Nadal salva a Copa Davis
Por José Nilton Dalcim
24 de novembro de 2019 às 22:47

O número 1 do mundo jogou um tênis espetacular nas oito vezes que entrou em quadra, foi essencial na conquista do sexto título da Espanha e salvou a primeira edição em que a Copa Davis mudou radicalmente seu formato. Sim, porque ao levar a Espanha até a final, jogando simples e duplas, ele garantiu casa lotada o tempo inteiro nos jogos de seu país, diminuindo a sensação de vazio que se viu nas arquibancadas durante os outros confrontos da semana. O que aconteceria se dessem canadenses contra argentinos ou russos frente britânicos na decisão deste domingo?

Além do mais, Rafa tem aquilo que pode se chamar de ‘espírito de Davis’: extremamente competitivo, vibrante, envolvente. Ganhou tudo na Caixa Mágica: cinco de simples sem perder set ou ter sequer o serviço quebrado, e mais três de duplas, duas delas para marcar viradas diante de Argentina e Grã-Bretanha em jogos duríssimos e de tirar o fôlego. Atinge agora 29 vitórias individuais consecutivas desde 2004.

Sua importância para o time é indiscutível, tendo participado de cinco dos seis títulos conquistados – o único foi justamente o primeiro, em 2000 -, e entrado em quatro finais, a começar por 2004 quando ainda era juvenil. A contusão de 2008 o impediu de ir a Buenos Aires na vitória histórica sobre a Argentina. As outras conquistas vieram em 2009 e 2011, curiosamente em temporadas nas quais Nadal não estava no auge da carreira.

Ficam as dúvidas
No quesito meramente esportivo, que deveria ser o que mais importa, o novo formato da Davis não foi nada ruim. Ainda que alguns nomes mais conhecidos do circuito tenham faltado, três dos Big 4 competiram e houve jogos de nível muito bom, partidas decididas no detalhe, emoção em diversos confrontos. E muito brilho da nova geração, com destaque para Denis Shapovalov, Andrey Rublev e Kyle Edmund.

Mas é claro faltou algo essencial quando se pensa em Davis: a torcida. Andy Murray chegou a convocar ‘britânicos que estivessem em Madri’ pelas redes sociais, dando ingresso, na tentativa de engrossar as vozes na semifinal contra a Espanha. O irmão Jamie pesquisou e divulgou até os preços das passagens aereas. Situação um tanto patética para uma competição que sempre se prezou por lotar estádios nos grandes confrontos.

Existem outros problemas claros a resolver. Para garantir o mínimo de público participante, parece pouco provável que a fase final saia da Europa, já que o Velho Continente reúne a maior parte dos países envolvidos e a curta distância de fronteiras ainda permite a presença de torcedores mais diversos, como vimos em Madri. Os EUA poderiam ser uma opção, ainda que mais cara; a América do Sul traz um complicador evidente e a Austrália, nem pensar.

A se manter o atual calendário – e não há brechas no momento para uma mudança -, o piso sempre será o duro coberto, porque não teria o menor sentido forçar os tenistas a mudar repentinamente para o saibro tão no fim da temporada. Até a Caixa Mágica foi obrigada a evitar a terra. E como o aperto da programação não dá espaço para adiamentos, o teto é sine qua non.

Ou seja, a Davis perde todo seu caráter secular de imprevisibilidade e adaptação. Mas ok, é um detalhe que pode ser relegado num momento em que o tênis está bem padronizado. Claro que as chances de um país de saibro ir longe ficam prejudicadas. E daí?, devem pensar os promotores.

Será inevitável a comparação com a estreante ATP Cup de janeiro, que terá 24 países, portanto seis a mais que a fase final da Davis, e acontecerá em três locais diferentes da Austrália. Porém o sistema será parecido: seis grupos de quatro, todos contra todos, com campeão da chave indo às quartas, tudo em melhor de três sets. A diferença substancial é que valerá pontos para o ranking, servirá de aquecimento para o Australian Open e deve reunir a maior parte dos top 20 do ranking.

E mais
– Roberto Bautista perdeu o pai Joaquin na sexta-feira, mas voltou a Madri no domingo para vencer o primeiro duelo da final. Sua mãe Ester havia falecido no ano passado.
– Feliciano Lopez é o outro integrante do time atual da Espanha a ter disputado quatro finais de Davis.
– O Canadá eliminou Itália, EUA, Austrália e Rússia, repetindo um feito de 106 anos, quando atingiu a final do ‘challenge round’ então pela única vez.
– Os quatro semifinalistas deste ano – Espanha, Canadá, Rússia e Grã-Bretanha – estão garantidoso na fase final de 2020, ao lado dos convidados França e Sérvia.
– Os outros 12 participantes serão definidos no quali de 6 e 7 de março, e o Brasil deu azar: terá de ir à Austrália. Duelos interessantes: Argentina x Colômbia, Áustria x Uruguai, Japão x Equador e Suécia x Chile.
– A Sérvia sofreu dolorosa derrota nas duplas decisivas contra a Rússia nas quartas de final, tendo dois match-points. Isso também marcou o adeus definitivo do ex-top 10 Janko Tipsarevic, que atuou em simples na semana.


Comentários
  1. Fernando Brack

    Um fiasco completo esse novo formato da Davis. Tirou da competição o que ela tinha de mais interessante. A Espanha só ganhou porque jogou em casa. Ainda por cima, não tivemos transmissão pela TV.

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  2. Frederico Schnack

    Boa noite galera.
    Só para lembrar que segunda-feira (02/12), Rafael Nadal estará com 201 semanas na liderança do ranking.
    Sigam o líder.
    Saudações Nadalistas a todos.

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  3. Rodrigo S. Cruz

    “Neste momento, o melhor é Roger Federer, mas Rafa está logo atrás” (TONY NADAL)

    Afirmou Toni, que atualmente cuida da administração da academia do sobrinho. Esta não é a primeira vez que o tio de Nadal coloca o suíço como o melhor da história, algo que já havia falado em abril deste ano.

    Deve se duro engolir.

    Opinião abalizada de ninguém menos do que tio e ex-técnico do maior rival do suíço.

    Deve entender alguma “coisinha” de tênis, não?

    Nada mau para alguém que a SEITA da inveja chama de freguês e de fraude…

    (rs)

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    1. Sérgio Ribeiro

      Isso dá bem a dimensão das insanidades que a turminha da Kombi , pilotada pelo caríssimo P. Almeida, despeja todo dia no Blog ( e assinadas por L Fs da vida ) . Se o Titio Toni achasse mesmo que o Touro é melhor que o Suíço , não apenas no Saibro , JAMAIS faria esse tipo de afirmação. E os manés vem com as babaquices de ” papai ” , Nadal era moleque em 2005 . Entressafra , h2h , como se TODAS as outras superfícies não existissem . E pensam que todo mundo não percebe os recalques rsrsrs Abs!

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    2. Jonas

      Ele falou o óbvio cara. Nadal está logo atrás, seguido de Novak. Freguesderer será superado pelos maiores rivais nos números também, qual a novidade? Mas sim, é um grande jogador.

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    3. Luiz Fernando

      Rodrigo não se una aos medíocres, logo vc q é um torcedor de bom senso do Federer. Eu mesmo já postei isso aqui acerca de Federer, e mais de uma vez, algo q no momento é inquestionavel, mas veja, as carreiras dos caras do Big3 ainda estão aí, as coisas estarão nos devidos lugares daqui a algum tempo, quando todos encerrarem as carreiras.

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      1. Sérgio Ribeiro

        Você já postou mais de uma vez o que , guri ? . Desde 2013 você dizia que Federer somente venceria “ quinhentinhos “ , pois nada mais era que um aposentado , cansadao . Chegou a postar que ODIAVA o Suíço quando , pós cirurgia em 2016 , passou a vencer SLAM e seis partidas consecutivas de Rafa Nadal. Você acha mesmo que as suas babaquices diárias são esquecidas? . Ainda mais quando tenta desmoralizar a Next Gen. Peça a mamãe pra tomar um remedinho ou leia seus próprios Posts mane’ rsrsrs Abs!

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    4. Viana

      Penso igual ao Toni!
      Hoje, Federer é o maior!
      Caso Nadal ganhe mais um Slam, eu já consideraria Nadal o maior… mas sei q as discussões seriam intermináveis pela qualidade e incontáveis predicados dos 2.
      Mas essa discussão deve ser sadia, sem desmerecer ninguém!
      Federer é um gênio, Nadal tb!!

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  4. José Eduardo Pessanha

    Mestre Dalcim,

    Saudações do hepta campeão brasileiro e vencedor da Copa Libertadores. Acredito que esse ano de 2020 será fantástico para o tênis e que teremos dois ou três vencedores inéditos de Grand Slam.
    Segue o meu modesto pitaco: Tsitsipas campeão na Austrália, Thiem (superando assim o seu apelido de superesTHIEMado) em Roland Garros, Rogério em Wimbledon e Medvedev no US Open. Um grande abraço a todos do blog e um próspero Natal e Ano Novo a todos os participantes. Que os Deuses do Tênis propiciem um grande espetáculo e que Mr Roger Federer não pare em 2020.
    Por fim, uma pergunta: você acha que o Sinner terá uma ascensão meteórica em 2020 ou ainda terá que esperar um pouco mais? Boto fé nesse moleque.
    Abs

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    1. Paulo Almeida

      Oba, esse comentário do Pessanha significa que DjokoGOAT e Nadal vão ganhar todos os Slams.

      Seu negócio é comemorar os títulos do Flamengo e o Frauderer Slam, kkkkkkk.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Isso é uma demonstração que o nobre Piloto rs caiu mesmo aqui de paraquedas. Vê se repagina pra 2020 , parceiro. Ou então não cansa tanto o Blogueiro e continua no ” famoso ” grupinho da Whats. Por pouco ele não tirou férias ,ou furou o pneu da Kombi rsrsrs Abs!

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  5. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, tive de fugir ao tema mas não pude deixar de exaltar a nossa ligação histórica, transcrevendo matéria publicada no noticiário; abraços.
    Associação em massa do Vasco tem recém-nascido e até palmeirense Advogada palmeirense Giulianna Selingardi se associou ao Vasco por admiração ao clube e laço familiar Imagem: Arquivo pessoal Bruno Braz Do UOL, no Rio de Janeiro 30/11/2019 04h00 RESUMO DA NOTÍCIA Vasco iniciou na última segunda (25) uma Black Friday dando desconto nos planos de sócios e passou de 30 mil para mais de 100 mil associados em 5 dias Entre os milhares de novos sócios, dois casos chamaram a atenção: um bebê recém-nascido com menos de 24 horas de vida e uma palmeirense O bebê foi registrado como Raul Campos da Silva em homenagem ao presidente que inaugurou São Januário na década de 20: Raul da Silva Cam… – Veja mais em https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/11/30/associacao-em-massa-do-vasco-tem-recem-nascido-e-ate-palmeirense.htm?cmpid=copiaecola

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  6. André Barcellos

    E hoje o título de Davydenko no Finals completa 10 anos.
    E pra quem acha que o russo jogava pouco é só ver que o cara derrotou Nadal, Djokovic e Federer nesse torneio, vencendo ainda Del Potro na final.

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  7. Roger Fedeiros - O Fakeado

    “Não sou fake, meu primeiro nome é “Roger” e meu último nome é “Fedeiros”. Coincidências existem sabiam?”

    Kkkkkkkkkkk…. Ô dó!… nem fake sabe ser!… euzinha sou única amiga… kkkkkkkkkk… mas, vai tentando, o melhor é pra ser copiado mesmo….kkkkkkkk… Bom… pelo menos tentam né?…. kkkkkkkkk…. sabe quanto custa um k?…

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  8. Sérgio Ribeiro

    E o recorde histórico de 42500 pagantes na Cidade do México obtido na exibição contra Zé Verev ( ultrapassando Serena x Kim em Bruxelas 2010 e seus 35000 ) , já vai pro espaço em Fevereiro com o Craque x Touro na Cidade do Cabo. 48000 vendidos em …. 12 min . É óbvio que não tínhamos tanta mídia na época de Borg. Mas se jogava o FINALS em pleno Madison Square Garden . A Laver Cup com a presença de ambos , não deixa dúvidas quanto ao fato de quem é o maior Pop Star da história do Esporte. O público de sua turne pela América do Sul , foi muito acima das de Sampras e Agassi até mesmo no USA. E a turminha da Kombi deveria dar uma olhadinha no jogador completo segundo o Suíço no mesmo diário. Tem Sampras , a direita de Fernando “ Mano de Piedra “ Gonzales , o Back de Novak e Agassi , Nadal , e o mental de …. BORG . Já sei , fora o goat Paraguaio, são todos “ pangarés “ rsrsrs Abs!

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  9. Oswaldo E. Aranha

    Vejo pelos comentários que os gostos do pessoal do blog é bastante diversificado, o que é interessante; por exemplo há alguns aficionados do rock e eu já gosto de música clássica, mpb e jazz. No tocante a filmes vejo que muitos apreciam bastante o cinema americano e eu, além de alguns filmes americanos, gosto muito do cinema italiano e do francês. Mas a diversidade dos gostos é bom, como também em relação ao gosto pelos tenistas.

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  10. Luiz Fernando

    Dalcim estive vendo o formato da ATP Cup e observei que os caras q se qualificarem até a final jogarão 6 partidas em 9 dias (03 a 12 de Janeiro). Na véspera do AO, será q isso não seria algo arriscado para os principais jogadores, exceto Federer, todos inscritos?

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    1. José Nilton Dalcim

      Claro que são jogos em melhor de três sets, mas concordo com você que é um esforço exagerado para começo de temporada e às vésperas do Australian Open, um torneio que Nadal e Djokovic devem mirar com o máximo de carinho.

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      1. Luis

        Para mim é uma loucura fazer esse tipo de esforço logo antes do AO que é um toneio super exigente (sem falar do calor absurdo) e importante. Acho que a ATP vai exigir que os principais joguem pelo menos esse ano. Em 2020 também tem as olimpiadas, O TOP 3 tem que se cuidar, nenhum deles esta ficando mais novo.

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  11. Maurício Luís *

    Acho que cabe aqui um breve esclarecimento pras ZEROCENTAS pessoas que leem o que escrevo. SEQUEI o Nadal o ano inteiro, sem sucesso. Então só me resta rir do meu ‘pé-frio’ e inventar umas ‘absurdidades’.
    Só acho que tem gente aí politicamente correta que exagera um pouco. Pelo andar da carruagem, não pode mais cantar “Atirei o pau no gato”, nem “Maria Sapatão e Cabeleira do Zezé” no carnaval… Se entra na padaria, não pode pedir bolo Nega Maluca. Tem que pedir bolo “afrodescendente com distúrbio psiquiátrico”. Não pode chamar de cego, tem que ser “portador de deficiência visual”.
    Se o cego estiver pra cair num buraco, em vez de “Ô cego, tem buraco aí!” eu for dizer “Sr. portador de deficiência visual…”, já caiu no buraco.
    A propósito… segue abaixo a singela plantinha que o baloeiro comprou pra dar pra sogrinha querida no Natal.

    https://www.google.com/url?sa=i&source=imgres&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiJnfen8YvmAhUCGrkGHTA-D88QjRx6BAgBEAQ&url=https%3A%2F%2Fwww.pinterest.com%2Fpin%2F112730796901451850%2F&psig=AOvVaw2zJd6aWnYfPxPWJ091U0db&ust=1574995418612887

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  12. Rubens Leme

    Dalcim, para vc que gosta de cinema estreou hj, no Netflix, The Irishman, o filme derradeiro de máfia de Martin Scorsese, com Al Pacino, Robert de Niro, Joe Pesci e Harvey Keitel, outro fabuloso Big 4 (ou 5 se contarmos o Scorsese).

    210 minutos de película com os velhinhos mostrando que ainda possuem uma longa jornada adentro. Para quem curtiu Os Bons Companheiros e Cassino, é um prato cheio. Primeiro filme de Al e Marty juntos.

    Estou aqui revendo algumas partes (já o vi inteiro de manhã), após torcer meu tornozelo na rua.

    Assim como o Big 4, quando essa geração se aposentar (ou morrer, porque todos estão acima dos 75 anos já), deixarão uma saudade imensa, Ainda bem que os filmes são eternos.

    Responder
      1. Rubens Leme

        O filme teve algo especial para mim porque meu pai completou, ontem, 80 anos e está muito doente e, como os atores já estão todos nesta faixa, me deixou um tanto triste. Mas, eles passaram por processos tecnológicos de rejuvenescimento e envelhecimento durante a película, sorte que meu pai ou nenhum de nós, terá.

        Ainda assim, é uma geração brilhante que já já nos deixará, para mim, a maior de todas, superando a de Marlon Brando, Paul Newman, Montgomery Clift, porque foram mais ecléticos e profundos nas escolhas de seus personagens.

        Pacino e De Niro estiveram basicamente em todos os grandes filmes relevantes da década de 70 e, em muito dos anos 80, e construíram um legado incrível. Aliás, a geração do pós-guerra, de Nova York, nos brindou com talentos únicos – além dos dois o próprio Scorsese, Keitel e até Joe Pesci (embora tenha nascido na vizinha New Jersey), sem falar no Rei dos Reis (não é o Borg desta vez): Woody Allen.

        Até mesmo o nativo de Detroit, Francis Ford Coppola poderia entrar como “filho adotado”.

        Enfim, espero que saia em DVD para completar minha coleção do Scorsese. E vá atrás daquele livro de cinema que te recomendei, Dalcim. Não precisa começar da primeira página, abra um capítulo, leia, avance, volte pro começo, é como um imenso diário que irá ler e reler dezenas de vezes.

        Responder
          1. Rubens Leme

            Sim. O que quero dizer é que há blocos de O Poderoso Chefão, Tubarão, Stars Wars, Touro Indomável, etc, você pode escolher por onde começar, É um livro cheio de citações e entrevistas, muito parecido com a bíblia feita sobre o punk, Please Kill Me.

            Claro que pode ler do começo ao fim, o freguês escolhe como quiser.

      2. Rubens Leme

        Vale a pena ver tb na Netflix o pequeno documentário sobre o filme de uns 20 minutos com Scorsese, Pacino, de Niro e Pesci falando sobre o filme, as câmaras modernas com lentes triplas e o processo tecnológico de rejuvenescimento, feito na Lucas Film.

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  13. EU

    GURI… vamu trocer pru robozin si laskar logu nu inissio do anus …….visse….assim eli num ganhia mais nada….hehehe…. i u L Ferdandu si laska tambeim….hehehe

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  14. João ando

    E uma pena o que aconteceu com o Marcelo zorman…tivemos um Marcelo tb o saliola que não despontou como um grande profissional…não sei o que acontece aqui no Brasil …quero crer que ocorra tb em outros países. …acontece tb dalcim?

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  15. lEvI sIlvA

    Dalcim, tenho lido alguns comentários onde falam que Hewitt, quando esteve no Brasil jogando a Davis engoliu o Brasil e até nosso saudoso e inconteste maior jogador, o Guga. Gostaria de saber de ti, quanto disso poderia ser creditado a séria lesão que encurtou e limitou em muito a carreira e feitos do brasileiro. (Lembro com tristeza dum jogo num Masters no Canadá, creio que de 1ª rodada, e ele perdeu feio de um tal Simon Larouse – acho que foi isso – um tenista que depois não fez grande coisa. Nem lembro mais o ano.

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    1. José Nilton Dalcim

      Olha, Levi, em 2001 não havia ainda surgido de forma tão evidente a contusão no quadril. Lendo dezenas de entrevistas do Guga, incluindo seu livro, ele jamais se referiu à dura derrota para a Austrália como consequência de alguma lesão. Sou obrigado então a dar créditos totais ao Hewitt.

      Responder
      1. lEvI sIlvA

        Entendo, Dalcim! Longe de mim discordar de você, e até do Guga que, sempre se mostrou um verdadeiro cavalheiro, dentro e fora das quadras. Talvez nem mesmo ele tivesse a real noção do que ocorria com seu corpo em 2001. Digo, ainda na Masters Cup em 2000, ele jogou claramente machucado. Magnus Norman disse a famosa frase, “se Guga está machucado, quem me dera estar machucado e jogar assim” ou algo do tipo ao vê-lo ganhar em Lisboa. Talvez ele e o Larry imaginassem ser apenas o acúmulo de jogos e cansaço de final de temporada. No entanto, desde então, foi ficando cada vez mais evidente que as coisas eram sérias, ao ponto de exigir cirurgia. Não tiro os méritos de Hewitt, pois foi número 1. Só creio que Guga poderia ter tido mais e melhores resultados. Enfim, uma pena! Abraço!

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Mas você está esquecendo que ele ganhou Roland Garros em 2001, Levi. Aliás, venceu Cincinnati também, seu sexto título de uma excelente temporada.

          Responder
  16. João

    Dalcim, bom dia.

    Duas perguntinhas fora do assunto: por que será que o Federer ganhou os 17 confrontos que disputou contra o Ferrer (que provavelmente é um dos melhores e mais consistentes jogadores dos últimos 15 anos)? Estilo de jogo?

    Quero me aventurar num torneio fora do país próximo anos, qual vc recomenda: Buenos Aires, Córdoba ou Santiago?

    Brigado.

    Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Uma questão de estilos, certamente, João. O Ferrer nunca primou pela potência e seus contragolpes nunca tiveram eficiência diante de Federer mesmo nos pisos mais lentos. Olha, na atual situação eu escolheria Buenos Aires.

      Responder
  17. Oswaldo E. Aranha

    Há um ditado que diz: um homem muda de religião, de partido político e de mulher, mas não muda de time de futebol! No tênis é diferente, na maior parte das pessoas, lógico que sempre haverá os recalcitrantes, pode-se apreciar tanto o tenista de nossa preferência, como outros tenistas que nos apresentam bonitas jogadas. Mas sempre haverá a presença de empedernidos, que mais se preocupam em tentar depreciar os tenistas que não sejam os de suas preferência. Afinal as guerras continuam e existir apesar de todas as campanhas pela paz.

    Responder
  18. Maurício Luís *

    Já que estamos em fim de temporada (pra não dizer fim da PICADA), sugiro que se faça um balanço das melhores “pérolas da obviedade”.
    ” – Estou satisfeito com esta vitória.” Puxa… E eu que pensei que estivesse aborrecido, batendo a cabeça na parede de raiva!
    ****** Colunas Sociais – FUVEST *****
    Nadal perdeu o ENEM, mas vai tentar a FUVEST. Primeira pergunta da prova:
    ” O tenista considerado o maior baloeiro da galáxia é Rafael Na:
    a) dal
    b) del
    c) dil
    d) dol
    e) dul.
    Dica para as loiras: pode ser que seja dal.

    Responder
    1. Bruno Giordano

      Dalcim, te peço a gentileza de excluir o comentário dessa pessoa. Claramente preconceituoso em relação a loiras, chamando-as de burra, mesmo que indiretamente. Sei do seu cuidado com o blog, então acho que você entende meu pedido. Obrigado.

      Responder
      1. José Nilton Dalcim

        Desde que a pessoa se identifique claramente, como é o caso do Maurício, não tenho direito de censurar qualquer postura, seja correta ou não.

        Responder
        1. Bruno Giordano

          Entendo seu posicionamento, apesar de achar que você tem o direito sim. Vejo a censura, como você está dizendo, como a seleção do que pode ser ou não postado. Acredito que tudo que é ofensivo deve ser evitado, mas aceito o fato do domínio ser seu e você tomar a postura que acha cabível. Obrigado pela resposta a mensagem anterior.

          Responder
          1. José Nilton Dalcim

            Tento manter uma coerência, Bruno, senão qualquer coisa vira censura. Não posso me basear no que eu gosto ou não gosto. Dou liberdade para as pessoas se expressarem livremente desde que não o façam de forma anônima. Os anônimos, sim, estão sujeitos a bloqueio.

      2. Maurício Luís *

        Bruno, minha irmã é bem loira. Trata-se de uma ironia, está bem claro. Não é politicamente correta, mas também não fui eu quem inventou isso. Acho que você levou tudo a sério demais. Mas doravante vou evitar esse tipo de coisa, já que o incomoda tanto.

        Responder
        1. Angela B.

          Por eu ser loira, confesso que tb fiquei um pouco incomodada qdo li o comentário e por isso, compreendi a reação do Bruno.
          Porém, achei louvável a resposta do Maurício ao se mostrar disposto a evitar esses tipos de pitacos. Very cool! :))

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  19. Paulo Almeida

    Grandes clássicos que farão 40 anos em 2020:

    Judas Priest – British Steel
    Black Sabbath – Heaven and Hell
    Ozzy Osbourne – Blizzard of Ozz
    Rush – Permanent Waves
    Iron Maiden – Iron Maiden
    Saxon – Strong Arm of the Law
    Scorpions – Animal Magnetism

    Recomendo principalmente os 3 primeiros!

    Responder
    1. Roger Fedeiros

      Scorpions é uma das minhas bandas preferidas. Eu consigo imaginar a seguinte cena:

      Rodrigo Cruz ou qualquer outra federete cantando “still loving you” após a dolorosa derrota de Wimbledon na parte que diz “still loving you/I need your love”. Kkkkk

      Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Bom,

          Eu não preciso provar nada para você.

          Já citei vários tenistas que torço além do Federer.

          Nunca vi você torcendo por NEM UM, além do Djokovic.

          Você só entra aqui pra achincalhar o suíço, por puro ódio do fato de saber que o consideram mais tenista do que o Djoko…

          Simples assim.

          Grande contribuição a tua! (rs)

          O problema é que sou o único fã do Federer que combato vocês a rigor.

          Assim é natural que eu fique exposto.

          Os demais são sempre omissos…

          Responder
          1. Nando

            Nem perco meu tempo com esses aí, Rodrigo…esse tal de Fedeiros não tem nem a coragem de se identificar, aí “inventou” um nick, baseado em um tenista…tipo o cara q às vezes comenta como Adriano Miúra.
            Fedeiros é uma imitação do Lógico

          1. Rodrigo S. Cruz

            Imagina o que ele deve ser pra você então…

            Já que usa até o nome dele como forma de nick.

            Seria o anticristo?

            kkkkk

      1. Rodrigo S. Cruz

        Pois é, Fake.

        E por falar nisto, o teu nick ” Fedeiros” é muito apropriado.

        Já que você foi uma das noletes que escaparam FEDENDO em Wimbledon!

        kkkkk

        Responder
        1. Roger Fedeiros

          Sim, Scorpions têm várias outras músicas que eu gosto como black out, bad Boys running wild, make it real, crazy World, Rock You Like a Hurricane, No One Like You(que foi tema de sobrenatural), dynamite, In Trance, the zoo(que foi regravada num álbum solo do Bruce Dickinson) e etc, etc, etc…

          Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Qualquer relação que não apareça nada dos rapazes de Liverpool , parece sempre incompleta , caríssimo P . Almeida. Saberias responder quais dois Álbuns que 50 anos depois de lançados , voltaram ao Topo das paradas na Inglaterra e USA ? Abs!

      Responder
  20. Paulo Sérgio

    Dalcim, algumas perguntas:

    – o que mudou tanto na Davis que muitos de vocês têm reclamado? Era como? E ficou como?

    – por que a Davis não dá pontos ao tenista?

    – sugestão de pauta: o tênis nas Olimpíadas 2020. O que muda no calendário regular, quando se sabe quem participa, como são escolhidos os jogos, como se compra os ingressos… Não deixe para fazer mais perto, porque seu texto pode servir de estímulo para quem quiser se organizar com antecedência.

    – por que o site Tênis Brasil só aceita comentários via Facebook? Não daria para ser como o seu blog, que aceita comentários desvinculados de redes sociais?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Era disputada em quatro fins de semana ao longo da temporada, com o país sede tendo direito a escolher piso e local. Os jogos eram em melhor de cinco sets, incluindo as duplas. Não dá pontos porque a ITF rompeu com a ATP pouco antes das Olimpíadas do Rio, que também deixou de dar pontos. Obrigado pela pauta, repassarei à redação. O volume de notícias é muito grande e não comporta moderação apurada, embora sempre estejamos atentos ao abusos. Os comentário vinculados ao Facebook nos permite localizar abusos e bloquear participantes que teimarem em ser desrespeitosos. Abs!

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  21. periferia

    Estranho….antigamente tinha o imponderável…..o país sede escolhia o piso e o local….até a altitude influia.
    Vc tinha completos desconhecidos fazendo grandes nomes rebolar para vencer….tenistas que dificilmente jogaria em determinada país….com a Davis tinham a oportunidade .
    Eu vi certa vez o Hewitt massacrar o Brasil….e olha que o Brasil tinha um bom time.

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    1. Sérgio Ribeiro

      O ” Pangaré ” Australiano segundo o ” especialista ” P. Almeida rs , bateu num Saibro lentissimo aqui no Brasil ( tanto em Simples quanto em Duplas ) , GUGA e Fininho. O rapaz conhece muito rsrsrs Abs !

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  22. Antônio Luiz Júnior

    Dalcim, Eu li todos os comentários postados no seu blog e obviamente o novo formato da Copa Davis tem prós e contras. Alguém sugeriu que a partir da segunda edição o país campeão deva sediar a próxima edição. Sob o ponto de vista de se fazer justiça é uma excelente idéia, mas, não vai resolver o problema de falta de público nos demais jogos entre os outras países. Além de que, alguns países não possuem estrutura adequada e podem ficar muito distantes geograficamente do público geral. É necessário colocar na balança o que se ganha e o que se perde com a mudança. O período de disputa é que é inadequado, a grande maioria dos tenistas já está totalmente desgastada nesta época do ano. Mas, querer simplificar a análise de que a Espanha só ganhou porque jogou em casa é um tremendo desrespeito. Apesar da fantástica participação individual de Rafael Nadal, foi o único país que utilizou os cinco jogadores em todo o torneio.

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    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, o calendário é um problema crucial, mas não vejo a menor chance de se alterar a data. Como o evento é ITF, ela não tem soberania sobre o calendário da ATP e por enquanto foi obrigada a empurrar para o fim da temporada. Qualquer encaixe traria um choque direto com a ATP.

      Responder
    1. DANILO AFONSO

      kkkk

      Isso aí Luiz Fernando !! Quando eu comecei a contagem do DJOKOVIC faltavam cerca de 180 semanas, tiravam onda de mim em outros canais de comunicação e depois aqui.

      Nadal com o físico afiado como está, não é impossível que também possa sonhar com esse feito.

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    2. Carlos Reis

      Grande Nadal! Vai defender esse importante recorde do suiço… rsrs

      MAS vai bater o principal deles… kkk OU não… rsrs

      DjokoVICE de Roma!? NUNCA SERÁ!!!

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, vi, e é uma marca curiosa, mas nem de longe podemos desrespeitá-lo por isso. Seu índice de vitórias-derrotas é pouco acima dos 52%, o que o coloca entre os 220 profissionais de melhor índice em toda a Era Profissional. Isso não é pouca coisa.

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      1. Sérgio Ribeiro

        Sempre se superando , L F . O Suíço não jogou devido a lesão nas Costas e na semana seguinte tomou uma SURRA em Sets diretos de Monfils na Davis. Graças a Vitória nas Duplas e a lesão de Tsonga , teve a chance de reencontrar seu eterno freguês ( Gasquet ) e levar a Suíça ao tão sonhado Título da Copa Davis. Já sei, você estava no ” cinema ” e não teve acesso ao Live Score rsrsrs Abs!

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  23. Vitor Hugo

    O baloeiro venceu a Davis sem enfrentar nenhum grande jogador da next gen e etc. Mais um titulo ” por equipes” do espanhol. Vai enchendo o curriculo com titulos secundários, mas finals que é bom…. ZERO!
    Semanas na liderança…Razoável.

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    1. Maurício Luís *

      Embora até as pedras saibam que eu não gosto do jogo de balão dele, mas Wimbledon, US Open, Roland Garros e Australian Open… Monte Carlo, Barcelona… são “títulos secundários”?!? 200 semanas na liderança é RAZOÁVEL?!?
      Como diria o Silvio Luiz, “Pelo amor dos meus filhinhos!”
      Melhor ler isso do que ser cego.

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      1. Sérgio Ribeiro

        E os seus ” pais ” , P. Almeida , Chatonick , Valmir, Léo Gavião , Robson e CIA também, caríssimo Jonaser. Sem esquecer do campeonissimo Paolo Rossi rsrsrs Abs!

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          1. Rodrigo S. Cruz

            Não, Gleisi.

            O caso é que apenas corrigimos mentiras óbvias dita por você…

            Federer é freguês do Nadal no saibro.

            Sendo esta a ÚNICA FRASE com verdade que você poderia dizer.

            Mas como todo bom Fake, você jamais trabalha com a verdade…

            O Nadal perde no confronto direto para ele nas hards e em Wimbledon.

            E se perde para ele nesses dois outros tipos de superfície, não tem como Federer ser freguês dele.

            Logo, você mente…

            Abs.

          2. Jonas

            O que importa é o retrospecto geral. Logo, o saibro entra nessa conta junto com os outros pisos. A “culpa” acaba sendo do Federer, que perdeu diversos jogos pro Nadal quando este ainda era um “garoto”.

      2. Rodrigo S. Cruz

        “Pai” que tomou 6 surras nos últimos 7 jogos, incluindo o último em Wimbledon.

        E o único joguinho que ganhou foi no terrão, como sempre.

        Deve ser pai postiço…

        kkkkk

        Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Aham.

            Jogos do tempo do ronca, que ninguém lembra mais…

            Existem abraços mais “calorosos” que você não citou.

            Como a semi de Wimbledon 2019, ou a queda do teu “crush” no fase round-robin do ATP Finals…

    2. Renan Vincius

      GS que é bom já ta com 19! Em breve, se bobear ainda em 2020, Nadal já passa o recorde do Rogério. Fora os 35 M1000, ouro Olimpico, 5 Davis….ufa!!

      Responder
  24. Fernando carlos delatti

    Evidentemente o interesse economico criou um novo torneio a quem deram o nome de Copa Davis. Em todos os requisitos nao tem nada a ver com a antiga competiçao. Nadal, por interesses proprios e nacionalistas presta um desserviço à tradiçao do tenis, inclusive nitidamente comportou-se como um grande ator nas comemoraçoes e claro, o zagueirao dono da pantomima encaixou tambem sua esposa no final, a familia deve faturar unida…enfim uma vergonha e nosso numero um que ja se posicionou contra a copa ATP, não o faria se fosse na Espanha…

    Responder
  25. Renan Vincius

    Nadal transformou a Davis num torneio de simples. Carregou o time todo nas costas e é o Rei deste torneio espetacular! Parabéns touro! agora é hora de descansar, pq 2020 vc fará história novamente.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Errado , caríssimo Renan. Por enquanto , o Rei da Copa Davis ainda é Bjorn Borg com 33 Vitórias consecutivas em Simples. E olha que o Cara parou aos 26 aninhos rs Abs!

      Responder
  26. João

    Dalcim, bom dia.

    Essa vitória da Espanha pode até ser ruim pra competição. Primeiro ano após a alteração do formato, várias polêmicas, ae a dona da casa vai lá e ganha, e ano que vem é lá novamente…será que isso não pode desestimular os outros países, até mesmo os europeus, fazendo com que a competição perca importância frente aos torcedores?

    Abs

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  27. Rubens Leme

    Como a Davis “foi comprada” pelo zagueiro catalão Piqué não sei se ele pensa em tirar a sede da Espanha, porque aumentariam os custos. À rigor pode ser quase uma Eurocopa anual, na Espanha (digo, Euro, porque apesar do Canadá ter ido à final, basicamente temos um predomínio avassaldor dos europeus, basta olhar o ranking).

    Acho que esse será o maior problema para ela emplacar, sem falar nos ingredientes a mais, como pisos estranhos (lembra-se dos carpetes ultravelozes,Dalcim?) e clara pressão das torcidas. Nunca fui fã da Davis, mas sou menos ainda desse tipo de torneio “higienizado”, porque matou as características que mais agradavam os torcedores, além da chance de ver os tops em países que raramente iriam.

    Responder
  28. Bernardo

    E a Espanha vai ficar pra sempre com a mamatinha de jogar com a torcida a favor? Haja vantagem. Talvez esse seja o ponto mais fraco do atual modelo, junto com a não alternância do piso. A sede deveria mudar todo ano, isso é o mínimo e já devia ter sido previsto. Creio que o Piqué esteja com a ideia de criar o tão sonhado “quinto Slam” pra Espanha, mas mais uma ou duas edições da Davis com essa distorção irão destruir a razoável credibilidade que se alcançou em 2019. O que se podia fazer é estabelecer que o vencedor sediará a próxima edição. Isso legitimaria a Espanha como sede novamente mas abriria a possibilidade para que outros países possam sediar o torneio. Agora, sinceramente, a Copa Davis nunca vai ser uma Copa do Mundo de futebol que atrai centenas de milhares de torcedores de dezenas de países. Sede única vai ter sempre esse problema de público, não adianta sonhar. Se é pra ter público sempre, que tal fazer logo o evento na China? Certeza que tem patrocinador e público em potencial pra assistir aos jogos é que não falta. E aí pelo menos joga-se em quadra neutra, sem favorecer um só país.

    Responder
  29. Carlos

    Prezado Dalcim, os “anos 20” vêm aí. Por favor, gostaria que você fizesse um post com suas expectativas e previsões para a próxima década. Seguem as minhas. Rsrsrs.
    Creio que este 2020 será o ano de transição. O Big 3 deverá continuar com bons resultados, mas a NextGen provavelmente começará a dividir os grandes títulos, não ficando apenas com títulos importantes isolados, como aconteceu nas últimas duas ou três temporadas. Mas já a partir de 2021, creio que o Big 3 (se ainda tivermos 3) é quem começará a ficar com títulos isolados.
    2020 também será um ano crucial e decisivo para o Big 3. Federer já foi explícito: continua enquanto estiver com saúde e bom desempenho, ainda que não brigando pelo número 1. Quanto a Nadal e Djoko, para superar o recorde de slams de Federer, creio que necessariamente terão que avançar já neste 2020, porque a cada ano a NextGen irá ficar mais forte enquanto que os dois ficarão mais velhos.
    Nadal dificilmente terá uma carreira muito longeva por conta dos recorrentes problemas físicos. Quanto mais velho, mais difícil retomar a velha forma no pós contusão. Quanto a Djoko, se a nova geração emplacar de vez, também não creio que tenha uma carreira longeva. E no seu caso o problema seria mais emocional. Djoko já deu provas de que não lida bem com fases em que não está no topo. Na última pela qual passou, cogitou parar. Ao contrário da opinião de muitos, acho que do Big 3 Djoko é o que tem menos chances de terminar a carreira como o maior vencedor de slams da história.
    Dos nomes da nova geração, creio que os que terão mais sucesso, ganhando slams e liderando o ranking, serão Tsitsipas, Aliassime, Zverev e Shapovalov. Não acho que há dentre estes algum que venha a ter tanto sucesso quanto teve o Big 3, mas se algum tiver, apostaria mais nos dois primeiros.
    Thiem. Acho que fará sucesso na primeira metade da década, mas nada muito grande. Claro que pode até ganhar slam, mas não creio em ser nome para dominar o circuito por um tempo.
    Kyrgios. Se conseguir segurar a cabeça por duas semanas consecutivas, tem todas as condições de ganhar um slam. Mas nunca vai ser número 1, o que exige no mínimo 9 meses por temporada com a cabeça e o físico bem. Impossível para o australiano. De vez em quando até poderá estar no Finals. Jogador só para a primeira metade da década.
    Dos demais nomes da nova geração que já figuram no top 100, acho que vamos ver com frequência no top 10 ou próximo disso, Medvedev, Khachanov, de Minaur, Rublev, Coric, Fritz e Tiafoe.
    E deixo também uma comparação. No final de 2009 Federer e Nadal já eram consagrados e Djokovic e Murray não eram mais promessa, mas sim grandes jogadores consolidados no circuito. Na década seguinte inteira não apareceu mais ninguém que efetivamente pudesse fazer frente ao Big 4. Porém, no fim de 1999, ninguém imaginava que Federer pudesse fazer o que fez, e nem sabíamos que um dia ainda viriam um Nadal, um Djoko e um Murray. Apostaria que hoje vivemos o mesmo que no final de 1999, ou seja, nos “anos 20” teremos vencedores de vários slams e líderes de ranking que hoje nem sabemos da existência.
    É isso, meu caro. O que me diz? Agora aguardo suas previsões. Rsrsrs.

    Responder
  30. Carlos

    A Copa Davis poderia ter mexido no seu calendário, no número de equipes em cada divisão, na forma de classificação, nos tie-breaks, em padronização de piso e até no número de sets. Porém, há uma coisa que nunca poderia ter sido modificada: a forma na qual uma equipe joga em casa, empurrada por sua calorosa torcida, e o adversário joga com a torcida toda contra. Isso é a essência maior da Davis.
    A Copa Davis foi extinta. O torneio disputado nesta semana em Madrid é uma outra coisa. Apenas usurpou o consagrado nome da Davis.

    Responder
  31. Fátima Caiado

    Esse novo formato da Copa Davis certamente terá ajustes e é claro que os “ingredientes” torcida, piso não serão os mesmos. Por outro lado os melhores jogadores podem se concentrar numa semana e não em várias ao longo do ano…como tudo na vida…há o lado bom e o ruim…
    Muito feliz pela Espanha de Rafa….agora Dalcim….concordo com o Rodrigues que lembra o ano excelente de 2011 do Rafa que só não foi melhor que o Djokovic….este extraordinário e acrescento que 2009, mesmo com problemas físicos sérios ele começou o ano como #1 e terminou como #2, assim como 2011….

    Responder
  32. Luis

    Oi Dalcim, você consegue entender o Nadal? Obviamente ele é um monstro e fez um espetáculo, mas se desgastar dessa maneira depois de 2 contusões seguidas que tiraram dele duas chances de títulos importantes (finals e Paris) eu não consigo entender. Você acha que ele vai jogar o novo torneio em janeiro? Quantos pontos vai valer o ATP cup? Desculpe a quantidade de perguntas..

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, ele já se comprometeu a jogar, mas claro que dependerá de seu físico. Pelo que li, o título pode dar até 750 pontos no ranking a um tenista que jogue todas as partidas de simples.

      Responder
  33. Rodrigo S. Cruz

    [Paulo Almeida]
    24 de novembro de 2019 às 23:12

    “Dizer que o jogo do Fregueser contra o Zé Verev em Xangai era muito cedo (7:30) pegou mal, hein? Rsrsrs.”

    Hãaa?

    Eu nunca escrevi isso.

    Ficou louco?

    Responder
    1. Paulo Almeida

      É mesmo? O belo adormecido não fez o mínimo sacrifício para acompanhar seu ídolo Jagua. Que feio…

      “Rodrigo S. Cruz
      11 de outubro de 2019 às 19:09

      Olha só,

      Não vi o jogo porque foi cedo demais.

      Mas vendo o vídeo, eu sinceramente não consegui entender aquela punição por abuso de bola que o Federer sofreu.

      O vídeo mostra que ele tenta volear mas joga a bola na rede.

      E depois dá um toque fraco com a bola para cima, mas sem demonstrar qualquer raiva.

      Achei muito esquisito ele ser punido só por causa disso…”

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        [ Paulo Almeida]
        25 de novembro de 2019 às 21:03

        “É mesmo? O belo adormecido não fez o mínimo sacrifício para acompanhar seu ídolo Jagua. Que feio…”

        Apenas quero te comunicar que postei duas respostas pra você, e ambas foram barradas pela Moderação…

        Então fica o dito pelo não dito.

        Responder
  34. leonardo

    Para a gente que gosta de tênis, todo torneio é legal. Mas é evidente que isso não é mais Davis…
    Os maiores atrativos da Davis foram tirados, como a torcida, que agora praticamente é só a da casa.
    A emoção do quarto e quinto jogos, talvez com tenistas reservas…
    A parte de escolher a quadra que poderia ser escolhida alguma ruim pro adversário ou boa para o mandante…

    Responder
  35. Rodrigues

    Dalcim, discordo de você sobre o Nadal não estar no auge em 2011. O espanhol participou de 3 finais de grand slam, mas tinha um tal de Djokovic para tirar as grandes conquistas do canhoto de Mallorca.

    Achei o torneio bastante interessante, mas não há dúvidas que isso não é mais a Davis. Espero uma fusão com a ATP Cup e, quem sabe, uma data melhor.

    Responder
  36. Maisa

    Dalcim!! Eu gostei do formato. O tênis por equipe é sempre bom de ver. Rafa… impecável. Ganhou a competição, porém achei bem cansativo para os principais jogadores. Rafa estava visivelmente cansado hoje. Pergunto: Quanto de premiação ganham os participantes? E a fusão defendida por Nole e Rafa com o ATP Cup…o que vc acha?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A Federação espanhola levou 1 milhão de euros e o grupo de jogadores irá dividir outros 2 milhões de euros (geralmente se faz isso por partida disputada, mas varia conforme o acordo entre eles). O Canadá ficou com 750 mil euros e os tenistas dividem 1,5 mi. Nada desprezível… rsrs…

      Responder
      1. Efraim Oliveira

        Esses números mostram como americanos e australianos dominaram o tênis por muitos anos. O primeiro deixou de ser dominante já há bastante tempo; o segundo, já no início desse século.

        O domínio saiu da América/Oceania e passou a ser da Europa. O formato da Laver Cup evidencia isso.

        Você tem alguma expectativa que americanos possam a voltar a dominar o tênis em alguns anos? Ou acha que o domínio seguirá dividido por um bom tempo? Domínio entre os europeus, eu digo.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Acho que os americanos estão se esforçando em mudar coisas essenciais na formação dos jogadores, então até pode acontecer. Mas não vejo mudança real a curto ou médio prazo.

          Responder
  37. Sandra

    Dalcim, tudo que vc fala do Nadal está corretíssimo , realmente ele é um guerreiro, mas não consigo entender como ele saiu do Master de Paris, alegando contusão, e de repente ele sai da UTI , nada mais que de repente, e começa a voar, difícil entender as contusões do Nadal!!!

    Responder
      1. Fátima Caiado

        Concordo com o Marco…depois de se tratar da lesão do abdômen que o tirou do Masters de Paris, Rafa treinou muito pouco…principalmente o saque e acabou perdendo pro Sasha….pensei no pior….nas 3 derrotas…mas…eis que a criatura ganha 2 jogos espetaculares e ficou fora da semi…por detalhes….mas agora certamente um MEGA descanso merecido.

        Responder

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