Onde estamos errando
Por José Nilton Dalcim
1 de março de 2017 às 14:49

Aprendi muito cedo no jornalismo que fazer crítica sem apresentar alternativas de solução é quase uma leviandade. É fácil sentar na frente do teclado e disparar contra tudo e contra todos. Muito mais difícil do que dizer o que está errado, é apontar quais os possíveis caminhos para se consertar a falha.

Quando vemos um dia de tenebrosas derrotas de Thomaz Bellucci, Thiago Monteiro e Teliana Pereira, a tendência de reclamar é obviamente alta. E justa. Eles são jogadores profissionais, que ganham pelo que fazem, e portanto estão naturalmente sujeitos a isso. Aliás, como os jornalistas e comentaristas também.

Bellucci e Teliana sofrem antes de tudo com a pressão que colocam em si mesmos. Jogar dentro de casa não parece uma vantagem, beira mais o sacrifício. Se você ainda por cima está num momento de falta de confiança, o passo para o vexame fica ainda mais curto. São tenistas ruins? Claro que não. São jogadores espetaculares? Nem de longe. Bellucci tem como qualidade um bom arsenal de golpes, Teliana usa a determinação ferrenha. Tanto para um como para outro, não é suficiente.

Monteiro já sofre com a impaciência que é a característica da mídia e da torcida nacionais, como se passar de um estágio a outro no tênis fosse coisa simples. O cearense mal começou a lapidar seus golpes. Mexeu no saque, está tentando ser mais agressivo com o forehand, trabalha para dar consistência ao backhand. Tem um jogo de rede fraco e se perde ao correr para a frente.

Pouco se leva em conta que ele ainda jogava challenger um ano atrás, acabou de entrar em seu primeiro Grand Slam e está de repente num patamar muito mais alto do que antes. Se vence, já se acha que ele vai ao top 20. Se perde, que é fogo de palha. Thiago poderá sim ir bem mais longe, porém terá de trabalhar muito e contar com enorme garra o tempo inteiro. O fã brasileiro no entanto não costuma ter essa complacência.

Mas afinal onde está o principal erro do tênis brasileiro? Na minha opinião, é preciso mexer muito na base. Aumentar o calendário juvenil, com regionalização, e preparar mais a garotada para jogar na quadra sintética. Se continuarmos a pensar somente no saibro, teremos jogadores de pernas e potência sem criatividade e recursos táticos. Tenistas com grande saque e forehand agressivo temos aos montes no circuito. É preciso achar algo a mais.

E aí vem para mim nossa maior falha estrutural. Nunca tivemos alguém que percorresse este imenso país atrás de talento. Um profissional gabaritado, de olho clínico, cuja missão fosse visitar centros de treinamento, torneios pequenos, quem sabe escolas e periferias. Detectar potenciais e dar oportunidade a eles. Inverter o processo cansativo e improdutivo que tivemos até hoje, quando sentamos e esperamos surgir um garoto ou menina diferenciados para aí então darmos suporte, geralmente muito atrasado, a eles. Suporte aliás que tende a virar cobrança e não motivação.

Seria capaz de listar aqui dezenas de nomes com competência para isso, geralmente ex-profissionais raramente aproveitados e que estão disponíveis no mercado. Há muita gente séria que enxerga o tênis bem mais longe. Estive em Porto Alegre há duas semanas e não precisei ver mais do que uma partida para constatar que Matheus Pucinelli é um desses talentos que precisam ser vistos imediatamente.

Onde estava o ‘olheiro’? Esta seria a verba mais bem gasta no tênis brasileiro.


Comentários
  1. Jefferson Guimarães

    Olá Dalcim, tudo bem?

    Muito complicada a situação do tênis no Brasil. As coisas não acontecem. Eu mantenho o site tenistasEmAcao.com.br que tem a proposta de noticiar, divulgar, enfim…. fomentar o tênis amador, desde o praticado socialmente até o tênis competitivo/alto rendimento. ATENÇÃO…. Isso não é um jaba, apenas para contextualizar, ok?

    Sou de São Paulo e acompanho um grupo de pais de tenistas do Nordeste e a coisa é bem complicada para esses guerreiros que viajam por esse país e também exterior, na maioria das vezes custeados pelo PAI/MÃEtrocinador. Outro ponto que destaco, os valores das inscrições dos torneios que deixam muito a desejar e isso com certeza está refletindo no número baixo de inscritos. Por vezes até prorrogam as datas limites das inscrições .

    É preciso investir na base. Colocar a molecada pra treinar e jogar sem sacrificar a escola. É necessário que haja uma união entre o estado e iniciativa privada para dar condições aos professores e atletas. E isso tem que ser algo estruturado.

    Quadras públicas….. as poucas que existem estão deterioradas. Em muitos casos, quem está cuidando são os próprios jogadores que se unem e saem pedindo ajuda para o comércio local, um exemplo disso foi em Maringá-PR – Tênis UEM. E o dinheiro público indo pelo ralo, a máquina do Estado super inchada, má gestão, corrupção que não acaba mais e por aí vai.

    Dalcim aproveito para perguntar…. eu vi uma entrevista sua com o presidente da CBT no ano passado, sobre o Centro de Treinamento. O que virou isso? Lenda? VocÊ tem alguma informação a respeito? Aquele complexo de tênis olímpico não será aproveitado para o Rio Open a partir do ano que vem? Vai virar ou já virou outro elefante branco?

    Abraço!

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    1. José Nilton Dalcim

      Já temos várias matérias sobre o tema, Jefferson. Só agora o Ministério dos Esportes assumiu o Parque Olímpico e assim passou a negociar o repasse das instalações com as Confederações de cada esporte. O problema é que o governo quer empurrar o custo e isso inviabiliza a intenção. Estima-se que o CT de tênis custe mensalmente R$ 200 mil, um valor impossível de ser assumido de cara. Sei que já chamaram a CBT para conversar, achar um meio do caminho, estudar ações conjuntas e promoção de eventos para cobrir esses custos. O Rio Open só poderia se mudar para lá em 2019, a menos que se troque o piso para saibro em 2018. Abs!

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  2. Marco

    Meu filho passou pelo circuito juvenil até pouco tempo. Por várias vezes fiz reclamações aqui quanto a alguns pontos ditos por você neste post. Algumas vezes apesar de fazer duras críticas a postura de vocês dá mídia quanto ao dinheiro que a CBT recebia você me publicou e respondeu com respeito e duro como minhas críticas. Infelizmente perdemos a segunda oportunidade de ouro que caiu nas mãos dos dirigentes dá CBT com o patrocínio master dos correios. A primeira foi a era Guga que a diretoria anterior ao Jorge do nastas não aproveitou. Quando meu filho começou a jogar os juvenis tínhamos circuitos infanto juvenil patrocinados pela Credicard, Unimed e BB. Após a a pouco tempo do início dá gestão do Jorge com as brigas com os promotores as empresas saíram e apenas sobraram os correios que agora reduziram drasticamente seu patrocínio. Quais os erros que acredito na gestão que finda este ano e que observei enquanto estava acompanhando meu filho que hoje joga universitário nos EUA.
    1_ locais dos campeonatos em locais insalubres em quadras de péssima qualidade de saibro. Brasília onde moro e no clube que sou sócio as quadras são horríveis para esporte de alto rendimento, duras, escorregam muito e ainda colocam bolas que andam muito a 1000 metros de altitude., Piauí, natal, Manaus em um calor insuportável que ganha quem aguenta em saibro na maioria das vezes totalmente irregular. As quadras normalmente horríveis fazem os jogadores ficarem longe dá linha de base para empurrar as bolas para o outro lado de qualquer jeito.
    2_ o circuito mudou os jogadores jogam na linha de base encurtando a resposta e aumentando a velocidade da bola o único jogador hoje no Brasil que faz isto é o Bellucci. Temos que seguir o mundo. Aprendermos a jogar na quadra dura, na linha de base com consistência.
    3- Por duas vezes nos 14 e 16 anos meu filho era o segundo do ranking de transição e foi com tudo pago por mim para algumas etapas do cosat. Como? Simples colocam no regulamento o tal de índice técnico criado pelo Patrício Arnauld para mandar quem ele quer com CC , passagem e alimentação paga pelo torneio. Isto sempre causou frustração ao meu filho que via toda dificuldade que tinha de pagar treinos e viagens. Precisamos de regras claras, acabar com idolatria a alguns juvenis. O dinheiro é público através de leis Piva, correio a e outros o critério tem que ser específico e não dar margens a dúvidas como fazia o Carlos Mamede na federação brasiliense de tênis que tinha critérios e os seguia e meu filho recebeu o bolsa atleta estadual enquanto fez jus a ela.
    4- enquanto os ex-jogadores não estiverem a frente dá orientação dá parte técnica ficará difícil. O Emílio veio e foi embora sem explicação, o Meligeni idem fica realmente difícil.
    5- aquela maluquice de gratuidade geral para GA do circuito correios nem tenho o que comentar.
    Agora meu amigo só resta esperar o próximo gênio ou nos contentes com o que temos pois se a próxima diretoria for uma continuação do mesmo como acredito que será? Já era.

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  3. samir alberto santos marcelino

    Boa tarde, sobre o futuro do tenis no Brasil, hoje vi uma reportagem no Globoesporte a respeito do projeto da confederação de dar rodagem a jovens talentos, 1 milhão de reais em apenas 8 meninos ao meu ver não é por ai a solução o que vc pensa disso Dalcim ?

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    1. José Nilton Dalcim

      Preciso me interar melhor da proposta, Samir. Mas a princípio concordo com você que é muito dinheiro em apenas oito opções.

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  4. Luiz Fernando

    Essa fase do Djoko me parece não derivar simplesmente de saída do Becker ou de permanecia do guru ou mesmo de contusão. Sem dúvida há algo mais sério por trás de tudo, pois de bicho papão ele se transformou num jogador que tem perdido com frequência. Me parece q os problemas pessoais apregoados, algo q mexe com a a cabeça de qualquer um, devem ter um fundo de verdade.

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  5. Adão Cabral

    O Djokovic deu sorte agora está se confirmando o uso do Meldonium que ele foi avisado e Antes do AO ele parou só que vem aquela coisa da Abstinência está se matando para voltar do jeito que jogava mas nunca mais conseguirá!

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  6. Sergio Ribeiro

    Salvar 7 MatchPoints não acontece todo dia. Mas a maneira como foram salvos pelo N 1 e’ que impressiona. A nivel de confiança ja’ valeu para Murray o famoso ” Vamos para Dubai”. Ja’ o N 2 em sua escolha de um Piso aparentemente mais lento em Acapulco… Kyrgios sempre pode aprontar. Inclusive perder na sequencia ( deve ter tomado todas rs). Mas e as mãos na lombar de Novak ? E o Japa novo dando susto em Rafa ? Enquanto isso o SporTV 4 transmitindo simultaneamente , Acapulco e Dubai para…Portugal. A coisa ta’ feia. E o Titio com a queda de Monfils chega a Indy no Top 10. Abs !

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  7. Dirceu

    Djoko fez mais um grande jogo ontem. Mas era a noite do australiano. Ele sacou muito, foi agressivo, quebrou o ritmo com muitas deixadas e slices . E teve paciência nas longas trocas de bola. Isso que ele nem tem técnico. … Impressionante !

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  8. Nando

    Acho que o fazendeiro-djokovete vai se exilar no sítio de novo depois dessa derrota do sérvio pro Kyrgios…

    PS: Em relação ao q ele disse no num comentário no blog anterior de eu ser novato e “sossegar aqui”, frequento o blog desde 2007, e comentava de forma esporádica, vindo a fazer isso de forma assídua nos últimos anos……e se eu fosse novato mesmo? E daí? O blog é pra quem gosta de tênis, independente de ser novato, veterano….

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  9. Thiago

    Dalcim, quais são suas perspectivas sobre um top 20 ao tenista Jerzy Jawovicz ?

    Acho ele um baita jogador de cimento, com golpes e principalmente saque potentes, além de até se virar bem no saibro. Se tiver com a cabeça no lugar (seu ponto fraco), pode fazer um estrago em Wimbledon.

    Lembrando que ele volta de contusão, e já vem de título de um challenger na semana passada.

    Vamos torcendo.

    E aproveito aqui para parabenizar seu blog. São análises de realmente que domina sobre esse mundo tão fascinante como é o circuito mundial de tênis.

    Abraços DALCIM

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, Thiago, não consigo ver top 20 para o bom polonês. Ele está reagindo bem da longa parada, mas é um estilo de jogo que sofrerá demais quando voltar aos grandes torneios. Sem falar no seu problema maior, que sempre foi pouca aplicação tática. Como não tenho visto seus jogos atuais, pode ser que tenha melhorado nisso. Abs!

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      1. Thiago

        Sim Dalcim, vendo seu jogo, nota-se a falta de desenvoltura para bater alguns golpes. Isto continua a mesma coisa, nos jogos que acompanhei dele semana passada. Mais acredito que dê para compensar com outras qualidades.

        A desenvoltura é um aspecto difícil de ser treinado. Como treinar?

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  10. Helder Sá

    Bom dia, Dalcim.
    Infelizmente, essa realidade não é exclusiva do tênis. Enquanto tênis e automobilismo forem tratados como “esporte de burguês” e os talentos de futebol “brotarem da terra”, vai ser isso aí mesmo. A Confederação de Basquete está sob intervenção. Os dirigentes se preocupam apenas em ganhar dinheiro (muitas vezes de forma desonesta) e o esporte que se dane. Olha o “legado” das Olimpíadas aí para comprovar.
    Toda boa ideia não irá para a frente, enquanto os gestores forem incompetentes e desonestos. Confesso que estou cada vez mais descrente. Até o vôlei, que outrora era um exemplo, atualmente está com dificuldades na renovação, pois pararam de fazer aquele trabalho de garimpagem que vinha sendo feito desde os anos 80.
    Certo dia, em 2007 (nossa, já fazem 10 anos), vendo o quali do Brasil Open lá em Sauípe, um amigo meu perguntou: “quando teremos um novo Guga”? E minha resposta foi: “entre Maria Esther e Guga, se passaram quantos anos”?

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  11. Rodrigo S. Cruz

    O pobre coitado do Djokovic tá parecendo o Seiya quando apanhou do Saga de Gêmeos…

    É tanto ACE que ele toma nas fuças que não sabe mas nem aonde vai a bolinha.

    Kkkkk

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  12. Rodrigo S. Cruz

    Kyrgios vs Djokovic.

    Como joga tênis esse tal de Nick Kyrgios. Um monstro!

    Ele bate na bolinha de tênis como se tivesse teclando no computador. É de uma naturalidade impressionante.

    7/6 (9). Pro australiano no primeiro set…

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    1. Rafael Wuthrich

      Repito: Nick Kyrgios é o maior talento no tênis desde Andy Murray. Não à toa já venceu 3 dos 4 big 4. Ele é instável mentalmente, o que ainda lhe impede de alçar vôos maiores. Mas se não fosse por isso já seria pelo menos top 3.

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  13. Bruno Macedo

    Queria muito assistir o jogo do Djokovic x kyrgios. Alguem sabe onde posso assistir online? Tem um site q vi num comentário aqui, alguma coisa a ver com Batman, mas não consegui localizar o video.

    Alguem sabe de algum site? 😀

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  14. André

    Dalcim, gostaria que você falasse um pouco do comportamento da torcida. Nunca vi uma partida de perto, mas muitas vezes imagino que jogar tênis com uma torcida impaciente e habituada à algazarra do futebol deva ser um suplício para os nossos tenistas. O comportamento da nossa torcida pode ser considerado um dos responsáveis pelo fraco desempenho dos nossos tenistas? Nossos torcedores são piores que os demais (argentinos, europeus, americanos?) Será que valeria à pena para o Bellucci jogar torneio fora do Brasil nessa época?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A torcida não teve qualquer influência nos resultados mais recentes dos brasileiros. Acho que na maior parte das vezes, é um incentivo. A questão é uma cobrança interna.

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  15. Fernando Brack

    Prezado Wuthrich, não se trata de cobrar o Federer, como você sugeriu que eu estivesse fazendo.
    A rigor, eu nem ando com muita disposição de ver jogos dele fora dos grandes torneios. Deste em
    Dubai eu vi o final meio que por acaso. Não gostei do que vi e compreendo que o desempenho dele
    possa ser resultante de vários fatores. Só fiz aquele comentário porque achei esquisita demais a
    forma com que ele deixou a vitória lhe escapar por entre os dedos, para um tenista de ranking baixo.

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  16. Jônatas

    Bom não quero te desanimar não Dalcim mas como esse problema de estrutura não é só do tênis então temos que esperar que o Brasil mude para o tênis mudar. Se descobrir um talento torça para que alguém de fora dê a estrutura necessária a esta revelação ou que seus pais tenham essa estrutura. Ou seja, se puder, vá para fora do Brasil o quanto antes! Aqui a chance de dar um ótimo fruto é 0,01%.

    Não podemos esperar nascer fruto de terra seca.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O mais incrível, Jônatas, é que ainda assim têm nascido frutos da terra seca. Guga, Meligeni, Mello, Sá, Bellucci, Teliana, Bia, Bruno, Melo… Para citar poucos exemplos. Ou seja, mesmo com todas as dificuldades, fizemos tenistas de nível internacional, grandes títulos, ranking respeitável. Imagine então se houve um trabalho organizado.

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      1. Pieter

        É verdade! O material humano no Brasil é quase inesgotável, afinal somos mais de 200 milhões de almas. E um povo criativo, clima perfeito para a prática de esporte e que adora competir.

        Responder
  17. Pieter

    Excelente e muito inteligente post, Dalcim!
    Demolir jogadores é fácil e cômodo mas propor soluções é o que realmente faz diferença!
    Parabéns!

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  18. Sergio Luiz

    Olá Dalcim e demais. Até lamento que volte ao blog depois de tanto tempo para discordar só um pouquinho da análise, e é só um pouquinho mesmo.

    No geral, como sempre, concordo inteiramente com você e demais colegas sobre a falta de estrutura, pressa, desmando, corrupção e por aí vai num mar de lama sem fim todas nossas instituições, e, evidentemente, o tênis não ficaria ileso a isso.

    Só discordo quando se inclui o Bellucci nesse contexto. Se o cara sobreviveu a tudo isso e conseguiu “colocar a cabeça pra fora”, ao ponto de disputar todos os grandes torneios, viajar o mundo inteiro, ter bons patrocínios, ter técnicos estrangeiros, psicólogo, preparador físico, etc e etc, desculpem-me, mas a persistência da mesma atitude (ou falta de) dele, o maior responsável é ele.

    Ora, vemos Nadal, Federer, Djoko, Murray, Del potro e tantos outros monstros consagrados até hoje trabalhando para aperfeiçoarem seus jogos, adaptarem seus estilos as lesões (Del Potro e Nadal), que acho inadmissível que o Bellucci depois do nível que alcançou e do staff que possui continuar tendo as mesmas atitudes, erros e comportamentos de quando tinha 20 anos de idade, e acharmos que isso é falta de estrutura na base. É um cabeça dura, ou melhor, é um cabeça mole!

    Desculpem, mas é como penso sobre o Belo!

    Abraços!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Concordo com você, Sérgio, mas não coloquei em discussão essa questão. Apenas assinalei que ele sente uma pressão incompreensível de jogar no Brasil. Mas temos de lembrar que Bellucci também é um exemplo de alguém que se fez sozinho, sem apoio oficial, que só veio depois que ele já estava estabelecido como tenista. Abs!

      Responder
      1. Jônatas

        Hum então, mas um dos melhores jogos que ele fez foi aqui perante o público. Tanto na Davis quanto no Brasil Open. Digo pois estava lá.

        Responder
    2. Fernando Brack

      Grande Sérgio Luiz! Quanto tempo. Não suma assim não, meu camarada.
      Seria porque o Djoko anda meio que sei lá? Não justifica. Rsrs!!! Abração

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  19. Denis

    Dalcim,

    Qual a sua opinião sobre essa polêmica do wildcard pra a Sharapova? Acha que os torneios tem que pensar no lado econômico e convida-la? Ou os atletas pegos no doping deveriam se virar para subir no ranking?

    Abs
    Denis

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Eu concordo com o Murray. Acho que tenista pego em antidoping não deveria receber esse privilégio, ao menos em torneios grandes. Talvez fosse admissível em futures ou challengers. Não se pode motivar o descumprimento da lei.

      Responder
      1. João ando

        A hantuchova nao foi convidada pelo que parece esta como convidada jogando um torneio pequeno. ..concordo com o Murray …mas oque vale etutu. ..tenistas quelevam público e a ética que sê dane

        Responder
  20. Geraldo Soares

    Dalcim parabéns pelo post!!! mas acho que vc economiza nas criticas principalmente A treinadores brasileiros e jogadores.. jogo tênis(amador) desde 1980 aqui em e vejo o tênis como uma comunidade de amigos, em MInas nunca vi um grande treinador e nem jogador e todos acham que podem ensinar Tênis, colocam ex boleiros para dar aula a molecada, esse método é em todo o Brasil isso não funciona pois batedor de bola é bater de bola!! Morei em SP , DF SC PE e isso se repente em todos os lugares que fui!! como vamos cobrar algo do Moleques que recebem esse tipo de instruçÃO .. é assim aprendeu golpes basicos ja passa a dar aulas..
    pra dar aulas deveria ser obrigatório curso especifico e ter a comprovação de competência!!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Mas é obrigatório, Geraldo. Tem lei para isso em vários Estados. O problema é cumprir a lei. Problema nacional em todos os campos, aliás.

      Responder
  21. Luis

    Dalcim quase mais uma zebra ou camelo em Dubai kkk,Murray quase perdeu pro alemao rs,parecido com Federer jogando o suficiente o britanico contra um adversario perigoso esse Kohchereiber tentei o nome rs,Murray pode aumentar diferenca na lideranca do ranking com titulo Dalcim com uma queda de Djokovic no Mexico? rs

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  22. Maurício Fonseca

    Segue quantidade de Futures no Brasil. Mesmo quando tinha mais de trinta por ano, não adiantou nada para evolução dos tenistas brasileiros…
    Ano Nível País Qtde
    1998 Future Brasil 7
    1999 Future Brasil 2
    2000 Future Brasil 2
    2001 Future Brasil 10
    2002 Future Brasil 4
    2003 Future Brasil 6
    2004 Future Brasil 14
    2005 Future Brasil 11
    2006 Future Brasil 22
    2007 Future Brasil 17
    2008 Future Brasil 34
    2009 Future Brasil 28
    2010 Future Brasil 31
    2011 Future Brasil 34
    2012 Future Brasil 27
    2013 Future Brasil 17
    2014 Future Brasil 12
    2015 Future Brasil 9
    2016 Future Brasil 4

    Responder
    1. Jônatas

      Bom, só o fato de ter future não vai dar o sustento que a base precisa. Ajuda bastante sim mas não dá. Outro fato é que não basta ter bastante futures durante apenas 5, 6 anos e queira que surja algum resultado. Demora ao menos uma a duas décadas para começar a ver algo.

      Responder
  23. Yuri

    Dalcim, oq falta, acho que todo mundo sabe

    Essa desculpa de que tenis é caro, não cola
    Aqui na minha cidade tem 3 quadras publicas de tenis, infelizmente são de Saibro, e ai voce ja viu, no Brasil politico não sabe o que eh manutenção, só querem inaugurar as coisas e esquecem, e a quadra q era de saibro, virou quadra de terrão, só que independente disso, voce vê as 3 quadras cheias o final de semana inteiro, voce vai la e fica revezando, e voce ve gente de todos os tipos, muitos jogando descalço, ve gente com raquete velha, mas ve gente com raqueteira tambem, a impressão que vc tem quando ve alguem falando que tenis eh um esporte caro, eh pq as pessoas acham que comprando raquete, tenis e bola cara, eles vao jogar melhor, futebol vc ve todo mundo jogando descalço na rua e com bola velha, falta boa vontade e quadra publica, tem que desmistificar a idéia de que se precisa de uma quadra de tenis perfeita e equipamentos perfeitos para praticar o esporte

    Responder
      1. Yuri

        Taubaté, interior de São Paulo

        As quadras ficam no Sedes, é uma mistura de parque e clube, possui quadra de futebol, basquete, volei de areia e as 3 quadras de tenis
        Aqui na cidade a quadra do Sesc também era aberta ao publico, mas depois ficou restrita aos sócios, la eram 2 quadra sintéticas

        Responder
    1. Lincoln

      Rapaz, eu cansei de bater em paredão na minha juventude. Utilizava um jogo de bola velho, todo ferrado. Uma raquete wilson de meu irmão mais velho comprada em 1992 (jogo com ela até hoje, toda torta!!).
      O acesso a quadras sempre se deu em clubes particulares. E encontrar outros praticantes, com uma raquete ou um misero joguinho de bolas disponível para um bate bola, sempre foi e continua sendo um sofrimento!

      Responder
  24. Antonildo S Costa

    Acredito eu que falta mais incentivo pro tenis brasileiro, principalmente fora das metropoles, um exemplo é o meu estado(Maranhão), só existe quadras na capital São luis.Esse incentivo poderia partir do setor publico tanto na construção de quadras como na introdução do tenis nas escolas, parecido com o que foi feito no Japão. Pra vc ter uma ideia mestre, moro numa cidade de aproximadamente 120000 habitantes e duvido muito que exista 100 pessoas que assistem o tenis com assiduidade, e muito menos apaixonados como por esse esporte espetular como eu. Meu sonho é um dia jogar uma partida de tenis.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não desista do seu sonho, Antonildo! E o que nós, o povo, podemos fazer é petição aos vereadores e prefeito, um abaixo-assinado, solicitando as coisas. Tente!

      Responder
  25. Luis

    Dalcim voce acha que essa derrota do Federer em Dubai faz suico pensar em pular algum torneio como Miami ou Paris? Abraco,sem previsoes do Logico kkk

    Responder
  26. Oswaldo E Aranha

    Vi no noticiário críticas do Murray aos convites que a Sharapova recebeu de torneios. Ele tem que entender que beleza e graça não se adquire em treino e afinal um torneio também vale pelo visual. Ele deve se preocupar mais com seus treinos para poder conservar sua condição atual de nº 1.

    Responder
  27. Oswaldo E Aranha

    Peço desculpas aos tenistas por ter errado na digitação: Djokovic e Berdish. A eles devo desculpas, aos que me criticaram pelos erros involuntários somente um abraço.

    Responder
  28. João ando

    Dalcim ja falei do seu topico. .mas mudando de assunto. ..quem e Ashley Barty ?olha que acompanho tenis …mas nunca ouvi falar dessa tenista…

    Responder
  29. Chetnik

    Como acho que não terá um post para esses jogos recentes de ATP 500 – famoso Roger Slam…putz, pior que agora não dá mais para tirar sarro rs. – peço perdão por desvirtuar o tema do post – que não me interessa rs.

    Depois da ressaca do AUSO, ontem foi o primeiro jogo que eu assisti – a partir dos 2-2 do segundo set. Muito bom ver o Djoko jogando em alto nível, concentrado e vencendo um grande adversário. Também teve uma boa agressividade.

    Sobre o Federer, seria um jogo ótimo para dar uma zoada, mas depois do 18 não tem como rs. Esse título do Federer acabou com metade da graça do circuito. Maldito Nadal rs.

    Responder
    1. Rodrigo S. Cruz

      Nem dava pra zoar mesmo.

      Esse jogo que o Federer perdeu, ele perdeu pra si mesmo.

      Teve um caminhão de chances e saiu jogando fora, uma a uma.

      Sem o menor compromisso com a partida.

      Não foi vencido. Simplesmente se deixou vencer…

      Responder
  30. Ronildo

    O tênis no Brasil só vai evoluir quando a politicagem colocar a mão na consciência e decretar que o teto da previdência é o mesmo, tanto para o setor público como para o setor privado, que está em torno de 5 mil. Daí, se juiz, governador, deputado, senador, presidente, militar, e todo tipo de funcionário público quiser ganhar mais, que pague uma previdência complementar, porque eles têm dinheiro pra isso. Ou seja, quando o Brasil virar um país sério!

    Responder
  31. Clovis Grelak

    Dalcim,
    Tentei assistir os jogos de Acapulco no https://www.batmanstream.com/tennis-live-streaming-video-2016-21.html, conforme sua dica a outro internauta, só que ele pede cadastro. Só que o cadastro ocorre num SEGUNDO site, em que é obrigatório informar dados de cartão de crédito, apesar de afirmar com destaque que não há cobrança. Fiquei receoso de passar o cartão nessas circunstâncias. E fique também sem ver os jogos. Vc teve que passar cartão para se cadastrar, por exemplo? Tem mais alguma dica?
    obrigado.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Você deve estar fazendo confusão, Clovis. O Batmanstream lista uma série de alternativas de imagem para cada jogo. Um ou outro exige cadastro e pagamento de taxa. A maioria não pede nada.

      Responder
      1. Valmir

        Dalcim,
        Eu também tentei entrar nesse link que você passou para assistir jogos.
        Para mim também aconteceu a mesma coisa desse cadastro com pedido de dados do cartão de crédito… que.. obviamente não passei.
        Entra nesse link que você passou para ver como isso acontece.
        É de interesse de muita gente que lê o seus posts.
        Grato

        Responder
    2. SERGIO LANDIOSI

      Boa tarde Clovis!

      Após escolher o jogo que pretendo assistir, eu escolho a opção: LSHStreams: Link#1 (640×360) {Recommended Platform}

      Outra dica é, quando a tela com propaganda abrir, clicar sobre um X (menor, que fica do lado esquerdo do banner, quase apagado) ao invés de clicar sobre o X (maior, do lado direito do banner).

      Normalmente, tem funcionado para mim desta forma. Espero ter ajudado. Abraços!!

      Responder
  32. Renato Veneziano Toniol

    Dalcim, temos o exemplo do Nicolas Santos, que foi número 2 do mundo no juvenil, e nunca vingou no profissional.
    Nunca tive a oportunidade de vê-lo jogar. Qual o estilo de jogo dele, Dalcim?
    Na época, era de fato uma boa aposta para o nosso tênis?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Nicolas não tem muita estatura, então forjou seu jogo na base das trocas de bola da base. Não foi o único caso de sucesso juvenil, Renato. Mas aí entramos em outra discussão, porque existe uma imensa lista de números 1 juvenis e campeões de Slam juvenis que não deram em nada em todos os grandes centros do tênis. Ou seja, sucesso juvenil jamais é indicador certo de boa carreira no profissional.

      Responder
      1. Renato Veneziano Toniol

        Verdade, Dalcim.
        Ainda tivemos o Tiago Fernandes, que foi número 1 e campeão do Australian Open, que decidiu se dedicar aos estudos.
        Podemos citar também o Argentino Brian Dabul, que liderou o ranking juvenil, mas não teve qualquer destaque entre os profissionais.
        Quanto ao Nicolas,nunca o vi jogar. Bom, para não dizer nunca, vi apenas alguns games de um jogo dele no Aberto de São Paulo em 2007 ou 2008, porém, a chuva interrompeu a partida, então não consegui ver muita coisa.

        Responder
  33. Vitor

    Quem realmente acompanha futures no Brasil?
    R: cansei de ir em futures e ver a arquibancada vazia.
    Quantos torneios tem no Brasil?
    R: Quase nada, futures muito pouco, e quando tem os gatunos de 30 anos jogam e ganham ( por que isso é permitido?)
    Quanto custa ser tenista no Brasil?
    R: um tubo de bolinha custa 30 reais, é um absurdo.
    Quantas quadras públicas você ve por ai?
    R: quase nenhuma.
    Sobre os jogadores:
    Rogerinho = perde muitas oportunidades, é um guerreiro mas não joga um tenis do mais alto nível, esse top 100 é lucro, jogador de challenger apenas.
    Feijão = mesmo nível do Rogerinho, com um porém de talvez se cuidar menos que o primeiro, agora está mais focado.
    Monteiro: Muito jovem, temos que esperar uns 2 anos ainda para ver onde ele pode ir, mas só jogo de base, como um cara desse não da uma deixadinha ou um lob direito??????? Meu Deus, era para estar bem melhor mas tem um futuro bom pela frente.
    Belluci = Esse ai joga demais, mas não tem cabeça, dá dó de ver ele sofrer para jogar, creio que subiu muito rápido, físico com problemas, muito talento mas pouco físico e mental.

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    1. Maurício Fonseca

      O que define poder jogar Challenger ou Future não é idade, mas ranking…. Assim, um “gatuno” de 30 anos pode jogar Future tranquilamente, dependendo do seu ranking (quanto pior o ranking, digo).

      Responder
  34. Sônia

    Onde estamos “errando”? rsrsrsrs. Dalcim, na boa, está tudo errado. Tênis no Brasil é só $$$$$$, como um colega abaixo mencionou. Além disso, em termos de ensino teórico, tática, estratégia… tudo é muito fraco, ensinam apenas forehand, backhand e saque. Nunca conheci esses institutos que promovem o tênis no país, mas conheço alguns locais onde esse esporte é praticado. Nesses locais, pelo que percebo, a única coisa que importa é o $$$$$. Não há interesse dos “responsáveis” que os “alunos” evoluam tenisticamente falando. Professores com fraquíssimo conhecimento teórico, apenas ensinando backhand, forehand e saque. Voleio, drops, smash… muito raramente. Slice então, nunca vi um professor ensinar e olha que estou há mais de 5 anos aprendendo. O pouco que sei e executo, foi assistindo os profissionais pela TV. Teoricamente falando, aprendo muito contigo pois várias dúvidas que tive e questionei, a maioria dos “professores” não sabia. Concluindo, não temos base, $$$$ que importa e professores fraquíssimos. Beijos.

    Responder
  35. Sandra

    Dalcim, me desculpe pela pergunta, sei que você não é o homem do tempo, mas dessequemos chove em Dubai e no Catar??? Lá é deserto, nunca ouvi falar de chuva lá!!!!

    Responder
  36. Rafael Wuthrich

    A cada dia mais repito que nossas Confederações não servem pra nada, a não ser receber verbas públicas. Vejamos: não organizam quase torneios de base; não difundem os esportes entre a garotada; cuidam apenas de interesses relacionados a atletas consagrados ou confrontos de seleções, que envolvem retorno garantido; nunca fizeram nenhum convênio com escolas, natural fonte de talentos.

    Se essa estrutura no esporte já é ridícula para modalidades de baixo custo e preparação, imagina um esporte mais elitista como o tênis. Fica evidente que se torna impossível conseguir algum talento nessa falta de interesse no esporte.

    Existem milhares de soluções viáveis sem mesmo a necessidade de tantos recursos (ou até nenhum), mas a imediata seria mesmo o incentivo da prática nas escolas. Quase ninguém fora de nosso meio conhece o esporte, a forma de disputa e os grandes nomes. Ora, na era de Federer, Nadal, Djokovic, Murray e Serena, isso deveria ser um atrativo – ainda mais tendo um nome como Guga.

    Se apresentarmos o esporte à garotada e mostrarmos como é fácil e gostoso de jogar e assistir, tenho certeza que surgirão os primeiros talentos. O passo para acharmos um top é a quantidade: quanto mais praticantes, mais chances para um talento surgir. Mas para isso precisamos, além de olheiros, gente interessada na difusão do esporte.

    Lembro de uma infeliz frase do Lula a respeito do tênis, chamando de esporte de rico. Mas é a realidade de nosso país: quem pratica (ou pode praticar) é o jovem classe média alta, mesmo através de incentivos. O menino da periferia tem mais acesso ao vôlei e ao futebol, já que só precisam de uma bola e, quando muito, uma rede improvisada. Por isso a frase do ex-presidente deveria servir de alerta, não de chacota: é assim que a sociedade vê o tênis e, para mudar, precisamos mudar a difusão nos custos (seja com raquetes de baixo custo e locais públicos para a prática, inclusive escolas), seja com a própria abertura da imprensa a um maior espaço na cobertura.

    Lembro que no Japão há clubes de todos os esportes nas escolas, bastando que haja alunos interessados. Será que numa escola de 1000 crianças e adolescentes, não teriam pelo menos 2 que gostariam do esporte?

    Não é difícil. Depende do interesse de nossos governantes.

    Responder
  37. Marcelo Calmon

    Dalcim,

    Esse negócio do Monteiro treinar muito com o Bellucci é preocupante.
    Além de assimilar os erros grotescos do Bellucci, na maioria das vezes por afobação, está adquirindo a apatia !!! No game que, o nada além de esforçado, Berlocq sacou para fechar o jogo, chegou a ficar 0/30, mas nem assim o Monteiro demonstrou que tava ligado. Aliás, já tinha destruído uma raquete no próprio pé !!! Poderia ter se machucado !!!
    Acredito que o problema dele seja o mesmo que o Bellucci teve no “início” da carreira. Depois de surpreenderem e vencerem jogos de maneira inesperada, a cabeça começa a cobrar desempenho que as vezes a pessoa não tem. Criam uma “ilusão” que podem resolver um ponto de qualquer maneira.
    Pior que agora vem a temporada de piso rápido, salvo alguma surpresa, derrotas virão em sequência.

    abs

    Responder
  38. Oswaldo E Aranha

    Um recado aos torcedores do Federer.
    Não fiquem triste porque as surpresas também acontecem aos grandes tenistas e não é motivo de chacota, como alguns postam quando acontece ao Djokovich, Bardish e outros.
    Acredito que o Federer ainda dará satisfação aos seus torcedores.
    Aleluia!

    Responder
  39. Julio Sc

    Dalcim, tema é complexo e difícil.

    Temos uma cultura tenística, apesar dos 200 milhões de habitantes, bem inferior a países europeus e também à Argentina, por exemplo.

    É caro jogar tênis no Brasil. Raquete de 700 reais, pelo menos 2 já são 1.400. Fora cordas, bolinhas, grips e etc. Ou seja, quem pratica tênis, na maioria das vezes, são crianças com um família estruturada. É difícil essa criança querer algo mais, ser algo mais dentro da quadra pois tem seu videogame, seu tablet, viagens e etc.
    Aí a importância dos olheiros e enxergar quem não tem tanta condição assim, de dar o passo a mais.
    Outro ponto é mudar a cultura tão “saibristica” do país. Investir em mais quadras rápidas. Fazer calendário nos juvenis, quem sabe. Metade do ano torneios no saibro, outra metade em rápida. O próprio ranking certamente mudará, o #1 do saibro será que vai ser o #1 da rápida? Se sim, já mostra que esse #1 é diferenciado e consegue se adaptar melhor que os outros também.

    Responder
  40. Maurício Fonseca

    Mestre Dalcim, bom dia.

    Percebi que voltou a ter qualifying para chave de duplas em ATP. É isso mesmo? Isto não estava extinto?

    Responder
  41. Marcelo F

    Pena nenhum canal ter transmitido o jogão ente Djoko e Delpo. E hoje finalmente vamos ter Nole x Kyrgios. Tenho muita curiosidade de ver o desempenho do australiano num jogo desse.

    Responder
  42. Luiz Fernando

    Essa chave do Nadal em Acapulco é a baba das babas, não chegar a final será um fiasco descomunal, o problema será enfrentar Djoko numa hipotética final, pois o estilo do servio é o pior possível p o espanhol.

    Responder
    1. Sergio Ribeiro

      Estilo ? Qual ? E’ o mesmo desde 2006. Relembrando L. F. , o famoso h2h estava 16 x 7 ate’ o inicio de 2011. O precoce Espanhol se enrolou com as melhorias no jogo do COMTEMPORANEO. Principalmente pós Becker. Lembra da serie de Finais no Barro ? Em Maio o Servio tambem vira Trintão. Quem sabe se a coisa muda e ele nao começa a ter uns dodóis ala’ um certo Suíço. Embora este não vale pois venceu as Duas ultimas Finais rs. Abs!

      Responder
    2. Rodrigo S. Cruz

      Engraçado que esse cara-de-pau só lembra de estilo quando o Nadal enfrenta o Djokovic, né…

      Porque quando enfrenta o Federer, ele nem lembra disso.

      Diz que é freguês e pronto…

      Responder
      1. Luiz Fernando

        Cara de pau é quem diz q o Bello vai deixar saudades kkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!! Freguesia é ter metade das vitórias do adversário, creio q não é o caso…

        Responder
        1. Rodrigo S. Cruz

          Saudades pra quem torce para jogadores brasileiros, meu caro.

          É claro que há aqueles torcedores-modinha daqui que só conhecem tênis porque babam ovo de estrangeiros.

          Tipo, o Nadal.

          Que aliás, nunca vai nem saber que você existe, né…

          Responder
    1. José Nilton Dalcim

      É bem difícil, porque o tênis é uma escada. Não existe uma forma de se profissionalizar. Você pode jogar torneios profissionais sem jamais ter disputado um torneio juvenil, mas vai precisar de muita indicação para isso.

      Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Também, mas principalmente bom relacionamento com diretores dos torneios, porque os convites até mesmo do qualificatório são dados por eles.

          Responder
          1. José Nilton Dalcim

            Às vezes acontece num quali. Tivemos agora mesmo no Brasil Open um exemplo, com convite no quali para um bom garoto que sequer jogar o circuito nacional juvenil.

  43. João Guilherme

    Boa noite! Gostei do seu ponto de vista, entretanto, eis que atento para alguns pontos importantes. O erro do tênis brasileiro está na gestão do esporte. O que sempre existiu são ações isoladas, mas jamais uma política pública que direcionasse as ações, que tivesse objetivos específicos, claros e bem traçados. Veja só, o problema não é o tipo de quadra em que eles jogam, mas sim a forma como trabalhamos nossos atletas/praticantes. Sobre as características que vc citou dos atletas e aos tipos de quadras, a ciência aponta situações diferentes. Mas isso é uma outra discussão… e sobre o “olheiro”…. muito cuidado!! Até porque não vamos ver pessoas jogando tênis em escolas, no bairro, na rua… ou na periferia como vc mesmo disse!! A prática do tênis ainda não é tão popular assim… O futebol que é o futebol já está com o conceito de “olheiro” ultrapassado… O “olheiro” a percepção é subjetiva e isso incorre em muitos erros, enganos, etc… A moda agora é falar em detecção de talento, mas isso também não é tão simples, assim, para isso…. precisamos estudar mais, conhecer mais, aprender mais e inserir todas nossas ações numa política pública para o desenvolvimento do tênis. Senão…. será mais do mesmo! obrigado pela oportunidade, parabéns pelo seu magnífico trabalho de jornalista e também sonho, um dia, em ver o tênis brasileiro no topo da pirâmide!!!!!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A ciência, João Guilherme, nos ensina que não é preciso ver um garoto ou menina jogando tênis para verificar que o perfil pode ser apropriado. Há dezenas de estudos que mostram perfis atléticos e psicológicos mais adequados para a prática deste ou aquele esporte. Basta usá-los e existe muita gente competente no mercado brasileiro para isso. O ‘olheiro’ tem a missão de não desperdiçar talentos. Há inúmeros casos de brasileiros que começaram muito tarde e ainda assim tiveram sucesso no tênis – Júlio Silva, Fabiano de Paula para ficar em casos recentes -, o que demonstra que não houve o trabalho antecipado necessário para isso. Quantos mais foram desperdiçados por aí? Abs!

      Responder
      1. João Guilherme

        Caro José Nilton

        Nesta sua fala temos assunto para horas e horas de discussão…. e que no final geraria teses e dissertações!!! São conceitos/assuntos bem complexos!!!

        Mas de uma coisa é certa… o tênis brasileiro tem que mudar!! Do jeito que está não dá….

        abraços…

        Responder
    2. Fernando Brack

      O olheiro no tênis tem que focar em torneios, não em crianças praticando em quadras públicas,]
      nos clubes ou em escolas. O ‘tenista’ só aparece quando passou da fase de aprendizado e entra
      em competições. Estas sim, como sugere Dalcim, deveriam ser multiplicadas, para fazer a base
      produzir mais juvenis e crianças a serem observados pelos experts no esporte.

      Responder
      1. Bruno Macedo

        Discordo de você. O número de praticantes do tenis é muito reduzido. Quanto menos gente jogando, menos chances de se encontrar um super talento. Quantos jogadores existem na faixa etaria do Neymar, quantos tiveram que jogar para aparecer um Neymar??? Isso me parece matematica simples.

        No futebol, o grande teste vem quando o garoto sai da base para o profissional, depois outro teste quando vai para a europa. Mas todos começaram por baixo e a maioria foi acompanhada desde de muito criança. Ninguem acha ginastas, judocas etc em campeonatos adiantados, a maioria é desde de moleque. Trata-se de uma aposta: vc olha o garoto e imagina se vai dar caldo ou não, aposta pra ver e depois descobre se acertou.

        E outra, se apenas forem multiplicados os torneios (como vc sugere) e não tiverem meninos em maior número jogando,vão faltar competidores. Ou pior, vamos criar falsos talentos e vamos continuar com os melhores entre os piores, que é o q temos hoje. É mais facil ser o melhor de 10, do que ser o melhor de 100.

        Responder
        1. Bruno Macedo

          Acho que não devemos esperar o garoto chegar no torneio, o olheiro tem que ir buscar na base, pq nesse caminho (entre base e torneios) muitos se perdem. O moleque precisa de incentivo até para conseguir chegar no torneio. A base é tudo, os torneios são consequencias, na minha opinião.

          Responder
          1. José Nilton Dalcim

            Concordo plenamente. O vôlei não espera ter campeonato estadual para garimpar talentos. Faz peneiras em dezenas de cidades, algumas pequenas, atrai pessoal da periferia. Claro que ninguém ali já sabe jogar vôlei, mas estuda-se o biotipo, a parte psicológica, o histórico familiar etc e tal.

          2. Fernando Brack

            Peraí! Peraí! Vocês não estão entendendo. Uma coisa é o esforço para se aumentar
            a base, com estímulo para que mais crianças se interessem pelo esporte, outra é o
            trabalho do olheiro. O tênis é um esporte tecnicamente muito difícil e não adianta o
            olheiro sondar meninos e meninas por suas características físicas, porque eles têm
            muita probabilidade de não darem em nada. Olheiro tem que dedicar sua atenção
            no tenista que já aprendeu a jogar e já mostra predicados técnicos como também
            relacionados à competitividade, e isso só é possível de observar em torneios. Não
            somente torneios estaduais ou nacionais, mas locais também. Isso já é trabalho de
            boa monta para um punhado de olheiros. Caso não fizerem desta forma, olheiros
            estarão jogando tempo e energia fora.

          3. Jose Yoh

            Encontramos uma vez um ex-treinador da academia Bollettieri, e ele disse que uma empresa japonesa pediu para eles escolherem um jovem japonês para ser treinado entre os melhores do Japão. Ele disse que escolheram o Nishikori, que não era o melhor na época, pelo simples fato dele não ter medo. E concordo que é o principal diferencial entre os grandes tenistas.

            Então acho que um olheiro precisa analisar principalmente as características psicológicas – claro que entre jogadores que já tenham técnica e biotipo. E isso necessariamente deve ser em torneios porque em jogos fora destes não será possível avaliar o comportamento psicológico do atleta, pois não existe a pressão.

          4. Jose Yoh

            Complementando meu comentário anterior, claro que é necessário uma quantidade grande de jogadores no país para que o esporte ganhe importância, tenha mais cobertura da mídia, mais verba, mais torneios e mais jogadores – um círculo vicioso. Com mais jogadores, os equipamentos e quadras ficam mais baratos pela escala também. Perdemos tudo isso na época do Guga.

      2. Bruno Macedo

        Se vc considerar “torneios” competições entre garotos de um bairro ou de bairro x bairro, aí começa a ser basicamente o que eu estava falando sobre procurar na fonte.

        Conheço um quadra feita pela prefeitura no subúrbio, alem da quadra tem um professor que dá aulas sem muito sofisticação de equipamentos ou conhecimentos técnicos. Posso afirmar que já passaram por ali mais de 100 moleques nesses poucos anos em q a quadra está em funcionamento. O que eu desejo que um dia aconteça, é q exista uma organização que ligue para esse professor e agende uma visita ou marque com mais dois ou 3 professores de bairros vizinhos e peça para que levem seus meninos a um local pre determinado, ou que organize um tão aclamado torneio entre bairros.
        Ah! Achou 2 ou 3 meninos interessantes, banca um treinamento mais legal pra eles, num centro de treinamento mais capacitado.
        Isso é meter a mão na fonte, é procurar na base, é se interessar pelas pessoas que jogam tênis nos lugares mais pobres, que não tem condições de se meter num torneio grande. Claro que tudo isso exige muita organização, boa vontade, dinheiro, apelo para que as autoridades façam mais quadras pelas cidades, um patrocínio para os professores etc.
        Essa é uma forma meio sonhadora de idealizar a busca ao tesouro, talvez não seja viavel, talvez precise de ajustes, mas é como eu consigo imaginar. Desculpe se viajei demais.
        Mas continuo discordando de você quanto ao que você diz sobre os meninos já estarem em nivel de competição forte para serem observados. Um bom olheiro sente quando uma garoto leva jeito. Claro q ele não vai ter como saber se o garoto vai ser o federer ou o belutti, mas vai ver se tem as minimas condições para um investimento. Acho q um bom olheiro reconhece uma “braço de pau” ou um garoto habilidoso de longe. É minha opinião.

        Responder
        1. Bruno Macedo

          “Olheiro tem que dedicar sua atenção no tenista que já aprendeu a jogar e já mostra predicados técnicos como também
          relacionados à competitividade, e isso só é possível de observar em torneios.”
          É nesse ponto que discordamos mais. Na minha opinião, se reconhece a habilidade primeiro, a possivel capacidade de desenvolver a tecnica, depois ser aprimora a técnica. Quanto a competitividade, isso vem depois, bem depois.

          Não sei você, mas eu estou falando de meninos com 8, 9, 13, 14 anos e não de jovens de 18.

          Responder
  44. Vitor

    O tenis brasileiro morre a cada dia, acompanho o nivel future muito mais que o atp e me decepciono diariamente com os brasileiros, mas a culpa n são só dos jogadores e sim do Brasil.
    Raquete 1000 reais
    N tem campeonato
    N tem treinador e etc.

    Responder
  45. Luis

    Dalcim ainda falando sobre Federer com a conquista incrivel do aberto Australia voce acha que Federer ainda ta tentando ganhar ritmo rs,depois de ficar meses fora das quadras mesmo pra um fora de serie nao e’ automatico rs,o que acha? Sobre o post o Brasil conseguiu grandes tenistas nas duplas falta como vc disse pessoas pra olhar talentos brasileiros no simples quem sabe top 20 rs,com quadras de tipo dura onde e’ jogado maioria dos torneios e dos tenistas da ATp preferem

    Responder
      1. Renato

        Dalcim, vc acha que a derrota surpreendente do Federer foi um relaxamento mental ? Físico não foi. Nem parecia ter este problema (o que é uma boa notícia). Só me pareceu desfocado. O que acha que foi o motivo Dalcim?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Bom, não dá para saber o que passou pela cabeça dele. Mas, se tivesse de apostar, eu diria que ele desfocou quando não deveria.

          Responder
  46. Adão Cabral

    Só para ficar claro SR Dalcim o Brasil digo Brasil tem jeito??????pois bem todos ou a maioria sabe que tem mas é tipo meia pedra meio tijolo querem mas não querem!o Que vem acontecendo são Empresários querendo o Rio,São Paulo para pleitear bancar os torneios aquele cara do Rio eu sei é um cara que faz negócio para mim o Bellucci é como algum amigo e chega para mim e diz olha estou nesta Empresa mas não sou feliz.Pronto ele joga por obrigação!Não é possível um cara com um arsenal daqueles acontecer isto!Ou ele o problema é psiquiatrico mesmo.Quanto a solucções tem base seriedade,olheiros mas onde está a verba?eles não soltam se soltam são migalas concordem ou não mais é a realidade que penso!

    Responder
  47. Bruno Macedo

    Concordo totalmente. O que falta para o tênis brasileiro são pessoas que procurem talentos. Já disse num outro post q somos 200 milhoes de brasileiros, poderíamos ter bons talentos em todos os esportes, mas não temos incentivo. Buscamos apenas o futebol e mesmo assim não temos um modelo exemplar, basta olhar para a Europa q podemos ver a diferença.

    Tenho absoluta certeza que temos pelas quadras do Brasil (mesmo sendo tão poucas) brasileiros mais “talentosos” que Belutti e Monteiro. Sabemos que existem pessoas que tendo o suporte que Belutti e Monteiro tem, dariam nó em pingo d’agua. Mas, infelizmente, não é a realidade dos dois, não são super talentos. Belutti, eu nem sei o q dizer. Mas quanto a Monteiro, me parece que precisa de um bom técnico e muito treino. Claro que não vai ficar como o Federer, mas pode virar um david goffin? Sim, acho q sim. Acho que nós temos o direito de querer um atleta no top 20, pq temos potencial para isso, temos um brasil inteiro para isso.

    É preciso popularizar o tenis. É preciso que meninos do subúrbio joguem, é preciso que sejam vistos. Coloquem algumas quadras, mesmo que seja com professores mequetrefes, em pontos estratégicos das grandes cidades e com certeza veremos resultados. Quanto mais pessoas jogando, mais chances de termos um super talento! Pena que isso é um sonho, assim como é para todos os esportes.

    A MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA É POBRE. BUSQUEM NO LUGAR CERTO. EXISTEM MILHOES DE MENINOS ESPERANDO A CHANCE PARA MUDAREM A PROPRIA VIDA E DA FAMILIA.

    Responder
  48. Giovanni

    Dalcim,, voltemos à década de 80, início dos anos 90. Torneio em Itaparica, um brasileiro entre os 50 (Mattar), um e outro flutuando, tentando se manter no top 100. Depois Jaime Oncins. Depois aparece Meligeni. Depois vem o Milagre, Guga Kuerten. Este é um ponto fora da minha análise. Gênio, só de século em século. Voltando, depois de Meligeni, Saretta. Depois, Bellucci. E, fora Guga, o quadro é o mesmo de quase 40 anos: técnicos desatualizados, em sua maioria. Culpa deles, da conjuntura, de muita coisa. E dos “papas” de sempre, se é que você me entende, que se mantém no mercado e veem seus pupilos não passando disso que narrei.
    Bellucci, já foi, infelizmente. Teliana, difícil, muito difícil. Temos que salvar o Thiago. Mas como? Treinando fora. Jogo, ele tem. Técnico, aqui no Brasil, não. Veja o Casper Ruud, por exemplo, a variação no seu jogo, apesar de jovem. Veja o Thiago. O jogo dele com o Bellucci foi uma das piores partidas que vi na minha vida, e já são mais de 40 anos jogando e acompanhando tênis. Vi João Soares. Vi Givaldo Barbosa. Uma pena. Faltava condições para seguir, apoio. Vejo no Thiago uma situação parecida a desses. Pessoas humildes, bacanas, corretas. Ralaram para chegar onde chegaram. Os dois primeiros poderiam ter sido muito mais. Se tivessem tido o apoio que o Mattar teve…
    A chance de Thiago é ir embora. Os abutres daqui, do nosso tênis, atrapalham. E as pessoas de bem, do nosso tênis, infelizmente, não podem dar o que ele precisa.

    Responder
  49. Sergio Ribeiro

    O Post e’ ótimo. A CBT e’ péssima. Uma vergonha e que Ex-Tenistas consagrados a pouco a apoiavam. Os Hermanos ( nem cito os Espanhóis ) mostram o caminho o Tempo todo. Isto influencia ate’ mesmo na mentalidade dos seus Atletas. Os percalços de um Senhor aos 36, serão cada vez mais constantes. O parceiro Marquinhos deve lembrar o que Postei pós o AOPEN 2017. Ao menos o Craque ja’ esta’ apontando para pular toda a Temporada de Saibro. Caro Dalcim, se não estiver equivocado Federer sai do TOP 10 se Monfils vencer mais uma em Acapulco. Ps. O L.F. perguntou pós Hamburgo 2013 quem era o Panga Frederico Delbonis. Eliminou o Craque e nem era TOP 100. Este e’ o mesmo que marcou o ponto decisivo dos Hermanos na Davis na Croácia , e hoje mandou o nosso amigo Robin Ruud ( ja’ o apontavam como novo TOP 10 ), de volta para o Futuro. Cuidado com esse Russo…kkkkkkkkkAbs!

    Responder
  50. Alison Cordeiro

    Perfeito mais uma vez Dalcim, coloca as coisas como são, olhando a razão e não a emoção. Vejo muito dos nossos comentaristas de Blog insultando Bellucci, quando o único pecado dele ser brasileiro e estar no top 100. Ele perde e dizem que ele tem sangue de barata, mental fraco, e por aí vai. Sendo o circuito competitivo e duro como é, e não sendo ele excepcional, as derrotas são parte do processo. Porém, a despeito das derrotas, ele segue disputando torneios e fazendo sua história. Thiago Monteiro vai evoluindo, e qualquer bom resultado merece ser comemorado. Com Teliana da mesma forma. Vamos apoiar nossos tenistas ao invés de criticá-los, já que esse é um dos poucos espaços com gente lúcida que curte o tênis e pode influenciar outros a gostarem e incentivar este esporte.

    Responder
  51. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim,

    Eu assisti o jogo do Orlando Luz contra o inexpressivo Gastão Elias, e me pareceu CLARA a diferença de nível…

    O que falta hoje no jogo do brasileiro para competir em igualdade, em nível profissional?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Gastão não é inexpressivo. É um tenista que está há anos no circuito, com regularidade embora sem tanto destaque. Lembre-se que ele quase ganhou do Monteiro na semana passada. Acho que falta rodagem, Rodrigo. Temos de dar tempo ao tempo. Ele é um rapaz inteligente e dedicado, acredito que vá aprender com cada derrota. Em termos de golpe, o backhand precisa de muito aprimoramento.

      Responder
      1. Rodrigo S. Cruz

        Bom, na minha opinião ele é inexpressivo sim, Dalcim.

        Não tem títulos de nível ATP, e nunca avançou mais do que duas rodadas em majors.

        Mesmo assim, não é nenhuma vergonha o Orlando perder para ele, muito pelo contrário…

        Como vc disse falta bagagem, e mesmo os que já possuem esta bagagem estão sujeitos a perder de qualquer um.

        Responder
      1. Fernando Brack

        Dalcim, eu o achei bastante desinteressado no final da partida, mas é só minha impressão.
        Aliás, eu só vi o final da partida, então meu julgamento já é, de cara, prejudicado.

        Responder
      2. Fernando Brack

        Comecei a ver o jogo quando ele tinha 5/3 no 3º set e saque. Aí ele perde o serviço
        2 vezes seguidas, numa quadra que ele domina como poucos. O TB nem se fala.
        O que poderia ser isso senão uma boa dose de falta de compromisso?

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Às vezes desfoca, Brack. Falta de compromisso é um termo complexo, dá uma ideia de que o tenista não está nem aí. Se fosse assim, porque iria até o tiebreak do terceiro set?

          Responder
  52. Lincoln

    Caro Dalcim, Quem comanda nosso tênis infanto juvenil? Um ex jogador argentino que nunca formou ninguém.

    Sobre esse menino que você citou, o Matheus está em ótimas mãos, treina no Instituto Tênis há bastante tempo.

    Responder
  53. Alexandre de Magalhães

    Olá José Nilton. Concordo plenamente que a chave é o trabalho na base. Com bons olheiros e trabalho intenso com os potenciais talentos, poderemos ter jogadores no top 10, tanto no masculino como no feminino. O centro olímpico do Rio tem que se tornar o polo de alto rendimento, com trabalho focado nas quadras de cimento. Ficar só criticando o Bellucci é um absurdo, até por que ele tem uma carreira de sucesso. A Teliana já consegui muito e o Monteiro e a Bia estão em vias de ter também uma carreira de sucesso. Mas para pensar num top 10 precisamos mudar a base, por que esperar sentados não adianta.

    Responder
  54. João ando

    Dalcim. Oque falta eu não sei..tivemos tenistas como Celso sacomandi que foi nuemro um juveinil…na frente do mcenore e lendl…tivemos silvana campos que eu vi jogar ate os 18 anos com patrocinio e tudo dpois sumiu…so ficou niege dias…Luciana corsato foi para Alemanha e desapareceu…Kátia Vieira (era irmã da Andreia Vieira?)que litralmente sumiu…tivemos Carlos Eduardo chabaygoty o Chapecó que foi campeão de Orange bowl 12/14/16 anos…fora outros. …acho que não temos técnicos bons aqui no Brasil oq temos vão para os EUA …os brasileiros acho que não jogam na Europa e rua…Thiago Fernandes ganhou Austrália openjuvenil e 4 anos depois desistiu…e isso

    Responder
  55. Luis

    Dalcim ainda surpreso com a derrota do Federer rs,quando esperavamos encontro com Murray e talvez o titulo 90 rs,como disse o Brack que coisa kkkk,o que achou ? Federer disse que esta’ sem dores e perdeu talvez falta concentracao que perdeu as chances de ganhar a partida

    Responder
  56. Ulrich Kühn

    Dalcim, sou tenista amador e meu maior e único vício é o Tênis. Temos vários problemas no tênis: preparação deficiente na base, transição falha para o profissional, infraestrutura a mercê da política e erros estratégicos das federações (CBT), não aproveitamento dos legados (complexo olímpico, era Guga, mas principalmente dos anos 80 quando tínhamos, creio, 12 torneios de peso no Brasil), pouco envolvimento/integração com ex-profissionais, pais de tenistas despreparados…..etc, incontável elenco de problemas. Mas observando detalhadamente nossos jogadores (T. Monteiro, Rogério Dutra, Feijão, etc…..até Orlando Luz) vejo que um dos maiores problemas está nos nossos técnicos. Tirando o Belluci que tecnicamente é bastante completo (aqui o problema é um mix mental, físico, motivacional e estratégico de jogo) todos os outros jogadores jogam muito parecidos e no modo porradoball. Nossos jogadores tem talento, mas são focados pelos técnicos para o saibro apenas e jogo firme da base. Nossos jogadores top não sabem fazer a variação de jogo (velocidade/altura da bola, slice, deixadinha, voleios) e quando enfrentam adversários, mesmo pior ranqueados, mas que sabem variar o jogo…geralmente perdem. Nossos técnicos são fracos.

    Responder
  57. Márcio Souza

    Parabéns pelo belo texto novamente Mestre, chega a ser um desabafo com certeza de muitos brasileiros amantes desse esporte maravilhoso que é o tênis e ao ver a forma como as coisas estão caminhando e o que é pior sem nenhuma perspectiva num futuro próximo ou distante é que nos causa tanta indignação.

    E que patacoada foi essa do Federer hoje em Dubai???
    Parabéns ao tenista 116° do ranking por ter vencido o jogo, mas ficou bem claro que esse é o chamado jogo de que um tenista que perde o jogo do que o outro que ganha.
    Tantas chances pra fechar o jogo e não fechar chega a ser estranho, falar que foi azar, falta de concentração ou exibicionismo tipo Anderson Silva contra o Weidman, eu sinceramente acho que não.

    Mas que foi estranhíssimo essa derrota foi, não estou nem falando em contusão ou algo do tipo, mas o que vale é que o Craque esta fora e perdeu uma das grandes chances de conquistar mais um troféu em Dubai, o oitavo, o que seria fantástico, e o tão aguardado duelo com Murray que era pra ter acontecido no AO e agora, não vai de novo ocorrer.
    Seria muito legal ver um duelo entre os dois agora que Murray é o numero 1, mas bola pra frente e que venha Indian Wells, mas que foi uma derrota esquisita ah isso foi.

    Responder
    1. Mário Fagundes

      Também achei muito estranha essa derrota de Federer. Acho que lhe faltou ritmo, bem como me pareceu meio que desligado durante a partida. Claros reflexos da longa comemoração pela conquista do A.O.

      Responder
  58. Fernando

    Dalcim, boa tarde. Pertinente seu post. Parabéns…
    Apesar de ser um assunto complexo, qual seria o principal motivo de termos tido varios bons juvenis, muito bem colocados e que se perdem ou não deslancham ? Exemplo recente…Orlando Luz. Na minha humilde opinião, acho q a carreira está sendo mal gerenciada. Calendario mal escolhido. Uma perda de tempo colocar o menino em ATPs quando não construiu um jogo sólido nem para Challengers. Concorda ?
    Parabens pelo blog
    Abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      O principal motivo é que, no juvenil, talento vale muito ainda. No profissional, não é o bastante. Também há um certo comodismo no circuito juvenil brasileiro. Acho que o Orlandinho pode sim ter experiências em nível mais elevado, mas isso só serve de experiência e parâmetro. A realidade dele é future, no máximo challenger. Tem de se preparar para isso.

      Responder
  59. Geraldo Coelho

    Amigo Dalcim. simples as resposta “PROFISSIONALIZAÇÃO” venho aqui no seu Blog insistentemente colocando que o que falta é pessoas capazes para tomar conta das carreiras.
    1 – tenista nasce em academias, mas tem que entender que depois a academia tem que ser passado e contratar equipe exclusiva para gerir a carreira tecnica e comercial.
    2 – Família tem que ficar longe pois não tem formação e nem capacitação para asSumir nada na carreira do garoto.
    3 – Essa historia de 1 técnico cuidar de um só tenista, sem essa de ficar com vários.. isso nõa funciona
    4 – Estranhei a forma física do LUZ (me parecia acima do peso e não com perfil de tenista) vejo o mesmo no ZOrmann
    5 – vem aqui a historia que se repete no Futebol.. NEM SEMPRE QUE JOGOU TÊNIS TEM A CAPACIDADE DE TREINAR ALGUÉM.
    6 – VEJAMOS O CASO DO LUZ NOVAMENTE, JA ESTAMOS EM MARÇO E ATE AGORA NÃO SE DEFINIU O CALENDARIO DO MULEQUE, vejo ao contrario de outros juvenis em transição já com tudo definido. isso tem que se pensa em ano anterior.. nada de improviso (ALEGAR FALTA DE GRANA É O MESMO QUE ASSINAR A INCOMPETÊNCIA DE QUEm FAZ A GESTÃO.) ISSO ME LEMBRA O Tiago Fernandes.
    7 – chega de improviso no Ténis Brasileiro.,, GUGA FOI UM MOMENTO ÚNICO .
    8 – LUZ , MENEZES E ZORMANN TEM QUE MUDAR TUDO PARA ALCANÇAR ALGUM LUGAR, ESTÃO JOGANDO FORA A VITRINE QUE CONSEGUIRAM COM BONS RESULTADOS…
    9 – A Federação teria que ver isso , mas ela também tem que contratar EXECUTIVOS COMPETENTES COMPROVADAMENTE.
    10 – E A FAMÍLIA PARAR DE USAR O CONTRATO INICIAL DO JUVENIL PARA BENEFICIO PRÓPRIO E INVESTIR TUDO NA CARREIRA DO MOLEQUE (A)

    CHEGA DE AMADORISMO NO TÊNIS BRASILEIRO POIS VAMOS PERDER OS NOVOS TALENTOS

    EXEMPLO MARAVILHOSO DO GUGA “NÃO ME VEJO COMO TREINADOR” ISSO MOSTRA O CARÁTER DE NÃO APROVEITADOR DO CARA..

    ABS DALCIM

    Responder
    1. Geraldo Coelho

      Bellucci, ESSE TAMBÉM FOI ALVO DE MÁ GESTÃO … VEJA ATE HJ NÃO CONSEGUIRAM ESTABILIZAR O EMOCIONAL E O FÍSICO DO CARA…

      E PRA MIM NO BRASIL NÃO TEMOS TREINADORES E GESTORES NEM RAZOÁVEIS!!

      VEJA BEM O ESPORTE DO BRASIL, TODA VEZ QUE IMPROVISA DA ERRADO E QUANDO PROFIsSIONALIZA DA CERTO, handball, canoagem, polo aquático!

      Responder
  60. Sidney

    Perfeito. Atiro então na CBT e nas estaduais que nada fazem. Uma lei obrigando os a mostrar os seus gastos seria um tiro no peito desses incompetentes.

    Responder
  61. Luis

    Dalcim acabando de ver sobre derrota do Federer em Dubai parece que foi com suico errando na hora de ganhar a partida ,o que achou? Aguenta o Luiz Fernando rs,Murray e’ o grande favorito com a queda dos suicos rs

    Responder
  62. Luiz Fernando

    Nao ha como comparar o Bello e a Teliana: ela e uma lutadora q a duras penas chegou aonde esta, e uma vitoriosa independentemente do q ocorre nas quadras, a despeito de não ter um nível de jogo suficiente para almejar grandes voos; ja o Bello tem uma historia de vida bem mais fácil, e um cara q tem bom nível de jogo, mas infelizmente tem uma mentalidade de perdedor, e um jogador com sangue de barata.

    Responder
    1. João ando

      Verdade.a família da teliana Pereira posso estar enganado mas tem um irmão que joga o circuito …esses passaram fome …viviam na miséria …e chegaram em alto nível…bom outro que vc falou eu me recuso a comentar

      Responder
          1. Fernando Brack

            Concordo que Bellucci não é um pangaré. A melhor definição dele talvez seja um
            puro-sangue com cérebro de minhoca. Acaba fazendo menos que muito pangaré.

  63. Alexandre

    Sim concordo, e não aprendemos há pelo menos 30 anos.
    Assisti ano passado em Uberlandia a Copa das Confederações aonde 128 jogadores nas categorias 12, 14, 16 e 18 masculino e vários talentos longe de casa para jogar um jogo classificatório de duração 2hs no máximo e uma permanência de12hs no clube. QUANTO DESPERDÍCIO. A GAROTADA FAZ UM TURISMO ESPORTIVO.
    Há décadas que isso acontece. Por que não mudamos. A CBT não interessa que um garoto jogue um classificatório no estadual, regional (SUL) e depois se credencia num Nacional. Aí que entra a qualidade do nível dos juvenis, as seletiras. Ela quer a anuidade e inscrição do juvenil . Ela precisa para sua gestão administrativa. Não se interessa pela saúde do atleta e sua família. Queima o talento, as etapas de desenvolvimento do atleta e menos atletas filiados à estas instituições. Veja o movimento das ligas de tênis surgindo de maneira muito forte. Precisamos cair na REALIDADE e organizar melhor as entidades que governam o tênis brasileiro. Fazer uma O&M nas instituições…..

    Responder
  64. Halley

    Dalcim, excelente post. É uma síntese muito boa da série de problemas que ocorrem no tenis brasileiro. Eu penso que a formação do tenista brasileiro baseada majoritariamente no saibro faz com que os nossos tenistas fiquem com essas características (muita perna, saque poderoso, forehand forte). Porém, existem muitos tenistas com essas habilidades e qualquer top100 consistente precisará desenvolver seus diferenciais. Um top10 é um cara que tem uma “caixa de ferramentas” incrível ou é superior nos fundamentos básicos. Nesse sentido, penso que a quadra sintética é o ambiente onde o jogador consegue desenvolver muito mais habilidade, improviso, jogo de rede e isso é uma carência muito grande para os nossos tenistas.

    Contudo, acho que o número pouco elevado de praticantes do esporte no país também é um grande empecilho, porque quanto maior o número de praticantes, maior será a seleção dos melhores. É muito mais difícil ser o melhor entre 500 do que ser o melhor entre 100. Tal condição somente é alcançada com o desenvolvimento de habilidades e elevação de nível. Acho que o fato de EUA, Espanha e Argentina terem muito mais praticantes do esporte é uma vantagem para eles.

    Somente tendo consciência de todos esses fatores e a dificuldade de melhora-los é que é possível ter um pouco de empatia com os nossos tenistas. Criticar sentado da cadeira é uma coisa relativamente fácil.

    Responder
  65. Luiz Felipe

    Excelente, Dalcim. A situação fica ainda mais triste quando comparamos a situação brasileira à situação argentina. Tenistas com Pella, Delbonis, Berlocq e outros, são jogadores comuns com quase ou nenhum apoio, como os brasileiros, mas que conseguem permanecer 10, 12 anos, ali no top 100 ou beirando esse ranking. Outro dia lembrei-me da fina Copa Ericsson, sequência de challengers disputados, no final dos anos 90 e início de 2000, em vários países sul-americanos. No Brasil a etapa era disputada no Paineiras. Veja na wikipedia como as chaves dos torneios parecem e muito as chaves do Rio e do Brasil Open de hoje: uma penca de argentinos, mas apenas dois ou três brasileiros que, em regra, não passavam das 4as. Naquela época, nossas esperanças eram Saretta, Simoni, Daniel Melo. Os argentinos vinham com Chela, Coria, Gaudio, Calleri, Squilari….fica a pergunta: não poderíamos imitar o que os argentinos fazem?

    Responder
  66. Logan

    Mestre.

    Perfeita sua análise para variar…iria além acho que em outros esportes ocorre o mesmo, o “apoio” aparece depois que o atleta demonstrou parcialmente seu potencial, quando deveria ser bem antes. Vimos isso nas olimpíadas onde muitos atletas receberam ajuda para o evento e esse patrocínio e mesmo apoio nas suas modalidades praticamente sumiu(exceções aos atletas mais renomados).

    Triste realidade, e ótima análise sua… Parabéns mais uma vez!!!

    Responder
  67. Evaldo Moreira

    Dalcim,
    Isso que é texto bem apurado e de quem conhce bem o tenis, aliás muito bem, lendo atentamente cada parágrafo, mais discrença eu tinha da CBT, poxa, eles recebem recursos, mas o dinheiro é mau distribuido, sem falar no ego e vaidades que ocorre ´la dentro.
    Uma vergonha não terem olheiros, como você mesmo escreveu no texto mestre, no futebol por exemplo, o que mais se tem no país, são os olheiros, e muitos para variar, e no tenis não temos?. Eu citaria uns , como o Mattar, Koch, Kyrmair, Guga, e acho, que sem dúvida, colocaria você Dalcim, para ser o diretor de lá, mas para ser, tem que fazer um limpa na CBT, o fininho, eu o colocaria.
    Sobre os tenista, colocou tudo, e não vou acrescentar mais, para não dar zoeira, de fato Dalcim, são tenistas que, de alguma forma, mostraram o seu valor, e por falar que o Monteiro está fazendo ajustes em seu jogo, oh maravilhas, que tenhamos paciência, e de fato, vamos dar apoio ao garoto, não é fácil mesmo, e gostaria muito que a Teliana mudasse e/ou acrescentasse mais em seu jogo, uma pena, quando sem familia no staff, fica muito dificil, mas torço para que ela possa dar uma guinada boa nessa temporada, e Bia Haddad, torço para alavanque de vez neste ano.

    Responder
    1. Evaldo Moreira

      E esqucei do Orlando, esse pela transição, vamos dar um desconto, não é fácil, e sobre esse garoto, Dalcim, nunca ouvi falar dele, é fora de série, é daqueles que saltar rápido na carreia, ou seja, uma ascenção mais cedo no circuito?

      Responder
  68. Fernando Brack

    Medonho, absolutamente medonho o final de partida de Federer contra o Donskoy. O que foi aquilo?
    Teve 5/3 e saque no 3º set, quando chegou aos 30/30. Aí errou 2 bolas fáceis e perdeu o saque.
    Voltou a perder o saque de novo, mesmo jogando game point, para ver o set virado em 5/6. Então foi
    a vez do Donskoy sentir a pressão e perder o saque de zero. Mais um TB no jogo, o segundo.
    Mas o mais incrível veio a seguir. Federer abriu 5/1 para errar tudo na sequência e perdê-lo por 7/5,
    mostrando total falta de interesse no resultado. Pareceu não dar a menor importância pra derrota.

    Responder
    1. Rafael Wuthrich

      Brack, há de se ressaltar a coragem de Donskoy, que foi pro tudo ou nada em todos os pontos citados. A rigor, somente um erro em um voleio que não era tão fácil. De resto, bolas vencedoras espetaculares do russo, que sacou muito. Não podemos recriminar o suíço. A preocupação era grande e, mesmo com altos e baixos e a derrota, vimos de novo um backhand sólido e bastante agressividade. Pode ter faltado um apuro maior, nos tie breaks, e saque nos momentos decisivos, mas se dê o crédito ao russo. Também é bom lembrar da ausência de pleno treino como ele admitiu, por causa da estafa muscular, então o saldo é positivo, considerando a recuperação de ritmo, ainda que com derrota. E, convenhamos: depois desse Australian Open, cobrar qualquer coisa a mais dele esse ano seria absurdo.

      Responder
  69. Carlos Emerson

    Excelente post mas a verdade que a mídia tem grande culpa nisto.a meu ver são bons jogadores mas sem estrutura Brasil atrasado,corrupto.e para não perder o enfoque existe um novo medicamento acabou de ser lançado hoje em Dubay.sim um medicamento para ego inflado ganho a hora que quero faço o que eu quero e na hora que eu bem entender!Um tal de Roger Federer levou uma surra de novo medicamento e custa 116 doláres nome(DONSKOY)proveniente da Russia!

    Responder
  70. Castilho

    Eu não sei por que o Brasil insiste em não copiar os bons exemplos de outros países ou até mesmo de outros esportes aqui do Brasil que deram relativamente certo como o judo e, especialmente, o volei (onde a gente é referência).

    Responder
  71. Fernando Brack

    Excelente texto, Dalcim. Concordo totalmente. Faz tempo que você aponta o trabalho de base ineficiente
    e pobre como o nosso maior problema no tênis. E também acho que falta interesse de profissionais que
    ganharam com o esporte em dar um pouco mais de volta a ele. Não precisa ser jogador não. Onde está,
    por exemplo, o Larri Passos? Nunca mais ouvi falar dele. Alguém como ele tem que fazer mais.
    No geral, acho que olhar com atenção o trabalho feito pelo vôlei, masculino e feminino, ajudaria.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Larri foi morar em Miami, Brack. E você deu o exemplo perfeito: o vôlei faz um invejável trabalho de prospecção de talentos nas centenas de peneiras que promove pelo país inteiro, o tempo inteiro. Isso é um trabalho sério e daí a renovação constante.

      Responder
  72. Fernando CFM

    Recado aos comentaristas das notícias site..hehe.

    Oxalá tivéssemos mais jornalistas que se dedicam, claramente, ao desenvolvimento da sua área de trabalho.

    Já são 30 anos de vivência diária acompanhando o esporte, José Nilton. Uma boa parcela não consegue se aperceber destas nuances, pois é mais torcedora do que apreciadora do esporte.

    Responder
  73. Felipe

    É Dalcim… São post como esse que faz desse blog o melhor espaço de informação do nosso esporte !
    Parabéns. Foi preciso nas palavras mais uma vez !!!
    Ps: o que aconteceu com o federer?!?!?!?! Estava acompanhando pelo placar uol e não acreditei que ele tomou a virada !!! Pela evolução do placar, achei que ele ia levar tanto o segundo como o terceiro set !!!
    abs

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Incríveis as chances que perdeu, mas sempre é importante elogiar a postura do Donskoy, que foi valente e não se entregou.

      Responder
  74. Nando

    Fora do tópico…Federer “quis” perder esse jogo né?? Era pra ter ganho rapidamente e aí de repente ficou molenga, se complicou td…o russo ainda tremeu na hora de sacar pro jogo, Federer fez 5-1 no tiebreak e parou.
    Dalcim, acha que Federer ainda está com dores na perna q ele acusou na final do AO?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não, a derrota não teve nada a ver com a perna, mas por não ter aproveitado todas as chances criadas no jogo. Donskoy foi valente.

      Responder
  75. Luis

    Dalcim concordo que talentos em um pais continental como o Brasil existem,a distancia pode atrapalhar mas tem garotos talentosos como a gente elogia um Thiem ou Zverev em quadras duras acho que colocando quadras pelo pais rs,Dalcim como esta’ ranking da temporada, Em caso do titulo do Federer em Dubai garante a lideranca? Com Nadal perdendo em Acapulco,Murray em Dubai,Djokovic tambem no Mexico tem o perigoso Del potro rs

    Responder
  76. diego adrian

    Bela analises como sempre Dalcim. A impaciencia do torcedor brasilero e argentino muitas vezes é exagerada. O mesmo que acontece aqui no Brasil acontece na Argentina. É so ver os comentários em qualquer noticia de jornal argentino sobre algúm jogo de tenista hermano que vai se deparar com monte de xingamentos e ofensas para o cara. E olha que de forma geral os tenistas argentinos tem melhor ranking e resultados que os brasileiros e mesmo assim não escapam a essas cobranças. Nem o Delpo se salva disso. Tudo bem criticar algumas performances ou falta de resultados de alguns tenistas mas não da para colocar todos no mesmo saco. Monteiro com 22 anos e somente um ano de experiencia em grandes torneios não pode ser cobrado igual que Feijão, muito menos comparado com Bellucci. Quando vejo as criticas a Clezar ou Orlando então?!. Os caras estão começando.

    Responder
  77. FERNANDO CARLOS DELATTI

    Excelente artigo ! Faz a observaçao acertada e corrwta de nossas mazelas e aponta o que seria preciso. A lembrança do nome de Matheus Pucinelli é corretíssima, talento que aos 15 anos ja lhe permite voos mais altos. Tivressemos profissionais cuidando do nosso Tenis e esse garoto poderia ja estar no preparo necessario para o profissionalismo. Temo que Thiago Monteiro possa se deixar levar pelos opoetunistas de plantao e perca a confiança em si mesmo, perigo…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Special Exempt… Ele estava na semi de Delray Beach e inscrito no quali de Acapulco. Como não haveria condições de jogar o quali, ele recebe o SE.

      Responder
      1. Felipe Pires

        Dalcim, não sabia que era possível receber um SE quando está disputando um ATP 250 para ATP 500, como foi esse caso do Young. Achava que era em torneios de mesma pontuação ou inferior. Tem uma regra definida para isso?

        obs.: excelente post do tênis brasileiro. Juro que já pensei em largar o meu emprego para ser um desses “olheiros” rs

        grande abraço

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Sim, a regra está toda descrita no Rules da ATP. Dá para você acessar pelo site deles. Quanto a ‘olheiro’ independente, acontecem sim alguns casos importantes no tênis, dos quais talvez o mais famoso seja o de Ion Tiriac com Boris Becker. O romeno viu o então garoto de 15 anos jogando e foi até a casa dos pais para oferecer um contrato de trabalho. Isso é que boa visão! rsrs…

          Responder
  78. vALMIR

    Dalcim,
    Um ex-jogador só faria essa função por amor. Se até agora não apareceu algum… é difícil imaginar que um dia vá aparecer.
    Mesmo que acontecesse seria difícil afirmar que daria resultado.
    A USTA emprega os lucros do US Open para promover o tênis nos EUA (lembremos do complexo gigantesco que acabou de levantar na Flórida) e mesmo assim não tem conseguido desenvolver grandes jogadores já faz tempo (Roddick ganhou seu Slam em no longínquo 2003). É só olhar a atual safra deles… não corresponde à estrutura e dinheiro que eles tem e investem.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Eu sempre bato na tecla que a missão da entidade oficial não é fazer um número 1 do mundo mas dar oportunidade a que isso possa acontecer.

      Responder
    2. Luiz Fabriciano

      Mas a questão lá é cultural Valmir. Eles investem nisso. E o objetivo é identificar o talento, como disse o Dalcim, e não criar um.

      Responder
  79. Lincoln

    Belo desabafo mestre. Está infelizmente é a nossa característica de torcer. Em todas as modalidades, herança dá torcida imediatista e sem memoria de grande massa do futebol. Até em termos políticos o o brasileiro quer resultado imediato, sem enfrentar obstáculos, enchergar melhorias e tudo mais. Somos a terra do 8 ou 80. Somos a terra de que o segundo colocado é o maior perdedor.

    Responder
  80. Eduardo

    Não fico crucificando o Belucci, até porque sei como tenis é complexo mental e tecnicamente. Mas reconheço o quanto é difícil torcer pra ele, principalmente pra quem é completamente leigo no esporte. O Bellucci tem bons golpes, mas erra demais demais demais… cerra pouco o punho e fica sempre com o mesmo semblante. A derrota de ontem pra mim era mais que esperada, e nem tanto pelas oscilações do próprio Bellucci, mas principalmente pela consistência de fundo do argentino, que é bastante regular e bom de cabeça (derrotou o Dimitrov há pouco tempo, e em quadra rápida, se não me engano). Além disso, o ranking do argentino é muito superior ao do brasileiro, o que deixava clara a possbilidade de derrota. Só que nem o mais pessimista esperaria o passeio que se viu!
    Dalcin, acha que o Orlando Luz tem chanes de ao menos ser Top50?

    Responder
      1. Jônatas

        Esse “MUITO” me preocupa.

        Já era pra ter um certo nível se contávamos com um possível TOP 100 antes dos 20. Vamos ter que ter alguma paciência então.

        Tem como citar, por favor, além do O. Luz mais 2 ou 3 nomes e pontos fortes e fracos para termos uma idéia de como está o nível da nova geração do Brasil?

        Obrigado! 🙂

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Acho que João Menezes tem um tremendo potencial, jogo bem moderno, bom saque e jogo de forte. Gosto muito desse mineiro. Marcelo Zormann é outro que pode ainda despontar, mas precisa ganhar versatilidade no seu jogo.

          Responder
  81. Ricardo

    Cabe avaliar se não é o caso de colocar os juvenis 16a mais cedo em contato com jogadores maduros +25a para quando forem aio torneios e qualifying não sentirem o peso da bola dos veteranos que andam por lá!

    Responder
  82. Fabrício Moura de Farias

    Dalcim creio que verba para uma equipe selecionada e reduzida para este fim não seria problema para a CBT. Como as opiniões de profissionais respeitados como você e ex-tenistas poderiam seguir adiante, para que cheguem aos órgãos decisores do tênis?

    Responder

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