Festa russa em Cincinnati continua
Por José Nilton Dalcim
17 de agosto de 2019 às 23:02

Entre tantas surpresas que a temporada 2019 nos tem reservado, a virada de Daniil Medvedev em cima de Novak Djokovic na semifinal de Cincinnati está facilmente entre os resultados menos esperados. De repente, o sérvio perdeu a consistência e a confiança, dando ao russo forças inimagináveis para um final de partida soberbo.

Em sua terceira final em semanas consecutivas, agora com duas vitórias seguidas sobre o número 1 do mundo em pisos bem distintos, Medvedev terá uma nova chance de conquistar seu primeiro troféu de Masters 1000 e, por que não, se tornar a maior ameaça ao Big 3 no tão próximo US Open.

Uma coisa é certa: a temporada verá o terceiro campeão inédito de Masters, já que o outro finalista é o belga David Goffin, que nunca chegou tão longe nesse nível. Quem vencer, se juntará a Dominic Thiem (Indian Wells) e Fabio Fognini (Monte Carlo). Isso iguala 2017 (Alexander Zverev, Grigor Dimitrov e Jack Sock) e 2018 (Juan Martin Del Potro, John Isner e Karen Khachanov).

Assim como fez Nole ao final do jogo, teremos todos de cumprimentar Medvedev por sua resiliência. Foi jogado de um lado para outro no primeiro set, pediu atendimento para dor muscular no braço direito e fez coisas fora do seu padrão para se tornar competitivo, ora com curtinhas, ora com voleios. Cravou até ace de segundo saque. Bastou um vacilo de Djokovic, uma queda repentina de intensidade, para o russo obter a primeira quebra e ganhar vida nova. Dominou o jogo a partir daí com extrema coragem e empenho físico. Incrível.

Estará agora diante de Goffin pela terceira vez na temporada, tendo vencido em sets diretos no Australian Open e perdido um jogo duríssimo na terceira rodada de Wimbledon, em que chegou a liderar por 2 sets a 1. É meu favorito natural ao título, mas tudo indica que terá de jogar o máximo outra vez.

Aos 28 anos, Goffin parece ter se reencontrado e curiosamente não foi sobre o saibro, mas na grama, onde somou 10 vitórias, com vice em Halle e quartas em Wimbledon, o que o levou de volta ao top 20. Não por acaso, Cincinnati também é um piso bem mais veloz e ele tem feito um jogo propositivo. Dominou Richard Gasquet com 27 winners (contra 15) e 14 erros (frente 23).

Semi no ano passado, quando abandonou pela metade a partida contra Federer, Goffin enfim terá chance de conquistar um grande título, algo que escapou no Finals de 2017. Na verdade, ele não ganha um torneio há 22 meses. Possui apenas quatro troféus na carreira em 12 finais anteriores e um único ATP 500, em Tóquio.

Kuznetsova amplia festa russa
A chave feminina também tem um grande destaque russo: a veterana Svetlana Kuznetsova, de 34 anos, dá a volta por cima a uma fase cheia de problemas físicos e é responsável direta pela permanência de Naomi Osaka na liderança do ranking, já que acabou com o sonho de Karolina Pliskova e de Ash Barty. Aliás, sua campanha em Cincinnati inclui três vitórias sobre top 10.

Fato curioso, Sveta teve problemas com visto para entrar nos Estados Unidos e por isso não defendeu o título de Washington e quase encerrou o calendário. De volta ao top 70, enfrentará na decisão a tenista da casa Madison Keys, que também atravessa um ótimo momento e a quem jamais venceu em três duelos. Keys eliminou Simona Halep, Garbine Muguruza e Venus Williams. Precisa do maior título da carreira para retornar ao grupo das 10 melhores. Esta final promete.

E mais
– A semana incrível do tênis russo em Cincinnati teve também a vitória de Andrey Rublev sobre Federer e o duelo tenso e confuso de Khachanov em cima de Nick Kyrgios.
– Medvedev é o tenista com maior número de vitórias na temporada, com 43, uma a mais que Rafael Nadal e três sobre Roger Federer.
– Ele também lidera em triunfos na quadra dura, agora com 30, bem cima das 20 de Bautista Agut e Stefanos Tsitsipas.
– Goffin enfim chega a sua primeira final de Masters depois de quatro tentativas frustradas. Saindo do saibro em junho, era 33º do mundo, sua mais baixa classificação desde 2014.
– Nadal chegará ao US Open como líder do ranking da temporada, 140 pontos à frente de Djokovic, o que é mais um ingrediente saboroso para Nova York.
– Thiago Monteiro irá reaparecer no top 100 na segunda-feira. Conseguiu vaga direta e joga o ATP 250 de Winston antes do US Open, mas a estreia é dura contra o garoto australiano Alexei Popyrin.


Comentários
  1. lEvI sIlvA

    Dalcim, meu caro, (rindo muito aqui!) pela lógica de alguns, creio que o Grand Slam mais “parrudo” até hoje, deve ter sido RG 1997 vencido por Gustavo Kuerten. Afinal, rumo a final e conquista do mesmo, ele derrotou 3 ex-campeões seguidos e especialistas no saibro. Por outro lado, as conquistas de Roger Federer e Novak Djokovic em Paris, são Slams “meia-boca”…! Rapaz, é cada uma que a gente lê!

    Responder
  2. Maria izabel

    Medvedeve ,até que enfim benceu.Não jogou como ontem contra o Novak,com 4/1 Goffin ainda levou o set para o tie break.Hoje meio desconcentrado,pressão por perder mais uma final?Tem um ótimo saque e devolve com muita força será que teremos um Next Gean para chegar em US OPEN?
    Dalcin,me refresque a memória por favor?Foi você quem disse que o tênis é 70%mental e o restante talento?Também é o que penso, para qualquer esporte individual.Obrigada.
    Ah,ia me esquecendo da Keys ,jogou muito mereceu ser campeã.

    Responder
  3. Luiz Fernando

    Num estádio com menos do q 50% da lotação, Medvedev venceu com alguns sustos e algumas bobeadas, algo muito natural numa situação de grande chance de primeiro grande titulo da carreira. Impressionante sua capacidade de sacar o segundo serviço com uma media de velocidade superior a dos primeiros de caras como Rafa e Djoko. Continuo com a impressão de que falta a ele um golpe matador, mas esse detalhe do segundo serviço, inexistente no domingo passado contra Rafa, sem duvida pode ser um fator q o auxiliará muito, desde q tenha regularidade, o que eu não creio ser fácil. Foi o melhor resultado para o futuro do tênis, isto é indiscutível.

    Responder
  4. Rodrigo S. Cruz

    [Paullo]
    18 de agosto de 2019 às 11:17

    “O Paulo Almeida só disse verdades”.

    Não me faça rir.

    (rs)

    Se fosse assim, poderíamos também dizer (como ele diz do suíço) que o Djokovic não passa de uma fraude…

    Portanto “verdade”, é um vocábulo que o Almeida simplesmente nunca conheceu…

    Responder
    1. Paullo

      Vc do copiou o trecho que te conveio.

      O Paulo Almeida disse: “Deu ruim para o rei do tênis. Parecia ter o jogo dominado, mas abriu uma brecha e o russo cresceu absurdamente, com um saque impecável.

      Bom, não preciso fugir como alguns fizeram após a final de Wimbledon, mesmo porque quem passou vergonha foi o Frauderer perdendo feio do Salsicha. E também continua freguês eterno 20×9 e treze vezes vice”.

      E eu respondi e continuo respondendo: só disse verdades.

      Responder
  5. Paulo Almeida

    Torcedores do Fregueser têm moral zero pra zoar: a final de Wimbledon foi a pá de cal definitiva no rei da entressafra, no campeão de uma era fraca (weak era champion).

    Espero que o Medvedev seja campeão, afinal ninguém merece ser TRIVICE em três semanas seguidas.

    Responder
    1. JAN DIAS

      A final de Wimbledon 19 foi mais uma prova de que FEDERER É O REI porque:

      – Aos 38 anos, jogou uma final de Slam duríssima por 5 horas,
      – sustentando um nível técnico e físico altíssimo por 5 horas,
      – num clima de tensão mental gigante por 5 horas,
      – contra um adversário 6 anos + jovem,
      – e só perdeu a partida por um deslize no matchpoint….

      DEU PRA ENTENDER AGORA OU QUER QUE EU DESENHE?

      Duvido que DJOKO, NADAL, ou qualquer outro jogador do circuito CONSIGA FAZER O MESMO QUANDO ESTIVER COM 38 (TRÊS-OITÃO)!!!!!!!

      E, tem mais, você não é o dono do blog pra decidir quem pode ou não zoar aqui. Se não quer admitir a opinião dos outros, PEGA SEU RECALQUE E VAZA!…

      NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESCE PRO PLAY!!..kkk

      Responder
      1. Paullo

        “Aos 38 anos, jogou uma final de Slam duríssima por 5 horas,
        – sustentando um nível técnico e físico altíssimo por 5 horas,
        – num clima de tensão mental gigante por 5 horas,
        – contra um adversário 6 anos + jovem,
        – e só perdeu a partida por um deslize no matchpoint”

        Esqueceu de mencionar o físico privilegiado para aguentar tudo isso kkkkkkkk

        Responder
          1. Paullo

            Nao, quem nao tem o que dizer xinga… Eu só devolvi na mesma moeda caso tivesse sido o Nadal ou qualquer outro tenista nas mesmas condições que vc escreveu sobre o Fed. E, vc nao respondeu a minha pergunta…
            Mais abaixo, o jonas explicou muito bem, entao nao vou repetir.

      2. Miguel Ângelo P. Delfes

        É isso aí..
        Claro q não podemos avaliar um jogador apenas por uma partida mas..tb não acredito ser possível RN ou ND com 38 anos jogando com o segundo ou terceiro maior jogador da história do tênis e fazer o q RF fez..
        Perdeu por detalhes da regra do jogo pois até mais pontos fez..
        ND começou sua queda ontem..
        RN TB n vai longe..
        E tem +..o cara q diz q RF foi campeão de entressafra ou é mal intencionado ou é burro mesmo..

        Responder
      3. Paulo Almeida

        Quer um lenço? Um calmante?

        Tá muito chiliquento, freguês eterno.

        Fregueser é o campeão de uma era fraca, vivendo dos números de mais de 12 anos atrás e tendo no máximo uns 22 títulos pesados.

        Responder
      4. Jonas

        Se o cara estava em totais condições de competir, sem lesão, correndo por horas e ainda perdeu o jogo…isso só mostra que ele jogou bem e perdeu mesmo assim, sem desculpa de idade.

        Até porque, os méritos são dele, que ainda está motivado pra competir no circuito de hoje mesmo aos 38 anos. Coisa rara reconheço. Mas isso não deve ser usado com desculpa sempre que o cara perde. Neste nível aí o cara tem que estar muito bem condicionado pra competir, entrou em quadra porque quis, estava em plenas condições.

        Responder
        1. Jose Yoh

          Amigo, lá no fundo você sabe que 6 anos em qualquer esporte é muita coisa.
          Tenho certeza que você não é burro e entende isso.
          Só pode ser brincadeira de vocês não considerar a idade.
          E se idade não é diferença, então aos 21 anos o sérvio era um freguês de carteirinha do suíço.
          Em plenas condições afinal ele que quis entrar em quadra.

          Responder
      5. João ando

        Jan dias. Novak pode chegar atos 38 anos …Nadal nao chega. .. estou falando em chegar ao top 5 …pois top 3 com 38 e um feito extraordinário. ..

        Responder
  6. lEvI sIlvA

    Já que este Master anda tão imprevisível, com derrotas de Federer e Djokovic bem antes do confronto entre si, não duvidaria que desse o improvável até na final. Vou de David Goffin contra Daniil Medvedev. E de repente, não seria também impossível do russo ter maiores dificuldades no US Open. Uma hora ele tem de sentir o físico…!

    Responder
  7. Sônia

    Que final feminina eletrizante, parabéns Keys, super merecido. Agora irei torcer para que Goffin vença e adquira confiança para o USOpen, ele merece muito mais do que já conquistou, tremendo tenista fair play. Se Medvedev vencer, tudo bem também, mas acredito que as derrotas alimentam o “sangue nos olhos”. Numa nova derrota, inconsolado com um novo vice, Medvedev (russo) correria ainda mais atrás de melhorias tanto técnica, “física” quanto mentalmente, se tornando inspiração para a “nextgen” e continuando mostrando o caminho para derrotar os tops. Beijos.

    Responder
  8. Nando

    Pensando “no futuro do circuito”, q Medvedev fature o torneio hoje…mesmo Goffin mostrando q está tentando retomar aquele nível “pré-bolada no olho”.

    Responder
  9. Lomeu Lima

    Sempre registrei aqui no Blog q falta equilíbrio para a maioria das pessoas. Quando um componente do BIG 3 ganha um GS é o GOAT, o ser de outro planeta, monstro e outros adjetivos. Quando perde, as escusas são hilárias. ROGER perdeu para um tenista que jogou melhor. NOLE também sucumbiu para um grande adversário. Porquê é tão difícil entender??? Parabéns aos dois finalistas. Torço para q GOFFIN vença, merece voltar ao rol dos melhores do circuito. DALCIM, Kyrgios joga US OPEN??? Caso esteja presente será um ultraje as regras da ATP.

    Responder
    1. Jose Yoh

      Veja bem, o que você considera maioria são na verdade fakes de alguns poucos fanáticos xiitas, na realidade a maioria de verdade sequer posta com frequencia mas vale a pena ler o comentário. Pode perguntar ao Dalcim que tem os IPs das máquinas de origem.

      Responder
    1. Paullo

      Final de Wimbledon contra quartas de final de master 1000 de Cincinatti e final de master 1000 de Cincinatti. Realmente, nada como um dia após o outro!

      Responder
  10. Jonas

    Não assisti o jogo. Pelas notícias, parece que o Djoko jogou bem no primeiro set, depois se perdeu um pouco.

    Pelo que li, Medvedev melhorou demais durante a partida então méritos pra ele.

    Não sei como está a situação do cotevelo do Djoko, mas ele havia sentido no jogo anterior. Espero q não seja nada demais. Ele bem fisicamente é o principal favorito pro US Open.

    Responder
  11. Sandra

    Dalcim, tem que ser uma pergunta de cada vez para não ficar longo,que fim via levar a histroria do Kyrgios , até a mídia australiana caiu de pau nele, nem seus leitores concordaram , nem Murray, ele não vai ser suspenso .? E porque a Nike não tira o patrocínio ? Multa?

    Responder
  12. José Eduardo Pessanha

    Cotonete, depois de ser a marmita do Wawrinka e de ter conseguido perder Slams pra Murray , agora vira aperitivo da Next Gen. Vai ficar nesses 16 GS mesmo, o que está bom demais pro jogo corintiano dele de contra-ataque. Volto a dizer, Djokovic seria devorado no circuito de antigamente. Perderia a rodo pra Safin, Roddick, Hewitt, etc….Imagina essa criança tendo que disputar finais de Masters 1000 em 5 sets no saibro contra Nadal?
    É o óbvio ululante, Djokovic absorveu tudo de seus rivais e se aproveitou da verdadeira entressafra do Tênis, que é a que estamos vivenciando hoje. O resto é papo pra Boi Garantido dormir.
    Longa vida ao Rei do Tênis, Roger Federer.
    Abs

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Marmita eterna do GOAT Djokovic e do rei do saibro Nadal, além de ter sido freguês do Murray até 2014.

      Contenha o sangramento, por obséquio.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Penso que perder 22 vezes é praticamente tão expressivo quanto perder 26 vezes.

        Muitas derrotas do Djoko, não?

        O que por si só denota equilíbrio, e não freguesia.

        E lembrando que o sérvio só conseguiu equilibrar porque é mais “entressafreiro” que Federer ou tenista qualquer, jamais foi….

        Esse Pessanha é um SÀBIO!

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Os quatro primeiros confrontos foram em fases preliminares de torneios em cima de um Djoko moleque de 18/19 anos.

          Quando o papo é final e semifinal, o sérvio surra por 25×17, ou seja, baita marmita do GOAT o suíço.

          Responder
      1. Paulo Almeida

        Nunca perdeu pro Roddick em Wimbledon. Na verdade venceu por 6-2 e 6-1 em Londres 2012.

        E eu aposto todas as minhas fichas que Djokovic teria uns 20×6 no h2h contra o medíocre servebot americano se ele estivesse até hoje na ativa. Vale lembrar que ele é um ano mais novo do que o Jagua da Montanha.

        Responder
  13. Luiz Fernando

    Parabéns Paulo Almeida, o fato de vc ter virado alvo do bobo alegre lógico tem apenas um significado: vc incomoda os caras q se consideram donos da verdade.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Obrigado, Luiz Fernando!

      Pois é. O Lógico admira o Djoko, mas quando eu cutuco o falso GOAT Frauderer, até ele não se contém. Verdades machucam.

      Responder
  14. Sandra

    Dalcim, li praticamente toda a biografia do Djokovic , gostaria de dar a alguém que quisesse realmente ler , excelente por sinal, vc conhece algum lugar no Rio que eu pudesse doar ? Ou até mesmo enviaria para São Paulo , mas preciso saber para onde

    Responder
  15. Gabriel

    Dalcim, alguma notícia sobre o pedido de atendimento médico no cotovelo direito do sérvio no jogo da sexta-feira? É o mesmo que ele já teve problemas, certo? abraços.

    Responder
  16. sandra

    Dalcim, eu não acho Nadal melhor jogador que o Djokovic ou vice versa, por isso a minha pergunta, Nadal atropela o russo recentemente, qual a dificuldade do Djokovic com essa geração? sorte? Aliás posso até me enganar mas o sorteio do US Open, quem vai se dar bem para variar é o Nadal!!!De repente at´e o Federer se dá bem, pois eu que achava Federer um tremendo sortudo, é o que tem pego as chaves mais dificeís

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sorte não tem nada a ver com o jogo do tênis, Sandra. Pode-se ganhar um ponto ou até um game com muita sorte, mas jamais se vence um jogo assim, muito menos do número 1. Embora Djokovic seja extraordinário, seu jogo é muito mais padrão para o circuito do que Nadal ou Federer, que possuem estilos bem diferentes da maciça maioria, daí a dificuldade maior de adaptação.

      Responder
      1. Sônia

        Total padrão, o sérvio joga o básico com eficiência, como dizem… receitinha de bolo, supera jogos complicados por também ter um “físico privilegiado”. Como é referência para tenistas que utilizam backhand com duas mãos, quando pega jogadores consistentes, com estilo parecido e principalmente JOVENS (pernas em dia), sofre e muito para vencer. Beijos.

        Responder
  17. Mauro

    O pessoal usando a palavra”kamikaze” pra tentar desqualificar e desmerecer a vitória do russo, pra exaltar a derrota de Nole, como o servio não tivesse o direito de perder quando o adversário é melhor. Medvedev foi melhor na partida e mereceu vencer apesar de uma partida bem equilibrada.
    Entre o Kamikaze e o passador de bolas, sou muito mais a primeira opção.

    Responder
  18. Paulo

    Dalcin
    O que se explica Djoko sendo o número 1, caminhando para quebra se todos os recordes é ser tão rejeirado pela torcida? Ontem o estádio era claramente a favor do Russo.
    Realmente não entendo.

    Responder
  19. Daniel

    Tenis russo em alta e Medvedev “inovando” com o jogo do… Kafenilkov?

    Bacana, esse cara merece. Não tem o tenis muito vistoso, mas é esforçado e tem cabeça.

    Responder
  20. Ronildo

    A vitória de Medvedev sobre Djokovic foi sobretudo MENTAL. Tanto é que superou o cansaço e as dores no braço para virar a partida.
    O jogo foi um retrado de partida onde um jogador FORTE MENTALMENTE se sobrepõe sobre um rival que está MENTALMENTE FRAGILIZADO: virou a partida e conquistou a vitória no saque do adversário!
    De todos os pontos, o mais lindo foi o match-point. Onde Djokovic superou o intenso nervosismo que o abateu no game e sacou bem no ponto e a bola foi profunda tirando Medvedev da quadra. Mesmo assim Medvedev teve FORÇA MENTAL para aplicar um belo winner de devolução, deixando o atônito Djokovic sem reação!
    Djokovic AMARELOU e entregou a partida para Medvedev. Por isso que Medvedev nem precisou sacar para o jogo.

    Responder
    1. Jonas

      Hahaha, gostei da ironia Ronildo.

      Bom, Medvedev provavelmente precisou ter força MENTAL pra vencer esse jogo, fisicamente precisou se superar.

      Quanto ao Djokovic, não é a primeira vez, não será a última que ele perde jogos assim. Cada torneio o sérvio encara de uma forma e isso não é desculpa, é um fato. Talvez ele faça isso pra não se desgastar ou tirar a pressão de ganhar tudo sobre si mesmo. Ele fez o contrário em 2016 e saiu de Roland Garros esgotado, isso foi claro.

      Ele não é perfeito, não vai ganhar tudo e sabe disso. Mas sabe muito bem que se entrar em um Grand Slam focado tem boas chances de levar, a equipe dele já sacou isso. Devem até orientar o sérvio a respeito. De que adianta o cara se matar pra vencer um masters 1000 e chegar ao US Open pressionado e perder pra um pangaré?

      O cara é número 1 e tem 32 anos. Não espero mesmo q ele vai dar tudo de si pra vencer esses jogos. O Medvedev sim, vai se esforçar ao máximo, o Rublev idem.

      Responder
        1. Jonas

          Ninguém aqui está usando idade como desculpa. Não estou chamando Djokovic de velho, Federete.

          Acontece q aos 32 anos a escolha de torneios é diferente. Assim como acontece com o Nadal e o Federer. Tanto é que o espanhol nem jogou Cincinnati.

          Responder
    2. LígiaB

      Concordo! Nos momentos de maior perigo, o Medvedev encarou o jogo do adversário e se safou. Não se intimidou por ter perdido o primeiro set. Já Djokovic, quando começou a perder, meio que amarelou.

      Responder
  21. Antônio Luiz Júnior

    Djokovic impressiona pela capacidade de devolução de saques. É uma máquina programada para balançar qualquer adversário. A impressão que nos dá é que seu corpo é feito de borracha, tal a sua capacidade de chegar e devolver com amplo domínio dos golpes, e uma profundidade impressionante todas as bolas. Medvedev sucumbiu ao jogo intenso e implacável do sérvio no primeiro set. Tentou trocar bolas na linha de base batendo muito forte e percebeu que quando Nole está concentrado e focado, é tarefa quase impossível.
    No segundo e terceiro sets o russo voltou disposto a correr todos os riscos e começou a desferir seus potentes saques, com a mesma intensidade, no primeiro e segundo serviços e desferir seus pesados golpes de direita com muita profundidade. O Sérvio sentiu a partir da primeira quebra e tentou se todas as formas, sem sucesso, devolver a quebra.
    No terceiro set, Medvedev entrou ainda mais confiante e com mais duas quebradas simplesmente destruiu o sérvio. Arriscou tudo e se deu muito bem. Vencer o sérvio em dois pisos diferentes duas vezes consecutivas é tarefa para muito poucos.
    Vem de três semanas fantásticas e é admirável sua condição física. Merece muito o título, apesar de ter pela frente o excelente e descansado GOFFIN. Se jogar com a mesma intensidade vai ser difícil para o belga.
    Surge, sem dúvida alguma, alguém na nova geração capaz de incomodar verdadeiramente o Big 3.
    É difícil acreditar que consiga chegar inteiro ao US OPEN. Mas, sem dúvida alguma chegou para ficar…

    Responder
  22. Luiz Fernando

    Goffin é um tenista acima da média mas q sempre lutou contra a falta de um golpe contundente e de maior velocidade da bola. O russo mostrou excelente capacidade de recuperação após a sova q levou em Montreal, mas também me parece carecer de um golpe matador. Para o bem do futuro de tênis, creio q uma vitória dele seria mais auspiciosa.

    Responder
  23. Nelson Maciel Filho

    Para ganhar do chamado Big 3, os tenistas têm que arriscar.
    Nós Masters o Djokovic joga com menos intensidade.
    Parabéns para o tenista russo, a vitória foi merecida.

    Responder
  24. RicardoCWB

    Bem, essas derrotas do Big 3 em torneios “normais” sevem só pra zoação mesmo, porque todo mundo (nolistas, federistas e nadalistas) sabe que o que importa agora é Slam e somente Slam. Esta é a mais pura verdade.
    É impressionante como até os M1000 se tornaram apenas mais uns torneios no calendário.
    Sejamos sinceros, o tênis hoje gira em torno de três números – 20 – 18 – 16 – e na torcida para ver qual deles irá aumentar primeiro.
    Por favor, me acordem quando ocorrer algo semelhante no USOpen.
    abs

    Responder
    1. Miguel BsB

      Nao é bem assim não…
      Caso Djokovic tivesse ganhado esse Masters de Cincinatti,teria o feito de ganhar todos os Masters ao menos 2x.
      Além disso, ele e o Nadal disputam cabeça a cabeça o Recorde de maiores vencedores de Masters…

      Responder
  25. Maria izabel

    Medvedev me impressionou hoje.Como é calmo,sério e compenetrado. Não se abalou com a perda do primeiro set,e foi cirúrgico para vencer o Novak, que me pareceu desconectado e perdeu com muito mérito do Medvedev.
    Tenho a impressão que Djocko ,tem uma tática que se mostra infalível até então;nos Masters ele se faz de morto e nos Grands Slans vira um monstro!Vou aguardar US OPEN.

    Responder
    1. Jonas

      É por aí mesmo, é visível (e já falo isso há tempos) que em Grand Slam o cara parece virar a chavinha. Ele sabe da importância destes torneios.

      Claro que as derrotas em IW, Miami e agora em Cincinnati não são normais. Duvido mto que o sérvio focado e no auge perderia jogos assim. Enfim, parece ser uma escolha dele, usa esses torneios simplesmente como preparatório pra Grand Slam.

      Aos 32 anos e com recordes a bater, não acho q ele esteja tão errado assim.

      Responder
  26. Arthur

    Rublev tirando o Federer, Medvedev tirando o Djokovic…
    Será que a tão sonhada transição do circuito vai começar pelo Leste, Dalcim?
    A conferir…

    Um abraço.

    Responder
  27. Marcelo-Jacacity

    A entrevista do Medvedev diz tudo:
    A parte mais maluca e engraçada é: “Novak estava me destruindo no primeiro set. Eu disse pra mim mesmo, porque fazer um segundo saque normal seria vou perder o ponto. Comecei a ganhar muito mais depois disso.”
    Realmente se soltou e entrou em mundo mágico de bolas e saques estupendos.
    “To be honest, I don’t know how I did it,” Medvedev told Brad Gilbert of ESPN. “I was so tired in the first set and playing Novak I thought I wasn’t able to keep the intensity. Then, the one momentum change in the second set was the difference. The crowd gave me so much energy.

    “Usually I’ll go bigger on my second serve when it’s not working and Novak was just destroying me in the first set. At one moment, I said to myself why do a normal second serve if I’m going to lose the point. I started to win much more after that.”
    Fonte: Atptour.com

    Responder
  28. Eduardo Feitoza dos Santos

    Surpresa a vitória do ” SALSICHA ” sobre NOLE .
    Confesso que estava torcendo para o russo ,ele acabou encontrando uma forma para chegar ao triunfo.
    Soube aproveitar a oportunidade e cresceu no jogo e foi corajoso com a vantagem obtida.
    Verdadeiramente uma semana russa em Cicinnati.
    Fala sério o russo é muito parecido com o personagem ” Salsicha “.

    Responder
  29. Marcelo-Jacacity

    Novak estava com o jogo dominado, pressionado demais nas devoluções no 2. set, teve oportunidades de quebra, mas de repente, baixou a energia e o Medvedev utilizou um nitro e pareceu se tornar invencível com saques inacreditáveis, Aces até de 2. saque. Fechou os olhos e espancou a bolinha e tudo funcionou.
    Medvedev, merecidissimo. Tática Kamikaze que surtiu efeito.
    Quanto ao Djoko, o importante agora é descansar, se reunir com o Vadja e treinar. Tomara que o cotovelo direito esteja 100%.
    O USOpen se avizinha.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Tá com a moral baixa, hein, Renato?

      Ficou um mês escondido e ainda volta com esse fake patético.

      Johnny, kkkkkkkkkkkkkkkkk

      Abraço, marmita eterna do Djokovic.

      Responder
  30. Pedro

    Dalcim,

    Ainda bem que você reconheceu que o russo bate plano. Mas, sinceramente pensei que Nole tinha talento para desequilibrar o jogo do Medvedev. Parece que o russo está pegando toda esta turma desprevenida, com seus golpes rasantes. Ainda acho que um jogo mais variado como o do Federer leva vantagem, assim como o do Nole e o Nadal, mas o russo é batalhador. Hoje ficou lá atrás para devolver saques e mesmo assim deu certo. Só acho preocupante jogar 3 torneios seguidos e chegando nas finais. Vai chegar destruído no US Open. Aliás, como todos, acredito que o favorito para o US Open é Nole, mas seria muito bom para o esporte se uma cara nova ganhasse o Slam.

    Responder
  31. Efraim Oliveira

    Antes do jogo estava acreditando que o Medvedev poderia dar algum trabalho pro Novak, mas não acreditava em vitória, após o primeiro set então… Retornei pra ver o resultado e tive uma surpresa.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *