Domingo dos números 1. E de esperança.
Por José Nilton Dalcim
3 de novembro de 2019 às 23:53

Era um domingo para se ficar atento aos dois líderes do ranking, que tinham tarefas e favoritismos muito distintos, além de missões importantíssimas. E também de torcer pelo garoto Thiago Wild em seu primeiro momento importante da carreira. Nenhum deles decepcionou.

Djokovic dá aula
Todo mundo sabe que Djokovic deu algumas escorregadas diante dos membros da nova geração nas últimas temporadas, mas nesta semana em Paris ele mostrou aos garotos quem manda. Depois de atropelar Stefanos Tsitsipas, deu mínimas oportunidades ao canhoto Denis Shapovalov e conquistou o penta em Bercy e o 34º troféu de nível Masters em perder um único set na semana.

Ele próprio reconheceu mais tarde que sacou com incrível qualidade na final deste domingo – 71% de acerto do primeiro saque e 81% desses pontos vencidos – e lá do fundo de quadra colocou pressão o tempo todo. Shapovalov começou muito nervoso e só teve um break-point, quando já estava uma quebra atrás no segundo set, que mal teve chance de jogar.

Resta ainda a tarefa no Finals de Londres, onde inegavelmente entrará outra vez como favorito, mas já é fácil atestar a temporada de enorme gabarito de Nole. De seus cinco títulos, dois foram em Grand Slam e dois em Masters. Aliás, se tivesse vencido apenas Melbourne e Madri, os 3 mil pontos já o teriam classificado ao Finals em maio! E se ele contasse somente os 6 mil pontos dos quatro grandes troféus, seria o terceiro do mundo. Para completar, fecha com um título em cada superfície: dura, saibro, grama e sintético coberto. Já é também o quinto maior vencedor do tênis profissional, igualando-se aos 77 de John McEnroe, sete atrás de Rafael Nadal.

E por falar no espanhol, Djokovic vai atrás agora de recuperar a liderança do ranking, perdida temporariamente nesta segunda-feira. Caso Rafa não jogue em Londres – e a chance disso acontecer é grande -, ele vai precisar de pelo menos três vitórias: duas na fase de grupo (400 pontos) e outra na semi (mais 400) para recuperar a desvantagem de 640 do momento. Se o espanhol entrar, Djoko precisará ser campeão com no máximo uma derrota desde que Nadal pare até a semi.

Barty acaba com tabu
O número 1 já estava garantido desde que venceu a primeira partida em Shenzhen, mas Ashleigh Barty levou um susto na segunda rodada, manteve a cabeça no lugar e também chegou ao título neste domingo com certa folga em cima de Elina Svitolina. Diferentemente de Djoko, no entanto, a australiana entrou em quadra com uma pulga e tanto atrás da orelha, pois havia perdido todos os cinco duelos anteriores.

Ela revelou ter feito pequenos ajustes táticos, principalmente o uso maior do forehand, e conseguiu enfim superar a ucraniana. Precisou de sangue frio, tanto para salvar o fundamental break-point no 4/4 do primeiro set, como para reverter vantagem de Svitolina no começo de um segundo set de sucessivas alternâncias. Desfecho magnífico para uma temporada em que explodiu em Miami, surpreendeu com a conquista no saibro de Roland Garros, chegou e brigou pela liderança desde junho e atingiu seu primeiro Finals. De quebra, embolsou o maior prêmio do tênis (US$ 4,42 milhões).

Sua tarefa no entanto ainda não está completa. Barty aceitou a convocação para a final da Fed Cup no próximo final de semana em Perth, contra a França de Caroline Garcia e Kiki Mladenovic, e tentará ajudar a Austrália a erguer seu primeiro troféu na competição desde o longínquo ano de 1974.

Wild amadurece
Enfim, as coisas se encaixaram com maior clareza e Thiago Wild pôde mostrar todo seu potencial no saibro de Guayaquil. Venceu seis partidas com apenas um set perdido, o que incluiu superar os top 100 Thiago Monteiro e Hugo Dellien e o ex-80 Jozef Kovalik. Mais do que isso, jogou sempre de forma agressiva, impondo-se em quadra. Vale registrar que o triunfo sobre Monteiro, campeão em Lima poucos dias antes, foram em dois tiebreaks, um sinal importante de seu maior controle emocional.

Wild conquista seu primeiro challenger na 25ª tentativa da curta carreira e no 20º torneio desse nível da temporada. Aos 19 anos e sete meses, é o segundo mais jovem brasileiro a ganhar um challenger, superado por Jaime Oncins, vencedor em Lins aos 19 anos e dois meses e com apenas 16 torneios até então disputados. Nomes como Guga Kuerten, Flávio Saretta e Thomaz Bellucci foram campeões de challenger pela primeira vez depois dos 20 anos.

Aliás, o paranaense também havia eliminado em Lima o então 73º do ranking, o italiano Marco Cecchinato, semifinalista de Roland Garros no ano passado. É um conjunto de resultados que só pode fazer com que a confiança no seu tênis apenas cresça. Nesta segunda-feira, ele saltará do 311º posto para o 235º, ficará apenas atrás de Monteiro e João Menezes.

Com esse quadro, o tênis brasileiro já garante Monteiro diretamente na chave do Australian Open e as presenças do campeão pan-americano e de Wild no quali. E com otimismo, uma vez que esses dois nomes da nossa nova geração gostam muito de jogar no piso sintético.


Comentários
  1. JAN DIAS

    Os médicos disseram que a lesão do NADAL não “é nada muito grande/importante” e que ele tem chances de jogar o Finals. O espanhol foi pra Maillorca descansar e não vai forçar o corpo com treinos. ( publicado na mídia inglesa há 2 dias atrás).
    Eu acho que ele viu que se desgastaria muito jogando com o DJOKO em Paris e que depois não teria gás no Finals pra tentar o título que ele não tem… simplesmente se retirou pra se recuperar pra Londres (assim como FEDERER fez).
    Pode ser que aconteça, mas me surpreenderia muito se o espanhol desistisse antes do torneio começar…

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  2. Eduardo Jorde

    Dalcim, pelo fato de ser um jogo sem tanta tensão, e pelo fato de Federer amarelar contra Djokovic, você acredita que esses jogos de classificação do Finals são aonde Federer tenha mais chances de vencer o sérvio?

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  3. Paulo Almeida

    Grupo do GOAT Djokovic ficou melhor mesmo e o do Nadal bem duro. Finalmente um pouco de sorte para o sérvio, que se deu muito mal nos chaveamentos de Cincinnati até Paris.

    Essas lesões do espanhol são muito estranhas, viu? Ano passado foi no mesmo local e ele preferiu encerrar a temporada.

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  4. lucas P

    Bom tarde DAlCin. Você tem alguma indicação de livros que tratam sobre a biomecanica do tenis, explicação dos movimentos, estratégias e etc…
    Abraços!!

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    1. José Nilton Dalcim

      O especialista Ludgero Braga sugere dois para você: Biomecãnica Básica, de Susan J. Hall, e Bases Biomecânicas do Movimento Humano, de Joseph Hamill.

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  5. Rafael Azevedo

    Todo mundo fazendo contas! Mas, pra mim, Djoko vence as 5 partidas do Finals. Nadal só permanece como número 1 se chegar invicto à final.
    Porém, vou torcer para o espanhol nesse campeonato. É uma lástima ele não ter esse título…

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Nada pessoal contra o Djoko que é um dos maiores campeões desse esporte.

      Mas que coisa linda seria se o Thiem e o Federer se classificassem.

      Só para ver a soberba desses Fakes diminuírem um pouco…

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  6. Luiz Fernando

    Se estiver 90% acho q Rafa vence os 3 jogos da primeira fase. Na semi, se de fato chegar lá, suas chances serão baixas contra Federer ou Djoko, que devem passar no outro grupo.

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  7. Luiz Fernando

    Parece q Rafa irá ao Finals, tomara q esteja em condições de jogar normalmente, mas pelos seus antecedentes acho isso bem improvável. Mas como talvez seja uma das suas últimas, ou talvez a última oportunidade de fechar o ano como número um, vamosssssss!!!

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  8. Sandra

    Dalcim , muito difícil acreditar no Nadal !! Se ele estava machucado como da noite para o dia recuperou? Ele poderia ter jogado sim a semi de Paris , se ele começar a ganhar em Londres ele continua , caso se enrole com alguma partida ele abandona como sempre!!

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  9. Valmir

    Fregueser vai fazer exibição na América do Sul… e a freguesetes brasileiras vão ficar a ver navios… porque ele gosta de… dólares… e aqui não teve patrocinador que achasse que ele desse retorno.

    Já que é exibição, é de se esperar que mostre o arsenal de golpes que desenvolveu durante toda a carreira.
    Será que ele vai mostrar também… como se faz para perder partidas com 2 match points e saque ???
    Quando se consegue fatos notáveis, de forma repetida, acaba-se sabendo como fazer de novo.

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    1. André Barbosa

      “Quando se consegue fatos notáveis, de forma repetida, acaba-se sabendo como fazer de novo.”

      Exato! É por isso que você fala groselha em todas as postagens. Volte sempre!

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    1. André Barcellos

      Federer tem uns 400 jogos a mais que o sérvio no circuito.
      Vejamos como estarão esses números quando os dois pararem, se é que Djokovic vai jogar 1500 partidas…

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  10. Thiago Abbattista

    Mestre Dalcim !

    Amanhã o sorteio do Finals , Bautista até pegou avião para Londres já, vou para o FINALS e pelo visto não vai ser dessa vez que irei contemplar um FEDAL, AO VIVO !! Triste! Deve ser sério a lesão, porque senão já estaria treinando né ? Qual seu feeling?? Nadal irá desistir ou vai p Londres?

    Enfim, esperança de ser somente um mistério médico e para dar uma pitada de emoção na prévia do torneio!

    Grande abraço

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      1. Thiago Abbattista

        Poxa, sem gorar minha final dos sonhos em Londres Hehe FEDAL!

        Mas infelizmente concordo, é uma incógnita, vai depender de como ele vai estar p primeiro jogo , porém sendo positivo para que chegue a final contra o Federer

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        1. José Nilton Dalcim

          Para ter a final contra o Federer, os dois precisam ficar em primeiro ou em segundo de seus grupos, caso contrário o duelo pode ser na semi.

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  11. Alison Cordeiro

    Uma pena a contusão do Nadal, seria ótimo vê-lo em ação contra Djoko. Não acredito que irá ao Finals, o que será uma pena também. Teríamos um Fedal e possivelmente outro jogo contra o Djoko, na semi ou na final. Embora o Big 3 siga dominante, os confrontos entre eles começam a rarear. Ora um não joga o torneio, ora outro cai mais cedo, ora alguém se contunde. Uma pena. Djoko foi sólido, mas faltou um jogo marcante nesse Masters 1000. Encarar o Medvedev, Wawrinka ou alguém que o incomodasse. Passeou em quadra, o que é mérito dele, sem dúvida.

    Wild representando bem o tênis brasileiro e especialmente aqui do Paraná. Bom ver ele crescendo, pode conseguir bons resultados dentro das expectativas paraenses nível. Qual sua previsão Dalcim? Thiago tem bola para o top 100 e ficar por lá?

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  12. Paulo Almeida

    Djokovic ganhou 29 Masters 1000 nessa década, uma coisa absurda! Nadal ganhou 20 e beeem abaixo Federer com 12 e Murray com 10.

    Campeão absoluto da década de 2010 com 15 GS, 29 M1000 e 4 Finals.

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  13. Oswaldo E. Aranha

    Alguém no blog desprezou o Shapovalov no confronto com o Djokovic, não levando em conta que no outro lado da rede encontrava-se um dos maiores tenistas do século, afinal perder com apenas um ponto de desvantagem nos sets não é nenhuma vergonha. Acredito que o Shapovalov, no andar que vem apresentando, estará no big 10 no próximo ano.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Uai…

      Mas ninguém duvidou do potencial do Shapovalov.

      Só disseram o óbvio:

      Ele ainda não tem mental e muito menos consistência para ganhar título em cima do Djokovic.

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    2. Paulo Almeida

      Eu que não fui, mas apesar do belo back invertido de uma mão, ele ainda não tem bola pra ganhar do sérvio. Vamos ver na próxima temporada.

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  14. Sérgio Ribeiro

    E a turminha da Whats ( não todos ) , vive apanhando do Tempo . O SuperEstimado entrou no seleto grupo dos 20 que ganharam em premiação em Quadra U$ 20000000,00 . E com a queda de Monfis , cravamos os 4 Next Gen + Thiem no FINALS. Aquelas figurinhas carimbadas antes do surgimento deles , saíram fora até do TOP 10. Superar o TOP 3 é outra história. Mas já roubam MASTERS 1000 e FINALS. Neste próximo se Novak repetir as atualizações , leva com tranquilidade. Abs!

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  15. Maurício Luís *

    Espero que o Nadal se recupere, dando ao organismo o tempo necessário. Apesar de não gostar do jogo dele, admiro a determinação e o esforço… coisas de outro planeta. Não é pra qualquer um, não.
    *** S E R E N A *** – Puxa, lamento que a Serena, outra vez, tenha passado a régua e encerrado o ano já no US Open. Se tivesse sido finalista de algum desses torneios da Ásia, teria pontos de sobra pra se classificar pro WTA Finals. Mas parece que ela tem outras prioridades.
    =’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’==’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=’=
    … E agora, uma pitade de “Colunas Sociais”
    Dizem que a sogra do Nadal, sabendo que ele está ‘de molho’, resolveu fazer uma visitinha pro jovem casal.
    “- Meu bem-” disse a Xisca Perelló – “- Minha mãe veio nos visitar e está no aeroporto. Vá lá buscá-la, por favor! ”
    Resposta do baloeiro:
    ” – Fala pra ela vir de VASSOURA, que assim evita congestionamento ! “

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      1. Maurício Luís *

        Não torço… mas como ele tava em ótima fase (antes da contusão), inclusive assumindo o número 1, então eu tento ‘secá-lo’. Sem sucesso, até o momento…
        Eu torço pro Murray, mas acho que ele deveria parar. Esse negócio de jogar com quadril Ciborg vai acabar muito mal.

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    1. Márcia Regina

      kkkkkkkkkkkkkkkkk… Esse gosta da sogra. E já comprou uma plantinha num vaso pra dar pra ela. Uma planta CARNÍVORA. Mas já está almoçada.

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    2. Sérgio Ribeiro

      Serena afirmou que somente para quando o Suíço parar. Em um evento da Forbes disse que se inspira em Federer. E ambos tem a mesma idade. O Bola Amarela afirma que a Norte- Americana também vai a Tóquio 2020. Abs!

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  16. Luiz Fernando

    Vitória mais do q esperada do Djoko, essa nextgen ainda está um degrau ou, em sua maioria, alguns degraus abaixo do nível do Big3. Creio q Rafa venceria o Shapo sem grande emoções no sábado, mas ninguém nunca saberá, mas sinceramente não o via em condições de vencer o Djoko na final. Na minha visão Nadal não irá ao Finals e com isso o sérvio vai recuperar o número 1 em 2 semanas. Como diz o Sérgio Ribeiro, a conferir…

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  17. Luiz Fabriciano

    Dalcim, veja o dilema de Djokovic para o próximo evento, que lhe dará condições de retomar o #1: tem que descontar 640 pontos (caso o Nadal não vá), para isso, não precisa ganhar 3 jogos da fase inicial, mas ganhar a semi. Se vencer 3 jogos na fase inicial, fica à 40 e se perder a semi, já era, ou seja, tem que jogar 3 jogos sempre pensando no quarto. O desafio mental é grande.

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  18. Paulo F.

    Dalcim:
    – Caso Nadal desista APÓS o chaveamento do Finals e se Federer tivesse ficado no mesmo lado do Djokovic, o Federer não passa a ser alocado como o cabeça da outra chave com o abandono do Nadal?

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  19. Sandra

    Agora sim, Dalcim cada um dos três disputaram igualmente 16 torneios , mesmo assim eu acho muito pela idade deles, será que o Nadal faz mais força para sempre se machucar? Você havia dito que o Nadal estava sacando muito bem, será que não forçou demais?

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  20. rafael

    Realmente o Djoko deu uma aula ontem. Sacou bem demais e não deu a mínima chance, pois não baixou de nível em nenhum momento. Deve ter sido frustrante para o Shapovalov. Isso somente demonstra o quanto o Sérvio em forma é indigesto.
    Mestre, se o Djoko ganhar o Finals pela 6ª vez e terminar o ano como nº 1 pela 6ª vez, isso não o colocaria ainda mais na briga pelo maior de todos os tempos? Abraço

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          1. Sandra

            Eu quis dizer que é mais fácil o Djokovic passar as semanas de liderança do Federer , alcançar os 35 master do
            Nadal do que ele alcançar a quantidade de grand slams do Federer e do Nadal,até porque a idade pesa e essa turminha de jovens não tem medo de cara feia

  21. Priscila Benitez

    Certas pessoas fazendo orações a todos os deuses, orixás, santos, demônios, espectros, pra que o espanhol não se recupere pro Finals. kkkkkkkkkkk

    Esse site é maravilhoso

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Você pode fazer a gentileza de citar pelo menos UMA pessoa desejando isso?

      Porque eu particularmente não vi ninguém!

      Para mim seria CATASTRÓFICO o Nadal ficar de fora do Finals.

      Primeiro: será mais um FEDAL líquido e certo que iria deixar de acontecer.

      Segundo: Gael Monfils ou Roberto Pangaré Bautista entrariam no lugar dele…

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    2. Nando

      Vc é fake (foto de uma moça de cabelos vermelhos e de óculos).
      Se acha o site “maravilhoso”, pq então se deu ao trabalho de comentar?
      Esse é o “fanatismo” q queremos…pessoa se dói de td q falam sobre o seu tenista preferido, mas não faria o mesmo se o tenista citado fosse o Federer, o djokovic, o Murray…

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  22. Ronildo

    Escrevam isso: o campeão do ATP Finals deste ano será Roger Federer. Ao final do ATP Finals as pontuações de Federer, Nadal e Djokovic, por ordem de grandeza, estarão muito próximas. Depois do AO 2020 a ATP terá um novo número 1: Roger Federer, salvo algum acidente de percurso (rs,rs). (A não ser que Djokovic faça uma pontuação enorme na Copa do Mundo).

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Contra Novak Djokovic, já dizia o saudoso Dacio Campos:

      ” TEM DE ATIRAR NO CORAÇÃO”.

      O Federer sempre estará entre os favoritos no Finals.

      Porque ao contrário do que o HATERNIK escreveu, ele pulou Paris justamente porque quer o título do Finals.

      Aposto de novo que a final será um “Fedjoko”.

      E vou orar para que Wimbledon não se repita…

      Ou o Federer aprende a aproveitar as suas chances, ou então desiste de vez de duelar com o sérvio.

      Porque não vai ganhar nunca.

      Não desse cara…

      Responder
  23. Ronildo

    Semanas atrás o Rodrigo S. Cruz lembrou do grande saque do Pete Sampras e de como saía com facilidade de um 0-40.
    Pois é gente, durante muito tempo Roger Federer esteve entre os melhores sacadores do circuito, e se eu não estiver enganado, houve anos em que ele foi considerado o segundo melhor sacador, perdendo pena para Karlovic. Tinha até um recorde de aces e uma contabilidade em que ele estava em segundo lugar. Porém com o tempo sua longa carreira cobrou-lhe na forma de lesões sucessivas nas costas. Hoje em dia não sei se Federer está entre os 5 melhores sacadores do circuito, mas o que tenho percebido é que o saque do Djokovic atualmente é mais eficiente que o de Federer. Acredito que Federer tirou a força do saque para preservar suas costas e por mais efeito que ele coloque, ainda assim está bem mais fácil de devolver do que naqueles anos atrás quando tinha um super saque.

    Responder
    1. Paulo F.

      O segundo serviço do Djokovic eu acho particularmente ótimo.
      Se não é tão potente, é carregado de efeito.
      Isso que é um bagre, segundo certa “sumidade” que vive mudando de nome daqui.

      Responder
    2. Paulo Almeida

      Saque do suíço nunca foi nenhuma bomba, sempre primou pela variação e efeito também. Inclusive em Wimbledon o GOAT Djokovic estava com muita dificuldade de leitura, mesmo sendo o melhor devolvedor da história. Hoje o saque do sérvio é um pouco superior.

      Responder
    3. Rodrigo S. Cruz

      Discordo…

      Até o HATER Chetnik já escreveu aqui que o saque do Federer é superior ao do Djokovic.

      Claro que o sérvio vem melhorando muito esse fundamento, como vimos em Paris.

      Aliás, não vi os Haters chamarem o Djoko de servebot também. (por que será, né? rs)

      Mas não vejo como Novak superar Roger nesse fundamento.

      O suíço sequer daria tanto trabalho pro sérvio em Wimbledon sem dispor de um superior serviço.

      O jogo dele depende mais de um saque afiado e em dia do que o Djoko…

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Primeiro que nesse momento o Djokovic está sacando melhor ou no mínimo no mesmo nível do que o Jagua e segundo que servebots são aqueles bagres que vivem basicamente de um saque potente, como Roddick, Isner e até o marginal Kyrgios. Ainda não aprendeu isso? Rsrsrs.

        Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Dalcim,

            O espaço é teu, e você faz o que bem entende.

            Você já editou e descaracterizou muitos post meus, e eu deixei pra lá.

            Mas simplesmente eu achar que alguém usa nicks falsos?

            Nem isso eu posso escrever mais?

            Tá ficando complicado…

    4. Sérgio Ribeiro

      Permita – me discordar Ronildo. Novak sacou uma barbaridade ontem , mas nem tanto nos SLAM. Na FINAL de Wimbledon ,por exemplo , o Saque ajudou muito o Suíço nos 96 WINNERS. Ele acabou ultrapassando o velho recordista de Aces Goran Ivasinevic , junto com Karlovic e Isner , e muito a frente de Sampras. Mas já pode ter o dedo do Croata nessa melhora . Olho ! Abs!

      Responder
  24. PIETER

    Entusiasmados e merecidos parabéns ao Thiago Wild que, enfim, parece estar confirmando as previsões sempre otimistas sobre o seu futuro como jogador profissional, considerando o seu talento e potencial tenístico que são inegáveis.
    Mas o torcedor brasileiro, ansioso e sem noção, já começa a fazer previsões exageradas de top 100, top 20 em um futuro incerto para o garoto, criando uma pressão exagerada e desnecessária para o momento. Ele tem ainda muito chão pela frente…
    Falando de tênis brasileiro, Dalcim, o que está acontecendo com o Rogerinho que não vem jogando ultimamente. Seu último torneio foi em setembro onde teve uma derrota bisonha para o Clezar. Estaria ele contundido ou retirou -se das quadras?

    Responder
  25. Cássio

    Sobre o “Devolvedor de bola”, o “Caragueijo” e o “Bailarino*”. Ou melhor, o Big 3!
    Pra quem pensa que é coerente analisar o tênis com a lupa da entressafra:
    É verdade que o Federer não teve um Federer disputando com ele (um cara considerado imbatível de uma geração anterior a ele).
    Mas o Djoko, tb não teve um Djoko disputando com ele (um cara da geração posterior a ele desafiando física e mentalmente sua condição de imbatível).
    E o Nadal, tb não teve o seu próprio Nadal. Um moleque de 17 anos que consegue ganhar dominar o número 1 em uma determinada superfície e se manter forte e lutador durante toda sua carreira.

    Enfim, nenhum dos 3 teve vida fácil. E os 3 vibraram em um nível que não permitiram que outros rivais prosperassem. Simplificar isso é querer ver em branco e negro o arco-íris.
    Abraço a todos!

    *DIzem, normalmente, “Bailarina” mais este é um ranço misógino, conservador e covarde do homem machista que se acha superior aos demais por ser hétero e patriarca. Por isso considera que o usar o “feminino” é diminuir e ofender.

    Responder
      1. LígiaB

        A vontade de manifestar ressentimento em relação ao Federer é tão grande que agora ambas as personas postam ao mesmo tempo, e fazendo uso dos mesmos argumentos e termos. Afff!

        Responder
    1. Nando

      Sigo o relator…esse negócio de entressafra (cada um dos 3 tiveram, viu?) é coisa de fanático estilo “aquele cara q matou o John Lennon”.
      Bailarina é o melhor tenista de tds os tempos…tem os principais números do esporte, aliado a plasticidade e beleza do seu jogo. E provavelmente se Federer fosse vencedor, porém jogasse “a lá Angel Romero”, eu não torceria e nem admiraria seu jogo.
      Cotonete e Siri Careca estão sim entre os 5 melhores de tds os tempos…um é o cara q durante mto tempo foi o “3°”, mas q de 2011 pra cá vem ganhando a maioria dos campeonatos, e o outro é o maior saibrista de tds os tempos, o cara mais dominante de um piso…e q ganhou mta coisa fora do saibro.
      Simples assim.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Pois é.

        Justamente essa é a questão.

        Eu não apreciaria o jogo do Federer, caso ele jogasse igual ao Djokovic…

        Tem que ser ” bailarina” mesmo!

        Responder
      2. Paulo Almeida

        Essa é apenas a sua opinião de fanático. Djokovic e Nadal são melhores do que o Fregueser, cujos números estão concentrados naquele período 2003-2007 só batendo em bagre. De 2008 pra cá só não foi coadjuvante em períodos de lesões dos rivais. Toma 20×10 em GS.

        Abraço, freguês eterno.

        Responder
  26. neuton

    Dalcim,
    Você tem visto os jogos do Wild? Ele parou com os “chiliques”?
    Wild joga um tenis moderno, agressivo, seu problema sempre foi o mental (mimado, Chiliquento, as vezes desrespeitoso – vi ele dando o dedo em quadra em Brasília).
    Se amadurecer e melhorar mentalmente ele tem grande potencial.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ele está fazendo um trabalho psicológico há alguns meses, Neuton, já que seu time tem ciência que o progresso também depende do controle emocional. Acho que chegar ao título contra adversários superiores foi um excelente meio de vermos que ele está bem mais centrado nos jogos.

      Responder
  27. Sandra

    Dalcim , qdo eu perguntei quantos torneios cada um dos big 3 jogaram esse ano , você me deu um link para ver , mas não se consegue entender nada

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Marmita do GOAT, ele enfrentou e surrou o Tsitsipas, que já o havia derrotado duas vezes. E antes de me citar, aprenda a diferenciar um membro de outro.

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Bom,

      Logo de saída, desprezar títulos de qualquer categoria é uma burrice GARGANTUESCA…

      Até porque há casos em que as chaves de ATP’s 500 acabam ficando mais duras que as de alguns ATP’s 1000.

      A depender do caminho (chave) que o campeão percorrer em cada torneio, claro…

      Responder
  28. DANILO AFONSO

    NOVAK conseguiu neste domingo um feito muito relevante: ultrapassar FEDEDER pela primeira vez no quantitativo de BIG TITLES (Slam, Finals e M1000).

    DJOKOVIC – 55 títulos
    FEDERER – 54 títulos
    NADAL – 54 títulos

    O SITE DA ATP não deixou passar batido esse recorde importante: https://www.atptour.com/en/news/djokovic-paris-2019-big-titles

    O mais incrível que NOVAK tem o melhor aproveitamento (títulos por torneios disputados):

    DJOKOVIC – 55 títulos em 184 torneios disputados (campeão a cada 3,3 torneios);
    NADAL – 54 títulos em 183 torneios disputados (campeão a cada 3,4 torneios);
    FEDERER – 54 títulos em 233 torneios disputados (campeão a cada 4,3 torneios).

    Interessante que NADAL mesmo disputando 21 SLAMS a menos que FEDERER, está apenas 1 SLAM atrás do suíço. DJOKOVIC disputou 19 SLAMS a menos que FEDERER e está 4 atrás.

    DJOKOVIC está apenas 1 FINALS atrás do FEDERER disputando 5 torneios a menos.

    DJOKOVIC disputou 24 M1000 a menos que FEDERER e mesmo assim possuí 6 torneios a mais.

    O sérvio em 4 anos escalará todas as principais montanhas deste esporte e enraizará sua bandeira no ponto de maior visibilidade.

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    1. Sérgio Ribeiro

      E cadê a contagem ? rsrsrs Ainda não aprendeu que a ATP ignora a ITF ? Novak ainda não arrumou nada nas Olimpíadas . Não atribuir pontos nestas Conquistas e na Davis está causando uma tremenda encrenca. Uma coisa é certa. Todos o TOP 10 estará em Tóquio 2020 para desespero dos Cartolas rsrsrs Abs!

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  29. Luis

    Como joga o velhinho de 32 anos, Mestre. É um privilégio poder vê-lo jogar ainda.
    Parece que flutua na quadra. Além do mais, possui uma inteligência tática fora do comum.
    E a esquerda? Parece que possui vida própria. Aquela paralela cheia de spin que vai flutuando e cai la no “L” é uma das coisas belas que o esporte já viu. Simplesmente, o melhor backhand de todos os tempos.
    O russo Safin, vendo o show de camarote, deve ter pensado: “Ainda bem que eu enfrentei esse aí quando ele tava novinho”. rs Vai poder contar pros netos que é uma das poucas pessoas no mundo que o vence no h2h.
    O canadense, com seus 20 anos, teve uma aula particular de luxo. Deveria ter passado o cartão ao final da partida. rs

    Quanto ao espanhol, eu, ele e a torcida do flamengo já sabemos que ele não irá jogar o Finals. Que anuncie logo sua desistência já na segunda e evite o drama desnecessário que ele já está ficando conhecido por fazer.
    ABS

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  30. Davi F. Poiani

    Dalcim, neste ano de 2019 completam-se 15 anos de hegemonia do Big 4 nos torneios de nível Masters 1000. Contando-se a partir de 2005, em cada uma das 15 temporadas até o fechamento deste ano de 2019, o Big 4 sempre venceu ano menos 5 títulos dentre os 9 possíveis em cada ano. Ou seja, neste período nunca houve uma temporada em que o Big 4 tivesse um aproveitamento menor que 50% na conquista dos troféus. A vitória de Novak Djokovic em Paris garantiu este domínio impressionante do Big 4 nos Masters por 15 anos ininterruptos.

    Se levarmos em conta as finais alcançadas e o fato de que em várias delas haviam 2 do Big 4 na final, então os números se tornam ainda mais dignos de admiração.

    Número de títulos de nível Masters do Big 4 por temporada:
    9 títulos: 2011, 2013, 2015
    8 títulos: 2005, 2009, 2012, 2016
    7 títulos: 2007, 2008, 2014
    6 títulos: 2006, 2010
    5 títulos: 2017, 2018, 2019

    Ao se considerar somente o Big 3, sem Andy Murray, este aproveitamento maior de 50% ainda vale para 14 das temporadas, sendo a única exceção o ano de 2010 (Federer com 1 e Nadal com 3 títulos).

    Nos últimos 3 anos, o Big 3 teve o mais “baixo” desempenho, conquistando “somente” 5 títulos Masters por temporada. Mas ainda assim, considerando-se as finais, ainda não dá para cravar um declínio contundente.
    Em 2017 e 2018 foram 7 finais com a presença de ao menos 1 deles; em 2019 foram 6 finais.

    Só resta mesmo admirar o que cada um deles fez e ainda faz por este magnífico esporte!

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  31. Cassio

    Dalcim, ví o vídeo do Hoy o Wild vs Monteiro. No final do tiebreak do segundo ser antes do matchpoint (não se ve direito porque a imagem é de longe) parece que o Thiago vomita e passa mal, logo apos conseguir o matchpoint, e precisa de uns 2 minutos para se recuperar. Foi isso mesmo? Isso é normal em jogadores que entram no profissional?

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    1. José Nilton Dalcim

      Não percebi esse mmento, Cássio, mas sim, acontece no tênis com alguma frequência. Sampras foi um dos tenistas de ponta com maior incidência dessa situação. Pode ser tensão, mas também ingestão excessiva de líquidos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Bom, antes de tudo precisamos saber se Nadal vai jogar ou não. Eu acho difícil, e se jogar ainda teria uma preocupação a mais. Depois temos de ver o sorteio dos grupos na terça. Mas eu considero Djokovic como favorito ao título e então diria que a chance dele retomar o posto é grande.

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      1. Geraldo

        Dalcim: Sim, a chance dele voltar ao topo é imensa. Mas considero mais uma falta de sorte do espanhol do que méritos do sérvio. Afinal somente este ano é a quarta lesão: Thigh injury (early January), Knee injury (following Indian Wells), Hand injury (during Laver Cup), Abdominal injury (during Paris). Ele chega no último torneio com pontuação maior do que o sérvio. Se olhares para o ano passado, é a repetição da mesma história. A lesão no US Open tirou a possibilidade dele brigar pelo número 1. Sem lesões, ele estaria agora terminando o ano como número 1 pela sexta vez, igualando Sampras. A minha mágoa é que o tênis brasil nunca fez referência a isso. Abraço.

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        1. José Nilton Dalcim

          Sem dúvida, Nadal parece não ter tido sorte desta vez. Fez tudo direito, saltou os torneios asiáticos e se preservou para Paris e Londres. E parecia estar com o problema da mão sob controle. Caso ele não jogue o Finals, a temporada não terá um desfecho ideal.

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          1. Lorena

            Oi Dalcim, você acha que o Nadal teria terminado mais vezes como número 1 se não tivesse tantas lesões? Ou ele realmente tem mais dificuldade nesses pisos do final do da temporada e não teria feito muita diferença, tirando esse ano que está bem claro que ele estaria na ponta se não estivesse machucado.

          2. José Nilton Dalcim

            Nadal sempre planeja seu auge para a metade do ano, quando acontecem os grandes torneios sobre o saibro, então natural que isso sacrifique a parte final do calendário. De qualquer forma, se ele conseguisse ao menos manter resultados médios, teriam sim brigado mais pelo número 1 no fim do ano. Então acho que as contusões atrapalharam, mas são consequência.

  32. Jony Marcio

    Comentei já faz quase um ano numa postagem sua que acreditava que em algum momento da carreira o Wild atingisse o Top 20, Dalcim. Sei que há um longo caminho pela frente, mas acho que essa previsão pode se concretizar ainda.

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  33. Paulo Almeida

    Djoko está sacando demais, com muita variação e efeito, e isso foi decisivo ao longo da semana. Com certeza é melhor do que só mandar aquelas bombas retas a 220 km/h, mais fáceis de serem lidas. O menino Shapo nem via a cor da bolinha.

    Bom, com mais esse Masters, Djokovic também se consolida como recordista de títulos grandes da ATP (39). Fazendo-se aquela conversão do Finals para um Masters 1500, ele fica com 41,5 títulos, seguido por Federer com 37 e Nadal com 35.

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    1. Luiz Fabriciano

      Realmente.
      O que Djokovic fez ontem em seus games de saque foi absurdo. Teve que salvar apenas um break por puro vacilo seu, já tendo passado a metade do segundo set e em um game que já tinha 30 x 0. Os comentaristas falavam sempre, como o Shapovalov iria conseguir ganhar um ponto se ele não consegue entrar no ponto?

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