Um momento de história
Por José Nilton Dalcim
25 de julho de 2017 às 19:04


A página do TenisBrasil no Facebook soltou hoje cedo este vídeo histórico que mostra as finais de WImbledon de 1964. Além de ser um retrato interessante de como se vestia e torcia há mais de 50 anos, o que vale mesmo para nós são imagens raras de Maria Esther Bueno em ação.

O sucesso foi tão grande lá no Facebook que achei justo reproduzir o vídeo aqui e contar alguns detalhes sobre o que envolvia esse duelo das ‘rainhas da grama’.

Aquele ano marcou nada menos que o tricampeonato de Estherzinha em Wimbledon. Campeã em 1959 e 60, problemas físicos prejudicaram sua campanha nas temporadas seguintes – sequer jogou em 61 mas foi à semi em 62 – e portanto era uma chance espetacular de chegar à coroação absoluta em Wimbledon.

Observem quem era sua adversária: a australiana Margaret Smith (depois Court), então com 22 anos, que se tornaria ao final da carreira a maior colecionadora de troféus de Grand Slam de todos os tempos, entre homens e mulheres.

Apesar de seus 1,75m, fica evidente o porte físico avantajado da australiana perante a paulistana, três anos mais velha e cinco centímetros mais baixa.

Não pensem no entanto que Smith tinha currículo pequeno. Quando chegou a esta final, ela já era pentacampeã na Austrália, tinha dois troféus em Roland Garros, havia conquistado uma vez o título nos EUA e era a atual detentora do troféu em Wimbledon.

O jogo também era uma verdadeira revanche da final dos EUA de 1963, quando Estherzinha havia barrado o bi da australiana em Nova York. Importante lembrar que a grama também era o piso nos EUA e na Austrália naquela época.

As cenas do vídeo acima servem ainda para apreciarmos um pouco do estilo clássico, leve mas ao mesmo tempo agressivo de Maria Esther, que nasceu no saibro mas credita sua desenvoltura na rede aos treinos incansáveis com o irmão Pedro desde a infância.

O placar foi duro: 6/4, 7/9 e 6/3 para Maria Esther, que reencontraria Smith na final de Wimbledon de 1965, desta vez perdendo por 4/6 e 5/7, e ainda teria mais uma chance de chegar ao tetra em 1966, superada então por Billie Jean King também em três sets. Billie Jean tinha um estilo muito parecido com a da brasileira, cheio de toques requintados e pernas ágeis pela quadra.

Este no entanto não foi o último troféu de Grand Slam da brasileira. Meses depois, ela faturaria seu terceiro título nos EUA e ainda chegaria ao tetra em 1966. Infelizmente, o cotovelo impediu que Maria Esther tivesse uma carreira mais longa. Após conquistar as duplas do US Open de 1968, seu único Slam realmente profissional, precisou parar. Chegou a fazer nove cirurgias e recorreu até à mítica metodologia indiana, sem sucesso. Tentou retorno em 1974 e 76, mas viu que seria impossível recuperar a velha forma e se aposentou em 1977.

Margaret Smith foi bem mais longe e chegou muito bem à Era Profissional, faturando quatro Australian Open, três Roland Garros, um Wimbledon e três US Open na fase moderna do tênis. Seu último jogo de Grand Slam, já mãe de dois filhos, foi curiosamente contra Martina Navratilova, em 1975. Persistiu nas quadras, teve um terceiro filho e também se aposentou em 1977, grávida mais uma vez.


Comentários
  1. Renato

    Muito legal o vídeo,e os, tenistas de qualidade! Naqueles anos não existiam os robocops dos dias de hoje. Robôs tipo Novak e Nadal.

  2. Ulisses Gutierrez

    Dalcim,

    Excelente vídeo. Como voleava a Maria Esther Bueno. Saque, voleio, saque, voleio. Com muita precisão. Em um dado momento do vídeo a Smith saca, mas não vai para o voleio, a Esther troca duas ou três bola de fundo e vai para rede ganhar o ponto. Dalcim, isso, sim é tênis. Não vejo muita graça em ver 40 trocas de fundo de quadra, com a bola passando 2 metros da rede, e os jogadores a uns 3 metros da linha base. Época boa da Estherzinha, não é mestre Dalcim?

    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, e estamos falando de mulheres fazendo saque-voleio. Não é à toa que Navratilova sempre falou tão bem de Maria Esther.

  3. Gabi

    Voltando ao tema das desistências em razão das alegadas contusões dos tenistas e a suspeita de não serem verdadeiras, saiu uma matéria no jornal “New York Times” discutindo algumas propostas para mitigar esse problema. Para resumir, é um conceito usado em economia e que cai como uma luva nessa discussão: o problema do agente-principal.

    Elas buscam reduzir a remuneração do indivíduo em caso de desistência. A ideia é tornar o pagamento maior caso a tarefa seja entregue.

    Explico: a representação mais comum dessa teoria que se ensina em livros-texto e em salas de aula envolve o gerente de uma firma (o principal) e um trabalhador (o agente). O gerente passa uma tarefa ao trabalhador, mas não tem condições de monitorá-lo o tempo todo. Não pode assim checar se ele está de fato se esforçando.

    Por exemplo: o gerente pede que o funcionário entre em contato com 20 clientes para agendar visitas. O funcionário pode conseguir falar com todas as 20 pessoas, mas pode também dar azar e não encontrar todo mundo. Quanto mais ele se esforça, maior a probabilidade de completar a tarefa. Entretanto, ainda que menor, a chance de fracasso existe.

    O problema é que, se ao fim do dia o trabalhador disser que não conseguiu contatar todo mundo, o chefe nunca saberá se ele teve azar ou simplesmente não se esforçou.

    O gerente tem que remunerar o esforço do empregado, mesmo sem observar o que ele está fazendo. Como? Pagando uma remuneração maior caso a tarefa seja de fato entregue.

    Se o pagamento fosse o mesmo, independentemente do resultado, o incentivo ao esforço seria baixo. Por que eu me esforçaria se no fim das contas vou receber a mesma coisa, e meu chefe não sabe que eu passo o dia inteiro no Facebook?

    Quando o esforço é correlacionado com uma remuneração esperada mais alta, o funcionário é compelido a trabalhar mais. Afinal, as chances de ganhar mais são elevadas justamente quando se trabalha com afinco.

    O problema é que o indivíduo pode simplesmente ter azar. Ele se esforça, mas, por motivos fora de seu controle, não consegue completar a tarefa. E acaba sendo punido por isso com um pagamento mais baixo. Esse é o custo que se paga para dar o incentivo correto quando não se observa perfeitamente as ações dos indivíduos.

    Podemos aplicar esse conceito em diversas outras situações, como na escola. O professor quer que seus alunos aprendam a matéria, mas não observa se eles estudam em casa. A recompensa para o aluno é a nota na prova. Se todos os alunos recebessem a mesma nota no fim das contas, qual o incentivo a estudar? Nenhum.

    Em uma prova bem desenhada, quem estuda mais tem maiores chances de conseguir uma boa nota. E isso dá incentivo ao estudo. Temos também o custo: alunos que se esforçam, mas que dão azar durante a prova (por ficarem nervosos, cometerem erros de conta etc.), acabam sendo prejudicados.

    Voltemos agora s desistências. No caso, os jogadores da primeira rodada recebem o mesmo prêmio, independentemente de completarem a partida ou não. Nesse sentido, o incentivo de um jogador a abandonar a partida pode ser elevado se ele perceber que não tem mais chances de vencer.

    É como no caso do funcionário que recebe o mesmo pagamento independentemente de completar a tarefa, ou no do aluno que consegue a mesma nota, tenha ou não estudado duro.

    Assim, cogita-se não pagar o prêmio para quem não completa a partida. Ou permitir apenas um número máximo de desistências em um ano, e após isso não pagar o prêmio em caso de nova desistência. Como antes, indivíduos que dão azar (e que de fato se machucam) são prejudicados: além do problema físico, ficam com uma remuneração mais baixa.

    Será que isso estimularia o esforço, dando maior incentivo para que jogadores terminem suas partidas com dignidade mesmo com poucas chances de vitória?

    Uma possibilidade é que eles levem as partidas até o final, mas sem nenhum esforço. Isso provavelmente não é melhor para o torneio do que permitir um abandono por suposta contusão. Quem pagaria o pato seriam os atletas que se machucam de verdade e não conseguem terminar as partidas.

    Mas há uma chance de que funcione. Talvez a vergonha de protagonizar uma farsa em escala mundial previna essa situação. Na configuração atual, a farsa ficaria escondida sob um provável problema físico, dado que o público nunca saberá se o jogador de fato se machucou.

    1. José Nilton Dalcim

      Apenas um adendo: há um item muito claro no Código de Conduta da ATP que pune o tenista que não se esforçar para ganhar, seja um mero ponto, um game ou obviamente o jogo.

    2. Rafael Wuthrich

      Ressurge aqui o velho raciocínio da meritocracia absoluta. Em primeiro lugar, o método meritocrático ainda é o melhor, mas não pode ser o único.

      Utilizando seus exemplos, não precisamos ir longe para verificar que não são confiáveis: um aluno que cole na prova ou uma prova com nível discrepante, seja demasiado alto ou demasiado baixo, deturpam qualquer meritocracia. Isso considerando algo que nunca se verifica na prática: igualdade absoluta de condições. Quem garante que um aluno da periferia morador de uma favela violenta tem as mesmas condições de um filho de um advogado morador de um bairro nobre naquela prova?

      No caso do empregado, o que você chama de “azar” nada mais é que o risco do negócio. A partir do momento em que transferimos ao bom empregado “azarado” o ônus de fazer bons negócios mas a remuneração por seu extremo esforço e dedicação são baixos, em razão de condições alheias à sua vontade, estamos reduzindo o valor do trabalho e transferindo todo o risco do negócio, que é da empresa/patrão, ao empregado. Em qualquer lógica isso é absurdo: a empresa não teria nenhum risco ou baixo risco e só dividiria uma parcela do lucro em caso de sucesso, mesmo sendo ela que lucra mais em caso de sucesso.

      O outro problema é trazer esse raciocínio empresarial já equivocado para o esporte. Primeiro porque além da questão financeira envolvida, há a questão esportiva. Muitos tentamsem ter condições porque sabem ser um torneio grande e fundamental esportivamente falando. Não há aqui uma lógica puramente financeira, embora ela exista.

      E, por fim, há a questão da lesão: como determinar se uma lesão é impeditiva ou mão para o atleta, Já vi jogador abandonar jogos com lesões pequenas mas incômodas e outros continuarem normalmente até com membros quebrados. Isso é muito relativo. E não seria resolvido pela sua sugestão de prêmios e penalidades.

      Acho que deveria existir uma perícia médica do circuito nesses eventos e uma compensação caso se comprove inexistir condições físicas ou houver risco de agravamento de lesão, devidamente comprovados por laudos. Bem mais justo.

      Em suma, entendo que não apenas a lógica meritocrática é ultrapassada, por várias razões, mas totalmente inadequada nesse caso.

      1. Rodrigo Keke

        Rafael, concordo integralmente com as suas ponderações. Não podemos esquecer que existe uma dimensão primordial nessa questão, a esportiva. E, para isso, a meritocracia absoluta não possui as ferramentas tampouco a lógica adequada para mediar essa problemática.

  4. Marcelo Calmon

    Dalcim !!

    Parabéns, simplesmente fantástico ver a nossa grande campeã em ação. Nosso maior expoente no tênis de todos os tempos.
    Deu também para ver o cara nas duplas jogando a raquete no chão e na decisão masculina, no primeiro lance, um ponto conseguido com uma “banana” e nada de desculpas falsas !!! kkkk
    Pena a Margaret tão cheia de títulos ser também tão cheia de preconceitos hoje me dia.
    Já ouvi uma história que houve uma época em que os campeões dos torneios ficavam de “bye” o torneio inteiro e só jogavam a final para defender seus títulos. Isso é real ? Se for, até que ano essa metodologia foi adotada ?

    E voltando aos nossos dias, que lamentável mais uma vez nosso amarelucci !!! Desde que acompanho tênis, essa geração brasileira é a pior disparado.

    E não vejo nada sendo feito para possibilitar uma mudança.

    abs

    1. José Nilton Dalcim

      Não, o ‘defending champion’ não era bem assim. O campeão do ano anterior aguardava todo o torneio para ver quem saia por último e aí esse seria seu adversário na final. É como se houvesse uma seletiva para ver quem iria enfrentar o atual campeão. Esse sistema, chamado de ‘challenge round’ ocorreu até 1921 em Wimbledon e foi abolido um anos antes nos EUA. No entanto, a Copa Davis usou o sistema até 1972.

  5. Maurício Neves

    Dalcim lembra do polemico comentário de Becker sobre Federer e Nole não se gostarem?

    Você leu o livro dele, onde ele diz ter respostas sobre Federer e outros jogadores.
    ———————————————
    Becker diz que foi mal entendido e exalta Federer: “Tenho o máximo respeito”

    “Após ler sobre diversas mentiras e más interpretações na mídia sobre minha opinião a respeito de Roger Federer, quero deixar bem claro: Tenho o máximo respeito a ele como jogador, homem e lenda do nosso esporte,” postou o alemão. “Na verdade, gostamos de nos chamar de amigos. Se quiser saber mais sobre ele outros jogadores, compre o meu livro”

  6. Maurício Neves

    Djokovic anuncia que não joga mais nesta temporada
    26/07/2017 às 09h44

    Dalcim boa tarde!

    Será que Nole vai tentar 4 filhos também.

    ROLEX ele não ganha. Rsssss

    —————————————————————————–
    “Estou querendo curar meu corpo e recuperar meu jogo”, declarou o atual número 4 do mundo, que vinha convivendo com uma série de problemas físicos, sendo o mais grave deles uma dor no cotovelo que o assolou durante quase toda a atual temporada e foi a responsável por fazê-lo desistir no meio de sua partida de quartas de final em Wimbledon.

    “Agassi está comprometido comigo no próximo ano, foi um prazer tê-lo ao meu lado neste ano, pudemos trocar muitas experiências durante esse período que estivemos juntos”, afirmou o ex-número 1 do mundo, que na próxima semana já cairá para o quinto lugar e tem tudo para terminar o ano fora do top 10.

  7. Maurício Luís *

    Dalcim, uma pergunta: o backhand de 2 mãos, que eu me lembre, começou com Jimmy Connors e Chris Evert. Antes deles, havia mais tenistas que jogavam assim?

    1. José Nilton Dalcim

      Você vai se espantar, Maurício, mas os primeiros tenistas de renome a jogar com backhand de duas mãos foram os australianos Vivian McGrath e John Bromwich… Na década de 1930! E mais: McGrath batia com duas mãos dos dois lados, como Monica Seles e Fabrice Santoro.

  8. Rubens Leme

    Bellucci deveria montar uma coleção de DVDs com suas derrotas e colocar à venda.

    Seriam ótimos para:

    1 – Um juiz duas opções ao réu: seis meses de cadeia ou assistir a coleção toda, non stop.

    2 – formação de monges budistas. Duvido que muitos suportariam a partir do quarto jogo, ainda mais se colocar o de hoje logo no início.

    3 – Mostrar que há coisas pior do que o suicídio.

    4 – Punição para a criança rebelde e que se recusa a obedecer os pais.

    5 – item básico de um kit de treinamento de sobrevivência.

    6 – Prova final (aquela que dá o certificado) daquele curso interminável, longo, caro e chato de controle de raiva.

      1. Rubens Leme

        Quero deixar bem claro que goto do Bellucci – afinal é palmeirense e canhoto como eu – e torço por ele, mas ele vem maltratando os torcedores mais do que o Palmeiras de 2012 ou 2014 ou que o Borja na cara do gol, nos últimos meses.

        Perder o terceiro de 7/5, tendo 5/2 de vantagem e sacando três vezes nos últimos cinco games é tortura demais.

        Dalcim, acho sinceramente que ele deveria considerar uma carreira de duplista, onde já mostrou muito talento. Aos 30 anos, não parece ter perspectiva alguma em simples, ainda mais sendo o 2 do Brasil agora.

    1. Maurício Luís *

      E eu acrescentaria penitência que o padre dá pra pagar os pecados. Mas o Bellucci já teve atuações heróicas na Copa Davis, e disto não devemos esquecer.

  9. André Luiz

    Que vídeo bacana e que belo texto, Dalcim!
    Sempre bom lembrar daquela que foi a maior tenista [entre homens e mulheres] do nosso país.
    Quanta habilidade tinha Maria Esther, que forma magnífica de jogar um match point e terminar uma partida decisiva.
    Ela é imortal, um orgulho perene.

  10. Luis

    Dalcim vc deve escrever sobre a decisao parece do Djokovic parar esse ano e voltar apenas 2018,Federer e Nadal decidiram ano passado parar e voltaram voando rs,talvez foi boa decisao servio o que acha? Ficara’ sem ganhar 1 Slam nao sei se desde 2011 que teve aquela invencibilidade,US Open e Finals devem ter favoritos Federer e Nadal

  11. Luiz Fernando

    2017 caminha para marcas históricas, Rafa venceu o decimo RG, Federer o oitavo W e o Bello vai bater o recorde, se já não é dele, de eliminações na primeira rodada dos torneios kkk!!!!!!!!!!!!!

    1. O LÓGICO

      L Frágil, em recordes negativos ninguém bate teu herói kkkkkkkkk Vai completar 4 anos sem ganhar títulos nas duras kkkkkk IMBATÍVEL nadalzete kkkkkkkkkkkkkk

      1. Luiz Fernando

        Po de até ser, mas vc posta besteiras há muito mais anos, o seu recorde é q é insuperável kkkk!!!!!!!!!!!!!!

  12. Marcelo Gomes Monteiro

    Dalcim,
    Muito obrigado por compartilhar com seus leitores este momento histórico do tênis.
    Muito bacana ver Maria Esther Bueno em ação.

    1. Mário Fagundes

      Verdade. Mas me parece que o desgaste era mais igual ao longo da quadra, pois os jogadores iam à rede com mais frequência para encurtar os pontos.

  13. Rafael Wüthrich

    Roy Emerson recebendo das mãos da rainha! E Maria Esther desfilando seus voleios…excepcional!

  14. Chetnik

    Perdão pelo comentário fora do assunto, mas que bom que o Djoko vai tirar o resto do ano pra se tratar. Não tava dando certo o que ele vinha fazendo.

    1. Bruno

      Esperto ele.
      Correu do Federer.
      Brincadeiras a parte,infelizmente não veremos mais os 3 (Murray abaixo deles) no auge da forma que é uma pena.

    2. Fernando Brack

      Bom mesmo seria se ele aproveitasse pra dispensar aquele guru estranho, que parece não lhe ter trazido qualquer benefício no esporte. Com ele no staff, Djoko ficou mais xiliquento que nunca.

  15. Almir Neri

    Além das jogadas lindas, achei muito curioso roy Emerson e Maria Ester Bueno jogarem a raquete para o alto quando venceram. Ná é poca não tinha punição se acertasse alguém, não é? E as duplas congratulando o árbitro com suas raquetes, não me lembro de ter visto isto ultimamente. Costumes diferentes.

  16. Luiz Fernando

    Que coisa o Djoko hein, tênis é um esporte que judia do corpo, 6 meses parado. Que ele se restabeleça e volte bem, tomara que nenhum blogueiro “sensato” do blog venha aqui tripudiar ou comemorar a contusão do cara. Outro momento legal foi a despedida do Haas na Alemanha, indivíduo q sempre foi um exímio tenista, porém com resultados limitados em decorrência das múltiplas contusões.

  17. Lincoln

    Que belo registro histórico hein. Esther era demais fez finais. Todos os GS e ganhou os 4 nas duplas. O físico infelizmente cobrou muitos dividendos.
    Muito bom relembrar tais feitos. A turma que acompanha o tenis pós fedal só ouviu falar da “lenda”. E acrescentar o vasto currículo de sua rival de época só enriqueceu a memória. Parabéns…

    Dalcim, podias fazer mais posts assim. Com levantamento de dados e/possíveis vídeos de lendas da era amadora. Laver, Emerson, Roswell, Billie jean, Susane… Sei que deve ser um trampo lascado. Mas da até pra abrir uma galeria no site com isso. Abr

      1. Gabriel Figueiredo

        Concordo como o comentário do colega, Dalcim, esses posts são muito legais, parabéns, e nesses intervalos entre grandes torneios caem muito bem.

        E nem precisa ser só era amadora. Eu assisti outro dia à tão falada final de Wimbledon de 80, entre Borg e McEnroe, e pensei logo que teria sido ainda mais interessante com algum texto introdutório, trazendo o contexto da época, comentários sobre a carreira dos jogadores, curiosidades sobre como o tênis era jogado naqueles tempos etc. Há umas semanas assisti a uma final de AO vencida pelo Agassi contra o Sampras, não lembro o ano, jogaço, mas senti falta também de algum contexto. Enfim, esses posts serão muito bem vindos, Dalcim.

        Por último só uma sugestão, acho que ficariam muito legais também alguns posts com esse perfil histórico em forma de listas/rankings, por exemplo, 5 maiores backhands da história, 5 maiores finais de slam, maiores rivalidades, maiores sulamericanos, títulos de slam mais surpreendentes… Enfim, eu particularmente adoro essas listas com pegada histórica, com vídeos e tal.

        Sei que há sempre muito trabalho por aí, Dalcim, mas acho que se sobrar um tempinho pra algo assim, muita gente aqui iria gostar muito.

  18. Luis

    Dalcim muito legal esses detalhes historocos que conta no blog lembro de um texto sobre Wimbledon muito bom,e a Maria Ester que ate hj e’ muito reconhecida ate Federer quis conhece la rs,sobre o tenis atual rs depois da conquista sonhada de Wimbledon do Federer uma pausa de dias pra voltar a quadra dura com os 2 Masters e US Open tomara que Federer belisque mais 1 Masters Cincinnati tem grande chance pelo incrivel 2017,quem sabe US open 3 Slam pro suico,e que os garotos tenham chances um titulo do Zverev,Kyrgios e Thiem seria legal no Canada, Go Federer 20 e’ nois Logico kkk

  19. Daniel

    Dalcim, hoje o Djokovic anunciou que não joga mais esse ano. Ano passado, o Federer fez esse anúncio exatamente no mesmo dia (26/07). Incrível coincidência rs

  20. Fabio F

    Excelente registro, vídeo com qualidade muito boa!
    Fica evidente que, a despeito da grande evolução técnica e física, o estilo saque-e-voleio era bem mais interessante e cheio de alternativas. O jogador precisava movimentar-se bem e rapidamente por toda a quadra, que era rápida e menos previsível que hoje. O quique da bolinha era enganador e bem mais baixo.

    Esse vídeo é mais uma demonstração de que é impossível comparar atletas de eras diferentes. Você vence quem estiver à sua frente, com raquete de madeira e uniformes pesadíssimos ou com fisioterapeutas e aros de grafite com titânio.

    Dalcim, que tal selecionar um vídeo clássico por mês em seus posts aqui no blog? Aumentaria em muito a nossa cultura tenística, com certeza!

  21. Alexandre Maciel

    Sensacional o registro. Obrigado por compartilhar, Dalcim.

    Maria Esther voleava melhor do que muito marmanjo da ATP de hoje em dia. Fato !

  22. Neto

    Dalcim, duas dúvidas:
    1. No jogo feminino parece-me que o forehand é batido mais com slice do que com top spin.
    2. Quem são esses finalistas do masculino?
    Abraço

  23. Pieter

    Registro sensacional, histórico mesmo!
    Só agora abriu aqui o vídeo e pude vê-lo.
    Me deu um grande orgulho ver uma brasileira brilhando no maior palco do tênis mundial.
    Penso que outra Maria Esther no Brasil, talvez, só daqui a, no mínimo, 100 anos.
    Ela era inacreditável. É de se imaginar o que teria conseguido não fossem as gravíssimas contusões. Uma grande pena mesmo…

  24. Gilvan

    Bem legal o video, Dalcim.
    Ha 3 anos tive a oportunidade de ver a Maria Esther Bueno batendo bola com dois rapazes no Jockey Clube, antes de uma das rodadas do Rio Open. Ela ainda utilizava a empunhadura continental tanto no forehand quanto no backhand.
    Sinceramente, fiquei impressionado pela vitalidade e boa forma da Maria Esther Bueno. Ainda consegue segurar umas bolas trocas de bola no fundo e continua com o voleio afiado, mesmo com os seus 75 anos na epoca.
    Ah, e ainda ganhei um autografo!

  25. Bruno Leonardo Cardoso de Andrade

    Que imagem e matéria excepcionais!! Ao assistir o vídeo podemos entender ainda mais o que quer dizer a história para Wimbledon. A rede, os postes e o fundo da quadra são absolutamente iguais a hoje. A única mudança é no desgaste da grama que à época era saque e voleio e, por isso, a grana estava mais gasta como um todo. Parabéns pela matéria Dalcim!! Show de bola!!

  26. Sônia

    Dalcim, sou fãzoca da Maria Esther, sem dúvida, melhor tenista do Brasil de todos os tempos. Voce saberia informar se ela tem algum problema de saúde? Ela só tem 77 anos mas aparenta muito mais. Beijos.

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, ela tem hoje problemas com a vista e como o quadril. Mas entendo o que vocês quis dizer. Vi a imagem dela durante Wimbledon e parecia estar com alguma infecção, inchaço. Tomara que seja apenas uma virose.

      1. Sônia

        Isso mesmo Dalcim, foi a imagem de Wimbledon que me deixou preocupada. Tomara que não seja nada grave. Beijos.

  27. Maurício Luís *

    Estherzinha, ponto fora da curva do tênis brasileiro, venceu por ter um talento esforço únicos. Apoio do governo e patrocínio… nem pensar. Saudade de quando o tênis feminino brasileiro era primeiro mundo.

    1. José Nilton Dalcim

      Vamos dar crédito a quem de direito, Maurício. Estherzinha viajou para a Europa nas suas primeiras excursões graças à ajuda financeira da Federação Paulista, então presidida por Alcides Procópio.

      1. Maurício Luís *

        Obrigado, Dalcim. Procópio também foi outra lenda do tênis brasileiro, ainda bem que soube dar valor a Maria Esther.

  28. Rafael Brasiliense

    Falando em momento de história, hoje à tarde eu estava assistindo ao duelo entre o Nadal e o fio desencapado no US Open 2015. Como esse cara joga bem. É de longe o jogador do qual eu mais gosto. Se ele tivesse a cabeça no lugar e um pouco mais de dedicação, seria top 6, ao lado dos cinco grandes, fácil. É muita naturalidade e simplicidade pra jogar. Seu forehand é um espetáculo, assim como seu voleio. Agora, o backhand.. me desculpem, mas eu não acho exagero dizer que é o melhor do circuito – e esse jogo (link abaixo) evidência isso tudo.

    https://www.youtube.com/watch?v=xv5lrlQKOJM

    A partir do terceiro set era tanto winner que o Nadal já estava perdendo o rumo. Nas duas últimas parciais então o coitado já estava parecendo cachorro em dia de mudança.

    1. Marcus

      Opa!!!
      Vai crescendo a torcida do Fabio Fognini!!!!
      Sera que ja enche uma kombi?
      Sem entrar nos méritos técnicos, o cara é muito engraçado em quadra. Assistir ele in loco é de se matar rindo, o bicho é doido varrido, completamente maluco… muito engraçado. Seria legal ter um jogador de ponta que nao seguisse essa linha chata do bom mocismo. Quer dizer, até tem, o Djoko véio não é e nunca vai ser bom moço, mas quer se passar por um, o que deixa a coisa ainda pior
      .
      Dalcim, o Tsonga já era!

  29. AKC

    Qualidade excelente do vídeo… E a quadra parece bem rápida, considerando o estilo e o equipamento de há 50 anos…

  30. Jaime

    Dalcim, que vídeo incrível!
    Interessante reparar como a grama ficava gasta em uma área diferente da que hoje fica, demonstrando a mudança no estilo dos jogadores com o passar dos anos.

  31. periferia

    Fantástico………eu nunca tinha visto a Maria Esther jogar…..não em um vídeo de qualidade…….os vídeos que vi dela parecia filmes do cinema mudo…….ela realmente é uma rainha do tênis.

  32. João ando

    Bom…acho que o uniforme do primeiro tenista que aparece e da Fred Perry.incrível como eles conseguiam jogar na grama com raquete de madeira…e iam sp com 4 raquetes na mão…naqielá época a bola ja não quicava rs…muito saque e voleio.dalcim…o Jorge Paulo lehman jogou Wimbledon? Soube que teve um ano que ele jogou aqui no rio de janeiro e ganhou de um campeão de Wimbledon. ..só não lembro o nome do tenista …acho que era um australiano. Gozado também que eles iam comprimentar o juiz tocando com a raquete na coxa do juiz…imagine hoje em dia….

        1. José Nilton Dalcim

          Não sei, estou supondo que foi contra o Bob, que se casou com uma brasileira e morou anos aí no Rio.

          1. João ando

            Não foi o com o bobfalkemburg não.nem rosewal nem lavar…nem stolle…acho que foi stan Smith o Americano…só sei que foi um finalista dos anos 70/72/73.um amigo o Ricardo Correia primeira classe do Rio .Grande jogador do Tijuca tênis clube que me falou…e lehman ganhou. ..acho que o jogo foi no caiçaras ou no clube naval

          2. Fernando Godinho

            Esse Bob Falkenburg é o que fundou a rede Bob’s não é?
            Eu li uma vez que foi oferecido um contrato para se profissionalizar de U$ 100mil por ano e que ele ganhou muito mais com a rede do que teria ganhado como profissional.
            É até surreal comparar com as cifras atuais dos profissionais.

  33. Márcio Souza

    Parabéns a todos os envolvidos por resgataram esse vídeo para que nós possamos mais uma vez lembrar desse importante feito da nossa rainha do tênis Maria Esther Bueno.

    O que corta o coração é saber que nessa época as premiações eram quase que simbólicas se comparado as altas quantias que são pagas hoje só para o tenista entrar em quadra e pegar o cheque.

    Quanto sera que nossa rainha poderia ter ganho se os padrões de premiações sempre fossem como os dias de hoje, onde cada GS tem a preocupação de superar o GS anterior…com certeza seria uma fábula.

    Eu ja cheguei a ler que teve GS que ela ganhou que a premiação foi um tubo de bolas de tênis (eu achei isso uma tremenda sacanagem, mas os tempos de fato eram outros e o tênis ainda não era totalmente profissional).

    Parabéns Mestre Dalcim por também disponibilIzar o video aqui e parabéns novamente a Maria Esther Bueno que fez muito pelo tênis brasileiro.

    Abs.

      1. Pieter

        A propósito do assunto, Dalcim, sempre tive curiosidade: a Maria Esther é de família rica? Pois já que não ganhou dinheiro como atleta em seus tempos de tenista, do que ela sobrevive hoje em dia?
        Seria um autêntico vexame nacional (na verdade, mais um!) que o maior fenômeno do tênis do país, uma das maiores de todos os tempos, não tivesse, ao menos, uma velhice digna em termos materiais…

        1. José Nilton Dalcim

          Classe mésia, eu diria. Mas ela sempre precisou trabalhar. Por muitos anos deu clínicas peli mundo.

  34. Nando

    Bacana esse vídeo histórico hein mestre…e pelo q vemos nesses jogos q ocorreram há 53 anos atrás, já era bem dinâmico e não “paradão”.
    Vi no google q a final masculina envolveu 2 caras q se enfrentaram na final de duplas tbm ( Emerson x Stolle), e no feminino (ao menos nesse vídeo) Margareth Smith usou mto o slice.

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