Os velhinhos dão lição
Por José Nilton Dalcim
24 de março de 2019 às 01:06

Em situações totalmente antagônicas, Roger Federer e David Ferrer deram neste sábado uma boa lição de tênis. O número 5 do mundo esteve longe de seus melhores dias, pouca coisa funcionou a contento, mas ele procurou um jeito de ganhar, e conseguiu. O veterano espanhol, fazendo suas últimas partidas, não perde jamais o espírito de superação. Usou todas as armas possíveis para derrubar de virada nada menos que o terceiro do mundo.

Fiquei muito curioso para ver as explicações de Federer para uma atuação tão instável. Inegável que o moldávio Radu Albot foi aplicadíssimo na parte tática, com o objetivo de colocar o primeiro saque em quadra para sofrer o mínimo de ataque, assim como tentou variar o jogo e até ir à rede antes do poderoso adversário.

Não deu para concluir muita coisa da entrevista oficial. O suíço elogiou o adversário, falou do clima estranho do estádio novo e reconheceu que ficou confuso sobre qual padrão adotar. Chegou a dizer que se esqueceu do que tinha combinado com o treinador. Nenhuma palavra para a dificuldade de mexer bem as pernas, notória em boa parte do jogo.

O fato é que Federer só avançou para a terceira rodada porque conseguiu arrancar golpes perfeitos nos momentos mais delicados, como a sequência de três aces que o tirou do sufoco de um break-point no sétimo game do terceiro set. Alguns números assustam, principalmente os 69% de serviços devolvidos diante de um oponente que raramente sacou a mais de 180 km/h. Também curioso o empate por 61 nos pontos mais curtos e os 22 erros de forehand.

Já o espanhol de 36 anos valeu-se da incrível instabilidade de Alexander Zverev. Mesmo o primeiro set de placar elástico viu o alemão vacilar no saque. Tudo ainda parecia caminhar para a lógica quando reagiu e virou para 5/4 no segundo set. Mas Ferrer não é do tipo que dá ponto de graça. Sascha sofreu, cometeu 12 duplas faltas, foi dominado na base e decepciona pelo segundo Masters seguido. Sorridente e muito aplaudido, Ferrer enfrentará agora Frances Tiafoe, que saiu mancando de quadra.

Federer cruzará na segunda-feira com o sérvio Filip Krajinovic, que ganhou um presente de Stan Wawrinka no tiebreak derradeiro. O suíço abriu 5-2 com dois serviços para liquidar a partida e perdeu cinco pontos consecutivos. Incrível. Destaques ainda para outra queda de Maric Cilic, o bom retorno de Grigor Dimitrov, a má fase acentuada de Karen Khachanov e a boa estreia de Stefanos Tsitsipas.

O torneio feminino, por sua vez, foi sacudido por duas grandes baixas. Serena Williams antecipou-se e anunciou desistência um dia antes de sua partida de terceira rodada, agora com problemas no joelho.

Na quadra, Naomi Osaka colecionou oportunidades perdidas e parou diante do tênis paciente de Su-Wei Hsieh. A japonesa saiu com larga desvantagem mas se achou e aí parecia caminhar bem. Sacou para a partida com 5/4,  chegando a ter 30-0, e aí começou o drama. A taiwanesa é outra que não se entrega, batalhou, levou ao tiebreak e ao terceiro set. Outra vez Osaka abriu 2/0, e aí perdeu intensidade. Erros sucessivos e um final de jogo melancólico.

Petra Kvitova e Simona Halep são perigosas candidatas a tirar o número 1 de Osaka, mas as duas precisão do título para tanto. Angelique Kerber, se vencer o reencontro desta madrugada com Bianca Andreescu, também estará na briga.


Comentários
      1. Pedro

        Pelo que vemos na TV, não dá para comparar a estrutura de IW com nenhum outro M1000. Uma pena que em Miami tenha parecido ficar algo arranjado, adaptado. Pelo fato de Miami estar bem mais próximo para os brasileiros, seria bom que lá possuísse uma estrutura permanente e de boa qualidade. Mas parece que este contrato com os Dolphins é de longa duração, então, para ter algo melhor, ou vai ter que ir ver GS ou vai ter que ir para a Califórnia. O problema com o Crandon Park é que por ser público, os investimentos não eram suficientes, e a estrutura deixava a desejar, principalmente se comparado a IW. Mesmo assim, os organizadores poderiam ter achado uma solução para lá. Era bem melhor ter tido um investimento em Crandon Park, algo definitivo, do que adaptações.

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  1. Bruno Macedo

    Na minha opinião, o tênis seria 100x mais legal se tivéssemos mais 3 Kyrgios no circuito . Ele faz muita molecagem e eu acho isso bem interessante. De modo geral, acho o tênis exagerado em elegância. Já não tem o contato físico que sempre oferece um “sabor” a mais no esporte. Então parece ser bastante interessante esse jeito irreverente, jocoso e provocativo do Kyrgios.

    Outra coisa: Pq não pode quebrar raquete? Cara, que coisa chata essa proibição. O jogador tá ali sozinho, não pode falar com ninguém e não pode nem quebrar uma raquetezinha? Pq isso é tão ofensivo? O cara não tá fazendo nada obsceno, não está xingando ninguém. Não há motivo para proibição além da chatice do excesso de elegância.

    Eu preferiria uma tênis mais passional, se pudesse escolher.

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    1. Maurício Luís *

      Quebrar raquete enquanto que há tanto garoto talentoso precisando de uma e não pode comprar? Não acho justo. Atitude egoísta, ainda mais sendo o evento televisionado.

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      1. eu

        a raquete é dele, ele faz o que quiser com ela.
        eu cuido para nao desperdiçar comida, por exemplo, mas nao fico jogando pedra em quem nao faz isso.

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        1. Maurício Luís *

          A raquete não é bem dele, não. É fornecida pelo patrocinador. Desperdiçar sendo televisionado é dar mau exemplo para as crianças. Portanto, mantenho o que eu disse.

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    2. Jose Yoh

      Não pode confundir brincadeiras com desrespeito. O que o australiano faz muitas vezes é desrespeito.
      E já pensou em quebrar teclados quando ficar nervoso no trabalho? Com o agravante que raquetes tem patrocínio muito bem pago.

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    3. Daniel De Oliveira Neto

      Sem dúvida, um cara irreverente.
      Se jogasse nos anos 80 seria “amigo” do McEnroe
      Quanto a quebrar raquetes, acho babaca um domingueiro quebrar uma raquete no clube porque ficou bravinho.
      Mas esses caras são patrocinados. Sempre vibro com uma boa “quebrada” de raquete.
      Marat Safin era ótimo nisso.

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      1. Bruno Macedo

        Ainda bem que tem gente que pensa igual a mim aqui no blog. Alias, tô começando a pensar que a mamãe Murray tb é bem liberal! rsrsrs

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  2. Sônia

    Mesmo sendo quebrado no início, Federer estava tranquilo, não se cansou (que quadra lenta, cruz credo), jogou bem os pontos importantes e isso que importa. Último game foi pra fechar com chave de ouro rsrs. Go Federer, sempre juntos. Beijos.

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  3. Renato

    Bom jogo do Federer, o adversário está valorizando muito. Dá pra perceber que, a quadra realmente está bem lenta. Dificuldade do suíço em fazer winners, a bola não anda.

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  4. eu

    po, ta faltando uma goma na gola da camiseta do federer. Ta parecendo as polos que eu compro na renner em que a gola fica toda amassada e dobrada ja na primeira usada kkkkkkkkkkkkkkk

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  5. Eleotério Almeida

    Dalcim, acha que o coreano Chung alcançará algum outro grande resultado, ou aquela semi no AO ano passado foi ponto fora da curva? Vejo os jovens talentos mais preparados e consistentes que ele (Zverev, Tsitsipas, Tiafoe, Aliassime, Shapovalov.
    Grande abraço.

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  6. Rodrigo S. Cruz

    O Kyrgios é de outra galáxia!

    Chama torcedor pra porrada, discute com árbitro de cadeira, saca por baixo e faz ace, enfia forehand cruzado há mais de 160 km/h, encaixa drop-shots desconcertantes, saca 3 aces seguidos e no 40/ 0 saca de novo por baixo, e quando o adversário chega na bola e tenta uma curta, e ele encaixa uma contra-curta e ganha o ponto.

    O pobre do Lajovic se sentiu tão humilhado, que no final do jogo a cara dele fez pena.

    Enfim…

    Digam o que quiser do cara, mas é promessa de SHOW GARANTIDO, ou o seu dinheiro de volta!

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  7. Maurício Luís *

    Vejo o pessoal criticando o Kyrgios porque brigou com o juiz, brigou com o espectador… Mas há antecedentes. O Jimmy Connors também aprontou poucas e boas. Lembro que no US Open 1990, contra o AAron Kricstein, inconformado com uma bola dada como fora, Connors paralisou o jogo e “deu ordens” pro juiz sair da cadeira e ir embora. O Mckenroe também não era nenhum monge tibetano. E por aí vai.
    Não concordo com tudo o que o australiano faz, mas tem coisa que devemos levar na esportiva. Já pensaram se todos fossem carrancudos como o Nadal, “carismáticos” como o Roberto Bautista-Agut…?

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  8. Maurício Luís *

    …E o Kyrgios com suas maluquices
    Até parece que ninguém nunca viu.
    E dá-lhe festival de sandice
    Vai ver, esqueceu de tomar Rivotril.
    *************************************************************************************************************************************
    A Angelique Kerber chamando a Andreescu de “Drama Queen”. Só que no jogo anterior ela não fez drama e ganhou também. Prefiro uma “Drama Queen” do que uma “Watery Dama”, uma dama AGUADA, que é o que a alemã é.

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  9. Everton

    Dalcim, entre todos os homens que já foram #1 do mundo, quem você acha que possui o jogo mais feio e chato de se assistir? (minha opinião: Djokovic)

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  10. Sérgio Ribeiro

    Jogadores jovens ao extremo sendo ridicularizados e depreciados pelos eternos comentaristas de resultados que não assistem uma partida inteira, de jeito algum. Lembrando pela milésima vez que no BigFour + Wawrinka , Andy e STANIMAL , passaram longe da precocidade dos demais . Principalmente do Espanhol. Demoraram tanto a amadurecer que Wawrinka somente venceu SLAM pós 28 e possui somente um MASTERS 1000. Estamos observando jogares que nem chegaram aos 23 , sendo detonados como se integrantes do BIG 3 não estivessem na faixa dos 32 pra cima. A irregularidade e a péssima montagem do Calendário da maioria é fato. Mas seguramente temos varios jogadores da novíssima geração com capacidade para batê-los em jogos melhor de 3 Sets, do que tínhamos com a geração perdida. Os SLAM continuam um desafio que não possa ser atingido a médio prazo por Staffs que possuem profissionais gabaritados como Ivam Lendl. Até porque o Suíço vai se aposentar e as lesões chegaram pesado em Murray e Nadal. Ficar o tempo todo os comparando ao BigFour é viver do passado. Grande lendas como Laver , Borg e Sampras pararam ( os últimos dois precocemente) , e vida que segue. Essa ladainha dos grupinhos são irritantes. Esta’ arriscado Félix ser o mais precoce mesmo. Mas muita calma nessa hora. Ao menos, a meu ver. Abs!

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    1. Sérgio Ribeiro

      Correção :” É irritante “. O N 3 pouco tem a defender nos SLAM. Daí a possibilidade de Felix passá-lo no Ranking em menos de um ano parece improvável. Abs!

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  11. Bruno

    Dalcim,
    Qual é o fator principal para a lentidão das quadras hj?
    São as bolas ou os pisos mesmos?
    E esse novo complexo de Miami são instalações
    provisórias?

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  12. Aurélio Passos

    Estou em Miami, realizando um sonho de pela primeira vez assistir um torneio de altíssimo nível, perto dos meus 51 anos, com esse dólar do capeta tornando tudo muito difícil.

    Assisti ao vivo Kyrgios x Lajovic, vi o mestre treinando com o Copil, vi Nole e Delbonis.

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  13. Erick Fioretti

    Grande Dalcim,

    Perfeito o título do post, apesar de o velhinho mais famoso ter assustado mais durante a lição.

    Tenho achado o Federer lento para se deslocar lateralmente desde o US Open do ano passado, o que o impede de chegar inteiro em muitas bolas. Você observou isso também?

    Sobre o novo complexo aqui do torneio, 4 comentários:

    i- ficou bem mais organizado do que era no Crandon Park, com as quadras de treino e de jogo secundárias bem próximas, muito parecido com o US OPEN.

    ii- algumas quadras secundárias não possuem arquibancadas suficientes para todos, dado o improviso do lugar.

    iii- a quadra central é um “puxadinho”, não tem nenhuma outra palavra em português que descreva melhor aquilo. Você se referiu à sombra dentro do estádio, mas há um problema ainda maior – o sol que entra ao lado do telão e cega a todos, inclusive os jogadores. Solução? Ontem penduraram uma lona no telão e esticaram-na sobre os lugares vazios (muito estranho por sinal, mas é o preço do improviso) para tapar o buraco. A acústica do estádio é terrível, não se ouve nada das entrevistas após os jogos.

    iv- não tem mais o charme de Key Biscayne, o pôr-do-sol e a atmosfera da quadra central. Resumindo: um improviso total! Ano passado estive em Indian Wells (BAAAAITA TORNEIO) e, daqui para frente, se puder, só irei para lá durante o “sunshine double”.

    Sobre o Kyrgios, fez o que poucos fazem: atendeu a todos os que quiseram autógrafos ou fotos após o treino de aquecimento de ontem. Ele é doido, mas gostei muito de sua atitude.

    Desculpe pelo comentário longo, mas acho que pode ajudar algum leitor do blog a se decidir para onde ir durante um torneio.

    Grande abraço!!!

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  14. Evaldo Moreira

    Bom dia,
    Gostaria de entender a falta paciência do kokovic com os boleiros, nossa dá dó dos bichinhos, pelo amor de Deus, para quem tem filho em casa, deveria ao menos se dá o respeito, quando foi quebrado, ameaçou quebrar a raquete, lá vem o boleiro entregar a toalha pro cara, kkkkkkkkk, teve medo coitado, kkkkkkkkkk, deu um jeito e deixou em cima da bolsa, kkkkkkk, menos Djokovic, e aquele arbitro de ontem, não deixa por menos bate de frente com qualquer um, já vi os jogos dele, em que arbitrou, e botou um top no lugar dele na hora………….

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    1. Valmir

      A sua previsão já está a caminho…

      O Aliassime já tem algo parecido com o bode… tremedeira contra sérvios.

      Federer treme contra ……..Djoko..
      Aliassime treme contra …. Lazlo Djere

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  15. Jonas

    Acho o Kyrgios um craque, de longe o mais talentoso da nova geração, mas desta vez acho que ele exagerou, causando um certo mal estar no jogo.

    Em alguns momentos nem parecia mais um jogo de tênis e o Lajovic visivelmente ficou desconfortável, apesar de ser claramente inferior tecnicamente.

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  16. Anderson Barbosa Paim

    Quero dar um depoimento. Estou assistindo o torneio ao vivo e vi 2 atitudes do kyrgios que me desanimaram muito pois para mim ele é quase um psicopata. No treinamento antes do jogo já a noite mandou uma bola para fora da quadra com toda força do mundo. Quando seu treinador disse para ele ele que talvez poderia ter acertado alguém escutei ele falando baixo “vamos pegar alguém e dizer que foi ele”. No jogo, ele discutiu feio com um cara na primeira fileira e logo após a POLÍCIA veio e tirou o cara. Dá atéedo de dirigir a palavra a ele, se ele começar a gritar e xingar quem vai preso é vc. Ele se mostrou um cara perigoso.

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    1. Eu

      Deu para ouvir o que o cara da primeira fila falou para ele para que ele reagisse assim? Provavelmente não. Ação-reação. Se o cara falou alguma bobagem para o kyrgios, tá certo ele de revidar à altura.

      Responder
    2. Eu

      Deu para ouvir o que o cara da primeira fila falou? Acredito que não. Ação – reação. Falou m. para o kyrgios, ele responde, ué. Tá certo ele.

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    3. Ronildo

      É impressionante o aparente péssimo caráter do Kirgios. Ainda bem que é um atleta que ganha bem, pois com um caráter destes poderia facilmente se tornar um criminoso. Eu nunca vou torcer para um cara destes. Em minha opinião seria como se o divertimento estivesse acima de tudo. Porém reconheço que no caso dele as vitórias cumprem uma importante função social.

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  17. Rodrigo Keke

    Dalcim, alguns pitacos sobre esse novo Miami Open até agora:
    – O novo complexo no estádio do Miami Dolphins é impressionante. Gostei especialmente das cores usadas nas quadras (duas variações de azul). Mas algo me incomodou nas quadras secundárias… talvez o lance de terem sido montadas no gigante estacionamento do lugar, ficou com um certo aspecto de improviso, arquibancadas pequenas demais, considerando a magnitude do evento, claro.

    – Por hora os jogos estão um pouco abaixo do que vimos em Indian Wells, talvez pelo fato de ser realizado depois. Assusta o tanto de atletas nos dois circuitos que desistiram por lesão. Essa padronização lenta das quadras precisa ser seriamente refletida, não acha?

    – Bibi Andreescu vem impressionando, para além do jogo vistoso e carisma, pelo endurance. Não estamos nem em abril e ela já jogou mais de 30 partidas, considerando os torneios WTA e ITF. Em alguns momentos ela avançou na raça, porque o corpo estava reclamando… inclusive na última partida contra a Kerber. Essa, por sinal, odiou ter perdido novamente pra adolescente, demonstrando certa descompostura. Injusto o ‘drama queen’? Eu achei.

    – No masculino, só decepções. Roger jogou assustadoramente mal contra o esforçado moldavo, mas levou, o que mostra ao menos gana. Stan, idem. Com a diferença de que sua paciência com os erros é bem menor do que o compatriota. Espero que o descanso e o saibro tragam uma versão melhor do Wawrinka. Ah, e Djoko vem jogando da forma mais econômica possível. Guardando gás para Roland Garros ou a treta política nos bastidores vem afetando tanto assim?

    Em resumo: Indian Wells vem sendo melhor torneio que Miami em todos os sentidos há anos, e nem a mudança de sede do torneio na Flórida aparenta mudar esse status.

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  18. Sônia

    Chegando agora para acompanhar os jogos e presencio Kyrgios sacando por baixo e fazendo um ace rsrs, affff que maluco de pedra, que cara imprevisível rsrs, completamente a vontade rsrs, parece que bebeu rsrs. E esse sérvio, que lindo, gato demais, apaixonada aqui… tadinho, tomando um vareio, na torcida que não se irrite com o australiano. Beijos.

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    1. José Nilton Dalcim

      Não estive em Miami, então não posso falar muito. Mas não gostei do estádio principal. Como bem disse Djokovic, parece que estão jogando indoor. E no final da tarde entra uma sombra terrível.

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  19. Maurício Luís *

    *******Sobre Angelique Kerber e Rafael Nadal*****
    Mais um ano se inicia e mais um ano que eu acredito que o Nadal não vai conseguir defender o seu caminhão de pontos no saibro. Queimei a língua em anos anteriores, mas as contusões do espanhol não me fazer acreditar nele nem um pouco.
    K E R B E R – – Ainda bem que foi eliminada. Ô joguinho chato, sem graça, aguado, defensivo. Que tome o rumo de casa e vá com Deus. E já vai tarde…

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  20. Luiz Fernando

    Raonic é outro q sempre decepciona. Não fosse o extraordinário serviço, seria centésimo ou mais do mundo, pois é um jogador lento e limitado ao FH, esse sim bem razoável.

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Raonic e Isner são dois dos tenistas mais ABORRECIDOS de se assistir, do circuito…

      O jogo deles não empolga em absolutamente nada.

      Um saco!

      Responder
  21. Oswaldo E. Aranha

    Só iria lembrar o ditado: Um dia é da caça e outro do caçador. Isso nos ajuda a entender porque um tenista algumas vezes não corresponde às expectativas de seus torcedores, que pode ser por diversas causas, como: lesão, instabilidade emocional, etc.
    Entretanto ao ler as postagens não poderia deixar de comentar que Carlos Drumond de Andrade deve estar se revirando no túmulo ao ver um “colega” se aventurando em sua seara.

    Responder
  22. Felipe

    Dalcim,

    Totalmente fora do tema do post, mas gostaria de sabee sua opinião e também dos outros leitores que participam de torneios de tenis por aqui.
    O que acharam dessa nova regra “NO LET”??? O que eles querem com isso????
    Eu achei muito ruim!!!
    Abracos!!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Marcelo Abreu, da Federação, me explicou que estava havendo muitos casos de ‘lets’ chamados de propósito, quando o adversário conseguia um grande saque. Como nos torneios amadores não existem juízes, achou-se melhor seguir o que a ITF já fez nos torneios juvenis. Mas eu não gosto.

      Responder
  23. Luiz Fernando

    Perfeito o comentário do Marcos, a 01:38, quando os caras do Big3 pararem grande parcela dos apreciadores do tênis ficará órfã, esses caras da nextgen são absolutamente insípidos e inodoros, também vejo, pelo menos no presente momento, Aliassime como um oásis no meio do deserto…

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  24. José Eduardo Pessanha

    Quando eu vi o Zverev emocionado por adotar um cãozinho (e tem que adotar mesmo), pensei: o Chet vai se revirar em casa e o Zverev vai tomar uma cipoada rápido em Miami. Não deu outra. Lord Farquaad olhou a cena e pensou com seus botões: ah, não tem como eu perder pra esse moleque rsrs
    Abs

    Responder
  25. Miguel BsB

    Já que o Luiz Fernando mencionou num comentário anterior, eu costumo torcer pro Wawrinka…
    Mas achei melhor ele perder (ou entregar) logo pra não enfrentar o Federer…
    Mas quem não deve ter gostado nada foi o Roger. Acho que a Mirka deve ter mandado um zap pro Stan o chamando de bebe chorão… Kkkk

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  26. Daniel

    O Federer teimoso como uma mula, como sempre.
    O cara sacava o 02º a 80 milhas e ele queria enfiar a mão. O velho truque de tirar o peso da bola.
    Quando começou a devolver de slice chapado a coisa melhorou. Aliás, não entendo como esses caras não dão mais slices nas paralelas.
    Muito impaciente, não colocava a bola em jogo.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Vejo alguns pequenos problemas técnicos, mas ainda vejo problema maior na parte emocional. Ele poderia muito bem adotar um estilo mais ofensivo, usando golpes de base para definir mais junto à rede. Kyrgios e Aliassime fazem isso à perfeição.

      Responder
  27. Renato

    O moldavo já ganhou título esse ano, um 250. Já Amarelau…… virgao de títulos na temporada! Kkkkk

    Pessima partida de Roger! Mas a gente que conhece o melhor da história sabe que na próxima partida o nível de jogo pode subir muito. Grandes chances de vencer o torneio.

    Responder
    1. Valmir

      Não se preocupe… a inspiração vem sempre.

      No vice de Indian Wells eu poderia usar outra música do grande Hyldon…. “Na sombra de uma árvore”

      A Mirka iria consolar o Federer cantando assim…

      … Larga de ser VICE e vem comigo….
      … Existe um mundo novo e quero te mostrar
      … Um lugar sem Nadal e Djokovic
      … Você vai estar lá quando se aposentar….aaaaaa

      Responder
  28. Nando

    Q jogo péssimo do Federer hein…eu vi o filme de 2018 se repetir, achei q perderia. O saque do Albot é comum e o suíço teve “dificuldade” pra devolver.
    Mas o importante é q venceu, e tem q melhorar para o próximo jogo pois esse sérvio (Krajinovic) é bom jogador.
    Qnt a Ferrer x Zverev, parecia q o alemão ganharia facilmente…parecia. Ferrer lutou mto, fez belos lances, se manteve mentalmente no jogo e conseguiu uma grande vitória. Recebeu WC e já ganhou 2 jogos, nada mal pra quem está prestes a encerrar a carreira.
    E Zverev, sei não…vamos ver até qnd vai a paciência de Lendl.

    Responder
    1. Evaldo Moreira

      Nando………
      Achei o suiço meio que sem vontade de jogar, uma displicência total, jogo de pernas muito aquém, acho que nem deveria vir a Miami, mas…., como sempre buscou um jeito de ganhar a partida, agora o Ferrer hein, acho que não deveria se aposentar, o que corre esse espanhol, deveria ir até o fim do ano, e/ou, se despedir em Roland Garros…

      Responder
      1. Nando

        Evaldo, acho q ele só foi a Miami devido ao novo complexo kkk…pois eu achava q o torneio no ano passado tinha sido o último dele em Miami.

        Responder
  29. Marcel Azevedo

    Dalcim, em termos técnicos o que diferencia um piso dele ser lento e outro piso ser rápido e mais uma questão porque o Federer ultimamente tem tido tanta dificuldade nesses pisos, será pela sua mudança de estilo de jogo mais agressivo, onde numa quadra rápida a bola quica rápido e favorece a antecipação do Federer em bater na bola? Abc

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Num piso lento você precisa trabalhar mais os pontos, e essa é a dificuldade que aparece para Federer. Ele gosta de definir pontos mais rapidamente.

      Responder
  30. André

    Que jogo estranho dessa taiwanesa, hein, Dalcim? No começo a gente não dá nada, aparência frágil, golpes fracos, forehand de duas mãos, mas com o passar do jogo o diagnóstico mudou bastante. Ele joga com uma precisão danada, sempre onde incomoda, de um lado para o outro, pouquíssimos erros. Muito legal uma jogadora assim prosperar no tênis de hoje, com a maioria só gosta de dar pancadas…

    Responder
  31. PIETER

    Dalcim, estranhíssimo esse jogo de estreia do Federer; você acredita que ele possa estar sentindo algum desconforto físico ou lesão? As quadras muito lentas de Miami não o favorecem para ele ir longe no torneio.

    Responder
  32. Marcelo-Jacacity

    Jogar a bola no corpo faz parte…Mas o que o Wawrinka fez contra o Krajinovic foi perigosíssimo, sorte que o sérvio fez um movimento a la Matrix.
    Se pega na cabeça/olho poderia ter machucado gravemente o outro tenista.
    E o suíço há pouco tempo atrás já havia feito uma dessas.

    Responder
  33. Jonatas Bruno

    Me pareceu que o fator expectativa influiu em boa parte das atuações do Federer e o Albot. Enquanto o primeiro contava (acho) se desgarrar do placar o quanto antes, o segundo o de fazer apenas fazer o seu jogo. Daí pude analisar o suíço visivelmente desconfortável e o moldavo satisfeito.
    Vale lembrar que somente nos penúltimos games dos sets, o Federer finalmente encontrou a forma de vencer, justamente na hora da onça beber água, o instinto “matador” falou mais alto.

    De tirar o chapéu,a motivação e determinação que ainda corre nas veias de Ferrer, que poderia perfeitamente se preservar física e mentalmente, beirando a aposentadoria. Vai deixar saudades, pois são poucos que trabalham e valorizam cada ponto jogado,seja qual for o andamento da partida.

    E a Osaka o que ocorre Dalcim? Seria a questão da responsabilidade de mostrar ainda mais serviço pela posição de honra? Ou o processo movido pelo seu antigo treinador, a esteja influenciando em suas últimas apresentações? Há algo mais?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A parte extra quadra pode estar influenciando. A demissão do treinador logo após o título do AusOpen não me pareceu nada amistosa, agora veio o processo…

      Responder
      1. Jonatas Bruno

        Também tive essa impressão e como não a pude ver jogar deste o Australian Open,quis saber de um outro parecer. É no mínimo estranho,essa situação,já que ele a treinava desde os treze anos,até onde eu sei. Ou seja,o tempo juntos, propicia confiança e companheirismo. Tiveram várias oportunidades de conversar e resolver questões (incluo o pai),sem ter que chegar a este ponto. Enfim,sò o tempo dirá… Valeu!

        Responder
  34. Marcelo-Jacacity

    Grande Ferrer!
    Outro dia vi um gráfico interessante referente a temporada de 2018 acerca do Top-10 masculino:

    Dentre o Top-10, Zverev foi o tenista que mais pontuou nos torneios, disparado, excentuando-se os Slams.
    O mesmo alemão foi o pior tenista em pontuação, dentre o Top-10, nos Majors.
    Será que 2019 será o ano da virada para Zé Verev?

    Responder
      1. Marcelo-Jacacity

        Dalcim, de fato.
        Acho que o acordo será reavaliado após Wimbledon. Se o alemão atingir no mínimo semifinal em RG ou em Londres, creio que a parceria com Lendl continuará. Caso contrário, será desfeita.

        Responder
  35. Luiz Fernando

    Zé Verev mostrou ontem pq sempre será um jogador q não atrai público, ao perder p um jogador semi aposentado. Ferrer demonstrou q raça e gana ganham partidas frente a jogadores tecnicamente superiores.

    Responder
  36. Rodrigo S. Cruz

    RIMA: UM “ODE” Á NOVAK DJOKOVIC.

    Era uma vez um cara brincalhão, e um pouco azedo.
    Nascido na Yugoslávia, convivia com o medo.
    A paixão pelo esporte, que veio de berço,
    Com 4 anos de idade, teve no Tênis, seu começo.

    Explosões e escombros eram uma rotina.
    Heroicamente, ele treinava paredão, numa piscina.
    Aos 12 anos, fugiu para uma cidade alemã.
    Que era bem melhor que ficar preso em um porão,
    durante os bombardeios da OTAN…

    Em 2006, obteve seu primeiro título de nível ATP,
    derrotando na final, um chileno muito feio.
    Mas não antes de topar com Marat Safin, pelo meio.
    E, claro, tomar um vareio…

    O ano seguinte também vale menção.
    Já que g anhou seu primeiro Master 1000,
    mesmo sendo um tenista que não tem lá muita mão.
    E na ocasião, sequer precisou utilizar das suas manhas,
    Já que o seu adversário foi o “magistral” argentino, o tal Guilhermo Cañas.

    Daí para frente, passou a somar e somar títulos diversos.
    Nos Grand Slams e Masters 1000, tornou-se indigesto.
    E a cada ano que passava, aparecia mais e mais forte.
    Mas não podemos olvidar, é claro, da sua imensa sorte!

    Com um físico invejável, e vistas grossas da ATP para o doping high-tech,
    Refiro-me sim, à câmara hiperbárica, que coloca as suas conquistas todas em cheque.
    Sem falar num Nadal de joelho “bichado”, e um Federer envelhecido.
    O espertalhão sérvio, sobia os degraus de um oportunismo desmedido…

    Abro porém, um parênteses que dá alento.
    Admito que Novak é extrovertido, engraçado, e um imitador de talento.
    Pena que do Nadal e do Federer, ele sinta inveja e até cultive rixa.
    Mas nada há mais brochante do que vê-lo executar aquele slice-lagartixa…

    Decerto que na sua fúria, o sérvio passa do ponto.
    Não pode errar nem um simples bate-pronto.
    É gritaria com seu box; sem esquecer, a pobre da raquete.

    Quanto aos boleiros, “pernas para quê te quero”.
    Mesmo tendo vencido o primeiro set,
    e liderar o segundo por 5/0.
    E como não mencionar aquele memorável “pneu” que ele também tomou do Bello? (hahahaha)

    E assim termina a história do tenista de Belgrado.
    As surras que tomou do Nick Kyrgios, talvez sejam o seu maior legado.

    Babado por um clã xiita e repugnante.
    Mesmo se quebrar as marcas de um certo suíço consagrado.
    Nunca terá o seu jogo empolgante.
    Nunca, jamais, será igualmente apreciado…

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    1. lEvI sIlvA

      Mas Rodrigo, meu caro, passado o tempo e aposentados, ninguém, sequer um lembrará as tais “vexatórias derrotas” do Big 3 pra quem quer que fosse desses tenistas sem resultados (H2H não é um parâmetro lá muito confiável, convenhamos!) Ficam sempre, as marcas e títulos que amealharam na longa, vitoriosa e magnífica carreira. Eu diria que Federer, Nadal e Novak tem números irretocáveis, ou melhor, acima de qualquer outro na modalidade. E o trio ainda tem muita lenha pra queimar e conquistas por vir! Abraço!

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  37. Caio

    Boa noite, Dalcim.
    Sinceramente, acho muito difícil essa nova geração ganhar um Slam esse ano. Pra falar a verdade, considero até improvável. É inegável o talento deles, mas não existe consistência … essa mlkda tem mental de geleia!!!
    Não consigo imaginar qualquer um deles ganhando de pelos menos 2 dos Big3 em um torneio de 5 sets. E pra piorar, os próximos dois Slams são os que eu considero mais difícil de ter surpresas, Rolanga por causa de Rafael Nadal e a grama pela tão necessária experiência (isso sem falar em Federer na grama, o maior especialista no piso, e Djoko, o cara que é favorito sob qualquer superfície).
    Então, a menos que haja algumas contusões no decorrer do ano, acho que a única chance de título da garota seria no US Open, ainda que remotíssimas.
    Concorda, Mestre?
    Abraço!

    Responder
  38. Marcos - Ce

    Vendo os jogos de hoje, fico pensando o que será do tênis quando Djokovic, Federer e Nadal se aposentarem. O tênis ficar nas mãos de Zverev, Tsitsipas e outros vai doer, espero que Aliassime chegue logo ao topo e que Kyrgios crie juízo pra tomar conta do tênis, porque estes outros que estão aí são duro de se ver.

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    1. Maior geração do tênis chegando

      Djokovic chegou ao topo com 24 Federer com 23 ..calma ae tsitsipas tem 20 zverev 21 ………Rafael Nadal chegou aos 21 no topo porque seu físico era diferenciado para idade ..e se alguém dizer que esses ganharam campeonatos mas difíceis nessa idade ..todos jogadores dizem que hj é mas difícil prós jovens ganhar slam hj do que antigamente o próprio Djokovic disse isso

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