Analisando 2019: nova geração cava espaço
Por José Nilton Dalcim
7 de dezembro de 2019 às 00:46

É bem verdade que o topo do ranking continua firme e forte nas mãos do Big 3, mas se tirarmos o mais poderoso triunvirato já visto no tênis masculino é fácil perceber que a nova geração enfim chegou para ocupar seu lugar no circuito.

Cinco dos outros top 10 estão entre os 21 e 26 anos, e somando triunfos cada vez mais relevantes. Stefanos Tsitsipas, o mais jovem deles, conquistou o quinto mais importante torneio do calendário, troféu aliás que também já está na galeria de Alexander Zverev.

Com inesperado salto de qualidade em 2019, Daniil Medvedev faturou dois Masters e chegou a um vice de Grand Slam, desempenho semelhante ao do bem mais experiente Dominic Thiem, que somou nada menos que seis vitórias sobre o Big 3 em diferentes pisos. Por fim, Matteo Berrettini foi a grande surpresa, com títulos no saibro e na grama e a incrível semi no US Open.

Não restam dúvidas sobre o potencial diferenciado de Stef. O grego é dono de um arsenal poderoso. Ao mesmo tempo que o saque faz estragos e simplifica pontos, ele evoluiu na consistência na base e transformou o backhand numa arma, pegando as bolas mais na subida sem sair de cima da linha. Voleia com desenvoltura. Ficou muito perigoso nos pisos mais velozes, e olha que foi mal na grama. O essencial, no entanto, foi dominar a cabeça. Realizou uma reta final de temporada madura, sem chiliques e com ótimo físico. A seguir assim, pode ganhar de qualquer um, em qualquer piso.

Apesar de todo mundo ainda estar boquiaberto com Medvedev, acredito que o segundo nome da ‘nova geração’ a ser observado seja Thiem. Ainda que tenha 26 anos, não vejo motivo para tirá-lo da lista do Next Gen. O austríaco reúne habilidades e tem conseguido aparar seus defeitos. Tenista de golpes muito pesados e físico privilegiado, deixou de jogar tão atrás da linha, evoluiu nas devoluções e treinou a transição para a rede. Ficou bem mais completo e isso explica o sucesso inédito na quadra sintética. Pela primeira vez, venceu mais sobre o piso duro do que no saibro. Com exceção a Wimbledon, é sensato colocá-lo entre os candidatos para os demais Slam em 2020.

Medvedev é um caso à parte, a começar pelo estilo pouco ortodoxo. Joga ofensivo a partir do saque, mas se defende muito bem para seus 1,98m. Ganhou títulos de gabarito em quadras muito velozes, como Cincinnati e Xangai, sem ter um jogo de rede sequer razoável. O segredo é talvez menos técnico e muito mais mental, e vimos essa fortaleza em jogos longos e duros ou frente à torcida irada. No entanto 2020 tende a ser um outro universo. Ele já não é mais surpresa, os adversários estudaram suas fraquezas e haverá um caminhão de pontos a defender a partir de abril. É hora portanto de sabermos o tamanho de sua fome.

Zverev e Berrettini estão em extremidades opostas. O alemão já fez muito para seus tenros 22 anos, e isso gera cobrança constante, vinda de fora e, pior ainda, de dentro. Vejo o rapaz com dois problemas graves: a lenta evolução técnica – principalmente se comparada aos demais jovens – e a exagerada instabilidade emocional. Será que uma queda maior, que o tirasse do foco, não seria uma solução a médio prazo? Já o italiano ainda me parece um bom mas limitado jogador, que explora bem a força. É fato que muitos tenistas com um golpe de base fraco, como é o caso de seu backhand, foram longe em suas carreiras, mas aos 23 anos espera-se que ele trabalhe incansavelmente nisso.

Logo abaixo, eu listaria seis nomes a se observar: os canadenses Denis Shapovalov e Felix Aliassime, os russos Karen Khachanov e Andrey Rublev, o australiano Alex de Minaur e o norte-americano Taylor Fritz. São reais candidatos ao top 10, ao menos em algum momento da temporada. O dueto canadense é espetacular e promissor, mas ainda falta estabilidade emocional, um por ser explosivo demais, o outro por ser um tanto passivo.

Khachanov deu na verdade um pequeno e compreensível passo para trás em 2019 e Rublev reagiu muito bem à fase de contusões. São jogadores de golpes muito pesados e que precisam ganhar versatilidade. Rublev me agrada especialmente. São casos bem diferentes do incansável De Minaur, um lutador a quem carece iniciativa. O tênis no entanto já fez muitos guerreiros heróis. Por fim, Taylor Fritz é esperança real do tênis americano, porque não depende exclusivamente do saque e se vira muito bem na base, o que é a síntese do jogo moderno.

Não deixemos de observar Jannik Sinner, a sensação italiana de 18 anos que navega entre a consistência e a ousadia. Neste ano, ganhou futures e challengers, fez semi de ATP e entrou no US Open. Se ganhar massa muscular, será um perigo, ainda mais com a prestigiada orientação do genial Riccardo Piatti.

E mais
– Dos 15 novos campeões que surgiram nesta temporada,  oito têm no máximo 23 anos: De Minaur (19), Opelka (21), Djere (23), Garin (22), Fritz (21), Jarry (23), Hurkacz (22) e Shapovalov (20).
– Este é o maior número de campeões inéditos numa só temporada, superando os 13 de 2018 e 2004. Importante ressaltar que em 2012 houve apenas um.
– Dos 67 títulos em jogo, apenas 13 ficaram com o Big 3, embora se incluam aí os quatro Slam e cinco Masters. Foram 40 campeões diferentes, a lista mais diversificada desde os 41 de 2001.
– Seis novos tenistas chegaram pela primeira vez ao top 10 e quatro deles são da Next Gen: Tsitsipas, Medvedev, Berrettini e Khachanov. Os outros foram Bautista e Fognini.
– Desde que Nadal chegou à vice-liderança do ranking, em julho de 2005, nenhum outro tenista ocupou o número 2 que não fosse o Big 4.


Comentários
  1. João ando

    Dalcim. Teve no tênis profissional algum caso igual das irmãs maleeva …onde as três foram profissionais de alto nível ?Magdalena .katerina e Manuela?só lembro de casos de dois irmãos ou irmãs

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  2. Maurício Luís *

    DESNECESSÁRIO SE FAZ pensarmos em alguns balanços de fim-de-ano, uma vez que já temos o vencedor disparado por aclamação. Igualmente desnecessário se faz DECLINAR o seu nome, carecas que estamos de saber!
    – o que mais fez ‘firula’ pra sacar;
    – o que mais recorreu aos balões;
    – o que mais perdeu cabelo;
    – o que mais remarcou data de casório;
    – o que mais ama a sogra… (essa foi a pedido do Luis Fernando).

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  3. Ronildo

    Se esta tendência se comprovar e Thiem, Tsitsipas, Medvedev e outros começarem a desbancar o Big 3, poderá ser divertido até para Federer que por não ter tantos pontos para defender, se comparado com Djokovic e Nadal, poderá, com algumas conquistas e outras derrotas, se manter no top 4, ao passo que poderá presenciar as quedas de Djokovic e Nadal para 5 e 6 da ATP.
    Um cenário destes poderia animar Federer a fazer mais uma temporada em 2021, que seria de despedida. Por outro lado se Nadal e Djokovic se aventurarem no circuito em 2021, motivados pela longevidade de Federer, seus excelentes índices de aproveitamento cairão, mas evidentemente se manteriam no top 10. Federer também encerraria no top 10 em 2021.

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  4. Ronildo

    Medvedev já ganhou outro torneio. Mesmo sendo exibição vale como comparativo já que a premiação é maior do que a de atp 250.

    Olha gente, prevejom ao contrário de praticamente todos, que 2020 será de ruptura definitiva. O único slan que o Big 3 levará será Wimbledon e o vencedor será Federer.

    Será muito legal ver os chiliques de Djokovic durante as partidas e as respostas “filosofais” de Nadal nas entrevistas.

    O primeiro grande tombo que presenciaremos será no AO onde Djokovic não conseguirá defender seu título e Nadal não chegará na final.

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  5. Ronildo

    Se o Dalcim fizer uma análise qualitativa nas pesquisas acredito que encontrá várias incoerências nas opiniões mais votadas. A maioria votou que Djokovic vai recuperar o número 1. Ao mesmo tempo a maioria votou que Nadal baterá o recorde do Federer em números de slans. Como encaixar isso na temporada de 2020? Se Nadal chegar a bater os recordes de slans em 2020, vai ter que vencer no mínimo 2. Mas se vencer 2 slans é porquê estará com um jogo em tão alto nível que defenderá seus pontos no saibro. Como encaixar isso com a ascenção dos mais jovens e com o fato da maioria ter votado que Djokovic recuperará o número 1?
    Para mim a incontestável ascenção dos mais jovens fará Djokovic permanecer no máximo como 2 do mundo e Nadal despencará para 5 ao final da temporada de 2020.

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    1. Rafael Azevedo

      Simple. Nadal ganha 2 slams e Djokovic ganha 2 slams. Igual a 2019, onde, por detalhes, o a sérvio não terminou como número 1.
      Não estou dizendo que eu acredito que vai ser assim, só estou dizendo que o palpite da maioria não é tão inconsistente assim.
      Por outro lado, o palpite de que só o Federer irá vencer slam é um pouco menos acreditável, dado os resultados dos ultimos 2 anos. Mas, quem sabe…

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    1. José Nilton Dalcim

      Olha, Luís, conceitualmente a ATP Cup não é ruim, mas acontecer logo depois da Copa Davis e antes de um Grand Slam realmente é estranho. Daí se vê que a própria ATP tem dificuldade clara para inserir um evento diferenciado no calendário. A única coisa realmente boa foi atrasar o AusOpen em uma semana. Acredito que Murray terá um bom 2020, provavelmente conseguirá recuperar posto no top 50 e, se for bem nos Slam, o que exigirá mais do seu físico, até pode pensar no top 30.

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  6. Valmir

    O site… tennis.com…. soltou a sua lista dos maiores jogadores da … década de 10 …. 2010 a 2019… listando seus principais feitos.
    10 – Thiem
    9 – Delpo
    8 – Berdych
    7 – Ferrer
    6 – Cilic
    5 – Wawrinka
    4 – Murray
    3 – Federer
    2 – Nadal
    1 – Djokovic

    Quantos ao Big3… os dados principais são:
    Federer – 42 títulos – 5 Slams – ouro olímpico em duplas
    Nadal – 48 títulos – 13 Slams – ouro olímpico em duplas
    Djokovic – 60 títulos – 15 Slams – Todos os M1000 – Todos os 4 Slams seguidamente – 5 anos como número 1 do ano

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    1. Rafael Azevedo

      Boa lista. Coerente nas 5 primeiras posições. As 5 últimas são mais complicadas. Por exemplo, poderia ter o Nishikori, mas está legal.
      A década do Djoko foi realmente surreal.

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  7. Luiz Fernando

    Dalcim acho q estamos vendo uma pré temporada atípica, uns caras já jogando na A Saudita, semana q vem Djoko e Rafa em Abu Dabhi, o q vc acha disso? Eu sinceramente acho q seria melhor um pouco mais de descanso p esses caras…

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    1. José Nilton Dalcim

      Como sempre disse McEnroe, com completa razão, os tenistas querem um calendário mais curto para jogarem mais exibições. É exatamente isso.

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      1. Rubens Leme

        E mais dim dim, muito. Esses do mundo árabe paga cachê quase igual a um Slam, para um Nadal ou Djoko.

        Igual a boleiro que reclama do calendário longo, pedem férias para ficarem jogando peladas até em outros países.

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  8. Paulo Almeida

    Todas as fontes internacionais, inclusive a ATP, apontam a década como terminada e obviamente o GOAT Djokovic como o campeão da mesma. Mesmo que considerem que ela termine em 2020, Nadal “perderia” tudo que ganhou em 2010 e não alcançaria o sérvio nem se ganhasse TUDO na próxima temporada.

    Quanto a Thiem e Tsitsipas, vejo o austríaco muito mais maduro para incomodar o Big 2 em 2020. O grego ganhou o Finals, mas foi surrado sem dó nem piedade pelo melhor de todos os tempos em Paris por 6-1 e 6-2.

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  9. Bruno

    Dalcim, você diria que o Kyrgios é um dos talentos mais desperdiçados de todos os tempos? Ao contrário dele, quem seria na sua opinião o tenista que conseguiu ir mais longe com o pouco talento que tinha?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, acho que ele poderia ser considerado como tal, porque seu problema é emocional e não físico. Quanto à outra questão, é complexa. Mas eu elegeria Ferrer, por sua estatura e por ter vivido uma era única no tênis profissional.

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  10. Rubens Leme

    Apenas para complementar meu argumento sobre o Thomaz…

    Bellucci chegou a 21 do mundo na semana de 26 de julho de 2010. Uma semana depois, já era o 27, pois perdera os 250 pontos do título de Gstaad do ano anterior, ao cair na estreia. Era um ranking pesado, como pode se ver abaixo, tanto que atrás dele logo vinham Juan Carlos Ferrero, Wawrinka e Fernando González. Mas Bellucci tinha 22 anos e muito destes jogadores à sua frente ele venceria depois, ou seja, tinha potencial para sonhar até com um top 15, nem que fosse apenas por uma semana.

    Acho que ele se satisfez com a façanha e a condição de ser o eterno número 2 brasileiro, no ranking, e nunca quis realmente cuidar dos enormes defeitos técnicos e táticos (para não dizer mentais; os físicos ele realmente tentou, como o excesso de perda de líquidos) que tinha, achando que sempre poderia confiar em suas duas armas, o saque e o forehand. Em 2009 ou 2010, talvez ainda desse, mas dez anos depois, não mais. Thomaz deveria ter saído do Brasil e contratado um técnico que realmente extraísse o máximo dele. Uma pena.

    Naquela semana, o ranking tinha estes 20 jogadores à frente do brasileiro:

    01. Rafael Nadal
    02. Novak Djokovic
    03. Roger Federer
    04. Andy Murray
    05. Robin Soderling
    06. Nikolay Davydenko
    07. Juan Martin del Potro
    08. Tomas Berdych
    09. Andy Roddick
    10. Fernando Verdasco
    11. Jo-Wilfried Tsonga
    12. David Ferrer
    13. Marin Cilic
    14. Mikhail Youzhny
    15. Jurgen Melzer
    16. Ivan Ljubicic
    17. Gael Monfils
    18. Nicolás Almagro
    19. John Isner
    20. Sam Querrey

    21. Thomaz Bellucci

    Logo atrás dele vinham estes quatro, que o ultrapassariam na semana seguinte, bem como Marcos Baghdatis e Fernando Verdasco:

    22. Juan Carlos Ferrero
    23. Albert Montañes
    24. Stan Wawrinka
    25. Fernando González

    Responder
  11. Rubens Leme

    Dalcim, a foto do tornozelo do Bellucci me dá muitas más lembranças de como, por exemplo, torci num desnível de um acostamento de estrada, em uma descida, quando corria com uns amigos. Aliás, torci este maledeto pela décima quarta vez na vida, semana retrasada. Nunca operei mesmo sendo filho de ortopedista.

    Mas a entrevista dele é meio desanimadora e fora da realidade do que é o circuito. Fala apenas em ajustar o saque e sua “direita” (o forehand, no caso). Não fala em mudar as trocentas coisas que ele deveria ter feito há tempos. Bellucci ainda acha que o tênis de 2009 o levará ao top 100. Incrível.

    E se ele honrar o que disse – “Se eu tiver que continuar jogando os challenger por muito tempo vou parar de jogar, meu objetivo é voltar para os ATP.” – para em 2020.

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    1. Rubens Leme

      Na verdade, acho que já percebeu que o bonde dele já passou e, agora, com as contusões ficará impossível em ser minimanente competitivo. Ainda assim, tenta um milagre, uma pequena ilusão de uma volta aos bons tempos. Conhecedor do circuito e profissional sério, sabe que o tênis hoje é muito mais do que ficar trocando pancada do fundo, confiando apenas no primeiro saque e no forehand, até porque existem meninos bem mais saudáveis, fortes e que batem muito mais pesado do que ele.

      Bellucci deveria ter tentado melhorar seu jogo quando estava por cima. Agora, é tarde. Uma pena, porque no circuito de hoje, 32 anos ainda é relativamente jovem e está bem mais saudável do que o Del Potro. Mas com essa visão limitada, não vai a lugar algum.

      Responder
  12. Paulo Sérgio

    Estimado Dalcim, você poderia, por favor, informar quem vai transmitir:

    – o torneio de exibição que acontece em Abu Dhabi;

    – a ATP Cup; e

    – o Australian Open.

    Obrigado.

    Responder
  13. João

    Dalcim, bom dia.

    Fiquei curioso com uma estatística: relativa a quantos 6/0 aplicaram e levaram o BIG 3.

    Como você sempre posta estatísticas curiosas, imagino que deva pegar em algum site, sabe me dizer se tem algum site que tenha essa informação dos 6/0?

    Obrigado.

    Abs

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  14. Ronildo

    Realmente, acredito que fechou o ciclo para Federer em 2020.

    Mas vai se aposentar dentro do top 4.

    Tsitsipas ou Thiem, um dos dois, será número 1 da ATP ao final de 2020.
    Entre Federer, Nadal e Djokovic, vamos ver quem cairá fora do top 4. A lógica diz que será Federer, pela idade. Mas acho que será Nadal.

    Assim depois do Finals 2020 o top 4 da ATP será composto por Federer, Djokovic, Thiem e Tsitsipas.

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    1. Carlos Reis

      Boa aposta! Eu aposto em Nadal n.1 e com 21 GS, e vai continuar como recordista de M1000, quiça vencer o Finals. Federer ganha W e chega aos 21, empatando com Nadal, que vencerá AO e RG, rsrs.

      Responder
  15. Valmir

    Dalcim,
    Uma década anual é qualquer período de 10 anos… pode começar em qualquer ano.
    Como não houve ano zero, realmente a primeira década… da história… foi do ano 1 ao 10… mas isso foi há muito tempo.

    Ao longo do tempo, a história foi deixada de lado… as décadas começando em ano terminado em zero se tornaram o padrão… e tem motivo numérico.
    Por exemplo, quando se fala na década de 60… ou anos 60… o 6 sinaliza a década…. e vai de 1960 a 1969… o ano de 1970 já é… anos 70.
    Assim, a década de 10… vai de 2010 a 2019.
    A sua colocação de que a década vai até 2020… indica que você conta de 2011 a 2020… é uma opção sua… mas não pode ser chamada de década de 10… vai invadir o 20.
    O… site tennis.com… já fez sua avaliação da década de 10.

    Nota:
    Na sua concepção de década… a última década de 90 foi de… 1991 a 2000… um tanto estranho… né … começa em mil e novecentos… termina em 2000.
    O próximo recenseamento será feito no começo de 2020…. para avaliar a década de…. 2010 a 2019.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A culpa não é minha, mas de quem inventou que existe um ano antes de Cristo e outro depois, sem ter nada no meio. Aliás, Cristo nasceu antes dele mesmo… O calendário hindu tem o ano zero.

      Responder
  16. Ronildo

    Kvitova, a majestade mais charmosa do circuito feminino em todos os tempos.

    Oitava vez que conquista o Prêmio Esportividade.

    Seu jogo com a Osaka na final do AO foi escolhido a melhor partida do ano da WTA.

    Nunca houve para a Kvitova uma combinação para que chegasse ao número 1 por sequer uma semana, embora tenha sido muito mais tenista do que algumas que já chegaram ao topo.

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  17. José Eduardo Pessanha

    LF e Rodrigo, eu gosto de implicar com o Thiem. rs. Mudando de assunto, quanta gente se aposentou no tênis nesses últimos 13, 14 meses, sendo que a maioria se aposentou nesse último mês. Muitos eram autênticos dinossauros, algumas eram novas, todos com carreira longa. Radwanska, Cibulkova, Wozniacki, Safarova, Ferrer, Berdych, Baghdatis, Youzhny, Almagro. Haas e Stepanek, um pouco antes.
    Pro ano que vem, fim de um ciclo olímpico, o cenário pode ser ainda mais assustador. Federer, Murray, Serena, Nadal, Tsonga, Simon, Kuznetsova, Sharapova, López, Verdasco, dentre outros, poderão se aposentar. Os Bryans irão se retirar no US Open 2020.
    Abs

    Responder
  18. Leonardo

    Boa Tarde Dalcin,

    Pretendo ir assistir o Aberto de Buenos Aires, só que não encontrei o site oficial da venda de ingressos. Você sabe me informar qual esse site e se ja estão sendo vendidos.
    Achei apenas um chamado viagogo, porém só está a venda para a semi final e a final. Eu pretendia adequirir os ingressos de primeira rodada.

    Abraços

    Responder
  19. Gustavo M.

    Dalcim,

    não que eu seja um admirador do tênis dele, mas vc vê o Coric, que enfrentou lesões e duras derrotas no ano, muito abaixo dessa lista de NextGen que teria potencial pra evoluir em 2020?
    Eu o acho limitado, mas seu currículo já merece algum respeito e apostaria que ele termina a próxima temporada com melhores resultados do que o melancólico ano de 2019.
    Discorda?

    Abraço!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, o Coric já tentou um pouco de tudo, andou até sacando-voleando, e bem… Ou seja, ele leva a sério, mas realmente as contusões têm atrapalhado muito. De qualquer forma, é um jogador para estar ao menos no top 10. Abs!

      Responder
  20. Rodrigo S. Cruz

    Que grande piada!

    O Todd Woodbridge deve ter BEBIDO antes de sair com uma dessas…

    Primeiro ele opinou que não vê chances em Slams para o Kyrgios, em 2020, por causa do físico e a dedicação que lhe faltam.

    Ok. Até aí tudo bem.

    O problema foi ele dizer em seguida que vê o Alex “di menor” como provável candidato a isso.

    Um tenista limitado, sem qualquer arma ou golpe definidor, e que aposta tudo na correria.

    Como é que um cara desses seria mais cotado que o Kyrgios?

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Concordo plenamente com vc, se o Kyrgios tem chance bem reduzida, por tudo q sabemos a respeito dele, o De Menor só pode ser visto como piada p vencer um GS…

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Não acredito que você leu toda a reportagem , Rodrigo. Pra começar Alex De Minaur é 4 anos mais jovem e Já venceu 3 ATPs (. 6 FINAIS ) . Ele vê no discípulo de Lleyton Hewitt muito mais chances de melhorar seu arsenal ( deixou isto bem claro ) nos próximos dois anos , do que Kyrgios resolver se desenvolver como atleta. Em nenhum momento ele comparou talentos. Acho que até hoje você acredita que basta algumas belas jogadas e fingir ( ou sentir ) lesões, toda hora . De Minaur venceu o ATP de Atlanta 2019 sem ter seu Serviço quebrado. Está escalado para defender os Aussies na ATP Cup 2020. Ou seja , será que todos são loucos ou Nick caiu no descrédito ? Desde quando o mais jovem N 1 da Era Profissional tinha tantos golpes “ contundentes “ assim ? Abs!

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Sérgio, dizer que Kyrgios é só ” lances bonitos e fingir contusões” é insano.

        Toda hora tá aí o Dalcim pontuando o potencial dele.

        Você tem o direito de não gostar do cara, mas o pior cego é aquele que não quer ver.

        Comparar com esse lixo do De Minaur então…

        Responder
    3. Paulo F.

      kkkkk
      Finalmente concordamos em algo, Rodrigo.
      Que piada de mal gosto.
      Esse Alex sequer chega aos pés de um David Ferrer, de um Borna Coric e… favorito a GS?
      Oi?

      Responder
  21. Luiz Fernando

    Dalcim, acho q os frequentadores do seu blog fariam um papel melhor do q o cara q conseguiu a proeza de não fazer um ponto sequer numa partida kkk. Um deles talvez se considere capaz de vencer Djoko, Rafa e Federer kkk…

    Responder
    1. Miguel BsB

      Sem falsa modéstia, eu jogo muito mais que esse cara! E outra, pelos poucos pontos que vi do outro jogador, tb garanto que alguns pontos eu faria…

      Responder
  22. periferia

    Olá….comparo o circuito esse ano com alguém que senta em uma praça (circuito ) e joga milho para os pombos (jagadores)….e no meio desses pombos tem 4 grandes pombos que sempre pegavam a maioria dos milhos.
    Esse ano um dos grandes pombos parou (Murray)….outro grande pombo está cansado e não vai em todos milhos (Federer)…..outro se machuca com frequência (Nadal) tentando pegar os milhos e agora prefere se preservar e não ficar lutando por todos os milhos….e o quarto grande pombo(Djokovic) sabe que precisa se poupar se quiser durar na praça dos milhos.
    Conclusão: sobra milho para aqueles pombos fracos.
    Nada mudou….a nova geração não chegou …não reivindicou seu lugar …..a velha geração é que está saindo por vontade própria….ninguém os obriga a sair.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Safin tinha golpes excelentes.

      Alguns comentaristas de tênis à época achavam que no quesito “técnica”, ele foi mais completo que o Guga.

      E o Guga apesar de superior no lado mental, sempre teve dificuldades de vencê-lo, pois os dois jogavam de forma parecida.

      O forehand, o backhand e o primeiro saque dos dois eram um show.

      E curiosamente o Safin podia dar viajadas monumentais contra ” pangarés” e descontar tudo nas raquetes.

      Porém, quando pegava o Guga o russo jogava sempre seu melhor tênis…

      E no tocante ao carisma, eu daria um empate!

      Ambos foram tenistas muito queridos…

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não era challenger, era future. Certamente foi um convite ou uma daquelas situações em que não se completa a chave e sobra espaço para tenistas amadores.

      Responder
  23. Valmir

    O … BIG2… deve continuar a ganhar os slams e alguns masters por mais uns 3 anos… os nextgen tem um problema sério que é não ter… outros… torneios de 5 sets para jogar… e aí tremem nos Slams contra o big2.
    Quando o declínio final do big2 chegar, a situação ficará nivelada e aberta…. aposto em SINNER… que chegará em uma combinação de… idade e experiência… melhor que todos os outros

    Responder
  24. Luiz Fernando

    Dalcim, com as atuações do Nadal no USO, Finals e Davis, vc diria q o atual momento é o melhor da carreira dele nos pisos duros? Eu penso q sim, melhor mesmo q a fase do USO 2013…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, difícil avaliar dois momentos tão distintos. Eu diria que em 2013 ele estava jogando de forma mais agressiva, me agradava mais do que agora, apesar da evolução de seu backhand.

      Responder
  25. Vitor Hugo

    Sem qualquer chances para Berretinni. Jogador medíocre! Diria que é uma copia do Raonic, com uma movimentação melhor, porém com saque e até a esquerda inferiores ao do canadense.

    Responder
  26. Rafael Azevedo

    Não entendo! Todo mundo apostando no Tsitsipas, mas o Thiem venceu mais partidas, mais torneios, fez mais pontos, venceu o Big 3 mais vezes, chegou mais perto de faturar slam, é o quarto do ranking…ele não seria o principal candidato contra o Big 3?

    Responder
    1. Vitor Hugo

      A diferença é que o austríaco está no circuito há anos, tem 26 anos. Tsipas tem 21, pouco tempo de circuito e resultados melhores que Thiem quando este tinha a mesma idade que o grego.

      Responder
        1. José Eduardo Pessanha

          Até o bicho vencer RG, pra mim ele sempre será o superesTHIEMado. Zero chance de ele vencer outro Grand Slam. Tsitsipas é infinitamente mais tenista. Não tem nem como comparar. Um autêntico all court.
          Abs

          Responder
          1. Luiz Fernando

            Pessanha, claro q Thiem é mais cotado no saibro, mas ninguém vence Federer como ele venceu por duas vezes na quadra dura neste ano sem estar em alto, muito alto nível. Não passe o cara para subesTHIEMado, vc pode se dar mal…

          2. Rodrigo S. Cruz

            Discordo, Pessanha.

            O Thiem ganhou o meu respeito depois de bater Novak e Federer, em sequência, neste ATP Finals.

            E até mesmo a derrota diante do grego se deu no detalhe.

            Note que poderia ter ido para qualquer lado…

            Além disso, é exagero você afirmar que o cara tem “ZERO CHANCE” em qualquer Grand Slam…

            Acho que o único Slam que ele tem mesmo chances diminutas é Wimbledon!

  27. Airton

    Show de bola Dalcin, seu texto e também os comentários.
    Quem gosta de tênis realmente curtiu.
    Depois do Djoko já adotei o Tsitsipas como tenista favorito. Vlw galera !

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  28. Rubens Leme

    Dalcim, fala-se tanto de simples e estava lendo a ficha do Leander Paes, de 46 anos, que fechou o career slam de duplas e duplas mistas, com 18 títulos no total e que deverá disputar sua oitava olimpíada, um recorde em se tratando de um tenista, além de ter roubado o bronze do Meligeni, em 1996 e percebe-se como há ícones no esporte quase nunca lembrados.

    Acho sensacional quando é possível relembrar desses tenistas quase anônimos do grande público, mas com uma carreira incrível.

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    1. José Nilton Dalcim

      Verdade, Leme. O Paes tem uma personalidade difícil, já arrumou encrenca com deus e todo mundo, mas para mim é um dos duplistas mais espetaculares que já vi, ali num nível McEnroe.

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      1. Rubens Leme

        Ah, mas eu curto esses caras, são eles que dão o molho. O que não pode é ser um chato e desbocado, mas sem resultados como está se tornando o caso do Kyrgios, mas quando vem acompanhado de títulos e lances geniais como McEnroe, Connors etc é mais do que um aperitivo.

        Nunca curti essa coisa de cavalheirisimo em todos os momentos, acho que na hora H tem que ter ódio do adversário mesmo, para vencer, afinal é uma competição. Depois cumprimenta-se na rede e sai para a comemoração e discurso protocolar. Seguido de mais comemoração.

        O Paes tem uma carreira dos sonhos como duplista e ainda foi bem decente em simples, quando era mais jovem. Honra e muito o tênis indiano de um passado tão interessante. Caras como ele podem jogar até os 50 anos, numa boa.

        Vida longa a ele.

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  29. Maurício Luís *

    Se no Brasil temos a folclórica Mula-Sem-Cabeça, a Austrália, pra não ficar atrás, lançou o Kyrgios-Sem-Cabeça.
    Bem que podiam lançar uma pesquisa pra eleger os/as tenistas mais bonitos/as.
    Os + feios não precisa, por excesso de candidaturas. E fica chato, que ninguém tem culpa de ter nascido assim. Só vou dizer que tem uns aí que depois que aposentarem podem tranquilamente ir trabalhar de fantasmas de casa mal-assombrada de parque de diversões. E sem máscara. E das mulheres, temos as tenistas da GRAÇA. Sem Graça, Desgraça e Nem de Graça.
    É sempre difícil de acertar previsões, principalmente quanto ao fator CONTUSÃO. O Big 4, por ex, virou Big 3.
    Viu, Luis Fernando? Não falei da sogra do Nadal… ÔPS… falei agora.

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  30. Isaías

    eu vejo Thiem muito forte em Roland garros e no Us open (foi prejudicado no slam americano esse ano por estar doente) e um pouco mais atrás na austrália, Stef pode chegar forte nos 4 slam, talvez um pouco mais atras em Roland Garros apesar de ter conseguido resultados excelentes no saibro esse ano, eu gosto muito dos 2 Dalcim, e deixo aqui mais uma vez minha tristeza com a situação da geração anterior em especial a situação de Nishikori e de Raonic que quando estavam se aprimorando técnicamente e mentalmente vieram uma carreta de lesões, o caso dos 2 é parecido com o que eu comentei sobre o Del Potro em outro post seu dalcim, Nishikori e Raonic não tiveram e provavelmente não terão a chance de chegar no auge técnico, uma pena, os 2 eram muito promissores, bom mais ainda bem que a nova geração chegou finalmente e está muito legal, mais mesmo assim lamento quando bons jogadores não tem as oportunidades que poderia ter. abraço Dalcim

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  31. Rubens Leme

    Dalcim, uma coisa interessante sobre a Next Gen é que eles não se bicam. Neste do Masters de Miami, em 2018, quando os dois eram apenas promessas, Medvedev e Tsitsipas se estranharam e tiveram que segurar o russo para não ir às vias de fato.

    Acho interessante um pouco desta rivalidade, desde, claro, que não se extrapole e vire agressão física. Essa “cvilidade” do Big4 é muito forçada pra mim. Falta um pouco de Connors, McEnroe, Nastase, Lendl, Becker, um certo ódio do oponente do outro lado.

    https://www.youtube.com/watch?v=mDX6K7t-JcE

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      1. Rubens Leme

        Bom, vamos ver quando começarem a se enfrentarem mais em jogos decisivos nos grandes torneios. A maioria é bem temperamental e acho que logo logo começam a surgir fagulhas.

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      1. Helena

        Ele também já reclamou do juiz do US Open dizendo que os franceses eram todos esquisitos, sendo que a maioria da equipe dele e seu melhor/único amigo são franceses, hehehehehe.

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  32. SBF Prado Lima

    Ótimo texto. Resumiu muito bem. Os comentários estão agregando bastante também.

    Aproveito para elogiar os podcasts e a NextGen do blog. Felipe Prianti e Mario Sérgio Cruz têm feito ótimas entrevistas e matérias.

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  33. Luiz Fernando

    Dalcim claro q tudo pode acontecer, mas com o Big 3 ainda em grande forma vc vê chances do grego terminar 2020 como numero 1? Pergunto isso por sua resposta no ultimo comentário.

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  34. Antônio Luiz Júnior

    Parabéns Dalcim, como sempre, uma análise muito bem fundamentada, didática, sucinta e desprovida de qualquer protecionismo a este ou aquele. Acredito firmemente que em 2020 veremos a nova geração cada vez mais preparada para enfrentar o BIG3. Obviamente, é muito difícil prever a possibilidade de algum NEXT GEN vencer um Grand Slan. Thiem sem dúvida alguma é o tenista que esteve mais perto desta conquista, com duas finais seguidas em Roland Garros contra o espetacular Rafael Nadal. Tem tudo esse ano para chegar novamente (seu jogo evoluiu muito, em todos os pisos) e obviamente, como o passar dos anos, vai ficar cada vez mais difícil para o espanhol defender o seu reinado. MEDVEDEV, outra grande surpresa de 2019, tem muita coisa a defender no segundo semestre, vamos ver se realmente tem força física e mental para se manter entre os grandes. TSITISIPAS foi outro que teve um grande evolução em 2019, e após vencer o ATP FINALS também se credencia definitivamente para buscar um Grand Slan. Da nova geração, os dois canadenses sem dúvida alguma tem tudo para crescerem ainda mais em 2020. E da novíssima geração, não tem como não destacar o talento esplendoroso do garoto italiano SINNER, na minha modesta opinião, se ganhar um pouco mais de físico, ainda o acho muito franzino, tem tudo para ser um dos grandes nomes do circuito em 2020, é esperar para ver…

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  35. Rafael

    Excelente texto mestre! Contudo, eu ainda acho que o big 3 continuará levando os GS! Eles em forma são imbatíveis! E o Djoko voltará a ser o n1 novamente. Da next gen, grego é-o mais legal de se ver mesmo! Abraço

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  36. Sérgio Ribeiro

    Para todos que realmente acompanham o Circuito, os nomes são esses. Tem gente que por fanatismo ou por simpatia ( como se isso ganhasse jogo ) , chamam um de marrento, outro de SuperEstimado ( a não ser que vença Nadal em R.G ) , Danoninhos e vai por aí a fora. A verdade e’ que temem muito menos o BIG 3 , do que aqueles que tiveram cadeira cativa durante anos no TOP 10. Fora o fato que os garotos já perceberam que os trintões, agora oscilam também numa partida. MEDVEDEV mostrou no USOPEN 2019 isso claramente. A meu ver , Thiem , Tsitsipas e MEDVEDEV, podem sim de imediato aprontar nem que seja apenas no último SLAM do ano. A conferir ! ABS !

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    1. JAN DIAS

      É isso mesmo Sérgio, sem tirar nem pôr. O único adendo que faço é que o MEDVEDEV, na minha opinião, perdeu alguns jogos ganhos, esse ano, por falta de mental (principalmente falta de confiança pra fechar os jogos e irritação com a torcida).
      Se o russo conseguir controlar isso, ele pode realmente ganhar os torneios grandes…

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    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, nem o Wawrinka foi número 2… chegou ao terceiro posto em 2014 e teve passagens curtas em 2015 e 2016. Obrigado, Fabio! Para você também.

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  37. Rubens Leme

    Como ótimo jornalista especialista que é, conseguiu resumir perfeitamente o assunto de maneira profunda, didática e sucinta. Apenas acrescento que está na hora destes rapazes deixarem de ser a “next gen” e se transformarem em “this gen” e começarem o amplo, geral e irrestrito espancamento em cima dos velhinhos (esportivamente falando), especialmente em Slams.

    Que o filho do Borg e o Dominic puxem a fila!

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  38. Paulo Sérgio

    Mas não é natural que a garotada jogue/apareça/vença mais, já que Nadal, Federer e Djokovic estão mais seletivos no calendário?

    Além do Finals, que outro torneio em que estavam os três Big3 a NextGen venceu?

    Finals que, se Nadal não tivesse estreado vindo de lesão, poderia ter tido outro desfecho…

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    1. José Nilton Dalcim

      Não me entusiasmo muito com ele, embora Isner tenha ido muito longe com seu estilo. Opelka até se mexe um pouco melhor que o Isner.

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  39. Victor Martins

    Graças a Deus surgiram jogadores de alto nível com BACKHAND DE UMA MÃO. kkkkkkkk
    Já estava preocupado depois do Federer se aposentar.
    Lógico que o Maior de Todos se aposentando, vamos ficar órfãos de um Tênis na mais alta excelência, com jogadas de improviso, e com todo o arsenal de golpes. Mas espero que a Next Gen dê conta do recado. Principalmente o grego e o austríaco, que particularmente, são os que eu mais gosto de assistir.

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  40. Reinaldo

    Dalcim, excelente post. Até pela estatística apresentada, eu acredito que ao menos um slam será vencido pelo next gen em 2020. Tanta gente nova apareceu e se consolidou que o Kyrgios nem foi citado no post, ou seja, sintoma de que realmente tem gente boa chegando para ficar. Eu gosto muito do Thiem e do shapovalov. Dalcim, duas perguntas para voce: Quem voce acha que sera o primeiro da next gen a ser líder do ranking e quem você mais gosta de ver jogar da next gen? Abraços, Reinaldo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Kyrgios é o mais talentoso de todos, Reinaldo, mas sua cabeça não consegue colocá-lo numa posição de expectativa positiva para 2020. Infelizmente. Tsitsipas para mim é o principal candidato ao número 1. E também é o que mais gosto de ver jogar no momento, pouco à frente do Thiem. Logo atrás, estão os canadenses. Abs!

      Responder
      1. Helena

        Será que jogadores tão reativos a críticas como o Zverev ou o Tsistipas (principalmente o grego) lidariam bem com os encargos de ser um número 1? Acho que estamos tão acostumados com a naturalidade do big three no número 1 que às vezes esquecemos como é difícil ocupar esse posto. Por motivos diferentes, a Osaka parece ter sentido um alívio ao não ser mais a número 1.
        Nesse sentido, o Thiem parece mais equilibrado em termos de jogo e maturidade (o Felix também me assusta em como é maduro, mas em termos de jogo ainda precisa avançar já que é bem mais novo do que todos). O Kyrgios ainda é capaz de ganhar de qualquer um, mas parece que o último trem está passando.

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        1. José Nilton Dalcim

          Se acontecer de um deles chegar lá, o que não acredito ainda em 2020, será muito natural essa dificuldade, Helena. Jogadores bem mais experientes tiveram esse problema, como Boris Becker ou Mats Wilander.

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          1. Helena

            Sim, também não espero isso em 2020. Eu li tanto sobre os possíveis novos número 1 que achei que a diferença de pontos era bem menor, mas Djoko e Nadal ainda têm uma boa margem.
            Sobre Zverev e Tsitsipas, deixei mais essa dúvida porque acredito que ambos possuem talento para chegar ao topo, mas também parecem os mais imaturos/de personalidade mais difícil entre os membros da nextgen.
            Enfim, obrigada pela reposta.

          2. José Nilton Dalcim

            Verdade, Helena. É algo em torno de 4 mil pontos de vantagem sobre Tsitsipas, Medvedev ou Thiem. Não é fácil de tirar isso. Daí eu achar que depende também de queda de rendimento de Nadal e Djokovic.

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