O exigente saibro de Monte Carlo
Por José Nilton Dalcim
10 de abril de 2019 às 23:50

Talvez poucos lugares em todo o circuito europeu de saibro enalteçam de forma mais perfeita as habilidades essenciais que um verdadeiro saibrista precise ter se pretende sonhar com o título em Monte Carlo.

Força para fazer a bola andar, resistência física para suportar pontos e games geralmente longos e exigentes, paciência para achar a forma de ganhar um lance, o que passa necessariamente por uma construção tática bem articulada, são provocados pelo clima frio de primavera – a média máxima de temperatura raramente passa dos 16 graus – e pela umidade vinda da cercania do Mar Mediterrâneo.

Esse conjunto, claro, explica o domínio absurdo de Rafael Nadal no Principado, com seus 11 títulos e 12 finais. Nos últimos 30 anos, apenas um tenista com real tendência ao saque forçado e definições rápidas ergueu o troféu: Cédric Pioline, em 2000.

Alguns conseguiram ir ao menos até a final, como Vitas Gerulaitis, Yannick Noah, Boris Becker e Roger Federer. Para destacar os nomes de maior peso, vemos que o alemão perdeu para especialistas como Alberto Mancini, Thomas Muster e Sergi Bruguera, enquanto o suiço parou três vezes em Rafa e depois frente a Stan Wawrinka.

“No saibro, o que importa é quem bate antes na bola”, frase célebre de Mats Wilander, a indicar a necessidade de se tomar iniciativa. E isso cai como uma luva em Mônaco, onde devolver bem é muito mais relevante do que sacar firme.

O quadro deste ano é um dos mais fortes. Além de Nadal e do bicampeão Novak Djokovic, há saibristas como Alexander Zverev, Dominic Thiem, Marco Cecchinato, Fabio Fognini e David Goffin, mas também tenistas que se adaptam muito bem, do nível do atual vice Kei Nishikori e de Gael Monfils.

Os novatos Stefanos Tsitsipas, Danill Medvedev, Denis Shapovalov e Felix Aliassime surgem como perigosas incógnitas. E para completar, soltos na chave estarão Wawrinka, Jo-Wilfried Tsonga, Diego Schwartzman e Fernando Verdasco.

Esse sorteio da chave vai tirar o sono de muita gente.

Algumas coisas a se lembrar sobre Monte Carlo:
– É um dos torneios mais antigos do mundo ainda em disputa. Começou em 1897 com presença de estrangeiros, antecedendo Roland Garros em 28 anos.
– Em 1981, não houve um campeão. Connors e Vilas empatavam por 5/5 quando a chuva veio. Eles dividiram prêmio e pontos.
– Guga venceu duas vezes. Em 1999, Ríos abandonou no segundo set. Em 2001, arrasou Arazi.
– Nenhum título brasileiro em duplas até hoje: Soares chegou a duas finais e Melo, a uma.
– Além dos 11 troféus em simples, Nadal venceu uma dupla, em 2008, com Robredo.
– Em 1976, Borg e Vilas se juntaram numa dupla e foram até a final.
– O torneio alterou frequentemente a quantidade de sets de sua final. As de 1975, 1986, 1993 e 2003 foram em apenas dois. A ATP aboliu os cinco sets em 2007.
– Na reforma de calendário de 2009, o torneio correu risco de perder a condição de Masters, mas foi mantido após muito trabalho de bastidores dos jogadores de saibro, liderados por Nadal.
– A magnífica quadra principal, batizada de Rainier III, abriga 10.200 espectadores.
– O Monte Carlo Country Club fica na verdade em Roquebrune, território francês.
– Os ingressos para semi e final variam entre 70 e 310 euros. Para ver o quali no sábado já custa 21 a 55 euros.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    PESSANHA,

    Mas uma oportunidade de ouro do Aliassime brilhar.

    Vai pegar na estréia o “Zé-verev”.

    Melhor chance impossível, já que o cara é um arregão dos bons…

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  2. André Luiz

    [DANILO, OS SÉRVIOS, E A “VIDA FÁCIL” NA GRAMA]

    .
    Uma afirmação do confrade Danilo Afonso quase passa batida no texto em que ele defendeu, por outras vias, a moribunda tese da “entressafra”.

    Dizia ele que Djokovic colocou fim à “vida fácil” de Federer nas quadras duras — o que já foi devidamente refutado, já que não foi exatamente o sérvio a causa do declínio do suíço nessa superfície — e que “na grama sabemos que a realidade não foi tão diferente”.

    “Sabemos”, meu dileto confrade? Quem? Tem mesmo quem pense ter sido Djokovic a colocar fim ao domínio de Federer na grama?

    Como pede o Danilo no fim do seu texto, vamos mais uma vez aos dados para averiguar a verdade.

    O suíço possuía uma hegemonia absurda na grama entre 2003 e 2009. Da primeira rodada de Wimbledon 2003 até a semifinal de Halle 2010 foram 76 jogos e apenas uma derrota: a final de Wimbledon 2008 contra Rafa. Isso dá uma média estupenda de 98,6% de vitórias na superfície.

    Roger permaneceu invicto sobre a grama nas temporadas de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007 e 2009. Notem que era perfeitamente normal se perguntar àquela altura quem era mais dominante, se Federer na grama ou Nadal no saibro — em que pese a diferença no número de torneios e pontos nos dois pisos.

    Para efeito de comparação, da primeira rodada de Montecarlo 2005 à terceira rodada de Roland Garros 2009, ano em que perde sua coroa em Paris, Rafa sofreu 3 derrotas em 138 partidas sobre o barro, alcançando 97,8% de aproveitamento [as derrotas foram para nas finais de Hamburgo 2007 e Madri 2008, e para Ferrero em Roma 2008].

    Só que, diferente de Nadal, a hegemonia de Roger acabou já em 2010. O suíço foi derrotado na final de Halle por Lleyton Hewitt. Não foi um “acaso”, já que novo revés se produziu diante de Thomas Berdych, nas quartas de final do Grand Slam londrino.

    Hewitt! Berdych! Não Djokovic!

    2011 confirmou que os tempos de “vida fácil” na relva haviam acabado. O suíço levou uma virada de Jo-Wilfried Tsonga nas quartas de final de Wimbledon. Foi a primeira vez que Federer levou uma virada depois de abrir dois sets acima. [A virada que Djokovic aplicou no US Open 2011 seria a segunda, portanto].

    Repito: o que Djokovic teve a ver com isso?

    Necas de pitibiriba!

    Tanto é assim que, mesmo sem a invencibilidade de outros tempos [afinal, ele perdeu a decisão de Halle para Tommy Haas], Roger voltou a levantar a taça de Wimbledon em 2012. Na campanha, passou com autoridade por Djokovic na semifinal, derrotando o rival em quatro sets.

    Também em quatro sets foi seu triunfo na final contra Murray [sim, aquele mesmo que a meia dúzia de três “apóstolos da entressafra” gostam de citar nas tentativas de “provar” o quanto o circuito era “suuuuppppeeeeeeerrrrrrrpoderooooossssssooooooo” durante a dominância de Novak].

    Mas Roger já havia deixado o ápice no piso, tanto assim que perdeu na segunda rodada de 2003 para o saque evoleio de Stakhovsky — uma partida histórica, que colocou fim a uma sequência provavelmente insuperável de 36 quartas de finais consecutivas em majors.

    Ora, foi esse Federer, que já não era semi-imbatível desde 2010, sobre o qual Novak predominou nas finais de Wimbledon em 2014 e 2015. Mas não foi Nole quem colocou fim àquela hegemonia incomensurável. Foi o curso da vida, a corrente indomável do tempo, o processo natural que a tudo corrói, a mudança inexorável que a tudo submete.

    O sérvio, quando muito, se beneficiou do fim daquela hegemonia. Mas não a causou. Sequer contribuiu para ela. O fim do domínio já estava dado quando Djoko vence Wimbledon em cima de um suíço que já não passava de um senhor de 33, 34 anos de idade, cansado, esbaforido, velho, que se esgueirava, lento como uma tartaruga, pelos cantos da quadra.

    Mais ou menos como Agassi, na final do USO 2005, em meio àquela terrível “entressafra”, que só existe mesmo nas narrativas apaixonadas da já famosa meia dúzia de três.

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    1. André Luiz

      CORREÇÕES

      *[as derrotas foram para FEDERER nas finais de Hamburgo 2007 e Madri 2009, e para Ferrero em Roma 2008].

      **Mas Roger já havia deixado o ápice no piso, tanto assim que perdeu na segunda rodada de 2013 para o saque evoleio de Stakhovsky

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    2. Luiz Fabriciano

      Mas a tese não era da quadra dura? Você falou em 5 parágrafos da grama. E foi o próprio Dalcim que falou da quadra dura em posts antigos.

      “…em cima de um suíço que já não passava de um senhor de 33, 34 anos de idade, cansado, esbaforido, velho, que se esgueirava, lento como uma tartaruga, pelos cantos da quadra.” O incrível caso de Benjamin Button.

      Responder
      1. André Luiz

        Vai ver o caso de Button possa ser explicado pela ”entressafra” atual, Luiz Fabriciano. A tese da ”entressafra” é tão delirante que dá pra ser usada a torto e a direito, contra qualquer um, em qualquer época. Basta um pouco de criatividade e capacidade de torcer um tantinho a verdade. Por exemplo, Djoko não conseguia dominar o circuito entre 2012 e 2014. Só venceu um major em cada um desses ano. Foi superado por Rafa em 2013, e por Federer em períodos de 2012. Mas, de repente, havia se tornado ”invencível” no fim de 2014 até meados de 2016. Como isso foi possível? Fácil: ”entressafra”. Federer velho, Nadal envolvido com problemas físicos e na pior fase da carreira. A ”entressafra” é cruel e mau, pega um e pega geral.

        Quanto à hard court, respondi ao Danilo em postagem anterior.

        Responder
        1. Luiz Fabriciano

          Desculpe André, mas quando citei Benjamim Button, me referi ao fato de um cara descrito por você como velho, cansado, caindo pelos cantos da quadra etc, cinco anos depois estar “babando”, pegando moleques com idade de filho e dominando. O que descreveste sobre Djokovic em sua resposta nada tem a ver com isso, uma vez que em nenhum momento de sua carreira o sérvio foi tido como velho e agora se apresenta renovado. E é sim, o tenista mais dominante da atual década, só para complementar.

          Responder
          1. André Luiz

            Esculpe, Luiz, mas eu não neguei em momento nenhum que Djokovic foi o tenista mais dominante da década: Eu respondi justamente à sua alusão de que Federer é um Benjamin Button. Mas explicar a piada é deselegante, e eu não vou fazê-lo.

  3. André Luiz

    Zverev pode pegar na estreia Felix Auger Aliassime.

    Sei não, o alemão/russo não anda com sorte.

    Gostei da chave de Dominic Thiem. Perfeita pra avançar bem até a semifinal.

    Achei a chave de Djoko a mais difícil.

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  4. André Luiz

    [DANILO ALFONSO E O MITO DA QUEDA DE FEDERER NA HARD COURT TÃO SOMENTE POR CAUSA DA ASCENSÃO DE DJOKOVIC]

    O confrade Danilo Alfonso diz o seguinte em uma postagem logo abaixo:

    ”De antemão informo que DALCIM em nenhum momento cita o termo entressafra nos anos dourados de FEDERER, mas fica nítido em seus textos que FEDERER não tinha um real adversários fora do saibro antes de 2008, e que o surgimento e maturação de DJOKOVIC colocou fim a “vida fácil” que tinha na quadra dura. Na grama sabemos que a realidade não foi tão diferente…”

    Na verdade, o colega usa trechos do Dalcim para sustentar uma tese que, no fundo, é do próprio Danilo, a de que o ”reinado” de Federer nas quadras duras acabou EXCLUSIVAMENTE por causa da ”maturação” e ”consolidação” de Novak Djokovic.

    Mas será que isso representa de fato a realidade, ou é uma meia-verdade com o escopo de dar sobrevida à malfadada ”hipótese da entressafra”?

    Para que Danilo estivesse com a razão, a queda de Federer nas quadras duras tinha de ser PROVOCADA pela ascensão de Djokovic. Mas quando vamos aos dados, não é isso que vemos.

    O aproveitamento de Federer nas hard entre 2004 e 2007 era destruidoramente elevado [2004 – 91,6%; 2005 – 98,0%; 2006 – 96,6%; 2007 – 88,0%].

    Em 2008 e 2009, no entanto, o suíço cai abruptamente de desempenho. 2008/09 são duas das três únicas temporadas pós-2003 em que ele tem médias inferiores a 80% no piso [a terceira é em 2013, quando se encontrava com óbvios problemas físicos].

    A média do suíço é de 76,7% em 2008 e de 78,2% em 2009. Em 2010, Roger volta a ter aproveitamento mais elevado do que a média atual de sua carreira [que se encontra em 82,3%], chegando a 87,0% , e depois a 90,3% em 2011. Durante todo o restante da década, com a exceção já mencionada de 2013, o índice de Federer continua acima de 80% de vitórias na hard.

    Portanto, em 2008 e 2009 tivemos um período de baixa de Roger no seu aproveitamento no piso duro. Mas, sejam quais forem as razões pra essa fase ”ruim”, elas não podem ser atribuídas a Djokovic: o sérvio não apresentou nenhum brusco crescimento de seu aproveitamento até 2011.

    Em 2007, Nole tinha 77,3% [contra 74,1% de Murray e 72,1% de Rafa]; em 2008, quando começa a ”má fase” de Federer, o sérvio chega a 79,6% [contra 81,8% de Nadal e 81,1% de Murray]. Em 2009, Novak sobe para 82,8% [contra 77,7% de Nadal, mas ultrapassado pelos 88,2% de Murray]. E em 2010 volta a cair para 76,0% [contra 81,6% de Nadal e 73,9% de Murray].

    Ou seja, em 2008, a principal força do Big 4 na quadra dura, pelo critério aproveitamento, foi Rafa Nadal. Em 2009, foi Andy Murray. Em 2010, voltou a ser Roger Federer [com Rafa em segundo e Novak reduzido a terceira força].

    Nem mesmo nas ”big matches” se pode dizer que Novak passa a representar o principal perigo para Federer nesse período: em 2008 ele é eliminado por Novak no Aussie Open, é verdade. Mas vence o USO em cima de Murray, chega à final do Aussie Open 2009 e é derrotado por Nadal, chega à final do USO 2009 e é derrotado por Del Potro, vence o Aussie 2010 mais uma vez sobre Andy.

    Ou seja, no período de maior baixa de Federer na superficie [biênio 2008/09], Novak não foi seu principal problema nem o herdeiro de seu trono. Certamente não foi a causa de seu declínio nas hard em 2008/09, quando o suíço chega a se tornar a quarta força do Big 4 em percentuais de vitória nesse piso.

    Isso refuta a tese de Danilo, a de que o declínio de Roger nas hard se deveu exclusivamente à ascensão de Djokovic. Na verdade, o suíço declinou três anos antes que Nole começasse efetivamente a dominar as hard courts.

    Aliás, no período em que Novak se consolida como maior vencedor nas hard courts, o aproveitamento do suíço na superfície volta a subir [fica na casa de 90% em 2011, e acima de 85% em 2012, 2014 e 2015]. Mas nessa década o sérvio se torna, finalmente, no principal vencedor na superfície. Por quê?

    Isso é fácil de explicar:

    Assim como aquela meia dúzia de três ”apóstolos da entressafra” declaram que o sérvio pré-2011 era muito novinho, bebêzinho, miudinho, pequenininho, verdinho e até doentinho; sugiro, como um espelho que lhes apresenta a imagem invertida, que Federer pós-2011 se tornou demasiado velhinho, lentinho, desdentado, de bengala, dodói das costas, com equipamento defasado, em quadras cada vez mais lerdas, como lerdas se tornaram suas desgastadas e cansadas pernas.

    Livrem-se da ”lenda da entressafra”. Ela só convence fanáticos a respeito do seu próprio fanatismo.

    Responder
    1. André Luiz

      *Só uma correção: eu afirmei aí em cima que a média geral da carreira de Federer nas quadras duras se encontra atualmente em 82,3%. Isso é um erro. Na verdade, ela se encontra em 83,7%. Isso significa que nas temporadas de 2010, 2011, 2013, 2014, 2015 e 2017, Federer teve médias nas hard superiores à da sua média geral na carreira [que é atualmente a segunda melhor de toda a Era Aberta]. Os ”baixos” percentuais de 2008 e 2009 não podem ser explicados, portanto, por um circuito repentinamente ”mais forte”.

      Responder
      1. André Luiz

        **POR OUTRO LADO, isso significa TAMBÉM que nas temporadas de 2010, 2011, 2012 [e não 2013, como digitei], 2014, 2015 e 2017, Federer teve índices nas hard superiores à da sua média geral na carreira [que é atualmente a segunda melhor de toda a Era Aberta]

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  5. Nando

    Achei o quadrante do Thiem mais fácil q os outros, e do cotonete e siri bem equilibrados. Do Zverev +ou-.
    Caminhos perigosos para os 2 líderes do ranking nesse MC.

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  6. Luiz Fernando

    Nadal pegou uma chave bem dura em MC, possivelmente estreie contra o Bautista Agut q vem jogando muito, exceto pelo fato de q esses espanahois costumam amarelar p ele, é um adversário duríssimo…

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Achei a chave do Touro difícil também.

      Se passar pelo Iogurte indigesto, pode ter pela frente o Denis Shapovalov.

      O canadense pode não ser um especialista no piso, mas será um franco-atirador.

      Vai enfiar a mão, e soltar porrada pra todo lado.

      Se for o dia da sua bola entrar…

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  7. Renato

    A Central de Monte Carlo é algo maravilhoso com o mar ao fundo. Difícil se concentrar. Rs. Apesar do charme e da beleza do lugar, acho um porre os burgueses com aqueles chapéus ridículos, os excessos de ostentação e gente com aaaiema cara “não me rele não me toque”. Parece existir uma competição entre o público sobre quem tem mais luxo, quem tem o chapéu mais brega ou que tem mais aplicação de botox.

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  8. Sandra

    Dalcim , não sei a sua opinião , mas não vejo Nadal perdendo jogos , seja em que superfície for , a última derrota do Nadal foi no Australian open, acredito até que no saibro ele vai levar todas, mas caso ele sinta que o adversário esteja em um dia mágico , ele vai alegar alguma contusão.

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  9. DANILO AFONSO

    O CÓDIGO DALCIM – A ENTRESSAFRA

    Há anos o tema entressafra gera debates polêmicos e na postagem minuciosa do nobre eleitor André Luiz sobre a relevância de Andy Roddick não foi diferente.
    Acontece que esse tema é facilmente elucidado quando nos debruçamos nos vários textos publicados pelo DALCIM entre 2007 e 2011, interregno que abrange a ascensão e consolidação de NOVAK DJOKOVIC.
    De antemão informo que DALCIM em nenhum momento cita o termo entressafra nos anos dourados de FEDERER, mas fica nítido em seus textos que FEDERER não tinha um real adversários fora do saibro antes de 2008, e que o surgimento e maturação de DJOKOVIC colocou fim a “vida fácil” que tinha na quadra dura. Na grama sabemos que a realidade não foi tão diferente…
    Vamos aos esclarecedores textos do DALCIM (peço licença para colocar caixa alta em algumas passagens do texto:

    “UMA NOVA VIDA PARA O TÊNIS MASCULINO
    25/01/2008 às 13h18 – por José Nilton Dalcim
    Texto completo – http://tenisjn.zip.net/arch2008-01-16_2008-01-31.html

    Se alguém ainda duvidava que Roger Federer veria maiores dificuldades para manter sua hegemonia em 2008, a semifinal deste sábado em Melbourne serviu para comprovar que ACABOU MESMO SUA VIDA FÁCIL. Se no saibro a barreira é Rafael Nadal, no piso sintético surge agora o fantasma de Novak Djokovic. Ruim para os torcedores do suíço, excelente para o tênis.
    Federer não jogou obviamente 100% do que pode neste sábado e isso não é uma desculpa, porém uma constatação: OU ELE CHEGA PERTO DA PERFEIÇÃO, OU NÃO CONSEGUIRÁ MAIS LEVAR VANTAGEM CONTRA DJOKOVIC NO PISO DURO. O sérvio está com armas definitivamente poderosas e sabe o que fazer com elas para incomodar o número 1.
    (…)

    CONSIDERAÇÕES SOBRE O DURO 2008 DE FEDERER
    30/01/2008 às 19h52 – por José Nilton Dalcim
    Texto completo – http://tenisjn.zip.net/arch2008-01-16_2008-01-31.html
    “ (…)
    Talvez falte dizer que Federer encontrou realmente dois obstáculos pelo caminho e que Rafael Nadal, no saibro, e Novak Djokovic, no piso sintético, podem ser justamente a inspiração que um atleta com tantos recordes e feitos necessite para ainda ter vontade de treinar e jogar.
    (…)
    Sinceramente, penso que Djokovic seja um osso mais duro de roer, porque o sérvio oferece menores “buracos” do que Nadal e é bem mais versátil. Além disso, ganha confiança e maturidade a cada dia. Tem um saque potencialmente eficiente, muita solidez nos dois lados do fundo, perigosos contra-ataques e sabe subir à rede. Para neutralizá-lo, o suíço precisa JOGAR O SEU MELHOR TÊNIS OU CONTAR COM A SORTE.
    (…)”

    Antes mesmo de 2008, DALCIM já vislumbrava que NOVAK poderia ser umo real adversário de FEDERER no piso duro nos anos seguintes, vejamos apenas o título do texto:

    DJOKOVIC É O REI DO PISO SINTÉTICO EM 2007
    12/08/2007 às 16h57 – por José Nilton Dalcim
    Texto – http://tenisjn.zip.net/arch2007-08-01_2007-08-15.html

    ESTE É O MELHOR TÊNIS DE TODOS OS TEMPOS. PALAVRA DE WILANDER.
    14/09/2011 às 20h15 – por José Nilton Dalcim
    Texto Completo – http://tenisjn.zip.net/arch2011-09-01_2011-09-15.html
    “(…)
    A conclusão acima pertence ao sueco Mats Wilander, profundo conhecer do tênis, dentro e fora das quadras, em entrevista à agência Reuters após o US Open. No seu currículo estão sete Grand Slam, entre 1982 e 1988.
    “Não tenho dúvida: Federer nunca jogou tão bem. Ele apenas não está vencendo”, afirmou ele, acrescentando: “Hoje, Federer tem dois rivais muito superiores aos que tinha quando dominava o circuito”.

    Alguém discorda? Então o sueco dá exemplos. “Compare o Djokovic de agora com o Andy Roddick de seus melhores tempos. Não está nem perto. E Lleyton Hewitt no auge? Muito longe. Esses foram dois grandes rivais do Federer, em semifinais ou finais”.
    Na sua opinião, o nível subiu muito. “Djokovic é melhor hoje do que Nadal era no ano passado e Nadal, no ano passado, jogou muito mais do que qualquer outro. Esses dois simplesmente evoluíram muito”.
    De minha parte (Dalcim), concordo completamente com essas duas últimas observações: nunca se jogou um tênis de nível como este.
    (…)”

    Eu, Danilo, não concordo com o termo entressafra nos anos de hegemonia de FEDERER, mas é subestimar demasiadamente a inteligência de quem possuí 40 anos ou mais, que os bons e ótimos adversários de FEDERER, quando ele dominava o circuito, possam comparar com os monstros NOVAK e NADAL. Não tenho dúvida que FEDERER não teria os atuais 20 Majors e 310 semanas (ou 237 semanas seguidas) na liderança do ranking se os dois fossem da mesma geração do suíço. Se tecnicamente ambos possam ser comparados com alguns nomes da época, fisicamente e mentalmente há um abismo. Compare os números de FEDERER antes e após 2008 (26 anos). Veja quantas vezes ele terminou como n. 1 do mundo, semanas na liderança e Slams. Não é coincidência…

    Responder
    1. Gilvan

      Que desespero, meu Deus.
      Daqui a pouco o Zverev começa a ganhar um monte de GS e vão falar que o Djokovic deu sorte, pq pegou o Federer em fim de carreira e o Nadal constantemente machucado quando faturou a maior parte dos seus Slams, que se tivesse sido da mesma geração que o Zverev, ele não teria faturado tantos títulos, que jogou contra Nishikori, Raonic, Dimitrov e outros amarelões e blá blá blá…
      O jogo é jogado e o lambari é pescado. São 20 títulos de GS no armário, recorde de semanas na liderança, mais de 100 títulos conquistados na carreira, jogador mais velho a ser número 1 na história. Que os outros corram atrás e façam sua própria história.

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Você tentando fazer média com o torcida do outro “ Monstro” Rafa Nadal, escreve tanta bobagem. O maior oponente do Suíço até o final de 2008 não foram os citados. E sim o próprio Espanhol . O Cara assumiu o TOP 2 em 2005 e venceu somente TRNTA e UM ATPs até o FINAL de 2008 sendo DEZ fora do Saibro ( mais que a carreira inteira de varias feras inclusive GUGA e CIA ) . Com direito a CINCO SLAM ( 3 em cima de Federer ) . Um OURO OLÍMPICO e DOZE MASTERS 1000 ( o que Sampras venceu em toda a carreira ) . Que papo furado hem , garoto… Esqueceu da Mononucleose do Suíço em 2008 ? Na boa, volte a contar as Semanas que faltam que você faz muito bem rs Abs!

      Responder
    3. Paulo Almeida

      Nossa, que fatality! Se eu fosse torcedor do Jagua da Montanha, já me esconderia nas cavernas por uns dois meses.

      Fregueser, o campeão de uma era fraca (weak era champion).

      Responder
  10. Renato

    Sampras, Laver, Guga, Big Mac, Roddick, Kyrgios, Hewwit, Rios, Stan, Ferrer, Isner, Shapovalov, Tio Tony, O mestre Dalcim.. .. Qual a importância da opinião de um Jonas, Paulo Almeida, Valmir e afins se comparado aos citados acima por mim, que consideram Roger o melhor e maior da história? Sugestão repetitiva: Façam um blog pra vcs pra discutir mediocridades ou enviem e-mails para os ex ou atuais jogadores acima pra que eles mudem a opinião deles pra corrigir tamanha injustiça. Não existe argumento melhor do que a opinião de quem realmente entende. A minha é um pouco melhor que a de vocês, mas é irrelevante perante aos citados por mim porém iguais, pois não sou louco de discordar das lendas. Camisa de força neles! Kkkkk

    Responder
  11. Nando

    Mestre, o confrade André Luiz lançou essa pergunta no grupo, e queria a sua opinião e a dos colegas frequentadores do blog tbm…mas já adianto a eles: se forem pra falar merdas, nem falem (entendedores entenderão) pulem o comentário.
    Segue:

    O que define o ”auge” de um jogador?

    1) É quando apresenta o melhor nível técnico da carreira?
    2) Quando domina o circuito?
    3) Quando tem desempenho acima da média em todos os principais pisos?

    Qual desses parâmetros é o principal e determinante para estabelecer quando um tenista está no auge?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Dominar o circuito é circunstancial e pode não depender necessariamente de sua própria capacidade técnica, mas da queda momentânea dos concorrentes. Portanto, acho que o auge no sentido qualitativo é quando se atinge o máximo potencial técnico.

      Responder
  12. O LÓGICO

    E o robozinho satânico está de malas prontas para Monte Carlo; e na bagagem leva consigo o seu tênis brega e de latrina. É, sem dúvidas, a época-porre do tênis, inaugurada pelo primogênito kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Olha, nadalzetes da sofrência kkkkkkk, durante esse tempo todo de tênis na LAJE kkkkk, o robozinho só não jogou de tamanco porque não é possível kkkkkk.

    Mas tem outro item na mochila dele que não pode faltar. Pomada IODEX. Sim, é ela que o robozinho usa para as dores no joelhinho – que ele afirma com a tremenda cara de pau que sente durante as partidas, mas que nunca demonstra. Como é possível alguém afirmar que jogar sentindo dores terríveis e não dar nenhum sinal dessa dor, mesmo que esteja correndo e forçando o local onde ela reside? Claro, é possível, sim, eu E os ETs que somos idiotas kkkkkkkkkkkkkk Tenho pra mim que ele se cura primeiro da calvície.

    O bom dessa fase é que você se diverte pacas: se ele ganha, tudo é normal porque é impossível ganhar dele nessas quadras lentíssimas e disputar com alguém que não pratica tênis, mas uma mistura de peteca com maratona kkkkkk. Se ele perde é festa total, porque nada paga a cara dele após uma derrota kkkkkkkk, principalmente quando vem acompanhada de uma estampada e mal dramatizada simulação de contusão kkkkkk. Eu quero todo o mal para o robozinho kkkkkkk, iniciando pela torcida para que o Chefe do Morro caia na sua chave em todos os torneios. Vamos combinar, o Santo Kyrgios deixa o robozinho com cara de quem viu alma kkkkkkkkkkkkk e desperta nele seus instintos mais primitivos: não fosse o peso do processo civilizatório o robozinho voaria no pescoço do predador de siris kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Todos sabem, inclusive as nadalzetes, que a cura dos sintomas adquiridos após se assistir a um jogo do robozinho e ver uma tape de uma partida Dele, o Rei do tênis kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    CHUPA QUE É DE UVA, NADALZETES, OS DIAS DO ROBOZINHO ESTÃO CONTADOS KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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      1. Luiz Fernando

        Vc fica todo bravinho e revoltado quando se posta bobagens tipo que Nadal e Federer são idênticos tecnicamente, inclusive rotulando o comentário de “imbecil”, mas dá trela pros comentários mais do q imbecis do Lógico. Depois vem aqui cobrar coerência kkk…

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Mas o Lógico é uma figura folclórica do blog.

          Nem entendo como você não ri das postagens dele…

          Além disso, eu não quis atingir a torcida do Nadal com a minha frase, e sim a do Djoko.

          Que é amais xiita e escrota do planeta…

          Responder
  13. Jonas

    Lembrando que um H2H 5 x 4, 2×1, 4×3 é equilibrado. Se não fosse, Federer seria um baita freguês de Guga e há diversos jogadores com vantagem de uma vitoria sobre o suíço.

    23 x 15 ou 25 x 22 dizem muito mais sobre determinado confronto.

    Em menos de 10 jogos não dá pra analisar muito. Kyrgios por exemplo, tem 2×0 Novak em 2017, um dos piores anos da carreira do sérvio.

    Responder
      1. Jonas

        Quero ver você admitir que Federer é freguês de Guga e mais uns 20 tenistas.

        Já que você é um dos que defendem que Djokovic é freguês de Roddick.

        Aliás, quero ver você admitir que Federer é freguês de Nadal e Djokovic. Essa aí eu pago pra ver.

        Responder
    1. André Luiz

      25 a 22 é um confronto extremamente equilibrado também.

      Um confronto mostra de fato desequilíbrio quando um tenista chega a cerca de 60% de vitórias sobre o outro. Antes disso, se pode falar de vantagem etc., mas não de ”desequilíbrio” ou freguesia.

      Uma vantagem como a de 25 a 22 [53% a 47%], então, tem ”tons” circunstanciais.

      Já a vantagem de 23 a 15 [60% a 40%] de Nadal sobre Federer indica já a fronteira onde se pode falar tranquilamente de ‘freguesia’.

      Responder
    2. Jose Yoh

      Agora saímos do campo da agronomia e entramos no campo da estatística. Afinal não dá mais para falar de entressafra.
      Sobre números, se eles jogassem cinco vezes mais: 5*5 = 25 e 4*5 = 20, o que eu acho que é pior que 25 a 23.
      Você pode alegar que uma quantidade maior de jogos deixa o número mais confiável, mas 9 jogos já não dá uma boa amostragem?
      E não se esqueça que até 2010, quando Federer estava no seu auge, o H2H estava em 13 a 6. Com direito a diversas caretas quando tomava um winner de grand willy ou qualquer outra jogada mágica.

      Responder
      1. Jonas

        Sim, por isso digo que é equilibrado, 9 confrontos e está 5 x 4. Bem diferente de um 7 x 2 não acha?

        Guga x Federer está 2 x 1 por brasileiro ou algo perto disso. Mas quem vai chamar isso de freguesia? Pago pra ver…

        Responder
  14. Jonas

    Obviamente Roddick é um ótimo jogador. Ninguém chega a ser n1 sendo ruim, ainda mais em um esporte como esse.

    A questão é que Novak pegou rivais muito mais fortes do que um Roddick em final por exemplo.

    Em Wimbledon teve que passar pelo Bicampeão Nadal em 2011 e 2018 (melhor jogo do ano). Encarou Federer em 2 finais seguidas e venceu o suíço de forma dominante (2015).

    No Australian Open várias finais contra o Murray. Duas finais em cima do Nadal e também entubou Federer por lá em 3 ocasiões.

    Há mais do que um abismo entre jogadores do calibre de Federer, Nadal e Murray comparando com Philipouses, Baghdatis, Gonzáles, Cilic…

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Sim, nem cabe comparação, Jonas.

      Novak Djokovic, o GOAT, é de longe o jogador que possui mais Grand Slams com alto grau de dificuldade (14). Em seguida, vem o Capívara (12) e bem atrás o Jagua da Montanha (7), terceiro melhor da história.

      Responder
      1. Gilvan

        Mandem essa nova categoria de GS para a ATP.
        Grand Slam difícil, Grand Slam médio e Grand Slam fácil.
        Grand Slam 2000, 1000 e 500.
        Que gente amargurada.

        Responder
    2. R. P.

      Isso é bem óbvio, por isso digo sempre que quem exalta – exageradamente – Roddick e/ou Hewitt acaba diminuindo o próprio Federer; e isto não é desmerecer as conquistas do suíço, apenas reconhecimento da melhor concorrência.

      Responder
    3. André Luiz

      Federer também teve de pegar jogadores mais poderosos e de carreira mais recheada do que Roddick em finais. Em 2006 e 2007 foi campeão em cima de Rafa em Wimbledon, o mesmo que você cita sobre Djoko — embora Djoko tenha feito final de WB em 2018 contra Kevin Anderson e não Rafa. É importante destacar isso, porque o ápice dos resultados da consistência na grama foram entre 2006 e 2011. Depois disso, ele se mostrou um jogador muito inconstante na superfície. [Em que pese o jogo fantástico que fez na semifinal do ano passado contra Novak.]

      Murray não me parece um jogador ”muito melhor” que Roddick. Eu o considero mais habilidoso, com uma carreira maior do que a do americano. Mas numa quadra rápida, Roddick era mais periogoso do que Murray. De qualquer forma, Federer nunca venceu o Aussie Open sobre Roddick. Mas venceu sobre Murray. E sobre Nadal. E sobre Safin. E passando por Djokovic.

      E no US Open, que você não cita, Federer fez finais não só contra Roddick, mas também Hewitt, Agassi, Murray e o próprio Djokovic. [Não me venha dizer que Djokovic era jovem depois ter citado as vitórias de Nole contra um suíço de 33, 34 anos]

      De restante, o que os partidários da ”hipótese da entressafra” não percebem é que Federer teve grandes adversários no circuito em todos os anos de seu domínio entre 2004 e 2007.

      Durante o período, enfrentou Nadal no saibro. Na grama, teve de se bater contra Rafa [no seu período mais consistente na superfície, diga-se de passagem], Roddick, Henman e outros. E na quadra dura, pegou Safin, Agassi, Hewitt, Nalbandian, Roddick, além de novatos como Murray e Djoko.

      Então, não tem justificativa alguma para a ”hipótese da entressafra”. Ela está furada mesmo.

      Responder
      1. Paulo Almeida

        André, eu te respondi no outro tópico, mas trouxe meu comentário pra cá:

        “Sim, eu tenho uma ótima explicação e não há nenhuma contradição, além do sérvio sequer lembrar que o servebot existe.
        Ele só tem perdeu mais nessa época por causa do doença celíaca ou intolerância ao glúten, tendo inclusive abandonado o jogo no AO 2009. O Roddick só enfrentou o prime Djokovic uma vez e tomou uma surra homérica de 12×1 na grama sagrada (seu piso preferido).
        Você é muito apegado a dados estatísticos, como se eles explicassem tudo. Existem vitórias que valem muito mais do que outras, mas nesses levantamentos todas valem um, assim como existem variáveis subjetivas que não podem ser mensuradas. Enfim, até acho que a Estatística é útil, mas ela está longe de explicar tudo e não pode ser seguida cegamente como a última palavra. Os feitos do Stan são muito mais lembrados e tem mais peso do que os feitos do Roddick. O bom senso e a percepção humana dizem isso.
        Murray humilhou e aniquilou o Federer na final olimpíca, disputada sabe onde? No All England Club, “casa do suíço”. Fora que chegou a ter 11×9 no h2h e hoje está apenas 14×11. Se tem torcedor que não pode rebaixar o escocês a um patamar de Safin, Hewitt, Roddick e Agassi aposentado é justamente o torcedor federete. Se eu que ganho de 25×11 já coloco em outro patamar, vocês tem que colocae mais ainda.
        Vamos continuar discordando da teoria da entressafra, mas tudo bem. Pelo menos é uma discussão melhor do que com o fedtard Renato.”

        Responder
        1. André Luiz

          Paulo Almeida,

          Eu não tenho obsessão por estatísticas nem penso que números expliquem tudo. Mas diante de tantas opiniões sem base nenhuma, algumas distorções dos fatos que eu presenciei e acompanhei, e outros exageros, prefiro citar dados para colocar ordem na argumentação. Se não, qualquer um diz qualquer coisa.

          Agora a desculpa para as derrotas frente a Roddick seria a intolerância a glúten. Mas o mesmo Djokovic que é finalista do USO 2007 e vence seu primeiro major no Australian Open 2008 perdeu a semifinal de Dubai logo depois para Roddick por 2 sets a 0, parciais de 7/6 e 5/3. Djoko era o número 3 do ranking, e Roddick o número 6.

          Portanto, a derrota não pode ser explicada por nenhuma doença, e sim porque o jogo do Roddick, em uma quadra rápida, incomodava o sérvio.

          O mesmo Djokovic que chegou às semifinais do US Open 2009, e que era número 4 da ATP, havia perdido pra Roddick [número 6 na ocasião] nas quartas de final do Master de Cinccinnatti, duas semanas antes, por dois sets a zero, parciais de 64/ e7/5, e nas quartas de final do Master do Canadá — mais uma vez dois sets a zero, parciais de 6/4 e 7/6.

          A explicação ”ad hoc” da doença e outros fatores externos não colam, portanto. O que se depreende mesmo é que Roddick possuía JOGO para derrotar Novak Djokovic, especialmente em quadras de velocidade média e média pra rápida [Dubai, Toronto, Cincci…]. Porque é muito simples dizer também que as vitórias de Novak sobre o ianque, em 2010 e 2012, se deram porque Andy já não era mais top 10, e no último caso sequer top 20, e já se preparava para colocar fim à carreira — o que aconteceria no USO seguinte às Olimpíadas. Explicações ”ad hoc” para não enfrentar o fato cristalino de que o adversário foi melhor em quadra.

          Eu vou te contar algumas bombas sobre esse esporte maravilhoso chamado tennis:

          -> Stan é gigantesco, mas é menos perigoso em hards médias e rápidas do que Andy conseguia ser. Em grama, então, nem se compara. E se você menospreza Roddick, um freguês do Federer com um head to head de 3-21 diante do suíço, não tem porque enaltecer o Stan. O confronto direto dele contra o ”Frauderer” é a la Roddick: 3-22.

          -> Murray é maior no mundo do tennis do que Safin. Tem mais números, uma carreira mais consistente, era mais disciplinado. Mas NÃO JOGOU MAIS BOLA. O russo chegava a patamares técnicos em hard court que o britânico não chegava, até onde entendo. Pergunte a Sampras, na final do USO 2000. Pois bem, Safin estava jogando o fino em 2004 e 2005.

          -> Ainda que uma deidade menor que Federer, Nadal e Nole, Murray é fabuloso. Mas ele, sozinho, não faz verão. Não tem sentido você apontar 2004/2007 como ”entressafra” ou um ”período mais fraco”, porque tem ”só” tenistas do naipe de Agassi [”aposentado”], Safin, Nalbandian, Hewitt, Roddick, Nadal [voando no saibro e consistente na grama] e outros; e ao mesmo tempo dizer que 2014/2016 é forte por ter: Murray [e ainda assim se recuperando de cirurgia nas costas em 2014], Nadal na pior forma da carreira [e ausente do circuito em quase todo o segundo semestre de 2014], e Federer [tão aposentado quanto Agassi]. É um duplo critério evidente demais para qualquer um.

          Responder
      2. Jonas

        André, concordo em partes contigo.

        Mas Murray é MUITO melhor que Roddick. Existe a discussão entre Big four por causa do Murray…particularmente não acho que Murray esteja em algum patamar próximo dos 3 maiores.

        Mas Roddick nem está perto disso. Claro que é um ótimo jogador, foi n1, tem diversas finais em Slam etc.

        Responder
        1. André Luiz

          Eu não considero Murray ”MUITO melhor” que Roddick, principalmente em quadras mais rápidas — e os números em hard e grama não demonstram essa impressão que você tem.

          Mas posso concordar com a segunda frase, a de que Murray é uma deidade menor em relação a Federer, Djoko e Nadal.

          Minha intenção, no entanto, não é comparar o tennis e a carreira de Murray com a de Roddick. E sim apontar que não existe absolutamente nenhum fundamento em dizer que o período entre 2004/2007 era uma ”entressafra” e o período entre 2014/16, não. Que o papo da ”entressafra” é conversa pra boi dormir.

          Responder
    4. Jose Yoh

      – Até 2012 tínhamos dúvidas se chamávamos de Big 4 ou Big 3 (eu tenho dúvidas até hoje). Murray, apesar de excelente, está muito longe dos outros três ainda.
      – Até 2011, o circuito era resumido em Federer e Nadal. Eram tão dominantes que não davam espaço para nenhum outro jogador, reduzindo-os a coadjuvantes. Isso explica os poucos títulos dos tenistas dessa era, que na minha opinião eram tão bons quanto os coadjuvantes de hoje.
      – Pergunto: Djokovic não estava na entressafra até 2010?

      Responder
      1. Jonas

        Nadal é um tenista precoce, todos sabem. Mas o amadurecimento dele, tanto em hards como na grama se deu em 2010 na minha opinião. Não falo de estatística, se você pegar os números vai ver que ele tem números melhores na grama entre 2006 e 2008. Eu me refiro a forma técnica do jogador, em 2010 pra mim foi o auge do Nadal.

        O Djokovic também é um jogador que desde jovem já se via que era bem diferenciado, mas ele não é tão precoce como o Nadal. O amadurecimento técnico e físico do Djokovic veio em 2011, que seria uma temporada ainda mais espetacular, caso o sérvio não estivesse fadado pós US Open. A idade neste caso mostra bem o amadurecimento de um tenista.

        Nadal venceu Roland Garros aos 19 se não me engano, porém obviamente faltavam um conjunto de coisas pro espanhol dominar em outros pisos. Em 2010 ele foi extremamente convincente vencendo Wimbledon, e no USO eu nunca vi o espanhol jogar tanto tênis como na final de 2010 contra o Djokovic, volume de jogo absurdo.

        Federer em seu primeiro Slam tinha 22 anos, mas veio a dominar de fato o circuito entre 2005-2007.

        Djokovic não é tão diferente. Venceu o primeiro Slam aos 20 anos e começou a dominar o circuito em Janeiro de 2011, aos 23 anos.

        Até 2010 Djokovic era um coadjuvante de Federer e Nadal. Acho que entra sim na ‘entressafra’, pois fez final de us open com Federer em 2007.

        Responder
        1. André Luiz

          Não vi essa grande diferença técnica de Rafa Nadal na grama em 2010 e 2007 ou 2008.

          Em que pese o desenvolvimento do serviço em 2010, nas hard courts, o aproveitamento do espanhol está rigorosamente no mesmo patamar em 2008 [81,8%] e em 2010 [81,6%]. A maior das diferença foi que o espanhol venceu o US Open na temporada de 2010 mas foi eliminado por Murray na semifinal de 2008.

          De todo modo, Federer perde sua hegemonia na grama em 2010 para Thomas Berdych. E é eliminado em Wimbledon 2011 para Tsonga, ambos nas quartas de final. E na hard, é consenso que o maior adversário do Federer entre 2004 e 2007 não era Nadal.

          Responder
      2. Jonas

        Murray é um cara ‘azarado’ acho. Claro que tem uma carreira vitoriosa e foi número 1 do mundo.

        Ele tem a mesma idade de Djokovic. Ou seja, enfrentou os 3 no auge, perdeu final de Slam tanto pra Federer quanto pra Djokovic.

        É freguês de carteirinha de Rafa também..Murray foi n1 em uma das épocas mais difíceis do tênis, tendo que lidar com essas lendas do esporte.

        Responder
        1. André Luiz

          Pela lógica da meia dúzia de três apóstolos da ”entressafra”, foi número 1 em uma época fácil: Nadal na pior fase da carreira, Federer fora do circuito, e Djoko abraçando árvores.

          Viu como é fácil ser um ”apóstolo da entressafra”?

          Responder
      3. R. P.

        Sim, estava na entressafra desde 2006. Mas ali o solo é fértil, a colheita veio e foram mais 14 majors para prateleira junto com Finals, Atps, M1000, etc. Enquanto isso, a horta do Boca Murcha está esperando ver se brota alguma coisa na grama inglesa…kkkkkkkkk

        Responder
    5. Jose Yoh

      Jonas Paulo Almeida R. P. Valmir (que acredito que sejam gêmeos siameses ou talvez uma espécie de Cérbero), por favor leiam os posts do caro André Luiz, que já explicou tudo em detalhes. Eu jogo a toalha, podem ficar com o título de melhor jogador de todos os tempos do Blog do Dalcim que esse papo já deu, né. Está poluindo o blog. Abraços.

      Responder
  15. Carlo

    Oi dalcim, bem lembrado o vice do nishikori. Acho que este ano ele está melhor do que no ano passado e é um dos favoritos, mas a disputa vai ser bem mais difícil… as chaves vão contar muito mesmo nesse torneio, espero que fiquem bem equilibradas.

    Responder
  16. José Eduardo Pessanha

    Sérgio, lembre da nossa “aposta”. Rsrs Felix vai passar Zé Verev rapidinho no ranking. Aliás, ele já está na frente pelo ranking desse ano.
    Abs

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Estou começando a acreditar , meu caro Pessanha. O Alemão parece não estar levando a carreira a sério ( com Lendl e tudo ) . Já o Canadense melhora a cada segundo. Já virei torcedor de carteirinha do Jovem mais que talentoso Tenista rsrsrs ABS !

      Responder
  17. Naira

    Dalcim, peço licença para falar de uma reportagem que foi publicada hoje: “Brasileiras que enfrentaram 1ª atleta trans da história defendem Tifanny”

    https://esporte.uol.com.br/tenis/ultimas-noticias/2019/04/11/brasileiras-que-enfrentaram-1-atleta-trans-da-historia-defendem-tifanny.htm

    nesta reportagem é dito que: “Renée nasceu Richard Raskins, que foi atleta universitário e jogou cinco vezes o Aberto dos Estados Unidos, entre 1953 e 1960. Casado com uma modelo e pai de um menino, Raskins optou pela cirurgia de redesignação sexual em 1975, aos 41 anos. E então travou uma batalha judicial na Suprema Corte de Nova York até conseguir a autorização para competir no circuito profissional de tênis feminino. Com a liberação das autoridades, Renée fez história e seguiu jogando profissionalmente de 1977 a 1982.”. Desconhecia este fato de um homem já ter jogado profissionalmente no circuito feminino de tênis. Sou mulher e não concordo com homens jogando no feminino porque não acho justo. Não sou contra trans, LGBT, homos, etc. Respeito a todos. Tenho amigos trans. Mas competir num esporte profissional eu não concordo, porque no futuro em vez de feminino poderemos ter competições masculinas e trans, e as mulheres não terão onde competir.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Existe um filme bem interessante sobre a vida de Richards, ‘Second Serve’ (Jogo Perigoso aqui no Brasil), estrelado pela magnífica Vanessa Redgrave. É raro de se achar, mas vale a pena.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Tanto Vanessa quanto sua irmã mais nova Lynn são magníficas. Vanessa é uma das atrizes mais versáteis d história e mesmo não sendo extremamente bonita sempre teve uma presença forte, por causa de sua altura (mais de 1,80 m) e por causa de seu olhar. Vale muito a pena vê-la interpretar Agatha Christie, em Mistério de Agatha ou um dos filmes chaves da era psicodélica, Blow Up, de Michelo Antonioni, ou até mesmo a amante de Sean Connery em Assassinato no Orient Express.

        Ela e Maggie Smith são dois ícones de uma era que nunca se repetirá. Felizmente, ambas continuam a atuar, mesmo com mais de 80 anos.

        Responder
    2. Carlo

      Oi naira, parabéns pela coragem de tocar nesse assunto. É bom ver mulheres opinando sobre essa questao, para que o debate não se resuma a dar oportunidade aos trans. A competitividade e a igualdade com as demais esportistas são o s fatores mais relevantes nessa questão, já que não se trata de um problema de inclusão, mas de manutenção da isonomia na competição esportiva.

      Responder
    3. Gilvan

      Também tenho sérias reservas com atletas trans profissionais, mas, Naira, não caia nesse falso terrorismo de que no futuro o esporte feminino vai ser dominado por homens trans. Isso é uma grande besteira usada exatamente por quem quer criminalizar esses grupos para justificar o seu preconceito. E muita gente desavisada cai nesse papinho. É a mesma turma que fala que casal gay não pode ter direito à adoção porque a criança vai crescer cheia de problemas sem ter a figura materna/paterna do lado. Abs.

      Responder
      1. Gilvan

        Afinal, é sempre melhor uma criança que tenha pais em casa, sejam adotivos, biológicos, solteiros, gays… do que ter uma criança sozinha no mundo.

        Responder
      2. Carlo

        Oi gilvan, só para esclarecer minha opinião, sou absolutamente favorável à adoção por casais do mesmo sexo, não tenho qualquer preconceito contra LGBT’s, mas continuo achando que a questão não tem relação com inclusão, mas com isonomia no esporte. Acho que desqualificar quem é contra ou a favor reduz o debate principal que deve ser travado sobre o problema, e não sobre os defensores de uma ideia ou de outra. Abs

        Responder
        1. Gilvan

          Perfeito, Carlo. Como eu coloquei no meu comentário, também tenho grandes reservas aos trans competirem em esportes de alto rendimento.
          Só afirmei que o risco de o esporte feminino ser tomado por homens trans é uma grande falácia utilizada por quem quer demonizar esse grupo. Os procedimentos para mudança de gênero são longos, tortuosos e atingem um número quase inexpressivo de pessoas (foram em torno de 50 operações para mudança de sexo realizadas no país em 2018). E não é para menos, já que se trata de uma questão de ordem clínica rarissima (disforia de genero) que envolve cirurgias plásticas, tratamento hormonal, acompanhamento psicológico, problemas de aceitação na família e no entorno da pessoa, preconceito etc.
          Esse está longe de ser um dos “problemas” que irão afetar o esporte feminino no futuro. Muito mais preocupante é a difusão do doping (especialmente em esportes individuais) e a seleção genética artificial, essa sim uma questão muito séria, inclusive no âmbito esportivo, tangenciando pontos preocupantes, como a eugenia. Não está longe o momento em que teremos verdadeiros super homens, criados em laboratório, dominando os principais esportes.

          Responder
    4. Viana

      Ótimo tema!
      Difícil tb!
      A minha opinião é que uma atleta trans leva muita vantagem sobre as outras mulheres.
      O exemplo da Tiffany mostra isso. Ela leva vantagem pois em seu corpo existem elementos de um corpo masculino que a ajudam na performance!
      As mulheres lutaram 50 anos por recordes, em condições iguais com outras mulheres e de repente veem seus recordes atropelados.
      Meio q existe um doping genético.
      Mas o q fazer? Pq temos q arrumar uma solução. Pq as atletas trans não podem ser impedidas de jogar!
      Tem gente q defende que seja feito um controle de hormônios e a partir dele se verificaria se elas está nos padrões de uma mulher atleta normal!
      Tema difícil, mas que precisa ser enfrentado

      Responder
    5. Alex Melillo

      Pedindo licença para opinar, creio que em relação à situação social não restam dúvidas quanto à efetiva inclusão de quem quer que seja, independentemente de qualquer opção sexual.
      Os relacionamentos sociais, envolvendo ou não afetividade pessoal, são absolutamente perfeitos.
      Todavia, a prática esportiva, que define isonomicamente a separação em gêneros masculino e feminino não deve, ao meu juízo, ser envolvida com qualquer debate que envolva a inclusão social, sob risco de extrapolar a isonomia esportiva.

      Responder
    6. André Luiz

      Considero essa uma questão tão importante, cara Naira, que pode decidir os destinos do esporte feminino daqui para a frente. Também compartilho de sua opinião sobre trans competindo nessa modalidade: é injusto.

      Responder
  18. Renato

    Acho que existe um ligeira vantagem de Roger sobre Novak no saibro, sobre quem é maior. Na grama o suíço é muito superior, tem o dobro de slam e mais que o dobro em títulos de simples. Nas hards, Roger também leva vantagem. Mais que no saibro porem menos que na grama.
    Conclusão: Federer supera o sérvio nos três pisos, mas o sérvio tem chances de equilibrar os números na terra batida e nas duras, porém na grama jamais fará cócegas.

    Responder
    1. Paulo Almeida

      Fregueser, o famoso Jaguatirica da Montanha, é inferior a Novak Djokovic em todos os pisos, sem exceção.

      Na grama, o GOAT Djokovic varreu um prime Nadal duas vezes e um prime Banguela outras duas. O freguesão suíço ganhou 3 vezes do servebot Roddick, do fraco Cilic lesionado, do Philippoussis (kkkkkkkkkkkkk) e do menino Nadal sem saque duas vezes em piso padronizado. O único Wimbledon de respeito foi 2012 em cima de um prime Novak e de um prime Murray. Mesmo assim, foi humilhado com requintes de crueldade na final olímpica um mês depois.

      No hard dá até pena comparar. O cara está há 11 anos sem vencer um US Open e só voltou a ganhar Australian Open depois de 7 anos graças à lesão do GOAT sérvio. E no saibro eu já passei a régua no outro tópico, mas vale lembrar que só possui Roland Garros graças à lesão do Capivara naquele torneio, que também serviu para tirá-lo de Wimbledon 2009.

      Responder
      1. Jonas

        O problema é querer comparar esse citados com Nadal, Murray, Wawrinka…não tem cabimento.

        O próprio Federer tem 6 x 9 em confrontos de Grand Slam contra Djokovic.

        Responder
      2. Carlos Reis

        Esse cara e mais uns 2 ou 3 acham que o sérvio é o “GOAT”, por favor, a parede sérvia de joguinho chato pra kct é o 3.do Big3, lamento informar…

        Responder
      3. Fonseca

        Opinião todos tem, e dados estatísticos pode ser usados para torcer par qualquer lado.

        Sendo assim, seu argumento estava indo bem (para seu ponto de vista), até derrapar em “…foi humilhado com requintes de crueldade na final olímpica…” Aí mostra que comentário é só ódio disfarçado de análise.

        Federer chegou na final olímpica após disputar a partida EM MELHOR DE TRÊS SETS MAIS LONGA DA HISTÓRIA DO TÊNIS, a semifinal olímpica contra Del Potro. Já que ele não é Nadal nem Djokovic, naturalmente o cara que vence uma partida dessas perde na partida posterior…

        Responder
      4. Rodrigo S. Cruz

        Você se esqueceu de dizer que o teu “crush” só tem um título de RG também.

        E que só conseguiu este único, por pegar uma chave incrivelmente ridícula em 2016, e um super-mega-freguês, na final.

        Está 25 a 11 pro Frango, nos confrontos com o Murray.

        Assim, até a minha avó…

        Responder
      5. André Luiz

        [O SACI PERERÊ E A ”ENTRESSAFRA”: DUAS LENDAS PRA NOITES AO REDOR DA FOGUEIRA]

        Finais vitoriosas de Federer em Wimbledon:

        2 em cima de Rafa Nadal no período mais consistente do espanhol na grama [2006 a 2011, segundo os números: não estou inventando nada portanto]. 3 contra Roddick em sua fase mais perigosa, o 11% jogador com maior percentual de vitórias na grama em toda a Era Aberta [percentual maior do que o de Rafa, diga-se de passagem]. Vitória sobre Murray em seu auge [a âncora à qual meia dúzia de três torcedores fanatizados de Djokovic se apegam pra acreditarem no ”poderio inédito” do circuito nos anos de domínio do sérvio]. Vitória sobre Cilic em seu auge [ campeão do US Open, 3 finais de GS] e 35° com maior média sobre a grama na Era Aberta [2 finais de GS] e 42° com maior média sobre a grama na Era Aberta.

        Oito títulos contra 5 adversários diferentes, 4 dos quais vencedores de majors, e 3 seriam número um do ranking.

        Vitórias de Nole em finais em Wimbledon: 2 vezes sobre um Federer VELHO, DESDENTADO, de BENGALA, já se arrastando pela relva com a idade de 33, 34 anos de idade. 1 vez sobre Nadal, no final do seu período mais consistente na superfície e à beira de passar a ser eliminado por Dustin Brown, Rosol, e Darcis. 1 vez sobre Kevin Anderson, que nunca venceu um major e está na 105° de percentual de vitórias sobre a grama na Era Aberta.

        Responder
        1. André Luiz

          * ”35° com maior média sobre a grama na Era Aberta. E Philippousis [2 finais de GS] e 42° com maior média sobre a grama na Era Aberta.

          Responder
      6. André Luiz

        [A MULA-SEM-CABEÇA E A ”ENTRESSAFRA”: FOLCLORE DE MEIA DÚZIA DE TRÊS ESLAVÓFILOS PARA NOITES DE LUA CHEIA]

        Vitórias de Federer em finais de majors na hard:

        I) 1 sobre Rafa Nadal [dispensa apresentações] em um dos melhores anos do espanhol na superfície [as temporadas de maior aproveitamento de Rafa na hard são 2013 e 2017];

        II) 1 sobre Andre Agassi [dispensa apresentações];

        III) 1 sobre Marat Safin [gênio, ex-número 1 do mundo, campeão de 2 GS];

        IV) 1 sobre Lleyton Hewitt [gênio, ex-número 1 do mundo, duas temporadas terminadas na liderança do ranking, bicampeão da MASTER CUP/FINALS];

        V) 1 sobre Andy Roddick [genial, ex-número 1 do mundo, uma temporada terminada na liderança do ranking, 14° jogador com maior aproveitamento na superfície, 11° maior vencedor de títulos nas duras];

        VI) 1 sobre Novak Djokovic [dispensa apresentações]

        VII) 2 sobre Andy Murray [ex-número 1 do mundo, vencedor de 3 majors, uma temporada terminada na liderança do ranking, campeão da MASTER CUP];

        VIII) 1 sobre Marin Cilic [campeão de major, finais de 3 GS, 20° jogador com maior média de vitorias no piso em toda a Era Aberta];

        IX) sobre Fernando González [maior drive de forehand que já vi na vida]

        X) 1 sobre Baghdatis [surpresa do ano]

        RESULTADOS: 11 GS em cima de 10 jogadores diferentes, 8 deles vencedores de majors, 7 deles foram ou seriam número 1 do mundo.

        Vitórias de Djokovic em finais de majors:

        I) 4 vezes em cima de Andy Murray, o eterno vice e ”patinho feio” do Big 4;
        II) 3 vezes em cima de um Rafa Nadal fora de seu ”habitat natural” e sem brilho nas duras [2011 foi o terceiro pior aproveitamento de Rafa nas duras depois de 2007; em 2012 e 2019, o espanhol estava com joelhos adoentados e teve de parar a temporada por conta disso];
        III) 1 vez em cima de um Federer VELHO, se ARRASTANDO, sem FÔLEGO, já aos 34 anos de idade. Quase não tem valor nenhum.
        IV) 1 vez em cima de Tsonga, que não tinha nenhum título na carreira, era 38° do ranking de entradas, e só chegou àquela única final em toda a sua vida.
        V) 1 vez em cima de um Del Potro depois das cirurgias e prestes a dar mais uma parada na carreira por conta de cirurgias.

        RESULTADO: 10 títulos, em cima de 5 jogadores diferentes [FEDERER: 10 adversários diferentes], 4 deles vencedores de majors [FEDERER: 8 campeões diferentes], 3 deles foram ou seriam número 1 [FEDERER: 7 número 1 diferentes].

        Responder
      7. Leo Borges

        Vcs desprezando as vitórias do Federer sobre o Roddick nas semis de 2003 e na final de 2004 só prova como vcs não viram os jogos ( ou não quiseram captar o q as partidas mostraram). O americano nessa época tinha um jogo absurdamente agressivo e de alto nível. E as quadras eram rápidas ainda. Confiram no YouTube.

        Responder
    2. Luiz Fabriciano

      O primeiro parágrafo do Dalcim, no post atual, define muito bem isso:
      “Talvez poucos lugares em todo o circuito europeu de saibro enalteçam de forma mais perfeita as habilidades essenciais que um verdadeiro saibrista precise ter se pretende sonhar com o título em Monte Carlo.”

      Responder
    3. Viana

      Engraçado que nos seus cálculos ele supera o Djoko nos três pisos e ainda assim perde no H2H…
      Menos fanatismo renato! Já aviso que não torço pro Djoko!

      Responder
  19. Rubens Leme

    Boris Becker chegou a vencer, em duplas, ao lado do compatriota Michael Stich, em 1992, como preparação para os Jogos Olímpicos de Barcelona, no mesmo ano. E deu certo, porque levaram o ouro. Mas, curiosamente, perdeu as seis finais de simples no saibro, inclusive no único título de Sampras em Masters.

    Responder
  20. Rubens Leme

    Dalcim, há algum tempo revi as duas finais que Nadal e Coría fizeram em 2005 – Monte Carlo e Roma, com vitória do espanhol em ambas – e lamentei que o argentino não tenha tido mais sorte, pelo menos na final italiana.

    Era um jogador extraordinário, de toques finos, inteligente. Uma pena que sua carreira tenha sofrido o baque da derrota em Roland Garros pro Gaudio, aquilo o abalou muito e considero uma das maiores zebras da história, em termos de Slam, ainda mais sendo de virada, após massacrar nos dois sets iniciais. Ele vinha voando baixo, tinha vencido Monte Carlo naquele ano e, tecnicamente, era superior ao Nalbandian e até mesmo ao Del Potro.

    Merecia ter ido mais longe, não acha?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Com certeza. Era um tenista de excepcional qualidade, ainda que franzino, daqueles que davam prazer assistir. A derrota de 2004 devastou sua cabeça, ainda mais que ele e Gaudio já eram desafetos.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Li uma teoria que, além da derrota pro Gaudio, estas duas derrotas pro Nadal acabaram por minar sua confiança, porque ele percebeu que não teria como competir com o espanhol, ainda mais depois do primeiro título dele em Paris, em 2005.

        Para muitos, essas duas coisas, mais a traição de sua esposa com um de seus técnicos, destruíram o frágil psicológico do argentino.

        Responder
      2. Rubens Leme

        Já tinha visto esta estatística do Coría sobre devoluções, Dalcim? Ele lidera em 3 itens de 4 possíveis, à frente de Nadal, Djokovic e Ferrer. Para muitos, foi o melhor devolvedor da história.

        “Coria also has one of the strongest, if not the best return game in the history of men’s tennis, currently ranked No. 1 for 3 of the 4 all-time leaderboards regarding returns on all surfaces: for break point conversion percentage at 45.71%, ahead of Rafael Nadal (45.15%), and Sergi Bruguera (44.95%); for first serve return points won percentage at 36.05%, ahead of Nadal (34.05%), and David Ferrer (33.65%); for return games won percentage at 35.26%, ahead of Nadal (33.35%) and Novak Djokovic (32.23%). His incredibly strong return game is sometimes enough to allow him to win matches despite his service yips. The only leaderboard about return that Coria did not rank No. 1 at is the second serve return points won, where he is currently ranked 13th.”

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Interessante, mas lembremos que Coria jogou pouco mais de 300 jogos de nível ATP na carreira, que acabou tendo talvez umas oito temporadas efetivas.

          Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        E se já não era melhor do que o Nalba, melhor que o Delpo então, impossível.

        É quase consenso que o Delpo só não tem mais Majors, devido ao físico bichado.

        Além disso, o Coria perdeu final de Slam pro Gaston Gaudio. (Gaston who?)

        Enquanto o Felpo ganhou final de Slam em cima do Federer.

        Outro mundo…

        Responder
        1. José Eduardo Pessanha

          Aquela final foi fantástica, Rodrigo. Pena que Federer ficou disputando forehands com o Delpo. Jogo na mão e ele perdeu. rsrs
          Abs

          Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Putz!

      De modo algum que o Coria tenha sido tecnicamente superior ao Nalbandian ou ao Delpo…

      Até pode ter sido um tenista acima da média, em seu tempo.

      Porém, nunca passou da primeira rodada de Wimbledon, e nem do Australian Open.

      Em Wimbledon, teve uma vez que foi humilhado até pelo Fernando Meligeni.

      Ficou provocando o Fininho no vestiário, arrotando superioridade, e acabou perdendo dele, no quinto set.

      Kkkkk

      Ele também sofria com a falta de potência nos golpes.

      O Coria foi aquele sujeito que alcançou até demais na carreira, pelo tênis que tinha.

      Tendo vencido Monte Carlo, feito final em Roland Garros, e sido número 3 do mundo. Nada mal…

      Mas não servia pra amarrar nem o cadarço de um tenista como o Delpo! (rs)

      Muito abaixo do Nalbandian também…

      Franzino, técnico e aguerrido.

      Uma espécie de David Goffin, daqueles dias…

      Responder
    3. Rodrigo Keke

      Coria era um cara de jogo esperto e toques refinados, mas estava distante do jogo vistoso e multifacetado do Nalbandian. Esse, se tivesse o espírito de luta do Del Potro, era o argentino pra corrigir a injustiça de metodologia da ATP em não ter rankeado o Vilas como nº1 em alguns momentos em fins dos anos 1970. Nalbandian jogava bem em todos os pisos, em jogos de 3 e 5 sets, e não tinha medo dos grandes palcos. Suas maiúsculas vitórias sobre o Roger e Rafa em 2005 e 2007 são exemplos disso. Não alcançou mais na carreira porque sempre foi muito indisciplinado com a parte física, numa época de acelerada cobrança desse quesito no tênis.

      Responder
      1. Rubens Leme

        Concordo com tudo que escreveu sobre o Nalba, até porque era meu jogador favorito, mas ainda acho que o Coría tinha mais recursos técnicos, embora, assim como o Rei David, faltou mais cuidado na carreira. Mas, aí já vira discussão de boteco. O que importa é que foram grandes nomes do tênis sul-americano e Nalba um dos que mais encheu a paciência do duo Fedal.

        Outro que eu gostava, mas neste caso pela violência de seus golpes, era o sueco Robin Soderling. Aliás, Dalcim, quando você montou uma lista dos maiores forehands e colocou o Gonzalez em primeiro e do Delpo em segundo, me perguntei se o sueco não poderia se alojar entre os dois. Revendo alguns jogos dele, até hoje me espanto como ele batia pesado.

        Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não ficaria totalmente surpreso, Gilvan. Embora eu ache que o Masters que ‘atrapalha’ o circuito do saibro seja o de Madri, que afoga o calendário.

      Responder
      1. Nando

        Pra vc, não seria mais interessante ser como era até 2007? Hamburgo voltar a ser masters, Madrid a ser hard indoor e retirarem Paris-Bercy?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não, Paris é um torneio bem interessante. Eu não tiraria, eu acrescentaria Queen´s como o 10º. Se fosse para tirar, optaria por Xangai, mas isso vai contra os interesses da ATP na Ásia.

          Responder
          1. André Luiz

            Você considera que há chances da ATP estabelecer um master na grama, Dalcim? Se existe, são chances medianas ou fortes?

  21. DANILO AFONSO

    Dalcim, você sabe me dizer quando sairá estátua do NADAL em Roland Garros ?? Lembro que em 2017, antes do Nadal faturar o 10º título em Paris, os organizadores do evento prometeram que tal homenagem ocorreria.

    Quase tudo certo para eu ir assistir a final de Rolang Garros este ano e creio que a estátua não estará disponível ainda.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pelo que eu li, a estátua seria inaugurada junto com a nova Philippre Chatrier. Como isso acontecerá em 2020, acredito que a estátua também.

      Responder
  22. Gustavo M.

    Dalcim,

    embora vc tenha destacado que o nosso Guguinha atropelou Arazi em 2001, eu no seu lugar teria colocado o vídeo, já que está disponível e mostra o quando esse brasileiro jogava, sobretudo, no saibro. Que aula! Arazi fez o que pode, não jogou nada mal, mas o Manezinho da Ilha tava impossível!

    Abraço!

    Responder
  23. Renato

    Boris Backer fez três finais em Monte Carlo, Dalcim? Se ele fez uma, pelo estilo de jogo, é elogiavel. Se fez três mesmo perdendo, é louvável.

    Responder
  24. Renato

    Não sei de Novak venceria o australiano Mark. Phili, em Wimbledon, com aquela grama rápida de 2003. Também acho que o sérvio perderia duas ou as três finais de Wimbledon que Roger jogou contra Roddick contra o próprio americano.. Aliás, Novak perdeu na semi-final de 2009 e se livrou da perder pra Federer na final na grama sagrada.

    Bom, o colega André Luiz simplesmente engoliu os haters no post anterior. O engraçado é a laia djokovete criando fakes pra se auto elogiar. Rs. Faz um fake pra comentar e outro pra se auto elogiar. Típico dos vales do sérvio.

    Bom, um torneio interessante se aproxima e torcerei pra nova geração, apesar que Rafa deve ganhar com um pé nas costas.

    Responder
      1. Renato

        Djokovete, uma pena não ter enfrentado Federer quando o suíço tinha entre 25 e 28 anos na grama sagrada, apenas quando o suíço já tinha passado dos 32 anos, com declínio físico.

        Títulos em Wimbledon: 8 x 4. Roger é o maior e o melhor na grama em todos os tempos. Novak não está entre os 5.

        Responder
        1. Jonas

          Federer venceu Wimbledon 2017 e não apresenta nenhum declínio físico.

          Continua sendo pato do Djokovic em Wimbledon sim e um mero iniciante contra Nadal no saibro.

          Mas entendo o choro de vocês Federetes. É difícil aceitar que Novak venceu Federer em WB 14, 15 e USO 15. Como o outro colega ali bem falou, quando Djokovic volta, coincidentemente os Slams de Federer somem.

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Ledo engano.

            Não temos qualquer problema quanto a isso.

            Vocês sim, seja por inveja ou fanatismo, é que têm uma dificuldade intolerante de aceitar o óbvio:

            Que o Djokovic, Nadal e Federer são tenistas da mesma categoria.

            E que cada um deles, foi o melhor de sua época.

            Que um vive hoje o seu momento de glória, no seu auge físico.

            E que o outro já deixou esse auge físico há algum tempo.

            Porém, se o suíço continua competitivo apesar dessa clara desvantagem, isso deveria motivar elogios, e não de provocações.

            E nem adianta vir com a cantilena manjada, de que:

            ” Oh, mas ele voa aos 38 anos”.

            Porque ainda que voasse aos 50, jamais “voaria” tanto como o Djokovic faz agora.

            Ponto final.

        1. Jonas

          Ninguém aqui comparou os títulos de ambos na grama.

          Mas diversas vezes ja relembraram por aqui as babas em final. Só em Wimbledon: Philipouses 2003, Roddick 2004,05,09, Baby Nadal 2006,07. Djokovic não deu tanto sorte, mas entubou Federer 2x por lá em finais, tá de bom tamanho.

          Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Certo, certo.

            Ganhar títulos de Wimbledon, em série, não significa nada, se o BAAL sérvio não esteve lá na final.

            kkkkk

            Sendo que tenistas geniais como Lendl, gastaram a carreira, e terminaram sem nem um.

            Percebam como funciona a mente adoradora desses caras.

            São praticamente irracionais.

            O tênis tem tradição centenária, mas se o Djoko não disputou, então o título é nada.

            Ou melhor é BABA!

            Putz-grila.

            Kkkkk

          2. Sérgio Ribeiro

            Desde quando você entende de baba ? O Sérvio jamais venceu nas mais rapidas como Halle e Queen’s. Preferiu se retirar e se preparar para o atual ‘ Saibro Verde” em quadras reservadas. O Rei da Grama possui o Recorde de 18 Títulos nesta superfície contra 5 de Novak e Nadal. Perdeu em Sets diretos para Murray na Final de Wimbledon 2013 e na SemiOlimpica de 2012 em Londres. Na disputa pelo Bronze perdeu novamente em Sets Diretos para Del Potro. Esquece falastrão . Octa do Sérvio em Wimbledon nem pensar. Abs!

  25. Jonas

    Falou tudo R. P.

    Coincidentemente o Djokovic volta e os Slams do Federer somem. Mas sempre apontam o fator idade. Já tem uns 8 anos que ouço esse papo.

    Voltando ao saibro. Djokovic tem todos os masters 1000 no saibro e Federer nem chega perto, o sérvio é muito maior e melhor neste piso que o suíço.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Como assim, não chega perto?

      O exagero dos fundamentalistas xiitas, faz o ar cheirar mal…

      Que eu saiba, só falta troféus em Monte Carlo e em Roma, pro Federer completar todos os Masters 1000.

      Que eu também saiba, o h2h entre eles dois no saibro está em 4 x 4.

      E se o Djokovic fosse tão melhor assim no saibro como você diz, ele nunca teria perdido pro Federer em Roland Garros.

      E muito menos em 2011, que foi o melhor ano da carreira do sérvio…

      Responder
      1. Jonas

        O H2H é equilibrado, não sei se aquele derrota em Monte Carlo 2014 entra na conta, mas Novak lesionou o pulso e voltou em Roma.

        Djokovic conquistou Monte Carlo 2013 e 2015, ambos passando por Nadal. Roma venceu em 2011, 2014 e 2015, também passando pelo Nadal.

        Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Depende muito da chave. Stan geralmente gosta de um saibro mais veloz, mas já ganhou lá e isso dá muita confiança. A NextGen é uma incógnita, mas acredito que Tsitsipas tem todas as armas para jogar bem no saibro.

      Responder
  26. Paulo F.

    Parabéns Dalcim.
    Outra ótima postagem recheada de informações e curiosidades sobre um tradicionalíssimo torneio.
    Em M1000 (ou qualquer outra denominação passada), a participação dos tenistas profissionais é compulsória.
    O que pergunto é: sempre teve UM torneio facultativo, Dalcim?
    Se sim, sempre foi Monte Carlo este torneio facultativo?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, apenas Monte Carlo. Foi feito isso para atender ao apelo dos tenistas para não rebaixá-lo, mas ao mesmo tempo não obrigar os jogadores a disputá-lo.

      Responder
      1. Miguel BsB

        E porque houve essa intenção de rebaixá-lo Dalcim? Devido as condições de jogo elencadas?
        Porque imagino que a premiação e a estrutura são boas, fora o “glamour” do principado…
        Caso ocorresse o rebaixamento, outro torneio de saibro seria promovido à Master 1000? Dado a já escassa quantidade de masters disputados no saibro em comparação com as quadras duras…

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não, a ATP sempre sonhou em ter apenas oito Masters. Naquele momento, tudo que se queria era encaixar Madri no saibro (que exigiu sair das quadras duras).

          Responder
          1. Miguel BsB

            Obrigado pelo esclarecimento!
            Acho que o mínimo que a ATP deve manter são esses 3 Masters no saibro, visto que há o dobro de Masters nas Hard courts, sendo que o saibro é tão popular quanto elas ao redor do mundo…
            Também acho que eles deveriam incluir um Master na grama, piso onde surgiu o tênis moderno…
            Ou aumentam o N de Masters no já apertadissimo calendário anual, talvez tornando mais uns 2 Masters não obrigatórios, ou tiram algum Master das Hard courts…
            Já que na China eles não mexem por questões de mercado, acho que deveria ser Cincinatti (apesar de ser bem tradicional) por ser o 3 em solo americano, ou Paris-Bercy, que já encontra os tenistas esfacelados pelo final de temporada e na cola do Finals…

  27. André Luiz

    [NADAL NO SAIBRO TEMPORADA A TEMPORADA]

    Vem chegando a temporada europeia de saibro e é impossível não pensar na hegemonia monstruosa de Rafa Nadal sobre a superfície. Fiz um levantamento esses dias sobre o desempenho de Rafa nas três principais superfícies, e posto abaixo os resultados no saibro, temporada a temporada.

    Sobre o barro, o percentual de vitórias do maiorquino é de 92,0% no total da carreira — um colosso!

    Fica difícil falar de um período de auge dele nesse piso. Desde 2005 sua consistência e domínios são patentes, sempre com médias superiores ao seu elevadíssimo percentual geral, com exceção dos anos de 2014 a 2016, quando elas caem para a casa dos 80%.

    Abaixo, ao lado do ano, o primeiro número é o de total de partidas na superfície. Depois da barra, o número de derrotas. Por fim, o percentual de vitórias no saibro naquela temporada. Usei como fonte o site da ATP e o site matchstat . com

    2002 1/1 50%
    2003 11/6 64,7%
    2004 12/3 80,0%
    2005 48/2 96,0%
    2006 24/0 100,0%
    2007 31/1 96,8%
    2008 22/1 95,6%
    2009 20/2 90,9%
    2010 22/0 100,0%
    2011 24/2 92,3%
    2012 23/1 95,8%
    2013 38/2 95,0%
    2014 25/3 89,2%
    2015 26/6 81,2%
    2016 21/4 84,0%
    2017 24/1 96,0%
    2018 17/1 94,4%

    Responder
  28. Luiz Fernando

    Claro q mesmo na atual circunstancia da inatividade, quem venceu 11 vezes não pode deixar de ser considerado favorito nesse torneio. Porém, pelo q eu me lembre, será uma das poucas vezes q Rafa não virá com algum ritmo de jogo, o q faz com q as partidas iniciais sejam de grande relevância, e em especial torcer por jogadores q não o incomodem muito nesses jogos…

    Responder
  29. Hugo Alexandre

    Dalcim, bom dia!
    Ainda que ele tenha poucas chances, vc acha que passa pela cabeça do Federer completar os 9 títulos de Masters? Se, por ventura ele ganhar Roma, acredita que ele tentaria Monte Carlo no ano que vem? Ou vc vê como prioridade dele o foco total nos Slams mesmo?

    Responder
  30. Rodrigo S. Cruz

    Uma pena pro Federer, não ter o título em Monte Carlo.

    Sua grande chance foi aquela final contra o Stan, que apesar de ser um tremendo tenista, sempre “arrega” pro amigo…

    E o Federer já não gosta de saibro.

    Como Monte Carlo é simplesmente o PIOR tipo de lugar pro jogo do suíço, ele vai se aposentar, sem erguer um troféu.

    Portanto, pelo menos esse recorde do Djokovic, (possuir todos os Masters 1000) está seguro.

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  31. Rodrigo S. Cruz

    Alguns comentaristas daquela época diziam que Cedric Pioline era uma “aula de tênis”.

    Realmente foi um ótimo jogador.

    E esse Dominic Hrbaty era aquele tipo de tenista que ninguém gostava de ver, no seu lado da chave.

    Muito chatinho de se jogar…

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  32. Tom

    Olá, Dalcim !

    Creio que essa vitória do Guga sobre o Arazi tenha acontecido em 2001, pois em 2011 o catarinense já estava aposentado, certo?

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  33. Sérgio Ribeiro

    Sem tirar os méritos do maior jogador que já pisou numa quadra de Saibro , até o Touro deve se cansar ao jogar neste verdadeiro Pantanal rs A bolinha não anda. E concordo finalmente com Wilander . A sua frase celebre explica como o Craque Suíço chegou a 4 FINAIS em MC. Embora o Sueco tenha conseguido também em Roma , mais jamais em Hamburgo. Dito isto, na Era Profissional, apenas Borg, Wilander, Federer e Rafa Nadal , conseguiram 5 FINAIS ( ou mais ) em RG. Daí que Novak não pode realmente ficar fora do TOP 10 da História , com suas 4 e seus OITO MASTER 1000. O mesmo vale para Federer , a meu ver. Abs!

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          1. Paulo Almeida

            Eita, já está tendo pesadelos assim comigo? As verdades que expus aqui devem ter doído muito pelo visto.

    1. Paulo Almeida

      Esse mesmo Wilander disse que o melhor de Novak é melhor do que o melhor dos rivais. Parabéns a mais um que teve coragem da bater de frente com a lavagem cerebral fedtard e coroar o verdadeiro GOAT do tênis.

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