Ordem na casa
Por José Nilton Dalcim
24 de novembro de 2017 às 09:29

O Australian Open pediu e a Federação Internacional autorizou duas alterações nas regras dos torneios de Grand Slam – sim, os Grand Slam têm regras especiais – que já entram em vigor em 2018 como a intenção de colocar um pouco mais de ordem na casa.

Curiosamente, duas medidas parecem mirar diretamente Rafael Nadal. A primeira delas, é claro, quer cronometrar o tempo entre os pontos. Isso já foi testado diversas vezes, incluindo o juvenil do US Open do ano passado, e finalmente está autorizado para um torneio de grande peso.

Importante notar que a regra dos Slam estabelece 20 e não 25 segundos entre os pontos, a partir do instante que o árbitro anuncia o placar. No entanto, o Australian Open sugeriu que se adotem os mesmos 25 segundos dos torneios da ATP e WTA mas com a contagem regressiva do cronômetro.

Outra regra que deve incomodar o canhoto espanhol é o aperto na preparação para a partida. Agora, os jogadores terão de iniciar o aquecimento 1 minuto depois de entrar em quadra – adeus ritual das garrafinhas? -, terão os tradicionais 5 minutos de aquecimento que o juiz sempre controlou e somente mais um minuto depois para iniciar a partida em si. A violação dessa regra agora dá multa de US$ 20 mil.

Também houve a aprovação das aguardadas medidas para se conter a grande quantidade de jogadores que entram em quadra sem condições físicas ideais, de olho no polpudo prêmio de primeira rodada, que não tem sido menor que os US$ 40 mil.

Agora, quem desistir antes de a chave começar receberá 50% da premiação de primeira rodada, cabendo os outros 50% ao lucky-loser. Mas os que entrarem em quadra e se retirarem com demonstração clara de falta de condição atlética estarão sujeitos a multa corresponde a todo o valor do prêmio.

Por fim, a Federação Internacional achou por bem ainda manter os 32 cabeças de chave para os Grand Slam de 2018. A intenção é diminuir para 16 já em 2019 com o intuito de aumentar a competitividade, já que assim poderemos ter duelos bem duros desde a primeira rodada. Se isso acontecesse no próximo Australian Open, Andy Murray correria o risco de ficar solto na chave.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Dalcim, dentre as mudanças propostas p agilizar o tênis, algumas inclusive já será implementadas no AO, uma que me parece interessante é o let no momento do serviço. Se ele já é válido durante as partidas, pq também não valeria no serviço? Um amigo, não sei se em tom jocoso, me disse q alguns jogadores poderiam “treinar” para para sacar propositalmente para resvalar na rede e dificultar o adversário, algo q eu acho bem improvável a 200-220 km/h. Qual sua opinião sobre essa eventual mudança? Esta aí uma mudança que não me incomodaria, ao contrario dos sets de 4 games, mesmo q fossem jogos melhores de 5 sets, algo q eu pessoalmente sou contra.

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    1. Sérgio Ribeiro

      Sinceramente nesta boiei legal , caro L.F. Quer dizer que não te incomodaria um Serviço a 200 Km/h , caprichosamente decidir uma partida ( ainda mais uma Final num TieBreak) , caindo na Sorte para o outro lado ? Tomara que Novak faça isso com Nadal em Rolanga 2018. Ao menos do Velhinho você se livrou kkkkkkk Abs!

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      1. Luiz Fernando

        Meu caro, vc sempre bóia, em especial quando não entende que opinião cada um tem a sua, ainda mais num assunto controverso como esse. Fraternal abraço nessa época de festas e alegria.

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  2. Luiz Fernando

    Safin foi um grande jogador, q venceu menos do q poderia, provavelmente por razões extra-quadra. Isso faz dele uma pessoa que pode perfeitamente opinar com grande conhecimento de causa, mas o q ele expôs hj acerca da possibilidade do Djoko voltar desta ou daquela forma não passa de um palpite, um chute, uma opinião pessoal. Basta ver q qual de nós há um ano diria q Rafa e Federer, q vinham de um semestre de lesões, dominariam o tenis em 2017? Acho q nosso querido ex-jogador e apreciador de vodka fez um comentário sem base consolidada e precipitado…

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    1. Rodrigo S. Cruz

      Acho que o Safin só falou o óbvio ululante…

      Bem FRAQUINHA aliás, esta entrevista pros padrões do russo (rs).

      E deve mesmo levar um tempo para o Djokovic ganhar ritmo, confiança, e só assim voltar a ganhar jogos em sequência.

      Mas, claro. Nunca se pode duvidar de jogadores como o “Boneco de Olinda”…

      No começo de 2017 diziam o mesmo do Federer e do Nadal, e eles jpa começaram voando e ganhando tudo.

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  3. Sérgio Ribeiro

    Incrível quando Ex-Jogadores abrem a boca. Safin prevê sérias dificuldades para Novak também. Quando Agassi veio de TOP 110 para TOP 6 , a meu ver , seria impossível pelo tipo de vida que o Norte-Americano vinha levando Extra-Quadra. Agora como treinador de Novak Djokovic , perceberia se o Sérvio não tivesse se recuperado totalmente da lesão no cotovelo, e de seus problemas pessoais ( nisso o Carequinha e’ Craque …). Fora também estar livre das pressões de N 1. Rafa Nadal fez o que fez , e terminou a Temporada como sempre. Mamãe Murray não para de reclamar do Calendário , e Sir Andy optou em não ir a Doha defender a Final. Sabemos como e’ a lesão nos quadris. Não vejo porque não fazer uma fezinha em Novak e deixar as barbas de molho com Andy Murray. Roger Federer está longe de ser exceção. Bem mais velho vinha de joelhos e Costas avariados. A conferir ! Abs!

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  4. Renatinho

    Dalcim, ao que se deve a facilidade da França em revelar ótimos tenistas ? A França sempre tem muitas opções de grande qualidade para jogar na davis, tanto é que mesmo com desfalques ainda tinha outras ótimas opções para construir um time forte. Assim sendo, a França sempre vem forte na Davis.

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    1. José Nilton Dalcim

      Eu vou falar justamente sobre isso no post desta segunda-feira, Renatinho, mas tudo é fruto do excepcional trabalho de base que a FFT desenvolve.

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  5. Roberto Rocha

    A impressão que passa é que jogadores demoram 800 segundos para sacar…considerando que o tempo começa a contar a partir do momento em que o árbitro de cadeira canta o placar após o ponto disputado, eu ja me dei ao trabalho de contar mentalmente o tempo que tenistas demoram a sacar. Tem de tudo…Federer saca rapidinho, na faixa de 7, 8 segundos. Mas Nadal não fica longe do tempo estabelecido…geralmente 28, 29 segundos pra sacar. Então, se alguém acredita mesmo que 2 ou 3 segundos mudarão a essência cósmica dos jogos…
    Mas essa é uma mudança que considero bem-vinda, porque evita dúvidas e impede favorecimentos.
    Essa regra e o contato direto com o treinador são as únicas mudanças testadas no Finals Nextgen que eu aprovo.
    E como eu pensava, o jogo de duplas definiu a Davis. França campeã. Mas o destaque fica para Goffin…jogando uma barbaridade. A campanha no Finals pode ter mudado sua carreira de patamar… Mantendo esse nível, ninguém vai querer cruzar com ele ano que vem…a conferir.

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  6. Sérgio Ribeiro

    E como sempre a Davis somente não passa emoção pra quem não gosta mesmo do Esporte. Do experiente Capitão Yanick Noha ao garoto Luca Poulli , uma atmosfera de pura Magia. E os milionários Atletas interagindo com um público em puro êxtase. A Turminha dos maiores e melhores, fingem que não estão nem aí. E David Goffin ( o ” Limitadíssimo ” ) mostrou o porque de bater o N 1 , N 2 e o N 4 no FINALS. O que fez com Tsonga e Poulli na frente se sua entusiasmada Torcida, foi brincadeira. Só faz da conquista de Grigor algo inesquecível. 2017 entra para a história deste Esporte Maravilhoso como um possível divisor de águas . E os eternos Sabichões falando em monotonia… Abs!

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    1. Sérgio Ribeiro

      Correção : Lucas Pouille. Ele e Tsonga possuem o famoso h2h favorável contra Goffin. Mostra o quanto vale numa decisão na frente de 18000 pessoas. Abs!

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  7. Robson Borges

    Dalcim, bom dia!

    Parabéns pela cobertura do circuito este ano, a Tênis Brasil segue como referência para os fans deste esporte.

    Sem abusar do seu tempo, gostaria de uma orientação, se possível. Tenho um garoto de 8 anos que está treinando no Praia Clube (Uberlândia), desde o início do ano a estrutura mudou para Academia Guga e eu esperava uma evolução maior. Porém, parece não ser o foco nem do clube, nem da academia Guga, formar atletas. Como vejo um potencial no garoto, gostaria de uma opinião sua. Se o treinamento dele for fora de um clube, como inserir o garoto em torneios? Qual seria a indicação para os primeiros passos no tênis aqui no Brasil?

    Ele gosta do esporte e, ao menos eu, vejo muita facilidade nele, pois já bate um bom forehand + backhand, muito regular pra idade. Pensei em treiná-lo aqui no meu condomínio, com aula particular para acelerar (ele já está “velho” para tentar ser profissional?), mas os torneios geralmente são atrelados aos clubes. Se puder dar um conselho, agradeço. Também não precisa publicar o post, pois se trata de pedir uma dica mesmo.

    Muito obrigado!
    Abraço!

    Robson Borges

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    1. José Nilton Dalcim

      Olá, Robson, obrigado pelas palavras. Bom, oito anos é uma idade ainda muito baixa para se pensar em treinamento competitivo. Nem torneios para essa idade existe, a não ser os 10+ que são muito mais festivais do que torneios em si. Importante que o garoto continue se divertindo e curtindo o tênis, sem o estresse da competição, da cobrança e da frustração. Isso pode custar caro lá na frente, como já vi acontecer com dezenas de talentos. Acho que você pode até colocá-lo em aulas particulares, mas talvez ele perca a interação social que é tão importante no tênis. Quanto a ser profissional, ele precisará começar a competir em torneios regionais ou estaduais aos 12 anos e daí para o circuito juvenil nacional. Até subir todos esses degraus, é muito difícil saber seu potencial para o duríssimo circuito profissional. Qualquer coisa, estou à disposição no email joni1@uol.com.br. Abs!

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  8. João ando

    E o Brasil no rio Tennis clasdic …so um campeão fabricio neis nas duplas com o máximo González…e pouco. ..o tenista racista clezar .Rogério lutou muito contra o Thiago Monteiro …e o próprio Monteiro …esperamos que a nova geração com wild ,cristian Oliveira,Pedro Sakamoto se consolide.temos tb o João Reis …vamos ver so o futuro dirá. …

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  9. Ivan Sampaio

    A propósito, já há um bom tempo que não tenho visto o Carlos Bernardes arbitrando torneios. O que será que aconteceu Dalcim, será que foi alguma punição da ATP ou é engano meu?

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  10. Oswaldo E Aranha

    Ainda bem que 2018 será novamente um ano com grandes jogos, mais diversificados, com o retorno a atividade de grandes tenistas que estiveram praticamente ausentes em 2017.

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    1. Sergio Ribeiro

      Mais diversificados e’ ótimo. Tivemos em 2017 muito mais diversificação do que os trintoes que se lesionaram apos Wimbledon. Vide Zverev, Goffin, Dimi e CIA. O nosso amigo Aranha somente vê Tênis bem jogado com Djokovic. Como se o Esporte se resumisse a sua presença …Abs!

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  11. Rafael

    Não há nada que o espanhol não possa se adaptar! Pois adaptação foi tudo que ele fez durante a sua carreira inteira. Nada pode fazê-lo dobrar-se. Exceto outros aliens, tais como Federer e Djoko… buy the way…

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  12. Rafael Wuthrich

    Dalcim, li a entrevista do presidente da ATP e me decepcionou. Primeiro, disse ser impossível um 1000 na grama, por causa de Queens e Halle – deixando claro que não quer deixar nenhum dos 2 inferiorizado, mas prejudicando jogadores que curtem a grama por dar menos pontos.

    Depois, porque admitiu indiretamente ser contra os 5 sets, afirmando que a Davis tem que ser revista e que a própria ideia dos pontos “é interessante”, muito embora não tenha apoio para mudá-las agora.

    É sério que esses caras comandam a ATP? Posso temer pelo esporte tal qual conhecemos e nos apaixonamos, meu bom Dalcim?

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    1. José Nilton Dalcim

      Os tenistas precisam ter voz ativa nessas questões. Infelizmente, a maioria se acomoda ou vê apenas seu interesse. Portanto, acho que a Davis corre mesmo o risco de ser desfigurada a curtíssimo prazo.

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  13. Sônia

    Pelo início parece que a dupla francesa irá atropelar a dupla belga, esses belgas são muito fraquinhos. Amo Tsonga, mas amanhã torcida toda para o Goffin. Darcis terá que se superar, na torcida para que acredite, estou achando que será contra o Gasquet. Infelizmente creio que a França irá levar, uma pena. Beijos.

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  14. Sônia

    Adooooorei as novas regras, será hilário presenciar o tempo gasto por alguns tenistas ao sacar. Mudando de assunto Dalcim, ontem joguei duplas com colegas e por duas vezes o adversário parou a jogada e gritou “dois toques” na raquete de meu parceiro. Nas duas vezes, não observei isso (tudo muuuuuito rápido), aliás, desde que acompanho tênis (1990), nunca vi um árbitro detectar dois toques numa raquete, presenciei vários “not up”, mas nunca dois toques. A velocidade é tão rápida, como o adversário pode ter tanta certeza disso? Perguntei para um árbitro da federação paulista (professor aqui) e ele disse que esse tipo de marcação não ocorre. Dalcim, há algo documentado sobre isso? Beijos.

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  15. Rubens Leme

    Dalcim, uma curiosidade incrível: o ranking na semana do dia 16 de janeiro, a anterior do início do Australian Open deste ano tinha no Top 5, Andy Murray, Novak Djokovic, Milos Raonic, Stan Wawrinka e Kei Nishikori, justamente os que abandonaram o ano por lesões.

    Ou seja, o Top 5 de 2017 vai com tudo pra cima do Top 5 de 2018.

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  16. Rubens Leme

    Os 25 segundos podem ser uma armadilha se tivermos um jogo de longas trocas e no sol do meio-dia, por exemplo. Aí cabe ao árbitro bom senso, para relevar esse ou aquele jogador que atrasar independente de ser o Nadal ou Djokovic, outro que demora a sacar.

    Gostei da regra de punir quem entrar machucado apenas pela grana, mas é capaz ainda de vermos algum cabeça de chave fazer isso. Murray, por exemplo, atrapalhou o US Open, embora imagine que teria pago sem problema os US$ 40 mil, pois para ele é dinheiro de pinga.

    Se a bolinha for a mesma do ano passado, teremos o melhor torneio do ano, logo em janeiro.

    Agora é saber como voltam os lesionados. Se todos estiverem 100% e conseguirem um ritmo bom antes do Slam será o mais interessante torneio dos últimos anos, que considero o mais atrativo em termos técnicos, muito superior a Roland Garros e Wimbledon.

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  17. Marcio

    O AO vem sendo mais interessante que RG há algum tempo.
    Esta se invertendo a ordem de importância entre os Slam – se é que existe, exceto por Wimbledon unanimemente o mais prestigiado – estando atualmente na seguinte sequência Wimbledon, Us open, Australian open e Rg.
    É o que parece…

    Responder
  18. Maurício Luís *

    Então, né… Acontece que já neste Australiano Open a cobra vai fumar
    Porque Murray, Djokovic, Wawrinka , Raonic e Nishikori poderão se enfrentar já nas oitavas. Poderão cruzar entre si e também com Sock, Dimitrov, Cilic, e por aí vai.
    Da minha parte, se o circo pegar fogo, ofereço-me prontamente para apagá-lo. Com um balde de querosene e gasolina…

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  19. Eric

    Terei Nadal como meu tenista favorito se ele abandonar todo o seu ritual, evitando a cueca, as garrafinhas alinhadas com o norte verdadeiro (que difere do magnético), a descolada da blusa nos ombros e o cabelo nas orelhas, o suor pelo nariz e os quatro quiques da bola no chão…

    Australian Open aumentará a torcida de Nadal! Ou não. A conferir.

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  20. Aguinaldo

    Dalcin quem venceu a enquete sobre quais seriam os 10 primeiros do ranking, só final da temporada? Quais foram os tenistas que o vencedor escolheu?

    Responder
      1. Aguinaldo

        Valeu Dalcin!!!
        Sei que não ganhei, apesar de ter passado nas duas primeiras etapas.
        Não esperava que o Wavrinka fosse ficar entre os 10, porque quase não jogou no segundo semestre.
        Mas, é uma brincadeira legal.

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  21. Luis

    Dalcim legal essa do relógio pra sacar,sobre comportamento poderia ter algo por exemplo um tenista tá sacando reclama do juiz ou com a torcida juiz da 0 15 kkk,Promete ser aberto Austrália legal,já foi o melhor Slam de 2017 com melhor partida ano final Federer X Nadal

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  22. Carlos Alberto Alves

    As novas regras sem dúvida são bem interessantes e concordo com os três jogadores citados aqui, porém ainda acho que Nadal e Djoko são os que mais embaçam. A diminuição do número dos cabeças de chave levaria a termos duelos bem mais competitivos já nas primeiras rodadas, aí certamente os Slams não seriam atraentes somente a partir das 8as, e sim já nas rodadas iniciais a zebra já poderia dar o ar da graça.

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  23. Joaquim Saraiva

    Toda regra, por mais clara e objetiva que pareça ser, deve ser interpretada, enxergada com temperamentos. Não me parece razoável impedir, por exemplo, que um tenista, após uma extenuante troca de bolas, levando-se em consideração as condições climáticas em que o torneio é disputado, tenha um tempo maior para repor a bola em jogo. Por isso, cabe ao árbitro de cadeira, de forma sobrepairante, relativizar a norma. Aqui, não se trata de prejudicar ou beneficiar tenistas específicos, mas sim de preservar a incolumidade física do atleta, notadamente porque, como se sabe, o Aberto da Austrália é um torneio duro para os corpos, ainda que muito bem preparados. A visão hermética de leis, portanto, pode dar margem a condutas arbitrárias, incompatíveis com os princípios do esporte.

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    1. José Nilton Dalcim

      Concordo totalmente com você, Joaquim. Aliás eu já tinha dito isso aqui algumas vezes. O homem da cadeira se chama árbitro porque sua missão é justamente ponderar e usar o máximo bom senso a cada momento.

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  24. Rafael

    Dalcim,

    De que forma é possível gerar potência no backhand de 1 mão? Pergunto porque não consigo, aí bato com as duas, mas dá uma tremenda frustração ser incapaz disso.

    Obrigado.

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    1. José Nilton Dalcim

      Necessário pegar bola à frente do corpo, fazer um movimento bem amplo, principalmente na preparação bem atrás do corpo, e também terminação bem ampla. Fizemos um ótimo vídeo no Bate Bola sobre o backhand do Wawrinka.

      Responder
      1. lEVi sILVa

        Dalcim, não era assim mesmo que o nosso saudoso e querido Guga fazia ao bater o seu famoso back de apenas 1 mão? Eu lembro bem do Dácio falando da preparação do golpe e estrago frequente das paralelas e cruzadas do brasileiro… Se não era tão linda quanto a do Wawrinka, era muito regular! Abraço!

        Responder
    2. Miguel BsB

      Rafael, se me permite uma dica tb, pra complementar a do Dalcim, o braço tem que estar bem relaxado, solto, e acelerar bastante, como um chicote. Assim vc gera velocidade e spin… durante a batida e a terminação, o tronco preferencialmente deve se “abrir” , com o peito ficando quase que de frente pra rede.
      Abs

      Responder
      1. Marcos RJ

        isso mesmo… e para terminar, o corpo precisa estar se movendo para frente no momento do contato: para os destros, o pe esquerdo da o impulso para frente e o peso do corpo se transfere para o pe direito que esta plantado no chao a frente; o pe esquerdo ja deixou o chao quando a raquete toca na bola.
        Abraco

        Responder
    3. Chileno

      Rafael, eu sou bem meia boca pra jogar tênis. Meu saque é ruim, não sei volear, meu slice é mediano e meu forehand decente. Mas modéstia à parte, acho que tenho um backhand muito bom de uma mão só. Sou destro. Então no meu caso, eu faço a preparação com as duas mãos mantendo a raquete bem próxima ao ombro esquerdo (ou seja… dando um swing bem longo), posiciono o joelho direito à frente e flexionado, mudo a empunhadura pra Eastern, e simultaneamente ao movimento da raquete, eu estendo o joelho projetando meu corpo pra frente, de um encontro à bola, dando um bom impulso adicional. Dependendo do quanto eu utilizo desse impulso com o joelho, eu levanto levemente a perna esquerda do chão pra fazer um contrapeso e me manter equilibrado. Assim eu consigo me projetar bastante pra frente e não perco o equilíbrio.

      Responder
    1. Sérgio Ribeiro

      Somente hoje, parceiro ? No Saibro lento de Mônaco ele já tinha encurralado Nadal . Veio num crescente o ANO INTEIRO. Chegou a ter mais WINNERS do que Federer no jogo do FINALS. Agora, a turminha da Wats prefere bater papo do que acompanhar as partidas. Não posso afirmar que seja o seu caso. Mas Goffin esta’ para alguns na turminha da ” Geracao Perdida ” , junto com Dimi e CIA. Cilic e’ altamente elogiado devido ao SLAM conquistado. No entanto , a meu ver, e’ menos técnico do que os citados. Abs!

      Responder
      1. Luiz Fabriciano

        “Não posso afirmar que seja o seu caso.” Ainda bem.
        Mas que o “up” dele é do Finals para cá, quem nega?
        Ano passado mesmo, no próprio Finals entrou em quadra contra Djokovic e nem viu a bolinha.

        Responder
  25. Mário Fagundes

    Palmas e palmas para as pessoas envolvidas na organização do AO. Não à toa, o torneio australiano vem sendo o mais atrativo e empolgante dos últimos anos. Se alguém discordar, que fique à vontade. Essas mudanças provam que os dirigentes agem com firmeza ao tomar decisões. Quem joga o jogo de forma correta, dentro das regras, não será atingido. Vai ser divertido ver Rafael Nadal “se virando nos 25” pra sacar. rsrsrs Terá de reprogramar o “chip dos tocs”. rsrs Alinhamento das garrafinhas, duas toalhas pra boleiros, não pisar as linhas, mãozinha no cabelo, dedinho na cueca… Quais dessas “manias” serão eliminadas?
    Que tal uma enquete nesse sentido, Dalcim? rsrsrs Não somente Nadal, mas também outros robotizados do circuito terão de se adaptar. Torcendo pra que Carlos Bernardes seja o árbitro do primeiro jogo de Nadal no AO. rsrsrs Esse slam promete!

    Responder
  26. Sergio Ribeiro

    Já tinha passado da hora de por ordem na casa. E Novak vai mostrar a facilidade com que vai se enquadrar. O Sérvio ao ir direto defender o Título em Doha, comprova o que Agassi vinha afirmando . Totalmente recuperado e voando baixo. Seis anos a menos que o Suíço , fico espantado como não o colocam como favorito no AOPEN. Azar de quem cair com ele ( jogando em casa ) fora de hora…Abs!

    Responder
  27. Renatinho

    Dalcim, sobre estas regras uma pergunta. Suponhamos que o cara entra saudável na quadra e acontece um imprevisto e ele se acidenta de alguma forma na quadra, fica debilitado ( sem condições de jogar ) e com isso acabe abandonando o jogo. Ainda assim ele sofrerá multa? Neste caso acharia injusto e justamente por isso que fiz a pergunta para saber se é assim mesmo.

    Responder
      1. Rafael Wuthrich

        Mas concorda que fica numa subjetividade danada? Imagine um cara que finja estar bem aí simule um estiramento, por exemplo. Como aferir se a lesão era preexistente? Deixa muito no terreno da subjetividade.

        Responder
  28. João sawao ando

    Acho a regra dos 25 segundos ótimo.com relação aoxaquecimentovo relógio trmvque cronimetrar …se não…Grand slam tem que ter 32 cabeças.agora não concordo com a multa de priemira rodada …se Ele tem direito de entrar na chave e quer jogar deve tentar…aqui no rio no jogo do wild quecja era segunda rodada o Thiago wild teve direito a dois tempos médicos…o jogador dominicano era muito tranquilo aceitou o priemiro tempo médico .mas não gostou do segundo ….achei errado a atitude do diretor do torneio …pelo que eu sei o tenista sp tem direito a um tempo médico de 3 minutos e mais tres se o juiz der…não e dalcim?

    Responder
    1. João sawao ando

      E por fala em Rio Tennis clássic o clezar levou um entubafa do Carlos berloq. …perdeu onze games seguidos … talvez ele fique menos debochado e ainda da tempo de ser um bom profissional …só tem 24 anos

      Responder
  29. Renato

    O espanhol tem que tirar o Deus que existe dentro da barriga e entender que as regras não giram em torno dele. Curioso para saber como vai afetar o mental do espanhol. Sem relógio, a maioria esmagadora dos juízes são complacentes com os atrasos do siri. Outros que costumam demorar para colocar a bola em jogo são Novak e Cilic. O sérvio anda meio estressado(vários chiliques em quadra), vamos ver como ele reagirá também.

    Responder
  30. João Sark

    Dalcim, bom dia.

    Havia ouvido falar que a regra dos cronometro entre os pontos para o Australian Open seria apneas para o qualifyng, voltaram atrás?

    Responder
  31. Nando

    Gostei disso…essas aliás são as únicas regras q eu achei bacana qnd testaram no Finals NextGen.
    Quero ver Cilic, djokovic e nadal “embaçando” pra sacar kkkkkkk

    Responder
    1. Luiz Fabriciano

      Desses três ai, acho o Cilic o mais chato.
      O hábito dele é parar de bater a bolinha no chão, no meio do tempo, e olhar para o adversário para depois continuar batendo no chão. Só então depois desse segundo tempo é que saca. O Djokovic depende da pressão. Quanto maior, mais tempo para sacar.
      E Nadal, é Nadal.

      Responder
  32. Leandro Passos

    Bom dia Dalcim.

    Gostou das medidas? Ou tem alguma medida que te desagradou? Ou então tem alguma medida que gostaria que colocasse a mais? Eu, particularmente, gostei de todas e gostei da idéia de ter apenas 16 cabeças de chave. O que você acha?

    Obrigado e parabéns pelo seu blog.

    Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Claro que a ideia é permitir que aconteçam jogos de peso logo nas duas primeiras rodadas, mas ao mesmo tempo você pode desequilibrar terrivelmente as chaves. O público geralmente paga ingressos para ver os melhores jogarem e pode ser desmotivador vermos estrelas caindo precocemente antes das oitavas e quartas. Enfim, é preciso testar e ver o que acontece.

          Responder
  33. Luiz Fernando

    Não é por ser torcedor do Nadal q sou obrigado a elogiar tudo q ele faz, quem age assim aqui é outro segmento. Acho excelente a regra dos 25 segundos, não tenho dúvidas q todos se adaptarão em qualquer problema, mas duvido q apliquem multas pra quem não iniciar o aquecimento mais rapidamente, apesar de também concordar com a medida.
    Como diria o Sérgio Ribeiro, a conferir.

    Responder
  34. Marcos Marinho

    Sempre quis que se reduzisse os cabeças de chave a 16, mas os jogadores vão reclamar demais. Primeira semana de Slam é um tédio só… Favoritos cumprindo tabela apenas…

    Responder

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