Começou o reinado de Naomi
Por José Nilton Dalcim
26 de janeiro de 2019 às 22:47

Há muito mais por trás da segunda conquista de Grand Slam de Naomi Osaka do que a qualidade de seu tênis agressivo, moderno e eficiente, que dá gosto de assistir.

Aos 21 anos, a japonesa que tem tripla nacionalidade mostra ao circuito feminino um atributo muito mais especial do que golpes firmes e pernas ágeis: a confiança em si mesma.

É de chamar a atenção a forma com que levantou o US Open e o Grand Slam australiano. No primeiro, não apenas estava diante de seu ídolo de infância, mas ainda aguentou toda a enorme confusão entre Serena Williams e o árbitro Carlos Ramos sem dar um pio ou perder um instante sequer o foco.

Neste sábado, em Melbourne, diante de uma experiente bicampeã de Slam com sete temporadas a mais de estrada, soube recolocar a cabeça no lugar após perder três match-points e levar uma virada daquelas dolorosas de Petra Kvitova, perdendo cinco games consecutivos. Jamais deixou de arriscar as linhas ou buscou desculpas na raquete, no público ou na adversária. Uma partida aliás digna do que o tênis feminino mostrou em todo o Australian Open.

Osaka assombra o circuito internacional pela maturidade e a forma introspectiva mas equilibradíssima com que encara seus desafios, isso num momento de intensa disputa por espaço entre jogadoras de distintos currículos, estilos e personalidades.

Embora sejam universos um tanto distintos, Naomi é sem dúvida um exemplo para a Next Gen masculina porque faz um trabalho extremamente sério e bem direcionado sem um pingo de glamour desproporcional. Enquanto os garotões levam papais, mamães e ursinhos a seus boxes, dando showzinhos de menor-abandonado, Osaka achou o caminho para ser uma estrela quieta e calada.

Não se pode esquecer o parabéns ao técnico Sascha Bajin, que por muito tempo atuou nas sombras como rebatedor de Serena, Vika Azarenka e Carol Wozniacki e hoje se firma como um treinador de ponta, contrariando um sistema em que a maioria procura nomes mais midiáticos do que competentes. Está com Naomi apenas há um ano e foi direto responsável por sua arrancada.

Nesta segunda-feira, Osaka inicia um outro desafio. Ser número 1 do mundo custou o sono de gente muito grande, como Mats Wilander ou Boris Becker, Garbiñe Muguruza ou Ana Ivanovic. Não tenho dúvida de que Osaka também vai superar isso com folga e, se efetivamente o fizer, poderá dar início a um reinado duradouro.

Tênis é o que menos falta a ela, e sua idade lhe garante tempo de sobra para lapidar o segundo serviço, o slice, o jogo de rede e os discursos de premiação.


Comentários
  1. Ronildo

    Puxa, torci muito pela Kvitova, por dois motivos: a Kvitova merecia ser número 1 um dia e ontem foi a melhor oportunidade de todas e pelo fato dos dramas pessoais que ela passou em sua vida e a superação em tudo. Uma pena. Mas a Kvitova jogou muito, por isso certamente saiu muito frustrada. Tomara que mantenha o nível e chegue assim em Wimbledon.
    Quanto à Osaka, ao vela jogar, me vinha à mente que a guria parecia que tinha um radar na cabeça e colocava a bola exatamente onde queria! Tipo: Demolidor da Marvel, ou o Big One do tênis masculino, atualmente.

    Responder
  2. João ando

    Dalcim. Como vc acha que vai ser a temporada de saibro do Roger…será que consegue chegar nas rodadas finais? Acho que no máximo chega nas quartas ou oitavas …

    Responder
  3. Barocos

    Primeiro, parabéns aos excepcionais Djokovic e Nadal.

    Na quadra as coisas não saíram muito bem para o Rafa hoje, é uma daquelas partidas para tentar esquecer (lógico que não vai conseguir). Nem precisa dizer que ele tem muito mais tênis do que apresentou. Como já disseram no blog, parece mesmo que o Djoko é a kriptonita dele.

    Do Novak não tem muito o que falar, backhand e forehand funcionando quase que à perfeição, pouquíssimos ENF e o saque afiado. Junte isto com o jogo do Nadal não se apresentando em quadra e deu no que deu, Djoko passou o trator. Uma pena, queria ter visto uma partida mais competitiva, com costuma ser a maioria dos embates entre os dois. De qualquer modo, com o alto nível apresentado hoje pelo sérvio, eu penso que o espanhol não teria chance mesmo.

    É sempre uma satisfação ver como estes dois tenistas se tratam com respeito após o término do jogo, nos cumprimentos e nas palavras. Também não dá para deixar de admirar a vontade que ambos tem de se superar e elevar o padrão para o próximo confronto, manifestado nas ponderações de ambos sobre os problemas que enfrentaram e sobre os planos para o futuro.

    Meu domingo começou muito bem.

    Ajde Djokovic !

    Responder
    1. Marcos

      Parabéns ao torneio feminino jogado na Austrália. Competitivo, altamente técnico e de extrema relevância para a história desse esporte. Congratulações a essa mágica menina nipo-haitiana Osaka e à grande Kvitova. O mais belo de tudo foi a final que elas proporcionaram. Mas para quem usa viseira e tem olhos miúdos apenas para mirar as pernas de mulheres segue aqui o meu desprezo anti-machista: o tênis feminino não sabe quem eu sou, e pouco se importa com quem é você. Dalcim, parabéns pelos comentários sobre a final.

      Responder
  4. Fernando Brack

    Putz! Que massacre! Cadê o ogro que vinha voando em quadra? Onde foi parar a raquete elétrica dele?

    Queria um jogo mais disputado, mas admito que é um deleite ver o mastodonte do tênis ser destroçado em quadra.

    Responder
  5. lEvI sIlvA

    Parabéns a Naomi Osaka! E finalmente pôde comemorar sua conquista de algo tão merecido e suado. Definitivamente a melhor Nº 1 que o tênis feminino poderia ter!

    Responder
  6. Pedro

    Dalcim,

    Em relação ao post, a japonesa merece os elogios. Tem bom saque, bom forehand. A cabeça dela não é igual ao das outras pessoas, e embora ela possa ser chamada de estranha, e etc…, para ela está dando certo. Talvez ela tenha um comportamento parecido ao do Messi, que também deu certo para ele. São pessoas que conseguem focar mais do que as outras. Voltando ao jogo, embora esteja dando certo, pelo fato dos golpes serem muito chapados, a margem de erro é grande. Talvez ela possa tirar metade do chumbo que tem na raquete e começar a bater em alguns pontos com mais topspin. Retirar este peso extra também melhoraria o saque, mas ela deve avaliar isso com o tempo. Em relação ao técnico, mostra que ele aprendeu muito com as jogadoras top, e repassou para a japonesa. Ela tem tudo para se destacar no esporte pois tem golpes potentes e bom jogo de pernas, além da cabeça focada e confiante. Em relação ao jogo do masculino, o resultado foi um pouco surpreendente pois o sérvio vinha de uma campanha razoável, e tendo problemas físicos, e o espanhol vinha de uma campanha mais vitoriosa, porém, o sérvio como sempre, nas rodadas finais aumentou de produção e mostrou que estando em boas condições é o jogador que atingiu o maior nível de tênis já visto. Destruir o espanhol como hoje, mostrou isso. É o número 1 sem dúvidas. Resta ao Nadal, continuar ganhando no saibro. O Vadja foi complementar a dieta do sérvio com carne, ele acabou comendo churrasco de touro.

    Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Pois é, Ando. Você lembra as suas palavras pós I. Wells? Sobre a cabeça fraca de Osaka até mesmo na Coletiva? Essa turma que malha a Next Gen não sabe que Osaka tremeu e perdeu as duas Finais em Tóquio, ou seja, dentro de sua Casa. Entra para o Guiness Book pois virou N 1 vencendo apenas 3 Torneios. Mas com todos os méritos pela grandeza dos mesmos. Zverev venceu muito mais, volta amanhã ou TOP 3 , mas e os SLAM ? Como a nipônica não tem nada a ver com isso, viva a nova N 1 da WTA. Abs!

        Responder
  7. Maurício Luís *

    Achei que a Arujá Sabalenka é quem iria surpreender antes, mas a Osaka tem uma frieza incomum para a sua idade. Acredito que seja o início de um longo reinado.

    Responder
        1. Pedro

          Faltou você falar pro Maurício acima que o “frieza incomum” não deve ser falado. Até esta frieza incomum é na verdade comum, kkkkkk. Afinal você é profissional da área, e tudo isto só se resume a timidez. Vai lá João, fala pro Maurício.

          Responder
          1. João ando

            Pedro . Sou médico sim .mas oftalmo atualmente so entendo de olho…faço isso ha mais de 28 anos pois desde o segundo ano de faculdade acompmhava meu pai… de psquiatria não entendi kkkk

  8. Oswaldo E. Aranha

    Aos que se utilizam de expressões chulas como entubar Djokovic, ou outras similares, respondo com os versos do Poeta da Vila: Quem é você que não sabe o que diz? Meu Deus do Céu que palpite infeliz!

    Responder
  9. Leo cabral

    Acho q teve um palpite q chegou mais perto,mas o meu foi djokovic em 6/4,6/2,6/1 em 2 horas.Dalcim é muito dificil ser bem sucedido no seu desafio.Oferece um premio de consolaçao hahaha

    Responder
  10. Rubens Leme

    Concordo com tudo, mas há um adendo interessante. Osaka se aproveita do fato de ver a única tenista realmente excepcional, do circuito, no final de carreira, totalmente fora de forma e mais preocupada em ser mãe, enquanto a nextgen (de quem não sou fã) assiste os três remanescentes do antigo G4 em plena forma física, técnica e mental e brigando entre eles para saber quem será o maior da história.

    Mas, concordo que com essa atitude de maior abandonado, (afinal todos já passaram dos 18) não irão a lugar algum.

    Responder
  11. Luis Antonio Rafael

    Dalcim,

    Esse Sascha Bajin é bom treinador mesmo. Trabalhou 1 ano como assistente tecnico e rebatedor de Caroline Wosniacki .Saiu em dez/17 para ser treinador da Osaka, por que este queria ser treinador titular e a Wosniacki preferiu continuar com o pai tecnico. Em Jan/18, Wosniacki ganhou o Australian Open . Acredito que ela perdeu uma grande oportunidade de substituir o pai tecnico e continuar evoluindo.

    Responder
  12. Fernando Pauli

    Essa Final foi decidida antes, quando Djoko elevou o nível na SF diante de Agut. Após o jogo do Nadal da SF, todos diziam, inclusive eu, que Nadal tinha mais chance de ganhar do sérvio, pelo quadro que se apresentava. Djoko sabia que tinha que mandar um recado pro Nadal antes da grande final e o fez com perfeição. Nadal chegou para essa final já preocupado, e quando o mental do Nadal que é a maior força que ele tem esmorece, vimos o que acontece.

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Na boa, Fernando. Discordo totalmente. Pouille vinha apanhando de todo mundo desde o ano passado , e não era parâmetro. Novak não cedia Sets para Rafa Nadal nas duras desde 2015. Assim como Rafa perdeu as últimas três nas duras para Federer sem roubar Sets. O Sérvio entrou com a confiança lá em cima depois de OITO consecutivas. O Espanhol por absoluta falta de confiança ficou completamente perdido. E sabendo que estava enfrentando o melhor do momento. O físico do Sérvio também é assombroso aos 31. A temporada de Saibro vai ser um divisor de águas para o Big 3 , a meu ver. Se Djokovic atropelar também todo mundo no Barro ( não acredito) , ele quebra com tranquilidade os Recordes de SLAM. Para o Espanhol se tornou sua prioridade máxima a nível de confiança. Se for mal , arrisca se aposentar junto com o Suíço em Tóquio 2020. Abs!

      Responder
      1. Fernando Pauli

        Cara , mais uma vez vc não entendeu o que eu disse. O que tem a ver o Pouille nessa discução? Podia ser qualquer um o que Djoko queria mostrar ao Nadal antes de começar o jogo é que O Djoko de sempre estava lá da mesma forma que sempre. Nadal podia até perder de 3 a 0 mas não dessa forma.

        Responder
  13. Rodrigo S. Cruz

    E onde foi parar a suposta “maior” rivalidade do tênis?

    kkkkkkkkkkkk

    Depois os nolista ainda têm a pachorra de falar do Federer.

    Pelo menos, ele perde dignamente pro Novak, nessas quadras sintéticas…

    Da última vez: 7/6 , 5/7 e 7/6, no detalhe…

    Responder
    1. Rodrigo Figueiredo

      Como fã do Nole, posso falar: o adversário que mais causa medo é o Nadal, à despeito do encaixe de jogo contra o Federer ser mais complicado. Nadal tem vantagem contra Nole no retrospecto em GS (9 a 6 agora) e impôs as derrotas mais duras ao Nole nesse período de brilho do sérvio de 2011 pra cá. É a maior rivalidade do tênis por ser, de fato, uma rivalidade, com equilíbrio no H2H, sem amiguismos desproporcionais. Falo isso com respeito ao Federer que é grande, gigante.

      Responder
  14. Jhonny

    Que atuação de djokovic uma partida impecável do inicio ao fim.
    Nadal em momento algum teve a chance de sonhar em virar o jogo.
    15 Grand Slan maior campeão do Australia Open e pela terceira vez tenta conseguir os 4 Grand Slan que venha Roland Garros.

    Responder
  15. Rodrigo S. Cruz

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E agora?

    Cadê o JOGÃO épico?

    ” Nossa que jogo, que jogo”.

    Uma porcaria essa final…

    E agora, será que vão dizer que o Djoko é “papai” do Nadal?

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Finalmente acertou uma , caro Paulo. A enorme vantagem de Rafa Nadal sobre o Suíço são 8 vitórias a mais graças aos 13 x 2 no Barro. Novak é o maior FREGUÊS do Espanhol em Roland Garros com 1 x 6 . E no geral no Saibro NOVE a menos, ou seja , 7 x 16. Daí o fato de somente possuir um RG ganho em cima de Murray. Quem sabe ele não muda este h2h a partir de agora kkkkkkk Abs!

        Responder
          1. Sérgio Ribeiro

            As únicas 2 que tem no Saibro sobre o Espanhol foram em MASTERS 1000 e em FINAIS. Com direito a Pneu em Hamburgo 2006. Abs!

  16. jose augusto

    Dalcim,

    Os resultados que a Naomi Osaka vem alcançando não são mera casualidade. Alem do seu talento, tem por traz uma equipe altamente qualificada. Sascha Bajim, incorporou à equipe, Abdul Sillah e kristy Stahr, que foram respectivamente, preparador fisico e fisioterapeuta dos tempos aureos de Serena Willians.

    Parabens ao team.

    Responder
  17. José Eduardo Pessanha

    Pessoal, é o que eu falo há muito tempo. Djokovic é muito mais jogador do que Nadal. De longe. E vai acabar sendo o favorito a ganhar Roland Garros. Não tem mais como o Nadal ganhar do Djokovic em Grand Slams.
    Abs

    Responder
  18. André Barcellos

    Alarmantes sinais para Nadal. Perder finais em 3 sets sem problema físico nenhum? Claro,que é Djoko do outro lado, mas isso nunca tinha acontecido,
    Acredito que a inconsistência que chega com a idade esta chegando pra o espanhol.
    É a fase que Federer já vive há alguns anos.
    Joga bem o torneio inteiro, mas por algum motivo, que não,apenas o adversário, joga mal ou quase mal a final.
    É colegas nadalistas, quebrar o recorde do velhinho? Só na outra encadernação, pois Nadal que se cuide em Roland Garros, inclusive.
    Djokovic merece esse recorde na Austrália.
    Já o recorde de Slam totais e semanas na liderança? Observemos.

    Responder
    1. João ando

      Meu palpite foi 7/5 7/5 4/0 desistência ou seja 18 games a 10 …deu 18 a 8 games até que cheguei perto …não vai dar para ganhar o livro

      Responder
          1. João ando

            Mas de um certo modo vc tem razão pela priemira vez …queria ganhar o livro …que sabe o dalcim não fazia pela contagem de games o desempate

  19. André Barcellos

    Djoko passando o trator.
    Seu jogo encaixa bem contra o Nadal de hoje, que não tem, talvez a mesma consistência para jogar partidas seguidas aos 32 anos no seu mais alto nível. Claro que tem a ver com o Djokovic, que apresenta um tênis muito mais difícil pra Nadal que os tenistas de Back de uma mão.
    Kachanov, Coric, Medvedev e o próprio Poullie poderiam, se estivessem na chave do lado espanhol, ter complicado pra ele antes.

    Responder
    1. roberto

      Não, Luiz, não dá pra trocar, nem nessa quadra nem nas outras (incluindo as de saibro). A freguesia continua (21 x 9, desde de que Djoko decidiu não ser coadjuvante de Nadal e Federer) e com requintes de crueldade: Djoko, além de dominar o jogo, vence jogando as bolas no forehand de Nadal, vence sem precisar fazer nenhum ajuste em seu jogo, vence atacando, vence defendendo, vence no preparo físico, vence no mental, no saque, na devolução, no backhand, no forehand, vence de zero (inclusive em Roland Garros). Faz tempo que Djoko tornou-se maior que Nadal. Só não vê quem não quer.

      Responder
  20. Jonatas Bruno

    Vitória extraordinária da Naomi! Seu saque e golpe contundentes, aliados a sua vocação em medir bem as palavras, proporcionam ser a escolha certa para ser a líder desta geração e o diferenciar para assumir o trono. O reinado faz jus ao seu caráter e competência. Está em boas mãos!
    Chave feminina fechada com chave de ouro!,

    Responder
  21. Ivan

    Dalcim,
    achei que era engano, com estes jogos de madrugada a gente costuma imaginar coisas, mas ursinho no box de marmanjo kkkk.
    … Como você viu isso também, não estou ficando louco. Nem a criançada do Federer leva ursinho pro box do pai.

    Parabéns à nova n1 e a você pelo trabalho incansável aqui no blog!
    Abraço.

    Responder
  22. Barocos

    Torci pela Kvitova mas … sem dúvida alguma a Naomi mereceu a vitória. Grande jogo, como poucos. Parabéns à grande campeã.

    Como bem notado pelo Dalcim, esta menina está demonstrando um padrão superior de tênis no circuito feminino o que deve forçar a uma elevação no nível do mesmo.

    Sobre a citação à seriedade e dedicação quando comparado, principalmente, com a Next Gen masculina, meu amigo, você tocou um ponto nevrálgico que, espero, também há de influenciar os jovens talentos de ambos os sexos.

    Mais uma vez, parabéns pelo excelente texto.

    Responder
  23. Joaquim Cesar

    Dalcim, com um certo pejo pela ignorância, porém com a curiosidade vencendo:

    Além da evidente japonesa, quais são as duas outras nacionalidades da moça? Grato desde já.

    Responder
  24. AKC

    Depois do triplo championship point, ela chegou a perder 9 pontos seguidos e os 5 games. Incrível como não perdeu a cabeça também. 99% dos jogadores passariam o resto da partida pensando “tive 3 chances de ser campeão do AO” – para depois perder. No tênis, deixar o ponto perdido para trás e focar no seguinte é um dom para poucos. Acho ela muito humilde, não dá nenhum sinal de deslumbramento ou estrelismo. Vou torcer por ela.

    Responder
  25. Ícaro

    Fiquei impressionado com o Mental dela, teve um jogo nesse torneio que ela tava levando uma surra, 4 – 1 ainda no segundo set e de repente ela põe a cabeça no lugar e vira o jogo. Acho que 95% dos tenistas sucumbem a momentos assim.

    Responder
  26. Efraim Oliveira

    Ao ver a Jelena Ostapenko ganhar Roland Garros jogando de forma extremamente agressiva, pensei que ali surgiria uma grande campeã e que ela ter certo domínio nos resultados. Passado aquele torneio o que vimos ela se tornar um caminhão de erros ambulante; decepcionante o pós Roland Garros da Ostapenko.

    Acho que a Serena ainda ganha mais alguns Slams, mas a Naomi tem mostrado que pode ser a próxima grande vencedora do tênis feminino. Na torcida por isso.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Foi aliás muito bem explorado pela Osaka. Achei que a Kvitova poderia ter colocado mais pressão no segundo saque da japonesa também.

      Responder
  27. FABIO ARAUJO SILVA

    Nasce uma estrela. O mais incrível é que ela tem apenas 3 títulos de WTA, mas títulos de peso 2 Grand Slam e 1 Premier Mandatory e já é a número 1.

    Responder

Deixe uma resposta para roberto Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *