Fim de semana do tênis. No Reino Unido
Por José Nilton Dalcim
22 de julho de 2017 às 16:43

Na sua meta principal de colocar mais e mais gente nas quadras, a Associação Britânica (LTA) programou um fim de semana muito especial para aproveitar o verão. Instituiu o Great British Tennis Weekend, em que dezenas de locais e centenas de quadras estão disponíveis para quem quiser ter o primeiro contato com a raquete. Somente neste sábado, a ação aconteceu em 126 locais simultaneamente, a maioria parques públicos. Que inveja.

A LTA está numa cruzada para fazer o tênis explodir de vez no Reino Unido, embalado pela popularidade do número 1 Andy Murray e a recente conquista da Copa Davis. Pelo menos 1.000 clubes oferecem raquete e bolas gratuitamente. Proliferam ligas locais onde o divertimento é garantido por torneios frequentes.

Embora já existam 20 mil quadras de tênis no Reino Unido – um número incrível quando pensamos que se estimam cerca de 5 mil no Brasil -, a entidade quer mais e pretende erguer novas 750 quadras cobertas – o clima britânico é um entrave – e recuperar outras 4 mil. A ideia é simples: ao melhorar as condições das quadras, mais pessoas se motivarão a jogar e ter aulas nos clubes, nos parques e nas escolas.

Ao mesmo tempo, a LTA criou um programa chamado Transforming British Tennis Together, espalhado em 10 regiões estratégicas, com o objetivo de dobrar o número de crianças nas quadras e motivar os adultos a entrar para o esporte. O custo de todas essas ações está na casa de 250 milhões de libras. Metade da verba será bancada pela entidade e o restante virá de parcerias com clubes, governos locais, voluntários e empresários.

A consequência disso é facilmente medida. Segundo a LTA, 131.019 mais pessoas (isso mesmo, um número exato) jogaram tênis em junho deste ano em comparação ao mesmo mês do ano passado. Durante o torneio de Wimbledon, em que dois britânicos estiveram nas quartas de final pela primeira vez desde 1973, a locação de quadras subiu 30%. Em Sheffield, um dos polos do programa, o aumento de praticantes foi de 54% desde que se iniciou o trabalho em 2015 em seis parques da região.

Há programas voltados para cada segmento. O Tennis Tuesdays cuida das mulheres, o Miss Hits é dedicado às meninas de 5 a 8 anos, o Mini Tennis usa bolas lentas para iniciantes, sem falar no Tennis Foundation que engloba cadeirantes, surdos e deficientes visuais. O Tennis for Kids é um curso de seis semanas para crianças de 5 a 8 anos com equipamento gratuito e deve atingir 20 mil pequenos em 2017. Há ainda um plano nacional para preparar técnicos e depois encaixá-los em empregos.

É o que deveríamos fazer aqui. Claro que não se pode comparar os recursos disponíveis. Ouço dirigentes me dizerem há 40 anos que a verba é curta. Verdade. Porém, quanto menores os recursos, mais bem temos de cuidar deles, estabelecer metas e prioridades.

Tudo começa pela necessidade do aumento de praticantes. A partir daí, todo o mercado cresce: mais quadras e aulas, mais venda de raquetes e bolas, mais torneios realizados, mais ingressos vendidos, mais audiência de TV e de internet. Qualquer outro caminho tende à perda de tempo e de dinheiro.


Comentários
  1. Luiz Fernando

    Não entendo vcs se importarem com tenis, um distinto ex-presidente, que prima pela honestidade embora esteja agora condenado pela justiça, não disse q era esporte de rico e burgues? Mais um retrato triste do nosso país e do nosso (meu deus) continente, ou será q o Maduro e o Morales tem opinião diferente?????????????

  2. Bouderbala

    Na sua opinião, qual a explicação para a decadência do tênis masculino dos EUA? Desconsiderando o Roddick, desde a geração Agassi e Sampras não temos um jogador top vindo do país… os expoentes atuais, Sock, Isner, Querrey, Johnson, são medíocres…

    1. José Nilton Dalcim

      Não podemos chamar esses tenistas de medíocre. Afinal, alguns deles têm estado no top 20 há um bom tempo. Acho que o problema é de base. O tênis mudou para o fundo de quadra e hoje os golpes de base pesam mais do que qualquer coisa, mas os americanos mantiveram a filosofia do grande saque, muita altura e pouco trabalho de pernas. Só agora estamos vendo uma geração mais modernizada e que certamente dará bons frutos. Gosto muito do Tiafoe.

  3. Evaldo Moreira

    Poxa vida, como os ingleses são expert, isso que é demonstração de amor ao tenis, que organização notável, e com certeza, vai alanvancar e muito por lá.
    No Brasil, a realidade é triste, embora tenhammos muitas quadras, a maioria em mal estado de conservação, uma pena, apenas acho, caro mestre, que o dirigentes, perderam uma grande chance, digo isso, por causa do nosso Guga na época, ali era a hora da iniciativa, de se fazer um bom planejamento, e muito mais, uma pena, depois dele, não vieram tenista excepcionais, somente alguns bons tenista, enfim, esperamos pela próxima.
    Dalcim, uma curiosidade, apesar da imensa popularidade de Federer, e também do genial Warwinka, como está o tenis suisso, e o desenvolvimento do mesmo?, digo também, no modo britânico de se fazer as coisas?

    1. José Nilton Dalcim

      Eles têm um Centro Nacional de Treinamento, mas o trabalho não parece ser levado tão a sério. Temos visto poucos tenistas surgirem de lá na última década. Talvez falte a famosa ‘caça por talentos’.

      1. André Pires

        Poxa Dalcim, claro que você está muito mais por dentro do assunto do que eu, mas não seria essa uma questão populacional também? A população suíça é quase 6 vezes menor do que a espanhola que é um grande celeiro de tenistas (embora após Nadal e Ferrer, só Agut e Carreno estão jogando a nível de top 20) e quase 8 vezes menor do que a do Reino Unido, que com todo esse incentivo e alguém pra se espelhar, não tem tido muito mais sucesso, profissionalmente falando, em formar tenistas de ponta (de cabeça, lembro de Konta, Edmund e Robson antes das lesões). Enquanto isso, após Hingis e depois Federer, a suíça viu Wawrinka e Baczinsky tendo bons resultados nos últimos anos e mais recentemente Belinda Bencic e a promessa Rebeka Masarova (campeão de RG juvenil de 2016 e finalista do AO juvenil desse ano). Há de se levar em conta também que os esportes de inverno são muito influentes por lá.

  4. Fabio F

    Dalcim, é importante dissociar os esforços para aumentar o número de praticantes do esporte com a conquista de títulos ou com o aparecimento de novos “Gugas”. Muitos países com ótima infraestrutura não tem sequer um tenista no atual top 100 (já informei alguns números sobre o tema em um post anterior). O estímulo à prática do desporto é o essencial, pelos tantos motivos já amplamente conhecidos. Enquanto essa mentalidade “estatística” de “investimos X R$ e obtivemos N medalhas ou troféus” persistir por aqui, viveremos olhando e suspirando pelo lindo quintal alheio.

    1. José Nilton Dalcim

      A ideia é sempre inverter a pirâmide do esporte, ou seja, os dirigentes esperam surgir um campeão, um fenômeno (ou seja, a ponta da pirâmide) para depois tentar construir a base. É um absurdo. Mais doloroso ainda é saber que já tivemos várias oportunidades, incluindo o tênis, em que surgiu esse grande nome mas nem assim foi fomentada a base. Realmente, impera a total falta de planejamento na mentalidade esportiva nacional.

  5. Anderson

    “Tudo começa pela necessidade do aumento de praticantes. A partir daí, todo o mercado cresce: mais quadras e aulas, mais venda de raquetes e bolas, mais torneios realizados, mais ingressos vendidos, mais audiência de TV e de internet. Qualquer outro caminho tende à perda de tempo e de dinheiro.”

    Concordo. Por isso sempre serei contra dinheiro público injetado diretamente em atletas profissionais. Dinheiro público deveria ser 100% para beneficiar a prática de esporte como promoção de saúde e valores morais elevados, não para dar lucro a X ou Y.

    Vejam o tênis no Japão, por exemplo, que nunca teve um nº 1 do mundo, mas consegue manter uma base de 3 milhões de adultos praticantes ocasionais (jogam pelo menos uma vez por ano) e um milhão de praticantes regulares (jogam pelo menos uma vez por semana). Isso tudo conquistado muito antes de aparecer um top player como o Nishikori. Entre os jovens (10-19 anos), 6% de ocasionais e 1% de regulares. Aqui no Brasil se tiver um centésimo dessa proporção, será muito…

  6. André Luiz

    Dalcim, existe alguma possibilidade da CBT vir a fazer melhor uso do Centro Olímpico de Tênis? Ou pelo menos algum uso?
    Imagino que seja difícil custear um complexo daquele tamanho, mas tenho a impressão que falta também aos dirigentes do tenis brasileiro uma visão de longo prazo para aproveitar oportunidades como essa.

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, a CBT já apresentou projeto ao Mjnistério, mas é preciso divudir o alto custo operacional.

  7. Bolas&grips

    Pegando o final do seu importantíssimo texto Dalcin “tudo começa pelo aumento da quantidade de praticantes”…é incrível como é lento mesmo. Acredito que deveria haver umas ações em conjuntos e coordenadas: governo e sociedade (praticantes, professores e gestores) visando o crescimento. Mas quando pensamos que tem Estados que estão parcelando o salários dos servidores, fica complicado. Mas é procurar as saídas. Abraço

  8. VALDIR BITTENCOURT JUNIOR

    Dalcim, existe alguma regra que impeça tenistas do topo do ranking de participar de torneio das séries challenge ou future?

  9. João ando

    Incrível ter dois tprneis seguidos na mesma cidade praticamente com as mesmas participantes acho que so no Brasil mesmo né dalcim…estou falando do torneio em Campos do Jordão…e o torneio masculino acabou?

    1. José Nilton Dalcim

      Isso acontece com frequência porque a ITF exige pelo menos três torneios consecutivos numa região para homologar o calendário de futures.

  10. Luis

    Dalcim Federer e Nadal sao melhores de 2017 e Murray e Djokovic as decepcoes parece que voltamos aos anos 2005 rs,Dalcim pra Vc com quantos Slans vc acha que terao Federer,Nadal e Djokovic apos fim da carreira? Acho que Federer chega nos 20,Nadal talvez mais um 1 ou 2 com 17 maximo,Djokovic talvez 3 maximo ou fica com mesmos 14 do Sampras rs

    1. Rodrigo S. Cruz

      Depende do sentido que você usa para a palavra “decepção”.

      O Djokovic se machucou feio mesmo.

      E boa parte do seu mau desempenho se deu por esta razão…

      1. Sérgio Ribeiro

        E Andy, não ? O isento comentarista pode comemorar. Ficou a DUAS semanas de GUGA ( 14/08/2017) em Semanas como N 1. E mamãe afirmou que no USOPEN e’ presença muito difícil.Abs!

        1. Rodrigo S. Cruz

          Sérgio, se declara pro teu amado logo.

          Porque você consegue ficar doído pelo cara, até quando não toco no nome dele.

          Só pode ser paixão platônica…

          1. Sérgio Ribeiro

            Guri, sempre sera ‘ apenas um Guri. Sem discernimento para Nada. Chamou Roger Federer de Fujão como um L.F. da vida. Chupa o fato do Craque pular o Barro , e jogando muito vencer com preparo para o feito. Você é mais um comentarista de ocasião . Ou seja, depois do USOPEN, vai ter a cara de Pau do famoso ” EU NÃO DISSE ” . Abs!

  11. Luiz Fernando

    Esse M1000 do Canada está zicado, Murray provavelmente nao vai, Djoko provavelmente nao vai, só falta alguma zica com Rafa ou Federer, aí quem comprou ingresso vai ficar p… da vida.

  12. Pieter

    Dalcim, sinto falta de notícias no circuito de nossos jovens jogadores como. Luz, Zormann, Menezes & cia.
    Por onde eles andam?

    1. José Nilton Dalcim

      Se você não vê notícias, Pieter, é porque eles não andam jogando. TenisBrasil está sempre atento aos torneios futures e challengers. Orlandinho passou por uma cirurgia no olho (mais uma).

        1. José Nilton Dalcim

          Segundo uma entrevista à tv, disse que era procedimento simples para uma doença chamada ceratocone.

        1. José Nilton Dalcim

          Segundo uma entrevista à tv, disse que era procedimento simples para uma doença chamada ceratocone.

        2. João ando

          Pieter.nao e cirurgia de miopia.ceratocone.cerato siginifica cornea .cone.. e em forma de cone .ou seja cornea pontuda.em termos médico chama ectasia da cornea.no início o tratamento e com óculos.depois passa para lente de contato. Quando a lente de contato não fica mais na cornea pois pula para fora pensa no anel intraestromal com crosslinking de colágeno para achatar a cornea e corrigir o grau ….vamos ficar na torcida
          ..

  13. Rafael Wuthrich

    Meu bom Dalcim, você que é um eterno otimista, sempre nos apresenta ótimos exemplos de como a coisa funciona no exterior. Temo, no entanto, que a maioria de nós faz ouvidos moucos ou simplesmente não enxerga, mesmo vendo.

    Eu particularmente sou bastante pessimista. Isso porque a solução para o esporte nacional, e não só o tênis, passa por uma prática massiva de esportes pela garotada, algo não só pouco executado como até desestimulado. Num país em que muita gente endossa uma reforma trabalhista criminosa, uma reforma do ensino médio que pretendia – veja só – acabar com a educação física obrigatória e que muita gente da população acha que criança tem mais é que pegar no batente, soa até ingênuo da minha parte sonhar com práticas de esportes massivamente por nossas crianças e adolescentes.

    A primeira medida, urgente, seria acabar com essas confederações e federações esportivas – e incluo a de tênis. Não promovem o jogo a base, tem pouquíssimo relevo nacional e ainda por cima sugam recursos públicos e de patrocínio como parasitas. Não fazem nada pelo esporte escolar e universitário, e só aparecem quando um herói solitário, com esforço de amigos, mecenas e familiares, atinge o topo.

    Passaria a gerir esporte com a secretaria de educação, e ao invés dessas confederações piratas, colocaria as pessoas que já se matam pelo esporte de base nacional sem qualquer apoio, no comando.

    Na estrutura de base, a primeira medida seria baratear os custos com produção em massa nas escolas públicas. Não tem os livros didáticos? Terão raquetes de tênis, bolas de basquete, de futebol, toucas e óculos de natação, roupas de ginástica. Equiparia todas as escolas públicas com isso – não é necessário tanto dinheiro assim. E passaria a obrigar – sim, obrigar, porque no mundo de hoje, em que um celular interessa mais que 30 minutos de futebol, você tem que colocar a garotada mais nova em contato com as atividades físicas – a todas as escolas a ter atividades físicas pelo menos 3 vezes por semana. Bastaria planejamento e colocar o sábado de manhã como dia letivo para isso.

    Outra medida urgente seria trazer algo de bom do sistema universitário anglo-saxão e japonês: estimular as bolsas universitárias por esporte. Você é bom em tênis? Bom no basquete? Potencial nadador ou velocista? Tem habilidade no vôlei? Escolha a carreira amigo, porque você vai pra universidade sem vestibular, com uma bolsa de estudos (claro que condicionada a desempenho). Aí, o estudante ficaria treinando na Universidade e estudando no outro horário – recebendo por isso.

    A contrapartida seria a óbvia promoção dos jogos universitários. Não como e hoje: em que em geral são alunos galhofeiros e com baixa assiduidade que frequentam, mas de uma forma que, para estar dentro, p cara tenha que ser bom aluno. Mais: que sejam trimestrais, regionais e nacionais, permitindo uma interação e intercâmbio cultural. Novamente, creio qje aqui dinheiro seja necessário, mas não em um montante absurdo ou inviável. A questão das bolsas somente precisaria de uma extensão a esses alunos – a dispensa do vestibular não seria nada absurdo.

    E, claro, uma equipe desse pessoal técnico voltado para o aprimoramento e o polimento desses diamantes brutos. Não é difícil nem custoso, mas falta boa vontade, como bem sabemos.

    Me perdoe o longo texto, meu caro Dalcim, mas essas situações me causam espécie. Conto três casos pessoais para ilustrar o fato.

    Quando tinha dezesseis anos, tive uma aula de educação física de vôlei. Embora não soubesse sacar, quando fui para a posição de levantador, me destaquei pela visão e rápidas movimentação e defesa. Meu professor destacou isso, mas nunca mais tocou no assunto nem me estimulou a me desenvolver no esporte. Nunca mais joguei vôlei na vida, nem tive oportunidade para tal.

    Na mesma época, não me recordo se antes ou depois, jogava basquete como ala, também na escola. Mas as tabelas estavam gastas e não tinha aula pra isso – geralmente a quadra era para os adeptos do futebol. Como aqui no Brasil não há quadras independentes, só podia praticar em certos recreios. E, mesmo assim, para voltar suado e sem banho para mais 2 horas de aula – com direito a reclamações dos professores. Que estímulo, não?

    Mas o que mais me deixou triste foi na faculdade. Por ter que trabalhar para me manter e estudar muito, nunca pude participar de qualquer partida, treino ou mesmo como torcida. Muito frustrante.

    1. José Nilton Dalcim

      Pois é, Wuthrich, a primeira grande reforma tinha de partir do governo central, mas veja que o esporte nunca foi prioridade na escada da educação nacional. Que aliás já é ruim. E com raras exceções, isso se estende ao nível universitário. Então o desenvolvimento do esporte fica para os clubes e é fácil explicar por que o esporte nacional é tão elitista e segregador. Mas o que esperar de um governo central à beira da falência econômica e principalmente moral?

      1. LUIZ FERNANDES PEREIRA NUNES

        Mestre Dalcim e amigo WUTHRICH,

        Ao governo só interessa analfabetismo em massa para todos eles locupletar-sem com a ignorância do povo.
        Lembro quando Joaquim Cruz ganhou medalha de ouro nas olimpíadas o presidente da republica deu uma casa para ele e seus pais,
        pois eram paupérrimos, e Cruz recusou solenemente. E isso se perpetua até nossos dias …
        abçs.

          1. Jose Yoh

            É uma grande frase, Dalcim.

            Nossas escolas sequer conseguem transferir o conhecimento básico, educação física fica em terceiro plano. O primeiro é comida, muitos alunos vão à escola para pegar a merenda.

          2. José Nilton Dalcim

            Eu nunca entendi por que não investimos no atletismo, que é a modalidade mais básica, semente de todos os demais esportes, e certamente a menos custosa de todas.

    2. Marcio

      Excelente análise.
      Por causa disso eu torço contra seleção de futebol por exemplo, desde pequeno.. Um país como o nosso tem que passar vergonha nos esportes. A Alemanha nesse sentido me deixou muito feliz. Nas olimpíadas, torço pelo Brasil apenas em alguns esportes individuais.

  14. Bartolomeu

    Caro Dalcim, foge um pouco do tópico, mas não tanto:

    Estava dando uma olhada no site da ATP, e, ao observar a pontuação no ano entre aqueles tenistas com idade até 21 anos, observei que, dos 5 primeiros, 3 são russos. É um lance de sorte ou há um trabalho mais sério da federação russa, que, economicamente falando, fica muito abaixo de um Reino Unido, por exemplo?

    1. José Nilton Dalcim

      Há muito valor para o esporte na Rússia, Bartolomeu. Não é acaso que existam tantos atletas de sucesso nas mais variadas modalidades, do individual ao coletivo. Sempre foi filosofia dos países do leste europeu o uso do esporte focado em rígida disciplina.

        1. José Nilton Dalcim

          O doping surge pela briga para ser o campeão, o melhor, o número 1. Não tem a ver com o processo de massificação do esporte.

  15. Nando

    Dalcim, o Robson do sítio disse q gostaria de jogar uma partida contra vc…e como tds aki sabemos q vc tem o back de uma mão ( vc mesmo disse isso), o mesmo falou q vai jogar ” a lá nadal”, ou seja, só mandando bola alta no seu backhand kkkkkkkkk. Vc tbm pega a bola na subida?

    1. José Nilton Dalcim

      Digamos que eu tento, Nando, nas bola alta realmente me incomoda. Por conta disso, tenho desenvolvido uma opção maluca: bater algumas vezes com duas mãos também.

      1. Alexandre Maciel

        Meu backhand é com as duas mãos e te digo, mesmo assim as bolas altas na esquerda incomodam demais. A única coisa que dá pra fazer é devolver alta no fundo.

      2. Robson

        Dalcim,a verdade é a seguinte,
        Lá no grupo o nosso Federista Márcio de novo tocou no assunto sobre reunir a galera pra fazer um churrasco, aí comentamos que seria massa se fosse em um clube e óbvio,que tenha quadra de tênis, aí comentei que gostaria de dar uma surra no Dalcim no tênis,kkkkkk, aí o Nando dando uma de TÉCNICO,disse: o Dalcim tem esquerda de uma mão, é só vc jogar 1000 bolinhas altas por lá que o Dalcim entrará em desespero,kkkkkkkkk

        1. José Nilton Dalcim

          Ah, que bom que já sei qual será sua tática, Robson! Treinarei um antídoto… rsrs… Farei uma clínica na Basileia.

          1. Nando

            Kkkkkkkkkk ele disse q tá enferrujado mestre, então não vai conseguir ficar o tempo td mandando balão no seu back rsrs.

  16. Maurício Neves

    Boa noite e semana Dalcim.

    Isso é muito bom, pois quem tem a chance de estar lá pode não estar por vontade própria.
    Austrália tem essa biografia?
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    Tomic: ‘Não amo o tênis e me esforço apenas 50%’
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    “Nunca amei o tênis, eu o levo como um trabalho como qualquer outro. Qualquer um não ia querer um trabalho em um dos maiores circuitos esportivos do mundo precisando apenas se esforçar 50% ou 60%? Acho que todo mundo pegaria essa chance”, declarou o australiano de 24 anos e atual 69º do mundo.

    “Acredito que em toda a minha carreira fiquei por volta de 50% de esforço e nunca realmente tentei fazer mais. Por isso acho incrível tudo o que conquistei até então”, reforçou Tomic, que já foi top 20, conquistou três títulos de ATP, dois em Bogotá (2014 e 2015) e um em Sydney (2013), e tem outros dois vice-campeonatos no currículo.

    Uma pena

    1. Anderson

      Assisti a estreia dele em RG esse ano e comentei isso na época: foi uma vergonha o nítido desinteresse dele em jogar. Não me causa absolutamente nenhuma estranheza ler essa declaração dele…

    2. Jose Yoh

      Pois acho que se ele gostasse de tênis, teria comportamento pior ainda em quadra porque seria muito competitivo.
      Não iria muito mais longe por causa do mental.
      Isso para mim cheira a desculpa pelos resultados obtidos.

  17. Maurício Luís *

    Os dirigentes do tênis deveriam ter aproveitado a era Guga. Mas devem ter embolsado, desviado, etc… que é praxe por aqui. Então o tênis continua um esporte de elite. Pior ainda: se dependermos do Bellucci… … …
    O Marcelo Melo agora é campeão de Wimbledon e número 1 do mundo. Outra oportunidade de se popularizar o tênis. Mas… … …

  18. Bruno Macedo

    Eu sempre falou isso, mas vou repetir: somos 200 milhoes de brasileiros. Se tivéssemos 1/3 desse investimento em esportes, seríamos muito mais do que futebol e volei.
    Acho q teríamos um top 10 em todas as modalidades esportivas! rssrsr

  19. Marcelo

    Dalcim,
    Rublev campeão em Umag, mais um bom valor da nextgen! Essa geração russa é bem interessante. Entre ele, Khachanov e Medvedev, quem tem o jogo que mais te agrada, que mais te parece promissor?

  20. Marcos Castillo

    E eis que aos 35 anos de idade, quando todos já o chamavam de aposentado, o homem vai lá e fatura mais um torneio. Parabéns, Fe…rrer!!!!!

  21. Luiz Fernando

    Esse Ferrer e um lutador, na minha visão tem menos títulos do q seu nível de jg poderia proporcionar, foi um excelente saibrista, mas conviveu com Rafa, ai tudo ficou complicado p ele nesse piso. Mereceria ao menos um grande titulo, tipo um M1000, me lembro daquele desafio contra Murray q se fosse fora ele venceria, mas foi dentro e o britânico venceu, ao menos dinheiro não faltara a algumas gerações da família.

    1. Carlos Fernando

      Luiz Fernando, o Ferrer faturou o Masters 1000 de Paris no ano de 2012. Vitória sobre Jerzy Janowicz.

  22. Luis

    Dalcim sobre os 20 Slam acho que 3 mulheres conseguiram esse recorde? No masculino Federer pode conseguir os 20 ainda em 2017 no US open e possivelmente seria o numero 1 ranking, Go Federer 20 Logico kk

      1. José Nilton Dalcim

        Forehand e backhand são muito bons, ele também saca bem. Sua falha é o jogo de rede e a movimentação para a frente.

  23. André Luiz

    A LTA dá prioridade à construção de quais pisos pra quadra, Dalcim? A grama ainda é comum no Reino Unidos ou também predomina a hard court?

  24. André

    Olá, Dalcim, senti falta do registro da bela semana do Rogério Dutra, que atingiu às quartas em Umag e ficou a um serviço de chegar à semi. No caminho deixou Monfils, coisa que não lembro de brasileiros terem conseguido ultimamente. Abraço.

    1. José Nilton Dalcim

      Bellucci ganhou do Nishikori em fevereiro, André. O TenisBrasil deu ampla cobertura a mais uma grande campanha do Rogerinho. Que bela temporada.

  25. Nazgul

    Que iniciativa maravilhosa! As vezes da muita inveja das pessoas que moram em países deste porte, parece um mundo paralelo quando comparamos com o Brasil. Acho muito difícil ter algo minimamente parecido em nosso país, infelizmente. Talvez daqui há uns 1000 anos…

  26. Tácito Albuquerque

    Excelente post. Pena que não repercute, as autoridades por aqui estão mesmo é cuidando do seu. Praticamente todas as entidades esportivas com seus presidentes envolvidos em escândalos. UMA VERGONHA!

  27. Anderson Barbosa Paim

    Pq Nadal não entrou no ATP 500 da Alemanha para ganhar mais um título no saibro e virar n. 1?

    1. Nazgul

      Creio que Nadal tem ambições maiores, ele quer entrar forte no USOPEN. Não faz muito sentido voltar ao saibro agora, no início da temporada das quadras duras. Ele já foi numero e não é mais garoto, convenhamos. Se tiver que voltar ao topo que seja por um titulo que adicione de verdade ao currículo. Não faria bem a preparação entrar na chave de Hamburgo.

  28. Henrique manoel dias dos santos

    Dalcim uma pergunta nada a ver o assunto lembro ha 2 anos quando eu disse que o rublev era mt talentoso mas voce dizia que ele e muito imaturo e agora com 19 vivendo o melhor momento de sua curta carreira vai disputar sua 1 final de atp o que espera desse russo vê potencial nele ou naõ?? Obrigado!

    1. José Nilton Dalcim

      Claro que tem potencial. E sua boa campanha mostra que ele está amadurecendo. Vai dar um belo salto no ranking.

  29. Luis

    Dalcim seria legal no Brasil mas infelizmente investimento e’pequeno comparado Europa,Estados Unidos,Canada e Australia,no Brasil nao falta o dinheiro mas sim investir bem em quadras tenis como fez Reino Unidos por que nao abrir quadras dando raquetes e bolinhas o interesse seria grande e novos talentos do Brasil em simples surgiria o que tanto queriamos uma promessa entre o top 20 da Atp,tomara que o Brasil consiga deixar mais facil com quadras pra quem gosta e quer praticar tenis,sobre o Circuito da Atp rs Federer pode pular algum masters antes do Us Open? E sobre recorde Finais de Slan 29 tem Federer e’ o recordista?

  30. Lincoln

    Infelizmente estamos no país do desvio. Ao ler este relato de como as coisas andam lá, só nos dá um certo sonho de como as coisas poderiam ser aqui. É lamentável.
    Aqui, em Arapongas já teve até Future. Hoje, nem o clube que sediava o evento existe mais. Foi engolido por uma enorme cratera que se abriu na parte do clube. Tudo devido a má gestão do clube e má utilização dos recursos na construção de toda a parte estrutural da cidade. Neste nosso brasil varonil tudo se faz as coxas (quanto menos gastar melhor) para aí se superfaturar os empreendimentos e o desvio no fim de tudo ser exorbitante. É lamentável.

  31. José Carlos Santana

    Boa noite, Dalcim. A minha pergunta do post anterior, sobre a inclusão dos menos favorecidos na pratica do tenis, encontrou a complementação da resposta neste post. É dar “inveja” a ação em prol do aumento de praticantes que os britânicos estão realizando. Uma ideia interessante, no Brasil, seria que a quadra poliesportiva que existe nos colégios, também fosse adaptada para o tenis, com as dimensões oficiais. Acho que poderia ser feito. Outra ideia seria estabelecer a implantação de uma quadra pública para um determinado número de habitantes. Enfim, certamente o que não faltam são boas ideias, resta saber se o que mais falta são recursos ou boa vontade. Parabéns pelo oportuno post. Abraço.

  32. Pedro Ortega

    Concordo com o que disse. Me mudei pra Inglaterra esse ano e estou trabalhando como coach aqui e fico impressionado com todos esses programas da LTA. Todos tem oportunidades pra jogar tênis aqui.

  33. Nando

    Dalcim, daki a pouco choverá comentários sobre ” Federer x nadal x djokovic” kkkkkkkkkkkkkkk, vc muda o post, mas o pessoal não muda o assunto rsrs.

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