O merecido show de Gasquet
Por José Nilton Dalcim
29 de maio de 2016 às 21:46

Richard Gasquet se tornou neste domingo o tenista que mais torneios precisou disputar em Roland Garros para enfim atingir as quartas de final. Foram exatamente 13. Mas o número lhe deu sorte. Depois de uma parada providencial provocada pela chuva, deu um show na sempre temida Philipp Chatrier e carrega como nunca a esperança francesa de ver um campeão em Paris depois de 33 anos. Merecido. Sempre foi um tremendo talento que por vezes se rendeu a preparo físico ruim, contusões e má administração dos nervos. Quem sabe, mude pertinho dos 30 anos.

Gasquet chegou para a partida com outra estatística incômoda: havia perdido seis dos últimos sete duelos para adversários top 10. Pior ainda, as duas mais recentes exatamente diante de Kei Nishikori, em Madri e em Roma. O japonês tinha 4/2 quando a garoa apertou e aí tudo mudou. O próprio Gasquet explica o segredo: ‘Estava com a estratégia errada, tinha de bater na bola. Percebi depois de uma boa conversa com Sergi (Bruguera) no vestiário’. Era então outro tenista, avassalador, infalível, agressivo e veloz. E concluiu: ‘Foi uma clima de Copa Davis, me ajudou muito’. O próprio treinador, duas vezes campeão ali, fez parte da galera.

O público não será menos importante na terça-feira contra Andy Murray, que venceu sete dos 10 duelos contra Gasquet, incluindo dois em Roland Garros. O escocês passou por outro duro teste e em sets diretos, o que lhe garante nesta altura recuperação atlética completa após os sustos das primeiras partidas. Mas não foi tão fácil. Quase deixou escapar o tiebreak do primeiro set e por milagre não o perdeu quando o gigantão John Isner sacou para fechar. Depois, obteve quebras e abreviou sua tarefa. Teria sido perfeito, não tivesse estranhamente perdido trocas de bola de fundo de quadra para o norte-americano.

Stan Wawrinka encontrou ainda mais trabalho com Victor Troicki, especialmente nos dois primeiros sets em que o sérvio estava fisicamente inteiro e foi bastante agressivo. O atual campeão teve problemas com o saque na segunda série, perdendo dois serviços seguidos, porém teve tempo de sobra para concretizar a evidente diferença técnica. Terá agora o surpreendente e canhoto Albert Ramos, que como eu previa fez Milos Raonic se atrapalhar todo no fundo de quadra. O espanhol é aquele que derrubou Roger Federer em Xangai, osso duro de roer, mas leva para a quadra histórico de seis derrotas diante de Wawrinka. Sua chance parece residir num dia de clima úmido e piso mais lento, que compense a potência do saque e dos golpes de base do suíço.

O feminino só tem duas quadrifinalistas definidas: Garbiñe Muguruza e a pouco conhecida Shelby Rogers, americana de 23 anos. Mera 108ª do ranking, Rogers já deixou pelo caminho Petra Kvitova, Karolina Pliskova e Irina Begu. A cada vitória, caiu em lágrimas. Foi a penúltima tenista a entrar diretamente na chave, graças a desistências de última hora. Recebeu mensagens de apoio de Chris Evert e Billie Jean porque afinal é o primeiro nome diferente da armada americana a atingir as quartas de Paris em 11 anos.

O que vem na segunda
– Chuva. Bom, ao menos essa é a previsão do tempo neste exato momento (21h30 de Brasília). Nenhuma trégua durante todo o dia, o que significaria sequer partidas começando. Tomara que errem.
– Djokovic entra com superfavoritismo diante de Bautista e pode igualar Nadal se atingir a 10ª quartas da carreira em Paris. Somente Federer tem 11. Ferrer, que enfrenta Berdych, pode ir a 7 e se juntar a Borg, Lendl e Wilander.
– Outra marca importante reservada ao sérvio será a 27ª presença seguida em quartas de Slam, o que repetiria Connors e ficaria a nove do líder Federer.
– Bautista só tirou um set de Nole em quatro duelos e levou surra em Madri semanas atrás, onde ganhou apenas três games. Djokovic não perde para um tenista de ranking igual ou inferior ao espanhol em Slam desde Jurgen Melzer em Roland Garros de 2010.
– Duelos de Ferrer e Berdych são muito parelhos: 8-6 para o espanhol no geral, 3-3 no saibro, 3-1 para o tcheco nos últimos duelos. Alguém arrisca?
– Nova geração em quadra com Goffin-Gulbis e Thiem-Granollers. O belga e o austríaco lutam diretamente com Ferrer por lugar no top 10, lugar aliás que Gulbis já ocupou. Fato curioso, ele dividia o técnico Gunther Bresnik com o então aspirante Thiem, que agora ficou com o treinador só para ele.
– Além de Rogers, os EUA poderão classificar para as quartas as irmãs Williams e Madison Keys.


Comentários
  1. Sergio Ribeiro

    Quem nao lembra os comentários dos Mesmos, apos as primeiras rodadas com direito a perdas de Sets ? “O cabeca de geléia do Murray ( 10 anos sem perder para um anfitrião e quinze Vitorias consecutivas ), vai chegar muito desgastado, e o Medíocre do STANIMAL nao joga nada a muito”. Com ou sem a dupla Fedal, um dos dois estará na Final. E o N 1 confirmando sobre Berdych , enfrentara’ ou o “Superestimado ” ou o Limitado ( um dos dois será TOP 10 ). Os caras nao aprendem mesmo.Quem diria que uma possivel grande Zebra viria de um dos dois ? Novak vai precisar se esforçar muito para atingir seu grande objetivo. A conferir . Abs!

  2. Marcelo Bragatto

    Mestre Dalcim,

    Surgiu-me uma dúvida… Como é definido qual parte da chave joga no primeiro dia nos slams?

    Por exemplo, no AO a parte de cima da chave jogou no primeiro dia e agora em RG a parte de baixo da chave jogou no primeiro dia.

    Sempre acompanho o blog mas raramente participo com perguntas. Parabéns pelo trabalho!

    1. José Nilton Dalcim

      Não há regra para isso, Marcelo. Wimbledon é o único que tem a tradição de começar pelo atual campeão. Portanto, sabemos que Djokovic jogará na segunda-feira, primeiro dia, e portanto a parte de cima jogará primeiro. Nos demais Slam, os organizadores escolhem livremente conforme a importância dos jogos, os tenistas da casa etc. O mesmo vale para o feminino.

  3. Fernando C.

    Previsão do tempo em Paris para amanhã diz que não choverá o dia todo (deve dar jogo), mas volta a chover muito na quarta. Eita, sorte do Murray e do Wawrinka! rsrsrs

    1. José Nilton Dalcim

      Não, Fernando. A previsão é de chuva amanhã o dia todo: weather.com/pt-BR/clima/horaria/l/FRXX0076:1:FR

  4. Fernando C.

    Dalcim.

    Você acha que a questão da suspensão da rodada por chuva pode atrapalhar consideravelmente Djoko? Você vê prejuízo que pode comprometer a caminhada ao título?

  5. Fonseca

    Xiiiiiii… Essa mudança de programação pode ser mais uma pulga atrás da orelha na busca do sérvio pelo cobiçado troféu parisiense…. Ano passada aquela partida em dois dias com certeza ajudou na derrota (em que pese a atuação fantástica do Wawrinka). Não pelo cansaço, mas no ajuste mental que teve fazer em sua preparação exata até o último milímetro para chegar na final…

  6. Marcus

    Quem diria que Richard Gasquet, dono da esquerda mais bela do circuito (embora a mais potente, funda e avassaladora na paralela seja do Stan), seria o grande destaque da primeira semana de Roland Garros. Jogou muito bem contra Nishikori. Seu posicionamento de jogo, bem atrás da linha de base, tem casado muito bem com o peso da quadra úmida de Paris, o que permite o tempo adequado de preparação para o seu lindo backhand. Ganhar o torneio já seria pedir demais, mas sem dúvida é o tenista que está jogando melhor, encarou até agora 3 adversários complicados, foi bem testado e passou voando por todo mundo. O momento é dele. Murray que se cuide. O escocês é o favorito, mas quando um tenista do talento de Gasquet está num momento inspirado, com a quadra na velocidade ideal pra destilar seus golpes, tudo pode acontecer.

    Em falar em esquerda, a do Wawrinka segue apavorando os adversários e todo o mundo com incríveis números de winners de backhand em pleno saibro lento e úmido. A ofensividade suíça segue viva no torneio. Se seguir nessa batida provavelmente tenha uma vaga na grande final.

  7. Realista

    Decepcionante esse torneio…não tem uma quadra coberta…realmente está muito abaixo dos outros três em relação a estrutura…além de não ser tão prazeroso de se assistir como são os outros.

    1. Lola

      Eu ia comentar exatamente isso, torneio pobrinho, sem luz e cobertura. O Ao dá show nesse sentido, super infra. Deviam aprender com os australianos.
      Mas é tudo pela tradição, que se danem os atletas.

    2. SOARES

      Concordo com vc Realista,Roland Garros o Grand Slam mais chato de todos,estrutura fraca,saibro o piso mais sem graça para se ver jogos,frescura essa de tradição de iluminação só natural(Wimbledon também é assim mas ao menos a quadra central tem iluminação artificial além de ser coberta) e Roland Garros por ai vai de maior a pior ………….

  8. Realista

    Rodrigo eu me refiro ao ano de 2009 exclusivamente, um ano em que Nadal jogou abaixo em vários torneios, não me refiro a década, esse ano ele jogou abaixo sim, levou um slam nas costas do Federer, final muito boa entre os dois, mas depois disso…

    1. Sergio Ribeiro

      Rapaz , você nao e’ apenas um Fake mal informado. Desfila numa linha tênue entre o Fanatismo por Novak e o enorme Recalque por Roger Federer. Neste ano de 2009 em que o rapaz afirma que Rafa Nadal nao foi bem, o Espanhol fez OITO FINAIS , vencendo CINCO ( 1 SLAM , 3 MASTERS , 1 ATP 500 ) , terminou a Temporada como N 2 a apenas perto de 1000 pontos atras do N 1 que fez apenas 5 FINAIS, mas venceu um SLAM a mais , exatamente Rolanga. Novak foi o N 3. O fato nao e’ somente passar recibo. E’ demonstrar total falta de compromisso com os Fatos. Abs!

      1. Realista

        Cara, entenda…ano de 2009, Federer e Nadal dominavam o mundo do tênis, o Djokovic era coadjuvante, tinha apenas um slam e só foi voltar a vencer outro em 2011. Nadal e Federer dominavam TODOS os torneios, jogando mal ou bem, chegavam lá ou venciam torneios sem apresentar seu melhor tênis, o que também acontece com Novak hoje, a excessão em 2009 foi um Del potro e um Soderling mas mesmo assim Federer terminou n1 e Nadal n2, tamanho o domínio dos dois. Veja qualquer vídeo de Nadal em 2009 pós rolanga e depois compare com Nadal em 2010, eu te digo…é OUTRO jogador, mas esses caras são muio diferenciados, olha o Federer hoje em dia em decadência e não sai do TOP 5, teve cara em 2009 dizendo que Nadal estava em decadência, sendo que jogando mal ele terminou número 2 tamanha a diferença por resto do circuito na época, incluindo Djokovic que só veio chegar ao seu auge em 2011 como você bem sabe.

        1. Sergio Ribeiro

          Equivocado de novo, Cara. Novak Djokovic foi simplesmente a DEZ FINAIS em 2009. Abocanhou 5 Titulos e terminou como N 3 , colado em Rafa Nadal. Vascilou no USOPEN permitindo que DelPotro e’ que fizesse a Final com Federer. E vencesse. Sem essa de domínio absoluto da Fedal. Você nao ganha nada deturpando os Fatos. E nem tentando diminuir o Suíço que fez as quatro Finais dos SLAM, e com os mesmos 29 que o Servio possui hoje. Na boa, se liga. Abs!

          1. Realista

            Djokovic fez uma temporada respeitável, o que quero dizer é que mesmo assim Federer e Nadal dominavam o tênis, você mesmo acabou de dizer que Djokovic chegou em 10 finais, nem isso foi suficiente pra passar os dois na época, eu acompanhei toda a temporada e pra mim Nadal jogou bem abaixo de 2010. Não estou desmerecendo o Federer que também teve seus méritos e fechou como n1 merecidamente, o que eu questiono é a forma em que o Nadal estava, tem gente dizendo que o rapaz estava no auge técnico, claro que também não estava em decadência ou algo do tipo, simplesmente achei que jogou menos e voltou muito forte em 2010. Um exemplo disso foi a derrota estranha que sofreu pro Soderling em RG 09, voltaram a se enfrentar um ano depois no mesmo torneio, e o que aconteceu? Título fácil pro espanhol, que dominou a final e não lembrava nem um pouco o jogador que havia perdido um ano antes.

  9. Rafael Medeiros

    Vou torcer pro improvável menino maravilha Gasquet levar o torneio. Seria épico, e dos mais improváveis.

    Torcida à parte, apostaria meus dólares em Djoko com tranquilidade. Acho que ele voar até o título desta vez, sem encontrar resistência que o tire do eixo. E teremos mais um multi-campeão de slams, provando que essa façanha é muito mais fácil de ser alcançada nos dias atuais do que há duas décadas atrás.

  10. Renato Toniol

    Dalcim, sobre o Jamie Murray, o que falar daquele forehand, hein?
    O cara tem esse golpe muito limitado, ele apenas da um tapa de gato, e já corre para a rede. Se ficar no fundo com aquele golpe, ele sofre muito.
    O que você acha desse golpe dele?

    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, não é espetacular, mas a preparação curta é boa para devoluções. Na dupla, se encaixa.

  11. sandra

    Como é feita a escolha das Tvs para transmissão de Roland Garros, a Globo e a Espn não entraram para a disputa? ou elas não quiseram entrar?

    1. José Nilton Dalcim

      Tem de pagar, e caro. Existe concorrência, claro. Band ganhou porque ofereceu a aberta também.

  12. Ricardo Pacheco

    Penso que quando o torneio começa a se afunilar, as possibilidades de surpresas são menores. Nesses momentos valem a experiência, a técnica e o “sangue frio”, características próprias de quem já tem o “couro curtido”. Acho que a final será entre Djoko e Murray ou Wawrinka. o que pensa, Dalcim? Estou na torcida pelo Djoko.
    Riardo

  13. Pieter

    Dalcim, fui surpreendido ao ler que o Orlando Luz está disputando a chave juvenil de RG. Como assim? O que um jogador com 18 anos completos, promissor como ele, que afirmou que faria a transição para o profissionalismo este ano, está fazendo na chave juvenil? Vai encarar na próxima rodada o canadense Felix Auger Aliassime, de tenros 15 anos mas com um ranking melhor que o do brasileiro, arriscando-se a uma derrota constrangedora na 2a rodada e a perder ainda mais a sua confiança… confesso que não entendi essa decisão…

    1. José Nilton Dalcim

      Provavelmente, Orlando preferiu recomeçar sua temporada após a cirurgia no septo no juvenil de Roland Garros para pegar ritmo de competição. E certamente porque tem o sonho de encerrar sua carreira juvenil no ápice.

  14. Fernando C.

    Hoje é o dia da eliminação de Djoko. Um dia a menos de descanso, resultante do cancelamento da rodada por conta da chuva, significará a falta de gás necessária no final das contas.

      1. Fernando C.

        hahaha! Esse Roland Garros não termina mais.
        Atrasando tudo assim vai ficar difícil ter final no domingo, fica não, Dalcim?

      2. Arthur

        Nesse caso, Dalcim, como é que faz? Se ficar chovendo direto até quinta, por exemplo? Vão atrasar a programação para entrar numa hipotética “terceira semana”?

        Um abraço.

        1. José Nilton Dalcim

          Está previsto chuva também na terça o dia todo, mas para na quarta. Eles evitarão ao máximo adiar a final para segunda-feira, há muitos compromissos envolvidos.

  15. Luiz Fernando

    Não vi nenhum jogo do Gasquet no torneio, mas todos os programas q abordam os detalhes do torneio tem enfatizado q ele está jogando em alto nível. Porém, mesmo nesse patamar, não apostaria nele contra Murray, q me parece ser mais completo do q o tenista da casa em praticamente todos os aspectos. Fica a ressalva exposta pelo Marcelo Meyer ontem na ESPN, de que com toda a torcida contra, o escoes pode sentir, mas mesmo isso acho improvável. Também não vejo como o Vitrolas e o Bautista possam incomodar Wawrinka (parece q RG2016 será o torneio q jogará bem no ano) e Djoko, respectivamente.

    1. Sergio Ribeiro

      Marcelo Meyer nao deve ter assistido a Copa Davis de 2014,2015. Destaque para os tres pontos marcados pelo Britânico em pleno USA em 2014, e a FINAL de 2015, em que os Belgas optaram pelo Saibro e Murray desconheceu o Piso e a enorme Torcida. Abs!

  16. Arthur

    Dalcim

    Tudo bem que o Stan voltou a ser aquele jogador inconstante que tanto nos irrita às vezes no segundo set, mas esse Troicki é um osso duro de roer. Sinceramente, fiquei sem entender como ele não tem um ranking mais elevado, considerando o seu padrão de jogo.
    Quanto a Raonic e Nishikori, detesto fazer o papel de chato, mas…CQD. Essa “nova geração” vai acabar antes de sequer acontecer.
    Da novíssima geração, espero apenas que o Kyrgios mantenha a cabeça no lugar. Thiem e Zverev, pra mim, já estão muito bem encaminhados. É apenas questão de tempo até explodirem no circuito.

    Um abraço.

  17. Maurício

    E o que falar do Bruno Soares, hein? Perder o jogo para dois tiozinhos com umas panças invejáveis…

    1. José Nilton Dalcim

      Vi todo o jogo, Paes jogou absurdamente bem. Murray parece mesmo pouco à vontade no saibro lento.

  18. AURÉLIO NR.

    Prezado Dalcim e amigos.
    Essa história de que o Gasquet está jogando muito eu já vi dizerem com o Berdich em muitos torneios. O sonho de um francês ganhar Roland Garros termina contra o Murray. O campeão será Wawrinka ou Djokovic. A zebra só se for o Thiem ou Gulbis.
    Abraços.
    AURÉLIO NR.

  19. Rubens Leme

    Para ser campeão, Gasquet terá que passar pelo Murray (cabeça 2), provavelmente Wawrinka (cabeça 3) e Djokovic (cabeça 1). Isso nunca aconteceu em RG, na Era Moderna. Apenas 3 vezes o número 1 e 2 caíram na fase final.

    A primeira vez foi no segundo título de Wilander, em 1985, quando derrotou McEnroe (1), na semi e Lendl (2), na final.

    Depois, em 1993, Sergi Bruguera (curiosamente, o atual técnico de Gasquet) ganhou de Pete Sampras (1), nas quartas e de Jim Courier (2), na final.

    E, para fechar a lista, Wawrinka, no ano passado, quando tirou Federer (2), nas quartas e Novak (1), na final.

    Ou seja, para quebrar o tabu de 33 anos, terá que fazer algo inédito.

  20. Bruno Maciel

    Dalcim, sempre me perguntei porque os tenistas não puderem ser assessorados pelos treinadores durante os jogos. Nunca entendi isso. Pra mim, não faz o menor sentido. É na hora do jogo que o técnico faz a diferença. Foi exatamente o que aconteceu com Gasquet, como ele mesmo disse. Na Davis pode, por que não nos demais torneios?! Ampliaria as possibilidades para os jogadores e até para o público com uma possível mudança de panorama.

    1. José Nilton Dalcim

      Olha, Maciel, a questão é que isso daria ainda maior vantagem aos tenistas com maiores recursos, porque os que não possuem dificilmente levam treinador a todos os jogos e campeonatos. Acho bem razoável isso.

      1. Luiz Fabriciano

        Dalcim, visto por esse ponto, concordo com você.
        Mas, acredito que a participação do treinador durante o jogo, traria um algo a mais para o espetáculo, dai a necessidade de fazer uma regra que, para o tenista sem treinador, o seu adversário ficasse impossibilitado de usar esse recurso.

  21. Jean Brito

    Estou torcendo como nunca pro Nole ganhar seu primeiro RG. Stan está jogando demais, não sei se o Djoko venceria numa possível final.

    Go Nolee

  22. Chetnik

    Grande jogo do Gasquet. Fez tudo bem. Espero que dê uma canseira no Murray rs. Sobre o Nishikori, marreteiro sem plano B. Pior é ler aqui que ele tem um “vasto arsenal”. O que dizer de um cara que é freguês 2-7 do GASQUET!? kKKKK.

    Falam da chave do Djoko, mas essa do Wawrinka é uma piada. Agora pega o poderoso Ramos. Mas vai saber, ele gosta de bater em suíço rs.

    1. Sergio Ribeiro

      O Samurai MARRETEIRO ? Na boa, se liga Chatonik. Você entende tanto de Tenis, quanto eu de bola de Gude( nem sei se você ja’ ouviu falar) kkkkkkkAbs!

      1. Chetnik

        Me fala do “vasto arsenal” dele. E do plano B que ele utiliza quando a tática de fechar o olho e meter a mão de direita e de esquerda não funciona.

      2. JOSE EDUARDO PESSANHA

        Marreteiro é um jogador de fundo de quadra, com excelente saque e, muitas vezes, movimentação limitada devido à altura. E com um repertório praticamente limitado a pancadas de fundo, com poucas subidas à rede. Isso é um marreteiro, na minha opinião. O Japa não é marreteiro. Rs. Berdych, Del Potro e Cilic são.

        1. Chetnik

          Pessanha, me fala qual o repertório do japa, além de pancada de fundo de quadra, de direita e de esquerda? Tem zero variação, não sabe o que é um slice e tem um dos piores jogos de rede que eu já vi num top 10 – deu uma melhorada, antes era inexistente, agora é só bem ruim.

          Outra coisa, assim como o Berdych, o cara não tem NENHUM plano B. Quando os golpes potentes de fundo de quadra não funcionam, ele vira uma máquina de erro não forçado e é varrido de quadra. Assim como foi ontem.

          Acho meio arbitrário dizer que marreteiro é quem tem um grande saque e movimentação limitada. Para mim marreteiro é quem só sabe dar pancada do fundo de quadra. Você pode argumentar que a bola do Berdych é mais pesada do que a do Nishikori, mas eu acho que o Berdych ainda tem mais arsenal e mais variação do que o Nishikori.

          Entendi teu raciocínio, mas não concordo.

      3. Carlos Henrique

        É óbvio ululante que o japonês é marreteiro. Além de um sólido jogo de base (forehand e backhand excelentes, diga-se) e raros dropshots, não existe mais nada ali. Não tem serviço contundente, jogo de rede fraco, quase nunca usa slice.

        1. Sergio Ribeiro

          E’ questão de ponto de vista, caro Carlos Henrique. Soderling, Cilic e Berdych , a meu ver, sao exemplos de grandes Marreteiros de Fundo de Quadra e com um Serviço bem superior ao Samuray. Este e’ muito mais criativo e com jogo de pernas e devoluções superiores aos citados. Em 10 venceu 7 de Cilic e em 6 venceu 5 de Berdych . Iria muto mais longe , se também nao tivesse tantas lesões . Para desespero de seu treinador Michael Chang, nao consegue melhoria no Serviço. Abs!

  23. lEvI sIlvA

    Caro Dalcim, foi bem isso mesmo. Um verdadeiro show o que Gasquet fez e logo contra Nishikori! (E olha que o japonês nem atuou mal!) Daí, vem a pergunta que a cada dia fica mais difícil de responder. O francês está a dias de fazer 30 anos e é apenas mais um dos muitos tenistas que parecem atingir seus melhores e maiores resultados bem mais tarde. Sendo assim, como os jovens talentos podem galgar seu espaço? Tal possibilidade tem se mostrado cada vez mais remota! Abraço!

  24. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim,

    Como é o tênis… Quem diria que o Gulbis passaria da primeira semana, e o Nadal não? Estou na torcida (rs).

    E pior é que o “sumido” letão tem uma chance de ouro de atingir as quartas-de-final.

    Apesar de respeitar a inteligência e a noção tática do Goffin (um Gilles Simon melhorado), ele não chega a assustar caso o Ernests imponha o seu peso de bola e seu saque…

    Eu acho que Gulbis vencerá em 4 sets. Quem vc acha que leva?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que está mais para o Goffin, porque está tudo lento em Paris, Rodrigo. Mas não me surpreenderia com o Gulbis, não.

      1. Sergio Ribeiro

        Assino em baixo, Dalcim. Gulbis vai precisar estar muito inspirado para vencer o Limitado.Abs!

    2. Carlos Henrique

      Como o belga é uma versão melhorada do francês se o segundo é mais jogador? Goffin é superestimado.

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