Uma heroína e um top 100
Por José Nilton Dalcim
27 de maio de 2014 às 19:26

Jogar Roland Garros, vencer em Roland Garros. Teliana Pereira realizou dois sonhos nesta terça-feira, que entra para a história do tênis feminino brasileiro por marcar a primeira vitória de uma tenista nacional em Grand Slam e em Paris no secular espaço de 25 anos. Teremos de remontar a 1989 para lembrar nomes como Andrea Vieira e Niege Dias, que venceram dois jogos e chegaram à terceira rodada do Aberto francês, e Gisele Miró, que duas semanas depois passou uma rodada em Wimbledon. Desde então, muitas tentaram mas o vazio foi imenso.

Pode parecer uma bobagem, mas insisto em contar aqui, para quem eventualmente não saiba, a origem tão humilde de Teliana, nascida no sertão de Pernambuco. A família se mudou para Curitiba quando ela ainda era muito pequena e o pai virou zelador de uma academia, que o destino quis que fosse de tênis. Foi ali que a menina seguiu os passos do irmão Renato, hoje seu treinador e conselheiro, e passou a pegar bolinhas para ajudar no sempre apertado orçamento do dia a dia.

O salto que ela deu, 20 anos depois, é o que precisa ser ressaltado. Com enorme esforço, incluindo uma cirurgia no joelho que poderia ter sido o fim da carreira, está hoje na elite do tênis internacional, jogando um dos quatro maiores torneios do mundo, com direito a hotel de luxo e a receber o maior prêmio de sua carreira, ainda que esses  42 mil euros sejam minúsculos diante da realização pessoal que atingiu. Extraordinário exemplo que deve ser seguido não pelos demais tenistas nem pelos atletas deste país, mas por quem prefere reclamar da vida.

O tênis brasileiro também ganhou nesta terça-feira seu retorno ao top 100 do ranking masculino. A conjunção da suada vitória na primeira rodada com o desempenho de adversários diretos já garantiu a Thomaz Bellucci um provável 93º lugar, que pode no máximo variar cinco posições para trás. Desde julho do ano passado, o ex-21º do mundo só passou duas semanas entre os 100 mais bem colocados, o que não é condizente com seu potencial. A segunda boa notícia é que ele tem mínimas coisas a defender daqui para a frente – exatos 50 pontos até o final de outubro -, abrindo espaço para uma rápida recuperação.

Sei que segunda rodada de Roland Garros não é o feito que o torcedor brasileiro sonha para um Grand Slam, nem  olhar o ranking e ver dois jogadores que mal beiram o top 80. Temos de entender no entanto que não é todo mundo que nasce Guga, e talvez fosse bem mais justo valorizar a dedicação ferrenha acima do simples resultado.

E dá-lhe zebra – A chave masculina deste Roland Garros perdeu mais três nomes de peso, um deles de forma definitivamente surpreendente: Grigor Dimitrov conseguiu levar 3 a 0 no saibro úmido do veterano Ivo Karlovic, com direito a perder dois games de serviço diante de um adversário que todo mundo sabe não tem devolução nem jogo de fundo como predicados. Ele se soma à decepcionantes atuações de Stan Wawrinka e Kei Nishikori e enfraquece sobremaneira o torneio. Vimos ainda Tommy Haas e Nicolás Almagro abandonarem no primeiro set.

Está parecendo o Australian Open. Tanto que Na Li entrou na lista e pela primeira vez na Era Profissional os dois campeões de Melbourne param na estreia de Paris. Pelo menos, a torcida da casa está fazendo a festa, já que Tsonga, Gasquet, Simon e Monfils avançaram junto a outros cinco menos cotados, sem falar que Kristina Mladenovic foi o nome do dia, ao aplicar o sonoro 6/1 no terceiro set em cima da número 2 do mundo.

A quarta-feira – Não será uma rodada espetacular, mas alguns jogos merecem atenção na abertura da segunda rodada das duas chaves de simples. Tsonga e Melzer, por exemplo, prometem um jogo de grandes lances, assim como Serena testará a juventude de Muguruza. Se Paire estiver em forma, o que duvido, também fará um jogo parelho contra Bautista.

Vesely pode dar trabalho a Raonic e seria curioso dar uma olhada no duelo veterano de Youzhny x Stepanek, dois tenistas que saíram de 2 sets abaixo na primeira rodada. Djokovic, Federer e Sharapova têm obrigação de ganhar fácil.


Comentários
  1. Mario Cesar Rodrigues

    Dalcim fiquei pasmo ao ver o jogo da Serena,, cara que isto mas também serve de alerta para cada jogador que entra como favorito.não se ganha jogo nas vésperas só sei de uma coisa se Serena jogar 100 vezes com esta jogadora que a venceu ganha 102..então caldo de galinha nãpo faz mal a ninguém!Isto vale para Imprensa já programar quartas,semis só uma sugestão!

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  2. K-h-Thora

    PIRONKOVA, EU TE AMO!!!!… hmmm… é, eu sei que não tem nada a ver, mas se eu não dissesse isso pra alguém eu não ia conseguir nem dormir…

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  3. Mário Fagundes

    Parabéns à Teliana pelo feito. É uma conquista muito especial para ela. Quem sabe ela não chega um pouco mais longe no torneio? Afinal, neste ano, as surpresas dessas primeiras rodadas estão virando o torneio de cabeça para baixo. E que chinelada a Serena levou de Muguruza, hein?! Gostei pra caramba! Agora sim o torneio feminino ficou interessante. E Federer chega à terceira rodada. Sacou bem, foi consistente e pressionou o adversário quando foi preciso. Djokovic está afiadíssimo. Passeou em quadra. Esses dois ainda não foram testados. Amanhã a zebra promete voltar. Que venha!

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  4. carlos henrique

    Com a queda de Serena e Na li e ausência de Vika a grande favorita ao título é a Masha, Dalcim?
    E em quem mais você apostaria? Será que finalmente a Aga teria vez, um bicampeonato da Aninha, a Halep?
    abs!

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    1. José Nilton Dalcim

      Tem que ir até a semifinal (e não final como anteriormente eu disse). WImbledon naturalmente tem o favoritismo de Federer e de Murray.

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  5. Marcos

    Hoje o dia em Rolanga foi demais, com a queda da Serena Willimis, falta cair agora só o Nadal para ser perfeito, não vi o jogo, estou vendo agora na reprise do jogo, e esta Muguruza joga muito, tem talento esta garota, se jogar com hoje, tem tudo pra ir bem longe no torneio. E o Nole continua passeando, pra cima deles Nole e Mugurza, virei torcedor desta garota, apesar de não gostar muito tênis feminino atual.

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  6. Marquinhos

    Dalcim, qual foi a melhor colocação do Nicolas Santos no ranking Juvenil? Se eu não me engano ele foi terceiro. O que aconteceu com esse tenista que não consegue engrenar no profissional? Abs!

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    1. José Nilton Dalcim

      Ele foi número 2, mas isso apenas prova que fazer um bom circuito juvenil não é sinal de o tenista será um grande profissional. O Nicolas continua lutando, jogando sobretudo futures. Abs!

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  7. Fred Eugênio

    Fico feliz em ver a Bandsports investindo na cobertura de RG. Criando mais um canal, colocando câmeras em quadras, entrevistas, VTs posteriores, etc…. até nos faz relevar os erros de alguns narradores ( hj um confundiu Cedric Pioline com Santoro), comentários ruins ( Saretta passa do tom tentando ser engraçado). Mas o Elia Junior esta difícil de aguentar… a todo momento cita o tal do clube paulistano e seu filho (inclusive sua carreira profissional), narra o jogo como partida de futebol.. ado ele aparece eu muto ou mudo o canal.

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  8. K-h-Thora

    Legal o texto sobre Teliana… melhor ainda o texto sobre Belo, mas… acautelar-se é preciso, corre-se o risco de valorizar simplesmente por ter sido difícil pra um e “não tão difícil pra outros”… sugere que quem tem mais estrutura não se esforçou pra chegar em lugar algum ou, pior, que não merecia. Sem coitadismo, faria mal pra ela e disso ela não precisa. Quanto ao Tenis no Brasil, ora, o presidente talvez seja mesmo ignorante (será? e onde estão os cultos? ensimesmados em seu apartamento de 60m2 cultivando o rancor de não ter chegado onde queria, e aí a culpa nunca será de si mesmo, mas do pai, da mulher, dos filhos, do patrão, do sindicato, do governo, dos políticos, do vizinho?) não tenho procuração para defendê-lo e ele consegue isso sem mim, mas cá pra nós: é ou não é um esporte de elite? A louvação (válida) da história da Teliana não é a confirmação disso? Sim, poderia ser igual aos outros países, mas os outros países tem diferenças mais profundas, e no Tenis acontece a constatação dessa diferença, como qualquer outra. O que há é que muita gente quer ir pro céu mas não quer morrer… quer ser grande, mas “ah, eu sou muito bom, mas não tive o patrocínio disso, ou daquilo…” no fundo talvez seja mesmo muito bom, mas preferiu assistir a novela a treinar. E depois a culpa é do governo. Desse ou qualquer outro, pois as diferenças, se existem, são mínimas. Vá à luta. Sem reclamismo. Nem coitadismo.

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  9. Marcelo Calmon

    Dalcim,
    Aproveitando seu blog que abordou as teorias sobre o surgimento do tênis e que nesta época de Copa do Mundo surgem várias reportagens interessantes sobre a origem de diversas coisas do futebol.
    Vi uma reportagem que diz respeito ao ato do capitão erguer a taça quando sua equipe é campeã.
    Segundo ela, foi Belini o 1º a fazer isso, mas somente para atender aos pedidos dos fotógrafos, que não conseguiam enquadrar a taça (no caso a Jules Rimet) direito.

    O mesmo ato (erguer a taça de campeão) no tênis foi “copiado” do futebol ou os campeões anteriores à 1958 já faziam isso ??

    E quem diria que o encontro das irmãs Williams iria acontecer antes da 3ª rodada, só que na casa na casa da mãe delas !!!! (ou será que vai ser na do pai, que vai aproveitar para reforçar o treino das duas) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    abs
    No momento Melo está tentando manter a invencibilidade brasileira na 1 rodada (3º set).

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    1. José Nilton Dalcim

      Pergunta curiosa e difícil de responder, Marcelo. Dei uma olhada no meu arquivo de fotos mais antigas e não achei ninguém erguendo troféu antes de 1958. Todos estão com o troféu ao lado do corpo. Mas não posso afirmar 100% que isso só ocorreu depois de Belini.

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  10. Bruno Guedes

    Fala Mestre, voce estava otimo no Ace bandSports…
    Hoje o Argentino largou o Braco no Professor…que nao baixou a guarda e mostrou quem manda…
    Djoko esta desfilando o seu melhor tenis…
    Sei nao acho que as semis vao ser Nadal e Murray Federer e Nole…
    Final Murray e Federer…kkkkkkkkkkkkkk..sonho meu..sonho meu…..
    Final e Anabolizado e DjokoKiller…

    Abraco, voce merece um lugar nos Comentarios dos jogos ao vivo…fica o meu protesto.

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  11. Sergio Ribeiro

    Percebi Serena sentindo a pressão no AOPEN , mas a moca alegou estar lesionada. Agora em Rolanga disse que nao jogou nada( melhor assim). Ao contrario do que disse nosso Amigo Geraldo, ela nao foi mais precoce que Rafa ( profissionais com os mesmos 14, mas aos 21 o Espanhol 6 x 5 em SLAMS , e empata com Federer em 17 x17 aos 32) comparações injustas para ambos. A verdade e’ que a Multi-campeã já.poderia estar chegando em Steffi Gráf. Por falar no Suíço , do jeito que esta o Barro olho em Tursunov. Parece que a bolinha dos Titios ( Na li, Serena, Vênus e Roger) nao quiseram andar. E se foi Dolgopolov também. Novak já da para afirmar que espera Rafa na Final.Abs!

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  12. André

    Pra quem achou que a bruxa estava solta no masculino…. no feminino caíram numero 1 e 2…. seria como Djoko e Nadal não passarem de hoje…algo parecido com Wimblendon do ano passado sem Federer e Nadal desde a segunda rodada, mas com o Djoko, então numero 1 indo até a final. Continuo na minha torcida por uma final entre Ferrer e Federer com vitória do Espanhol embora isso seja uma zebra maior que a queda de Serena e Na Li…

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  13. Renato

    Falando em tênis feminino Dalcim que ano maluco é esse da serena? Na mesma hora que ela ganha um torneio de nível alto enfrentando jogadores tops vai em outro e despenca para uma jogadora que apesar de promissora nem tem um tênis comparável ao melhor tênis da serena. O que esta acontecendo na sua opinião dalcim?

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    1. José Nilton Dalcim

      Bom, Renato, eu escrevi logo depois de Roma que não estava vendo Serena tão favorita assim, com muitos altos e baixos na temporada. Se não é problema físico, é emocional.

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  14. Renato Vieira

    Sei que Teliana e Thomaz não tem chances de ir muito em frente no torneio (apesar que eu acho que ambos tem condição de vencer sua próxima partida), mas eu queria saber o que alguns “especialistas” aqui do blog iriam escrevem se este mesmo blog existisse em 1997 e você estivesse comentando sobre um brasileiro que passou a primeira rodada de RG, mesmo sendo 70 do mundo.

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    1. Sergio Luiz

      Bem Renato, no meu caso iria depender da história e ATITUDE do tenista, como está bem claro nas minhas críticas ao Bellucci.

      Sobre o tenista a quem você se refere, este nem precisaria vencer RG que eu seria um fã incondicional dele, por sua ATITUDE E PERSONALIDADE IMPARES, e mais, nem precisava ser brasileiro.

      Atrás deste discurso patriótico seu e de muitos, levantam apenas a bandeira do país e se esquecem do quão ENORME foi o Guga, que várias vezes é menosprezado no blog, e só tem ressaltado os aspectos poucos importantes dele, por ser brasileiro.

      Nunca vi nenhum de vocês se lembrarem que Guga teve uma carreira curtíssima, pois foi uma zebra vencer RG/97, com 20 anos, e quando perdeu o #1 em 2001, com apenas 24 anos, já enfrentava problemas no quadril, seguindo-se cirurgias, e jamais pode desenvolver todo seu potencial novamente.

      Também nunca vi ninguém lembar que até o ano passado apenas 3 tenista em toda histórias, que não seja norte-americano, tivesse chegado pelo menos a final dos 4 torneios Master dos EEUU (IW, MI, Canadá e Cincy). Somente no ano passado Nadal também conseguiu entrar neste rol. Não preciso dizer que Guga é um deles, né ?!

      Existem inúmeras coisas sobre o Guga que você nem sequer sabe, e este discurso de elogia-lo por ter sido o primeiro brasileiro a vencer Slam em simples e ser #1 do mundo, enfatizando sua nacionalidade, só diminui em muito o ENORME TENISTA QUE GUGA FOI, E O ENORME SER HUMANO QUE É!

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      1. Renato Vieira

        Sérgio, você está precisando urgentemente de aulas de interpretação de texto. Ou então está interpretando demais o que não tá escrito.
        95% das coisas que você respondeu a mim são completamente incoerentes não apenas com o pouco que escrevi, quanto também ao que penso. Em tempo: não sou, nunca fui e nunca serei ufanista. Então já dá pra eliminar metade do que você escreveu.

        Não vou ficar explicando o pouco que escrevi e que está muito fácil de entender. Mas a síntese é que, se naquela época existissem veículos de postagem como este blog, certamente alguém faria um comentário como “calma Dalcim, é só a primeira rodada. Não faça média. Não força”. Coisas desse tipo.

        Coisas que eu não sei sobre o Guga tem um monte mesmo. O Dalcim deve ter um monte também.
        Você não é amigo íntimo dele, então também deve ter.
        Faça um favor a si mesmo e finja que não escreveu uma frase tão obsoleta como essa.

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  15. Renato Vieira

    “Extraordinário exemplo que deve ser seguido não pelos demais tenistas nem pelos atletas deste país, mas por quem prefere reclamar da vida.”

    “Temos de entender no entanto que não é todo mundo que nasce Guga, e talvez fosse bem mais justo valorizar a dedicação ferrenha acima do simples resultado.”

    Dalcim, se possível, você deveria repetir essas frases em todos os seus posts. Você estava inspirado. Excelente.

    Aparentemente não funciona para alguns leitores desse blog que estão há 10 anos reclamando que um cara repetidamente ganha este maravilhoso torneio. (Meu palpite é que esse ano ele não ganha).

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      1. Renato Vieira

        Mário César, caso você não saiba o significado da palavra palpite, sugiro procurar em um dicionário.

        Ao mesmo tempo, sugiro procurar conhecer melhor o uso da pontuação e principalmente da lógica em seus atrapalhados textos, que são motivo de piada geral aqui no blog.

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  16. Ricardo - São Paulo

    Simplesmente emocionante o texto sobre Teliana, eu acompanho sempre que possível seus jogos, e fiquei impressionado com o poder de reação dela ao levar 5×0 no primeiro set. Que venham mais vitórias, pois ela merece. Abraços

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  17. Sergio Luiz

    Dalcim, achei excelente, merecido e comovente quando você escreve sobre a Teliana, e conclui dizendo que isto “é exemplo não para atletas, mas para todos que preferem reclamar da vida”. Perfeito!

    Mas, é exatamente por esta visão que discordo do que escreveu sobre o Bellucci. Já escrevi “n” vezes que não é o resultado que me incomoda, mas a postura, a atitude. E, veja o abismo, abismo de verdade, que existe entre a realidade da Teliana e do Bellucci !!??

    E, o que o Belo sempre faz ? Reclama da vida, das cobranças, de cansaço, abandona jogos com uma facilidade absurda, abaixa a cabeça fácil, fácil, coloca a culpa nos técnicos (quantos ele já teve ? Quantas vezes já mudou de técnico ? ) enfim, sempre um péssimo exemplo de atitude de quem recebeu um enorme sorriso da vida, comparado ao que a vida ofereceu a Teliana e a grande maioria massacrante dos brasileiros!

    Na lista de milhões e milhões de brasileiros que deveriam olhar para o exemplo da Teliana, Bellucci é Top 10!

    A vida foi tão generosa com Bellucci, que até talento deu a Ele!

    Mas, claro, é só minha opinião. Abraço!

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  18. Joel

    Dalcim, já que estamos no momento de Roland Garros, dizem que a primeira quadra foi de grama, mas quando exatamente surgiu o saibro, onde e quem teve a “bendita” ideia de fazer essa quadra? e o cimento surgiu primeiro? e a sequência dos grand Slams, quais foram surgindo primeiro, ao que eu sei é que Wimbledom foi o primeiro. Poderia me socorrer?

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    1. José Nilton Dalcim

      Sim, grama foi a primeira. A quadra de terra veio pela dificuldade em se cultivar grama na maior parte da Europa. A primeira quadra de tênis na França com registro era de areia, na praia da Riviera (no meu livro tem foto dela). O cimento veio muito depois, já nos EUA, devido ao alto custo de manutenção. Wimbledon, EUA, Austrália e França é a ordem dos torneios conforme permitiram jogadores estrangeiros. Abs!

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  19. edmundo j

    Caro Dalcim
    Vendo gente te acusando de puxa saco e vendo a tua paciência, e muito agradecido por vc não fechar a barraca e ir fazer algo que não tenha que conviver com isso e vendo a entrevista do Mahut te pergunto: qual a tua pior entrevista, ou qual o teu maior fora com um tenista?
    Sobre tênis: desde o USOpen têm acontecido muitas contusões: o pessoal tá abusando?
    Parabéns pelo post
    edmundo
    sobre minha outra pergunta (quais as melhores zebras) chutaria a Ana Ivanovic. No masculino ia dizer o baby Federer.

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    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, Edmundo, não lembro de um ‘fora’ do gênero, mas as piores entrevistas são aquelas que o entrevistado não ajuda… rsrs… Quanto às contusões, o tênis está muito exigente daí a necessidade de um calendário cada vez mais bem elaborado.

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  20. Sergio Ribeiro

    Teliana merece sim todo o reconhecimento.E’ tempo demais so’ admirando as meninas de fora. Bellucci ao contrario, jogando muito atras como se tivesse parado no Tempo. Murray jogou como Murray. A principio somente Ferrer para impedir a Final. Com a queda de Stan, Federer além de se divertir vai aproveitar e retornar ao TOP 3, com ou sem Gulbis. Ao contrario caro Isaac, Pete Sampras caiu para TOP 17 ( ano e meio sem Titulos) e neste Posto venceu o USOPEN 2002 para desespero de Agassi. Nao retornou mais.Abs!

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  21. geraldo de carvalho

    parabéns pelos parágrafos sobre teliana. já assisti um documentário sobre a vida dela e e´assim mesmo como vc descreveu de forma resumida. o q esse país poderia ser em termos esportivos se tivessemos um gde política nessa área. parabéns por mais esse belo texto, Dalcin.

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  22. Maurício Luís

    Justamente por esta origem humilde da Teliana que esta vitória dela, pra mim, vale mais que tudo. É preciso ver o contexto pra entender o tamanho de cada vitória.
    Serena, Sharapova, Ivanovic… são estrelas que tiveram todo o suporte por terem nascido em países do primeiro mundo. Teliana é uma estrela cujo brilho foi forjado tirando “leite de pedra”. Um esporte que no Brasil sofre com patrocínio – como tantos outros – e não dispõe de quadras públicas para popularizá-lo. Os praticantes não são muitos, porque têm que ter $$$ pra pagar mensalidades como sócios de clubes. Quantos têm condição de pagar para ser sócio do Clube Pinheiros, em SP, por exemplo? Quantos têm condição de comprar raquetes, tênis e bolinhas?
    Então, ficamos numa longa espera, rogando aos céus que talentos surjam de jovens de classe média. Nada contra a classe média, mas não são muitos. Ou então que surja algum fora-de-série como Maria Esther Bueno ou Guga.
    Assim, desse jeito, vamos ter que continuar esperando sentados… num sofá bem fofo e confortável.
    ” Pra não dizer que não falei de flores”: acredito que a solução seria copiar modelos que deram certo em outros países.

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    1. Luiz Fabriciano

      Caro Maurício, me sensibilizo com a trajetória de perseverança da Teliana, mas dizer que Serena, Sharapova e Ivanovic tiveram vida fácil em seus respectivos inícios de carreira não é bem a verdade. Ivanovic, por exemplo, por diversas vezes teve que se refugiar de bombas durante uma guerra e treinava em piscina sem água, simulando uma quadra de tênis. Hoje sim, têm todo o suporte para administrarem suas carreiras. No final, todo trabalho sempre é recompensado.
      Grande abraço.

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    2. Chetnik

      Que mania de vitimização. Sérvia é primeiro mundo onde? País mais pobre do que o Brasil. Tanto o Djokovic como a Ivanonic passaram por um perrengue para treinar durante os bombardeios da OTAN.

      Sharapova nasceu na Sibéria e foi ainda criança com o pai para o EUA tentar vencer no tênis.

      Mas é assim mesmo, brasileiro adora essas histórias de pobreza: “os nossos são os melhores, para os outros tudo vem fácil”. Vamos nos informar um pouquinho antes de falar besteira… e vamos respeitar o sucesso dos outros também, pois nada veio fácil para nenhuma dessas campeãs..

      Responder
      1. Maurício Luís

        Chetnik e Luiz Fabriciano, eu não disse que elas tiveram vida fácil, disse que tiveram suporte. Mas pra todo mundo, vale aquele ditado: ” Não há vitória sem luta”.
        No mais, concordo com vocês.

        Responder
  23. Eduardo

    Nada contra os brasileiros, mas é duro ver um jogo da empurradora de bola Teliana Pereira. Mesmo jogando contra uma tenista gorda, conseguiu ter menos da metade de winners da tailandesa. Mesmo com o sobrepeso, a tenista tailandesa ganhou 14 pontos na rede de 18, enquanto a empurradora de bola ganhou 1 ponto das 4 subidas à rede. Pra mim a Teliana é o Nadal de saia só que muito pior, porque o Nadal ainda tem uma bola no inside out e empurra um pouquinho melhor as bolas para o outro lado. O pior de tudo é a bandsports colocar esse lixo de jogo enquanto têm muitos outros jogos melhores para transmitir.

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    1. Maurício Luís

      O jogo da Teliana pode não ser a oitava maravilha do mundo, mas ela está fazendo o máximo. E ainda pode evoluir.
      Lixo de jogo é quando o tenista fica com “corpo mole”, ou quando se dopa, ou tem atitudes anti-esportivas.
      Ou então quando o tenista demonstra caráter duvidoso, como o Raonic, na final do torneio do Canadá contra o Del Potro. O canadense se omitiu diante de um erro do juiz que o beneficiou. Então não adianta sacar bem e dar “show”, mas dar mau exemplo, porque há televisionamento, muita gente assistindo, gente que pagou ingresso caro. Então isto sim é lixo de jogo.

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    2. Rafael Wuthrich

      Olha, quando não se tem recursos e se é notadamente inferior, cabe jogar da melhor forma que se permite, principalmente no nível top. Concordo que Teliana não é de longe uma tenista habilidosa, mas tem muito afinco e garra no que pode e se propõe a fazer em quadra. Diferente de um Nadal que pode apresentar mais do que mostra na maioria dos seus jogos, ou mesmo Murray, Gulbis, Nalbandian ou Safin, que cansavam de ser displicentes. Também é preciso considerar as circunstâncias: a vitória no caso dela era o mais importante, não uma exibição exuberante – o que sempre exigimos (às vezes injustamente) de Federer, por exemplo.

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    3. Pedro Paulo

      Recalque teu nome também é inveja! Enquanto você só sabe criticar, sem saber valorizar a superação individual e a importância do exemplo, a Teliana está lá, em uma das cidades mais lindas do mundo, no maior torneio de saibro que existe, hospedada em hotel de luxo , entre as melhores tenistas do ranking, e isso tudo graças unicamente ao talento dela e ao gigantesco esforço para superar uma origem humilde e muito desfavorável. Se você ainda não tem capacidade de compreender isso, saiba que sempre é tempo de aprender e evoluir…

      Responder
  24. Luis

    Dalcim qual a maior dificuldade de jogar no saibro ? parece que e’ jogar um grande tênis em uma quadra que não deixa o tenista confortavel

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    1. José Nilton Dalcim

      Não sei se entendi a pergunta, Luis. Mas tem muito tenista que não tem a menor dificuldade de jogar no saibro. Na teoria é um piso que te dá mais tempo de reação e de preparar bem as pernas, porém exige uma tática mais bem elaborada para construir pontos.

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  25. William CP

    Boa Teliana !!!!

    Youzhny vs Stepanek em Grand Slam, depois de viradão e no terrão, é coisa fina . Tomara que estejam sãos. Valeria até entrar no cheque especial pra assistir.

    Solta um prêmio aí pra concorrermos, Mestre Dalcim. E parabéns pelo texto tão honesto e bonito .

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  26. Sergio Moisés

    Belo post para uma linda vitória da Teliana. Ótimo exemplo para calar a boca de um certo Presidente ignorante que chamou este esporte de “esporte de burguês.

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  27. Leonardo

    É uma pena para os amantes do tenis perder um jogador com a habilidade do Haas por contusão.
    Alias, se não fossem as inumeras contusões na carreira acredito que ao menos um Slam ele teria levado. Uma pena.
    Falando em Fognini, que vai ser o adversário do Belucci, alguém já imaginou como seria um jogo entre o Fognini e o Daniel Koellerer (austriaco). Coitado do arbitro dessa partida.

    Abs

    Responder
    1. Fonseca

      É a minha teoria, infelizmente: Haas foi mais um que entrou na primeira rodada sabendo que não terminaria a partida, pegou o cheque e tchau.

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  28. Paulo

    Boa noite Dalcim, tempinho atrás voce dava RF como carta fora do baralho, agora diz que “ele tem obrigação de vencer”?? E de maneira fácil? Para com isso, deixa o cara brincar kkkkkkkkkkkkk. Abraço.

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  29. Leonardo Santos

    Poucos conhecem o sofrimento do tênis de modo geral é… e quanto mais ainda o feminino,
    fico feliz por você retratar a história da Teliana, é guerreira, pode não ter todas as habilidades do mundo,
    mas a diferença dela para Belluci ta ai, ela vai lutar sempre, merece cada partida que conquistar,
    Parabéns Dalcim… por mostrar que ainda existe guerreiras no nosso País

    Responder
  30. Igor Valentim

    Eu concordo com TUDO que você escreveu, exceto uma coisa… nem todo mundo nasce Guga… talvez por desconhecimento meu mesmo…. mas pelo que já vi de documentarios e entrevistas…. e o proprio estilo do Larry… ele “nasceu” Guga ou trabalhou MUITO DURO pra isso? Lembro dele falando até do quanto ficava meio assim de “nao poder” namorar e de como dava briga depois quando ele já famoso apareciam as namoradas…. Abraços!

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  31. Ulisses Gutierrez

    Dalcim,

    pelo desenrolar da chave até o momento vc acredita que uma das semifinais seria Federer X Djoko e a outra Nadal X Murray? Na sua opinião para o suiço não valeria mais a pena ele pular roland garros e se dedicar para valer para temporada de grama que começa em uma semana, sendo a parte do ano que ele passa a ter um certo favoritismo mesmo em cima do Nadal ou Djoko? Pois fica aclaro que no saibro pesado de Roland Garros dificilmente ele teria alguma chance contra o Touro ou o Djoko.

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    1. José Nilton Dalcim

      De certa forma, você tem razão Ulisses, mas acho que o Federer está curtindo esta parte de sua carreira, então jogar no saibro e em Roland Garros pode ser algo prazeroso para ele.

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  32. Frnando Barbosa Diniz

    Eu já sabia sim, que os dois (Thamoz Bellucci e Teliana Pereira), dos quais eu sou fã, depois do Guga, Andre e Neige e porque não lembra de Maria Ester Bueno., e com certeza já estar nos dando alegria, BOA SORTE PARA OS DOIS! .

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  33. Anti anti-jogo

    Aguardada por quem? Pora Nole e Robolito, atrás de suas respectivas glórias, só se for.

    O jogo entre eles, desde 2011, resume-se a Nole errando ou dando winners, e Robolito correndo de um lado para o outro mandando balões ou slices pífios. A vitória depende somente de Nole estar em bom dia, sem pai à beira da morte com infecção sanguínea, avô falecido, tragédias na Sérvia, punho machucado, etc.

    Os Roland Garros que prestaram foram 1997, 2000, 2001 e 2009.

    Esse torneio, outrora tão charmoso, difícil, imprevisível (tanto que Guga e Gaudio foram campeões supreendentes, que permitia um Jim Courier bater espanhóis, um Medvededv chegar na final contra um não-especialista no saibro-Agassi, um Moya obter seu único Grand Slam, um Chang vencer com 17 anos de idade, setc) tornou-se monopólio da “besta-fera”, tenista com esmagadora superioridade física sob todos os demais (uma espécia de Serena sem saias), varrendo as quadras francesas com uma carranca permanente há 10 anos, monópolio que todos atribuem à “dedicação e muito treinamento e vontade de vencer”. Tem gente que acha lindo.

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      1. Marcos Ribeiro

        É realista afirmar que o Nadal tem uma “esmagadora superioridade física sob(RE) todos os demais” ? tsss… Vai entender…

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    1. Ricardo B. de Carvalho

      contraditorio o segundo paragrafo. Courier foi campeao em epocas não espanholas. Moya seria campeão em qual outro grand slam? O ucraniano foi um grande tenista no torneio. Não ganhou por um “tris”. Compreendo os 3 primeiros anos citados. 2009 não entendi

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    2. Joel

      Concordo plenamente com você, inclusive se você analisar os grandes nomes do tênis, como Sampras, Mc Enroe, Boris Becker, inclusive os mais habilidosos, não costumam vencer em Roland Garros, e nos outros Grand Slams, não tem tanto nome desconhecido.

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  34. Wagner

    Boa noite Dalcim você acha que a tTeliana passa para a terceira rodada ? E nas duplas você acha que o Bruno tem chances de ganhar o torneio já que o Marcelo trocou de parceiro ? E o bellucci .?

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    1. José Nilton Dalcim

      Teliana ganhou da Cirstea há cerca de um mês no saibro verde de Charleston. Bellucci é bem mais difícil. Bruno tem chance sim.

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  35. Antoio Duarte

    Vale a pena conferir a Venus na Chatrier. Se ela e Serena vencerem teremos confronto entre as duas num Slam, o que não acontece desde Wimbledon/2009.

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