Digno adeus
Por José Nilton Dalcim
14 de janeiro de 2019 às 12:32

Andy Murray, é certo, jamais vencerá o Australian Open. O escocês fez sua despedida nesta segunda-feira do Grand Slam em que somou cinco vices, mas fez um bonito papel. Sabe-se lá o tamanho do esforço de seu quadril, lutou por quatro horas e cinco sets diante de um firme Roberto Bautista, fez jogadas de grande qualidade técnica, correu como um louco e levantou o público até mesmo quando a derrota era iminente.

Felizmente, a expectativa de uma saída melancólica se esvaiu logo. Murray perdeu na verdade apenas dois serviços nos dois primeiros sets, curiosamente logo depois de desperdiçar break-points. Viu Bautista muito firme o tempo todo, até o espanhol fazer 2/1 e saque no terceiro set.

Então entrou em cena o Murray brigador, de várias opções táticas e toque refinado. Ganhou dois tiebreaks mostrando notável equilíbrio emocional para delírio do público. Com justiça, o espanhol ratificou seu grande momento e o 23º lugar do ranking. Dominou o quinto set e atravessou a quadra para um caloroso abraço de despedida.

Apesar da voz embargada, Murray segurou ao máximo as lágrimas e recebeu bela homenagem dos concorrentes e amigos de circuito, incluindo meninas, numa clara referência a seu apoio ao tênis feminino. Foi ele, afinal, quem ousou contratar Amélie Mauresmo como treinador no auge de sua carreira.

Fica a expectativa sobre os próximos passos do escocês, que está inscrito para Montpellier, Marselha e Dubai agora em fevereiro, mas não tem qualquer intenção de participar. Na entrevista pós-jogo, ele disse que precisa tomar uma decisão: ou descansa e tenta entrar em forma para se despedir em Wimbledon ou então opera novamente, sem qualquer garantia que poderá voltar a jogar e portanto sequer disputar seu último Slam da grama.

O poder do saque
Piso e bolas estão velozes em Melbourne e apostar no saque é a postura certa. Rafa Nadal e seu novo serviço se deram bem. Com movimento mais natural e pequenas adaptações que objetivam dar mais velocidade ao golpe após o quique na quadra, o desempenho foi muito animador – 67% de acerto, 74% de pontos vencidos, seis aces -, ainda que James Duckworth não seja um grande devolvedor.

Roger Federer, claro, também usou sua arma predileta para superar Denis Istomin, na base de 14 aces. O índice de acerto de 56% pode melhorar muito, porém jamais viu break-points e pôde arrancar ‘ohsss’ com seu requintado arsenal de voleios e deixadas, aliados a ótima movimentação de pernas.

O saque também ajudou muito Marin Cilic na sua perigosa estreia contra Bernard Tomic, permitiu Kevin Anderson recuperar-se do susto diante de Adrian Mannarino e marcou a inesperada vitória de Reilly Opelka sobre John Isner, em quatro tiebreaks e num festival de 87 aces.

 

Pneus e bicicleta
Oito placares de 6/0, o chamado ‘pneu’, sendo quatro em cada chave já aconteceram na primeira rodada. Maria Sharapova aliás é uma especialista nisso. Em 2013, marcou duas ‘bicicletas’ consecutivas nas duas primeiras rodadas do AusOpen. Destaque também para Gael Monfils, que fez nesta madrugada dois ‘pneus’ contra Damir Dzumhur.

Grande, Bia!
Apesar de alguns altos e baixos, muito normais para este momento da carreira e para o piso veloz, Bia Haddad fez um jogo corajoso, bateu sempre na bola, forçou saque, foi à rede e tirou a top 70 Bernarda Pera. Pouco a pouco, seu melhor tênis está voltando.

O desafio agora é a também canhota Angelique Kerber, vice do ranking e campeã de 2016. Para quem nunca venceu uma top 10, a tarefa de Bia é hercúlea. A alemã estreou com sobras, repetindo Carol Wozniacki, Sloane Stephens, Petra Kvitova, Aryna Sabalenka e Ash Barty. Lado duro da chave!

Três cabeças já caíram no feminino: Julia Goerges, Jelena Ostapenko e Barbora Strycova, o que não chega a abalar estruturas. Goerges tinha grande vantagem quando Danielle Collins resolveu trocar raquete no meio do game. Coincidência ou não, virou o placar.

O jogo do dia
Sem dúvida, não só pelo clima emocional mas pelo equilíbrio e lances de qualidade, a vitória de Bautista em cinco sets foi o grande momento da chave masculina neste dia inicial. O espanhol de 30 anos ainda sonha com sua primeira quartas de Slam, após nove tentativas frustradas nas 4ª rodada, três delas em Melbourne.

No feminino, Katie Boulter e Ekaterina Makarova inauguraram o supertiebreak de terceiro set, com direito é claro a confusão. A britânica comemorou ruidosamente ao fazer 7-4, mas então foi avisada pela juíza que a contagem iria até 10. Recobrou-se e fechou.

triple-towers-memphis-2017A surpresa da rodada
Opelka, de 21 anos, certamente sai como a ‘zebra’ da segunda-feira. Com 2,11m – há discusão se não seriam 2,13m, o que o tornaria o mais alto tenista da história – é três centímetros maior que Isner. Foi seu segundo jogo de Slam e apenas a nona vitória de nível ATP. Campeão juvenil de Wimbledon em 2015, contraiu mononucleose duas temporadas depois e perdeu o embalo. Na foto, as três ‘torres’ do tênis masculino.


Comentários
  1. Carlos

    Jogo horroroso esse do Thiem contra o Paire. Dois jogadores sem nenhum carisma, com jogo muito limitado e sem criatividade – enfim, dois burocratas. Esse Thiem certamente não é a salvação do tênis, está muito longe de ser um protagonista (acho que nunca será…).
    Kyrgios é uma piada. Jogador sem nenhum compromisso, um fanfarrão. Fica dando uma de grande jogador, é bolinha entre as pernas aqui, uma jogadinha ali, mas não passa de um jogador médio, no máximo bom. Com compromisso, seria um bom jogador, mas nunca seria (ou será) um Federer, um Nadal ou Djoko.
    Fico pensando na aposentadoria desses jogadores top, tipo Federer, Nadal e Djoko. Será difícil encontrar substitutos. No momento, não temos.

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    1. Alessandro Sartori

      Ficaria como o circuito feminino, repare que com a “parada´´ da Serena(primeiro escalão), decadência da Venus(segundo escalão), Vika e Maria(terceiro escalão), o que tem aí é um monte de tenista de nivel parecido, não é atoa que 11(acho que foi isso que ouvi) jogadoras tem chances de terminar como numero ao final do AO…

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      1. Carlos

        Realmente, no feminino só me interesso pelo jogo da Serena. Antigamente gostava muito da Justine Henin e da Clijsters, ambas belgas A Azarenka é a mais interessante depois da Serena, mas tá com a carreira meio prejudicada. As outras deixam muito a desejar. Wozniacki é uma burocrata, Sharapova grita mais que joga (embora tenha alguns slams, o que é uma marca considerável, claro) e a Halep não tem um tênis bonito (e é muito inconsistente). 11 para ser número 1 indica a inconsistência do tênis feminino e a ausência de jogadoras realmente tops.

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    2. Alexandre Maciel

      Se já está difícil de engolir a iminente (e prematura) aposentadoria do Murray, imagine quando ficarmos sem o trio ternura (Federer, Djoko e Nadal). Complicado…

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  2. Rubens Leme

    Uma pena o polonês ter sucumbido às câibras porque ele estava amassando o Nishikori. O saque dele é espetacular, forte, bem aberto, sai uma bomba reta. Fiquei vendo junto com o jogo do Medvedev, intercalando. Pena que não suportei o sono e vi o final. Na verdade, ainda bem, porque deu raiva saber que ele perdeu.

    Dalcim, excepcional a iniciativa do Australian Open em abrir imagens de todas as quadras ao vivo, em tempo real. Claro que as principais são as únicas a terem narradores, mas é uma diversão ficar zapeando todos os jogos. Pena que os demais Slams e M1000 não têm essa boa vontade com os espectadores. Com isso, não dá saudade alguma em ver jogos pela tv brasileira.

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  3. Oswaldo E. Aranha

    2º capítulo da história do viajante que passando por Itu foi à farmácia. Dentre os 3 pedidos, o primeiro foi cotonete e o farmaceutico deu-lhe um do tamanho de um poste; o segundo foi papel higiênico e então recebeu uma bobina, daquelas de jornal; quanto ao 3º o viajante disse que iria comparar em outra cidade. O que seria?

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  4. Luiz Fernando

    Putz vi agora (devo estar na fase Rubinho Barrichelo) que a Bia vai encarar a Kerber (aquelas pernas…) amanhã cedo, antes de Rafa, uma pena pegar uma jogadora desse nível já na segunda rodada…

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  5. Naira

    Dalcim, o Djokovic deu uma declaração de que «Apenas 100 jogadores conseguem viver do ténis». Voce concorda com essa afirmação? Achei um pouco exagerada. Será esse um dos problemas da confusão da ATP? Desde o ano passado o Djokovic vem reclamando da premiação dos tenistas menos ranqueados. Ele fez uma comparação com premiação dos golfistas a época. Sabe dizer se o golfe paga melhor que o tenis? Acredito que outro ponto é a nova Davis e o fato de ser obrigatório para disputar a olimpíada. Qual a sua opinião?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, a briga toda é por premiação, mas a frase do Djokovic é um pouco exagerada. Se fosse assim, não teríamos tantos jogadores brigando em futures e challengers. Mas é fato que para se ganhar um dinheiro expressivo no tênis, é fundamental estar no top 100. Isso já não acontece no golfe, onde a distribuição de premiação é mais longa. Quanto a Davis, a ITF já disse que aceita discutir o assunto das regras classificatórias, mas que até agora não foi procurada.

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      1. Naira

        Dalcim, pelo que eu li, tenho a impressão que é o Djokovic que está forçando esta situação para a saída do Chris Kermode e mudanças na ATP. O Nadal deu uma declaração dizendo que não foi consultado mas que é contra a saída do Chris Kermode e reclamou de não ter sido consultado e que havia problema de comunicação no conselho de jogadores. O Federer logo depois disso deu uma declaração que não sabia do que estava acontecendo mas assim que soube procurou se iterar melhor e que não havia problema de comunicação, o que houve era que o Nadal estava afastado por problemas físicos e que ninguém quis incomodá-lo, e que vai providenciar uma reunião entre os 3. Minha conclusão é que o Djokovic quer mudanças e o Nadal não, e isto causou algum tipo de desconforto entre os dois e o Federer está tentando apaziguar. Será que a disputa do big3 é fora das quadras também? Qual a sua opinião?

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        1. José Nilton Dalcim

          Acho que Djokovic é quem está mais empenhado nesse assunto. Ele claramente não gosta muito do Kermode, como mostrou durante o Finals de Londres do ano passado, ao criticar a ATP Cup logo no seu lançamento.

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  6. Chico

    Boa noite Dalcim…

    De acordo com seu vasto conhecimento tenístico, e considerando que Stan Wawrinka também possui 3 títulos de GS (em três GS diferentes), o que coloca Murray acima de Stan? Obviamente, Murray fez muitas mais finais de GS que Stan, só no AO foram 5. Também possui mais semis, quartas em GS e mais títulos de primeira linha. Seriam apenas estes números ou você destaca algum outro ponto que justificaria o lugar de Murray no BIG 4 deixando Stan um pouco abaixo?

    Perguntinhas despretensiosas apenas para apimentar a discussão em torno de Murray. Fará muita falta ao circuito… Baita jogador!

    Obrigado!

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    1. José Nilton Dalcim

      Você já respondeu metade da pergunta, mas veja também os Masters, as Olimpíadas, os confrontos contra outros tops… Mas o Stan é quase do mesmo nível.

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      1. Anderson Vidal

        Murray já foi nº 1, ao passo que o melhor ranking do suíço foi 3 do mundo. Sou muito fã do Stan, mas Murray está num patamar acima na história, pois seu desempenho foi melhor em todos os níveis de torneios: Slam, masters, Finals…

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  7. Erick Fioretti

    Grande Dalcim,

    Difícil não se emocionar com o final de carreira do Murray (a se confirmar). Deixou tudo na quadra, como sempre fez.

    Gostaria mesmo é de compartilhar a minha frustração e decepção com a transmissão da ESPN, sobretudo no quesito dos comentários. Fraquíssimos o Ghem e a Teliana, sendo esta última a que comentou o jogo do Federer. Uma piada de mal gosto.

    O que você pensa a respeito, se achar confortável reponder?

    Aos amigos do blog, gostaria de saber se também estão com essa sensação ou se eu estou sendo muito exigente…

    Grande abraço!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Ah, eu prefiro não comentar o trabalho de outros profissionais, ainda que esses dois que você citou sejam tenistas e não jornalistas. Apenas coloco que a função de comentarista em jogos de tênis não é tão fácil quanto parece. Faça essa experiência em casa… rsrs…

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    2. João ando

      Eric .não vi a teliana comentar .mas o André e o Fernando roeses comentam …alguns tem carisma …como o dacio embora achasse ele meio esnobe….acho o nark o que mais entende de tênis embora não seja nada simpatico

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    3. Marcelo Costa

      A maior dificuldade de se comentar, é justamente dosar entre os que jogam e entendem, e os que são fãs dos jogos mas não jogam. Creio que os comentaristas da espn ficam nesta dúvida sobre a direção que devem tomar, o Nark da sportv, comenta de forma técnica mas em jogos longos fica massante.
      Então acho que eles tem que falar durante horas sobre jogos cada vez mais parecidos, todos no fundo ” dando ” na bola.

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  8. Naira

    Dalcim, feliz 2019 para voce e a todos do blog. Mudando de assunto, voce poderia me esclarecer esse problema sobre a sobre situação da ATP, sobre o Conselho de jogadores onde uma parte quer destituir o atual presidente da ATP, Chris Kermode. O Federer deu uma declaração que vai fazer uma reunião com o Djokovic e o Nadal para discutir o assunto.

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    1. José Nilton Dalcim

      É um assunto interno que não está bem explicado. Aparentemente, existe um grupo favorável à saída dele e à entrada do grupo de Justin Gimelstob no posto. A alegação é que a ATP não tem se imposto à ITF, principalmente no caso das premiações dos Grand Slam.

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  9. Luiz Fabriciano

    Uma pena a interessante foto das três “torres” juntas, não mostrar nenhum “baixinho” ao lado. Assim teríamos a exata dimensão de quão grandes eles são.

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    1. lEvI sIlvA

      De toda forma meu caro Luiz, todos sabem quem é Isner. Ele é um gigante perto de quase qualquer um, não é? Se os outros dois estão equiparados a ele na foto, dá pra ter uma noção dos 3 “gigantes” do tênis! rsrsrs

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        Eis a questão meu nobre confrade Levi: Na foto os três são grandes, apesar de conhecermos bem o Isner, seria legal um “baixinho” entre eles para sentirmos o contraste.
        Grande abraço.

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    1. José Nilton Dalcim

      Pequena, claro. Depende essencialmente de Kerber estar num dia irregular no fundo de quadra. Se a alemã usar suas bolas anguladas e constantes mudanças de direção, coisas que faz muito bem, ficará difícil.

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  10. Marcos RJ

    Caro Dalcim, Murray jogou uma partida com o coração, nesse contexto talvez uma das maiores de sua brilhante carreira. Me pareceu que na entrevista após jogo ele deixou claro que a operação indicada seria mesmo de hip replacement (substituição da cabeça do fêmur), pois chegou a comparar com a situação do Bob Brian. Se for esse o caso, espero que decida encerrar a carreira de vez agora e quem sabe apenas um set de exibição em Wimbledon, mas sem qq esforco ou expectativa. Concorda?
    E que Murray tenha uma excelente qualidade de vida ao lado de sua jovem família, de preferência trabalhando com o desenvolvimento e promoção do esporte. Abracos

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  11. Luiz Fernando

    Nunca tinha visto esse JD jogar e ele me surpreendeu com serviço bom (sacou vários segundos serviços a 185 km/h), bom voleio, bom BH e uma agressividade intensa; por outro lado, justamente por se mostrar muito agressivo, errou demais, com 40 ENF. Rafa jogou abaixo do q pode, algo absolutamente esperado pela situação na qual se encontra, mas jogou num nível bem superior ao q eu esperava, com BH agressivo, bom serviço (media de 191 quando antes era cerca de 177) e acima de tudo poucos ENF (11), algo se sempre destoa quando esta em um mau momento. O q eu achei medíocre foi o segundo serviço, muitos dos quais curtos. Fisicamente também o achei muito bem. Se continuar evoluindo e superando as etapas, melhorando o nível de jg apresentado hj, pode estar competitivo na segunda semana, algo q eu não imaginava na semana passada.

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    1. Emerson lopes

      Boa tarde,meu caro Luis quantos anos acompanha tênis? este cara que jogou contra Rafael Nadal,era uma das promessas fortes do Tênis deu um suador ne federer,e vários jogadores,infelizmente em 2 anos 5 cirurgias,leia um pouco ou pergunte a quem sabe antes de dizer asneira,este cara era bom e o é ainda!

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  12. Rodrigo S. Cruz

    Fiquei emocionado com o espírito de luta, e a incrível determinação do Andy Murray.

    Que guerreiro!

    Surpreendente, que ele tenha tido chances até de vencer a partida.

    No game anterior à perda do serviço no primeiro set, ele teve dois break-points contra o Bautista-Agut.

    O talento do britânico é incrível mesmo.

    Pois conseguiu equilibrar um jogo duríssimo, mesmo com tanta limitação física.

    Foi uma pena mesmo. Porque se vencesse, o estádio viria abaixo.

    Agora, se eu fosse ele eu nem pensaria duas vezes.

    Largaria tudo, e apostaria as últimas fichas numa segunda cirurgia.

    Do que adiantaria seguir para Wimbledon, com as mesmas dores, ou pior?

    Se fizer a cirurgia agora, com 31 anos, existe ainda uma chance de voltar ano que vem.

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  13. carlo

    Dalcim, achei que a vitória do Berdych sobre o Kyle Edmund pode sinalizar um bom retorno do tcheco. Será que ele ainda tem um pouco de lenha para queimar e voltar ao top 10?

    Abs.,

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      1. Sônia

        Torcendo muito pra ele Dalcim, aliás, Berdych e Tsonga, na minha opinião, esses dois merecem muito um Slam. Mudando de assunto Dalcim, voce saberia informar por que há tantos casos de mononucleose no tênis?

        Responder
  14. Oswaldo E. Aranha

    Dalcim, leio sempre teus comentários, mas volta e meia fujo ao tema para não ficar uma coisa repetitiva, com muitos participantes postando mensagens sobre ele.
    Descobri que o Djokovic deve ser de Itu, lembrando-me de uma história sobre um viajante que passando por aquela cidade entrou numa farmácia e disse que queria 3 coisas; a primeira era cotonete e levou um susto quando o farmacêutico trouxe um do tamanho de um poste; quanto ao resto de história não vou contar, pois penso que talvez o Dalcim ache inconveniente. Se ele me liberar voltarei ao tema.

    Responder
  15. José Felipe Velasquez de Andrade

    Dalcim, eu acredito que o Murray, deve optar por fazer a nova cirurgia e tentar um retorno digno para o ano que vem (inclusive, citou Bob Bryan, na entrevista). Hoje, ele jogou bem melhor do que apresentou no “treino/massacre” com o Djokovic. Temos o exemplo do Federer que continua jogando muito bem aos 37 anos. Claro que tudo depende de ser bem sucedida a nova cirurgia.

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  16. Leonardo

    Poderiam ter colocado o Murray na central, deslocando algum dos insossos jogos femininos. Mas o politicamente correto venceu e para a organização não ficar ouvindo que favorece os homens, teve sua partida na terceira quadra… Uma pena!

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  17. Sérgio Ribeiro

    E o Cavaleiro da Ordem do Império Britânico ( quando venceu nas Olimpíadas e na Copa Davis a bandeira que empunhou não era a da Escócia) , desta vez foi reconhecido como tal mesmo na derrota. Partida digna de um grande Campeao. Aplaudido de pé pelos Australianos. E a Zebra já apareceu como sempre faz em Melbourne na primeira rodada. Isner e seus Tiebracks não resistiu ao outro Gigante da Nextgen. Federer voltou a flutuar em quadra para alegria de Laver . Um Back lembrando o de 2017. Olho. Rafa Nadal ficou devendo um pouco , a meu ver. E como é bom ver uma Brasileira vencendo em SLAM . Boa, Bia !!! Abs !

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  18. Kennys

    O Murray não deveria desistir, sei que é complicado, mas talvez outra cirurgia melhorasse a dor. Uma pena para o mundo do tênis, mas só ele sabe o que é jogar com dores e não ser competitivo como outrora.

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  19. Jonatas Bruno

    Murray deu mostras que ainda tem cartas na manga! Demonstrou o arsenal de golpes,determinação e resiliência que foram a tônica da carreira. Em síntese, uma apresentação digna, pois mostrou aplicação do início ao fim! Pela entrevista em quadra,deixou a entender que vem novos capítulos. É aguardar para ver!

    Boa vitória da Bia! Pelo pouco que pude acompanhar, tive a mesma interpretação. Bom mesmo é saber que está confiante, independente de quem estiver do outro lado. Kerber,certamente é um desafio bem maior! Vai ter que distribuir bem os golpes, já que a alemã cobre bem toda a quadra. Daí, terá que ter alto índice de acerto de primeiro saque. Acho que esse é o caminho.

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  20. Lucas BS

    Fala Mestre, o Murray ao final admitiu a possibilidade de um “comeback” com a intervenção cirurgica que se submeteu Bob Bryan, você acha que ele pode voltar com tudo? abraço e que falta fará o habilidossisimo britanico, só ele e Federer possuem grande habilidade entre os tops..

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele disse agora na entrevista que a nova cirurgia poderá impedi-lo de jogar para sempre. Daí sua dúvida, já que ele quer a despedida em Wimbledon. Fará uma falta absurda ao circuito, Lucas.

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      1. João ando

        Uma coisa e certa se operar o quadril não joga wimbledon. ..o jeito e ir jogando até Wimbledon já que e o circuito de despedida…vi o primeiro set e ele se arrastou em quadra …não vi o restante do jogo …uma pena encerrar a carteira desse modo

        Responder
  21. Renato

    Com todo respeito mestre, mas 74% de pontos vencidos com o 1 serviço e 6 aces não impressionaram a mim, ainda mais em um jogo de melhor de 5 sets. Achei um exagero.

    Sobre Roger, parece que o back está bem melhor que ano passado, o que faz subir as expectativas com relação ao título. O cara é único! Ninguém tem o toque como ele.

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  22. Rubens Leme

    Vendo pela câmera de cima, Nadal também aumentou a velocidde da queda de cabelo, Dalcim. O homem tá com um belo “campo de pouso”.

    O tempo passa, torcida brasileira.

    E digna partida de Murray. Vi o jogo a partir do segundo set e foi uma pena ter vencido os dois sets apenas no tie-break porque ficou sem forças no quinto. Ainda assim, uma grande partida.

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