O que importa é vencer
Por José Nilton Dalcim
21 de janeiro de 2020 às 15:20

Rafa Nadal, Daniil Medvedev e Dominic Thiem não tiveram estreia de encher os olhos, mas num Grand Slam o que interessa é superar a primeira rodada, achar o ritmo e se encher de confiança. Afinal, o longo caminho terá sua hora certa para o show.

O cabeça 1 cedeu apenas cinco games e aplicou ‘pneu’, o que seria sinal de atuação invejável, mas não foi bem assim. Os dois primeiros sets foram brigados contra um Hugo Dellien de pouca potência e que ainda assim tomou muitas vezes a iniciativa. O espanhol jogou para o gasto, poupou energia e tem Federico Delbonis e quem sabe Pablo Carreño para finalizar a primeira semana bem mais afiado.

Medvedev perdeu um set para Frances Tiafoe e deixou a quadra com 12 duplas faltas! Vamos colocar na conta a tensão da estreia e observar o que ele faz diante do inexperiente Pedro Martinez. Apesar de perder um serviço e salvar seis break-points, Thiem começou melhor, ainda que 56% de primeiro saque nesse piso veloz sejam pouco.

Monteiro perde, mas surpreende
Apesar da derrota que o ameaça de sair do top 100, Thiago Monteiro merece todos os elogios pelo ótimo desempenho diante do terrível saque de John Isner num piso sabidamente favorável ao norte-americano. O cearense fez 18 aces, mas o adversário abusou e fez 46.

Monteiro aliás venceu mais pontos com o primeiro saque do que Isner (85% a 82%) e teve real chance de fazer 2 sets a 0. Mas naquele fatídico 15-40, levou  um ace e um voleio de grande qualidade. Aliás, foram muitas ótimas devoluções e passadas do canhoto brasileiro, que sempre mexeu o grandalhão quando conseguiu trocar bolas. Os quatro tiebreaks mostram o quanto o jogo foi parelho e devem animar Ceará para o restante da temporada.

Next Gen fica sem Aliassime
Fora dos holofotes, Alexander Zverev teve estreia sem sustos e até vislumbra uma chave promissora, onde está também Andrey Rublev, esse num momento de ascensão. Os russos também avançaram com Karen Khachanov, em rota de reencontro com Nick Kyrgios (quem não se lembra da bagunça que foi em Cincinnati?). Taylor Fritz foi outro que venceu bem, porém pega Kevin Anderson e pode cruzar com Thiem em seguida.

A decepção – mais uma – fica por conta de Felix Aliassime. Nem tanto pelo adversário: Ernests Gulbis, apesar dos pesares, tem um currículo a se respeitar. O que incomoda é a falta evidente de segurança do garoto canadense, com erros terríveis nos momentos delicados, incluindo as dolorosas duplas faltas.

Sete tenistas com até 22 anos conseguiram nesta rodada sua primeira vitória em Grand Slam, com destaque para o mais jovem deles, Jannik Sinner; a promessa espanhola Alejandro Davidovich e o chileno Alejandro Tabilo, apenas 208 do mundo. Os outros foram Marc Polmans, Michael Mmoh, Tommy Paul e Pedro Martinez.

As Ovas dão adeus
Cinco cabeças de chave caíram no feminino, três delas ‘ovas’: Marketa Vondrousova, Amanda Anisimova e Anastasija Sevastova (a outra foi Johanna Konta). A queda mais sentida no entanto couberam à convidada Maria Sharapova. Foi um tanto constrangedor ver a russa tão frágil no saque – quatro quebras – e nos golpes de risco, que somaram 31 erros, ainda que Donna Vekic não seja qualquer adversária.

As cinco top 10 em quadra não perderam set, mas Karolina Pliskova e Belinda quase se enrolaram no segundo set e Simona Halep sofreu contusão no punho, após uma queda em quadra, que pode comprometer. Elina Svitolina teve jogo exigente e só mesmo Kiki Bertens passeou.

Ao contrário, Angelique Kerber e Garbine Muguruza pareceram inteiras após dúvidas geradas na semana passada, quando a alemã sentiu dor lombar em Adelaide e a espanhola pegou virose.

Destaques do dia 2
– Nada menos que 12 jogos foram ao quinto set, com duas viradas espetaculares, de Fognini sobre Opelka e de Hurkacz diante de Novak, sendo três desses jogos decididos no supertiebreak, regra que passou a valer em 2019.
– Fognini levantou a torcida. Entrou em quadra com 2 sets abaixo, brigou com Bernardes, quebrou raquete e eliminou um irritadíssimo Opelka no seu melhor estilo.
– Karlovic venceu o 398º tiebreak da carreira e pode se juntar a Federer (457) e Isner (434) como únicos a superar a faixa dos 400. Como se vê, o norte-americano se aproxima do suíço, ainda que o percentual de vitórias de Federer seja maior (65% a 61%). Karlovic mal passa dos 50%.
– Comandados por Kyrgios, cinco outros australianos passaram a primeira rodada. Popyrin se favoreceu do abandono de Tsonga e Millman tirou Humbert, o campeão de Auckland. Ainda avançaram Thompson, Polmans e Bolt.
– Atual 145ª do ranking, Sharapova irá despencar ainda mais com sua terceira eliminação seguida em estreia de Slam e deve até mesmo sair do top 300.
– Como era previsto, Djokovic e Federer invertem de posição para a segunda rodada. O sérvio deve ter jogo facílimo diante de Ito, mero 145º do ranking, e o suíço precisa jogar com atenção diante do bom sacador Krajinovic, que no entanto terá de jogar em dia seguido a uma maratona de cinco sets.


Comentários
  1. Maurício Luís *

    O torneio perdeu grande parte da beleza e graciosidade com a eliminação da Sharapova. Espero que ela encontre ânimo pra sair desse buraco. Já a Venus Williams deveria pensar seriamente em se aposentar. Seu jogo de força já não assusta mais ninguém.
    ************* … E agora, atendendo a ‘nenhum’ insistente pedido, a volta da SOGRA.****************
    A sogra de um determinado genro – não digo quem é, mas é espanhol, canhoto e baloeiro – vira-se pra ele e cai na besteira de reclamar:
    – Ai… Tô me sentindo envelhecida, acima do peso, flácida… O que será que eu tenho?
    – A senhora tem razão.

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  2. Sandra

    Dalcim, agora uma curiosidade , Kyrgios já enfrentou Fognini , e você sabe informar se tiveram que chamar corpo de bombeiro ? Ou a polícia ? Rssss

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  3. Carlos Bicalho

    Esse Thompson, australiano, e o Steve Johnson, americano, estão mais para atores de road movies dos anos 70 do que para tenistas…rsrs Brincadeiras à parte, até que o Thompson jogou bem contra o Fognini.

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  4. João ando

    Não estou conseguindo acompanhar o ao …não tenho mais idade para madrugar. …vejo alguns jogos ..vi a naomi a Sharapova. ..e alguns que não lembro …mas na torcida por Federer e elina svitplina

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  5. Sandra

    Dalcim, não importa quem seja o número 1 , mas porque o número 1 sempre pega a pior chave ? Nem mesmo com toda sorte que o Nadal sempre teve nesses sorteios conseguiu fugir ? Como é feito esse sorteio ?

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  6. Rodrigo S. Cruz

    Não tem jeito…

    Esse Fabio Fognini parece que AMA viver perigosamente.

    kkkkk

    Um jogo tranquilo contra o inexpressivo Thompson, mas que o italiano fez de tudo para complicar.

    Há contudo de se louvar a disciplina e aplicabilidade tática do australiano que percebendo que o Fognini vacilava, soube explorar a sua instabilidade…

    Mas vamos concordar que no final da partida o jogo ficou parecendo uma PELADA!

    Felizmente, o habilidoso italiano sobrevive depois do segundo super-tiebreak seguido!

    FORZA, Fabio!!!

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  7. Marcelo

    Dalcim, a quadra está me parecendo mais rápida do que nos anos anteriores.
    Será que esse piso novo realmente está mais veloz, ou é impressão minha?

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  8. PIETER

    Dalcim, as condições de jogo deste AusOpen parecem mais lentas, isso se deve às quadras ou às bolas? Até o Djokovic observou isso após seu jogo contra o japonês…

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  9. Angela B.

    Que vergonha desses rednecks fanáticos aqui de OZ, viu? Fognini fez duas jogadas ESPETACULARES ao quebrar o serviço do Thompson….e os caras nem p/ aplaudir o italiano. Esse bando de caipiras é uma desgraça na nossa vida…Não tenho paciência, não..

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    1. Jean

      Pieter, se você usa VPN, conecte-se a um servidor da Australia e faça um cadastro gratuito no site channel 9. Esse canal possui os direitos de transmissão do AO e todos os jogos são transmitidos online gratis.

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  10. Euro Oscar

    Olá, Dalcim, tudo bem? Achei realmente admirável a resistência que o Monteiro impôs ao John Isner. Curioso que a pronúncia em inglês é Isner, mesmo, e não “Aisner”. Sempre gosto de pesquisar pronúncias de nomes estrangeiros. Teve chance de fazer 2 a 0, como você frisou, e todos os sets que perdeu foram no Tie-break, contra o gigante de 2m 06cm e seu saque devastador. Que os elogios sirvam de estímulo a ele, mesmo que saia do top 100 temporariamente, na próxima 2ª-feira. é como em outros esportes. No futebol, p. ex., ao Flamengo perdeu do superior Liverpool, mas vendeu caro a derrota e demonstrou brio e qualidades. Pior é perder e jogar mal ou sem ânimo, o que não foi o caso. No feminino, p. ex., a Cori Gauff teve muito trabalho mas venceu, após perder o 1º set. O último foi bem difícil… O Monteiro no ranking virtual de hoje, caiu para o 98° lugar, com seus 562 pontos. Dependendo dos resultados dos outros, pode mesmo ficar fora dos 100. Outra coisa: como ficou o caso da Bia Haddad Maia? Foi absolvida, ou tem chance de ter reduzida a sua suspensão, pelo alegado doping (para variar, por ingestão de algum ingrediente imprevisto, na fórmula de algum suplemento ou medicamento).

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  11. Enoque

    Sou torcedor do Djoko, mas achei ridículo o comportamento dele no jogo contra o Ito.
    Depois de ganhar o primeiro set de 6 a 1. em 20 minutos, achou que o cara tinha que entregar o jogo rapidamente.
    Ficou irritado e nervozinho com a resistência encontrada no segundo set. Fazia cara de descontente até quando ganhava os pontos.
    Acho que, com este comportamento, vai acabar caindo antes da final. Talvez o w.o de graça para Tsitsipas tenha perturbado a cabeça dele, já que vai chegar descansado no possível confronto entre eles nas quartas de final.
    Nestas horas me pergunto, porque não escolhi o Nadal pra torcer a favor.

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  12. Renatinho

    Dalcim,pq no tênis feminino há tantas decisões de aposentadoria precoce atualmente (jogadoras que com 30 anos, por exemplo, já quer aposentarem e muitas vezes sem estar com problemas de lesões na carreira ) e no tênis masculino não ocorre tanto isso ?Vi uma notícia que a Woziniacki já vai aposentar este ano.

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    1. José Nilton Dalcim

      O primeiro fator é que as mulheres geralmente entram no circuito profissionais dois ou até três anos mais cedo que os rapazes. E na maioria absoluta dos casos, a aposentadoria mais precoce vem em função de contusões. Além disso, a mulher consideram com justiça a gravidez e isso é algo que nunca atrapalha os homens.

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  13. Rodrigo Bravin

    Realmente valeu pela vitória, pois foi um jogo horrível de se ver. O boliviano sem nenhuma potência tomando a iniciativa em boa parte do tempo e o Nadal jogando pessimamente. Se a lógica seguir é Nadal x Kirgyos, Nadal x Thien, Nadal x Medvedev e Nadal x Djokovic ou Federer ou Tisitisipas. Será que dá?

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  14. Rodrigo S. Cruz

    Analisando com frieza:

    Mesmo torcendo muito para haver um FEDAL na decisão, as chances disso acontecer são baixas…

    O Federer pegou uma chave “mamão com mel”.

    Tem tudo para crescer a cada rodada, e uma chance de eliminar o Djokovic na na semi.

    Não é fácil, mas totalmente crível…

    Porém, o Nadal pegou uma chave duríssima.

    Se passar por Kyrgios que joga em casa, ainda pode ter pela frente o Thiem que fez um ATP Finals excelente, e o Medvedev que lhe dá muito trabalho sempre…

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    1. Rafael Azevedo

      Verdade!
      Agora…se o Nadal chegar à final após superar uma sequência dessas, a autoconfiança vai estar lá no céu e vai ser difícil derrotá-lo.

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  15. Paulo Almeida

    Djokovic pegou vários adversários difíceis nos últimos Slams logo na primeira rodada: Fucsovics, Hurkacz, Kohlschreiber e Struff.

    É bom para ser testado logo de cara, mas também acho sacanagem com jogadores que poderiam chegar pelo menos à terceira rodada.

    Aquela jogada pegando o Struff no contrapé foi a melhor até agora do AO. E a careta do sérvio depois do ponto ainda melhor, haha.

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  16. Paulo Almeida

    Para quem assina o canal BIS, recomendo que assistam ao documentário Time Stand Still, que fala sobre a última turnê do Rush (R40). Há vários fãs que foram a mais de 100 shows da banda e eu com meus míseros dois, rs. Foda ter nascido no país e na época errada…

    Eu tenho o box R40 com 3 CD’s e 1 Blu-ray (aí é só o show, sem documentário), o qual também indico de olhos fechados. Showzaço de despedida!

    Viu algum desses, Dalcim?

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  17. Alessandro sartori

    Dos 128 que entraram na chave principal tem de se destacar aqueles que são disparadamente os de nível bem mais abaixo que os outros…o boliviano que enfrentou o Nadal, aliás o ranking da atp da essas chances, o cara vive de saibro e praticamente só em challenger, não vai pra uma hard nem com reza e logicamente aproveita pra passear no AO, pegar uns troco, de alguma forma tirando a chance de algum jogador mais capacitado estar jogando. O outro jogador foi o Lu de Taipei, veteranisimo e que não joga praticamente desde 2017 volta justamente nesse torneio pelo jeito com o tal rankiing proteção e tbm facilitouva vida do francês Monfils…

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    1. Miguel BsB

      Cara, normalmente, as primeiras rodadas de Slam são isso, principalmente pros jogadores do topo do ranking…
      E que bom que os não tão bem ranqueados (por volta dos 100), podem ganhar uns pontos e faturar um bom troco nos Slams, eles precisam.
      E outra, estão lá por próprio mérito, alcançaram durante o ano o ranking necessário, ou se classificaram vencendo qualificatórios.
      Muitos ainda tem a oportunidade talvez única de jogar contra lendas como o Nadal, ou o Federer ou o Djokovic. Tomam uma taca e ainda saem sorrindo dps do jogo…
      Por exemplo, achei muito legal aquele cumprimento no fim do jogo entre o Nadal e o Estrela Burgos uns 2 anos atrás nesse mesmo Ausopen. Se nunca viu, procura na internet…o veterano dominicano ficou emocionado de poder ter tido a oportunidade de enfrentar o Nadal uma vez na vida.

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  18. JAN DIAS

    A virada do FOGNINI foi sensacional! Ele podia jogar sempre assim…

    Que final de carreira deprimente pra SHARAPOVA, perdendo nas 1as rodadas de torneios em que ela recebe convite pra participar. Jogando mal e sem vibração. O Meldonium tá fazendo falta mesmo…

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  19. Sandra

    Dalcim, você falou do percentual que jogadores como Karlovic, Federer ganharam no tie break, mas fiquei curiososa , e o Kyrgios , qual o percentual ?

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  20. Miguel BsB

    Na boa, onde a ESPN foi arrumar esses narradores? Deixaram o melhorzinho de fora (Nardini), e botaram uns caras que percebe-se que não tem muita familiaridade com o esporte…
    Exemplos: Um deles não parava de falar FoGUInini, ao invés de Fonini…qualquer um que acompanhe tênis sabe como se pronuncia o nome do italiano. Não vou nem entrar no mérito do conhecimento do idioma de Dante e de suas pronúncias.
    No jogo do Thiem, ele tb pronunciava ThiÊM (acho que se o cara é escalado para uma transmissão como essa, ele tem que pelo menos buscar as pronúncias corretas no site da ATP, ou com quem acompanha e sabe).
    Mas o pior foi, durante a transmissão, ele dizer que o sonho do austríaco era ter jogado contra o Agassi, e lançar a pergunta pro comentarista se eles chegaram a jogar contra profissionalmente…o cara ainda pediu um tempo e foi pesquisar pra saber se eles já tinham se enfrentado…kkkkkkkkkkkk . Qualquer um que tenha conhecimento do circuito sabe que o austríaco se tornou profissional bem depois da aposentadoria do americano.
    Fora a descontinuação do Pelas Quadras, a ESPN vai mostrando que tá ficando cada vez pior e se importando pouco com o tênis…

    Responder
    1. José Eduardo Pessanha

      kkkk. Perdi essas pérolas. Quanto ao Agassi, certa vez disseram aqui no Blog, muitos anos atrás, que ele era tipo um Forrest Gump do tênis. Teve o privilégio de enfrentar todos os gigantes do tênis, com as exceções óbvias de Rod Laver e Borg (ambos muito velhos) e Djokovic (esse muito novo). O carequinha enfrentou Connors, Lendl, Wilander, Edberg, Cash, Becker, Courier, Guga, Safin, Roddick, Hewitt, Federer e Nadal. Lenda viva.
      Abs

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      1. Miguel BsB

        E não é que é? Nunca tinha parado pra pensar nisso!
        Agassi foi um monstro do tênis! Fica aí pra turma que gosta de ficar desdenhando de outras épocas…
        Aliás, pra quem não leu, recomendo fortemente a biografia do Agassi. Uma das melhores que já li, em geral.
        Fora tudo o mais, o “rebelde sem causa” implementou um sistema de ensino filantrópico para estudantes carentes que é modelo de eficiência…

        Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Ô loko, Miguel!

      Eu também tinha reclamado aqui em casa da pronúncia errada dos nomes, e do AMADORISMO dos comentários.

      Mas essa daí que você citou do Agassi, eu não sabia…

      Gravíssima!

      kkkkk

      Responder
      1. Angela B.

        Hahahaha….isso me lembrou uma vez que eu estava no Brasil e estava vendo o Galvão Bueno narrando a Formula 1 – ele pronunciava o nome do Mark Webber como VEBER …mas em inglês o W se pronuncia como “U”. Fora outros narradores, como vc bem mencionou, e que tem preguiça de pronunciar outros nomes estrangeiros corretamente. Aqui na Australia isso acontece muitas vezes, especialmente com os nomes russos. Falam SharaPÔva, mas o correto é ShaRÁpova. ——Os melhores narradores (so far) são os britânicos…acertam sempre na pronuncia, até o nome de jogadores brasileiros de futebol.

        Responder
    3. Manuela

      O que salva a ESPN é o show que eles dão nas narrações e comentários da nfl, nba, nhl e premiere league

      Muito absurdo os erros que vc elencou

      Responder
  21. Matheus Lago

    Federer teve a estreia mais fácil em relação a Djokovic (que perdeu um set) e Nadal(que apesar de perder um game a menos, ficou mais tempo em quadra), a segunda rodada merece atenção como bem escreveu o Dalcim.
    Monteiro realmente caiu de pé, chegou a vencer um set para cima do Big John, se não tivesse vacilado com uma dupla falta no tiebreak do segundo set poderia até ter levado o jogo.
    Medvedev não está em seu melhor nível, mas aos poucos está voltando a ter a consistência robótica nas trocas de bola, perigoso adversário para qualquer um.
    Ótima vitória de Ernests Gulbis, tem jogo de top 10 e uma carreira que traduz a expressão “montanha russa”, boa sorte ao letão e ao suíço Roger Federer.

    Responder
  22. Luis

    Oi Dalcim, por que você acha que a Sharapova esta tão mal? Pena o Thiago, ele chegou perto em um jogo muito difícil, fazia tempo que não tinha um jogador de simples Brasileiro para torcer.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ela teve dois problemas sérios que nunca se recuperou totalmente: o ombro e o doping, seja por questões físicas ou emocionais mesmo.

      Responder
  23. Paulo Almeida

    Que mané lesão antes do jogo. Só foi sentir a suposta lesão depois que perdeu o quarto set, mas o provável é que tenha sido migué.

    Dimitrov fez ótima campanha no US Open e em Paris, portanto é melhor rezarem para ele ser eliminado antes das oitavas pelo Sinner.

    O mediano Gulbis até que fez um jogo muito bom contra o GOAT no Canadá em 2015, quase vencendo no tie-break do segundo set, mas se perdeu depois e foi atropelado no terceiro. Boas memórias daquela partida.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Rezar em agradecimento!

      Já que o h2h entre o búlgaro e o suíço fala por si mesmo: sete a um.

      Aliás, 7 a 1 é também o h2h que o (aí sim) “mediano” Djokovic ostenta contra Gulbis.

      Com a diferença de que nos tempos de JUVENIL, eles eram costumeiros rivais.

      E por ironia, o assassino do tênis-arte era um freguezaço do bom letão.

      (rs)

      Responder
      1. Paulo Almeida

        No juvenil Djoko era freguês até do Fregueser. Aliás, o Gulbis surrou o suíço em RG e depois foi batido com tranquilidade pelo sérvio em 2014.

        Responder
  24. felipe

    todos os primeiros jogos em todas as quadras são da chave feminina.
    os homens nao gostam de acordar cedo? kkkkkkkkk
    como prefiro os jogos da chave masculina, terei de esperar pelo menos ate às 22h30, horario em que eu deveria dormir…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Existe um masculino previsto para 21h, mas é que vários jogos femininos ainda de primeira rodada foram adiados ontem e assim há preferência para elas completarem logo a partida e se preparar porque as vencedoras jogarão amanhã novamente.

      Responder
          1. Felipe

            Eu discordo da organização. Poderia intercalar,

            Pena a espn continuar transmitindo feminino nos dois canais mesmo depois de o masculino começar

            Jogo da barty terminou, vamos ver qual masculino vai passar

  25. Antônio Luiz Júnior

    Dalcim, parabéns pela coluna e pelo seu texto sempre muito coesso e muito bem fundamentado. O torneio segue aberto e o BIG3 (sem nenhuma exceção) me parece que vai ter vida relativamente tranquila até a terceira rodada. Alguns adversários são um pouco mais perigosos do que outros, mas, no geral, acho que é só uma questão de ajuste de jogo. A “trinca dinâmica”, deve suplantar a todos sem exceção. A partir das oitavas de final, vamos poder de fato, mensurar com maior propriedade quem tem a mais chances de chegar a final e conquistar o título. Ainda considero Djokovic o grande favorito ao título, vive um momento esplendoroso. Federer corre por fora e Nadal corre por dentro (a provável combinação de adversários- KYRGIOS (oitavas) – THIEM (quartas) e MEDVEDEV (semi) deverá exigir muito do espanhol, qualquer um dois três adversários pode derrotá-lo, sem nenhum medo de ser feliz, é uma chave muito dura das oitavas de final para frente. Apostar em surpresas ainda está difícil. talvez Tsitisipas e Medvedev sejam os mais credenciados, Thiem também não pode ser descartado. KYRGIOS jogando em casa é sempre um perigo, mas nunca foi tão longe em nenhum grand slam. é esperar para ver…

    Responder
  26. Vitor Hugo

    O nosso glorioso Tiago Wild teve mais facilidade contra o boliviano do que o baloeiro. Kkkkkk O brasileiro e Dellien se enfrentaram no ano passado com vitoria facil do brazuca.

    Responder
  27. Rubem Corveto

    Thiago Monteiro mostrou muita qualidade e que tem futuro. Nesse ritmo, vai manter o Top 100 e talvez melhore na fase donSaibro.

    Fognini demostntrando o talento, é ótimo de ver

    Responder
  28. Roger Fedeiros - O NumerólogoI!

    Well… encomendei um estudo com um certo “astrólogo e filósofo”…kkkkkkkk…. sobre as chances do Big 3, e vejam só o que o cara me mandou a partir de suas sandices com os números.

    2020: Ano propício para uma igualdade em Slans (20 Federer e 20 Nadal). Necessário se faz igualar GS ao calendário. Não pode continuar em 2019.

    1 RG (Nole) + 1 RG (Federer): Soma de 1+1 dos principais oponentes pode convergir para o número 2, ou seja, o primeiro homem a ter 2 títulos em cada GS.

    Janeiro: Primeiro mês do ano. Pode, dificilmente, mas, há uma possibilidade de pintar o primeiro Slan pra NextGen.

    5 WB + 3 USO: 5+3 = 8. Periga aí o oitavo AO do Djokovic.

    Federer: Duas combinações possíveis foram encontradas:
    1) 20 GS = 2 x 0 = Zero.
    2) 8 WB + 1 RG = 8 + 1 = 9. Fazendo a prova dos “noves fora”….. kkkkkk…. ZERO!

    No final, o cara me pergunta:
    – Você ainda acredita que a terra é redonda igualzinho a uma bolinha de tênis?
    – Claro que não, disse euzinha, mas acredito muito em 2020!.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk … Quiçá em 2021… pra adiantar um pouco o calendário… kkkkkkkkkkk

    Responder
  29. Rodrigo S. Cruz

    Bom,

    Não posso reclamar de nada.

    No dia 2, todo mundo para quem eu torci acabou vitorioso:

    Fognini, Nadal, Gulbis, Kyrgios…

    Evidente que no caso do espanhol a torcida inteira do FLAMENGO sabia que ele ia atropelar.

    Fraquíssimo esse Delien. Ainda mais fraco do que o Steve Johnson.

    Hoje tem Federer e Djokovic enfrentando mais duas babas…

    Responder
    1. Vitor Hugo

      Sem dúvidas mais fraco que o Johnson. Mas enquanto o baloeiro levou mais de duas horas pra vencer a sua partida, Roger fechou em menos de 1:30…

      Responder
    2. Miguel BsB

      Ué Rodrigo, vc torcendo pro Nadal? hehe Novidade essa pra mim…
      Pros outros 3 sei que vc torce, e fizeram mesmo a sua primeira rodada. Gosto do jogo dos 3, só não simpatizo com o caráter do Kyrgios…
      Sempre gostei muito de assistir jogos do Gulbis, joga muito quando quer e é bom ver ele avançando em Slam, vindo do quali.
      O Fognini tb, joga demais quando quer, e ainda sabe ser catimbeiro e mudar o clima e o rumo da partida usando desse expediente…briga com juiz, discute com adversário, se finge de morto, puxa a torcida rsrs
      Aliás, aproveito pra perguntar pro Dalcim: Você vê alguma semelhança no comportamento do Fognini de usar de certos “expedientes” pra tentar mudar uma partida com o que faziam Connors e Mcenroe? (No meu entender os americanos eram mais exagerados).

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Hehehe

        Eu explico, Miguel.

        O Nadal precisa continuar avançando para enfrentar o Kyrgios um pouquinho adiante.

        Aí sim, obviamente vou torcer pelo australiano…

        Será um grande jogo, por tudo que envolve, e sempre torço por grandes jogos.

        Porém, se o Nadal passar pelo Kyrgios que seja para fazer o Fedal na decisão.

        Já imaginou?

        Um super-Fedal valendo simplesmente o RECORDE de Grand Slams?

        “Èpico” seria pouco para descrever…

        Responder

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