Mais um fã no caminho de Federer
Por José Nilton Dalcim
28 de março de 2019 às 23:57

Kevin Anderson demorou demais para esquentar, levou uma surra durante um set e meio e assim não impediu que Roger Federer avançasse para a semifinal de Miami, a segunda seguida de nível Masters no ano. Melhor ainda: enfrentará às 20h desta sexta-feira um adversário que tem quase metade de seus 37 anos e que não esconde ser um fã.

Nunca se cruzaram oficialmente, mas Denis Shapovalov teve a honra de aquecer o ídolo para as semifinais que o suíço faria diante de Feliciano López no torneio de Toronto de 2014, quando Denis tinha 15 anos. Na noite desta quinta-feira chuvosa, ele conseguiu sua terceira virada no torneio num jogo bastante divertido e diversificado diante do também jovem Frances Tiafoe. Agora, o jogo contra Federer é para valer.

Curiosamente, de suas quatro semifinais de nível ATP da curta carreira, duas vieram em eventos de nível Masters. Primeiro aquela incrível campanha em Montréal, onde tirou até Nadal, e depois no saibro rápido de Madri. Em ambas, não tirou set de outro NextGen, Zverev. Seu poderoso adversário em Miami tem exatamente 200 semis a mais e busca a vitória de número 153.

Desde que venceu seu primeiro Grand Slam, em 2003, Federer perdeu para apenas três canhotos, além de Nadal: o austríaco Jurgen Melzer, o argentino Federico Delbonis e o espanhol Albert Ramos, que foi aliás o último, em outubro de 2015. Desde então, o suíço está invicto há 20 jogos, incluindo cinco contra Rafa. Porém, fato curioso, foi batido em dois jogos importantes nesta temporada para jovens adversários que batem o backhand de uma mão: outro fã confesso, Tsitsipas venceu na Austrália e Dominic Thiem, dias atrás em Indian Wells.

É impossível não dar a Federer todo o favoritismo, ainda mais depois de duas rodadas muito bem trabalhadas na lentidão de Miami. Tal qual fizera diante de Daniil Medvedev, foi paciente para construir pontos contra Anderson e teve novamente um número muito baixo de erros não forçados, que chegaram a 12 (havia sido oito contra o russo). Usou muito bem o slice e, apesar da quebra sofrida quando já tinha vantagem no segundo set, o saque aparece em momentos delicados. Está impecável junto à rede e com a mão certa nas deixadas.

Como Shapovalov irá jogar? Provavelmente, ao melhor estilo Nadal, usando muito spin contra o backhand do adversário quando entrar nos ralis. O canadense consegue gerar incrível potência em todos os golpes de base, tem um saque fulminante, é rápido de pernas e adora os voleios. Claro que terá de se precaver do slice venenoso e tentar chegar à rede antes do adversário. Um jogo de xadrez.

A outra semi terá o garoto Felix Auger-Aliassime diante do atual campeão John Isner. O canadense está num momento mágico, mas raramente joga bem diante de grandes sacadores. Não consegue entrar nos pontos e fica sem ritmo lá da base. Como sempre, quando se enfrenta um adversário com saque bombástico, a primeira regra é não perder o próprio saque, e isso Aliassime tem feito bem. Mas disputar tiebreaks também não é o melhor dos mundos: Isner jogou oito sets e sete tiebreaks em Miami, e ganhou todos.

A rodada feminina foi prejudicada pela chuva. O jogo em que Ashleigh Barty derrotou Anett Kontaveit teve duas longas paralisações e só foi encerrado já à noite. A australiana tem muito mais variações, muda o ritmo a toda hora, arrisca lances diferentes e isso faz seus jogos divertidos de se ver. Fará sua mais importante final neste sábado, já com lugar garantido no top 10. É bom lembrar que, quando retornou ao circuito em maio de 2016, após temporada como jogadora profissional de críquete, Barty sequer tinha ranking.


Comentários
  1. Ulisses Gutierrez

    Dalcim,

    Que coisa louca, como pode um cidadão próximo dos 38 anos passar pelos adversários 15 anos mais novos jogando um tênis de altissimo nível. O Agassi com 35 anos começou a se arrastra em quadra, olha que ele foi o mais velho número 01 antes do Federer. Mestre vc ou alguem no blog consegue explicar isso?

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    1. José Eduardo Pessanha

      Ulisses, Federer faz uma coisa há décadas. Ele costuma levar seus jogos até o 4/4 do primeiro set na base do esforço mínimo. Aí nesse ponto, ele dá o bote, exatamente o que fez contra o Medvedev nessa semana, só pra ficar num exemplo recente. Depois, ele imprime um ritmo maior pra acabar o jogo rapidamente. Nos áureos tempos, ele economizava energia até nas finais de Slam (ex: segundo set da final do US Open 2004, contra o Hewitt), pelo menos era essa a impressão que eu tinha na época.
      Essa economia de energia se alia a uma execução perfeita dos golpes, com pouquíssimo esforço. É a tal facilidade para jogar, que ele tem e muito.
      Por fim, há a escolha consciente dos torneios que irá jogar, evitando muitos deslocamentos desnecessários, o oposto do que faz o Thiem, que vai pra tudo que é canto jogar tênis. Esses 3 fatores (economia de esforço, “facilidade” pra jogar e escolha de um calendário enxuto) talvez expliquem sua longevidade. Além, é claro, do apoio da família, sempre presente.
      Abs

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  2. Sônia

    Federer, Federer, como é gostoso te ver jogar, gostoso “por demais”. A única coisa chata é que seus jogos são muito rápidos, até em quadras super lentas snif snif snif. Mudando de assunto, esse Shapovalov é fofinho, é docinho, é uma gracinha : ) . Beijos.

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  3. Rafael

    Espero que Shapo endureça o jogo contra Federer e não fique nessa de fã.

    Claro que acho que Federer ganha, mas gostaria de ver um belo jogo.

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  4. Rodrigo S. Cruz

    Pessanha,

    Só para eu não parecer que, de todo, eu tire a sua razão, que fique bem claro uma coisa:

    Eu também acho que o Federer tem um backhand excelente. Bem acima da média.

    Alguns Fakes que, vez por outra, dizem ser um backhand fraco, é porque realmente não entendem nadinha de tênis…

    Ele mostrou isso, não apenas com aquela lindeza de slice.

    Mas até no golpe batido, como vimos em 2017, com ele pegando na frente e mandando ver de winner…

    Ou seja, quando ele quer, ele pode transformar o backhand dele numa bela arma.

    No Australian Open deu até pena do Touro.

    Pois em alguns pontos, ele não via nem a cor da bolinha…

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  5. Fernando Pauli

    E o João grandão agradece a ida à final que caiu no seu colo, graças a pressão sentida pelo jovem canadense que ao sacar em 5/4 no primeiro set e depois em 5/3 no segundo, cometeu 3 DF e 2 DF respectivamente. Uma pena, lição essa que deverá ser assimilada em futuras decisões!

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  6. Jonatas Bruno

    A inexperiência atrelada ao aspecto emocional, tirou o Felix da jogada e ainda em forma de replay, ao ter 5/4 e saque nos dois sets. O que é uma pena, pois até então estava superior no jogo. É compreensível, porém teve uma segunda chance de trabalhar melhor a questão e pelo visto se deixou influenciar pela outra experiência.
    E pensar que o Isner quase não se aventurou na rede e quando foi, pouco capitalizou. E ainda inofensivo no contragolpe (esse já se esperava).
    Esse era o dia…
    Como tem um longo caminho para frente e deixa a transparecer que se permite lidar com frustrações, tende a se firmar no circuito.

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  7. Sônia

    Irmãos Bryan sendo vaiados em seu “próprio território” (se é que Miami é americana). Realmente uma hora “a conta” chega, isso me faz lembrar… pobre Europa. Beijos.

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  8. Luiz Fernando

    Putz q pena a derrota do Aliassime, mas nessas quadras rápidas Isner sempre será um adversário de respeito, pela grande capacidade de salvar breaks com o serviço. Mas não há como negar q ele hj está mais lento do q era (na movimentação, claro). De qualquer forma o vejo como favorito contra Shapovalov e como zebra contra Federer.

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  9. José Eduardo Pessanha

    Dalcim, é justamente pela capacidade de se defender e de atacar com slices rasantes que eu acho o back do Craque melhor do que o do Wawrinka. O back do “polonês” é de pancadaria, com uma linda execução.
    Outro detalhe importante é que o backhand de Federer é atacado em todas as bolas, enquanto que os adversários fogem do do Wawrinka.
    Mas isso é uma mera opinião, muita gente não concorda comigo rs
    Abs

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    1. José Nilton Dalcim

      Você tem sim muita razão. O Stan até bate slices, mas não tem a mesma qualidade de Federer. Claro que o backhand agressivo do Stan é superior, assim como nas trocas mais pesadas de spin. A diferença básica é que o backhand do Stan é seu golpe de confiança, enquanto o do Federer é o forehand. Daí todo mundo foge disso.

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      1. Rodrigo S. Cruz

        Tirando o slice do Federer, que de fato é melhor.

        No geral o backhand do Stan é indiscutivelmente superior. É quase como um segundo forehand…

        E na boa, não vejo razão alguma nessa afirmação do Pessanha…

        Pra mim, o argumento dele além de falacioso, está mais para psicologia reversa (rs)

        Porque pensem:

        1. Se o backhand é o golpe de confiança do Stan, e não é do Federer. Isso por si só, já inviabilizaria a afirmação de que o do Roger é melhor.

        Mas não pára por aí…

        2. Se os adversários exploram muito mais o backhand do Federer é porque sabem que é ALI, onde ele comete o maior número de erros. Então como pode que algo que te coloca na defensiva supostamente ser melhor do que o lado que os oponentes temem e fogem?

        Resumindo: NON-SENSE.

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        1. José Eduardo Pessanha

          Nem tanto. O forehand dos anos dourados do Federer era infalível, mais definidor do que o seu backhand e do que o backhand do Wawrinka. Daí os adversários atacarem o backhand, ponto “fraco” do suíço.
          Abs

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          1. Sérgio Ribeiro

            Exatamente, caro Pessanha. A preparação mais ampla de STANIMAL , o faz não ir bem nas quadras mais rápidas. Suas vitórias sobre seu parceiro foram no Saibro lento. Quando se enfrentam nas duras , Federer faz o que quer com sua preparação mais curta e seus terríveis Slices venenosos. Mesmo nas Duras lentas. Quando Stan tem tempo de preparação, realmente é um golpe lindíssimo e letal. Mas nem na Grama consegue tanto êxito. ABS!

    2. André Barcellos

      Sem querer entrar no mérito do assunto, mas repetindo uma frase que achei muito legal:
      “o backhand de Federerem é o ponto fraco dos comentaristas de tênis.”

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  10. José Eduardo Pessanha

    Craque Dalcim,
    Quando Shapovalov nasceu, Federer era número 124 no ranking da ATP. Mais tarde, quando Felix nasceu, o suíço já ocupava a posição 39 da ATP.
    Abs

    Responder
        1. Alessandro Sartori

          Antis? Que papo é esse? Quem usa esses termos são alguns doentes do futebol querendo se achar melhor ou diferentes e geralmente NUNCA SÃO. É difícil pras pessoas as vezes entender que não só Federer, mas também Nadal e Djoko são outro “departamento´´.

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  11. Raul Patti

    Dalcim

    Existe a possibilidade do Saibro em Rolang Garros ficar mais rápido do que a média atual a depender da bola ou da preparação da quadra?

    Tem algum ano que isso aconteceu de forma mais intensa (como a notável aceleração do piso da Austrália em 2017)?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, lembro muito bem do final da década de 90, quando Edberg chegou à final na sabe do saque-voleio. Eles fizeram justamente a opção por uma bola mais veloz. Mas também o tempo seco ajuda o saibro a ficar mais escorregadio. Atualmente, RG usa a bola Babolat, que é consideravelmente lenta.

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      1. João ando

        Até agora não houve um da nova geração que prove para ganhar um m1000ou um gs. ..então por enquanto o tênis mais moderno e do Roger …ok?

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  12. Roberto Rocha

    Mais um bonecão de posto detonado pelo craque suíço. Foi uma aula de tênis.
    Contra Shapovalov, novo favoritismo do suíço. O canadense ainda oscila muito dentro do jogo. Contra Federer isso é fatal. A chance de Shapovalov é aproveitar o desgaste de Federer e movimentá-lo o tempo todo, usando sua excelente esquerda de uma mão para abrir a jogada em um lado e mudar rapidamente a direção do golpe, o que desgasta o suíço e faz com que ele perca precisão, batendo seus golpes na corrida.
    Vamos conferir. Expectativa de um belo jogo!

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  13. Pedro

    Dalcim,

    É uma surpresa o Federer estar nas rodadas finais em 3 torneios consecutivos. Pensei que ele nem disputaria em Miami. Você acha que ele pode vencer em Miami?

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  14. Rubens Leme

    Dalcim, muitos acham Tiafoe o americano mais promissor, mas o acho muito irregular. Ontem ele poderia ter perdido por 6/1 e 6/2 nos sets finais e abusou da força exagerada e um serviço irregular e um backhand limitado. Você o considera o melor ianque da nova geração?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, acho. Não pelo que joga agora, mas no potencial geral. Você ter percebido que ele está adicionando voleio e deixadinha no seu jogo. No entanto, me parece que já existe uma certa pressão sobre ele, talvez de si próprio, e não vejo a humildade de antes. Mas é apenas uma impressão.

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      1. Sônia

        Realmente se havia alguma humildade, desapareceu, esse Tiafoe está se achando. O cumprimento ao final com o Carlos foi lamentável, ridículo. Beijos.

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  15. Luiz Fernando

    Dalcim, quando comecei a acompanhar tenis o grande duelo era Connors x Borg, depois McEnroe se intrometeu nesse meio. Posteriormente, Agassi vs Sampras e na atualidade o duelo q mais chama a atenção é Rafa vs Federer, claro que com Djoko se intrometendo no meio. Não sei se pq na atualidade a divulgação do esporte é muito mais ampla, basta comparar q na década de 70 só eram transmitidas as finais, hj temos duas semanas de transmissão, se pelos estilos diferentes, mas vejo a rivalidade entre o espanhol e o suíço muito mais comentada do q as demais, vc diria q Nadal vs Federer seria o maior duelo da história do tenis?

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    1. José Nilton Dalcim

      A questão é o avanço da tecnologia, a criação das tvs a cabo, depois dos streaming e obviamente a presença marcante das mídias sociais. Vivemos uma outra era, não há comparação. Se somarmos tudo isso, eu diria sim que Fedal é o maior duelo de todos.

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  16. JAN DIAS

    Minha torcida está dividida, pois adoro o SHAPOVALOV (é um fofo e joga muito), mas quero ver o FEDERER quebrar o recorde do CONNORS. De qualquer forma tem tudo pra ser um jogão! e se o SHAPINHO ganhar vou torcer pra ele na final..

    Do outro lado que ganhe o ALLIASSIME, porque ISNER ninguém merece… O povo reclama, mas nós temos muita sorte, já pensou se a final fosse ISNER x KARLOVIC? (Argh..kkk).

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  17. Renato

    Pérolas: “Kevin Anderson é um Raonic piorado “.

    Sério!? Só que o sul africano tem duas finais de slam, enquanto Milos, uma.
    Anderson tem mais recursos que o canadense, não resta dívidas. O forehand dos dois está no mesmo nível, o back do Kevin é muito melhor, além de todos os outros recursos.
    O saque do Raonic é mais potente.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Não tinha pensado nisso, que parâmetro excelente é o numero de vices em finais de GS, que casuítica estupenda, 2×1, quanta precisão kkkkk…

      Responder
      1. Renato

        É um dos motivos, os outros eu citei também. O canadense é melhor apenas no saque e voleio. Preparo físico, Backhand….. Resultados e etc Kevin tem mais.

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  18. Chileno

    Federer ligou o modo caminhoneiro mesmo, pelo visto. Coitado do Anderson…

    Será que ele mantem o nível até a final? Se mantiver, acho que não tem pra ninguém.

    Não que o garotão canadense não deva ser respeitado. Ele joga muito, e tem totais condições de derrubar o maestro.

    Mas… pelo que jogou ontem, acho que o Federer é bem favorito.

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  19. Sérgio Ribeiro

    Como se mete um Pneu no Top 7 do mundo com apenas 6 Winners ? Uma variação de jogadas quase mágicas, com direito as Slices e deixadinhas , que levaram o gigante a dobrar os joelhos de uma maneira cruel rs. O Canhoto Shapovalov , muitíssimo habilidoso , vai exigir outro tipo de estratégia. Acredito num jogo apertadíssimo. O mesmo serve para Isner vs Félix. Qualquer vacilo no Serviço , um abraço. Algo me diz que um dos garotos vai passar. Espero que seja um Canadense !!! rsrsrs Abs!

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  20. Benhamin Alves Goveia

    É normal, cada torcedor defender Federer, Nadal ou Djokovic como o melhor tenista de todos os tempos (um deles no caso). Mas sinceramente, eu mesmo, por torcer pelos três sem fanatismo, acredito que nenhum dos três, merece ganhar esse status sozinho. Pois mesmo Federer, no momento atual, possuindo mais títulos importantes que os outros dois, não é melhor que Nadal e Djoko. Pois não é só títulos no geral que conta, já que existe inúmeras estatísticas que devem ser colocadas em discussão, como confronto diretos por exemplo. Se nós, deixarmos de sermos fanáticos por alguns minutos, veremos que cada um dos três possui vários recordes da história do ténis. Se somente títulos fosse fosse o grande motivo para comparar quem é quem no esporte, podemos colocar o futebol brasileiro como debate. Pois nesse caso, o São Paulo futebol Clube seria um maior time que o Corinthians Esporte Clube, já que aquele, entre seus títulos mais importantes, tem 3 mundiais e 3 libertadores, enquanto esse último só possui uma libertadores e dois mundiais reconhecidos pela entidade máxima do futebol (FIFA). Mas todos nós sabemos, que isso não faz do São Paulo um clube maior que o Corinthians, pois em outras estatísticas, como o confronto direto por exemplo, o time corintiano leva vantagem. assim sendo, São Paulo x Corinthians é um clássico de igualdades, já que cada um tem vantagens e desvantagens no embate entre os dois.

    Resumindo: é difícil é injusto, sendo sincero é claro, afirmar quem é o melhor tenista de todos os tempos, pois para isso um único tenista teria que possuir 50 + 1% de todos os recordes existentes nesse esporte maravilhoso. E é sabido por todos que ninguém tem todos esses recordes. Na verdade, é até injusto dizer que o ‘big tree’ é superior aos grandes tenistas do passado, pois todos nós sabemos que a tecnologia atual faz com que os atletas de ‘Ponta’ tenham performances superior aos do passado. Concluindo: “o certo é afirmar que tanto Federer, como Nadal e Djokovic, estão entre os maiores de sempre, já que só assim, não estaremos sendo parciais. BOM DIA E UM ABRAÇO A TODOS, QUE ASSIM COMO EU, SOMOS AMANTES DO TÉNIS.

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    1. Márcio

      É só sair da bolha que verá qeu o São Paulo é sim o maior time do Brasil, e eu não sou são paulino.
      Sou gaúcho, logo, já sabes que torço para um ou para o outro time do RS.
      O São Paulo é conhecido há décadas no mundo todo, inclusive em toda a ásia.
      Opiniões de torcedores não mudarão fatos.
      E o fato no tênis é que o FEDERER é detentor de todos os maiores números do Tênis.
      Não é detentor de todos os números do Tênis! Mas é detentor de todos os números máximos.
      Pode ser ultrapassado em alguns deles? Pode, pois há grandes jogadores ainda em quadra.
      Mas fatos não mudam por causa de opiniões de a ou b.

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    2. Sérgio Ribeiro

      Na boa, amigo. Há de se respeitar mas o amigo me parece totalmente equivocado em seu comentário. Comparar conceitos de esporte Coletivo com individual é brincadeira. E h2h entre Tenistas com idades bem diferentes ? Em FINAIS , Borg ficou atrás do Big Mac. E 7 x 7 num todo. Não conheço ninguém que não o coloque acima do Norte-Americano, como maior e melhor. Novak poderá se transformar no mais eficiente. E daí …? ABS!

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    3. Chileno

      Eu não concordo rapaz. Existem recordes mais relevantes que outros. Pela sua lógica, eu não poderia dizer que o Federer é maior que o Karlovic, por exemplo, já que o gigante croata tem o recorde de aces. Só que esse recorde é minúsculo comparado aos recordes que o maestro suíço tem.

      Confronto direto, por exemplo, é relevante, masnNão tem como colocar no mesmo patamar. O que é mais importante? Derrotar um jogador específico ou liderar o ranking? Não tem nem comparação. Liderar o ranking é basicamente ser o melhor jogador no último período de um ano. O que conseguiu resultados mais expressivos. O que chegou mais longe nos torneios. O que teve mais regularidade, maior rendimento, mais eficiência. Como que isso é comparável a confronto direto? E por aí vai… confronto direto tem sua relevância, mas não dá pra por no mesmo patamar de outros recordes como você tá dizendo aí.

      Por isso esse debate sobre o GOAT tem discussão somente até certo ponto. Algumas questões são opinativas mesmo. Por exemplo: o que é mais importante: semanas na liderança ou quantidade de títulos de Grand Slam? Aqui acho que cabe a discussão. Suponho que estes devem ser os dois recordes mais relevantes do esporte. Se um tenista detivesse um deles, e outro tenista detivesse o outro recorde, acho que caberia discussão sobre qual dos dois é maior. Vamos supor que o Djokovic passe o recorde de semanas na liderança do ranking do Federer. Aí ambos se aposentam com os seguintes números: Djokovic com 330 semanas na liderança, 18 títulos de Grand Slam, 6 ATP Finals, recordista de títulos no Australian Open com 8, recorde de títulos Masters 1000. Federer, por outro lado encerrou com 310 semanas na liderança, 21 títulos do Grand Slam, 237 semanas consecutivas na liderança, recordista de títulos de Wimbledon e US Open na Era Aberta. Qual dos dois seria maior? Acho que seria relativo. Sob algumas óticas, seria o Djokovic. Sob outras, seria o Federer.

      A questão é que atualmente, os 4 recordes mais relevantes do esporte estão nas mãos do mesmo tenista. Títulos do Grand Slam, semanas na liderança do ranking, semanas consecutivas na liderança do ranking e títulos do ATP Finals. Aí fica difícil contra-argumentar.

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  21. Jonatas Bruno

    Este cidadão vindo da Basiléia é “peçonhento” demais! Teve a audácia de deixar um gigante encurvado diante de seus slices de puro veneno!
    Como já dizia um certo espirituoso: “Não faz assim Federer!”. Não obstante, obstruiu de seu oponente a sua principal arma, com outras boas pinceladas de seus slices capciosos e depois tome distribuições a torto e a direita. Segue gerando clímax e trazendo perplexidade do Oiapoque ao Chuí!

    No duelo da Next Gen venceu o mais arrojado e polivalente.. Que bom! Nada contra o Tiafoe, mas acho que falta algo a mais nele, como buscar mais alternâncias de jogo, já que vejo muita explosão e pouco do resto.

    Semifinais á postos,com dois confrontos bem interessantes! Muitos não gostam, mas aprecio ver o Isner jogar, que mesmo com suas limitações no jogo de base, gera produtividade com o saque e jogo de rede. Em síntese,vai pros winners.
    Contudo,acho que vale mais a pena o Felix na final, venha quem vier. Federer vs Shapovalov já deixam uma enorme expectativa. Cardápio e sobremesa á postos.

    Responder
    1. Sônia

      Aula de tênis do MAESTRO Jonatas, aula de tênis, felizmente gravada e com certeza, assistirei muuuuito. O mais interessante, ELE permaneceu “focado” por mais de 14min no penúltimo game. Beijos.

      Responder
  22. Kennys

    Dalcim, o Federer já está jogando parecido com o saibro, deixou a pressa e diminuiu os erros não-forçados, o que leva também a menos os winners. Acho que essa nova postura dele vai fazer a diferença, principalmente mentalmente, pois ele estava abusando dos erros não-forçados na tentativa de winners. Djokovic venceu grande parte dos seus torneios no ano passado praticamente sem agressividade, só errando menos, deixando os adversários errarem. Acredito que se o Federer tiver um pouco de paciência e foco e irá fazer uma grande temporada. Claro que ele não pode deixar sua característica de jogo que é a agressividade, mas tem que saber balancear isso O que acha? Como vc tem visto essa nova postura do suíço?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não acredito que ele esteja pensando no saibro, mas realmente ele buscou uma adaptação às condições de Miami e o está fazendo muito bem. Certamente, poderá jogar de forma muito mais agressiva no saibro alto de Madri.

      Responder
  23. Neto

    Cada dia que passa fica mais nítido que somos abençoados por ter um jogador do nível do Federer nos encantando a cada torneio, isso tudo aos 37 anos, completamente inteiro fisicamente, plasticamente e principalmente mentalmente, em vez de ficarmos discutindo quem é melhor ou nao, deviamos todos agradecer por termos tantos jogadores fora de série numa mesma época, enquanto alguns preferem bater boca, eu vou aproveitar o mestre até o último momento, estou certo mestre Dalcim ?

    Responder
    1. Carlos

      Perfeita a colocação, Neto. Impressionante como o Federer consegue manter esse nível aos 37 anos. Ganhar ou perder faz parte do jogo, o que importa é o deleite que ele nos proporciona. Aquela jogada de troca de bolas na rede com o Anderson foi demais. Craque, gênio .Inconstestável.

      Responder
    2. Pieter

      Perfeito, Neto!
      Faço minhas as suas palavras também. Essa briguinha de torcidas, denegrindo os jogadores injustamente, é coisa de gente muito tosca – e como são muitos…

      Responder
  24. Maior geração do tênis chegando

    Bom falei a semana toda shapolov e alassime vão superar essa geração de grandes jogadores que tivemos ..alassime é o novo Federer que é o maior de todos ……..e shapolov é melhor que Djokovic e nadal ..essa será a maior geração de todos os tempos abaixo de shapolov e Félix auger alassime vão ser craques tbm nessa ordem tsitsipas zverev dminaur todos esses empatam com Nadal e Djokovic podem anotar fora coric Medvedev tiafoe que estão no nível de Andy Murray melhor geração realmente viúvas de Federer Nadal e Djokovic não se preocupem o tênis continua e ainda melhor

    Responder
    1. Carlos Torre

      Shapovalov vai tomar uma aula de tênis do Federer. O canadense tem potencial, mas precisa amadurecer muito dentro de quadra. Precisa aprender a dosar o braço e variar o jogo.

      Responder
  25. Tom

    Esse é o cidadão que arrasta multidões e proporciona espetáculo por onde passa. Jordan, Pelé, Senna e Federer deveriam praticar os seus esportes pra sempre. Pena que tudo tem um fim. Vida longa ao GOAT !!!

    Responder
  26. Luiz Fernando

    Anderson é um Raonic piorado, sem golpes do fundo, o q foi escancarado no primeiro set de ontem; sem ritmo de jogo então, só podia dar nisso. Shapovalov me parece bem mais perigoso, embora por enquanto viva em função da vitória sobre Rafa em 2017, precisa mostrar algo mais. Torcida plena por Aliassime…

    Responder
  27. Pieter

    Caro Dalcim, você acredita em uma final canadense em Miami, com a nextgen já arrombando a porta nos grandes torneios?
    E o Thiago Monteiro ainda mora no Brasil ou mudou-se para a Argentina?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Obviamente, os dois ‘trintões’ são favoritos, mas não é totalmente inviável. Eu daria 15% de chance. Sim, oficialmente ainda mora no Brasil.

      Responder
  28. Nando

    Outro belo jogo envolvendo nextgen…ambos com Shapovalov. Espero q Tiafoe siga evoluindo, pra disputar com os next mais “consagrados”.
    Shapo parece ser um cara humilde, tem td pra conseguir mta coisa no esporte…e já tem minha torcida desde 2017.
    E qnt ao vovô? Nada a acrescentar, é o Maior de Tds os Tempos e segue nos brindando com lances incríveis, e isso aos quase 38 anos…estou curioso pra saber como será a estratégia de ambos hoje. E na outra semi, q dê o menino Félix.
    Vida longa ao Rei Federer!

    Responder
  29. Rogério Fedeiros

    Rodrigo Cruz, vc acha o Kirgyos carismático?

    Se sim, vou jogar meu celular na sua cabeça!

    O Messi não é nem um pouco carismático. Mas é venerado no mundo todo, inclusive, têm a péssima mania de vomitar durante os jogos.

    Esse papo de carisma é coisa de fresco…

    Quem seria melhor R10 ou mess?

    Pra vc seria o Ronaldinho porque têm carisma?

    Responder
    1. Bruno

      Mania de vomitar?
      Inacreditável ,por mais que seja um fake, escrever que vomitar é mania.
      Mania,e enfiar o dedo na boca e depois na bunda antes de sacar.

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Poderia ser maior…

      Mas o Kyrgios tem carisma sim.

      Porque expõe o coração, tem personalidade forte, e tem autenticidade…

      Não é apenas porque diz o que lhe vem a mente, doa a quem doer.

      Mas PRINCIPALMENTE porque ele é aquele sujeito que quebra protocolos e rompe com convenções…

      Aquela coisa do politicamente correto do jogo de tênis, por vezes torna o esporte desinteressante.

      É raro a gente ver algo novo, longe do lugar comum, e não gostar daquilo…

      Porém, eu acho que ele precisa evitar os EXCESSOS.

      Porque quando ele exagera, causa mal-estar e antipatia.

      Ou seja, é uma espada de dois gumes.

      Nélson Piquet era outro que exagerava.

      Nesse ponto, ele e o Kyrgios eram bem parecidos.

      Mas nem por isso, o tri-campeão deixou de ter carisma.

      Era um vencedor, e alguém que falava naturalmente o que vinha à cabeça.

      Porém, cometeu alguns excessos também.

      Talvez por isso, tenha sido menos carismático do que o Senna…

      Responder
  30. Rodrigo S. Cruz

    E não é que o Kevin ” Entregando-se” se entregou mesmo?

    kkkkkk

    Que SURRA!

    Uma exibição de gala do Federer! O sul-africano ficou até tonto.

    E o Djokovic que não é bobo nem nada, tratou logo de perder para um pangaré e cair fora mais cedo!

    Ele sabe que o momento do craque é muito melhor, e acabaria massacrado. Por isso correu…

    Djokovic nesse aspecto, é igualzinho a sua torcida:

    O rei do OPORTUNISMO.

    Responder
    1. Jonas

      Essa sujeição do Federer ao Djoko só existe na sua cabeça.

      Em finais o Federer é freguês, tanto em Slams quanto em Masters.

      O suíço treme de medo ao ver o Djokovic do lado de quadra. Aliás, o Djoko adora jogar contra Federer e Nadal, porque ele sabe que é muito superior.

      Responder
      1. Jonas

        Finais de Slam- 3 a 1 Djokovic, a única vitória de Federer foi contra um Djokovic ‘juvenil’ em 2007

        Finais de Masters-5 a 3 Djokovic

        Tour Finals- 3 a 0 Djokovic incluindo a fugida clássica em 2014

        Responder
        1. Chileno

          Já que você faz tanta questão de ressaltar que o Federer vencia mais o Djokovic quando ele era novo, porque também não admite que o Djokovic só passou a vencer regularmente o Federer depois que o suíço envelheceu?

          Responder
      2. Rodrigo S. Cruz

        Quem treme sempre procura evitar o confronto, concorda?

        Basta raciocinar:

        O Federer liderou o h2h por muitos anos.

        Porém, mesmo quando viu o sérvio ganhar uma porrada de Grand Slams e Masters, poderia muito bem ter perdido pra outro.

        Mas, não.

        Sempre deu as caras, e enfrentou um Djokovic que está no seu auge.

        Jamais fugiu da raia!

        Já o Djoko não teve coragem de enfrentar o suíço NEM UMA VEZ, no mágico ano deste, em 2017.

        Correu igual a um frango…

        E agora em 2019 nos dois Masters em que não está tão bem, preferiu perder pra pangarés.

        Diz aí:

        Djokovic ou Frangovit ?

        kkkk

        Responder
  31. Almeida Jr.

    Dalcim, independente de quem vá pra final do outro lado, você acha que Federer será favorito, caso chegue na final???
    Digo isso pq tenho visto ele amarelar em finais recentemente. A final contra Thiem mesmo, não aguente nem terminar de ver o jogo de tão decepcionado que fiquei com o suíço.
    Mas em compensação, mas uma Finals garantido esse ano, acho que falar que o suíço vai se aposentar em 2020 é não conhecer de tênis, pq o que ele tem jogado ainda é de top 5 fácil, o único pecado tem sido amarelar em finais, não sei se isso tem a ver com a idade avançada.

    Responder
  32. Miguel BsB

    Como é importante ter ferramentas e variação num jogo de tênis!
    De uns 20 anos atrás até bem pouco tempo, o slice era um golpe que caia cada vez mais em desuso no circuito profissional, pouco treinado e usado. Dava-se atenção somente a esquerda batida, com topspin, de preferência com as 2 mãos, assim tb já se acreditava que o Backhand de uma mão tb rumava para a extinção…
    Federer, com esse golpe, simplesmente atrofiou dois gigantes espancadores de bolinha na sequência, Medvedev e Anderson. Rasante, cheio de graxa, muitas vezes direcionado pra direita… baixa essas pernas de 1,5 lá no chão e tira essa bola daí com esses grips westerns viradissimos que vcs usam… Rs
    Felizmente, parece que essa nova geração vem recuperando elementos do jogo que por muito tempo ficaram em 2 plano. Vemos jovens e promissores jogadores que resolveram bater suas esquerdas com uma mão, sabem usar e variam com o slice, metem a cara na rede quando tem a oportunidade e sabem volear.
    Haverá tênis de muita qualidade após o big 3!

    Responder
  33. Marcos RJ

    Felizmente o jogo de hoje entre Federer e Kevin Anderson não aconteceu, pois hoje foi dia de espetáculo! O placar e as estatísticas pouco importaram frente às jogadas absurdamente plásticas do craque. Apesar da surra, o Kevin Anderson é um cara de sorte: recebeu uma aula de tênis e um assento gratuito logo na primeira fileira para assistir a exibição de gala do GOAT – sem falar na sua esposa, que é muito gata.
    A partida de amanhã promete ser incrível pois o Shapo também joga bonito, chega embalado e não tem nada a perder, o que faz com que seja muito perigoso (assim como o outro fã Tsitsipas fez no AO19.
    Já o grandalhão Isner destoa nessas semis, o único com jogo chato totalmente baseado no saque e segunda bola. Mas chega como favorito nesse lado da chave, mostrando que não foi campeão ano passado por acaso. Fica toda a minha torcida para que não chegue na final. Vida longa para o jogo talentoso e criativo, muito bem representado pelos canadenses e seu ídolo.

    Responder
  34. Luciano Carvalho

    Dalcim, parabéns por mais um belo post.
    Entretanto tem uma informação aparentemente contraditória que me deixou confuso, quando diz que Shapovalov jamais venceu um Top Five mas venceu Nadal em Montréal.
    Rumo ao 101!! Go Federer!!

    Responder

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