Sorteio coloca desafios para Djokovic
Por José Nilton Dalcim
13 de abril de 2019 às 11:14

Preocupado em se sair melhor do que em Indian Wells e Miami, Novak Djokovic se inscreveu também nas duplas, ao lado do irmão Marko, em Monte Carlo. Embora seja um tenista que se adapta rapidamente a qualquer piso, o sérvio certamente chega ao primeiro Masters do saibro europeu com certa pressão de mostrar serviço.

O sorteio lhe sugere sequência exigente, que pode começar com Philipp Kohlschreiber e seguir com Diego Schwartzman e Stefanos Tsitisipas, adversários de estilos completamente distintos. Se mantiver o favoritismo, poderá então chegar em Dominic Thiem e aí o desafio será ainda maior. O austríaco tem o canhoto Martin Klizan e David Goffin como prováveis barreiras.

Em busca de um histórico 12º título – algo que nenhum profissional obteve em qualquer torneio de nível ATP -, a luta particular de Rafa Nadal é contra sua falta de ritmo. John Millman talvez seja mais perigoso que Roberto Bautista, mas qualquer um deles permitirá que o canhoto espanhol calibre sua movimentação e seus golpes com paciência. Depois, viria o estilo agressivo de Denis Shapovalov ou de Grigor Dimitrov, que não assustam no saibro lento. Um bom teste pode vir nas quartas contra Marco Cecchinato ou Stan Wawrinka, aí sim verdadeiros especialistas.

O quadrante mais interessante e imprevisível tem o decepcionante Alexander Zverev, que pode estrear diante de Felix Aliassime e aí correr um considerável risco. Logo em seguida, estaria Fabio Fognini, que mesmo em má fase é sempre um monstro no saibro. Também estão ali o vice Kei Nishikori, o experiente Fernando Verdasco e os garotos Borna Coric e Jaume Munar. Difícil apostar.

Numa chave que fechou no 56º do mundo, boas atrações desde a primeira rodada: Schwartrzman x Edmund, Basilashvili x Fucsovics, Coric x Hurkacz, Djere x Pella e Pouille x Wawrinka. Se não houver surpresas, a segunda poderá ter Djokovic x Kohlschreiber, Tsonga x Schwartzman, Nishikori x Verdasco, Munar x Coric, Zverev x Aliassime e Wawrinka x Cecchinato.

Saiba mais:
– Monte Carlo tradicionalmente começa no domingo. As rodadas da semana largam às 5h (de Brasília).
– Desde 1979, o campeão de mais baixo ranking no torneio foi o austríaco Thomas Muster, então 37º, em 1992.
– Bob e Mike Bryan são outros multicampeões em Mônaco, com seis troféus na carreira. Como estão na semi de Houston, eles não participação em 2019.
– Seguindo os passos de Indian Wells, vários nomes importantes de simples estão na chave de duplas: Djokovic, Zverev, Thiem, Tsitsipas, Fabio Fognini, David Goffin e Karen Khachanov. Primeira rodada terá Wawrinka/Dimitrov contra Shapovalov/Aliassime.
– Melo, Soares e Demoliner representam o tênis brasileiro, mas a chave está bem dura para todos. Como se sentem mais à vontade no saibro do que os outros, Melo e Kubot podem ir mais longe.


Comentários
  1. Miguel BsB

    Que jogo foi esse entre Djoko X PK? Parecia jogo de amadores no saibro, ninguém conseguindo confirmar o saque… Foi um alento para nós domingueiros ver o número 1 do mundo ser quebrado tantas vezes, fazer dupla falta em break contra, e o adversário ser quebrado diversas vezes logo em seguida…
    Aliás, Djoko cedeu diversas oportunidades pro alemão e este não soube aproveitar. Mas, apesar disso, foi um jogo emocionante e bacana de se assistir…
    Obs: Diferente de muitos colegas do blog, gosto das atitudes extra quadra do Djoko, e ele me parece, pelo menos vendo de fora, um cara simpático e dedicado a boas causas.
    Mas, realmente, está ficando feia essa mania dele constantemente brigar e esculhambar os boleiro, acho que aí ele tá passando dos limites…
    Não ligo por ele quebrar raquetes, algo que tem feito constantemente, mas essa de ficar pegando no pé de boleiros tá ficando feio pra ele

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  2. Eu

    caraca, nao acreditei qdo vi o placar do jogo do wawrinka. Estava 6/0 e sacando para fechar o jogo no segundo set e levou a virada.
    se ele estava bebendo menos, agora vai enfiar o pe na jaca… kkkkkkkkkkk

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  3. Paulo F.

    Me relataram que Djokovic quebrou raquete hoje contra o Kohlschreiber.
    Ótimo, bem melhor o Djokovic brabo do que aquele Dois de Paus que circulou nos Masters americanos.
    E o Wawrinka? Perde a partida após dar um pneu no italiano.

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  4. Paulo Almeida

    O maior e melhor de todos os tempos passou o trator na zebra alemã e segue firme rumo ao tri. Enquanto isso o pobre Fregueser morrerá virgem de Monte-Carlo e Roma com certeza absoluta.

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  5. Luiz Fernando

    Pelo q li e acompanhei Djoko bateu na trave da eliminação precoce na partida de hj contra PK. Nesse tipo de piso e com o histórico de ambos nesse torneio, me pareceu algo inesperado, o q sugere q ele não se recuperou do mau momento do mês passado. E a bem da verdade vejo uma possibilidade similar amanhã no jogo do Rafa, tomara q eu esteja enganado.

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  6. Rodrigo S. Cruz

    Afffe

    No duelo de pior nível técnico da rodada, prevaleceu o tenista menos pior.

    Acho que foi uma das partidas mais PAVOROSAS do Djokovic, que eu já assisti…

    Cedeu uns 20 break-points pro “Sopa de Letras”, na maior parte do tempo, sem qualquer meritocracia do alemão.

    E ele, numa incompetência sem igual, teve a proeza de desperdiçar quase todos!

    Como vem jogando mal, o GOAT do Paraguai.

    Se continuar apresentando esse tênis de quinta aí, dificilmente passa da primeira semana em Roland Garros…

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  7. Sandra

    Dalcim, horrível o Nole hoje , se ele não tiver paciência não passa do argentino , mas minha pergunta é a seguinte , esse alemão já não dificultou a vida da Nadal e do Federer também?

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    1. José Nilton Dalcim

      Perdeu todas as 14 para Federer e tem 15-1 diante do Nadal, porém fez sim vários jogos duros. Ficou perto de ganhar de Federer na grama e deu um 6-0 no Nadal.

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  8. André Luiz

    E a relativa solidez de Djoko no primeiro set derreteu completamente na parcial seguinte.

    Kolshcreiber retribuiu quase todos os favores que o adversário lhe deu. Quebrou três vezes na frente e fez, logo depois, games horrorosos, que incluíram dupla falta em set point.

    Mesmo parecendo se esforçar ao máximo para não levar o jogo para o set decisivo, não deu. O sérvio está viajando na maionese, errático, e se embanando com as bolas do alemão.

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  9. André Luiz

    Kohlschreiber aplicando a mesma tática que lhe garantiu a vitória contra Nole em Miami.

    Teria funcionado melhor caso houvesse aproveitado as oportunidades de quebra, principalmente no quinto game. Levou problemas em todos os games de serviço do sérvio, mas faltou tranquilidade na hora de aproveitar os breaks.

    Quanto a Djoko, atuação muito mais sólida do que nos masters americanos.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      De jeito nenhum.

      Não teve nada de sólida, a atuação do sérvio.

      Fez uma PORCARIA de partida, e só não perdeu do Kolschreiber por total incompetência deste.

      Na verdade, o Djokovic escapou de mais um vexame.

      Se não voltar ao seu normal, vai mais uma vez cair fora cedo…

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  10. André Luiz

    Felix Auger Aliassim passou pelo Londero na sua estreia em Montecarlo.

    Não consigo deixar de torcer pelo jovem canadense. Espero que faça excelente jogo contra Sascha e volte a supreender em um torneio dessa magnitude.

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  11. André Rodrigues

    Bom dia Dalcim, parabéns pelo blog, acompanho já a muitos anos, porém primeira vez que participo aqui dos comentários,a respeito de Monte Carlo, estava relembrando o título do Guga em 99, chegou a enfrentar 2 brasileiros na campanha, digamos que era uma fase melhor do tênis brasileiro, pena a decadência do tênis nacional,abs.

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  12. DANILO AFONSO

    Nobre “mister finesse”, é óbvio que eu sei que o aproveitamento no piso hard irá decair naturalmente (bem como nas outras superfícies). Na verdade isso já vem ocorrendo.

    O texto contraditado é bem claro que não usei a % para comparar o suíço e o sérvio, um versus o outro, e sim este frente aos jogadores da geração daquele, até porque ao revelar a proximidade dos dois nas estatísticas, independente de quem está na frente, facilitaria concluir ou ao menos deduzir que o sérvio seria mais competitivo no segundo triênio da década passada.

    Agora você vem me deixando confuso:

    Quando eu vier a ler seu nome em qualquer postagem, devo levar em consideração as primeiras ou últimas impressões sobre Vossa Senhoria ? Aquela que aparentava sagacidade ou esta que vem demonstrando dificultade para interpretar textos de fácil leitura e compreensão ?

    Se a resposta pender para a segunda percepção, evite retrucar minhas postagem, pois ambos sairemos ganhando, você porque preservaria aquela primeira boa impressão e eu não perderia meu tempo te respondendo, igualmente estou fazendo agora.

    Conseguiu interpretar ? Não ?? Um abraço assim mesmo …

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    1. Sérgio Ribeiro

      Na boa, caro Danilo. Me esquece. Não tenho mais saco de ficar dialogando com fanáticos. Até porque atualmente meus comentários costumam ser picotados na moderação , toda vez que me dirijo aos mesmos. Dito isto , pule-os todos. Felizmente me escutou e voltou a contar as semaninhas rs Abs !

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  13. Renato

    Mário Cesar,

    Vc não fica discutindo quem é melhor porque vc não sabe argumentar, não tem capacidade de expressar o que pensa em um parágrafo sequer.
    Eu com birra de criança? Não sou eu que discuto com o blogueiro ou fico de chororô quando ele escreve algo que eu não concordo e etc. E olha que eu nem cabelos brancos tenho e nem cheguei aos 40 ainda…..
    Palhaço? Atrás de um PC fica fácil pra Vc, ne?

    Direito de resposta. Assunto encerrado.

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  14. Paulo Almeida

    Lembrando que o GOAT Djokovic só descobriu sua doença celíaca (intolerância ao glúten) em julho de 2010 e só a partir daí começou a mudar a sua dieta.

    Claro que os resultados não vieram imediatamente. Ainda perdeu 2 jogos pro Capivara e 4 pro Jagua da Montanha no segundo semestre de 2010, mas venceu o mais importante deles na semi do US Open. Porém, em 2011 virou a máquina que todos nós conhecemos e foi o melhor tenista já visto, destruindo 10 vezes os maiores rivais no melhor de suas formas e perdendo apenas na semi de Roland Garros, uma das maiores zebras daquele período.

    Assim como ele virou o h2h contra os dois patões, teria colocado 10 vitórias de frente sobre o servebot Roddick. Aliás, o americano atrapalhado que só sabia sacar deu sorte de não enfrentar a máquina sérvia em 2011. John Isner é mais jogador.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      E parece que até o Mário César consegue ser “mais comentarista” do que você…

      O melhor resultado do Isner em Grand Slam são duas semis em Wimbledon.

      Andy Roddick tem 3 finais de Wimbledon, 4 semis de Australian Open, e 1 título de Us Open.

      Por favor, não seja ridículo…

      Responder
    2. André Luiz

      Curioso como a tal doença não o impedia de ser número 3 do mundo a partir de 2007, chega a finais de majors, vencê-los eventualmente [Aussie Open 2008], vencer Master Cup.

      Curioso também como a tal doença deve ter voltado entre 2012 e 2014, quando Djoko perdeu a liderança do ranking tanto pra Federer quanto pra Nadal, e venceu ”apenas” um GS por ano, menos que Rafa [4] e só um a mais que Murray [2].

      Ah, essas doenças que vem e que vão! A única doença da qual não podemos nos livrar, exceto por meio da morte, é a do envelhecimento. Essas já haviam acometido o suíço e os desgastados joelhos de Rafa a partir de 2014…….

      Responder
      1. Paulo Almeida

        A doença, que é munida de várias provas e portanto incontestável, impediu que Djokovic dominasse o circuito de forma mais contundente desde 2008 no mínimo e não abandonasse tantas partidas por não se aguentar em quadra quase desmaiando. Você como um frauderete hater vai duvidar dessa varíavel subjetiva, mas pouco importa.

        De 2012 ao primeiro semestre de 2014, o circuito era tão forte quanto em 2011, diferente da pífia entressafra dos anos 2000. Djoko teve uma relativa queda em relação ao seu melhor ano (2011), o que foi suficiente para perder o número 1 por breves períodos de tempo.

        Ah, esqueci de falar que o baladeiro e desinteressado Marat Safin era apenas o 86º do mundo no AO 2004. Enfim, até o adversário melhorzinhp da entressafra estava pessimamente rankeado. Salva nada mesmo!

        Responder
        1. André Luiz

          Primeiro, não sou hater do Djokovic. Pelo contrário, ele é meu compatriota, em certo sentido, e, se não tenho grande apreço pelo estilo de jogo, tenho simpatia pessoal pelo sérvio.

          Segundo, não acredito que essa ”doença” o tenha impedido de ”dominar” o circuito desde 2008. Acho que faltava bola mesmo. E é esse ponto na sua argumentação que não tem nada de ”incontestável”.

          Por fim, Djokovic não perdeu o número um por ”breves momentos”. Perdeu durante umas quinze semanas em 2012, só o recuperando ajudado por uma contusão, que foi incontestável, do suíço no fim da temporada. E perdeu por cerca de um ano para Rafa Nadal, só retornando à liderança com a ausência quase completa do maiorquino do circuito, também incontestável, na segunda metade de 2014.

          De 2012 a 2014, foi quase um ano e meio sem liderança do ranking. Dos doze Grand Slams ao longo desses três anos, Nole levantou ”só” três. Nadal levantou quatro. Murray dois. Federer, Cilic e Stan, um cada.

          Curioso, muito curioso … Por que o delay entre 2011 e 2015?!

          Xxxiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii……..

          Responder
          1. André Luiz

            ps.: Safin começou o ano em 86° no ranking. E o terminou como número 4. Isso dá a dimensão de sua excelente forma naquele ano e também no seguinte.

          2. Paulo Almeida

            “No livro, Novak Djokovic conta como a mudança na alimentação o livrou de mal-estares e problemas respiratórios que o atrapalhavam nas partidas. Diversas doenças são associadas por médicos à ingestão de glúten, como lúpus, psoríase, insônia, hipertireoidismo , asma e sinusite.”
            Você pelo visto não é médico, senão não estaria fazendo pouco caso de uma doença real que limita a performance de um atleta. De qualquer forma, fique com sua opinião limitada. Deve ser mais fácil, rs.

            Que contusão do Fregueser foi essa no final da temporada 2012? Muito pelo contrário, no final da temporada ele tomou 7-6 e 7-5 do patrão sérvio na final do ATP Finals. Você deve estar confundindo com a suposta lesão nas costas em 2013.

            Como disse, o circuito continuou fortíssimo nesse “delay”. Djoko caiu um pouco de intensidade em relação a 2011 e Nadal e Murray acharam formas de bater o sérvio. O espanhol depois de perder 7 finais seguidas conseguiu enfim dar uma parte do troco. Já o escocês ganhou aquele US Open mais por conta da ventania que nivelou o jogo por baixo. Em Wimbledon não: foi bem superior e amassou o GOAT. Mesmo assim, Novak papou muitos títulos e foi finalista de vários outros torneios. A intolerância ao glúten não é desculpa nesse caso, pois já estava tratada.

            O fato é que é ainda com sobras o maior vencedor da década de 2010.

        2. Rodrigo S. Cruz

          Olha quem fala em ser “hater”.

          kkkkk

          E que CONVERSA FIADA é essa de que o Djoko tinha uma doença que o deixava quase desmaiado?

          Kkkkk

          Mas é muita adoração fanática mesmo.

          Vale até apelar para um monte de mentiras…

          Responder
  15. Sandra

    Dalcim, não sei se existe isso , mas é mais facil sacar no saibro ? E devolver .? Quais os melhores pisos para tanto sacar quanto devolver?

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    1. José Nilton Dalcim

      Depende do que vc chama sacar. O saque é o mesmo em qualquer piso, o que muda é a eficiência dele ao quicar no solo. No saibro se usa mais efeito, no piso rápido se tenta ‘chapar’ mais. É mais fácil devolver num piso lento, claro.

      Responder
  16. Fonseca

    E Granollers tomou mais um 61 60 em Houston…

    Dalcim, há essa estatística? Quem mais “60” ou “61” tlevou em jogos da ATP? O Granollers é líder, aposto.

    Responder
  17. Renato

    O % mínimo de aproveitamento que Novak tem de vantagem sobre Federer nas hards é provisório. A tendência é o sérvio perder cada vez mais. Se continuar a jogar depois dos 35, a tendência é ele se juntar ao irmão Marko nos challengers da vida. Seria emocionante, não?

    O sérvio vai enfrentar o alemão. Sorte ou azar? Taro Daniel também varreu Novak de quadra recentemente. O que viesse seria pedreira.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Veja bem, Renato.

      Não enxergo a MENOR chance, nem a mínima mesmo, do Djokovic perder desse Taro Daniel de novo…

      Já com o alemão Philip “Sopa de Letrinhas”, o sérvio só precisa entrar mais ligado.

      E mesmo assim, acho que só perde se o alemão jogar muito tênis, ou se o próprio Djokovic jogar abaixo do que pode.

      Responder
  18. Renato

    Quando o Dalcim diz que Federer é o melhor tenista da história, o Danilo discorda, pois diz que é Novak. Agora o mesmo usa posts antigos do jornalista pra defender sua tese, aí tá tudo certo. Rs. É só o que convém

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      E o “ mister estatísticas “ ainda não descobriu que nesse Esporte de altíssima precisão, de Laver a Federer , não tem jeito. Cai muito o % de Vitórias na medida que o Atleta envelhece. A não ser que o Cara caía fora cedo como BORG aos 26 . As eliminações precoces de Novak em I.Wells e Mami próximo aos 32 , atestam isso. Rafa Nadal nas duras está em queda livre. O rapaz tem certeza que o Sérvio mantera’ a performance do Suíço aos 37/38 . Sei , … O fanatismo cega rs Abs!

      Responder
  19. Luiz Fernando

    Dalcim li q Shapovalov já perdeu na estréia, algo q eu sinceramente não esperava. Na sua visão, pq apesar das qualidades inegáveis ele não deslancha?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ah, um saibro tão lento como de Monte Carlo certamente iria trazer problemas para ele, que peca justamente pela falta de consistência.

      Responder
  20. Mário Cesar Rodrigues

    Dalcim tudo bem?pena que base tu mencionou que o Australiano era mais perigoso para Rafa,você já viu o AGut jogar ao vivo não pela TV e nem pelo livescore?ele é rápido demais bate na corrida troca de direção não sei de onde tirou isto?Shapopalov não tem resistência não sabe como fazer em saibro joga vem menos do que nas dura uma draga.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Você deve saber muito bem que o Bautista não é um autêntico jogador de saibro, antes de qualquer coisa. Depois, eu acho que Millman teria menos respeito pelo Nadal do que provavelmente Bautista terá.

      Responder
  21. Rodrigo S. Cruz

    Achei o comentário do Thiago Luiz muito pertinente.

    Chegar ao ponto de diminuir caras com Roddick, Hewitt, o ESPETACULAR Marat Safin, e outros, apenas para patrocinar essa adoração lúbrica ao sérvio, é uma apelação sem medida.

    E para quê isso tudo?

    Se bastaria dizer: ” eu acho o Djokovic melhor do que o Federer, e pronto”.

    Como bem destacado pelo Thiago, daqui a pouco vão começar a dizer que o Guga era de uma subclasse também.

    Esses Djoko fan-boys são um caso perdido mesmo…

    Responder
    1. André Luiz

      Concordo, confrade.

      Pra exaltar um tenista, não é necessário distorcer a história e os fatos e acabar por menosprezar os grandes campeões.

      Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Tipo assim, Paulo Al-qaeda…

      A maioria dos experts do tênis, dizem que o GOAT é quem detém os principais recordes.

      É diferente, por exemplo, do automobilismo.

      Desporto em que o expert, por saber que o piloto depende do melhor carro para vencer, se vale de critérios de comparação bem mais subjetivos…

      Ali sim, o melhor e maior piloto não precisa necessariamente ser o maior recordista.

      Apenas provar que pilota melhor.

      Entretanto, as coisas no tênis são um pouco diferentes.

      Já que todos os tenistas dispõem do mesmo equipamento, e portanto, só dependem de si mesmos para se destacarem…

      Portanto, não adianta nada espernear.

      Muito menos bancar o xiita mimado, ou um “al qaeda” (no teu caso), e sair afirmando que: ” GOAT é o Fulano e ponto final”.

      Pelo contrário.

      GOAT é aquele que a maioria disser, e não quem você disser.

      Captou o recado?

      Responder
      1. Paulo Almeida

        Quais são os principais recordes do tênis, torcedor do GOAT do Paraguai (quer dizer, Suíça)? Maioria dos GS em cima das babas da entressafra 2003-2007?
        Semanas como número 1, um dos critérios mais falhos de todos, no qual Connors e Lendl estão à frente de Djokovic e Nadal até hoje? Não, esses critérios não são nada perto de um h2h entre os grandes ou títulos na era Big Four, a mais difícil da história.

        Como um cidadão que chegou a tomar 23×10 de um dos rivais vai ser GOAT? Que reinou apenas quando o principal adversário nas rápidas era um sacador limitado e o Nadal só era alguém no saibro? Que de 2008 a 2018 foi sombra dos rivais, exceto quando os dois estavam contundidos, como em 2009 e 2017/início de 2018.

        Djokovic é o melhor, seguido por Capivara e em terceiro Jaguatirica da Montanha.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Bom,

          Eu já acho que o Djoko-Lixo fica em terceiro.

          Mas como eu disse acima, não importa o que eu acho, e sim o que os grandes campeões do tênis acham…

          Bye.

          Responder
  22. Marcelo

    Dalcim, a diferença de piso também interfere muito no jogo de duplas? Eu acho isso menos perceptível, pois a dupla cobre a quadra toda, e não consigo ver como uma quadra mais lenta ou mais rápida muda a dinâmica. Pode me ajudar com essa dúvida, por favor?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Muda muito, Marcelo, principalmente porque o sacador tem menos tempo no saibro para executar o saque-voleio, ficando o devolvedor com maiores possibilidades.

      Responder
  23. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, vi tua postura de não gostar das colocações de integrantes do blog que especialmente se preocupam em tentar denegrir outros tenistas que não sejam o seu eleito; por essa razão é que estou intervindo raramente nos comentários. A situação de ódio está de tal forma que se colocares um tema sobre religiosidade, não faltarão comentários denominando alguns tenistas como Deus, como demônio, como arcanjo Gabriel ou como qualquer integrante das populações celestes. Voltarei a ficar mais frequente quando pudermos dialogar com mais respeito. Abraços.

    Responder
          1. EU

            Hehehe…..tu é loukinhu pelu robozin….visse….. MC de lua ….hehehe…..itu sótá falandu assim pur causa da semana santa hehehe

    1. Paulo F.

      Concordo e muito contigo, Aranha.
      Eu, que sempre tive um perfil provocador, estou procurado me ater apenas nas minhas participações mais comedidas e eventualmente tirar umas dúvidas com o mais experiente jornalista que cobre tênis no nosso país.
      Cansei de ficar discutindo paixões tolas por tenistas, tênis nunca foi futebol para que tu tenha que torcer APENAS PARA UM e detestar o resto.
      A irracionalidade de alguns, que forçam e relativizam dados para defender o seu preferido e se agarram num fio de cabelo para espinafrar os outros é nauseante.

      Responder
    2. Daniel De Oliveira Neto

      Desde o tempo do auge do Guga vejo comentários de que o brasileiro acha que tênis é que nem futebol. Tanto na torcida em quadra quanto fora dela.
      Infelizmente é uma característica desagradável, consequencia da falta de cultura e educação reinante desde que se decidiu, no início dos anos 2000, que as crianças não seriam mais reprovadas até concluir o ensino médio. O respeito e a educação entraram em gradativo desuso.

      Responder
    3. Jonatas Bruno

      Oswaldo, tenha em mente que alçar tenista a um patamar superior não se limita ao blog, há inúmeros outros fóruns de discussão que assim se sucede. E convenhamos, descontentamento há em todo o lugar, não tem como fugir! O que observo é que não há maldade, mas sim gerar receita, visando alcançar um nível de interatividade esperado, afinal os iguais se entendem. O esporte, assim como a dinâmica do blog são compatíveis ao entretenimento, então, não leve nada a sério, afinal: “Nem maior, nem pior, apenas diferentes”.

      Responder
  24. Jonatas Bruno

    Curioso a observar como será a performance da Next Gen no saibro, ainda mais que neste ano, temos acompanhado alguns deles começando a dar as cartas nos principais torneios. Claro que agora o desafio é outro, já que a terra batida requer paciência e mais variações de jogo, ainda assim, temos observado alguns dos jovens talentos propensos em readequar seus estilos. A conferir.

    Não vejo Nadal e Djokovic tão favoritos, ainda que naturalmente seja coerente aponta-los como os dois principais, dado o histórico e relevância técnica. Quanto ao Rafa, vai depender de como estará fisicamente, já o Djoko não está sobrando no momento, por isso, acredito que seus jogos de estréia, darão uma melhor dimensão.

    Outros bons jogos ainda de primeira rodada: -Fognini vs Rublev, jogo dos temperamentais e de jogo bem “arrumado”, no caso destes é a cabeça que falta organizar, além do pertinente entrave da questão física, no caso do russo.
    -Delbonis vs Klizan, dois canhotos com bom peso de bola.
    Outros dois jogos imprevisíveis e empolgantes.
    Quem sabe dar uma espiadinha, já que o horário…

    Responder
  25. Aurélio Passos

    Apó consolidar a nova estratégia em quadras hard (qual seja, dar w/o pra não prejudicar as estatísticas e poder dizer que não prrdeu), Nadal voará como uma mariposa ligeira pela temporada de saibro, papanfo tudo (ou o usual ganhando quatro dos cinco tineiis que jogará), mal syando e ganhand9 vários deles sem nem perder sets.

    Quem irá pará-lo? Esse Nole chatìssimo que voltou a dar sinais que não sabe o que quer? Usando sua influênfia para cokocar o irmão que nem ranking direito tem? (e com um canal RIDÍCULO n9 Youtube chamado Djoker Nole).
    Esses Zverev, Isner, Karlovic, Querrey com movimentação de abajur?
    Esse Kyrgios que nem gosta de tênis?
    Esse Thiem acomodado/inconstante com esquerda de uma só mão?
    Os fregueses de sempre (mesmo tendo vencido o Ogro algumas vezes) Fognini, Monfils, Wawrinka, Verdasco, Dimitrov, Nishikori, Cilic?
    O Tsitsipas, que nem na hard faz cócegasOs nan8quinhos argentino Schwartzman e australiano De Minaur?

    Esqueçam, podem entregar os 12 títulos pra ele.

    Responder
    1. Miguel BsB

      Cara, nesse comentário vc simplesmente desdenhou de metade do circuito.
      Percebe-se que vc não gosta de tênis, vc gosta do Federer…

      Responder
    2. Maurício Luís *

      Aurélio, você se esqueceu da pior adversária do Nadal: uma senhora que é que nem sogra, vira e mexe dá as caras. Chama-se CONTUSÃO.

      Responder
  26. Maurício Luís *

    Concordo com quase tudo o que o técnico da Serena disse sobre mudanças no tênis, com exceção de dispensar o uso do Hawk-eye. Acho-o absolutamente necessário, porque os jogadores profissionais renunciam a uma vida normal com a família, esforçam-se nos treinos, para depois perderem um jogo por causa de um juiz que não enxergou direito aquilo que deveria ter enxergado. Aí junta o cansaço com o desânimo… deve ser triste.
    PARABÉNS à Bia Maia pela ótima campanha. Não chegou à final, mas deu trabalho, e mostrou que não está muito abaixo das jogadoras TOP. E isso além de ser muito GATA. Sorte do Tiago Monteiro. Pena não poder dizer o mesmo dele…nem na parte tática, muito menos na estética.

    Responder
  27. Thiago Luiz

    Bom dia Dalcim,

    Acompanho seu blog a alguns anos já, porem esta é apenas a segunda vez que comento, porque realmente vejo que cada dia fica pior o nível dos comentários, tem horas que fico até triste lendo certos comentários , pois os mesmos são sempre para denegrir algum jogador em especifico Federer, Nadal ou Novak.

    Sou torcedor do Novak mas, nunca que teria coragem de denegrir algum dos outros dois, e digo mais, NUNCA existiu ENTRESSAFA, Marat Safin, Andy Roddick, Lleyton Hewitt entre outros que Federer venceu eram craques no nível do Guga, daqui a pouco iram dizer que o Guga era um ruim também para defender essa tese de Entressafa.

    Apesar de ter apenas 31 anos acompanho tênis desde o segundo titulo de Guga em Paris, ali me tornei um fã deste esporte, o que aconteceu quando Federer realmente despontou e passou a ser protagonista foi que o mesmo era e é um MONSTRO muito acima dos outros daquela época, e então logo apos isso surgiu o MONSTRO Nadal ( este mais do que Roger e Novak, já era cotado a ser campeão de Slam quando juvenil ainda, tem reportagens onde o próprio Federer falava da certeza que já se tinha do Nadal sendo um futuro campeão, ao contrario dele e Novak que tinham potencial para serem, ou seja o Nadal é um prodígio), e uns anos após surgiu Novak outro MONSTRO, então nunca existiu isso de ENTRESSAFA, o que acontece é que os 3 são muitos acima de outros craques do Tênis.

    O que eu digo é muito fácil de se comprovar quando se vê vários comentários dizendo que Andy teria muito mais Slam em outra época.

    Vejo também que Novak e Nadal podem jogar tranquilamente em alto nível apos os 35 anos, é só lembrarmos que Agassi com um estilo de jogo mais físico que Sampras durou mais tempo que o mesmo e fez final de Slam em 2005 com 35 anos (e não, não foi um jogo dado para o Federer, assisti aquele jogo).

    Acredito que o pessoal deveria parar de ser FANBOY e ver a grande verdade, que é que somos agraciados com estes três GÊNIOS em uma mesma época.

    Fica aqui o que eu acho como um amante deste esporte maravilhoso, sei que muita gente discorda deste meu pensamento e vai sempre denegrir um ou outro tenista mas, um dia todos estes iram sentir falta desta época que em breve chegara ao fim.

    Responder
  28. André Luiz

    [RESPOSTA AO DANILO: O FIM DA TESE DA ”ENTRESSAFRA” E O NOVO TEMA: O MAIOR NA SUPERFÍCIE!]

    Danilo, parabéns pela vida profissional de sucesso! Dado que você tem treinamento em estatística, deve ter reparado que o meu texto, junto com os dados, demonstrou que:

    1) A queda de desempenho de Federer nas hard acontece antes do início da hegemonia de Djokovic na superfície. Mesmo com essa queda, Federer continuou predominando sobre o sérvio nas ”big matches” durante o período. Logo, a queda de Federer nas duras não pode ser atribuída à ascensão de Djoko;

    2) A partir de 2010, Federer retoma a índices na hard superiores à sua média geral da carreira, atualmente em 83,7%. Logo, a queda brusca em 2008/09 não pode ser atribuída a um circuito subitamente forte.

    Pronto: tese da ”entressafra” em xeque, e ninguém, nem você, veio mais defendê-la.

    A sua argumentação agora — que é toda sua, e não do Dalcim, embora se use de trechos recortados do blog — é a de que Djoko é superior a Federer em quadra dura.

    Vamos analisar a nova tese a partir dos dados que você trouxe!

    .
    A) PERCENTAGEM DE VITÓRIAS

    Os percentuais que você trouxe estão diferentes dos apresentados no site da ATP que tenho usado como fonte. Ali constam os seguintes números para a Era Aberta, à qual acrescento números totais de jogos, número de títulos e Grand Slams:

    DJOKOVIC — 84,1% 552 vitórias e 104 derrotas 55 títulos no total 10 Grand Slams
    FEDERER — 83,7% 758 vitórias e 158 derrotas 70 títulos no total 11 Grand Slams
    LAVER — 83,7% 128 vitórias e 25 derrotas 16 títulos no total 00 Grand Slams
    CONNORS — 83,2% 487 vitórias e 98 derrotas 43 títulos no total 3 Grand Slams

    Por esses números, vemos um proximidade imensa do percentual em quadra dura de FEDERER e DJOKOVIC, que por sua vez se destacam no conjunto de números de títulos em relação a Laver e Connors.

    Esse percentual é decisivo para definir Djokovic como o maior de todos os tempos na superfície?

    AINDA NÃO: Pois o suíço possui mais títulos, mais Grand Slams e já está com 37 anos. Não sabemos se o sérvio vai manter essa média com o decorrer da carreira, e como ela é muito próxima da de Roger, não implica ainda em uma conclusão definitiva.

    Um indício forte, aliás, se encontra nas médias que Roger e Novak possuem nos últimos anos. Até 2010, o percentual de Federer na quadra dura era superior ao de Novak. Em 2011/15 o sérvio passa a predominar.

    Mas no pós-2015 as curvas se invertem. Em 2016, 2017, 2018 e até aqui nesse ano, as médias se encontram da seguinte forma:

    FEDERER – 87,0% [93 jogos e 12 derrotas]
    DJOKOVIC – 85,8% [99 jogos e 14 derrotas]

    Não está claro, portanto, se Djokovic, que tem número de títulos e de Grand Slam inferiores ao de Federer, vai conseguir manter a pequena vantagem no aproveitamento.

    Essa curva se reproduz, inclusive, no número de majors em hards que ambos conquistaram. Até 2010, 9 a 1 para Federer. Entre 2011 e 2015, 6 a 0 para Novak. No pós-2015, 4 a 3 para Novak.

    B) O HEAD TO HEAD E OS TÍTULOS EM MAJORS

    Acabo de descobrir que até o FINALS 2015, os dois se encontravam rigorosamente empatados com 16 vitórias para cada lado na superfície.

    Federer já se encontrava então com 34 anos de idade — parecida com a de Agassi quando o suíço lhe impôs 8 a 3 no head to head total –, e Djokovic supostamente no auge da carreira, com 28 anos de idade.

    Isso mostra, indiscutivelmente, que o sérvio encontrou dificuldade para impor vantagem no confronto direto contra o suíço mesmo estando no ápice da forma física e de sua hegemonia no circuito e disputando contra um adversário com idade superior a 30 anos.

    Aliás, todas as médias que você apresenta sobre os confrontos entre Novak e Roger pós-2010 podem ser lidas nesse tom. O suíço já havia saído do ápice físico e técnico, o sérvio havia entrado nele. De modo que não são ainda conclusivas sobre quem é maior na superfície. Está tudo muito por um fio de cabelo.

    C) A RESPOSTA SINCERA

    ”Você realmente acha que é possível comparar Hewitt, Roddick, Agassi (final de carreira), Safin e outros com NOVAK após as estatísticas e perguntas/respostas que fiz acima ?”

    NÃO: Assim como também penso que você não pode comparar o suíço no seu AUGE FÍSICO E TÉCNICO com Murray, Stan Wawrinka, Del Potro, Cilic, Federer [em final de carreira tanto quanto Agassi em 04/06].

    E é justamente desse ”detalhe” que sua arguta argumentação pretendeu escapar, mas sem sucesso.

    Afinal, eu não disse que Novak estava, na quadra dura, do mesmo patamar de Hewitt e Roddick. Eu disse que O CIRCUITO nos tempos de dominância de Federer não era inferior ao circuito no tempo de dominância de Djokovic.

    [Posso acrescentar que um Federer em seu ápice físico seria muito mais difícil de enfrentar do que Murray. E que nao sei se um sérvio no ápice faria melhor do que o suíço se trocasse de lugar com ele em 2004-2007.]

    Veja como você dá uma forçadinha de barra ao dizer que Federer ”não foi tão dominado por Novak” em 2008.

    Essa afirmação é FALSA, meu nobre. Federer não foi dominado por Novak nem um pouco nesse período, nem nos números gerais, nem nos números de hard court.

    Mesmo com o pior aproveitamento de sua carreira , Federer possui head to head equilibrado em 2008 e 2009 contra Novak, com o suíço predominando nas ”big matches”. [mesma tendência de números entre 2011 e 2015, mas com papéis invertidos, com a exceção do fato de Novak não se encontrar em um momento de baixa no piso].

    E se acrescentarmos 2010 à equação, a predominância é do suíço com 61,5% de vitórias sobre Novak nas hard courts durante esse tempo.

    D) A CONCLUSÃO OUSADA E POSSIVELMENTE FALSA

    ”André Luiz, NOVAK é o melhor tenista de todos os tempos no piso Hard, e será daqui a 12 meses ou no máximo 18 meses, também o maior.”

    Imagino que você tenha feito também pós-graduação em profecia, meu nobre amigo! Essa eu não tenho como responder, pois não faço predições.

    O que posso te dizer é que: os números não demonstram essa conclusão para o presente. A suposta superioridade de Novak em hard courts não parece confirmada, por tudo o que eu disse acima. Se um dia os números vão demonstrar que Nole é o MAIOR, aí entra no terreno do chute, coisa que eu não faço. Meu coração não é apaixonado! Ele mal bate mais!

    O que eu fiz foi demonstrar que a tese da ”entressafra” é uma canoa furada, e que pode ser revertida contra o próprio Djokovic.

    Afinal, ele passou a predominar em hard courts a partir de 2011 somente. Não é curioso que tenha sido só depois que o suíço chegou na temporada em que completaria 30 anos? E que Novak tenha construído seus poderosos números contra deidades menores como Murray, contra jogadores fora de seu ”habitat” natural e com diversos problemas físicos, como Rafa Nadal?

    Não é curioso que, mesmo assim, Novak tenha perdido seu domínio parcialmente em 2012 para Federer, ficando na dependência de uma contusão do suíço no fim da temporada para recuperar o número 1 do mundo?

    Que tenha perdido o domínio do circuito para Rafa Nadal entre 2013 e 2014, ficando na dependência de uma parada do espanhol no segundo semestre de 2014 para recuperar a liderança?

    Que no período entre 2012 e 2014 o sérvio só tenha vencido um major por ano, número menor que o de Rafa [4] e não muito diferente que o de Murray [2]?

    Por que depois do FABULOSO ano de 2011, Novak só impôs sua dominância de maneira INDISCUTÍVEL a partir de 2015? Não teria isso a ver com o fato de Rafa Nadal ter começado, após WB 2014 e até o fim de 2016, a pior fase de sua carreira, repleto de problemas físicos e técnicos? Não teria sido por causa do envelhecimento do suíço, que completou naquela temporada 34 anos de idade? Não seria porque Murray estava retornando aos poucos de uma cirurgia nas costas?

    Ou seja, a dominância do sérvio em 2015-2016 não poderia ser explicada por uma ”entressafra”?

    A teoria da entressafra é mau como o pica-pau, pega o suíço, pega o sérvio, e pega geral!

    Mais uma vez: livre-se da ”teoria da entressafra”. E pare com as profecias.

    Um abraço!

    Responder
    1. DANILO AFONSO

      Nobre André Luiz, vou atender o DALCIM, parar de mandar textão acerca deste tema. Ele querendo ou não tem que ler na íntegra todos os textos dos eleitores antes de liberar.

      Vou tentar ser conciso, mesmo com chance de ser mal compreendido.

      1) Não utilizo o site da ATP para levantar os números. Tem um site americano que é mais rico em detalhes e mais dinâmico. Se quiser te passo o link;

      2) quanto ao tema entressafra, vamos parar por aqui. Não mudaremos a opinião um do outro. Você sabe a minha opinião e números que sustento, e eu os seus. Não concordo com a apuração ano a ano em % como você sem análises outros dados em conjunto. Mas você certamente também não concorda com a minha apresentação.

      3) Utilizei os dados estatísticos de aproveitamento em % no piso duro e demais dados H2H não para dizer que NOVAK é maior, e sim para dizer que ele seria mais competitivo que os demais jogadores da geração Federer;

      4) A percepção de melhor vai da sensibilidade de cada um. Não vou ficar aqui dissertando sobre isso, até porque tal percepção vai além dos números;

      5) “Profecia” fazemos quase todos os dias, inclusive aqui no Blog, principalmente sobre o BIG3. Sou leitor do blog desde 2010. Já lemos que este ou aquele tenista depois da lesão não retornaria em alto nível, ou que outro está aposentado etc. Até o nobre DALCIM já fez isso em alguns dos seus textos. Espero que eu esteja certo. Falta pouco para NOVAK.

      Vamos aliviar um pouco para o DALCIM, se quiser deliberar mais sobre este ou outros assunto, mande uma mensagem no email institucional danilo.fontinelle@tre-ro.jus.br que depois podemos nos falar por Whatsapp ou marcar um jogo de tênis nas vezes que vou para o Sudeste ou Nordeste.

      Até mais excelência!!

      Responder
      1. André Luiz

        Danilo, obrigado pela resposta e pelo e-mail. Ótimo conversar contigo, confrade.

        Sobre a questão do ”melhor”, envolve fatores diversos, inclusive apreciação sobre estilos de jogo.

        Eu considero Federer melhor que Djokovic em todo o tipo de quadra. É um ”attacking tennis”, um jogo agressivo baseado em variação, execução perfeita dos golpes, domínio de todas as partes da quadra, e na precisão da jogada de risco na busca pela bola vencedora. No meu entendimento, é um tennis qualitativamente superior ao estilo de Djokovic, que se fundamenta mais na defesa, consistência nas trocas de fundo, imensa margem de segurança e contra-ataques usando o peso da bola do adversário mais do que na própria capacidade de botar a peludinha pra andar.

        Já quem é o maior vai muito mais da análise de resultados de acordo com o contexto. Parece um tanto mais simples, embora também dê margem a imensas divergências. Eu considero Borg maior do que Djoko, por exemplo, embora eu saiba que, diante dos números, seja uma posição cada vez mais difícil de sustentar.

        Um abraço

        Responder
        1. Paulo Almeida

          Execução perfeita de golpes onde, já que o Fregueser é o rei das madeiradas e dos erros não-forçados, além de rei da entressafra? Olha o fanatismo do cidadão. Attacking tennis implica em muito mais erros, qualquer um sabe disso.

          Responder
  29. Renato

    Depois de ser engolido pelos argumentos do André Luiz, acho que o nobre defensor e fanático torcedor do Novak deveria ceder, pra não passar vergonha. Não é demérito algum perder na argumentação e encerrar o assunto.
    Claro, tenho certeza que as Djokovetes alienadas adoraram! RS. Mas apenas no mundinho deles.

    Responder
  30. Daniel

    Amanhã finalmente começa a temporada de barro, piso que favorece o estilo Maratenis. Vou acompanhar por cima. Tomara que o Federer faça boas pontuações, mas não vou cobrar títulos. O objetivo é deixar os maratenistas se desgastarem e ir com ritmo para a grama sagrada. Nos próximos meses, meu entretenimento será focado em Playoffs da NBA e Game of Thrones hehe.

    Responder
      1. DANILO AFONSO

        Dalcim, qual ano em Monte Carlo nos últimos 15 anos você considera mais imprevisível ?? Nos outros ano que NADAL estava vinha irregular ? 2015 ou 2016 ?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não estudei todas as chaves, mas obviamente se Nadal não estiver fisicamente bem isso já torna o torneio menos previsível. Neste ano, até que vejamos suas reais condições atléticas, ele mais uma vez é favorito absoluto.

          Responder
  31. Renato

    Dalcim, algum masters 1000 planeja colocar teto móvel na Central igual nos slam? Será que compensa ou eles tem capital pra fazer isso em um torneio de terceira importância?

    Responder
  32. DANILO AFONSO

    André Luiz, parabéns novamente por tentar basear a sua linha de raciocínio com levantamentos estatísticos. Apesar da minha formação em Direito desde 2002, tenho, entre outras especialidades, uma pós-graduação em Estatística e Matemática pela universidade de Lavras/MG, mas nem sempre tenho tempo para fazer o que você faz no blog.

    Sobre o desgastante tema entressafra, necessito contraditar alguns pontos que você levantou. Vamos lá:

    Primeiramente, eu não utilizei o termo “exclusivamente” para sustentar a minha argumentação de que FEDERER perdeu a hegemonia no piso hard após a ascensão e consolidação de NOVAK. Deixei claro que ele foi o principal responsável e também cito NADAL.
    Reportei textos antigos esclarecedores do nobre DALCIM, replicando a fala dele:
    “…acabou mesmo sua vida fácil…” e “…Federer realmente encontrou dois obstáculos…” (ambas frases sobre NOVAK após vencer FEDERER no Austrália Open 2008);
    “nunca se jogou um tênis de nível como este” (sobre NOVAK em 2011 após conquista o US Open).

    Eu não estou inventando tais frases, são do brilhante DALCIM. É claro que por mais que o DALCIM concorde que NOVAK é muito superior aos principais adversários do suíço nos seus tempos áureos, ele possivelmente não imaginava a grandeza que NOVAK alcançaria. Nem eu.

    Já que você não se convenceu com as magníficas percepções do DALCIM à época, vou te apresentar algumas estatísticas pesadas e irrefutáveis sobre o sérvio no piso hard:

    % de vitórias no piso Hard (todos torneios Hard)
    1º DJOKOVIC – 84,15%
    2º LAVER – 84,07%
    3) FEDERER – 83,55%

    % de vitórias no piso Hard (Grands Slams)
    1º DJOKOVIC – 88,39%
    2º FEDERER – 87,08%

    H2H no piso Hard
    DJOKOVIC X FEDERER – 19-17
    RODDICK x FEDERER – 3-14
    HEWITT x FEDERER – 4-12
    SAFIN X FEDERER – 1-4

    BIG Títulos no piso Hard (Slam/Master/Finals)
    1º FEDERER – 39 títulos
    2º DJOKOVIC – 39 títulos

    Há quantos anos NOVAK não perde para FEDERER em jogo de Slam no piso Hard ?
    10 anos. A última derrota foi na semifinal do US Open de 2009.

    Qual a última vez que FEDERER venceu o US Open (piso Hard) ?
    2008 ( então com 27 anos) . Desde então perdeu 3 jogos para NOVAK.

    Qual foi a última vez que FEDERER venceu o ATP Finals ?
    2011. Neste intervalo NOVAK conquistou 4 títulos seguidos.

    Após 2010, quantos anos FEDERER demorou para vencer novamente na Austrália (piso Hard)?
    7 anos. Neste intervalo NOVAK reinou com 5 títulos. FEDERER reconquistou o título após NOVAK fazer seu pior 1º semestre há mais de uma década.

    Qual foi a última vez que FEDERER terminou o ano como n. 1 tendo em vista que cerca de 70% do calendário é na superfície hard ?
    2009 (28 anos).

    Agora me responde com sinceridade nobre ANDRÉ LUIZ:

    Você realmente acha que é possível comparar Hewitt, Roddick, Agassi (final de carreira), Safin e outros com NOVAK após as estatísticas e perguntas/respostas que fiz acima ?
    Não é estranho que o suíço deixou de emendar títulos seguidos nos Slams na superfície Hard após a ascensão do NOVAK ?

    O sérvio está em outro patamar meu nobre. O sérvio se fosse da geração do Federer, daria muito mais trabalho para o suíço. Seria o seu algoz ou no mínimo dividiriam os títulos e semanas na liderança.

    Invés de você postar estatísticas relevantes igual as que postei acima, você tentou, sem sucesso, rechaçar a minha “tese” fazendo um levantamento da performance do FEDERER ano a ano no piso hard. Porém tais dados estatísticos são frágeis por levar em consideração apenas a %, sem detalhar a relevância dos torneios disputados e vencidos na superfície hard e confrontos entre os gigantes.

    Vou cita que FEDERER teve uma performance baixa de 78,2% no piso hard em 2008, e que o mesmo se recuperou em 2011 com aproveitamento de 90,3%. Esses números nos levam a uma percepção equivocada. Em 2008, apesar dos 78,2%, FEDERER conquistou o US Open e não foi tão dominado por NOVAK. Em contrapartida, em 2011, apesar dos 90,3%, FEDERER não conquistou nenhum SLAM no piso duro e foi anulado justamente nesta superfície pelo sérvio, perdendo todos os 4 jogos naquele ano (Austrália, Dubai, Indian Wells e US Open).

    André Luiz, NOVAK é o melhor tenista de todos os tempos no piso Hard, e será daqui a 12 meses ou no máximo 18 meses, também o maior.

    Responder
    1. Gilvan

      Deixa eu ver se eu entendi, quer dizer que Djokovic e o Federer tem um percentual de aproveitamento praticamente idêntico no hard e você usa isso para indicar a superioridade técnica do sérvio sobre o suíço?
      Acredita que com o Novak ficando mais velho e a nova geração despontando esse percentual de aproveitamento dele não vai cair? Aliás, já está caindo. O sérvio vem acumulando quedas consecutivas e precoces no piso duro.
      Seus números só te desdizem.

      Responder
  33. Vítor Barsotti

    Tudo que foi colocado nos posts passados pelo André Luiz (grato pelo engrandecimento do debate) só corrobora algo bastante evidente: Federer e Djokovic não se enfrentaram com ambos em seus auges.

    Federer teve um 2015 muito bom e um excelente 2017, mas seu auge foi 10 anos antes. Djokovic teve um 2011 primoroso e um ótimo 2o semestre de 2018, mas seu auge foi em 2015/2016. O que só demonstra como esses caras são regulares.

    Acredito que o turning point da carreira do Djokovic foi a vitória sobre o Federer no USO 2010. Ali ele acreditou que podia fazer frente ao Fedal e foi concretizando isso com o passar dos anos. Para mim, um de seus maiores feitos foi bater Nadal em todos os masters no saibro.

    Claro que existe o outro lado da moeda: a evolução do sérvio coincidiu com declínio natural do suíço. Vejam bem, Federer não saiu de cena nem virou coadjuvante. Muito pelo contrário, por ser gênio, continuou um forte player no tour. Mas teve que conviver com dois caras mais novos em plena forma física, o que, aliado a padronização (“lentidão”) do circuito, obrigou-o a rever seu jogo (sabr e troca de raquete).

    Considerando que o principal adversário do sérvio em 2015 foi um Federer 10 anos pós-auge, fica bastante evidente que, se fossem contemporâneos, a vantagem seria toda do suíço.

    PS: Nadal não entra nessa conta de “gerações”. É tão monstro no saibro que, mais novo ou mais velho, nunca deixou os outros dois dominarem por lá. E, por isso, ainda é o segundo maior da história. Atrás de Federer, claro!

    Responder
    1. André Luiz

      Perfeito, confrade.

      Djokovic e Federer possuem períodos distintos de ápice físico, o que faz toda a diferença no fim das contas em um circuito que exige intensidade atlética estupenda durante todo o ano e em partidas de cinco sets.

      Toda comparação entre ambos tem de levar em conta esse detalhe crucial: que Federer e Djoko são jogadores de gerações distintas.

      Responder
      1. André Barcellos

        Sem dúvida. Federer é tão longevo com qualidade que faz parecer que são contemporâneos.
        A maioria absoluta dos tenistas que são da mesma idade já pararam, mesmo mais novos.

        Responder
  34. DANILO AFONSO

    SÉRGIO RIBEIRO, você já foi mais sagaz nobre. Além de ser, não raras vezes, indelicado com alguns leitores, agora não sabe mais interpretar um texto ? kkk

    No meu texto eu sustento que a hegemonia do FEDERER no PISO HARD acabou após a ascensão do DJOKOVIC. Os textos do nobre DALCIM são explícitos ao sustentar que FEDERER ,na época, além de ter um algoz no saibro, NADAL, o suíço passou, finalmente, a ter um real adversário no piso hard, DJOKOVIC.

    Você erroneamente cita NADAL sem base nenhum. NADAL de fato era número 2 do ranking, mas estava longe de ser o principal adversário do suíço no piso hard até final de 2008 como você sustenta (lembrando que cito no meu texto antes de 2008, mas vamos deixar até final de 2008). Ele era uma pedra no sapato do FEDERER essencialmente no saibro, conforme todo mundo sabe.

    Vejamos o porquê do seu equívoco:

    – NADAL até o final de 2008 nunca enfrentou FEDERER em um Slam no piso Hard. Até hoje nunca houve um confronto no US Open e somente em 2009 tiveram o primeiro confronto no Austrália Open. Enquanto isso FEDERER reinava abocanhando vários títulos seguidos nestes dois palcos. Como ele pode ser o principal adversário do FEDERER nesta superfície se não houve confronte entre eles nos dois principais eventos do piso hard ??? kkkk

    – com exceção do Master 1000 de Miami 2004, NADAL nunca venceu FEDERER, até final de 2008, em outro Master 1000 no piso Hard ou ATP Finals. NADAL na maioria das vezes não chegava nas finais dos torneios no piso duro, e quando chegou perdia os principais títulos para o suíço;

    – até 2008, foram 18 confrontos entre eles, dos quais 10 foram no saibro com 9 vitórias do espanhol, 5 no piso hard ( 3 x 2 Federer) e 3 gramas (2 x 1 Federer). Como NADAL é seu principal adversário no piso hard se em 5 temporadas fizeram apenas 5 jogos (isso mesmo), e NADAL perdendo mais e nos principais torneios (1 Master e 2 Finals) ?? kkkkk

    Em um calendário onde a maioria dos torneios ocorrem no piso hard, a irregularidade do espanhol e falta de um especialista cascudo nesta superfície, propiciava que o suíço faturasse os dois principais eventos nestes pisos, US Open e Austrália, o ATP Finals, torneio que até hoje o espanhol não venceu, e os vários Masters, bem como garantia as várias semanas na liderança do ranking e término da temporada como n. 1. NADAL começou de fato a incomodar o suíço fora do saibro em Wimbledon 2008 e Austrália 2009. O sérvio veio junto e começou a incomodar mais ainda nos anos seguintes.

    Respira nobre Sérgio Ribeiro, essa vergonha passa, vai por mim…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pessoal, p3la milionésima vez… Vamos responder e argumentar sem querer rebaixar ou desclassificar quem pensa o contrário? Será que é tão difícil assim?

      Responder
      1. DANILO AFONSO

        Tem razão Dalcim !!

        Mas lembrando que é primeira vez que lanço mão de postagem não tão diplomática. Já o “oponente” faz isso direto com vários leitores.
        Não farei mais.

        Responder
    2. André Luiz

      Confrade Danilo, perdão por me meter na conversa entre você e Sérgio Ribeiro a respeito de Rafa Nadal.

      Mas não pude deixar de comentar a sua afirmação de que Rafa era adversário de Federer apenas no SAIBRO. Na verdade, Rafa foi grande adversário de Federer na GRAMA também.

      O período de maior consistência do espanhol na grama foi entre 2006 e 2011, quando chega à final de Wimbledon em todas as temporadas [com exceção da de 2009, em que pula a temporada de grama por causa de problemas nos joelhos]. Depois de 2011, Rafa se torna instável nessa superfície, caindo repetidamente para adversários fora do top 100 do ranking ou nas primeiras rodadas no All England Club.

      Mas Rafa não era de fato o principal adversário de Federer nas HARD em seu período de dominância [2004/07]. Nesse tempo, seus índices de aproveitamento em quadras duras eram inferiores aos de Roddick, só para estabelecer uma comparação.

      O espanhol parece ter alcançado sua maturidade na quadra dura em 2008, quando tem aproveitamento de 81,8% — similar ao de 2010 [quando vence pela primeira vez o US Open], que foi de 81,6%.

      Se deixarmos de lado o ano de 2012, em que o espanhol pula todo o segundo semestre, ele só superaria essa média de 2008/10 nas temporadas de 2013 [90,0%] e em 2017 [82,6%]. Em todas as demais, Rafa tem índices de aproveitamento na hard na casa dos 70%, com exceção de 2015/16 — pior momento de sua carreira –, quando sua média baixa para a casa dos 60%.

      Responder
      1. DANILO AFONSO

        André Luiz, eu sei que o NADAL era adversário do FEDERER na grama de 2006 a 2011, porém lembre que o primeiro texto q postei sobre tema, delimitou até antes de 2008 e acerca do piso duro. O Sérgio que estendeu até o final do ano 2008. Até antes desta temporada, Nadal anulava Federer apenas no saibro, na grama ele era apenas adversário.

        Veja que no texto utilizo a expressão “pedra no sapato do Federer” apenas no saibro. Nem todo adversário é algoz de outro oponente. Nadal antes de 2008 perdeu as duas últimas finais na grama.
        Adversário qualquer jogador, fazendo ou não final. Federer também era adversário de Nadal no saibro pariense antes e depois desse período, mas não incomodava. Djokovic, com exceção de 2015, também era apenas um adversário. Não mais que isso.

        Mundanso de esporte, Vasco também é rival do Flamengo, mas não ganha uma final deste há 20 anos.

        Está bom deliberar contigo nobre. O debate é equilibrado e sem excessos no trato com o outro.

        Responder
  35. DANILO AFONSO

    André Luiz, de fato eu exagerei ao querer encaixar indevidamente a realidade da grama na mesma postagem que argumentava o declínio de FEDERER após a ascensão do NOVAK. O sérvio só foi uma barreira para o suíço em 2014 e 2015, Nos anos anteriores outros jogadores fizeram frente ao suíço como você bem sustentou.

    Sabe quando você quer tirar 10 e faz besteira ao incluir uma frase ou dado sem muita base, fugindo um pouco da sua essência do seu texto ? Foi o que fiz…kkkkk

    Quanto ao piso hard, fiz outra postagem defendendo e reforçando a minha opinião.

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  36. Mário Cesar Rodrigues

    Gente assisti em loco treinamentos Djokovic,Thiem,Rafa,Zverev que cara que não consigo agradar ,o Grego joga muito e aRara c9m0 bate bem na bola e forte não a toa o apel8da4am de todo.que Privilégio.gostei muito do Rublev bate pesado tá ganhando massa.

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  37. Nando

    Paulo Almeida
    12 de abril de 2019 às 01:33
    Sim, nem cabe comparação, Jonas.

    Novak Djokovic, o GOAT, é de longe o jogador que possui mais Grand Slams com alto grau de dificuldade (14). Em seguida, vem o Capívara (12) e bem atrás o Jagua da Montanha (7)

    Superou tds as bobagens já ditas por aki. E ainda é incoerente, pois se pra vc Federer é o rei da entressafra, então os Slams q o sérvio ganhou sobre ele ou q enfrentou ele antes da final não deveriam se encaixar na categoria ” Slams com alto grau de dificuldade” , não?

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Não, porque o Fregueser é um grande jogador e títulos em cima dele valem mais do que nas babas da entressafra. Estranho é alguém não ter entendido algo tão óbvio.

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  38. Sérgio Ribeiro

    Mesmo os meus comentários continuando a serem picotados a torto e a direito ( Mané é uma gíria que não tem agressividade nenhuma. Falo até com meu filho ) , vamos lá. Acredito que a novissima geração deva utilizar a tese de Wilander. Enfiar a mão na bolinha sem ter medo de ser feliz no Pantanal de MC. Novak não pode continuar vacilante nas primeiras rodadas. Nem o Touro que já faz 33 em junho. Ps. Nos últimos trinta anos ,tivemos apenas 5 Jogadores com back de uma mão que venceram em MC. Lendl , GUGA e STANiMAL estão entre eles. Abs!

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  39. Lucas Duarte Parra

    Dalcim,quando tinha a idade do Tsitsipas,Zverev,o Federer ja era considerado um fenomeno?Dava para prever que seria o melhor da historia?Falo isso porque nao sei se alguem dessa nova geracao pode ser uma lenda no futuro(mai de 10 slams por exemplo) ou todos “apenas” otimos jogadores…

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  40. André Luiz

    Djoko vai estar ”on fire” pra chegar à final desse Master. Estou muito interessado na performance do sérvio nessa temporada europeia de saibro. Nas últimas duas temporadas, ele teve participação de pouco destaque. Ano passado foi, inclusive, pior do que o de 2017.

    Mas se tem um tenista que eu gostaria de ver atuando com confiança é Dominic Thiem. Na minha opinião, é o segundo melhor saibrista dos últimos dois anos. Merece troféus grandes na superfície.

    Outra curiosidade é Davi Goffin. Vi que ele está do lado do austríaco na chave. Goffin sempre deu muito trabalho pra Thiem. Ele tem um estilo de jogo que incomoda Dominic, destrói suas defesas psicológicas, cansa mentalmente. Mas há tempos que o belga não mostra a que veio. Será que finalmente engrena umas semanas boas?

    Responder
    1. Jonas

      Nadal é de longe o maior favorito, em condições normais.

      O Agut vai ficar passando bolinha e acho que será engolido pelo Nadal, que não vai entregar pontos de graça.

      O segundo favorito é o Thiem por razões óbvias. Quanto ao Djokovic paira uma certa incerteza…ele precisa de mais ritmo de jogo. Nesse ponto a chave duríssima foi até boa. Vejo o sérvio logo abaixo de Thiem no favoritismo.

      Responder
      1. André Luiz

        Concordo. Também coloco Thiem como segundo favorito. Tem sido o melhor no saibro nos dois últimos anos, pegou uma chave aparentemente mais fácil.

        E Djoko não deixou boa impressão nos masters americanos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Pelo estilo de jogo dele, que usa muito topspin, cobre extremamente bem a quadra e tem paciência tática para comstruir pontos.

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  41. Renato

    Jonas,

    Vc que escreve em todo post que Federer é freguês de Novak. Se Roger é freguês do servio, me vejo no direito de dizer que Novak é freguês de Karlovic(1 x 2 e um terço das vitórias), Roddick(4 x 5) e Kyrgios(0 x 2), sendo que o australiano tem 100% de vitórias.
    Vcs que estão dizendo que o que vale é apenas após 10 partidas disputadas. Vc quer que concordemos com vcs? Para, ne! Cada um com seus critérios e a maioria diz o que é mais plausível.

    Federer é freguês sim de Nadal, mas apenas no saibro. O suíço tem vantagem, mínima, na grama e nas hards, mas tenho certeza que se os confrontos entre os dois fossem proporcionais tanto na grama quanto no barro, a história seria completamente diferente

    Responder
    1. Jonas

      Na verdade quem começou com a maluquice de afirmar que 5×4 é freguesia não fui eu.

      Com relação a Federer e Djokovic, é uma rivalidade de vários anos. Até 2011 esteve 13×6 pro suíço…mas as coisas mudam. Hoje em dia o sérvio domina e naturalmente perdia mais no início de carreira. Eu sei que vão alegar que Federer envelheceu também.

      Enfim, acho que Djokovic tem uma certa dominância sim no confronto.

      Nos Grand Slams Federer é freguês de Nadal, pois em 12 confrontos venceu apenas 3. No H2H geral ele era pífio até chegarmos em 2017. Aos 36 anos ele se recuperou bem conseguindo 4 vitórias sobre o espanhol.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Olha só , Jonas . Vamos relembrar duas coisas que você e sua turminha do “ Grupo” estão cansados de saber . Rafa Nadal e’ o maior Saibrista da história. Fez de Federer e Novak dois grandes fregueses em seu habitat. Jogou 22 no barro contra o Sérvio e o bateu QUINZE vezes. Jogou 15 no barro com o Suíço e o bateu TREZE vezes. Mesmo só tendo enfrentado o Suíço apenas TRÊS vezes na Grama ( 18 x 4 em Titulos para o Rei nesta superfície). Mesmo assim perde tanto para Federer , quanto para Novak, em todas as outras superfícies. Todos que consideram o Suíço o melhor Tenista de Todos os Tempos ( inclusive o Espanhol e seu Titio Toni ) , não estão nem aí para head to head. Exceto Wilander ( o mesmo que largou quando surgiram Sampras e Agassi ) , poucos colocam o Sérvio no mesmo patamar. Eu sei que isso irrita muito . Mas a ladainha já atingiu o nível do insurportável. Na boa, muda o disco. Abs!

        Responder
        1. Jonas

          Onde eu afirmei que Federer é menor que Djokovic ou Nadal?

          Quando digo bem abaixo de seus maiores rivais, me refiro a dentro de quadra, nos confrontos.

          Todo mundo aqui está careca de saber que Federer tem 20 Slams, 237 semanas seguidas etc.

          Responder
    2. Jonas

      Você não precisa concordar comigo. Eu não vou afirmar aqui que Federer é freguês de Guga.

      Se algum desses novatos encaixar 3 vitórias sobre o suíço, também não vou dizer que Federer é freguês.

      O estranho aqui é vc comparar 47 (25×22) confrontos com 9 (5×4), apenas pra desmerecer o Djokovic. Eu não acho o Roddick ruim, acho que a concorrência que o Djokovic vive é maior do que a de Federer, minha opinião.

      Responder
  42. Renato

    Acho que Rafa vai ganhar o masters até com certa facilidade, a não ser que Zverev esteja afim de jogar e endureca com o espanhol na semi. Nadal não deverá perder nem 8 games em cada jogo até chegar entre os quatro primeiros.
    Do outro lado, como é melhor de três sets, creio que Thiem seja o favorito pra chegar até a final. ROBOvice é um ? Será que vai se borrar ao enfrentar o alemão novamente? Será que passa por Dieguito? Se superar todos os rivais mesmo assim vejo pouca chances de vencer Thiem ou Rafa.

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  43. Renato

    Não vou falar mais sobre o assunto. Cansa! Mas já que o Danilo tocou no assunto, se os três gigantes do momento tivessem a mesma idade, creio que Federer teria números muito maiores do que tem. Explico: Levando em conta que os dois robozinhos( Nadal e Novak) teriam chances de vencer slam até no máximo 35 anos( ou se aposentariam ou fariam número no circuito) e levando em conta que Roger continuaria competitivo até os 38 ou mais, suponhamos que até a idade 35 os três divididiriam mais os slam, mas com Roger com vantagem inquestionável, os dois se aposentariam aos 35, e Roger praticamente venceria quase todos os slam entre os 35 e 38 anos, com exceção do saibro, o que faria com que o suíço tivesse pelo menos uns 8 ou 10 slam de vantagem sobre os rivais. Fato!

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    1. Paulo Almeida

      Se eles fossem da mesma idade, o Fregueser não teria nem 8 Grand Slams, visto que só ganhou o primeiro com 22. Nadal lideraria no começo, mas seria ultrapassado por Djokovic com o tempo, como já foi no h2h.

      Responder

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