Tênis moderno
Por José Nilton Dalcim
13 de outubro de 2018 às 13:30

O que me parecia uma tendência, neste Xangai ficou ainda mais claro. Não é Roger Federer quem está velho, mas o seu jogo. Apesar de toda sua indiscutível habilidade e elegância, nem mesmo uma quadra tão veloz permitiu que exibisse um tênis de alta qualidade e principalmente consistência. Houve lampejos de genialidade, mas isso não basta no circuito de hoje.

Borna Coric foi um exemplo perfeito de como o tênis moderno se impõe. Sacou muito mais forte – geralmente acima dos 200 por hora – e com maior precisão, bateu dos dois lados com profundidade e coragem sem se afastar de linha de base, subiu uma única vez à rede mesmo num piso tão veloz. Ao mesmo tempo, Federer não conseguiu efetividade com o primeiro saque, defendeu-se quase sempre com slice de backhand, tentou solução com um forehand chapado demais.

A principal pergunta é se haverá tempo e vontade para Federer se reinventar, ainda mais quando o ‘padrão Djokovic’ está sendo adotado por tantos tenistas competentes, jovens e determinados. Por enquanto, a resposta não é animadora, porque vimos a dificuldade de o suíço se manter competitivo até sobre superfícies em que deveria ainda dominar, como Wimbledon, Cincinnati ou Xangai. Vale lembrar que também vimos Coric ganhar de Federer na grama muito rápida de Halle.

Neste domingo, o croata de apenas 21 anos – mas já com quatro temporadas no nível mais elevado do circuito – vai enfrentar Djokovic pela terceira vez, a primeira fora do saibro. Como se sabe, seguem padrão técnico e tático muito semelhantes, e exatamente por isso o croata nunca tirou set do sérvio, porque afinal Nole faz tudo um pouco melhor.

Mas é preciso ressaltar que desde o ano passado Coric vem trabalhando incansavelmente no saque e isso já mostra muito resultado. Aventura-se cada vez mais na rede e fisicamente tem leveza e resistência. Ainda assim, precisará de um dia menos feliz do adversário para ter chances de ganhar seu primeiro Masters.

A má notícia para Coric é que Djokovic joga cada dia de forma mais solta e confiante. E que o diga Alexander Zverev. Claro que o alemão abusou dos erros não forçados na semifinal deste sábado, mas a diferença de volume de jogo foi assustadora. Nole literalmente desfilou sobre um piso veloz que tanto o agrada e que maximiza o saque, a devolução, o contragolpe e o jogo de rede.

O número 2 do ranking tradicional está garantido, porém é muito mais significativo olhar o ranking da temporada, aquele que reflete com mais clareza o momento: em caso de tetra em Xangai, Djoko surgirá na segunda-feira meros 35 pontos atrás de Rafa Nadal e já terá mais de 2.100 sobre o terceiro colocado Juan Martin del Potro.

Final mineira
Título brasileiro garantido nas duplas de Xangai. Marcelo Melo e Bruno Soares tiveram semana perfeita, em que garantiram vaga no Finals de Londres e hoje estão entre as quatro melhores parcerias da temporada.

Enquanto Marcelo disputará sua 54ª final da carreira em busca do 32º troféu e do 9º Masters, Bruno faz 56ª decisão atrás do 30º título e do quarto Masters, o segundo seguido.

Melo/Lukasz Kubot já enfrentou Soares/Jamie Murray seis vezes pelo circuito, com três vitórias no ano passado. Semanas atrás, no piso também veloz de Cincinnati, deu Bruno.

Detalhes
– Coric assume o 13º do ranking tradicional, sua maior marca pessoal, e está em 11º na temporada. Para ter chance de ir ao Finals, o título neste domingo é essencial, já que o levaria a 2.700 pontos, ou seja 835 atrás de Dominic Thiem. O croata está inscrito em Viena e Paris.
– Os Masters já tiveram dois campeões inéditos em 2018: Del Potro em Indian Wells e John Isner em Miami, e assim pode ter em Coric o terceiro. Desde 2003, isso só aconteceu no ano passado, com Zverev, Dimitrov e Sock.
– Djokovic pode novamente se aproximar de Nadal na luta pela liderança de títulos de nível Masters. O sérvio tem 31, dois a menos. Fato curioso e notável, Nole pode ser tetra em seis dos nove Masters, uma vez que venceu pelo menos quatro em Indian Wells (5), Miami (6), Roma, Canadá e Paris.
– O título vale US$ 1,3 milhão e isso levaria Djoko a mais de US$ 10 mi na temporada. Mesmo com os US$ 670 mil de vice, é o primeiro na história a superar os US$ 120 mi totais.


Comentários
  1. sandro mg

    Dalcim, e o piso notadamente mais veloz do AO (pelo menos nas duas últimas edições), será melhor ou é pior para o Djokovic nesse 2019?
    abç

    Responder
  2. Marcel azevedo

    Dalcim, O Federer me parece tirar o foco das costas dele na entrevista dizendo que jogou bem a semana, vc ñ acha?? o saque dele era impecável ano passado acertava 90% 85% do primeiro saque e agredia o segundo talves ate com maior porcentagem. acho estranho ele achar normal acertar 65% 60…fora sua esquerda no forehamd que esta errando de mais, diferente do ano passado onde era mais agressivo e acertava tudo. Inclusive na própria final com o Nadal em Xangai ele atropelou o Nadal ( eu tenho o jogo ! ) abc

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, a entrevista dele foi notavelmente positiva. Claro que Coric jogou um grande tênis, mas Federer se mostrou a semana toda muito instável.

      Responder
  3. Willian Rodrigues

    Gostaria de emitir aqui minha humilde opinião. Aquela de alguém que, como muitos aqui é apaixonado por tênis. Dalcim foi criticado por alguns colegas no blog (respeitosamente, diga-se de passagem) ao dizer que o estilo de jogo do suíço talvez esteja ultrapassado. Concordo plenamente e julgo que o estilo moderno de tênis esteja definitivamente dominando o circuito.Trata-se de algo muito natural diante da evolução no condicionamento físico dos atletas de alto rendimento em todas as modalidades! Tecnologia colabora demais pra isso e ainda está evoluindo… Por isso, é muito difícil, senão injusto, compararmos atletas de épocas diferentes.
    Qual foi o marco na transição para a era em que Federer tornou-se dominante? Wimbledom 2001, quando assitimos uma espécie de “passagem do bastão” de Sampras (desculpem-me aqui alguns colegas) que contava quase que exclusivamente com o recurso saque/voleio para Federer, um jogador que já dominava melhor os recursos da linha de base!! Já assisti os vídeos da maioria dos jogos da década de 1990. Não foi à toa que Sampras venceu tão pouco no saibro…
    AGORA está ocorrendo o mesmo!! Djokovic representa sim uma evolução em relação ao Federer!! Isso porque tem ainda mais recursos da linha de base, defende-se melhor e tem maior força mental !! Negar isso é agir de forma apaixonada e parcial. Para fugirmos disso teríamos que retroceder no tempo e mantermos os jogadores com as mesmas limitações físicas que apresentavam na década de 1990! Por gentileza, apontem qual o jogador de grande destaque que vive apenas de saque/voleio? Grandes devoluções e enorme velocidade dos atletas estão extinguindo isso do circuito.

    Responder
  4. Oswaldo E. Aranha

    Para se fazer justiça é preciso dizer que quem começou com as grandes defesas foi o Nadal.
    Assisti hoje a um grande jogo, dos melhores que tenho visto ultimamente. Fiquei muito contente tanto com a vitória do Djokovic como pelo surgimento de um promissor grande tenista, o Coric.
    Aliás, estou me reconciliando com alguns colegas do blog que antes só se preocupavam em inventar apelidos depreciativos para o Djokovic e agora estão podendo apreciar e assim se manifestar o grande tenista que é o sérvio.

    Responder
  5. Paulo F.

    Todo mundo elogia o Djokovic de 2015.
    Mas neste retorno em 2018, Djokovic vem sacando muito melhor do que o de 2015 – o quê sacou contra Coric foi uma barbaridade.
    Aí será bem complicado segurá-lo.

    Responder
  6. Nova geração tênis vem forte

    O futuro do tênis está em boas mãos .. esse Borna coric lembra o Federer bate bonito forte com elegância ………. Djokovic ganhou nos erros forçados .. pq claro a pressão no Borna coric e grande ele precisa provar que está entre os melhores é ansioso para ganhar mais daqui 2 anos vencerá Djokovic quando quiser ……… Já Djokovic temos que elogiar seu físico e tbm sua técnica está sacando muito

    Responder
  7. Flávio Barroso

    Dalcim o Chileno Christian Garin acaba de vencer seu segundo Challenger seguido. Venceu em Campinas e agora venceu Santo Domingo ambos batendo o argentino Delbonis na final. Com esses resultados ele entra no Top 100 ou fica ali por volta de número 102 no ranking. Você acha que ele têm futuro? Consegue entrar e se firmar no Top 100???

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Acho que ele tem tênis para ficar no top 100, Flávio, mas é preciso avaliar o quanto ele rende em torneios de nível mais alto (ATPs) e fora do saibro, que são condições essenciais e bem diferentes.

      Responder
  8. DANILO FONTINELLE

    Dalcim, esta postagem sem dúvida, ao longo dos 7 anos q acompanho o blog (com alguns codinomes), é mais ousada. Fico imaginando se vc em algum momento hesitou em publicar…kkkk

    Sou fã do Djokovic, mas confesso q fiquei “assustado” com a postagem.

    Acredito que basta uma sequência maior de torneio seguidos para Federer voltar ao patamar próximo do ano passado, mesmo se arriscando fisicamente. Essas grandes pausas no calendário do suíço o poupou de lesões, porém o fez perder ritmo e consistência.

    Sei que o tempo é fatal para todos, ainda mais aos 37 anos em um esporte tão competitivo. Entretanto, uma coisa eu aprendi ao longo dos últimos 4 anos: não dá para fazer profetizar negativamente quando estamos diante de FEDERER, NADAL E NOVAK. Já quebrei muito a cara nas rodas de amigos fazendo previsões após declínio temporário de um BIG3.

    Veremos o que nos reserva as últimas páginas do livro do suíço.

    Responder
  9. Luis Nascimento

    Impressionante como Novak está quase no nível de 2013/ 2014/2015. Está simplesmente arrasador, falta pouco para voltar a ser o numero 1 do mundo.

    Da mesma forma como impressiona ver Djoko passando por cima dos adversários, dá tristeza de ver Federer ficando pra trás. Concordo com você Dalcim, o jogo de Federer envelheceu, não ele. Seu vigor físico continua impecável num jogo de 3 sets, mas seu jogo caiu muito, a ponto de ser dominado por jogadores fora do top 10. Não creio que Federer terá vontade de transformar o seu jogo, acredito mais numa despedida em 2019.

    Para a final, eu aposto em Djoko, acredito que será 2 x 1, com Coric jogando o máximo, porém insuficiente para vencer o sérvio.

    Responder
  10. Marcos RJ

    Com todo o respeito, descordo de parte do conteúdo do post. Acredito que é o jogador mesmo que está envelhecendo. Ao longo do torneio vi Federer dar varias Madeiras de forehand e backhand e fazer erros não forçados que normalmente não acontecem, além de dificuldade com o serviço não tão preciso. Estilo ultrapassado? Não, mas possivelmente idade avançada. No AO 2017 Federer se revolucionou ao bater o BH agressivamente sem utilizar tanto o slice, mas isso exige timing e preparo físico e emplar. Nesse ano vem chegando um pouco atrasado e o BH regrediu. provavelmente queda de preparo físico e explosão. Foi evidente que Coric sacou muito mais forte e o próprio Federer admitiu isso em entrevista, mas como se pode
    adotar esse estilo de sacar acima dos 200/h com 37 aninhos? Também teve subidas à rede precipitadas com com aproach mal colocado. Isso Tb não é problema de estilo, pois sempre foi um dos fundamentos do seu jogo, o problema é a execução deficiente e a necessidade de encurtar o ponto a qq custo para preservar o físico. Depois de uma certa idade, todo mundo tem que ajustar o estilo para preservar o corpo.
    Respeito todas as opiniões (ao menos quase todas), esse é apenas o meu ponto de vista. Abracos.

    Responder
  11. Mauricio Justus

    Dalcim, quem vc aconselharia a ser ir parceiros dos Brasileiros no ano que vem nas duplas? Na minha humilde opinião acho que o Bruno poderia escolher outro parceiro, faz dois anos que não chegam nem perto de um Slam. Acho que a Dupla do Melo e forte apesar de estarem em um ano abaixo de 2017! Quem encaixaria com o Bruno? Vc acha que pelo menos na temporada final deles eles voltam a jogar junto?? Tomara…

    Responder
  12. Jeronimo Brito

    Oi Dalcim…”aposentar” o velhinho já se mostrou um tanto arriscado, “aposentar” seu jogo soa ao menos ousado! De um a dez qual tamanho do seu receio antes de clicar enter no post? Rsss. Brinco!
    Dalcim entendi seus argumentos, mas você não acha que há ingredientes muito importantes e que por vezes minam o dito jogo moderno, que seria o físico e a consistência mental e do próprio jogo?
    Já vimos Djoko no modo robô…de fato é espantoso! Como vimos TB Murray ao final de 2016. Mas também a consistência de jogo do Nadal e Federer também!
    Lembremos o recente embate entre Thiem e Nadal…e Hoje vendo o jogo de Federer …há algo comum…mesmo não estando num melhor dia, eles ficam no jogo…se tiver uma janelinha, invadem a cabeça do adversário. Federer no último game hoje vibrava no 15/30! Estava diferente de Cincinati onde errou em demasia, apático, sem paciência…acho q foi isso que quis dizer na entrevista.
    No entanto, Coric, como vc bem disse estava impecável hje. Porém estava hoje. Como será o amanhã e depois e… depois? Pode ser que mude, torço até…mas já vimos este filme. Falta consistência de médio prazo.
    O que quero dizer… em resumo, já foi dito milhões de vezes das mais variadas formas…Nole, Rafa e Roger…ganham e continuarão ganhando em proporções diferentes, óbvio…devido a consistência de jogo e mental.
    Por isso superam muitas vezes o jogo moderno (note q Nole seria jogo moderno) dos demais, na maioria dos torneios.
    Em relação ao físico…temos visto contusões aos montes…por maior que seja evolução da fisioterapia da medicina esportiva, o jogo moderno cobra seu preço…sem falar na vida útil do tenista q ainda não temos noção…
    Abraços…
    Belo e ousado post.
    Perdoe se escrevi bobeiras, as foi o que me ocorreu quando li hoje seu texto.
    Saudações

    Responder
  13. André Barcellos

    Dalcim, me permita discordar num ponto.
    Claro que o tênis de Federer não é mesmo moderno, mas ele obviamente está velho. Também.
    E lento.
    Esse mesmo tênis das antigas foi o suficiente pra ganhar do melhor Djokovic em 2015, em três sets, nas rápidas de Cincci, Dubai e Finals.
    A meu ver, Coric, Djokovic e etc jogam parecido com Agassi ou Safin.
    Obviamente cobrem a quadra melhor em razão do preparo físico e elasticidade.

    Responder
  14. Paulo F.

    Borna Coric saca e tem o forehand melhor do que Djokovic.
    Ah, e o smash também, afinal, ninguém dá smash pior do que o sérvio.
    No restante dos fundamentos, Djokovic é superior.
    A partida será bem dura, mas Coric terá de jogar muito, mas muito tênis para ganhar de Djokovic daqui a pouco.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Bom, não neste momento. Nadal precisaria se recuperar totalmente, Murray está distante do seu melhor, assim como Wawrinka. Da nova geração, o de maior potencial é o Kyrgios, que aliás já venceu Djokovic duas vezes na quadra dura.

      Responder
  15. Luiz Fabriciano

    Grande Dalcim. Coragem para escrever isso, parabéns.
    E o Djokovic continua ampliando seus records. Novamente é o maior em premiação da história.

    Responder
  16. Daniel de Melo Silva

    Dalcim, você vai comentar a final amanha no UOL?? Senti falta das suas análises nesse Master 1000. Assistir um jogo de tênis sem a sua visão deixa o jogo sem graça. Abraços

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Daniel. Não fiz comentários nos últimos dias porque há um problema no sistema operacional deles. Mas comentarei aqui, sem falta!

      Responder
  17. Ricardo - DF

    O “Padrão Djokovic” nada mais é que o nosso conhecido maratênis. Correria e pancadas fortes do fundo.
    É uma pena. Pensem bem. Se vcs tivessem um filho promissor, com grande talento para o Tênis, como iriam treiná-lo ?
    O tênis moderno manda passar 90% do seu tempo treinando saque, forehand e backhand. Outros golpes contribuem pouco para a pontuação total. Talvez, no futuro, seja cada vez mais difícil ver um tênis completo como o de Federer. Apenas máquinas de correr e rebater do fundo, como Djoko, Nadal, Coric, etc…

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Ao ler um comentário assim, podemos até pensar que se eu for estudar na escola A vou ser pancadeiro e defensivo, mas se eu for na escola B, vou ser clássico, elegante, agressivo.
      Pode até ser, mas o estilo Federer foi opicional ou natural?
      Um ou outro, não acredito que o esporte se molde ao atleta, mas sim, o inverso. Federer foi extremante vencedor, baseado em seu inato talento, mas não o suficiente em seus confrontos diretos para ser superior ao sérvio, depreciamente classificado como maratenista.

      Responder
    2. Valmir

      Completo ???

      E o backhand que não machuca ninguém ?? E a devolução que não dificulta qualquer saque ??

      Contra Nadal e Djoko ele bate 80% das bolas na esquerda e não consegue mudar o jogo.

      Responder
    3. Marcos RJ

      Acho o Djokovoc MUITO superior ao simples estilo maratenis, ele cria ângulos e situações de ataque sem ficar apenas se defendendo e também tem uma. capacidade de contra-ataque impressionante. Mas acho injusto cobrar qq outros jogador a jogar como o Federer, isso seria impossível de ensinar ou copiar.

      Responder
    4. Felipe

      Discordo totalmente, falar que não há plasticidade no jogo do Djokovic e Nadal é no mínimo um grande erro. O jogo se tornou diferente onde é muito mais físico, mas ainda assim, conseguimos ver muitas jogadas de grande efeito quando assistimos esses dois jogares. Inclusive contra o próprio Federer. Tênis não se trata somente de bater bonito na bola ou fazer jogadas de efeito, vai muito além, trata-se de entrar na mente do adversário, ser consistente, ser agressivo, ser defensivo. Isso q faz o tenista ser completo e não ficar fazendo jogadinhas de efeito.

      Responder
  18. Luiz Evandro

    Até o Zé Roberto, do meu querido Palmeiras, chegou no fim da linha do trem. E o cara era um fenômeno fisicamente. Como lateral esquerdo, no ano derradeiro de sua carreira, virou uma avenida por ali para os adversários. Vejo o Federer no mesmo caminho. Para ele bater o backhand de 2017, precisa de jogo de pés, dar os passos rápidos para chegar bem na bola. Isso não vai mais acontecer! Esse papo de se reinventar são para tenistas de até 32 anos, no caso do Federer, até quando vcs esperam que ele saia distribuindo tiros de esquerda, transição rápida para a rede, etc? O Fim da linha do trem chega para todos.

    Responder
  19. Pedro

    Dalcim,

    Em relação ao jogo do Federer, ele sempre foi antiquado. O grande problema era que os outros jogadores precisavam melhorar para superá-lo. E foi o que aconteceu quando Nadal e Djokovic elevaram o nível. Não se discute que a esquerda de duas mãos leva vantagem, até o Federer diz que queria ter uma esquerda de duas mãos. O suiço vem através de muito talento ficando entre os top 3 por muitos e muitos anos. Hoje em dia, com o físico já não sendo mais o mesmo, está difícil se manter entre os melhores. Isso é idade. A renovação já deveria ter acontecido bem antes. É que estes jogadores melhoraram também. O engraçado disso tudo é que mesmo ele não sendo o melhor há anos, ele é o que mais vende ingresso, tv, e atrai propaganda, que o diga a Uniqlo. A questão não é só vencer, mas é o tipo de jogo que as pessoas gostam, e pelo que sabemos, o tipo de jogo do Federer ganha disparado em questões de público. Com a aposentadoria cada vez mais próxima, será que o público escolherá outra pessoa para ir ver ou irá ter uma queda nos negócios do tênis?

    Responder
  20. Chetnik

    Acordei já tava 4×1 no segundo set…mas parece que o Alex Danoninho não mostrou muita luta.

    Federer parece perto do fim. Bem, ele tem 37 anos. Uma hora o fim tem que chegar mesmo.

    Coric só tem 21 anos…pensava que ele tivesse pelo menos uns 23-24 já. Foi bem precoce, mesmo. Vamos ver o que ele apronta pro futuro.

    Responder
  21. Valmir

    O que ainda não perceberam é que o Federer vai jogando bem… massacra alguns adversários… ele mesmo diz que praticou do melhor tênis dele.

    Só que depois do massacre que levou em Cincinnati, quadra rápida, onde ele reinava soberano, ele está evitando enfrentar Djokovic novamente.

    Se ele ganhar uma partida, mas na rodada seguinte tiver que enfrentar Djokovic.. ele treme e perde.
    É melhor perder antes do que ser massacrado na rodada seguinte e aumentar a freguesia.

    No US Open ele deu um show em Kyrgios… já contra MIllman ele sabia que se vencesse, enfrentaria Djoko na próxima rodada.
    Em Xangai… não deu a menor chance a Nishikori… mas se ganhasse de Coric, enfrentaria Djoko na final… quando ele viu a surra que Zverev levou… já imaginou a dele.
    Ele vai ganhando… esperando alguém eliminar o Djoko… se isso não acontece… ele perde antes.

    Observem os torneios que virão a seguir.

    Responder
  22. Jmsa

    Dalcim,vendo o Federer hoje me faz pensar que para jogar contra Djokovic e Nadal a única chance dele é ser agressivo e encurtar os pontos pois tanto Nadal quanto Djokovic são muito consistente defensivamente e fisicamente,você concorda com isso ? Belo texto como sempre.

    Responder
  23. Daniel

    Acho pouco provável que o estilo que consagrou RF com 36 anos no Australian Open tenha defasado dentro de uma mesma temporada.
    Acontece que os comentários no tênis são imediatistas. Os mesmos que aposentaram Djokovic há 01 ano e disseram que ele não conseguiria voltar a jogar em alto nível depois dos 30 anos e a cirurgia, dizem agora que ele é o maior.
    Federer não vem jogando bem, é fato. Porém, HOJE jogou muito. Backhand funcionou muito bem, de todas as formas.
    Cometeu poucos erros não forçados e pouquíssimas madeiradas, que ao meu ver, é um excelente “termometro” para sacar se o suiço está no jogo ou pensando na pizza que vai comer à noite.
    37 anos não é fácil, mas ainda acredito que ele tenha lenha pra queimar. Não tem lesões, é um gênio em quadra e ainda mostra um jogo de pernas invejável, por exemplo, a qualquer dos nossos brasileiros que infelizmente não conseguem correr. (por quê será?)
    Acredito que se o Coric jogar amanhã o que jogou hoje contra o Federer, terá muita chance, sim, de ganhar o torneio.
    Até porque, o Djokovic é imbatível até a página 02. Quando as coisas começam a não dar certo, ele também pifa, como qualquer ser humano.
    Já deixei o relógio preparado para as 5:30hs e quero apreciar um excelente jogo.
    Qualquer um que ganhar me fará feliz: Djokovic por corroborar sua condição como atual melhor jogador do circuito e o garoto de 21 anos por trazer esperança para a nova geração, que infelizmente, Shapolvalovs e afins não tem trazido.

    Responder
  24. Flávio Barroso

    Dalcim, Coric fez uma excelente partida. Têm estilo semelhante ao do Djokovic. Mas, penso que Federer não jogou seu melhor, principalmente em relação ao saque, esse que faz muita diferença no seu Jogo, ou seja, sempre depende muito do saque. Ele funcionando o resto funciona. Ao não funcionar o saque, ele passa a não ganhar muitos pontos de graça, então, têm que brigar pelos pontos. Ao brigar pelos pontos, falta consistência, principalmente do seu lado esquerdo. O que faz com que ele leve desvantagem, já que a maioria dos tenistas estão cada vez mais treinados tanto no golpe de direita quanto no de esquerda, estão cada vez mais sólidos. Assim, se o Federer não conseguir uma melhora em seu serviço ele pode aposentar, pois, as derrotas ficarão cada vez mais frequentes.

    Já Novak é um tenista completo, quando está bem fisicamente e com motivação, fica difícil ou quase impossível para os demais atletas. Até Nadal já disse isso uma vez, falando que Novak conseguiu obter um nível de Tênis jamais visto. Concordo com ele.
    Sobre a final amanhã, penso o mesmo que ti, Coric têm que jogar igual jogou hoje é torcer para Nole não jogar seu melhor.

    Responder
  25. FRED JOSE FERREIRA RIBEIRO

    O problema de Federer está se dando nos deslocamentos laterais. Em 2015 isso era claro e depois do primeiro trimestre do ano passado vem piorando a passos largos.
    Federer continua jogando na linha de base,mas sem capacidade de devolução como tinha ano passado. Jogando cada vez menos e com um backhand cada vez menos agressivo.
    A chave vai ser arriscar mais no próximo ano jogando mais partidas e treinar novamente esse backhand.

    Responder
  26. Emerson

    Boa tarde, Dalcim! Se me permte vou dar alguns pitacos sobre o Federer …
    1- O saque vem caindo de produção constantemente. Mesmo no AO já estava abaixo. Claro que ele tem grande poder de variação, mas sem o primeiro serviço em dia, fica difícil contra os tops.
    2- O backhand caiu absurdamente de produção. Está curto, sem potência, quase sempre slice e aquele na paralela ficou em 2017… pro padrão Djoko de cobertura da quadra, encurtar o tempo de resposta é essencial, e o mesmo aconteceu com o Coric.
    3- Movimentação de pernas está aquém do necessário… com o atraso as bolas ficam curtas, fracas e se torna bem difícil recuperar a quadra que é essencial ao seu jogo.
    4- muito em função do item 3, mas dos outros também, onde foi parar aquele forehand inside out MONSTRUOSO? Não é um Delpo ou Gonzalez, mas sempre amedrontou os adversários e simplesmente não consegue mais executá-lo com frequência.
    5- muito me lembra essa fase com aquela dos problemas de coluna… principalmente o saque e a movimentação… isso é comentado entre os jornalistas?
    6- entendo perfeitamente quando diz que o jogo envelheceu… assim como Nadal… o padrão Djoko de saque firme, cobertura incessante de quadra, backhand como segundo forehand, só bolas na subida pra encurtar o tempo de resposta e ganhar a quadra, é certamente mais eficiente que o tênis de ambos, pois usa os pontos fortes de ambos. Isso é uma verdade difícil de ser assimilada, mas é isso mesmo.

    O que acha dos pontos minha humilde análise?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, Émerson, sua análise está bem feita. Mas se você assistir aos jogos contra Medvedev e Batista, verá que falhou até mesmo no forehand de meio de quadra. Se Federer não recuperar o backhand batido e ofensivo, ficará cada vez mais difícil, a meu ver.

      Responder
  27. Thiago Silva

    Desde o início da temporada de grama que o Federer já vem demonstrando desinteresse pelo tênis e jogando por obrigação.
    Vamos ver se em 2019 ele volte a achar alguma motivação, senão capaz de nem chegar nas olimpíadas.

    Responder
  28. Rodrigo S. Cruz

    Olha,

    Mai do que temerário, eu acho até HERÉTICO concluir que o jogo do Federer esteja ultrapassado.

    Pois para se afirmar isso teríamos (com justiça) de incluir o jogo de quase todos os outros do circuito.

    Pois o Federer continua chegando nas fases finais dos torneios.

    Se fosse o caso dele perder já nas primeiras rodadas, essa tese seria defensável. Mas não tem sido assim…

    Portanto, se for pra falar em jogo ultrapassado a lista seria infindável.

    Abrangeria o próprio Nadal, que em 2017 perdeu todas do suíço.

    Não faz sentido…

    O Federer vem de vitória sobre o Nishikori, que apesar de ser inferior ao Djoko, joga de maneira parecida.

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Rodrigo, é necessário separar o joio do trigo. Tênis envelhecido não quer dizer tênis de primeira rodada apenas. E tênis moderno é exatamente o contrário de tênis clássico, como bem descreveu o Dalcim. E esse é o estilo Federer. Tendo o próprio blogueiro como um de seus maiores admiradores. Não queira incluir outros jogadores nessa discussão porque ela foi exclusiva sobre Federer e o tênis moderno. Vendo alguns comentários aqui acerca desse assunto, me pareceu que o Dalcim menosprezou o suíço.

      Responder
    1. Marcelo Gomes

      Deveria estar com o centésimo já. Aquela derrota na final de Indian Wells foi vergonhosa, chances 0 de Djokovic ou Nadal perderem um título daquele jeito, e em Halle, quando Federer sacou pra fechar o primeiro set simplesmente esqueceu que tava dominando o jogo.
      Mentalmente esse ano Federer foi um fracasso, por isso acho que ele deveria trocar de treinador.

      Responder
  29. Arthur

    Pra mim o Federer virou o fio desde Wimbledon deste ano, Dalcim.
    Aquela derrota estranhíssima para o pangaré do Anderson, depois de ter tido match point e tudo mais, não era normal.
    Da mesma forma, anormal foi a derrota pro australiano cujo nome eu nem me lembro no US Open.
    Pode ser mental, pode ser físico, ou pode ser uma combinação de ambos.
    Mas o fato é que o Federer supercompetitivo do começo de 2017 até o começo de 2018 é coisa do passado.
    Como você bem apontou, se ele vai conseguir se recuperar a essa altura do campeonato são outros quinhentos.
    Eu, particularmente, não estou muito otimista.
    Por outro lado, tomara que essa vitória marque uma virada na carreira do Coric. E que ele assuma a condição de ser um dos protagonistas do circuito, que há muito pede desesperadamente por uma renovação.

    Um abraço.

    Responder
  30. Nova geração tênis vem forte

    Dalcim vc não acha que borna coric se não tiver lesões pode daqui 2 anos ser dos maiores favoritos a disputar para ser melhor mundo .. e também não comparando mais Borna coric é uns dos jogadores que tem a característica do federer de jogar fácil jogar clássico apesar de sua potência ele parece elegante eu acredito que o tênis bonito está em boas mãos no futuro …….. Vc acha Borna coric clássico também?

    Responder
  31. Miguel BsB

    Mestre Dalcim, está será umas das poucas vezes em que já discordei de um análise sua… Não acho que seja o jogo do Maestro suíço que tenha envelhecido, mas realmente o seu corpo. Num esporte em que, no mais alto nível, exige uma resistência física quase sobre-humana, visto a maratona dentro dos jogos e de jogos seguidos que esses atletas são submetidos, e, velocidade e reflexos, onde 0,5 segundo pode fazer toda a diferença num ponto, já é incrível que Federer se mantenha competitivo aos 37 anos.
    O exemplo desse jogo é claro. O croata abusou de atacar o revés do suíço, e assim dominava os pontos. Esse sempre foi o flanco vulnerável do suíço, inclusive na devolução… Há 10 anos, Roger conseguiria “fugir” do backhand muito mais vezes e dominar com a direita, base de seu jogo. Não tem mais pernas pra fazê-lo o tempo todo. Tb sacou mal, e Coric muito bem! Mas, no geral, Federer é e sempre foi um grandíssimo sacador. Aliás, seu jogo sempre será mais moderno que o do garoto. No seu auge, muito melhor na base, inclusive jogando ofensivamente dentro da quadra, saque mais eficiente, jogo de rede e capacidade de improvisação. Coric é mais um excelente baseliner, com 22 anos, no auge físico, mas com menos jogo geral do que Roger em quase tds os quesitos técnicos do tênis.

    Responder
  32. Fernando Pauli

    Agora nesse fim de temporada, Federer já está sem paciência, está sacudo e não vê a hora do ano acabar. Provavelmente terá que jogar até as olímpiadas de Tóquio, já que acabou de assinar com os japoneses, e não tenho dúvidas que uma condição imposta é representar a marca lá no Japão. Esse ano pelo andar da carruagem não deve mais ganhar título, mesmo em Basel, na sua terra. Para os próximos 18 meses, se não melhorar o físico e o saque, para tentar chegar perto daquele padrão início de 2017, a única saída é ir empurrando com a barriga, economizando no físico para ver se consegue chegar no centésimo título até as olimpíadas de 2020. Só vejo mais duas oportunidades de um título de GS, AO 19 e WB 19, mesmo assim as chances são bem pequenas. Até lá, só nos resta ficar na torcida.

    Responder
  33. Luiz Fernando

    Nao creio q o estilo de jogo de jg de Federer envelheceu, os resultados deste ano sugerem q ele envelheceu, pois nao consegue vencer nem na grama nem nas quadras q lhe são mais propicias. E nao estou postando com o intuito de desmerece-lo, pois sua carreira vitoriosa é mais do q longeva, pois ninguém aos 37 anos conquistou os resultados q ele obteve. Em relação a 2017 houve um claro declínio fisico, isso é inquestionável. E nao precisa ser nenhum advinhão p saber q ele nao jogará a temporada de grama mais uma vez em 2019, a nao ser q este seja seu ano de despedida.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Pois é.

      Se tivesse envelhecido, ele não seria ameaça para mais ninguém, e já teria pendurado a raquete.

      O Dalcim não foi tão feliz na colocação….

      Responder
  34. Adriano Souza

    Dalcim, pra mim o Djokovic é o maior da história, pela incrível capacidade de se defender
    Sem falar na agressividade que ele tem
    É o maior comedor de figado da história

    Responder
  35. Renato

    Qual seria a solução, mudar de técnico de novo? Não creio que ele fará! Pra mim, tudo vai depender de como ele vai jogar na Austrália no ano que vem. Se não for bem, despedida anunciada.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      De imediato, eu diria que o backhand dele tem de voltar a ser agressivo. Não dá para neutralizar de slice. Até o Bautista teve chance contra ele numa quadra veloz.

      Responder
  36. Rafael

    Resolvi passar por aqui, saindo do meu auto-exílio, para dar um abraço nas almas boas e para comentar um jogo que há muito eu esperava, Djoko (em boas condições) contra o maior expoente da next gen, Alex “Zé” Zverev. Fiz questão de assistir o jogo inteiro, para ter uma boa ideia.

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. DEZ ANOS mais velho, e DESTROI o “talentosíssimo” Sascha em 60 minutos. Que piada.

    Só está faltando o Nick Kyrgios na minha lista.

    Djokovic é o jogador mais completo tecnicamente da história do tênis, é impressionante. Melhorou o saque depois da cirurgia, está fazendo bons voleios, melhorou os smashes….

    O resto já era bem acima da média.

    Com 32 anos, é a muralha da China em Shanghai.

    Federer é um capítulo à parte. Não há elogios suficientes para descrevê-lo.

    Hoje em dia, em forma, Djokovic 50% e Nadal 50%.

    Depois vem o resto.

    Responder
  37. João

    Dalcim, boa tarde.

    Respeito sua opinião, mas discordo. Não acredito ser o tênis apresentado por Federer “velho”. O rapaz tem 37 anos, não tem mais vigor físico, ambição (o que é importante) e reflexos iguais a de um garoto de 21 anos.

    Se fosse o Federer de 15 anos atrás (que ainda seria mais velho que Coric) ganharia…e usando este mesmo estilo de jogo…

    Obs.: Adoro o Blog!! Escreve muito bem e aborda assuntos interessantes!!

    Abs

    Responder
  38. Barocos

    Não me parece que o estilo de tênis do Federer esteja velho, ele sim é que está envelhecendo. Com a idade você perde reflexos e acuidade visual, fundamentais para uma boa devolução, além de velocidade, explosão e resistência. Para a infelicidade de todos nós, até nossa capacidade mental é afetada. É inexorável, todos os grandes atletas se tornam uma sombra do que já foram, aliás, todos seremos.

    Muito mais do que um indício de que o belo tênis que o Federer tem praticado todos estes anos envelheceu, o fato dele ser um jogador que ainda ganha títulos aos 37 anos e é superior a imensa maioria de todos os outros atletas do circuito, é muito mais um testemunho da excepcional condição física e habilidade que ele tinha como atleta e que, em parte, ainda mantém.

    Ainda que torça por Djokovic e ache que o sérvio é o jogador mais completo que já vi em quadras, devo confessar que o estilo de jogo do Federer é mais majestoso.

    Gostaria, sinceramente, que parassem de tentar aposentá-lo, ainda mais levando em consideração as estatísticas atuais. Que ele siga profissionalmente em quadra enquanto gostar do desafio.

    Infelizmente para nós, Federer é tão somente um semi-deus e, mesmo para estes, como para todos nós, o ocaso pode até demorar, mas jamais falha em nos alcançar.

    Aproveitemos enquanto o tempo se impacienta.

    Responder
    1. Alexandre G.

      Parabéns Baroco.
      Apesar de torcer para o Djokovic, mantém uma postura coerente sobre os outros tenistas.
      Você me fez repensar a concordância que fiz com o comentário do Dalcim, sobre o jogo do Federer estar velho.
      De fato, com o passar dos anos o nosso corpo perde muita coisa: reflexo, leitura visual, reação, arranque, mobilidade, e no caso do Federer, também o apetite.
      É impossível esperar que o cara se mantenha o mesmo de dez anos atrás. Ele não é um imortal.
      Sobre o Djokovic, hoje – 14/10/2018 eu considero ele o jogador mais eficiente do circuito. Talvez não o mais completo.
      Erra pouco, a mente está firme, e está em ótima condição física.
      É um nível em que Nadal é o que mais se aproxima. A diferença no meu ver é que Nadal se esforça muito mais para se manter assim.

      Responder
  39. Nelson Maciel Filho

    Roger Federer é o maior jogador da história.
    Um jogador fantástico que já bateu todos os recordes.
    É um milagre ele está jogando em grande nível com 37 anos.
    Não podemos esquecer que 2017 e 2018 ele ganhou três grand slan e torneios importantes.
    Parabéns ao Federer, só que o Djokovic é o melhor jogador do circuito e deverá ser o número um.
    Sou torcedor do Nadal, todavia, as pessoas em breve darão ao sérvio um lugar no olímpo do tênis.

    Responder
    1. Alexandre G.

      Seu comentário é de grande valia.
      É raro ver torcedores de Djokovic ou Nadal terem uma postura tão sensata.
      Normalmente se lê uma guerra de argumentos tentando empossar um ou outro como o maior da história, chegando ao ponto de extensões pessoais, onde todos acabam perdendo.
      Parabéns Nelson.

      Responder
  40. Felipe Wertheimer

    Não concordo. Ano passado RF renovou seu jogo com pegada mais agressiva e jogando mais adiantado, antes da baseline. Obviamente, sua idade não lhe permite mais a força e o vigor físico de antes. Por isso, ele encurta os pontos e comete mais erros não forçados.

    Responder
  41. Wladner

    Desculpe-me a sinceridade mas acho muito precipitado afirmar que o Tenis de Federer envelheceu e apresento fatos para comprovar isso. Ganhar Australian Open, final de IW, título em Roterdã, final em Halle, quartas em Wimbledon, quartas US Open, semi Shanghai e ainda 3 do ranking, não tem como falar que o Tenis dele envelheceu. Muito precipitado falar isso por conta de uma derrota somente. A graça do esporte está exatamente na incerteza das vitórias e consequentemente em derrotas eventuais. Vejo isso simplesmente como uma cobrança de excelência que ele costuma apresentar e que quando deixa a desejar essa excelência se confundem querendo colocá-lo como acabado. Isso pra mim são só momentos de humanidade que ele deixa se mostrar de vez em quando.

    Responder
    1. João ando

      Wladner. Tb acho …chegou a semi de um grande torneio …ainda tem uns 3/4 anos para queimar se ele quiser …embora ache que joga ate as olimpíadas de Tóquio

      Responder
  42. raul

    Infelizmente ele esta indo embora das quadras, para mim foi o maior de todos, além de grande atleta sempre foi discreto apesar da sua posição , nunca se viu envolvido em polemicas, ele é um cidadão do mundo esportivo que nunca deveria fazer aniversário depois dos 30 anos, mas tudo passa, alguém parecido talvez, igual ou melhor nunca.

    Responder
  43. Naira

    Dalcim, boa tarde. Adorei sua análise sobre o “Tênis Moderno” e sobre sua observação que o ‘padrão Djokovic’ está sendo adotado por tantos tenistas competentes, jovens e determinados. Por que você acha este padrão está sendo adotado? No que este estilo é melhor/pior do que os de Federer e Nadal? Voce acha que o circuito de tênis onde “todos” (num futuro próximo) joguem com o mesmo estilo/padrão será interessante de se assistir? (Se bem que no passado o padrão era saque/voleio). Quanto ao jogo Djokovic x Baby Djoko (Borna Coric) voce acha que o pupilo pode vencer o mestre? Tenho a sensação que o saque do Borna é mais potente que o do Djoko.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, tentarei resumir. Acho que o estilo é apropriado para a velocidade do circuito de hoje, onde o backhand de duas mãos funciona como um segundo forehand e o preparo físico é essencial. Federer e Nadal representam estilos completamente fora do padrão. Não, acho que padronização nunca é bom. Por fim, para Coric vencer terá de ser agressivo – principalmente com a paralela de backhand – e contar com um índice alto de primeiro saque.

      Responder
      1. lEvI sIlvA

        Dalcim, meu caro, taí um grande problema, ou melhor, desafio ao croata. Manter esse padrão de saque por no mínimo 2 e quem sabe 3 Sets. Saber que joga contra com o melhor devolvedor do circuito deve fazer um estrago e tanto no mental. Anderson vinha muito bem no outro jogo, sacando como nunca até o TB do 1º Set. Dali por diante, acabou-se a confiança. Novak conta com um excelente saque, devolução absurda e em geral leva a melhor nas trocas. Chega a ser covardia um jogo contra o sérvio nessas condições! Borna Coric pode dificultar no 1º Set, depois creio que seja um passeio. Abraço!

        Responder
  44. Balacobaco

    Federer se reinventar? Ele já se reinventou. Melhoroumuito o backhand. A “raça” está ali, não desistindo de rallies em nenhum momento, variando tudo que sabe. Que crueldade, dizer que o tênis de Federer envelheceu.
    Então, o tênis de Um Chardy contra NOle já nasceu velho, por exemplo, srsrsr… ou de Ferrer conta Federer, kkkk

    O Coric simplesmente”pegou o endereço” do suíço no ocaso da carreira do Mestre, mas a grande maioria não o fez., e nem o fará antes do Mestre aposentar-se. Que o digam Nishikori, etc.
    O que acontece é que, com a idade, derrotas em dias ruins (como aquela contra Millman) ficam mais difíceis de serem evitadas. Reversões em placares adversos ficam cada vez mais difíceis.

    Se cada vez que um carque perder uma partida tiver de “se reiventar”, o jogador iria ficar louco.

    Responder
  45. Ricardo Costa

    Federer encontra-se bem fisicamente. Enfrentou o jovem e talentoso Coric, que representa a geração que irá substituí-lo. Os 37 anos de idade começam a pesar, o que é inevitável. Será que ainda há tempo para o suíço se reinventar, Dalcim? Não creio que já seja o fim, mas em algum momento iremos presenciar o início do ocaso da maior estrela do tênis.

    Responder
  46. Padilha

    Quanta bobagem, Federer tem 37 anos. Joga desde os 4. Seu primeiro Slam aos 22. A exigência física hoje é muito grande. Óbvio que a idade é o fator determinante. Até motivação é difícil depois de tantos anos e tantas conquistas. Federer foi o mais completo e técnico da história do tênis. Seu tenis do Federer nunca envelhecerá, mas o tempo passa para todos.

    Responder
  47. Alexandre G.

    Há algum tempo eu venho tentando entender algumas dificuldades que Federer vem passando ultimamente, e você Dalcim, conseguiu resumir com precisão cirúrgica numa frase: O jogo do Federer está velho. Parabéns, e um abraço aqui de Florianópolis.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *