Rio vê boa mistura de experiência e juventude
Por José Nilton Dalcim
21 de fevereiro de 2019 às 22:45

Se o tênis fosse um esporte simples e lógico, o título do Rio Open estaria nas mãos de quem vencer o duelo noturno desta sexta-feira no Jockey Club Brasileiro, entre o uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol Albert Ramos.

Além de especialistas no piso, ambos já figuraram no top 20 e são os únicos sobreviventes do torneio que têm títulos de ATP. Cuevas surge como favorito disparado, aliás. Enquanto o espanhol ergueu um troféu, ele ganhou quatro de seus seis ATPs no saibro brasileiro. E ainda por cima, lidera por 6 a 1 nos duelos diretos contra Ramos.

O bom é que não se pode menosprezar os outros candidatos, até porque somente Felix Auger-Aliassime não é um autêntico jogador de saibro, muito mais adepto à quadra dura, onde seus golpes retos e pesados dão mais frutos. O desafio do canadense contra Jaume Munar já é grande, e talvez as 3h30 de esforço do espanhol na quarta-feira possam equilibrar mais.

Munar e Felix são dois dos quatro Next Gen ainda de pé, um com 21, outro de meros 18. Juntam-se ao sérvio Laslo Djere, de 23, e o norueguês Casper Ruud, de 20, que também duelam entre si. Para quem espera renovação no tênis masculino, é uma ótima oportunidade de se ver o futuro.

Note-se que a parte de cima da chave, onde estão Djere e Ruud, tem outros dois jogadores sem títulos de ATP na carreira. O esloveno Aljaz Bedene soma três vices, dois no saibro, e assim é o candidato natural.

Seu oponente será o boliviano Hugo Dellien, de 25 anos e um jogo variado, típico do saibro. Mas atenção: assegurado no top 100 do ranking, Dellien está ainda muito longe do melhor tenista de seu país. Mario Martinez, que treinava nos EUA, ganhou três ATPs e foi 32º do mundo.

Na série de resultados totalmente inesperados do Rio Open, Thomaz Bellucci e Rogerinho Silva derrubaram Bruno Soares e Marcelo Melo, num jogo em que os dois rapazes de simples abusaram da força dos golpes de base diante dos voleadores experientes. No final de 2018, perguntei a Bellucci por que ele não tentava jogar mais duplas para pegar ritmo e confiança. A resposta pode estar aí.

Para Bellucci e Rogerinho, esta campanha pode dar um empurrão. Mas como nem tudo é perfeito nesta vida, os dois estão com um dilema. Caso cheguem à final de sábado no Rio, terão de fazer algum milagre para disputar o quali do Brasil Open em São Paulo. O ATP paulistano ainda tem um convite a oferecer e pode ajudar um deles.


Comentários
  1. Fernando Pauli

    Aliassime já fez história nesse Rio Open, pois será o finalista mais jovem da história do tênis a disputar uma final de ATP 500. Se vencer amanhã bate outro recorde sendo o mais novo vencedor de um atp 500 da história também. Esse título se vier será imenso, pois será num piso que não é o seu preferido, nunca venceu uma partida de GS na chave principal, sendo que a primeira que disputou foi no US Open 2018, perdendo para o seu compatriota Shapovalov, por desistência ( arritmia cardíaca ), presenciei ao vivo esse jogo. Em M 1000 só passou da primeira rodada duas vezes, e a melhor campanha em um atp foi uma quartas de final num atp 250. Torcendo muito por ele amanhã.

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  2. Sônia

    Deve ser chato mesmo ficar respondendo as mesmas perguntas toda hora, mas Cuevas, coitada da jornalista. Na minha opinião… desnecessário, tá nervosinho pula na banheira de gelo uai. Agora vou torcer para uma final entre o Bedene (tadinho) vs Aliassime, aliás, Aliassime… clap clap clap clap, jogou muito contra o Munar, estoy encantada rsrs. Beijos.

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  3. Sandra

    Dalcim, caso você possa dar a sua opinião , pelo que eu vejo, e já vi muitos comentários que o Koreano tem os mesmos trejeitos do Djokovic , e agora vendo o Munar , ele pulando parece o Nadal, até a fitinha na cabeça, e o Federer você por acaso já reparou se ele tem algum filho no circuito ?.. rssss

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    1. José Nilton Dalcim

      Bem menor. Campeão de simples no Rio ganha US$ 370 mil, enquanto a dupla vencedora divide entre si U S$ 116 mil. A proporção é basicamente essa.

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      1. Pedro

        Parecia que os especialistas em duplas levariam vantagem em relação a jogadores de simples que formam dupla. Porém, o Bellucci e o Dutra Silva ganharam dos campeões de Slam, Soares e Melo. Lembrando também do Jack Sock, que ganhou vários títulos com o Bryan. A ATP e a ITF dão tanta importância para o jogo de duplas ou é algo que no futuro pode acabar?

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          1. Juninho Fonseca

            Olá Dalcim,tudo bem?
            ….para mim, precisa haver uma grande restruturação no circuito das duplas!!…..está claro p mim que as duplas não são nem opção para os tenistas de ponta,que a ignoram até para ocasiões em que ela poderia ser usada, como pegar ritmo de jogo,evoluir fundamentos especificos e etc……mas isso nem passa pela cabeça dos tops hj……
            Acredito que a ATP deixa de ganhar muuuito dinheiro relegando o circuito de duplas para o segundo escalão!!!…. imagina uma final de grand slam jogado entre Federer/Nadal x Murray/Djokovic!!!…???…. tenho certeza que todos iriam parar para ver!!…..Imagina lendas como Federer/Sampras/Agassi podendo jogar até com idades mais avançadas o circuito????…quem não gostaria de acompanhar essa turma nos torneios ainda??o quanto de dinheiro que a ATP deixa de ganhar e o quanto de promoção da modalidade o tênis não deixa de fazer!!mas com esses sistemas de torneios isso eh impossível de se conseguir!!….. acredito que com menos torneios disputados ao longo do ano,com mais tempo de duração entre os torneios (de 10 a 11 dias)……daria as condições para todos os tenistas pudessem levar a competição de duplas a sério, consequentemente o interesse pela modalidade iria aumentar e o dinheiro que gira em torno da modalidade tb, fazendo os tenistas top terem interesse em disputalas (aquele conceito de que menos eh mais)……..qual tenistas não teria o interesse em ser o número 1 em simples e em duplas ao mesmo tp??…hj isso eh algo inviável devido a questão física que envolve disputar essas duas competições em tão pouco tempo de competição!!…….com 10/11 dias de disputa…. daria para começar os torneios com a disputa de duplas (jogaria 2 partidas por dia até a semi final) dava um tempo nas duplas e começaria a competição de simples jogando uma partida por dia todo o dia) e finalizava o torneio com as competições de simples e duplas em dia alternado….
            Oq vc acha da tese Dalcim??… grande abraço!!

          2. José Nilton Dalcim

            Acho que nem assim os tops jogariam, porque o desgaste é enorme. Acho que o circuito ganha mais tendo verdadeiros especialistas em duplas e alguma participação esporádica dos tops, como geralmente acontece em Indian Wells (onde ganham bem para isso). Gosto muito das duplas, mas é inegável que em termos de audiência e venda de ingressos ainda não têm impacto.

          3. Juninho Fonseca

            Olha…..eu tenho claro p mim q com a atual situação…..o circuito de duplas não ganha é nada…… totalmente em segundo plano pelos tenistas….mesmo os que se dizem especialistas em duplas…só jogam eh pq não conseguem sucesso em simples….mas enfim……..acaba sendo um ciclo do desperdício…..não ganham muito pq não vendem,não vendem pq não tem relevância,não tem relevância pq os melhores não jogam,os melhores não jogam pq não ganham muito!……..eh só ajustar um detalhe aí que a coisa anda….
            Abraço!

  4. Sérgio Cipriani

    Errada e tendenciosa está a matéria do Tenisbrasil que noticiou os comentários de André Agassi a respeito de Novak Djokovic. Ele NÃO DISSE que Novak é o maior tenista de todos os tempos. Ele disse que Novak atingiu o mais alto nível que ele já viu. Mas deixou bem claro que isso era BEM DIFERENTE de ser o melhor tenista de todos os tempos. Não sei se foi uma tentativa de fazer o ex-tenista cair em descrédito com o público, já que a primeira linha da matéria quis enfatizar uma suposta “mudança de opinião” de Andre, levando o leitor a acreditar que ele é um ser volátil, um”maria-vai-com-as-outras”, um “dançador conforme a onda do momento”… Feio isso. Mas legal ver um comentário desse nível de um tenista do currículo e classe de Andre Agassi, que teve o privilégio de ser top 10 do circuito nos anos de 2004 e 2005 (anos áureos do suíço) e de ter jogado contra o helvético nesse período… Que grande ex-tenista com currículo do peso de um Agassi teve o privilégio de competir contra Roger pra poder fazer, com propriedade, tal declaração? Certamente, a sua afirmação sobre Nole precisa ser considerada. Aliás, vai ao encontro do que Mats Wilander também já havia dito anteriormente.

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    1. José Nilton Dalcim

      Você antes de tudo deveria ler com atenção antes de criticar. O texto, aliás escrito por mim, diz: “Creio que ele, em seu melhor nível, jogou o tênis de mais alto gabarito que já vi”. Que ele, Agassi, já viu!!!! Mais alto gabarito!!! Ler com atenção faz bem.

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      1. Sérgio Cipriani

        Bom, eu não fazia ideia que era você que tinha escrito. Lembro de ter visto alguns textos no tenisbrasil com o teu nome em negrito… Se eu imaginasse, tinha ficado quieto. Não é inteligente e nem saudável criticar o dono do blog com vistas a continuidade no blog. Mas, aproveitando a oportunidade pra fazer minha defesa, o que vc disse era pra eu ler com atenção, eu tanto li que constei isso em minha mensagem… Vc escreveu isso sim, eu vi; mas, vc deixou de constar que Agassi disse, em outras palavras, que isso não significava que ele era o melhor tenista de todos os tempos… Ele se explicou, justamente porque o dito por ele poderia gerar outras interpretações. No primeiro parágrafo de sua matéria, vc disse que depois dele (Agassi) indicar Rafael Nadal como MELHOR TENISTA DA HISTÓRIA, ele havia afirmado ao The Times Indiano que agora via Djokovic no posto. Que posto seria esse se ele mudou de opinião? Obviamente, o ocupado por Nadal, de melhor tenista da história. Então, não falei besteira. Mas, de qualquer forma, retiro toda e qualquer crítica.

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        1. José Nilton Dalcim

          Você pode criticar o texto, a tradução, meu português… Sem problemas. O inaceitável é dizer que o texto foi tendencioso. Não tem qualquer cabimento.

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  5. Rodrigo S. Cruz

    Pros “jênios” que dizem que o Bello fará carreira nas duplas:

    “Não penso em virar duplista, se encerrar minha carreira em simples fica por aí. Dupla não é muito a minha praia, mas lógico que se eu conseguir conciliar simples e duplas, está bom”.

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  6. Sônia

    Sabalenka, Halep, agora Svitolina, uau uau uau, só pedreira e mesmo assim Bencic segue firme, clap clap clap, e que lob maravilhoso no match point, show show show. Kvitova favoritaaaça (já venceu Dubai), mas minha torcida será pra voce Bencic. Beijos.

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  7. Pedro

    Dalcim,

    O ATP do Rio apesar de ser um 500, não é tão atrativo para os competidores top. Talvez pelo saibro, talvez pelo clima bem difícil misturando o calor e a umidade. Em relação ao artigo do Meligeni, acho que era melhor ter demitido do que ter proposto redução de 80%, o que é bem desrespeitoso. Para Dubai, qual o seu palpite no masculino?

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  8. Renato Toniol

    Dalcim,
    Os jogos do qualifying do Brasil Open começa amanhã às 11 horas?
    Entrei no site do evento e não consegui obter a informação. E tem a relação do horário dos jogos?
    Abs

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  9. Jonatas Bruno

    Apesar de… É bom esta mescla entre experientes e jovens. Mesmo que a “nata” não esteja presente,pode se tirar uma certa noção a quanto andas o desenvolvimento da juventude.
    Cuevas é de fato, a aposta segura do momento,embora até aqui a teoria não tem se desenhado na prática.
    Gostaria de poder presenciar a ascensão do Aliassime. Tem bom volume de jogo, e o que mais me chama a atenção, consegue manter um bom controle emocional, crucial neste esporte em que a pressão é constante. Acho que pode construir uma boa carreira, embora os desafios,sequer começaram.

    O curioso é que os torneios em terra tupiniquim tem gerado bons frutos nas carreiras do uruguaio e do norueguês. Se em algum momento,os citados resolverem se naturalizar brasileiros,terão toda a minha cobertura! rs
    É!… quando o “mar não está pra peixe”,até um boliviano consegue “fisgar” o seu!

    E o Bruno e Marcelo,jhein? Incrível que não conseguem prevalecer jogando juntos! E olha que seus últimos três confrontos, eram os ideais para ganhar ritmo.
    Por outro, para o Thomaz tem servido para lavar a alma,ainda que as circunstâncias o favoreçam.
    Jogar mais como duplista. Que assim seja!

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  10. Luiz Fernando

    Rogerinho dando várias passadas no Bruno, Melo errando voleios q nem no domingo quando jogo duplas eu erraria, o q está acontecendo nesse RO? Mas não há como deixar de mencionar um lob incrível q o Bello deu no início do tiebreak, que lance lindo…

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  11. Sérgio Ribeiro

    Infelizmente a imagem do lugar em que nasci, no momento , é a pior possível. Hotel Internacional no meio da enchente , não deu a mínima para os hóspedes. O fato dos Tenistas quererem ir embora rapidinho, é mais que compreensível. Eu mesmo não consegui ir ao evento que tanto gosto. Até meu filho de 27, não está nem aí pro Rock In’ Rio. Atualmente a Cidade somente é bonita vista por cima. Só me resta torcer por mudanças. E no Esporte que eu mais aprecio ( acima do Futebol e do Automobilismo ) , vou com o garoto Canadense. Embora acho que ainda não seja o momento. ABS !

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    1. Sérgio Ribeiro

      Correção: Embora ache … Consegui resistir ate’ mesmo ao Jockey Clube Brasileiro. Na’ próxima vou convidar a Gabi , Pessanha e o Ando. AINDA bem que as Olimpíadas 2020 Será em Tóquio. Aí Roger, Rafa e Novak, dificilmente não estarão presentes. ABS

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      1. José Eduardo Pessanha

        Chet, os políticos cariocas nos anos 90 fizeram uma estação de metrô praticamente completa (Cruz Vermelha). Uma obra que causou inúmeros transtornos ao trânsito da cidade durante anos. Seria uma mega-estação, que se ligaria à estação Estácio e à Carioca, gerando um atalho fenomenal pra muitos trabalhadores. Os caras interromperam as obras. Praticamente enterraram tudo que foi construído. Acompanhei de perto todo esse cenário. Vem desse episódio meu asco à classe política. Esse escárnio que fizeram ainda hoje se repete no Rio e em outros lugares. A classe política literalmente afundou o Brasil. A construção de Brasília foi 5 ou 6 vezes mais cara do que o orçado. Só pra ficar no exemplo mais vultoso.
        Abs

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  12. Thiago

    Dalcim quais são os jogadores convidado do Brasil open ? Uma pena se eles forem a final vão perder o Qualy que dilema mesmo. Mais gostei da atuação do Bellucci com otima devoluções e muito bem na rede também.

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      1. José Nilton Dalcim

        Não, não existe SE de um torneio maior para um menor. Só pode ter SE no Brasil Open os tenistas de Marselha e Delray. Um SE do Rio caberia em Acapulco ou Dubai.

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  13. Sônia

    Dalcim, Delpo jogando com uma bandagem no joelho, espero que não seja nada grave. Gostando do novo Isner, o Opelka, em termos de saque… rsrsrs. Beijos.

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    1. Jonatas Bruno

      O tênis americano segue muito bem em serviço, Sônia
      Caberia um top 3, Década a Década:
      Anos 90: Pete Sampras
      Anos 2000: Andy Roddick
      Anos 2010: John Isner
      Anos 2020: ? (credenciado)

      Veremos daqui a dez anos, pois a principio, veio para manter este ‘legado’. Beijos!

      Responder
        1. Jonatas Bruno

          Quanto a isso,Sônia,tu tira de letra! É só evitar estar no mesmo torneio que a Serena! rsrs
          Feito isso, a devolução compensará o resto. Beijos!

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  14. Miguel BsB

    Cuevas pra mim é o favorito. Se ele ganhar o 5 atp em território brasileiro, já podemos chamar o charrua de Rey de Brasil…
    Inclusive Dalcim, confirmado esse 5 atp, acho que o Cuevas vai ter mais títulos desse nível por aqui do que o Guga ou qq outro tenista brasileiro, confere?

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      1. Jony Marcio Santos

        Bem lembrado, Dalcim. Grande Nico Mattar que dava gosto de acompanhar pela Band nos torneios dos anos 80 e 90. ATP de Itaparica, Guarujá, São Paulo. Disputa sempre ferrenha com o Cássio Motta pelo título da melhor raquete do país. E destaque também para Danilo Marcelino, Fernando Roese, Roberto Jabali, Mauro Menezes, Jaime Oncins, o já falecido José Amin Daher, os irmãos Hocevar, entre tantos outros. Tênis feminino bem representado também com Niége Dias, Dadá Vieira, Patricia Medrado, Gisele Miró, Claudia Chabalgoyt. Olha, quase chega a cair uma lágrima aqui. Bons tempos aqueles.

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  15. Rodrigo S. Cruz

    Putz.

    Esse Melo e o Soares andam numa pior, hein.

    Primeiro, aquele vexame da Copa Davis.

    E hoje, perderem pro Rogerinho e Bellucci, que nem são especialistas em duplas…

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    1. Luiz Fabriciano

      Há algum tempo aqui, comentei que não havia química nenhuma entre eles na quadra, haja vista que só jogam juntos na Davis, por ser de obrigação a formação entre compatriotas. Os dois separados têm resultados muito significativos, daí a evidência que juntos não vão bem.

      Responder

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