Vitória matemática
Por José Nilton Dalcim
26 de outubro de 2016 às 21:20

Na íngreme escalada ao número 1, Andy Murray deu um passo essencial nesta quarta-feira. Por isso mesmo, tenso. O segundo set contra o sempre problemático Martin Klizan, que parece sempre jogar como se não tivesse muito a perder, foi o espelho dessa natural ansiedade do escocês. Até que fez prevalecer a lógica, marcou um ‘pneu’ no terceiro set e cumpriu a tarefa sine qua non para que ainda sonhe com a liderança em 2016.

Sim, porque Murray tirou aqueles terríveis 15 pontos que poderiam jogar por terra a meta. Agora, está a 870 pontos de Djokovic no ranking da temporada – aquele que não leva em conta defesa de resultados -, o que de uma vez por todas deixa o destino do britânico em suas próprias mãos. Independentemente do que acontecer em Viena daqui em diante, ele agora tem a matemática a seu favor: se conquistar Paris e o Finals de Londres, ultrapassará Nole.

Claro, quanto mais longe for no ATP austríaco desta semana, melhor. A ATP está adorando o momento, que enfim coloca molho na reta final da temporada, e já soltou um quadro apontando para a possibilidade real de Murray já chegar em Londres como número 1. Vale lembrar que após Paris serão descontados não apenas os pontos do Masters francês mas se antecipa também a queda dos do Finals.

Neste momento, Murray está nas oitavas de Viena e teria de ganhar Paris e Djoko perder até as quartas em Bercy. Se ele atingir a semi, então precisará ganhar Paris e Djoko não chegar na semi. Caso seja vice ou campeão em Viena, é necessário ganhar Paris e Nole não chegar à final. Um último cenário diz que o título em Viena pode ser combinado com o vice em Paris, desde que Djokovic caia antes da semi.

Importantíssimo: mesmo que o escocês consiga alguma dessas combinações, a liderança ainda estará em jogo na arena O2.

Corrida para Londres
Não é somente Murray que faz contas. Gael Monfils está também muito perto de ser confirmado como o sexto nome no Finals de Londres, o que para ele significa um grande feito pessoal, já que nunca chegou lá. Ele sofre perseguição de Dominic Thiem, Tomas Berdych, David Goffin e Marin Cilic.

O espanhol Roberto Bautista caiu em Viena e Jo-Wilfried Tsonga não pode alcançar o compatriota nem que vença Viena e Paris. Os dois no entanto ainda podem sonhar com a oitava vaga, dependendo de grande campanha em Bercy e combinação de derrotas precoces dos concorrentes. Em hipótese ainda mais remota, estão Lucas Pouille e Grigor Dimitrov.

Corrida para o topo
Depois de perder a chance de atingir a liderança do ranking individual de duplas, Bruno Soares pode nesta quinta-feira assumir a ponta da classificação de parcerias da temporada, o que também é um tremendo feito. Ele e o parceiro Jamie Murray precisam ganhar de Guillermo Duran/Mariusz Fyrstenberg para atingir 7.250 pontos e superar por 25 os franceses Nicolas Mahut e Pierre Herbert.

Como defende o título da Basileia do ano passado, Soares precisa ganhar Viena para se manter no número 2, mas o líder Mahut está nas quartas na Suíça e pode permanecer a 410 pontos de distância. A luta será dura para o mineiro, porque tanto Mahut como Herbert também não fizeram grande coisa em Paris e Londres no ano passado. Terá de ser na raça.


Comentários
  1. Sergio Ribeiro

    E’ obvio que Andy depende somente de si. Mas o Servio mantém o Favoritissmo para ambos os Torneio nas Indoor. Sua Performance e’ impressionante neste Piso. Ninguém vence 5 FINALS por acaso. A falta de ritmo e o Embalo de Andy podem fazer a diferença . Mas nao acredito. Abs!

  2. Bruno Louzada

    Caramba Dalcim, vi a final de BAsel. O Cilic quando ta inspirado é sinistro rs

    O que vc acha do Cilic como jogador:?

    1. José Nilton Dalcim

      Gosto muito dele, mas ainda acho que ele precisa ficar mais versátil. Poderia ir mais à rede, por exemplo, já que saca forte e tem belos golpes de base.

  3. João Luiz

    olha o Murray aí.
    quando perdeu alguns sets, li comentários dizendo que ele não ia aguentar o ritmo, estava cansado…

    Um comentário dizia até que Djoko estava descansando e se preparando para ganhar tudo no final de temporada. Na verdade, Djoko parou para se restabelecer física e, principalmente, mentalmente. Se estivesse tudo OK, com certeza, lá estaria o sérvio em busca de pontos para segurar a liderança no ranking e seguir em busca dos recordes do federer.

    A grande questão não é até quando Murray vai seguir vencendo, mas sim como Djoko voltará nesses torneios finais.

  4. Sergio Ribeiro

    Angelique, 28 anos, somente 10 WTAs conquistados. Atual N 1 e com todos os méritos. 2 SLAM e um Vice em 2016. Amadureceu muito e incrível crescimento na parte Fisica e Mental . Passou a realizar mais Winners , que ENFs. Mas convenhamos que e’ muito pouco para o TOPO. Dominika, 27 anos, somente 4 WTAs. Um triste retrato para uma Associação que reuniu Sete N 1 , num mesmo TOP 10 a uma Decada e meia .Esta e’ a Final do Finals 2016 . Samurai x Cilic ( WAWRINKA e DelPotro ficaram pelo caminho). Nao e’ tao facil vencer um ATP 500. Murray x Tsonga. E nenhum representante da novíssima ou fracassada geração. A coisa esta’ feia também na ATP. Ao menos os atuais N 1 e N 2, possuem juntos 15 SLAM. Andy caso vença , com a conquista na China, realiza os possíveis 1000 Pontos nao disputados em Toronto por ter priorizado o Ouro. Novak que abra bem os Olhos. Embora o N 1 seja um grande especialista também em Indoor. Abs!

  5. Mario Cesar Rodrigues

    Dalcim vi um comentário no Blog que Del Potro preferiu não jogar paris pq iria priorizar descansar para Davia..não é verdade.O torneio recusou o convite dele.alegação que ele é mal educado e que adora xingar a Mãe dos oponentes!O holândes neste ultimo torneio foi mais uma vitima!sendo que já fez isto com Andy,com Rafa e por isto que Rafa cortou Del Potro não são cordiais!A verdade é essa!

    1. José Nilton Dalcim

      Me parece que a verdade é que Delpo estourou o limite de convites permitido e não poderia mais usar o ranking protegido.

  6. Aurelio Passos

    O Yen-Hsun Lu parece focado em tornar inalcansável o recorde de títulos Challenger que já é dele!! Mais uma final esta semana.

  7. Augusto Montenegro

    Só gostaria de saber se os antis acharam que o sorteio de Master 1000 beneficiou o Djoko ? Alguém se atreve a dizer que está fácil ? Kkkkkk

      1. José Eduardo Pessanha

        Achei a chave dos dois fraca. Dificilmente teremos outra final que não Murray x Djokovic. O circuito está mudando. Berdych e Ferrer estão dando adeus ao tênis competitivo. Tsonga também. Monfils não tem o profissionalismo dos dois. Wawrinka tem dado a sorte de ter pego Djokovic nas finais de GS. Alguma coisa nele incomoda o sérvio. Caso ele enfrente qualquer outro oponente numa final de GS, acredito que perca. Zverev e Kyrgios vão chegar junto no ano que vem. Thiem mostrou que não é essa Coca-Cola toda. Quanto a Federer, não sei o que esperar. Abs.

      2. Augusto Montenegro

        Kkkkkkkk Pode crer. Parece que derramaram um dinheirinho no sorteio kkkkk. Mas falei com o sérvio, ele fez a pazes com a mulher e está motivado para jogar novamente. o/

    1. Rodrigo S. Cruz

      Mas ganhou Slam esse ano e segue dando a cara à tapa, né?

      Já o Robozinho fica abrindo academia.

      Tem de cuidar do INSS, já que Slam que é bom, ele não ganha nunca mais.

      (rs).

        1. Rodrigo S. Cruz

          Fedex é um “ex-tenista” em atividade.

          Mas o bom velhinho chega nas finais de slam, e ainda ganha do Djoko em torneios menores.

          Qual a desculpa do Conan? kkkk

  8. Márcio

    Dalcim, vc não acha um tremendo absurdo, do ponto de vista esportivo, a OLÍMPIADA não contar pontos para o ranking???
    ABSURDO!!

    O que comprova que em ano olímpico o ranking não é justo.
    Concorda?

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, tremendo absurdo. Mais ainda depois que a ATP resolveu considerar os resultados para efeitos estatísticos. Não tem menor sentido.

    2. Sergio Cipriani

      Menos, cara. Um torneio de 750 pontos… O próprio Dalcim já cansou de afirmar que o torneio olímpico não é mais importante nem que um Masters 1000. Além do que, não é nem um Grand Slam pra prover tantas alterações… E se valessem esses pontos, o resultado ainda poderia ser outro, já que metade dos grandes tenistas teriam decidido jogar o torneio.

      1. Sergio Ribeiro

        E’ claro que o melhor e maior estava no altamente competitivo MASTER1000 de Toronto. E o próprio nem ligou para o Ouro Olimpico. Vieram passear no Rio : Novak Djokovic, Rafael Nadal , Andy Murray , Serena Willians , um Suíço que jogaria ate’ nas mistas…Abs!

      2. Luiz Fernando

        Sergio para de falar besteira, se valesse apenas isso pq o choro do Djoko quando perdeu? E pq o desespero das aposentadoretes com o fato do seu ícone não ter ouro em simples na carreira e não ter mais a menor chance de ganhar? Acorda…

        1. Sergio Cipriani

          Não falo besteira nenhuma, LF. Apenas uso do mesmo expediente que eles usaram ao longo da carreira de seu divino ídolo. Só estou esperando esses mesmos caras virem me corrigir e caírem em contradição. Durmo no ponto não, parceiro. Estou sempre “metendo a Real”.

  9. Rafael

    What if…

    os top tennis players fossem jogadores de basquete?

    – Federer: Michael Jordan;
    – Nadal: Shaquile O’Neal
    – Djokovic: Charles Barkley
    – Murray: Kobe Bryant

    1. Sergio Cipriani

      Para, mano! Djokovic seria Lebron James!!! Monstros fisicamente e capazes de cobrir todos os espaços da quadra, jogando muito tanto no ataque quanto na defesa.

        1. Robson

          Eu tava de férias,30 dias no sítio de meu pai sem net,sem celular,só no total sossego.
          Pelo que vejo continua tudo como a 30 dias atrás,Novak o melhor e maior e ainda Number One do planeta,tudo perfeito,que dure até 2020 no mínimo.

    2. Dramde

      Djokovic = LeBron, ótima comparação.
      Acho que Federer seria o Kobe.
      Nadal é que seria o Barkley.
      Quanto ao Jordan, não vejo nenhum igual no tênis.

    3. Rafael

      Djokovic como LeBron James fica bem, também, mas quem viu Barkley jogar em sua época de Phoenix Suns entenderá pq pensei nele primeiro.

      Também não achei muito boa minha própria comparação Fed-Jordan, pensando melhor o Jeremias tem mais razão, tá mais para o Earvin Johnson.

  10. Junior Magalhães

    Murray está jogando em uma intensidade bem menor em Vienna, o escocês foi claramente em busca de pontos que o cataputem a liderança do ranking, a dúvida que fica é se ele está levando em banho Maria ou apresenta sinal de cansaço.

  11. Sergio Ribeiro

    Se Murray pula o esvaziado Toronto ( Novak presente) priorizando o Ouro Olimpico, e’ bastante criticado. Dificilmente veremos algum Contemporâneo com o Inédito Bi . Depois do Fiasco nas Olimpiadas , o N 1 resolve pular o UNICO Masters 1000 que jamais venceu ( PentaVice ) em Cincinnati , para ” descansar” para o USOPEN. Com atuações bem abaixo, STANIMAL leva o SLAM. Com “muita Confiança ” pula a China ( onde se mostrava imbativel ) e a Basileia ( Indoor) , onde o próprio , Federer e Del Potro ( únicos vencedores desde 2006, onde ele e o Hermano lutariam pelo Tri ) se preparavam para o Masters de Paris e o Finals. Andy novamente esta’ errado. Sei nao…Abs!

  12. Chetnik

    Quando um tenista top começa a perder set em tudo que é partida, é sinal que ele tá cansando – física e mentalmente.

    Escreve aí, Murray não vai arranjar nada em Paris e em Londres. Djoko número 1 do ranking rs.

    1. Sergio Ribeiro

      Brilhante previsao ! Ate’ porque Rafa Nadal e Andy Murray sao os únicos dos 4 , que JAMAIS venceram Paris e o FINALS. E se mostrou bastante cansado vencendo os terceiros Sets por 6 x 0 e 6 x 2 , respectivamente. E’ obvio que teria que pular a preparatória na Indoor de Viena rs. Abs!

      1. José Nilton Dalcim

        Wawrinka nunca tinha passado das quartas do US Open, Djoko nunca tinha vencido Roland Garros… Portanto Murray pode ir bem nos dois torneios, sim. O problema poderá ser o desgaste.

        1. Anderson Castro

          Dalcim,

          Stan já havia feito duas semis no US Open (2013 e 2015), mas de qualquer forma concordo com seu raciocínio.

          Abraços!

    2. Rodrigo S. Cruz

      Sim.

      Mas, o Murray está se aproximando do Djoko perigosamente.

      Em 2016, realmente não vai dar.

      Mas em 2017 é bem provável que o sérvio perca a liderança do ranking…

      1. Chetnik

        Eu acho que a chance do Murray é até Miami e IW – Djokovic venceu os dois esse ano e o Murray caiu cedo nos dois. Se ele não passar aí, acho que não pega depois. Mas vai depender bastante de Paris e o Finals também.

        PS: Eu tô contando que para o ano que vem o Murray continua forte e o Djokovic se “recupera”. Talvez nem uma coisa nem outra aconteça rs.

      2. Rafael Wuthrich

        Na verdade, pode ocorrer de forma automática caso Andy enconste a menos de 500 pontos no fim do Finals, porque essa seria a diferença a.ser.descontada já em 2017.

    3. Márcio Souza

      Tem razão Chetnik…

      Djoko será numero 1 por muito mais tempo…
      Só não deixem cair na chave dele Querrey, Visely, Wawrinka, Del Potro, Bautista Agut e torcer pra nenhum cisco também cair no seu olho como ocorreu em Dubai em que ele teve que abandonar a partida, AH! e não podemos esquecer que os dirigentes dos torneios não podem coloca lo para jogar na quadra 2 porque senão ele da piti kkkkkkk

      Djokovic ja vem dobrando o cabo da boa esperança desde RG, nunca mais vai ser o mesmo e perde ainda esse ano o numero 1.

      Não duvido que ele ainda ganhe mais uns 2 Slam e uns 5 Masters até o fim da sua carreira mas vai ser só…o fisico dele não aguenta mais.

      Pode começar a cortar os pulsos colega…o fim do maratenis nunca esteve tao proximo.

      Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      1. Chetnik

        Nossa, ele vai “só” ganhar mais uns 2 GS e uns 5 MS. Vai se aposentar com 14 GS e 35 MS. Coitado, vai ser esquecido na história do tênis.

        Sem condições.

      2. Robson

        Exceto Delpo e Wawrinka que são FREGUESES de carteira de Novak, eu concordo em relação aos outros nomes e talvez no lugar deles deviam colocar nas chaves de Novak nos grandes torneios:Federer,Nadal,Nishikori,Cilic,Ferrer,Murray,Tsonga,que são tb fregueses do sérvio,aí a condição de Number one duraria muito mais tempo.

  13. Paulo Victor

    Dalcim, pq os tenistas com 30 anos hoje em dia estão em seu auge?
    Me lembro que o Sampras com 29 anos, segundo seu treinador, estava acabado, no entanto hoje Murray com 29 anos está na sua melhor fase e jogando um torneio atrás do outro sem se lesionar.
    Em um Finals no começo do século só tinha Agassi com mais de 30 e o resto não passava de 25, hoje em dia o mais novo do top 10 tem 23 e o resto está com mais de 25, tendo 4 com 30 ou mais.
    O Wawrinka ganhou 3 GS a partir dos 28, e antes dos 28 só tinha 3 ATP’s 250.
    O que fez que os tenistas conseguissem com 30 anos jogar um tênis de altíssima qualidade no tocante a parte física?

    1. José Nilton Dalcim

      A principal mudança tem sido a parte física, Paulo. Novos métodos de preparação e especialmente de recuperação pós-jogo aumentaram muito a longevidade dos jogadores. Sem falar na experiência que carregam.

      1. Fernando Brack

        É isso. A parte física é o grande diferencial, enquanto a experiência é o que alavanca o sucesso
        dos ‘velhinhos’. Antes, a experiência apenas compensava a queda física, mas hoje ela se soma
        ao melhor preparo, fazendo os tenistas com mais de 30 serem um osso duro para os garotos.

  14. dos Anjos

    Mesmo que Murray não termine a temporada como numero 1, essa boa sequencia de resultados fará com ele “carregue” muitos pontos para o próximo ano. Onde terá novas oportunidades para chegar à liderança, por exemplo, logo no primeiro slam do ano. Diria ser quase uma certeza esse feito.

    1. Rafael Wuthrich

      E cá entre nós, merecido. Acho que Murray foi o tenista do ano, ainda que com altos e baixos e mesmo Djokovic vencendo 2 Slams.

      1. Sérgio Cipriani

        Discordo de você. O sistema de pontuação é o mais justo dentro das possibilidades. Quem terminar a frente é o que mereceu. Fora isso, Djokovic possui 2 Slams e 4 Masters 1000 contra 1 Slam e 2 Masters 1000 de Murray, o que é o dobro de conquistas importantes. Ou seja, além de possuir mais pontos no circuito, ainda possui um número significativo de troféus a mais, Djoko atingiu feitos mais importantes, como assumir a liderança histórica em troféus de nível Masters e, depois de mais de 45 anos conseguir o espetacular feito de vencer os quatro Slams em sequência!
        Ocorre que neste mundo cada vez mais globalizado e acelerado, tendemos a nos esquecer facilmente das coisas e dar valor ao momentâneo. De fato, hoje, me parece que Andy Murray é o melhor tenista, mas quando se fala no tenista do ano de 2016, deve-se levar em consideração o que cada um fez ao longo do ano, e este começa em Janeiro e vai até Novembro, com os respectivos pesos dos torneios já estabelecidos em pontos pela própria ATP.

        1. Isaias

          Respeito sua opinião Sérgio e concordo em partes, mais esse mesmo critério que vc citou deveria valer para 2013 então, onde pra mim Nadal foi o tenista do ano e derao o titulo para Djoko, os feitos do Nadal em 2013 foram maiores como por exemplo 2 slams contra 1 do sérvio.

        2. Sérgio Ribeiro

          Ainda bem Xará’ , que neste Mundo Globalizado , bilhões de pessoas viram as Olimpiadas. E o inédito Bi Olimpico , ficou com Andy Murray. Para desespero de Novak ( saiu aos prantos) , Rafa Nadal e o Hermano . Abs!

        3. Anderson Castro

          Sergio,

          Concordo que o sistema de pontuação do ranking é o mais justo possível, entretanto, esse ano especificamente ele “não será tão justo”, pois não irá somar os pontos dos jogos olímpicos.

          Abraços.

    2. PI

      Verdade. Djoko teve um primeiro semestre excelente, muito dificil ele manter esses pontos todos ano que vem. So nao digo q eh certeza pq murray tbm teve um semestre estupendo, sendo vice nos 2 slams, vencido um 1000 de saibro e sendo vice em outro. Acho q ele pegara o posto de numero 1, mas sera por pouco tempo. Em 2017, pelo menos.

  15. Luiz Fabriciano

    Mestre Dalcim, com toda a matemática a favor do Murray e os pontos do Finals caindo antes de seu início, pode acontecer de Murray ser número 1 por apenas uma semana, ou seja, assume o posto no início do Finals e o devolve ao final, devido a uma hipotética conquista do sérvio e uma queda prematura do escocês?
    Um abraço.

  16. Sônia

    Dalcim, se a Kerber for inteligente, “deixa” a Keys se classificar. A formiguinha atômica pode complicar, as outras, instáveis demais. Beijos.

  17. Sergio Cipriani

    Dalcim, nessas condições que você colocou, caso não vença mais em Viena, Andy ainda precisaria vencer o Finals de maneira invicta neh (pra depender somente de si)? Porque se perde 200 pontos de bobeira na primeira fase, pode jogar tudo por água a baixo…

  18. Renato

    Dalcim, gostaria de dizer o seguinte ,antes de perguntar o que quero perguntar: Sei que na época amadora do tênis profissionais não podiam jogar grand slam, só que alguns tenistas que jogavam grand slam já eram considerados os melhores do mundo ( dentre todos profissionais e amadores, ou seja , dentre todos) e me parece que praticavam tênis como profissão , fazendo normalmente as temporadas da Federação Internacional de Tênis, sem ser por mero lazer . As perguntas são: Porque os grand slans que sempre foram os torneios mais importantes do mundo do tênis ( até a rainha Elizabeth recepcionou quem conquistou wimbledon , por exemplo, tamanha a importância mundial de referido torneio ) nesta época não podiam serem jogados por profissionais ? Essa questão de amador e profissional a diferença era só na nomenclatura e na forma de receber? Eu entendo que na verdade a maioria dos “amadores” já jogavam como profissionais ( tanto é que alguns tenistas campeões de slam na era amadora , não só continuaram ganhando slam na era open como também estrearam com ranking alto , já que eram considerados os melhores do mundo ) ?

    1. José Nilton Dalcim

      É preciso entender o conceito de ‘profissional’ naquela época, Renato. Estamos falando do tênis entre 1920 e 1970. Os torneios eram todos amadores, ou seja, não se jogava por premiação em dinheiro. Os que se destacavam mais, os grandes campeões portanto, eram convidados a fazer contrato para exibições – geralmente, duelos diretos entre os 2 ou 3 melhores da época – e por isso obviamente recebiam um bom dinheiro. A Federação Internacional então proibia esses jogadores ‘contratados’ (e portanto chamado de profissionais) de competir no circuito tradicional. De certa forma, podemos afirmar que, ao longo da fase amadora, muitos dos melhores tenistas não estavam realmente em quadra nos Grand Slam. A gente costuma se referir a Rod Laver, que teria vencido muito mais Slam se não houvesse essa regra, mas isso afetou outros gênios como Suzanne Lenglen. Abs!

      1. Renato

        Entendi Dalcim. Bom esclarecimento. Mesmo assim, o grand slam da era amadora ainda foi uma competição de alto nível. Teve como campeões a margaret court ( que continuou com seu bom currículo na era open ). Billie Jean King que continuou com um grande currículo na era open, o próprio Rod Laver( campeão na era amadora e open e um dos melhores do mundo desde a era amadora). A própria Maria Esther Bueno que infelizmente quando estreou na era open, já não se encontrava mais bem fisicamente. Com certeza, se ela estivesse no seu melhor nível teria conquistado mais slans na era open também.

        1. Renato

          Observação: Esqueci de falar da onde tirei que rod laver ganhou slam na era amadora. A questão é que rod laver teve um tempo que disputou slans na era amadora e inclusive ganhou . Ai depois se “profissionalizou” ( ainda na época amadora ) e não participou mais e só voltou a participar quando já estava na era open.

        2. Rafael Wuthrich

          Roy Emerson e Tom Okker eram tenistas excepcionais da era amadora. A Enciclopédia do Bud Collins fala bastante sobre o assunto dos melhores jogadores durante a era amadora até a criação do ranking em 1973. Dê uma pesquisada. Embora o Dalcim sempre relativize, com razão, acho que o critério de Collins é bem lógico.

    1. Chetnik

      Kkkkk. Isso que eu chamo de matéria comprada. É muito mais uma propaganda do empreendimento do que uma notícia.

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