guilhermo Villas ou vc vê outro a frente dele?

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, são duas coisas que não consigo imaginar se repetirem. Mas em questões de probabilidade, ficaria com o domínio do saibro. Sim, acho que pelo conjunto da obra Delpo ficaria em terceiro, à frente do Andrés Gomez. Mas o equatoriano poderia entrar na discussão, já que teve uma carreira incrível também em duplas, onde ganhou dois Slam e foi número 1 do mundo.

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      1. VINICIUS BENEDITO CUSTODIO

        Se não fosse as lesões vc acha que o del potro seria o primeiro entre os sul americanos ? é complicado responder por causa das probabilidades mas o cara ficou parado quase 4 anos no geral por lesões e enquanto esteve ativa sempre brigou contra os tops, eu fico chateado com o azar que ele teve, e gosto de pensar que ele poderia ser maior e talvez não seja por causa das lesões, por exemplo não sei se vc concorda mas o Stan é maior que ele, mas tecnicamente falando o delpo é superior mas as lesões impediram ele de ganhar mais, não tô desmerecendo o suíço, mas lamentando o argentino.

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        1. José Nilton Dalcim

          Acho difícil ele ter chegado ao número 1 nesta era incrível do tênis, Vinicius, mas obviamente que teria chances de levar mais um ou dois Slam na quadra dura.

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          1. lEvI sIlvA

            Dalcim, não creio que o argentino possa ser o melhor sul americano. Guga tem muito mais troféus de Masters, além de Masters Cup e foi número 1 por 43 semanas. E também se viu prejudicado por lesão grave quando ia engatar no seu auge, infelizmente!

  3. Vitor Hugo

    Brandon Nakashima, 18 anos, 256 no ranking, americano, na semi-final do forte challenger de Indian Wells. Será que é mais um garoto pintando aí?

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  4. Gabi

    Eu apenas imagino a alteração de planejamento para os ciclos de esteróides se a olimpíada mudar de data…
    Como deve ser difícil trabalhar nos porões da ilegalidade…

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  5. Marcelo Morais

    Dalcim ou outro apaixonado por estatisticas do tênis
    A título de curiosidade. Vcs teriam a estatística dos dados ( 1° e 2° saques e aces) do big 3 , considerando apenas os confrontos entre eles ?

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  6. Anderson Nunes

    Dalcim, quais são suas perspectivas para Federer agora, sabendo que ele vai ficar um bom tempo parado, e não importa a fase, ele perde pra Djokovic de todas as formas em jogo importante, e tem uma nova geração já chegando forte.

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    1. José Nilton Dalcim

      Bom, ele voltará na grama, que um piso muito forte para ele e onde se sente confiante. Se conseguir boas campanhas, pode chegar forte em Wimbledon, um lugar onde tem de ser muito respeitado, Anderson.

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  7. Rubens Leme

    E já que falei em Woody Allen e John McEnroe, achei um post falando exatamente dos dois.

    Não achei a lista lá grande coisa, mas tem coisas diferentes, embora tenha um clássico do Hitchcock (Pacto Sinistro, talvez o melhor uso do tênis no cinema) e, Annie Hall, do Rei dos Reis do cinema, Woody Allen: Readers suggest the 10 best tennis moments in culture, publicado pelo britânico The Guardian. Por mim, colocaria Hora Zero, adaptação da Agatha Christie, onde Greg Rusedski, vence Wimbledon, a única maneira de um inglês vencer lá (Murray é escocês), entre outros.

    Poderia até citar Disque M para Matar (também de Hitchcock), onde um ex-tenista tenta assassinar sua esposa, embora não exista cena do jogo, já que o filme é basicamente uma peça de teatro, rodada apenas em um cômodo e que fez minha esposa roer as unhas achando que Grace Kelly seriae enforcada ha ha ha.

    https://www.theguardian.com/culture/2015/jun/18/readers-suggest-the-10-best-tennis-moments-in-culture

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    1. Rubens Leme

      Ah, esqueci de citar o filme Visões de Sherlock Holmes (no original, The Seven-Per-Cent Solution, de 1976), em que Sigmund Freud joga tênis real, observado pelo Ddoutor Watson. Quando postei isso, no ano passado, você me explicou que o tênis real ainda é praticado e a contagem um pouco diferente e que o saque é dado nas paredes laterais.

      O filme é um achado para quem gosta de Sherlock Holmes por inventar uma história totalmente fora dos padrões e relaciona o vício de cocaína a uma experiência que teve ainda criança em que o culpado era o temido Professor Moriarty e ele é “sequestrado” por Watson que o leva até Viena, para que Freud o cure.

      Eis a cena.

      https://vimeo.com/59610847

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  8. DANILO AFONSO

    Nobres, levantei alguns dados estatísticos do BIG 3, na qual comparo o aproveitamento do trio isoladamente durante toda carreira e também comparo os mesmos dados estatísticos quando eles se enfrentam:

    Estatística do BIG 3 na carreira (todos tenistas):

    FEDERER / NADAL / DJOKOVIC
    % Aces – 10,07% /4,23% / 7,05%
    % Dupla Falta – 2,43% /2,20% / 2,95%
    % 1º Serviço – 62,10% / 68,34% /64,95%
    % Pts. Venc. 1º Serv. – 77,44% / 68,34% / 64,95%
    % Pts. Venc. 2º Serv. – 57,04% /57,44% /55,52%
    % Break Points Venc. – 41,17% /44,87% /44,47%
    % Break Points Salvos – 67,27% /66,36% /65,41%

    Vejamos abaixo quais são os números estatísticos apurados quando os membros do BIG 3 duelam entre si:

    FEDERER x NADAL
    % Aces – 8,6% / 2,5%
    % Dupla Falta – 1,7% /1,7%
    % 1º Serviço – 62,9% /73%
    % Pts. Venc. 1º Serv. – 70,2% /66,9%
    % Pts. Venc. 2º Serv. – 49,7%/54,9%
    % Break Points Venc. – 36,8% / 41,1%
    % Break Points Salvos – 58,9% /63,2%

    FEDERER x DJOKOVIC
    % Aces – 9,8% /5,6%
    % Dupla Falta – 2,3% /3,2%
    % 1º Serviço – 61,7% /64,4%
    % Pts. Venc. 1º Serv. – 73,1% /68,8%
    % Pts. Venc. 2º Serv. – 50,9% /54,6%
    % Break Points Venc. – 36,3% /39%
    % Break Points Salvos – 61% /63,7

    NADAL x DJOKOVIC
    % Aces – 3,6% /6,4%
    % Dupla Falta – 2% / 2%
    % 1º Serviço – 68,2% / 65,7%
    % Pts. Venc. 1º Serv. – 65,2% /68,1%
    % Pts. Venc. 2º Serv. – 51,5% /52,5%
    % Break Points Venc. – 43,5% /41,3%
    % Break Points Salvos – 58,7% /56,5%

    Analisando algumas estatísticas levantadas:
    % Aces – Quando o Big 3 se enfrenta, o porcentual de aces é bem menor quando comparamos com o aproveitamento geral contra todos adversários;
    % Dupla Falta – O BIG 3 comete menos duplas faltas quando se enfrentam, a única exceção é Djokovic quando joga contra o Federer;
    NADAL é o que mais joga com o 1º serviço mesmo quando enfrenta Federer e Djokovic, atingindo 73% quando joga contra o suíço, superando a marca de 68,34% que possui na abordagem contra todos tenistas;
    FEDERER leva vantagem no aproveitamento de pontos vencidos com 1º serviço contra Nadal e Djokovic, mas tem números inferiores no aproveitamento de 2º serviço contra a dupla;
    DJOKOVIC possuí melhor percentual de pontos vencidos com 2º serviço contra a dupla;
    FEDERER que salva mais breaks points quando levamos em consideração todos jogadores que já enfrentou na carreira, perde nesta mesma estatística quando enfrenta Djokovic e Nadal ;
    NADAL é superior a Djokovic e Federer no percentual de breaks points vencidos e salvos.

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    1. Rafael Azevedo

      Que belo trabalho, Danilo. Parabéns, mil vezes.
      Esses números, e essas análises que você fez, são muito parelhos e monstram o equilíbrio entre eles (com exceção dos cães, onde, claramente, há uma ordem indiscutível: Federer-Djokovic-Nadal).
      Show de bola!

      Responder
  9. Vitor Hugo

    Federer é o tenista com mais vitórias seguidas sobre top-10(24), depois vem Novak(17) e por último Nadal(14).

    Realmente o suíço é um monstro!

    Responder
    1. R.P.

      24 vitórias em 3 temporadas (nem precisa dizer q foi na entressafra, certo?)

      Agora, em UMA TEMPORADA, recorde absoluto só poderia ser do monstro, Djokogoat, com 31 vitórias sobre top 10.

      Aliás, Djokogoat tem 20 ou mais vitórias sobre top 10 em outras 5 temporadas. E o Federer? ZERO!

      P.S. vitórias sobre top 10

      Federer: 224 (recorde)
      Djokogoat: 212, com 6 anos a menos. Precisa nem dizer q esse ano já passa.

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Boa!

      E lembrando que o verdadeiro “entressafreiro” do tênis ainda usa câmara hiperbárica, né?

      Assim até a minha avó… rs

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        O nolista foi quem primeiro lançou o seu “veneno” abaixo.

        Este aqui é o revide.

        A pergunta que eu faço é:

        será que vale a pena?

        Responder
      2. Vitor Hugo

        Vc viu, né, Rodrigo? Foi só eu postar um feito inigualável e incansável do suíço que uma fake/djokovete chegou pra desqualificar o feito de Federer. Qual a dificuldade em “manter os dedos no lugar” e apenas ignorar ou apreciar ou feito posto? Recalque total!

        Responder
      1. Sandra

        Para ser sincera , acho que a Serena só está esperando as olimpíadas! Para as mulheres o circuito é muito mais penoso , e as partidas são no máximo de 3 sets, sempre foi assim, ou já se chegou a ter 5 sets

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Mais penoso para as mulheres? Não seria o contrário? Sim, houve cinco sets em finais de Masters, mas apenas uma delas chegou no quinto.

          Responder
  10. Paulo Almeida

    Feitos de DjokoGOAT que jamais serão igualados e por isso são os maiores da história:

    – ganhar 4 Slams seguidos em 4 pisos diferentes (grama, hard lento, hard rápido e saibro);
    – ganhar todos os Masters 1000 (Golden Masters);
    – acumular 16950 pontos no ranking da ATP;
    – possuir as duas melhores temporadas da história (2011 e 2015);
    – ganhar 4 vezes (3 consecutivas) a dobradinha Indian Wells e Miami, que são os dois mais importantes Masters do circuito;
    – ganhar 4 vezes consecutivas o ATP Finals;
    – ganhar 8 vezes o melhor e mais moderno Slam de todos, o Australian Open;
    – dominar seus arquirrivais de forma absoluta depois que descobriu e controlou sua intolerância ao glúten;
    – ser o recordista da ATP com 40 Big Titles (34 M1000 + 5 Finals + 1 ATP Cup);
    – ser o recordista de Grand Slams pesados (16).

    Que monstro esse cara, pqp.

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Alguns dos feitos são grandiosos, sem dúvidas. Mas quando o sérvio ganhou RG, Nadal estava no pior momento da carreira. E só ganhou títulos de slam em cima do velho Federer.

      Acho que não chega perto dos feitos do GOAT Federer.

      Responder
  11. RicardoCWB

    https://www.youtube.com/watch?v=oNQPm8ffBpc

    Dalcim, deixo aqui essa entrevista com o Raonic em que ele fala um pouco sobre a devolução do Djokovic. (a partir de 2:57)
    Muito interessante ver um profissional falando do jogo tão abertamente assim.
    Parece que o segredo do sérvio é “só” devolver no centro e mandar a segunda bola no centro também, dessa forma ele tira o ângulo do oponente e o força a arriscar mais.
    E é uma boa dica pra nós tenistas meros mortais. rsrs
    O que acha?
    Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, não chega a ser algo tão surpreendente assim. A devolução no centro (na verdade, em direção ao sacador) é um padrão no tênis profissional de hoje.

      Responder
      1. Miguel BsB

        A grande questão é: conseguir devolver um saque do Raonic ou outros vários supersacadores no centro e no pé do cara…
        Já o Nadal costuma ter outra tática de devolução: Normalmente ele devolve no backhand do adversário. Seja de Forehand ou Backhand.
        Federer, por bater o back com uma mão, normalmente manda de slice de backhand, quase sempre fundo, e tirando o peso da bola…
        Já o Wawrinka, escora quase tudo, seja de direita ou de esquerda, o que acho talvez o ponto mais fraco do seu jogo, a devolução.

        Responder
  12. Vitor Hugo

    Segundo o colega Luiz Fabriciano, Federer é o mesmo jogador de sempre. Compensa a idade com calendário enxuto e etc. Então, colega, explica pra mim por que Roger venceu Novak com facilidade, em 2011, em Roland Garros, melhor ano do sérvio segundo vocês, quebrando uma invencibilidade de vários jogos e repetiu a dose em Wimbledon, 2012, um ano depois do melhor ano de Novak, com facilidade também, mas nos últimos anos, com Djokovic jogando abaixo do que jogou um dia, Federer não consegue vencer mais já que é o mesmo jogador de sempre????? Se Roger vencia Novak em slam com facilidade quando o sérvio estava no auge por que então não comsegue vencer mais, já que segundo vocês o sérvio está abaixo e Roger continua o mesmo?

    Eu sei a resposta. Quero saber a tua.

    Responder
  13. Vitor Hugo

    Um feito do suíço que eu considero um dos maiores, foram os cinco títulos no u.s open e Wimbledon, os slam mais importantes, vencidos 5 vezes seguidas. Nenhum outro tenista conseguiu ou conseguirá algo parecido. Fantástico!
    Outro feito do suíço que eu considero fantástico, é o suíço ser o único a conquistar pelo menos 5 títulos em três slam diferentes e pelo menos 6 em dois slam diferentes. Não resta dúvidas que seus feitos são os maiores da história!

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Wimbledon – servebot Phillippoussis, servebot Roddick, servebot Roddick, Nadal moleque saibrista e sem saque de 20 anos, Nadal moleque saibrista e sem saque de 21 anos.
      US Open – Hewitt tomando bicicleta, Agassi de fraldão, servebot Roddick, Djokovic moleque de 20 anos, Murray moleque de 21 anos.

      Assim até a minha avó.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Comentario puramente infantil com objetivo claríssimo de alimentar discórdia.

        E olha que o participante Vitor fez apenas um elogio ao Federer, sem sequer citar a “divindade” do cara.

        Daí a gente tira qual é a torcida sempre começa com as confusões…

        Responder
  14. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, gostaria de saber se algum canal vai transmitir os jogos do Brasil na Copa Davis.
    Tenho encontrado uma ligação entre tênis, o blog e a música.
    Numa mensagem anterior coloquei Palpite Infeliz do Noel Rosa.
    Agora fiz uma paródia de outro samba:
    Por que choras tanto assim rapaz
    Chega já é demais
    Se é por causa de um tenista
    É bom parar
    Porque ele não sabe te contentar,

    Responder
  15. Rubens Leme

    E parabéns ao Big Mac, o maior canhoto da história (ou segundo? ou terceiro? ou quarto?), pelos 40 anos do seu número 1, quando também liderava o ranking de duplas. Um jogador excepcional, de uma era fantástica e batalhas épicas contra o Rei dos Reis (que lhe fornece um enorme suprimento de cuecas todo ano, segundo o próprio John McEnroe), Connors, Lendl, Gerulaitis, Becker, Wilander, Ashe, Vilas, etc etc etc.

    Além de todo talento, dono de um temperamento zen, sempre educado, falava baixo e humilde, um duro contraste contra o mercurial e destruidor de raquetes sueco e o irreverente Jimbo.

    Que trio, Dalcim, que trio!

    Responder
      1. Rubens Leme

        A entrevista para a televisão sueca, onde contou que sempre ganha cuecas da grife de de Bjorn, é antológica, até porque os apresentadores dizem que Borg é um mistério inclusive pros suecos (John McEnroe “Bjorn Borg always gives me free underwear” – https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=7zO3w8_F8XE).

        A amizade entre os dois virou algo real e rara. Mac ficou horrorizado quando soube que o sueco iria vender dois troféus de Wimbledon e duas raquetes com que disputou estas finais, e o convenceu a não fazer isso. Connors e Agassi ligaram para Borg e se comprometeram a comprar tais relíquias e deixarem com o sueco mesmo, apenas para ajudá-lo.

        McEnroe, aliás, diz que Borg é um dos seus amigos mais próximos e diz que a “culpa disso” foi do falecido Vitas Gerulaitis, que o introduziu na vida noturna de NY e a quem o sueco considerou seu grande companheiro no circuito, especialmente em treinos.

        Resumindo: a amizade genuína entre os dois gênios é algo que Federer e Nadal tentam imitar e vender hoje em dia, mas não chega aos pés do original e que apenas faz aumentar minha admiração por aqueles tempos, onde o mundo tinha muito menos marketing e muito mais espontaneidade.

        Responder
        1. Barocos

          Rubens,

          Para falar a verdade, nunca gostei muito do jeitão “atrevido” e “afetado” do McEnroe dentro das quadras, mas que ele era um tremendo tenista isto ele era. É um tipo que faz muito sucesso lá nos USA, mas a recepção que ele tinha na Europa não era lá esta coisa toda.

          Agora, hoje em dia atuando como apresentador e comentarista, ele é muito bom, realmente, ele nasceu para isto, ele é um tremendo showman.

          Responder
        2. Sérgio Ribeiro

          Tentam imitar ? Tá de brincadeira, né parceiro ? Federer e Nadal não estão nem aí pro que fazem Borg e Big Mac . E nem consideram o Sueco “ Rei dos Reis “ de coisa alguma. Esses caras jogaram apenas 14 partidas entre si .. Estão longe de ter a história dos recordistas de público de TODA a Era Profissional do Esporte. Voltemos pras músicas . Abs!

          Responder
        3. Miguel BsB

          A partir do momento que Rafa se casou e não convidou Roger, ficou claro que essa amizade é mais marketing que verdadeira.
          Essa estória dos troféus é sensacional!
          Se Nadal falir e tiver que vender seus troféus de RG, pode ter certeza que Roger e Nole vao comprar todos e FICAR com eles…hahahaha

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Roger casou primeiro e não convidou o Espanhol. Borg teve seríssimos problemas extra quadra que comoveram o mundo. E que não cabe aqui enumera-los. Mas fica a ressalva que até mesmo Tenistas amadurecem … Abs!

    1. Barocos

      Além de todo talento, dono de um temperamento zen, sempre educado, falava baixo e humilde, um duro contraste contra o mercurial e destruidor de raquetes sueco e o irreverente Jimbo.

      Sei ! KKKKKKKK

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Diversão garantida e ver alguns não saberem interpretar o comentário. Já sei, vai dizer que está muito confuso ou arrogante rsrsrs Leia direito . Entre os QUATRO melhores. É óbvio que faltou o Canhoto Rod Laver . Simples assim meu caro “ diversão garantida “ rsrsrs Abs!

        Responder
      2. Maurício Luís *

        Luiz, olha, também acho uma coisa meio escalafabética chamar Mckenroe de “maior canhoto da história”. Porém ele conseguiu uma proeza que o Nadal não vai conseguir nunca: ser número 1 em simples e em duplas simultaneamente.

        Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Pois e, caro Maurício. O espetacular Stefan Edberg também conseguiu a proeza de ser N 1 do Mundo , em Simples e Duplas, mas não simultaneamente . Acho que ninguém vai tirar esse feito incrível do Big Mac . Exceto Martina Navratilova. Abs !

          Responder
        1. Sérgio Ribeiro

          Ps. As irmãs Willians , mas não simultaneamente. Embora Serena conseguiu o Ouro Olímpico em Simples e duplas na mesma edição. ABS!

          Responder
      1. Rubens Leme

        John foi casado com Tatum O’Neal, a mais jovem atriz a ganhar um Oscar, com apenas 10 anos, pelo filme Luar de Papel, onde contracenou com seu pai, Ryan, o mesmo de Love Story.

        Depois se casou com Patty Smith (não a poetisa, madrinha do punk, mas a líder da banda Scandal), que era casada com o Ricardo Capeta, a saber Richard Hell, líder do Richard Hell and the Voidoids, que lançou um disco antológico, Blank Generation.

        Como não gostar de um cara destes, que deu um tempo na carreira, após seu primeiro divórcio e foi até ter aulas de guitarra com Eddie Van Halen e Eric Clapton e montou a The Johnny Smyth Band?

        Ou seja, além de tudo, John é, de fato pop, e um showman.

        Responder
  16. Paulo Almeida

    José Yoh, você se perde nas desculpas esfarrapadas de idade. Não, a decadência não começa aos 30 e isso já está mais do que provado.

    Djoko e Nadal jogam a maioria dos torneios e os vencem ou fazem ótimas campanhas. Fregueser começou a ser dominado pelo sérvio porque este se tornou superior mesmo. Aceite.

    Responder
    1. Jose Yoh

      Se decadência física não existe após os 30, peço que justifique (com argumentos, claro) porque seu deus passou de 14 títulos de M1000 em 2014/15/16 para 4 títulos em 2017/18/19. Passou quase dois anos inteiros sem ganhar nada. Com vários torneios saindo antes das quartas.

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Novak_Djokovic

      Posso falar bobagens, mas jamais falo “aceite” e muito menos tento provar coisas sem ter argumentos.

      E evito poluir o blog com minhas bobagens. As pessoas tem mais o que fazer.

      Responder
      1. Barocos

        Djokovic teve um sério problema no cotovelo e, ao invés de procurar os melhores especialistas em articulações que existem, entrou numa de “zen” e foi “abraçar árvores”. Após tratamento, inclusive com cirurgia, voltou com tudo no circuito. Simples assim. Não estou falando que os outros não tiveram problemas físicos também em suas carreiras, tiveram, mas foram bem mais pragmáticos.

        Responder
      2. Paulo Almeida

        É sério isso? Bom, vou responder mesmo assim.

        Djokovic ficou quase 2 anos lesionado ou se recuperando da cirurgia no cotovelo até voltar à boa forma e ganhar Wimbledon. Não passou esse período em branco porque tinha passado dos 30.

        E ano passado ele jogou mal os Masters americanos porque prolongou demais as férias e ficou envolvido demais com questões políticas. Foi um erro que ele não cometeu agora.

        O fato é que, depois dos 30, ele já emendou 5 Slams (3 seguidos) e o Federer 4. São nove anos de domínio absoluto com 21×10 e 9×2 em GS.

        Abs!

        Responder
  17. Sandra

    Dalcim, já existia antes esse challenguer de Índian Wells ? Achei super interessante , quantos pontos da ? E e no mesmo local do master?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, no mesmo local. Dá 125 pontos e existe desde 2018. Acontece nessa semana para atrair os tenistas que não estão da Davis e querer ritmo para o Masters.

      Responder
  18. Rodrigo S. Cruz

    Barocos,

    desculpe por ter demorado tanto em te responder.

    Na verdade, eu havia prontamente respondido a tua pergunta quando você me citou abaixo.

    Só que o teor do post não deve ter agradado a moderação que optou por excluí-lo na íntegra.

    Mas voltando:

    você tem razão quando diz que muitas vezes eu acabo caindo em provocações muito infantis.

    E sobre o Djokovic eu realmente não destrinchei as qualidades inegáveis dele que você mencionou…

    Apenas me centrei em ironizar o meu desafeto ao ele proclamar que o atributo precípuo do sérvio seja o talento.

    Coisa que eu discordo frontalmente…

    Abs.

    Responder
  19. Sandra

    Dalcim , vc saberia informar a razão da dificuldade de recuperação do Del Potro na cirurgia do joelho e perto da cirurgia do joelho do Federer pois o Federer se recuperou muito mais rápido , aliás todos que vi se operando do joelho foram complicados

    Responder
  20. Vitor Hugo

    Nos últimos cinco anos, Federer lidera no aproveitamento do segundo serviço com 58,76% dos pontos ganhos, Nadal tem 57,96% e Novak 56,92%. Está no tênisbrasil. Comparação apenas entre os três.
    E tinha gente que ousou dizer que o segundo serviço de Novak é melhor que o de Federer. Kkkkkk Não é melhor nem que o de Nadal.

    Detalhe: Federer lidera mesmo muito longe do auge.

    Responder
    1. Nattan Lobatto

      Vitor, novamente vc banhou-se nas águas do equívoco. A análise foi realizada em todo o circuito e o big 3 novamente se destacou nesse quesito.
      Mais equivocado ainda, é afirmar que o Djoko tem um serviço melhor que o do Federer. É nítido que não… Assim como é nítido que o serviço do sérvio é melhor que o de Nadal, tanto em velocidade quanto em precisão, perdendo ligeiramente e apenas em aproveitamento do 2º serviço… De qualquer forma os 3 são brilhantes..

      Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Aí eu preciso concordar com ele, nobre Natan…

          Se cabe a crítica um pouquinho mais severa ao Vitor, deveria caber também ao Paulo.

          Não é porque ele é nolista que todo absurdo que escreve deva ser aplaudido por você…

          Responder
    2. Rafael Azevedo

      Mas, perceba que eles são os 3 melhores nesta estatística, entre todos os tenistas, e a diferença entre eles é mínima.
      Ou seja, a conclusão óbvia não é que o saque de Fulano é melhor do que o de Beltrano, mas, sim, que esses 3 são monstros do esporte e os melhores das últimas gerações.
      Meu tributo a essas 3 lendas do tênis.
      #Nenhum dos 3 é Bagre
      #Nenhum dos 3 é sem técnica
      #Nenhum dos 3 é uma fraude
      #Nenhum dos 3 é unidimensional
      #Nenhuma conquista desses 3 pode ser desqualificada por “parrudez”

      Responder
      1. Barocos

        Pois é, comentei isto há muito tempo atrás e postei o link de um comentarista internacional bem conceituado sobre o assunto. A conclusão profética dele foi a seguinte: se o Djokovic não tivesse aparecido no circuito, muito provavelmente não estaríamos tendo a discussão sobre o GOAT pois, nesta época, as estatísticas todas pendiam para o lado do Nadal (descontada, claro, a diferença de anos no circuito entre eles), entretanto, com a ascensão do Novak, a até então unanimidade sobre quem mereceria o título do GOAT poderia ser ameaçada. Não deu outra.

        Só para deixar claro, os 3 são fantásticos. Hoje em dia, pesando as diferenças, inclusive de idade, que existem entre eles, acho que, no final das contas, se tudo caminhar conforme as previsões dos analistas, não será possível apontar nenhum dos 3 como merecedor do título de GOAT utilizando-se apenas critérios técnicos, ficando tal denominação a cargo de preferências individuais.

        Desculpe se estou sendo repetitivo, já postei, em linhas gerais, tal argumento diversas vezes (esta sendo, provavelmente, a última).

        Responder
        1. Jose Yoh

          Grande Barocos, quando tentamos argumentar com “se”, sempre podemos cair na própria armadilha.

          Se Djokovic não existisse, Federer talvez tivesse mais uns 3 slams na conta. E acho que teria uns 9 finals.

          Não acho que mesmo passando nos slams as pessoas deixariam de discutir sobre o GOAT, já que 12 slams do Nadal são no saibro, e também não creio que o espanhol passaria o número de semanas no topo.

          Outro detalhe importante é que Nadal normalmente passa metade do ano se recuperando de lesões após a temporada de saibro. Nesse período fatalmente daria Federer nos slams.

          Grande abraço

          Responder
  21. Matheus

    Não existe qualquer sentido em não dizer que Rafa é o melhor é maior da história. Vai bater todos os recordes do suíço.
    Eu sou suspeito pra falar pois amo Nadal. É um amor incondicional!
    Seus torcedores são os mais apaixonados.
    Gostaria que o grande Luis Fernando falasse um pouco sobre nosso amor por Rafa. Suas palavras Lu.

    Beijos e abraços

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Vou comentar, não acerca do rafa, mas acerca dos fakes nojentos que parasitam o blog, que mesmo travestidos por nicks não tem coragem de postar o que realmente pensam…

      Responder
    2. Maurício Luís *

      Quando a emoção é colocada acima da razão, acontece isso. O ídolo num pedestal de um mundo mágico. O tempo vai lhe fazer compreender certas coisas.

      Responder
  22. Adriano Souza

    Dustin Braw tem mais habilidade doq Kyrgios, Fognigni, Monfis e Benoit Paire e Federer.

    Se for pra falar no quesito habilidade, digo logo a verdade.

    Responder
    1. Maurício Luís *

      Realmente. Mas infelizmente, o que sobra a ele em habilidade, falta-lhe em consistência. E o que sobra a ele em cabelo, falta ao Nadal…

      Responder
  23. Enoque

    Seguindo na linha do Rogério e Barocos, acrescento o seguinte levantamento, que mostra que antes da era big 3, a idade do auge dos grandes tenistas do passado era em média 23 anos. Considerando que um domínio é inquestionável quando se mantem por 1 ano ou mais de maneira consecutiva. Assim, listo a sequência histórica:
    Tenista semanas de/até idade
    Connors 160 jun/74 – ago/77 21/24
    Borg 67 mar/80 – jul/81 23/24
    Mc Enroe 58 ago/81 – set/82 22/24
    Lendl 157 set/85 – set/88 25/28
    Sampras 82 set/93 – abr/95 22/23
    Sampras 102 abr/96 – mar/99 24/27
    Hewitt 75 nov/01 – abr/03 20/23
    Federer 237 fev/04 – ago/08 22/27
    Nadal 46 ago/08 – jun/09 22/23
    Nadal 56 jun/10 – jul/11 24/25
    Djoko 53 jul/11 – jul/12 24/25
    Djoko 122 jul/14 – nov/16 27/29
    Djoko 52 nov/18 – nov/19 31/32
    Djoko ? fev/20 – ? 32/?

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Djokovic não tem nenhum rival jovem e de grande potencial hj como Federer tinha quando estava com 32 anos. Quando o suíço tinha a mesma idade que o sérvio tem hj, Roger teve que enfrentar Nadal e Novak na casa dos 26/27 anos, no auge ou próximo dele. Percebe a diferença?

      Responder
      1. Barocos

        Vitor Hugo,

        Aceite que os três jogam muito que dói menos. Habilidade não é exclusividade do Federer e, no final das contas e em quase todos os esportes, ganha a capacidade atlética, ou seja, o conjunto, ou você acha que o Pelé seria quem foi se não fosse pela condição física excepcional que ele tinha?

        Com o Lógico fica engraçado ler as coisas que ele escreve porquê, nitidamente, ele formula um texto recheado de ironia mordaz com o intuito de provocar e fazer rir. Não é o seu caso e algumas das suas ponderações são risíveis em face aos fatos registrados na história do tênis.

        Responder
        1. Jean

          Concordo. O que o Marquinhos e outros federistas e nolistas xiitas ficam poluindo esse blog com malabarismos de raciocínio pra “ganhar” uma discussão tão sem sentido é de doer. Mas, ainda encontramos alguns bons comentários nesse mar de asneiras desse povo. Um dia o Dalcim já acenou a criação de um blog separado pra essas pessoas. Quem sabe isso vira realidade logo não?!😉

          Responder
        2. Vitor Hugo

          Barrocos, todos os três jogam muito, cada um na sua característica. Entenda, colega, que tem muita coisa que eu escrevo aqui que é direcionada para os haters, fanáticos por Nole.
          Não leve muito a sério tudo que eu escrevo.

          Responder
    2. Enoque

      Concordo com vc Vitor Hugo. Está faltando renovação de alto nível. Já tivemos várias gerações passando pela idade ótima (22 a 25 anos) sem assumir a liderança e pode ser que passe também para Thiem, Medvedv e Zverev. Restando então o Tsisipas que ainda não passou este período. Só que o Djoko não nada com isso, está fazendo seu papel. Se não fosse ele seria o Nadal a acumular centenas de semanas na liderança.

      Responder
  24. Rodrigo S. Cruz

    [Jonas]

    “Um tenista em decadência física não joga até os 38 anos em altíssimo nível, Luiz. Isso deveria ser óbvio.
    Acredito que o big 3 já passou do auge. Seria ótimo assistir aquele Djokovic de 2011 novamente que não errava uma bola, ou o Nadal de 2010, 2013. Só que os três seguem motivados e em alto nível, não tem motivo pra parar”.

    É chato ser repetitivo, mas com você é preciso.

    Parece-me óbvio que você apela quando afirma que o Djokovic não esteja no esplendor da sua forma física.

    Basta ter OLHOS para ver o quanto o cara voa. Parece até que joga dopado!

    (não estou afirmando que ele faça isso, mas apenas sendo enfático).

    Mas é um rendimento tão descomunal que ele faz parecer que a própria Nextgen usa BENGALA!

    Porém, vamos momentaneamente admitir que a tua visão possua alguma base.

    Mesmo nesse caso, ainda assim não SE COMPARA o rendimento físico do Federer com o rendimento físico do Djokovic hoje!

    Ponto final.

    Wimbledon 2019 foi uma exceção.

    Já que há muito tempo não se via o Federer dar tanto trabalho para o Djoko em melhor de 5 sets.

    Responder
    1. Jonas

      Me refiro a auge (GERAL), Djoko jogava mais em 2011-2015, era um tenista melhor.

      Continua dominando? Sim. Nadal também domina em RG e venceu o US Open ano passado não foi?

      Estão no AUGE? Creio que não, já jogaram mais tênis.

      Responder
  25. Rodrigo S. Cruz

    [Luiz Fabriciano]

    “Vou entrar aqui um pouquinho Rodrigo.
    Você sugeriu uma pergunta ao Jonas: “Se o sérvio e Federer tivessem físicos parelhos, quem venceria?”
    Eles nunca tiveram isso, porque a diferença é de 6 anos, mas desde quando o h2h se inverteu? O suíço já era decadente fisicamente?
    Não acredito, mesmo ainda hoje.
    Aja vista Wimbledon 2019”.

    Se “decadente” for uma palavra extrema para você, não seja por isso, já que o cerne sequer é este.

    O fato é que o suíço está muito mais longe do auge físico do que o sérvio.

    E que é injusto comparar o rendimento físico dele HOJE, com o do Djokovic HOJE.

    Simples.

    Wimbledon 2019 foi uma grata exceção que tivemos.

    Uma grande pena o Federer perder aquela partida, pois talvez tenha sido a ÚLTIMA chance dele vencer o sérvio em Majors.

    Pois em VÁRIOS outros embates com o Djoko em Grand Slams (incluindo Wimbledon) observamos uma clara queda gradual do Federer à medida que o jogo se alongava.

    Um outro fato é que todo ano o suíço acaba sacrificando muitos torneios a fim de priorizar a grama.

    Ou seja, o objetivo máximo dele em toda temporada continua sendo Wimbledon.

    Você tem mesmo coragem de afirmar que a idade dele não tem qualquer influencia num calendário tão enxuto?

    É muito diferente de comparar com o Djokovic que tem físico de sobra para jogar o ano todo, e ainda VOANDO!

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Oi Rodrigo, beleza pura?
      Minha comparação envolve unicamente Federer x Djokovic e eu a mantenho.
      Muitos enfatizam a questão física do sérvio e ainda vão adiante, absurdamente, afirmando que ele só é vencedor por isso. Mas esquecem de prestar a mínima atenção no mesmo atributo do suíço, que é igualmente excepcional comparado ao sérvio. A maioria de seus torcedores se vangloriam de que o suíço, em mais de 1000 jogos, jamais abandonou um sequer – o que é um fato a ser admirado, sem precedentes – mas não falam que isso se deve a um físico privilegiado, ou não?
      Wimbledon 2019 para mim não foi uma grata exceção, para mim foi uma constatação do que ele é. Ganhou lá em 2017. Ganhou Austrália 2017 esbanjando físico. Repetiu lá 2018 dando um baile na final. E o motivo do baile? Um adversário anos-luz inferior tanto ao sérvio quanto ao espanhol. Só não fez mais em Wimblendon 2018 porque se descuidou depois de abrir 2 x 0 em Kevin Anderson e perdeu o jogo. Ou isso não é um fato completamente fora da curva?
      Federer joga fácil e todos os problemas dele atualmente se deparam no enfrentamento com Djokovic. Veja um exemplo: Tem ampla vantagem diante de Nick Kyrgios. Um cara que esbanja juventude e talento, segundo você mesmo, dos maiores. Então há um conjunto de fatores em jogo além da idade entre sérvio e suíço.
      Repito, Federer é um excepcional jogador de tênis, que sabiamente ainda não pendurou as raquetes, pois pode produzir muito, o que só me deixe ainda mais contente por ver meu tenista favorito ampliar seu domínio sobre ele.
      Grande abraço.

      Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Errado!

          Tanto isso é mentira que ele derrotou o sérvio recentemente em melhor de 3 sets.

          Tanto ele não é inferior que o próprio sérvio precisou de um década para reverter o h2h negativo…

          Pare com esse hábito ridículo de diminuir somente o Federer, e não falar nada de nenhum outro.

          Exalte o seu ídolo sem ter de achincalhar o arquirrival dele…

          Responder
          1. Jonas

            A discussão aqui é Federer x Djoko.

            Não, não me refiro a TODOS os jogos e sim a maioria dos confrontos.

            Federer venceu alguns encontros marcantes como RG 2011 e WB 2012 não foi?

            Pois então, venceu com méritos. Essas desculpas de idade são muito chatas e sem sentido cara.

            E o Federer segue em altíssimo nível ano após ano.

            O Novak daqui a pouco vai perder um jogo, não tenho dúvidas disso. Vou lá e coloco na conta de seus 32 anos…como o cara está acabado não é? Sem sentido isso.

      1. Jonas

        Se Federer pendurasse as raquetes em 2010-2011 como esse pessoal sugere, tendo o suíço 29-30 anos nesse época, sinto dizer, mas já estaria batido por Nadal e Novak com muita folga.

        Responder
        1. Jose Yoh

          Bem, por outro lado se eles já tivessem batido os recordes dele, não estaríamos vendo a belíssima batalha dos velhinhos… Não tenho dúvida de que eles vão parar se baterem.

          Tudo tem um caminho a seguir Jonas, ainda bem.

          Responder
      2. Rodrigo S. Cruz

        Luiz,

        não estou falando do físico em relação a se machucar ou deixar de se machucar.

        Todos se machucam. Inclusive agora, o suíço sofreu uma lesão mais séria e só retorna em Junho…

        E não é porque o cara adotou como tradição não abandonar jogos que o físico dele seja igual ao do sérvio.

        Falo aqui de RENDIMENTO.

        Quem é que consegue alongar muito mais os pontos, jogar muitas horas, fazer defesas impossíveis. É o Federer?

        Não. É o Djokovic!

        E se a gente levar em conta que o sérvio é o tenista que mais exige do suíço física e mentalmente.

        E levar em conta que ao longo de todo jogo o sérvio mantém o físico em alta, ao passo que o rendimento do suíço oscila, a comparação se torna injusta…

        Veja: o momento do Djokovic é muito melhor. Aí é que está.

        Mas enfim, como você disse que manterá a tua opinião. Paciência…

        Saiba que eu (ainda mais) manterei a minha…

        Abs.

        Responder
      3. Jose Yoh

        Luiz, não tenho dúvida nenhuma que Djokovic joga melhor que o Federer já há alguns anos. Mas não tem cabimento compará-los hoje.

        Até uns 10 anos atrás, não haviam atletas de mais de 30 anos que conseguiam jogar em alto nível (em qualquer esporte) a ponto de ser top 3.

        Isso muito por conta da decadência física porque o corpo tem recuperação mais lenta das lesões e do cansaço muscular.

        Se você tem mais de 30 e joga tênis ou outro esporte desde cedo você sabe do que estou falando. A partir dos 30 aparecem várias lesões que não tínhamos quando novos. Aposto que você teve alguma nessa idade!

        Imagine isso ao nível profissional, jogando dia sim dia não. Não há corpo que aguente.

        Se você ver na wikipedia, verá a clara decadência do Federer após os 30. E do Nadal e do Djoko também, considerando que eles enxugaram o calendário (coisa que aprenderam com o suíço). Veja principalmente o quadro colorido de cada um no final.

        https://pt.wikipedia.org/wiki/Novak_Djokovic
        https://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Nadal
        https://pt.wikipedia.org/wiki/Roger_Federer

        Percebe-se graficamente a queda absurda dos três. Quem pensa que eles estão jogando como quando tinham 26 anos estão REDONDAMENTE ENGANADOS.

        Então idade ainda influencia muito. 6 anos de diferença é muita coisa no nível profissional.

        Veja que os nolistas não comparam Federer de 28 anos contra o Djoko de 22, justamente por causa da idade (era muito imaturo). Mas na verdade ele já era número 3 e jogava contra ele (quase sempre perdendo) há muitos anos. Justamente por ter disparado nesta época, a distância hoje não é tão grande no H2H. Que eu me lembre, Novak não era uma ameaça séria ao Federer, a ponto de torcer para ele ganhar do Nadal que era a real ameaça.

        Pergunto: quando Nadal e Djoko tiverem 38 você realmente acha que poderíamos compará-los com os jogadores de 32?

        Seria o mesmo que comparar o Messi contra o Ronaldinho Gaúcho, hoje (digamos que ele fosse mais disciplinado e estivesse melhor fisicamente). Ou mesmo há alguns anos atrás.

        Grande abraço

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          A questão Yoh, não é discordar de declínio físico, quem é o louco que faz isso?
          Isso é da natureza. O que discordo é que muitos SÓ atribuem à isso o domínio de Djokovic sobre Federer depois que o sérvio atingiu sua maturidade. Vou repetir o que já disse várias vezes: Federer nada de braçada em garotos mais jovens até que os próprios Djokovic e Nadal e o motivo é simplesmente que essa dupla é bem superior aos jovens citados e não citados e como tu mesmo disseste, são #1 e 2 do mundo, respectivamente.
          E discordo de você quando diz não ter cabimento compara-los hoje. Tem porque a história deles começou a ser construída há muito tempo e não deve ser parada enquanto ainda estiverem em atividade. O Andy Roddick deu a dica para manter o h2h positivo contra o sérvio.
          Tenho próxima a 51 de idade e há mais de um ano não ponho os pés numa quadra, mas o motivo é outro e não por lesão, que nunca tive.
          Mas atletas da magnitude desses caras têm tratamentos que não imaginamos e todos, em qualquer idade as tem. Vimos ultimamente vários da NextGen pararem para se tratar: Coric, Aliassime, Kyrgios etc. Del Potro sofre desde sempre, Nishikori idem.
          Sobre sua perguntar de comparar Nadal e Djokovic com 38 e os outros com 32, não posso fazer nada por enquanto. Vai que Nadal ganhe RG mais uma vez esse ano e na hora de “morder” o troféu diga que resolveu ser pai de família dali para frente?
          E para finalizar, em momento algum bato que o envelhecimento não cause decadência física. A questão é apenas o Big3.
          Grande abraço.

          Responder
          1. Jose Yoh

            Luiz, não é o seu caso, mas alguns aqui querem comparar o momento atual e inferiorizar o suíço dizendo que ele apanha há anos do sérvio.

            Perde (não apanha) há anos porque há uma decadência física clara nele. Coisa que irá acontecer com o sérvio também salvo se a tecnologia evoluir muito. Não é desculpa nenhuma, é algo que acontece a todos atletas.

            O engraçado é que os mesmos não comparam com o Federer de até 29 anos, quando o H2H era amplamente favorável ao suíço. Dizem que o Djoko era imaturo, quando ela já era número 3 do mundo há anos. Já tinham disputado umas 20 partidas.

            É apenas isso que queria deixar claro.

            Abraços

  26. Vitor Hugo

    Como Federer é muito superior ao sérvio na técnica tem larga vantagem sobre Novak no geral, apesar da grande diferença física com relação ao pirulito.
    Se os dois apostarem corrida nos 100, 500 ou 2.000 mts, Novak venceria, pois tem mais explosão muscular e resistência.
    Bom, Federer é melhor que Novak. Fato! Pena os dois não terem a mesma idade e a certeza de um bom h2h favorável para o suíço.

    Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Pois é.

        Curioso é que para você nada vale quando é a favor do suíço;

        Agora, se for a favor do Nadal ou do Djokovic aí tudo passa a valer : pouca idade ou muita idade…

        Responder
  27. Paulo Almeida

    De fato, o jogo maravilhoso de Magic Nole atrai cada vez mais pessoas às arenas. Além de ser o maior campeão DISPARADO da melhor e mais difícil era do tênis, ainda proporciona grandes espetáculos, como pôde ser visto recentemente na ATP Cup, no Australian Open e agora em Dubai. Seus golpes encantam qualquer amante do esporte.

    Agora em Indian Wells e Miami, não deverá ser diferente. Continuará disputando com seu maior rival Nadal o recorde de Masters 1000, que é o segundo mais importante. Hoje há um empate técnico, mas vejo o GOAT na frente da disputa, uma vez que possui todos eles (Golden Masters) e o espanhol ainda carece de três.

    Responder
    1. Thiago Silva

      O jogo do Cotonete é chatíssimo, não sei em que universo paralelo você vive pra achar bonito um jogo daquele, mas gosto é gosto, tem gente que paga por um quadro do Romero Brito, deve ser o mesmo tipo que paga pra ver o Cotonete.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Não, chato deve ser o tanto que ele bate no Capivara, com 22×10 de 2011 pra cá.

        Quis provocar e seu tiro saiu pela culatra. Se o jogo do Djoko é chato, imagine o do Siri.

        Responder
  28. DANILO AFONSO

    Nobres, no último bimestre falou-se muito aqui no blog acerca da melhoria do serviço (saque) do DJOKOVIC.
    Vejamos abaixo algumas estatísticas comparando o saque DJOKOVIC durante a carreira:

    % Aproveitamento ACES (aces/serviços)
    2004 – 7%;
    2005 – 5,2%;
    2006 – 6,9%;
    2007 – 7,5%;
    2008 – 8,3%;
    2009 – 7%;
    2010 – 5,2%;
    2011 – 6,3%;
    2012 – 7,8%;
    2013 – 8,2%;
    2014 – 8%;
    2015 – 7,3%;
    2016 – 5,4%;
    2017 – 5,3%;
    2018 – 6,8%;
    2019 – 7,8%;
    2020 – 10%

    % de Pontos Vencidos com o 1º Saque/2ª Saque
    2004 – 60,8% / 43,6%
    2005 – 69,7% / 47,6%
    2006 – 71,8% / 52,6%
    2007 – 72,3% / 53,9%
    2008 – 73,7% / 56,6%
    2009 – 72,8% / 53,7%
    2010 – 70,8% / 52,1%
    2011 – 74,1% / 55,6%
    2012 – 74,9% / 56,3%
    2013 – 74,9% / 59,6%
    2014 – 75% / 56,4%
    2015 – 74,4% / 60,2%
    2016 – 73,5% / 56%
    2017 – 72,5% / 53,3%
    2018 – 74,3% / 56,7%
    2019 – 76,1% / 57,1%
    2020 – 77,8% / 55,4%

    Responder
    1. Marcelo Morais

      Danilo ou outro apaixonado pelo tênis!!!!
      A título de curiosidade. Vcs teriam a estatística desses dados ( 1° e 2° saques e aces) do big 3 , considerando apenas os confrontos entre eles ?

      Responder
  29. Oswaldo E. Aranha

    Pelos resultados recentes do tênis a choradeira inundou o blog, até estou pensando ir ao interior de Minas Gerais e convidar carpideiras para endossarem o coro.

    Responder
  30. Sandra

    Dalcim, será que o Kyrgios se machuca tanto por falta de treinamento adequado e pouco treinamento ? Ou até mesmo pela força ,afinal difícil e ve -lo perder serviço !!!

    Responder
  31. Joaquim Saraiva

    Só pude concordar com o que disse o Narck Rodrigues sobre o tênis do Thiago Wild em seu último podcast, Dalcim. A despeito da excelente direita do menino, para jogar no nível em que se pretende, urge sejam melhorados o revés, o saque (eu havia falado sobre isso em outra postagem) e a devolução. Além disso, embora o mental do paranaense tenha evoluído, ainda o vejo refém de suscetibilidades, o que pode atrapalhar seu desempenho, naturalmente. De todo modo, é impossível não se encher de esperança com o pupilo de João Zwetsch, que, se não for muito mimado, poderá sim figurar no top 20, no mínimo.

    Responder
  32. PIETER

    Caro Dalcim, você já tem alguma informação sobre um possível wild card para o Thiago Wild no Miami Open?
    Pergunto porque, sendo o principal patrocinador um banco brasileiro, isso torna tudo mais fácil, penso eu.
    E também acho que ele deveria desistir do torneio em Olímpia, ou para treinar ou disputar um torneio maior, onde pudesse pontuar mais, já visando assegurar um lugar na chave principal de RG.
    E, por último, me parece inescapável pensar que, no Rio Open 2021, já temos, com alguma dose de sorte, sempre necessária, um brasileiro com reais chances de atingir as rodadas finais.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, ainda não houve notícia, apenas especulações. Espero que haja sensibilidade por parte deles, ainda mais numa cidade tão latina. Não acredito que ele jogue Olímpia depois do cansaço que será essa viagem à Austrália.

      Responder
      1. PIETER

        Sim, o Thiago definitivamente mudou de patamar, não faz mais sentido ele disputar futures nos confins do país para faturar míseros pontos se chegar à final (algo sempre arriscado após o desgaste da viagem à Austrália). Espero vê-lo na chave principal de Miami. A colônia brasileira de lá, sempre numerosa, penhoradamente agradece…

        Responder
  33. Rogerio R Silva

    Bom dia Dalcim.
    As pessoas não conseguem ver a história sendo feita e ficam torcendo fanaticamente pra um jogador.
    Acho que é questão de idade,já fui assim.
    Após os talentos de Connors, Borg e McEnroe veio o domínio do Ivan Lendl.
    Hoje olho o Djoko e vejo a mesma a história de repetir.
    O Lendl não tinha o talento dos três citados acima e também não tinha o tênis bonito da geração que veio depois como Becker,Edberg e Wilander.Pete Sampras
    Já acho um degrau acima.
    Mas eu torcia pro carrancudo e falava pros mais velhos que ele era melhor.
    Hoje gosto do tênis plástico do Federer mas não desgosto do Nadal e do Djoko,não vai adiantar eu torcer contra.Acho que se vier vitória do Federer será ótimo mas,se não vier,sem problemas.
    Fico imaginando quanto tempo levara para alguém após esses três chegar a dez slam.
    Vou estar bem velho e rindo da cara deles e dos torcedores fanáticos que teremos então.

    Responder
    1. Barocos

      Entendo o seu ponto de vista, faz muito sentido. O que eu acho de diferente nestes últimos 22 anos é que, até então, a cada 5 anos mais ou menos um jovem se elevava a categoria de aspirante e passava a incomodar de verdade quem estava na ponta do ranking e, após o período de amadurecimento, conquistava o lugar de destaque. Federer se manteve no posto por uma geração, até aqui nada de incomum embora o número de títulos que tenha conquistado no período seja, por si só, impressionante, as suas virtudes “estilísticas” dispensam comentário, basta observá-lo jogar.

      Djokovic e Nadal já estão dominando o circuito por duas gerações e corre o risco de conseguirem fazê-lo pela terceira, o quê, convenhamos, é extraordinário. Repare que omiti que o Federer voltou a ocupar a 1ª posição aos 36 anos em 2018, algo igualmente extraordinário e que, também diferentemente do que acontecia, este não passou a ser amplamente dominado, embora tenha, obviamente, perdido a vantagem que tinha na proporção de vitórias à medida que o tempo e a idade, inexoravelmente, cobravam o seu preço. Atletas de ponta, por mais que a medicina avance, são como máquinas rodando à toda velocidade, o desgaste é inevitável.

      Não devemos nos esquecer que o mundo do tênis tem ganhado mais adeptos neste período, graças a maior visibilidade e aos incentivos financeiros distribuídos entre os jogadores, o que influenciou diretamente no incremento do número de praticantes de ótimo nível no circuito. Para mim, este é o período mais competitivo que já vi. Ainda assim o Big3 (que até a pouco era Big4, com o Murray um pouco abaixo dos outros 3) continua dominando o circuito.

      Com tudo isto, é duro ter que ler de uns e outros que este ou aquele que integra o Big3 é uma fraude, não tem habilidade, tem mental fraco ou qualquer uma destas idiotices. Temos 3 jogadores fantásticos no circuito e, ao invés de ponderarmos sobre a excepcionalidade da época e sobre o quê torna estes jogadores tão singulares, sobre quais são seus pontos fortes e deficiências em relação aos seus concorrentes diretos, temos aqui no blog um bando de malucos tentando depreciar aqueles que não são seus ídolos. É muita sandice, depõe contra o interlocutor, pois que ninguém sério dá valor a argumentações baseadas em ataques ad hominem e, além do mais, é um exercício fútil, já que as suas palavras em nada diminuem as conquistas sacramentadas.

      Como um amigo meu costumava citar: opiniões não podem alterar fatos, fatos deveriam alterar opiniões.

      Convém aguardar o que apenas o tempo pode mostrar.

      Responder
    2. Miguel BsB

      Caro, discordo da sua avaliação do Lendl.
      O seu tênis era bonito sim…esquerda à uma mão. Direita fulminante. Agressivo na medida certa…
      Sabia sacar e volear…
      E tb tinha físico, paciência e jogo de fundo para as longas trocas de bola do saibro, não à tôa faturou 3 RG.

      Responder
      1. Miguel BsB

        Ou seja, tinha muito talento…como o Djokovic tem tb, é óbvio!
        Ninguém conquista o que esses 2 conquistaram num esporte individual sem ter talento…

        Responder
      2. Rogerio R Silva

        Por isso era meu tenista favorito.
        Apresentou um sistema mais profissional e muitas inovações no esporte,até com uso do balé.
        Adorava ver os adversários correndo de um lado para outro igual “limpador de parabrisa de Fiat Uno”,como dizia um repórter que não lembro o nome.
        Mas não contesto o valor dele,de maneira alguma.
        Só o acho parecido com o Djoko ao que se refere em plasticidade e carisma.

        Responder
  34. Rodrigo S. Cruz

    Lacrimejei de rir agora. kkkk

    MARATÊNIS e frieza são talento, ou melhor: “partes do talento”.

    E o Djoko “nasceu” com muita força mental.

    Mas que ser privilegiado, não?

    O grupo infantil ” Trem da Alegria” pensava no Djoko quando cantava a música ” Fera neném”. HAHAHAHAHA

    (link da musiquinha abaixo)

    Pândega saída estratégica pela esquerda!

    E ora vejam, por falar em partes do talento, o elétron também possui partes.

    Portanto, se o do Fognini fosse um elétron, certamente o Djokovic seria um SPINON.

    E agora com vocês, Trem da alegria:

    https://www.youtube.com/watch?v=BvkIBNOXNgk

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Acho que ele foi criado em cativeiro, laboratório, pra não ter emoções. Era um bebê que não chorava, não chupava chupeta. Se chorasse, papai batia. Se ria, mamãe espancava. Daí todo o talento mental do jogador.

      Responder
  35. Enoque

    Curiosidade da história do tenis:
    O Connors ficou 160 semanas consecutivas na liderança do ranking entre 29/07/74 a 22/08/77. Um jovem garoto chamado Borg, interrompeu a sequencia e ficou 1 semana na liderança. Logo depois Connors retomou a liderança e ficou mais 84 semanas. Se não fosse por este detalhe o Connors teria ficado 245 semanas consecutivas na liderança, número superior às 237 do Federer e praticamente impossível de ser alcançável nos próximos 100 anos.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, foi o período maluco do ranking. Nesse 1977, Vilas ganhou dois Slam e fez final em outro e ainda assim não assumiu o número 1 (o Connors fez dois vices e Borg ‘só’ ganhou um).

      Responder
      1. R.P.

        Em 2016 Djoko só ganhou 2 majors e fez final de USOpen; final do Finals e venceu ainda os Masters de IW, Miami, Madrid e Canadá, além de outra final em Roma. Terminou o ano atrás do Murray.

        Responder
          1. R.P.

            Murray fez o ano da vida, mas não deixa de ser irônico. Não tenho os dados, mas desconheço outro tenista que, mesmo vencendo 43% dos big titles da temporada, não tenha terminado na ponta do ranking.

          2. José Nilton Dalcim

            Pois é, ganhou um Slam e fez final em outros dois, venceu três Masters e foi à final de outro, ganhou o FInals. E olha que o ouro olímpico nem valeu ponto.

        1. Luiz Fabriciano

          É porque Djokovic basicamente repetiu 2015, ou seja, trabalhou na defesa, enquanto Murray conquistou tudo que o Dalcim descreveu abaixo, para no ano seguinte, deixar a ponta novamente.

          Responder
        2. Sérgio Ribeiro

          Pois é, caríssimo RP . Vê se consegue se ligar na explicação do Dalcim e ensina pra turminha da Van , que não é só de “ Big Titles “ que vive o Ranking. Muito menos a babaquice de “ parrudo “ de alguns imbecis rsrsrs O ATP 500 de Acapulco deu o mesmo número de pontos que o “ parrudinho “ de Dubai. E Andy Murray provou por ironia pra cima de Novak Djokovic rsrsrs Abs!

          Responder
          1. R.P.

            É isso q acontece, Sérgio, qdo se joga na era mais competitiva do tênis; bem diferente da entressafra, onde vencer 2 majors, fazer a final de outro, chegar a final do Finals e final de Roma e ainda vencer mais 4 M1000 era certeza de terminar o ano com o dobro de pontos do segundo colocado.

          2. Luiz Fabriciano

            Sérgio, não tem nada a ver a ironia do Murray com Djokovic.
            Em 2015 o sérvio fez, para uns, a segunda melhor temporada de um tenista na história. Portanto, em 2016 ele pouco acrescentou pois teve muito a defender. Já o Murray, fez a sua em 2016, ou seja, fechou como #1 e exatamente no Finals onde o sérvio foi vice, tendo sido campeão no ano anterior.

      2. Rogerio R Silva

        Dalcim
        Como vc acha que estaria ranqueado o Connors entre os melhores de todos os tempos se ele não tivesse tomado aquelas punições?
        E se o Lendl tivesse ganhado Wimbledon?
        A história seria outra né?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Sim, mas não dá para avaliar situações com o ‘se’, Rogério. Big Mac esteve muito perto de ganhar Roland Garros, Borg perdeu quatro finais no US Open, Federer perdeu quatro finais de Slam que não deveria e por aí vai.

          Responder
      3. Sérgio Ribeiro

        Me desculpe , Dalcim . Foi pura treta com o Sul – Americano Guillermo Vilas . O cara venceu 145 partidas em 77 , com direito a bater Jimbo na FiNAL do USOPEN e na fase de grupos do FINALS , aplicando Pneu em pleno Madison Square Garden. Foi N 1 do Grand Prix e não foi da ATP . Sei ,.. rs Abs!

        Responder
  36. Ronildo

    Tem um novo talento recém descoberto no tênis moderno: fraquejar mentalmente e ceder match-points para depois esperar o adversário errar para poder entrar novamente no jogo!
    Este talento nato de Djokovic foi visto em ação na final de Wimbledom 2019 e na semi de Dubai contra o Monfins!

    Viva Djokovic e seu esplendoroso talento!👏👏👏👏

    Responder
    1. Jonas

      Você não entendeu ainda a importância dos big points em uma partida de tênis. Será que vai?

      Caras como Nadal e Djoko costumam (não é sempre) ser absurdos em momentos mais importantes do jogo.

      Federer também é excelente, contra jogadores de menor calibre ele faz chover.

      Já quando é exigido por jogadores do mesmo nível, que não o respeitam em quadra (caso do Djoko) , aí ele “treme”.

      Nem sempre o suíço joga mal o ponto. Acontece que o sérvio faz uma passada espetacular ou devolve no pé dele. Às vezes o próprio Federer sente a pressão do devolvedor e isola a bolinha. É um jogo de xadrez, no fim das contas.

      Responder
      1. Jonas

        “He’s a great, great player,” Federer said of djokovic after the match. “We know that.

        “He makes you hit balls. He serves well, he returns well, he moves well.

        “He’s mentally very tough. There’s so many things that can cover a problem, if there were one.”

        Vai nessa de que não existe força mental no tênis.

        Responder
        1. Ronildo

          Existe força mental no tênis sim Jonas! E a melhor e maior delas faz o tenista vencer sem dar chances para o adversário!

          Evidentemente que os maiores e melhores tenistas não são máquinas e falham de vez em quando. Mas ninguém pode negar que quando Djokovic foi sacar pressionado nos games finais do segundo set ele não queria de maneira nenhuma ser quebrado, pois significaria que Monfins sacaria para fechar o jogo.

          Me responda francamente: quando qualquer tenista vai sacar no 5 a 5 e é quebrado, isto significa demonstração de força mental?
          Desde quando estes pontos do 5 a 5 e principalmente o último ponto do game não é um big-ponto?

          Daí você vai dizer que não era um big-ponto porque ainda não era o macth-point!
          Neste caso eu te digo: o cara não teve força mental para manter o saque e a partir daí teve que torcer para que o Monfins mostrasse fragilidade na hora dele sacar!

          Ou seja, mental por mental, entre os grandes, quem se sai melhor é quem tem ou está com um físico melhor no momento.

          ENQUANTO MONFINS TEVE FÍSICO COMANDOU O JOGO! Você nega isso!

          Responder
          1. Jonas

            Por isso eu digo que não é sempre, ou seja, nem todo ponto importante isso ocorre. Djokovic sente pressão sim.

            Já vi ele vacilar e perder boas vantagens. Lembra do USO 13? Final contra o Nadal 0-40, terceiro set…acontece.

      2. Gildokson

        Você mesmo diz duas coisas diferentes no teu comentário. Primeiro disse que nos big points contra Djoko o Federer “treme” (coisa que vocês afirmam aqui mas não passa de comentário de resultado) e depois disso você mesmo afirma que nem sempre ele joga mal o ponto e ainda descreve um dando exemplo como você mesmo disse, uma passada excelente ou uma devolução no pé.
        Ele treme ou é mérito total do Djokovic ganhar esses pontos na hora certa? Decidi aí cara… o suíço treme ou o sérvio que é tão bom que conseguiu fazer aqueles winners naquelas semis de Us Open e essa passada em WB 19? Difícil vocês viu…

        Responder
        1. Ronildo

          Exatamente Gildokson, os comentários destes caras são cheios de contradições.

          Por tudo que vejo no tênis a 30 anos, a suposta superioridade mental de Nadal e Djokovic sobre o Federer advém do fato deles estarem este tempo todo na rabeira do Federer!

          Eu quero ver como o Djokovic vai se comportar se um dia chegar a sacar para bater um recorde do Federer! Desde, evidentemente, que esteja jogando com um adversário bem competitivo na partida; como Djokovic estava se mostrando competitivo contra Federer na última final de Wimbledom. Porque a última e talvez única partida em que a pressão maior estava para o lado de Djokovic, Federer venceu com autoridade conforme vimos no Finals de 2019. Daí estes caras vem com a conversa de que tal partida não era importante porque não era a final! Como não era importante se a partida valia a permanência na disputa pelo número 1 da parte de Djokovic! O que eu vi ali foi Djokovic sucumbir quando a pressão estava do lado dele! Se não foi isso, por favor, dêem o motivo para o fato de Djokovic ter perdido para Federer no Finals 2019!!!

          Responder
        2. Jonas

          Coloquei entre aspas. Tremer neste nível acho um pouco demais. Ele sente a pressão de sacar pro jogo diante de um exímio devolvedor.

          No último ponto em Wimbledon 19, o Federer deu uma bela madeirada depois de mais uma devolução funda do Djoko. Não é normal ele fazer isso.

          Sentiu a pressão sim. No ponto anterior, Federer havia tomado uma bela passada. Eram os 2 pontos mais importantes do jogo.

          Responder
          1. Ronildo

            Absolutamente normal, já que para Federer seria a maior conquista de todos os tempos. Sua própria esposa não conseguia mais manter o equilíbrio do corpo nas arquibancadas. Já para Djokovic o título valia bem menos, seria apenas mais um degrau pra alcançar Nadal e Federer.

          2. Gildokson

            Pow Jonas, o momento da passada e o da madeirada são totalmente distintos, se você me diz que ele vem sentindo a pressão em disputar tiebreaks contra o Djoko eu até concordo, mas sentir na hora que sacou para o jogo ele não sentiu, pode ter escolhido errado a bola, não conseguir cravar um terceiro ace consecutivo não é demérito nenhum contra o maior devolvedor da história.

  37. Oswaldo E. Aranha

    ,Fiquei muito contente com o desempenho do Wild, esperança no tênis brasileiro tão vazio nos últimos tempos.
    Por outro. ao ver alguns tétricos comentários no blog, percebo que o Zé do Caixão deixou herdeiros ao morrer.

    Responder
  38. Vitor Hugo

    Os motivos que fazem um tenista ser grande além dos títulos, feitos e recordes, é a capacidade de jogar bonito, fazer com que pessoas gostem do esporte, encher estádios, ser aplaudido e ovacionado, além do valor da marca, dinheiro que ganha com patrocínios, ibope, contribuição para o esporte e etc.

    Federer foi o tenista que fez o esporte dar um salto jamais visto, pois foi o único tenista que conseguir aliar títulos com jogo bonito, atraiu muitos novos fãs para o esporte. Onde quer que ele vá é aplaudido, dá espetáculo, é ovacionado. Além de tudo deve ter pelo menos uns 60% dos fãs do esporte torcendo por ele. Quando caí precocemente de um torneio, os preços dos ingressos e audiência cai, já foi mais que comprovado.
    É o maior da história com folga, nadando de braçadas.
    Nadal vem depois, pois tem muito dos quesitos citados por mim, além de fazer com Roger o MAIOR CLÁSSICO do esporte.
    Novak tem os títulos, feitos e recordes, mas não é muito popular, sua marca não vale nem próximo dos dois citados por mim, constantemente é vaiado nos jogos, joga feio….. Excelente competidor e só! Não contribuiu em quase nada para o esporte.
    Não me venham falar em dieta do glúten. É uma piada!
    Novak é o terceiro dá atual geração, mas se levarmos em conta os critérios mais razoáveis, não está nem perto dos cinco maiores da história. Dentro de quadra, um gigante, sem dúvidas!
    Popularidade, torcida, espetáculo e muitos outros quesitos, o sérvio é um peso morto.
    Já vi muitos e muitos jogos do sérvio em que a maioria da torcida estava com o rival, coisa que não acontece com Federer e Nadal.

    Fatos inquestionáveis! Me desculpem!

    Responder
  39. Ronildo

    Depois desta façanha do Tiago Wild ficou mais evidentes as regras elitistas da ATP como a regra de que os principais cabeças de chave entram nos torneios de master 1000 na segunda rodada. Eles deveriam ter uma regra dizendo que qualquer campeão de nível ATP, independente de ranking, herdaria a última cabeça de chave do próximo torneio de nível igual ou maior. Isto sim seria uma regra inclusiva, ao invés das exclusivas que a entidade tem.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Discordo mais uma vez caro Ronildo.
      O privilégio cedido ao cabeça em função de seu ranking é justamente valorização de sua capacidade de se posicionar ali. Djokovic, Federer e Nadal tiveram que conquistar isso também, salvo um ou outro convite.
      Por enquanto, o Wild não é nem top 100 e não poderia usufruir desse benefício apenas por ter ganhando um torneio – o seu primeiro.
      Sua hora vai chegar. Tudo indica isso.

      Responder
    2. Jose Yoh

      Penso que esta regra existe porque os cabeças geralmente jogam fases finais de torneios imediatamente anteriores, e ficaria muito apertado para viajar e jogar logo em seguida. Por outro lado acho elitista também.

      Como dizia aquela música horrível: o de cima sobe e o debaixo desce.

      Responder
  40. Rodrigo S. Cruz

    Uma pena o Kyrgios ter se lesionado.

    Seria um JOGAÇO contra o Nadal que teria feito de tudo para se vingar da derrota de Acapulco 2019…

    Responder
  41. Paulo Almeida

    Força mental e capacidade de defesa são frações (partes) de talento, nascendo com o atleta.

    Vou utilizar o Tsitsipas mesmo como exemplo: ele pode ter o melhor preparo físico possível que JAMAIS terá a movimentação e a elasticidade do Djokovic para todo esticado e na corrida ainda acertar a bolinha com absoluta precisão. Já para o mental utilizo o Federer mesmo: todos esses anos provaram que ele TREME em momentos decisivos contra os arquirrivais. Não adianta treinar, ele não nasceu com a capacidade de ser gelado como o GOAT.

    Fognini, kkkkkkkkkkkkkkk. Esse daí é um ELÉTRON perto do sérvio em talento. Chega a ser piada de mau gosto uma comparação torpe dessas.

    Os fatos estão lançados.

    Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Não precisa tanto , parceiro. Agora no FINALS 2019 , quando terminaria 6 vezes como N 1 e empataria com Federer com 6 Títulos , tremeu contra Thiem e contra o Craque. Somente esses fanáticos não perceberam rsrsrs Abs!

        Responder
  42. Vitor Hugo

    Além de querer ser amado, como vários tenistas disseram que Novak quer ser, mas na minha opinião, não vai acontecer. Agora além de querer ser amado, Novak também quer ser conhecido como um tenista habilidoso e que joga bonito, não à toa ele vem tentando adicionar drops no seu jogo, passando vergonha e mais vergonha partida após partida, assim como foi contra Monfis. Um show de horrores com seus drops medíocres, que não estão nem no top 20 dos melhores.
    Querer ser habilidoso muitos querem ser, mas o sérvio não nasceu com o DOM, talento e etc… Só se nascer de novo e olha lá!
    O negócio do pangaré servio e goat do Paraguai é ficar no fundo da quadra, empurrando bolinha pro outro lado e correndo feito um louco com seu “físico privilegiado ” e elasticidade diferenciada.

    Repetindo:

    Jogadores mais habilidosos do circuito e jogo mais bonito: Federer, Kyrgios, Monfis, Fognini e Dimotrov

    Jogadores com média habilidade e jogo razoavelmente bonito: Thiem, Brown, Nadal, Tsipas.

    Jogadores com pouca ou quase nenhuma habilidade e jogo feio. Os chamados ‘derrubadores de ibope’: Medvedev, Gilles Simon, Busta, Novak Djokovic, Opelka, Karlovic e Bellucci.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      E olha que foi só um ATP 500.

      Respire fundo e prepare-se para mais uma porção de títulos do GOAT Djokovic em 2020, o mais talentoso da história com boa margem.

      Responder
    2. Miguel BsB

      Em termos de jogo bonito e talento, Dustin Brown tá na prateleira de cima.
      Arrisco a dizer que talvez seja o mais talentoso de todos. É provavelmente o jogador que eu mais gosto de assistir…
      Mas é uma demonstração cabal que talento é só uma pequena parte do jogo…seu ranking e suas conquistas mostram isso.
      Faltou o Tsonga aí…e até mesmo o Gasquet, já que o assunto é talento e jogo bonito. Wawrinka tb…

      Responder
      1. Adriano Souza

        Também acho o Dustin Braw o mais habilidoso do circuito . E tem nego que só fala do enganador do Kyrgios kkkk

        Obs: O pessoal tem que entender que ter talento, não significa ser o melhor jogador. Pra ser o melhor jogador, tem que ter outros requisitos, importantíssimos
        Conjunto: Técnica, tática, físico e mental . Sem o conjunto completo de requisitos, não tem como ser o melhor jogador.

        Responder
  43. Ronildo

    Magistral Tiago Wild!

    Realmente eu não acreditava, visto a qualidade do rival na final.
    Agora torço para que ele tenha uma equipe competente para cuidar de seu físico e da sua saúde para que sua carreira não seja abreviada por contusão séria.

    Responder
  44. Vitor Hugo

    Tiago tem Nadal como ídolo. Aliás tanto o espanhol como Federer tem a preferência de quase 100% da next gen.
    Tsipas, Thiem, Kyrgios, Alcaraz, Zverev, de Minaur e etc tem Federer como preferido.
    Rublev, Tiago, Medvedev e etc tem Nadal como preferido.

    Responder
  45. Eduardo

    Oi Dalcim, que texto primoroso ! Acho que não lhe escapou nada na análise … muito bom !! Sobre o wild, eu o havia visto jogar a semifinal do juvenil de RG em 2018, e me pareceu que ele melhorou demais em 02 pontos: a profundidade das bolas e o saque. O forehand já era potente desde essa época, mas parece que agora ele está buscando fazê-lo mais a base do seu jogo. É por aí mesmo ? Você acha que ele poderá se sair melhor que o Bellucci no futuro ? Sinceramente pro nível do Guga acha que ainda falta muito feijão …

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Eduardo. Sem dúvida, ele está usando mais o forehand com um bom jogo de pernas que o permite fugir mais do backhand, isso foi fundamental nessas últimas campanhas. Bellucci chegou a 21º do ranking, é um tremendo resultado, e já será espetacular se o Wild se aproximar disso. Sem dúvida, o patamar do Guga é muito mais elevado.

      Responder
  46. Filipe Fernandes

    Dalcim e comentaristas do Blog, boa tarde!

    Caro jornalista, li seu elegante e primoroso texto (é como se, nele, a gente pudesse “visualizar” muito bem a partida em suas situações; escrevo isso pois não acompanhei ao vivo o ATP de Santiago, apenas o de Dubai), depois li (até então) todos os comentários exultantes feitos aqui pelo pessoal e reli novamente seu texto para, só assim, poder tentar tecer um comentário (meu segundo aqui, rs).

    Muito bacana ver um jovem talento despontar no Tênis brasileiro, espero também que Wild vá longe em sua iniciante, mas promissora, carreira (assim como também outros tenistas brasileiros). E é muito legal perceber, ao longo dos comentários, o anseio coletivo dos amantes do esporte para que ele siga seu caminho com melhorias, mentalidade, calma e, como resultado, ascensão e êxito nas competições. Quando estava lendo, Lembrei-me de uma análise bem interessante que o comentarista José Yoh escreveu no texto publicado por Dalcim recentemente que anunciava a cirurgia de Roger Federer, na qual ele pontuou que, no Brasil, em específico, temos uma necessidade de encontrar ídolos esportivos para suprir uma certa carência de felicidade que está ausente em outras esferas da sociedade e que, por isso, quando surge uma promessa num determinado esporte, a tendência dos cidadãos é, em boa parte, ou abraçá-la quando os êxitos são alcançados, ou rechaçá-la de imediato se em sua trajetória predominarem resultados decepcionantes, sem levar em conta a história do esportista (pois, como apontou Yoh, nem segundo, nem terceiro lugares servem muitas vezes, considerados “decepcionantes”).

    Fiz essa menção à bela análise dele porque realmente achei sensacional o misto de alegria, de solidariedade e de cautela que todos aqui (do excelente artigo do Dalcim aos(às) comentaristas) externaram, exaltando tanto o feito de Wild quanto reforçando suas possibilidades de aprimoramento, caso mantenha os pés no chão — tudo isso sem posições extremadas, sem o 8 ou 80 tão característico em alguns contextos.

    Thiago Wild alcançou um grande feito aos dezenove anos de idade, assim como Steve Wonder, que na mesma idade criou a belíssima “My Cherie Amour” para os amantes da música. Que a carreira de Wild seja tão prolífica quanto a do grande músico americano.

    Por fim, mas ainda em tempo, feliz aniversário, Dalcim, desejo vida longa e saudável a você e ao Blog. Grande abraço!

    Responder
    1. Jose Yoh

      Estou duplamente feliz, Filipe!

      – Pelo Wild, que não precisa ser um novo Guga nem herói;
      – Por você ter elogiado meu despretensioso texto.

      Muito obrigado e vamos na torcida pelo jovem que logo de cara já fez um grande feito no esporte.

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  47. Nattan Lobatto

    São THIAGO espancador de argentino WILD… Parabéns maninho!!! Vitória com letras garrafais.

    Não poderia me furtar de estender meus elogios ao NOVAKing espancador de de Top 10 DJOKOVIC.
    O Sérvio tá ensaiando o inicio de uma grande temporada, e que essa invencibilidade se estenda até o fim do UsoPEN… Queira Deus que Federer esteja na final de Wimbledon/2020, o suíço além de dar mais charme para o Slam, tb dar mais peso para a conquista de Nole. Falando em peso, Djoko ganhou/faturou 8 Slam encima das duas lendas: RF e RN (Simplesmente mágico). Lobo, alien, sobre-humano, Sr. Fantástico/Homem Elástico, Mente Brilhante… srsrrssrsrsrs…

    Nadal fez por onde e mostrou o motivo de estar há 17 anos vencendo ao menos um ATP.

    No mais, meu cordial abraço a todos os integrantes deste seleto blog.

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    1. Paulo Almeida

      Foram muito mais Grand Slams, caro Nattan.

      Bateu o Federer em: AO 2008, AO 2011, AO 2016, AO 2020, WB 2014, WB 2015, WB 2019, USO 2011, USO 2015.
      Bateu o Nadal em: WB 2011, USO 2011, AO 2012, WB 2018, AO 2019.

      São 16 passando por pelo menos um membro do Big Four, sendo a única exceção o USO 2018.

      Responder
      1. Gildokson

        Tu força tanto nesse assunto mega repetitivo que chega ao ponto de não entender oq um companheiro seu de torcida quis dizer. Ele ta falando só de finais é claro…
        Da uma pausa no assunto Federer perdendo pro Djokovic pelo menos até o cara voltar meu. Ta ficando CHATO!!! Falta criatividade pra ti Paulo, tu fala milhões de vezes coisas que a gente ja sabe e q metade concorda e outra metade não concorda, então seria uma boa idéia tu diminuir a dose. Abs e paz!! kkkkk

        Responder
  48. Miguel BsB

    Grande título do Thiago! Não há dúvidas que possui jogo para ser um grande tenista profissional!
    Sua direita faz a diferença, a cabeça melhorou muito, só acho que ele poderia ser um pouco mais humilde, mas, às vezes, esse tipo de mentalidade um pouco “arrogante” ajuda o jogador à acreditar mais em si e em suas capacidades…
    Tecnicamente, já comentei antes em post anterior e, pelo que vi in loco no Rio, no jogo contra o Coric (um jogaço por sinal), de mais urgente ele precisa melhorar o segundo saque e colocá-lo mais a par do primeiro, que é muito bom quando entra.
    Óbvio, jogo de rede, slices entre outros tb, mas acredito que com o tempo ele vai incorporando melhor esses fundamentos…seu jogo agressivo parece ser bem talhado para as Hard Courts, superfície onde a maioria dos pontos no circuito são disputados.

    Dalcim, com esse ATP 250 no bolso, e o maior destaque no restante do ano (acho que o top 100 logo logo é inevitável), creio que seja quase certo o convite para ele disputar o Next Gen Finals, concorda?
    Teríamos então um Next Gen Brazuca? rs

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, ainda estamos em março e muita água vai rolar… rsrs… Se pensarmos hoje, certamente ele merecia ao menos o convite.

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      1. Helena

        Pelo que vi nos últimos anos, o último classificado beliscou a vaga com algo entre 600/700 e poucos pontos, então o Thiago está no caminho certo para se garantir por lá.

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  49. Marcelo Morais

    Boa tarde Dalcin.
    Olhando no site da ATP não vi o nome do Wild na corrida pra Milão. Não sei se atualizou?
    Uma pergunta . Qual o ranking de um jogador pra ele entrar num quali de M1000 ou Atp 500?
    Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Está lá, sim, Marcelo: https://www.atptour.com/en/rankings/race-to-milan . Quanto ao ranking de entrada nos qualis, depende muito de cada semana. Acapulco e Dubai, por acontecerem simultaneamente, a linha de corte foi entre 150 e 200, portanto baixa. Geralmente, fica na faixa dos 140. Os Masters também variam conforme o tamanho das chaves. Indian Wells e Miami são de 96, então os qualis vão até até 150. Já um Masters de 48 ou 64 jogadores, o corte é perto do 100.

      Responder
  50. Gabi

    E esta quadra pink/rosa no torneio de Lyon?
    Não sei se lá ao vivo é tão brilhante quanto pelo computador, mas me parece muito desconfortável… Espero que as tenistas e espectadores consigam ver a bolinha ehehehe

    Responder
  51. Rodrigo S. Cruz

    Técnica, mental e físico são os 3 pilares do tênis.

    Tem também a parte tática, mas falaremos dela em outra oportunidade.

    E quando se fala em talento, habilidade, nunca nos vem à cabeça o físico, e MUITO MENOS o mental.

    O fato é que o Djokovic tem o físico de um “puro-sangue” incansável.

    Mas retire só uns 25% desse vigor todo e restará o que?

    ADIOS velocidade, AU REVOIR correria até o outro errar , e HASTA LUEGO defesas impossíveis.

    Simples assim.

    O resto é só canção de ninar de troll para boi dormir… kkkk

    Misturar mental com talento, para tentar fazer parecer que o sérvio joga tão fácil como o Fognini e outros.

    Sim, sim.

    Responder
    1. Jonas

      Sei que você acha Federer superior a Djokovic tecnicamente.

      Também já admitiu que o mental e físico do sérvio estão acima. Aliás , cansa de dizer aqui que o sérvio sobra fisicamente.

      Na sua opinião “Técnica, mental e físico” são os pilares do tênis.

      Bom…tu praticamente confirmou que o Djoko é um jogador superior ao suíço.

      Responder
      1. Vitor Hugo

        Não é que ele acha Federer superior tecnicamente ao sérvio. O mundo TODO tem certeza, menos uma dúzia de fanáticos que tem por aí.
        Físico e mental praticamente andam juntos. Um dos motivos de Novak ter um mental forte é que ele sabe que não vai cansar. E tem certeza que o adversário que for, com a idade que for, vai colocar a língua de fora antes que ele.

        Responder
        1. Jonas

          Ainda que seja melhor tecnicamente, é inferior como tenista em geral.

          Federer simplesmente não consegue derrotar Djokovic em torneios mais importantes como os Grand Slams.

          Se derrotasse, certamente seria o GOAT. Mas é pato do Nadal de longa data e há quase uma década é surrado pelo Djoko.

          Responder
          1. Jonas

            Então era outro Federer em quadra no AO 2011 e USO 2010-2011. Que eu me lembre, havia um tenista de 29-30 anos ali e não era o Djoko.

        2. Jonas

          Você esquece do próprio Federer nessa análise. O suíço tem uns dos melhores físicos da história do tênis, se não o melhor.

          Pouquíssimas lesões, muita longevidade. Joga quase sempre no ataque, ou seja, é menos exigido do que um Nadal, por exemplo, que fica a maior do tempo correndo.

          Até por isso vemos jogos do Federer terminarem em menos de 1 hora. Já aconteceu bastante.

          Djokovic tem um físico excelente, só que neste nível aí, a maioria deve ter. Está bastante enganado se acha que o sérvio vence jogos pelo físico.

          Vence porque devolve absurdos, é bastante regular e cobre muito bem a quadra. A força mental o ajuda nos big points e ele é cirúrgico, por isso vence tanto tiebreak, quinto set.

          Federer não é tão regular e nunca vai ser, porque joga muito mais ofensivo. Nada a ver com o físico do suíço ser tão inferior como você quer colocar.

          Ele faz 90 winners, mas comete VÁRIOS erros não forçados. Paga pelo estilo de jogo.

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            O estilo do Federer é uma das coisas mais especiais do tênis.

            Não adianta você apelar e tentar inverter as coisas, apenas para exaltar algo feinho como o jogo do sérvio.

            E o pior é que você está sendo desonesto também.

            Porque em Wimbledon 2019 vimos o Federer cometer poucos erros, e fazer um CAMINHÃO de winners!

            O Djokovic precisou de 3 tie-breaks para levar o título.

            E em todos eles, o Federer jogou muito mal…

            Ou seja, não teve NADA A VER com o estilo do Federer.

            Pelo contrário:

            O estilo do suíço ao longo de todo jogo quase que deixou o sérvio sem ação ali…

      2. Rodrigo S. Cruz

        Claro, Jonas!

        Eu não sou desses fanáticos que só faltam beijar a mão do ídolo, como se o cara fosse o PAPA…

        Não torço apenas pelo Federer. Já cansei de repetir isso aqui.

        Agora, se vocês me veem defender em demasia o cara é porque somente ele gera ranço em muitos de vocês.

        O Nadal tem mais Slams que o Djoko.

        Como é que vocês JAMAIS criticam uma vírgula que seja dele?

        Ninguém aqui nasceu ontem. Vocês têm uma inveja latente do suíço!

        Vocês mesmos enxergam algo a mais nele, embora não admitam…

        Mas concordo contigo: no PRESENTE MOMENTO é bandeiroso que o Djokovic seja o melhor de todos.

        Tem muito mais físico do que o Federer, e joga melhor os pontos importantes, e isso em todas as superfícies.

        Diferentemente do Nadal que só parece saber ganhar do Federer no saibro, hoje em dia…

        Só que o sérvio vive o auge físico, enquanto o suíço tem quase 40 anos, o que torna injusta demais a comparação.

        Já se você me perguntasse “com físicos parelhos, quem venceria?”

        Eu diria que o Federer, sem dúvida!

        Porque o suíço consegue incomodar o Djoko muito mais do que o Nadal… 10 vezes mais!

        Apenas devido á técnica, a imensa “caixinha de ferramentas” do suíço.

        Defendo portanto que o GOAT seja ele, por ter sido o que melhor aliou resultados com estética.

        Sem falar na longevidade absurda que estamos vendo, e que só existe por causa da mesma técnica.

        Abs.

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Vou entrar aqui um pouquinho Rodrigo.
          Você sugeriu uma pergunta ao Jonas: “Se o sérvio e Federer tivessem físicos parelhos, quem venceria?”
          Eles nunca tiveram isso, porque a diferença é de 6 anos, mas desde quando o h2h se inverteu? O suíço já era decadente fisicamente?
          Não acredito, mesmo ainda hoje.
          Aja vista Wimbledon 2019.
          Esqueçamos AUSOpen 2020, porque ali ele estava baleado mesmo, ainda assim levou duas rodadas antes, mas de dois caras que juntos não venceriam o sérvio.

          Responder
          1. Jonas

            Um tenista em decadência física não joga até os 38 anos em altíssimo nível, Luiz. Isso deveria ser óbvio.

            Acredito que o big 3 já passou do auge. Seria ótimo assistir aquele Djokovic de 2011 novamente que não errava uma bola, ou o Nadal de 2010, 2013. Só que os três seguem motivados e em alto nível, não tem motivo pra parar.

            Essa questão da idade seria justa se o Federer começasse a perder recentemente pro Djoko. Mas sabemos q isso ocorre há uns 9 anos.

          2. Jose Yoh

            Luiz, penso que a decadência começa aos 30 sim. Djokovic e Nadal também estão “decadentes”. É que eles são tão acima dos outros que não parece.

            Temos a falsa impressão de que os dois ainda estão no auge porque ganham slams e alguns masters. Ledo engano.

            Basta ver os quadros de torneios de cada um na wikipedia. Iremos ver graficamente a queda.

            Se eles não enxugam o calendário ou economizam nos masters 1000, não tem como conquistar os slams.

            Então 6 anos acima dos 30 é muita diferença sim. Veja que eles já começaram a perder com mais frequência para os jovens de 26 anos para baixo.

            Grande abraço

    2. Barocos

      Entendo .. e exatamente onde entra em sua análise o fato do Djokovic ter a melhor devolução do circuito, se não a melhor da era profissional? Detalhes, por favor, já que neste caso o recebedor fica esperando a bola do sacador com movimentação bem limitada. Sim, isto atende pelo cognome de “reflexo” meu jovem, aliado à capacidade de conseguir redirecionar a amarelinha. Habilidade.

      Esmurrar a redonda em movimento com boa precisão e potência também não é para muitos, como qualquer um que já jogou um pouquinho está “careca” de saber (foi mail aí, Nadal, nada pessoal).

      Aliás, que eu saiba não é lá muito fácil mudar a direção da bolinha quando esta vem cruzada e ainda sim colocá-la profunda na paralela, muitas vezes próxima às linhas.

      Acho ótimo que você admire o Federer, ele merece milhões de fãs, tem um estilo fantástico e uma “caixa de ferramentas” muito bem aparelhada mas, de verdade, Rodrigo, pare de cair nas “armadilhas” infantis de uns e outros aqui no blog, os “guris” estão querendo atenção e .. estão conseguindo.

      Como alento para os torcedores mais encardidos do helvético, quem sabe o Thiago não venha a ser a kriptonita do sérvio, assim como o Nadal foi, por um tempo, para o suíço?

      Responder
  52. Ítalo Renan Monte

    Boa tarde Dalcim. Gostei muito da referência com o filme Match Point, realmente alguns detalhes podem mudar o destino… O que aconteceu após a bola na fita do Wild me lembrou o que aconteceu com Kyrgios em Wimbledon 2014, guardada as devidas proporções, quando também com 19 anos salvou 9 match points na estreia para eliminar o Gasquet, e depois mostrar seu arsenal para o mundo vencendo Nadal algumas rodadas depois.
    Confiante de que este foi primeiro título de mts. Na torcida!!!

    Responder
  53. Daniel

    Grande resultado do Wild. Vi os melhores lances e achei o jogo dele muito mais interessante do que o do atual no1 do mundo, que segue empilhando títulos com um jogo burocratico sustentado por físico e elasticidade acima da média em um circuito que não surge nenhum grande tenista faz tempo (desde o próprio…)

    Como o Federer só volta em Julho, é hora de ver outros esportes, como Liga dos Campeões e os Playoffs da NBA. No tênis será esse marasmo do Maratênis ganhando tudo nos próximos meses.

    Tomara que o Wild continue surpreendendo. No momento acredito mais nele que nos outros da “NextGen” que desperdiçaram todas as chances que tiveram de colocar uma pimenta no circuito…

    Responder
    1. Marcelo-Jacacity

      Daniel,
      Imagino que você não tenha assistido aos jogos de Dubai, certo?
      O Djokovic jogou muito bem, as duas passadas uma em cada ser foram fantásticas.
      E quando não jogou bem, salvou 3 mp contra um inspiradissimo Monfils.
      Se pra você o tênis se resume a Federer, até junho.

      Responder
      1. José Nilton Dalcim

        A bem da verdade, Marcelo, os dois primeiros match-points não foram evitados por Djokovic, mas desperdiçados pelo Monfils, que mandou a bola longe sem ter sofrido uma real pressão. Abs!

        Responder
        1. Marcelo-Jacacity

          Fala grande, Dalcim!

          Em relação as passadas falei em relação a final contra o Tsitsipas. Já em relação aos mps realmente o Monfils sentiu a pressão psicológica, imagino eu, muito em função do adversário ser um exímio devolvedor e de todo o histórico dos confrontos entre os dois.

          Responder
        2. Marcelo

          Dalcim, conte-me o segredo, você faz meditação? Conta até 10? Foi amigo de um tibetano zen-budista na infância?

          Abraços e parabéns pelo texto, mais uma vez.

          Responder
          1. José Nilton Dalcim

            Obrigado, Marcelo. Sim, já até pensei em passar a fazer o Blog lá do Tibet. É o local perfeito!

  54. Luiz Fabriciano

    Mestre Dalcim, analisando friamente o jogo de ambos, acredito que o Wild deixe o Monteiro para trás em breve.
    Vi jogos dele no Rio e os melhores lances em Santiago. Reitero que apenas analiso comparando os jogos dos dois, sem muita profundidade. Aja vista também o fato de vencer o juvenil do US Open.
    Quanto ao outro fato de se tornar o brasileiro mais jovem a vencer um ATP, desbancando Guga, não deixa de ser relevante, mas o catarinense venceu nada mais nada menos que um Grand Slam, desbancando na campanha, antigos campeões do torneio.
    No geral, seu futuro é bastante promissor e torcerei para que os holofotes que lhe iluminarão agora, não ofusque sua busca por desenvolvimento. Lembro que o Larri, barrou um convite cedido ao Tiago Fernandes para disputar o Brasil Open, ainda no Sauípe, justamente por conta disso, após ter vencido o juvenil do AUSOpen naquele ano. A intensão dele era evitar um deslumbramento, mas o próprio alagoano desistiu da carreira.
    Grande abraço.

    Responder
  55. Gabi

    2️⃣0️⃣0️⃣5️⃣: Rafael Nadal se tornou o mais jovem a ganhar Acapulco!!

    2️⃣0️⃣2️⃣0️⃣: Nadal se torna o mais velho a ganhar o AbiertoTelcel!!

    Responder
  56. Marcelo-Jacacity

    Thiago HumWild, do Brasil!
    Nunca o critiquei. rs
    Olha não é por nada não, mas guarda uma certa semelhança com o Federer mesmo.

    Responder
  57. Daniel

    Parece que ele está colocando a cabeça no lugar, o que é muito bom.
    Joga um tênis agressivo e bonito de ser ver.

    Creio que possa melhorar a questão da oscilação no 01º serviço e aperfeiçoar o 02º
    Normal da idade, mas aprender que não pode agredir todas as bolas, acaba perdendo pontos fáceis.
    Aprender um golpe muito importante no tênis, que se chama slice.
    Jogar quadradinho pra caramba, nunca faz mal.

    Não estou de maneira nenhuma metendo o pau com essas observações. São detalhes que podem fazer dele um grande jogador em muito pouco tempo.

    Responder
  58. Rafael

    Parabéns ao Tiago! Que belo tênis ele vem jogando e foi coroado com o título! Que siga firme e focado!
    Quanto ao Djoko e o Nadal, eu vejo que o sérvio enfrentou adversários de maior calibre (Kachanov, Monfils e Tsitisipas). Já o espanhol pegou Andujar, Kcemanovic, Kwon e ainda assim passou sustos com o saque. Mas, o 2 seguem firmes no topo do tênis!

    Responder
  59. ANTONIO GABRIEL

    SHOW!!!
    Grande Wild, a se manter esta força mental que ele demonstrou no torneio, podemos dizer sem medo que esse garoto vai longe.

    Responder
  60. evaldo moreira

    Bom dia galera e mestre Dalcim….

    Que texto foi esse Dalcim rsrsrs, parabéns, e eu como leitor, aprecio demais os seus textos parabéns mestre.
    Vi os melhores momentos do Wild, tanto no Rio Open e também em Santiago/Chile, incrível como ele se portou da mesma maneira, embora oscilando aqui e acolá, que forehand, que saque, bolas determinantes em que ele deslocou o Ruud, a partir dali comandando os pontos, cabeça boa, quando vi quem era o treinador, fiquei desconfiado, mas ao ler a menção honrosa no fim do texto, mudei de opinião, o cara manda bem, e que continue assim.

    Dalcim, vi que o Wild vai para a Austrália disputar a Davis, ele (T.Wild), poderia alegar cansaço de pedir dispensa?
    Teria algum problema nisso, ou é obrigatório a presença dele neste torneio?. Tudo bem que é pelo país, mas acho que temos também ótimos jogadores que poderiam representar bem, concordas?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, não é obrigatório e ele poderia ser substituído. Mas acho que ele quer esse desafio. Acho que ele tem um bom espírito de Davis, Evaldo, e com o enfraquecimento do time australiano, quem sabe…

      Responder
      1. evaldo moreira

        Quem sabe mestre….
        Não custa acreditar e crer que ele e os demais farão uma partida ímpar, a depender do dia, e vamos torcer.
        Dalcim, vi que T.Monteiro tem 03 títulos de Challenger e 06 Futures, e Tiago Wild:

        Índice
        1 Carreira
        2 Finais de ATP Tour
        2.1 Simples: 1 (1 título)
        3 Finais de ATP Challenger Tour e ITF Futures
        3.1 Simples: 6 (4 títulos, 2 finalistas)
        3.2 Duplas: 5 (3 títulos, 2 finalista)
        4 Finais de Grand Slam Juvenil
        4.1 Simples: 1 (1 título)

        Mas se analisarmos pelo históricos dos dois, o Wild tem mais títulos a nivel Future e Challenger, somando simples e duplas, do que o Tiago Monteiro, baseando nessas informações Dalcim, concordas que Wild foi mais expressivo neste inicio de carreira do que o Tiago Monteiro por exemplo, ou você acha que o caminhos de ambos foi igual por si só, lógico que em épocas diferentes, embora a diferença de idade é menor.

        Em que pese o momento, você acha que o Monteiro demorou um pouco mais para florescer seu jogo, em todos os apectos, por exemplo: melhora no saque, pode melhorar mais, backhand mais sólido, embora na minha opinião, ele deveria melhorar os deslocamento, quando bate forehand, já está descalibrado, enfim, o achas mestre?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não sei se entendi sua comparação, mas me parece evidente que o Monteiro teve um crescimento mais lento do que o Wild, até porque o estilo de jogo de ambos é um tanto diferente. Claro que estamos comparando por enquanto a carreira de ambos até os 20 anos. Vamos ver o que acontece a seguir. Abs!

          Responder
  61. Chetnik

    Monfils é um palhaço e um charlatão. Djoko venceu mais uma salvando múltiplos MP. Maior fortaleza mental do tênis. Monfils foi FEDERIZADO.

    Mais um título, mais uma vitória sobre a next gen. Mais uma vez o Midas ao Reverso passando vergonha. Nada de novo no fronte.

    PS: Djoko rei das deixadinhas. Jogador limitado, sem técnica nem habilidade, kkkk.

    Responder
    1. Ronildo

      Mais uma vez Djokovic foi superado mentalmente durante uma partida e ficou torcendo para o oponente errar para poder voltar ao jogo. Mais do mesmo.

      Responder
          1. Jonas

            Aconteceu com o suíço em 2019 algo semelhante ao US Open 2010 e 11.

            Foi sacar pro jogo — momento de extrema pressão — e havia do outro lado o melhor devolvedor da história, que ainda por cima costuma ser gelado nessas horas, não deu outra.

  62. EDUARDO DOMINGUES BRITO

    É por isto que aguardo seus textos com ansiedade, me remete ao prazer que sentia ao ler os saudosos João Saldanha e Armando Nogueira, que continue nos brindando com estas excelentes reflexões, “Santiago” será um predestinado? Vamos aguardar e torcer………nosso tênis precisa de uma chama……

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  63. Vítor Barsotti

    A final de Santiago de ontem foi muito bacana por diversas razões. Acompanho os resultados do Ruud já há algum tempo mas ainda não tinha conseguido assistir uma partida inteira dele. E o mesmo vale pro Wild.

    O norueguês é saibrista nato, tem todos os predicados para o jogo nesse tipo de superfície, é ainda bastante jovem e vem numa crescente muito legal. Olho nele pra gira de saibro européia!

    E o que falar do Wild? Que tenista! Como bem disse o Dalcim, com todo o respeito que merecem Rogerinho e Monteiro, mas assistir um cara versátil como o paranaense dá gosto que só. Saque e forehand muito, muito bons. Variações com subidas à rede e drops. Arrojo, cabeça boa (pra tenista ofensivo é muito mais dificil) e carisma. Enfim, gostei muito do que vi ontem, e aí entendemos o porquê da carência pelo Bellucci. O que mais me chamou a atenção? Duas coisas: jogo talhado para quadras duras e possibilidade de melhora em quase todos os fundamentos, o que nos deixa com uma boa perspectiva de futuro. Já tem minha torcida!

    Por fim, pode ter sido pela empolgação, mas o jogo de ontem me lembrou um Fedal, rs. De um lado, ótimos saques e jogo comandado com uma direita arrasadora, temperado com variações brilhantes. De outro, físico apurado, ótima cobertura da quadra, aplicação nas defesas, conta-ataques e passadas, e até muitos “balões”, rs. Fantástico!

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  64. neuton

    A única coisa de realmente me impressionou no Wild nesse ano foi o lado mental. Quem acompanha o tenis sabe que o potencial dele sempre foi notório, o problema era o descontrole mental, os “xiliques”, a falta de respeito com os adversários, com árbitros e com o público.
    Com esse lado “ruim” afastado (ou domado) o seu tenis pode, enfim, deflorar.
    Tem grande potencial e tem dinheiro para poder investir. Assim, tem tudo para ser um grande jogador. Vamos torcer por ele.

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    1. Gabi

      Verdade!! O comportamento do Wild era/é inversamente proporcional à qualidade do seu jogo.
      Talvez o fato de terem acrescentado um psicólogo à equipe tenha ajudado.

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  65. Barocos

    Grande texto Dalcim!

    Conforme descrito, bom FH, rápido, boa variação de golpes, boa cabeça e pensamento positivo. Ainda não deu para ver como é o BH mas, me parece, o garoto é realmente muito bom jogador. Por pura especulação, já que não sou especialista em biomecânica, tenho a impressão de que ele possui as qualidades físicas ideais para apresentar um excelente desempenho dentro das quadras: não é alto demais (tem a altura do Federer que é próxima a dos outros grandes campeões – Djokovic, Nadal e Sampras) e nem pesado demais, o que pode poupar-lhe de contusões e propiciar a agilidade necessária para chegar nas bolas.

    Sei que ainda é cedo, mas sou mais um na torcida por mais um grande campeão depois de um longo jejum pós-Guga.

    Vai com tudo “wild” Thiago Wild! (boa sorte garoto, se eu fosse religioso também acrescentaria um “e que Deus te proteja e o acompanhe”)

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  66. Paulo Almeida

    Parabéns ao Wild. Está de ótimo tamanho um título de 250 para um iniciante de 19 anos nos tempos atuais. Já para ganhar um Slam nessa idade, só numa era fraca em que os jogadores experientes não conseguem se impor sobre uma criança. Talvez o caso do Sampras seja a exceção da exceção.

    Na verdade os piores lixos de fevereiro foram distorcer o que foi dito ou não saber interpretar mesmo. Vamos lá:

    Defesas impossíveis dependem da elasticidade e capacidade de movimentação (nascem com o atleta), que são apenas aperfeiçoadas com treinamento e preparo físico. Quem não tiver a aptidão natural, nunca vai chegar no nível do Djokovic.

    Força mental (outro atributo que é da pessoa) e a capacidade de realizar as defesas impossíveis fazem PARTE de talento, que abrange muitos outros aspectos. Portanto, não são sinônimos.

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  67. Antônio Luiz Júnior

    Parabéns pelo belíssimo texto Dalcim, a referência ao filme “Match Point” do gênio Woody Allen foi perfeita para analisar a virada de chave na vida do garoto Thiago Wild. Até outro dia o que se lia nos posts eram apenas referências ao antagonismo do seu talento x o seu destempero. Impressionante o tanto que amadureceu como tenista nós dois últimos torneios. Muitos vão tentar desqualificar a conquista, face ao preconceito evidente contra a gira sul-americana e saibro. Mais importante que a conquista, é o seu real significado. O inevitável, é que o degrau sobe a partir de agora. Já não vai participar dos próximos torneios como um desconhecido, e obviamente os adversários vão enfrentá-lo com muito maior conhecimento sobre o seu jogo e suas armas. Preço que se paga por subir no ranking da ATP tão rapidamente em tão pouco tempo. Os próximos passos são importantes. Nada de empolgação gratuita. A linha tênue entre o sucesso e o fracasso não permite oscilações desta natureza. Os pés firmes, e de preferência “rápidos”, no chão, muito trabalho, foco e determinação, são condições obrigatórias para ascender como tenista. Trabalhar o que potencialmente pode ser melhorado e melhorar ainda mais as armas que já possui. Lamentável que o calendário o leve a Austrália para disputa da Davis, neste momento. Não acrescenta muito a sua carreira, o desgaste será enorme, e as chances de sucesso serão mínimas. A única dúvida que permanece é se deve continuar treinando no Brasil. Me parece que é muito ligado a família e isso é sempre um fator determinante para um garoto de 19 anos que acabou de se tornar de fato e de direito, a maior promessa do tênis brasileiro, pós Guga, sem obviamente, nenhuma comparação. Resta-nos apenas apoiá-lo a incondicionalmente nos bons e nos maus momentos que virão a partir de agora. O primeiro, e mais importante passo já foi dado, com essa grande conquista, com muita competência, e a chancela de um DNA de campeão.

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  68. Ricardo - DF

    Rapaz, que grande desempenho do Wild !! Bater Garin e Londeiro, e ainda o Ruud na final, foi sensacional.

    O que mais me dá esperança é o mental do guri. Ousado, agressivo, com muita frieza nos pontos chave.

    E que belo forehand. Parece que, enfim, vamos ter alguém por quem torcer nos ATPs.

    Pena o Monfils. Tava com o jogo na mão, dois machpoints no saque. Mas, aí, acho que pesa muito o aspecto físico. O francês estava às beira da exaustão. Não estava acertando mais os primeiros serviços. A lamentar mais jogo onde o aspecto físico determina a vitória.

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    1. Luiz Fabriciano

      Discordo caro Ricardo.
      O especto físico determinou a vitória depois que o francês com match points e saques não fez o que deveria. E ele saca muito bem.

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  69. Naira

    Dalcim, boa noite. Em 2019, Djokovic caiu na terceira rodada para Kohlschreiber em Indian Welss. Ele defende 45 ou 90 pontos? Era uma rodada de 16 jogos quem passasse iria para as oitavas, logo ele caiu na R16. Nesse torneio a R64 tem bye para os cabeças de chave. A tabela de pontos do ranking masculino aqui do site não tem a coluna de oitava, da R16 pula para Q. (https://tenisbrasil.uol.com.br/ranking/mpontos/). Sabe o por quê?

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  70. Lucas Leite

    Dalcim, há algum tempo você escreveu aqui em sei blog falando sobre a “Maldição de Londres” ser real. Stefanos realmente teve um começo de ano irregular, mas parece ter se encontrado, com a defesa do título em Marselha e a final em Dubai, recuperou confiança e mostrou muito tênis. O grego que não vinha de grandes atuações, venceu oito jogos seguidos, sete deles em sets diretos, mostrando inclusive um ótimo lado mental, vencendo sets apertados decididos em tiebreaks inclusive. So foi cair frente à Novak Djokovic, mas isso não é demérito algum, afinal o sérvio já derrotou todos os jogadores mais em alta nesse ano. O que vc acha?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, foi uma boa recuperação, mas como um top 10 estamos à espera de resultados grandes nos torneios de peso. Não que isso vá diminuir o otimismo sobre ele, afinal ainda tem 21 anos. Mas é um parâmetro importante, Lucas.

      Responder
  71. periferia

    Olá Dalcim…..não sei se fico feliz ou triste pelo Tiago.
    Quando ocorre algo bom….um jovem mostra potencial.
    A tendência é fazer comparações e cobranças .
    Raramente colocamos nossas promessas pra cima…geralmente é o contrário.
    Bastará um momento ruim (Ele é jovem…e deve acontecer inevitavelmente) para se destruir o cara.
    Vejo o Bellucci hoje no circuito…..grande jogador…quando olho os comentários a respeito dele fico decepcionado.
    Ao invés do respeito pela história do cara….jogamos ele na lama….até entendo a missão jornalística de informar…porém até mesmo nas reportagens vemos as comparações….”O mais jovem”….”o primeiro a conseguir”……”teremos um novo fenômeno “…..etc.
    Antes de construir……destruímos….abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, não sabemos tratar com nossos melhores atletas. Sempre é um tudo ou nada, esquecendo-se do que fizeram de grandioso. Falta cultura esportiva, com certeza.

      Responder
  72. Willian Rodrigues

    Rrrsrssr…
    Ainda em tempo, um comentário totalmente desconectado do tênis, mas relacionado a um assunto que surgiu aqui no Blog.
    Recentemente, quase todos pudemos felicitá-lo por mais um aniversário Dalcim e o clima por aqui foi bacana!
    Excetuando-se o fato de um dos colegas que “colabora” aqui mencionar a desatualização de sua idade no início da página, relatando que não era alterada há uns 3 anos. PQP duas vezes!! Cara não pode fazer vista grossa pra um detalhe tão sutil desses meu-Deus-do-Céu??!!! KKKKKKK Que figura indiscreta!
    Desculpe brincar com isso, mas achei engraçado você tê-lo atendido em relação a isso… Acabei de visualizar aqui. Eu teria me esquecido viu mestre!
    Eu minto tanto a respeito da minha idade que eu próprio já consigo acreditar que estou mesmo nos 41. E tá indo de buenas. Galera ainda tá acreditando… KKKKK
    Abraços

    Responder
    1. Barocos

      Enoque,

      Existem muitas pessoas que, por motivos que fogem à lógica, se deixam intimidar pelos anos vividos, pelos próprios ou os dos outros. Não é o meu caso e, certamente, não há de ser o do Dalcim.

      Veja bem se, em verdade, não deveria ser motivo de orgulho e admiração: aos 60, jogando tênis, trabalhando, com boa memória, com cabelo e ainda escrevendo muito bem, rapaz, isto me faz lembrar muitas estórias magistralmente sintetizadas pela máxima “guri de sorte este”, pois, com esta “rodagem”, muitos já não podem se “gabar” de fazer ou ostentar o mesmo, na totalidade ou em parte.

      Responder
  73. Sérgio Ribeiro

    E repetimos o que postamos após a derrota contra Coric no Rio Open. “ Da’ gosto de ver esse garoto . Um Forehand que deixa muitos marmanjos de queixo caído. E um Serviço também de prima. Acredito que tenha potencial pra bater os recordes de Bellucci “ . Não imaginava que viria tão rápido devido a pouca idade. Tem tanto a evoluir que é melhor ficar somente na torcida. Impressionante. Novak Djokovic está apresentando o melhor nível de jogo que vi num Tenista aos 32/ 33. O físico então chega a assombrar. Mesmo Thiem e Rafa não o temendo tanto em RG , sei não… O Sérvio e’ candidato sim a atingir os 20 SLAM ainda em 2020. Meu caro , Dalcim . Como o TênisBrasil pode sumir com 2 ATPs do grande Thomaz Koch ? Ainda mais que foram pra cima de Manolo Santana e Artur Ashe . Sendo que o segundo foi em 5 Sets e dentro de Whashington ? Esqueceram que todos foram na Era Profissional ? rs Abs!

    Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        ATP Caracas 69 contra Mark Cox , ATP Washington 69 contra Arthur Ashe e novamente ATP Caracas 1971 contra Manuel Orantes , seriam as conquistas. O Gato comeu a última rs E o pior que nenhum foi pelo extinto WCT . Abs!

        Responder
  74. Willian Rodrigues

    Saudações Dalcim e amigos (ou não) do Blog!
    Assim como outros membros, eu estava ansioso pelo post e a repercussão que haveria entre os especialistas em tênis e os colegas aqui.
    Sensacional análise e, como sempre sensata e imparcial. Parabéns! E obrigado por nos ceder esse espaço que já considero um hobby.
    Felizes demais pela conquista do Wild e, porque não dizer, pela visível evolução do Monteiro que nos anima demais para o restante da temporada.
    Será muito legal ter mais de um brasileiro pra gente torcer nos torneios de elite.
    Concordo plenamente que o Thiago Seyboth tem um diferencial, o poderoso forehand que fará estragos no jogo de muita gente graúda, ainda não na mesma proporção que Del Potro, mas bem próximo. Basta evoluir em alguns fundamentos e ele terá chances nos ATP 500 ou até mais.
    Espero que a torcida brasileira não imagine o raio caindo no mesmo lugar tantas vezes (outro Guga) e vá exigir que ele vença um Grand Slam por esses próximos dois anos. Se houver pressão por parte da mídia e da torcida, será prejudicial, eu creio.
    Aliás Dalcim, como está a repercussão na mídia internacional?? Claro que você tem alguns contatos com jornalistas do exterior, daí minha pergunta. O que já estão falando a respeito do menino Wild lá fora. Ou ainda é cedo pra avaliar? Durante o streaming hoje, os narradores mencionaram diversas vezes os nomes de Belluci e Guga.
    Uma outra pergunta: você não acharia mais coerente a equipe do Wild priorizar eventuais convites para os qualificatórios ou as chaves principais de Indian Wells e Miami em detrimento a essa disputa da DAVIS na Austrália??!! Puxa, todos sabemos que as chances são pequenas de seguir para fases mais avançadas do torneio, ainda que vencêssemos essa etapa, o que já seria uma zebra (com todo respeito aos nossos), levando-se em conta as ausências de nosso duplistas maiores e o ranking dos tenistas aussies. Ninguém poderia julgá-lo egoísta por isso. O momento é favorável para essas participações na gira americana que antecede o saibro; ano que vem pode não ocorrer…
    Abraços

    Responder
  75. Luis

    Dalcim fugindo do assunto rs pena Federer fora principalmente de Indian onde tem conseguido final com 2 vices e titulo 2017 acho,Miami apesar título suíço costuma pular,Dalcim a uma chance de recuperação mais rápida suíço?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, Luís, não é exatamente um bom momento para falar do Federer, seria bem mais importante falarmos do Wild. Mas respondendo sua pergunta, o Federer já anunciou que só volta na grama.

      Responder
  76. Vitor Hugo

    Não sei se é real, mas parece que Opelka, Bubllik e mais alguns tenistas disseram no twitter da atp que o troféu do Tiago não vale nada porque o torneio é fraco, e que nas hards o brasileiro não vai fazer nada. Parece até que foram enquadrados por brasileiros.
    Será verdade? Se for é um total desrespeito a um companheiro de profissão. Lamentável!

    Responder
  77. Vitor Hugo

    17 aces em um jogo em melhor de 3 sets é muita coisa, não? Santiago é um pouco mais rápido Dalcim? Mesmo assim, além do forehand o saque se mostrou uma grande arma do brasileiro. Excelentes expectativas. O cara é campeão juvenil do u.s open, então não é uma galinha morta nas hards.
    Com o novo ranking, deveria tentar os quallys dos masters americanos ou dos m 1000 no saibro ou ainda não é suficiente?
    Se não, deveria voltar aos challengers ou tentar os atp-250???? Acho que o salto na carreira e a confiança que agora tem, não serve mais para o brasileiro os torneios secundários, pelo menos no momento. Tem que continuar jogando 250 e quiçá 500, e em breve tentar os quallys de masters.
    Só pra lembrar, Rudd deu muito trabalho pra Federer em RG no ano passado, e o argentino Lodero deu bastante trabalho pra Novak no u.s open também no ano passado.

    Espero que o garoto tenha a cabeça no lugar, não se empolgue demais e continue evoluindo pois potencial ele tem muito!

    Belo post Dalcim!!!

    Responder
  78. Vitor Hugo

    Até que enfim uma esperança para o tênis brasileiro. Parabéns Tiago!

    Mas o que eu achei engraçado lendo os comentários no post sobre o Wild no tênisbrasil é que, Le Sant, fanático, djokovete que sempre comenta por lá, disse que o forehand do Federer é o melhor de todos, algo que eu discordo, pois considero o do Delpo o melhor, seguido de Roger, Nadal e Fernando Gonzáles, apesar de eu achar natural e válida aqueles que consideram a direita do suíço a melhor da história, o que não é nada absurdo.
    Mas o que achei engraçado mesmo é que o cara disse que a direita do Tiago Wild é melhor que a do Del Potro e no mesmo patamar da do suíço. Pode??? Kkkkkkk Rolei de rir!
    Mas é preciso dizer que, o forehand do Tiago é muito bom! Melhor do que muito tenista top como Djokovic, Zverev, Guasquet e outros.

    Responder
  79. Helena

    WILD – Que maravilha de resultado do Thiago! Fiquei impressionada em vários aspectos, mas principalmente com a variedade de recursos e com a mentalidade forte. Fiquei com medo dele se abalar após a derrota no segundo set, mas ele começou p terceiro como se nada tivesse acontecido. Ganhou seu primeiro título mais jovem do que outros jogadores da mesma geração e nós sabemos como é mais difícil para os nossos jogadores em comparação aos Norte-americanos e europeus. Que mantenha a cabeça e a boa fase!

    NOLE & RAFA – Esperava a vitória de ambos, mas não como foi. Rafa ganhou Acapulco com o pé nas costas e Nole só não fez o mesmo por conta do Monfils. Sobre o sérvio, mais duas observações:
    1. Muito legal ele ter confirmado um ponto para o francês quando estava em um momenro apertadíssimo no jogo. Fairplay em toda a letra.
    2. Essas curtinhas mataram os adversários ao longo do torneio/ano, o que me parece ser mais uma forma dele ir adaptando seu jogo com a idade. No final, o tênis segue nas mãos dos mesmos. Ainda bem!

    MONFILS – Depois do Djoko ter tido uma final bem mais tranquila que a semi deve ter ajudado a mostrar que o Gael realmente subiu um degrau. Ele também deixou uma mensagem muito bonita ao Nole depois da derrota, mostrando o porquê de ser um dos caras mais queridos no circuito. 33 anos disse que seu objetivo é chegar ao top 5. Espero que consiga!

    Responder
      1. Helena

        Nossa, bem lembrado! E numa final com o Janowicz. É nesse momento em que você corre para o calendário para saber se é 2020 mesmo… kkkkkkk.

        Responder
    1. Luiz Fabriciano

      “No final, o tênis segue nas mãos dos mesmos. Ainda bem!”
      Helena, penso exatamente da mesma maneira. Para mim, a NextGen só deveria assumir o posto quando o Big3, juntos, pedirem uma coletiva de imprensa e anunciarem: “NextGen, agora é com vocês. Vamos cuidar da família”.

      Abraço.

      Responder
      1. Helena

        Pois é, espero que joguem ainda por muitos anos.
        Eu nunca tive uma rejeição inicial à Nextgen, até tentei me apegar a alguns deles pelo fato do Big 3 estar envelhecendo, mas a verdade é que quanto mais eu descobria sobre os garotos, menos motivos encontrei para torcer. Ao menos o mau comportamento de alguns me ajudou a valorizar mais o Big 3. Embora o Nole seja o meu favorito, também fico feliz com as conquistas do Rafa e do Fedex.
        De resto, minha torcida para que o bom garoto Félix siga progredindo, assim como o Sinner. E em um futuro em que não parece que haverá hegemonia, quem sabe o Wild não se mete nesssa briga?

        Responder
  80. Felipe

    Caramba mestre!!!! Que seus textos são bons todos nós, seguidores do seu blog, sabemos!!! Mas o de hoje estava espetacular!!
    Sempre muito gostoso ler e aprender mais sobre tenis por aqui!!
    Vida longa!!!!!
    Abs

    Responder
  81. Bruno Silveira

    Boa noote, Dalcim. Muito bacana a passagem mencionada do filme “Match Point”. Em alguns momentos da vida é realmente preciso ter muita sorte. No caso de Wild, acha que faria muita diferença um treinamento no exterior ou seria perfeitamente possível repetir a fórmula de grandes nomes do tênis nacional, como Guga e Bellucci?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que é possível, sim, Bruno. O Brasil tem excelentes condições. A dificuldade é a distância dos grandes centros, mas já percebermos que Wild é muito ligado à família, então talvez não fosse o ideal tirá-lo daqui. Abs!

      Responder
      1. PIETER

        Pelo que sei da história dele, o Thiago jamais vai sair do Brasil pois ele treina na academia em que o pai trabalha lá no Rio de Janeiro.
        E, sim, ele tem fortes laços familiares. Se o querido e saudoso Guga foi número um do mundo treinando e morando aqui, é porque há boas condições para isso, sem dúvida.

        Responder
      2. Rafael Aguillar

        Dalcim vale ressaltar que além do João , os mémeritos precisam ser creditados ao pai do Tttiago , que é um excelente treinador , e veio do Paraná pra morar no rio ser treinador da tênis routh e assim o Tiago evoluiu rapidamente

        Responder
  82. Rafael

    Depois de alguns anos sem comentar, eis me aqui. Muito feliz com essa campanha surpreendente do Wild! Que ele siga evoluindo!
    Nunca assisti um jogo dele e espero ver brevemente. Mas esses highlights acima mostraram pontos bons: forehand com peso, agressividade em, saque e a confiança de jogar firme em momentos complicados…por mais que seja lances separados, percebo esses aspectos nele. Torcendo muito pelo sucesso nas quadras!

    Responder
  83. Euro Oscar Nogueira

    Olá, Dalcim, gostei muito do seu texto. O momento-chave do 1º set, na minha opinião foi quando o Ruud vencia por 3 a 1 e teve várias bolas para fazer 4 a 1. Mas o Wild se segurou, fez 2 a 3, igualou em 3. Em vez de 1 a 4 ficou 4 a 4. E daí para vencer o set. No segundo, pena que o Wild foi quebrado no fim. E no terceiro set, que beleza! Após muito tempo tenho um brasileiro por quem torcer, com alegria e sem muito estresse. Pena que o João Monteiro caiu de rendimento, já há vários meses. O Wild já é o segundo na corrida para o Next Gen. Antes da final de hoje ele já era o sexto.

    Responder
  84. DANILO AFONSO

    Parabéns Dalcim pelo belo texto !!

    A conquista surpreendente do WILD tinha que ser o destaque da semana, apesar dos títulos de Djokovic e Nadal.

    Esse título com apenas 19 anos e sabendo que ele tem muito a evoluir, nos trás ao mesmo tempo ansiedade e coragem de sonhar que outros títulos igual ao de hoje e mais relevantes virão nos próximos 3 anos. Ele tem mais talento que os outros brazucas e um forehand que quando não resulta em winners, possibilita muitas vezes que ele passe a dominar o ponto.

    Só espero que a maior exposição na mídia nacional não atrapalhe o foco do garoto.

    Já pensou se ele recebe um convite para a fase qualificatória do Master de Indian Wells ??
    Felix Auger-Aliassime recebeu convite em 2018 mesmo sem um título da ATP.

    Dalcim, tendo em vista o precedente do Aliassime em 2018, o WILD não teria uma grande chance de receber o convite ??

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não diria uma grande chance, mas acho que tem sim uma chance. Preocupante apenas é um calendário muito apertado por conta dessa viagem dura até a Austrália, Danilo.

      Responder
  85. Rafael

    Mestre,

    Não sei se vc concorda, mas a principal deficiência dos brasileiros é na devolução. Acho que o Thiago pode evoluir nesse quesito. E a movimentação dele para os lados também pode melhorar.

    Responder
  86. Guilherme

    Dalcim, estava ansioso para ler seu texto, e mais uma vez fomos premiados com um texto escorreito e perfeito, que reflete à perfeição os sentimentos que todos temos nesse fantástico domingo de tênis!

    Li também que, dentre outras façanhas que foram listadas por aí, ele se tornou o primeiro tenista da história, nascido nos anos 2000, a ganhar um ATP.

    Uma coisa que eu sinceramente torço é que ele continue muito focado na evolução física e aprimoramento dos golpes (os 17 aces nessa final foram prova viva de que ele está batalhando por isso), continue trabalhando bem o foco e a parte mental (que é crucial e que demonstrou excelente evolução nesses últimos torneios e em especial nessa semana), que não se deslumbre com a fama nem se deixe abater pela pressão às vezes exagerada da mídia, e que pense seriamente em construir uma carreira com foco na longevidade e forme ao redor dele uma equipe muito profissional capaz de prevenir lesões e dar todo o suporte para que ele conquiste e permaneça no topo durante muitos e muitos anos.

    Abraços!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Guilherme. Vamos ficar na torcida e que não haja cobrança excessiva. Ainda é começo de carreira, haverá momentos de baixa, temos de ser pacientes. Abs!

      Responder
  87. Gabi

    Rodrigo,

    o comentário irônico que fiz sobre torcedor-tóxico não tem nada a ver com vc.

    Vim aqui esclarecer para não haver dúvida. Até porque, só depois vi o teu comentário sugerindo que só os teus comentários seriam considerados tóxicos pela moderação-e te respondi lá concordando com a tua indignação.

    Responder
  88. Marcos Júnior

    Dalcim, o Thiago Wild deu para perceber que possui um talento natural. Um jogo de fundo de quadra com habilidade e velocidade. Eu não sei se é um bom voleador. Mas é incrível o talento dele. Um jogo muito vistoso. Fisicamente lembra um certo suíço cujas iniciais do nome sobrenome começam com RF. Hehehe muito cedo para falar isso, ainda mais no Brasil. Mas Dalcim, parece que temos um interessante futuro em curto e médio prazo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Concordo plenamente, Marcos. Acho que o potencial do Wild é realmente grande e, se bem lapidado, poderá nos dar ao menos um top 50 em pouco tempo.

      Responder
      1. Paulo Sérgio

        Dalcim, um Top 50 já consegue viver do tênis?

        Refiro-me a bancar a presença da equipe (ter treinador, fisioterapeuta) em todos os torneios e sobrar alguma coisa para casa, comida e família.

        Top 50 já consegue isso?

        Responder
      2. PIETER

        Uau! Ainda neste ano, Dalcim.?!!
        Isso seria maravilhoso. Mas também penso (e torço muito, por óbvio) que, se ele tiver sorte no chaveamento em RG, poderá fazer bonito no saibro francês, passando umas 3 ou 4 rodadas por lá. Talento para isso ele tem de sobra!

        Responder
  89. Jony Marcio

    Muito bom comentário sobre o Wild, Dalcim. Temos que manter os pés no chão, mas é inegável que a impressão que fica é que teremos um grande tenista para torcer nos próximos anos. Outra observação a ser feita é que será bem provável que muito em breve teremos novamente dois tenistas entre os 100 primeiros no ranking masculino, o que não acontece desde 10 de julho de 2017 com Bellucci e Monteiro. Já tava sentindo falta das famosas dobradinhas do tênis brasileiro, tais como Koch e Mandarino, Mattar e Motta, Mattar e Oncins, Guga e Meligeni (só pra ficar em quatro delas, pois a lista é bem maior). Agora esse ano estamos presenciando uma boa evolução do Monteiro e um excelente despontar do Wild, o que nos faz ter esperanças de que podemos ter uma circunstância ainda mais animadora: que em algum momento da temporada podemos ter os dois inseridos entre os 50 melhores do ranking. Seria bom demais.

    Responder
      1. Jony Marcio

        Dalcim, no caso do Monteiro haveria mais um dado bem significativo. No ranking profissional, pós 1973, tirando o Meligeni, argentino de nascimento, acredito que seria o primeiro Top 50 nacional masculino nascido fora das regiões Sul/Sudeste. No feminino já tivemos as guerreiras Teliana Pereira e Patrícia Medrado que alcançaram esse grande feito, mas o Monteiro seria nosso primeiro nordestino a figurar entre os 50 primeiros entre os homens. Torço demais para que ele ainda consiga.

        Responder
          1. Rubens Leme

            Uma das imagens que nunca me esqueço é ver o baiano Givaldo Barbosa andando pelos corredores da conservadora Recreativa, de Ribeirão Preto, onde eu aprendi a jogar, andando de tamancos pelos corredores, para horror dos frequentadores, durante o circuito VAT69, depois de treinar, quando bateu bola com a Silvana Campos.

  90. Rubens Leme

    Para mim, o momento da virada da final poderia ter sido aquele descontrole no oitavo game do set decisivo, quando errou um voleio e furioso jogou a bola pro lado de forma violenta e quase acertou o boleirinho. Imagine ser punido vencendo em 5/2. Agora é preciso não fazer do menino o novo Guga e esmagá-lo com expectativas insanas.

    No mais, concordo contigo sobre Woody Allen, o maior e mais consistente diretor norte-americano do pós-Guerra. Aliás, o filme dele que causou a briga com a Amazon, Um Dia de Chuva, finalmente será lançado aqui, esta semana, em DVD. Já encomendei o meu. E vc, Dalcim?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, difícil comparar por ser situações bem distintas, mas eu ficaria com o Djoko. Exceto no jogo contra o Monfils, eu gostei da forma com que atuou e sua grande variação de jogadas.

      Responder
  91. PIETER

    Sensacional, quase surreal, campanha a do São Thiago lá no Chile.
    Ele literalmente fez milagres por lá. Mas nada que não se possa justificar pelo seu absurdo talento.
    É inescapável não ser otimista com o futuro dele.
    Com alguma sorte, penso que já neste ano ele.possa fazer bonito lá em RG, por que não??!!

    Responder
  92. wagner wanderley

    Boa noite Dalcim as chances contra a Austrália melhoram um pouco com a saída dos dois principais jogadores ? O cansaço pode atrapalhar um pouco o Wild?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, melhorou. Mas tanto o Monteiro como o Wild vão sofrer muito pela mudança de piso e ainda mais com o fuso horário, já que terão apenas cinco dias para se adaptar a tudo isso. Esse sorteio da Davis não ajudou mesmo!

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  93. Enoque

    Nas minhas contas a disputa pela liderança difere um pouco, salvo engano:
    A diferença atual é de 370 para o Djoko. Nadal defende 360 e Djoko 45 em Welss, então Djoko inicia o torneio com 685 pontos a frente (já descontando os pontos do ano passado. Então em caso de vitória do Nadal (1000 pontos) o Djoko precisaria de 315 para igualar. Fazendo 360 na semi Djoko ficaria 45 pontos à FRENTE. Fazendo 180 nas quartas Djoko ficaria 135 pontos ATRÁS. Esta possibilidade de meros 10 pontos eu não encontrei.

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