Aula de tênis
Por José Nilton Dalcim
17 de abril de 2019 às 19:55

O saibro faz mesmo muito bem a Rafael Nadal. Com uma variedade notável de golpes, deslocando-se de forma impecável e com as escolhas sempre oportunas, varreu da quadra um dos destaques da temporada, Roberto Bautista, aquele que venceu já duas vezes o líder do ranking Novak Djokovic. Bom, é fato que Bautista não passa de mediano sobre a terra. Nunca venceu um top 10 no piso em 14 tentativas. Diante de Rafa, então, parece um principiante: 14 games vencidos em sete sets disputados.

Ao marcar sua 69ª vitória em 73 possíveis no Principado, Nadal deixou claro que se preparou com esmero para a longa, mas também saborosa temporada sobre o saibro europeu. Se existe um ponto onde ainda pode melhorar é o saque, aquele novo movimento mais simplificado. Talvez pela inatividade, mostrou-se um tanto irregular e até permitiu break-points a Bautista.

Com absurdo percentual de sucesso de 92%, Nadal anotou hoje a 416ª vitória sobre o saibro. Isso é mais do que John Isner, Marcelo Ríos, Kei Nishikori, David Nalbandian, Fernando Gonzalez, Patrick Rafter ou Guga Kuerten atingiram na soma total de suas carreiras!

Zverev sobrou
A outra expectativa do dia foi frustrante. Alexander Zverev não deu oportunidade a Felix Auger-Aliassime, principalmente porque sacou e devolveu muito melhor o tempo inteiro. O garoto canadense jogou abaixo do que vinha mostrando, mas não chega a ser uma novidade num saibro tão lento.

A boa notícia foi ver Sascha bem solto, vibrante e com golpes muito bem calibrados. Ele vai precisar disso tudo diante de Fabio Fognini e provavelmente depois contra Borna Coric. O italiano vai explorar as deixadas que atormentam o alemão; o croata tem um poder defensivo perfeito para o saibro e paciência para esperar erros.

Se passar por todos esses testes, Zverev estará pronto para desafiar Nadal nas semifinais, já que o espanhol tem favoritismo natural diante de Grigor Dimitrov e de quem passar entre Marco Cecchinato e Guido Pella.

Thiem também teve uma bela volta ao saibro, ainda que ele goste de um piso um pouco mais veloz para usar mais o primeiro saque. Não vejo o austríaco tendo qualquer dificuldade para ir até a semi, nem contra Dusan Lajovic – sobre quem possui 5-0, todos no saibro -, muito menos Lorenzo Sonego ou Cameron Norrie.

O provável duelo contra Djokovic é quase inevitável. O sérvio deve passar sem sustos por Taylor Fritz, que surpreendeu Diego Schwartzman com uma atuação muito firme. Já o duelo entre Stefanos Tsitsipas e Daniil Medvedev é uma incógnita, uma vez que o russo venceu os três confrontos do ano passado na quadra dura. Prefiro o grego, que tem capacidade de mudar sua postura tática conforme a situação.

Detalhes
– Nishikori fez milagres no ano passado sobre o saibro lento de Monte Carlo, atingindo a final com vitórias sobre Cilic e Zverev. A derrota de hoje diante de Herbert no entanto foi muito atípica, ainda mais que o francês só joga na base do risco e dos voleios. Aliás, ele pediu um tempo ao parceiro Nicolas Mahut para se concentrar na carreira de simples. E não é que está dando certo?

– Apesar da derrota, Aliassime está com um pé e meio no top 30 e, automaticamente, na luta para ser cabeça em Roland Garros.

– Pode-se dizer que Fognini levou sorte ao ver Simon nem entrar em quadra. O francês tem 5-0 nos duelos diretos e, o mais incrível, todos sobre o saibro. Aliás, Fognini nunca venceu set de Zverev em dois confrontos de 2017.

– Apesar de todas as críticas, sempre é bom lembrar que Thiem tem figurado no top 10 do ranking seguidamente desde 6 de junho de 2016. É a maior sequência entre os tenistas em atividade, só atrás de Nadal.

– Dimitrov recupera pouco a pouco a confiança. Contusão no ombro direito o tirou de três torneios. Voltou com duas vitórias em Miami e agora repete em Monte Carlo. É um grande freguês de Nadal: 11 derrotas e 1 vitória (Pequim-2016). Será terceiro duelo em Monte Carlo: tirou um set em 2013 e perdeu por 6/4 e 6/1 na semi do ano passado.

Brazucas desencantam
Não tem como não comemorar uma semana de enfim muitas vitórias brasileiras, ainda que em nível challenger. Quatro nas oitavas de San Luis Potosi (Menezes, Feijão, Sakamoto e Wild); outro em Túnis (Bellucci) e mais um em Sarasota (Clezar). Para completar, Teliana passou o quali e uma rodada na Itália.

Servem para amenizar a triste notícia de que saiu a lista para Roland Garros sem nenhum brasileiro com vaga direta. Bia Haddad tem reagido, mas não deu tempo. Vamos para os qualis. De novo.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    E o Bellucci quem diria?

    Terceira virada seguida, para avançar mais uma rodada.

    O que será que houve com ele?

    Só não podemos elogiá-lo muito, porque em se tratando dele, a alegria não costuma durar.

    E até que dure:

    Vamos Thomaz!

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  2. Arthur

    Joga pouco esse Fognini, hein, Dalcim? Hehehe…

    Se pelo menos o italiano tivesse um pouco mais de cabeça, seria facilmente um dos cachorrões do circuito.

    Um abraço.

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    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, Arthur, a gente vive torcendo para que tenistas como ele e o Kyrgios criem juízo… Quem sabe, não seja a semana que Fognini resolva ganhar do Djokovic e do Nadal?

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  3. Leo Gavio

    Os haters do DJokovic, como Sergio Ribeiro são obstinados.

    Fui lá atrás, nos posts do Blog, ver as respostas ao meu post onde eu dizia que no Saibro era Djokovic >>>>>>> Federer > Guga

    Ele conseguiu atacar o tenista com o melhor currilo (no saibro) entre os 3, que é o DJokovic, e tranformar Guga em muito acima que DJokovic e Federer emparelhado com Djoko no saibro.

    Por Djokovic é melhor que os dois no saibro:

    Retrospecto em RG, Masters e confrontos contra Nadal.

    Se você tirasse Nadal e colocasse Ferrero, Bruguera, Gaudio, Costa e todos os outros tenistas saibristas daquela época do Guga, Djokovic teria 11 RGs, Djokovic só não tem uns 5 a 7 RGs pq Nadal foi o obstaculo lá uma meia duzia de vezes.

    Imagine Djokovic ganhando de Mariano puerta, abrindo a porta psicologica pra outros titulos em RG, mesmo com o fantasma espanhol Djokovic sempre foi o pareo mais duro pro Nadal naquela quadra.

    No confronto direto Djokovic vs Federer em RG, ambos no auge, Federer não deve nada, e olhe lá se não for melhor, por causa do saque, fisico ele tem e um arsenal imenso, mas analisando todos os oponentes a enfrentar, pq o torneio é contra varios tenistas, Djokovic tem mais combustivel, enquanto Federer pena contra o Nadal, o Djoko já cria um ambiente mais complexo, mais dificil pro espanhol.

    É nesse sentido que Djokovic, levando-se em conta os titulos, as semis e as finais, tanto em RG quanto nos masters, bem como considerando a força dos principais oponentes, tem uma gama de resultados bem mais forte que Federer e Guga.

    Isso não quer dizer que no confronto direto, pelo encaixe de jogo (DJoko tem dificuldades no saibro contra tenistas que batem a esquerda de uma mao e na paralela) a situação do servio não se complique.

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    1. Paulo Almeida

      Só dodói da cabeça pra achar que alguém chega perto de Djokovic como o segundo melhor tenista no saibro não só do século 21, mas dos últimos 30 anos.

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Gavião,

      O problema, é que o Sérgio Ribeiro entende bem mais de tênis do que você.

      O que não chega a ser um elogio pra ele, já que você não entende absolutamente nada…

      A tua vida é ficar procurando meios de exaltar o Djokovic, e diminuir os feitos alheios, só isso.

      Você e seu colega Paulo “Ae-qaeda” não gostam de tênis.

      Vocês gostam de Djokovic. O que é bem diferente.

      Qualquer especialista riria na cara de vocês, quanto a esse tópico.

      O Guga foi sim MUUUUUUUUITO superior ao Rogério no saibro. isso nem se discute.

      E o brasileiro foi superior ao Djokovic também.

      Misturar a estações, ou seja as eras, tentando diminuir caras como Bruguera, Safin e outros, só pra promover essa PORCARIA de amor que nutrem pelo sérvio, só mostra o quanto você estão despreparados pro debate.

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  4. Luiz Fernando

    Rafa jogou bem, aliás muito bem, pois foi exigido no primeiro set, diante da excelente atuação do Dimitrov nesta parcial. Cometeu erros bobos, mas eles foram bem esparsos; o BH está bem calibrado. Espero mais tranquilidade amanhã.

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  5. Rodrigo S. Cruz

    Finalmente um jogo normal pro sérvio.

    Se bem que não dá pra avaliar muito, já que esse “Dr. Fritz”, no saibro, não assusta nem bichinho do mato…

    Enfrentar um Medvedev nas quartas, não é o pior dos mundos.

    No entanto, o russo vem de boa vitória sobre o Tsitsipas, e isso o credencia um pouquinho.

    Mas acho que vai dar Djokovic na semi, e com placar elástico de novo…

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    1. José Nilton Dalcim

      Menos técnico? É praticamente impossível dizer que algum deles não tem uma técnica extremamente apurada. Mas se você quer dizer a capacidade de fazer todos os golpes com máxima perfeição, talvez o Djoko.

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  6. Luiz Fabriciano

    Teve um lance no jogo do Nadal, que ele fez uma bola tão baixa que a única forma do Dimitrov conseguir devolver foi sentando no chão.
    Mas no final…

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  7. Paulo Almeida

    Zé Verev e o aniquilador de jaguatirica eliminados. Se não der zebra, GOATovic e Capivara vão decidir todos os torneios no barro. Justo para os dois melhores de todos os tempos.

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  8. Renato

    Dalcim, Zverev jogou muito mal, Fognini muito bem ou um pouco dos dois? Sem deixar de deixar claro a admiração que tenho pelo tênis do italiano. Impressionante como não faz força pra jogar. Junto com Federer, Kyrgios e Dimitrov, são os jogadores mais talentosos do circuito.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que o primeiro set foi absolutamente parelho e Zverev perdeu intensidade depois do tiebreak. Fognini jogou com variedade e inteligência.

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  9. Thiago Prada

    Ah Fognini, Fognini, tivesse um pouco maos de cabeça…que jogo contra o alemão! Deu uma verdadeira aula de mudanças de direção de bola, efeitos, agressividade!

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    1. Nando

      Thiemganou tbm? Hahahaha
      Zverev foi outro, apesar de q Fognini “afim de jogo” é complicado (além do italiano ser um dos mais talentosos do circuito).

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  10. José Eduardo Pessanha

    SuperesTHIEMado perdeu ? Nenhuma novidade. rs
    O maior exemplo de que o circuito de hoje é sofrível, se comparado à época da “entressafra”, é o fato de o Thiem ser top 10 há 3 anos.
    Abs

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  11. Luiz Fernando

    Thiem é outro q sempre decepciona quando se espera algo dele. Perder desse cara mediano, sendo Bondoso na avaliação, q ele perdeu hj merece um troféu da mais alta mediocridade.

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      1. Eu

        Mário, eu bem que gostaria de entender o que vc escreve, mas os erros ortográficos (basta fazer uma revisão antes de postar – pois duvido que vc fale do jeito que vc escreve) e os gramaticais nao deixam…
        Nem o teu nome vc escreveu direito desta vez…

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  12. Victor Martins

    Gente, é só eu, ou vocês também não estão tendo paciência pra assistir o jogo do Nadal. Kkkkkkkk
    Acho que é um efeito colateral, de ficarmos mal acostumados em vê uma aula de tênis, toda vida que Roger Federer entra em quadra.

    Bom, esperaremos Madrid!!

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    1. Paulo F.

      Respeito este titã do tênis, mas é chato sim assistir o Nadal.
      Nunca me conformarei que Federer, já no auge, nunca tenha tirado uns M1000 no saibro e pelo menos um RG quando o espanhol ainda estava nas fraldas.

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  13. Rodrigo S. Cruz

    Olha, vou falar uma coisa.

    Se eu fosse técnico de qualquer tenista do circuito, eu acho que eu ia ter um ataque cardíaco.

    Mas um ataque de RAIVA!

    Porque eu não consigo entender essa mania estúpida, burra, que o tenista tem de:

    tendo toda a quadra aberta de um lado, pegar e volear justamente do lado e na MÃO do adversário, pensando que vai conseguir pegá-lo no contrapé.

    Não vai, porra!

    Não vai, caramba!

    Tão certo como dois e dois são quatro, ele vai jogar na mão do rival, que em 99, 999999% das vezes, irá passá-lo!

    Exatamente como Dimitrov fez agora pouco, num game de saque do Nadal:

    Com a quadra toda aberta, e totalmente fora de alcance por espanhol, inventa volear do lado que o Nadal está…

    É muita teimosia e burrice!

    E o pior é que quase todo mundo faz isso…

    Responder
    1. Ronildo

      Você falou bem Rodrigo: QUASE todo tenista faz. O Nadal por exemplo nunca faz isso. Ele sempre voleia tentando colocar a bola o mais longe possível do oponente. Contra-pé, no caso do Nadal, só se o adversário iniciar uma corrida louca tentando adivinhar o lado antecipadamente.

      Responder
      1. José Nilton Dalcim

        Desculpe a intromissão, mas não é exatamente o caso. O consenso é que a melhor forma de você driblar um adversário que corre muito é o contrapé. Então sim, muita gente busca o contrapé diante de Nadal, Djokovic, Monfils… Tenistas que chegam nas famosos bolas impossíveis. Faz parte da tática, não é nenhuma maluquice.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Dalcim.

          Se o adversário está lá no fundo, e você grudado na rede.

          É evidente que um voleio cruzado curto é indefensável.

          Jogar a bola no fundo, na mão do oponente é burrice…

          Responder
  14. Paulo Almeida

    GOATovic voltou ao normal e destruiu sem piedade o americano.
    Ele é dono do melhor backhand da história (10/10), enquanto seus arquirrivais possuem no máximo um 6/10. Zé Verev é o mais próximo com um 8/10.

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  15. Rodrigo S. Cruz

    Dimitrov fez um primeiros et quase impecável contra o Nadal.

    Devolveu quebra, fez voleio vencedor caindo no chão, enfim deu um show…

    Além disso, alguns números até mesmo impressionaram:

    Dimitrov fez um winner a mais, e cometeu menos 5 erros não-forçados a menos (coisa raríssima contra o Nadal).

    Além disso, o búlgaro ainda teve melhor aproveitamento com o segundo saque.

    Porém, bastaram a estatística de erros forçados, e mais 3 madeiradas do búlgaro quando sacava em 4/5, pro espanhol vencer a parcial…

    É por essa razão que é virtualmente quase que impossível ganhar do Nadal numa quadra com essa.

    Você pode dar espetáculo com jogadas de efeito, cometer pouquíssimos erros, sacar e devolver bem, e mesmo assim isso não ser o bastante.

    Nadal é um MONSTRO DE 7 CABEÇAS no saibro.

    Por isso que criticar o Federer por ter perdido tantas vezes do Nadal ali, não passa de apelação forçada de hater…

    Responder
    1. José Eduardo Pessanha

      Rodrigo, concordo com você, mas acho que o Rogério tinha a obrigação de ganhar pelo menos umas duas finais de RG do Nadal. Faltou cabeça mesmo. E tática. Rogério só começou a jogar taticamente de uns anos pra cá. Antigamente jogava na base do “Vou enfrentar o adversário atacando o ponto mais forte dele e vai ser assim até o final “. Rs
      Abs

      Responder
    2. Miguel BsB

      São os erros forçados que o Nadal causa com seu spin fora do comum, principalmente num destro que bate o Back com uma mão…
      O Dmitrov ainda conseguiu domar muitos deles com seu ótimo slice, mas essa jogada do Nadal machuca muito.

      Responder
  16. Renato

    Rodrigo,

    Creio que o jogador em questão está mais para número 1 da 25 de Março do 2ue do Paraguai. No país latino ainda é possível encontrar alguma coisa original.

    Responder
  17. Luiz Fernando

    Djoko atropelou o medíocre Fritz no segundo set, demonstrando q ele é o principal rival da Rafa nesse piso, secundados p Thiem e, mais abaixo, Zverev. Dificilmente os vencedores dos principais torneios sairão desse quarteto…

    Responder
    1. Paulo F.

      Tu como o nadalista de respeito que és, sabes que Djokokic foi, é e sempre será o ÚNICO adversário que Nadal tem no saibro, Luiz Fernando.

      Responder
  18. Jonas Silva

    Sobre o número de partidas. Os tenistas citados são de uma época em q a carreira tenística durava dos 19-30 anos. No caso do Nadal, ele é profissional desde os 16 anos de idade e joga em alto nível até hj com 32 anos (eu acho q é essa a idade atual dele). Dalcim, se lembra do Agassi? Ele estava voando baixo dpois dos 30. E mtos queriam q ele se aposentasse, para q então ele se aposentasse no auge. Ao final, se aposentou com 35 anos devido a fortes dores nas costas q visivelmente estavam comprometendo seu serviço. Hj, o Murray fala em se aposentar aos 32 anos devido a uma lesão no quadril. A atitude das pessoas mudou completamente. Acham q se aposentar aos 32 é cedo. A longevidade dos tenistas aumentou devido à ênfase em preparação física. Atualmente, desde criança, eles tem acesso a fisioterapeutas e forte preparação física. Na academia do Moratoglou, eles tem até câmara hiperbárica e câmara fria para os tenistas. Todo tenista top tem um fisioterapeuta na equipe e, ao menor sinal de lesão, altera o calendário para possibilitar uma recuperação adequada. No caso do Guga, jogou até q a lesão o incapacitasse completamente para o esporte. Para arrematar fez cirurgia com um médico em Nashville q hoje é conhecido no mundo esportivo como aposentador de atletas de ponta.

    Responder
  19. Fonseca

    Põ Mestre… “E ainda cedeu break points”. é sscarrolha, rsrsrsrs

    Agora, incrível o que é o saibro. Zero aces na partida entra Nadal e Agut.

    Responder
      1. Sandra

        Com todo respeito Dalcim , nem eles, infelizmente Djokovic já está no lucro, o que na entendo mesmo e a correria do Nadal, como consegue não se destruir , seja saibro ou qualquer piso , você tem explicação ?

        Responder
  20. Marcos RJ

    Com total convicção de que sei muito pouco do assunto kkkkkkk, arrisco o palpite de que a principal motivação de Federer ao se aventurar no saibro em 2019 seria garantir no mínimo o 4o lugar no rankings da grama e na melhor das hipóteses a 2a posição, evitando assim o confronto com Djokovic antes das semis ou da final de Wimbledon, respectivamente. Faz sentido, Dalcim?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Existe o ranking da grama, que considera os resultados no piso. Então acho que ele estaria entre os quatro de qualquer forma.

      Responder
  21. Sérgio Ribeiro

    Sinceramente não consigo ver ninguém com o Backand de uma mão, passando adiante amanhã. Exceto Dominic Thiem. No piso tão lento está mais que comprovada a eficiência do de duas mãos, principalmente pelo tempinho a mais de preparação. Mas que vou Secar todos eles, vou rsrsrs. Thiem x Novak , e o vencedor x o Touro Miúra , me parece nesta superfície, mais interessante do que alguém da Next Gen na Final contra o Rei do Saibro. Secar não custa nada rsrsrs Abs!

    Responder
  22. Rodrigo S. Cruz

    Pobre Bautista Iogurte, não viu nem a cor da bolinha diante do Touro…

    Mas ele pode ficar consolado.

    Afinal, já constrangeu o GOAT do Paraguai (rei das oitavinhas), não uma, mas duas vezes, nessa temporada.

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  23. Mário Cesar Rodrigues

    Dalcim.vc tem razão só que fora da coletiva ele comentou sobre o saque diz que iria treinar hoje ainda,mas não se esforçou muito neste quesito pois estava a estudar outros pontos do seu jogo mas ele disse seguro que amanhã será diferente.

    Responder
  24. PIETER

    Apesar dos pesares, nutro uma genuína esperança de que 2019 ainda há de ser um bom ano para o tênis brasileiro quem sabe, até, com alguma boa surpresa. Vamos aguardar, pois.

    Responder
    1. Fonseca

      Não há o menor indício de que isso irá ocorrer.. enfim…

      O que tem-se de concreto até agora é Felipe Meligeni tentando de tudo nos Futures, pra ver se pula pros Challengers…Em 2019 parece ter inciadao concentrando-se na África/Eurásia… Ganhou o seguinte:

      Mod Ano Data Nível Categoria Piso Cidade País
      Singles 2019 04/02/2019 Future FUT 15.000 Hard MonastirTunísia
      Doubles 2019 11/03/2019 Future FUT 15.000 Saibro Antalya Turquia
      Singles 2019 11/03/2019 Future FUT 15.000 Saibro Antalya Turquia
      Doubles 2019 18/03/2019 Future FUT 15.000 Saibro Antalya Turquia
      Doubles 2019 25/03/2019 Future FUT 15.000 Saibro Antalya Turquia
      Singles 2019 01/04/2019 Future FUT 15.000 Saibro Antalya Turquia

      Responder
      1. Pieter

        Não deixa de ser uma boa notícia.
        A Beatriz, se se mantiver saudável, certamente irá furar o top 100 e poderá, sim, com alguma sorte, ganhar um torneio.
        E tem, não podemos jamais desconsiderar, o Thiago Wild. Não me surpreenderia em nada se ele, já neste ano, conquistasse um Challenger, também com uma chave favorável.
        Enfim, nada de Grand Slam nem o número um do mundo. Isso não nos pertence mais! ????????

        Responder
  25. Ernesto

    Poxa Dalcim
    Até que enfim um parágrafo sobre os brasileiros.
    Aliás, o Belluci consegue entrar no quali de RG, com esse ranking? E o Clezar?

    Responder
          1. ALEXANDRE ADORNO DA CUNHA

            kkkk, concordo Dalcim, estamos torcendo e aguardando alguma proeza ( que não seja da Bia)

          2. Jose Yoh

            kkkk sugestão para o título do próximo post: “Bellucci vira 3 jogos no challenger de Túnis” ou “Feijão abandona o challenger de San Luis por suspensão”.

            Na verdade é para chorar.

  26. Renato

    A amarelada de Rafa em Iw tinha mesmo como objetivo treinar pra temporada de barro, que é onde ele tem indiscutíveis chances de sucesso. É bom ganhar tudo que pode no barro pois depois só em Abril de 2020.

    Responder
  27. Miguel BsB

    Dalcim, permita-me uma pergunta.
    O Batista Agut é um caso raro de tenista espanhol que não é especialista no saibro, é mais afeito às quadras duras… Sabe o porque? Vc conhece o histórico da formação de base do Agut?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não é só ele. O Garcia-Lopez é nitidamente um jogador de quadra dura. O Carreño e o Feliciano também se dão melhor fora do saibro. Acho que depende muito mesmo do estilo.

      Responder
      1. Miguel BsB

        Verdade, Feliciano tem um jogo bem voltado às quadras mais rápidas… Faz saque e voleio, gosta de ir à rede e usa muito o slice… Mas o busta me parece um jogador com estilo bem saibrista, usa muito o saque quique, muito regular, gosta de longas trocas de bola…

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Ele consegue boa produtividade nos dois pisos, mas veja que dois de seus três ATPs são na dura. Em termos de vitórias, números muito próximos (76-64 no saibro e 70-65 no sintético).

          Responder
      2. Gilvan

        A verdade é que a escola espanhola é muito rica em talentos. Dos mais novos Carreno Busta tem bom desempenho tanto nas quadras duras quanto no saibro e o Munar parece ser saibrista de origem.

        Responder

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