Federer saca como mulher
Por José Nilton Dalcim
25 de setembro de 2014 às 21:00

Certamente você ficou curioso com esse título, não? Eu também, por isso fui ler o interessante artigo de Aaron Gordon publicado durante o US Open na Slate Magazine, que guardei para um bom momento.

Gordon lembra logo de início que Sabine Lisicki marcou o novo recorde feminino em Stanford, com 210 km/h, marca superior a qualquer serviço dado por Roger Federer em toda esta temporada. A alemã anotou 200 no US Open, apenas 1 a menos que Novak Djokovic e muito melhor do que 29 homens, lista que inclui David Ferrer, Kei Nishikori, Richard Gasquet e Mikhail Youznhy, todos top 20 de então. Aliás, não só Lisicki, mas também Serena Williams, cuja média de primeiro saque (174 km/h) foi igual a de Niskikori e maior do que Gasquet (168).

O especialista David Epstein compara modalidades esportivas para mostrar que esse fato é algo sui generis. “Os top 10 velocistas em qualquer distância no atletismo são 11% mais rápidos do que as corredoras; no salto em distância, 19%. A menor diferença acontece nos 800 metros da natação, com 6%”, pontua. Consultado, Johnette Howard, da Wilson americana, garante que a tecnologia das raquetes não pode explicar isso. “Os métodos de treinamento e a mecânica do golpe são mais decisivos”, opina.

Especulou-se durante o US Open que tal proximidade entre a velocidade dos saques seria causada pela bola, já que este é o único Grand Slam que utiliza uma bola um pouco mais leve para as mulheres. No entanto, em Wimbledon, onde o material é idêntico, 20 mulheres sacaram a 178 km/h ou mais, enquanto em Nova York 20 obtiveram 180 km/h ou superior, algo quase insignificante. Madison Keys chegou a 198 km/h em Wimbledon, marca superior a de Ferrer.

O articulista lembra de um estudo conduzido por Timothy Olds, professor da Universidade do Sul da Austrália, para quem o saque no tênis depende de dois fatores básicos: a altura do contato entre a raquete e a bola e também da velocidade com que esse contato acontece. Como homens geralmente são mais altos que mulheres, há uma vantagem evidente. Já o contato está diretamente relacionado com a velocidade que o tenista imprime à cabeça da raquete. Segundo o estudioso, o movimento cinético engloba torso, braço, antebraço e punho, e considera a força muscular e o comprimento do braço. É algo similar ao que acontece no golfe e nos lançadores de beisebol. No entanto, a diferença entre os dois sexos é muito menor no tênis no que nos outros dois esportes.

Outro trabalho feito na Austrália selecionou aborígenes masculinos e femininos em testes de lançamento de objetos. Deu-se idêntico treinamento a meninos e garotas, mas o resultado foi . que as meninas obtiveram velocidade bem menor de arremesso. Ou seja, a diferença não é uma questão cultural ou de seleção natural, mas biológica. Odds também afirma que o efeito dado à bola é outro componente fundamental no saque, o que se obtém através do punho. No entanto novamente não há uma clara diferença entre homens e mulheres no tênis. A conclusão é que o saque depende menos da força muscular.

Por fim, Gordon lembra o caso de Aleksandra Krunic, de 21 anos, que sacou a 189 km/h por hora no US Open mesmo tendo apenas 1,64m e 53 quilos. E conclui: há mais coisa no saque do que apenas força bruta. Dica excelente para os treinadores.


Comentários
  1. Alberto Mello

    A reportagem tem pouco sentido. Na corrida, na natação, no salto só interessam as marcas, no tênis, a velocidade no saque é só um quesito a mais. Se for para comparar, deve-se comparar o saque mais rápido feminino com o mais rápido masculino, que é de 251 km/h muito além dos 210 do feminino.

  2. Rubens Leme

    Você não acha que as mulheres aperfeiçoaram o saque por ser um golpe mais decisivo para elas do que para os homens? Basta ver que nem Djoko ou Nadal possuem um saque poderoso e que jamais basearam seu jogo em cima dele. O fato deles terem evoluído no golpe os ajudaram bastante, mas nem entre os 10 ou 20 melhores devem estar nas estatísticas nesse quesito.

    Já no feminino, como a maioria das moças saca fraco, um saque forte é uma vantagem e tanto.

    Faz sentido esse tipo de raciocínio?

  3. Arthur

    Dalcin, mas essa comparação é meio falha, pela seguinte razão: tão comparando saques com efeito do Federer com saque 100% reto da Lisicki (que aliás nos poucos jogos que vi – não curto tênis feminino – acertava ai uns 40% e olha lá). Se for pra usar como base o saque mais veloz (100% reto) que o Federer já sacou, ele tem um de 225 kmh. Só que hoje em dia ele usa muito mais o efeito e a precisão do que a força.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Fastest_recorded_tennis_serves

  4. Luiz Fernando

    Comentarios descabidos não tem lugar nem hora. Acabo de ler na area de tenis do UOL que Nadal está pressionado em razão de ter muitos pontos a defender até o final da temporada e corre risco de ver sua diferença p Nole aumentar, além de poder perder o numero 2. Tudo verdadeiro. Entretanto, a mesma reportagem nem cita que foi justamente o servio q venceu a maior parte destes destes torneios em 2013, ou seja, tem muito mais pontos a defender do q o espanhol e no mínimo passa pela mesma pressão, o q nem é ventilado na reportagem. Imprecisão das maiores.

  5. Leonardo

    Dalcim,muito está se falando no Finals.Esse ano teremos,acredito eu,o maior nível técnico dos últimos anos no torneio.

    FINALS 2014: Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic , Stan Wawrinka , Marin Cilic , Kei Nishikori e mais duas vagas a serem definidas.De qualquer forma,esse ano o torneio promete.Uma pergunta,como é feita a formação dos grupos no Finals?

    1. José Nilton Dalcim

      São sorteados, Leonardo. O 1 e 2 ficam separados, claro. Aí se sorteia 3 e 4, depois 5 e 6 e por fim 7 e 8.

  6. Maurício Luís *

    Dalcim, com este título, o Murray tem alguma chance de se classificar para o ATP Finals? Grato desde já.

    Quanto às mulheres, acredito que a Kvitova, com mais este título, começa a ameaçar o número 1 da Serena. Porque que eu me lembre, a americana tem muitos pontos a defender até o fim do ano.

      1. Sergio Ribeiro

        Dalcim houve um equivoco do Tenis Brasil afirmando que Andy estava a 600 pontos de Raonic. Ou seja, misturaram os dois Rankings. Com esta vitoria esta a apenas 105 pontos de Berdych e 135 de Ferrer. Este caiu na primeira de Tóquio. Logo o Britânico , como prevíamos, tem enormes possibilidades de ja passar a ambos esta semana na China. Abs!

    1. Sergio Ribeiro

      Com 3600 pontos atras haja defesa, amigo. E Kivitova a ainda esta longe de merecer o Posto. Em movimento continua cometendo os mesmos erros de sempre. Abs!

  7. Luiz Henrique

    Prezado Dalcim, boa noite. Salvo engano de minha parte, parece-me que Sabine Lisicki sacou a mais de 230 Km/h, betendo recorde de Serena Williams. Grande abraço.

  8. Luciano Nilo

    É Dalcim, no fim das contas o autor do artigo está certo.
    Federer é Federer. Notícia sempre e em qualquer lugar.
    Se o título fosse NADAL SACA COMO MULHER, ninguém iria ler…
    Abração do
    Luciano

  9. Flávio

    Antes de concluir algo, é bom checar os dados. Vejamos

    Média dos 10 saques mais rápidos entre os homens: 248 km/h

    Média dos 10 saques mais rápidos entre os homens: 203 km/h

    Diferença: 45 km/h (22 %)

    Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Fastest_recorded_tennis_serves

    Não há nada de especial que mereça uma explicação, mas o autor (do artigo original da Slate, não o Dalcim) conta com a ignorância do leitor, e a demanda por histórias politicamente corretas, pra emplacar mais um artigo.

    1. José Nilton Dalcim

      Não é assim, Flávio. O que o autor argumenta, e com razão, é que o tênis talvez seja o único esporte em que atletas femininas superam (no saque) atletas tops masculinos, como Ferrer, Nishikori, Gasquet. Sem dúvida, é um fato relevante. Abs!

      1. Flávio

        A maneira como ele faz a comparação é tendenciosa. Ele escolhe um elemento apenas de um esporte complexo e compara atletas femininas que são excepcionalmente boas nesse quesito com atletas masculinos que, embora bons no geral, são especialmente fracos naquele mesmo quesito, num torneio em que eles tiveram médias abaixo do normal. Não fiz pesquisa sobre isso, mas ficaria (muito) surpreso se não houvesse jogadoras de volei que conseguem cortar melhor que o Serginho (líbero, supostamente top) ou jogadoras de futebol com chute mais forte que o robinho, e assim por diante. Além disso, como já disseram alguns, o tenista não está sempre tentando sacar o mais rápido que consegue, por questões táticas. O saque mais rápido de Roger Federer, ironicamente, é 225 km/h, bem acima do recorde feminino. Não sei quanto aos demais mencionados, mas duvido muito que Gasquet ou Ferrer nunca tenham sacado acima de 210 km/h.

        Se a diferença no golfe e no baseball é muito maior do que no tenis, então há algo de especial naqueles esportes, e não no tenis.

  10. Iuri

    Na minha opinião a comparação com outros esportes não é coerente. A velocidade na natação, ou no atletismo, como a distância do salto, são os objetivos finais desses esportes, logo se comparam apenas os melhores nesse aspecto. Naturalmente temos homens profissionais de salto em distância que estão em níveis secundários, que saltam menos que as melhores saltadoras campeãs. Ao comparar o saque deveríamos comparar apenas os melhores sacadores com as melhores sacadoras. Mas como o saque por si não é fator fundamental dos campeões, ao passo que o campeão não indica melhor sacador, não estamos comparando apenas os melhores saques.

    1. Fernando Brack

      Bom comentário, Iuri. De fato, rapidez no saque não é um objetivo em si no tênis. Então, podemos
      ter alguma curiosidade nessa comparação, mas em seguida perguntamos: e daí?
      Além disso, ao contrário dos demais esportes, onde o que define o resultado é o corpo do atleta, o
      tênis conta com algo que responde por grande parte da velocidade dos golpes: a raquete. Digamos
      que se homens e mulheres sacassem com o braço e a mão (meio que como o lançamento de peso),
      a diferença de velocidade fosse de 20%. Como tem uma raquete que contribui em cerca de 80% nas
      velocidades dos golpes, e elas são fundamentalmente iguais para homens e mulheres, então aquela
      diferença de velocidade cairia para 4% (os outros 16% teriam sido equalizados pela raquete).

  11. Luiz Fernando

    Engraçado as aposentadoretes fazerem brincadeirinhas infantis sobre Rafa dizendo coisas tais como “donzela”, “não gosta de mulher”etc, esquecendo-se convenientemente, como de hábito, sobre quem em realidade sempre recaíram certas suspeitas até agora não confirmadas. Bom, voltando ao tenis, Rafa pega de cara Gasquet, um fregues de caderneta, mas um fregues q vem com ritmo de jogo, então diria q é um jg equilibrado. Melhor do q pegar um grande sacador, q não dá ritmo. Tomara q siga avançando pra recuperar o ritmo o quanto antes. Perspectiva de vencer o torneio de nula a bem baixa, pensar em chegar nas quartas é mais realista.

  12. Henrique Farinha

    Dalcim, a biomecânica explica muitos dos problemas e limitações do atleta, mas incrivelmente muitos técnicos que lidam com juvenis e profissionais simplesmente resistem aos recursos disponíveis, ou até os desconhecem. Aliás, basta ver quantas academias no Brasil contam com especialistas no assunto, que são presença obrigatória nas grandes academias estrangeiras. Não ocupam todos os dedos de uma mão… Esse é um dos fatores que explica a deficiência crônica no saque em alguns(mas) dos(as) nossos(as) atletas. Não é só a estatura ou a força, é também o jeito… Abs!

  13. Marcos RJ

    Eu gostaria de ver a estatistica de percentual de saque confirmado para homens e mulheres. Isso sim seria o indicador de quem esta sacando bem ou mal e nao tenho a menor sobra de duvida que os homens aina estao sobrando. E “biologicamente” nao se poderia esperar mesmo outra coisa, conforme bem explicado no artigo. Abraco

  14. Jonatã

    A diferença vai além da velocidade a mais que os Homens normalmente sacam. A grande diferença está na colocação, na angulação e nos efeitos que eles colocam. A diferença é técnica mesmo e não apenas na velocidade do saque.

    https://www.youtube.com/watch?v=aWyZGX5X1Vo

    Eis aqui um bom exemplo neste vídeo, Federer, no primeiro serviço, foi sacar aberto com muito TopSpin no lado da vantagem. Ele não precisou de um saque a 200 Km/h. Tanto que o ace fora registrado a velocidade de 159,3 Km/h.

    Aliás, eu acho que pouquíssimas tenistas da WTA, possuem uma boa variedade em efeitos nos saques.

  15. João Alfredo Luiz da Silva Filho

    Nos sites dos torneios do grand slam existem tabelas informando a velocidade do saque mais rápido de 20 jogadores e as diferenças entre homens e mulheres são: Australian Open (20,8%), Roland Garros (17,4%), Wimbledon (18,3%) e US Open (19,1%).

    João Alfredo

  16. Rubens Leme

    Isso é interessante, mas não acontece somente agora. Me lembro de uma matéria antiga mostrando que o saque de Jimmy Connors, no anos 80, já era bem lento, inclusive para os padrões femininos.

    Dalcim, esse challenger de Orleans dá quantos pontos ao vencedor? Como existem 3 tipos de challengers na ATP gostaria de saber em qual se encaixa.

    1. José Nilton Dalcim

      Esse é o maior dos challengers permitidos, Leme, oferecendo 125 pontos ao campeão. É metade de um ATP 250. Abs!

  17. Renato Vieira

    Muito legal esse estudo comparativo. Ainda mais em se tratando de um assunto (ou fundamento) que não se altera na mecânica e desenvolvimento, mas se altera em termos de tática e força. Especialmente quando comparamos com a evolução das tecnologias das raquetes, cordas e pisos.

    Aos que disseram que esse estudo não faz sentido, é bom lembrar que o Dalcim fez um resumo de tudo o que leu. E também levar em consideração que estão se comparando jogadores top entre o masculino e feminino. E também estão comparando o saque mais forte registrado de cada um. Só faz sentido se fizer assim. Ou comparando as médias dos serviços.

    Então acho que o estudo é válido sim, pois levanta algumas questões que são de grande importância para o desenvolvimento do tenis moderno.

    Se analisarmos os registros dos saques mais velozes, veremos que a grande maioria foi efetuada na última década. Ou seja, há uma evolução nesse sentido de alguma forma que acompanhou a evolução das raquetes, cordas e talvez tática. Na era do saque-voleio provavelmente não valia tanto a pena arriscar um ace ultra-potente e tomar uma devolução angulada. Valia mais a pena deslocar o oponente o máximo possível. Já na era das bolas maiores e pisos mais lentos, arriscar um flat no lado do iguais, no centro, pode ser uma vantagem em alguns momentos do jogo, obviamente.
    Acho que os jogadores estão, em média, mais altos também hoje em dia, o que corrobora com o estudo. Mas eu acredito que isso é vantagem apenas por dar maior margem de segurança para o sacador.

    Ao mesmo tempo, é necessário ver se a Lisicki continuará sacando tão forte ao longo do tempo. Sabemos que Serena faz isso há anos. Digo isto por que qualquer um (jogadores profissionais) pode acertar um saque flat e quebrar algum recorde. Pode ser uma questão de arriscar e ter sorte. Se olhar os registros dos serviços mais rápidos verão nomes como Albano Olivetti, Ryan Harrison e Ricardas Berankis entre os 20 primeiros. Nomes completamente inócuos no circuito. Samuel Groth tem o serviço mais rápido.

    Federer, além de exímio sacador, mesmo sem ser o mais forte, sempre teve o “inconveniente” de usar uma raquete com menor tamanho de aro, com perfil fino, mais cordas e mais pesada. Tudo para gerar mais controle. Isso é outro aspecto que era muito mais comum até o final dos anos 90. Raquetes com menos cordas e aro maior geram mais potência. E as mulheres tendem a usar raquetes um pouco mais leves que os homens, fazendo com que o movimento seja facilitado. Mesmo que uma raquete mais pesada transfira mais momento linear no contato.

    Enfim, eu acho que esse é um estudo interessante de ser acompanhado de perto a médio e longo prazo, pra ver onde as coisas estão se encaminhando.

    1. Sergio Ribeiro

      Permita-me parceiro, mais na Época do Saque-Voleio era exatamente ao contrario. Ia-se o tempo Todo para o Ace para nao dar ritmo ao adversário. Mc Enroe fazia com Borg , Becker com Lendl, e assim por diante. O melhor de Todos , PISTOL Pete Sampras, se dava ao luxo de ir também no segundo Serviço ( optava pela dupla falta) a dar ritmo para desespero de Agassi e CIA. Um autentico corta-físico, aproveitando o piso rápido , bolinha menor, e Equipamento com tensão máxima. Agora quanto a velocidade , Roddick ficou anos com o Saque mais rápido. Abs!

      1. Anti anti-jogo

        É verdade, o segundo saque do Sampras era igualzinho ao primeiro, como sacava o cidadão! Sem falar os voleios que pagava com bola no pé e transformava em jogadas vencedoras ou prepararava para matar no voleio seguinte.

      2. Renato Vieira

        Eu concordo Sérgio, mas a gente tem que lembrar que a maioria dos pontos não acaba direto no saque. Nem naquela época. Por isso se chama saque E voleio. E não só saque… hehehe.
        E esses caras que você citou, os mestres, sabiam assim como nós, que contra um cara top, o saque pode ter a velocidade que for, se não for bem colocado, o cara devolve. Por isso tem que deslocar o máximo possível, aí sim a chance de ace fica bem maior. Beleza, estou chovendo no molhado. Mas o que eu quis mencionar mesmo é que o estudo parece ser bem interessante (por mais que se mostre irrelevante no futuro) por que compara jogadores tops, e como o saque mais forte pode ser determinante especialmente no tênis feminino. E quis citar o fato de que os saques mais rápidos registrados (quase todos) foram dados nos últimos 10 anos, e muitos por jogadores que jogam Challengers, por exemplo. Eu quis mencionar como a evolução dos equipamentos ajudou nesse aspecto. O que torna até um pouco mais compreensível a escolha da ATP/WTA/ITF de reduzir a velocidade dos pisos e bolas. (também não sou fã disso, mas enfim).
        O que dá pra perceber é que, na era dos grandes sacadores, os melhores, que foram os que você citou, e mais alguns como o Goran, essas velocidades não eram atingidas. Pistol Pete, com aquela raquete do tamanho de um prato de sobremesa e as cordas ultra-tensas, já fazia aquilo. Imagina com os equipamentos de hoje em dia.

        Incoerente mesmo seria pegar uma reportagem que dissesse: “Samuel Groth saca melhor que Sampras”.

  18. Luciano

    LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
    Ô Dalcim, que título infeliz você arrumou, ein?
    Lembro-me que perguntaram ao Nadal qual o golpe do Roger Federer que ele gostaria de ter.
    O espanhol não titubeou: o serviço!
    Abraços do
    Luciano

    1. José Nilton Dalcim

      Como eu deixei claro logo na primeira linha do post, Luciano, o título não é meu, mas do original americano – muito bem sacado, na minha opinião. Abs!

  19. Sergio Ribeiro

    Um Cara como Ivasinevic poderia viver lesionado ( como ocorreu em sua carreira de apenas um SLAM ), que mesmo assim seria o recordista de Aces, pois esse era o seu ganha pão. Sampras após suas terríveis dores nas Costas, assim como Roddick , pararam de fazerr mil Aces por Temporada, principalmente o primeiro. A cinco anos ( 2009), Federer meteu 50 Aces na Final de Wimbledon , para surpresa do grande Sacador Norte-Americano. Apesar do Suíço ja ter ultrapassado a casa dos 8000 Aces, 2013 e suas terríveis dores nas Costas, passou a ser um divisor de águas. Como bem colocaram abaixo, depois da troca de Equipamento, o Efeito vem sendo a sua marca em ambos os Serviços. Acredito que Rafa Nadal ,também nao saia mais deste patamar. Cilic , 8 anos mais jovem, deve assumir a posição atual de Karlovic ( próximo da aposentadoria). Ivasinevic agradece. Realmente com Ele, seu pupilo ate’ conseguiu grandes melhoras no seu serviço.Abs!

  20. Valestra

    Bacana. Mas só para esclarecer aos que ainda tem dúvida: a Serena, suprema entre as mulheres, tomaria 0 e 0 do cara nro 200 do ranking. O único esporte que mulheres tem chance de vencer homens profissionalmente é o hipismo. E isso não é opinião, é informação. Abs!

  21. Felipe

    Dalcim, este estudo não faz sentido.

    Claro que uma corredora olímpica corre mais rápido do que eu!!! Mas ela corre 11% mais lenta que um cara top masculino (top em relação a sacar forte e não a jogar tenis). Se você pensar nos tops masculinos os saques mais firmes passam de 230, portanto, 10% a mais que as sacadoras top.

    Para que a comparação fosse justa você tinha que ver qual a posição do Federer entre os homens e compará-lo com mulheres na mesma posição no circuito feminino.

    Um abraço,

    Felipe

    1. Gustavo

      Entendi o que vc quis dizer, no entanto, para a comparação ser justa, não deveriam comparar os top 10 do ranking, mas sim o top 10 sacadores. Ou seja, comparar os 10 sacadores mais rápidos da ATP com as 10 mais rápidas da WTA. Aí sim, creio que a diferença de velocidade seria cerca de 10% (ou mais) para os homens.

      O que acontece é que esportes como atletismo e natação, o que interessa é “somente” a velocidade, quem chegar antes ganha. Já no tennis não, o cara pode ter um saque meia boca e ainda ser um dos melhores do mundo, a velocidade alta no saque é apenas um dos componentes de um jogo extremamente complexo em termos de variáveis.

      De qualquer forma, a matéria é muito interessante. Obrigado, Dalicm

  22. Mario Cesar Rodrigues

    Olha vou me arriscar a dizer uma coisa Rafa não estava contundido de forma nenhuma…ele penso eu que quer alongar a carreira diminuindo torneios imagino q não pense mais em numero1..ele quer é jogar o que der e estar bem….agora parece que a maturidade está chegando..quem assistiu o jogo hoje poxa o cara tá nadando de braçada ele imagino joga 3 meses ganha para volta daqui 3 meses para e por ai vai!cada um sabe de si!Há foi uma exibição ok mas se fosse em um torneio seria melhor e mais bravo ainda!

    1. Igor Menezes

      Mário, Nada não estava parado. Apenas não estava podendo bater o backhand! Por isso não disputou os últimos torneios… Mas ele já vinha treinando muito forte diversos fundamentos… Então é normal ele não estar fora de forma e nem de ritmo! Abs!

      1. Helena Abreu

        Eu desconfio demais destas “contusões”. Ele pára desde Wimbledon. Vai jogar uma exibição e de cara ganha de um top ten? Então temos um gênio… Suspeito de mais…

    2. Paulo

      Por isso que quando comparam esse espanhol com o GOAT, fica ridículo. Esse espanhol necessita de “paradinhas”, enquanto o GOAT nunca precisou disso. Aliás, tomara o GOAT comece a fazer o mesmo, mas pelo pouco que conheço dele, pela postura, dignidade, pelo profissionalismo, acho muito difícil ele fazer isso.

      1. Anti anti-jogo

        Qualquer comparação de Robolito contra os melhores da história soa ridícula. O rapaz e seu tio “maligno” desenvolveram o tênis-ódio. POdem ganhar 112 Grand Slams mas, e daí?

    3. Implicante

      Que ele não estava contundido agora e em 2012, não é nenhum segredo. Pode até ter uma dorzinha, mas nada limitante.
      Ele simplesmente não consegue jogar muito tempo em alto nível e necessita de algumas pausas em participações nos torneios

      1. Anti anti-jogo

        At[e não necessitaria destas pausas, mas o ego do sujeito é tão inflado que quer ganhar todos os torneios que disputa.

    4. Antonildo S Costa

      Bom saber que ele está recuperado, se é que ele estava mesmo lesionado, assim Mário, o teu jogador não usará desculpas como o cansaço, para justificar mais um fracasso no ATP WORLD TOUR FINALS!

      1. Mario Cesar Rodrigues

        Pelo contrário meu pensamento é realista e claro que se for verdadeiro o que penso não irá falar…ele está certo…..ele pelo estilo,esforço não consegue ser competitivo por muito tempo…então não vejo nada demais!

  23. Ferreira

    Muito legal o texto, Dalcim, e engraçado o título! Falando do Federer, o que vc acha que faltou a ele para conseguir um título de Slam? Não acha que a direita com a nova raquete ainda não está tão devastadora quanto antes? Antigamente o Federer não conseguiria “escapar” de uma derrota como aquela para o Cilic? Grande abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      Não vi falhas grandes no jogo dele. Contra o Cilic, encontrou um adversário em grande fase. Os dois treinam juntos muitas vezes, não há surpresa de um para o outro. Foi um dia em que o saque não funcionou, principalmente contra o vento. Então de uma forma geral acho que o tênis dele evoluiu em relação a 2013 e pode ainda melhorar, sem dúvida. Abs!

  24. Implicante

    O Nadal está em ótima forma, ao mostrar grande desempenho frente ao Tsonga nessa exibição… Daí eu fico pensando no Tony Nadal reclamando dos outros espanhóis que não foram pra Davis e acho q resposta: Essa reclamação é para tirar o foco do Rafa, que poderia ter jogado a Davis, mas optou por não jogar também.

  25. Implicante

    Imprimir força no saque, um movimento parado, quase não há diferença mesmo em masculino e feminino. Apensa o fato de homens terem maior altura na média geral.
    Quanto a velocidade do saque do Federer, nao há surpresa: ele não saca para imprimir força e sim, efeito, imprevisibilidade. Mas vai comparar a força do saque do Tsonga, do Gulbis, por exemplo, que aí se vê uma diferença maior.
    Não imprimir o máximo de potência no saque, é mais um reflexo das mudanças de quadras e bolas da ultima decada, que ficaram lentas. Após essa lentidão, a maioria dos tenistas concluíram que arriscar um saque não é a melhor das opções, e sim passar a bola com qualidade.

    1. Edu

      Pois é, em qualquer quadra vale mais um saque slice bem colocado do que um flat na mão do adversário, já que este se for bem devolvido, tem mais chances de se obter um winner de devolução.
      É só reparar: Federer, Nadal e Djokovic dificilmente arriscam um flat.

    2. Luis Gomes

      Concordo totalmente com você.
      E acredito que se se pedisse aos tenistas masculinos referenciados no artigo para sacarem na máxima possibilidade que conseguissem, a velocidade do serviço seria bastante superior à média que apresentam durante os jogos. Mas lá está, preferem passar a bola com “qualidade”, o que não significa necessariamente velocidade.

    3. Luis Gomes

      Concordo totalmente com você.
      E acredito que se se pedisse aos tenistas masculinos referenciados no artigo para sacarem na máxima velocidade que conseguissem, a velocidade do serviço seria bastante superior à média que apresentam durante os jogos. Mas lá está, preferem passar a bola com “qualidade”, o que não significa necessariamente velocidade.

      1. Eu

        Some-se isso ao fato que para se subir á rede não se pode dar uma pancada, pois a devolução volta muito rápido e você é pego na ‘zona morta’. Assim, como o Federer está subindo mais, e muito mais eficiente um saque com mais efeito, fundo e bem colocado, o que dificulta a devolução e dá mais tempo para se chegar à rede para o voleio.

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