Nem sorteio de chave ajuda Djokovic
Por José Nilton Dalcim
4 de maio de 2018 às 19:45

Definitivamente, alguém lá em cima está irritado com Novak Djokovic. Atrás de uma sequência de vitórias que lhe garanta mais confiança e ritmo, o sérvio não deu sorte na formação da chave para o Masters 1000 de Madri, um saibro bem mais veloz que já lhe deu dois títulos, um deles em cima de Rafa Nadal.

A árdua tarefa de Nole começa já contra Kei Nishikori, contra quem fez semi dois anos atrás. Embora o japonês também venha de parada por contusão e mostre aquele físico incerto, está em ritmo muito melhor, recém finalista em Monte Carlo. Se passar, Djokovic precisa tomar cuidado com a juventude de Kyle Edmund ou Danill Medvedev. Daí poderão vir David Goffin e em seguida Grigor Dimitrov.

Claro que a única coisa a se comemorar foi ter ficado do lado oposto de Nadal. O dono do saibro europeu e atual campeão aguarda Gael Monfils e Diego Schwartzman, dois jogadores que estão muito inseguros no momento. É bem provável que reencontre Dominic Thiem nas quartas – embora o piso mais veloz agrade Pablo Carreño – e ficará então enorme expectativa para que cruze com Juan Martin del Potro.

Delpo já foi um grande e respeitável tenista sobre o saibro, mas sua última semifinal num Masters 1000 sobre a terra aconteceu há seis anos exatamente em Madri, mesma temporada em que foi às quartas de Roland Garros. Desde então, disputou restritos cinco Masters no piso com uma quartas em Roma. E mais nada. Ficamos com a saudável memória daquela semi em Paris diante de Roger Federer, porém isso foi em 2009, antes do seu US Open mágico e das cirurgias.

De qualquer forma, o argentino tem boa chance de ir longe. Estreia diante de Julien Benneteau ou Damir Dzumhur, pode ter Tomas Berdych ou Richard Gasquet – outro curioso duelo de primeira rodada – e por fim Kevin Anderson ou Roberto Bautista. Não tenho dúvida que esta sim seria a sequência dos sonhos para Djokovic num torneio tão forte.

Por fim, é importante ressaltar que o quadrante de Dimitrov-Goffin-Djokovic pertence ao lado de Alexander Zverev, o cabeça 2, que necessariamente pinta como favorito à vaga na final. No entanto, pode estrear contra Stefanos Tsitsipas e, se o cansaço não pesar para o semifinalista do Estoril, o saibro veloz de Madri tem tudo para virar tormento a Zverev. O italiano Fabio Fognini também precisa ser apontado como nome forte, mas ele foi decepção em Munique.

Que desastre!
Depois de um ótimo início de semana, o tênis brasileiro sofreu uma derrocada difícil de engolir em tudo que foi lugar. O mau presságio começou com a vacilada incrível de Thiago Monteiro na quinta-feira, quando teve saque e 5/3 para ir às quartas de Istambul, minutos depois de ver o cabeça 1 e possível adversário Marin Cilic ser eliminado.

Depois veio a inacreditável virada que Rogerinho Silva levou no terceiro set diante de Taro Daniel, desperdiçando 4/0 e 40-30 com saque. Já havia sido estranho levar 1/6 do japonês no segundo set. E olhem o quadro que o esperava: Chardy na semi, Jaziri ou Djere na final.

Não menos terrível foi ver Bia Haddad ser novamente eliminada por Sara Errani, que nem de longe tem sido a italiana de anos atrás. Pior de tudo é que a brasileira despencará no ranking, não apenas por 78 pontos perdidos em Praga nesta semana mas com outros 140 de Madri na próxima. E ainda tem 80 do quali de Roland Garros a defender.

Nem Marcelo Melo escapou. Ele e Lukasz Kubot, a bem da verdade, perderam o ritmo e não têm jogado bem desde fevereiro. Para fechar a sexta-feira tenebrosa, Guilherme Clezar deixou escapar quatro match-points e 6-2 no tiebreak do terceiro set e Thomaz Bellucci parou em outras quartas, sem ganhar set do 244º do ranking, depois de ter 5/3 e dois set-points com o serviço na série inicial.

E o que nos resta neste latifúndio? Futures. João Menezes em outra final na Nigéria, Jordan Correira numa semi no Cairo, Orlandinho e Felipe Alves em final de duplas também no Egito, Rafael Matos e Igor Marcondes em semi no clube Paineiras.

Mantenha-se otimista, se puder. Eu vou tentar.


Comentários
  1. Rodrigo S. Cruz

    (QUOTE) “Mas o cabeça de caroço de manga chupada é muito teimoso e acha que pode fazer que nem o Federer, voltar ganhando GS, isso é só para gênio”.

    Kkkkkkkk

    Caroço de Manga é SACANAGEM…

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  2. André Barcellos

    E Djokovic, que nunca teve um primor de smash, vai se superando e hoje produziu mais um highlight de smashes pífios (ou pifados)…

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  3. Luiz Fernando

    Não assisti o jg mas considero que o a vitória do Djoko fez um bem enorme para sua autoconfiança, já q vinha sistematicamente sendo eliminado nas primeiras rodadas dos torneios, ainda mais com o resultado obtido frente a um adversário de peso. Li q cometeu erros e mais erros, as brincadeiras acerca dos smahes dizem tudo, mas ele não passaria de besta a bestial em uma partida. O resultado também foi bom p o torneio, não apenas pq o sérvio tem mais nome e é mais atração do q o japa, mas pq depois de um jg longo de início a chance do Nishikori não entrar em quadra em alguma partida, frustrando os espectadores, seria alta.

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  4. Paulo F.

    Mais um torneio no saibro e a pergunta é:
    – Quem poderá fazer frente ao índio careca?
    Um Del Potro descansado ou um Djokovic voltando devagar?
    Outros tenistas nem considero – só esses dois – que sabemos que podem perder pro Nadal, mas sem medo de enfrentá-lo e TENTANDO derrotá-lo.

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  5. Mario César Rodrigues

    Tanto Nole,quanto Kei estão no estaleiro..olhem torço para o Nole recuperar seu jogo e o kei Idém,mas não estouvendo como, sinceramente principalmente o Nole muito complicado!mesmo tendo vencido os ENF que cometeu parem vai sem time,sem potência eu hem quem ti viu e quem ti vê Nole!

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  6. Marcelo Calmon

    Não vi o jogo, mas ganhar do Nishikori, mesmo sem estar na sua plenitude, em sets diretos sempre é bom sinal.
    Tomara que o Djoko consiga ir bem mais longe, pelo bem do circuito !!

    O ranking do quali de Roland Garros é o da próxima segunda (14) ? Se for o Rogerinho e o Monteiro devem ser cabeças de chave. Mas com a atual fase isso também não significa muito.

    E o Bellucci (221) e o Clezar (235) devem o jogar o quali ?

    abs

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  7. Bruno

    Coloquei 10 bolas altas na rede e pedi para minha cachorrinha ,tá certo que ela é uma border collie,muito inteligente,mas ela não errou nenhum smach na rede.

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      1. Bruno

        Calma ,Rafael.
        E só uma brincadeira,apesar mesmo dela ter um SMASH melhor que o do ex bebedor de meldonium para outros macho alfa.
        Soninha,musa do blog,aqui é diversão garantida.

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  8. Evaldo Aparecido Moreira

    Bom dia e saudações federistas… esperei um momento oportuno para acompanhar o jogo do Djokovic, alarmante a falta de potências em alguns momentos , forehand descalibrado e backhand mais ou menos , no quesito mobilidade , neste 1 set , achei bom, torço pela recuperação dele, até mesmo para engrandecer o circuito . Dalcim, se Nole passar pelo japa, acredita que o sérvio vai pegar mais ritmo e confiança ?. Pois até deixadinha teve, o que mostra coragem e confiança neste quesito…..e aí Mestre?

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  9. Vítor Barsotti

    A briga interessante agora é sobre quem ficará no top 5 da história no quesito Semanas na Liderança.

    Djoco ou Nadal.

    Porque parece que não haverá espaço para os dois!

    Somente um deles conseguirá tamanho feito.

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  10. Mário Fagundes

    Primeiro foi Becker a falar que o falta a Djokovic é “sacrifício”. Agora, seu antigo preparador físico, Gebhard Gritsch, retorna à equipe e indica que Djokovic deve voltar a treinar duro para reconquistar o caminho das vitórias. Então, está mais do que evidente o por que do sérvio estar vivendo este momento da carreira. Djoko precisa de muita transpiração, empenho, sacrifício e intensidade nos treinos para voltar a ser competitivo. É tudo o que não falta em Nadal.

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      1. Sérgio Ribeiro

        Na boa, nada Pessoal. Mas fora Laver e Rosewall , em 68 e 69 , qual jogador venceu Rolanga Garros ate’ o final dos anos 80 praticando Saque – Voleio ? Edberg e McEnroe atingiram a Final , mas se não tiver equivocado, perderam. abs

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  11. wagner wanderley

    Boa noite Dalcim você acha que o Menezes pode chegar num top 200 até o fim do ano ? E oque aconteceu do Bruno e o Murray terem caído tanto?

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    1. José Nilton Dalcim

      Pode, mas terá obrigatoriamente de saltar logo para os challengers e conseguir vitórias. Quanto ao Bruno, talvez a expectativa pelo nascimento do filho tenha tirado um pouco seu foco, o que é natural.

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  12. Márcio Souza

    Salve, salve galera!

    Fiquei uns dias sem comentar por aqui, mas vejo que os urubus e aves de rapina estão se esbaldando com a carniça nessa época de TREVAS em que o Siri Careca vem atropelando seus adversários no barro.

    Ainda bem que agora em Madrid o Cueca Atômica vai finalmente ser entubado por Thiem ou o Delpo e as palhaçadas e textos sem pé nem cabeça vão parar.

    Boa semana para todos e vamos que no próximo final de semana vai ter churras pra comemorar o RETORNO DO REI de novo ao número 1, lugar que combina com ele e com a sua posição na história!

    Beijos pra Sônia e abraços para todos os Federistas do grupo, só para citar alguns, Nando, Rodrigo Cruz, Marquinhos, Pieter e cia. limitada.
    Estou na área novamente galera!!!

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  13. Sergio Ribeiro

    Tirando o milagre do Português João Sousa ( muito merecido ) dentro de Casa, os garotos da meio ridiculazida NextGen e’ que estão jogando um tênis agradável de se ver. Com Rafa Nadal presente teem chances em Madri ? difícil. Mas como a bolinha anda mais um pouco porque não Semi ou Final ? Shapovalov , Tiafoe , Tsitsiptas , Zverev e CIA apresentando mais que os trintões Ex-TOP 10. O jogo Berdych x Gasquet de primeira rodada não merece comentários . Os citados jogando uma bolinha redonda em pleno Saibro , podendo aprontar pra cima de Del Potro , Novak ( disse estar inteiro) , Cilic , Nishikori e outros desavisados. Zverev aumentando sua coleção de ATPs , foi o terceiro da história a defender título em Munique. Acredito que o Torneio na Caixa Mágica seja de um nível bem melhor que os anteriores da Gira. A conferir ! Abs!

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  14. João Vicente

    Apesar de pegar o Nishikori na primeira rodada não ser bom negócio pra ninguém, isso pode ser uma oportunidade pra o Djokovic. É um freguês de longa data, basta Nole acordar num dia menos mazelado que pode ser capaz de vencer, especialmente se não vacilar e fechar a conta em 2 sets, já que não vem dando conta de 3. Vencer um jogador do nível do Nishikori daria um boost na confiança e pelo histórico deles é bastante possível. Agora também se perder…

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  15. José Eduardo Pessanha

    Mestre, boa tarde. Meio mandrake aquele saque aberto do Tiafoe a 237 km/h em Estoril hoje. rsrs. Você achou que teve essa velocidade toda? Abs

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      1. José Eduardo Pessanha

        Pois é, muito estranho. Achei um saque com velocidade normal, ainda mais por ter sido aberto. Com certeza foi um erro do radar, igual àquele saque do Thiago Monteiro em Sampa, que deu acima de 220 km/h, acho que lá na quadra do Pinheiros.
        Acho que nem Karlovic deve ter conseguido sacar a 237 km/h no saibro. Caso tenha conseguido, deve ter sido um saque no corpo do adversário, com pouco ângulo.
        Abs

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        1. José Nilton Dalcim

          Observe no entanto que o radar considera a bola na saída da raquete, ou seja, independe do piso e muitas vezes até mesmo da resistência do ar.

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  16. Bruno Macedo

    O Djokovic não precisa de sorte, ele precisa dele mesmo. O máximo que se poderia dizer de falta de sorte, seria pegar no primeiro jogo Nadal, Federer, Murray ou Wawrinka. Em relação aos outros jogadores, o Djokovic não precisa pensar em sorte ou falta dela, precisa pensar apenas nele mesmo.

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    1. Miguel BsB

      Incluiria o Del Potro nessa lista. Aliás, falta total de sorte total topar na 1º rodada das olimpíadas e ser despachado pelo argentino.

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  17. Alison Cordeiro

    Nem mesmo um tenista do nível de Djoko, multicampeão, está a salvo de ser vítima da instabilidade mental quando seu jogo não flui. Nadal passou por isso e superou, voltando a ser grande. Embora não se possa duvidar de um gigante do tênis como ele, a probabilidade de não conseguir é muito grande. Torço para que surpreenda. A conferir.

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  18. Rubens Leme

    Não acho a má fase do tênis brasileiro tão catastrófica. Como Kirmayr disse, semanas atrás, sempre fomos assim, com exceção do furacão Guga, que não foi aproveitado.

    Me lembro nos anos 80, um pouco antes de enfrentarmos a Alemanha Ocidental pela Copa Davis (perdemos de 3×2). Por algum motivo jogamos em casa, em um tapete, e Thomas Koch, já veterano e com problemas no cotovelo ou joelho, não me recordo, fez uma campanha pífia, perdeu seus dois jogos e o Brasil caiu.

    A vitória de Kirmayr sobre Pinner entrou para a história como uma das partidas mais longas da Davis, com um set terminando em 13/11 e outra, por 21/19.

    Na época, a melhor dupla brasileira era formada pelo baiano Givaldo Barbosa e por João Soares, que haviam vencido o circuito challenger VAT 69, que teve o peruano Pablo Arraya como campeão nas simples e Kirmayr, vice. No feminino, o Peru fez dobradinha com o título da irmã de Pablo, Laura.

    As críticas em cima de Paulo Cleto (capitão da Davis) sobre não ter levado à dupla para Davis foram consideráveis (guardadas as proporções da época). Mesmo Cássio Motta teria sido uma escolha melhor, pois fazia uma ótima dupla com Kirmayr.

    Era uma época onde o tênis tinha bons talentos (Cássio chegou a ser 3 do mundo como juvenil, atrás de Lendl e McEnroe), os dois Ks citados acima, Marcos Hocevar (chegou a ser 30 do mundo, melhor posto brasileiro até ser ultrapassado por Guga, Bellucci e Meligeni), Júlio Góes (uma bela história de um pegador de bola, pobre e que fazia “paredão” com um pedaço de madeira e bolinhas velhas) e que se viravam como era possível. Todos eles foram número 1 do Brasil em algum momento.

    O tênis brasileiro sempre careceu de investimentos profundos e não parece que irá mudar durante muito tempo. Hoje é normal os tenistas terem mais ajuda e uma estrutura melhor, mas isso só acontece quando alguém mostra resultados mais expressivos. Vale lembrar que Guga ficou sem patrocínio de uniforme nos últimos anos e que Bellucci segue a mesma sina.

    Por isso, ao invés de crucificá-los eu apenas lamento o momento. Se chegaram até aí foi muito mais por méritos próprios do que apoio da CBT quando estavam se formando.

    Abaixo, a campanha que citei, contra a então Alemanha Ocidental.

    Playoff – Brasil 2 x 3 Alemanha, em São Paulo, piso de tapete
    Uli Pinner v. Thomaz Koch, 6/3 6/3 6/2
    Carlos Kirmayr v. Peter Elter, 7/5 6/2 3/6 6/2
    Heinz Beutel/Christoph Zipf v. Kirmayr/Marcos Hocevar, 6/8 6/4 6/3 13/11
    Kirmayr v. Pinner, 6/2 11/13 21/19 6/3
    Elter v. Koch, 7/5 7/5 6/3

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  19. PIETER

    Dalcim, que campanha a do incansável João Menezes nas quadras duras lá na Nigéria!
    Parece-me que nem ele próprio sonhava com uma gira africana tão vencedora. Sensacional.
    A propósito, o treinador dele é africano? E em que lugar da Espanha ele treina no momento?

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  20. Carlos Nunes

    Bom dia, Dalcin.
    Por gentileza, me esclareça:
    Quanto gastam em média por mês com seu staff, jogadores como Federer, Nadal e Djokovic
    A partir de qual posição no ranking, os jogadores tem despesas pagas pela organização dos torneios, ou eles é que pagam suas despesas como hospedagens transporte aéreo e etc…
    Nos grand slams, quantas pessoas eles podem levar para o seu box

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    1. José Nilton Dalcim

      Não saberia jamais precisar, mas acredito que o fixo dos principais membros da equipe deve estar na casa dos 5 mil dólares. Alguns cargos têm ainda bônus por resultado. A organização dos torneios pagam sempre hotel e deslocamento, jamais pagam passagem aerea e raramente alimentação. Depende da rodada e da importância do tenista, podem ser de 4 a 8.

      Responder
  21. Renato

    Fazer insinuações ou afirmações de que tenista A ou B se dopa, não é uma atitude digna, é falsa e covarde. Dito isso, eu retiro as coisas que escrevi. Independente do que eu penso, não tenho o direito de acusar sem provas. O que eu penso, guardarei pra mim.

    Sem mais.

    Responder
    1. Luiz Fernando

      Legal Marquinhos, uma atitude digna, precisa agora fazer o mesmo em relação a sua vibração quando o Nadal teve apendicite…

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  22. Sérgio Ribeiro

    Sinceramente gostaria de entender esta grande ” Rivalidade ” entre Novak e Rafa Nadal no Saibro. O Sérvio conseguiu perder mais que as 13 de Federer. Nas 22 jogadas contra o Espanhol perdeu 15. Em Roland Garros também perdeu mais que o Suíço , jogaram 7 com apenas UMA vitória de Novak. E nas 7 partidas que venceu no Saibro, apenas 4 foram FINAIS. Ou, seja . Somente impediu que o Espanhol tivesse menos 4 Torneios em sua gigantesca coleção. Não aconteceu entre safra alguma, a meu ver. O Espanhol não venceu UMA DÉCADA de Roland Garros atoa. É de longe o maior jogador que já pisou numa quadra de terra. Os grandes Oponentes de BORG na época ( os de Saque – Voleio ) , nem o enfrentavam em Paris. E Guilermo Vilas era humilhado em Rolanga. Não sei se o Sueco faria o mesmo com Novak e Roger. A verdade e’ que como disse o jovem Grego, ” o Cara da’ aula ” . Abs!

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Correção : Guillermo Vilas. Pelo que Marat Safin e Magnus Normam mostraram contra GUGA, acredito que o Brasileiro venceria apenas 30% nos confrontos contra o Espanhol. Mas isso infelizmente jamais saberemos. Abs!

      Responder
    2. Sérgio Ribeiro

      Correção : Não houve entressafra alguma. A não ser que Novak e Roger não possam ser considerados grandes saibristas. Sem Nadal quantos RG esses caras teriam ?

      Responder
    3. AKC

      Não sei se essa história é verdadeira, mas diz a lenda que Vilas treinou com Borg antes da final de ambos em RG e o derrotou. Na final propriamente dita, foi atropelado pelo sueco. O argentino ficou p* da vida, disse que na partida o sueco jogou de forma totalmente diferente do treino e que isso foi uma enorme sacanagem, rsrs.

      Responder
      1. Sérgio Ribeiro

        Guillermo Vilas somente não explicou como perdeu ONZE seguidas para o Sueco, amigo. E venceu Rolanga exatamente no ano em que Borg pulou ( 77 ) kkkkkk ABS!

        Responder
  23. José Eduardo Pessanha

    Tiafoe detonou por 6/2, 6/3 o Pablo Carreño Busta (como ele e o Thiem entraram no top 10??? que lástima!!!!) em Estoril. Com isso, teremos uma final entre Tiafoe e João Sousa. A final de Munique será entre Zverev e Kohlschreiber. Provavelmente os dois garotos se sagrarão campeões. Alvíssaras.
    Abs

    Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Se o comentarista assistiu ao jogo rs , deve ter visto que Tiafoe aos 20, surpreendeu o Especialista no Saibro Carreno -Busta, com um jogo extremamente agressivo jogando sobra a base e encurtando os pontos com subidas a rede. Somados a isso um ótimo Serviço , deixando atônito o Espanhol que defendia o Título. Teria sido muito bom para Novak ter aceito o convite para o Torneio. Stefanos um pouco extenuado devido à Barcelona , por muito pouco não faz outra Final e fura o TOP 30. Joga bem mais atrás da linha mas deve aprontar mais ainda nas durar. E Dominic atingiu o Top 10 , chegando a Semi de Rolanga 2016 após bater Goffin nas Quartas e Roger Federer nas Semis de Stuttgart a seguir. Possuidor de 8 Títulos ATP ( em todos os Pisos ) , bateu Rafa Nadal duas vezes no Saibro e Federer na Grama. Jogou Três contra o Suíço e levou duas. Com duas participações consecutivas no FINALS, mesmo em má fase , jamais será uma lastima ou Superestimado kkkkkkkkk Abs!

      Responder
      1. José Eduardo Pessanha

        Não adianta, Sérgio. rsrs Thiem sempre será o SuperesTHIEMado do blog. Tão ou mais limitado do que o limitado Goffin. rsrs. Com essa molecada chegando, o Big 3 e o Small Tree (Wawrinka, Murray e Delpo) em boa forma, Goffin e SuperesTHIEMado voltarão para os seus lugares de direito: fora do top 15. Um dia me darás razão sobre esses dois. kkk
        Abs

        Responder
  24. José Eduardo Pessanha

    Mestre, foste modesto na previsão do Tsitsipas terminar no top 30 ao término da temporada. rsrs O garoto está na posição 25 no ranking da temporada. Com essa semi em Estoril, entrará para o top 20 da temporada. Tiafoe, se for campeão, também entrará. Como os dois defendem poucos pontos até o final do ano, acredito que terminarão a temporada dentro do top 15.
    Abs

    Responder
    1. José Eduardo Pessanha

      Estou me referindo ao ranking da temporada (Singles Race), claro. No final do ano este ranking se iguala ao ranking tradicional
      Abs.

      Responder
  25. Luiz Fernando

    Matéria sobre Rafa no site merece alguns comentários realistas: 1) claro q pode terminar de novo como número um mesmo sem jogar 3 meses, em especial se conseguir manter o posto vencendo Madri e RG. Talvez eu esteja enganado, mas creio q após RG Federer defende mais pontos q ele; 2) o número um não é prioridade. Balela pura da parte dele, declaração falsa, se não fosse ele não faria aquelas partidas suicidas com o joelho estropiado em Paris2017; 3) pode perder de qualquer um a qualquer momento, comentário q nem necessitava ser feito, trata-se de algo próprio e natural de qualquer esporte, mas digamos q nessa temporada de saibro se ele mantiver o nível apresentado até agora será difícil de acontecer…

    Responder
      1. Luiz Fernando

        Sera q vc bebeu? Claro q ele disse q é improvável mas o q eu quis dizer é q é possível, deu pra entender? Federer defende menos pontos? Venceu W, Shangai, fez semi de M1000 e fez mais jogos no finals, enquanto Rafa venceu USO e Pequim, sendo vice em Shangai. Acorda.

        Responder
  26. Fernando Brack

    Putz! Em um par de dias, o tênis brasileiro saiu aqui no blog de um ‘Quanta notícia boa!’ para um ‘Que desastre!’.
    E eu só consigo dizer: ‘Que virada!’.

    Responder
  27. Fernando Brack

    Lembro de quando Djokovic mostrou ser capaz de vencer Nadal no saibro consistentemente, uma boa parcela da comunidade tenística ergueu suas mãos ao céu, em louvor ao surgimento de um outro tarado da regularidade em condições de barrar o espanhol em seu piso predileto. Não fosse pelo sérvio, o ogro já teria mais de 100 títulos só no saibro. Pois eis que esse tarado parece ter perdido a tara pelo esporte e, passados já alguns anos, não apareceu mais ninguém para fazer frente a Nadal na terra batida, a não ser aqui e ali. Esta já está sendo a temporada de saibro mais previsível e sem sal de todos tempos.

    Responder
  28. Fernando Brack

    E eu aqui ainda estupefato com a estultice cometida pelos irmãos Renshaw, que, no afã de encontrar uma opção para a grama no sul da Europa, acabaram criando um esporte que um certo espanhol, com seu jogo pra lá de esquisito, pareceu ter nascido para praticar. Para que alguém venha um dia a ser tão ou mais bem sucedido que o ogro sobre o saibro, terá que que ser com um jogo ainda mais ortodoxo e estranho, além, é claro, de possuir um físico ainda mais privilegiado.

    Responder
    1. Gustavo

      Nem daqui a 1000 anos surgirá algum jogador que ganhará o que o Nadal terá ganhado ao final da carreira no saibro. Essa é a realidade, encare-a, mesmo você não gostando do cara…

      Responder
  29. Marcos Castillo

    Eu acho que a chave não ficou tão ruim pro Djokovic. Talvez contra adversários um pouco mais gabaritados ele se sinta menos pressionado e consiga se soltar um pouco mais.
    E se a tal da confiança finalmente voltar…

    Responder
    1. Márcio Souza

      Cotonete na minha opinião deveria fazer um trabalho de fortalecimento muscular e um treinamento tático e físico durante os dois próximos meses e voltar jogando uns torneios menores para adquirir confiança.

      Desse modo ele entraria depois de Wimbledon aonde não defende nada de pontos e gradativamente ele iria ir subindo de novo no rankig e buscando de novo o seu lugar ao sol.

      Mas o cabeça de caroço de manga chupada é muito teimoso e acha que pode fazer que nem o Federer, voltar ganhando GS, isso é só para gênios.

      Enquanto isso continua o calvário do sérvio.

      Responder
  30. Rodrigo S. Cruz

    Que temos SOMBRIOS vivemos, meus caros…

    E pensar que no começo do milênio, tivemos um Guga, capaz das viradas mais inacreditáveis !

    Como aquela da terceira rodada do Us Open 2001.

    Em que tendo saído de 6/7 e 5/7, virou o jogo por 7/6, 7/6 e 6/2, diante de Max ” a Besta” Myirni.

    Hoje me dia, temos de nos contentar com Bello, “Bosterinho” Dutra e Thiago Monteiro, levando viradas humilhantes…

    Responder
    1. Miguel BsB

      Verdade! Essa virada foi espetacular, na raça mesmo…dizem até que o Guga forçou tanto que ali se agravaram de vez os problemas no quadril dele.

      Responder
    2. Márcio Souza

      Olhei o score do jogo entre Rogerinho x Taro Daniel e quando vi 4 a 0, até exclamei:
      – Rogerinho agora não perde nem se quiser!

      Alguns minutos depois quando voltei pra ver o resultado final, acabei dando um soco na minha mesa e soltei um palavrão no trabalho que não posso reproduzir aqui, mas fiquei indignado.
      Chega a ser sacanagem o que o Bello, Rogerinho e o Monteiro estão fazendo com os torcedores brasileiros.

      Tá osso viu!

      Responder
  31. Sônia

    “Mantenha-se otimista, se puder. Eu vou tentar.”

    Rsrsrsrsrsrs…, mais hilário, impossível rsrsrsrs… esse blog é imperdível, rsrsrs. Beijos.

    Responder
  32. Rafael

    Na época do Guga, o movimento não era chamado de NextGen, mas de “New balls, please”.

    Só não lembro direito a partir de que ano foi isso.

    Responder
  33. Daniel Lara

    Os brasileiros desanimam agente viu, fico contente quando eles ganham mas não dá pra torcer os caras tem 0 de consistência.
    Dalcim acredito que nosso problema não seja falta de treinadores competentes, o que vc acha que falta paea nossos tenistas irem pra frente, psicólogo para todos,treinar mais,???

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O tênis é um esporte demasiadamente complexo, Daniel. Por vezes, você tem um talento mas ele não tem o preparo físico ou o mental necessários. Às vezes, você tem um tenista muito comprometido mas sem tantas recursos técnicos. Achar o meio do caminho é muito difícil, e não apenas para o Brasil. Veja outras enormes potências, com muito dinheiro, que nunca tiveram um número 1 ou estão na fila dos Grand Slam ou dos Masters. Por toda essa dificuldade, tem de se trabalhar arduamente na base para se descobrir potenciais jogadores. Mas, mesmo investindo todo dinheiro do mundo e tendo uma estrutura espetacular – duas coisas que o Brasil não tem -, ainda assim jamais se terá certeza de chegar lá.

      Responder
  34. Lázaro

    Lembro-me de que um dos comentaristas aqui do TenisBrasil mostrou que as derrotas dos brasileiros, as viradas que levam ou as oportunidades que perdem está na média internacional de tenistas de nível semelhante. Mas este ano está incrível e ontem/hoje foi quase surreal! Avalio que nenhum deles tem potencial para chegar ao Top 20 ( o Belucci já teve), mas a impressão é que são menos consistentes do ponto de vista psicológico que a grande maioria dos outros tenistas, o que derruba-os para 30 ou 40 posições abaixo no ranking do que em termos técnicos poderiam alcançar. Falta um trabalho desde a base para evitar esse tipo de problema?

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que isso acontece com muitos outros tenistas, Lázaro, de diversas nacionalidades e estilos. É algo do ser humano. Claro que uma boa estrutura lá na base pode minimizar isso, mas veja que o tênis tem um espaço limitado para top 20. Não cabe todo mundo. Então mínimas coisas fazem diferença e muitas vezes a passagem pelo top 30 ou 50 é curta, como já aconteceu com centenas de jogadores. Daí eu sempre dizer que é preciso valorizar Bellucci, que passou tanto tempo entre os top 30 do ranking. É muito difícil ter essa consistência.

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  35. Joker

    Dada a volta de Vajda e o ritmo recente adquirido, tudo aponta para o título de Nole, em Madri, com extrema facilidade. Uma eventual final contra Nadal seria um passeio com direito a pneu. O espanhol sempre pede o CPF na nota contra o Djoko, como bem demonstra o histórico dos confrontos entre os dois.

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        1. Marcos Castillo

          Dalcim, esse formato dos comentários muitas vezes dificulta entender para quem algumas respostas são direcionadas. Aquele formato anterior onde os quadrinhos ficavam coloridos era bem melhor. Abs!

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  36. Bruno

    Rodrigo s Cruz.
    Em nenhum momento disse que houve ofensas,reitero apenas sua implicânciacom o Federer em relação ao saibro.
    Primeiro,vc ficou revoltado por ele pular a temporada toda,o que é na minha opinião plenamente justificável pela idade dele.
    Agora vem com essa de falta empenho,totalmente descabida essa sua análise.
    E vamos ficar somente nas análises ok?sem birrinhas ou provocações infantis.
    Saudações federistas!

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Roger Federer, após a surpreendente virada sofrida quando liderava o tiebreak por 5 x1, diante de Evgeny Donskoy:

      ” Talvez eu não tenha sido suficientemente comprometido, eu acho”, avaliou o suíço que possui sete títulos em Dubai e não perdia pelo torneio desde a semifinal de 2013. “O comprometimento com o tênis é uma coisa importante, na primeira rodada eu estava comprometido, hoje eu não estava”.

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  37. Chetnik

    Já eu acho que não tem azar. Ao contrário dos zumbis fanáticos, eu acho que se você tá mal colocado no ranking, não pode reclamar de “azar” no sorteio. Adversários mais duros no começo é decorrência lógica do fato.

    Só de não ter o Nadal na sua chave já é excelente.

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    1. Nando

      Vc se incluiu nessa de “zumbis fanáticos” né Paulo Coelho (Bruno Louzada, Lola, Leo Gavio…)? Pois um cara (?) q chama seu tenista preferido de “macho alfa”, só pode estar incluso entre os fanáticos.

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  38. Bartolomeu

    Dalcim

    Falamos muito, aqui, da péssima fase do tênis brasileiro. No gancho, aproveito para tentar esclarecer uma dúvida que sempre tive, já que comecei a acompanhar o tênis em 1999, quando o Guga já estava consolidado como um dos melhores do mundo.

    Falo do ano de 1997, quando ele surpreendeu e ganhou Roland Garros.

    Olhando em retrospectiva, ele entrou no torneio, salvo engano, na posição de 66 do ranking. O fato é que essa colocação já o punha, mesmo aos 20 anos, com um dos brasileiros com melhor ranking de todos os tempos. E, se compararmos com o cenário atual, é um ranking muito melhor do que qualquer brasileiro atingiu desde a derrocada do Belucci. E digo mais, se a gente considerar que na época ele tinha apenas 20 anos, é preciso admitir que é uma colocação excelente para a sua idade. Apenas em termos de comparação: o Frances Tiafoe, hoje, ocupa a posição 64, e quem acompanha o tênis conhece ele de longa data, e todos pensam nele como uma grande promessa.

    O que quero saber: quando o Guga surgiu, ele era tido como um promissor next gen? Olhava-se o Guga da mesma forma que, hoje, olhamos o Zverev, Coric, Chung etc? Esperava-se que, algum momento, ele pudesse ter um dos melhores tenistas do mundo e o primeiro título na França apenas antecipou um prognóstico que já se fazia? Abraços

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    1. José Nilton Dalcim

      Não, acho que em termos internacionais ninguém olhava o Guga com essa premissa. A realidade é que, naquela época, não era difícil ser top 80 ou top 100 apenas na base de challengers. É bem verdade que no começo de 1997 ele já era top 100 e disputava alguns torneios grandes, como Australian Open, Indian Wells e Miami, mas com poucas vitórias. Tinha acabado de ganhar um challenger em Curitiba imediatamente antes de Roland Garros. Então não era visto com um fenômeno nem mesmo aqui no Brasil, apesar de sua excelente carreira juvenil e facilidade na transição superior aos demais.

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      1. Ronildo

        Ou seja: talento natural extraordinário! Como o Federer. Pena que ficou restrito à apenas um profissional. Se tivesse uma equipe em torno dele, como os grandes tem hoje, seus títulos dobrariam. Realmente, ninguém imaginava que o Guga seria tão bom! Se sua família soubesse do potencial que ele tinha certamente cogitariam se mudar para a Europa ou Estados Unidos para estruturar melhor sua carreira. Taí um cara que conseguiu tudo com o próprio talento. É aquela máxima do futebol: é só reunir os melhores que não tem como um técnico estragar! É isto que o Barcelona e o Real Madrid fazem!

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    2. AKC

      O incrível é que RG foi o primeiro título dele de nível ATP. Mas antes de RG, já tinha uma vitória sobre Agassi (que, no entanto, vivia má fase, tipo o Djoko hj).

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