Renovação total em Xangai
Por José Nilton Dalcim
11 de outubro de 2019 às 19:17

Após exatos 20 anos, os torneios de Masters 1000 voltam a ter uma semifinal toda com tenistas abaixo dos 24 anos. Será o marco dos novos tempos?

Três deles já estão no top 10 do ranking – Daniil Medvedev, Stefanos Tsitsipas e Alexander Zverev – e o ‘debutante’ Matteo Berrettini fincou pé no 11º posto. Não será surpresa se Zverev e Berrettini se juntarem aos outros dois no quadro do Finals de Londres.

Novak Djokovic (8-0) e Roger Federer (5-0) nunca haviam perdido nas quartas de Xangai e entraram com natural favoritismo. Tsitsipas marcou o grande feito do dia pela forma com que reagiu após perder o primeiro set para o líder do ranking, mas Zverev surpreendeu pela consistência e acima de tudo cabeça fria, mesmo tendo desperdiçado cinco match-points no final do segundo set.

Tsitsipas já ganhou de todos os membros do Big 3 nesta temporada, tendo agora 2-1 sobre Djokovic com vitórias em quadras duras, a melhor do sérvio. “Foi a maior virada que obtive na minha carreira”, enfatizou o grego de 21 anos, com total razão. Ele também reagiu em cima de Federer no Australian Open e a vitória sobre Rafael Nadal no saibro de Madri veio em três sets. Notável currículo.

Ele contou também que já treinou diversas vezes com Nole em Monte Carlo, onde ambos residem, e isso o ajudou a definir um padrão de jogo contra o sérvio. Para coroar uma atuação inesquecível, em que o saque teve papel fundamental e o backhand se mostrou muito consistente, armas que permitiram encurtar muitas vezes os pontos, ele garantiu a vaga no Finals de Londres.

Seu desafio agora são os 0-4 diante de Medvedev. Além disso, o russo manteve a invencibilidade de 12-0 em quartas de final ao longo de 2019. Num jogo um tanto morno contra Fabio Fognini – as emoções ficaram para break-points evitados pelo italiano, que não soube aproveitar o 2-0 no tiebreak -, terá a chance de fazer a sexta final consecutiva.

O segundo grande destaque da sexta-feira foi Zverev. Aquela instabilidade no serviço que vinha demonstrando ao longo dos meses ficou de lado. É verdade que perdeu dois games de serviço no maluco  segundo set, mas na maior parte do tempo o golpe funcionou. Não foi só. Esteve aplicadíssimo nas devoluções e passadas, marcando o dobro de winners (43 a 21), algo muito pouco habitual para Federer. E fez um terceiro set concentrado e tranquilo, vendo o suíço perder a calma. “Esta vitória pode mudar minha temporada”, vaticinou.

O duelo contra Berrettini é imprevisível, embora a experiência do alemão em grandes jogos deva prevalecer. Os dois fizeram apenas dois duelos, ambos no saibro de Roma, e cada um levou uma vez. Desde sua arrancada, no meio de abril, o italiano de 23 anos venceu 33 de 42 jogos, com semi no US Open e agora sua primeira em Masters, ou seja, cada vez mais se mostra um jogador versátil. Tem um grande saque, mas boa mão para deixadinhas e voleios. Se vencer, será mais um novo nome no top 10 nesta temporada cheia de alternâncias.

Números e fatos
– Djokovic agora está sob sério risco de perder a liderança do ranking na lista do dia 4 de novembro, quando a ATP sempre desconta ao mesmo tempo os pontos de Paris-Bercy e do Finals de Londres. A única chance de evitar ser ultrapassado por Nadal é entrar em Viena ou Basileia, obtendo ao mesmo o vice, e tentar o título em Paris.
– Desde 2007, 26 diferentes jogadores superaram o Big 3 em diferentes momentos da carreira, mas apenas 10 conseguiram isso na mesma temporada. Tsitsipas é sétimo desses que está em atividade e o mais jovem de todos os 10.
– Marcelo Melo vai jogar seu sétimo ATP Finals, a terceira ao lado de Lukasz Kubot, com quem foi finalista em 2017. Os dois garantiram a vaga com a semi em Xangai, onde defendem o título.
– Grande dia também para Bruno Soares e o novo parceiro Mate Pavic, que ganharam com folga dos líderes do ranking Juan Sebastian Cabal e Robert Farah. Podemos assim ter um duelo de mineiros na decisão de domingo.


Comentários
  1. Paulo Pauli

    Dalcim em qual torneio ATP 1000 de 1999 os 4 semifinalistas tinham menos de 24 anos?
    Não consegui encontrar nenhum
    Senão vejamos
    Woodruff em Indian Wells
    Clavett em Miami
    Golmard em Monte Carlo
    Moya em Hamburgo
    Corretja em Roma
    E Agassi em Montreal, Cincinnati, Stuttgart, e Paris
    Todos com mais de 24 anos

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  2. Paulo Sérgio

    Vejo muita empolgação com Tsitsipas e Medvedev igual já vi com Zverev. Pedindo perdão pela franqueza, ainda não vejo em nenhum deles o mental necessário para superar o Big3 em GS, torneios nos quais é preciso manter o alto nível por muito tempo. Para comprovar essa falta de mental, relembrem, p. ex., a implicância do russo com a torcida americana no US Open. Precisava mostrar o dedo e fazer discursos implicantes? Alguém equilibrado teria uma ou outra desavença e seguiria em frente. Ele só foi pedir desculpas no fim do campeonato, mais buscando ter alguma torcida em jogos importantes do que propriamente mostrando um arrependimento sincero. E isso faz dois meses, não foi um incidente de começo de carreira.

    Medvedev tem 27/30 vitórias nos últimos jogos mas é preciso lembrar que das três derrotas que sofreu, duas foram justamente para um dos integrantes do Big3 (Nadal), as duas em quadra dura e uma delas inclusive com direito a pneu. Sinceramente, não acho que o fato de num mesmo campeonato dois Big3 terem perdido para tenistas jovens signifique que o Big3 acabou. Federer está aí com 38 e ainda joga muito, tanto que já em 2019 ganhou Master 1000 e quase leva Wimbledon. Se Nadal e Djokovic estenderem suas carreiras como o suíço, ainda faltam 5 anos para o espanhol e 6 para o sérvio. Tenhamos calma.

    Concordo com quem diz que Federer está com o mental abalado. Acho que ele precisaria fazer como Nadal. Dar uma aliviada no calendário, voltar para as bases (é impressionante como o espanhol retorna outra pessoa depois que passa alguns dias treinando em sua academia), relaxar um pouco. Mas Federer está fazendo justamente o contrário: voltou para o saibro, se encheu de jogos de exibição nas férias…

    Outra coisa: quanto mais vejo jogos de campeonatos mais constato que a Lavers Cup é um torneio fake, fabricado. Aquela leveza, sorrisos e brincadeiras entre os jogadores é bastante artificial. Tanto que quinze dias depois já estão aí estressados, discutindo com árbitros e reclamando dos adversários.

    Acredito que em Paris teremos Big3 com força total. Nadal já postou no Instagram dele foto treinando em quadra fechada.

    Na minha visão, o Australian Open 2020 promete. Djokovic querendo ganhar o GS em que é mais vitorioso e manter os pontos da vitória de 2019, Nadal querendo o 20º GS para depois tentar ser o maior campeão de GS justamente em Roland Garros, além de ser o primeiro a ganhar duas vezes todos os GS e também tentar acabar com a história de que só é jogador de saibro e Federer querendo mostrar que ainda não é passado. Tudo isso com os jovens tentando mostrar que agora é a vez deles.

    Dalcim, uma pergunta: considerando que o Finals acaba 17 de novembro e o AO começa 20 de janeiro e supondo que todos eles tenham alguma vida social nas festas de fim de ano, quando os jogadores começam a treinar? Pergunto porque antes do AO não há ATPs 500 nem 1000, ou seja, na prática o ano já começa direto num campeonato importantíssimo. Como e quando costuma ser a preparação?

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    1. Angela B.

      Oi Paulo Sérgio, gostei muito do seu comentário. E apesar de estar empolgada c/ as útimas performances de Zverev, Medvedev e Tsitsipas..vc tem razão: eles precisam manter o nível alto em grand slams p/ fazer frente ao big 3.
      Qto aos torneios antes do AOpen, tem o de Brisbane, Doha, Sydney e Auckland p/ os tenistas poderem se preparar.

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  3. Paulo Almeida

    Estava ouvindo há pouco o maravilhoso On Stage do Rainbow, uma das melhores bandas de hard/heavy dos anos 70. Como pude me esquecer de citá-la anteriormente? Ano que vem fará 10 anos que perdemos o GOAT dos vocais: Ronnie James Dio. Felizmente tive a oportunidade de vê-lo ao vivo tanto na carreira solo quanto no Heaven and Hell.

    A final brasileira nas duplas vai animar mais do que a final entre os russos. Como já disseram, o fim do Big 3 vai deixar uma lacuna enorme e todo mundo vai ficar meio perdido até encontrar um novo ídolo.

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  4. Alexandre G.

    Contra Roger Federer, Nova Djokovic e Rafael Nadal, TODOS os tenistas dão o sangue, e jogam a “partida da vida”.
    Para quem os enfrenta são sempre partidas históricas.
    Este ano Zverev está muito abaixo do que pode, mas contra o Federer ele sempre liga o turbo da empolgação, e jogou muito bem, defendeu muito, sacou muito, e Federer não teve mental para bater o alemão.

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  5. GN

    parece que a combinação sólido jogo de base e saque + boa movimentação + mental forte e resistência continuarão a ser os ingredientes para se dominar o circuito. são as características principais do Djokovic e são as que estão fazendo o Medvedev se destacar. Ele ainda tem margem pra melhorar, principalmente na movimentação, e pode atingir um nível muito mais alto. Tem um precário jogo de rede, mas o Djoko também era limitado nesse aspecto e isso não o impediu de dominar (só depois de Becker que Djoko passou a volear bem). Já Tsitsipas é versátil e talentoso, se movimenta bem e tem bons golpes e saque, mas está aquém ao russo no mental e consistência. Zverev precisa melhorar além do mental, que oscila muito, também o jogo de rede. Medvedev parece ser o mais maduro dos três, já até se casou enquanto Zverev e Tsitsipas têm o papai na equipe. É curioso como pesa o mental no tênis, mesmo não tendo os melhores golpes e versatilidade, se tem o melhor mental o jogador quase sempre leva vantagem.
    De qualquer forma, os três têm muita margem pra crescer, vontade e disciplina eles demonstram ter.
    um colega propôs um paralelo de estilos entre os novos e o big3. acho tranquilo pensar em Medvedev e Djoko. Já Tsitsipas e Federer é um pouco forçado, e Thiem, ou qualquer outro, ao Nadal é impossível. Federer tem um estilo muito diferenciado. Nadal é completamente sui generis.

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  6. Vitor Hugo

    Vai dizer que alguém aqui vai se empolgar com a boa campanha da nextgen no final do ano??? Ano passado foi a mesma coisa. Caixa 9 venceu Paris, Zverev finals, e depois…. O que vale são os slam! Começo do ano já prevejo uma nova pipocada da galera na Austrália.

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  7. Luiz Fernando

    E a Gabi saiu mesmo. Querida, se estiver lendo as postagens, relaxa, creio q temos q curtir o blog como diversão e informação, e isso não falta aqui. Claro q sempre existem desavenças, situações chatas, mas isso faz parte. E digo a vc algo q penso há tempos: quando vc deixar de postar faz exatamente o q os eventuais desafetos querem, não dê esse gostinho pra ninguém…

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  8. Ronildo

    Depois do comentário do Mário Cézar Rodrigues me lembrei de uma coisa.

    Várias vezes já pensei em fazer uma aposta, principalmente nestes jogos da novíssima geração contra os Dinossauros, mas e o receio de usar o cartão de crédito nestes sites!!!

    Dalcim, você não poderia se associar com um destes sites de jogos e disponibilizar no site Tênis Brasil?

    As leis do Brasil proíbem isso?

    Se bem que agora dificilmente haverá outra oportunidade de ganhar tanto dinheiro apostando contra o Djokovic. Todos já perceberam quais os jogadores o deixam vunerável.

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  9. Luiz Fernando

    Zverev é mais jogador q o italiano e venceu de forma clara e indiscutível, a despeito de um segundo set mais equilibrado. O próprio Narck comentou q esta jogando seu melhor tênis da temporada. Creio q o russo deve vencer amanha, mas se der o alemão não será uma surpresa…

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    1. Chileno

      Precisa ver se consegue manter uma sequência né? O alemão é mestre em fazer 2 ou 3 torneios bons e depois passar meses perdendo nas primeiras rodadas para jogadores fora do top 30. Mas que ele tem muita qualidade, acho indiscutível.

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  10. Ronildo

    Bom, de uma coisa podemos ter certeza: o nível de Federer ainda está melhor do que o de Berrentini, eventual top 10. Isso aos 38 anos. Então porque parar?

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  11. Sandra

    Dalcim , eu vi uma resposta sua a respeito do Djoko sempre perder dessa garotada e até concordo com você , mas será que a comissão técnica dele e ele mesmo não percebe para se tentar mudar alguma coisa no jogo com eles? E outra pergunta , vc acha que o Djoko ainda tem lenha para queimar ? Quero dizer ganhar mais? E o Nadal e Federer?

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    1. José Nilton Dalcim

      Claro que Djokovic tem muito pela frente, Sandra, mais do que Nadal e Federer até por questão de idade. Quanto à nova geração, não acho que existe um problema real. Vamos dar crédito aos adversários também.

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  12. Ronildo

    Se Medvedev ganhar tudo esse ano, será número 1 ao final da temporada?
    Ou se ganhar tudo e mais o AO 2020, iniciará 2020 como número 1?

    Gostaria muito de ver Federer jogar contra ele, principalmente numa final depois dele ter vencido mais uma vez Djokovic, coisa que certamente acontecerá muitas vezes em 2020.

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  13. Maurício Luís *

    Estas semis de Xangai me fazem lembrar uma antiga série da TV americana, “Terra de Gigantes”. Estes novos grandalhões já não vivem só de saque. E olha que ainda tem o Juan Martin Del Potro, que está contundido…
    Mérito do ‘El Peque’ Diego Scwartzman, que do alto dos seus 1 metro e ‘coisa nenhuma’ consegue se equilibrar entre os 20 primeiros do ranking.
    Não é pra qualquer um. Só lembrar que o Belluci, com quase 1,9m, conseguiu no máximo ser 21 do mundo.

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  14. João ando

    Lembro da Tatiana golovin…nem sabia que tinha parado com 20 anos…dalcim o que fez ela voltar onze anos depois tentando voltar a jogar em alto nível?

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  15. Sandra

    Dalcim , você não acha que a tarefa do russo se torna menos complicada por não haver tanto oba oba em cima dele como no caso do grego do Zeverev o próprio Félix e outros mais

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    1. Rodrigo S. Cruz

      kkkk

      Esse cara só defende quem não presta!

      O Medvedwv é um santo, né?

      Maltrata boleiros, mostra o dedo médio quando contrariado, provoca a torcida…

      Casa com ele, então!

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  16. Efraim Oliveira

    Xangai, o marco. Acho que a partir de 2021 o tênis poderá ter novos campeões de slam e um novo número um. Acho que 2020 será o último ano de grande domínio do big3.

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  17. Luiz Fernando

    Acordei cedo p assistir a partida entre o grego e o russo, afinal, creio q ninguém duvida q no futuro, seja uma final comum de GS, são dois jogadores de qualidade inegável . Medvedev venceu o primeiro set no tiebreak acima de tudo pela regularidade, sem brilho maior. Aliás, os melhores momentos foram do grego, em especial junto a rede, mas diria q foi um set morno, o público praticamente não se entusiasmou e, nenhum dos jogadores tinha a torcida claramente ao seu lado. A idade chega p todos, é algo inexorável na vida e no esporte, mas a parada do Big3 trará um vazio colossal…

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  18. Luiz Fernando

    Está certo q o Dalcim sempre diz, aliás com propriedade, “nunca duvide de RF”, mas nesse momento dizer q o cara pode ser número um do mundo de novo só pode ser visto como piada…

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  19. DANILO AFONSO

    Sou torcedor do NOVAK e acho absurdo querer comparar a derrota do sérvio e do suíço. Este já demonstrava nos jogos anteriores que estava um passo atrás do que apresentou meses atras. Se tivesse no nível do Master de Indian Wells e Miami teria vencido.

    Já NOVAK jogou bem ontem, lutou muito e executou jogadas magníficas ontem, na qual destaco dois Winners (direita e esquerda) de contra golpe finalizados na area de saque com pouco ângulo, bem como a devolução no último game do jogo (30×40) Uma pancada lembrando muito a devolução contra o FEDERER na semifinal do UsOpen 2011.

    O grego sacou muito e foi consistente demais no fundo de quadra. Mas o que me impressionou foram as devoluções no pé do NOVAK nos 3 últimos games de saque do sérvio. Em 3 ocasiões recebeu as devoluções andando para trás. O sérvio provou do seu próprio veneno….kkk

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Pois é.

      O Federer já vinha jogando abaixo do seu melhor nível.

      Ao passo que o Novak jogou bem e perdeu.

      Mas para quem DESPREZA o tênis e apenas idolatra o seu “fru-fru” sérvio:

      o Federer perdeu do Zverev porque o suíço é farsa!

      kkkkk

      E adivinhe quem escreveu isso?

      Exatamente o nome que você pensou!

      O torcedor mais infame e fanático jamais visto, desde a fundação do blog.

      kkkkk

      Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          O Marquinhos é a Madre Tereza de Calcutá comparada com o citado…

          Sem falar que já saiu do blog há anos.

          Vai ficar citando isso e o besteirol sobre Baghdatis até quando?

          Responder
  20. Rodrigo S. Cruz

    O Paulo Almeida veio dizer que o Zé Verev ganhou da farsa suíça e que o Federer perde de caras como Rublev, Dimitrov, Millman,etc, já o GOAT dele blá, blá,blá.

    Engraçado sempre os dois pesos e as duas medidas que esse implicante de merda (isso mesmo) se vale…

    Por que razão o Djokovic perder do grego em semi de Masters 1000 é normal, mas o Federer perder do Zverev é prova de ser farsa?

    Ora, o próprio sérvio perdeu decisão de ATP FINALS pro mesmo Zverev!

    Então por que ele não chama o Djokovic de farsa também?

    Direitos iguais ué.

    Se o Federer é farsa porque perdeu do Zverev em Xangai, o Djoko é mais farsa ainda porque perdeu em Londres!

    Quanto ao Federer ter levado de pangarés na carreira:

    Cite aí alguém que nunca levou. Vamos lá, cite.

    O próprio Djokovic já perdeu de vários!

    Mas o legal é que o único BIG 3 que conseguiu a façanha de tomar PNEU do Bellucci foi ele…

    kkkk

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Quem disse que o Fregueser é farsa porque perdeu do Zé Verev ontem? Preciso te lembrar da entressafra, dos Slams peso pena, do Roddick, da freguesia pros maiores rivais e tudo mais?

      Você está muito nervoso. Respire, conte até dez, tome um calmante e pare de dar chiliques.

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  21. Angela B.

    Sim – como já disseram em comentários abaixo ou em posts anteriores: o Federer, desde a derrota em Wimbledon, não foi mais o mesmo. Anda extremamente nervoso.. e carrancudo nos jogos. Em muitos anos que o sigo, é a primeira vez que percebo essa “vibe” dark, esquisita.
    Na boa, ele já demonstrou que ainda tem talento de sobra e físico (apesar dos 38 anos) p/ jogar em alto nível. Mas se não cuidar desse emocional p/ 2020…vai ser ladeira abaixo. E isso, de forma alguma, não pode acontecer. Seria um desperdicio.

    Responder
    1. Alexandre G.

      Concordo com tudo o que você escreveu.
      Desde os 40-15 em WB ele não foi mais o mesmo. A derrota teve peso, sim.
      Contra o Zverev percebi um lance que não é típico do Federer: uma postura derrotista quando estava 1×0 para o Zverev  no 3º set. Na cena a leitura corporal era de quem perdeu a confiança.
      E se alguém disser que Federer acabou está totalmente enganado. Físico ele tem, não tanto como tenistas abaixo de trinta anos, mas ele compensa a diferença com habilidade e genialidade, peculiares dele.
      Acho que o maior limitador do Federer hoje é apenas o seu emocional, principalmente a cobrança do mundo do tenis.

      Responder
  22. Luis

    A derrota do Djoko foi surpreendente mas nem tanto. É totalmente normal o velhinho de 32 anos perder para o jovem de 21 querendo mostrar serviço, afinal são 11 anos de diferença…
    Que ele volte para Monte Carlo, aproveite um pouco a bela família e comece o planejamento do próximo ano.
    ABS!

    Responder
    1. Alexandre G.

      Discordo do termo velhinho – tem muita lenha pra queimar, mas concordo que TODOS os mais jovens que jogam contra o Big 3 tentam mostrar serviço, muito mais do que quando jogam com caras da mesma idade. Então na maioria das vezes são os que tem menos a perder e acabam vencendo.

      Responder
  23. Arthur

    Será que enfim começamos a troca de guarda no circuito, Dalcim?
    Tomara, né?
    Vamos ver como é que o ano termina e, principalmente, como será o próximo AO.
    Afinal, acho que só o mais fanático torcedor do Federer/Nadal/Djokovic poderia achar ruim que começássemos a ter novos campeões nos Slams.
    2020 promete…

    Um abraço.

    Responder
  24. Vitor Hugo

    Federer só jogou bem em Miami e a semi e final de Wimbledon. Muito pouco. Se o ano que vem for pior que este ano…. The end! Não ganha o finals nem a p! No máximo Basileia e olha lá.

    Responder
  25. Vitor Hugo

    Novak tem desvantagem no h2h contra Tsipas e Kyrgios, perdeu final de Masters 1000 e finals pra Zverev, 1000 pra Caixa9, perdeu duas pra Thiem em Roland Garros, e está se tornando freguês de Medvedev…. Sem dúvidas é o maior freguês da nextgen! E tem apenas 33.
    Federer não tem um currículo de derrotas tão importantes para a molecada como o servio, e está com 38 anos, final de carreira.
    Novak é o maior freguês da nextgen e a coisa só vai piorar. Fica evidente que superou Roger com o suíço longe do auge com 33/34 anos.
    Uma farsa o servio. Inferior a Nadal,Roger, Borg, Sampras, Laver e etc.
    Não vai ganhar mais nada e não vai quebrar o recorde do suíço de semanas number 1.

    Chupa!

    Responder
    1. Jonas

      Marquinhos calma, respira…

      Volte ao ano de 2011. Foi ali que Roger começou a virar pato do Novak. Pra você entender, Roger Fregueser estava com 29 anos, curioso não?

      O Djokovic tem 32 anos, mas não usamos essas desculpinhas lixo de idade como vocês. Perdeu pq o grego foi melhor nos detalhes, merecido.

      Mas aposto que o Federer perdeu pro Zverev pq estava muito velho né?

      Responder
  26. Angela B.

    Vou torcer muuuuito p/ ver uma final entre o Zverev e Tistsipas pelo tenis magnifico que eles apresentaram diante de Federer e Nole. Foi emocionante o que eles demonstraram dentro de quadra. —- Não quero ser injusta com o Medvedev…mas o seu tenis ainda não ME encantou, apesar de reconhecer que ele foi muito consistente e guerreiro nessa temporada.
    Sei lá se é implicância minha, Dalcim..mas na verdade, além de achá-lo um pouco desengoçado qdo joga… tb não gosto do seu jogo de rede. Aliás, qdo o vejo indo pra rede, chego a ter calafrios…. Anyway, aliado a essa questão da minha implicância pessoal com o jogo do Medvedev, pra quem conhece o talento do Fognini, sabe que o italiano não fez muito esforço pra ganhar a partida contra o russo – muito pelo contrário. O Fabio parecia estar passeando de sandalias havaianas numa praia do caribe…ao invés de estar em quadra. Por esse motivo, achei que Medvedev tb tinha a obrigação de ter (pelo menos) vencido o Foginini com mais folga…..na boa, não precisava daquele tie- break no 2o set. Precisava, Dalcim? Ou estou sendo muito dura?
    Pode ser sincero, Dalcim. Quero saber sua opinião. Abs

    Responder
    1. Angela B.

      Ps- sei que nem mencionei o Berrettini porque, honestamente…na minha opinião, seu tenis está apenas no nível de um No 50 ou 30 do ranking. O cara parece um adolescente empolgado jogando tenis.. Não a toa, usa o boné pra trás. …
      Por isso, não quero nem pensar na hipótese.. Ele seria uma zebra inconcebível, caso fosse p/ a final.

      Responder
  27. Antonio Gabriel

    Dalcim, do big 3 quem parece estar “sofrendo” mais na mão dos talentos da Next Gen é o Djoko, a que voce creditaria isso? Os garotos se habituaram melhor ao jogo dele ou ele não consegue se habituar ao jogo dos garotos ? So em 2019 ele ja levou 3 viradas se nao me engano.

    Responder
    1. Alexandre G.

      Olha, uma coisa que “move” o Djokovic são as partidas com os grandes – Nadal, Federer, por exemplo.
      Me parece que ele não se empolga ou não valoriza e nem se empenha tanto com outros tenistas.
      Aí seguindo esse raciocínio está minha eterna percepção – não tirando seu histórico de um dos melhores do mundo: Djoko se enxerga como estrelinha.

      Responder
  28. Paulo Almeida

    Ronildo, jamais canto vitória antes da hora. Nem mesmo no fraco ATP de Tóquio, eu falei em título antes de ele ser confirmado. Tênis é um esporte MUITO ingrato e tenho plena consciência disso.

    Isso é mania do Pessanha e de outros caras, que inclusive ainda vislumbravam possibilidade do GUAT terminar a temporada como número 1, hahaha. Meu Deus, fanatismo e falta de noção têm limite!

    Responder
  29. Sandra

    Dalcim, cada hora eu acho uma coisa, mas gostaria da sua opinião, você acha qua essa garota tem a mentalidade do big 3 para ganhar tantos torneios e ficarem tanto tempo no topo quanto eles?

    Responder
  30. Sandra

    Dalcim, eu sou ruim de chute , mas na minha opinião quem leva e o Medvedev , e a sua opinião? Quem sabe agora Djoko sendo cabeça 2 pega as chaves mais fáceis ! É surreal a sorte que o Nadal tem, nem precisou entrar em quadra para de tornar número 1 ,

    Responder
      1. Alice

        Realmente, Rob. Pra mim, é uma vergonha ler um comentário desses: “é surreal a sorte que o Nadal tem..”. Pra acabar mesmo, porque pra quem faz, trabalha duro…não tem sorte alguma. Tem é consequência e mérito. Sem mais…!

        Responder
  31. Cássio

    Para os que apostam em “Rei da entressafra” e outros derivados, teriam de considerar o primeiro título de Guga em RG como um título de entressafra. Acho uma maneira muito limitada de entender a trama de enfrentamentos que acontece no tenis.

    Responder
  32. Maria izabel

    Até que enfim a Next Gean demostrou que vai crescer.O jogo do Djocko x Tsitsipas ,venceu quem penso ser o melhor daqui há um tempinho.Tsitsipas joga muito,e não tem essa de Big Three, já bateu todos.
    Já Federer x Zverev esse demonstrou uma grande mudança de temperamento,jogou sem se incomodar com Federer.
    Já Federer, há muito tem demonstrado nervosismo em quadra.Só que hoje teve um ponto bem tirado pelo juiz. Aí foi pedir satisfação, sou Federista,mas muitas vezes ele tem a certeza que pode tudo.Se comporta como um aborrecente.Federer anda muito impaciente e nervoso em quadra,entendo que para quem ganhava fácil de todos,hoje tem que se habituar que se quer ficar em quadra,vai ser vencido muitas vezes.Vejo sim a idade pesando,infelizmente , para todos nós um dia chega, mina as forças, o mental e físico. Na entrevista outro comportamento infantil,não quis responder sobre o fato do ponto,e pediu passe para outra.Depois de Wimbledon meu ídolo é só decepção. Lamentável!

    Responder
    1. Ronildo

      Realmente, o Federer tá com expressão bem a acabadinha (não sei se vai entender, é gíria aqui na minha região) nas partidas. Foi_se o tempo em que o pessoal dizia que ele nem suava.

      Responder
    2. Angela B.

      Perfeito seu comentário sobre Tsitsipas e Zverev, Maria Izabel. E fazendo um adendo, os dois foram tão merecedores em suas vitórias …demostrando uma segurança/confiança tão louváveis, que acabamos por esquecer nossas preferências por esse ou aquele tenista. Tb sou federista, por exemplo, mas fiquei extremamente feliz pelo Zverev.
      Já o comportamento do Federer c/ o juiz qdo levou o penalty, e logo depois na entrevista…por mais que tenha sido meio “over the top”, isso só demonstra que ele realmente não está bem (emocionalmente) desde a derrota dolorida de Wimbledon e pelo que parece, tb não está conseguindo (igualmente) digerir sua frustração fora da quadra. Sem dúvidas, perder o titulo (quase ganho) mexeu com ele….pois o cara sabe que com 38 anos suas chances p/ vencer outro slam estão ficando cada vez escassas. ——–Anyway…como fã tb me senti decepcionada muitas vezes c/ suas performances, especialmente naqueles 5 anos de jejum de títulos qdo ele tinha o físico e talento p/ conquistar o que quiser …Mas no final das contas, independente das nossas expectativas, Federer é humano e está sujeito a erros, incluindo de comportamento, como outros jogadores. Mas quem sabe, ele ainda pode nos surpreender novamente? Na boa, hoje não dúvido de nada. Abs

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    3. Alexandre G.

      Discordo. O fato de Federer ter batido na bola pra cima poderia ter levado apenas uma advertência, e pedir satisfação eu teria feito o mesmo pois não foi motivo para tanto. Num site estrangeiro até comentaram que ele chutou a rede. Mentira.
      “pode tudo”?? Discordo.
      Apenas concordo que Federer tem se mostrado impaciente…

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  33. Lucas Leite

    Dalcim, qual foi o tamanho da sua surpresa com a vitória do grego? Me lembro de ter dito que já se surpreenderia se Tsitsipas levasse um set. Abraço!

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    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, duplamente surpreso por ele ter reagido após perder o primeiro set e porque Djokovic não jogou mal. Foi realmente uma tremenda partida do grego, em todos os termos. Stef é sem dúvida a melhor aposta dos novatos para chegar ao número 1, não acha? Abs!

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      1. Miguel BsB

        Tb acho Dalcim! Já é o jogador da next gen que mais gosto de assistir, e tem minha torcida…
        Além da excelente técnica, tem cabeça de vencedor e é extremamente competitivo…espero só que ele mantenha o foco e não se distraia com vaidades e redes sociais.
        Vida longa ao Backhand de uma mão!

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      2. Ronildo

        Verdade Dalcim, ainda bem que você falou isso sobre chegar ao número 1. Abre a visão da gente. Acho interessante a esquerda dele, aquele braço e o movimento que ele faz fica parecendo que tem um braço de borracha!

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      3. Alice

        Desculpa me intrometer, Dalcim. Mas, aproveitando o gancho…antes eu apostava muito no Zverev pra isso, pois ele estava tendo um jogo sólido, consistente…tanto que ele chegou ao #3 do mundo. Só que Tsitsipas tem uma fome, uma gana em vencer, seus golpes e mentais parecem mais contundentes também. Porém, não podemos deixar de olhar pra Medvedev….gente do céu…o que esse russo vem fazendo? Ele venceu 90% dos seus últimos 30 jogos (27-3)…isso é absurdo pra alguém fora do BigFour. O russo vem mostrando total serviço pra se tornar o número #1 do mundo pós-Big4 e isso não só na regularidade de se chegar longes nos torneios (12 semis, 8 finais, 6 finais consecutivas no ano), mas também de acumular jogos com bom aproveitamento, que é uma consequência. Mais ainda, de se fazer isso em qualquer torneio, seja ATP250, 500, masters 1000 ou um Grand Slam…vide o que fez nos últimos 3 meses da temporada. Hoje, minha aposta mais sensata seria no Medvedev. Por mais versátil que Tsitsipas seja nos pisos, acredito que um grande campeão, digno do número #1 seja capaz de se adaptar, no caso me refiro ao Medvedev.

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      4. PIETER

        Além de o grego ter um estilo lindo de jogo, bonito de se assistir e ser infinitamente mais carismático que o russo Medvedev.
        Mas, no momento, o russo está jogando melhor e se cacifando mais para, quem sabe, no futuro ser um número um do mundo.

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  34. Ronildo

    Sei não heim, quando Nadal voltar vai encontrar estes garotos em outro patamar. Tem tudo para voltar a ser número 1. Porém acredito que vai ser por pouco tempo. Até Federer, se continuar focado, pode chegar a número 1 depois do AO 2020. Mas será que ele estará tão focado assim? Mas se voltar será por pouco tempo também. Tomara que seu pai continue incentivando.
    Já Djokovic, não acredito que ele algum dia consiga retomar o número 1 depois que perder no final desta temporada. Isso porque há muitos jogadores gabaritados e jovens que o vencem atualmente. Por enquanto é certo que Zverev, Tsisipas e Medvedev tem recursos para o vencerem se jogarem de maneira bem aplicada. Djokovic se dá bem principalmente contra jogadores do tipo de Goffim, Agut e companhia, que correm bastante como ele, jogam parecido e são como que cópias inferiores dele. Ou contra super-craques que já estão velhos para o esporte como Federer depois dos 35. Estes caras altos, com saques potentes e excelentes golpes de base são um terror para Djokovic.

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    1. Paulo Almeida

      Fregueser voltar ao número 1 e Djokovic não??? HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAH

      CALMA, RESPIRA!!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      Esse Ronildo chegou pra assumir o papel do Renato de bobo da corte do blog mesmo, KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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      1. Ronildo

        Acho que você está desestabilizado emocionalmente Paulo Almeida. Federer é o número 3 há muito tempo, o que demonstra uma alta consistência. Se ele mantiver este nível e os outros bobearem um pouco, ele fatura

        Mas claro, há outros jogadores no circuito que estão chegando.

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  35. André Barcellos

    Federer perdeu o jogo, mas deixou um game para a, posteridade. De novo.
    Saiu de 40 a 0 pra quebrar o alemão com volteios e bate prontos mágicos.
    Ali pensei que ele levaria o jogo, mas Zverev soube se manter. E Federer não está jogando bem no momento.

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    1. Carlos Reis

      Sim, foram pontos fantásticos, o suiço é O CRAQUE do tênis.

      Falando do Zverev agora, como está sacando o alemão, lembrou o Finals/2018, seu maior desempenho até hoje. E hoje contra o italiano acertou 81% de primeiro saque, com média de 218Km/h, um assombro! Sacando assim, nem o DjokoVICE de Roma quebra o saque do cara…rsrs

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  36. PIETER

    Dalcim, em sua opinião o que pode (ou deve) melhorar no jogo do Thiago Monteiro para ele subir de patamar e, quem sabe, estabelecer-se no nível dos ATP? Noto, por exemplo, que o seu jogo de rede ainda é instável e o seu backhand não está no mesmo nível do seu forehand.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que são dois pontos essenciais, Pieter. Ele também não se move bem para a frente e os adversários usam muito esse recurso contra ele.

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      1. PIETER

        Puxa, fico lisonjeado de você concordar comigo! Acrescento que, dos brasileiros atuais no ranking, ele ainda é o melhor. Além de ser tremendamente comprometido com a carreira.

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