O melancólico fim do ‘Slam brasileiro’
Por José Nilton Dalcim
16 de outubro de 2019 às 10:45

Embora seja triste, a notícia de que o Brasil Open como um ATP 250 deixará o calendário internacional em 2020 não surpreende. Nos últimos anos, a dificuldade para manter o torneio só cresceu. Neste 2019, bateu na trave. A liberação de verba incentivada aconteceu em cima da hora, e ainda por muita pressão e persistência da promotora Koch Tavares em Brasília. Com dinheiro contado – muitos dizem que até faltando -, não se contratou atrações e, mesmo com o garoto Felix Auger-Aliassime, repetiu-se o esvaziamento do gigante ginásio do Ibirapuera.

Com contrato de royalties assinado com a verdadeira dona da data, a Octagon britânica, o Brasil Open nasceu em 2001 com a ideia de se tornar o ‘Slam sul-americano’. Embalado pela Era Guga, então número 1 do mundo, e por seu mais forte patrocinador, o Banco do Brasil, optou-se pelo pomposo nome porque pela primeira vez se promoveu um ATP e um WTA no país simultâneos. Nadava-se em dinheiro, e tudo era megalomaníaco na Costa do Sauípe, um resort de luxo também recém lançado, não por acaso de propriedade da Previ, o fundo de pensão do BB.

O torneio feminino durou apenas duas edições, porque as exigências da WTA eram insuportáveis e as principais jogadoras não se motivavam a vir para cá logo depois do US Open. Ou seja, até mesmo Monica Seles sumia diante dos holofotes em cima de Guga, que sempre recebeu um cachê gordo, e merecido, mesmo tendo contrato de representação com a Koch e de patrocínio com o BB. O dinheiro gasto com o WTA se desviou para as quatro centenas de convidados, os shows caríssimos, as festas intermináveis, as mordomias aos jogadores. Revivia-se o que a mesma promotora fizera por uma década em Itaparica.

O problema físico de Guga influenciou diretamente o destino do Brasil Open, mas houve salvação. O torneio trocou de data e de piso ainda em 2004. O fenômeno Rafael Nadal, o campeão olímpico Nicolas Massú, espanhóis de jogo bonito como Nicolas Almagro e Juan Carlos Ferrero e a ascensão de Thomaz Bellucci mantiveram o padrão enquanto deu. Mas sem Guga e com Sauípe perdendo o encanto para os patrocinadores, o enorme custo de organização pesou cada vez mais. Por ironia, a primeira vez que o resort anunciou lucro operacional foi em 2011. O complexo acabou vendido em 2017 com dívida milionária.

Em 2012, optou-se pela mudança do Brasil Open para São Paulo. Radical. Trocar a suntuosidade paradisíaca das praias baianas pela rigidez urbana e o sofrível ginásio do Ibirapuera era evidentemente um risco, talvez não bem calculado. Ainda com dinheiro para contratar estrelas, a volta de Nadal foi talvez o último grande momento do Brasil Open, em 2013. O já multicampeão de Roland Garros reclamou abertamente das condições das quadras e das bolas, houve enorme confusão e perigo com excesso de público na final, com descontrole de credenciais. O Ibirapuera viveu um domingo incrível, mas jamais conseguiu encher de novo com o tênis.

Para complicar, o ATP 500 do Rio entrou em cena para dividir apoiadores. Tentou-se mudar a sede para o clube Pinheiros, com público natural muito mais adequado que lotou as arquibancadas. Porém, o clube exibiu instalações apertadas e, pior de tudo, cobrou aluguel caríssimo para o orçamento agora sufocante da promotora. No desespero, voltou-se ao Ibirapuera em 2018, com nova ajuda do governo estadual, e ainda viu uma final entre Fabio Fognini e Nicolas Jarry. A Koch Tavares, no entanto, jamais se recuperou financeiramente.

A relação entre a promotora brasileira e a Octagon se desgastou de forma natural. O evento não dava lucro há anos e até receber as taxas contratuais estava difícil. Há duas semanas, os britânicos bateram o martelo com a promotora TGA, com apoio da família do ex-top 10 Jaime Fillol, avô de Nicolas Jarry. Com forte e essencial apoio governamental, incluindo aporte financeiro de US$ 500 mil, o evento será sediado no belo Estádio Nacional de Santiago, famoso pelas rodadas de Copa Davis. O Chile havia perdido seu ATP há seis anos.

O futuro do Brasil Open como franquia é incerto. Há meses, já se especulava a mudança do formato ATP para exibições. Para isso no entanto é preciso dinheiro para trazer grandes nomes, um lugar decente e uma data propícia. Há sete anos, a mesma Koch trouxe Roger Federer ao Brasil, num evento de enorme repercussão. Desta vez, nenhuma promotora sequer cogitou aproveitar que ele fará longa turnê pela América do Sul. Os bons tempos definitivamente acabaram.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    Inacreditável isso.

    O cara dava uma de amiguinho, mas era só falsidade.

    O Federer não ser convidado para o casamento é o fim.

    Que LIXO esse Nadal…

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  2. Paulo Almeida

    Parabéns ao rabugento do Murray. Merecia um título pela perseverança e por não ter desistido da carreira.

    O Blackmore deve ter sido o cara que tocou com mais vocalistas top de linha na vida: Gillan, Hughes, Coverdale e Dio. O Leme ouviu o Burn e eu já tinha ouvido o On Stage semana passada. Hoje fui de Octopus e Lizard, animais interessantes.

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  3. Oswaldo E. Aranha

    Lamentável que no Brasil não haja um projeto como o do Canadá de apoio ao tênis; onde surgem talentos como o russo canadense, Shapovalov, um dos mais talentosos da nova geração, que afinal deslanchou.

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  4. Maurício Luís *

    Meu singelo presente de casório pro Nadal: um curso de mergulho no rio Tietê com acesso a saltos ornamentais na ponte Jânio Quadros. É de coração.
    MURRAY – Mesmo eu sendo um dos fãs dele (os demais juntos não enchem uma Kombi…), quando ele anunciou a aposentadoria, achei mesmo que estava tudo acabado. Que bom vê-lo de novo numa final! Nem acredito.

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  5. Maurício Luís *

    … E o HÓMI casou. Defesa Civil da Espanha avisa: alerta vermelho de tsunami no litoral. Perigo de forte terremoto nas partes altas.
    A noiva Xisca venceu o prêmio “Paciência de Jó”, com meia pista de vantagem sobre a segunda colocada. Já tinha virado catadora de buquê de noiva profissional.
    Nadal indicado pro Oscar de melhor procrastinador. Favorito, claro.

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  6. Miguel BsB

    Que legal acordar no domingo, ligar na bandsports pra ver se ta passando tênis, e dar de cara com um Stan x Murray na final da Antuérpia!
    Qualquer vencedor pra mim tá valendo…

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  7. Rafael Azevedo

    Um texto incrível desses e os mesmos caras vêm comentar as mesmas coisas de sempre sobre Federer, Djokovic, entressafa, idade, next gen…aff.

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    1. José Nilton Dalcim

      Jogo interessante porque haverá pressão sobre os dois. Daria pequeno favoritismo ao Stan, porque ele me parece estar numa fase de cabeça fresca.

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  8. Eduardo Dias

    Desculpe a sinceridade, mas vai tarde esse BrasilOpen.
    Explico. Hoje não temos tenistas para participar de uma chave desta com chances de chegar nem na R16
    Deviam reativar os futures e challemgers no Brasil, principalmente aquele que tinha todo final/início de ano no Pq Villa Lobos, mais chances para jovens brasileiros pegarem um pouco mais de experiência e fazerem alguns pontos ATP.
    E pensar que chegamos a ter quase 30 torneio desses num único ano aqui no Brasil. Aliás, existe possibilidade desse torneio voltar.
    Treino com o irmão de um ex top 100, Alexandre Simoni, e parece que até ele tem crédito a receber desse torneio, e olha que parou faz tempo.

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  9. Jose Eduardo Pessanha Bezerra

    Dalcim, animado pra essa final “vintage” Murray x Wawrinka. Vi aqui no site da ATP que será às 16 horas de Moscou. Logo, será às 10 da matina aqui no Brasil. Saudações do campeão brasileiro de 2019, pra desespero do nosso colega de Camboriú. Grande abraço.

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  10. Rubens Leme

    Dalcim, talvez seja culpa de uma digestão lenta, após uma bela bisteca de porco no almoço (receita minha), prêmio que me dei após uma ótima prova prática de flauta na universidade (toquei tão bem que até recebi um email de felicitações do Ian Anderson, do Jethro Tull), mas esse canhoto Ugo Humbert me lembra o Bellucci não apenas no movimento do saque, como no forehand e nos erros bobos que custam games e sets (no caso, esse segundo).

    Tenho certa razão ou devo me concentrar em produzir mais sucos gástricos para a digestão, seguido de um cochilo reparador?

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    1. José Nilton Dalcim

      Também o vejo bem inconsistente e com escolhas ruins, mas ainda há tempo. Tire uma soneca ao som de Wind Up, uma das minhas prediletas.

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      1. Rubens Leme

        Por incrível que pareça estava dormindo feito uma pedra com “Burn” do Deep Purple quase destruindo meus fones de ouvido, quando dois dos meus cachorros pularam em cima de mim no sofá e quase me mataram com as unhas compridas e lambidas, jogando meu antigo e velho de guerra discman no chão.

        Jethro está na lista desta semana. E uma audição para a banda, em breve (assim espero, rs).

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  11. Rubens Leme

    Dalcim, que felicidade em ver o Chico Bento do circuito, o Stan the Man, e volta à uma final, agora em sua fase pink (deixou o quadriculado para lá)!

    Tomara que seja Andy Murray o outro finalista para termos 6 Slams em quadra.

    E, embora The Man seja mesmo Van Morrison (sempre foi chamado de Van the Man, pelos fãs, eu incluso), ele merece o título. E, pelas minhas contas, se vencer, ainda tem uma chance de chegar ao Finals, ainda que remota.

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      1. Rubens Leme

        Pois é, deu mesmo. Mas, voltando ao francês, achei o movimento de saque ele parecido com o do Bellucci, inclusive as porradas de esquerda descalibradas. E ele tem golpe de vista ruim, pois pediu três desafios em bolas fundas que saíram a mais de metro. No fim, bastou o Murray jogar a bola do outro lado e esperar.

        Acho que amanhã o Stan leva, mas confesso, que os dois podiam levar o troféu. E se ele vencer, fica pouco mais de 650 pontos atrás do Berrettini, o oitavo colocado pro Finals. Ainda dá tempo.

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      1. Rubens Leme

        Ué Miguel, os fãs dizem que Stan é o cara, Stan the Man. Mas, o primeiro The Man é Van Morrison. Isto não significa que Stan seja igual ao bardo irlandês. Perto dele, Stan poderia ser um Mike Scott, dos Waterboys digamos. O que já é muito bom, porque a banda produziu alguns dos meus discos favoritos.

        Ah, e Stan ainda curte Samuel Beckett. Outro irlandês com algum talento. E o suíço tem uma barriguinha de quem curte uma Guinness.

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  12. lEvI sIlvA

    Por favor, não se iludam com o momento promissor do tênis. Em breve, Novak Djokovic irá se aposentar e começara mais uma entressafra daquelas…!!!!!! 😉

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  13. Rafael Benthien

    Dalcim, grato pelo interessante panorama da história do Brasil Open. Concordo com sua conclusão, definitivamente, “os bons tempos acabaram” por aqui. Há um clima sufocante e uma miséria moral em todos os segmentos. Oxalá possamos sobreviver a essa maré brava e seguir em frente. Abraços e obrigado por tuas luminosas palavras nesse presente sombrio.

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  14. Ronildo

    Tô achando que Federer vai passar vergonha na Argentina. É evidente que lá os fãns de tênis preferem ver muito mais Del Potro do que ele. E pelo visto Del Potro não poderá participar da exibição.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      ??????
      ????

      Ambas afirmações sem pé nem cabeça.

      Primeiro é dizer que o Federer passaria vergonha só porque o Delpo pode contar com torcida maior.

      Ora essa… ter menor torcida é motivo de vergonha?

      Segundo é dizer que o Delpo não vai nem jogar.

      Uai sô!

      Se ele não puder jogar que DIABO que o Federer tem com isso?

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      1. Ronildo

        Desculpa aí Rodrigo. Acho que fiz uma afirmação com sentido inexato, dúbia, sei lá. Não era nisto que eu estava pensando.

        Eu estava pensando na seguinte situação: quando Djokovic veio jogar no Brasil com o Guga, o blog do Paulo Cleto era bastante ativo. Então uma torcedora que assistiu a exibição reclamou que não foi “uma partida de tênis de verdade”, apenas um show da parte dos dois. E ela saiu frustrada, porque queria ver uma partida mais comum, entendeu? (Mas não tinha como ser diferente, o Guga tava com muitas dores)
        Então, em minha opinião o grande chamariz da apresentação de Federer na Argentina é justamente o jogo dele com o Del Potro por causa do imenso carinho que os argentinos tem por ele. Então seria o jogador mais querido da Argentina contra o de mais fãns no mundo, o que seria um grande espetáculo. Acredito que os ingressos já foram vendidos e o Del Potro está dando sinais de que não vai. Se Del Potro não ir, o que Federer vai fazer lá? O pessoal da organização tá pensando até em contratar Gabriele Sabatini. Mas que diferença faz Federer jogar tênis com Sabatini, fazer um show musical com ela ou uma peça de teatral tendo a própria Sabatini para contracenar? Ou qualquer outro show?
        Em minha opinião o valor dos ingressos poderiam ser devolvidos ou a apresentação poderia ser remarcada para o próximo ano. Porque o que estava no script era outra coisa e haverá muita frustração se insistirem em fazer a apresentação sem o Del Potro.

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  15. João ando

    Dalcim .o que vc acha da acusação do Cristian Oliveira filho do para conhecido professor de tênis do Rio de Janeiro …que falou que o jogador chileno malla chamou o Cristian de macaco. …estamos vendo o segundo caso de racismo no tênis de alto nível …o outro foi do clezar no Japão em um jogo da taça Davis….

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, não posso dizer nada além do que ele escreveu no Instagram. Claro que, se aconteceu, é deplorável. Mas parece que não há provas contra o chileno.

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  16. Maurício Luís *

    “Após 14 anos de namoro, Rafa e Xisca casam sábado”.
    Obs: convidados foram aconselhados a levar cada qual o seu guarda-chuva BLINDADO. Porque vai chover canivete.
    Vai enrolar assim lá no lado oculto da Lua…

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  17. Luiz Fernando

    Não tinha noção da duração do namoro do Rafa e da Xisca, 14 anos, se morasse no interior de Sampa ou de Minas essa história já teria virado piada, como ele enrolou kkk…

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      1. Maurício Luís *

        Também acho. Só que com o $$$$$$$ que ele juntou, dá pra fazer o pé-de-meia e ainda comprar a fábrica de meias e todo o parque industrial em volta. Mas apesar de não torcer pro pouca telha, reconheço que é merecido.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que o emocional atrapalha um pouco, mas o circuito feminino tem estado muito equilibrado e, numa sequência boa, acredito que ela possa sim vencer seu Slam.

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  18. Luis

    Dalcim mudando assunto rs sobre que disse Luiz Fernando do Djokovic,também Federer e Nadal vão fazer muita falta no tênis torcemos principalmente suíço continue mais uns anos rs até sobre que disse Zverev que tem bons tenistas como Medvedev pós big 3 mas tão longe de ter apelo e carisma do big 3,o que acha?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, acho que no momento existem ótimos tenistas jovens, porém poucos com o que podemos chamar de carisma. Por ironia, o mais carismático é justamente o maluco do Kyrgios, que consegue levar multidões a seus jogos. Esse tinha tudo para ocupar o espaço do Big 4, uma pena.

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      1. Sandra

        Realmente , certas coisas não dá para entender Dalcim! Achar o Kyrgios carismático? A mesma coisa do Djokovic, cada um tem seu gosto , mas também não consigo achar Federer e Nadal carismático, depois do Guga só voltei a ver tênis por causa do Djokovic, em fim cada qual com seu gosto

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        1. Sandra

          Para ser sincera até o Djokovic ficou chatinho com esse politicamente correto, ele era muito melhor quando fazia as imitações dele, mas aí eu já havia caído de amores por ele rssss, mas o Kyrgios e mal educado com os adversários vou ficar com o Medelev rssss

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          1. Sandra

            Nesse ponto vou de dar razão , na minha cabeça é impossível não se dar atenção a criançada, qualquer criança é linda!

  19. Maurício Luís *

    Como disse o John Lennon, ” O sonho acabou”. Não estamos em condição nem de bancar o Camanducaia Open, Pirituba Open, Carapicuiba Open… quanto mais BRASIL Open.
    “… E todos viveram infelizes para sempre.”

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  20. Paulo Almeida

    Djoko e Nadal farão um jogo beneficente no Cazaquistão no próximo dia 24, ou seja, o sérvio não vai mesmo disputar nenhum ATP 500 e a lua de mel do espanhol será curtíssima (acho que ele já deve ter aproveitado antes mesmo, rs).

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  21. Marcelo-Jacacity

    Dalcim,
    Realmente, não sabia desses detalhes do torneio quando era sediado na Bahia.
    Acompanhei o torneio em várias edições pessoalmente no Ibirapuera e o anúncio do fim do Atp-250 de São Paulo é muito ruim pra quem mora na capital, cidades próximas e para todos que gostam de tênis.
    Mas, acho que foi a melhor decisão mesmo. Não havia outra saída.

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  22. Luiz Fernando

    Achei a declaração da mãe do Djoko bem condizente com a realidade. Ele sempre teve menos problemas físicos do q Rafa, me parece ter um biotipo melhor do q o do espanhol para uma carreira mais prolongada, mas não acredito em mais 6 anos de carreira no Top, ou seja, não terá a longevidade de Federer. Agora me parece forte candidato e ser o detentor dos principais recordes ao final da carreira, mais semanas na liderança, salvo um problema físico maluco, será o primeiro…

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    1. Paulo Almeida

      A concorrência pro Djokovic sempre foi muito difícil. Teve que se criar em cima de Federer e Nadal, duelar com eles a carreira inteira (além de Murray, Stan e Delpo) e agora terá que enfrentar ótimos nomes como Medvedev, Thiem, Tsitsipas e Zverev no seu caminho até o fim da carreira. Não teve a sorte de pegar nenhuma entressafra, mas, se conseguir pelo menos mais 4 anos entre os primeiros, estarei satisfeito.

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      1. Sérgio Ribeiro

        E na hora de tirar um Dez kkkkkkk Enquanto você ( Robson 2011 ) torcia por Federer até esta data , sabia que Hewitt , Roddick , Safin , Ferrero , Moya ,Rafter . Agassi , nem estou citando GUGA , foram TODOS N 1 do Mundo , e que aquele que terminou SEIS vezes consecutivas como TOP 1 , Pete Sampras , foi batido pelo garoto de 19 , você sabia não existia ” entressafra ” nenhuma. Faz total questão de ser o bobo da corte . Como ” Robson ” , parou de Postar kkkkkkk Abs!

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Vi o nome de vários bagres na sua lista, corroborando a entressafra. Até quando vai insistir que eu sou esse tal de Robson? Isso sim é ser bobo da corte ou então coisa bem pior.

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      2. Gildokson

        A unica sorte que ele tem é de enfrentar um grande rival 6 anos mais velho e se beneficiar de um circuito padronizado. Acho que isso foi ótimo pra ele. Esquece esse papo de entressafra ao menos por um post.

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Só quando você parar com essa choradeira de idade. Eu não justifico derrotas do Djoko pra caras 10 anos mais novos por conta disso e você vem falar de 6, haha.

          Muda o disco, trivice de Wimbledon.

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          1. Rodrigo S. Cruz

            (rs)

            Esta tua “inteligência” é fascinante mesmo…

            Não estamos falando aqui de um cara que tenha 20 e de outro que tenha 26, homem!

            Estamos falando de um que tem perto de 30, enquanto o outro beira os 40.

            Aliás, procure na história recente do tênis alguém que tenha sido tão competitivo depois dos 35 anos…

            E mais uma coisa:

            Djokovic e Federer são dois grandes campeões. Um tem 20 Grand Slams e o outro tem 16.

            No conjunto, eles são do mesmo nível.

            Portanto é óbvio que entre dois caras tão próximos, o fator idade pesa muito mais.

            Já que é mil vezes mais FODA superar com regularidade um Djokovic, do que superar algum nextgen…

          2. Paulo Almeida

            Menos fascinante do que a sua “intelijência”, rs.

            A desculpinha esfarrapada é usada nos últimos 9 anos e não só na atualidade. Djokovic já era um grande campeão em 2011? Não, estava começando a trilhar o seu caminho de sucesso ainda. O suíço já era velho com 29/30 anos? É óbvio que não também.

            Mesmo no último confronto não fez diferença alguma, sendo que o Fregueser percorreu até mais metros em quadra. Ainda não vi, mas não duvido que algum desses fanáticos poste que ele perdeu os dois CP porque a idade pesou na hora de fechar, hahahahaha!

          3. Rodrigo S. Cruz

            Você ironizou que 9 anos atrás já se usava essa desculpa.

            O que não entra na tua cabeça de pastel de VENTO é que agora isso já deixou de ser desculpa.

            Virou lógica simples. Coisa que qualquer pessoa deduz facilmente…

            Depois dos 35 anos quem é que você vê aí desafiando perigosamente o número 1 do mundo?

            Você citou a grande forma dele na final de Wimbledon.

            Beleza.

            E foi justo por isso que eu fiz questão de pontuar acima:

            “Vencê-lo com REGULARIDADE”.

            Ganhar do sérvio, ele até pode ganhar sim em algumas situações, porém não com a regularidade de outrora.

            A idade, e por conseguinte, o físico pesam mais.

            E é evidente que o sérvio leva certa vantagem por isso…

      3. Bartolomeu

        Cara, nem sei o motivo de estar aqui respondendo, mas vamos lá:

        A vida do Federer também nunca foi fácil. Lembre-se que ele destronou Sampras em Wimbledon (literalmente falando) e surgiu para o circuito nos anos em que houve a consagração absoluta do Agassi.

        No mais, Federer assumiu pela primeira vez a ponta do ranking em 2004. Em 2005, Nadal já era uma realidade. Em 2007, Djoko já chegou em final de Slam. Em 2008, já ganhou o Australian Open, ou seja, nos anos em que Federer mais venceu o espanhol e o sérvio também estavam lá, competitivos!

        Você fala de Murray, Stan e Delpo, pois Federer também os enfrentou e prevaleceu sobre todos eles. E além dos nomes acima mencionados também conviveu com Safin no auge, com Roddick no auge, com Guga dominante em Roland Garros. Achar isso pouco é não respeitar a própria história do tênis.

        E os mesmos next gen que têm desafiado Djoko também tem desafiado o Federer, com a diferença que o suíço tem consideráveis anos a mais.

        Eu sou federista, mas, ao contrário de você, não desprezo Nadal e Djoko, ao contrário, considero ambos potências do tênis.

        Mas se tudo o que disse agora não surte efeito, devolvo o seu próprio argumento.

        Você diz que agora, passado dos trinta anos, Djokovic terá o terrível azar de agora de “enfrentar ótimos nomes como Medvedev, Thiem, Tsitsipas e Zverev no seu caminho até o fim da carreira” (cito textualmente).

        TADINHO!

        Mas não se esqueça que, após ter passados os 30, Federer enfrentou Nadal/Djoko e Murray com 27/30 anos de idade. Acha que concorda que são ótimos nomes, não?

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Errado. A vida do Fregueser foi uma moleza na entressafra 2003-2007, tendo apenas o moleque Nadal como rival no saibro a partir de 2005. Na grama e no hard, seus rivais eram os bagres Roddick, Philippoussis, Hewitt, Blake, Baghdatis, González, Davydenko etc.

          Quanto ao mimimi de idade, já respondi no post anterior. O Jagua é um weak era champion e inferior aos dois rivais. Aceite que dói menos, freguês 13 a 6 em finais.

          Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            Por ter desistido de Roger Federer em 2011 , e passado a torcer pelo Sérvio ( autêntico vira-casaca ) , achou que tinha descoberto a pólvora. Passou a se exibir em grupinhos de Whats como se o “ novo “ namorado fosse um novo Semi -Deus. Repetindo a exaustão o papo de “ entressafra “ e achando que faria o que a turma do Espanhol não conseguiu , transformá-lo num novo Goat. Passados OITO anos o Sérvio aos 32 , o Espanhol aos 33 e o Craque Suíço aos 38 , possuem pela ordem 16 , 19 e 20 SLAM . Deu , ruim rs Principalmente com o surgimento da ridicularizada Next Gen. Esse ano contavam que Novak levaria os 4 SLAM. Deu , ruim rs .Agora cita os garotos como um grande “ azar “ de Novak. Nenhum deles possui ainda um simples SLAM. Se liga , moleque rsrsrs A

          2. Sérgio Ribeiro

            Que fanfarrão !!!! . Em 2004 Rafa Nadal já surpreendeu o Craque em Miami . Em 2005 venceu um SLAM e mais 10 Torneios com direito a MASTERS 1000 em todos os pisos. Fez muito mais que TODA a atual Next Gen junta. E não saiu mais do TOP 2 . Desiste moleque rsrsrs Abs!

          3. Paulo Almeida

            E daí que o Nadal “surpreendeu” o Fregueser em 2004? O que mais ele arrumou naquele ano? Na verdade foi um vexame perder para um moleque de 17 anos que não era nada nem no saibro ainda. Tente novamente, freguês! Hahaha!

  23. Felipe

    Mestre tudo bom??

    Quando vc acha que divulgam a agenda com os confrontos & datas do finals??

    Estarei em Londres e gostaria de assistir a alguns jogos….

    Abs!!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O sorteio deve acontecer na quarta que antecede o torneio (início no domingo) e então eles divulgam logo em seguida a primeira rodada, tanto do domingo quanto da segunda. Só assim dará para saber. A segunda rodada segue um padrão: sempre os dois vencedores da primeira rodada se enfrentam, assim como obviamente os dois perdedores. Ou seja, isso dependerá do que acontecer na primeira rodada. Abs!

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Eu recomendaria terça e quarta… Pode pegar um Fedal ou um Djoko-Federer… Porque Federer estará num desses grupos e se os dois vencerem…

          Responder
  24. evaldo moreira

    Bom dia,
    Mestre, sem esse Slam brasileiro, por pura falta de competência, e o que dizer do nosso tênis atual?.
    Embora tenhamos bons nomes, como o Menezes por exemplo, é evidente que o nosso tênis precisa de uma chacoalhada urgente, e para ontem……mas infelizmente, ainda temos que esperar mais adiante, no domingo passado estava assistindo umas finais do torneio que o Guga estava promovendo, e que a Bandsport transmitiu, pelo vi mestre Dalcim, nivel técnico bem abaixo, mas os garotos merecem uma nova oportunidade de desenvolvimento, como você mesmo disse Dalcim:”AINDA TENHO ESPERANÇAS”…

    Responder
  25. Rubens Leme

    Dalcim, o torneio sempre foi muito criticado. Em 2013, o piso foi alvo de severas críticas dos tenistas – alguns chegaram a dizer que era o pior que já tinham jogado – e também as bolinhas Wilson – que haviam recebido o ok do Thomaz Bellucci se não me engano.

    Além disso, reclamavam que o ginásio não tinha refrigeração e ficava uma sauna insuportável. Além do Rio Open ser próximo e ter cachê bem menor, os dois torneios sofreram com a competição de Acapulco que deixou o saibro e adotou as quadras duras como forma de preparação para os Masters americanos.

    Sem falar na distância. Então era algo bem esperado. Na verdade, acho que durou até tempo demais.

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    1. Luiz Fabriciano

      Estava lá naquele ano e vi, durante um jogo, a organização “pregando” saibro na quadra, tamanha era o má qualidade do piso. Muito quente, poucos opções de alimentação e duas quadras secundárias coladas umas nas outras. Se tenistas se incomodam com um torcedor que sai de uma cadeira para outra ao lado, no quinto andar de um estádio como o Arthur Ashe, imagine com os movimentos de outros jogadores no jogo ao lado?

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  26. Ronildo

    No Brasil muito negócio fecha por causa da ganância. Os envolvidos querem ganhar muito dinheiro em bem pouco tempo. Nos países mais ricos, percebe-se que os homens de negócio se contentam em ganhar menos para ganhar mais por mais tempo. Aqui, nem pensar.

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  27. DANILO AFONSO

    Parabéns pela matéria !!

    Texto jornalístico fodástico.

    Somente após recuperação da economia e valorização cambial do REAL que o evento será novamente viável no Brasil Open. O RIO OPEN creio que ainda sobrevive por causa do apelo turístico da cidade.

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  28. periferia

    Um colega fez um comentário interessante sobre o Rio Open …..ingressos caros e dificuldade para comprar ingressos para bons lugares.
    Geralmente vazias as arquibancadas….vc deseja comprar um ingresso e descobre que aqueles lugares fazem parte da cota do patrocinador.
    Mas não tem ninguém lá….os ingressos não foram distribuídos ou se foram os felizardos não compareceram.
    Sendo que esses lugares poderiam ser vendidos a um preço acessível para quem gosta do esporte.
    Não gostaria de acreditar que exista uma ” bolha ” social no esporte….as vezes que estive em eventos de tênis….fiquei com a impressão que estivesse na Suíça(sem o Federer )
    Engraçado que geralmente o único que pagou o ingresso sou eu (o cara da periferia)….a maioria é convidado ou amigo do amigo do conhecido.
    Pouco discutido o “elitismo ” do esporte ….como se essa elite não permitisse que o esporte fosse um pouco mais democrático ..acho mesmo se aparecer uma santa alma querendo popularizar o esporte….levando para as periferias e as camadas menos favorecida do população …os sócios do Pinheiros e afins não deixariam…afinal o esporte tem dono aqui no Brasil (Assunto espinhoso)…e sinto nas arquibancadas dos torneios brasileiros que ninguém está vendo o jogo…..estão todos lá (menos eu) conversando para ver se conseguem uma ajuda governamental para qualquer coisa.

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  29. Maurício Luís *

    SLAM brasileiro ?!? Lembrei-me da frase “Pretensão e água benta, vai até onde se aguenta…”
    Do jeito que estamos, sem investimento na base, dependemos de prodígios como Guga e Maria Esther Bueno… que só aparecem a cada meio século. Que lástima.
    O tênis brasileiro tá igual o cidadão que desce até o fundo do poço. Na hora de subir, a corda arrebenta.

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  30. Luiz Fabriciano

    Excelente matéria Dalcim.
    Me fez saber de coisas que não imaginava e, talvez, por isso mesmo, o torneio naufragou.
    Ou seja, gastou-se tanto no início, como bem relatado, que faltou no final – matemática simples. E o expertise para construir um evento nacional de sucesso, no tênis, infelizmente, não temos. Julgo, que muito dinheiro foi ao lugar incerto e não sabido, mas, o único que mantem qualquer evento vivo, que é o público, sempre fica relegado apenas a pagar a conta. Quando que um promotor brasileiro pensará em algo como acontece no Finals de Londres? Colocar gente para participar sem pagar ingresso? Nunca…
    Grande abraço.

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  31. thomas

    Excelente matéria Dalcim.

    Agora no meu ponto de vista, não adianta nada ficar fazendo torneio ATP se nem base temos. Em vez de gastar um dinheirão com torneios ATP e pagando convidados, tinha que montar um calendário de Futures decentes. É absurdo quase não ter nenhum torneio futures no Brasil.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Nisso concordamos plenamente. Talvez um ATP 250 para dar motivação e visibilidade, mas nossa necessidade hoje são circuito juvenil, futures e challengers. Abs!

      Responder
  32. Maria izabel

    Infelizmente uma lástima essas notícias.
    Problema , que tudo o que se faz com patrocínio público, sempre tem as mordomias e o pior,de gente que só quer as mordomias,assistir as partidas nunca!
    Fui ao Rio OPEN quando era na Hípica, até tinhaa bastante público .Os tenistas não ajudaram muito tambem.Nishikori,fez uma lista do que queria e não.Como responder somente a duas perguntas nas entrevistas.Soube por uma boa fonte que ele é muito metido e arrogante.OThien,era um garoto e em quadra não fez o menor esforço. Estava mais preocupado em conhecer as garotas ,cidade e a night.Por outro lado,os grandes não vinham,Nadal esteve por lá leva um grande público. A época é de chuvas no Rio,a estrutura era horrível, preços nas alturas.
    No Sauípe era um Resort de luxo ,onde a beleza e estrutura ,conseguiu atrair até o Federer.Mas era uma farra só ,com dinheiro público. Penso quem poderia ter sido consultado para um patrocínio era o Paulo Leman,foi tenista e hoje um dos homens mais ricos do mundo,não se furtaria a ajudar.Enfim,um país que tem dificuldades em todos os setores devido a ganância de muitos,que sem necessidade mas com muitos”conhecidos”,acabaram com o dinheiro da cultura,do esporte porque ,nada nesse país sem propina não funciona.Agora perdemos para o Uruguai.
    Dalcin,com verbas do governo é impossível, como disse acima,só o Leman para patrocinar um São Paulo Open(que para mim,tem mais possibilidades)ou o Rio OPEN,pela beleza natural da cidade.Mas um perigo transitar na Gávea após os jogos.
    Triste isso.Thomas Kock é pioneiro ,mas quebra sem patrocínio.

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      1. Maria izabel

        Me desculpe,Federer estava cotado e houve um imbróglio com o Banco do Brasil,e não só ele não esteve, como o Guga nesse ano desistiu pelo acontecido.
        Nadal foi quem esteve e venceu ,não me lembro exatamente mas foi por volta de 2005.

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          1. Sérgio Ribeiro

            Venceu seu segundo , mais OITO num total de 10 Torneios . Com direto a SLAM e MASTERS 1000 nas duras e no Saibro. Terminou a Temporada com N 2 do Mundo . Para azar dos Fakes do Blog que juram que ele era bobinho e havia uma tal “ entressafra” . Abs!

          2. Sérgio Ribeiro

            Ps. Venceu o segundo num total de ONZE em 2005. Seu primeiro foi realmente em Sopot em 2004, ano em que o Suíço atingiu o N 1 pela primeira vez. Abs!

    1. João ando

      Maria Izabel. O rio open e um torneio sim que os tops bem para conhecer a noite ….isso é mais que óbvio. ..afinal temos as mulheres mais bonitas do mundo. ..quando o kei veio ele perdeu para o Thomaz em jogo se não me engano foi duro tipo 6/4 /7/5. Não acredito que ele tenha como estrela principal do torneio ido a entrevista para responder só duas perguntas .se o Jorge Paulo não patrocina o torneio do Rio e porque não quer colocar seu nome em jogo …eu sinceramente não sei se patrocina ou não…Thomaz kock no Rio e um mero comentarista de um canal de TV …já que como técnico e ídolo do tênis no Brasil e e continua um fracasso …ele não é um Guga …que sim poderia apoiar o rioopen

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  33. Rodrigo S. Cruz

    O Federer anunciou que jogará nas olimpíadas e até em Roland garros.

    Vai ficar um calendário bastante puxado, mas acho que ele dá conta.

    Só não sei se isso pode significar um ano de despedida do circuito.

    Tomara que não…

    Com o nível que ele ainda mostra, acho que dá pra jogar até os 40 anos numa boa…

    Responder
  34. Renato

    A matéria é pertinente e revela a dificuldade da economia brasileira. Porém se o país tivesse atletas de nível certamente o interesse superaria as dificuldades. Pena que só temos jogadores de nível baixíssimo incapazes de frequentar sequer entre os 100 do mundo. Ainda bem que temos uma boa grade de tv voltada ao tênis!

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  35. FERNANDO/MG

    Prezado mestre, parabéns pela excelente reportagem de cunho jornalistico apurado (muito mais que uma simples postagem). Triste, mas esperada, noticia, assim como o Rio Open. Vc enxerga alguma solução a curto prazo para salvar o Rio Open? Pois ao meu ver não vai muito longe, e um ATP 500 deve ter um monte magnatas querendo colocar em seus países de origem.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que a promotora do Rio Open é muito competente, tem feito um tremendo esforço para o torneio evoluir a cada ano. Trouxe muitos nomes bons, porém poucos realmente a fim de jogar. Mas obviamente a IMM não tem culpa disso. É preciso investir no torneio e ao mesmo tempo racionalizar custos, uma matemática complexa quando se paga o maior montante em dólar.

      Responder
  36. Rafael

    Mestre,

    Eu entendo o interesse dos patrocinadores, mas o Rio Open também não vingou. Preços caros dos ingressos e dificuldade de comprar lugares razoáveis. Essas políticas dos patrocinadores acabam afastando os amantes do tênis.

    Responder
  37. periferia

    Olá Dalcim….como simpatizante do esporte fico triste….como cidadão fico feliz…..o torneio historicamente mamou nas verbas governamentais….aqueles torneios realizados na Bahia era um tapa na cara da sociedade…..uma elite esnobe que faz mal ao esporte.
    Até mesmo a Koch tem grande parcela do infortúnio…. é mais uma empresa que não consegue sobreviver sem verbas públicas…..abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não concordo com o uso de dinheiro público nesses eventos, e infelizmente o Rio Open tem verba incentivada tanto do estadual (falido) como do federal, como também aconteceu várias vezes com o Brasil Open. Esses eventos de primeira linha ajudam o esporte, mas é preciso achar a fórmula certa para que a iniciativa privada banque tudo isso.

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A mudança tem de ser autorizada pela ATP e isso exigiria mudar também o calendário. O Rio (e Buenos Aires) pleiteiam isso há anos.

      Responder
      1. Nando

        Aliás mestre, sobre isso (mudança de piso no Rio Open), vc acha q só isso resolveria (ajudaria) ? Ou é a favor da mudança de data, como por exemplo ser após o AO (junto com Roterdã, talvez, como Keke sugeriu no grupo do whats por ter uma concorrência menor do q qnd ocorre atualmente) ou após Miami, abrindo a temporada de saibro?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Mesmo sendo um 500, o torneio não pode ficar totalmente isolado geograficamente falando, porque também dificultaria a vinda de tenistas. A ideia do circuito latino-americano não é ruim, mas talvez pudesse ser diferente. Ouvi propostas para deslocar para o final da temporada e pegar os tenistas que não gostam da quadra dura europeia.

          Responder
  38. Valter Mucillo

    Como é de conhecimento, não são só os prêmios em valores para os atletas, tem também os valores pagos para que “certos jogadores” venham participar do torneio, e isso tudo acaba encarecendo o torneio, público fraco, empresas cortando custos, dinheiro do governo acabou e infelizmente acabou nosso ATP 250 em sampa, só nos resta ir para o Rio Open ou ficar na poltrona assistindo.

    Responder
  39. meitor ragasson

    Parabéns pela reportagem, e por narrar a história dos torneios no Brasil, muito interessante.
    Te pergunto uma coisa, por que o Guga então não dá uma força, e não faz um pouco de barulho para ajudar a promover esses torneios?
    Ou então de que forma ele poderia ajudar?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Guga tem comparecido com frequência no Rio Open, Meitor, mas ele procura não se envolver com a parte de organização. O que eu acho falta nesses torneios é envolver mais o público, que não pode ir ao evento apenas para gastar. O Finals de Londres dá um show nesse aspecto, com um grande setor público que é acessível até para quem não comprou ingresso. Isso ajuda a divulgar o tênis e deixar o espectador com vontade de jogar. Abs!

      Responder
  40. PIETER

    Elogiar mais um post do Dalcim é ser repetitivo mas é muito esclarecedor saber a história por trás de um torneio como o Brasil Open.
    Mas penso que se fosse só o tênis que vai de mal a pior em nosso país estaríamos até bem…

    Responder
  41. Pedro Mattoso Flamarion

    O brasileiro não enche estádio nem de futebol. O nosso tênis carece de apoio, professores, quadras, incentivos e ídolos. Maria Esther Bueno nunca foi merecidamente reconhecida pelos seus feitos. Temos a melhor geração de tenistas das últimas décadas, com 3 dos 5 melhores de todos os tempos na ativa, Mello e Bruno Soares arrebentando e somos notas em jornal e pequenas chamadas nos programas esportivos. TV aberta, só em final de Slam.
    A mudança que garante um torneio assim é na base e no desenvolvimento e na capacitação de professores e atletas. Hoje não se joga tênis 2h na semana com menos de 100 reais num país com 13 milhões de desempregados.
    Tomara que se torne um torneio mais sustentável e atrativo.

    Responder
  42. Sandra

    Dalcim , será que o Rio open da tanto prejuízo assim? Fui duas vezes, e e uma multidão dentro do Jockei !! Tem muita praça de alimentação , tem a Fila e outras lojas ….

    Responder
  43. Julio Cesar

    É muito difícil fazer as coisas no Brasil diante de tanta ganância, de tanta corrupção envolvida. Todo mundo quer faturar, todo mundo quer se dar bem, e assim nada acontece.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Também sou totalmente contra o uso de verbas incentivadas em torneios de grande porte. Só deveriam autorizar para torneios de base.

      Responder
    2. Valestra

      Perfeito. Dinheiro do governo para esportes (qq um!) em países incrivelmente atrasados como o Brasil, só para inclusão social, formação de cidadãos. Profissional? Jamais!
      PS. Acho mais digno acabar do que ficar passando vergonha com um torneio ridículo.

      Responder
  44. MARCOS JOSÉ SCOMPARIN

    PARABÉNS PELA MATÉRIA…MUITO BEM EXPLICADA!! PARA NÓS QUE GOSTAMOS MUITO DESTE ESPORTE É TRISTE….MAS REALIDADE….TEMOS QUE VIAJAR E GASTAR MUITO PARA VER BONS JOGADORES.

    Responder
    1. Miguel BsB

      Não é somente o tênis brasileiro que sucumbe…é o país. A Economia cada vez mais indo pro buraco.
      Vivenciamos cortes de verbas e apoios em todas as áreas do país…o esporte é só mais um deles. Se o futebol anda tendo dificuldades de conseguir patrocínios, imagina o tênis.
      Todos os dias somos “brindados” com notícias de cortes de verbas em Educação, Saúde, Meio Ambiente, Ciência, Cultura, Fiscalizações das mais variadas, Esporte etc etc etc…
      País nenhum se desenvolve assim.

      Responder
      1. leonardo

        Amigo, o país já estava afundado fazem anos, herança das gestões anteriores. Se você está ruim com sua empresa ou trabalho, se faz cortes nos gastos, com o país é a mesma coisa…
        Ademais,isso é um assunto de tênis, o evento não dá retorno e pertence a uma empresa que resolveu tentar sair do prejuízo, organizando o evento em outro local, simples assim. Não queira politizar aonde não existe razão.

        Responder
        1. Miguel BsB

          Todo assunto no mundo envolve política, amigo…Esse é mais um.
          O Dalcim citou com todas as letras a falta de verbas públicas, uso inadequado dessas mesmas verbas. Isso não é política?
          E outra, eu comento o que eu quiser aqui. Desde que seja aprovado pela moderação, esse é o limite…

          Responder
          1. leonardo

            E quem te impediu de comentar??? Bom, uso inadequado de verbas públicas é com a organização que recebeu e não politicagem. E como o próprio Dalcim disse, não tem que ter verba pública em evento profissional, só em juvenis e amadores. Você e eu ainda gostamos de tenis, mas você acha moral gastar dinheiro público de pobre que paga imposto e nem sabe o que é tenis? Ou é moral nós que pagamos impostos, e vermos esses gastos público num evento esportivo com ingressos caros para nós e cadeiras cativas para os amigos dos organizadores?

        2. Fabio

          Discordo. As coisas começaram a degringolar de uns 3, 4 anos para cá. Mas não vou me estender quanto a isso: o Google está aí para quem quiser pesquisar sobre fatos e não fake news.

          Vai demorar para o Brasil retomar alguma relevância no cenário do tênis…

          Responder
      2. Ivan Sampaio

        Imagina, na verdade o país está saindo de um estado terminal, ainda que a passos de tartaruga, mas está saindo, e a economia vem emergindo das cinzas, basta ver a alta da bolsa e os últimos índices de crescimento da indústria, ainda que em percentual longe do ideal, mas ao menos não é negativo como no último desgoverno da Dilma. Indo pro buraco estava quando éramos desgovernados pelos desgovernos perdulários de esquerda. E os cortes de verba ocorrem simplesmente porque a verba acabou. Ou você não reconhece que os desgovernos petistas desviaram UM TRILHÃO de reais?

        Responder
        1. Miguel BsB

          Errado. Teremos mais um ano de crescimento econômico pífio! Desemprego cada vez maior…orçamento curto pra maioria da população. Apesar das propaladas reformas milagrosas que tirariam o país do buraco, como a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários…
          Economia não se resume a bolsa de valores e valor do câmbio. A economia real vai muito mal a anos.
          A “esquerda” foi retirada do poder a quase 4 anos, e o país desde então continua de mal a pior…quando a direita vai tomar vergonha e parar com essa ladainha de a culpa é da esquerda e blá blá blá?
          Dalcim, perdoe a minha escapada do objetivo do blog. Paro por aqui…

          Responder
          1. Ivan Sampaio

            Vocês esquerdistas são sempre assim, levam o país pro buraco e querem que a direita da noite para o dia arrume toda a casa. Dada a desgraça que vocês causaram, ainda vai demorar para que o estrago seja consertado, pois economia não se conserta da noite para o dia. Economia não se resume a bolsa de valores, mas é um termômetro que mostra que a economia está entrando nos trilhos, mostra a saúde das empresas que consequentemente voltarão a contratar. Só pra refrescar a sua memória: no último ano do desgoverno Dilma, a economia teve um crescimento negativo de -3,6, sendo que atualmente deu uma guinada à direita para um crescimento positivo de perto de 1%. A sua hipocrisia exacerbada, característica típica da esquerda, te impede de enxergar isso. E a esquerda, assim como toda espécie de mal, jamais deverá ser esquecida, deverá sempre ser lembrada pelo mal que fez ao país. Deve ser eternamente repassado às gerações futuras todo o mal que causaram, assim como Hitler, Mal, Stalin, Chaves, Fidel e Maduro são lembrados, para que não voltemos a retroceder no futuro.

          2. Mário Fagundes

            “A “esquerda” foi retirada do poder a quase 4 anos…”. Pra todo esquerdista que se preze, a culpa é sempre dos outros. E ainda “esquecem” que Temer foi vice de Dilma. Lamento informar que, apesar de toda a roubalheira dos últimos desgovernos, agora o país caminha (lentamente) para reencontrar a prosperidade.

  45. Vitor Hugo

    Rio Open tem vida curta também. Além de ser no saibro(fora de época), os jogadores mais gabaritados que vem pro Brasil quase sempre se mostram desinteressados e desmotivados pra jogar. Sem mencionar as quadras vazias.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, outro torneio com dificuldade de gerar lucro. A data pertence à IMG norte-americana, que montou uma empresa mista aqui, a IMM, com verba também dos árabes. Corremos risco.

      Responder
      1. Francisco Tabajara de Brito

        O Rio Open teria que mudar de piso, para ser preparatório para a gira americana em piso duro. E temos o complexo olímpico prontinho, jogado às traças! Lamentável Dalcim, mas parabéns pela matéria!

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          A troca de piso não cabe ao Rio Open, mas à ATP. E Acapulco, outro ATP 500, é justamente quem fez esse papel de preparatório para os Masters norte-americanos. A situação do complexo olímpico é daquelas coisas absurdas que esporte brasileiro está repleto.

          Responder
  46. leonardo

    Faltaram estrelas. Mesmo sobre Rafa Nadal, em 2005 no começo do ano, ele era praticamente um desconhecido. E a vinda dele em 2013 se deve a recuperação de lesão, jogando torneios pouco exigentes no saibro.

    Responder
      1. leonardo

        O meu ponto é que quando ele veio, não veio para prestigiar o torneio. Veio como um desconhecido que precisava pontuar e para isso jogava pequenos torneios. Mas ele cresceu muito no mesmo ano e nunca mais quis voltar. Só voltou em 2013 como protocolo de recuperação de lesão que consistia em jogar torneios menores e no saibro.

        Responder

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