Os garotos desafiam
Por José Nilton Dalcim
10 de outubro de 2019 às 19:09

As quartas de final do Masters 1000 de Xangai serão mais uma oportunidade para a nova geração mostrar suas garras e tentar derrubar os experientes. Claro que entre eles estão Novak Djokovic e Roger Federer, e aí a tarefa parece muito mais difícil, principalmente pela forma notável do sérvio nos últimos sete jogos.

Como se esperava, o potente saque de John Isner não incomodou Djokovic mesmo num piso muito veloz como o de Xangai. Ao contrário, quem fez mais com o saque foi o número 1 do mundo. E não foi pouco: 79% a 76% de aproveitamento do primeiro serviço e 88% desses pontos vencidos contra 58%. Nenhum break-point permitido e aproveitamento perfeito dos dois únicos que conseguiu.

Dá para ver então o tamanho do problema que Stefanos Tsitsipas terá nesta madrugada. E já começa pelo desgaste, já que precisou de muito mais esforço físico e emocional para ganhar no tiebreak do terceiro set do bom polonês Hubert Hurkacz. Será o terceiro duelo entre Nole e Stef, uma espécie de tira-teima. Ficarei surpreso se o grego tirar um set.

Como aconteceu na grama de Halle, David Goffin apertou Roger Federer, perdeu chances e o primeiro set no tiebreak, mas ao menos não desmoronou e ainda conseguiu ser competitivo na outra série. O belga vacilou demais. Dos cinco set-points, ao menos três foram de erros bobos, um deles de dupla falta. Mas não se pode dizer que o suíço tenha jogado mal. Foi um duelo de ótimo nível, muita pancadaria e correria.

Agora, vem Alexander Zverev e, em que pese a fase de altos e baixos, o alemão ganhou três dos seis duelos contra Federer (e outro não oficial pela Copa Hopman). A partida contra Andrey Rublev espelhou o momento de Sascha: jogou um grande tênis e venceu os nove primeiros games, mas aí abriu a brecha, a consistência caiu e faltou pouco para o russo empatar. Se abrir vantagem logo – e atacar o segundo saque medroso do alemão -, Federer ganha sem sustos.

A nova geração também estará representada por Daniil Medvedev e Matteo Berrettini. O russo passou apertado contra Vasek Pospisil e sabe que não será fácil encarar o estilo versátil do experiente Fabio Fognini. Os dois se cruzaram duas vezes, ambas em quadra dura, e estão empatados, mas a situação hoje é bem outra. Já o italiano melhora a cada dia fora do saibro, mas sabe que terá de sacar muito contra Dominic Thiem. O único duelo entre eles foi em Roland Garros do ano passado e o austríaco venceu por 3 a 1. O bom senso manda apostar em Medvedev e Thiem, mas…



Números e fatos

– Esta foi a sétima vitória seguida de Djokovic sobre Isner. O norte-americano ao menos fez 9 aces e totaliza agora 1.007 na temporada.
– Federer empatou novamente com Nadal no número de vitórias em nível Masters 1000, cada um agora com 381. Suíço disputará nesta sexta-feira a partida de número 1.499 da carreira.
– Desde que retornou à quadra dura, em julho, Medvedev soma 26 vitórias e apenas três derrotas na quadra dura, todas elas em final de campeonato.
– Novo triunfo poderá permitir que Fognini retorne ao top 10 no lugar de Roberto Bautista. A única ameaça a Fabio é justamente Berrettini, que pode até virar o número 1 nacional caso vença e Fognini perca.
– De todos os classificados, Berrettini é o único que disputa as quartas de um Masters pela primeira vez e também que jamais fez uma final de Masters (seis têm título).


Comentários
  1. Paulo Sérgio

    Vejo muita empolgação com Tsitsipas e Medvedev igual já vi com Zverev. Pedindo perdão pela franqueza, ainda não vejo em nenhum deles o mental necessário para superar o Big3 em GS, torneios nos quais é preciso manter o alto nível por muito tempo. Para comprovar essa falta de mental, relembrem, p. ex., a implicância do russo com a torcida americana no US Open. Precisava mostrar o dedo e fazer discursos implicantes? Alguém equilibrado teria uma ou outra desavença e seguiria em frente. Ele só foi pedir desculpas no fim do campeonato, mais buscando ter alguma torcida em jogos importantes do que propriamente mostrando um arrependimento sincero. E isso faz dois meses, não foi um incidente de começo de carreira.

    Medvedev tem 27/30 vitórias nos últimos jogos mas é preciso lembrar que das três derrotas que sofreu, duas foram justamente para um dos integrantes do Big3 (Nadal), as duas em quadra dura e uma delas inclusive com direito a pneu. Sinceramente, não acho que o fato de num mesmo campeonato dois Big3 terem perdido para tenistas jovens signifique que o Big3 acabou. Federer está aí com 38 e ainda joga muito, tanto que já em 2019 ganhou Master 1000 e quase leva Wimbledon. Se Nadal e Djokovic estenderem suas carreiras como o suíço, ainda faltam 5 anos para o espanhol e 6 para o sérvio. Tenhamos calma.

    Concordo com quem diz que Federer está com o mental abalado. Acho que ele precisaria fazer como Nadal. Dar uma aliviada no calendário, voltar para as bases (é impressionante como o espanhol retorna outra pessoa depois que passa alguns dias treinando em sua academia), relaxar um pouco. Mas Federer está fazendo justamente o contrário: voltou para o saibro, se encheu de jogos de exibição nas férias…

    Outra coisa: quanto mais vejo jogos de campeonatos mais constato que a Lavers Cup é um torneio fake, fabricado. Aquela leveza, sorrisos e brincadeiras entre os jogadores é bastante artificial. Tanto que quinze dias depois já estão aí estressados, discutindo com árbitros e reclamando dos adversários.

    Acredito que em Paris teremos Big3 com força total. Nadal já postou no Instagram dele foto treinando em quadra fechada.

    Na minha visão, o Australian Open 2020 promete. Djokovic querendo ganhar o GS em que é mais vitorioso e manter os pontos da vitória de 2019, Nadal querendo o 20º GS para depois tentar ser o maior campeão de GS justamente em Roland Garros, além de ser o primeiro a ganhar duas vezes todos os GS e também tentar acabar com a história de que só é jogador de saibro e Federer querendo mostrar que ainda não é passado. Tudo isso com os jovens tentando mostrar que agora é a vez deles.

    Dalcim, uma pergunta: considerando que o Finals acaba 17 de novembro e o AO começa 20 de janeiro e supondo que todos eles tenham alguma vida social nas festas de fim de ano, quando os jogadores começam a treinar? Pergunto porque antes do AO não há ATPs 500 nem 1000, ou seja, na prática o ano já começa direto num campeonato importantíssimo. Como e quando costuma ser a preparação?

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  2. Rodrigo S. Cruz

    Olha só,

    Não vi o jogo porque foi cedo demais.

    Mas vendo o vídeo, eu sinceramente não consegui entender aquela punição por abuso de bola que o Federer sofreu.

    O vídeo mostra que ele tenta volear mas joga a bola na rede.

    E depois dá um toque fraco com a bola para cima, mas sem demonstrar qualquer raiva.

    Achei muito esquisito ele ser punido só por causa disso…

    Responder
  3. Rodrigo S. Cruz

    Olha,

    dessa vez Tsitsipas me surpreendeu muito.

    Parece que finalmente ter conseguido bater o Felix deu um “boost” na sua confiança.

    E foi incrível, porque o Djokovic estava VOANDO em quadra!

    Já a derrota do Federer se não era tão esperada, não chega a ser surpreendente.

    O maestro não encontrou o seu melhor tênis em Xangai.

    E já tinha passado sufoco com o respeitável, porém limitado Davi Goffin…

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  4. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim,

    Apesar da derrota, você viu aquele LOB que o Fognini encaixou no Medvedev, no tie-break?

    Incrível, não?

    O cara tem quase dois metros de altura…

    (rs)

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  5. Augusto Montenegro

    Finalmente a nova geração está pedindo passagem e, dessa vez, ultrapassando. Acostumem amigos, cada vez menos Djoko, Federer e Nadal vão ganhar menos.

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  6. Luiz Fabriciano

    Como é o esporte:
    O Mestre Dalcim escreveu antes do jogo: “Dá para ver então o tamanho do problema que Stefanos Tsitsipas terá nesta madrugada. E já começa pelo desgaste, já que precisou de muito mais esforço físico e emocional para ganhar no tiebreak do terceiro set do bom polonês Hubert Hurkacz. Será o terceiro duelo entre Nole e Stef, uma espécie de tira-teima. Ficarei surpreso se o grego tirar um set.”

    E o que aconteceu?
    Infelizmente ele errou e certamente não foi só ele, mas serve para ter uma ideia que a vitória de nenhum nem outro era carta marcada, afinal é exatamente isso o que se cobra dos novatos.

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  7. Miguel BsB

    Semi finais totalmente Next Gen! Que beleza, parece que eles realmente tão chegando agora…
    Tenho quase certeza que ano que vem algum deles vai levar Grand Slam, tá na hora!
    Obs: Todos os 4 semifinalistas da nova geração tem mais, (ou muito mais) que 1,90m. Todos com saques muito potentes. Mais uma transição de biotipo de geração após geração.

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  8. Maurício Luís *

    Marcelo Melo, há muito Top 10, classificado para o Finals. Bruno Soares acaba de eliminar a dupla número 1 do mundo. Porém, parece que nem os próprios brasileiros ligam pra isso. Se o Marcelo Melo sair andando por aí, duvido que vai ser reconhecido. Se chamar a atenção, vai ser só por causa da altura. O Bruno Soares… nem isso.
    O que mais se vê aqui no blog é torcedor do Big 3 alfinetando o outro lado. Eu mesmo vivo alfinetando o noivo espanhol pouca telha.
    … E por falar no enrolador de noiva, deixou pra fazer a lua-de-mel (antes do casório = comeu sobremesa antes do almoço) e casar na hora certa!
    Ao que tudo indica, vai ganhar de presente de casamento do sérvio cotonete a liderança do ranking.
    ***** O ÓBVIO DO ULULANTE ***** – Esses tenistas, não sei se por falta de assunto, vivem distribuindo as ‘pérolas’ da obviedade. “Não estou feliz com o que apresentei”.
    JUUURA, Djoko?! E eu que pensei que você estivesse pulando de alegria DESSA ALTURA! …

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  9. Ronildo

    Que chance que o Federer perdeu heim!!!

    Depois viria Berrentini e na final poderia ser Medvedev, dois jogadores que ele poderia muito bem vencer. É claro que se fosse o Tsitsipas na final poderia sofrer uma dura derrota. Neste caso uma derrota para um amigo e parceiro de negócios não foi tão mal assim.

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  10. Paulo Almeida

    Jaguatiretes da montanha não se contiveram e já postaram aqui antes de mais uma paulada do Zé Verev pra cima da farsa suíça. Não esperaram molhar o bico, HAHAHA! E o pior: além do Fregueser ser marmita de caras bons da NextGen, ainda perde pra nabas como Rublev, Dimitrov, Millman, Coric, Goffin, Ramos, Kokkinakis, Donskoy, Seppi etc.

    Quanto ao GOAT: começou bem de novo, mas fez um game fraco no segundo set e abriu a porta pro grego, que jogou muito. Não tenho que ficar inventando desculpas, tem muita gente boa no circuito e esses jogos são decididos no detalhe. Nada de falar que idade pesou e tudo mais.

    Nadal será o número 1 ao final da temporada, já que foi o mais regular. As campanhas pífias do Djoko nos Masters americanos e a queda precoce no US estão cobrando seu preço agora. Paciência, que corra ao menos atrás dos títulos de Paris e Finals.

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    1. Ronildo

      Era só o que faltava mesmo você usar a idade do Djokovic como desculpa kkkkk

      Já Federer não, perdeu porque nesta idade, 38 anos, é complicado jogar de igual para igual com jovens do tipo de Zverev. Federer tá fazendo milagre!

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  11. Luis Coelho

    Novidades nos resultados me motivam a fazer uma brincadeira. Apesar de neste instante o italiano ter matchpoint para eliminar o Thiem, vamos lá. Supondo o seguinte novo Big Four: Zverev , Tsitsipas, Medvedev e Thiem quem corresponderia a quem do antigo Big Four? Meus chutes: Tsitsipas – Federer, Medvedev-Djokovic, Zverev-Murray e Thiem-Nadal. Claro guardadas as evidentes diferenças. O que você acha Dalcin?

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  12. Luiz Fernando

    Rodrigo Cruz: “Pelo menos o Federer pegou esses caras aí na final.

    Muito mais valioso do que os pangarés que o Nadal atropela antes de chegar ás finais de Roland Garros.

    Pode notar que o espanhol só ganha alguma coisa que presta quando a chave é ridícula.

    Vide Us Open 2019….

    Meu caro, quando não se tem o q postar, melhor ficar quieto, no mínimo não entra mosca…

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  13. Rafael Azevedo

    A Laver Cup fez muito bem para Tsitsipas e Zverev.
    Federer e Nadal levantaram os caras. Deram dicas, estimularam a auto-confiança e, agora, devem estar arrenpendidos, hehehe.

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  14. Ronildo

    Mais uma derrota característica do Federer. Faz mágica e perde a partida por jogar um game qualquer abaixo do seu normal.
    Maldita umidade, desde o começo parecia que Federer tava numa sauna! Enquanto isso Zverev esbanjava vigor físico! 38 anos! Só podemos elogiar!

    E não tem, o currículo de Zverev fala tudo por ele. Tem tudo para brigar continuamente pelo número 1 com Tsisipas e Medvedev por muitos anos à fio. E o Thiem estará neste meio por um tempo também por causa de sua eficiência no saibro.

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  15. Chileno

    Nossa Paulo… comparar o Isner com o Roddick é brincadeira. O Isner mal consegue devolver 3 bolas. Acho que o saque dos dois é comparável, mas o Roddick é MUITO melhor em todo o resto.

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    1. Paulo Almeida

      Não, o Roddick é um robô desengonçado pouco superior ao Isner apenas.

      Além, o Isner pelo menos venceu o Djokovic no auge duas vezes, ao contrário do outro servebot, que só bateu um sérvio ainda longe de achar seu melhor jogo e sofrendo com a intolerância ao glúten.

      Responder
  16. Ronildo

    Eu imaginava que o Tsitsipas iria ficar mordido com a ascensão do Medvedev e iria dar uma caprichada mais para subir de patamar. Tsitsipas é osso duro de roer, quando perde é sempre numa batalha. Diferente do Fognini, por exemplo,que aparentemente desiste das partidas.
    Nadal deveria dar o prêmio em dinheiro para ele se conseguir fechar a temporada como n°1.

    Responder
  17. Luiz Fernando

    I N C R I V E L! Quem leu o texto do Dalcim acima não consegue acreditar nos resultados de hj. Djoko e Federer, francos favoritos, perderam p caras da nextgen, o que pode significar uma revolução no circuito. Pq “pode significar” e não “significa”? Pq há pouco tempo o próprio Zverev venceu a ambos no Finals e depois o Big 3 voltou a dominar tudo, mas hj ocorreram derrotas para oponentes distintos, numa quadra rápida e coberta, ou seja, a feição para o sérvio e p o suíço.

    Responder
  18. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, não vi quase nada do jogo, mas é verdade que o Zverev sacou o primeiro saque a 220 km/h em média, no segundo set? Eu li isso na tela kkkk. Se for, é uma coisa assustadora.
    Abs

    Responder
    1. Miguel BsB

      Ficam com essas provocações idiotas, e, não percebem que o h2h do Federer contra o Zé Verev (Next Gen, não é?) agora tá 4×3 para o Teuto/Russo…

      Responder
      1. Ronildo

        Levando em consideração a idade do Federer quando começou a perder para estes caras podemos perceber que um tenista nunca jogou tanto é com consistência numa idade tão alta. Fazer melhor só se for milagre. Você não está pedindo para o Federer realizar milagres né?

        Responder
  19. Luiz Fernando

    Acordei no meu sofá e assisti o segundo set do Medvedev vs Fognini, aliás um set marcado pelo equilibrio, com vitória do russo no tiebreak. Nenhum dos dois brilhou, mas fica a imagem do jg competitivo e de poucos erros do russo. Agora cedo vi q Djoko perdeu do grego, o qual me parece ser o unico dos novatos a venecer todos os caras do Big3, o q sem dúvida é um marco na carreira do rapaz. Se Federer perder esse torneio poderá ser um divisor de aguas, com os nextgen tirando dois caras do Big3…

    Responder
    1. Rafael

      A concorrência finalmente aumentou para Djoko e Federer. Agora não é mais quase certeza, desde que começa o torneio, que eles chegarão às fases finais. Nadal ainda é um pouco mais casca grossa.

      Aumentando a consistência, é ver a partir de agora quem será o primeiro Danoninho a vencer um Slam.

      Justiça seja feita ao Sérgio Ribeiro, que entende do riscado e sempre defendeu paciência com a NextGen.

      PS: Federer isolando bolinha e tomando advertência por conduta antidesportiva não é algo que se vê todo dia.

      Responder
  20. Ronildo

    Bom dia pessoal

    E aí turma?

    Vão rever os conceitos?
    Ficar calados?
    Ou sumir do blog? O que seria lamentável evidentemente.

    Se alguém não viu, eis uma pitada:
    https://youtu.be/PQipVdjJwl0

    Fico imaginando a surpresa daqueles que forem acordar e conferir o resultado. Vai ter gente que vai achar que seu próprio cérebro está lhe pregando uma peça, tal a soberba confiança que Djokovic já estava com a mão na taça!

    Por hora, estou ansioso para ler as explicações do Paulo Almeida.

    Responder
    1. Jonas

      Bom, não vi absurdo nenhum o Djoko perder pro grego e o Federer perder pro Zverev.

      Mas isso ainda não explica sua teoria maluca do Djokovic ser “dominado” pelo Medvedev.

      Se for seguir essa teoria, até semana passada Federer era pato do Vinolas e acabou de se tornar freguês do Zverev. Não faz sentido.

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    2. Luiz Fabriciano

      Não sou o Paulo Almeida, mas a soberba confiança do Djokovic com a mão na taça, não sei por onde correu.
      Mas você deve estar realmente feliz, afinal de contas terceirizou ao Medvedev a empreitada de barrar o sérvio, já que Federer não se mostra mais capaz e o russo talvez permaneça vivo no torneio, pois não precisará dar conta de sua empreitada.

      Responder
      1. Ronildo

        É verdade Luiz Fabriciano. Apesar de Federer estar sempre levando aos tiebreak as partidas com o Djokovic, parece praticamente impossível ele vencer Djokovic Corre-Corre numa quadra dura, principalmente devido à idade dele que está beirando os 40. Por isso que eu tercerizei esta tarefa para o Medvedev, Tsitsipas e o Zverev. Até mesmo para que aqueles que não tem respeito pelo legado do Federer e o tratam como se fosse alguém com a idade do Djokovic, sintam o peso de ver seu tenista preferido enfrentar atletas altamente qualificados e bem mais jovens.

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Você continua precisando fazer upgrade em seus argumentos. Colocar somente idade em Federer não cola desde que ele era novo. Se bem que agora foi adicionada a umidade.

          Responder
  21. Kauê Guedes

    Bom dia, Dalcim. Acabei de assistir a uma partida sensacional entre o Djokovic e o Tsitsipas e fiquei impressionado com a pancadaria que o grego emprega com o backhand! Foram vários pontos sensacionais durante o jogo, mas os winners de backhand na paralela me deixaram embasbacado. A plasticidade do movimento e a frequência em que o golpe é utilizado ainda são bem inferiores às de um Guga, mas a eficácia desse golpe contra um jogador tão versátil quanto o sérvio ficou evidente hoje. Se o Stefanos mantiver esse recurso em seu repertório e aumentar a frequência do uso (muitas vezes ele escolhe a cruzada quando a paralela parece óbvia e não tão difícil de aplicar), pode se tornar uma marca do jogo dele. O que você acha? Tô imaginando muito ou o backhand na paralela é mesmo um diferencial no jogo do grego?

    Outro ponto interessante do jogo foi como as bolas mais longas (próximas à linha de base do Djokovic) que o Tsitsipas obteve durante os dois últimos sets incomodaram o número um. A transmissão mostrou que apenas 11% das bolas de backhand dele foram fundas (a maior parte sendo mais próximas à linha do T) no primeiro set, aumentando para 32% no segundo set. Essas bolas incomodaram muito o serviço do Djokovic e o resultado foi uma vitória muito expressiva e interessante do Tsitsipas, que superou um péssimo início e elevou o nível do espetáculo.

    Quanto ao sérvio, ele está impressionante! Serviço muito firme e consistente: 74% de primeiro serviço na quadra e 71% dos pontos totais de serviço ganhos. Mesmo com a derrota e a queda precoce para o principal favorito, mostrou que está em forma e que é preciso muita habilidade e luta para ganhar dele.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O backhand de Tsitsipas é realmente muito bom, Kauê, e o interessante é que ele consegue uma preparação de golpe bem veloz e por vezes mais curta para os pisos mais velozes, uma adaptação difícil. Veja como Wawrinka e seu poderoso backhand sofrem nessas condições devido à preparação mais longa. Esse também é o motivo de ser difícil acertar paralela quando a bola vem muito rápida ou profunda, porque o ponto de contato para tentar a mudança de direção com esse backhand simples tem de ser muito preciso. De qualquer forma, foi uma exibição magistral do grego, sem dúvida!

      Responder
      1. Miguel BsB

        O back do grego é muito bom mesmo, mas, óbvio, ainda inferior ao do Guga.
        Agora, o forehand dele é cavalar, uma patada, muito melhor que o do brasileiro.

        Responder
  22. Angela. B

    Wow!! Que jogaço entre Tsitsipas e Nole!!
    Depois da decepção com o jogo anterior…em que Fognini perdeu porque decidiu (dessa vez) não jogar, resolvi torcer pro Djoko p/ vê-lo numa possivel final contra o Federer….E aí, veio o Tsitsipas com um 2o e 3o sets perfeitos..E nossaaa, que merecidissima vitória do grego.
    Ps – Dalcim, acho que depois de ter finalmente vencido o Aliassime, os caminhos do Tsitsipas se abriram definitivamente e eu acho que esse cara ainda vai brilhar muuuito. Ps2 – Kyrgios, com certeza, deve estar celebrando pelo feito do amigo. rs

    Responder
      1. Mário Cesar Rodrigues

        Dalcim bom dia,que jogo este Grego só não tem vez com Rafa.Ganhei e vou te falar é bem ganhado.Djokovic disse que estava tudo bem sem dor sacando a mil é mais uma milonga dele.O Grego jogou bem.e foi merecido repete aí Dalcim você acha que Rafa perde do Nole no Finalks o que acha,você disse que até doceria para o Nadal mas Nole está jogando bem e aí continua com a mesma idéia?abs

        Responder
          1. Mário Cesar Rodrigues

            Sim,Dalcim digo que depois Rafa não deu chances ao mesmo.e por consequência não perdeu mais.digo que Rafa como apostei vai ser número 1 e já é Djokovic do jeito que é não vai jogar ATP 500 jamais se jogar então ok mas em Londres Rafa é o número 1 pela quarta vez.

  23. Maior geração do tênis chegando

    Kkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Adeus Djokovic kkkkkkkkkkk a idade chegou será freguês do Medvedev e do tstsitsipas kkkkkkkkkkk aí quero vê as djokvizetes falarem que Federer e freguês do Djokovic ……… A resposta e simples idade idadeee kkkkkkk .. quando Federer tava no auge Djokovic era freguês ..aí Federer envelheceu ..como Djokovic agora ..esqueça o recorde de grand slam eu já falo isso dês do ano passado ..agora então esquece no máximo chega a 18 grande slam no máximo ..a nova geração tá mudando de patamar ..ano que vem vão vim forte …….. E número de semanas tbm não sei não se Djokovic bate o rei Federer ..pq depois q Medvedev entrar no número um do ranking e difícil Djokovic veinho tirar o russo de la

    Responder
    1. Jonas

      Não é freguês de nenhum dos dois. Também não acho que será. Você precisa dar uma olhada fria no H2H antes de postar essas besteiras.

      A rivalidade Federer x Djokovic é gigante. São vários jogos entre eles, nos maiores palcos.

      Se você diz que o suíço virou freguês do Djoko porque ficou “velho” desde 2011, considere também que o Djokovic atingiu seu auge aos 24 anos, algo normal no tênis. Antes disso, é óbvio que ele iria perder a maioria das partidas contra o Federer (este no auge).

      Responder
      1. Maior geração do tênis chegando

        Kkkkkkkkkkkkk e freguês sim ..e tsitsipas tem 21 anos e Medvedev tem 23 vc tem q leva isso em consideração agora q eles estão mudando de patamar e virando grande jogadores

        Responder
  24. Sérgio Ribeiro

    Não leu o Post , Rodrigo ? Berretini ( tem apenas 23 ) “ melhora fora do Saibro a cada dia “ . “ Pode até virar o N 1 Italiano hoje “ . Já sei . É mais um SuperEstimado… Quando você cita os “ jogões” em sequência do MASTERS 1000 , a Next Gen está presente em TODOS . Releia seus comentários até o início da Temporada rsrsrs Abs!

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Eu sei, Sérgio.

      Só não queria ver o Berretini e Bautista-agut enfeiando o ATP Finals, só isso.

      Entretanto, terei de me conformar.

      Muito difícil um dos dois perderem a vaga…

      Responder
  25. Rodrigo S. Cruz

    Chetnik,

    Respondo a tua pergunta com outra pergunta:

    Diga aí que tipo de Grand Slam seria mais mole de se vencer:

    Aquele em que você pega 4 ou 5 caras FRAQUÍSSIMOS no teu caminho até a final,

    ou aquele em que você pega vários fortes, mas apenas um realmente fraco na final?

    Com todo respeito ao Touro, mas que ele quase sempre pegou chaves fáceis em Grand Slam (mais do que o Djoko e o Federer), isso é fato.

    Foi com esse argumento que eu respondi a repetitiva tirada de sarro do Luiz Fernando…

    Responder
      1. Carlos Reis

        Para o Almeidão todos são ruins ou no máximo meia boca, já o GOTI da 25 março é o cara, esse é o Almeidão, sabe tudo esse cara… Çei…

        Responder
  26. Rodrigo S. Cruz

    Uau!

    Três jogaços em sequência hoje:

    Medvedev x Fognini
    Djokovic x Tsitsipas
    Zverev x Federer

    Por outro lado, estou secando como nunca o insosso Matteo Berretini, para que ele não fique com a vaga em Londres.

    Já pensou?

    Berretini e Bautista-agut no Finals?

    kkkkkkk

    Que CATÁSTROFE !!!

    Responder

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