A hora para Djokovic embalar
Por José Nilton Dalcim
15 de agosto de 2018 às 01:03

Assim como aconteceu em Toronto, o próprio Novak Djokovic não se mostra satisfeito com seu tênis. Sofreu diante do limitado Steve Johnson na noite de segunda-feira, arrebentou raquete, reclamou da vida. Mas avançou à segunda rodada de Cincinnati e ganhou um grande presente, ao ver Dominic Thiem sequer ir à quadra.

O sérvio tem agora 95% de chance de retornar ao oitavo lugar do ranking e automaticamente garantir a condição de oitavo cabeça no US Open, evitando duelos mais indigestos antes das quartas. Os 5% ficam por conta de um título improvável de David Goffin nesta semana. A partida da tarde desta quarta-feira para Nole é daquelas perfeitas para embalar: seu histórico é amplamente favorável diante do canhoto Adrian Mannarino, contra quem venceu todos os oito sets vencidos em três jogos, seis deles sobre a grama, um piso também veloz.

A chave está muito promissora para o sérvio: sem Rafa Nadal no caminho, teria Grigor Dimitrov nas oitavas e quem sabe um canadense nas quartas, entre Milos Raonic ou Denis Shapovalov. O que está faltando a ele? Nessa quadra veloz, maior consistência do primeiro saque, o uso de seu agressivo backhand paralelo e forçar voleios.

Aliás, foi um alívio ver Roger Federer bem mais interessado em ir à rede em sua estreia contra o frágil Peter Gojowczyk. A esperada falta de ritmo exigiu que salvasse cinco break-points, todos no set inicial e talvez os mais importantes os três do oitavo game, em que poderia ceder o empate e perder a confiança. Ao final do duelo, somou 24 winners (12 aces) e 20 erros, numa partida em que 188 dos 195 pontos tiveram menos de 5 trocas.

Por falar em Goffin, ele se vingou da derrota sofrida para Stefanos Tsitsipas dias atrás em Washington, com um momento chave ao escapar de 0-40 no 4/5 do primeiro set. O belga forçou, com 21 winners, e o grego pareceu mentalmente cansado.

Destaque também para a vitória sofrida de Nick Kyrgios em cima de Denis Kudla e seu match-point salvo com um segundo saque a 220 km/h. Atual vice e sob risco de sequer ser cabeça no US Open, todo cuidado é pouco contra Borna Coric, que ganhou 83% dos pontos com o serviço na vitória sobre Daniil Medvedev.

Registre-se finalmente a oitava derrota seguida de Jack Sock, que ainda se sustenta no top 20 graças aos pontos obtidos no final de 2017. Neste momento, ele é 170ª na temporada. Ao menos, vai se virando bem nas duplas, com quatro títulos. Seu carrasco, Heyon Chung, tem jogo interessante nesta quarta-feira contra Juan Martin del Potro.


Comentários
  1. Bruno Louzada

    Ajde Djokovic, voltou a mostrar um belo tênis após um certo momento. espero que confirme a vitória amanhã, caso não confirme paciência, to confiante pro US OPEN.

    E que sorte do Delpo hein Dalcim??? Agora todo mundo do seu lado tbm vai ter que jogar duas partidas hahaha.

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  2. Sandra

    Dalcim , eu não estava vendo o jogo do Djokovic , pois vê lo ultimamente parece filme de terror , me lembro muito do Guga , sempre estava atrás e acabava virando , no terceiro set ele quebrou o saque do Dimitrov??

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  3. heitor

    o futebol nao para quando chove, o tenis sim.
    os tenistas nao podem correr o risco de se lesionar mas os jogadores de futebol podem.
    mimimimi

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  4. Rodrigo S. Cruz

    Decepcionante a opinião do Djokovic em dizer que gostaria que os Majors fossem disputados em melhor de 3 sets…

    Se isso acontecesse, o Tênis perderia boa parte de sua essência.

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    1. Jeremias

      Isso mesmo, Rodrigo. O pior é justificar isso usando o argumento troncho de que o esporte deve se adaptar a uma tal de geração “Millenium”. Faça-me o favor…Parece que o vírus da intrujice New Age infectou a caixola dele irremediavelmente após anos de contato com aquela figura morgada. Sem contar que ficar jogando coraçõezinhos para a galera não é nadinha “alpha”, não é mesmo? kkk

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    2. Sérgio Cipriani

      Deixa de drama… Por acaso o circuito feminino deixou de ser tênis por causa disso?! Óbvio que não. Mas pra acontecer essa mudança no masculino ainda vai levar tempo, mas esteja certo de que isso é algo inevitável no futuro… Resta só saber quando…

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  5. lEvI sIlvA

    Duvidar do Big 3 (vulgo, Trio Parada dura do Tênis) é algo mesmo sem noção. Passado o excelente 2011 que Novak teve, veio um sem número de comentários de que jamais repetiria tal feito. Passaram-se alguns anos, 2012 até 2014 em 2015 Djokovic teve um ano ainda mais fabuloso. Federer e Nadal também tiveram lá suas dificuldades, contusões e alguns chegaram a dizer que não ganhariam nada mais de grande relevância. Veio 2017 os 2 dominaram quase sozinhos tudo…! Não duvido que Novak possa dar a volta por cima. Ele tem lutado pra isso e já até ganhou um GS contra Nadal na ponta dos cascos, então…!

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  6. Gabi

    Luiz Fernando,

    sou eu de novo rs.
    Fiquei pensando… qdo falei da cruzada moralista era em resposta ao Rodrigo em relação a um colega que quer o fim da carreira do australiano.
    Vim aqui esclarecer porque não foi para vc a minha observação, apesar de ter sido escrito como resposta a um comentário teu.

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  7. Sousa

    Dalcim, como funciona o desafio no circuito? Quantos desafios os jogadores podem pedir por partida? E na sua opinião quem é o favorito para Us Open ?

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    1. José Nilton Dalcim

      Cada tenista pode pedir quantos desafios quiser, mas só pode errar três vezes por set. Se o set for ao tiebreak, ganha um desafio adicional. Acho que Nadal é no momento o favorito, mas temos de ver como Federer e Djokovic sairão de Cincinnati.

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  8. sandra

    Dalcim, estava lendo que no jogo do Kyrgios , ele perdeu pontos de propósito na partida contra o Coric, não existe uma punição mais severa? tipo perder o jogo? Não sei como uma pessoa como ele, ainda ganha jogos, tá dificil ter justiça nesse mundo

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele não entregou, apenas relaxou depois do 0/4 e se poupou para o terceiro set, já que tinha acabado de ser tratado nos dois joelhos. E ele ganhou porque jogou espetacularmente bem no terceiro set, Sandra. Com quadra superlotada. É um maiores talentos que já vi, pena que a cabeça seja tão fraca. Tinha tudo para ser um dos grandes do tênis.

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      1. neuton

        Mestre Dalcim,
        Sem querer criar polêmica quanto a sua resposta, mas já criando. Perdoe-me, então. Mas, “grande jogador” parece se adequar mais a um atleta que tenha um conjunto de coisas que o torne superior a um grande número de adversários. No caso do Kyrgios, ele tem um excelente saque, uma ótima direita e grande capacidade de fazer jogadas diferentes das que outros jogadores fazem, as quais nem sempre surtem efeito.
        Na minha opinião, um grande jogador também tem capacidade superior de lidar com os aspectos que circulam o jogo (juiz, boleiros, torcida, clima, imprensa, etc.). Pontos esses que, definitivamente, o Kyrgios está mais para medíocre do que qualquer outro.
        Sendo assim, o que melhor conceitua o Kyrgios seria: jogador com alguns excelentes fundamentos, que ussa o esporte como picadeiro e, apesar de ganhar dinheiro com o esporte, demonstra total desrespeito aos que o tem como adversário e/ou como espectador.

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        1. José Nilton Dalcim

          Isso é implicância, Neuton. Todos sabemos que ele não em controle emocional, mas raramente vi um tenista com tanta facilidade para executar qualquer golpe, inclusive os mais difíceis, além de obter incrível aceleração com a bola ao mesmo tempo que consegue deixadinhas magníficas e voleios brilhantes. O rapaz tem um arsenal notável. Gostar ou não dele, é outro problema.

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          1. João ando

            Realmente vou falar por mim tenho implicância com o nick…grandes golpes ele tem …mas parece que não se cuida muito fisicamente….

          2. neuton

            Del Proto mostrou ao Kyrgios que lugar de palhaço é no circo. Para ser um bom jogador precisa muito mais que dar deixadinhas e bater bolas por entre as pernas.

    2. Gabi

      Sandra,

      se me permite, pego teu comentário como gancho para ir um pouco mais além…

      De uns tempos para cá, muitas pessoas passaram a defender que violações ao que entendem ser a moral correta se tornem crimes.
      O pressuposto dessa guinada é a ideia, a meu ver equivocada, de que a lei penal serve para educar a sociedade. Não serve. Se quisermos fazê-lo, melhor tentar a escola, pois não é a vontade arbitrária do legislador que altera os costumes, já dizia Savigny.

      Ou seja, nem tudo o que é estúpido e imoral deve ser também ilegal.

      E mais: punir em excesso pode ser socialmente tão desestruturante quanto deixar de punir. Se o castigo vem de qualquer jeito, não há motivo para eu não trapacear. Não é por outra razão que os sistemas de justiça penal se baseiam numa matriz que leva em conta a intenção do réu no instante do crime e o resultado de sua ação.

      Se considerássemos só o resultado, teríamos de punir o motorista que atropela o pedestre sem querer com o mesmo rigor que castigamos o assassino que tira a vida da vítima para roubar-lhe a carteira. Se considerássemos só a intenção, o mundo teria de ser uma imensa cadeia, pois todos já desejamos fazer coisas horríveis com quem nos chateou.

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  9. João ando

    O Adrian mannarino e um jogador limitado quue chegou a top30/40. Deve treinar muito pois e limitadissimo. Ja o nnick tem talento mas nao tem educacao e nao cuida do fisico …ninguem torce para aue ele tenha uma carreira curta mas tudo indica que tera …nao depende de nós…e a mãe e os técnicos que tem dar educacao para ele .poder tratar bem os torcedores juízes e boleiros

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    1. Carlos Reais

      Na última semana jogou com o boi garantido em Toronto, quando ligou o “modo Stanimal” o Nadal não aguentou, a bola do cara anda demais, direita e esquerda, pena que não consiga manter o alto nível durante toda a partida.

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  10. Miguel BsB

    Wawrinka está cada vez mais stanimal again…
    Vms ver se essa derrota precoce do Zé Verev o faz se ligar e fazer um Slam digno, porque isso ele tá devendo.
    Um N 3 ou 4 do mundo, com 3 Masters na bagagem, tem que fazer pelo menos uma semifinal de slam…

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  11. Rodrigues

    Dalcim

    Duas perguntas

    Cadê o Carlos Bernades? (Na atual situação, nosso melhor tenista na atualidade, kkk)
    Tem brasileiro no qualificatório do USOPEN?

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    1. José Nilton Dalcim

      Deve ter tirado umas semanas de folga. Sim, Monteiro, Rogerinho e Clezar têm direito a jogar o quali, mas têm de assinar a lista até lá.

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  12. Gabi

    Luiz Fernando,

    o susto maior foi dormir 13h e acordar cansada. Tô me sentindo com 200 mil anos rs.
    Não vi o jogo, ontem o plano foi outro…
    Muito interessante a tua análise. Se vc fosse o pai dele, o que faria?

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    1. Luiz Fernando

      O indivíduo muitas vezes é fruto do meio e o ambiente familiar dele não interessa a nenhum de nós p poder supor qualquer coisa. Mas creio q talvez uns bons tapas na bunda quando criança ajudassem; na atualidade acho q só a fé, afinal ela não remove montanhas? Talento não falta pro cara…

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  13. Daniel Centini

    Dalcim. Na sua opinião, quem é melhor e mais completo, Federer, Novak ou Nadal? Você acha Djokovic mais completo que Rafa? Não fique em cima do muro! rs

    Obrigado pela resposta.

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      1. Renato

        Concordo o Federer é o mais completo, mas acho Novak um pouco melhor que Nadal. Tem devolução e saque muito melhor que Rafa mas é um pouco inferior ao espanhol na rede.

        A pergunta não foi feita por mim, mas veio a calhar. Sempre bom ler a opinião de quem entende bem do riscado.

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  14. Luiz Fernando

    Perder um set desse Mannarino é um péssimo sinal, mas ao menos as coisas voltaram ao normal nos outros 2 sets, q terminaram com o placar q eu julgava q seria o do jogo. Outra surpresa foi a derrota do Zverev, q depois de uma excelente performance em Washington caiu muito em Toronto e agora perde de novo em Cincy. Sem duvida a nextgen é uma realidade, mas ao lado da capacidade inconteste demonstrada p alguns esses caras são marcados pela falta de regularidade.

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  15. Paulo F.

    Sr. Sérgio Ribeiro:
    Já que minha praia é outra e assim posto Vossa Senhoria deu a entender que sou bastante leigo, por favor explique-me, humildemente genofletido diante de sua imensurável sabedoria tenística, o que houve para ser eliminado já na primeira partida, o genial cracaço dos M1000, Alexander Zverev?
    ABS!

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    1. Rafael

      Paulo F.

      O Sérgio Ribeiro é um gosto adquirido. Se vc filtrar, praticamente toda vez que ele comenta, esse jeitão de Master Chef, de Eric Jacquin, ele tem muito a dizer.

      Cada um tem seu jeito, o dele incomoda por esse lado, mas eu, há muito tempo, percebi que não vai mudar. Então, preferi focar no lado positivo.

      É mais ou menos como acontece comigo (sem querer comparar conhecimentos com o Sérgio, para eu não passar vergonha): quem não me conhece acha que sou tremendamente arrogante.

      Eu daria tudo para que essas pessoas conversassem com quem me conhece realmente: Iam ouvir que sou muito PIOR!!!!! hahahahahehehehehhohohoohoho 😉

      Brincadeiras à parte, parece que o TaffMan-E deu azia no Zverev, e ele agora toma groselha vitaminada Mi-LA-NI, ya-hoo! Também em sabor morango e framboesa, ya-hoo!!!

      Com leite, é claro. Desnatado.

      E ele fecha os olhos, assim ninguém O vê.

      Abs!!!!

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    2. Sérgio Ribeiro

      Sr Paulo , Zverev ainda não consegui vencer NENHUMA partida na rápida de Cincy. Afirmou que precisaria fazer alguns ajustes para o Torneio. Como acredito que o Sr assistiu o jogo, este poderia ter ido pra qualquer lado. Méritos do Holandês. Sua irregularidade e’ a mesma dos outros da mesma idade. Fica frio que o piso do USOPEN e’ bem mais lento. O Sr também vai poder aprecia-lo no FINALS 2028 novamente. Abs!

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      1. Luiz Fernando

        Boa resposta Sergio, vc vê como dá pra responder numa boa e sem menosprezo pelo outro. Pra argumentar não precisa bancar o professor e passar uma imagem arrogante. Tomara q continue assim. E lembra quando vc ironizou minha postagem equivocada do BH “simples de uma mão”? Vc até postou os “kkkk” ou “rsrsrs”, lembra? Eu poderia fazer o mesmo com o “consegui” q vc postou ao invés de “conseguiu” que seria o correto. Pimenta nos olhos dos outros não arde… Abs.

        Responder
      2. Paulo F.

        Que argumentação mais simplória, para quem se acha tão experiente e tão conhecedor de tênis para tentar desqualificar os outros como não sendo da praia tenística…

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        1. Sérgio Ribeiro

          Sem essa de o Sr e o LF tentarem me rotular disto ou daquilo. Já cansei de afirmar que não concordar e’ totalmente diferente de menosprezar . Ficaram anos a fio tentando ridicularizar o Embaixador do Esporte , e quebraram a Cara legal. Mesmo com meu Português ruim posso afirmar que tentar ridicularizar a Nextgen e’ demonstrar a mesmíssima falta de conhecimento do Esporte ou não ler os Posts do blogueiro. Isso está longe de ser arrogante como propõe o nosso ” humilde” colega LF . Abs!

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  16. ANTONIO GABRIEL

    Com certeza, o Djoko precisa ir mais a rede e precisa de mais foco nos jogos com jogadores considerados mais fracos, ele entra sem atenção e quando vê já esta em dificuldades, quando o caro do outro lado da rede é mais perigoso, com mais nome, parece que ele acorda para vida e joga mais focado.

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  17. Willian Rodrigues

    Li alguns comentários interessantes e pertinentes acerca do Djokovic aqui no Blog. Jogando de forma pouco agressiva, sem potência, com elevado índice de erros não forçados, forehand descalibrado, etc. Porém, gostaria de recordar o comentário de Francisco Roig, treinador do Nadal, ainda em 2013: “Aquele Djoko de 2011 jamais retornará! Não o assistiremos vencer 10 torneios em um mesmo ano novamente!” E no ano de 2015, ou muito me engano, ou surgiu a melhor temporada da história… Foram 11 títulos incluindo 3 GS, 6 Masters e o Finals! Não estou aqui colocando Novak acima de Federer e Nadal, mas não se pode subestimar um tenista desse quilate! Podemos nos surpreender novamente… Quanto ao fato do sérvio crescer muito diante de Fedal, isso é algo relacionado à sua enorme competitividade. O cara gosta de grandes desafios, mas não se “especializou” em derrotar os dois. Ele tem vantagem do H2H contra praticamente todos de sua geração!!! Esses reveses diante da Nextgen estão muito relacionados à lesão no cotovelo e à consequente queda de rendimento. Esse período coincidiu com a ascensão dos garotos. Kyrgios, Zverev, e cia são muito talentosos, o que torna normal sofrer algumas derrotas para os mesmos, ora essa. Fosse assim, Nadal teria que desistir da vida por ter sofrido 27 derrotas p/ Djoko, quase todas em momentos que se encontrava “nos cascos”, como alguém escreveu aqui.
    Também não gosto de algumas atitudes do sérvio, mas pelo menos ele é autêntico. Expressa em quadra o que realmente está sentindo. Eu não elogiaria a atitude do Federer, por exemplo, ao enaltecer Nadal a todo momento e fazendo questão de não valorizar o bravíssimo adversário que encontrou no sérvio, contra quem aliás, tem desvantagem 26 x 25.
    Quanto ao Bjorn Borg, realmente acho que ele poderia ter ganho muito mais títulos se não tivesse parado. Mas, foi sua opção. Abriu mão de construir uma história mais relevante no tênis. Então não cabe essa discussão sobre ele ser um dos maiores. Além do mais, não ganhou US Open ou Aberto da Austrália. Concordo que comparar gerações tão distantes como a de Rod Laver seja impertinente.

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    1. Jeremias

      Já eu não vejo essa garantia toda de que Borg teria vencido muito mais GSs, não. Ele já havia começado a ser derrotado com frequência pelo John Mc, o mesmo que um ano após a aposentadoria de Borg fez um grande ano e depois não conseguiu mais vencer GS. Ganhou o último aos 25 anos. Eles haviam pego uma geração que já os havia superado e já praticavam um tênis mais moderno.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Lendl, Wilander, Becker e Edberg surgiram praticamente juntos e azucrinaram a vida do BigMac. O último o bateu duas em sequência em Wimbledon em Sets diretos. E começaram a dividir os SLAM até o surgimento de Sampras e Agassi. Abs!

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  18. João Sark

    Dalcim, boa tarde.

    Impressão minha ou backhand do Federer pareceu mais solto e agressivo (apesar de ter feito apenas um jogo), lembrando de leve o do começo do ano passado?

    João.

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  19. Gabi

    Gente, quero gostar do Zverev, mas sempre fico esperando o Nadal/Federer aparecer, pegar a raquete e falar “deixa que eu mostro como faz”. É mais forte do que eu.

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    1. neuton

      O problema de quadril dele é o menor de todos. O problema mental dele é o que complica realmente. Já encheu o saco esse jogador arrogante e imbecil.

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  20. Luiz Fernando

    Vi agora q o Djoko vai enfrentar hj uma galinha mais q morta, pois esse Mannarino já está depenado e na panela, esse ele tem q triturar, ainda mais numa quadra rápida como Cincy. E sinceramente creio q é o q vai acontecer…

    Responder
      1. Luiz Fernando

        Não da pra comparar esses dois, o francês é péssimo e por isso ninguém repara nele, já o australiano não leva a carreia a sério, além de não mostrar respeito pelo público em algumas situações.

        Responder
          1. Rodrigo S. Cruz

            Existe sim fascismo de esquerda, Miguel…

            Justamente é o que o PT pratica.

            Querendo que um ficha-suja, condenado e preso por corrupção se candidate ao principal cargo do país.

            Isso não apenas compromete a democracia, já que ele próprio sancionou a lei da ficha limpa.

            Como faz parecer que qualquer cidadão aceite ser chamado de trouxa, para dizer o mínimo…

  21. julio

    Nole se especializou em bater Nadal e Federer, e se acha o máximo, tanto é que iria parar de jogar se não tivesse ganho winbledon, ele não suportaria ficar jogando anos a fio e perder a posição dominante que conquistou com a parada de Nadal e de Federer, não tirando os seus méritos.
    Ele agora somente está jogando bem contra Nadal, e se pegar Federer ela vai subir o nível, pois não acha que mereça jogar com adversários fracos, e quando os pega, não é humilde como o Nadal e o Federer, e acaba perdendo, pois baixa demais o nível com os outros.
    Podem ter certeza que quando ele pega um dos dois ele rende ao máximo, e nos demais rende o mínimo, é coisa emocional mesmo.
    Nadal sabe disso, Federer já não sei dizer.
    Não gosto nenhum pouco de suas atitudes, mas acho que ele é sem dúvida nenhuma o único que pode ganhar de Nadal, mesmo quando Nadal está nos cascos.
    Naão gostar dele como pessoa não significa não enchergar que ele joga, e muito mesmo, mas não é o melhor de forma nenhuma.
    Agora essa coisa de achar que Federer é o melhor de todos os tempos, e outras coisas mais, seria a mesma coisa de comparar um fusca com uma bmw, pois tudo mudou, desde regras, até raquetes, estilos, forma de jogar, a importancia de cada torneio, e até dos próprios pisos.
    O Dna de Rod Laver não é o mesmo de Nadal, seria a mesma coisa de comparar o vovo como seu neto.
    Se falar em fisiologia já muda tudo, imagine então as técnicas atuais, os tratamentos para lesões, jogadores jogando em alto nivel até os 37 anos, logo é coisa completamente anormal fazer tais comparações.

    Ps.: Borg parou aos 26 anos e teria muitos grans slans no bolso, mas como Nole não quis ser coadjuvante em quadra, ou era n1 ou não seria mais nada, mas como a vida é deles, e a minha opinião não interessa a ninguém mais a não ser a mim mesmo, paciência. Agora é somente esperar os comentários geniais que virão, QUE VENHAM PORQUE EU QUERO DAR MUITA RISADA.

    Responder
    1. Jeremias

      Ele acaba passando isso mesmo: “só me animo quando jogo contra os grandões”. Resultado, o público percebe e tal postura contribui muito para o déficit de popularidade dele em relação aos outros dois, sem dúvidas.

      Responder
    2. Luiz Fernando

      Algumas afirmações q vc fez são até defensáveis mas outras me levaram a dar muitas risadas. Maus momentos são comuns a qualquer atleta, não se esqueça das campanhas de Federer em 2013 e de Nadal em 2015, tão pífias quanto as do sérvio recentemente. Acima de tudo lembre-se q há cerca de um mês ele venceu W, algo q é p poucos…

      Responder
  22. Jeremias

    Muitas vezes ocorre de sermos beneficiados por uma certa conjunção favorável de eventos que nos levam a atingir um nível de performance que já não representa mais o estado “normal” das coisas. Tenho a impressão de que esse foi o caso com Djokovic em Wimbledon. Ele gosta muito do torneio, estava empolgado pela volta com seu antigo treinador, o tempo colaborou, o humor adequado estava em dias, seu filho estava lá, ele se deparou com um grande rival–o que injetou aquele animo que só os antagonismos clássicos conseguem despertar–, as coisas foram dando certo e etc etc etc …Cá entre nós, vamos ser sinceros, ele meio que “achou” aquele título, o que não diminui em nada a conquista, muito pelo contrário, mas não deve servir para viajar no exercício de projeções irrealistas. O fato é que ele ainda não está totalmente “in”, totalmente bem resolvido dentro de quadra. Isso é muito claro. Afora alguns problemas especificamente tenísticos mais cruciais, como a falta de potência apontada pelo Chetnik. Mas o meu palpite é que se existe algum torcedor dele ainda esperançoso de vê-lo dominar o circuito como no passado é bom tirar o cavalinho da chuva. Ele não vai mais fazê-lo. De fato, parece-me que daqui por diante só o veremos esforçar-se para atingir um patamar competitivo e vitorioso de tênis somente, e talvez, nos GS´s.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Jeremias,

      Eu aprendi a não duvidar de integrante nenhum do Big 3.

      Pode até ser que ele volte a ser infernal de novo. E concordo contigo que não seja tão provável.

      Mas apesar de alguns nolistas como o próprio Chetnik desprezarem esse fato, pra mim o Nadal e Federer também melhoraram consideravelmente de 2017 pra cá…

      Ou seja, nem tudo orbita em torno do sérvio, ou unicamente de seu progresso.

      Abs.

      Responder
      1. Chetnik

        Nadal melhorou muito. O Federer de 2015 e 2016 teria vencido tanto quanto o de 2017 – e aí vocês teriam falado as mesmas coisas que falaram ano passado: “Federer está melhor do que nunca” -, a diferença é que lá tinha o Djoko pra fechar a porta na cara dele.

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Você quer arrumar confusão comigo né, cara?

          Então foi só o Nadal que melhorou. O Federer, não?

          Tá bom.

          Então explica pra mim como foi que o Nadal perdeu dele 4 vezes em 2017, se foi só o espanhol que melhorou…

          Esta tua militância anti-Federer enche o SACO!

          Responder
  23. Sandra

    Dalcim, o que precisa mais o Djokovic fazer?.. Torço por ele , mas ele já não conseguiu a façanha de ganhar do Nadal é ganhar Wimblendor, o que não consigo entender, e quando ele joga com essa nova geração, dele não conseguir nada em cima deles

    Responder
  24. neuton

    Já está chato ver as patuscadas de Nick Kyrgios. Já enche o saco ouvir comentaristas falarem que ele é talentoso, joga fácil, blá, blá, blá. Aí vem do perturbado mental e continua com suas “bizarrices”, chiliques e atitudes desrespeitosas para com o adversário, para com a imprensa e para com a torcida. Não gosto desse jogador, acho que o desserviço que ele traz para o esporte é muito maior que qualquer outro aspecto positivo que eventualmente sua presença em quadra possa representar.
    Torço para que ele colha os frutos que plantar.
    Trocaria fácil ver, por exemplo, David Ferrer mostrar garra em quadra por mais 5 anos do que ver esse jogador palhaço corcunda temperamental jogar esses mesmos 5 anos.
    Não tem nada de “hater” nesse comentário, é uma simples manifestação em relação ao comportamento de uma figura pública. Não desejo nenhum mal ao Nick Kyrgios, mas não posso achar bonito o mal que ele faz para o esporte.

    Responder
  25. Marcelo-Jacacity

    Djokovic está ainda tentando se encontrar. Precisa, ser mais agressivo, em virtude da bola dele estar menos pesada (segundo consta a raquete dele teve peso diminuído para maior conforto e reduzir estresse no braço/cotovelo), ao deslocar o adversário, o sérvio precisa acompanhar a bola e ir pra rede, muitas nem vai precisar volear. Sem contar que não possui mais o físico de outrora, 31 anos e contando… não pode ficar perdendo tempo e se matando de correr na quadra mais.

    Responder
    1. Marcelo-Jacacity

      Do fundo de quadra ele não está conseguindo mais desferir winners ou bolas quase indefensáveis como antigamente, principalmente de direita.
      Hoje para seu jogo de percentual, deslocando o adversário, é necessário que suba a rede para facilitar a conquista do ponto e como o Dalcim frisou, precisa ir mais para a paralela.

      Responder
  26. Vinicius Souza

    Dalcim, já vi vários comentários sobre o chung dizendo que ele joga muito e tem um estilo que lembra o do djokovic. Mas por enquanto ele está tendo altos e baixos durante a temporada. Você acha que o chung consegue se firmar entre os primeiros do ranking?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, Chung joga no mesmo estilo do Djokovic, mas falta a ele potência. O problema físico também preocupa, porque já fez várias paradas e é um elemento essencial para seu tênis. Acho que teremos de esperar um pouco para ver se ele resolve essas duas questões e aí sim poderá avançar no ranking e na carreira.

      Responder
      1. VALDIR BITTENCOURT JUNIOR

        Dalcim, da para dizer que Chung e Edmund decepcionaram depois da semi na austrália?
        Os dois não fizeram mais nada o resto do ano.

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  27. Luiz Fernando

    Achei q o Djoko embalaria após sua maiúscula vitória em W, mas sua performance contra Johnson deixou muito a desejar. Vamos ver como as coisas se desenrolam.

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  28. Guilherme Souza

    Esse negócio do Djoko quebrar raquete, discutir com o box, rasgar camisa na cara do adversário… é tão over! Mto chiliquento. Acaba contrastando com um Federer, um Nadal e mesmo um Murray. Há quem goste, mas pessoalmente, não curto. Isso vale tb para Kyrgios, Fognini, Tomic… #desabafo

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Pode ser que em geral as pessoas não gostem…

      Mas pro Djoko isso é bom!

      O sérvio joga o seu melhor quando extravasa suas emoções.

      Aquele perfil de Djoko abraçador de árvores, não era mesmo a praia dele.

      Claro que ele poderia tentar pegar mais leve, né.

      Descontar sua impaciência em boleiros não é nada prolífico para quem se preocupa tanto com a própria imagem…

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  29. Rodrigo S. Cruz

    É uma pena o Nick Kyrgios ter de jogar com esse problema chato no joelho.

    Se dessa maneira ele já faz todo esse estrago, a ponto de encaixar um segundo saque à 220km/h, imagine se estivesse 100%.

    Pior é que o Us Open está às portas, e com essa condição física uma melhor de 5 sets desanima ainda mais.

    Infelizmente, não deve ir longe nem em Cincy e nem em Nova York…

    Quanto ao Djokovic e o Federer, nenhum dos dois apresentou o melhor tênis ainda. O que deve ocorrer a cada avanço.

    Seria imperdível uma final entre ambos.

    O Djoko nunca faturou Cincinnati, ao passo que o Federer já perdeu várias finais importantes pro sérvio.

    Seria no aspecto emocional, uma partida bem tensa.

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      1. neuton

        Para o bem do esporte e desse pseudo atleta, o melhor seria que acabasse em aposentadoria do tenis. Que ele seja feliz, tenha saúde e sucesso longe do tenis.

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        1. Rodrigo S. Cruz

          Lamentável o teu comentário…

          Se você gostasse de tênis não desejaria isso a um tenista desse calibre.

          Não é todo dia que aparece no circuito um jogador com a capacidade de Kyrgios.

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          1. neuton

            Realmente, não é todo dia que aparece um tenista com tamanha capacidade de fazer besteira, desrespeitar os demais jogadores, a torcida e até a imprensa.
            Grande porcaria ficar batendo bolinhas por entre as pernas. Repito: ele faz muito mais mal ao esporte do que seu repertório de besteirol tenístico.

          2. Rodrigo S. Cruz

            Se fosse grande porcaria, todo mundo ficaria fazendo o tempo todo.

            Mas quem disse que o tênis dele se resume a isso?

            Saca tremendamente bem, bate com potência, tem toque, enfim…

            Tem um talento extraordinário.

      2. Rodrigo S. Cruz

        Pois é, Dalcim.

        São os quadris, mas ele também tem jogado com aquela proteção no joelho direito.

        E se movimenta com limitação…

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  30. Chetnik

    Achei o Djokovic a mesma porcaria que em Toronto. Sem nenhuma potência, devolvendo mal saque. Aliás, acredito cada vez mais na minha teoria. Djokovic se tornou um jogador de grama mais perigoso que nos outros pisos. Na grama, a falta de potência dele é compensada com o combo saque/devolução, mais movimentação e boa mudança de direção na bola. Na quadra dura e no saibro – principalmente – ele não consegue furar a defesa dos adversários.

    Esse Johnson não bate uma esquerda de topspin, troço horroroso, e o Djoko com a bunda pregada na base. Tem que atacar a rede. Ele não é um primor na rede, mas tem hora que tem que subir, não tem jeito.

    Federer fez um jogo bem meia boca. Juízes de linha fizeram de tudo para ajudá-lo. Um erro atrás do outro, sempre em favor dele…

    Enfim, voltando ao macho alfa do post, espero que a falta de potência seja mais questão de confiança do que físico, embora eu ache que, fisicamente, o Djokovic não tenha mais a mesma potência. Espero estar errado. Que siga vencendo os jogos e chegue firme no USO.

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    1. Luiz Fabriciano

      Meu caro Chetnik, pegue um pouquinho mais leve com o sérvio, rsss.
      Falando sério, vi um pouco mais de intensidade em Cincy que em todos os jogos em Toronto, mas tem que evoluir mesmo.

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  31. Renato

    Fernando Brack,

    É muita arrogância da sua parte dizer que não tem como argumentar a questão de quem é melhor no mano a mano. Federer tem vantagem contra Nadal em dois dois três pisos que o esporte é disputado, sem levar em conta que poucos jogos foram disputados no piso preferido de Roger, a grama. Tenho certeza que a maioria dos fãs de tênis pensam como eu. Big Mac disse: “Federer é o melhor que eu vi jogar”.

    Então, meu caro, fique com a sua opinião, mas não venha me dizer que não tem argumentação que não é por aí.

    Abs!

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    1. Rodrigo S. Cruz

      O F. Brack é assim mesmo.

      Nessa de tentar ser ” isentão” demais, de vez em quando se perde…

      O Federer já provou por A = B que tem totais condições de empatar o h2h, caso enfrente Nadal em pisos rápidos.

      Os 5 últimos jogos entre eles mostra isso.

      Usar como base o saibro é uma viagem.

      Já que ninguém na face da Terra é melhor do que o Nadal ali.

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    2. Valmir

      Concordo em parte com o Big Mac.

      Contra… Roddick, Phillipoussis, Baghdatis, Gonzales, Soderling, Cilic… foi o melhor que eu também vi.

      Foram 10 Grand Slams em finais contra essa turma que ganho um ou zero GS.

      Quando jogou GS contra Nadal e Djokovic, a história é muito diferente.

      Geral Finais
      Federer 3 x 9 Nadal Federer 3 x 6 Nadal
      Federer 6 x 9 Djokovic Federer 1 x 3 Djokovic

      Os números falam por sí.

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      1. Renato

        Soderling ganhou de Nadal em Roland Garros. Goncales eliminou Nadal antes de perder para Federer na final. Roddick tem 6×5 contra Novak no h2h. Cilic eliminou Nadal este ano na Austrália, tem título de slam e três finais. Tenta outra, cara! Vc é muito fraco!

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      2. Sérgio Ribeiro

        É nítido que o Expert já tinha nascido nessa época dos citados. Em 2005 Rafa Nadal era Campeão de SLAM , venceu DEZ Torneios e terminou a Temporada como N 2. Se foi eliminado pelos pangarés antes das FINAIS dos SLAM , a culpa é do próprio. Esses jogadores eram todos Top. Abs!

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