Monfils bagunça Toronto
Por José Nilton Dalcim
30 de julho de 2016 às 00:17

O script parecia muito bem desenhado e o Masters de Toronto caminhava para as semifinais ideais, com os quatro principais cabeças de chave classificados e o tão sonhado duelo entre o melhor do mundo e o dono da casa. Mas aí Gael Monfils resolveu acabar com a festa.

Mesclando um excelente saque, grandes golpes da base, agressividade e contragolpe, o francês parou Milos Raonic em dois sets. Só não foi mais surpreendente porque Gael vem do título de Washington no domingo, seu maior troféu da carreira, que foi também o fim de um jejum e da sina de vice. O problema agora é encarar 12 anos sem vitória sobre Novak Djokovic, cruel 11 a 1 no placar.

Depois de tanto apanhar, finalmente Tomas Berdych mostrou alguma modificação tática contra Djokovic e tentou jogar com muito mais spin dos dois lados, mostrando até uma terminação pouco usual para seu forehand. Não se pode dizer que funcionou porque na hora de definir pontos ele errou muito, porém ao menos teve uma chance clara de ganhar o primeiro set, quando abriu 6-3 no tiebreak e ainda teve dois saques a favor.

Ainda que tenha apresentado alguns altos e baixos, com aproveitamento fraco do primeiro serviço, Djoko é muito mais jogador e assim soube administrar a partida o tempo todo. Falhou é verdade quando teve 5/4 e saque no primeiro set, permitiu alguns break-points bobos, fez cinco duplas faltas, mas nada que realmente comprometesse outra semifinal na temporada.

Muito interessante também deve ser o duelo entre Stan Wawrinka e Kei Nishikori, que curiosamente tem ocorrido bem pouco no circuito. O suíço ganhou duas vezes em 2012, quando o japonês ainda era promessa, e Nishikori venceu em cinco sets espetaculares nas quartas do US Open de 2014. No mais recente, o suíço fez 3 a 0 em Melbourne de 2015.

Promovido de coadjuvante a cabeça 2 pelas ausências de Murray, Federer e Nadal, Wawrinka fez três boas exibições em Toronto e atropelou Kevin Anderson, um dos adversários que menos gosta de enfrentar. Nishikori está sobre seu piso ideal, onde seu estilo mais rende, porém se atrapalhou com as alternâncias de ritmo de Grigor Dimitrov. Nem ele, nem Stan chegou até agora a uma final no Canadá.

Muito animador também ver Marcelo Melo e Bruno Soares, com seus parceiros estrangeiros, atingirem a semifinal de duplas faltando tão pouco para o sonho olímpico. Venceram dois jogos exigentes e isso dá confiança.

Por falar em brasileiros, Thomaz Bellucci e João Souza estão na semifinal do challenger de Biela, sobre o saibro. Se para o nosso número 1 é quase obrigação ir bem, para Feijão já são duas vitórias sobre top 100 na semana, uma com direito a show em cima de Paolo Lorenzi, que acabou de ganhar seu ATP 250. Tomara que isso sirva para ele retomar o caminho certo.


Comentários
  1. Luis

    Dalcim talvez maior confronto desse ano seja Djokovic x Murray mas o melhor ainda e’ Federer x Djokovic? com parada do Federer nao tera mais esse ano,como ja foi Djokovic x Nadal,Federer x Nadal

    Responder
  2. Fernando Brack

    Caramba! Dois brasileiros em quadra disputando uma final de M1000, com garantia de título
    para nós, e nenhum canal de TV irá transmitir. Eita, SporTVzinho! E o tênis segue na berlinda.
    Será que isso muda um dia?

    Responder
  3. Rafael

    Como é interessante ver que até os organizadores do Masters 1000 de Toronto estejam comentando aqui no blog do Dalcim.

    Porque eles são os únicos, em termos de considerações produtivas e com algum objetivo, que teriam motivo válido para SE PREOCUPAREM sobre lugares supostamente vazios nos jogos do torneio do CANADÁ. A ponto de repetirem ad infinitum tais observações, insistirem sobre o fato quando outros se atrevem a dizer o contrário… Ainda se fossem as Olimpíadas, no Brasil, eu entenderia, mas pelo amor de Deus, no Canadá….

    Quanta dor de cotovelo porque o Djokovic não tem 35 anos, nem está lesionado mês sim e outro também. Casado(a)s, pais de família (assim se declaram) e agem como perfeitas crianças. “TANTO É VERDADE QUE SEM NADAL E FEDERER…blablabla”

    E ainda dizem que amam o “esporte”.

    Menos mal que, com o nível dos comentários caindo de qualidade dessa forma, estou me interessando cada vez menos em escrever as minhas besteiras por aqui.

    Sorte que sou maduro o suficiente para não tomar o jogador pelos seus torcedores, e poder admirar, também, MUITOS outros jogadores além daquele para quem eu torço.

    Que bom que nenhum de vocês tenha tido que comemorar o aniversário de 12 anos com aviões sobrevoando o abrigo em que vocês estavam com suas famílias, abrigo esse que poderia ser bombardeado a qualquer momento das 24 horas do dia, durante 78 dias…

    Oh, esperem. Isso aconteceu com o No. 1 do mundo, meu engano. Desculpem.

    Responder
    1. Rafael Wuthrich

      Tomo as dores para refutar um comentário que foi direcionado, ao menos em parte, para mim. Peço desculpas ao Dalcim por isso, inclusive.

      Em primeiro lugar, o prezado Xará fala como se não fosse relevante um torneio de alto gabarito ter lugares vazios durante sua disputa, mesmo tendo o número 1 em quadra e um tenista da casa. Eu acho um assunto muito relevante, sobretudo porque mostra qual o tamanho do interesse pelo esporte, não apenas pelos ícones. Além disso, comentei aqui que temos que os jogos não terão lotação máxima, apesar da relevância do evento. Mostra que o tênis está ainda muito preso a Federer e Nadal.

      Isto posto, aprecio o tênis de qualquer um, se bem jogado. Sempre apreciei o jogo de Djokovic, tanto que assisti a final de Toronto. E estarei um dia nos jogos – o que somente consegui porque Federer não vem e Nadal deixou incerta a participação nas simples.

      Vale dizer que isso não tem nada a ver com o fato de Federer ser casado, ter filhos ou Djokovic ter enfrentado bombas quando tinha 12 anos. Tem atletas nacionais que sobreviveram a chacinas ou condições precárias de vida (Teliana está aí pra provar) e não é necessária muita inteligência para saber que isso não tem a ver com o tamanho de alguém no esporte. Guga e Maria Esther são nossos maiores tenistas de longe e nem por isso tiveram dificuldades na infância. Acho que isso engrandece a história do personagem, mas não o atleta. Acho a história de vida do Júlio Silva mais impressionante que a do Djoko, pra ficar num exemplo. Isso não tem nada a ver com o tema “público de tênis”.

      Finalmente, cabe dizer que é desnecessária e deselegante a forma de qualificar os comentários alheios. A acusação de que os comentários estão caindo de nível mostra certa falta de autocrítica e soberba como se os seus próprios comentários fosse melhores que os dos demais. Salvo as provocações e ofensas gratuitas, acho que vários comentaristas tem tratado bem dos temos aventados por nosso moderador. Você não deve ter frequentado o blog nos primórdios, quando o Dalcim cansou de se aborrecer aqui com ataques pessoais e trocas de ofensas diretas. Então, pesquise antes de saber o que não sabe.

      Ressalto, antes de encerrar, que acho que se esse espaço perdeu qualidade foi porque muitos não desejam responder comentários ofensivos como o seu, que se utilizam da retórica e falsa modéstia para se portar como se fossem superiores aos demais, o que evidentemente não são.

      Concluindo, se você deseja não mais comentar, creio que não fará grande falta, como fazem comentários mais frequentes do Rafael Medeiros, do Sergio Gonçalves e do Sérgio Luiz, só para ficar nos comentaristas mais antigos.

      Abraços

      Responder
      1. Rafael

        Olá, Wuthrich

        Não achei adequado vc querer dizer, de forma equivocada, que eu falo sobre o que não conheço. Não por mim, mas pelo fato de ter sido o próprio Djokovic que disse que sua infância e tudo que teve que enfrentar moldaram seu caráter, sua pessoa e o atleta que ele é hoje. Acredito que você não vá querer contestar um fato colocado pelo PRÓPRIO ATLETA.

        Isto posto, meço a qualidade de meus comentários pela recepção que eles tem, não porque me preocupe em agradar ninguém, mas como leio o blog, acabo vendo as respostas a eles. Boa parte das vezes, creio eu, até exageradamente positivas.

        Outra coisa. Não é necessária muita inteligência, para usar a expressão que você usou, para saber que antiguidade não é sinônimo de qualidade, de relevância, prioridade ou o que for. Além do que vc não sabe (e nem tem como saber) desde quando eu frequento o espaço do Dalcim. Conjecturar sobre a “patota das antigas” denota um certo bairrismo, como se aqui uns tivessem mais espaço, ou mais “direito adquirido” do que outros. Creio que o Dalcim se esforça para que não seja assim.

        Por último, mantenho cada raciocínio que expus no meu comentário, sem acrescentar ou suprimir nenhuma palavra. É a minha opinião. Se vc gosta ou não, se vc acha que se eu parar de comentar não fará falta, é um direito seu pensar assim. Apenas não me afeta de forma alguma.

        Bom dia

        Responder
  4. Maurício Jr

    Dalcim, com tantas desistências de última hora nos Jogos Olímpicos, e mesmo o Nadal que ainda não decidiu se joga simples, como funciona essa questão de alternates? Vai existir uma lista on-site, pra quem estiver ali esperando uma vaguinha de última hora?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Até o sorteio da chave de quinta-feira, pode haver substituição. Acredito que o último recurso será colocarem duplistas.

      Responder
  5. Robson

    Se não pintar outra ZEBRA em quadra logo mais,Novak Djokovic será TETRA campeão dos M1000 do Canadá,dessa vez sem; Federer,sem Nadal,sem Murray e sem Saque,incrível isso.
    Um leitor comentou aí pra baixo que ontem no jogo Novak x Monfils a quadra não estava cheia,kkkkk,tava era LOTADA,assim como em todos os outros jogos de Novak até aqui em Toronto e estará LOTADA hj na grande final Novak x Nishikori.

    Responder
    1. Fernando Brack

      Arthur, o Monfils até começou bem, mas lá pelas tantas começou a só querer jogar do fundo.
      Eu não entendo esses caras. Eles conhecem o adversário e sabem de seus pontos fortes, mas
      parece que esquecem tudo ao entrarem em quadra. Até um leigo sabe que é preciso agredir
      o Djoko para ter alguma chance. Tá faltando levar uma colinha pra consultar na quadra. Abs

      Responder
  6. Hugo

    Dalcim,

    Desculpe retornar ao assunto.Estou ainda digerindo a ausência do Federer pelo resto da temporada.Comprei ingresso pro finals,um dia inteiro.E estava com a intenção de comprar mais um turno pra aumentar a possibilidade de ver o suiço jogar.Mas é assim mesmo.Como fâ de tênis,no mínimo vou gostar muito torneio mesmo com esse grande desfalque..
    Vc vai esse ano?

    Responder
  7. Sergio Ribeiro

    Parabéns , meu Caro Dalcim. ” Se Monfils ficar lá trás , trocando bolinhas, talvez nem tire Set”. Na Mosca. Ate’ o N 1, sabe o que vai acontecer. Poucos do TOP 10, se aventuram. WAWRINKA pensa que um MASTERS 1000 nao e’ muito importante. Ridícula a maneira que abandonou o confronto. Vergonhosamente. Ao menos o Samurai pensa diferente. Abs!

    Responder
  8. Maurício Jr

    Dalcim, vi que o Bernardes foi o árbitro no jogo do Bruno Soares… Isso é comum, árbitro da mesma nacionalidade de um dos duplistas? Acontece em simples também?

    Responder
  9. Augusto Montenegro

    Opiniões: 1- Djokovic nunca mais deu uma grande partida: Djokovic vs Thiem foi sua última grande partida.

    2- O sérvio tem mostrado um Slice mais profundo e preciso, porém tem feito pouco uso das paralelas.

    E por último: 3 – Saque está bem aquém do ideal.

    Responder
      1. Marcelo-Jacacity

        De fato, o slice do Djokovic melhorou muito.
        E realmente o saque está deixando a desejar. Se não for problema nas costas, nada que o Borg não dê jeito.
        Por fim, é incrível e única a capacidade do sérvio de mandar a bola perto da linha repetidas vezes. Sem falar na devolução super agressiva. Não há adversário que resista a isso.

        Responder
  10. Luiz Fernando

    Tenho q admitir q sou ingenuo e inocente, acreditar que o Monfils pudesse encarar o Djoko só pode ser definido dessa forma. E como fez palhaçada, parecia estar num circo ao invés de disputando uma semifinal de M1000.

    Responder
  11. Diego Rodrigues

    Djokovic passeou sobre o Monfils. A não ser um murray inspirado deve levar o ouro olímpico.

    Dalcim como será a quadra dura do Rio ? Rápida como cincinati ou lenta como Miami em uma comparação?

    Responder
  12. José Eduardo Pessanha

    Estranho o Cilic não estar mais com o Ivanisevic. Taí um bom técnico disponível. Seria útil pra jogadores como Goffin e Nishikori, por exemplo, que possuem saque frágil. abs.

    Responder
  13. Luiz Fernando

    Até o meio da tarde estava pensando q o extraordinário, fenomenal e mágico Wawrinka estava finalmente no torneio anual no qual jogaria bem do começo ao fim. Bastaram alguns games p constatar meu ledo engano, pois ele o japa passaram a disputar quem errava mais e de forma mais bisonha, e é claro q o mágico suíço venceu a disputa de forma disparada, em especial naquele momento em que errou de forma irresponsável, estúpida e indesculpável um BH alto junto a rede, com o japa parado do outro lado da quadra. Está certo q já estava 4 a 0 contra no segundo set, mas duvido que jogadores do calibre de um Nadal, Federer ou Djoko jogariam com tanto desleixo, mesmo encarando uma situação tão adversa.

    Responder
  14. Marcelo-Jacacity

    E o Nishikori joga demais! Que forehand! Os pontos fracos de seu jogo são o saque e não subir à rede de jeito nenhum para matar o ponto pós-bordoada do fundo.

    Responder
  15. Marcelo-Jacacity

    Narck Rodrigues, ótimo comentarista de tênis do Sportv foi preciso mais uma vez, Wawrinka não pode desistir do jogo assim. Se tivesse controle mental ao menos parecido com o japonês Nishikori, o suiço seria um jogador consistente e mais dominante.

    Bom, pelo menos, recentemente Stanislas já melhorou muito perto do início da carreira. Creio que cobrar do suíço extrema frieza mental seja difícil mesmo.

    Responder
  16. Chetnik

    Não pude ver o jogo, mas o Berdych é inacreditável. Li que o DJoko fez uma partida abaixo da crítica, e mesmo assim o Berdych não tira nem um set…e ainda teve 6-3 do TB.

    25-2. Torço até para eles não jogarem mais. Dá “pena” do Berdych.

    Responder
  17. Oswaldo E Aranha

    Hoje consegui entrar no site, ainda bem estava com saudades. Gostei de ver as mensagens do Marquinho; fiquei solidário com ele, pois agora ele está sofrendo com o afastamento do Federer e eu estive quando o Djokovich perdeu inesperadamente em Wimbledon, só não fico solidário com ele na postura anti-Djokovich. Bom ver as intervenções do Lógico e do Pessanha. Um abraço para todos os participantes. Se errei alguma grafia confio que o Pessanha corrija a tempo.

    Responder
  18. Rafael Wüthrich

    A Lola comentou no post anterior que a ausência de Federer não teria afetado a procura de ingressos e que Toronto não estava vazio…Dois enganos. Ontem consegui comprar ingressos para o dia 07 na Central – o que fora tarefa impossível desde o início da venda de ingressos -, e tinha até ingresso da final sobrando. Houve uma devolução massiva de entradas. Desconfio que o evento terá vários lugares vazios, principalmente nos primeiros dias. Em Toronto, as imagens falam por si: http://www.blogto.com/sports_play/2016/07/this_is_what_opening_day_was_like_at_the_rogers_cup/ e também http://www.rogerscup.com/tebbutt-hot-monfils-ousts-milos/

    Em Toronto, a ausência de Nadal e principalmente Federer foram muito sentidas. Nem com o tenista da casa tivemos casa cheia, como se pode verificar no segundo link.

    Não tem como dourar a pílula: Sou fã de tênis mas reconheço que sem Nadal e Federer o público tende a cair muito nesse segundo semestre.

    Responder
    1. Rafael Wuthrich

      Outra bomba para os jogos: os Bryan não vem. Ainda que não estivessem no melhor da forma, era mais uma atração, principalmentena chave de duplas, onde a maioria dos torcedores não conhecem os tenistas.

      Responder
      1. Marcelo-Jacacity

        Wuthrich,

        Com certeza seria uma grande atração. Infelizmente não vou ver a final de duplas masculinas, pois no no dia 14/ago não vai ter.

        E além dos Bryans, Zverev também confirmou desistência…

        Responder
    2. Lola

      Falei que nos jogos do Djokovic, estava bem cheio.Quanto aos ingressos na Olimpíada, veremos!
      Contra o Monfils hj também estava cheio. Inclusive os voleios do Djokovic, um mais espetacular que o outro.

      Responder
  19. Alison Cordeiro

    Djoko é um tenista tão espetacular que mesmo sem o primeiro saque funcionando e a perigo em vários momentos, o jogo jamais pareceu de fato ameaçado. Mas assusta ver essa queda, mesmo que ele tenha o histórico de vir meia boca ao longo do torneio e elevar o nível diante dos adversarios mais fortes. Vai ser interessante o jogo contra o Monfils, o francês tem um estilo gostoso de se assistir e vai ser um jogo mais interessante do que seria contra Raonic, que mesmo melhorando em vários aspectos, ainda joga muito em função do poderoso saque. Mas Djoko me parece mais vulnerável do que jamais esteve, ainda que favorito. Que acha, Dalcim?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Olha, a menos que Monfils consiga ser muito agressivo, não vejo como Djokovic irá perder essa semi. Se o francês insistir em ficar lá atrás, vai ser difícil até endurecer os sets.

      Responder
  20. Rodrigo S. Cruz

    O Djokovic sempre cresce de maneira absurda nas duas fases finais dos troneiso: semis e finais…

    Até nisto, o cara é gênio. Guarda o melhor dele pro final.

    Mas convenhamos, né. Ontem aquele Berdych mostrou que além de freguês, é um bundão…

    O Djoko deu todas as chances pra ele no primeiro set. Inclusive o tcheco teve 6/ 3 e saque no tie-break. E a[i o que faz?

    Dupla-falta.

    25 a 2, e contando… Meu Deus, nunca se viu uma freguesia tão grande.

    Responder
      1. afonso

        É Dalcim, você está correto. Jogo atípico apenas no começo, depois muito previsível. Fora Murray, não vejo hoje nenhum tenista que possa fazer Djokovic ser icomodado se ele mesmo não estiver mal como esteve contra Berdych e no início de hoje. Talvez o Wawrinka num dia de AO ou RG, ou um jogo de outro como contra o Querrey que de tão ” estranho” pelas paradas se nivelou. Ele jogando mal, é o suficiente.

        Responder
    1. Chetnik

      Se o Berdych fosse um tenista fraco, mas com a qualidade que ele tem, com todos os golpes…deve ser um dos maiores bundões da história do tênis. Pior que nem sempre ele foi assim. Costumava endurecer muito com o Murray e até com o Federer. Só nunca teve muita chance contra o DJoko e o Nadal mesmo.

      Responder
  21. Francisco Vieira Neto

    O difícil é assistir aos jogos quando quem comenta é o Sr. Dácio Campos. O cara é cheio de gracinhas sem graça e ao invés de falar sobre o jogo, fica dando gritinhos e comentando da vida pessoal dos jogadores. Chamando o Stepaneck de Brad Pritt, o Byrdesh de medrosão porque nao vem ao Rio e outros. Chega-se a conclusão que quanto mais medíocre você for, mais na mídia você permanece. Se o Sportv fosse profissional, justa causa era o mínimo que esse cara mereceria.

    Responder
    1. Robson

      Pois é meu camarada,o problema é que cada um tem um gosto,vc não curti o Dácio Campos,eu curto o Dácio Campos e é muito,outros tb o curtem e outros tb não o curtem,o fato é que o cara tá no ramo a muitos,muitos anos,portanto obviamente é capacitado.

      Responder
      1. Gildokson

        Também curto muito o Dacio, não vejo mau nenhum no bom humor de e principalmente não vejo mau nenhum nele em contar curiosidades sobre a vida ou negócios dos tenistas.
        Tem gente que reclama de tudo também viu… como se o Dacio fosse um leigo no assunto Tênis…
        Pelo amor…

        Responder
  22. Marcelo-Jacacity

    Berdych conseguiu a proeza de perder o primeiro set contra um Djokovic que errou tudo ontem, e com um primeiro saque que não entrava nem com reza.

    Responder
  23. Luiz Fernando

    Nole vem jogando pro gasto, estando bem aquem do q exibia um tempo atras. E hj enfrenta um rival com performance ascendente, demonstrando q se tivesse mais concentração e fizesse menos firulas no passado certamente teria uma carreira mais vitoriosa do q teve. Se repetir a performance de ontem, vai deixar o sérvio necessitando jogar em altíssimo nivel p vencer.

    Responder
  24. Kleber Araujo

    Comentário ótimo que ouvi sobre o Berdych.
    É o tenista mais regular e previsível que tem. Ganha de quem tem que ganhar e perde de quem tem que perder… sempre…
    Deve ser um prato cheio para apostadores mais conservadores rs

    Responder
  25. Marcelo Calmon

    Muito bom ver o Monfils jogar, ainda mais agora que parou com as habituais gracinhas.
    Espero conseguir ver, ao vivo, algum jogo dele nas Olimpíadas. Aliás, não existe bye na chave olímpica, certo ? (pois são 64 jogadores).
    Tenho ingresso para 1ª rodada na quadra central e espero ver um dos 4 primeiros cabeças já de cara.

    Enquanto escrevia o Feijão fechou o 1º set com tranquilidade. Vamos ver se sai uma final brasileira. Aliás as semis são Brasil x Itália.
    Torcida também pelo Monteiro, para furar logo o TOP 100.

    abs

    Responder
  26. Arthur

    Dalcim,

    O Raonic só me faz lembrar aquele ditado: da onde menos se espera, daí é que não vem mesmo.
    Quando você pensa que o cara vai engrenar, ele mete uma ré e é atropelado pelo Monfils.
    Espero que o Wawrinka passe pela outra negação chamada Nishikori, pra ver se o Djokovic sofre pelo menos um pouquinho nesse Masters de Toronto.

    Um abraço.

    Responder
      1. Arthur

        Pois é, Brack.
        Depois que o Wawrinka venceu Roland Garros ano passado, o cara entrou numa draga de dar dó.
        Segundo consta, parece que ele entrou em um processo depressivo. Se de fato foi isso, pelo visto ainda não foi superado.
        É uma pena.

        Um abraço.

        Responder
    1. Lola

      Djokovic sofreu ontem contra o Berdych, não por conta do tcheco, mas pelo péssimo desempenho do sérvio, tava sofrível o jogo, e nem assim o Berdych conseguiu ganhar o 1o set.

      Responder
  27. Robson

    Monfils joga uma barbaridade,excelente tenista,em minha opinião o melhor tenista Francês que já vi.
    O que atrapalhou bastante seu desempenho ao longo dos anos foram as gracinhas e a displicência em quadra,o que convenhamos não ajuda em nada em um esporte de tão alta competitividade.
    Pra mim não é surpresa nenhuma Monfils na semi em Toronto,até pq é muito mais tenista tb que Raonic.
    Quanto a Novak,eu queria entender o pq de seu saque ou seus saques estarem tão mal,uma quantidade enorme de duplas faltas,tomando seguidos Winners de devoluções sobre seu 2º serviço,ace então,quase nulo,ontem pór exemplo em um jogo de apenas 2 sets disputados,porém mais de 20 games jogados em 2 horas exatas e apenas 3 aces,pra quem tinha 3 serviços como a imprensa Inglesa divulgou,Novak anda contando com apenas 1 desde RG que é sua devolução.
    .
    Dalcim,meu caro,
    O que vc acha que está acontecendo com o saque de Novak Djokovic?

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Não é de hoje que ele está um tanto instável, Robson. Claro que, na hora necessária, ele descola um excelente saque na linha – principalmente no meio -, mas caiu com certeza. Tomara que não seja reflexo daquele desconforto nas costas.

      Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Sim, viável. Porém agora ele precisará de um desempenho ruim de Djokovic em algum dos grandes torneios, e aí fica bem mais difícil.

      Responder
  28. Rubens Leme

    Além de terem os sobrenomes mais complicados entre os franceses, Gael Monfils e Tsonga, são os mais divertidos e técnicos de serem assistidos. Uma pena que os dois venceram tão pouco e nunca brilharam como deveriam.

    Quem sabe agora, já rodados no circuito, não aprontam? Seriam nomes legais para o US Open e quebrar um pouco o atual binômio Djokovic-Murray.

    Responder
  29. afonso

    Olá Dalcim. Como deve ser duro para Berdych enfrentar Djokovic, ele recupera a quebra, sai de 1/3 no tiebreak para 6/3 e aí na hora de definir o set erra tudo com bolas pra fora e dupla falta e toma a virada! Você acha que essa é a maior freguesia do atual circuito? E qual a maior freguesia que você já viu não tanto em h2h, más em tenis na quadra tipo o cara ter chances reais nos jogos de vencer e no momento da decisão parecer que ele joga com uma raquete de chumbo. E gostaria de saber se o TENIS BRASIL informará sobre treinos ou eventos abertos aos fãs com antecipação. No meu caso em especial a Muguruza já que por motivos que não sei explicar minha menina de oito resolveu ser fã da espanhola e queria levá la a esta, desde já obrigado.

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Informaremos na medida do que for divulgado, Afonso. Há muitas dúvidas de como vai operar essa área no Rio. Quanto às freguesias, houve muitas ao longo da história. Era bem curiosa por exemplo a dificuldade do Gerulaitis contra o Borg. Mesmo em quadras muito velozes, jamais ganhou em 16 tentativas.

      Responder
      1. afonso

        Dalcim eu tinha muito pouco conhecimento da história dele ( pra não dizer nenhum), o cara era amigão do Borg e treinavam juntos. Más o que me chamou a atenção foi sua fama de playboy e o bom humor. Morrí de rir com a declaração dele após vencer o Connors após 16 derrotas: “And let that be a lesson to you all.
        Nobody beats Vitas Gerulaitis 17
        times in a row.” kkkk pena ter morrido tão jovem.

        Responder
      2. Fernando Brack

        Gerulaitis uma vez disse: ‘ninguém ganha de Vitas Gerulaitis 17 vezes seguidas’,
        após vencer uma partida depois de 16 derrotas. Só que se referia ao confronto
        com o compatriota Jimmy Connors. O cara devia ser muito comédia.
        Apesar de amigão de Borg, as sucessivas derrotas contra o sueco afetaram sua
        auto-estima e seu desempenho no circuito.

        Responder
  30. Pieter

    Seria ótimo podermos ver uma final brasileira lá em Biella, sem mencionar o fato de que isso ajudaria muito os nossos tenistas em termos de confiança e ranking às vésperas das Olimpíadas. Dalcim, você está otimista sobre a possibilidade de vitória do Bellucci e do Feijão lá na Itália? No papel, eles são francamente favoritos…

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      A ATP não considera a vitória do Monfils sobre Djokovic num future de 2004, André, o que a meu ver é um erro. No quadro geral, aliás, nunca são considerados challengers e futures.

      Responder
      1. Marcelo-Jacacity

        Oh Dalcim,
        Considerar vitória de future é brincadeira…hein! rs. Nem Challenger, como você bem colocou, a ATP considera.
        Sendo assim é 11 x 0 mesmo. A não ser que hoje…deixa pra lá.

        Responder
          1. Marcelo-Jacacity

            Dalcim,

            Valer, vale né, principalmente pro Monfils…rs. Mas no final não conta. É que estamos acostumados ao H2H exclusivamente baseados em torneios ATP.

            Fiquei curioso, e fui ver que vitória foi essa do Monfils:

            YEAR EVENT RND WINNER RESULT
            2004 Italy F4 QF Gael Monfils 64 67(5) 62

  31. Sergio Ribeiro

    Como aviamos Postado, a presenca de 8 dos 12 TOPS, ja’ garantiria emoção ao MASTERS 1000 de Toronto. Se STANIMAL vencer o Samurai, ja’ passa Nadal no Ranking e de quebra faz Raonic passar o Japa. Sem as costumeiras Firulas com seu Técnico Sueco, Monfils pode sim derrubar o tal h2h. Deve dar trabalho ao Servio , vencendo retorna ao TOP 10. Abs!

    Responder
    1. José Nilton Dalcim

      Wawrinka já passou o Nadal (como está no TenisBrasil) e Nishikori tem chance desde que ganhe o torneio. Raonic ficará em sétimo.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *