Vacilo fatal
Por José Nilton Dalcim
27 de março de 2019 às 00:01

Quando Novak Djokovic sacou para 6/1 e 2/0, mas teve uma súbita queda de intensidade que permitiu o empate a Roberto Bautista, alertei para a semelhança do que ocorrera no jogo anterior diante de Federico Delbonis. Dois jogos que caminhavam tranquilos para o número 1 do mundo. Como o espanhol é muito mais tenista do que p argentino, Nole pagou caro e restou-lhe reconheceu o óbvio: “É o tipo de partida que não deveria ter perdido”.

É errado tirar os créditos de Bautista, que ganhou confiança pouco a pouco e afinal foi o tenista que mais procurou definir pontos e a buscar alternativas táticas. Aquela passividade de Djokovic voltou a ter lampejos, e talvez tenha sido a responsável pelo outro ‘ponto importante’ que deixou escapar. Com 5/5, break-point, só fez trocar bolas até o espanhol dar um slice no meio da quadra e ele errar um forehand bobo na rede.  “Perdi chances demais”, constatou Nole, que viu o adversário salvar oito de 10 break-points nos dois últimos sets.

Apareceram diferentes explicações. Uma dor nas costas, que havia se manifestado no aquecimento da manhã e encurtado o treino de Djokovic, seria o motivo principal. Sem dúvida, explica o baixo rendimento do primeiro serviço e, pior ainda, dos pontos vencidos com ele (Bautista terminou com 47% de eficiência como devolvedor). Também ventilou-se outra vez os problemas extra-quadra, que assim como em Indian Wells estariam afetando sua concentração. Na entrevista oficial, não se falou disso.

Alguns números entram como curiosidade. Djokovic ganhou a sequência Indian Wells-Miami por quatro vezes na carreira (2011 e depois três seguidas entre 2014 e 2016), mas nos dois últimos anos sequer atingiu as quartas nos dois Masters, o que o levou a dizer nesta noite que talvez tenha de mudar sua preparação. Desde julho do ano passado, na sua reação espetacular, Djokovic disputou 42 partidas em que venceu o primeiro set e as duas únicas viradas que levou foram… de Bautista.

Djokovic segue para o saibro europeu, um piso onde se diz muito à vontade. “Cresci sobre a terra, me sinto muito bem nela”. Confirmou presença em Monte Carlo, que terá chave forte com Rafa Nadal, Sascha Zverev e Dominic Thiem.

Bautista chega a 14 vitórias em 17 jogos na temporada e disputará as quartas de Miami pela primeira vez justamente contra o atual campeão, John Isner. O espanhol perdeu dois de três duelos, embora o mais recente seja de janeiro de 2016 e portanto bem distante do grande momento que vive. Isner não perdeu set nesta edição: cinco dos seis foram ao tiebreak.

A outra partida de quartas de final confirmada terá dois nomes fortes da nova geração: Borna Coric e Felix Auger-Aliassime, promessa de um jogo bem interessante. O croata vem trabalhando muito para deixar seu tênis mais agressivo. Mexeu no saque, que ganhou velocidade, e treinou muito voleio. Vive um 2019 instável mais por conta do físico. Soube controlar a cabeça diante dos malabarismos de Nick Kyrgios, que voltou a ser penalizado por quebrar raquete e falar palavrão para um torcedor, culpando depois o árbitro. Está na hora de a ATP tomar uma atitude.

Aliassime tem importantes semelhanças ao estilo de Kyrgios, o que de certa forma ajuda Coric a não ter de pensar em mudanças táticas. O garoto canadense aposta muito no primeiro saque, gosta de atacar logo na segunda bola, aproveita qualquer chance de ir à rede. E faz tudo muito bem. Notável outra vez sua maturidade diante de Nikoloz Basilashvili, um top 20 de jogo de base sólido. Por sua experiência de já ter até decidido Xangai no ano passado, Coric leva o favoritismo, mas qualquer um que passe para a semi representará com dignidade a NextGen.

Do outro lado da chave, Roger Federer teve seu jogo contra Daniil Medvedev adiado por conta da chuva e assim Kevin Anderson terá de esperar até o final da tarde de quarta-feira para conhecer seu adversário. Campeão na Índia, o sul-africano foi mal em Melbourne e parou para cuidar do cotovelo.

A outra partida de quartas verá outro confronto da nova geração. Frances Tiafoe tirou David Goffin e irá enfrentar Denis Shapovalov, que fez um duelo incrível contra Stefanos Tsitsipas que terminou na madrugada. Segundo a ATP, é o primeiro Masters desde Madri em 2009 a ter quatro jogadores com menos de 23 anos nas quartas de final. Naquela ocasião, os jovens eram Djokovic, Nadal, Murray e Del Potro.


Comentários
  1. Miguel Ângelo Pereira Delfes

    Dalcim..
    B Coric..D Thiem..D Shapovalov..A de Minaur..F Tiafoe..A Rublev..K Edmund..estes abaixo de 1,9m
    N Kyrgios( este acho q não tem salvação..arrogante..antiético..nojento )..k khachanov..D Medvedev..( com A Rublev..q safra russa hein )..S Tsisipas..A Zverev..estes acima de 1,9m..
    Estes acredito q vão dar o q falar..
    Esqueci algum ??

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      1. Miguel Ângelo Pereira Delfes

        Ahhh sim..com certeza..culpa do vinho..
        Escrevi enqto assistir seu jogo..
        Diria até ser ele um dos melhores desta nova geração..
        Bom p todos afinal..mesmo sendo torcedor de Federer..cansa um pouco vendo este trio faturando a maioria dos torneios mais importantes há tanto tempo..
        Abraço..

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  2. Sérgio Ribeiro

    Félix e Federer fizeram grandes partidas hoje. O gigante Isner vai precisar tirar coelhos no Serviço pra vencer o excelente jovem Canadense. Nas trocas tem poucas chances. Já o Craque se conformou com a lentidão e está surpreendentemente paciente. Estou com um palpite que veremos um incrível duelo de gerações na FINAL de Miami 2019. Abs!

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  3. Maior geração do tênis chegando

    E o novo Federer está ae.. kk estou avisando deis do ano passado Félix auger novo Federer …….vc semelhança entre Félix e Federer pela classe e facilidade em bater na bolinha? Claro pela idade Félix é mas agressivo ..,…., Outra coisas viuvas dessa geração que ta acabando do tennis essa geração que está vindo é melhor tem 10 jogadores com potencial de títulos grandes .. Félix e shapolov os melhores .. na frente de zverev

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    1. José Nilton Dalcim

      Não vejo muito semelhança no estilo em geral, mas sem dúvida Felix joga um tênis bem agressivo e está voleando cada vez melhor.

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    2. José Eduardo Pessanha

      Olhem os comentários de um tal Roberto Firminoo nas notícias do Tênis Brasil e comparem com esse cara. rs. Gêmeos univitelíneos. kkk

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    3. Alessandro Sartori

      Voce fala do Felix desde o ano passado ? Tem gente que fala dele desde 2015 quando ele estreou no circuito Challenger ainda aos 14 e vencendo tenistas experientes. A semelhança entre o jovem canadense e o Federer é a data em que nasceram kkkk

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  4. Mário Cesar Rodrigues

    Caro Dalcim,o Isner no jogo de hoje meteu uma pancada e Layanni bem se entendendo está bem o juiz,chamou a responsa para ele foi muito dentro o Agut respondeu bem,a torcida vaiou o Juiz. o Isner pediu ao público não faça isto.cara educado e outro naipe ..se fosse o Nole,Kyrgios,daria problema.

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  5. DANILO AFONSO

    Comprei o ingresso da final de Miami antes mesmo do torneio de IW crente que veria o sérvio na final. Na primeira rodada da California vi que seria complicado. Agora para compensar o alto valor do ingresso, só vai valer à pena se FEDERER for para final, mas possivelmente torcendo contra….

    Poh NOVAK! Por que você nao quebrou o saque no 3 x 3, 4 x 4 e 5 x 5 ??

    Dalcim, por que o ingresso da Final de Wilblendon é tão mais caro que os ingressos das finais de RG, USopen e AO ? Por causa do número de sócios e/ou tamanho da “Arena” ?

    Pergunto isso porque os ingressos de Wimbledon sempre foram muito caros. Para este ano está em torno de R$ 21 mil, enquanto nos demais Slams tem ingressos por volta de R$ 2 mil. Valores estes encontrados no site intermediário viagogo

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    1. José Nilton Dalcim

      Porque são extremamente raros, Danilo. O sistema de venda é feito por sorteio quase um ano antes e poucos ingressos são vendidos diariamente no Club, provocando filas quilométricas.

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  6. Sousa

    Dalcim, 2 coisas:
    1° Quando um recebedor vai receber o saque ele só pode correr pra dentro de quadra depois do movimento do saque do sacador? Ou não tem essa regra, podendo receber o saque de onde preferir?
    2° Federer jogou pacientemente e foi soberano contra o Medvedev, o que achou da postura do suíço?

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele só não pode pegar o saque de voleio, ou seja, é obrigatório esperar a bola quicar no chão. Federer começou com um pouco de dificuldade em achar o ritmo, já que Medvedev sacava muito bem, mas a partir da primeira quebra dominou totalmente e jogou muito firme.

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  7. José Eduardo Pessanha

    Essa postagem é pra acabar com qualquer discussão Federer x Djokovic.

    Federer, de 2004 a 2006, disputou inacreditáveis 262 jogos, num circuito muito mais exigente do que hoje, com finais de Masters em 5 sets e com quase todos os torneios tendo uma rodada a mais do que atualmente. Desses 262 jogos, FedEX ganhou a absurda quantidade de 247. Perdeu apenas 15 jogos. Perdeu, em um espaço de 3 anos, para somente 10 jogadores, sendo que, desses 10 jogadores, 9 (Henman, Albert Costa, GUGA, Hrbaty, Berdych, Safin, Gasquet, Nalbandian e Murray) ganharam somente 1 jogo de Federer, enquanto que Nadal o venceu em 6 ocasiões nesse intervalo de tempo, totalizando, assim, as 15 derrotas.

    Já Djokovic, nesse circuito fraco de hoje, com menos rodadas nos torneios e enfrentando jogadores quase sempre bem limitados (se comparados com os de 15 anos atrás), disputou 65 jogos em 2018. Venceu 53 e perdeu 12. E perdeu pra 12 jogadores em 2018 (Chung, Taro Daniel, Benoit Paire, superesTHIEMado, Klizan, Edmund, Nadal, Cecchinato, Cilic, Tsitsipas, Khachanov e Zverev).

    Isso mesmo. Djokovic, em 1 ano, perdeu pra 12 caras. Federer, em 3 anos, perdeu pra somente 10 jogadores, jogando nesse período 4 vezes mais jogos do que o Djokovic disputou em 2018 (262 contra 65). Não dá pra comparar Djokovic com o Craque Rogério. Desfrutemos, enquanto há tempo, do magistral tênis jogado pelo Craque Suíço. Depois de sua aposentadoria, o jogo de tênis parecerá um jogo de pebolim (ou totó ou fla-flu, dependendo do lugar onde os blogueiros morem).

    Salve, Rogério. Serás novamente número 1 do mundo ao término desse ano. E estaremos na torcida pra que isso aconteça.
    Abs

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    1. Rodrigo S. Cruz

      MATOU A PAU, Pessanha!

      E por onde será que anda o tal de Valmir, para ler isso?

      ” zefiniu”, fim de papo.

      I rest my case!

      Federer folgadamente melhor do que o Poodle-beta…

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  8. Ronildo

    Não achei que Djokovic jogou mal. A partida foi muito disputada com games muito tensos. Bautista Agut sofreu uma queda perigosa correndo atrás de bolas praticamente indefensáveis.

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  9. Paulo S. Andrade

    Layani errando feio na marcação de um saque do isner. O juiz de linha deu bola dentro, o layani chamou a marcação para si e a bola foi muito dentro.

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  10. Oswaldo E. Aranha

    O escritor americano, Edgar Allan Poe, para caracterizar as aves de agouro, escreveu uma obra denominada “O Corvo”. Se fosse mais atual eu diria que se inspirou em algumas mensagens de participantes do Blog do Tênis

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  11. Paulo F.

    Agora a conferir se o grande Federer conquista Miami mais uma vez.
    Ou se será novamente o desvirginador de algum cabaço em títulos importantes e aumentará seu recorde para 23 bandejas em M1000.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Já que seus amigos FAKES sumiram, tratou logo de substitui – los no baixo nível , né Sr Paulo. Se apreciasse um Tênis bem jogado , viria que temos uns garotos em totais condições de levar o Caneco. Entre eles o Craque Suíço rsrsrs Abs!

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    2. Carlos Reis

      Tem muito tenista com 22 bandejas de ATP1000, é muito fácil perder 22 finais de ATP1000, qq tenista consegue essa façanha, Federer é um pangaré véio, sempre foi fraco e limitado, resumindo, um lixo de jogador…Bom é o Paulo F.!

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  12. Ronildo

    Triste pela Petra Kvitova. Torci muito para que a Halep fosse número 1 por ser uma baita guerreira (todas são na verdade). Tempos atrás teve aquela situação dela ser ameaçada por um fanático. Mas agora queria muito que a Kvitova chegasse neste grau da carreira dela. Foi uma pena a perda do AO para a Naomi. A Naomi jogou muito naquela partida. Mas para a história do tênis ficar mais bonita a Kvitova deveria chegar ao número 1, já chegou tantas vezes tão perto.

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  13. Renatinho

    Eu acredito que toda consequência tem uma causa. Não é desmerecer o adversário. É porque já vimos o Djo apresentar um tênis melhor por inúmeras vezes e era nítida a queda de intensidade. Então ele explicar o porque jogou mal não é desculpa e sim apenas um esclarecimento do que pode ter causado sua queda de rendimento, já que não é comum para um jogador deste nível jogar num nível tão abaixo e com uma queda repentina de intensidade, o que evidentemente indica que ocorreu algo. Se um repórter chegar e perguntar ele vai responder que nada aconteceu ? Óbvio que não , pois tudo tem uma causa. Ele teve apenas a intenção de esclarecer o porque pode ter jogado fora do seu padrão. É óbvio que o adversário teve seus méritos. Ele não tem culpa do Djo ter jogado mal e fez a tarefa de casa muito bem .

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  14. Neuton

    Dalcim,
    TenisBrasil noticiou que Nadal já está treinando para os torneios do Saibro. Tem-se notícia de que tipo de contusão ele teve, a qual já está solucionada em tão pouco tempo?

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    1. José Nilton Dalcim

      Como se viu em Indian Wells, seu problema foi no joelho direito. Ele diz ter sentido um estalo e preferiu abandonar por cautela. Assim não vejo nada tão estranho ele voltar a treinar no saibro.

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  15. Alberto Jorge

    Caros, há muitas formas de explicação para uma derrota, entretanto há uma específica que não permite discussões.

    Os que gostam do Sérvio dirão: “foi um problema nas costas”; ou ainda: “foi a discussão com o Federer e o Nadal”; ou mais factível: “ele não se preparou bem”; ou mais espiritual: os deuses estavam com Bautista em Miami e, por ai, cada um pode dizer o que quiser.

    A forma que não permite discussões é a seguinte: Novak PERDEU porque Roberto GANHOU. Simples. Ah, dirão os renitentes: “perdeu para si mesmo”, errado, digo eu, essa é a desculpa dos prepotentes e daqueles que, tolamente, os idolatram. O resto é “mimimi”.

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  16. Chileno

    Derrota grotesca do sérvio. Novamente, o sérvio parece ficar sem opções quando enfrenta uma versão piorada de si mesmo, porém, num dia bom. Grosseiramente falando, o iogurte faz (ou tenta fazer) a mesma coisa que Nole faz, porém é basicamente pior em todos os fundamentos. Me lembrou o Istomin e o Chung que também são versões pioradas do sérvio e conseguiram batê-lo em dias pouco inspirados.

    Federer também não inspira tanta confiança assim, e a molecada vem babando. Não sei não hein? Não me surpreenderia se o título ficasse com alguém da nova geração, o que honestamente, eu acharia bacana, embora ainda torça pro Federer.

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    1. Sônia

      Concordo contigo, aliás, disse no ano passado que 2019 seria o ano que a garotada começaria a aprontar, portanto… welcome “NextGen”! Evidentemente contra ELE, jamais terão a minha torcida rsrs. Beijos.

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  17. Jonatas Bruno

    Com ou sem adversidades,o fato é que o jogo compacto do Bautista é capaz de tirar qualquer um do sério. Aliás a escola espanhola tem o jogo de base como muralha, e para o desarme é preciso fazer sair da zona de conforto, pra variar o Djoko surfou nesta onda, e aí tomou saraivadas de caldos até que o esgotou mentalmente. Acredito que a questão física e emocional podem ter comprometido a sua atuação, no entanto já lidaste com experiências parecidas em outros momentos e venceu. Desta vez pagou o preço pelo padrão uniforme tocado no jogo.

    E que fase vive o tênis canadense! Pelo panorama do momento,não seria nada de outro mundo, uma final canadense.
    A propósito, acho que o progresso de um, acaba fomentando a motivação do outro em alçar vôos maiores. O tênis está ficando empolgante!

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  18. JAN DIAS

    Quanto ao KYRGIOS acho que não há mais nada a comentar… mas acho que ele só vai ser punido pela ATP no dia que arrumar uma briga feia dentro de quadra com FEDERER ou NADAL; contra os cachorros pequenos a ATP vai continuar fazendo vista grossa..

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  19. JAN DIAS

    Pra mim claramente DJOKOVIC está com a cabeça fora das quadras.. Ele pode até estar com algum desconforto físico, mas contra o AGUT dava pra notar que ele estava muito aéreo, sem concentração, sem garra…parecia desmotivado. Acho que a treta na ATP afetou ele mais do que deveria..

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  20. Rodrigo S. Cruz

    Pergunta que não quer calar:

    Por que as múmias sempre voltam aos seus sarcófagos quando o Freguesit perde?

    Tenham um bom sono, e saibam que:

    Novak Freguesit, “o vassalo”, e Dom Bautista-Yakult, “o susserano”, send their regards…

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    1. Nando

      Difícil hein…pois um já tem 20 Slams e ainda consegue chegar longe nos torneios com quase 38 anos. O outro nem deve estar mais no circuito com essa idade.

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  21. Chetnik

    Fato curioso, o Agut já tem mais viradas na carreira contra o Djoko do que o todo poderoso bode – também conhecido como a bailarina que não tem força mental para virar jogos contra o macho alfa do tênis, kkkk.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não tive carreira como tenista, Henri. Acompanho no entanto bem de perto o circuito há quase 40 anos. E qual bagunça exatamente você vê? Para mim, o tênis nunca foi tão organizado. Aliás, é o esporte que inspira muitos outros. Abs!

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  22. AKC

    Além do saque estranho, o sérvio perdeu os rallies longos, que é quando ele sempre engole os adversários… Acho que ele tá muito magro, sempre foi seco, mas tá magro demais…

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  23. Renato

    Derrotas de Novak:

    Paris: Perdeu pra Caixa 9 porque estava gripado.
    Londres: Perdeu pra Zverev por que a gripe não estava curada ainda.
    Atp-250 na Austrália: Perdeu pro Yogurte por que estava em começo de temporada.
    Indian Wells: Perdeu pro alemão porque teve desavenças com Federer e Nadal.
    Miami: Perdeu por dor nas costas.

    5 derrotas e 5 desculpas esfarrapadas que li aqui ou na página de notícias.

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    1. Luiz Fabriciano

      Tenho uma a mais para completar sua lista: Federer perdeu duzentas vezes para Djokovic porque contraiu mononucleose em janeiro de 2008. E o prazo de validade não venceu ainda.

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não me lembro de ter dito isso. Sempre achei o Felix muito completo. A diferença até este ano era que Shapovalov conseguia gerar maior potência da base – muitas vezes exagerando -, algo que o Felix agora compensou, e muito bem.

      Responder
  24. Sandra

    Dalcim, embora essa geração pareça mais forte que a de Dimitrov, Raionica e etc, não consigo vê-los como Nadal, Federer e Djokovic , seja na parte mental ou na física, daqui a pouco começam a se quebrar,, vide Kyrgios que e-mail da cabeça rssss, qual a sua opinião?

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    1. José Nilton Dalcim

      Se você olhar Djokovic até 2010, ele também não era um tenista tão diferenciado, assim como Murray demorou para ganhar corpo. Vejo alguns tenistas desta nova geração com enorme potencial e um tênis muito moderno.

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      1. Márcio Cerqueira

        Djokovic em 2010 já tinha Grand Slam , Finals , Cup Davis , Masters 1000 , coisa q a maioria dessa geração n vai ter com essa idade , então pode afirmar q ele já era diferenciado mestre ! Vc n considera o Zverev diferenciado tbm por exemplo ?

        Responder
  25. Tom

    Esse confronto dos backhands de uma mão entre Tsitsipas e Shapovalov também promete ser bastante interessante. Esses caras precisam dar as caras de vez no circuito. Não tenho conseguido assistir a todos os jogos, mas pelos “highlights” que vejo de vez em quando, dá a impressão de que o torneio está com um nível técnico muito bacana.

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  26. Nando

    Mestre, vi os highlights do jogo Shapo x Tsitsipas agora…espero q esse seja o futuro do esporte, com td respeito a Zverev (q já ganhou masters, Finals e tem vitórias sobre os grandes), Coric…
    Viu o jogo? O q achou?

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    1. José Nilton Dalcim

      Estamos vendo uma nova geração que bate firme na bola, gosta de ir à rede. Acho que o tênis tem tudo para ficar em boas mãos.

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  27. LION

    Não estou querendo ser agourento, prezados djokovistas, mas está dando a impressão de que o Djokovic não está muito bem fisicamente não, hein. Vamos esperar…

    Responder
  28. Daniel De Oliveira Neto

    Djokovic tem muitos pontos a defender a partir da temporada de saibro.

    Seria uma “tática” cair cedo nesses masters 1000, caso sofra alguma lesão ou tenha algum problema, para poder não perder muitos pontos na próxima temporada?

    Acho bastante estranho, já há algum tempo noto que existem 02 “Djokovics” que entram em quadra.
    Um de olhos arregalados, o famoso “comedor de fígados” que chega em todas as bolas e esse outro, passivo, de ombros não tão altos e sem pernas para chegar em algumas bolas.

    Bem estranho.

    Responder
    1. Chileno

      Isso não faria sentido, porque os pontos a defender correspondem a quanto você ganhou deles. Se ganhou pouco, defende pouco, porém tem pontuação menor no ranking em decorrência de ter ganhado pouco. Basicamente, se ele vence o torneio, ganha 1000 pontos, que ele teria de defender no ano que vem. Caindo nas oitavas ele ganha 90 pontos, salvo engano, então ele passa a ter de defender apenas 90 pontos. Mas por conta de ter ganhado apenas 90 pontos, ele também teve 910 pontos a menos dentre os possíveis no ranking até Miami 2020, então não tem vantagem nenhuma. Não adianta o cara ter menos pontos pra defender se ele ganhou menos pontos pra isso.

      Responder
  29. Rubens Leme

    A verdade é que não importa o quanto ela tenha vantagem no H2H: basta Federer e Nadal o criticarem publicamente, que Djokovic mostra uma face insegura e contrariada. Ele não passa a mesma simpatia dos dois, o mesmo carisma e isso o machuca demais.

    E como essa questão está longe de terminar (e será apimentada com a “nova Davis”), a Head terá um gasto extra grande, com raquetes para o sérvio, em 2019.

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  30. Aurélio Passos

    Seja qual for o motivo (talvez nada mais complexo que o simples passar dos anos), apesar de Nole ter vencido “só” os últimos três Grand Slams rsrsrsrs, o Nole de 2011 e 2015 não voltará jamais.

    Responder
  31. Renan Vinicius

    Falo e repito mil vezes…O sérvio magrelo não tem recorde em GS, não tem em M1000, não tem em semanas como nº1, não tem ouro olimpico. Então qualquer argumento que classifica esse milongueiro como maior é piada de mal gosto. Pra piorar o cara resolveu virar freguês do Bautista Agut. Além disso tudo, essa conversa mole que vai priorizar o saibro não cola. Djokovice é o maior freguês do Nadal em RG (6×1) e perde tbm para Thiem.

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    1. Carlos Reis

      Freguês do Nadal no saibro TODOS são, isso não é demérito. Ele perdeu para um excelente jogador, coisa normal, nada desesperador, ser “imbatível” que não é normal.

      Responder
  32. Oswaldo E. Aranha

    O jogo da mediocridade foi do Djokovic contra Agut. Agut é um tenista limitado e do outro lado da rede esteve um tenista com desempenho medíocre. Não adianta tentar achar explicações, como dor nas costas, Quem jogou abaixo da crítica mereceu perder. Sou torcedor mas não sou fanático; basta a quantidade de fanáticos que temos no blog.

    Responder
  33. Renato

    Antes de encerrar a carreira, podem ter certeza que, Chiliquevice mais estar com h2h desfavorável para vários tenistas, do primeiro ou segundo escalão, a não ser que, o sérvio seja esperto e pule logo fora do circuito.
    Vai ficar difícil pra sua torcidinha. Único argumento é h2h.

    Responder
  34. Renato

    Difícil entender como Borravice é freguês de Bautista Yogurte. O espanhol não tem saque, não tem nenhum golpe contundente, nada de variação….. É apenas um jogador regular com bom físico, um PASSADOR de bolas.

    O principal motivo da dificuldade do sérvio com esse tipo de jogador é que, Novak não tem variação. É limitado.

    Quem diria que, os torcedores do baloeiro e do chiquilento, ficariam sem poder assistir seus ídolos jogarem nos dois masters americanos mais importantes, enquanto o veterano suíço fez final de um e segue firme no outro…. Federer é uma lenda mesmo! O melhor e maior da história.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Agora, deixando de lado as provocações que faço a sua deprimente torcida, com a tropa de FAKES que a acompanha, uma coisa que reparei foi o seguinte:

      Todas as vezes que o Djokovic não joga o seu melhor, ele costuma ter dificuldades contra esses caras mais regulares, e ou físico privilegiado…

      Se o cara estiver disposto a trocar muitas bolas, correr feito um animal, e ele ganhar alguns rallies do sérvio, ele sente o golpe!

      O Caixa 9 e o Bautista-Iogurte são tenistas de muito preparo físico.

      E o espanhol ganhou alguns rallies longos do Djokovic nessa partida…

      Responder
  35. Neuton

    Dalcim: “Está na hora de a ATP tomar uma atitude.” Até que, enfim, reconheceu isso. É como eu disse em outro post: “Enquanto tem público achando graça do palhaço, este mantém o emprego no circo. Quando pararem de elogiar esse palhaço ele perde o picadeiro, aí ou vira tenista ou vai procurar outro circo. Simples assim.”

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ele tem todo o direito de jogar do jeito que quiser, e o público adora isso, Neuton. É um tenista espetacular. O que não pode é ofender juiz, discutir com o público, quebrar raquete, fazer corpo mole. Ele teve uma discussão muito ríspida na derrota da dupla, muito pior do que fez nas simples, e não vi a ATP tomar atitude até agora.

      Responder
    2. AKC

      O cara tem talento de sobra, força, saque, pernas, saúde física…. só a saúde mental dele é que não presta. Vendo ele ficar jogando aquelas garrafinhas me deu a sensação que tem sérios problemas mentais…

      Responder
  36. Luiz Fabriciano

    Caro Mestre Dalcim, acredito que tenha escrito uma palavra errada na primeira frase do seu texto: “… Novak Djokovic sacou para 6/1 e 2/0, mas teve uma súbida queda de intensidade…”
    Quando você disse que logo pensou no jogo com o Delbonis, eu logo pensei no próprio Agut em Doha, e infelizmente, foi o mesmo enredo.
    No mais, jogo ridículo do sérvio. Sabendo que o espanhol devolve tudo e com o efeito de sempre colocar o adversário em situações complicadas, abusou da passividade.
    Grande abraço.

    Responder
  37. Juliano watanabe

    Bem estranho essa queda de intensidade do Djokovic… E o Federer, embora seja veterano para o esporte, é um jovem de 37 anos… acho que ainda caberia apostar em trabalhos para a parte mental que o prejudica em momentos importantes…

    Responder
  38. Bruno

    10 dias após IW ,Nadal já treina normalmente no saibro.
    Aí Luiz Fernando,foi a mesma situação do Federer no finals.
    Nenhuma contusão,mas ambos sem condições físicas necessárias para uma partida em alto nível.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Será q ele está jogando de forma competitiva sexta, sábado e domingo uma semana após a contusão? Como sempre digo, vcs tem uma realidade paralela e só veem o que lhes interessa…

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    2. Mário Cesar Rodrigues

      Deixa de ser hipócrita,o mundo todo sabe que se Rafa fosse ao limite em IW e jogasse MIami.colocaria em risco estar fisicamente o joelho dele é complicado.ele fez o certo.rstar bem no saibro,não significa que irá ganhar mas vai estar bem.

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  39. Nando

    Qnd o cotonete fez 3/0 no 1° set, achei q seria uma vitória fácil, tanto q foi 6/1 esse set…ledo engano kkkkk.
    Outra eliminação precoce do sérvio, q coisa hein…quero q Valmir comente sobre O JOGO e a ELIMINAÇÃO, ou vai postar números do Federer? Hahahahahahaha.
    Infelizmente perdi o jogo Shapo x Tsitsipas, só vi o placar agora cedo…dizem q foi um jogaço. 2 tenistas q já torço desde já (exceto contra Federer, claro). Agressivos, bh simples…

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  40. Marcelo-Jacacity

    O Djoko foi péssimo ontem. Méritos para o Agut que soube se aproveitar de um sérvio apático.
    Bola pra frente, agora é descansar e repensar o que está errado e treinar bastante com o Vadja que só apareceu em Miami.
    Volta a jogar em Monte Carlo, sua casa, e estaremos na segunda parte mais importante da temporada com desfecho em Roland Garros. .
    Vamos com tudo!

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  41. Isac Martins

    Bom dia, Dalcim!

    Acredito no problema nas costas. Djokovic não conseguiu em nenhum momento fazer o golpe de backhand na paralela; aliás seu backhand ontem foi só o defensivo, quando fazia na paralela sempre levantou a bola pra direita de Bautista. Ele tentou então fazer o inside out de direita por algumas vezes ou as curtinhas, mas nenhuma eficaz. Seu repertório ficou pequeno. Pareceu no 2o set inseguro devido não ter o golpe e com o estender da partida com aquela cara de confirmado que, como traduziste bem, Dalcim, mostrava que Bautista repetiria Doha. Teve até um momento que, após um salto para o saque, ele levou a mão ao antebraço com uma expressão de dor e a TV resgatou a imagem no entrepontos.

    Será que este não é o real problema e vem desde Indian Wells? Caso seja, haveria tempo de recuperacao ate o inicio ds temporsda no saibro?

    Mais uma vez, obrigado pelas excelentes análises!

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    1. José Nilton Dalcim

      É possível, Isac, mas até agora ele não deu declaração efetiva a respeito disso. Se for algo muscular, haverá tempo de sobra para se recuperar até Monte Carlo. Obrigado e abraço!

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  42. Henri

    Assim como no ano passado, eu acredito que este ano teremos Alguem novo ganhando o Master 1000 de Miami.
    Vejo, salvo melhor juízo, Federer se arrastando jogo a jogo.
    Mas vamos aguardar.

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  43. Maior geração do tênis chegando

    esse Félix diferente da nova geração ele não joga tanto no fundo ..ele é mas técnico que os outros da nova geração ……..sua confiança lembra a do Federer .. sao muito parecidos nos movimentos esse será o novo Federer que é o maior de todos ..e escrevem ae shapolov joga mas que zverev e tsitsipas ..shapolov será melhor que Nadal e Djokovic ..já vejo Félix e shapolov brigando pelo topo ..quem sabe no fim do ano que vem ..Félix será melhor é o novo Federer mas shapolov não fica muito atras ..aproveite zverev vc ficará uns 10 meses no topo depois será destruído por esses dois

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