Big 3 aposta em dados e tira vantagem
Por José Nilton Dalcim
22 de julho de 2019 às 09:51

ndNinguém duvida que Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer sejam os três melhores do circuito na última década, provavelmente da história também, tanto pelos números que alcançam e recordes que derrubam como pela qualidade técnica demonstrada sobre seus adversários. O Big 3 no entanto tem uma arma a mais: o uso de análises estatísticas de última geração, que segundo os especialistas podem gerar diferença ainda maior na quadra.

A revelação foi feita em interessante reportagem do Daily Telegraph. Contratado por Novak Djokovic em 2017, o australiano Craig O’Shannessy (foto acima) conta: “Quando você vê o Big 3 em ação, acredita que eles estão comandando o jogo dentro de seu padrão. No entanto, existe um jogo escondido em andamento, onde eles sabem como se ajustar e explorar as fraquezas do adversário. Os três utilizam esse recursos da tecnologia da informação muito mais que os demais tenistas”. O’Shannessy é o responsável pelo site Brain Game.

O pioneirismo é dado a Roger Federer. Ao final de 2016, ele contratou a empresa Golden Set. Por coincidência ou não, venceria pouco depois o Australian Open com uma campanha surpreendente. A empresa utiliza o trabalho de economistas, matemáticos, estatísticos e tenistas, todos com passagem por Harvard, Yale, Stanford e UCLA, e teria criado um programa inovador de análises que consegue gerar “relatórios estratégicos e revolucionários” para profissionais e amadores.

Outras empresas surgiram nesse rastro, entre elas a Tennis Stat. Chegam a cobrar um pacote anual na casa de US$ 100 mil. Se o tenista quiser um trabalho exclusivo, em que os rivais não podem ter acesso aos dados gerados, o custo dobra. Federer tem esse acordo com a Golden Set e a empresa não pode fornecer dados a outro tenista no mesmo torneio em que o suíço estiver competindo. Nem ele, nem a empresa falam sobre o assunto.

“Todos os grandes jogadores estão usando o serviço de análise, mas ninguém gosta de falar disso”, conta o alemão Alexander Zverev ao Daily Telegraph. “Eu uso muito, é uma grande parte do tênis agora. Me ajuda com o planejamento para jogos a cada adversário e foi especialmente importante quando conquistei o Finals”.

O time de Rafael Nadal garante que ele não usa o trabalho dessas agências, optando pelo material analítico gerado pelo técnico Carlos Moyá. O escocês Andy Murray foi outro pioneiro, tendo trabalhado com várias empresas, incluindo o analista britânico Lorcan Reen, que trabalha com a Associação Britânica. O circuito feminino ainda não abraçou a ideia na mesma proporção. A líder do ranking Ashleigh Barty, no entanto, é uma adepta ferrenha e trabalha diretamente com outro analista australiano, Darren McMurtrie.

Como bem enfatiza a ótima reportagem, análise tática não é algo novo no tênis, porém a tecnologia criada consegue ir muito mais fundo e tem sido reconhecida por muitos treinadores de renome. Um dos dados mais usados é a chamada ‘árvore estatística’, que mostra onde um tenista costuma direcionar a bola em cada posição da quadra, o que ajuda a explorar seus possíveis pontos fracos.

Claro que o produto inovador está disponível a todo o circuito, mas ainda é considerado um produto de luxo, devido ao custo. Sem falar que o tenista precisa ter uma gama de golpes suficiente para poder utilizar o plano tático sugerido para obter a devida eficiência.

O novo desafio da tecnologia é fornecer opções táticas ao contratado durante uma partida, o que pode ser ainda mais valioso caso seja permitida a comunicação livre entre o tenista em quadra e sua equipe nos boxes, como se cogita.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Se confirmado esse doping da Bia será algo lamentável, em especial para o nosso país, q num curto espaço de tempo terá dois de seus principais tenistas flagrados…

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    1. O LÓGICO

      L Falling in love, e se fosse o robozinho, heim? kkkkkk. Como ficaria seu coração robozete? kkkk, O povo quer saber kkkkkkkkkk. Você acha que um dia o robozinho satânico será pego no antidoping dos pobres? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  2. João ando

    E a bia foi pega doping. …. quando a vi a primeira vez com 16 anos no rioopen achei ela muito musculada….ha dois anos atrás em um torneio no country no rio de Janeiro achei ela mais feminina …então … bia se cuida e prepara uma Boa defesa …o que vc acha dalcim?

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  3. Nattan Lobatto

    Realmente, o tênis hj está em um patamar jamais visto! Tenologia de ponta, medicina avançada e dados (informações e estatísticas) alinhados para um propósito em comum: Longevidade, menos desgaste e VITÓRIAS. Nesse quesito a minha admiração pelo sérvio aumenta mais ainda, pois dos 3 sempre foi o mais ávido em procurar melhoras em seu jogo. O suíço tb, depois dos ajustes tá uma lethal machine… Que venham as boas novas …

    Abs, Flw Vlw,,,

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  4. Maurício Luís *

    Só faltava essa, agora. Deu positivo o antidoping da Bia Haddad e ela foi suspensa. Justo agora que tinha conseguido, a duras penas, voltar pro Top 100… Bye US Open…
    É a pá de cal que faltava pro tênis brasileiro. Que lástima. Espero que ela se defenda.

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  5. Oswaldo E. Aranha

    A utilização de tecnologia é muito importante o esporte, não só quanto à longevidade mas para aprimoramento do atleta; A estatística ainda pode ser melhor aproveitada e dou com exemplo no volley. quando vemos muitos saques perdidos, faltando uma melhor análise quanto ao menor risco para se ganhar o ponto.

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  6. Luiz Fernando

    Como o Rodrigo Cruz comentou abaixo, qualquer resultado q não a derrota do Monteiro seria uma surpresa. Deu a lógica (sai capeta kkk)…

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  7. Luiz Fernando

    Li no site manchete q Rafa irá a Montreal, o que me parece óbvio, pois ele defende os pontos do título. O que talvez ocorra é q ele não vá a Cincy, como no ano passado.

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  8. Miguel BsB

    Realmente, fica claro que somente a nata do circuito, os mais endinheirados, são capazes de ter esse tipo de assessoria…e é mais uma grande vantagem que eles levam sobre os demais…fora a capacidade de terem os melhores técnicos,médicos,fisioterapeutas etc etc.
    Mas, só na questão de dados e estilo de jogos, quem não conhece à exaustão o estilo, padrões, jogadas, pontos fortes e fracos de um Federer, Djoko, Nadal etc…acho que essa assessoria é uma vantagem, mas não é essencial para os outros tenistas que fazem o dever de cs quando vão enfrentar os tops. Vide o Nadal que diz que somente utiliza o que seu técnico mesmo prepara.

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  9. Marcilio Aguiar

    Prezado Dalcim, vendo como os tenistas de preparam cada vez mais para os grandes torneios, utilizando todos os recursos de medicina esportiva e outros que as novas tecnologias oferecem, como os exemplos aqui citados, eu fico imaginando que o Guga só se preocupava muito com Roland Garros. Parece que ele ia para os demais Slams sem um preparo adequado. Penso assim porque na Austrália ele nunca foi longe, em WB chegou a uma QF em 1999 e realmente para ele erá muito difícil nas condições de grama rápida da época, mas no USOPEN acredito que ele poderia ter alcançado resultados melhores caso tivesse um foco e talvez um preparo específico para ganhar o torneio. Eu deduzo isso porque ele fez quartas em 1999, num jogo épico contra Pioline e em 2001 também chegou às quartas e perdeu para Kafelnikov (que ele havia derrotado poucos dias antes nas QF de Cincinnati). Nesse USOPEN tem aquela partida memorável da terceira rodada contra o terrível saque e voleio de Max Mirniy. Reforço a tese de que ele tinha potencial para chegar a uma final do USOPEN com melhor preparo, porque dias antes em Cincinnati ele fez, na minha opinião, uma campanha tão difícil quanto o primeiro título de RG, derrotando na sequência 6 especialista em quadras rápidas Rodick, Haas, Ivanisevic, Kafelnikov, Henman e Rafter. Feito extraordinário, considerando que hoje Cinci é uma das mais rápidas do circuito, imagina-se em 2001. Isso não muda a história, mas o que você acha dessa teoria?

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      1. Rodrigo S. Cruz

        Olha…

        Vou discordar muito dessa, Dalcim…

        O segundo semestre de 2001, mostrou o contrário. O Guga jogou muito…

        Na época, o US Open estava sendo transmitido pela extinta PSN.

        E me lembro bem que depois daquele jogaço contra o Myirni, os comentaristas colocaram o Guga como grande favorito.

        Só que logo depois daquele jogo, parece que o problema no quadril começou a ficar insuportável.

        O jogo contra o Kafelnikov foi decepcionante.

        O próprio russo reconheceu na coletiva que o Guga esteve irreconhecível…

        E logo depois do torneio, ele anunciou a cirurgia e o resto da história a gente já sabe.

        Nunca mais foi o mesmo jogador.

        Mas acho sim, que ele teria todas as condições de fazer final naquele ano e até vencer.

        Não fosse o quadril…

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        1. Sérgio Ribeiro

          Ser profundo admirador de um ídolo , jamais será problema. Mas o Manezinho jamais passou de umas Quartas , em nenhum SLAM fora do Saibro. Recebia muito atrás da linha e tinha dificuldades de movimentação nas duras. Não sei qual comentarista poderia aponta- lo como favorito em 5 Sets fora do Barro. Abs!

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        2. Rafael Xavier.

          O problema para o Guga ganhar o US open era de Fato o calendário. em 2001 por exemplo o calendário dele para preparar para o Us open era muito extenso: Los Angeles, Montreal, Cincinnati, Indianapolis e Us Open. 5 Torneios em um espaço de tempo muito curto. O Guga em uma entrevista disse que na época dele o calendário era MUITO extenso e os tenistas jogavam em média 20 a 25 torneios. Analisando a temporada americana dele em 2001 isso parece uma verdade. Acredito que ele não teria físico para chegar inteiro na metade do ano para ir bem no Us open. Fora também as dificuldades que ele tinha para devolver saque E movimentação,principalmente a movimentação para rede que não era boa. Essa equação torna a conquista do Slam Americano Impossível.

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      2. Marcilio Aguiar

        Obrigado pela resposta. Apesar que em 2001 ele perdeu nas quartas para Kafelnikov, contra quem ele tinha ótimo retrospecto, mas parece que depois do jogo duro contra Mirnyi começaram as dores no quadril.

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      3. Miguel BsB

        Falando no Guga Dalcim, e como anda meio “na moda” contratar técnico consagrado pra auxiliar em torneio especifico, vide Ivanisevic agora, bem que um Djokovic, que se dá muito bem com o catarinense, ou o Thiem, que tem batido na trave, poderiam chamar o Guga pra auxilia- los em RG 2020…sei que o Guga não tem vontade de ser técnico, mas umas semaninhas com essas feras poderia ser uma boa pros 2 lados hein.
        O que acha?

        Responder
  10. Rodrigo S. Cruz

    Quanto ao assunto do tópico, os grandes campeões em qualquer esporte sempre se destacam assim…

    Conhecimento é poder.

    No tênis, temos o exemplo do Djokovic.

    De como a mudança dos seus hábitos alimentares, o alçaram a um novo patamar de sucesso.

    Ex-pilotos da Fórmula 1 também testemunham sobre o comportamento do Ayrton Senna, nas equipes por onde ele passou.

    Diziam que ele era paranoico sobre cada detalhe, cada minúcia que lhe possibilitasse extrair alguns décimos de segundo a mais, nas corridas.

    Esse trabalho somado com o seu talento, disciplina alimentar, etc, sempre fizeram a diferença.

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    1. Miguel BsB

      Rodrigo, vc que é expert em F1, (confesso que é um dos poucos esportes que eu não sigo muito), destacou essa obsessão em dados e entendimento de carro do Senna, mas já ouvi dizer que o Piquet era ainda mais capaz nesse quesito e, principalmente, em entender e mexer no carro, junto com os mecânicos…confere?

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    2. Luiz Fabriciano

      Exato.
      Isso vem junto à mudança de equipamentos e como já falei antes, os esportes são de possibilidades ilimitadas e o ser humano, sempre avança.
      Qual era o record de velocidade do ace na década de 70? E antes de argumentarem a raquete de madeira, o estudo da técnica do movimento, evoluiu à frente, trazendo o equipamento adequado para o uso dessa técnica.

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    3. Gabi

      Rodrigo,

      vc que é especialista em F1 talvez possa me tirar uma dúvida.
      Ouvi recentemente uma teoria indicando que o Senna teria sido assassinado por saber demais e ameaçar contar o que sabia. Nas imagens do acidente, vê-se uma fumaça saindo do capacete dele, o que leva a crer ter sido baleado.
      O que sabe sobre isso?
      Muito obrigada!!

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  11. Leonardo

    Dalcim
    Sobre a declaração de wilander, falando que Federer sempre jogou mal os pontos decisivos, mas nos anos 2000, seus adversarios nao tinham capacidade de aproveitar, ate chegar nadal e djoko.
    O que acha dessa declaração ?

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  12. Rodrigo S. Cruz

    [Jonas]
    22 de julho de 2019 às 09:42

    “O que ele disse é até óbvio.
    Agassi em 2005 estava fazendo hora extra no circuito. Enquanto o Federer hoje mantém o altíssimo nível de anos anteriores. Pode ter certeza que ele já teria se aposentado há muito tempo caso não estivesse em condições de brigar por tudo”.

    Desonestidade intelectual óbvia mesmo.

    Teimar até a morte que um cara 6 anos mais novo, não leve a menor vantagem sobre um senhor de 38.

    Ao mesmo tempo que afirma que um de 35, fazia hora extra. kkkkk

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      1. Chileno

        Jonas, mas é justamente aí que reside a maior imbecilidade dos tais “Grand Slams parrudos”. Porque na maioria dos casos, vocês jogam o currículo do cara lá, como prova irrefutável de que o tênis praticado por ele tinha o mesmo nível ao longo de toda a carreira. Olham o currículo de um cara “menor” e já o consideram fraco, desconsiderando de que mesmo jogadores menos vitoriosos, muitas vezes por serem mais inconsistentes, em determinados anos e torneios podem praticar um tênis primoroso.

        Algumas semanas atrás ficou mais do que provado que o Federer 2015, 2016 e quiçá 2014 nem era tudo isso mesmo, já que de 2017 pra cá ele veio jogando muito mais tênis, mesmo estando mais velho. Em 2014 nem tanto, mas em 2015 e 2016 o backhand era bastante medíocre, ele jogava de maneira impacientemente agressiva, e o desempenho dele decaía muito do terceiro set em diante. Claro que ele ainda tinha muitas qualidades, mas não era nem sombra do Federer que dominou o circuito de 2005 a 2009, e nem do renascido Federer de 2017 pra cá.

        E é aí que vocês evidenciam mais a parcialidade. Porque às vezes, vocês olham o currículo nu e frio como se ele provasse que a todos os momentos, jogador X ou Y era um adversário fácil ou difícil, porém quando é mais conveniente, decidem olhar o desempenho do cara. “Roddick só ganhou 1 Slam, então ele é fácil. Federer tem 20 Slams, então ele é difícil”. Como se o Federer, só por ser o Federer, a todos os momentos tivesse jogado mais que o Roddick. Tanto não é verdade, que ele perdeu algumas vezes. Eu tenho total convicção que o Federer 2016 jogava menos tênis que o Roddick 2009, por exemplo. Mas aí vocês jogam lá “Djokovic venceu o Federer no Australian Open 2016, então esse é um Slam parrudo”. Outros vêm aqui e colocam como uma façanha incrível a vitória do Djokovic sobre o Nadal em RG 2015. Mas naquele ano, o espanhol era a pior versão disparada dele. É legal que o sérvio tenha essa vitória? É. Mas não é tão incrível assim. Incrível seria se ele o tivesse vencido naquele RG 2014, por exemplo. O espanhol jogando muito. Nole teve chances, quase venceu, mas acabou perdendo, assim como o Federer perdeu este WB 2019.

        Davydenko, Nalbandian, Hewitt, González, Roddick, Safin e outros que vocês tanto menosprezam, obviamente não eram tão consistentes quanto o Big 4. Ninguém é. Mas ignorar que eles podem ter feito campanhas memoráveis e jogar muito tênis, às vezes mais do que alguém do Big 4, é pensar pequeno demais. Mesmo porque, muitos deles teriam currículos muito mais respeitáveis se o Federer não os tivesse vencido tantas vezes.

        O Wawrinka, por exemplo, jogou tênis demais de 2013 a 2016. Nesses anos, jogou mais que o Federer em muitos momentos. E o currículo dele nem é inegavelmente superior ao do Hewitt, por exemplo.

        E é aí que a história toda fica ainda mais ridícula. Vocês olham o currículo cru dos jogadores, quando convém, e quando não convém, vocês decidem pensar “ah… mas vamos ver o quanto esse cara aí jogava nessa época… é… o Agassi não era tudo isso em 2005”. Dois pesos, duas medidas. Sejam coerentes.

        Em tempo… eu acho que o Djokovic venceu mais Slams difíceis sim, do que o Nadal e do que o Federer. Mas a forma como vocês tratam o assunto é ridícula e parcial, tanto por menosprezar as conquistas dos outros dois, quanto pelo esforço de fazer parecer mais incrível do que já é, o que o Djokovic faz (como se ele precisasse disso). Eu acho que os Slams mais bonitos e difíceis que o Djoko venceu são: US Open 2011 (jogo acirradíssimo contra o Federer na semi, salvando match-point e tudo, e uma aula de tênis no Nadal na final), Australian Open 2012 (duas batalhas mentais contra o Murray e contra o Nadal), Wimbledon 2018 (apesar da final brocochô, a semi contra o Nadal foi eletrizante) e Wimbledon 2019 (final épica com o Federer).

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        1. Jonas

          Mas eu concordo contigo. Não há como desvalorizar a conquista de um atleta. O cara não tem culpa de ter uma chave mais fácil e vencer o torneio, isso acontece.

          Nadal, Federer e Djoko já venceram diversos torneios assim. Foram lá e fizeram sua parte. Lembro do US Open 2016, que o Djokovic chegou na final jogando contra “ninguém”. Aí perdeu pro Wawrinka na final. E se tivesse ganhado? Não seria um Grand Slam parrudo né, rs.

          Mas o que eu disse em relação ao Agassi é simples. São épocas e tenistas totalmente diferentes, a diferença é grande. Agassi é um fora da curva, mas o Federer talvez seja o tenista mais genial já visto, ele consegue (não sei como) jogar ainda mais tênis, melhorar, sair da caixa, etc.

          Contra o Djoko ele foi muito forte fisicamente e mentalmente, merecia vencer também. Foi no detalhe essa derrota.

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    1. Valmir

      Ué e esse senhor de 38 anos não domina a imensa maioria dos outros jogadores com menos de 32 anos?

      O problema desse senhor começou na longingua data da semi do US Open de 2010… quando levou uma virada, tendo 2 match points.

      Responder
    2. Luiz Fabriciano

      Mas Rodrigo, o Agassi fazia mesmo (ele próprio admitiu isso em seu livro). E convenhamos, 35 anos para Agassi, não é como 35 para Federer e nem para qualquer outro.
      Eu mesmo, com 50, bato em alguns moleques de 18 que querem fazer winner em qualquer bola de qualquer canto da quadra.

      Ok, ok, não sou Federer, nem Agassi, tampouco, sou profissional.

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  13. Sérgio Ribeiro

    Fica difícil ser contra a tecnologia. Mas o que assistimos são Tenistas se comunicacando com seu box ostensivamente, e os árbitros não fazendo rigorosamente nada. E é proibido esse contato ( permitido na WTA ) , com o argumento que nem todos possuem treinadores . Já uma tecnologia de ponta , caríssima , utilizada por uma meia dúzia de três ou quatro ( os mais $$$ ) , é vista como um grande barato. Sei, não… Abs!

    Responder
  14. Alison Cordeiro

    O uso da tecnologia favorece quem já tem naturalmente um mental elevado, que aliado a uma técnica apurada permite buscar as melhores formas de complicar o adversário. No caso do Big 3, vira até sacanagem…rs. Ninguém bate esses caras normalmente, sabendo usar esses dados então… num jogo tão parelho quanto foi a final de WB, Dalcim, vc destacaria alguma tática que pudesse ser proveniente dessas estatísticas no comportamento de Nole ou Roger?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que elas são usadas muito mais em jogos contra tenistas de menor escalão, mas vemos claramente que Federer passou a jogar com mais cautela e paciência no fundo de quadra.

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      1. Valmir

        Encheu o Djokovic de slices no backhand .. coisa que ele não gosta… funcionou durante um tempo… mas depois ele se acostumou.

        Djoko também aplica esses slides contra secadores grandões que tem dificuldades com bolas baixas.

        Até Kyrgios já percebeu que Federer se enche de trocar várias bolas e acaba errando…. na final de Wimbledon ele até esteve mais paciente… mas… nos tiebrakers e no quinto set voltou à normalidade.

        Um monte de informações se tira de assistir aos jogos… de forma atenta… sem precisar dessas empresas de … big data.

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  15. Evandro Pereira da Silva

    Sou totalmente a favor,isso nada mais é do que análise estatística, e está inserida na sociedade em geral. Agora, de nada adiantará saber onde seu adversário erra mais, se você nao tiver competência de colocar a bola no local exato que o estudo determina que tem que ser.

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  16. Marcelo-Jacacity

    Dalcim,

    Quando eu vi o Djokovic comemorando os títulos dos Majors com o Craig O’Shannessy eu pensei que esse avanço tecnológico acerca das estratégias no tênis estava ganhando corpo. Mas não imaginava que estava nesse nível.
    Surpreendente.

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  17. PIETER

    Novidade (nem tanto) que, infelizmente, tende a ser elitista e a aprofundar ainda mais o fosso entre as estrelas do tênis dos demais jogadores.
    Mas penso ser inevitável que a análise de dados se popularize mais no esporte, não só no tênis.

    Responder
  18. Ronildo

    Gente, quando eu mencionei que se poderia adotar a partida com pontos corridos, não era sério. Era só para tirar uma onda. Eu também sou contra qualquer mudança drástica no formatos dos jogos, pois isto quebraria o elo com o passado.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Rsss.
      Mas você escreveu tão sério, na mesma toada que vinha todos os seus comentários anteriores.
      Ainda bem que era uma chacota séria, rsss.
      Grande abraço.

      Responder
  19. Carlos Henrique

    Esse post é muito interessante, Dalcim.
    É só observar o pioneirismo do volei masculino brasileiro (Bernadinho) nesse tema, o que acabou por mudar o patamar da seleção brasileira.
    Nada mais natural o uso em um esporte ainda mais de precisão, como o tênis, e com uma parcela ainda maior do fator mental

    Responder
  20. Edi

    Quanto a essas tecnologias no tênis,lembro de uma entrevista do Federer,que era contra o técnico dar instruções durante os jogos,porquê haveria uma disparidade entre os jogadores que já tem muita grana e tem em seu staf tudo que precisa,em contrapartida tem jogadores que nem técnico tem por não poder pagar,e agora descubro que ele usa essas tecnologias,vc não acha que seriam as mesmas injustiças Dalcin?

    Responder
    1. Marcelo-Jacacity

      Ronildo,

      Realmente o Federer melhorou e muito no plano tático e estratégico do jogo desde 2017, ainda que Djokovic tenha ido surfar no paraíso das maluquices (teve a lesão também) e tenha facilitado e muito o caminho do suíço até meados de 2018.

      Mas uma pergunta se faz necessária: O plano contratado pelo Roger não contempla o que fazer no match point? Ou o plano do Djoko quando está diante do mp é melhor?

      Responder
      1. Ronildo

        Roger Federer vacilou nestes match-points. Jogou forte mentalmente a partida inteira. Inclusive depois que foi quebrado no quinto set continuou firme. Quem estava prestando atenção na partida percebia que sem tie-break, (abreviação da partida) Federer iria levar a qualquer momento. Eu até achava que este tie-break seria um tie-break longo, e não até 7 pontos. Federer teria que ter tentado ace até no segundo saque quando tava 40-15. Todo mundo sabe que qualquer jogador que está enfrentando match-point contra eleva o nível consideravelmente, então não adianta apenas colocar a bolinha na quadra. É como eu falei antes: a pressão sobre Federer é muito grande! Imagina o nível de status que ele atingiria no topo do tênis se tivesse convertido este match-point? Várias pessoas estavam apontando o dedo indicador para cima dando a entender que em seus corações ele é o VERDADEIRO NÚMERO 1no tênis! Como segurar esta emoção toda? É uma pena que a maioria aqui não tem reflexão o suficiente para analisar o lado psicológico através tanto das características de cada um como também do significado para cada um deles ser campeão nas circunstâncias que se apresentaram! Como eu tinha dito anteriormente também: SÓ SE FEDERER FOSSE PSICOPATA NÃO SENTIRIA AQUELE MOMENTO! Agora, quem sabe, ele sentido este gosto amargo da derrota não arranje forças para agir diferente se seu GRANDIOSÍSSIMO TÊNIS o levar a construír novamente match-points contra Djokovic em partidas de grand slans! Pelo que eu me lembro, numa final anterior entre Djokovic e Federer em Wimbledom, Djokovic também foi sacar para o jogo e perdeu o saque, levando a partida para o quinto set. Partida que Djokovic não ganhou, (não sacou para o jogo). Federer que perdeu (foi quebrado)!

        Resumo: apesar de ter se mostrado forte mentalmente a partida inteira, Federer vacilou quando COLOCOU DJOKOVIC NAS CORDAS.

        Responder
      1. Valmir

        Essas coisas ajudam no… plano de jogo… postura… abordagem geral contra o adversário.

        Agora… quando se está com a mão na massa… no meio do tiroteio… o sangue fervendo… o suor escorrendo
        vale mais o estilo de cada um… jogar com raça… a experiência … a sorte.

        Responder
  21. Gabi

    Isso nada é mais do que o big data utilizado no esporte.
    Se para nós mortais envelhecer já é uma m., para eles é ainda pior. Então, o uso dessa meta-análise de dados é a solução para a duríssima relação inversamente proporcional entre as exigências do circuito e o avanço da idade.
    E com um plus: acho difícil discordar de alguém que fala que gostaria de ter a cabeça de 50 aos 20. Nadal, Federer e Djoko têm rsrs.

    Responder
  22. Chileno

    Que interessante! Esses dados se referem a quê exatamente? Tipo… média de erros não-forçados de backhand, profundidade do segundo saque do lado do iguais, média de spin do forehand, etc.?

    Bem bacana isso. O jogo é muito tático mesmo. E é inegável como o Federer passou a jogar mais inteligentemente de 2017 pra cá.

    Não sei se gosto da ideia de permitir que o tenista se comunique com o técnico durante a partida. Acho que parte importante do jogo é o tenista tentar encontrar soluções para as situações ruins. Permitindo essa comunicação, essa qualidade passa a ser quase irrelevante. Por outro lado, os jogos provavelmente ficariam melhores no geral, porque ocorreria menos do jogador simplesmente não saber o que fazer contra determinado adversário.

    O cara tá tomando uma escovada de 4/0 e não sabe nem por onde começar uma possível uma reação.

    Responder
  23. Miguel BsB

    Opa! Tem o contato dessas empresas, Dalcim?
    Vou negociar com alguma delas pra desenvolver relatórios que me ajudem a vencer a barragem que eu jogo…hehe
    Mas assim, vou querer o plano de exclusividade, não quero que nenhum adversário tenha acesso a esses dados…

    Responder
  24. Leonardo

    Bom dia dalcim
    1: Vc concorda com essa comunicação direta entre o tenista e seu box ? ( Justifique sua resposta rs )
    2: Qual seria o impacto dessa comunicação no jogo,mental, platéia, árbitros ? …
    Abraços.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não concordo, acho que o tênis deve continuar sendo decidido pelos jogadores. Acho que pode ajudar os jogadores, com certeza. Para os árbitros, ficaria mais fácil o trabalho, menos uma coisa para cuidar.

      Responder
      1. Roberto Rocha

        Vou cometer uma heresia e discordar do Mestre Dalcim…
        A orientação do treinador é pra lá de benéfíca…no boxe, no tênis de mesa, em diversas modalidades do atletismo o contato do atleta com o treinador é permitido e em nada deprecia o desenrolar da atividade esportiva.
        O jogador muitas vezes paga uma quantia considerável para o treinador e no momento mais importante não pode contar com suas orientações? Não faz sentido. Uma vez por set deveria ser permitida a orientação do treinador…

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          E o que fazemos com os vários tenistas que viajam sem treinador por questões financeiras, Roberto? Daremos ainda mais vantagem àqueles que possuem condições de manter uma equipe ou um treinador consigo o tempo inteiro?

          Responder
          1. Luiz Fabriciano

            Mestre, minha opinião é a seguinte: no alto escalão (Big3) a diferença não acontecerá (influência do treinador no jogo). O João Ando deu um bom exemplo. Na Davis, treinadores quase entram em quadra durante o ponto.
            Quanto ao fato de tenistas novatos que não podem “carregar” treinadores pelo circuito seria uma questão de tempo para poderem. Vou tentar explicar: na maioria dos esportes, e nesse não é diferente, os iniciantes literalmente comem o pão que o diabo amassou para conseguir um lugar ao sol – na F1 o cara compra uma vaga na equipe e, dando resultado (dependendo dele), vende por 1 milhão de vezes maior.
            Vemos tenistas novatos muito talentosos, como a geração que substituirá o trio mágico: Aliassime, Tsitisipas, Zverev, Shapovalov etc que ainda não ganharam um GS ou M1000, exceto o alemão, mas já tem cachê suficiente para treinador full time.
            O que quero dizer é que o atleta inato ao talento e/ou trabalho, vai conseguir seu lugar, independente onde nasceram, ou você não concorda se os citados tivessem nascido no Brasil ou no Haiti, por exemplo, não teriam se destacado à ponto de entrarem no top 10? Lembro do tailandês Paradorn Srichaphan que salvo engano fui o único do seu país na história à ir tão longe no circuito – possuía habilidades suficientes para tal. Teve dois marroquinos também na era Guga (esse também serve de exemplo).
            Veja a França, com todo o investimento para desenvolvimento de tenistas e há quanto tempo não vê um grande campeão. Já li aqui que sua federação conta com 3 milhões de atletas.
            Grande abraço.

      2. João ando

        Dalcim. Quando um tenista contrata um técnico e para melhorar seu jogo e dai ganhar torneios. …. na taça Davis o técnico fica sentado ao lado do jogador …não tem porque não ficar nos torneios individuais e de duplas ..o técnico está sendo pago e na maioria das vezes muito bem pago e ele tem que fazer seu trabalho.

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  25. Jonas

    Jogadores com maior número de semanas estando como número 1 do mundo por década:

    Década de 1970: Connors, 251 semanas
    Década de 1980: Lendl, 238 semanas
    Década de 1990: Sampras, 276 semanas
    Anos 2000: Federer, 260 semanas
    Anos 2010: Djokovic, 261 semanas e contando…

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  26. André Barcellos

    Só hoje que li uma resposta do Paulo Almeida sobre um post meu. Aqui vai a resposta:

    “Aquele Djokovic do AO 2007 e o Nadal em qualquer Slam no hard não eram nada ainda. Eu não deveria ter contado o sérvio em RG 2006, mas continua um título parrudo do espanhol.
    O resto do post é um amontoado absurdo de asneiras, começando com Roddick no auge teria vencido Wimbledon.
    Depois esse cidadão reclama de ser chamado de fedta…, ops! Não posso mais usar esse termo aqui. Porém, fanático sem noção eu posso.”

    Paulo, meu posto foi ao seu estilo, “um amontoado de asneiras” (com o perdão da perda de classe apenas pra ilustrar como vc não consegue manter uma discussão salutar) .
    Só que com resultado contrário. Quis fazer um contraponto a vc no seu estilo, mas dá preguiça…não tenho saúde pra isso não.
    Em uma postagem só vc usou “aneiras”, “fanático sem noção”, etc.
    Não levo muito a sério. Afinal vc também não tem um pingo de fanatismo, não é mesmo?
    Na verdade, sua insistência em repetir as mesmas ponderações segue uma lógica: Parte de premissas falsas ou questionáveis e chega a uma hipótese que é verdade apenas porque vc quer. Chama-se silogismo sofismático.
    Eu posso afirmar o que quiser, como já fiz algumas vezes até a contragosto, pra vender uma ideia. Daí vem à tona ideias geniais, como “slam parrudo”.
    Foi o que fiz na maioria do meu texto.
    Quanto ao “fedtard”, que bom que vc parou.
    De qualquer forma, ainda falta alguns passos pra que vc consiga postar sem ofender, civilizadamente…
    Quanto ao Roddick ter vencido Wimbledom, óbvio que não é devaneio. Ele teria levado ao menos 3 vezes o torneio não fosse o Federer. Era um sacador poderoso, tendo superado todos, exceto o suíço em várias edições.
    O suíço acabou com a carreira dele (que tem o H2H favorável contra Nole), assim como fez com Davydenko (que tem H2H favorável contra Nadal), Hewitt, Nalbandian, Safin, etc.
    Esses tenistas era o que se tinha pra superar na época. Lógico que não são tão bons quanto Nadal ou Djoko.
    Mas Federer aprendeu a jogar contra cada um deles e os superou em muito.

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    1. Marcilio Aguiar

      André, desculpa entrar em seu comentário, mas eu acho perda de tempo responder algumas pessoas nesse Blog. Qualquer argumento que você use será respondido com uma ladainha repetida ao extremo. O propósito é sempre provocar, sem se importar com o tema em debate. Tal comportamento, infelizmente, não é exclusivo de seguidores do Djoko, embora no momento apareçam em grande volume e frequência, por questões óbvias. A ausência de resposta deixará esse tipo de conteúdo órfão. Quem verdadeiramente gosta de esporte, seja modalidade coletiva ou individual , tem todo o direito de ter suas preferências (como eu tenho pelo RF no tênis), mas antes de tudo deveria saber reconhecer e respeitar o valor dos adversários, caso contrário é um fanatismo doentio e sem sentido.

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    2. Chileno

      Quando convém para eles, eles olham o desempenho do jogador André. Quando não convém, eles olham o currículo. Dois pesos, duas medidas. Super imparciais e ponderados.

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  27. abel Afonso Ribeiro

    É a evolução natural do esporte que sem dúvida auxilia e beneficia o todo: da longevidade dos atletas e claro aos seus resultados.
    bem Dalcim, eu tenho uma pergunta de que se há conhecimento desse tipo de trabalho de dados: possuem análises meteorológicas de locais dos torneios?

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    1. José Nilton Dalcim

      Os dados não ficam públicos, Abel, afinal das contas ele é pago, e bem pago… rsrs… É até possível que tenha sim a análise do clima, que é uma variante importante no dia a dia.

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  28. leonardo

    Todo mundo usa informações, a diferença é que o Big 3 pode pagar as maiores empresas. No futebol sempre teve disso também, o chamado espião.

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