Bellucci aparecerá pela 164ª vez no top 50
Por José Nilton Dalcim
23 de maio de 2015 às 21:15

É natural que o torcedor brasileiro, que preza títulos mais do que qualquer coisa, sinta tanta saudade de Gustavo Kuerten e faça a inevitável comparação entre o catarinense fora de série com os demais batalhadores que vieram a partir de 1997. Mas eu tenho repetido aqui a injustiça de não se valorizar a carreira de Thomaz Bellucci, ainda longe de terminar.

Ao conquistar neste sábado seu quarto ATP fora do Brasil, algo só superado por Guga, ele também garantiu o retorno ao top 50 do ranking. Nesta segunda-feira, aparecerá pela 164ª vez na prestigiosa lista, o que não é pouca coisa. Aliás, será também a 142ª entre os 40 mais bem colocados, das quais 41 semanas foram do 30º para baixo.

A primeira vez que Thomaz figurou entre os 50 foi em outubro de 2009. Tinha então apenas 22 anos. Iniciou ali uma escalada contínua, que o levou primeiramente ao 28º posto em fevereiro de 2010, 26º em maio, 24º em junho, 22º em julho e por fim seu ápice, o 21º, por apenas uma semana, no dia 26 de julho.

Bellucci se manteve muito bem até maio da temporada seguinte, repetindo o 22º posto no dia 9 desse mês, após a incrível campanha em Madri. Isso permitiu que ele permanecesse no top 50 até defender esses pontos, em maio de 2012, quando então caiu para 69º.

Vejam bem. Estamos falando em dois anos e sete meses contínuos ocupando a faixa dos top 50. E em apenas oito dessas semanas todas ele esteve fora da faixa dos 40 primeiros. Na verdade, contam-se exatas 38 semanas entre os top 30.

Em julho ainda de 2012, ele já voltaria ao grupo dos 50 mais bem classificados. Foram mais 11 meses assim, com novas 33 semanas entre os top 40. Um ano depois, em julho de 2013, iniciou uma queda vertiginosa, que o fez bater no 168º posto em outubro. Demorou. Por fim, em junho do ano passado, retornou com firmeza ao top 100, com uma passagem relâmpago no top 50 de uma semana, em outubro.

Fernando Meligeni, que serve de importante parâmetro já que era um canhoto de muito empenho, especialista em saibro e com três ATPs no currículo, somou 68 semanas no top 50 no total. Apareceu pela primeira vez nessa faixa em junho de 1998, já aos 28 anos. Ficou 16 semanas até obter a notável semi em Roland Garros, que o levaria ao top 30, onde ficou por 44 listas, com ápice de 25º colocado. Após defender os pontos de Paris, no entanto, jamais reingressou no top 50, tendo chegado no máximo a 55º.

Luiz Mattar é o segundo brasileiro na lista de ATPs, com sete troféus em 11 finais. Furou o top 50 em novembro de 1987, aos 24 anos, e teve o mérito de somar 160 semanas no top 50, sendo 40 delas entre os 40 mais bem classificados, entre várias ascensões e quedas. No entanto, figurou uma única vez no top 30, como 29º, em maio de 1989.

Em termos do tênis atual, existem quatro jogadores que figuram hoje entre os 25 primeiros do ranking e de faixa etária semelhante que têm bem menos troféus de ATP que o canhoto paulista: Roberto Bautista, Kevin Anderson, David Goffin e Leo Mayer. O ex-top 20 Fabio Fognini também.

Então por que menosprezarmos Bellucci? Ele não é consistente, perde jogos bobos, comete erros absurdos. Ok. E por acaso isso também não acontece com Pablo Cuevas ou Ernests Gulbis? Ou Fernando Verdasco e Richard Gasquet? Acontece com mais frequência do que se pensa. É só assistir aos torneios todos os dias.

Mas também não se pode dormir sobre os louros. Descontados os pontos do ano passado, Bellucci começa Roland Garros como 39º e seria extremamente importante confirmar o favoritismo sobre Marinko Matosevic para somar 45 pontos e não correr qualquer risco de queda acentuada. Só a partir de setembro o brasileiro terá pontos mais pesados a repetir. É hora de aproveitar a ótima fase.

Dado interessante, Bellucci aparece neste momento no 26º lugar no ranking que só considera os pontos marcados na temporada. Com esses 675 pontos assegurados, ele encerrará o ano pelo menos entre os 75 primeiros, o que lhe garante entrada no US Open e na Austrália, nos Masters americanos e quem sabe até em Xangai e Paris.

Com os 80 mil euros de premiação em Genebra, seu ganho oficial acumulado na carreira beira os US$ 3,7 milhões. Além de ser a segunda melhor marca de qualquer brasileiro, é mais do que o sueco Bjorn Borg totalizou (sem a devida atualização, claro). Bellucci já figura entre os 180 milionários do tênis profissional.

Nova e velha gerações
Dos 128 jogadores masculinos que começam o torneio, apenas 7 têm 19 anos ou menos, mas isso é a maior marca do torneio desde 2007. O mais jovem é o americano Frances Tiafoe, de 17. O único cabeça de chave com menos de 21 anos será o australiano Nick Kyrgios, 20.

Há também sete participantes com ranking inferior ao 200º posto, entre eles Christian Lindell. O maior feito é do local Stephane Robert, atual 550º aos 35 anos, que furou o quali (em cima de André Ghem). Radek Stepanek é o mais velho de todos, com 36 anos. O mais velho campeão da Era Profissional em Paris foi Andrés Gimeno, com 34 anos e 306 dias, em 1972.

Números
– Nadal tem a incrível marca de 89 vitórias e apenas uma derrota em partidas sobre o saibro disputadas no formato melhor de cinco sets (inclui também Copa Davis e as antigas finais de Masters).
– Djokovic ameaça outra estatística de Nadal: o espanhol tem 191 vitórias em nível Grand Slam, apenas quatro a mais que o sérvio.
– Ao entrar em quadra neste domingo, Federer atingirá 64 Slam disputados, seis atrás do recordista Fabrice Santoro. O suíço lidera em Slam consecutivos: 62
– No dia em que Orlando Luz irá assumir a liderança do ranking juvenil, é bom lembrar que apenas dois campeões júniores de Roland Garros também ganharam o Aberto: Wilander e Lendl. Dos que estão no torneio deste ano, destaque para Wawrinka e Monfils.


Comentários
  1. Chetnik

    Esse dado do Nadal em partidas no saibro em melhor de 5 é a coisa mais monstruosa do tênis. É muito absurdo.

    Nadal só tem 4 vitórias a mais do que o Djokovic em GS…com dois anos a mais de circuito e 6 títulos a mais. Só mostra como o Djokovic é muito mais regular.

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    1. Igor Menezes

      Permita-me considerar uma questão, Chetnik. Nadal não disputou um bocado de Slams ao longo de sua carreira, o que contrabalança o tempo a mais que tem de circuito. Um indicativo mais justo pra checar uma regularidade em Slams, seria pegar o número de vitórias e dividir pelo número de Slams disputados!

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      1. Alice

        Foi exatamente isso que pensei Igor…e eu fui lá fazer alguns cálculos (haha)..e segue abaixo a média de cada integrante do Big Four:
        Jogador – Média de partidas ganhas por Grand Slam disputado!
        Nadal – 4,78 partidas
        Djokovic – 4,56 partidas
        Federer – 4,41 partidas
        Murray – 3,89 partidas

        😀

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  2. Chetnik

    Isso só mostra como é infundada aquela choradeira sobre a “baixa” premiação para os tenistas não top. Quase 4 KK USD não tá bom para alguém do nível do Bellucci? O Feijão já ganhou quase 1 KK USD. Não tá bom? E ainda vão ganhar mais.

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  3. Dianny

    A carreira de Belucci, de fato, é exitosa.
    Para subir além do top 20, tem que aprender a volear. O brasileiro, nesse quesito, parece iniciante.
    Poderia fazer algumas aulas com a dupla Melo e Soares.
    Eu penso que a arrancada do brasileiro nas últimas semanas se deve ao retorno do técnico. Há uma confiança recíproca – “criador-criatura”. O que acha Dalcim?

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  4. Hugo

    Sempre afirmei que determinados jogadores eram fracos mentalmente, citando exatamente Gasquet, Verdasco, Gulbis, Bellucci e até Murray. São jogadores com enorme talento, mas que jogam abaixo do que se espera deles. Espero que Bellucci consiga manter o padrão mental e físico que demonstrou nos últimos jogos, sem reclamar, jogar raquete, demonstrar negatividade e falta de vontade para ele e para o adversário. Se ele manter essa postura não será mais vaiado e sim aplaudido, mesmo perdendo, o que ocorreu com o Feijão.

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  5. lEvI sIlvA

    Dalcim, eu nunca menosprezei Thomaz Bellucci, pois nunca o comparei ao Guga. Algo que me soaria um tanto descabido e injusto na minha opinião. Muitas pessoas me parece, o tinham como um “novo Guga”, eu não. Creio que os maus resultados, após boas campanhas, ou mesmo jogos equilibrados com os tops funcionaram qual balde água fria nas expectativas de alguns, ou grande maioria.
    A personalidade do Thomaz é o avesso do Guga, introvertido, não dado a sorrisos e pouco falante se comparado. Ainda penso que ele disse coisas desnecessárias as vezes, como por exemplo, ao afirmar que não havia técnicos pra ele no Brasil, ou algo assim.
    Ou seja, embora fosse o Top brasileiro no mundo do tênis, não achava que se portava com maturidade. Outra coisa que sempre me incomodou, foi a constante troca de técnico, apesar de vermos mais de uma vez, era sua postura em quadra e a afobação que o levou muitas vezes a derrota.
    Pra encerrar, lembro com muita alegria do jogo contra Ferrer em Monaco, acho que em 2012. Ele fez o que bem quis com o espanhol, winner de tudo que é jeito e contra um adversário que costuma vender caro e complicar cada jogo no saibro contra qualquer um.
    Seria pedir demais que ele jogasse com a mesma garra e intensidade sempre? Veja só, sabemos que não iria ganhar sempre. Pois há dias e dias e jogos e jogos, não é mesmo?
    Eu só não consigo me entusiasmar muito com ele, mas não nego seu valor e nem suas conquistas. Só penso, que elas poderiam ser mais frequentes caso ele mesmo oscilasse menos. Mas enfim, Bellucci é o que é.
    Espero de coração que tudo isso seja apenas coisa do passado!

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  6. Leonardo Carvalho

    Parabéns ao Bellucci que, cada vez, mais vai aumentando a sua importância na história do tênis brasileiro. Parte da torcida brasileira, na qual reconheço que me incluo, por vezes é muito dura com ele, talvez por acreditar que ele pode mais em alguns momentos, mas de qualquer forma é importante reconhecer a bela carreira que ele tem.

    Dalcim, a repeito do Orlandinho, se você puder comentar gostaria de um esclarecimento sobre como funciona a transição do juvenil para o profissional no que diz respeito à pontuação no ranking. Foi noticiado que ele agora é o número 1 juvenil, desbancando Rublev, e nota-se que o russo tem jogado mais torneios (ou somente) no profissional nas últimas semanas e com isso dando grandes saltos no ranking, enquanto que o brasileiro jogou apenas dois futures e dois challengers. Por que o Orlandinho tem optado por seguir jogando mais no juvenil em vez de tentar convites para disputar o quali de torneios no profissional?

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    1. José Nilton Dalcim

      Até acredito que ele esteja pedindo convites, mas concordo com você que não é mais hora de jogar juvenil. Ser líder do ranking é legal, bom para o marketing e a confiança, mas o deixa anos-luz (sem trocadilho) do pessoal de sua geração, que já está jogando torneios maiores e subindo rapidamente no ranking.

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  7. Marquinhos

    Apesar da péssima partida em Roma(perdeu pra ele mesmo) o mestre está subindo de nível na hora certa. Repito: se Federer for pra final nada poderá impedi-lo de conquistar o 18, só ele mesmo.

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  8. Gustavo M.

    Dalcim, gostaria de destacar alguns pontos que me vieram à cabeça nesse sábado.
    Primeiramente, concordo com tudo dito com relação ao Bellucci. Além disso, gostaria de destacar que estou muito contente com a postura mental dele, como muitos disseram aqui. Eles vem se recuperando muito bem de momentos de baixa, como aquele logo após ter sacado em 5/4 40-0. Entretanto, um momento que me chamou atenção, em especial, foi a atitude dele após a dura derrota sofrida em Miami, em que teve diante de uma situação idêntica, mas saiu derrotado no set e no jogo. Dali em diante, seria normal esperar um Thomaz cabisbaixo, sem confiança, porém a temporada de saibro europeu, independentemente de RG, já foi um sucesso.
    O segundo ponto se refere ao próprio Bellucci também. Não o intriga o fato de um jogador tido como promessa, como é o caso do Thiem, ter vencido seu primeiro ATP aos 21, tal como o brasileiro, em Gstaad/09? Em vários momentos, vc já destacou que a nova geração está demorando mais para deslanchar, mas eu já vejo essa letargia como um sinal de que não há mesmo grandes nomes por vir nessa faixa de idade. Quando Bellucci venceu seu primeiro ATP, ele não ostentava o status de promessa do austríaco, falta de status esta que, de fato, se confirmou na prática e o brasileiro apenas frequentou a faixa do 30 primeiros. Será que podemos esperar muito dessa geração que vem aí ou Thiems, Veselys e Pouilles serão novos Belluccis? (com todo respeito a todos esses nomes)

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    1. José Nilton Dalcim

      Teremos de aguardar para obter essa resposta, Gustavo. Eu já tinha até desencanado do Thiem, mas agora vejo que ele voltou a progredir. Fico feliz. Como cada pessoa é diferente da outra, difícil avaliar o que passa em termos de pressão, compromisso, metas em cada caso. Talento esse pessoal jovem tem, mas sabemos que talento é uma parte cada vez menos importante no esporte profissional de hoje.

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  9. Marcelo-Jacacity

    Grande Dalcim, Parabéns!

    Você me convenceu, Bellucci é subestimado. Tens razão, ele é um bom jogador e os números comprovam.
    O problema é que oscila demais, isso faz com que eu e muitos torcedores saiam do sério com o brasileiro.

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    1. José Nilton Dalcim

      Claro, eu também saio do sério com ele… rsrs… Acho que isso acontece porque sabemos que ele tem muito potencial para ficar entre os melhores. Abs!

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  10. Leandro Ferreira

    Parabéns José Nilton pelos comentários sobre o thomas belucci…é isso mesmo nao teremos um guga tão cedo, mas o thomas é um grande jogador. Precisamos de jornalistas como vc, que demonstra sem ser passional a verdadeira realidade do tenis.

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  11. Carlos Lira

    Dalcim, o afastamento do árbitro brasileiro Carlos Bernardes dos jogos de Nadal foi confirmado? Li em outro site que isto estaria acontecendo. Como você vê este possível afastamento?

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    1. José Nilton Dalcim

      Total especulação. Não há informação oficial sobre isso. Acho no entanto que ninguém sai ferido. Nadal não precisa do Bernardes, muito menos o Bernardes precisa do Nadal.

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  12. Implicante

    O Federer tem 62 vitórias em Roland Garros contra 66 do Rafa. Vai ser bizarro ver o suiço ultrapassando essa marca, plenamente possível ainda neste ano ou com ceretza no ano que vem.

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    1. Alice

      Pra quem tem 6 participações a mais em Roland Garros e é considerado o melhor da história por muitos, acho que podeira até ter mais né.. haha…mas com certeza já estou satisfeita com os 62 do Federer…afinal conseguir a segunda maior marca já é muita coisa….”

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  13. kelvio lourenço

    Mestre Dalcim voce acredita que bellucci pode fazer uma boa campanha em roland garros 2015? geralmente tenistas que vencem em nice e agora genebra uma semana antes dos majors não conseguem boas campanhas em roland garros.Mestre Dalcim moro em tianguá no Ceará e jogo tênis há dois anos e recomendo pois melhorei o meu físico e o meu mental.Mestre Dalcim abraços dos seus admiradores aqui de Tianguá no Cearà.

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    1. José Nilton Dalcim

      Ceará é o lugar onde sonho morar algum dia, Kelvio. Abraço a todos por aí e muito legal saber que você está na quadra. O tênis é um esporte fantástico para corpo e mente (nem tanto para o bolso… rsrs). Quanto ao Bellucci, ele não deu sorte. Não é impossível ganhar do Nishikori, mas podia ter ficado numa chave mais promissora. Inegável que Nice ou Genebra são torneios 250 e portanto menores, daí o fato de os torneios preparatórios dessa semana ter pouco peso. Abs!

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  14. Jader

    Olá, Dalcim.

    Tenho uma curiosidade: desses US$ 3,7 milhões, saberias dizer quanto foi o lucro líquido? Ou seja, quanto sobrou descontados os enormes custos de percorrer o circuito, a manutenção da equipe, etc. É possível avaliar quanto ele ganhou de outras fontes como patrocínios e publicidade? Gostaria de saber quanto é o ganho efetivo de um tenista. Li em algum lugar que abaixo do top 100 você paga pra jogar. É verdade?

    Um abraço e parabéns pelo conteúdo de qualidade.

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que um 150 do ranking já consegue guardar algum dinheiro. A premiação é fictícia. Há países que o desconto na fonte é de 35%. Por outro lado, os tenistas de maior ranking têm tudo pago, exceto alimentação e a passagem aérea. Estima-se que um jogador fature de 3 a 5 vezes o valor de sua premiação oficial (somando-se aí contratos de patrocínio e cachês). Tirando o investimento feito e os custos, sobram de 40 a 50%. Abs!

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  15. Alice

    Acabei de ver um recorde do Grand Slam Francês…E já é ‘sábio’ dizer que a campeã no feminino está entre as 16 cabeças de chave! O mais chocante foi saber que aos 15 anos, isso mesmo aos 15 anos Monica Seles chegou a uma semi-final de GS (RG) e no ano seguinte, com então apenas 16 anos…ganhou! É inacreditável..Sempre soube que ele ganhou jovem, mas não tão jovem assim o.O – Hein Dalcim tenho uma pergunta, vejamos você disse que se Nadal chegar as QF ele se garante no TOP10…enfim a minha pergunta é: Até que rodada Serena Williams tem que chegar para pelo menos garantir a ponta da liderança até Wimbledon, pode fazer uma estimativa, se preferir. Bem que Serena não tem muitos pontos a defender em RG e suas adversárias que atualmente disputam pelo segundo lugar do ranking (Sharapova e Halep) precisam defender o título e a final, respectivamente. Em Wimbledon acho que as coisas (pontos a defender) estão quase iguais!

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    1. José Nilton Dalcim

      Você respondeu tudo: não há a menor chance da Serena perder o 1 qualquer que seja sua campanha em Roland Garros. Mesmo no pior dos quadros – ela perder na estreia e a Kvitova ser campeã -, ainda ficaria cerca de 700 pontos na frente.

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    2. José Eduardo Pessanha

      Alice, impediram a Monica Seles de ser a maior tenista de todos os tempos. Ela foi esfaqueada aos 19 anos de idade. Poderia ter ganho mais uns 15 GS, com tranquilidade. Uma pena.

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      1. Alice

        É eu sei da história, mas não acho que ela seria tal grande quanto foi Martina ou Court…essa estão em outra esfera, quase impossível de ser alcançada….Mas não duvido que ela poderia ter alcançado aqueles números que a sua maior adversária (e que saiu ganhando no final das contas) Steffi Graf alcançou… “se” tivesse nada acontecido com ela, posso imaginar facilmente ela com mais de 900 vitórias (claro, poderia chegar a mais de 1000 talvez, mas teria que manter uma qualidade constante assim por muito tempo, o que é difícil até entre as maiores da história)..uns 100 títulos (poderia ter alcançado uns 110, mas ai é aquela história que eu falei antes)…Acho que quando você disse em ser a maior da história talvez se referisse a os GS…que acho que ela alcançaria uns 20 tranquilo, podendo muito bem chegar aos 23, mas creio eu que não alcançaria os 24 de Court. Quanto as semanas de como número 1 do mundo…Não acho que ficaria muito mais do que Graff conseguiu…

        Responder
        1. José Eduardo Pessanha

          Quando ela foi esfaqueada, ela tinha ganho 9 dos últimos 11 GS. Quando eu falei que ela iria ganhar mais 15 GS se nada tivesse ocorrido, eu fui modesto na previsão. Ela seria a maior de todas, com certeza. Abs.

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  16. Carlos Lira

    Dalcim, ainda sobre Bellucci, o que tu achaste da fala de Guga colocando Bellucci como o segundo melhor da história do tênis brasileiro? Eu achei um exagero, mas os números que tu trouxeste o colocam facilmente em terceiro.

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    1. José Nilton Dalcim

      Se o Guga olhar somente para os números do tênis profissional, até pode estar certo. Mas Koch foi muito mais do que isso: semi do US Open, quartas de Roland Garros e Wimbledon, só para falar o mínimo.

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      1. jorge nader

        é amigo mas ai você peca quando certa vez eu te perguntei sobre maria ester bueno. e você tentou dizer que ela ou a época dela seria amadora.
        eu entendo que, o tenista deve ser lembrado pela sua época e não ser posicionado ” à partir de 1970″ pois os recursos eram os mesmos para os atletas da época, como o são hoje para os atletas de hoje.
        isso sem questionar os doppings de hoje.

        Responder
        1. José Nilton Dalcim

          Não entendi sua colocação, Jorge. Ninguém em sã consciência tem qualquer dúvida de que Maria Esther foi a maior tenista brasileira e latino-americana, de qualquer sexo, de todos os tempos.

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  17. Rafael Pereira

    É o que eu sempre digo aos meus amigos, quem estiver entre os 100 melhores do mundo naquilo em que fazem para sobreviver pode atirar as pedras!!!!
    Engraçado é que mesmo assim continuam avacalhando o cara como se pudessem fazer melhor!!
    incoerência típica humana, mais acentuada no Brasil…

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  18. walter alberto

    Caro Zé:
    Acredito que o momento é de maturidade. Tenho filhos pequenos que historicamente patinam no 1o. semestre da escola e deslancham no 2o. Me parece que o Belo está desabrochando da adolescencia esportiva, gerando decisões mais acertadas e melhor fundamentadas. Com 27 para 28 anos, surgem os “tipping points” da carreira. Quem sabe não é agora?? abs

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  19. Carlos Lira

    Grande texto. Muito rico em informações. Por sinal, as informações disponibilizadas pelo Dalcim só reforçam a tese que o instável Bellucci está em um possível TOP 3 brasileiro.

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  20. Reginaldo Pereira

    Dalcim, bom dia.
    Antes de mais nada, parabéns pelo excelente post. Traduz exatamente o que muitos torcedores, como eu, pensam a respeito de Bellucci e o tênis brasileiro. Confesso que sou um crítico ferrenho do paulista porém ontem minha alegria pelo título que ele conquistou (novamente!) na Suíça, trazem à tona uma admiração gigante que tenho por ele, e que há tempos estava “adormecida”. Acho que é o tal fato de prezarmos tanto títulos conforme você mesmo comentou…
    Mas gostaria de lhe perguntar uma coisa: existe alguma estatística de “semanas na liderança do ranking brasileiro”? Conseguimos analisar quem foi nr. 1 do Brasil por mais semanas?
    Abraços e dá-lhe Teliana!!

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  21. Sergio Ribeiro

    Bellucci nao precisou de muito tempo com o treinador que mais o entende, para retornar ao patamar que todos nos esperamos, o de TOP 30 no Ranking Mundial. Com mais paciência nas trocas, aproveitando de maneira mas consistente o Fato de ser Canhoto( como Federer adora esses caras) , e nessa toada se consolidar como o terceiro melhor brasileiro atras apenas de GUGA e THOMAZ KOCK , o que nao e’ pouco. Considero ultrapassada sua postura muito atras da linha, Murray mostrou contra Nadal que e’ possivel sim altera-lá como faz o Samurai, mas aí ja’ e’ pedir demais. Segue a nossa Torcida. Apenas um registro: os Sabichões sempre esquecem que o Suíço em TRÊS jogos contra Monfils em Rolanga , somente cedeu UM Set. Embora o glorioso h2h existe apenas para ser quebrado.Abs!

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  22. Mauricio

    Dalcim mais uma vez excelente seus comentários. Thomaz é sem dúvida um jogador top-30 que ainda pode alcançar voos maiores. Importante ressaltar também que depois desse torneio, Bellucci passa a ter um percentual maior que 50% de vitórias em nível ATP (152-151) além de alcançar a 100ª vitória no saibro.
    Não podemos esquecer das campanhas históricas na Davis, onde nos levou à Vitória sobre a Espanha, e teve jogos memoráveis contra o Isner nos EUA e contra o Youzhny na Rússia.
    Vamos valorizar nosso número 1.

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  23. Fernando Costa

    Caro Dalcim,
    Sempre acreditei que a parceria Bellucci/Zwetsch renderia bons frutos. Afinal João Zwetsch conhece bem o Bellucci e parece saber mexer com algumas coisas na cabeça dele. Talvez ainda tenhamos que esperar um pouco mais para ver se isso se confirma, mas percebi um grande evolução em alguns aspectos do jogo do Bellucci que não acreditava ser possível. Foi bom, por exemplo, perceber como ele tem conseguido manter a cabeça no lugar mesmo após alguns “vacilos”, que antes eram fatais. Ele também está mais paciente na troca de bolas, usando com mais frequência outras opções de jogadas, além dos golpes de fundo, que ainda são, sim, a base do seu jogo. Mas o slice está mais profundo, e as deixadinhas mais oportunas. O saque também está variado. Enfim, uma evolução em vários detalhes, que, somados, tem feito dele um jogador mais sólido.
    O que você acha?
    Fernando.

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    1. José Nilton Dalcim

      O Bellucci tem feito sempre melhorias no seu jogo, o que aliás é essencial para todo bom jogador do circuito. Com o João, ele parece estar escolhendo melhor esses golpes. Mas o que vejo de mais positivo nesta boa fase é o fato de ele parecer bem menos ansioso em quadra, trabalhando melhor os pontos e esperando a hora certa de definir. Abs!

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  24. aki tak

    Bom dia dalcim,
    Num post anterior apostei que beluci ganharia do djokovik no masters 1000 de roma. Agora passa fácil por matosevic e vai passar do nishikori. abraços

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  25. Weverson Pinheiro

    Mestre Dalcim,

    Já temos a solução para acabar com os altos e baixos do Bellucci, manda ele pra suiça! Dos 4 títulos, 3 foram conquistados lá, terra abençoada, terra de gênio.

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  26. Marquinhos

    Vamos ver quanto tempo vai durar o bom Bellucci. Espero que ele não retroceda novamente. Sua condição de ser um dos maiores do Brasil na história só mostra o quanto somos medíocres no esporte por enquanto. O único grande e Guga, o resto não enche nem lingüiça.

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  27. André

    É, dalcim, essa birra de muitos pelo Bellucci não tem sentido. Independente de ranking ou títulos, só o fato de ser um batalhador que trabalha honestamente já deveria ser motivo de admiração, no entendo inventa-se motivo para não torcer pelo brasileiro a todo instante. Na minha opinião o principal motivo é o sucesso, por aqui o sucesso de uns incomoda muito outros. Provavelmente depois de parar será muito elogiado pelas mesmas pessoas que criticam hoje.

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  28. Alice

    Sobre o Bellucci nem tenho muitas palavras, porque ele está em uma fase muito boa para o nível de tênis em que ele compete, se ele conseguir ficar entre os 30 primeiros no final do ano…será Incrível, então que ele faça uma grande campanha em RG, consiga defender os pontos que precisa no final do ano e volte com tudo no ano que vem! Não só para manter o que pode alcançar, mas para melhorar e superar (porque é dessas capacidades que consiste um esporte).

    Mas foi só agora que eu entendi essa estatística do Nadal (89-1) no saibro em jogos melhor de 5 sets! Realmente é extraordinário…Quem o vencer estará quebrando um longo “tabu” que se iniciou desde aquela derrota do Nadal para Soderling na quarta rodada de RG-2009 …Então com certeza alguém não o vence a mais de 40 partidas no piso de saibro em melhor de 5 sets…” – Ah Dalcim gostaria de falar sobre a Serena, você disse no post anterior, que a única dificuldade dela é a Azarenka, e se passar por ela já pode estaria na final…Bem eu discordo acho a chave da Serena muito complicada, li em alguns blogs que seria umas das chaves mais complicadas que ela poderia pegar e “ganhar” em um Grand Slam…e ainda mais na terra batida né…Fico no torcida para que Serena some o máximo de pontos possível em RG e WB… Assim ela iria garantir o número 1 do mundo pelo menos até o Australian Open, é como eu penso que Novak já garantiu sua liderança no ranking até as 205 semanas…” AH e não poderia esquecer de mandar essa #ForçaNadal 😀

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  29. Marcos

    Que o Belucci leia apenas comentarios como o seu, do Guga e Meligeni.
    Nao tem como compara-lo às lendas Guga e Ma Ester, mas ja é brasileiro top 5 da historia e talvez top 2 masculino (mesmo q seja empatado com Mattar e Meligeni).
    Vida longa ao nosso campeão!!!

    Responder
  30. Evandro

    Obrigado Dalcim, por mais um excelente post, quem sabe agora os que desconhecem os feitos do Thomaz pelo tênis brasileiro, consigam começar a valorizar mais os seus feitos, que com certeza, ainda não chegaram ao fim, pode esperar que vem mais por ai.

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  31. Maurício

    Da nova geração, além das quedas decepcionantes no quali do coreano Chung e do Alexander Zverev, chama a atenção o calendário que fez o Andrey Rublev, que é o atual campeão júnior de RG. A organização não deu wild card para ele para a chave principal e parece que daria para o quali, mas como ele foi para a 2a. rodada em Genebra, não pôde disputar o quali e vai ficar sem jogar RG… O lógico seria ele ter aberto mão de Genebra pra poder disputar o quali… Será que como prêmio de consolação a organização vai dar convidá-lo para disputar de novo a chave júnior e tentar o bi?

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  32. Ivan

    Boa noite Dalcim,
    excelente post, como sempre. Estou lendo o livro do Guga, é incrível, recomendaria a todos colegas aqui do blog. Foi muito difícil pra ele chegar onde chegou, talvez até mais ainda porque acreditar na possibilidade de vencer em um esporte tão difícil é o primerio obstáculo para um jovem tenista. Por outro, se os brasileiros que vieram depois do Guga têm por um lado uma fonte de inspiração, têm também a cobrança em dobro quando os resultados não atendem às expectativas que nós brasileiros aprendemos a ter com o Guga. Mesmo sabendo de todas as dificuldades para conseguir apoio para os jovens no tênis, não é fácil para as pessoas verem tenistas como o Bellucci com admiração. Parabéns pela sua iniciativa. Valorizar o que é nosso é muito importante. Boa sorte para todos os brasileiros jogando por nós em Roland Garros!
    Grande abraço!

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  33. Sidney

    Dalcim

    Conheço o Belluci desde a época que ele treinava no clube que frequento (Esperia). Era um garoto tímido e não era o melhor do seu grupo.
    Anos depois, acompanhei alguns jogos in loco (Miami, NY, SP) e em todos ele sofreu derrotas ridículas,, demonstrando ser um jogador desmotivado e que não chamava a torcida.
    Reconheço que ele tem golpes de top 5, seu saque pode ser considerado um dos melhores do circuito. Seu American Twist do lado direito é indefensável, sua direita é mortal, tanto a reta como a com top spin.
    Tem jogo de top 10 co certeza.
    Mas falta alguma coisa….
    Você reparou como ele terminou seu jogo de hoje? 5 x 4 , match point, seu adversário manda uma bola fora, mais de um palmo, ele aponta a marca, se dirige a rede, cumprimenta o adersário, se dirige a cadeira, senta e fica esperando a premiação…
    Nada de emoção…nada de vibração…Parece que acabou de cumprir uma obrigação….Cumpriu o expediente, fez o discurso, pegou o troféu e foi embora…
    Nem um suíço agiria como ele….
    Somos latinos…queremos e precisamos de emoção.
    não era o caso de desenhar um coração e deitar dentro dele..Mas devia externar pelo menos um pouco de emoção, mostrar felicidade..
    Isso não é uma crítica. É somente uma constatação. Gostaria que ele vibrasse mais , fosse mais participativo..Talvez assim ele não demonstrasse a ma má vontade e a falta de entusiasmo que normalmente demonstra em suas derrotas.
    Repito aqui o que uma amiga minha disse depois de vê-lo perder na primeira rodada no Ibirapuera, no começo do ano ¨parece que joga por obrigação¨…
    A verdade é que ele tem jogo de top 5, mas não empolga nem nós nem a si mesmo….

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    1. José Nilton Dalcim

      Discordo um pouco, Sidney. A TV mostrou várias vezes ele vibrando e com uma baita sorriso após a vitória – o lance final foi duvidoso, daí ele ter esperado o juiz confirmar, sem falar que o João Sousa será seu parceiro de duplas, são amigos – e num momento ele ficou olhando para o céu, me pareceu agradecendo o bom momento. Mas não poderemos mesmo esperar nada espetacular dele. Temos de entender que cada pessoa tem seu jeito de extravasar ou não seus sentimentos. Abs!

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  34. Mario

    Otimo texto, muito bem fundamentado e justo! Muitos jornalistas, comentaristas, torcedores brasileiros e inclusive ex-tenistas, deveriam refletir a respeito desses dados, ter humildade e reconhecer as recorrentes criticas superficiais, injustas e falta de reconhecimento a esse grande atleta brasileiro Thomaz Bellucci. É lamantavel toda hora ficarem batendo na mesma tecla sobre o “mental” do Thomaz, como se fosse só ele, mas o tenis é assim, todos os q estao ali, sofrem diariamente nesse aspecto, alguns mais outros menos, mas o Thomaz está longe de ser o pior nisso, pelo contrário, mostra em cada uma dessas mais de uma centena de semanas q ele trabalha muito e supera tudo isso dia após dia, perdendo ou ganhando, mas chegando a esse fantastico historico. Temos q parabenizar esse cara, valorizar o q ele conquista e representa p o tenis brasileiro, parar de jogar pedra porque ele não é um top 10, etc e tal.

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  35. Igor Menezes

    Pra mim, já é indiscutível. Thomaz Bellucci é top 3 da história do tênis masculino brasileiro. Só fica atrás de Guga e Koch. Na minha concepção, apesar da semi de Roland Garros, Thomaz apresenta um carreira muito mais consistente que o fininho. Meligeni teve muita dificuldade pra estar entre os 50 melhores ao longo de sua carreira e, quando o fez, se segurou o máximo que pode em grande parte por causa dos pontos dessa semi de Roland Garros. Thomaz não, vira e mexe está no top 50, poxa, são 164 semanas, que representa mais de 3 anos!! E se você reparar, Mattar e Bellucci ficaram quase o mesmo número de semanas como top 50, mas… com uma distribuição diferente. Sendo que em apenas 25% (40/160), ele esteve no top 40. Então ele é o legítimo jogar de nível top 50, da faixa entre 40 e 50… Já Thomaz ficou 86,6%. (142/164) de suas semanas entre os cinquenta melhores, no top 40, ou seja, sua posição mais costumeira no seleto grupo dos 50 melhores é na faixa entre 30 e 40, o tornando um jogador de nível top 40 até o momento.

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  36. Fernando C.

    Dalcim.

    Acho que o povo ficou foi mal acostumado. Não nasce Guga todos os dias.
    E se quiser ganhar toda hora, escolha um dos 3 (Fed, Djoko, Nadal) rs

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  37. Eduardo

    Aquele Mario Cesar é fogo viu disse que o Brasileiro não fazia mais jogos do Espanhol dito e feito e acabei de ver ele em uma postagem no face com o Espanhol batendo papo mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Nunca mais dúvido deste mineiro!!!!!!!!!

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  38. Paulo A Franke

    Dalcim: obrigado por remar contra a maré e defender a carreira profissional do nosso número um. A pergunta que você faz – então por que menosprezamos Bellucci? – deve ser a mais irrespondível do esporte brasileiro atual. Eu estava no Ibirapuera naquele dia da vaia, fiquei chocado com a surreal falta de respeito com alguém que se esforça ao máximo na sua profissão e quando defende o seu país na Davis.
    Pelo menos valoriza mais ainda o título de hoje em Genebra, conquistado apesar da intensa e ruidosa torcida contra de grande parte dos conterrâneos do Thomaz.

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  39. Henrique Farinha

    Dalcim, ninguém pode duvidar do potencial de Bellucci. Penso, todavia, que ele constantemente se autossabotou com seu comportamento e, sinceramente, acredito que isso atrasou seu desenvolvimento em diversos aspectos. Os pontos que sempre me incomodaram foram: 1) imaturidade, recorrendo demais à opinião extra-quadra para decidir o que fazer; ouviu demais e deixou que interferissem indevidamente na sua carreira; 2) falta de continuidade no trabalho com técnicos; isso tanto é verdadeiro que ele atinge esse resultado e boas perspectivas para o restante da temporada justamente com João Zwetsch, técnico que o levou ao 21o. posto do ranking; se tivesse ficado mais tempo cim Zwetsch, ou mesmo o antecessor, Léo Azevedo, seria provavelmente mais fácil manter a constância e sua evolução; 3) ele é uma figura pública, o tênis e os tenistas precisam de exposição para promoção do esporte, porém ele insistiu muito tempo numa postura totalmente avessa à mídia e aos torcedores, que não foi só ruim para obter mais patrocínios, como também para seu desempenho como atleta, já que formou uma imagem antipática e de introversão que só aumentou a pressão sobre si mesmo quando os resultados não apareceram; ser tímido não é justificativa suficiente para esse comportamento; a imaturidade e o excesso de intervenções do entorno na condução de sua carreira, que também colaboraram para não o deixarem amadurecer como deveria, parecem-me as maiores razões. O que vc acha? Abs!

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    1. José Nilton Dalcim

      Acho que temos também de entender a personalidade de cada um. Bellucci não tem perfil de ídolo. Ele é introvertido, joga para si mesmo. Houve muitos casos assim no circuito, o próprio Sampras, Wilander para ficarmos nos grandes tenistas. Mas concordo que houve muitos tropeços, especialmente essa troca excessiva e constante de treinadores. No entanto, nada disso tira seu potencial e, acima de tudo, seu esforço em melhorar em todos os aspectos. Na minha visão, Bellucci é um tenista para ficar no top 30, quem sabe beliscar um top 20 momentâneo, e colecionar mais alguns bons resultados no circuito. Abs!

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      1. Henrique Farinha

        Concordo. Vejo também que ele está mudando seu comportamento com a mídia. Vc o imaginaria chamar o público para a transmissão do Fox Sports há um tempo atrás? E ainda sorrindo, demonstrando estar até á vontade? São essas pequenas coisas que me mostram que ele está amadurecendo. Espero também que ele passe a controlar mais a sua carreira e dê menos ouvidos a quem está em volta. É muito difícil satisfazer a todos ao mesmo tempo e o circuito sabe o quanto isso atrapalhou o crescimento pessoal dele, impedindo-o de tomar decisões, arcar com as consequências e evoluir com sucessos e fracassos. Abs!

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    2. Alexandre Maciel

      Me desculpe, Henrique, mas quanta besteira no seu comentário. Você quer um pop-star e não um bom tenista. Exigir maturidade de um atleta de 22, 23 anos é um pouco imaturo de sua parte. É fácil perceber que a grande maioria amadurece mesmo após os 25, 26 anos. Alguns, é claro, conseguem antes (gênios), mas não dá pra exigir que todos sejam iguais. Com relação ao comportamento introvertido do Thomaz, não adianta, este é o jeito dele e ponto final, não venha me dizer que você gostaria mais dele se ele sorrisse mais pras câmeras. Forçar ele a ser o que não é seria extremamente prejudicial à sua carreira. Deixe-o ser tímido e introvertido, e vamos curtir o bom momento do tênis brasileiro.

      Abraço a todos…

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      1. Henrique Farinha

        Alexandre, a primeira coisa importante ao comentar é respeitar a opinião alheia, coisa que evidentemente vc não sabe fazer. E ninguém diz que ele não pode ser tímido e extrovertido, mas sim que isso não pôde dominá-lo em quadra e fora dela. Acompanho a carreira de Thomaz Bellucci desde os 13 anos, ou seja, muito tempo antes de vc sequer ter ouvido falar dele. Conheço detalhes que não exponho claramente aqui porque não quero entrar em pormenores da vida dele, porém quem acompanha o circuito sabe muito bem do que se trata. Tenista tem de tomar decisões desde muito cedo em quadra e fora dela e, ou aprende a tomá-las sozinho, ou jamais realizará seu potencial. A timidez pode ser uma característica, porém jamais uma amarra. É disso que se está falando e, se vc tivesse maior atenção à leitura, bem como se acompanhasse mais o esporte e fosse aos torneios juvenis e profissionais, seria mais fácil compreender isso. #ficaadica.

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        1. Alexandre Maciel

          Não lhe faltei com respeito e jamais o faria, não é do meu feitio faltar com respeito a com quem quer que seja. Acompanho o circuito sim. Não acompanho os torneios juvenis por não morar em grandes centros, vc deve morar em um deles, o que certamente facilita o acesso, e eu o invejo por isso. Porém não concordo e nunca vou concordar (acho que tenho esse direito) com seu comentário acerca do comportamento do Thomaz, dizer que a timidez é uma amarra que o domina dentro de quadra, sei lá, talvez nem o psicólogo dele tenha tanta certeza em uma proposição dessas. De qualquer maneira, fica aqui meu pedido de desculpas por qualquer mal entendido. Grande abraço… e torçamos para que o Belucci continue nos propiciando discussões (em cima de suas vitórias de preferência) rsrs…

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          1. Henrique Farinha

            Alexandre, releia o que escreveu, sua primeira frase de seu primeiro comentário. Vc faltou com o respeito, sim. Eu não disse que a timidez é uma amarra, eu disse que não pode ser uma amarra. O grande problema dele é que sempre se escondeu atrás da timidez para não ter de tomar decisões dentro e, principalmente, fora da quadra. Quando disse que o “entorno” o afeta e que ele escuta gente demais interferindo na carreira dele, é exatamente isso. Ele jamais gostou de tomar decisões e isso é incompatível com a carreira num esporte individual. Isso se refletiu na relação ruim dele com a mídia por muito tempo, que acabou se transformando em pressão desnecessária quando os resultados não vieram. Ele trocou demais de técnicos, algo que vem desde o juvenil – chegou a ter 8 técnicos em pouco mais de 2 anos nessa época -, o que, esteja certo, não foi decisão dele. Resumindo: a timidez virou muleta para ele até a idade adulta, o que prejudicou seu amadurecimento. Ele tem de sair dessa e, ao que parece, está saindo. Sua relação com a mídia tem melhorado, ele está mais desenvolto e a decisão de voltar com o Zwetsch foi tomada principalmente por ele, o que é muito bom. Se ele tomar as rédeas das coisas, como tudo indica, a tendência é melhorar. Tímido, ele não pode deixar de ser, é característica, só não pode usar isso para evitar tomar decisões e se expor quando necessário.

  40. Julio Calleja

    Dalcim, dos tenistas em atividade que ganharam Grand Slam tanto no juvenil quanto no profissional, são Federer, Murray, Wawrinka e quem diria Marin Cilic, certo??

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  41. Tomaz Teixeira

    Boa noite, Dalcim. Concordo com tudo o que foi dito sobre o Bellucci. Dizer mais é chover no molhado. Só acho, om todo respeito, que não cabe a comparação do valor total de premiação com Bjorn Borg, mesmo sem a devida atualização. Os prêmios oferecidos atualmente são infinitamente maiores que os da época em que o sueco brilhou nas quadras. Abraço.

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