Projeto criança
Por José Nilton Dalcim
30 de setembro de 2019 às 20:36

Estudos indicam que apenas 4,3% das crianças entre 6 a 12 anos jogam tênis com regularidade – número praticamente estagnado na última década – e que acabam abandonando a raquete antes de completar 11 anos, com menos de dois anos de prática. E por que não há tantos garotos nas quadras? A ideia geral é que o tênis permanece um esporte de elite e ter aulas ou bater bola ainda está limitado a quem pode pagar.

Não, não estou falando do Brasil, mas dos Estados Unidos.

Esses dados fazem parte de uma série de pesquisas que mapearam as dificuldades de crescimento do tênis por lá, tomando por base o longo período em que os norte-americanos estão sem um campeão de Grand Slam – o último foi Andy Roddick em 2003 – e na dificuldade de as meninas repetirem o sucesso das irmãs Williams. A única exceção foi Sloane Stephens, que venceu o US Open de 2017.

Os analistas concluem o óbvio: há uma crise de falta de atividade física na população. E isso só piora para o tênis. O custo anual de uma família para manter um pequeno na quadra é de US$ 1.200 – irrisórios R$ 4.800 reais se comparados à realidade brasileira -, o que no entanto é três vezes mais do que o basquete, por exemplo. Observou-se que muitas crianças sequer estão expostas ao tênis por lá, porque não têm proximidade com uma quadra, com uma raquete ou ao menos com pessoas jogando.

Boa parte desses estudos foram bancados pela Associação das Indústrias de Esporte e Fitness. Que inveja. O Brasil não tem um único censo do tamanho do tênis, trabalhando há décadas com dados empíricos e, muitas vezes, superestimados. Não sabemos quantos jogadores, professores, quadras ou meros admiradores o nosso tênis tem. E talvez isso explique a dificuldade cada vez maior de se vender o produto.

Estrangeirismo
O tênis norte-americano sofre também de uma invasão de jogadores de fora, que cada vez procuram mais academias e universidades locais como oportunidade de progredir e fazer intercâmbio. Em 2013, nada menos do que a metade dos participantes do NCAA – o circuito universitário tão importante no país – eram estrangeiros.

Aliás, essa realidade está clara no próprio circuito profissional, onde meninas como Maria Sharapova e Naomi Osaka ganharam Grand Slam ou rapazes como Kei Nishikori e Kevin Anderson atingiram o top 10. Todos eles foram basicamente criados dentro do sistema norte-americano, e muitos desde muito pequenos.

Coco Gauff surgiu como luz no fim do túnel. Aos 15 anos, entrou em Wimbledon deste ano e chegou nas oitavas de final. Foi ao US Open e também passou duas rodadas. Já tem 32 vitórias de primeiro nível no circuito e está perto de chegar ao top 100.

Novo enfoque
Há pouco tempo, perguntaram a Andre Agassi por que o tênis masculino norte-americano parou no tempo e ele enfatizou que a saída era colocar raquetes em mãos de mais crianças. “Temos 300 milhões de habitantes e não criamos um sistema que ofereça oportunidades para surgir um talento, que possa ganhar um Slam de novo”.

A USTA enfim deu ouvidos e lançou o programa chamado ‘Net Generation Aces’. O mais interessante é que a procura não está focada em golpes ou resultados, mas em identificar os juvenis entre 13 e 17 anos que tenham “poder de influenciar suas comunidades”, tendo como pilares “respeito, responsabilidade, esforço, trabalho em equipe e ética”. Isso é absolutamente espetacular.

Os primeiros escolhidos, por exemplo, se destacam pela inovação. Um deles colocou para funcionar um sistema online de cadastramento de jogadores e de torneios regionais que multiplicou rapidamente os competidores, enquanto outro investe num trabalho de reciclagem que já chegou a 35 mil bolas, todas usadas em programas mais carentes.

Não menos interessante é que o Net Generation Aces não está estritamente focado no tênis em si, mas em formar uma nova geração que seja estimulada à prática de esportes, qualquer que seja. Outro estudo, publicado pela Health Affairs, mostra que crianças fisicamente ativas economizarão bilhões de dólares em custos médicos ou na perda de produtividade ao longo de sua vida adulta.

Microfone indiscreto
Não bastassem a falta de educação de Nick Kyrgios, os casos de doping e as punições por aposta, o tênis profissional se vê pela terceira vez envolto com polêmicas envolvendo a arbitragem. Desta vez, e talvez mais grave, foi a captura de diálogos um tanto libidinosos do renomado árbitro italiano Gianluca Moscarella com uma pegadora de bola e, no mesmo jogo, dando uma chamada no português Pedro Sousa por estar demorando demais para ganhar uma partida que o oficial considerava “fácil”.

Nos áudios captados – todos os jogos de nível challenger são agora transmitidos pela ATP -, Moscarella diz que a boleira é “espetacular” e “sexy”, pergunta se sente “quente” (impossível não imaginar uma segunda intenção na frase) e depois se flagra um longo diálogo em que ele diz a Sousa para “se manter focado”, “vamos lá, era para ser 6/1 e 6/1, você já perdeu 45 break-points”. Ao menos neste caso, a ATP suspendeu imediatamente o italiano das funções até que a investigação termine.

Moscarella é árbitro de nível semelhante ao de Mohamed Lahyani, suspenso por descer da cadeira para “motivar” Kyrgios no US Open do ano passado, e de Damián Steiner, que teve contrato rompido com a ATP por ter dado entrevistas não autorizadas, um caso aliás ainda mal explicado.

Quem quiser conferir os áudios, clique aqui


Comentários
  1. Paulo Almeida

    Com a desistência já esperada do Nadal (tanto pela lesão quanto pelo casamento), o GOAT Djokovic tem tudo pra brigar pelo número 1 até o final do ano. Se realmente não sentir mais nada no ombro na gira asiática, vale até a pena jogar o ATP de Viena para tentar recuperar mais 500 pontos que perdeu no US Open.

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  2. Luiz Fernando

    Nadal deve estar meio perdido com essa proximidade do casamento. Primeiro não sabia se jogaria a Laver Cup pelo problema do punho, depois, no dia seguinte, jogou simples e duplas seguidas; na sequencia, depois de ser escalado p de novo duas partidas seguidas, desistiu por um problema na mão, depois o Tio Toni disse q estava tudo ok com ele, agora esse jornal espanhol diz q está com problema na mão e não irá a Xangai, o cara nem casou e a coisa já está confusa kkk…

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  3. Rodrigo S. Cruz

    Por isso que o Federer não descontou ainda a desvantagem pro Nadal no h2h.

    Tudo que é torneio de quadra dura, o cara anuncia desistência…

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  4. Sérgio Ribeiro

    A Laver Cup é realmente a chamada me engana que eu gosto rsrsrs Com a confiança em alta depois de decidir o confronto para a sua equipe , Zé Verev deixou Félix Aliassime completamente tonto com uma exibição de gala. O dobro de Winners e metade de erros não forçados. E parece que adotou a tática de MEDVEDEV de arriscar muito no segundo Serviço. Se bater Querrey na próxima , toma de Mateo Berretini o TOP 8 na corrida para Londres 2019. . Nada como um Danoninho após o outro rsrsrs Abs!

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  5. Lucas Quagliato Narcizo Ribeiro

    Boa tarde Dalcim, tudo bem? Primeiramente muito bom o seu post, mais uma vez com informações precisas e muito atuais. Segundo, já peço perdão, pois meu comentário a seguir não tem muito haver com o seu post, mas eu gostaria da sua ajuda.
    Seguinte, eu estarei em Melbourne, Austrália, em janeiro do próximo ano e pretendo assistir alguns jogos do Australian Open. Como eu nunca fui em nenhum evento parecido, de tal magnitude e tamanho, gostaria de pedir a sua ajuda para comprar os ingressos. Eu já vi no site do torneio que as vendas dos ingressos abrem na próxima terça, dia 08 de outubro, e pretendo assistir os jogos das primeiras rodadas, pois serão os dias que eu estarei na cidade. Assim, gostaria de algumas dicas suas, eu pretendo assistir os jogos do primeiro (dia 20) ou segundo dia (dia 21), assim conseguiria assistir todos do Big 3, de preferencia o jogo do Federer (não sei se vou conseguir comprar para os dois dias). Você sabe se o Australian Open tem alguma regra, como o atual campeão abrir o primeiro dia ou algo que me de alguma dica de quando o Federer jogaria? Sei que saber se eles jogarão na rodada diurna ou noturna é difícil, mas gostaria de saber se você poderia me dar algumas dicas no momento de comprar.
    Desde já agradeço sua atenção, muito obrigado.

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, Lucas, infelizmente é quase impossível te dar uma ajuda eficiente tão distante do torneio, porque o Australian Open não tem exatamente uma regra. E, mesmo que tivesse, Federer não foi campeão em 2019 e então não teria prioridade. É muito provável que ele jogue na rodada noturna, então você teria de comprar da segunda e da terça para se garantir. Claro que ainda assim há risco, porque não sabemos se ele estará na chave do Djoko ou do Nadal, nem com quem cada um vai jogar. Os organizadores geralmente observam isso para fazer a programação. Se um deles pegar um jogador da casa, por exemplo, a chance desse jogo acontecer na rodada noturna é enorme. Desculpe não poder ir muito além disso. Abs!

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      1. Lucas Quagliato Narcizo Ribeiro

        Entendi Dalcim, é difícil mesmo ter uma noção exata da programação, acredito que terei que comprar as rodadas noturnas dos dois primeiros dias, assim muito provável que eu consiga assistir pelo menos dois dos Big 3. Desde já, agradeço muito pela ajuda e atenção, agora é esperar abrir as vendas para poder comprar os ingressos. Muito obrigado Dalcim.

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  6. Gurgel

    nos Estados Unidos existem outros esportes que pagam um grande volume de recursos aos seus esportistas, exemplos não faltam: Basquete, Futebol americano, baseball, golfe entre outros. Pagam bem e o volume total de prêmio excede em muito o tênis. E eles também tem bolsa para o College.
    E ainda todos sabem no tênis mundial só ganham dinheiro uns 100. Nos demais esportes (incluindo o Soccer), dezenas milhares ganham dinheiro.
    Com relação ao esporte universitário americano, graças ao atrativo das bolsas, os EUA tem recebido (desde sempre) estrangeiros que praticam outros esportes também, inclusive o soccer. Existem 160 mil bolsas para o college americano, o tênis tem algo mais de 10.000 bolsas, o resto ficam com outros esportes, incluindo… acreditem… Volei de Praia, Rifle e boliche etc
    O americano sabe fazer conta, vale mais a pena jogar basquete ou futebol americano. Tênis é caro para aprender lá e paga para poucos.
    No Brasil faltam uma Confederação e Federações atuantes, mas temos muito potencial, só não enxerga quem é cego.

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  7. Luiz Fernando

    Também consegui assistir alguns games do jg do Murray, que, independentemente de jogar contra um rival sem grandes armas, me pareceu em boa forma. Veremos o q fará contra Thiem…

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  8. Angela B.

    OMG!!! Dificil (quase impossivel!!) saber a programacao dos jogos (de muitos torneios importantes) no seu site, Dalcim……….Já tinha te dito isso uns meses atrás!……..TANTO sobre a WTA ou ATP…………Mas vc não me levou a sério……
    Anyway…………….
    Atualmente, no caso da China E jAPAN, ontem e hoje tive que procurar na web p/ ver o que assistir e em quais horários! Porque a programação DAQUI (do site tenisbrasil) não existe….apenas ALGUNS MEROS RESULTADOS DAS PARTIDAS ENCERRADAS!!!
    Na boa, não entendo a razão dos fãs de tenis terem que passar por tanto “struggle” pra encontrar uma “simples” programação …mas ela não existe por aqui – o que facilitaria a vida de muitos de seus leitores!!———Seria falta de patrocinio ou será que esses torneios são tão “desimportantes” a ponto de não merecerem qualquer preocupação do seu site?? …..
    São desimportantes??? Se são, então é melhor dar um “pause” no site e esperar até o “Finals” ou quem sabe, janeiro do ano que vem…..Abs.

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    1. José Nilton Dalcim

      Desculpe, Ângela, mas você deve estar vendo o site errado e, pior ainda, fazendo uma crítica sem o menor cabimento: https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/71781/Djokovic-volta-a-atuar-na-madrugada-desta-4/ e também https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/71780/Murray-abre-rodada-em-dia-com-Barty-e-Andreescu/. Para a rodada de quinta, https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/71809/Cilic-e-Goffin-encaram-nova-geracao-em-Toquio/ e também https://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/71805/Zverev-e-Aliassime-duelam-nesta-5-em-Pequim/. Portanto, observe que sua crítica é totalmente infundada.

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      1. Angela B.

        Desculpe, Dalcim, se pareci injusta e dura na minha critica. Nao foi essa minha intenção. Na verdade, fiquei um pouco frustrada esses dois ultimos dias porque procurei bastante no seu site a programação dos jogos, incluindo no link de noticias..mas acho que deve ter me escapado aos olhos. —Anyway, e como minha mãe sempre tem problema p/ encontrar a programação por aqui, ainda acho que seria mais facil colocá-los num link designado p/ “programação”; e esse link estando em destaque.. facilitaria a nossa search, entende? Bom, essa é a minha opinião, mas respeitarei o que vc achar melhor. abs

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    2. DANILO AFONSO

      Angela, o site tênis Brasil é ótimo para ver notícias e principalmente pelo Blog, mas pelo licença para o Dalcim para te recomendar a instalação no seu celular um dos aplicativos TENNIS TEMPLE BETA ou TENNIS 24. Neste aplicativo você terá detalhes sobre os torneios do calendário, sabendo onde e quando os seus tenistas preferidos irão jogar. Terá acesso ao ranking masculino e feminino, seja do ranking de entrada seja o ranking do ano.

      O aplicativo inclusive tem uma funcionalidade que te notifica (alerta) quando o seu atleta favorito irá entrar em quadra.

      No mesmo aplicativo você terá acesso aos campeões de cada torneio nos anos anteriores, bem como algumas estatísticas.

      Facilitará demasiadamente você acompanhar este maravilho esporte.

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        1. Angela. B

          Desculpe mais uma vez, Dalcim….eu escrevo muito rápido e acabei percebendo que passei do ponto nesse meu 1o comentário, e sem querer, acabei (indiretamente) te ofendendo. Não era minha intenção. Te admiro muuuuuito. E isso é sincero. Acredite..
          Só depois percebi meu erro … e infelizmente, não temos como “editar” o que escrevemos…ou até voltar atrás depois que damos “enter”. Pois aqui não é como facebook….
          Anyway, sou fanatica por tenis…e minha mãe (que segue seu site) tambem. E como nos últimos dias não encontramos links da programaçãp demonstrei minha frustração de uma forma inapropriada. Eu acabei sendo rude, qdo não deveria ter sido…………. Misturei as “estações” porque sei que as TVs no Brasil priorizam uns torneios do que outros, e na maioria das vezes, deixam a WTA de fora…e qdo mencionei os PATROCINADORES, pensei na band sports (e outros canais) que talvez estivesssem te censurando …mas acabei, de certa forma, te ofendido sem querer..e injustamente ————
          Ainda acho (não me leve a mal e desculpe a insistência) que o seu site poderia dar destaque a programação dos jogos dos torneios, de forma que facilitasse nossa search – pois acredite, foi dificil de achar a programação no site ‘tenisbrasil’, porque os links ficam dispersos. Se houvesse um “quadradinho” especifico que facilitasse nossa vida…seria melhor.
          Mas como eu disse, respeitarei o que vc achar melhor. ——————————-Por favor, aceite minhas desculpas. Pensei em te mandar um email ou ate deixar essa msg no seu post mais recente p/ todo mundo ver. —Mas achei melhor não deixar, p/ não criar mais confusão – pois percebi que vc está de saco das nossas discussões (e eu tb!) …E por essa razão, resolvi me expressar por aqui….pois afinal das contas, sei que vc vai me ler. Mas se quiser postar esse meu comment no seu post mais recente, não ficarei brava…..actually, ficaria até mais feliz. Eu não sou perfeita…..e não tenho medo de domonstrar que eu errei. – pelo menos, não com vc!!!!!!!! ——————————Ps- Sei que vc se sentiu ofendido e entenderei se vc se sentir desconfortável com minha presença no seu blog. E se esse for o seu desejo, deixarei de comentar por aqui. Por mim, tudo bem. 😉 Abs, Dalcim e tudo de bom.

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          1. José Nilton Dalcim

            Não há qualquer problema, Ângela. Claro que críticas injustas me incomodam, porque afinal os redatores do TenisBrasil se desdobram para cobrir o máximo do longo dia a dia do tênis, ainda é claro que sempre estejamos sujeitos a erros ou imperfeições. Mas acredito que sua intenção foi contribuir, e isso sempre é bem vindo!

  9. Paulo Almeida

    O tênis é um esporte de elite, mas o principal fator é a genética, o DNA do brasileiro. Aqui nunca foi ou será um país que produz grandes tenistas, ao contrário de jogadores de futebol. A China possui uma população de quase 1,4 bilhão, mas e daí? A genética não favorece no futebol, ao contrário do tênis de mesa, por exemplo.

    Djokovic jogou demais contra o Soeda, que bate muito forte na bola e valorizou a vitória. Teve alguns momentos de GOD MODE na partida, mas vacilou como de costume para fechar. Que venha o Pouille, que fez grande partida em Cincy e atropelou o Nishioka.

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    1. R.P.

      Concordo em partes.

      Claro que para ser um tenista de elite, a altura certa é imprescindível, mas tanto o jogador baixinho quanto os grandalhões conseguem galgar boas posições na base do talento. Se considerarmos que a altura ideal está entre 1,85 e 1,9m, por este critério não é tão difícil achar potenciais jogadores. Em relação ao biotipo, também há certa margem: desde o raquítico Medvedev até o parrudo Nadal comedor de açaí espanhol. Mas com os altíssimos custos de se formar um tenista no Brasil, é quase impossível garimpar uma geração de elite. Além disso, a exceção do futebol, no Brasil só vale alguma coisa quem é campeão; patrocinador não coloca dinheiro em quem só disputa challenger ou qualifying.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Não é só altura ou biotipo. O mais importante é o talento (que você até citou) e esse também vem com a genética. Brasileiros sem talento não terão filhos talentosos, com raríssimas exceções.

        Responder
    2. Ronildo

      Cara, que besteira de genética é está!

      A Suíça nunca teve um jogador como Federer ou a Sérvia outro como Djokovic. Da mesma maneira o Brasil nunca teve um jogador como Guga!

      A genética pode ser um fator importante de pessoa para pessoa, mas não de país para país.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Freguês eterno 40-15, você deve considerar a Europa como um todo em relação ao pais-continente Brasil, entendeu? E mesmo a pequena Suíça tem 2 jogadores world class e não um.

        Em quase 150 anos de tênis o Brasil só teve um jogador top de linha. Europa teve quantas dezenas?

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      2. Rodrigo S. Cruz

        Realmente nada a ver.

        Sem querer aqui provocar o Almeida.

        Mas é preciso estudar um pouco pra emitir uma opinião sobre tênis brasileiro, e não postar uma besteira tão grande como essa de genética.

        O problema de revelar talentos aqui jamais foi esse.

        E sim a precária estrutura de formação de tenistas, baixo investimento, falta de quadras públicas pelo país, etc…

        Responder
  10. Viana

    Dalcim, grande texto.
    Infelizmente, o tênis tem essa cara de esporte elitista nos EUA, no Brasil então…
    Alguns aspectos do esporte contribuem para isso: poucos atletas ao mesmo tempo em uma quadra, material caro (raquetes), poucas quadras espalhadas pelo Brasil, não aproveitou e não aproveita a imagem de ídolos como Guga e Meligeni…
    Não conheço a Federação Brasileira de Tênis a fundo, mas não vejo um trabalho significativo para aplaudir.
    Um exemplo: moro em Goiânia e perto do Aeroporto foi destinada uma área para fomento do tênis. Posso estar errado e me corrija se estiver, mas nunca vi um atleta entrando lá, e trabalhava do lado, ou seja passava na porta todo dia!!
    Precisamos colocar a população humilde para jogar… no futebol temos vários atletas que ficam lá e se matam por uma chance, pq pode ser a única chance da vida deles, o no tênis poderia ser assim.
    Espalhar quadras pelo Brasil e pagar professores para dar aulas de graça para garotos pobres não deve ser tão difícil assim.
    Reunir os grandes especialistas do tÊnis (ex-atletas e técnicos) e criarmos um plano de desenvolvimento do tênis…
    Será q é impossível?

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  11. Luiz Fernando

    Vi um pedaço da partida do Djoko, que me pareceu excelente como sempre. Está certo q o adversário não assustava ninguém, mas para quem vinha da perspectiva de um afastamento mais longo ele deve estar bem satisfeito.

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  12. Maurício Luís *

    Lendo os comentários, vejo que todos nós enxergamos bem os problemas. Mas somos uma turma de “joão-ninguém”. Então, Dalcim, será que se pessoas influentes como você, o Paulo Cleto, Fabrizio Gallas, Jaime Oncins, Kyrmair .. pressionassem a CBT para implantar um programa semelhante aqui no Brasil, eles poderiam dar ouvidos?

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  13. Marcelo-Jacacity

    Dalcim,
    Parabéns pelo texto! Muito bom.
    Sobre o árbitro italiano…o que se passou na cabeça dele para aprontar isso? Lamentável.

    Responder
  14. Maurício Luís *

    Aqui na República das Bananas a situação é realmente um TIQUINHO pior. Nem vou falar dos mais pobres, que às vezes falta recurso até pra comprar um chinelo de dedo, quanto mais tênis, raquete, bolinha, uniforme, mensalidade de clube (quase não há quadras públicas), mensalidade de Federação, gasolina, pedágio e hospedagem pra ficar pra baixo e pra cima com o filho…Mesmo a classe média NÃO tem condição de bancar custos de um filho promissor. Só rico mesmo.
    Guga e Maria Esther Bueno foram pontos fora da curva, talentos extraordinários, 1 em 1 milhão.
    Mas os dirigentes do tênis brasileiro não estão preocupados com isso, não. A maioria só se preocupa em quanto tempo vai conseguir se manter no cargo pra receber no fim do mês. Não pela grana, sabe? Mas sim pelo que o dinheiro pode comprar.
    E no futebol também é assim. Acha que o José Maria Marin ficou chateado porque o Brasil perdeu de 7 a 1? PERIGO, hein?

    Responder
  15. Gabi

    Paullo,

    muito obrigada por tentar fazer com que o João Ando, que faz questão de se apresentar como oftalmologista, enxergue (ahahah) o que ele mesmo escreveu (surra muda os trejeitos sic gays) e diz que não escreveu.
    Ainda bem que não sou paciente dele ahahah!!

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Gabi vamos falar de coisas agradáveis, tomara q vc seja a pessoa mais saudável do mundo mas eu seria seu médico com prazer kkk. Bjs.

      Responder
  16. João ando

    Eu e o Dr Amarante estamos fazendo parte de um projeto que atende crianças de 9 até 17 anos do Vidigal rocinha e do Morro do alemão para revelar novos talentos para o tênis. O projeto chama futuro bom idealizado pelo professor de tênis marcos Sheraron que da aula no Copacabana Palace e no hotel Sheraton de São Conrado.Eu na área de oftalmo e o Dr Amarante na parte da ortopedia

    Responder
  17. Rodrigo S. Cruz

    João Ando,

    O respeito pela opinião alheia deve ser geral, e não apenas restrita a quem “entende de tênis”.

    Do contrário você estaria no sal grosso!

    Já que é um dos menos “escolados” no assunto.

    E eu nem ia me meter nesse assunto, mas como você veio me encher o saco:

    Honre as calças que você veste, em vez de inverter as coisas.

    Todo mundo viu que FOI VOCÊ quem falou grosserias para a Gabi, e não o contrário…

    Responder
    1. João ando

      Rodrigo …não fui grosseiro ela que foi comigo respondendo com ironia como e particular nesse blog por parte de alguns que postam aqui…respondi a altura e nesse atual momento sempre vou responder….teve até um momento que nos paramos se cutucar pois o teu favorito Thomaz Bellucci sumiu….RS .deixei uma mensagem subentendida se a carapuça serviu que ela vista e pronto e ainda continua a me cutucar e vou continuar respondendo …sempre que a moderação do dalcim liberar….pelo jeito vc e do rio …quer combinar um jogo …dividimos a quadra …talvez aí tenha um bom comportamento de ambas as partes…vamos jogar um ser…e verdade todos devem dar sua opinião mesmo os que vem tênis há pouco tempo…vc tem short para jogar ….e principalmente raquete ….???

      Responder
        1. João ando

          Seria o maior prazer jogar tênis com vc Gabi…se for do rio tem o Marapendi já que o clube que era sócio eu saí quando meu pai faleceu em 2013…e atrás do novo Leblon hihihhi

          Responder
  18. carlo

    Oi Dalcim, a partir do seu texto fiquei com a impressão de que os americanos estão fazendo perguntas erradas. Procurar o motivo de não haver um vencedor de Grand Slam não parece correto, porque a resposta tem que levar em conta a existência do Big 3, já que pouquíssimos atletas ganharam Grand Slam no tênis masculino nos últimos anos. O tenis norte-americano vem se renovando bem, estão com muitos atletas no top 100. Faltam atletas que possam flutuar entre o número 4 e o número 9 do ranking e é aí que eles precisam procurar o problema para achar as falhas da renovação deles. Abs.,

    Responder
  19. Chileno

    Tem um agravante no tênis. Esse esporte provavelmente sempre será caro comparado a outros esportes, simplesmente porque é um esporte individual, jogado numa quadra com tamanho semelhante a quadras de outros esportes coletivos diversos.

    Basicamente… ao empregar uma quadra e um professor para uma aula de tênis, na qual irão treinar 1 a no máximo 4 pessoas, o dono do estabelecimento está abrindo mão da possibilidade de, no mesmo espaço, e com praticamente o mesmo investimento, dar uma aula de futsal, vôlei ou basquete para 10 ou mais pessoas.

    Então, a grosso modo, um aluno de tênis que tenha uma aula individual terá que pagar o mesmo que 10 alunos pagariam pra ter uma aula de futsal, por exemplo. Se a aula for coletiva para 4 alunos, os 4 terão que pagar o mesmo que 12 alunos pagariam para ter uma aula de vôlei.

    E vale frisar que treinos em 4 pessoas não são ideais. O professor não conseguirá dar uma grande atenção a todos os alunos. De maneira recreativa e amadora um treino para 4 pessoas é bom, mas pensando em alto rendimento já não funciona.

    Responder
  20. Emerson

    Óbvio que o Tênis é um esporte elitizado. Eu so passei a acompanhar por causa do Big Four e em todos esses anos acompanhando tênis nunca cheguei nem perto de ter a oportunidade de praticar o esporte em alguma quadra apropriada.

    Responder
    1. Hugo

      Além disso há uma questão cultural, na Argentina onde a colonização inglesa foi significativa, o tênis , o rugby e até o golfe sao praticados por milhares de crianças.

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  21. Reinaldo

    Excelente post. Tenho viajado com o meu filho de 9 anos para torneios da federação Paulista e posso dizer que o custo do tênis e inviável para alguém da classe média. Infelizmente temos pouquíssimos centros onde não se paga tanto para treinar. Está estabelecido que para ser tenista no Brasil, você precisa pagar caro para bons professores e academias desde criança. Faltam instituições que possam bancar esses custos. Tem de somar ainda custo de viagens e material esportivo que também pesam. Tem alguns institutos que estao fazendo um trabalho legal mas ainda e pouco devido ao tamanho do Brasil. Sobre o árbitro, ele precisa ser expulso. Não se pode tolerar esse tipo de atitude. Já foi ruim falar com o jogador mas os comentários que ele fez para a menina não combinam com o esporte. Já vi que ele foi suspenso. Acredito que será banido do tênis.

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    1. Jose Yoh

      Além dos torneios distantes no Brasil, os principais torneios depois que o atleta atinge um nível profissional são no exterior, em euros ou dólares.
      Mal temos alguns 250 e dois 500 fora do eixo América do Norte/Europa/China/Japão/Austrália.
      Acho isso uma grande SACANAGEM por parte da ATP.

      Responder
  22. neuton

    Dalcim,
    Parabéns pelo texto.
    No Brasil absolutamente todo o treinamento e desenvolvimento de um atleta de Tênis ocorre por sua própria conta. Se os pais não tiverem uma ótima condição financeira, esquece.
    Eu diria que 90% dos tenistas que estão entre os 20 melhores de cada categoria no Brasil ou são filhos de ex-tenistas ou são filhos de tenistas amadores e que possuem ótimas condições financeiras.
    Os recursos captados pela CBT pelas leis de incentivo só servem para favorecer os já favorecidos. Explico: esses recursos são destinados a projetar quem, com recursos próprios, já chegou ao top brasileiros, ou seja, jovens de até 17 anos que tiveram condições próprias de iniciarem e se capacitarem no tênis.
    Cada atleta paga uma anuidade de cerca de 400 reais a CBT e mais uma anuidade de 100 reais à federação do seu estado de residência, paga isso só para poder ter acesso aos torneios. Fica claro que a CBT não pensa e não faz nada para difundir o Tênis no Brasil. O formato dos poucos torneios juvenis que ocorrem está totalmente equivocado. Uma criança perde uma semana de aulas para viajar para um torneio e A METADE DOS ATLETAS de cada categoria só faz uma jogo. Isso é um absurdo e explica porque os poucos jovens que iniciam o tênis deixam esse esporte precocemente. AS FASES INICIAIS DOS TORNEIOS JUVENIS PRECISAM MUDAR PARA CHAVES DE GRUPOS, de maneira que cada atleta faça pelo menos 3 jogos em um torneio.
    Agora me digam se há possibilidade de evolução do tênis brasileiro em um cenário desses?

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  23. Paulo Almeida

    Acabei de ver o compacto e parece que o GOAT jogou bem e não sentiu nada.

    Rumo a mais uma vitória contra o japonês que surpreendeu o Struff.

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  24. Rubens Leme

    O tênis nunca será um esporte de massa ou chamará muito a atenção das crianças, enquanto o circuito profissional se abrir mais e, principalmente, oferecer bons prêmios em dinheiro. Mesmo Nadal, Federer e Djokovic ganham bem menos como tenistas do que qualquer jogador da NBA ou NFL, por exemplo – me refiro aos salários, sem contratos publicitários. E isso piora se comparado ao futebol, já que Neymar, por exemplo, tira mais em salários em um ano no PSG (cerca de 30 milhões de euros) do que os Big 3 faturam, juntos, em prêmios o ano todo.

    Além de ser bem mais caro do que o basquete para ser praticado, os salários dos tenistas medianos e fracos sequer podem ser comparados a um “perna de pau” em um esporte coletivo mais massificado. Para mim, esta é uma questão muito importante, vital até.

    Li uma vez a história de um garoto norte-americano que vinha de uma família humilde – o pai tinha um daqueles quisoques que vendia hambúrguer e ele e o irmão mais novo eram chapeiros – e ele mostrou talento ainda jovem, recebeu uma bolsa de estudos para jogar tênis e era a grande esperança da família.

    Mas, as contusões minaram sua carreira e ele nunca chegou sequer a passar de top 300 ou 400 e, por isso, mesmo o dinheiro era escasso nos futures da vida, sem contar o gasto com deslocamento, material esportivo ou as milhares de horas fazendo tratamento e treinando. Desanimado, um dia voltou para casa e descobriu que naquele ano havia faturado menos que seu irmão de 15 anos que ajudava o pai ocupando o lugar que era dele, na lanchonete. Resultado? Largou o esporte e foi trabalhar com o pai, enquanto procurava outro emprego.

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    1. neuton

      Aqui no Brasil quem ganha são os dirigentes, principalmente os da CBT. Se formos colocar na ponta do lápis o que se gasta com um atleta de tênis dos 6 aos 16 anos de idade dá para comprar um bom apartamento e alugar para custear os estudos desse jovem. Só não fazemos isso porque o esporte é fonte de saúde, de crescimento e de socialização, além de diminuir o tempo que a criança ficaria exposta a celulares e outros eletrônicos.
      Mas quem lucra realmente são só os dirigentes.

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      1. João ando

        Neuton. Aqui no Brasil só os dirigentes ganham. ..no vôlei basquete etc. ..outro dia vi em um shopping da zona sul do rio o Nuzman …sim ele está solto…andando de cabeça baixa …mas reconheci de cara…

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  25. Davi Poiani

    Dalcim, este episódio envolvendo o Gianluca Moscarella é uma falta muito mais grave quando comparada ao motivo que levou a demissão do Damian Steiner. Acredito que no caso do Steiner a ATP errou, a punição foi muito severa, não acho que era motivo para ser demitido. Se ele quebrou as regras internas da ATP ao dar entrevistas sobre a épica final entre Federer e DJokovic em Wimbledon ou opinar sobre as regras do jogo, então seria compreensível e justo receber uma punição leve ou moderada.

    Mas há uma hierarquia em termos de ética e comportamento de valor universal. Embora reconheça o talento de Nick Kyrgios, suas faltas foram muito mais graves pelo fato de atingir outras pessoas e a ATP deu uma colher de chá atrás de outra. Esta última na qual ele ficará em observação por um período é um bom exemplo. Nem estou dizendo que discordo, creio que é uma oportunidade que o Kyrgios tem de aproveitar.

    Mas fica bem claro o critério de dois pesos e duas medidas por parte da ATP. Afinal de contas o Damian Steiner não ofendeu ninguém, muito menos cometeu um deslize durante o exercício de seu ofício. O caso do Mohamed Lahyani foi durante uma partida e sua punição foi branda.

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    1. José Nilton Dalcim

      Segundo ouvi nos bastidores, Davi, há muito mais coisas no afastamento do Damian, que estaria sob observação da ATP há algum tempo. Me parece que acabou surgindo o motivo que a entidade precisava.

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  26. Miguel BsB

    Fiquei muito surpreso com esses números de garotos praticantes de tênis nos EUA…achei baixo.
    Morei e fiz High School lá por 1 ano, e algo que me impressionou foi a estrutura esportiva no sistema de educação do país. Quase todas as escolas públicas possuem espaços, coaches e incentivo para se treinar e se desenvolver, gratuitamente, em praticamente todos os esportes, o tênis, é claro, incluso…Na Norview High, onde me graduei, eram quatro hard courts, com treinos, técnicos, campeonatos interescolares e estaduais…foi lá que aproveitei a oportunidade e comecei a praticar o esporte. Isso sem contar as inúmeras quadras públicas disponíveis nos diversos parques públicos…
    Então, a estrutura, pelo menos pra grande parte da população, existe e é bem disponível.(Não sei como é nos bairros mais pobres e nos guetos, imagino que já não seja tão assim), portanto, realmente, a população americana deve estar cada vez mais sedentária…

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, com certeza eles ajudaram muito, Luís. Vemos muitas crianças na arquibancada, torcendo ou se vestindo como eles, o que certamente é um grande incentivo.

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  27. Rafael Azevedo

    Sou de Pernambuco. Não tenho nenhuma estatística, mas aposto tudo que o tênis aqui não é praticado por mais de 0,00001% das crianças. Deve ter uns 4 clubes em todo o estado, com quadras de tênis. Além de uns 6 condomínios de luxo.
    Mas, temos as quadras públicas (gratuitas) na bela praia de Boa Viagem (frequentadas pelos mesmos 0,00001%). Justiça seja feita.

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  28. Geraldo coelho

    Vi os jogos do Wild, e vejo claramente que o crescimento é Tímido(ou quase nada), ele tem que trocar de treinador urgente.. tem que ir pra Espanha antes que seja tarde.. Bellucci e Monteiro são exemplos que não podem ser seguidos…
    Veja Meligeni, Luz, Menezes e Jordan… e outros..
    Brasil não tem treinador com competência para criar um top 100,

    abs amigo Dalcim

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