Serena destoa da ‘segunda-feira maluca’
Por José Nilton Dalcim
21 de janeiro de 2019 às 13:22

Novak Djokovic caído duas vezes em quadra, Alexander Zverev e seu duplo vexame, juiz criando polêmica desnecessária no final de uma maratona de 5 horas, uma vaga na semi a ser decidida entre Milos Raonic e Lucas Pouille. Que segunda-feira doida em Melbourne!

Menos, é claro, para o magnífico duelo entre Serena Williams e Simona Halep, jogo digno de final de campeonato. A heptacampeã fez 10 games de massacrante domínio, mas a romena se achou em quadra, forçou o saque como nunca e apostou em paralelas milimétricas que levaram a um terceiro set de tirar o fôlego. Sobraram qualidade, força mental e ousadia dos dois lados, daí o justo sorriso que ambas abriram na hora do cumprimento, certas do dever cumprido. A exigente chave de Serena a coloca agora contra Karolina Pliskova – que atropelou Garbine Muguruza e diz ter feito o jogo de sua vida – e, se passar, quem sabe o aguardado reencontro com Naomi Osaka, que enfrentará Elina Svitolina.

A rodada masculina teve de tudo. Começou na madrugada com a medíocre apresentação de Zverev. Incrível. Ele quebrou Raonic no primeiro game da partida, o que deveria lhe dar confiança, mas o que se viu foi um alemão assustado, apressado, nervoso. Perdeu quatro serviços consecutivos, arrebentou raquete num espetáculo mais lamentável do que suas 10 duplas faltas, baixou a cabeça ainda na metade do segundo set.

Sem nada a ver com isso, Raonic ganhou mais de um terço de seus pontos na rede. Tem natural favoritismo sobre Pouille, contra quem jamais perdeu set em três confrontos. É um alívio ver Pouille reagir na carreira, um jogador cheio de recursos técnicos mas pouco compromisso com o físico e cabeça frágil para o tamanho de seu ranking. Se o canadense tenta repetir a semi de 2016, o francês busca seu maior resultado de Slam.

Djokovic por seu lado pareceu um pouco acomodado com o jogo sem iniciativa de Daniil Medvedev e daí se viu um primeiro set sonolento. Abriu depois 3/1, com maior variedade, porém ‘viajou’ e fez um tiebreak sofrível. Como é muito mais tenista que o russo – ninguém pensou em ensinar Medvedev a volear? -, atropelou no terceiro set e administrou o esgotamento do adversário – pera aí, ele tem 22 anos e nenhum jogo anterior longo, não? Ainda assim, o sérvio quase torceu o pé numa tentativa de ir à rede e foi outra vez ao chão, sem pernas para chegar numa bola longa. Preocupante.

Nole reencontrará um de seus maiores fregueses. Com 18 sets já disputados, fico a imaginar com que condições Kei Nishikori irá tentar barrar alguém para o qual perdeu 15 partidas, com duas solitárias vitórias há quase cinco temporadas. Mas há de se elogiar o empenho do japonês para reagir outra vez, num jogo que parecia perdido diante de Pablo Carreño (2 a 0 e uma quebra atrás no terceiro set), sem nunca abandonar o estilo agressivo e as tentativas junto a rede, com 54 subidas.

No match-tiebreak, também se viu atrás por 5-8 e aí veio o lance polêmico. É compreensível a decisão do árbitro – o japonês não foi atrapalhado pelo ‘out’ e jogou a bola muito longe do espanhol -, mas o bom senso recomendaria voltar o ponto pelo momento delicado. Para que complicar, senhor juiz?

Enquanto isso, Bruno Soares e o escocês Jamie Murray evitaram três match-points, estão nas quartas e desafiam os perigosíssimos Henri Kontinen e John Peers. Mas precisam ficar um pouco mais consistentes.

A luta por semi começa
Duelos inéditos entre ‘trintões’ e Next Gen marcam os primeiros jogos de quartas  da chave masculina.
– Nadal busca sua 30ª semifinal de Slam (apenas Federer, Djokovic e Connors chegaram a tanto). Ele não perde para um americano em Slam há 20 jogos, desde US Open de 2005.
– Tiafoe, 11 anos mais jovem, já derrubou dois cabeças para obter sua maior campanha em Slam. Faz uma década que Roddick atingiu semi na Austrália. Este será seu quinto duelo contra um top 5, ainda sem sucesso.
– Tsitsipas completou seus quatro jogos até agora em quatro sets, mas Bautista, 10 anos mais velho, correu muito mais e já foi três vezes ao quinto. Espanhol ganhou seus 9 jogos de 2019.
– Se Nadal e Bautista vencerem, será segunda semi espanhola na história do torneio, repetindo Nadal e Verdasco de 2009. Se os garotos avançarem, teremos pela primeira vez dois tenistas de 21 anos ou menos numa penúltima rodada de Slam desde que Djokovic e Murray chegaram lá no US Open de 2008.
– Kvitova busca sua segunda semifinal em Melbourne sete anos depois e tem dupla vantagem: não perdeu set e ganhou os três duelos contra Barty, que vem de jogos difíceis.
– Duas jogadoras que estão fora do top 30, Collins e Pavlyuchenkova disputam duelo inesperado. A russa tem muito mais rodagem, mas Collins está cheia de confiança com sua incrível série de vitórias e a surra que deu em Angie Kerber.


Comentários
  1. Enoque

    No quesito desgaste físico x período de descanso, Nadal e Tsitsipas levam vantagem em relação ao outro lado da chave que vai fazer as quartas de final na quarta feira. Sendo assim, aquele que chegar à final estará menos desgastado e isto será fundamental no domingo. Ao ponto de ser colocado como favorito ao título. Veremos no domingo.

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  2. Kennys

    Nadal jogando muito. Ele é o favorito ao torneio, não acredito que o Djokovic consiga vencê-lo. Verdade que Nadal não teve grandes adversários para chegar até aqui, talvez o Tsitsipas consiga tirar-lhe um set, mas o jogo do grego não evolui com o Nadal, pois a esquerda do Nadal é sua principal arma e é onde o Tsitsipas tem obtido grande sucesso contra os outros adversários. Nadal já está na Final e é favorito a levantar o caneco.
    Dalcim, qual a porcentagem de vitória vc colocaria no jogo Nadal/Tsitsipas e Djoko/Nishikori?

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  3. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, quais países já tiveram tenistas como nº 1?
    Pelo que me lembro aí vai a relação para ser devidamente corrigida:
    – no masculino: Estados Unidos, Sérvia, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Tchecoeslovaquia, Brasil, Australia e Romenia?
    – no feminino: Estados Unidos, Brasil?, Tchecoeslovaquia, Servia?, Russia e Romenia.

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  4. Luiz Fernando

    Vou ver o tape do jg a tarde, mas os comentários do Dalcim e as estatísticas da partida dizem tudo: Nadal está em condições de ser campeão. Não me lembro de ve-lo disparando 11 aces há muito tempo, número comum p muitos mas bem incomum p ele. Além disso, teve mais winners do o americano, algo q foi uma tônica nessas 5 partidas do AO, demonstrando uma mudança de postura, q privilegia a agressividade. igualmente relevante: 1h47min de jg, desgaste mínimo, algo essencial pra quem vem de contusões seguidas. Eu q postei na semana anterior q suas chances eram exiguas tenho q admitir: no momento são um pouco mais do q exiguas…

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  5. Pedro

    Dalcim,

    Parece que o suiço está realmente para se aposentar. Jogar no saibro este ano é quase uma despedida. Vai atrapalhar e muito o físico para a temporada depois. Logo em seguida tem Wimbledon, e com o físico cansado, as chances diminuem. Ele não gostou do comentário do McEnroe sobre a troca de guarda, e talvez isso até o motive, embora ele não precise mostrar mais nada a ninguém, pois a carreira foi vitoriosa e ele agregou muito ao esporte, trazendo muito público para um esporte não tão popular. Em relação ao grego, muitos apostam que será o grande favorito em breve, porém, o esporte tem muitas viradas. Vimos jogadores que fizeram boas temporadas e depois saíram de cena, como o Chung. O Zverev não mantém um ritmo constante também. Aliás, esse ritmo constante é que o diferenciava o big 3 ou 4. Por que estes novos jogadores não têm este ritmo? Falta jogo? Amadurecimento? Ou simplesmente eles não são tão bons?

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  6. Jonatas Bruno

    Kvitova prossegue! Á beira do número 1!
    Com a sua canhota, segue disparando com a sua pistola.
    Agora enfrenta a Collins ea expectativa é de acompanhar as duas, disparando seus arsenais.
    Acredito que a tcheca deve prevalecer, pois a experiência geralmente acaba falando mais alto, nestas fases mais agudas.

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  7. Barocos

    Mais um jogaço com o Tsitsipas. Uma pena que o Agut cansou de vez no 3º set mas, ainda assim, lutou muito e demonstrou um tênis de 1ª. A batalha de 5 sets contra o Cillic deve ter custado caro para ele. Já o jovem grego ainda apresentava energia de sobra no final da partida. Este grego é, definitivamente, alguém para se observar de perto, parece que combina boas doses de habilidade, capacidade física e ousadia. Se ele conseguir controlar um pouco mais a pressa em matar os pontos vai muito longe.

    Achei um absurdo que não tenham fechado o teto, ficou nítido durante toda a partida que os jogadores procuravam uma sombra sempre que podiam.

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  8. Marcos RJ

    Nasce uma estrela! Antes da partida contra Federer, Stef era apenas uma jovem promessa com talento evidente embora pouco conhecido pelo público. A vitória contundente de hoje contra Batista Agut confirmou que a surpreendente vitória sobre seu ídolo não foi acidente de percurso. Além de talentoso e trabalhador, o moleque tem a cabeça e os nervos no lugar. E ainda tem carisma, com uma excelente entrevista em quadra após a vitória.

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  9. Rubens Leme

    Dalcim, desde sábado quando entro no site oficial do Australian Open e clico na quadra Rod Laver entra o jogo da Sloane Stephens contra a russa. Cara, é o terceiro dia seguido! Curioso. Queria saber se isso acontece apenas comigo ou se fecharam o link da Rod Laver, porque é a única quadra que acontece isso.

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  10. Luiz Fernando

    Dalcim uma curiosidade: agora ao final do primeiro game entre B. Agut e o grego, alias com grande atuação do espanhol, a TV divulgou um “Win predictor” dando 60% p o Agut, vc sabe como eles fazem essa previsão? Quais parâmetros são usados? Pergunto a vc pq eu vejo um jg bem equilibrado e não daria essa vantagem ao espanhol, que inclusive tem ranking pior do q o grego…

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    1. José Nilton Dalcim

      Eles têm feito em todos os jogos, acho que alguém se baseia em h2h, ranking, experiência etc e tal. Bom, achavam que o Shapovalov ia ganhar do Djoko…

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, ele se mata para buscar as bolas mais difíceis… Estratégia seria não ir em determinadas bolas. Então acho que não é, não.

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  11. CARLOS UMBERTO

    Como disse aqui ontem, todos estes tenistas profissionais são muito bons. Alguns, como o Federer, com muito mais talento, mas com pouca força mental. Já assisti diversas vezes o Nadal ganhar jogos na marra, mesmo não estando num grande dia. O Federer não é capaz disso, de às vezes abdicar da técnica perfeita e jogar com garra apenas. Porém ele acha que seja desmerecedor suar a camisa. Tivesse ele uma postura mais aguerrida em quadra, estaria no olimpo.

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        1. José Eduardo Pessanha

          Dalcim, o que você acha desses comentários de que o Federer não tem mental nem raça? Eu, particularmente, acho que não condizem com a realidade. Federer tem muita raça e tem um mental extraordinário. Não dá pra ser um multi campeão sem esses atributos. Acho que o mental do Federer é tão bom quanto o do Djokovic. O problema é que ele joga no risco e isso tende a minar a confiança quando as coisas não vão bem.
          Abs

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    1. Enoque

      Concordo com vc, o Bautista vem conseguindo concretizar várias quebras em cima do Tsitsipas, pelo espírito guerreiro espanhol.
      Nesta hora o cara tem que estar com sangue nos olhos, tem que ser cruel e não esperar que a quebra venha naturalmente. O Federer não parece gostar do instinto matador, como o Nadal ou até mesmo o Djoko. Do tipo, se for pra virar briga então não brinco mais.

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    2. Chileno

      Não exagera né, cara? Se você dissesse “Federer não tem tanta garra quanto o Nadal”, eu concordaria. Mas dizer que o cara não tem garra nenhuma, que não tem força mental, nem vontade de suar a camisa é muita bobagem.

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  12. Robson Couto

    Boa noite Dalcim,
    O que te pareceu a declaração de dores nas costas do Djokovic? Vc acha que ainda tem condições para eventuais três jogos?

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    1. José Nilton Dalcim

      A declaração confirma que ele estava mesmo estranho no quarto set, mas teremos de esperar o jogo contra o Nishikori para ter uma ideia das consequências.

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      1. Rubens Leme

        Ah, eu duvido! Faltando 3 jogos, os caras fazem uma loucura do tipo infiltração nestas partidas finais porque depois têm mais de um mês pra se recuperarem e jogarem os Masters americanos, ainda mais o Djokovic que usava (ainda usa, Dalcim?) a tal câmara hiperbárica.

        E, sinceramente, ele com o Kei me lembra uma história do Ivan Lendl contra o Brad Gilbert, ex-tenista americano, que perdeu as 16 partidas contra o terrível. Lendl disse que só faltou ganhar dele jogando em uma cadeira de rodas, porque até gripado e com febre, ele venceu o Gilbert. É mais isso o que o Kei, que já o venceu duas vezes há anos, deve se sentir contra o sérvio.

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    1. Jonatas Bruno

      Concordo! Teliana,pelo jeito de olhar e sorrir, fazem da beleza uma questão de detalhe. A timidez é uma delas (reflexo do sorriso)
      Lembrei daquela famosa frase que diz: “A beleza está nos olhos de quem vê”.
      É por aí…

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  13. Evaldo Medeiros

    Dalcim, Djokovic está se desgastando em partidas longas inclusive tendo apresentado dores nas costa no final da partida contra o Medvedev. Enquanto isso Nadal só passeando contra jogadores mais fracos até agora. Vc não acha preocupante esse desgaste do Djokovic caso chegue à final com o Nadal? Caso isso ocorra, você não acha que o Nadal não entrará com uma grande vantagem e como favorito ao título diante de Nole??

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  14. Sônia

    Dalcim, acabei de ver o lance polêmico do jogo do japonês vs espanhol. Com certeza o juíz deveria ter voltado o ponto, independente do japonês ter acertado a bolinha. O juíz de linha gritou bem alto, atrapalhou “ambos”. O japonês deu continuidade por puro reflexo. Isso me fez lembrar aquele lance da “bolinha” no jogo do Federer vs Zverev. Carlos disse: “replay the point”. Tá na regra, esse juíz vacilou. Beijos.

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  15. Jonatas Bruno

    Alguns pontos a observar:

    Serena, está mais serena!. Com isso,fica mais perigosa do que sempre foi. Se mantiver o equilíbrio, suas potenciais concorrentes terão que tirar leite de pedra.

    -Djokovic começa a desperdiçar energia. Terá que administrar seus recursos. Tem margem, mas é bom ficar de olho. As costas que o digam!

    Raonic faz jus ao seu momento! Segue comendo pelas beiradas, e a concentração concernente a sua personalidade. Voltar ao top five me parece uma questão de tempo.

    Kvitova pode se tornar a nova número um. Considerando o drama pessoal que passou, o feito(caso se concretize) seria mais que especial, uma superação pessoal.
    Possibilidades boas, e pelo que está jogando, seria justo e merecido! Torço muito por ela.

    Para finalizar, não poderia deixar de mostrar o meu contentamento por mais este texto: Informativo, esclarecedor e curiosidades na dose certa!
    Para quem gosta de se inteirar sobre tênis, um prato cheio!

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  16. Alexandre G.

    A Serena é de outro mundo. Com toda essa massa hipopotâmica a mulher bota as adversárias pra correr, variando jogadas, angulações, saques potentes.
    Eu só imagino se ele estivesse com uns 25Kg a menos…

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  17. Rodrigo S. Cruz

    O Carreno pode ter se sentido abalado emocionalmente, mas garfado ele não foi !

    Repare que todos os erros vieram dele.

    Porque mesmo que a bola tenha sido dentro, ele não chegaria na paralela seguinte que o Nishikori aplicou.

    Ele estava na outra ponta da quadra.

    Aquele ponto, portanto, ele já tinha perdido.

    Com desafio ou sem desafio, ele perdeu aquele ponto.

    Além disso, ter uma vantagem tão grande (2 sets acima, e depois 8/5 no set final) e ainda conseguir levar a virada?

    Pra mim, ele perdeu com todos os méritos.

    É o preço que se paga por apostar só em correria, defesa, e não conseguir ser agressivo.

    Já não gostava dele, e depois desse jogo gosto menos ainda…

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    1. Efraim Oliveira

      Concordo contigo… A chamada do juíz de linha não alterou a mecânica da jogada… O Busta já havia feito o movimento pra lateral e o Nishi o movimento da batida na paralela. A cantada foi tardia pra poder se alterar a mecânica dos movimentos.

      O Busta quis ganhar o ponto no tapetão e acabou perdendo o foco da partida.

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  18. Marcos RJ

    Tive a impressão que quando Serena já tinha um set e uma quebra de vantagem no segundo set,e chance de ampliar, subitamente sentiu algum problema físico que afetou a mobilidade. Parou de se mexer bem, parecia algum problema no tornozelo mas talvez falta de fôlego mesmo. Halep percebeu e ganhou confiança, quebrou duas vezes e manteve o jogo duro do 3o. O saque e devolução de Serena são incríveis e salvaram o dia, mas acho que vai ser bem difícil nas próximas rodadas.
    Torço pela Kivitova, que está batendo bem na bola e parece ter investido no físico, tá finhina e se mexendo bem. Boa sorte para ela pois meus palpites até agora estão horríveis rsssss

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  19. Paulo Lopes

    Dalcim, em uma possível final Nadal x Djokovic, você avalia que o espanhol, no momento, está mais consistente? Esse ano, me parece ser a grande oportunidade de Nadal ganhar do Sérvio no AO. Mas, claro, se os dois chegarem à final…Abraços!

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      1. lEvI sIlvA

        Dalcim, a pergunta que não quer calar é, Rafael Nadal vai manter o mesmo padrão contra Djokovic? Afinal, em Wimbledon ele jogou de forma muito agressiva e, ainda assim ficou no quase contra o sérvio que atuou no melhor estilo rafa…! Foi ou não foi?

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  20. Marcos RJ

    Quem fez besteira foi o juiz de linha, que errou uma chamada razoavelmente fácil num momento delicado. O Japa não perderia esse ponto de forma alguma em circunstâncias normais. O lance colocou o juiz de cadeira numa saia justa mas acho que tomou a decisão correta. Se fosse o contrário Nishikori também teria reclamado com razão.

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  21. Sônia

    Dalcim, assisti apenas o último set da partida da Halep vs Serena. Halep pecou em não variar mais o jogo, tentar deslocar mais a Serena (parece fácil, falar é fácil rsrs, ops, digitar é fácil rsrs). Pra vencer a Serena, que possui um arsenal de bolas super pesadas, tem que deslocá-la e angular bem as bolas, caso contrário, muito difícil (e olha que ela está “pesadona”). Serena realmente tem uma técnica invejável, gostava dela, mas depois do “quarto do pânico” e dos “pitis de rainha”, não torço mais pra ela não. Vou apostar na Kvitova, essa está bem concentrada, com bolas pesadas e super anguladas, creio que vencerá o AO (chorarei com ela). No masculino, aposto no Djokovic (jogador mais completo de todos os tempos rsrs), mas estou na torcida pelo Stefe ou pelo Pouille. Mudando de assunto, voce notou como a Osaka começou a ter uns pitizinhos? Seria o “efeito Slam”? Beijos.

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      1. lEvI sIlvA

        Não minha gente, talvez seja o efeito Serena mesmo! rsrsrs Naomi Osaka a tem como ídolo declarado, então, quem sabe não resolveu imitá-la…! Se com tanta idade e experiência a Serena fez o que fez…! (e não uma mas ao menos 3 vezes)

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  22. Thiago Silva

    O sorriso de ambas no final do jogo só existiu porque a Serena ganhou, se ela tivesse perdido ia fazer cara feia, dar aquele cumprimento seco e fazer discurso de perseguição na entrevista pós-jogo.

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  23. Leo Gavio

    Falei que Zverev é um jogador overrated, e acharam ruim, logo depois do Finals.

    Esse jogador é o mais fracote dessa geração ai. O Tsipas vai ser o melhor jogador do circuito, em breve, assim que Nadal e Djokovic sairem de cena, 3 a 5 anos. Com certeza ele vai ocupar o lugar do Federer, e vai fazer o que Dimitrov não fez.

    O Zverev não ganha dos pernas de pau top 20, como que vai sonhar com semifinal de slam? Vai ganhar alguns masters porque não vale nada.

    Tifoe é outro que tá bem longe do Tsipas, mas é muito mais tenista que o Zverev. Zverev é um engodo. Incrivel, ele tomou 61 61 do Raonic, que parece uma girafa de tamanco.

    Se o cara não consegue mexer a bola contra uma girafa de tamanco, como ele vai bater tenistas rapidos e solidos do fundo da quadra em partidas longas?

    No dia que o Zverev chegar numa final de slam, pode ter certeza, mudaram as regras do tenis, e colocaram as partidas dos majors pra serem disputadas em melhor de 3 sets.

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    1. Barocos

      Você deve achar que vice não vale nada também, não importa que para chegar lá um jogador tenha derrotado um grande número de bons adversários. O pior é que existem muitos que pensam assim e se comportam na vida de acordo com este tipo de credo.

      Eu não deveria, mas vou citar mais uma vez o que escrevi há tempos atrás: existem centenas de milhares de pessoas que jogam tênis, uns poucos atingem o nível necessário para jogar profissionalmente e, entre estes, a imensa minoria chega a disputar um título importante, menos ainda ganham um, apesar de terem qualidades técnicas muito superiores às da multidão que pratica o esporte.

      Sinceramente, faltou-lhe respeito e discernimento minimamente lógico.

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      1. Chileno

        Além de tudo isso, acho importante ressaltar uma coisa: Zverev tem 21 anos! Cazzo… o Stan, por exemplo, só veio ganhar um título grande mesmo com 28 anos.

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        1. lEvI sIlvA

          Chileno, a longevidade tem sido a tônica mesmo no Tênis. Não por acaso, os protagonistas do Big 3 todos estão acima dos 32 anos e o Top 20 anda recheado de trintões. Contudo, a gente se pergunta, quantos dos tenistas de 20 e poucos anos (next gen) , estariam dispostos a esperar tanto? Atingir o nível de maturidade requerido pra manter-se ano após ano no Top 10 exige compromisso, abnegação e muita, muita disciplina!

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  24. Luiz Fernando

    Os de sempre seguem fazendo seu papel ridículo, postam opiniões baseadas em fanatismo e não na realidade, Federer perde e eles somem, se Rafa perder amanhã ou Djoko na quarta aparecerão aqui com suas colocações estúpidas como se nada tivesse acontecido. Isso apenas demonstra sua índole e outras coisas mais (ou falta delas)…

    Responder
  25. Douglas

    O lance polêmico foi corretíssimo pelo árbitro. Nishikori ganhou o ponto em um winner indefensável e o “out”, equivocado do juíz de linha, não atrapalhou ninguém. Se o ponto voltasse, aí sim o Nishikori seria muito prejudicado, mas muito mesmo! O ponto voltaria, se o Busta estivesse pelo menos perto da bola. Mais ou menos quando mandam voltar o ponto de saque com erro de arbitragem.

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  26. Rafael

    Olá, Dalcim,

    Lendo uma resposta do colega Miguel BsB, lembrei de algo que quero perguntar há tempos: Como colocamos a palavra a ser postada em negrito? Vc tem a formatação correta para nos passar?
    ______________________________
    1 – Muito boa uma colocação do Chileno, ao dizer que houve uma época em que o Djoko não ficava esperando uma bola boa para contra atacar e arriscava mais winners. Acho que o saque dele num dia regular está bem melhor que antes, mas essa passividade dá raiva até em quem torce por ele – como eu;
    2 – Muito boa uma colocação do Dalcim, acho que respondendo a alguém, dizendo que os tops estão mais ganháveis agora que há 2 anos. Esse moço
    3 – Zoação vale a qualquer hora. Se seu ídolo perder, azar o dele e seu, mesmo que meu jogador venha a perder na rodada seguinte. Vira e mexe tem um ou outro querendo c$%$ regra, affe. “Depois de uma massiva votação do público, vem bater seus voleios aqui fora, Federer, vc está eliminado!” (Bial)
    4 – Preocupante a situação de Zé Verev. O slam continua, ele vai para casa e fica remoendo até o próximo, mil dúvidas infestam sua cabeça. Quando chegar o próximo (sabendo que só tem 4 por ano), aposto que ele vai estar uma pilha de nervos. O mental é realmente uma coisa do demônio. E o Zé Verev é amigo do Girafa, se dá bem com o Djoko, deve ser boa gente, afinal.

    Favorito: Nadal.

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  27. Paulo F.

    Sérgio Ribeiro:
    Como percebestes, depois do Finals, eu fui um que parou de zoar o Zverev.
    Mas o Chetnik tem razão numa coisa:
    – Tomar duplo 6-1 de um Raonic é pra acabar!

    Responder
  28. Tadeu

    Mestre,

    Djokovic, me parece, às vezes, displicente. Foi quebrado duas vezes na hora de fechar o set, e na segunda vez se perdeu completamente, atuou bisonhamente no tiebreak…. Foram 50 erros não forçados.

    O que acontece, Dalcim? Cansamos de vê-lo atuar abaixo da expectativa e crescendo na hora certa, mas ele me parece um pouco vulnerável.

    Quais suas apostas para as quartas?
    Abração!!!

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que a queda do Medvedev acabou influenciando na baixa de intensidade do Djokovic, mas ele me pareceu um pouco cansado no final. Djokovic-Raonic e Nadal-Tsitsipas.

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  29. Conrado

    Estou me surpreendendo com as campanhas do Agut (quero ver se ainda tem pernas), do Tiafoe (pena que pega o Nadal e terminou morto o jogo contra o Dimitrov) e a garra do japonês, não tem jogo perdido para ele.

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  30. Antonio Gabriel

    Djokovic parece seguir o mesmo roteiro de outrora, vai cambaleando perante adversários tecnicamente mais fracos, espero que seja um vale apena ver de novo, em que ele embala a partir das quartas, sem o Djoko na final Nadal ganha com o pé nas costas….

    Responder
  31. Marcio

    Dalcim, ainda em relação a Federer, vc acredita que caso ele vencesse aquela batalha contra o grego, que no fim duraria pelo menos 5 horas, ele teria físico para eliminar o Bautista Agut?

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  32. Barocos

    Olhando a Serena jogar e levando em consideração que ela está há anos com sobrepeso, eu fico imaginando quantos títulos ela não teria se tivesse mantido um índice de massa corporal adequado durante toda a sua carreira. O números seriam ainda mais impressionantes.

    O que é que você acha, Dalcim?

    Responder
      1. Sônia

        Pensei a mesma coisa, só em glúteos ela deve ter uns 40kg, busto uns 20kg e por aí vai. Se ela tivesse o biótipo da irmã, socorro… meu sais. Beijos.

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        1. Alexandre G.

          Orra, 20Kg de é um exagero! Talvez uns 15Kg no máximo. Já a buzanfa, acho que há um equilíbrio de centro de gravidade entre a mamica e a bunda.

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  33. José Alves

    Vcs apostando em Zverev… Elogiando e favoritando Federer… E eu falo do Nadal desde o começo do campeonato e reiteiro: Nem o Djokovic com esses jogos mornos aí será capaz de pará-lo

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  34. Barocos

    A continuar assim, Federer x Tsitsipas tem tudo para ser o melhor jogo do Australian Open 2019.

    Nadal pode encarar seu primeiro teste real amanhã de manhã, pelo menos é o que espero, embora não tenha lá muita fé. Em boas condições, muito poucos tenistas conseguem colocar bolas em quadra que o incomodem e, quando não o fazem, e a imensa maioria dos outros tenistas é incapaz de fazê-lo, no máximo conseguem adiar a derrota. Nestas condições, Rafa simplesmente coloca a bola onde quer ou induz o adversário ao erro. Foi o que aconteceu com o Berdich no único set onde “relaxou” e jogou um pouco melhor.

    Minha expectativa é grande sobre o possível duelo contra o Tsitsipas em quadra dura, onde este já deu trabalho. Poderemos então ver como este jovem se vira contra o jogo extremamente físico do Nadal. Duvido que o grego tenha alguma chance no saibro.

    No mais, “Ajde Djokovic!”.

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  35. Maurício Luís *

    A Simona Halep é, ao menos por hora, a número 1 do ranking. Porém a Serena continua, como disse certa vez o Paulo Cleto, “a número 1 no quesito PORRADA”. Em outros tempos, eu apostaria todas as minhas fichas na mais nova das Williams. Mas agora… 37 pesa. Torço muito por ela, mas vai ser difícil. Pelo menos superou esta etapa. De qualquer forma, Serena é * Ú N I C A *. Em maiúsculas, mesmo. A Margaret Court ganhou grande parte dos seus 24 Slams no Australian Open, quando o torneio era meio esvaziado porque era muito longe. Mas, título é título.
    Esse Carreno Busta mostra que não é só brasileiro que tenta tirar vantagem de certas situações. O Japa bateu de um jeito que pegou o espanhol no contrapé, então não havia a mínima chance de devolver a bola. O juiz estava certo.
    O Federer continua em alto nível, mas se quiser alcançar os 109 títulos do Connors, acho que só jogando uns ATP 250 da vida. Porém acredito que ele não vai se rebaixar a tanto, não.

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    1. Alice

      Pois é, Maurício. Título é título, também penso assim. Óbvio que Serena é a melhor tenista que já pisou em quadra, assim como obviamente haverá outra ainda melhor que ela daqui uns 25 anos. Margarer Court teve menos concorrência em um Slam, que coincidentemente ou não, era na sua casa. Porém, ela não tem culpa alguma disso e provou de sobra que naquele tempo era ela quem mandava onde quer que fosse, seus números deixam bem claro. Esquecem que ela fez 6 finais em RG e 5 títulos, outras 6 finais no Us Open e 5 títulos e mais 5 finais em Wimbledon com 3 títulos. Ela era tão dominate quanto a Serena, absurda nos Majors. Gosto de pensar que não importa o quão ‘sortuna’ Court foi, ninguém fez por ela…ela teve adversárias, as derrotou e ganhou. Contudo, Serena pode muito bem tanto igualar a australiana quanto superar nos singulares em Majors.

      E reitero, pra mim a MAIOR de todos os tempos, continua sendo ela, Margarer Court…

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  36. Gustavo M.

    Dalcim, considerando que Djokovic e Murray não se enfrentaram na semi do US2008 (foi Nole-Fed / Nadal-Murrey), a semi Murray-Nadal seria então a mais jovem?

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    1. José Nilton Dalcim

      Na verdade, eu não coloquei da forma correta. Não será o duelo mais jovem, mas sim a presença de dois mais jovens numa semi de Slam desde US Open de 2008.

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  37. André

    E quem sobreviveu bem nesse “quadrante da morte” foi o Raonic… deve chegar com muita confiança!! Bateu Kyrgios / Stan e Zverev até agora e deve fazer semi final com o Djoko! Confesso que estava torcendo pro Stan estar aí, mas ele tem feito por merecer!!

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      1. Marcelo-Jacacity

        Não tenho mais nada a dizer sobre o Djokiller! Apenas que agora precisa elevar o nível e se recuperar fisicamente e estar 100% para o duelo com o Nishikori.
        Ontem foi um dia quase perfeito.
        Vitória do Okc, Tsitispas, Rams, Raonic exceto pelo time das zebras patriotas.
        Falam de Corinthians e Flamengo, Santos (época do Pelé), pode esquece-los, o New England é PHD na peculiar e evidente ajuda dos árbitros.

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  38. Renato

    Nadal está com volume de jogo muito superior aos demais. Acho que Tiafoe não leva nem um set pro tie. Provavelmente o espanhol vai pra final sem perder sets.
    Apesar de Tudo, não tem como dar um bom favoritismo pra Novak em uma hipotética final entre os dois, pelo h2h entre os dois em quadras duras e diferença de títulos no slam australiano. Lembrando que Nadal também estava voando em Wimbledon, mas encontrou Novak e…..

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    1. José Alves

      Concordo Renato, amanhã Tiafoe não terá chance nem de sonhar com Tie break. Agora lembre que o Nadal em Wimbledon não possui favoritismo, perdendo para vários azarões durante várias temporadas seguidas. Nadal no piso do AO Open é favorito

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  39. AKC

    Eu achei é que o Carreno-Busta, perdendo o ponto que não tinha mesmo como ganhar, chamou o desafio só para tentar fazer o ponto voltar – isso sim teria sido injusto. Ficou nervosinho e perdeu 5 pontos seguidos e, enfim, o jogo. Mal cumprimentou o Nishikori – sobre quem havia dito, antes da partida, ser pior que o Fognini – e depois deu um chiliquinho de mau perdedor.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Foi exatamente o que eu achei também!

      Aquele ponto estava perdido.

      Como ele viu que o juiz não embarcou na conversa dele, não voltou o ponto, ele começou a dar chilique.

      Responder
  40. Rossini Santiago

    Não vejo que o juiz quis se complicar ou prejudicar o Carreño. Lógico que o tenista ali tá com a cabeça quente, super tiebreak 5º set e tem direito a se aborrecer. Porém, olhando o lance, depois da bola bater na fita, subir e começar a cair em direção a linha – portanto antes do juiz de linha errar chamando fora – o Carreño já corria pro lado esquerdo. O Nishikori já vinha pronto e bateu no espaço vazio, praticamente junto do grito do juiz, uma fração de segundo depois.
    De todos casos que vi o ponto voltar, não eram estas as condições. Sempre o jogador estava na bola ou a chamada comprometia o golpe. Me pareceu que o técnico do Carreño tentava dizer a ele para deixa daquilo e seguir o jogo.
    Mesmo caso do desafio: uma bola que o tenista viu fora, dada como boa, ele rebate e faz um winner. Ele então não questiona a chamada. No mesmo caso, ele rebate e erra, o juiz já tá indo cantar o placar e ele decide desafiar. Ainda não dá né!
    Nesses casos, o árbitro geral do torneio poderia ser chamado e revisar a chamada?

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    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, foi um lance confuso. Vamos considerar que o árbitro também está ali há cinco horas, tendo de prestar a atenção em tudo e tomar decisões rápidas. Difícil dizer exatamente quando o juiz de linha fez a chamada, até no teipe a gente não tem certeza. E não, o árbitro geral não pode mudar uma ‘decisão de fato’.

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      1. Miguel BsB

        Pois é. Eu estava assistindo o lance ao vivo, revi agora, e sim, me pareceu que a chamada atrapalhou o andamento do ponto e inclusive o próprio Careno Busta…a questão dele já estar se movimentando pra tentar cobrir o ângulo é natural e automático, seja a bola chamada fora ou não…A meu ver, o ponto deveria ser disputado novamente, e o espanhol saiu prejudicado.
        É claro que na teoria, ele deveria ter mantido a cabeça e voltado pro restinho decisivo que restava de jogo, mas, uma decisão controversa dessas dps de um jogo disputadíssimo, em que ele claramente estava com o momentum a favor, após quebrar o saque do adversário que decidiria a partida e abrir 3 pontos de vantagem no break, faltando 2 pra decidir, somente jogadores não humanos conseguiriam…nem msm Nadal e Djokovic, dois dos mais fortes mentalmente do circuito, conseguiriam, a meu ver…

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        1. José Nilton Dalcim

          Puxa, mas quem estava mais pressionado, mesmo ganhando o ponto? Kei, é claro. O placar ficou 8-6 para o espanhol. Ele estava pedindo para voltar um ponto em que teria talvez 50% de chance de ganhar. Então ainda acho que ele saiu demais de jogo. Mas vamos combinar que cabeça nunca foi seu ponto mais forte.

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  41. rafael

    Mestre, eu não acredito que o Djoko tenha sofrido fisicamente. Aliás, eu acho que ele está “voando”. Para mim é muito mais estratégia dele (assim como o Murray fazia), do que qualquer outro fator. Além disso, eu acho que ele cresce à medida que o jogo cresce, por isso deve ganhar do Nishikori novamente e em 3 sets. O fato dele não fazer tantos winners é porque ele aposta na regularidade, mas não nos esqueçamos que na final do USopen do ano passado ele fez mais winners e menos erros que o Delpo.
    Para mim ele continua muito favorito ao título! O que acha mestre?

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  42. Marcelo Calmon

    Dia com fortes emoções mesmo.
    Pensei que o Bruno já estaria comprando a passagem de volta, mas conseguiu se recuperar a tempo e confirmar o saque.
    A dupla precisa melhorar, está complicando jogos contra duplas inexpressivas. Tomara que suba o nível quando for necessário.

    Só vi o 3º set da Serena. Muito bom e como a própria Halep disse, não foi possível concretizar os 3 bp naquele game pois a Serena não deu chance.

    Já a Keys nos mostrou como perder um jogo ganho. Depois de parar com os erros não forçados do 1º set, massacrou a Svitolina no 2º set. Mas naquele longo game do 3º set perdeu oportunidades fáceis para quebrar o saque e deslanchar no jogo. Mas fez várias besteiras e depois de não conseguir a quebra desandou a errar tudo e perdeu fácil.

    Zverev confirmou o que penso dele. Muito bom jogador, só isso. Longe dos tops.
    Torço para a final ser Serena x Kvitova !!!

    E estamos com mais chances na Davis, sem Goffin tudo é possível, mas com a atual fase dos nossos jogadores a derrota não seria nenhuma surpresa.

    abs

    Responder
    1. Fonseca

      Duplas é quase outro esporte, em minha opinião. É quase como vôlei de quadra e vôlei de areia…

      Assim, não há “duplas inexpressivas”… Um dupla dos Bryan (por exemplo) pode um belo dia sem mais nem menos perder para uma dupla tipo Horacio Zeballos/Maximo Gonzalez, algo do tipo… E podem perder até para duplas que se formaram pela primeira vez naquele torneio..

      Está cheio de exemplos assim. Apesar do número de títulos avassalador dos Bryan (mas lembrando que eles já estão com 40 anos), as duplas são muitos mais imprevisíveis que as simples (em todas as esferas: ATP, Challenger e Future).

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  43. Davi Poiani

    Olá Dalcim, parabéns pelo excelente trabalho no blog e no site!
    Vejo em alguns jogos o Djokovic muito preso às trocas de bola no centro da quadra. Tenho a impressão que nos ralis ele acaba demorando demais para encaixar uma cruzada mais angulada ou uma paralela com quadra aberta, tanto no forehand como no backhand. Acaba esticando muito o rali, dependendo demais do físico e da correria. Também parece estar faltando potência para acelerar um winner de forehand em alguns momentos.
    Até mesmo o Federer, que em 2017 encaixava paralelas e cruzadas precisas perto da linha lateral, pareceu ter bem menos esta agressividade na direção da bola nos jogos deste ano. Algo que vi o Tsitsipas fazendo a quase todo momento. Tendo em vista que a idade também está chegando para o sérvio, não será o momento de rever algumas táticas, assim como o Nadal vem fazendo algumas mudanças em seu jogo?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que por enquanto Nole está se dando bem dentro de sua estratégia. Afinal, dominou o segundo semestre e é líder do ranking. Mas concordo que uma revisão pode e deve ser feita em breve. E obrigado! Abs

      Responder
  44. Sérgio Cipriani

    Eu definiria assim as quartas de final:

    (GoldenGen) Nadal x Tiafoe (NextGen)
    (GoldenGen) Bautista x Tsipsitas (NextGen)
    (GoldenGen) Djokovic x Nishikori (LimboGen)
    (LimboGen) Raonic x Pouille (????)

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  45. Paulo F.

    Não me surpreendo com o quê os senhores me relataram do Djokovic, pois ele dança (joga, atua) conforme a música (adversário).
    Só que ele exagera e, às vezes toma uns tufos, como na derrota pro Caixa9.
    Ao menos, eu espero que não seja nada físico e seja pura milonga dele (que ele adora uma).

    Responder
  46. Chileno

    Vi os highlights e concordo com a galera que comentou no post anterior. Em 2018, a maioria das derrotas do maestro Federer foram pra ele mesmo. Na maioria esmagadora delas, o saque sumiu, o backhand afrouxou e a impaciência foi dominando. Ontem não. Vi um Federer jogando bem, variando efeitos, tentando sufocar o adversário, e o grego segurou as pontas, aproveitou suas chances e jogou melhor nos pontos importantes. Não que Roger tenha jogado 100%. Mas ele jogou bem. Se eu fosse criticar algo no seu jogo, achei seu forehand meio errático, e acho que ele podia ter ousado mais em alguns momentos. Mas só isso. Acho que de modo geral ele jogou bem, mas Tsitsipas foi melhor, especialmente nos momentos cruciais. Parabéns ao grego, e que faça um belo torneio!

    Incrível como o Djokovic sofre pra ganhar de devolvedores. Ele realmente abdicou de marretar a bola e continua esperando o adversário errar ou forçar uma jogada mais veloz e/ou angulada para contra-atacar. Em outros tempos, Nole já partiria pros winners ele mesmo, e que se dane o que o adversário pretende fazer.

    Responder
    1. Sérgio Cipriani

      Honestamente, não vi esse sofrimento que vc e outros estão falando… Ganhou uma partida de oitavas por 3×1 (algo completamente normal) e com duas quebras de vantagem nos dois últimos sets…

      Responder
      1. Leo Gavio

        Essa foi otima:

        “Se Djokovic fosse um bom sacador”

        Djokovic tem saque melhor que o Federer, atualmente. E Federer é um dos melhores sacadores da historia.

        O diferencial é que o Federer é mais agressivo na segunda bola em diante, e DJokovic ta muito modesto.

        A pergunta é: “se o Djokovic voltasse a ser mais agressivo, seria imbativel?”

        Responder
    1. DANILO AFONSO

      Aranha, bom ele é. Se fosse excelente o saque, tipo um Raonic,Federer ou Isner, seria quase imbatível, tendo em vista que é talvez tenha a melhor devolução de todos os tempos e um jogo de base super consistente.

      Responder
  47. Daniel Fontoura

    Oi Dalcim, boa tarde!
    Para a lista de feitos possíveis nesse Australian Open não vi se alguém já comentou, ou se há algum outro jogador que conseguiu o mesmo,
    mas o Nadal pode conseguir o segundo título 10 anos depois do primeiro.
    Alguém já levou tanto tempo entre 2 títulos?

    Responder
      1. Rubens Leme

        Isso aconteceu sim, Dalcim, duas vezes e ambas com Ken Rosewall, que venceu na era amadora e mais de uma década depois, repetiu o feito na Era Aberta.

        No Australian Open venceu em 1955 e depois foi bi em 971/72 e também em Roland Garros, em 1953 e 1968, justamente o torneio que inaugura a Era Aberta.

        Responder
  48. José Alexandre

    Acho que o bom senso recomendaria não por o desafio. Ponto totalmente na mão do Japa e que não teve nenhuma influência com a chamada mal-marcada. Num momento daquele, se o juiz manda voltar o ponto o Nishikori vai na garganta dele rs.

    Responder
  49. Chetnik

    Putz, não acordei para o jogo. Peguei já no meio do último set, mas pelo o que eu li, Djokovic tá mal mal…sorte que pega um freguês cansado na próxima. Aguardar…

    Alex Danoninho atacou novamente. Que sujeito patético. Quando parece que vai…tem crédito pelo Finals, mas esses resultados em GS são vergonhosos demais. Tomar dois 6×1 do Raonic é de matar.

    Pena a Halepinha. Das que ficaram, vou na Kvitova – não literalmente rs.

    Responder
  50. Gabriel Vieira

    Dalcim, com as aparentes limitações físicas do Djokovic que vimos hoje (pode ser milonga, não seria a 1ª vez), podemos dizer que Nadal agora é o favorito ao título?

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  51. Kleber Araujo

    Dalcim, pelo estilo de jogo, seria Medvedev o Gilles Simon da nextgen?
    Incrível como corre de um lado pro outro e fica passando bolas sem peso, porém fundas (vez ou outra acelera o BH)… não menos incrível é como o Djoko se complica com esse tipo de jogo… pq acha que o sérvio se atrapalha contra esse tipo de jogo?
    Em 2016 o próprio Simon o levou ao 5º set aí na Austrália AO, nas 8as de final… e o adversário das 4as foi o Japa… tendo a acreditar que a história se repetirá (3×0 fácil na ocasião).

    Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Esse jogo de bolas sem peso no centro da quadra incomoda mesmo Djokovic, porque não o deixa usar o peso da bola e tira seu ângulo. Mas não se pode apostar nisso o tempo inteiro, é preciso mais recurso.

      Responder
      1. Miguel BsB

        Exatamente o que penso. Essas bolas sem peso dificultam o Novak, pois ele gosta de usar o peso das bolas dos outros, ou aproveitar os ataques adversários, defender-se, e mandar um contra ataque mortal.
        Lembram daquela semi do USOPEN em que o Monfils levou essa tática ao extremo contra o sérvio, e ficou tão exagerado que chegou a ser ridículo?`´E bem por aí.

        Responder

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