Antagonismo espanhol
Por José Nilton Dalcim
2 de março de 2015 às 12:01

Os dois foram campeões neste final de semana, mas por incrível que pareça existe uma distância quilométrica entre os feitos e o momento de Rafael Nadal e David Ferrer.

Foi muito bom, claro, ver Rafa voltar aos triunfos depois de quase oito meses de seca, cama e dúvidas. Mas sua campanha sobre o saibro lento de Buenos Aires foi sem brilho. Além de ter feito alguns jogos muito aquém de sua capacidade – o primeiro set contra Arguello e Berlocq e até mesmo a vitória fácil sobre Delbonis mostraram fragilidade -, ele não enfrentou qualquer top 50. Mónaco, bom que se lembre, nem especialista em saibro é.

A bem da verdade, o único jogo de Nadal em 2015 que fez jus a seu currículo espetacular foi a vitória de oitavas de final no Australian Open sobre Kevin Anderson, então 15º do ranking. Nos demais, mesmo vencendo, Rafa não apresentou a qualidade esperada e isso inclui, o que é preocupante, o saibro do Rio e de Buenos Aires, onde ainda foi naturalmente protegido das rodadas diurnas.

Em direção radicalmente oposta, surge o veterano David Ferrer, jogador de técnica bem mais limitada e que também começou 2015 em meio a perguntas sobre sua capacidade de permanecer no top 10 depois que novos nomes pintaram na ponta do ranking.

Mas eis que o valente David, sempre na base da correria, da fuga do backhand e da sagacidade tática, já soma três títulos de considerável peso e uma série de vitórias de gabarito. Venceu Tomas Berdych no piso duro de Doha – onde sobreviveu a três tiebreaks diante do saque de Ivo Karlovic -, tirou Gilles Simon de Melbourne, ganhou no Rio contra Fabio Fognini e se superou em Acapulco em cima da juventude de Bernard Tomic e da boa fase de Kei Nishikori.

Justiça seja feita, Ferrer não é um tenista só de saibro. De seus 24 troféus, 10 vieram no piso sintético – entre eles Paris e Valência – e dois sobre a grama. Gênio? Não. Talento? Nada. Ferrer é um batalhador, que conhece sua limitação e, ao invés de reclamar, forja o jogo em cima dela. Daí vermos como ele comemora cada suado troféu.

Que destino aguarda os dois principais espanhóis da última década? Ferrer é mais fácil prever. Se tiver sorte de fugir dos dois líderes do ranking na quadra dura, pode aprontar. No saibro europeu, estará sempre na lista de favoritos, quem quer que esteja pela frente. Nadal se mantém uma incógnita. A evolução técnica que se esperava não apareceu no saibro, ainda que fisicamente ele esteja recuperado. O saque foi seu maior aliado e talvez seja fator primordial em Indian Wells e Miami.

Tomara que o título dê alívio e confiança para que jogue solto, bola mais profunda e tênis agressivo, porque a distância que mostra hoje em relação a seus maiores concorrentes talvez nunca tenha sido tão expressiva.

O tênis brasileiro, por seu lado, comemorou dois títulos de duplas no mesmo fim de semana. Não se pode dizer que tenha sido uma façanha para Marcelo Melo e o croata Ivan Dodig, que entraram como cabeças 1 e eram mesmo os favoritos. O ponto alto foi derrotar o dueto colombiano e superar o trauma de finais, já que até Acapulco eles tinham perdido juntos cinco de seis decisões. O maior prêmio a Melo, que está jogando seu melhor tênis, é o retorno ao número 3 do ranking. Ou seja, ele é o melhor duplista do mundo, porque os irmãos Bryan são de outro planeta.

A campanha do veterano André Sá fez jus a toda sua vontade, aos 37 anos e incríveis 20 temporadas no circuito profissional. Ele, que tem tido dificuldade para arrumar um parceiro fixo, se entendeu com o canhoto Jarkko Nieminen numa trajetória no saibro argentino marcada por quatro viradas consecutivas. Tremendo feito.

E mais
* Como de hábito, o tênis espanhol soma títulos e mais títulos. Desde janeiro, eles só não foram campeões em três finais de semana.
* Os ‘trintões’ continuam a brilhar em 2015. Federer e Ferrer aumentaram a lista – e Juan Mónaco foi à decisão -, sem falar em todos os seis duplistas que ergueram troféu de campeão.
* Feijão é o novo número 1 do Brasil e isso deve estar confundido a cabeça do time argentino da Copa Davis. Mas esse é assunto para o próximo post.


Comentários
  1. Luigi

    Hahahaha o lógico tem seus momentos. Boa, só que em termos de maratona o Djoker, apesar de magrinho, não vem atrás. Nunca vi ninguém cobrir a quadra da maneira que ele faz. O Rafa realmente esta jogando muito abaixo do que já jogou e a distância com os outros vai ficando maior a cada nova contusão. Para piorar ele agora esta com um grande dilema, se continuar jogando sem agressividade, provavelmente vai voltar a se machucar mais rápido e vai ser facilmente batido pelos tops que sabem muito bem o que fazer para ganhar dele: Jogar na linha de base com bolas fundas e atacando muito o serviço do Espanhol, de preferência devolvendo o saque em cima do corpo dele. A cereja do bolo é: quem não faz isso provavelmente perde de pneu. Ou seja, o sujeito não tem nada a perder de qualquer maneira.
    Já ganhar do Federer ainda parece ser uma questão de mandar tudo na esquerda dele já que 10% ele da madeirada e só 1% ele responde com uma paralela ou inside-out de backhand. O pequeno problema é que para isso você tem que ter uma esquerda monstro e todo o resto do jogo muito sólido… não é para todo mundo. Para ganhar do Djoko pior ainda. O cara tem pouquíssimas arestas, faz tudo muito bem, talvez caprichar nos slices na esquerda, jogar o máximo possível no forehand, forçar ele jogar na rede esta cada vez mais arriscado já que até nisso ele esta ficando muito bom.
    São 3 monstros, mas o Dalcim esta muito certo, a distância do Espanhol para os outros hoje é enorme.

    1. Mario Cesar Rodrigues

      Dalcim tem razaõ????????????ok vamos ver os masters IW e Miami!o que não entendo é porque as pessoas não conseguem enxergar é que Rafa estará firme contra estes caras ele sabe como jogar contra eles…afinal são dois fregueses do Espanhol quero ver mais vou cobrar este post que o Dalcim escreveu ele vai ter que se redmir e falar nossa realmente o Espanhol é um monstro,touro!Quem viver verá!O Rafa é um cara que ganhou 65 torneios gente é bem verdade que ainda não está na sua melhor forma vamos ver agora ai sim!

      1. José Nilton Dalcim

        Bom, para enfrentar Djokovic ou Federer, Nadal terá de chegar à semifinal pelo menos. É isso que teremos de ver. Torço muito para ele se recuperar totalmente, mas não acho que seja o caso destes dois Masters ainda.

  2. marcio

    Dalcim, na minha opinião o Melo está muito abaixo do Dodig, nos últimos jogos que eu assisti o Dodig ficava até meio sem graça das péssimas jogadas do melo, além de um saque muito inconsistente, quem tem levado o piano nas costas nesta dupla é o Dodig. Abraços

    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, não concordo, Márcio. Acho que o Marcelo vem jogando muito bem e melhorou em vários aspectos.

  3. Roger

    Olá, Dalcim!
    Faz tempo que leio sempre seus posts, mas não comento por me achar muito inexperiente perto da maioria das pessoas que comentam no espaço. Comecei a acompanhar tênis no ano de 2013. Se não me engano, o primeiro jogo que vi completamente foi uma semifinal entre o Djoko e o Wawrinka no USOpen. Fiquei admirado com a duração da partida e a qualidade dos jogadores (mesmo que eu entendesse menos à epoca do que o pouco que entendo agora…Rs!), e, a partir dali, passei a acompanhar os torneios e ler constantemente seu blog. Lendo os comentários me pergunto sempre quem é a ala do blog mais tola, a que desqualifica o Nadal ou a que o faz com o Federer. Enfim… Escrevo mesmo para saber do senhor, visto que parece sempre tão acessível, quais vantagens eu teria em bater o backhand com uma mão só. Pergunto porque comecei agora a praticar o esporte e tenho essa dúvida. Pelo que me falam, é mais fácil o backhand de duas mãos, mas, ainda assim, investirei no de uma mão se isso for significativamente relevante para o desenvolvimento de melhores golpes como, por exemplo, o voleio no backhand.
    Desde já agradeço a compreensão e espero que me tenha feito entender!
    Grande abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      A maioria dos treinadores vê mais vantagens no backhand de duas mãos, principalmente na questão força e na possibilidade maior de bater o golpe atrasado. No entanto, exige mais pernas porque o alcance diminui. O de uma mão facilita na troca de empunhadura, no uso de slices e certamente nos voleios. Então, se você gosta mesmo de ir à rede, vale sim jogar com uma mão. Abs!

  4. Rafael

    Olá, Dalcim

    Fiquei acostumado (e levemente viciado) em ler o tenisbrasil quase que de cabo a rabo, e quase que diariamente. Trabalho no computador e, nos breaks que faço, nos cafezinhos que tomo, seu portal é uma das minhas primeiras escolhas, talvez empatado com o Twitter (outra fonte de informação).

    Bom, me bateu uma curiosidade; vc, que leva tudo isso nas costas, que fala tanto do mundo do tênis, colocou uma bio pra inglês ver no alto do blog e mais nada. Como vc é? Como chefe, como pessoa? Do que gosta? O tênis é um hobby, além do trabalho, ou quando vc está fora disso vc procura ficar o mais longe possível?

    Entendeu o contexto da pergunta, o que gostaria de saber? Afinal de contas, vc é praticamente um “amigo” da gente, quer queira ou não, rs.

    E aí, vai fazer que nem seu ídolo no finals passado ou vai comparecer?

    Até agora, só sei que vc é palmeirense, mas está perdoado por isso.

    Abs carinhosos, independente de responder ou não, sou um grande admirador. Só gostaria de saber um pouco mais sobre a pessoa que é responsável por tantos momentos agradáveis pra mim.

    PS: Por ex, dizem que o Mauricio de Souza é um chefe tirano, o Walt Disney (isso eu SEI) nem deixava os desenhistas assinarem seus trabalhos, dando a impressão de que TUDO era feito por ele. E assim por diante…

    1. José Nilton Dalcim

      Bom, não sou eu quem pode dizer que espécie de pessoa ou chefe sou, mas recebo mais elogios do que críticas. É um bom sinal. Quanto ao tênis, sou viciado mesmo. Escrevo profissionalmente sobre tênis desde meus 18 anos, lá em 1980, portanto eu já vi algumas gerações. Editei revistas, tive minha própria revista de tênis, fiz tv, rádio, palestra… Acho que praticamente tudo em cima do tênis. Sou também curioso e investigativo. Li muito sobre história, personagens, regras. Acompanhei circuito juvenil, feminino. Não sei claro tudo, impossível, mas acho que tenho uma visão geral de tudo, o que é importante para o TenisBrasil. Abs!

      1. Luiz Fabriciano

        Caro Dalcim, bom dia. Essa pergunta do Rafael apenas endossa todos os outros posts de muita qualidade que ele já fez aqui e ajudou a matar minha curiosidade a seu respeito também. Bom, com esse curriculum ai eu só posso dizer que é uma inspiração para apaixonados por esse esporte, como eu particularmente, para aprofundarmos cada vez mais em seu universo. Pretendo chegar lá, rsss.
        Um grande abraço aos dois.

  5. Júlio Sc

    Dalcim, por que essa demora exasperante em postar?
    Estamos todos ansiosos, à espera de mais um texto!!!!

    1. Júlio Sc

      Não fui eu (Julio Sc) que fez essa pergunta sobre as postagens. Não sei porque isso continua acontecendo

      Abraços e que venha a Argentina!

      1. Júlio Sc

        Tranquilo, Dalcim! haha

        Mas por enquanto esse outro Julio Sc não postou nada que seja provocativo para alguém hehe

        Abraços

  6. Marquinhos

    Caro Spencer,

    Se eu não me engano, Federer quebrou uma invencibilidade de mais de 30 partidas quando venceu Sampras em Wimbledon, além de ter vencido Agassi tanto no US OPEN quanto no Australia Open.

    Concordo, é difícil apontarmos um MELHOR DE TODOS, mas podemos com certeza apontar que Roger é o melhor da atual geração com FOLGAS. São muitos títulos e recordes conquistados, além de ser o mais completo.

    Obs: O Spencer é uma baita Nadalista/anti-Federer, provocador, mas nunca ofendeu ninguém aqui. Eu acho um exemplo a ser seguido para quem gosta de provocar sem ser mal educado.

  7. Robson

    Dalcim, bom dia!

    Interessante como qualquer post se transforma em discussões sobre Nadal e Federer. Diferente de uma grande parte, não vejo necessidade alguma de desmerecer um para se poder exaltar o outro. Aliás, os dois são os principais responsáveis pela audiência dos torneios. Apesar do talento de alguns novos jogadores, nenhum possui o carisma desses dois, exceto o Djoko, que também vem crescendo. O Murray não faz parte disso, falta muito… Pois temos um Big 3… Temos que torcer para surgir alguém, afinal o tempo passa… Abs!

    1. José Nilton Dalcim

      Meu maior desafio é escrever um post em que não haverá uma única citação nos comentários ao duelo Federer x Nadal. Ainda conseguirei!

  8. Chetnik

    1. Acho que você não tá entendendo. Eu não tô discutindo quem levaria “a melhor numa média geral das carreiras em seus respectivos auges”. Aliás, isso não faz sentido. Quando um deles se aposentar, a gente vê como ficou o H2H e pronto. Você tá focando nessa de que “numa média” entre os “melhores momentos” de cada um o Federer levaria a melhor. Não há necessidade disso. O H2H tá aí, o Federer leva vantagem, o resto é conversa.

    O Federer não é considerado “o melhor de todos os tempos”? Então qual é o assombro dele ter vantagem no H2H contra um jogador que “só” tem 8 GS? Eu diria que isso é normal. Eu estranharia se fosse ao contrário. Aliás, pela diferença de “tamanho” entre um e outro, eu diria que o retrospecto de 20×17 – fora a arregada – é bastante honroso para o Djokovic.

    Meu ponto é, a desculpa da idade não cola, porque se ela atua em seu desfavor HOJE, já atuou em seu favor ONTEM. Não tô dizendo que se os dois tivessem a mesma idade o Djoko teria vantagem no H2H. Isso é irrelevante. Este é o ponto. A idade já ajudou e hoje atrapalha o Federer. No final das contas, ele tem uma vantagem no H2H. Não tem porque ficar arrumando justificativa, para um lado ou para o outro.

    2. Me desculpa, mas eu veja essa questão da “disciplina tática” como uma desculpa desesperada. Quer dizer que depois de algumas surras em RG ele não achou necessidade de mudar algo? Depois que ele foi destronado em WB por aquele “baloeiro”, ele achou que ainda estava tudo bem? Depois veio aquela derrota e choro humilhantes no AUSO e ele ainda preferiu ser teimoso por se recusar a jogar taticamente? Você acha que essas derrotas não incomodaram um sujeito vencedor e orgulhoso como o Federer?

    Para mim é muito claro, ele simplesmente não conseguiu achar alternativas no seu “vasto repertório”, ao contrário do “limitadíssimo” Nadal que quase se reinventou para fazer frente ao Djoko depois das 7 surras. Para não dizer que eu tô só na retórica, vou falar das mudanças: slices na esquerda do Djoko, ataque à direita do Djoko, obrigando-lhe a bater na corrida, aumento de agressividade. Para que fique claro, até porque eu não quero “pagar de entendido” “roubando” as análises dos outros, essas percepções táticas não são minhas. O Dalcim, por exemplo, já falou delas diversas vezes.

    3. Safin não teve longevidade por motivos óbvios rs. Os outros acho limitados. Além do mais, a gente tem que fazer análises individualizadas. O Ferrero, por exemplo, chegou aos 30 todo arrebentado. É que nem o Nadal, provavelmente não vai fazer grandes coisas nessa idade pelo histórico de lesão. Já o Djokovic, acredito que se conseguir se manter saudável e motivado, vai ser bem competitivo depois dos 30.

    Mas voltando ao Federer, eu diria que o 2012 dele foi excelente, 2011 também não foi nada mal, se não foi melhor foi por meros detalhes: pegou o Djoko em grande fase tanto no AUSO quanto no USO, em RG ele sempre apanha do Nadal. Ainda assim venceu Paris e o Finals e terminou o ano na 3a posição do ranking.

    Ou seja, ele foi muito bem ali nos 29/30 anos. É tão velho assim? O Wawrinka teve seu melhor ano com 29, idade do Federer em 2011 – não tô contando diferença de meses. 2013 foi HORROROSO. 2014 foi bem melhor. 2015 vamos ver como vai acabar. O que eu tô falando é, vamos ver o que ele vai fazer antes de se aposentar. Até AGORA, eu diria que essa fase dele “veterana” é bem decente, digna, mas não é nenhum assombro. Ele pode me desmentir nos próximos anos.

    4. Quadra rápida é boa para o Federer. Mas ele já perdeu em quadras mais rápidas e venceu outras em mais lentas para esses caras. Só tô dizendo que não há como afirmar que se ele jogasse nas quadras das décadas de 80 e 90 ele teria vencido muito mais do que venceu.

    1. André Luiz

      1 – Disso não tenho como discordar: tenistas mais maduros tem uma vantagem contra tenistas ainda imaturos; tenistas jovens ou na plenitude tem vantagens contra tenistas já no fim da carreira.

      2 – Bom, é o que vi acontecer ao longo da rivalidade. Não é surpresa que Nadal tenha se ‘reinventado’ para enfrentar Djoko: a estratégia e disciplina tática sempre foram elementos marcantes do jogo do espanhol. Mas nunca foi o de Federer. E para responder à sua pergunta, sim, até o AO 2009 eu penso que Federer acreditava que ainda podia passar por cima do Nadal na ponta de sua raquete, principalmente. E não só ele. O exemplarismo tático de Nadal pode ser encarado como um plus. O relaxamento tático de Federer — quando comparado aos demais top — também.

      3 – Note o termo: você os considera limitados. É o mesmo que outros utilizam para se referir ao jogo de Nadal. São só parênteses. Os que citei foram todos número um do mundo, e representam, assim, a expressão do que há de mais competitivo na história recente do tênis. De todo modo, concordo contigo: a carreira de Roger depois dos 30 não é um assombro. É digna, vitoriosa, à altura de Federer.

      4. Se o ponto é esse, concordamos.

  9. Luis

    Dalcim da pra dizer que Federer e Djokovic são os favoritos nos Masters americanos podendo fazer uma final entre os dois?

  10. Luiz Fernando

    Copa Davis Brasil vs Argentina, com Feijão e Bello em quadra: soa como um portentoso confronto entre Portuguesa de Desportos vs Portuguesa Santista…

  11. Renato Toniol

    Dalcim, acabei de ler no Tenisbrasil, a matéria a respeito de o Marcelo Rio reivindicar o título perdido no Australian Open de 1998. Você acha que há reais possibilidades de o título vir parar nas mãos do chileno?
    Em quanto tempo deve-se ter uma resposta?
    Abs.
    Renato

    1. José Nilton Dalcim

      Não acredito que isso possa acontecer. Também não há um prazo. Pode demorar semanas ou anos. O caso do Vilas com a ATP se arrasta desde 1977.

    2. Fernando Brack

      Dalcim, que tribunais existem para se recorrer em situações como essa?
      Ou não existem e a ITF é soberana, cabendo a ela a decisão final?

      1. José Nilton Dalcim

        Ele pode apelar para a Corte de Arbitragem do Esporte (CAS), que é o último nível de apelação.

  12. Sergio Ribeiro

    Ferrer depois de vencer no Saibro do Rio OPEN com a presença de Nadal : ” sinto que estou com a minha confiança de volta” .E aos 33( em abril), consegue bater o Samurai na semana seguinte em outro Piso.Suas características foram todas bem descritas no Post. Acrescento apenas um grande caráter que o faz ser respeitado por todos no Circuito. A uma década (2005) seu compatriota Rafa Nadal ja’ era TOP 2, aos 19. David so’ conseguiu terminar no TOP10 em 2007, aos 25. Mesma idade do Samurai, e mais que Raonic e Dimitrov. Jogando contra a “geração forte” e’ que obteve suas maiores conquistas , especialmente nos últimos 5 anos. Um jogador deste nao poderia ter um h2h de 0 x 16 com o Suíço perdendo todas as 5 no Saibro. Ele e o Samurai podem aprontar muito em Rolanga 2015. A conferir. Abs!

  13. Rafael

    É engraçado ler, com freuencia, sobre quantas vezes Federer e/ou Rafa ganharam de Djokovic.

    Por que nunca é citado quantas vezes (e em que oportunidades, como finais de SLAM e Finals), eles PERDERAM de Djokovic?

    Assim como dizer que Djoko tem “apenas” 8 slams. Ora, por aqui, principalmente, os torcedores de Federer vem demonstrando sua ansiedade pelo tão sonhado 18o. Slam de Federer, por ex, o que o deixaria (antes do Nadal estourar, havia esse receio) definitivamente inalcançável pelo espanhol. Ele (o Slam) poderia ter vindo no último Wimbledon, mas….

    Havia um Djokovic no meio do caminho. No meio do caminho havia um Djokovic.

    Se minha mãe tivesse bigode ela seria meu pai, eu sei. Mas, por último, um exercício do “se”:

    Na prateleira de Djokovic, OITO slams são ridículos.

    SE Federer tivesse mais OITO slams em sua carreira, teria VINTE E CINCO. (Quase o DOBRO de Pistol Pete)

    Se Nadal tivesse mais OITO slams, ele teria passado o Federer! (Sonho de grande parte de seus torcedores)

    Realmente, OITO slams não fazem diferença alguma….

    1. Renato Vieira

      Eu realmente não vejo ninguém depreciando o Djoko pq ele tem “apenas” 8 Slam. Esse ‘apenas’ só é dito por que os maiores rivais dele tem 17 e 14.

      Acho que seria bem retardado alguém depreciá-lo por “só” ter 8 GS. Até por que, ele é o mais consistente dos últimos 5 anos e o único que tem chances de levar os 4 GS no mesmo ano, o que seria algo extraordinário.

      Me incomoda quem diz que Murray não faz parte do BIG4, mesmo ele tendo 2 GS e mais sei la quantas finais, vários M1000 e mais sei lá quantas finais. Sendo que nessas finais ele só perdeu para….algum dos outros 3. Realmente ele está abaixo dos outros 3, mas ainda assim esteve acima do resto do circuito por um bom tempo.

  14. Marquinhos

    Ficar atacando os outros pelo jeito que ele escreve e porque comete erros de português é atitude de gente medíocre e sem argumento.

    Eu não sou bom pra desenho e pra escrever também, mas qualquer pessoa com mais de 2 neuronios entendeu quando eu coloquei o link para mostrar que Roger foi eleito 10 vezes seguidas o tenista preferido da atp. Longe de ser o maior feito do maior da história, mas é um complemento. Prova que além de ser O MAIOR CAMPEÃO dos esporte é também o TENISTA MAIS ADMIRADO e querido pela maioria, é pouco?

    1. Renato Vieira

      Não é questão de ser muito ou pouco. É questão de ser inútil.

      De novo, se ao invés de Roger, fosse Rafa o mais admirado ou sei lá o que por 10 anos, você não estaria falando sobre isso.

      Pensa um pouco antes de escrever esse tipo de coisa.

        1. Renato Vieira

          Pois é, pra você pode ser. Mas para definir quem é melhor, certamente não conta pra nada.

          E o fato de você fingir ignorar o quanto seus próprios argumentos não contam mais que uma linha, você fingiu que eu não escrevi sobre mudar esse dado para o Nadal.

          Mais simples, impossível.

  15. José Eduardo Pessanha

    Galera, e o Del Potro? Parece que ele pretende disputar Miami. Ele está treinando com a equipe da Davis que enfrentará o Brasil. Tomara que ele se recupere, mas estou pessimista. É muito triste vê-lo na posição 614 do ranking. Abs.

  16. Luiz Fernando

    Até um tampo atrás eu era o inimigo numero um das aposentadoretes, por uma razão simples: eu me tornei o contraponto das besteiras postadas por esses aloprados, que postam muitas coisas em razão de um endeusamento exagerado do aposentado cansadão. Quando vinham, e ainda vem, com aqueles argumentos energumenos de doping, sorte, balão, eu e muitos outros sempre responderam a altura, não com argumentos abstratos e teorias da conspiração, mas com fatos, fatos baseados na realidade inconteste de q o suposto GOAT é um fregues de caderneta de um mero baloeiro espanhol, q humilhou o suiço em varias oportunidades. Por isso, quando alguns alienados me chamam de chato, ao inves de me importar eu me divirto, chatear esses caras e provoca-los sempre me divertiu muito, e creio q a curto prazo todo o sofrimento q passaram nesses ultimos anos lendo o “como os caras tão sofrendo” vai voltar, talvez em dobro, pois esse pessoal não sabe perder e essa boa fase do aposentado não vai longe, tudo é ciclico no esporte, a qualquer momento a gangorra se inverte.
    Hoje tem um outro companheiro de blog q também azucrina e provoca as aposentadoretes, o Chetnik, q também sempre é chamado de chato, e isso por unica razão: é outro cara q tem raciocinio, q escreve bem, q tem argumentos fortes, e isso os alienados não toleram, pessoas q contestam seu mundinho irreal, no qual existe um tenista de qualidade que deveria vencer tudo e o resto. Creio q ele também se diverte com isso, pois quando pegam no pé dele, o fazem por uma unica razão: o cara incomoda as federetes alopradas.
    Então caras aposentadoretes, curtam esse bom momento do cansadão, aproveitem, mas não se esqueçam, nos maus momentos do cara, q fatalmente virão, estarei aqui p fazer jus ao vários adjetivos educados q vcs usam, como pex, “chato”.

    1. Chetnik

      É tanto fanatismo e falta de capacidade de raciocinar que eu “virei torcedor do Nadal”. Eles (re)agem a partir de esquemas mentais pré estabelecidos, instintos automáticos. Ele vêem alguém “criticando” o Federer, ou apontando a hipocrisia no discurso de quem adora – ou pelo menos ignora, convenientemente – as ofensas e xingamentos ao Nadal, mas se arroga de disfarçada autoridade moral com um discurso afetado de uma pseudo superioridade ridícula quando alguém “cutuca o ‘Deus'”, aí esse alguém, a partir daqueles esquemas mentais pré estabelecidos, vira “balonista” rs.

      É um dualismo raso. Existem aqueles que torcemos para o número 1. Somos poucos mas existimos rs.

      Só rindo.

    2. Marquinhos

      Provocar sem ofender os outros é uma coisa, provocar ofendendo os outros é outra. O fake que você citou ofendeu alguns participantes do blog, é só ler que está ai. Ou seja, me parece que você está aplaudindo esse tipo de atitude, ou não? No mais eu acho que você pode provocar quanto quiser que não faz/fez cócegas em ninguem que comenta aqui. Toda carreira de qualquer tenista tem um fim e a de Roger e Rafael estão chegando.

      Obs: Pra não tirar o meu da reta eu digo que eu também já passei do ponto, mas você nem o outro são santos.

    3. Fernando Brack

      Prezado LF, no único quesito que você era campeão aqui no blog, na chatura ao fazer
      comentários sobre os tenistas (porque sobre o esporte propriamente você raramente
      faz um comentário), você perdeu pro Chetnik. Já era, você agora é vice.
      A propósito: você não nos chateia, pelo contrário, nos diverte. Você é apenas chato.
      Aliás, vice-chato, desde a psicopática conversão do Chetnik em anti-Federer. Rsrs!
      Abração

      1. Chetnik

        Engraçado né Fernando, para você chato é só quem provoca/tira sarro do Federer e das suas fanatiquetes. Porque quando o alvo é outro, o cara é “super engraçado”.

  17. O LÓGICO

    Guru, por que você não canta a pedra de uma vez por todas, heim? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Você realmente acredita na volta do robozinho, o zumbi em quadra? kkkkkkkkkkkkkkkkkk É mais do que óbvio que o joguinho chifrinho dele não vai mais render dividendos porque o gás acabou kkkkkkkkkkk

    Sabe, as naldalzetes só pensam no SLAM DA LAJE, kkkkkkkkkk Na esperança de que o animal volte a ganhar por lá. Mas eu repito, a lápide dele já está preparada bem no centro da Felipe CHATAtrier kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Nela tá escrito: AQUI JAZ UM GRANDE MARATONISTA QUE GANHOU VÁRIOS TÍTULOS NO TÊNIS kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Rodrigo S. Cruz

      Tanto Federer como Djokovic trocariam alguns títulos que possuem, por alguns na Phillipe Chatrier.

      Disto eu tenho certeza…

      1. Fernando Brack

        Sim, trocariam alguns 250 e 500, e talvez um ou vários 1000 por um RG.
        Mas quem não trocaria? Agora um título de Slam, nem pensar.

  18. João Bento

    Caro Dalcim
    Antes de mais nada, reitero meus parabéns pelo seu blog: inteligente, coerente, informativo e muito agradável para os admiradores desse esporte. Infelizmente, tem muita gente que põe o fanatismo acima da coerência e do bom senso, mas isso não desmerece a leitura de suas crônicas. Dalcim, tive oportunidade de assistir ao vivo às oitavas de final desse ano em Dubai, e vi os jogos do Murray, Berdych, Djoko e Federer. Claro que os dois últimos se destacam, mas como é bonito um jogo de tênis dessa “turma”. Técnica, força, velocidade, jogadas de tirar o fôlego. O jogo do Federer com o Verdasco foi imperdível, inesquecível. E ao vivo é muito mais bonito. Quanto à final de Sábado, o “professor” nos deu uma aula não só de tênis, mas também de como não deixar a idade impedir uma pessoa de ser feliz e fazer o que gosta. Torço muito para que ele continue a nos proporcionar lindos jogos de tênis. Esse jogo me lembrou um pouco o jogo do seu técnico Edberg contra o Michael Chang na memorável final de RG de 89: um jogo de saque-voleio, plasticidade e movimentos perfeitos de forehand e backhand.
    Um grande abraço Dalcim
    J. Bento

    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, você é um privilegiado. Sem dúvida, ver ao vivo tanta gente boa é espetacular. Grade abraço!

  19. Spencer Santos

    Caro williams lucas o.soares, eu não sei ler nem escrever no seu idioma. Desculpe-me. Saudações Nadalistas!

    1. Chetnik

      Hahaha. Que maldade. Spencer, não seja assim tão rigoroso. Para “zumbis”, até que a maioria se comunica razoavelmente.

  20. Paulo

    Bom dia Dalcim, do jeito que estão as coisas e com o possível “rigor” kkkkkkkkk da ATP com relação ao doping, fico aqui imaginando o espanhol num futuro próximo… dá-me um título, dá-me um título kkkkkk… Miss Espanha?? kkkkkkk

    http://youtu.be/Ph090XkibPc

    Abraço.

  21. Mauro Leão

    Desculpa mais não li todos comentários acima… Não vejo uma renovação forte da Espanha, não do nível dos últimos 15 anos, com vários top20. Só me lembro do Busta, que não é tão novo mais… e não chegou no top20. Muguruza é o grande nome da Espanha a curto prazo, na minha opnião. Q acha??

    1. José Nilton Dalcim

      Sem dúvida, a renovação no masculino está bem mais lenta do que acontecia anos atrás. Mas ainda assim a Armada continua muito forte. Muguruza tem um notável futuro pela frente, a meu ver.

  22. Rafael

    Em meio a discussões no blog, vou fugir do tema pra
    fazer uma pergunta a todos (inclusive ao Dalcim também):
    Para vcs, qual é a arena mais bonita do circuito?
    As mais bonitas (que eu lembre): Rod Laver, Pat Rafter Arena,
    Caja Mágica, Gerry Weber Stadion, a principal de Wimbledon e
    do Masters de Xangai. E vcs?

    1. Maurício Luís *

      Meu caro Rafael, não conheço nenhuma delas, mas me arrisco opinar: a melhor pra mim é aquela que o meu din-din é suficiente pra conseguir pagar o ingresso e entrar.

  23. Pieter

    Dalcim, sou admirador do talento do Orlando Luz e reconheço, sim, que ele tem um bom potencial podendo até, se a sorte ajudar, vir a ser tornar um grande jogador em um futuro não muito distante. Mas não entendo porque ele não está se aventurando mais em futures? Li aqui que ele virá disputar um torneio juvenil em Porto Alegre…Isso não é perda de tempo para ele?

    1. José Nilton Dalcim

      Ele acabou de jogar futures nos EUA, Pieter. Está voltando para os juvenis porque precisa atender defender seu ranking e os patrocinadores.

      1. Júlio Sc

        Espero que seja seu último ano disputando esses torneios juvenis, no Brasil ainda por cima…Semana retrasada ele foi até às semifinais de um fortíssimo future nos EUA, onde só o qualifying teve chave de 128 jogadores. Ou seja, nível para jogar – e bem! – futures ele já mostrou que tem, só falta a ele ganhar experiência e pegar ritmo entre os cachorrões…

  24. Fonseca

    Indian Wells é aquele torneio terrível (mas de alto nível, claro), porque a cada segundo a câmera foca no dono do evento (aquele dono da Oracle). É impressionante, é entre cada ponto mesmo, podem conferir!

  25. Spencer Santos

    Caro Sergio Ribeiro, a utilização do termo “cérebro de geleia” serve para enfatizar como Nadal venceu Federer ao longo desses anos. Você há de concordar comigo que o “cérebro” foi o principal fator na maioria das vitórias do Nadal sobre o Federer, haja vista o basiléio ter todos os recursos técnicos possíveis e inimagináveis para vencer o espanhol em qualquer piso e em qualquer época. Eu realmente supervalorizo o “cérebro” nesse esporte. Alguns estudiosos afirmam que o tênis só perde para o xadrez na proporção de utilização do cérebro. O Federer é um ponto fora da curva no aspecto técnico e foi isso que o tornou o que é. Lembre-se do início de carreira dele e veja como ele era “rebelde”, como demorou para começar a ganhar, em tese, se aproveitando de uma entressafra (esse é outro assunto) e ganhando confiança (que não tinha até uns 22 anos). Reconheço o esforço do Federer para se manter competitivo no circuito, porém, é fato que, hoje, se o “saque não estiver entrando”, impossível ele praticar ele jogo extremamente agressivo, quase kamikaze. Argumentos, argumentos…rs. Abs!

    1. Ronildo

      Ridículo este teu comentário, o próprio Nadal comentou que o fator mental não é nada sem o físico bem equilibrado. O que adianta o cara ter todos os golpes se não tiver pernas para alcançar a bola? Você não percebe como o Nadal está ficando fraco mentalmente, sem saber o que fazer com a bola, justamente porque está em declínio físico? O único motivo de Nadal ter vencido o Federer tantas vezes é o seu ganchão na esquerda do Federer, e também porque sempre teve mais pernas para recuperar bolas impossíveis, se você nunca percebeu isso é porque não entende nada de tênis. Agora que Nadal está em franco declínio físico, o seu principal golpe não está machucando tanto, se ele jogar novamente com o Federer, duvido que consiga fazer algum game, talvez algum no saibro. Mas há uma saída, talvez ele desenvolva a técnica de controlar a bola mentalmente, fazendo o movimento apenas para disfarçar.

      1. Spencer Santos

        Nadal está fisicamente mais que perfeito, meu caro Ronildo. Quem realmente não está assistindo as partidas de tênis nos últimos 35 anos…rs?

    2. Marquinhos

      Cao Spencer, da mesma forma que Djoko, Murray, Raonic, Nishi, Wawrinka, Delpo e Dimitrov tem outros piso como preferencia para facilitar a vida do “rei do saibro”.

      1. Spencer Santos

        Exatamente, caro Marquinhos. Daí a tremenda dificuldade em se estabelecer o “melhor de todos”. Isso porque estamos comparando jogadores “quase” da mesma época. Prove para mim que o Federer venceria algum WB ou RG jogando contra o Borg? Ou algum USO contra o Connors? Ou mesmo algum AO contra o Agassi? Se você provar isso, acreditarei em tudo que você escrever aqui sem questionar…rs. Saudações Nadalistas!

  26. Isaque

    Nadal jogando no nível que esta,será muito difícil sequer alcançar as quartas de Indian wells e Miami.
    Não consigo imaginar o Nadal batendo um top 15 na quadra dura.Vamos aguardar.

  27. Rafael Wuthrich

    Faltando apenas os 2 Masters americanos para o término do primeiro terço da temporada, já dá pra tirar algumas conclusões: 1) Djokovic ainda é o melhor tenista da atualidade. E com algumas sobras, considerando a concorrência – desde 2014, só Federer tem feito frente ao sérvio, à exceção de RG. Tem jogado taticamente de forma correta e está em fase ótimo, salvo um ou outro jogo em que oscila. 2)Federer tem quase 34 anos e não tem tanta reserva física para aguentar mais e mais jogos e deve priorizar alguns torneios e os Slam. Mesmo assim o suíço parece livre definitivamente de qualquer sombra de lesão e está bem confiante. Tem tudo para fazer um restante de temporada digno, nessa que eu acho ser sua penúltima temporada. É o favorito a ganhar Wimbledon, se as coisas caminharem como estão, e deve fazer bons torneios no saibro e na temporada de sintéticas. A ver. 3) Nadal é uma absoluta incógnita. Nitidamente está sem confiança, jogando a 3 metros da linha de base e optando por uma tática defensiva, de segurança. Serve contra jogadores médios para fracos, mas contra o top 20 já não é suficiente. Pior: tem lapsos mentais que nunca ocorriam, ou seja, está vulnerável nos serviços. Os 2 masters que vem a seguir não poderiam vir em pior hora, quando ele precisa de confiança, sobretudo do saibro. Ele sempre surpreende, mas acho que terá problemas a curto prazo. 4) Murray, por fim, parece perdido. Com a técnica que lhe resgatou a motivação mas o faz jogar da maneira errada. Tem oscilado ainda mais que Nadal, e as perspectivas são estranhas.

      1. Rafael Wuthrich

        O Dalcim é o melhor analista que conheço para tratar dos brasileiros, por isso acho que posso me valer das palavras dele quando ele diz que nunca estivemos tão próximos de um Grand Slam de duplas. A fase de Melo é excepcional e, considerando que os Bryannão estão tendo uma temporada tão auspiciosa assim, podemos dizer que ele e Dodig são os melhores duplistas da atualidade. Bruno vem oscilando demais com Peya, e me parece que precisam repensar a estratégia tática e colocação em quadra. Os saques de Bruno não tem funcionado, e mesmo o poderio da rede de Peya tem sido anulado por trocas de posição na hora das devoluções de saque. Além disso, me parece que falta confiança – ele tem perdido diversos jogos no MTB. Quanto a Sá, parece ter renascido nesta temporada, com resultados mais consistentes. É fato que a ausência de um parceiro fixo prejudica, mas Daniel Nestor está aí para demonstrar que longevidade e versatilidade os duplistas tem de sobra. Acho que vem uma boa temporada no saibro para ele. A ver. Com relação aos simplistas, fico novamente com o Dalcim: inadmissível Bellucci estar sem um treinador fixo, e mais, ainda que Zwetch seja de fato a melhor opção para ele, o técnico não está mais exclusivo, dividindo atenções com Orlando Luz e a Davis. Não dá para conciliar todos esses compromissos. Thomaz precisa seriamente de um técnico fixo e que trabalhe com ele o emocional e a pressão. Seus picos de alto e péssimo nível acontecem num espaço de meros 3 games, algo inadmissível no tênis profissional – se você não é Ernsts Gulbis ou Andy Murray. Considerando a disputa da Davis agora (e possivelmente uma respescagem ou 2ª rodada) isso pode ser decisivo. Já João Souza vive o inverso: na melhor fase da carreira, me parece necessitar apenas do “ajusta fino”, com relação à inconstância dentro das partidas e da dificuldade de fechar jogos e games. Tecnicamente, pouco a reparar considerando a qualidade dele – acho que não dá para melhorar muito mais. Seu jogo lhe permitiria, na minha modesta opinião, um top 30 tranquilamente. Leo Mayer esteve lá, assim como Pico Monaco – e eles não são tão melhores assim que o brasileiro. Até top 10 John Isner e Mardy Fish foram, e nunca foram o primor de técnica ou fortaleza mental. A ver.

    1. Fernando Brack

      Boa, Wuthrich! É isso aí. Acho que o Murray vai sair do Big4 para a entrada definitiva de
      alguém novo, talvez o Nishikori mesmo, que tá jogando muito bem e com consistência.

    2. alexpicelli

      Perfeita analise, sobre o murray, confeço que nao boto fé nele nao, nao pela tecnica e jogo,mas o murray viaja demais, oscila muito e isso prejudica sua constancia no circuito.

    1. Chetnik

      A ressaca da comemoração do AUSO já passou faz bastante tempo. Minha vida não se baseia nas vitórias e derrotas do jogador pelo qual eu torço.

  28. Julio Calleja

    Dalcim, quem é o promotor do Master 1000 de Miami?? E vc tem alguma informação de qual seria essa desavença do Federer com o promotor do torneio??

      1. Julio Calleja

        Gracias., IMG né? Faz sentido mesmo, pois na biografia do Federer, mostra que a relação entre eles, mesmo que lucrativa, teve altos e baixos.

  29. Fernando Brack

    Honestamente, eu não sei porque um tenista do quilate do Nadal precisa jogar torneios menores no
    saibro só para ganhar confiança. Ele já ganhou 2 vezes WB e USO, ganhou o AO e não sei quantos
    M1000 no piso rápido. Pra ganhar confiança, ele teria as rodadas iniciais em Dubai ou Acapulco ao
    enfrentar tenistas mais fracos. Acho que superar zé ruelas argentinos não lhe ajuda em nada.
    De quebra, ele deixou de se preparar para os masters americanos no piso rápido.

    1. Rogério

      O Nadal decidiu fugir ao máximo dos torneiros de piso duro para poupar o joelho desde a última grande lesão.

      1. Fernando Brack

        Então quando ele for para IW e MI vai estourar de novo?
        Se ele não consegue curar isso, talvez seja melhor parar.

    2. Rafael Wuthrich

      Brack, fato é que ele estaria menos exposto a jogadores que cortam o ritmo (sacadores), enfrentaria jogadores de um nível certamente mais baixo e, é claro, jogaria em seu habitat, onde é o melhor de todos. O melhor cenário possível para fugir de riscos. Curioso que ainda assim ele não convenceu e nem se convenceu – admitiu abertamente que não está nada confiante com seu jogo. Nesse sentido, Indian Wells e Miami não poderiam vir em pior hora. Nishikori e Ferrer, para não falar em Federer e Djokovic, tem jogado melhor que ele. O risco de chegar a Monte Carlo com duas derrotas prematuras e sem ritmo de jogo é grande, embora como saibamos o espanhol sempre seja osso duro de roer em quadra.

      1. Fernando Brack

        Ainda assim, Wuthrich, eu considero deprimente que um jogador do gabarito do
        Nadal precise vir ao saibro sul-americano, para disputar torneios desprezados
        pelas estrelas do circuito, com o intuito de recuperar a confiança. Como assim?
        O cara não é o rei do mental? O dono do cérebro de aço (em contraposição ao
        cérebro de geleia do Federer, como diz o Spencer)? Se ele é tudo isso, porque
        precisaria enfrentar adversários mequetrefes para ganhar confiança?
        Eu sei a resposta. Ele vem pra cá porque estufam o bolso dele de grana. Mas é
        totalmente melancólico ver o nível das partidas que ele disputa.

  30. Fernando Brack

    Apesar do Tenisbrasil ter destacado o fato, faltou enaltecer o feito extraordinário de haver vencido
    dois ‘500’ em pisos distintos em semanas seguidas, feito realizado pela última vez por Ivan Lendl,
    há redondos 30 anos. Ferrer ‘pulou’ do saibro do Rio para o sintético de Acapulco e nem tchuns.
    Ele bem merecia vencer um Slam por sua dedicação ao esporte, mas acho que não vai rolar.

    1. Rafael Wuthrich

      Gosto de Ferrer, já disse várias vezes aqui. Jogador versátil para o tênis que pratica, tem resultados dignos em todos os pisos. Não é a toa. Cabe até destacar em que panteão dentre os espanhóis podemos situá-lo: o considero muito melhor que Alex Corretja, e embora Juan Carlos Ferrero seja um espanhol que sempre gostei (e odiei por causa do Guga) ver jogar, à exceção do Slam que possui considero Ferrer mais completo, embora tecnicamente mais superior. Curioso isso.

    1. Fernando Brack

      É verdade. O Chetnik de uma hora pra outra apaixonou pelo ogro e virou um ferrenho
      defensor de sua honra e mácula. Nem fala mais de seu antigo ídolo.

    2. implicante

      Chatonik e Luis Chatonando, parecem sem uma pessoa só. Primeiro ele usava o Luis, quando o Nadal ganhava algo, mas cansado de sofrência, criou um novo personagem: Chatonik

  31. Luis

    Dalcim ainda sobre Federer vc disse no blog que seu estilo faz com nao dependa tanto do fisico se seus golpes incriveis estiverem bem como o saque,Dalcim Federer achou jeito de encurtar os pontos porque seria dificil aguentar essas trocas de bola principalmente com Djokovic e Nadal?

      1. Rafael Wuthrich

        Dalcim, concordo de modo geral comvocê, mas não acha que há brutal diferença entre o Federer de 2003, o de 2004-2007, o de 2008-2012 e o de agora?

        1. José Nilton Dalcim

          Claro. Porém Federer jamais deixou de ser um tenista agressivo e de trabalhar muito bem a partir do saque. Precisou realizar uma enorme série de adaptações nesse periodo todo e isso é o que o faz ainda mais especial.

  32. Maurício Luís *

    Tem sido relativamente comum, quando alguém escreve um post considerado “sem noção”, alguns responderem com ofensas. Ora, o post tá ruim? Errado? Tem nada a ver? Então é o caso de discordar, mas do jeito certo. As chances do outro acatar são muito maiores.
    Porque ” Um erro não justifica o outro”.
    Eu mesmo já postei coisas que eu achava “engraçadas”, mas que acabaram ofendendo. Então pedi desculpa.
    O Ferrer estava merecendo um post mesmo. Ele é aquele tenista que tira leite de pedra: poucos recursos, muito esforço. 1% de inspiração e 99% de transpiração. Não faz muito tempo, alguém escreveu que ele sairia do Top 10 pra nunca mais voltar. Mordeu a língua.

    1. José Eduardo Pessanha

      kkkkkk. Acho que fui eu quem escreveu isso…..mas mantenho minha opinião. Lord Farquaad sairá do top 10 de novo (dessa vez de forma definitiva) e o Murray continuará sendo um ex-tenista em atividade. rs. Keep calm and COMO OS CARAS “TÃO” SOFRENDO (não você, pois sei que você é Federista). kkk. Abs.

      PS 1: Dalcim, e essa raquete nova do Nadal…..a raquete inteligente? Está à venda? Deve custar uma fortuna. Abs.
      PS 2: Marquinhos, anota aí. O Craque vai passar o Lendl em títulos nas Olimpíadas do Rio. rs
      PS 3: LÓGICO, o craque das telas de cinema se foi, mas ainda temos o craque das quadras jogando muita bola. Após a aposentadoria do Mestre, só restarão trevas. Aliás, quando o Big 3 se aposentar, só restará a geração Y em quadra. Lamentaremos quando isso acontecer.

      1. José Nilton Dalcim

        Essa raquete não tem nada de especial. O que ela tem é um chip que faz a leitura das situações (lendo o contato da bola com a raquete, o que é uma grande tecnologia). Abs!

      2. Maurício Luís *

        Pessanha, eu até admiro o Federer, mas não sou federista. Sou mais Murray. Mas não tenho muita esperança dele ir muito além disto, não. Sou torcedor, mas sou realista. Até tô pensando em trocá-lo pelo Nishikori, mas não sei se vais ser muita vantagem. O samurai é bem podrinho.
        Na verdade, como já escrevi antes, gosto mais de acompanhar o tênis feminino do que o masculino.
        Abr.

        1. Carlos Henrique

          Mauricio, acalme-se que acho que o Murray pode abocanhar um GS esse ano. Já não entrará tao pressionado em WB esse ano como ano passado e no US Open pode também bater qualquer um do circuito.

  33. Renato Vieira

    O momento dos dois tenistas é realmente antagônico. Acho que ninguém respeita Nadal mais do que o Ferrer, e nem estou falando do H2H (o argumento que só existe pq a ATP coloca a título de curiosidade) desfavorável do David, mas é possível ver que não apenas os títulos de Rafa falam alto em qualquer espécie de comparação (que seria absurda por si só), mas a consistência de Ferrer deve ser algo que o destro/canhoto deve invejar. Afinal, David tem uns bons anos a mais e um histórico de lesões ínfimo perto do Toro. Além disso, como bem Dalcim ressaltou, Ferrer não é apenas um saibrista, e acho que isso é apenas um reflexo do esquema de jogo dele, aliado às pernas que nunca falham para encaixar seu forehand super-angulado.

    O fato de jogar sempre um número exagerado de torneios na temporada acaba prejudicando Ferrer no final, mas o fez permanecer no TOP10 por sei lá quantos anos.

    Já Rafa acostumamos a ver em altos e baixos nem tão baixos assim, mas que agora realmente preocupam. E como de costume, somente o tempo vai dizer se ele irá ser um dos protagonistas da temporada como sempre, ou veremos pela primeira vez em 10 anos ele não ganhar nada de muito relevante.

    1. Luiz Fernando

      No mínimo ele já igualou a temporada vexatória do cansadão em 2013, na qual ele venceu somente o challeger de Halle…

      1. Flávio Branco

        É tåo challenger que subiu para ATP 500. Não confunda com Buenos Airea, este sim um autêntico torneio challenger mequetrefe.

    2. Renato Vieira

      Só pra constar, eu disse que David não é só um saibrista, mas algum revoltado pode ter entendido que eu quis dizer que Rafa é apenas isso.

      Como grande fã de Rafael Nadal que sou (coisa que o MC, LF e o Chetnik não conseguem entender), seria não apenas ignorante como irresponsável dizer isso. Ainda assim tem muita gente aqui que adora dizer (mesmo sabendo que não é verdade).

      1. Mario Cesar Rodrigues

        Olha meu caro sempre gostei do ferrer pela sua entrega em todos os jogos ponto a ponto então ele vai bem nos pisos duro,saibro ok e Rafa não né?olhem o histórico e as pessoas não conseguem enxergar que Rafa tem um histórico grave de lesóes e outra coisa Vamos ver já estão cantando ai que diferença existiu entre a final de Dubai entre FedererxNole e a diferença em que rafa está jogando disseram aqui abaixo e até concordo.Mas na hora meu caro seja IW Miami ai vamos ver se Rafa não virá com tudo e calará a boca de todos!abraços!Só para Lembrar os que fizeram finais em Dubai são fregueses do Rafa que tamanha incoerência!

        1. Renato Vieira

          Bom, eu não sei se você quis concordar ou discordar de mim, mas eu afirmei justamente que Rafa é bom em todos os pisos. Hoje na grama não dá pra levar em conta, há dois anos que ele é nulo no piso. Mas em quadra dura dispensa comentários, ele é muito bom.

          No saibro eu prefiro não comentar.

    3. Rafael

      Isso sem levar em conta que Ferrer parou de fumar há apenas 2 anos, segundo seu irmão e treinador afirmou no Rio Open.

      Abs

  34. Marquinhos

    O Dalcim já explicou aqui como as quadras lentas prejudicaram Roger e os tenistas mais agressivos. É bem simples. Tenista agressivo combina com quadras rápidas. Tenista defensivo com quadras lentas. Como Nadal é extremamente passador de bolas ele se dá bem na lentas. Novak as vezes é defensivo e as vezes é agressivo, para ele tanto faz. Alguém escreveu aqui que é papo furado a história das quadras e blábláblá e alguém caiu na conversa. Prefiro ficar com o que o Dalcim escreveu sobre as mudanças que ocorreram à partir de 2006/2007 que é a mais convincente.

    Alguns choram sobre o que é escrito sobre Nadal mais esquecem o que já foi escrito sobre Federer. Leio o blog a mais de 5 anos e vou citar do que Roger foi chamado: Maricona, aposentado, farsa, suas filhas são bebes de proveta, sua esposa é uma boneca inflável, ou seja, não satisfeitos em ofender o tenista ofenderam a esposa e filhos do jogador. Mas chamar Nadal de dopado pode? Não estou afirmando nada, mas entrem no google e digitem “Nadal dopping” e verão muitos ex-tenistas, italianos , franceses tá tudo público. Os bons e ruins estão em todas as torcidas, não existe diferencial nenhum.

    1. alexpicelli

      PERFEITO!!!
      AGORA VAO FALAR QUE EU OFENDI ALGUEM ESCREVENDO PERFEITO, OU QUE SOU FANATICO,OU QUE SOU RETARDADO.
      DALCIM QUANTAS VEZES XINGUEI ALGUEM AQUI?
      E SE O SENHOR TIVER INCOMODADO AVISA QUE EU FAÇO OUTRA ID. 🙂

        1. alexpicelli

          Brigado mas como vemos muitos exageram, eu detesto o nadal como esportista, catimbeiro, prepotente, pois nao admito alguem se vangloriart em cima de erros dos outros, e o nadal e assim,por usar o fisico,joga no erro do adversario ai fica dando murro no ar levanto a perninha, acima de tudo respeito os adversarios.com a desatolação de cueca e limpeza de nariz, catimbeiro horrivel, faz pra irritar os adversarios,alguns caem outros nao, enfim,baloeiro e so usa ganchao abrindo quadra pra matar ponto na paralela,mais nada.
          vo pegar leve!!!

          1. humberto de campos

            Êita coment paidégua.
            Valeu Alex.
            Pega leve coisa alguma.
            Liberdade de expressão sobressai.
            Se excessos houver, o Dalcim, ponderado censor (palavra feia), inibi-los-á.
            E grande abraço aos federistas, Marquinhos em alta conta.

  35. Fonseca

    Atenção! O brasileiro João Menezes venceu seu primeiro título profissional (duplas em Futures, em Sunrise, na Flórida).

  36. Leonardo Carvalho

    Dalcim, fugindo do tema do post, me diga uma coisa: o que há com Tsonga? Ele ainda não jogou neste ano, está com alguma lesão grave?

  37. Marquinhos

    Tem gente que chamava Nadal de baloeiro e agora chama de touro. kkkkkkkkkkkkkk O ódio e recalque por Roger fez um pequeno ser se juntar a parte “boa” da torcida do espanhol.

  38. Cleuton

    Boa tarde Dalcim. Parbéns pelo blog. O melhor blog esportivo do Brasil, entre todas as modalidades.
    Dalcim, você sabe por que motivo o Federer não vai jogar o Miami Open? Se ele tiver algum anseio de voltar ao número 01 do ranking, não seria primordial disputar o Miami Open? Acha que ele já abriu mão de voltar a ser o número 01? Existe a possibilidade dele mudar de idéia ou solicitar um wild card após Indian Wells?
    Abração.

    1. José Nilton Dalcim

      Obrigado, Cleuton. Federer tem um problema pessoal com o promotor do evento e já não disputou Miami no ano passado. Ele diz oficialmente que precisa de um tempo para se preparar bem para o saibro. Abs!

      1. André Schioser

        Dalcim, ano passado Federer caiu nas quartas pro japonês… Ano retrasado eu acho que ele não foi… Abs

      2. André Luiz

        Ano passado ele disputou, Dalcim. Caiu nas quartas para o Nishikori. Mas ele não disputou em 2012 e 2013.

        1. Rafael Wuthrich

          precisava ganhar pontos porque sabia que os gêmeos nasceriam próximo a Roland Garros. Tanto que ele optou (sabiamente) por Monte Carlo.

      3. Ricardo Viegas

        Oi Dalcim Tudo bem?Ano,passado o Federer jogou em Miami è perdeu para o Nishikori,Ele nāo jogou em 2013.Grande Abraço e Parabéns pelo Blog.

  39. Marcão

    O futuro. Nem tanto ao céu nem tanto a terra. Assim como as vitórias contra Nadal (com apendicite) e Murray (com preguicite) não fazem de Borna Coric um fenômeno, a surra que levou do mestre não o torna um fiasco. O garoto joga muito. Tem todos os golpes e uma boa cabeça. E apenas 18 anos. No caótico mundo pos-fab4 que se aproxima será protagonista. Fecho os olhos e vejo o ranking: top30 ainda este ano, top20 ano que vem e top10 no outro.

    O presente. Nelson Rodrigues dizia que o tempo não existe para o craque nem para a mulher bonita. Depois do botox o raciocínio perdeu força quanto às mulheres. Mas não quanto ao craque. Com bíblicos 33 anos, o mestre segue indiferente ao tempo. Nada lhe falta (nem a crucificação). Podia, sem culpa, brincar no tapete da sala com o par de gêmeos. Mas não. Insiste em ser poesia em tempos de prosa.

    O passado. Nadal ganhou na Argentina. Derrotou na sequência os argentinos Arguello (146), Delbonis (59), Berlocq (74) e o amigo Mônaco (60). Foi seu 65º título. Mais: igualou o recorde histórico de Guillermo Villas, outro argentino, com 46 conquistas no saibro. Qualquer meninozinho sabe, e ele mais ainda, que esse título era obrigação, que não está jogando o seu melhor tênis, que se mostra mais vulnerável a cada temporada. Fecho novamente os olhos e penso na Chatrier lotada. Lá, contra 99% dos tenistas, ele não precisa sequer entrar na quadra para vencer. Basta um holograma, um espantalho, um boneco de vento e os adversários, empunhando raquetes com mãos de Parkinson, cuidarão de jogar todas as bolas para fora.

    1. Pieter

      Parabéns pelo comentário Marcão! Inteligente, espirituoso e culto. Tudo o que, em 80% dos casos, infelizmente, não se lê por aqui, escritos pelos mal educados e outros adjetivos menos nobres de plantão. Continue escrevendo e abrilhantando o blog. Nesses tempos difíceis porque passamos, é mais do que necessário.

      1. José Nilton Dalcim

        Por algum motivo, a ATP atualizou os títulos de saibro do Vilas para 48 (e não 46 como constava no domingo). Então faltam dois.

      1. Chetnik

        Vou tentar William. E você, já aprendeu a diferença de “mais” e “mas”? Cuidado com as vírgulas e acentuação também.

    2. Carlos Henrique

      Otimo comentário, bem inteligente. Gostei do termo preguicite ao se referir ao britânico.kkkkk. Precisa comentar mais, meu caro. O blog agradece.

  40. André

    Ao longo de 2014 o Nadal também estava devendo nessa época, tendo erguido apenas o caneco do Rio Open… Sua participação no AO/2014 não tinha sido lá essas coisas e mesmo assim chegou na final e perdeu pro Stan. Ele monta o calendário para bater o 101% em Paris, onde tem mais chances… ano passado dele foi bem capenga e mesmo assim levou Madri e o GS de sempre. Esse começo de temporada não pode ser conclusivo para descartar ninguém… Até porque não sabemos se o Roger que entrará em quadra é o da final ou do AO, que perdeu do italiano… e o numero 1 do mundo já sucumbiu diante do Karlovic nesse ano… Enfim, Nadal tem suas chances nos EUA e sempre estará nesse pelotão de frente. Ele cresce e joga melhor contra Djoko, Federer e Murray que parecem respeitar mais do que esse povo das rodadas iniciais

    1. André Luiz

      Ele começou a temporada passada jogando MUITO mais do que nessa e chegando ao final do AO após passar por Nishikori, Dimitrov e Federer. Não tem comparação possível com esse ano por enquanto.

      1. André

        Entendo seu ponto de vista, mas pelo que me recordo, Nadal passou pelo Japones aos trancos e barrancos por conta de uma bolha na mão… contra Dimitrov e Federer ele sempre joga bem, ou os 2 jogam mal… Tem o tal do encaixe etc etc…. Pra mim, ele chegou na final com uma única “apresentação de gala”, justamente contra o Federer. O Nishikori do AO/2014 não era esse de agora! Enfim, pra mim ele está nitidamente num nível abaixo, mas já estava assim ano passado quando ganhou em Paris, que é quando ele deve estar no auge físico

        1. André Luiz

          Com o tênis que está jogando atualmente ele não venceria o Nishikori nem que fosse o japonês a ter uma bolha não mão.

  41. Spencer Santos

    Caro “O Lógico” vou abrir uma exceção pois não respondo para quem não usa o nome. Nadal nunca foi martírio para mim, apenas inspiração. Sugiro que você altere o seu nick para o seu nome e “O Lógico” na frente, por exemplo, “Zé, O Lógico”. Os seus comentário são divertidos, então, só falta “corrigir” isso. Agora o Chetnik está “matando a pau”. Gostei do termo “zumbi” para definir a maioria dos ditos fãs do “cérebro de geleia da Basiléia”. É óbvio que o Federer está dependente do saque atualmente, pois a ofensividade no tênis está proporcionalmente associada ao bom desempenho do saque. É só ter jogado uma partida de tênis na vida para saber isso. Outra que eu concordo é que os feitos do Ferrer após os 30 anos são muito mais espetaculares que os feitos do Federer, já que o líder dos zumbis não depende do físico e nem do cérebro de geleia. Por fim, concordo com a questão da idade: se hoje se aproveitam da “velhice” dele, ele também se aproveitou da juventude dos outros, especialmente a do Djokovic, se bem que do Nadal ele apanharia até se o espanhol estivesse no berçário. Saudações Nadalistas!

    1. Sergio Ribeiro

      Parceiro, em Esporte de alto rendimento e que depende muito do mental, o maior vencedor nao pode ter cérebro de Geléia . Ao contrario, mudou de treinador e de Equipamento para aos 33, praticar o Tenis mais moderno. O Tenis de Base e de Rede sao praticados simultâneamente como jamais se viu.Se alia ao seu enorme Talento, um Serviço de 9000 Aces ( em 1000 e poucas partidas) o mérito e’ todo seu. Você e seu amigo estão matando que Pau ? rsrsrs…Abs!

    1. Renato Vieira

      Não é questão de ser sério sendo formal ou menos coloquial. É questão de entender que piadas são muito bem vindas e tiração de sarro é legal, mas tendo como argumento algo real e pelo menos tentando escrever de forma que os outros entendam.
      Não apenas isso, eu acho importante não colocar dois pesos e duas medidas quando você está falando de um jogador ou de outro. E te dou um exemplo.
      Ano passado, quando Federer abandonou a final do Finals, e pareceu claro que ele sim estava desgastado fisicamente e também querendo se poupar pra Davis, um monte de gente caiu matando. Normalmente os que escrevem “aposentado” e “cansadão”. Falaram que era a amarelada do século ou sei lá o que. Os fãs de Federer (como eu) foram em sua defesa e para tentar justificar alguma coisa, ficaram listando algumas partidas que o Rafa abandonou ou perdeu e coisas assim. Como se uma coisa tivesse a ver com a outra. E não era o caso de fazer piada com a situação, são discussões “sérias” e estúpidas que não acrescentam nada e não levam a nada.
      E como eu mencionei na época, se ao invés de Roger, tivesse sido o Novak que abandonasse, teria sido a mesma coisa, só que invertidas as acusações. Se fosse o Rafa, a mesma coisa. Qual o propósito disso?
      Se Roger toma 6×0 de alguém, é humilhação. Se Rafa toma 6×0, é por que não está no seu melhor momento. Troque os nomes dos dois e você terá sempre a mesma coisa.
      Se Rafa chegar ao número de Slam do Federer (eu duvido), os “torcedores fanáticos cretinos” do suíço vão falar que ele nunca chegou no número de semanas na liderança e não foi votado o tenista preferido por 10 anos seguidos (sim, eu vi gente usando isso como argumento. Parece piada).
      Se o H2H entre os dois fosse favorável ao Roger, os “torcedores fanáticos cretinos” do espanhol falariam que isso não significa nada.
      Tem gente que fala que o saibro nivela por baixo e adora o Guga e o Lendl.
      Tem gente que fala que as quadras lentas favoreceram Nadal, mas esquecem que Roger ganhou uma boa porção de títulos nessas condições. E as mesmas pessoas não falariam sobre ele ser favorecido se as quadras tivessem ficado mais rápidas ou mais indoor. Aí seria o caso dos torcedores do Nadal reclamar.
      Já falaram N vezes que Rafa estava acabado. Em 2013 ele mostrou que não era bem assim.
      Já falaram N vezes que Federer já deveria ter se aposentado. 2014 fala por si só.
      E continuam falando essas asneiras. Tal como falar que Rafa tem “físico suspeito”. Peça algum argumento e vão falar que ele é forte (como se isso fosse impossível) e que ele corre feito um demônio (como se isso fosse impossível). Fora isso, não falam nada. De novo, se Federer tivesse a mesma estrutura física do Nadal, mas ainda jogasse como Federer, não tinha ninguém falando isso.
      O caso do lance do Nadal que o TenisBrasil publicou é emblemático. Fosse Federer que tivesse feito aquilo, os tais Federistas (sic) estariam aplaudindo de pé.

      A única coisa boa disso é que todos sempre ficam esperando mais um jogo entre eles. Com todos os excelentes jogadores que tem no circuito, um jogo entre essas duas lendas vale mais que outros 1000 jogos entre qualquer top 10. Tomara que esse ano eles joguem no US Open. Aliás, tomara que joguem muitas vezes. O único problema é que sempre que eles jogam, o dia seguinte no blog é insuportável.

      Tire suas próprias conclusões se me considera amargo ou não.

      1. El loco

        Com todo o respeito, considero vc amargo.
        É claro que há alguns excessos, mas aqui todos adoram o tênis e as brincadeiras fazem parte.
        Independente de sua amargura, sempre leio com atenção seus comentários, porque provenientes de
        cara que entende!
        Abs

        1. Renato Vieira

          Não tem problema nenhum de você me considerar amargo. Se fosse a minha esposa, aí eu estaria repensando as coisas.

          Melhor ler isso do que ler que Nadal é baloeiro ou Federer sem o saque é um jogador comum.

      2. Chetnik

        Mas aí é que tá, esse dois pesos duas medidas vem de uma ala só do blog – a maior. Isso é muito claro para todo o resto. O Finals/2014 mostrou bem isso. Outro exemplo? Tem gente que diz que eu “virei casaca” – mentira -, que antes eu chamava o Nadal de “baloeiro”- verdade – e tudo o mais. Vê se naquela época as pessoas se incomodavam com o que eu escrevia? Pelo contrário, era “engraçado”, era mais um junto ao coro dos que “odeiam o Nadal”.

        Mas quando o alvo passou a ser o Federer…aí não, ele é intocável, é o “Deus” de muitos aí, é uma babação de ovo indigna de um homem feito. Não é a toa que boa parte dessa atitude indigna de um “homem” vem de um contumaz “jester” do blog, que inclusive já nos brindou com essa besteria de ser o melhor por “ter sido escolhido o tenista preferido por 10 anos seguidos”, entre outras tantas panaquices rs.

        Qualquer pessoa que veja a situação de forma imparcial, percebe isso.

        1. Renato Vieira

          Bom, eu não me lembro de você ser torcedor do Federer. Mas isso não importa. Não é esse o ponto da discussão. Se alguém te chama de vira-casaca, e não seja uma brincadeira saudável, fica fácil de ver que é um ser infantilóide com criação futebolística.

          Eu acho que a hipocrisia do dois pesos e duas medidas vale para os dois lados. Mas há um número maior de torcedores do Federer que posta com frequencia aqui no blog.

          É realmente lamentável ver gente falando que o Torneio de Buenos Aires é um challenger ou coisa assim (torneio que já teve Lendl, Guga, Villas e uma final entre Rod Laver e Roy Emerson). Falando que não significa nada. Aliás, é até curioso isso. Em 2013, quando Rafa perdeu a final em Viña Del Mar, falaram que ele não ganharia mais nada. Acho que não preciso lembrar o que ocorreu aquele ano.
          Aliás, se Thomaz Bellucci tivesse vencido o torneio, ninguém estaria depreciando.
          Esses mesmos que falam isso não mencionam que Halle era 250 até anteontem e muitas vezes teve chaves tão fracas quanto a de BA. E se fazem esquecer que Federer quando começou a testar uma raquete maior, tomou umas surras em Gstaad e outro torneio. Se perguntarem pra mim, eu troco aquele M1000 de Shanghai fajuto por um torneio como o de B. Aires, que tem público fiel e amante do esporte.
          São os mesmos que ficam falando que Nadal foi favorecido por pisos mais lentos na última década , mas continuam o xingando pq ele diz que deveriam disputar o finals em outros pisos. Ou seja, o fato da quadra dura indoor “favorecer” o jogo do Roger ou Novak não importa. Eu sou um que defende que deveria ser disputado em pisos diferentes sim, a cada 2 ou 3 anos pelo menos. A única coisa que não poderia mudar seria o fato de ser indoor e espetáculo que é o torneio (na minha opinião). Indoor apenas para não ter problemas com atrasos ou clima muito quente ou muito frio. Quem viu ao vivo o que eles fazer em Londres não esquece. É impressionante.

          Agora, usando suas palavras: Pra quê fazer do Federer um alvo? O que você ganha com isso? Acaba por proferir panaquices iguais às que lê. Chamar qualquer um de cansadão ou aposentado pode até ser engraçado quando ele tomou uma surra no dia anterior, mas é absurdamente ridículo quando o cara ta voando em quadra. Seria a mesma coisa que chamar Nadal de fracassado quando ele ganhou o US Open da última vez. Ou dizer que Rafa “com certeza toma alguma pílula mágica” (até hoje não disseram o que é). Não é uma questão de desrespeito a ninguém, isso não se discute. A questão é que é patético. Simplesmente inútil e patético.

          1. Chetnik

            Nunca fui torcedor do Federer. Mas sempre torci por ele contra o Nadal. Não sei o que você entendeu do meu texto.

            Sobre a hipocrisia ser “dos 2 lados”, não concordo mesmo. Não lembro dos “principais” torcedores do Nadal pegando ar e tentando me ofender quando eu tirava sarro do tenista “deles”. O que eu me lembro é de torcedores do Federer que achavam algumas coisas que eu escrevia “engraçadas” e agora acham que o que eu escrevo são as piores ofensas do blog. Isso tudo porque eu me “concentro” mais no Federer do que no Nadal hoje em dia.

            Tem um coitado aí que vive dando indireta para mim e falando mal do Nadal – não tem mais o que fazer? – que quando eu “virei casaca” ficou choramingando. “Você não Chetnik, antes te respeitava, agora não, mimimi”. Tirando a parte do “respeito que eu perdi” – me sinto lisonjeado -, isso só mostra o nível de hipocrisia e fanatismo de alguns.

            Não tem nada a ver com o que eu escrevo, ou como eu escrevo. Tem a ver sobre quem eu escrevo.

      3. geraldo de carvalho.

        vc frequentemente aponta q os argumentos são instrumentais. e são msm. este q vc vive apontando, dos comentaristas q querem reescrever a história do tehnis a cada semana é mais um.

        1. Renato Vieira

          Mas isso que eu aponto (como você disse) não é um argumento. Eu faço quase como um CTRL-C CTRL-V. Eu apenas isolo o suposto argumento (normalmente fajuto) e o comparo com um argumento hipotético que o contradiz. Nesses casos, raramente emito opinião, pois é desnecessário.

      4. desbravador

        A palavra rivalidade traz implícita a presença do acirramento, da pouca folga dada ao adversário. Não existe isso entre Nadal e Federer(23 x10. 6 x2 em Slams. A “rivalidade” espetacular” entre eles dois foi uma criação da mídia,muito em respeito a Federer, que é,sim, o jogador mais virtuoso da história. A maior rivalidade da história da era aberta é Nadal x Novak(23×19. 4×3 em Slams)–essa sim, acirrada, sem muita vantagem para nenhum lado.

      5. Carlos Henrique

        Caramba Renato Vieira, que texto fenomenal. Sintetizou no mínimo 80% dos participantes do blog. Seu post é uma poça dágua em um deserto.

      6. alexpicelli

        SE VIU AI DALCIM, CRETINO JA É OFENSA, MESMO COM ASPAS!!! EU NUNCA DISSE ISSO DE NINGUEM, SO DO NADAL!!

        1. Renato Vieira

          Considerando que eu não mencionei o nome de ninguém, a ofensa se vale apenas para quem se considera, de fato, como tal. E ainda consegue achar isso ruim.

          Se a máscara serviu, não foi culpa minha nem do Dalcim.

          Agora, se você falou isso do Nadal, sem nem ao menos ele ter feito nada para você e sem jamais ter nem chegado perto dele, então há um pequeno erro de conceito aqui.

  42. Luciana

    Boa tarde, Dalcim!! Não consegui comentar a tempo no post anterior, por isso gostaria de dizer algumas coisas aqui, mesmo não sendo o assunto principal do post:
    Sobre a final de Dubai: nós, fãs do Roger, não estamos “enlouquecidos” nem “deslumbrados” comemorando um título de ATP500 (o que não deixa de ser importante), nós, fãs do suíço, estamos felizes por uma vitória em sets diretos, com uma grande atuação, sobre o melhor tenista da atualidade e atual #1 do mundo, no seu piso preferido. Isso sim, nos dá uma ótima impressão para Indian Wells. Mas tem gente que não é capaz de entender isso, imagino que a dor de cotovelo esteja insuportável…
    Mas calma gente, Roger e Djoko vão se enfrentar outras vezes…Roger vai vencer algumas, Djoko vai vencer outras e assim a vida vai continuar…. completamente desnecessária essa briguinha infantil…

  43. Helder Sá

    De fato, não tem como não aplaudir o Ferrer. Ele consegue ser bastante eficiente dentro de suas limitações, embora não seja um jogo vistoso.
    Dalcim, quanto aos nossos duplistas, eu acho que Melo e Soares vão ter que jogar mais vezes juntos antes das Olimpíadas, não? E é bom ver que André Sá continua evoluindo, apesar da idade. Será que teremos duas fortes duplas nos jogos do Rio (Melo/ Soares e Sá/Demoliner ou Bellucci)?

      1. Mauro Amoedo

        Bem, em 2012 tivemos Melo/Soares e Bellucci/Sá…

        Acho que por ser o país sede, teremos pelo menos 3 duplas (puro achismo…)

  44. André Pires

    Dalcim, acredito que você ainda vá falar sobre isso, mas que time esquisito esse da Suíça pra Copa Davis hein? Você já viu um time tão mal rankeado disputando um grupo mundial? E o que você acha da programação do Federer até RG? Pulando Miami e disputando 4 torneios (Istambul, mais os 3 Masters) antes do Grand Slam francês. Será que ele está pensando que pode surgir um outro Soderling (Nishikori, Ferrer, Djokovic) por lá ou quem sabe ele mesmo fazer frente ao Rei do Saibro?

  45. Eduardo

    Dalcin, vc tocou num ponto que faz muito tempo vinha me perguntando. Por que razao e tao dificil pro Andre Sa arrumar um parceiro de duplas mais constante? Na sua visao, por que isso ocorre? Abracos

    1. José Nilton Dalcim

      Os duplistas geralmente correm atrás de alguém que esteja ganhando, em boa fase. Acho que é mais isso.

  46. Bimbo

    Dalcim, mal comparando, Nadal é como um time de futebol que joga contra o seu maior rival, ou seja, ainda que não esteja bem, cresce na hora “H”. Óbvio que o touro não mostrou seu melhor jogo no saibro sulamericano, todavia, ele sequer foi exigido. Isso mesmo, sequer foi exigido! Assisti ao espanhol jogar contra adversários relativamente fracos, o que, você sabe bem, Dalcim, causa desmotivação, quando mais em torneios de pouca relevância no cenário mundial. Fognini não derrotou o Miúra, que perdeu para a sua própria condição física (perda flagrante de intensidade no decorrer da partida). Rafael ainda é um jogador jovem e, portanto, com alguma lenha para queimar. Talvez não o vejamos jogar como estamos acostumados nos próximos tornieos, mas o cara é um fenômeno, e com o passar dos jogos sua melhor condição há de retornar. Veremos, então, alguns “futebolistas do tênis” amargar o touro a bater em seu queridinho, o eterno freguês suíço.

    1. Rafael

      “Bimbo”, vc mesmo se definiu, ao citar os “futebolistas do tênis”, senão vejamos:

      “O Piraporinha, com todo respeito, não ganhou do Corinthians, o Corinthians perdeu pra si mesmo”.

      Sendo que o Fognini passa longe de ser o fictício Piraporinha.

      Abs

  47. Wellington Amarante

    Dalcin, o que aconteceu com a carreira da Ana Clara Duarte? Há algum tempo ela estava ali beirando o top 200 e depois não temos visto nenhum bom resultado. Estava olhando o ranking dela e me assustei qdo a vi ocupando o 946 lugar. Lembro que ela conseguiu há uns dois anos, senão me engano, um bons resultados em torneios de U$$ 25 mil e de lá pra cá não tenho observado nenhum resultado expressivo. Se

    1. José Nilton Dalcim

      Felipe Priante deu uma entrevista legal com ela no TenisBrasil, Wellington. Abandonou e está tentando carreira de jornalista. Abs!

    1. José Eduardo Pessanha

      Dependerá da chave, mas Ferrer é carta fora do baralho. O campeão sairá de Djokovic, Nadal, Nishikori (se jogar o que jogou no saibro no ano passado), Federer e Wawrinka. Abs.

  48. Mariano

    Prezado Dalcim, como sempre venho enaltecer a qualidade técnica e informativa de seu blog, e dizer que todo os dias abro este espaço para me interar sobre o mundo do tênis. Para nós fãs do tenis e leitores é realmente algo esperado, de certa forma com bastante ansiedade. É incrível a percepção de longevidade que estamos presenciando no momento, visto que até a poucos anos atrás já estávamos nos despedindo do grupo dos atuais trintões, incluindo Federer, Ferrer, Karlovic entre outros e para nossa grata surpresa, novamente vc com análise fundamentada em dados oficiais, prova o contrário. Diante desse fato, acredito e me animo a dizer, que a geração BIG four, ainda vai persistir por uns bons anos e inclusive NADAL poderá sim voltar no mais alto nível (vide federer pós 2013) e nos brindar com um bom tenis como FED- DJOKO no último fim de semana. Parabéns pela paciência e dedicação a nós prestado. Continue firme como os trintões do tenis por que o público precisa de pessoas como vocês. Abraço.

  49. Hélio

    Enquanto ao Davi, certa vez a Sheila escreveu sobre confrontos diretos do espanhol com alguns dos “top 10”, onde ele tinha mais vitórias do que derrotas, incrível, um dos comparados foi “la torre de Tandil”, o que mostra não estar, o seu “ranking”, sendo forjado em torneios pequenos. Pode não ter títulos de torneios grandes, mas participa dos mesmos e chega longe. Isto o credencia e sem talento não seria possível. Aceito ouvir que o mesmo não tenha variação de jogo, porém talento… Até mais, amigo velho.

  50. Luiz Fernando

    Concordo com o teor do seu post, q reflete a realidade da fase tecnica atual de ambos, na qual Ferrer está melhor, possivelmente bem melhor. Porem, não concordo, em parte, com as conclusões. Em 2013, depois de 6 meses parado, Rafa venceu em Sampa e em Acapulco, alias neste ultimo torneio vencendo o proprio Ferrer, e não vi nada de extraordinário nisso, pois pelo histórico de Rafa era o esperado no saibro, ainda mais sem o Nole. Assim não vejo estas conquistas do Ferrer com tanto entusiasmo, embora, é claro, não se possa negar muitos meritos a ele. A conquista de Nadal em Buenos Aires do ponto de vista do torneio em si vale pouco mesmo, pelas razões q vc expos, porem, seu significado para a carreira do cara é muito superior as conquistas do Ferrer, afinal, ele se tornou o maior vencedor sobre o saibro (junto c Vilas) e superou lendas do tenis como Agassi e Sampras em numero de torneios vencidos, o q, convenhamos, não é pouco e nem pra qualquer um. Vamos pros M1000 americanos na quadra dura.

    1. Luiz Fernando

      Dalcim me perdoe o erro, já q eu troquei Borg p Agassi, o mostra ainda mais a grandeza de Nadal na história do tenis.

    2. Mario Cesar Rodrigues

      Bem lembrado para vc ver que quando o tal dito melhor jogador passe alguém em qualquer quezito aqui a IGRF vem com tudo Rafa é simples menos euforia se bem que euforia fica para os torcedores digo por mim…e Digo Dalcim fez uma leitura o que não entendo e o que ele quiz dizer sobre a final de Dubai claro foi um belo jogo muito disputado….vamos ver quando estes dois finalistas de Dubai pegar Rafa quero ver Dalcim repetir que Rafa está anos luz atráz deles…gente uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa calma vai ter tempo…Rafa está cozinhabdo o galo acreditem se quizer!

  51. Marcelo

    Olá Dalcim! Parabéns por mais um excelente post!

    Só fiquei com uma dúvida: você disse que o Monaco não é especialista no saibro! Porém, dos 8 títulos que ele tem, 7 foram no saibo e apenas 1 na quadra dura! E dos 12 vice-campeonatos que ele tem, 11 foram no saibro, e apenas 1 na quadra dura!

    Quando você diz que ele não é especialista em saibro, você quer dizer que não é o melhor piso dele, ou que ele não representa muita ameaça em nenhum piso?

    Abraços,
    Marcelo

  52. Spencer Santos

    Ah, eu pensei que seria algo do tipo “Nadal supera Sampras e Borg em títulos gerais e empata com Vilas em títulos no saibro”. Puxa…fiquei triste…rs. Mas vamos lá…gostaria de parabenizar o Chetnik, o qual, juntamente com o Luiz Fernando, são os comentaristas mais coerentes do blog, já que o Sérgio Luiz sumiu. É mais que óbvio que atualmente o “cérebro de geleia da Basiléia” depende do saque. Depende com “D” maiúsculo. Basta ter jogado uma partida de tênis na vida para saber que ser ofensivo depende principalmente da efetividade/desempenho do saque. O cara da Basiléia está mais ofensivo que nunca e obviamente mais dependente que nunca do saque. Isso significa que ele “sempre” dependeu do saque? Óbvio que não. Os “zumbis seguidores do cérebro de geleia da Basiléia” têm que abrir a mente, só um pouquinho, para podermos nos divertir mais por aqui. Relaxem, pô! Concordo também com a argumentação da idade: se o Federer está “velho” hoje contra o Djokovic, já se aproveitou da “juventude” do sérvio para ganhar várias partidas. O confronto entre eles é lá e cá, pau a pau. Já com o Nadal o buraco é mais embaixo e os dois são mais que fregueses de carteirinha e de longa data; ontem, hoje e sempre. Por fim, concordo em gênero, número e grau que, proporcionalmente à carreira antes dos 30, os feitos de Ferrer após os 30 anos são infinitamente mais espetaculares que os feitos do Federer, pois se espera muito mais do basiléio que é “mito”, é “lenda”, é “lindo”, é “cheiroso”, é “adorado”, “não depende do físico”, blábláblá. Saudações Nadalistas!

    1. José Nilton Dalcim

      Esses títulos eu dei no TenisBrasil, que é a parte informativa. Aliás, algo que a ATP só deu depois… rsrs… No Blog, eu tento fazer análises, caro Spencer.

      1. Spencer Santos

        Caro Dalcim, foi só uma pequena provocação para os colegas do blog. A minha fonte dos tais feitos do Nadal foi justamente o Tenisbrasil.

  53. Pieter

    Não fossem as duplas o tênis brasileiro estaria vivendo uma entressafra de fazer qualquer torcedor chorar de frustração. Parabéns aos mineiros, eles fazem por merecer tamanho sucesso. A se lamentar apenas que a ATP não invista nem divulgue os torneios e jogos de duplas como eles mereceriam.
    Dalcim, o que explica o sucesso mineiro nas duplas? Seria a água das Minas Gerais..rs?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que o brasileiro em geral joga muito dupla, mas principalmente a dupla divide responsabilidade em quadra.

      1. Rafael Wuthrich

        Dalcim, creio que o Pieter se refere ao fato de nossos duplistas serem mineiros. Somente coincidência ou há algum trabalho de base em Minas que está sendo revertido ao profissional?

        1. Pieter

          Valeu, Rafael! Foi exatamente a isso a que me referi: os três melhores duplistas brasileiros são todos mineiros! Pensei que houvesse algum trabalho de base, especificamente voltado para formará duplistas ou algo assim…

  54. Hélio

    Boa tarde “Jonas Björkman do Brasil”, já o chamaram assim, não? Estamos cansados de ouvir que o “touro” já era, daí ele vem e detona! É certo que desta vez, o espanhol está voltando devagar, porém só os tolos duvidariam. O problema está na falta de memória do ser humano.
    Falando agora das outros torneios,Tubo bem que a quadra de Dubai foi minuciosamente construída para o jogo do Roger, porém jogar naquele nível, vencendo o “monstro sérvio”, é digno de um maior de todos os tempos.
    Dalcim, por favor me responda, quem foi o verdadeiro responsável pela escolha do piso nas Olimpíadas 2016 no Rio? Muito estranho não ser o saibro. Será que estão querendo favorecer alguém?
    Agora me fala , parecer parece, mas você voleava como o sueco? Abraço forte!

    1. José Nilton Dalcim

      Não, eu ainda voleio como o sueco… hahahaha… Olha, Hélio, a definição do piso foi simples e lógica: os Jogos serão em julho, antecedendo o piso sintético dos Masters 1000 e do US Open. Não teria sentido ser em outro piso. Abs!

      1. Djokovic Fan

        Mas então as Olímpiadas serão sempre em piso sintético? Porque acho que deveria haver um revezamento e como aqui no Brasil,o piso preferido da maioria dos tenistas é o saibro,acho que deveria ser nesse piso.

        1. José Nilton Dalcim

          Elas já foram no saibro, em Barcelona de 1992. O problema é o calendário, portanto acho bem provável que seja sempre na quadra dura.

      2. Luiz Fabriciano

        Dalcim, pegando esse gancho ai, se não me falha a memória, as olimpíadas de Londres, cujo torneio de tênis aconteceu em quadra de grama, não tinha em sequência os Masters na sintética?
        Esclareça-me por favor essa relação. Obrigado.

  55. Carlos Henrique

    Dada a fase do Nadal, acredito que Ferrer pode sim beliscar um dos grandes torneios do saibro antes de RG, não acha Dalcim? Claro que dependeria de uma chave favorável, onde não enfrentasse Roger e/ou Novak. Admiro o espírito batalhador deste tenista espanhol.
    Não sei se concorda Dalcim, mas acho que uma grande qualidade que muitas vezes não é falada sobre o David é o seu mental. Dificilmente ele viaja em quadra, sempre está concentrado no próximo ponto. Sem contar na extrema aplicação tática, como você salientou no post.

  56. Guilherme Almeida

    O primeiro parágrafo do blogueiro resume a realidade incontestável dos fatos e olha que os dois últimos títulos do Ferrer foram sem nenhum cachorrão de títulos por lá. Conquistar um título de ATP 250 ainda mais na América Latina contra o Mônaco é mais do que obrigação do Nadal. Toda vez que a Raquel minha mulher pede para jogar comigo eu também sou obrigado a ganhar dela, diminuo o ritmo para ela chegar pelo menos inteira nas bolas e tentar se divertir um pouco durante a derrota, além disso eu posso admirá-la mais na vertical, uma partida entre casal é bom para deixar a mulher da gente com aquele corpo gostoso sempre sarado e para sair um pouco da rotina. ATP 250 me faz lembrar do título de segunda divisão do meu time, palmeirense que é palmeirense não conta esse título nem com mais cachaça do que sangue no exame de sangue.

    1. Renato Vieira

      Nada contra, mas esse aqui está concorrendo fortemente ao título de “comentário mais surreal de 2015”.

    2. Luiz Henrique

      Você estava indo tão bem, caro Guilherme !
      No último parágrafo você “enfiou o pé na jaca”……kkkkkk
      Mas não ligue não, eu também sou Verdão ! Abs.

  57. Flávio Branco

    Ótimo post, mestre Dalcim. Esse título mequetrefe do Nadal no Challenger argentino realmente significa nada. Bolas curtas, e sem confiança, sem contar na amarelada do Berlocq na semifinal onde perdeu 5 set points seguidos no tie break do primeiro set. Esse ano RG tem tudo para ter outro campeão.

  58. André Borges

    Porque é tão difícil para o André Sá e para o Marcelo Demoliner arranjar parceiros fixos? E aliás porque não deu certo a dupla formada pelos dois?

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que é por falta de constância nos grandes torneios. Sá e Demo têm rankings distantes.

  59. Julio Sc

    E na corrida de 2015, Nadal é o oitavo. Top 4 estão Djoko, Wawrinka, Nishikori e Ferrer.

    Só para contextualizar ainda mais o antagonismo dos dois espanhóis.

    O incrível é que Nadal, mesmo “jogando mal”, está em oitavo.

  60. Luiz Henrique

    Caro Dalcim,
    Não há como negar que, de bons tempos para cá, Ferrer é o mais Regular e Consistente Tenista espanhol. Não tem o carisma de Nadal mas, também, não reclama e alia seu excelente condicionamento físico a uma agressividade em quadra digna de espanto.
    Durante a transmissão da final de Buenos Aires, ouvi um Narrador dizer que, em entrevista, Nadal afirmou que não conseguirá (ou que acha difícil. não me lembro bem !) voltar a sua antiga forma.
    Sabe de alguma coisa, Dalcim ? Abs.

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, o TenisBrasil deu a entrevista com destaque. Ele disse que receia não recuperar seu melhor nível.

      1. Rafael Wuthrich

        Ou consegue se adaptar a um outro modo de jogo ou vai sofrer. A mim me parece que as seguidas lesões limitaram sobretudo o backhand, que anda exposto demais e falível. Além disso, a opção de defender a 3 metros da linha de base me soa incompreensível para alguém que tem que diminuir tempo de quadra e preservar ao máximo o corpo de longos e desgastantes jogos.

  61. Chetnik

    O Nadal só está precisando encontrar pela frente seu maior PATÃO e súdito, dae a confiança volta com mais uma surra sem piedade no rei da entressafra, para sofrimento absoluto dos zumbis.

    Nadal participa de Indian Wells e Miami, confirmado?

  62. Luiz Henrique

    Prezado e polido Dalcim, boa tarde !
    Incrível como você, de maneira educada e cortês, faz ver a seus admiradores a situação atual de Rafael Nadal, de modo que fica impossível contestá-lo.
    Creio, salvo melhor juízo, que até Indian Wells e Miami, Nadal sempre terá uma justificativa, caso seu desempenho não seja a contento.
    A “Prova de Fogo” será RG, quando irá defender os pontos da vitória de 2014, podendo despencar no ranking e ter sua confiança seriamente abalada, se não for suficientemente convincente no saibro.
    Até lá, ficará este “mimimi” na internet, onde as palavras “se”, “talvez”, “penso que”, dominarão todas as inclusões nos Blogs.
    Porém, caro Dalcim, ficou muito claro que um deslize em Buenos Aires prejudicaria muito o Espanhol. Ao passo que a vitória, pouco ou nada acrescentou.
    Abs.

  63. Paulo

    Boa tarde Mestre Dalcim, não posso deixar de parabenizar e reconhecer o grande feito tenístico obtido pelo espanhol ao vencer o “Argentina Open”. Incrível a qualidade técnica desse torneio, infelizmente não pude assistir, mas dizem que obteve recorde de audiência. Parece que a ATP já pensa em acrescentar ao circuito o “Jamaica Open” e também o “Unidos da Viradouro Open”, portanto… tremei Jimmy Connors, tremei. Abraço.

    1. Luiz Nunes

      Puxa vida, Paulo ! Que comentário mais “JOCOSO”… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Como eles estão sofrendo…… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

    2. Luiz Henrique

      Você tem sorte em não ter visto jogo algum, prezado Paulo !
      Fico com dó do Dalcim que, por força da profissão, é obrigado a assistir estes “Masters”……

  64. Guilherme Blumer

    Dalcim, você concorda com a estratégia adota por Nadal? Todos sabemos que ele vem de um longo período parado e que o saibro é onde ele tem maior confiança para pegar ritmo de jogo. Porém não acha equivocada a escolha dele em focar agora no saibro sabendo que terá dois grandes eventos no piso sintético? Seus maiores concorrentes fizeram final ontem e como você disse, tecnicamente nunca houve uma diferença tão grande deles em cima de Nadal como vemos hoje.
    Não dá a impressão que ele fugiu do problema? O ritmo necessário para Roland Garros ele ainda poderia encontrar em torneios antes do Grand Slam Francês.
    Os 500 pontos do Rio Open e a grana ganha para Buenos Aires pesaram não?
    Pra mim isso pode custar caro nos torneios dos Estado Unidos. O que você acha? Grande Abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      Eu acho que ele veio atrás de ritmo e confiança, sem falar é claro que já tinha assinado os contratos. Fez o certo, na minha opinião, mas infelizmente para ele a coisa não foi tão bem como ele provavelmente imaginava.

  65. Rodrigo S. Cruz

    Concordo com tudo que você falou, Dalcim. Especialmente sobre o Ferrer…

    Não tem como não admirar esse cara, pois um tenista de tão poucos recursos, fazer o que ele faz é digno de muitos aplausos.

  66. Marquinhos

    Tenho minhas dúvidas se Ferrer tem o saibro como preferência. Se título mais importante foi em París na quadra dura e coberta.

    1. Edu

      É simples, Marquinhos. O fato de um jogador conquistar um título em determinada superfície, não necessariamente faz com que ele prefira aquele piso. Wawrinka é mais jogador de saibro do que de hard, apesar do título na Austrália. Djoko é mais jogador no saibro do que na grama, e venceu Wimbledon 2x.
      Porém, quanto ao Ferrer, concordo contigo. Sinceramente não o vejo jogar tão melhor no saibro que na dura. Tenho até receio de chamá-lo de saibrista hahahaha!

    2. Carlos Henrique

      Ferrer é all court como quase todos do top 10. Mas, para mim, é inegável que ele prefere o saibro às demais superfícies.

  67. Marquinhos

    Rapaz, o cara tá descontando todo sofrimento, frustração e insegurança em cima de Roger Federer! Falta pouco pra logo logo passar de chato pra bobo da corte.

    1. Chetnik

      Bobo da corte do blog já foi estabelecido por mim que é você. É que nem bailarinete querer chamar o Nadal de aposentado, não cola. Nadal é o baloeiro, aposentado é o “bode”.

      Eu sou o “chato” e você é o bobo da corte. Tá todo mundo feliz.

      1. Marquinhos

        Quero ver se você falaria isso na minha frente Você acabou de assumir ser o BOBO DA CORTE. Agora não tem volta.

        1. Chetnik

          Não, eu falei que o bobo da corte é você. E que necessidade é essa de insistir que tem namorada? Tá inseguro?

          E deixa de ser mané, fica dando indireta o tempo todo e quer dar piti quando é respondido? Aja como homem. Já não basta não ter palavra, vai ficar nessa de indireta?

          Que figura patética que você é, fica dando carteirada de que faz jiu jitsu – já foi até zoado por isso por outro colega – não para de repetir que tem namorada, não tem palavra, fica dando indireta, dedica a sua vida a babar o ovo do “bode” e falar mal do Nadal, e quer falar da insegurança e frustração dos outros?

          “Ui, quero ver falar na minha frente”. Vai se tratar.

          1. José Nilton Dalcim

            Pessoal. Vou publicar esta e encerrar a discussão particular entre vocês dois. Se quiserem continuar, usem emails ou outros meios. Abs!

  68. implicante

    O Nadal conseguiu uma proeza de vencer um atp 250 , pegando só jogadores de nível challenger, só pegou abaixo de ranking 55.
    Ele vindo jogar essa gira de saibro aqui, mostrou que ele joga pelo dinheiro mesmo. Está satisfeito com o saibro e não tem mais grandes ambições no circuito, senão jogaria Roterdã e Acapulco para ganhar ritmo pros M1000 que estão chegando.

    1. Djokovic Fan

      Não vejo assim não.Acho que ele veio para buscar confiança,enfrentando adversários mais fracos e jogando no seu piso favorito,coisa que concordo plenamente e acho bastante sensato da parte dele.Só não gostei do nível de atuação,sem intensidade,bolas muitas curtas,muito passivo.Mas há tempo para ele se recuperar

  69. Marquinhos

    Ferrer é outro que tem um físico desproporcional, mas pelo menos é humilde e reconhece que tem limitações e é outro grande fã de Federer e o considera o maior do esporte. Vencer três títulos e perder apenas um jogo no ano é para poucos. Gostaria muito que ele vencesse pelo menos um slam em sua carreira, ele merece.

  70. Marquinhos

    Uma coisa é você ter mais de 1,95 e sacar bem, bem mais fácil. Outra coisa é ter 1,85, ser magro e mesmo assim um grande sacador, mesmo sacando raramente acima de 200kmh. Outra coisa é ter físico de halterofilista, 1,85 e mesmo assim raramente sacar acima de 200kmh. O ótimo serviço de Federer só mostra o quanto ele é sensacional e extremamente técnico, pois, com seu biotipo, ter um grande saque é resultado de muito treino e talento para dominar o movimento mais difícil e complexo do tênis.

    Sim, seria vergonhoso ter um 23×10 contra uma aberração. Porém, quadras lentas, mais físico suspeito, mais backhand de uma mão, poucos jogos na grama e em quadras rápidas ajuda a esclarecer algo fora da realidade. Mais será revelado………………..

    O título em um atp-500 não significa muita coisa na carreira do mestre, devido a ele ser o maior vencedor e detentor da maioria do recordes relevantes do esporte. Mas dar uma aula para o maior tenista da atualidade, no auge, é coisa que só Federer pode fazer. Mas Nadal venceu Nole 23 vezes ? Sim, venceu, mas foi na correria e força física desproporcional, e não por ser melhor e mais técnico.

Comentários fechados.