Animalesco
Por José Nilton Dalcim
29 de maio de 2019 às 19:10

É óbvio que as atrações desta quarta-feira em Roland Garros eram as superestrelas Rafael Nadal e Roger Federer. Com pequenos senões, os dois cumpriram a expectativa e venceram com pouco desgaste, o que é ainda mais essencial para o suíço.

Quem me impressionou mesmo foi Stan Wawrinka. O placar diante de Christian Garin pode dar a entender que o garoto chileno não jogou nada. O campeão de 2015 no entanto foi avassalador, batendo com extrema força, precisão e variedade na pobre bolinha. Garin encarou o duelo, houve lances de enorme qualidade, mas não aguentou o volume de jogo imposto pelo suíço.

Melhor ainda, o próximo adversário é nada menos que Grigor Dimitrov, que provavelmente virá cheio de confiança depois da vitória suadíssima contra Marin Cilic. Dono de grande habilidade, esse duelo de backhands simples terá seu nono capítulo e está rigidamente empatado por 4, sendo que Wawrinka levou os dois mais recentes.

Aliás, para deixar a coisa ainda mais interessante, quem vencer pode ter pela frente nas oitavas Stefanos Tsitsipas. Como eu previa, o grego não teve vida fácil diante do tênis talentoso do boliviano Hugo Dellien e faltou pouco para não irem ao quinto set, já que Dellien liderou por 4/2 a quarta série.

Nesse quadrante está Federer. O cabeça 3 foi muito bem com o saque, mas ainda assim precisou salvar quatro break-points, e poderia ter devolvido com mais apuro diante do pouco conhecido Oscar Otte. Seu adversário agora é o garoto Casper Ruud, norueguês de 20 anos que adora o saibro e atropelou Matteo Berrettini.

O nível de exigência também deve aumentar para Nadal, porque agora vem David Goffin. E em que pese a queda vertiginosa que seu tênis deu, ele nunca pode ser desprezado sobre o saibro. Não perdeu sets em seus dois jogos iniciais, porém sabe que a chance de ser competitivo está numa agressividade que não é seu dom natural.

Rafa fez uma partida gostosa diante de Yannick Maden, até porque o alemão de 29 anos melhorou conforme o jogo andou. Lá no final do terceiro set, o espanhol perdeu dois games consecutivos de saque, algo pouco usual para ele no saibro e menos ainda nas rodadas iniciais de Paris. Admitiu depois ter perdido o foco. Tenho certeza que não irá ter pesadelos por isso.

E mais
– Muita emoção para a torcida francesa. O garoto Corentin Moutet, canhoto cheio de recursos, e o veterano Nicolas Mahut, no seu último torneio de simples, se juntaram a Benoit Paire, que ganhou uma maratona eletrizante diante do compatriota Pierre Herbert, um jogaço em que aconteceu de tudo e os dois se esforçaram ao limite.
– O público porém amargou a queda previsível de Jo-Wilfried Tsonga para o animado Kei Nishikori e a derrota de um Richard Gasquet sem brilho para o argentino Juan Ignacio Londero, que será o adversário de Moutet.
– Na busca para recuperar o ritmo competitivo, Pablo Carreño cedeu apenas 10 games em dois jogos e tem chances reais diante de Paire, que provavelmente está cansado. O espanhol parou em fevereiro para cuidar do ombro,e fez quartas na edição de 2017.
– Sem jogar, Elina Svitolina confirmou o duelo com Garbiñe Muguruza e quem vencer deve pegar Sloane Stephens, agora a única não europeia em todo o lado inferior da chave.
– A desistência de Kiki Bertens, que se sentiu mal ainda no quinto game, deixou este setor ainda mais aberto, mas qualquer uma delas será favorita numa eventual partida de quartas frente Johanna Konta, Donna Vekic ou Belinda Bencic.
– Karolina Pliskova fez 29 winners em 16 games e continua chamando a atenção pela confiança. Encara Petra Martic, que atropelou Kiki Mladenovic e ganhou Istambul semanas atrás.
– A jovem Anastasia Potapova, carrasco de Angie Kerber, durou pouco. Outra russa, Veronika Kudermatova, responsável pela queda de Carol Wozniacki, fez outro bom jogo e avançou.

O melhor da quinta-feira
– Os quatro grandes nomes do dia no masculino têm jogos teoricamente fáceis: Novak Djokovic pega o lucky-loser Henri Laaksonen, Dominic Thiem encara o garoto russo Alexander Bublik, Alexander Zverev joga contra o quali Mikael Ymer e Juan Martin del Potro enfrenta Yoshihito Nishioka. Será que alguém perde set?
– Talvez valha mais assistir ao Fabio Fognini contra Federico Delbonis ou os homens da casa, principalmente Lucas Pouille diante do imprevisível Martin Klizan ou Gael Monfils, amplo favorito contra Adrian Mannarino mas sempre um show.
– Osaka x Azarenka merecia horário nobre, mas irá abrir o dia na Lenglen. Acorde cedo. Serena Williams jogará na Chatrier diante da quali Kurumi Nara, seguida por Caroline Garcia. A organização me parece ter errado mais uma vez.
– Outro jogo interessante entre novos rostos envolverá Aryna Sabalenka, que anda discreta no saibro europeu, e a promessa Amanda Anisimova. A campeã Simona Halep é ampla favorita diante de Magda Linette.

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Comentários
  1. Luis

    Dalcim Federer ainda pode vencer pelo menos mais um Slam? Como disse Rodrigo,depois do 20 que Federer disse na Australia que era uma coisa que pensava será que pode relaxar depois alcancou

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    1. José Nilton Dalcim

      Acredito que ainda pode, Luís, mas num piso realmente rápido e se estiver em plena forma. Não o descartaria em Wimbledon.

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  2. Paulo Almeida

    Roddick, Hewitt, Philippoussis, Baghdatis, González, Soderling e Cilic eram/são pangarés bem mancos; Safin era bonzinho, mas nada demais; Agassi já estava aposentado.
    Entressafra ou lesões de Nadal e Djokovic na maioria dos títulos, creio que não foge disso.

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        1. Groff

          Hahaha, sua veia cômica é bem aflorada, permita-me dizer, com todo o respeito. Aproveita e coloca o Safin pra jogar contra qualquer um desses três em uma quadra de tênis decente (em que corre a bola, não o jogador), não esses mangues lentos de hoje em dia, e me diga se acha que eles chegariam nos golpes do russo. A subida à estratosfera de Novak e Murray e principalmente o sucesso de Nadal fora do saibro estão na conta das alterações das quadras e peso das bolas. Não digo que eles não seriam monstros, porque são e seriam de qualquer maneira, mas a verve defensiva deles encontrou alento perfeito nesses “saibros duros” de hoje em dia, que ao mesmo tempo prejudicou demais os jogadores com veia ofensiva, dos quais, penso, o Safin era o melhor, ainda que atrás do próprio Federer (cuja capacidade de adaptação é assombrosa).

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  3. Paulo Almeida

    Jogo intenso do GOAT no primeiro set, mas depois o suíço se encontrou e até mostrou alguns golpes interessantes. Porém, o mais talentoso da história prevaleceu com sua facilidade enorme de jogar tênis.

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  4. Ronildo

    Nenhum jogador do passado jogando como jogavam em suas épocas venceriam Djokovic ou Nadal. Nem mesmo o Guga.

    Mas o que aconteceria se, por exemplo, transportássemos o Rod Laver através do tempo com 15 para 2005 e lhe déssemos a mesma preparação do Djokovic, com câmara hiperbárica e tudo o mais?

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    1. Sérgio Ribeiro

      Ou que tal transportarmos Novak e Nadal pra época de Laver , caro Ronildo ? O Equipamento ( raquete de madeira ) e Pisos rapidíssimos ( gostaria de ver Rafa a cem metros da base em quadra de Carpete ). Lendl mostrou que soube fazer a transição como ninguém. Inclusive na parte física. Até balé o Theco foi fazer. Começou a surrar Connors e o Big Mac a dar com o pau rsrsrs Abs!

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  5. Luiz Fernando

    Alguns blogueiros imaginam Wawrinka fazendo frente a Nadal em RG, gostaria apenas de lembra-los da final de 2017 (naquele ano diziam q Stanimal -kkkk- complicaria vida do cara) e de Madri 2019, me perdoem, creio q Nadal adoraria ver aquela barriguinha do outro lado da rede…

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    1. Rafael Brasiliense

      Ninguém faz frente a Nadal em Roland Garros. Nas duas vezes em que perdeu (2009 e 2015) ele estava com problemas físicos. Djokovic seria o que mais causaria dificuldades. Mas aposto minhas fichas no espanhol.

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  6. Sônia

    Olha aí Dalcim, Delpo sacou, Nishioka devolveu, Delpo matou o ponto, Nishioka falou que foi fora o saque e a juíza voltou o ponto. Lembrei da reclamação do Shapovalov em Lyon onde ocorreu a mesma coisa e o árbitro português deu ponto para o adversário do Shapovalov. Beijos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Depende da situação. Se o Nishioka chamou a bola fora e não fez menção de tentar defender a bola seguinte do Delpo, ele está dentro da regra. Mas convenhamos, Sõnia, é muita coisa para o juiz de cadeira administrar. Ele tem que ver o saque (geralmente bem veloz) do Delpo ir ou não na linha, aí acompanha para ver a devolução do Nishioka e mantém o olho na sequência do ponto. Já tentou sentar na cadeira? É extremamente difícil.

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      1. Sônia

        Dalcim, o adversário do Shapovalov sacou forte, a bola bateu forte na raquete do Shapovalov e foi longe. Imediatamente Shapovalov disse que a bola foi fora. O árbitro português viu a marca fora e mesmo assim manteve o ponto pro adversário como ace. Hoje Delpo sacou, Nishioka devolveu, Delpo foi pra rede e matou o ponto com um voleio, depois que o Nishioka disse que a bola foi fora e a juíza voltou o ponto. Interpretações “distintas”. Beijos.

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  7. Sônia

    Pigmeu asiático amaciando a carne legal, mas ThieMito (tremendo fair play) ainda não encontrou seu jogo nesse RG, difícil, muito difícil. E esse Ruud… Beijos.

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  8. Rodrigo S. Cruz

    [Fernando Pauli]
    30 de maio de 2019 às 11:48

    “De McEnroe para Kyrgios, sobre o saibro: “Você não tem que amá-lo, você tem que respeitá-lo. Sem o saibro, Nadal seria o segundo melhor canhoto de todos os tempos, atrás de mim, Bjorn Borg seria metade da lenda que é e Guga seria apenas um jogador brasileiro mediano com um cabelo estranho”

    Exato!

    E isso reforça o quão fraquinha a cantilena de que o Federer pegou entressafra.

    Afinal, como se definiria “entressafra” pra esses caras?

    Qualquer era em que não houvesse Djokovic e Nadal?

    É muita pretensão mesmo!

    Um verdadeiro desrespeito a jogadores notáveis como Guga, Safin, Sampras, Borg, etc.

    Se não se pode afirmar que Borg seria uma pedra no sapato de Nadal, por exemplo.

    nem semelhantemente que o mesmo Nadal, empunhando uma raquete do Borg, teria o sucesso que ele teve.

    Então, quem são esses manés para afirmar que o Roddick e outros seriam fracos contra os de hoje?

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  9. Renatinho

    Dalcim, eu tenho notado que no tênis feminino é relativamente comum ocorrer grandes resultados de forma precoce na carreira nos principais torneios do tênis mundial. Porque no tênis masculino esse fator ocorre pouco e no tênis feminino é relativamente comum ?

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    1. José Nilton Dalcim

      Você quis dizer por que as meninas conseguem grandes títulos em idade mais baixa que os homens? Se for isso, é algo um tanto histórico. E acho que um dos principais motivos é que a menina amadurece antes. Outro ponto é que os adolescentes estão com o físico menos formado que os adultos (isso obviamente em tempos mais distantes). Ainda assim, Becker, Chang, Wilander, Nadal… são vários exemplos de grandes conquistas aos 18 ou antes. Claro que não dá para comparar com os 16 de Seles e Hingis.

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      1. Rubens Leme

        Nãose esqueça de Tracy Austin, campeã do US Open de 1979, com 16 anos e 9 meses derrotando simplesmente Martina Navratilova (cabeça 2) nas semis e a número 1 Chris Evert, na final, além do triste caso de Andrea Jaeger, que se aposentou com apenas 19 anos por lesão, após finais em Roland Garros e Wimbledon, com 17 e 18 anos, respectivamente.

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        1. Rubens Leme

          Outro fenômeno precoce foi a Pam Shriver que venceu seu primeiro título de simples, em Columbus (1978), com 15 anos e 6 meses e disputou a final do US Open de 1978, ainda como amadora, aos 16 anos e 2 meses, perdendo para Chris Evert.

          Ironicamente, na semifinal derrotou Martina Navratilova, com quem escreveria uma grande história do tênis nos anos 80, ao vencerem, juntas, 20 Grand Slams de duplas (Shriver ainda venceria mais um, ao lado de Natasha Zvereva, seu último e derradeiro, o US Open, de 1991).

          Mesmo sendo lembrada como duplista, chegou a 3 do mundo nas simples, com 21 troféus em 48 finais.

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        2. Jonatas Bruno

          Vale uma menção honrosa a Jennifer Capriati que aos 14 anos fez semifinal em Roland Garros. Na mesma idade chegou ao Top 10 no feminino, e ganhou seu primeiro título como profissional em Porto Rico. Outro fato impressionante foi ter chegado a uma final de torneio ainda com 13 anos. E perdeu logo para quem? Gabriela Sabatini!
          Vale lembrar que o torneio em questão, havia sido o primeiro em que jogava como profissional. Um fenômeno! Não fosse a adolescência problemática, seria bem maior do que foi, a meu ver.

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  10. Marcelo Calmon

    Realmente valeu a pena acordar cedo e ver Osaka x Azarenka !!! Jogaço !!!!! Osaka começou errando muito e Azarenka muito bem. O forehand cruzado da Osaka é excelenete ! Vika tem que ganhar pontos logo no circuito para evitar pegar as melhores logo no início dos torneios.

    Pena que não pude ver o Wawinkra que tá fazendo falta nas fases finais dos slams. Vamos ver se o físico aguenta.
    Deve ser legal o embate com o Dimitrov que está ressuscitando em RG, aliás como o Goffin e o Mahut !

    O torneio está esquentando !!!

    Quanto a perder sets hoje, o Thiem e o del Potro perderam !!

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  11. Rodrigo S. Cruz

    Vi um comentário abaixo sobre um hipotético duelo Guga x Nadal.

    E alguém disse que Guga sofreria com o backhand simples.

    Engano.

    Não sofreria…

    Desde que o Federer despontou no circuito, sendo chamado até mesmo de ” Superman” do tênis, todos comentavam que o único ponto fraco do suíço era o backhand, quando atacado.

    Ou seja, se for para ele Federer, atacar, o backhand dele é excelente, um dos melhores, mas ao ser atacado nem tanto…

    O Guga, porém, era diferente do Federer.

    Conseguia gerar potência, mesmo com a bola alta e pesada na esquerda.

    A exemplo do Wawrinka…

    Concordo, portanto, com o que disse o Dalcim:

    O diferencial que realmente poderia machucar o catarinense (a menos que evoluísse nisto) era o físico.

    A pouca velocidade que movimentação do Guga… A lateral era mediana, e a frontal era péssima.

    E o Nadal certamente exploraria isso.

    Mas acho que daria pro Guga dirimir isso…

    O Federer não consegue ser bem rápido, mesmo aos 37 anos?

    O Delpo, todo pesadão e altão, também não conseguiu?

    Muita coisa mudou em termos de preparação física, daqueles dias para os dias atuais.

    Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Talvez um 7 x 3, seria o mais provável, Pessanha.

        Se o Tsitsipas e o Zverev, que são bem parecidos fisicamente como o Guga, não chegam ao CHULÉ dele, em termos de cabeça, por que o Guga não poderia fazer um bom papel?

        Sem falar que também tinha um grande saque, mesmo no saibro.

        Mas claro, aquilo que pontuei:

        Ele teria de se conformar com a evolução natural que o tênis sofreu.

        Especialmente na resistência e na movimentação.

        Mas não podemos esquecer que o Federer daqueles tempos, não é nada desse de hoje.

        O tenista é que precisa se virar para se adaptar as novas demandas…

        Responder
      2. lEvI sIlvA

        Vale lembrar ainda, que o Guga foi o ÚNICO tenista a derrotar Pete Sampras e Andre Agassi num torneio e sagrar-se campeão (detalhe: não foi no saibro!). Dito isso, não sei por qual motivo acham que ele nunca faria “cócegas” em Nadal e no saibro. Guga, penso eu, impediria a ascenção e vitoriosa carreira do espanhol de ser tão precoce. Não digo que ganharia todos os embates, mas daria trabalho!

        Responder
  12. Renato

    Como previsto, Roger vai jogar na secundária amanhã. Minha preocupação é que o suíço já se deu algumas vezes mal quando jogou fora da principal. Ex: Kevin Anderson(Wb), Robredo(Us)..
    .

    Responder
    1. Chetnik

      A Prima Donna fica contrariada e dá piti quando joga fora da central, kkkk.

      Não era você que tava zuando que o Djoko jogou fora da Chatrier? Kkkk.

      Responder
    2. Paulo Almeida

      Renatard amigão, todo mundo sabe que Federer entregou o jogo para o Robredo a fim de evitar uma derrota certa para Nadal no US 2013. O espanhol teria uma vantagem de 4×1 em GS no hard court com isso, confirmando que é melhor nessa superfície do que o suíço.

      Responder
  13. Rafael Brasiliense

    Ontem, Federer disputou 29 games em 1h e 37min, o que nos dá uma média de, aproximadamente, um game disputado a cada 3 minutos. Nadal, por sua vez, disputou 25 games em 2h e 11min, o que resulta em uma média de, aproximadamente, um game dispitado a cada 5 minutos. Pode parecer pouco, mas a cada 100 games disputados, Rafa fica 3h e 20min a mais em quadra que Roger. Em 10 mil games disputados, por sua vez, a diferença vai para 333 horas, o que corresponde a 14 dias.

    Responder
    1. HeitorD

      Também acho que o Nadal está jogando um pouquinho mais do que deveria. Federer e Djokovic ficaram ambos menos de 1h 40 em quadra nesses dois jogos, enquanto Nadal gastou 2h ou mais…

      Responder
  14. Fernando Pauli

    De McEnroe para Kyrgios, sobre o saibro: “Você não tem que amá-lo, você tem que respeitá-lo. Sem o saibro, Nadal seria o segundo melhor canhoto de todos os tempos, atrás de mim, Bjorn Borg seria metade da lenda que é e Guga seria apenas um jogador brasileiro mediano com um cabelo estranho”
    Concorda Dalcim?

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  15. Oswaldo E. Aranha

    Estava assistindo o jogo do Djokovic e estranhei que o estádio estava cheio de assistentes, será que foi por causa do jovem oponente?

    Responder
  16. Sônia

    Como assim Safarova? Só 32 anos? Dia triste, notícia triste, triste e chorando muito aqui. Aprendi muito contigo, fãzoca sua, na torcida que continue no “meio”. Beijos.

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  17. Rubens Leme

    Sensacional esse vídeo do Macarrão, Dalcim, e de suas declarações. A atual geração tem números mais espetaculares, mas o carisma de Borg-BigMac-Jimbo ainda é imbatível.

    Que sorte tivemos de ver todos eles, não?

    Sõ não concordei em dizer que sem saibro, Nadal seria o segundo maior canhoto, depois dele, John. Nadal seria o terceiro. O primeiro seria, este que vos escreve e que humildemente abandonou as quadras já que era tão superior aos demais, que deixaria o esporte sem graça. rs.

    E meu cabelo era tão estranho quanto o de Guga!

    Responder
      1. Rubens Leme

        Sim, e até em cima de Guillermo Vilas que também era canhoto. Aliás, em 1982, os três lideraram o ranking por 10 semanas e foi a única vez que três canhotos conseguiram isto. Isto aconteceu entre as semanas de 07.06.1982 (McEnroe-Vilas-Connors) até 16.08.1982. Na semana seguinte (23.08.1982), Lendl ultrapassou o argentino. A liderança sempre pertenceu a McEnroe, com Connors e Vilas brigando pelas posições abaixo.

        Que trio.

        Responder
  18. Eu

    A mesma Lacoste que deixa o paire ainda mais bonito (apesar da barba horrenda), deixa o Djoko brega. No francês, o shorts fica justinho e enaltece o corpaço definido dele. No sérvio, parece uma roupa da Renner.

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  19. Marcelo

    Dalcim, parabéns pelo post, e pela sua excelente cobertura de RG.
    Agora, quero te fazer uma pergunta: a que se deve essa incrível safra de novos tenistas italianos? Eles estão chegando aos montes, conquistando vitórias, resultados e até títulos importantes! Nos anos 90 e 2000, mal se ouvia falar em tênis italiano (no masculino, porque no feminino tivemos várias ótimas tenistas). Eles mudaram algo, fizeram algum investimento específico?
    Abraços!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não soube de nenhum trabalho especial realizado pela Federação Italiana, mas obviamente é um país com uma quantidade imensa de torneios promovidos, principalmente os de base e de transição, e isso certamente ajuda muito. Claro que surgiram também alguns novatos com um tênis bem mais consistente. Imagino que ajuda muito também o sucesso do Fognini, o que sempre puxa a geração que vem atrás.

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  20. Samdra

    Dalcim, uma opinião sobreamam Osaka, se não é pacto com o diabo e o que..sempre perdendo , e no último minuto do segundo tempo ela vira, será que vai ganhar o terceiro slam seguido?.. rsssss, japonês de modo geral sempre fazrmtudo perfeitinho, tem paciência , por isso não entendo o Niskishori

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Sim.

      Mas não se esqueça que esse “lambe-botas” é capaz de fazer uma coisa que o Federer dificilmente faria:

      Bater o Djokovic, no saibro…

      Responder
    2. Nando

      No saibro é mais complicado o confronto entre eles…as 3 vitórias do Stan foram no saibro (entre elas, final de MC 2014 e QF de RG 2015).

      Responder
  21. Rodrigo S. Cruz

    UFA!

    Ele se complicou sozinho.

    Porém, foi um alívio ver o talentoso Benoit Paire prevalecer contra o oportunista Pierre-Hugues Herbert.

    No fim da maratona de mais de 4 horas, o Paire era um MORTO em quadra;

    batia parado e o jogo de pés era ridículo…

    Mas foi recompensado pela perseverança.

    Depois de abrir 6/2 e 6/2, e ainda ter quebra de vantagem na terceira parcial, ele cochilou.

    Levou a virada em 7/5 e 7/6, e viu o jogo quase escapar das mãos no quinto set, quando Herbert o quebrou.

    Mas lutou e lutou, até conseguir mais duas quebras, e fechar por 11 x 9.

    Agora, para completar o serviço “sujo”, só falta eliminar o Carreno-Bósta, na fase seguinte.

    (rs)

    Só não sei de onde ele vai arranjar gás…

    Responder
  22. Beto Santos

    Dalcim, boa noite,

    Considerando que a chave de Federer e Nadal está caminhando na frente da chave do Djokovic, é certo que a Semi 1 será a do lado de Federer e Nadal? Ou acha que podem mudar e colocar o jogo de maior apelo como semi 2?

    Agora os ingressos estão sendo vendidos separademente e há sempre o risco de escolher a semi errada…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      As duas semis serão na mesma sexta-feira, Beto. E é muito lógico que o primeiro jogo seja dos que jogarão na terça (chave de baixo) e não os que jogarão na quarta (lado de cima).

      Responder
  23. Gerson

    Oi Dalcim, você não acha sacanagem a chave do Tistispas, se correr tudo normal, Dimitrovi ou Stan depois Federer depois Nadal e na final Tien ou Djoko, assim fica muito difícil!!!

    Responder
  24. Arthur

    Fala sério, Dalcim: tem golpe mais bonito no tênis hoje em dia do que essa esquerda do Wawrinka? hehehe…

    Melhor ainda, ele parece ter emagrecido e estar bem em forma. E está correndo por fora, sem ninguém apostar muito coisa nele.

    É exatamente nesses momentos em que ele cresce e surpreende. Torço muito pelo suíço.

    Um abraço.

    Responder
  25. Paulo Almeida

    O fato é que o Nadal está cada vez mais próximo da final: vai pegar um cara morto nas quartas e outro mais morto ainda na semifinal. Resta saber se o outro finalista vai chegar em boas condições para ter chance de derrotá-lo e o único que tem chance pra isso é o GOAT Djokovic.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Sinceramente não sei quem é o mais idiota. Kyrgios, os Fakes adoradores do Goat Paraguaio ou John McEnroe. Se dirigindo ao Australiano solta a grande Pérola “ Respeite o Saibro. Se ele não existisse, Nadal seria o SEGUNDO melhor Canhoto depois de mim. E GUGA seria apenas um desconhecido com cabelos Estranhos “ . É como se não existe Rod Laver e o Espanhol não tivesse vencido fora do Barro quase o mesmo número de SLAM que o BigMac em toda a sua carreira. Ou seja, é o mesmo que algum imbecil fingir que Federer não existe , e doentiamente chamar de GOAT um cara que não detém os Recordes do verdadeiro rsrsrs Abs!

      Responder
  26. Jonatas Bruno

    Baita resultado do Wawrinka, afinal o Garin está em franca ascensão e tem um jogo bem compacto no saibro. Que lhe sirva para reestabelecer as bases, pois é aquele tipo de tenista que faz o jogo movimentar. Quanto mais protagonistas, melhor!
    Falando em movimentações, Federer segue a acumular, e a perder de vista, ou melhor a ganhar de vista!. Nesta primeira semana lucro total, o próximo virá da Noruega. Pelo que produz, faz muito bem por merecer.
    Nadal seguiu a fazer mais um jogo-treino, agora vem o Goffin, e aí sim, já cabe melhor adotar um
    parâmetro concernente ao que se espera de um confronto. O belga, se propor a jogar de forma consciente,dá jogo.

    Dalcim, considero que o Del Potro, pode ser o que pode perder um set. Esse Nishioka é preparado para “bancar” um rali, e acho que certos pontos serão bem disputados. Minha aposta vai nele.

    Responder
  27. André Rodrigues

    Boa noite Dalcim olhando o desempenho dos sulamericanos em Roland Garros, percebe-se como o Brasil ficou pra trás, chilenos, boliviano, argentino então é até covardia comparar.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      São momentos, André. O Chile até bem pouco tempo estava sem perspectiva, e te garanto que o trabalho de base por lá não é melhor do que o nosso. Bolívia então nem se fala. Acho que também estamos com uma geração menos talentosa.

      Responder
      1. Luiz Totti

        Dalcim, o comentário do André e sua resposta a ele me trouxe uma curiosidade: como seria um ranking por nação, tipo uma Copa das Nações do tÊnis? Fiz uma “brincadeira” com os top 100 só apra ver e achei bem curioso: temos 40 diferentes nacionalidades no top 100 e 2 países com 10 tenistas cada (França e EUA. Os argentinos somados colocariam a Argentina em quinto lugar na geral!!!!). Olha o meu ranking (entre parênteses o número de tenistas no top 100):

        Pais Pontos Media
        #1 SRB(5) 16,389 3,278
        #2 ESP(8) 14,714 1,839
        #3 FRA(10) 11,469 1,147
        #4 USA(10) 10,316 1,032
        #5 ARG(6) 8,646 1,441
        #6 ITA(7) 8,594 1,228
        #7 SUI(2) 7,315 3,658
        #8 GER(3) 6,290 2,097
        #9 RUS(3) 6,121 2,040
        #10 CRO(3) 5,834 1,945
        #11 AUS(6) 5,738 956
        #12 CAN(3) 4,867 1,622
        #13 AUT(1) 4,685 4,685
        #14 JPN(2) 4,601 2,301
        #15 RSA(2) 4,362 2,181
        #16 GRE(1) 4,080 4,080
        #17 GBR(3) 2,978 993
        #18 CHI(2) 2,056 1,028
        #19 GEO(1) 1,970 1,970
        #20 KAZ(2) 1,571 786
        #21 BEL(1) 1,325 1,325
        #22 MDA(1) 1,101 1,101
        #23 POL(1) 1,040 1,040
        #24 BUL(1) 997 997
        #25 URU(1) 983 983
        #26 HUN(1) 965 965
        #27 BIH(1) 913 913
        #28 SVK(1) 883 883
        #29 NOR(1) 810 810
        #30 NED(1) 781 781
        #31 POR(1) 750 750
        #32 LTU(1) 734 734
        #33 LAT(1) 687 687
        #34 ROU(1) 667 667
        #35 BOL(1) 651 651
        #36 IND(1) 629 629
        #37 TUN(1) 602 602
        #38 SLO(1) 595 595
        #39 UZB(1) 583 583
        #40 CZE(1) 575 575

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        1. José Nilton Dalcim

          Muito bom, Luiz! Obrigado por compartilhar. Vale lembrar um dado que eu vi ontem: a Itália é quem tem mais jogadores entre os 250 primeiros.

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  28. Efraim Oliveira

    Eu vejo o pessoal reclamando da chave do Nadal em Roland Garros, mas sério, dêem uma olhada no histórico dele no torneio – um atropelo atrás da outro… nessa lista se inclui Federer, Novak, Stan, Thiem.

    Quase que impossível se falar em chave difícil pra Nadal em Roland Garros.

    O cara só teve dois jogos que foram ao quinto sete e perdeu outros dois – um absurdo pra um cara que joga o torneio desde 2005. Sinceramente, dado o histórico, não vejo por onde Nadal ter uma chave complicada por lá.

    Único que acho com grandes possibilidades de complicar é o Novak.

    Responder
    1. Enoque

      Nunca vi um caminho tão facilitado pra chegar na semi, agora o Nadal pega o Goffin, depois o Moutreta e nas quartas o Nishikori baleado. Até prefiro que pegue o Tsitsipas na semi, já que o Federer não teria a paciência de entrar num combate direto, a esta altura do torneio.

      Responder
      1. Fernando Pauli

        Não esqueçam do WAWRINKA. O Stan terá dois jogos interessantes, primeiro contra Dimitrov e se passar provavelmente contra Tsitsipas. Ele tem tudo para engrenar e pegar mais confiança ainda. Se chegar nas quartas acelerado, duvido que Federer o derrote, aí teríamos uma SF daquelas, Stan no mode animal contra Nadal.

        Responder
    2. Renato

      A diferença é que Nadal não tem mais 20/25 anos, não tem mais a mesma intensidade. Se fizer jogos desgastantes nas primeiras rodadas, pode sim chegar cansado na fase final. Mas não pegou uma chave que propicie jogos difíceis. Tem vários jogadores que podem pelo menos endurecer pra ele. É só ver os Masters de Monte Carlo, Madri e Barcelona. Não pense que as coisas são como há 10 anos atrás.

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  29. Ronildo

    Realmente Stan foi impressionante. O Federer deu sorte de Tsisipas e Stan duelaram antes de um provável encontro com ele nas quartas.

    Responder
  30. Renato

    Dalcim, um comentarista da bandsports disse que a tradição dos jogadores jogarem todos de branco em Wimbledon teve uma pausa, e por um tempo os jogadores usavam o que queriam, voltando a tradição anos atrás. O Saretta olhou meio desconfiado para o cidadão. É fato ou a tradição sempre existiu?

    Amanhã tem Novak na secundária e Thiem na principal! Rsrs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O Alvinho se enganou nessa… Wimbledon jamais abriu mão do branco. Apenas amenizou a regra, permitindo alguns detalhes coloridos, mas agregou um ‘predominantemente branco’ e exige isso à risca.

      Responder
  31. Renato

    Dalcim, não sei se vc concorda, mas o adversário do suíço parece melhor que o que enfrentou Rafa. Tem mais potência nos golpes é um saque pesado, apesar de ser meio afoito e fraco mentalmente.
    Teve um momento do jogo que Oscar soltou um verdadeiro foguete de forehand que Roger conseguiu rebater e fazer a bola voltar para o alemão. O rapaz jogou em alto nível os três primeiros games do jogo, depois…

    Responder
      1. Marcelo

        Ficar mais tempo que Federer na quadra é normal pra Nadal. O suíço busca logo a definição do ponto. Questão de estilos. Mas o que faz os jogos de Nadal ficarem mais longos é a sua demora pra sacar. Por exemplo, se um dia Nadal ganhar um game de zero, com 4 aces (não sei se já aconteceu), com certeza vai ser em mais de 2 minutos. Já Federer faz isso em 1 minuto ou até menos. Então fica a impressão de que o espanhol joga muito mais tempo, o que não é totalmente verdade. Nadal demora pra sacar e até pra receber, então seus jogos ficam ainda mais longos do que deveriam.

        Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Bom, você há de considerar que no saibro o estilo do Otte não é tão eficiente quanto ao do Maden, porque deve-se trabalhar mais os pontos ao invés de ir para o risco o tempo todo. De qualquer forma, os dois alemães conseguiram dar um bom espetáculo.

      Responder
  32. Eleotério Almeida

    Dalcim, hipoteticamente, se Guga e Nadal tivessem travado 10 duelos sobre a terra no auge do Guga, entre 1999 e 2001, vc acredita que o H2H estaria próximo de 5 a 5?

    Responder
      1. Ulisses Gutierrez

        Dalcim,

        Com o back simples, acredito que o nosso guga sofreria bastante. Foste muito otimista em colocar 3 vitórias para o guga. Na base do real acredito que o Nadal se perdesse poderia ser um jogo, não mais que isso.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Guga tinha a qualidade excepcional de gerar potência no backhand mesmo com a bola acima de sua cintura, algo bem difícil. Porém, acho que a questão é a parte física. O tênis mudou muito, os jogadores estão muito mais velozes e justamente o deslocamento não era o ponto mais forte do Guga.

          Responder
          1. Antonio Miranda

            Por outro lado, o Guga também iria evoluir muito, enfrentando Nadal, Federer e Djoko, ao longo do tempo, é o que eu acredito, pena que só podemos ficar na imaginação.

          2. José Nilton Dalcim

            Pois é, mas a questão colocada é o melhor Guga que conhecemos contra o melhor Nadal. Comparar épocas é algo complexo e por vezes injusto. Lembra do peso da raquete que o Guga usava?

          3. Luiz Fabriciano

            Isso só me remete à questão batida de quadras lentas atuais. Antigamente mais rápidas, porém, jogos bem mais lentos que os atuais. Há lances que quase não vemos a bolinha.

      2. Efraim Oliveira

        Acho que a versão de 2010 pode ter sido melhor; foi ano que ele fechou o slam do saibro.

        Das versões que vi do Nadal, aquela do Us Open de 2013 foi a mais avassaladora.

        Responder
      3. Eduardo Moura Lima

        Achei que você fosse incluir além do 2008 e 2013, o de 2017 e 2018. Os dois últimos anos Nadal destruiu a todos no saibro de forma impressionante.

        Acho inclusive que em termos de qualidade e agressividade os de 2017 e 2018 são superiores aos de 2008 e 2013.

        Abraço

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Acho que tecnicamente o Nadal de hoje mais completo, desde que trabalhou muito com seu backhand. Mas fisicamente não há como comparar, Eduardo.

          Responder
  33. Rubens Leme

    Dimitrov, Tsitsipas, Federer, Nadal e Djokovic. Todos estes sentirão a fúria do amigo do Chico Bento na sua volta triunfal e rumo ao quarto Slam da carreira. Afinal, quem tatua Samuel Beckett no braço tem meu total apoio e admiração.

    Responder
      1. Barocos

        Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.
        Uma tradução bem livre seria:
        Já tentou. Já falhou. Não importa. Tente novamente. Falhe novamente. Falhe melhorando.

        Responder
      2. Rubens Leme

        “Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.”

        É uma frase de uma peça de Samuel Beckett, Wostard Ho, que saiu editado no Brasil no livro Companhia e Outros Textos e recebeu o título de Pra Frente o Pior.

        Caso queira saber mais sobre essa complexa obra do autor irlandês e complexa tradução, acesse https://www.researchgate.net/publication/285869962_Melhor_pior_sobre_a_traducao_de_Company_e_Worstward_Ho_de_Samuel_Beckett

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