Incrível sexta-feira
Por José Nilton Dalcim
21 de fevereiro de 2015 às 10:04

Diante de tudo o que aconteceu na sexta-feira no Rio Open, só vale registrar alguns pontos antes que a rodada já recomece dentro de poucas horas.

1. Bia Haddad perdeu uma chance inacreditável de fazer história. O tênis feminino brasileiro não vence uma adversária de nível top 20 desde Andrea Vieira, em 1990. A canhoto paulista vacilou na hora de fechar – isso sem falar que esteve sempre à frente no segundo set, em que bastaria confirmar um saque para surpreender Sara Errani -, mas os nervos pesaram. Ela humildemente reconheceu que passaram muitas coisas na sua cabeça na hora dos match-points, o que é admissível diante de sua já longa história nas quadras. O lado positivo é vermos que Bia tem sim jogo para encarar até mesmo as melhores do ranking, algo que o tempo e muito treino deverão se encarregar.

2.João Souza também deixou escapar a oportunidade de estar na semi, entrar para o top 70 e ainda por cima ganhar vaga direta na chave de Buenos Aires (como ‘special exempt). Há de se dar crédito ao tênis agressivo do austríaco Andreas Haider-Maurer no primeiro set, antes de o paulista iniciar grande reação que o levaram a 6/1 e 3/1. Faltou talvez acreditar um pouco mais no final do jogo, mas não se pode crucificar Feijão pelo deslize, frente a todos os bons jogos que fez nas últimas duas semanas.

3. Fabio Fognini e Federico Delbonis fizeram um dos melhores duelos sobre o saibro dos últimos tempos. E olha que eu custo a gostar do italiano. Foi um jogo de muita qualidade técnica, variações táticas, enorme disposição e tremendas reviravoltas. Pena que tão tarde, público reduzido no Rio e provavelmente esgotado diante de tantas horas de TV. Acredito que Delbonis deu um grande passo para a convocação na Copa Davis ao recuperar seu tênis agressivo. Pior para nós.

4. E o que o árbitro geral Lars Graf fez com Rafael Nadal é digno de punição. Desta vez, o espanhol teve toda a razão de reclamar. Oras, o jogo de Fognini começou  quase 21h30, portanto com a programação inteiramente comprometida. O lógico era deslocar a partida do italiano para o estádio secundário e permitir que Nadal e Pablo Cuevas entrassem em horário decente em quadra. A decisão prejudicou o público, que não aguentou a maratona e ainda viu um sofrível primeiro set. O uruguaio perdeu boa chance de surpreender, porque Rafa só conseguiu ‘acordar’ ali pela metade do segundo set, quando seu saque passou a fazer diferença e com ele o espanhol usou enfim o forehand agressivo. Saiu da quadra às 3h18, algo inconcebível numa programação que não teve um real imprevisto, como a chuva. Mas como Fognini terminou sua batalha de outras 3 horas completamente estafado, Rafa continua firme rumo ao bi e a manutenção do terceiro lugar do ranking.

5. Ah, David Ferrer fez sua melhor partida no Rio e, bem mais descansado, tem oportunidade de ouro de levar o título no domingo. Juan Mónaco mostrou evolução e, com a recorrente contusão nas costas de Leo Mayer, pode muito bem ser o títular de sexta-feira na Davis contra o Brasil.


Comentários
  1. Andre Silva

    É impressão minha ou o tecnico da Bia estava forçando a pobre coitada a jogar ?
    É impressão minha ou esse tecnico da Bia está se achando um Ivan Lendl, um cara prepotente e como tecnico deveria ser o primeira a mandar ela parar já que ela não aguentava nem andar
    Triste muito triste ver uma jogadora machucada e um mané que se Acha não falar nada !
    Ficou provado que ela tem potencial e cabe ela procurar outro tecnico, pq um tecnico desses ela nem precisa de inimigos!
    Tomará DEUS que ela se recupere prontamente, já que se ela insistisse seria no minimo uns 6 meses de molho

  2. Maurício Luís *

    Tenho muito mais esperança que a Bia Maia “deslanche” do que o Bellucci “desencante”. Valeu, Bia!
    Quanto ao Nadal cara de berimbau, acredito que este seja o início da sua queda no ranking. E não deve ficar só nisso não. Do terceiro já caiu pro quarto, e do quarto vai pro QUINTO dos inf… digo, quinto do ranking.

  3. Sergio Ribeiro

    O Ex-Mascara Fábio Fognini perto dos 28, deve ter sentido outra vez como se estraga uma carreira. Com apenas 3 ATP, e um enorme Talento ,o Italiano vai ter muita estória pra contar e pra chorar. Ja’ o vi varias vezes entregar o primeiro Set e depois resolver jogar contra Oponentes medianos. Hoje demonstrou que o SLAM em Duplas e o psicólogo somente o ajudaram. Um pouco tarde penso eu. Rafa Nadal ja’ sabe que o caminho para o Decimo em Rolanga será’ muito espinhoso. Muitos nao o temem mais também no Saibro. Uma partida de altos e baixos, mas emocionante. O maior Competidor desta geração esta’ sofrendo do seu próprio veneno. Como estão sabendo explorar seu Back.Novak deve estar rindo atoa.Abs!

  4. José Eduardo Pessanha

    Parafraseando Sérgio Gonçalves: Nadal acabou.

    E o tênis agradece. Xô, carranca.
    COMO OS CARAS ESTÃO SOFRENDO. KKKK

  5. Isabel

    To pra dizer que esse foi um dos piores jogos que já vi. Nadal 5-0 no 1o num total desleixo do italiano. Depois as 2DF seguidas do Nadal pra por o Fabio no jogo.. Uma irritação do espanhol que nunca vi… Alias Bernardes, eu adoro, mas foi insensível a situação. É irritante o quanto o Fabio pedi pra os juízes descerem pra apontar a marca, Rafa também não perdoou hoje. O drama e lampejos de boas jogadas no 3o pra mim não compensaram…

    Claro, o Fognini tá de parabéns. Ele não era do tipo que ia deixar mais que sua beleza e talento em quadra. Mas esse torneio, ainda que do seu jeito oscilando, tem sido um brigador. Contra o Vesely mp salvos, ontem quebra atras no 3o e os mp perdidos. Hoje viu uma porta aberta no 2o e chegou chutando…Prova real foi a correria pra chegar na bola no mp o resto a boa mão do italiano fez. Eu até supero seus destemperos com os árbitros e seus dramas desse jeito. hehehe

  6. Implicante

    Não disse que o Fognini ia ganhar? Além de.ele estar mais calmo o Nadal só veio pro Brasil pegar o cacho de participação no torneio e carnaval, a qual foi rebaixado,

  7. Rodrigo S. Cruz

    Uhhhhhhhuu!! Que vitória fantástica do Fognini. E o voleio do matchpoint foi coisa de GÊNIO!

    Sou fã do jogo desse cara, que facilidade pra bater na bola, e que mão ele tem pra colocar tudo aonde quer…

    Já o Nadal, me decepcionou mais uma vez com esta PALHAÇADA de inventar contusão VUDÚ quando sente que vai perder… Só que desta vez o teatrinho não deu certo. Bem-feito.

    Valeu Fabio, rumo ao título!!!

  8. Bruno Vigne

    Queimei a minha língua novamente, graças a Deus! Quantas alegrias o Robô está proporcionando pra nós nessa temporada. Depois de ganhar o primeiro set por 6×1 e começar o segundo quebrando o italiano nem o mais empedernido de seus detratores acreditaria numa virada. E não é que aconteceu??? Fognini botou a cabeça no lugar e conseguiu uma vitória pra lá de surpreendente e inesperada.

    Será que é o princípio do fim da carreira do baloeiro? Que pelo menos ele está muito mais vulnerável do que já foi, isso ninguém pode negar…

  9. Marquinhos

    Pra quê zuar o Nadal? Perder para ele virou uma rotina, não tem tanta graça. Rafa e a derrota são irmãos siameses.

  10. Marquinhos

    Para Leo Cabral,

    Então quer dizer que um cache milionário não faz diferença? o Quê Nadal vai fazer em um atp-250 em Buenos Aires? Deve ser por amor ao esporte, claro.

    Concordo com tudo que o anti-jogo escreveu no post anterior.

    1. Leo Cabral

      Caro Marquinhos,
      .
      Roger também joga ATP 250.Você acha que é só pelo cache milionário que ele faz isso?Não,é por amor ao esporte e por querer estar sempre no topo do tênis.
      Rafael Nadal também é assim.Aceite que dói menos.
      Até entendo que você não goste do Nadal,assim como vários torcedores do Federer,mas você está errado no seu modo de pensar sobre o que eu falei.

      1. Rafael Wuthrich

        No caso de Nadal, o dinheiro é bom, mas a principal razão é ritmo de jogo por causa das contusões. Ele precisa muito de jogos, e para que esteja em sua zona de conforto, precisa ser no saibro. Como nessa época só há jogos aqui, ele vem a esses torneios aliando o dinheiro à necessidade técnica.

  11. eduardo lambiasi

    Muito legal o blog. Esperava que a atitude do Nadal fosse exaltada. Que exemplo de profissionalismo e respeito ao publico que demonstrou ontem, ou hoje. Obviamente que esta longe de sua forma ideal, mas,pelo que já fez, pode ser considerado um genio do esporte.Acho incrivel o quao desrespeitado e o espanhol neste blog e em todos os comentarios na web.O espanhol paga o preço de sua marca impressionante contra o genio e queridinho Federer.

    1. Suely

      Parabens Eduardo. Vc foi brilhante no seu comentario…….Realmente, Nadal paga o preco por sua marca impressionante. Tudo comecou em 2004, quando Nadal era o 35 do ranking e ganhou do Federer. Ate hoje eles nao engolem as 23 vezes que ele ganhou do Federer.

  12. Chetnik

    Eu acho que sou o único que gosto do Fognini rs. Torci por ele. Jogaço. Ele joga com muita facilidade, varia muito, ataca bola cruzada funda, acha ângulos, dá balão fundo. Bate na bola de todos os jeitos de forma natural. Problema dele – fora o mais óbvio, o psicológico – é o saque pouco eficiente e poucas subidas à rede. De resto, é completo.

    O que fizeram com o Nadal – e com o Cuevas, é claro – foi uma sacanagem. Uma piada isso. Quem organizou isso merecia uma surra de chicote. Muito amadorismo.

    Cuevas jogou muito bem, mas acabou saindo do jogo. Os balões do Nadal estavam mais altos do que nunca rs.

    1. Djokovic Fan

      não é não amigo,rs

      Realmente ele tem um talento natural.muito grande e joga de forma muito leve (parecendo até displicente muitas vezes) espero que ao menos faça um jogo decente contra Nadal,que não está muito firme não,ontem jogou um primeiro set horrível contra o Cuevas.

      E quanto a organização,realmente,amadorismo impressionante,o mais óbvio a se fazer naquela situação era colocar o jogo do Fognini na quadra 1.

      1. Chetnik

        Engraçado que você, como fã do Djoko, assim como eu, deve ter ficado com raiva do Fognini em RG/2011, quando ele impediu que o Djoko batesse o recorde de vitórias seguidas. Eu fiquei com muita raiva rs. Mas depois passei a simpatizar com ele. Embora as atitudes dele não sejam muito “tenísticas”, acho que ele é muito mais “maluco” do que “mal caráter”.

        Tô vendo o terceiro set do jogo agora. Slices, mais um golpe que ele raramente executa. Mas de resto, é como eu falei, é completo.

        1. Renato

          Acho que você está equivocado. Quem acabou com a sequência de vitórias seguidas do djo foi o federer ganhando dele na semi de RG/2011http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/6069/GenialFederertirainvictoDjokovicedecide/

          1. Chetnik

            Pesquisem um pouco que vocês vão entender o que eu tô falando. Vai a dica, antes de tentar tirar sarro, tenham certeza do que estão falando.

          2. Renato

            Mas vai que mesmo o italiano não desistindo da partida estivesse num dia inspiradíssimo e derrotasse o djo . Então não dá para presumir que caso jogasse o djo chegaria a seu recorde. É claro que o djo teria grandes chances, em torno de 90 por cento, mas tudo é possível e portanto não dá para afirmar de forma absoluta. Então na dúvida se chegaria ao recorde caso o italiano jogasse prefiro me ater aos fatos em relação a quem quebrou a sequência de vitórias seguidas.

          3. Renato

            Então ele desistiu porque sentiu umas câimbras e dores né. Então suponhamos que não tivesse sentido isso e fosse para o jogo e jogasse de forma inspirada ( não da para saber o que aconteceria caso ele não tivesse sentido os problemas físicos e consequentemente fosse para o jogo, pq é claro que iria só se não tivesse sentindo nada)

          4. Luiz Fabriciano

            Considerando que Djokovic tinha 100% de aproveitamento mesmo após 6 meses do início da temporada, fazenda um campanha impecável em RG, tendo vencido todas os jogos anteriores contra o Fognini e este estar esgotado do jogo anterior, diria que o quebra do record viria com 99,9% de chances de ocorrer.

        2. Djokovic Fan

          Fiquei,claro! Além de ter tirado o recorde,ainda acho que tirou um pouco do ritmo do Djokovic,que depois enfrentou um Federer inspiradíssimo na semifinal.Bom,melhor esquecer desse jogo,rsrs

          E que vitória do Fognini! Gostei de ver,em outros tempos ele teria se perdido após aquele toque no rede no 1/1 do segundo set.Mas não,dessa vez se manteve firme e focado e aproveitou a brecha que o Nadal deu pra voltar pro jogo.E o que foi aquele ponto final? épico!

          Quanto ao Nadal,preocupante.Está com um nível de atuação baixíssimo para o seu padrão,sem intensidade,cometendo erros bobos com a direita e deixando a bola muita curta.Ainda tem muito tempo até lá e ele pode se recuperar,mas desse jeito acho que esse ano finalmente rola o titulo de RG pro Djoko.

    2. Rafael Wuthrich

      Fognini sempre foi um mala, mas é inegável que possui excepcional talento. Bate fácil na bola, sabe ler os jogos, é ótimo no saibro, joga bem na rede. Agora, com um Slam de duplas e psicólogo, parece ter encontrado o rumo. Dizem que ele é todo simpatia nos corredores do Jóquei.

  13. Marquinhos

    Caro Marcelo F,

    Gostaria de explicar por quê não gosto do Nadal. Em primeiro lugar acho que seu poder físico desproporcional e muito superior aos outros é muito suspeito. Não estou afirmando nada, mas italianos e franceses desconfiam que o esponhal usa dopping e muitos estão cansados de ver atitudes muito suspeitas por parte dele e sua equipe, até quando ele afastou-se das quadras.

    Depois tem o fato de ele se achar a última bolacha do pacote. Parece ser arrogante, prepotente, egocêntrico… Nunca dá méritos para os adversários quando perde, sempre dá desculpas do tipo: Eu não estou 100%, o vento atrapalhou, o sol, a quadra rápida, o juiz…. Rafael já declarou que quer que aumente a altura da rede, mais torneios no saibro, quadras mais lentas(mais lentas!?), fim do 1 serviço, ranking de 2 anos tudo e unicamente para favorece-lo no seu estilo de jogo e pretensões . Você viu o que ele falou sobre as olimpiadas no Rio? Palavras dele: “Eu acho que o Brasil deveria escolher o saibro como piso, pois Bellucci é um especialista e poderá chegar as finais”. Poderá chegar as finais!? kkkkkkkkkkkk Até parece que o brasileiro tem alguma chance de fazer final olimpica, independente de ser saibro, grama, cimento, cal, gelo…. Quem seria o maior favorecido com o saibro e teria a chance de ser inédito bi-olimpico no tênis?

    Terceiro: Rafael parece nào respeitar algumas regras da atp, principalmente a de 25 seg que ele burla sempre com a tolerância dos juízes. Parece debochar da atp. Também é um sujeito catimbeiro, provocador, grita no ENF dos adversários, e tem atitudes que desagradam muitos, como ir ao banheiro constantemente e até no match point contra.

    Quarto: Seu jogo não me agrada e a muitos. Limitado, cheio de balões, feio e sem variação nenhuma.

    Suas vitórias sobre Roger são secundárias para mim. Já expliquei aqui o porque da diferença tão absurda no h2h, pelo menos minha opinião e de muitos.

    Para não falar que não tem elogios para ele, lá vai! Tem o golpe(forehand com spin) que talvez seja o mais eficiente de todos é claro que o fato de ele ser canhoto também ajuda. É o mental mais forte ao lado de Novak. É o maior competidor da atual geração. Tem uma vontade de vencer incomparável.

    Tudo que eu escrevi sobre Rafael é na parte esportiva e dentro de quadra. Fora dela não posso dizer nada.

    1. Marcelo F

      Marquinhos, tudo bem você não gostar do Nadal. Você gosta de quem quiser, eu também. Torço sim por ele, mas não sou fã dele (nem de ninguém, em qualquer esporte). Gosto de sua atitude competitiva em quadra, de sua intensidade, de sua luta, de seu sangue frio, da forma que contorna partidas (coisas que, por ex, o talentoso Fognini não tem e que cobramos, por ex., do não talentoso Bellucci). Qualidades (sim, qualidades) que todo jogador deveria ter. Djokovic tem iguais a ele. Gosto de alguns golpes, como a direita, o “banana shot”, as passadas na corrida (ninguém faz igual, nem perto disso). Mas também não gosto de alguns opiniões dele. Não gosto de sua demora para sacar, não gosto de seus cada vez maiores TOCs. Não gosto de vê-lo receber saque tão lá atrás (e devolver bolas no meio da quadra, à mercê de um winner do adversário). Não gosto de ver ele ir à toalha em todo mísero ponto.

      Como não gosto de ver a Sharapova dar as costas para a adversária pouco antes de cada saque dela.
      Não gosto de ver a maoiria das mulheres sequer olhar para a outra na hora do aperto de mãos após os jogos.

      Não vou deixar de torcer por ele, mas está chato ver jogos dele ultimamente. Vamos ver se melhora.

      Quase tudo que você afirmou está correto, mas algumas coisa não. Como essa história de ir ao banheiro no match point contra. Isso não é verdade, eu vi este jogo.
      Quanto a vibrar com o ENF do adversário, absolutamente normal, todos fazem isso. Vide Federer conta Raonic em Brisbane.
      Catimbeiro? Sim, de certa forma.
      Provocador? De jeito nenhum.
      E quanto à suspeita de dopping, não vou comentar, afinal nunca houve sequer uma opinião de gente relevante afirmando (e comprovando) categoricamente isso.

  14. Bruno Vigne

    O nível de apelação do Robô ontem foi o maior que eu já vi em todos os seus jogos, sem exagero. Eu quase fiz uma estatística escrita: ele simplesmente sacou 99, 9% das bolas na esquerda do uruguaio, e mesmo durante os pontos, só jogava na direita do adversário quando a quadra já estava aberta na segunda bola. Além disso, seu nível de balões superou o limite do aceitável, porca miséria. Que coisa horrenda de se ver! Confesso que exercitei um pouco o meu masoquismo ao ficar até as três da madrugada assistindo ao jogo.

    Tudo bem que sabemos que o Robô sempre nos proporcionará seu show de horrores costumeiro, mas o de ontem superou até as minhas já baixíssimas expectativas. O problema é que, como o Anti falou aí embaixo, não sabemos o Ferrer que entrará em quadra na provável final: o vassalo bizarro ou o tenista brigador de sempre. Porque gostaria acreditar que Fognini vai colocar a cabeça no lugar e varrer o Robô da quadra (como tem bola para fazer), mas já deixei de acreditar em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa há tempos…

  15. Rodrigo Galdino

    Caro Dalcim off-topic vc acha possível em um curto espaço de tempo surgirem jogadores do estilo de Sampras,Becker,McEnroe,Rafter,Edberg que além de habilidosos e mortais nos voleios usando slices venenosos tanto defensivos quanto na aproximação também tivessem uma grande força física e velocidade permitindo-os chegar a rede rapidamente e reflexo apurada para interceptar as pauladas dos basiliners .
    O Mestre é o último dos moicanos quando ele parar estaremos fadados a ver esses robôs trocando 20 30 ou 40 bolas por game,claro que além do mestre temos jogadores habilidosos como Dimitrov,Dolgopolov,Feliciano Lopez,Haas, mas estes não brigam na ponta do ranking com os cachorrões.
    Acha que isso é sonhar demais ??

    1. José Nilton Dalcim

      No tênis atual, acho sim. Mas eu vejo de um modo mais positivo. Todos os tenistas, até os baseliners, estão percebendo que é necessário ir mais à rede, encurtar o tempo de reação do adversário. Muitos até arriscam um saque-voleio aqui ou ali. Veja como Nadal e Djokovic evoluíram nos voleios. Então acho que pode haver um misto, algo que Federer está de certa forma sugerindo. Abs!

  16. Rodrigo S. Cruz

    Dalcim, jogaço do Fognini e do Delbonis!

    Aquele revés cruzado do argentino tava fazendo estrago E que confiança! Cansou de sair das situações mais complicadas com ele.

    Mas, sobretudo, eu destaco a VALENTIA do argentino. Nos momentos em que parecia perdido por um erro não-forçado, uma dupla-falta, sem medo nenhum ele vinha pra bola e pro winner no ponto seguinte…

    No final do jogo os números mostraram essa coragem: foram 48 winners dele contra 31 do Fognini, com quase o mesmo número de erros: cinco a mais do argentino…

    Apesar do Delbonis ter merecido, eu estava torcendo pro Fabio. E dessa vez ele me surpreendeu: sem ficar naquela de confiar apenas na sua grande habilidade pra reverter as coisas, ele teve toda paciência. Não se precipitava e trocava tantas bolas quanto fossem necessárias para ganhar o ponto.

    Esse excesso de cuidado até o atrapalhou nos tie-breaks, pois ele tinha os match-points (ao todo foram nove) e não ia para definição. A tensão aumentava a cada minuto e a vitória veio apenas no erro não-forçado de Delbonis.

  17. Luiz Henrique

    Prezado Dalcim, boa tarde !
    Desculpe-me a dureza das palavras mas “Tenista Brasileiro é jogador de 2 sets” !! Digamos que Bia Haddad tem a atenuante de ser muito jovem e imatura. Mas ninguém aqui no Brasil gosta de se dedicar ao chato, monótono e cansativo Preparo Físico. Sempre tem (os jogadores) uma desculpa pronta na ponta da língua após as derrotas. Técnica não faltou a Bia e Feijão, bastando rever o vídeo. Desculpe-me o desabafo, Dalcim ! É que sou Palmeirense (especialista em “QUASE”)….rsrs

    1. José Nilton Dalcim

      Mas, Luiz, o Feijão tem obtida seguidas vitórias em três sets, muito deles em mais de 2h30. Não acho que isso seja uma norma do tenista brasileiro. Ao contrário, a maioria aguenta seguidas maratonas. Abs!

    2. implicante

      Concordo! Não é só parte técnica que ficamos a desejar, mas muito na fisíca. O Feijão é praticamente um Raonic de movimentação, sendo que ele “só” tem 1,90 e o Raonic, 1,96. Murray e Dimitrov também possuem 1,90 e voam em quadra, apesar de pesarem um pouco menos. Tsonga que tem medidas parecidas com o Feijão, é muito mais veloz.
      O próprio Bellucci não é tão rápido, apesar de bem mais leve. E sofre algumas lesões frequentemente.
      Teliana também com lesões… Bia idem.
      Inclusive o Guga e seu quadril

  18. Anti anti-jogo

    A “final de pesadelo” se aproxima, entre os gemedores Robolito “eu jamais me canso, mesmo dando a impressão de estar mal” Kid e David “deixa eu ficar aqui no canto esquerdo da quadra dando inside-out” Ferrer. (porque achar que Fognini esgotado e com aquele saque pífio pode vencer o autômato é demais….)

    Qual Ferrer entrará em quadra? Aquele que entrega os Roland Garros descaradamente para o amigo (a ponto de pedir desculpas para o público na partida entre eles no ano passado)? Ou aquele que, ao menos em partidas melhor de três sets, tem dado muito trabalho ao incansável jovem de Mallorca?

    Veremos…

    1. implicante

      Não descartaria o Fognini… Ele parece mais sereno, tem jogo e backhand pra ganhar, apesar de não ter o mesmo fisico do Nadal pra se recuperar da partida de ontem. Mas o Nadal também não anda tão confiante. Jogando com inteligência e sempre explorando o back dele, da pra ganhar sim. Espero pelo menos que tenha um bom desafio.

  19. Paulo

    Antes eu não tivesse visto o final do jogo da brasileira. Não lembro de ver algo tão melancólico, constrangedor até. Antes tivesse perdido na rodada anterior. Espero que seu discurso ao final da partida não seja só da boca pra fora ela esteja mesmo já pensando em lutar na semana que vem. De qualquer forma, uma coisa é certa: se o sobrenome dela terminasse com “OVA”, ela teria vencido em 2 sets.

  20. Roberto Mauro

    1-J. Nilton, você não acha que falta preparo físico para a Bia?
    2-Queria que você comentasse a entrevista do Bollettieri, dizendo que só se ganha dinheiro com tênis a partir do ranking 67!!!

    1. José Nilton Dalcim

      Bia é uma tenista pesada, nunca vai ter uma movimentação espetacular. E acho sim que ela precisa continuar investindo no preparo físico, caso contrário suas chances serão bem menores de sucesso. Bollettieri tem meia razão, se é que isso é possível. Na verdade, um tenista entre os 150 do ranking ganha sim algum dinheiro. Abaixo disso, se sustenta e muitas vezes paga para jogar. Mas se fosse assim tão radical, como os jogadores de future sobreviveriam? Abs!

      1. Chetnik

        E outra, eu vi esses dias que um jogador medíocre como o Feijão, que nunca ganhou nada na carreira, já faturou quase 900 K DÓLARES. Tá tão ruim assim? Ele tem 26 anos…que tenha gastado parte disso com técnico, viagens, etc, ainda assim é uma boa grana – sem contar os patrocínios.

        O cara é jovem, depois que se aposentar que siga outra carreira, oras. Quem tem direito de viver de pernas para o ar depois da aposentadoria são os grandes. Quem insistiu na carreira tendo menos talento tem que ter consciência que vai ter que ter outra carreira após a aposentadoria. E qual o problema? Esses caras se aposentam com 30 e poucos anos. Vai querer passar o resto da vida sem fazer nada malandrão?

        Acho isso muita choradeira. Ninguém aí passa fome. Pelo contrário, estão num patamar muito acima da população média.

  21. Jony Marcio Santos

    Grande Bia. Em que pese todos os contratempos, uma vez mais demonstrou talento, uma grande consistência e versatilidade de golpes, além de um potencial enorme que nos dá a nítida impressão de que teremos uma tenista pra torcer de verdade nos próximos anos.
    Dalcim, não sei se você compartilha da minha opinião, mas ao final do jogo dessa sexta fiquei com o mesmo gosto amargo na boca que tive naquela fatídica semifinal do Master 1000 de Madrid em 2011. É óbvio que as circunstâncias foram bem diferentes (até mesmo em virtude dos match-points que a Bia teve e que o Thomaz não conseguiu naquela ocasião), mas creio que não há como negar que o Bellucci fez uma primeira metade de partida praticamente impecável naquela oportunidade, vencendo o primeiro set com autoridade e tendo uma quebra de frente no segundo contra um Djokovic num princípio de ano pra lá de inspirado, sem uma derrota sequer até aquele momento,
    Mas, quando a gente menos esperava, o jogo acabou tomando um outro rumo e até mesmo os problemas físicos do Thomaz no terceiro set (quando nem chegou a incomodar o Djoko, que impôs um categórico 6/1 sem muito esforço) me lembraram um pouco do calvário vivenciado pela maior esperança do tênis feminino nacional nessa sexta.
    A propósito, não duvido que uma vitória naquela ocasião poderia significar um divisor de águas na carreira do Thomaz, inclusive com um significativo aumento de confiança. Pena que ela não veio….
    De qualquer forma, um episódio nada tem a ver com o outro. E que a Bia siga cada vez mais firme e forte para escrever uma brilhante página no nosso tênis nacional, ainda tão carente de ídolos.

  22. implicante

    Interessante! Querem punir o arbitro, mas novamente, pouco se fala sobre os estouros de tempo do Nadal que nunca são punidos.

      1. implicante

        Não. Mas todo erro deve ser punido, mesmo que o tenista seja a principal atração. Até por isso, pegam leve com ele… mas vamos queimar o juiz!

        1. José Nilton Dalcim

          O árbitro geral (não é o juiz) tem 2 ou 3 horas para raciocinar no ar condicionado da sua sala, auxiliado por uma pequena equipe. O tenista tem milésimo de segundos para decidir cada bola. Acho que são situações bem diferentes. Não sou a favor de qualquer tenista gastar tempo para esfriar o jogo. Porém isso é outro assunto.

    1. Carlos André

      Implicante, nai adianta. Nadal tem carta branca para fazer o que quiser, parece uma hipnose. ((ao menos não implantaram o ranking de 2/anos que ele queria, nem colocaram o Finaks no saibro!)

  23. implicante

    A partida da Bia, seria um divisor de águas na carreira: ganharia um ranking mais interessante, ela seria vista parcialmente no mundo, ainda que o torneio do Rio não seja bem popular. Haveria corrida de novos e grandes patrocinadores atrás dela, Agenciadores de imagem e marketing e etc. Uma pena que não tenha conseguido fechar o segundo set.
    O feijão também perdeu uma bela chance de ganhar pontos e ganhar a experiência de jogar com um jogador de alto nível no saibro na semi-final.

  24. vinicius sobreira

    Foi um absurdo o que fizeram com o Nadal!! O jogo terminou mais de 3 hs da manhã!!!
    Nesses momentos que percebemos um verdadeiro campeão!! Após o jogo ele ainda comcedeu entrevista na quadra e atendeu aos fãs distribuindo autógrafos!!!
    Parabéns Rafa pelo seu profissionalismo, vontade de vencer e atitude de campeão!!!

  25. Paulo Lopes

    Dalcim, bom dia!
    Com esse Tênis sofrível, acho que Nadal não é favorito nem contra o Fognini. Cadê a paralela que matou o Djoko em Roland Garros 2014? E o 1º serviço?…Jesus! Mas há de se reconhecer o espírito competitivo de Rafa e, ainda, o espírito esportivo de atender aos fãs do lado de fora às 03:30 da manhã.

    1. José Nilton Dalcim

      Fiquei impressionado no primeiro set com a falta de confiança do Rafa em usar o forehand na paralela toda aberta que o Cuevas proporcionava. Ficava só cruzado bolas altas. Da metade do segundo set em diante, melhorou muito.

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