Nadal enfim leva público ao Rio
Por José Nilton Dalcim
19 de fevereiro de 2014 às 00:08

A ausência do público tem sido a decepção do Rio Open. A não ser a estreia de Rafael Nadal no último jogo desta terça-feira, que ainda assim não conseguiu lotar totalmente os 6.200 lugares anunciados para o estádio principal do Jockey Club, as demais partidas do maior torneio já disputado no país tiveram poucos assistentes. Fica até constrangedor. Um cenário tão bonito com tantas cadeiras vazias. O que será que não deu certo?

A partida de estreia de Bruno Soares, colocada na quadra 1, encheu a arquibancada, mas ali cabem cerca de 1.200 pessoas. O jogo de Thomaz Bellucci na mesma noite de segunda reuniu, com boa vontade, 3 mil no estádio. Mas as partidas do dia sofrem mais. Teliana jogou para um punhado de pessoas, até mesmo David Ferrer, com seu número 4 do ranking, foi pouco prestigiado, ainda que abrisse a rodada noturna. A quadra 1 nem se fala. Paula Gonçalves jogou para testemunhas.

Estão faltando estrelas, os horários não convêm ou o Jockey é tão fora de mão assim? Minha primeira e principal impressão é que essa sugestão de se fazer duas sessões diárias, com ingressos separados para dia e para a noite, é um engano em termos de Brasil. Principalmente porque o evento não tem atrações que justifiquem dois públicos pagantes de casa cheia, como um Grand Slam ou um Finals de Londres. Quem sabe, o ingresso único enchesse bem mais a sessão diurna, onde se vê bons tenistas e partidas interessantes. É uma experiência para se tentar para 2015.

Claro que os promotores apostam mesmo que o fim de semana compensará tudo. Quartas de final das chaves masculina e feminina na sexta-feira, semi no sábado e duas finais no domingo, sem falar nas duplas, começarão às 15 horas e não terão sessões noturnas separadas. Me parece a receita do sucesso. Com boa parte dos setores corporativos provavelmente já comercializados, o espetáculo deve ganhar a dimensão e o colorido que se imagina compatíveis com o Rio Open e seu investimento estimado em R$ 18 milhões.

Na quadra, a rodada teve o esperado festival de vitórias espanholas, ainda que Nicolás Almagro tenha caído. Nadal e David Ferrer parecem claramente em outro patamar. Rafa não teve uma estreia tranquila e precisou se empenhar. Cometeu alguns erros de fundo de quadra, mas jamais correu perigo real contra o esforçado Daniel Gimeno. Foi um jogo divertido para o ótimo público. Nesta quarta, tomara que a casa também fique cheia para apoiar Thomaz Bellucci contra Juan Mónaco, um jogo que promete três sets e emoções.

Bom mesmo foi ver como Teliana Pereira superou seus nervos para bater a número 60 do ranking. Aliás, vendo nesta semana algumas tenistas de boa classificação e currículo extenso, fica claro que Teliana pode muito bem estar em faixas bem mais altas. Não fica devendo nada. Ao contrário, é das poucas no Rio Open que tem um slice, um voleio, uma deixadinha para exibir além dos óbvios golpes de fundo de quadra.


Comentários
  1. Renato

    Caro Dalcim,

    Concordo plenamente com sua avaliação de que os setores corporativos foram exagerdamente grandes. Provavelmente seria dada uma contribuição maior ao crescimento do tênis no Brasil caso maior número de lugares fosse destinado à venda pra quem quisesse assistir aos jogos e a contrapartida aos patrocínios se desse de outra forma. Por outro lado, o patrocínio de empresas públicas, em especial Furnas, que não atua em varejo, num evento com essas controversas disponibilização de espaços e relação com o público deveria ser melhor explicada.

  2. Carolina Orlando

    Na verdade o problema não foi a falta de interesso do público e sim de ingressos disponíveis. Os ingressos para noite esgotaram em poucos dias, comprei no segundo dia de venda e só consegui para segunda e terça, se tivessem ingressos disponíveis para os outros dias com certeza eu teria comprado. Portanto o que deve ter acontecido é que grande parte dos ingressos devem ter sido destinados a patrocinados e organizadores, e grande parte destes convidados não compareceram. Fui na estreia do Nadal na terça-feira, era visível a quantidade de cadeiras vazias, principalmente nos boxes e camarotes. Como pode ter tanto lugar vazio se os ingressos estavam esgotados!

    1. José Nilton Dalcim

      Acho que uma parte muito grande foi para a mão dos patrocinadores, que distribuiram para pessoas que não foram ao Jockey.

  3. EU

    Hehehe….inqueti…vcs num acham qui si fossi o fedex o povo taria im peso fora da quadra pra v eli, mermo qui o ingressu tivessi caru? EU axo qui sim…visse…hehehe

    1. Cléber

      No Federer Tour foi assim fera. Fedex arrasta multidões.
      Tem horas nos autógrafos que o Mogli não parece muito à vontade com essa galera.

  4. Rodrigo S. Cruz

    Acho que o Belluci amanhã tem boas chances contra o Ferrer. Esse espanhol, exceto pela boa preparação física e o fato de ser muito regular, não é um tenista com armas que possam incomodar demais o brasileiro. O Ferrer precisa construir o ponto e o faz com muita paciência. Portanto, o que vai definir essa partida será o lado mental acima de tudo. Em primeiro lugar o brasileiro precisa acreditar que pode vencer o espanhol, um tenista top 10, de forma consecutiva, e encarar esse feito como uma coisa normal, sem respeitá-lo demais. Em segundo lugar, precisa manter um bom aproveitamento de pontos ganhos com os dois saques, de preferência colocar mais o primeiro saque em quadra do que vem fazendo no torneio. Conseguir um bom número de bolas vencedoras sem errar demasiadamente, também vai ser importante, uma vez que o Ferrer não dá nada de graça , briga até o último ponto e costuma se alimentar de erros não-forçados, já que seu forte não são as bolas realmente de definição.

    Desculpe se falei alguma bobagem, Dalcim rs

  5. Carlos Husky

    Estão faltando estrelas e com duas sessões diárias, com ingressos (caros) separados, não dá, Dalcim.
    No futebol está acontecendo algo parecido, Flamengo e Vasco, o clássico dos milhões foi jogado para 13 mil espectadores.
    O povo finalmente cansou de ser explorado. Para mobilizar o público, é preciso realmente valer a pena.

  6. Marcus Santos

    Dalcim, creio que a sessão única seria uma boa solução, com preços um pouco mais baixos, especialmente para as rodadas iniciais. Mas o grande problema foi essa venda de ingressos por lotes. Tem que soltar todos os ingressos para venda geral de uma vez só. Reparei no site que havia um setor inteiro de arquibancada que nunca estava à venda, seria essa a cota dos patrocinadores? Uma dica a quem vai ao torneio: estacionem na Lagoa, próximo a area do Jockey, onde existe estacionamento rotativo no Estádio de remo (espaço Lagoon) e estacionamento na área da Lagoa chamada Parque dos Patins. ambas ficam próximas à entrada lateral para o torneio.

  7. Ander

    Oi Zé Nilton, tudo bem?

    Estou no Rio de Janeiro deste terça-feira de manhã, eu particularmente assisti poucos jogos desde então, apesar de ter ingressos para todos os horários. O problema que é muito quente ficar vendo as partidas diurnas, assisti poucos jogos durante o dia, me concentro mais na noturna, a maioria das pessoas estão fazendo assim (box e convidados) e muita gente do público pagante. As pessoas acostumadas aos eventos de tênis não fazem muita questão de assistir jogos poucos concorridos como os da WTA. Faltou alguns nomes mais interessantes na chave, principalmente na WTA, que o nível está muito aquém de um evento deste porte (ATP 500 + WTA, numa grande cidade turística de nível mundial). Acho que a partir de hoje o público estará muito bom e seguirá assim até o final. A estrutura do torneio está ótima, com alguns probleminhas pontuais, a nível de Brasil é o melhor evento disparado, daria uma nota 9. Ótimo Rio Open para todos, seja in loco ou pela TV, estou postando o que está acontecendo de melhor no Fórum TenisBrasil, com várias notícias do que anda acontecendo nos bastidores e coisas bacanas no Jockey Club.

  8. Alan

    Cadeiras vazias? O que não deu certo? Eu digo: Tentei como um louco comprar ingressos e não consegui. Moro em Minas Gerais e só havia a possibilidade de comprar via internet. Salvo melhor juízo, encerraram as vendas via internet de forma precoce. Com muita dificuldade consegui um contato no Rio que se disponibilizou a comprar os ingressos na bilheteria para mim, isso após contato telefônico e confirmação pela adm do torneio de que existia ingressos, só que na bilheteria, adivinhem? Não tinha mais ingressos! Agora me pergunto: Pq os lugares estão vazios? De longe não posso afirmar nada, seria perigoso fazer, talvez injusto, mas suspeito que seja falta de uma melhor administração nesse particular. Espero que para o ano que vem facilitem para os que moram distante. Torço pelo torneio acima de tudo! Abraço a todos.

  9. Sergio Ribeiro

    No Pais do Futebol, apenas 13000 pagantes no Clássico dos milhões que nao ocorria a QUATRO anos no Ex Maior do Mundo. A concessionária continua ignorando os protestos dos preços abusivos, mas nao consegue nem colocar papel nos banheiros. Popularizar um Esporte como o Tenis , no Jockey ( sem nenhuma logística) e preços abusivos na farra dos Cambistas. Incompetência parece ser a palavra de Ordem . Ferrer vem de Final domingo e no ultimo encontro, Bellucci foi bastante agressivo no Master de Monte Carlo ( jogando próximo a linha de base) e ditou as cartas. Deixando de lado o ridículo h2h sempre citado, pode sim levantar o Moral da galera. Mesmo se poupando visivelmente, Rafa Nadal dificilmente nao leva.Abs!

  10. JF

    Fiz reserva em hotel, me preparei física e financeiramente para passar alguns dias no Rio e assistir todos os jogos possíveis quando na abertura da venda dos ingressos, para minha surpresa, não havia mais disponibilidade. Desisti.
    Nas olimpiadas será assim?

  11. Marcelo

    Poucos também tem tempo e interesse em assistir a uma sessão inteira. Quem sabe dividir lotes ingressos por jogos (setores) e alguns para sessões inteiras, permitindo mais expectadores.

  12. Igor Menezes

    Esse Bellucci me mata de orgulho!! Bora, garoto!!
    Sei que tu consegue… Tu é bom demais!!
    VAMOS THOMAZ!!!!!!!!!!!!

  13. Marcelo

    Dalacim,

    Estão nas mãos dos cambistas. Excesso de ingressos corporativos para convidados que não aparecem. Jogos às 10:30 da noite? Será que não aprendemos com o futebol? E a organização dizendo que a equipe ainda não está preparada. Será que não demos um salto muito grande? Fiquei sem ingresso e fico triste em ver cadeiras vazias.

  14. Pietro

    Dalcim, você já viu o Henrique Cunha jogar? Gosto muito da atitude dele e está fazendo muito bonito em um Challenger de US$ 75.000 nos EUA. Fale a verdade, você acredita que ele consegue um lugar entre os top 200? Torço por ele …

  15. edmundo j

    Dalcim, desculpe
    alguma chance de o Brasil perder o torneio por causa das cadeiras vazias…a ATP pode desqualificar a gente?

      1. Renato Vieira

        Vemos que esse evento tem vários patrocinadores. Algumas marcas muito grandes e de muito alcance no Brasil. Mas como Erich Beting costuma dizer, essas marcas se conformam em ter seus nomes estampados nas paredes atrás dos jogadores e pronto. Uma marca como a Asics, por exemplo, que vem investindo no tênis há algum tempo, e lançando produtos muito bons, não pode ficar apenas com imagem da marca e stands de venda no evento. Tem que fazer propaganda na TV, promoções relacionadas a produtos, promoções relacionadas aos seus jogadores patrocinados. Isso sem contar a Claro HDTV, que “dá nome” ao evento. Fora as inúmeras outras marcas.
        Obviamente que, quanto mais cedo esse engodo chamado IMX sair de cena, melhor para o evento.

        Mas pelo que estão falando, o pior negócio mesmo são os ingressos. Cadeiras vazias aos montes e tudo falando que tá esgotado. Ainda bem que nem me preocupei em ir. Isso é ridículo.

    1. Jônatas

      Não existe desqualificação por falta de público desde que o “torneio pague a data”. Quem pode “perder” o torneio é quem o organiza caso não valha a pena financeiramente. Mas é o 1º ano, é muito cedo para este tipo de conjectura. Dalcim há chances de termos mais torneios atp 500 fora os da grama em 2015?

  16. edmundo j

    Dalcim, entrevista alguém do promotora…eles têm que dar satisfação…isso não é possível…o Mello se achando desprestigiado, parece que a única coisa q estão fazendo é promover o Nadal, como se ele precisasse…achei que tentariam fazer investimentos que aumentasse a popularidade do tênis, mas do que se vê, estão distanciando os fâs…
    gente
    vc me faz torcer pro Bellucci, então diz que tem coisa boa aí…rsrsrs
    abs
    edmundo

      1. Renato Vieira

        Assisti um pouco do jogo apenas, não consegui ver inteiro. Mas Bellucci está jogando muito melhor do que ano passado mesmo. Apesar de seu saque, quando entra, ser excelente, ontem ele teve meros 50% de aproveitamento no 1º serviço. Isso é muito pouco. Contra o Ferrer, se ele não melhorar isso, não ganha 5 games. Vai ser um jogo interessante de se ver.

        1. edmundo j

          Era isso que queria comentar: achei o Bello bem melhor. Dedo do técnico? E o que ele deve fazer, já que o Ferrer não tem ponto fraco, ele é bom em tudo. Qual o golpe do Bello que pode machucar o Ferrer? Roubar o cigarro dele? rsrs
          abs
          edmundo

  17. Massimo

    Esses ingressos estão todos com cambistas é só olhar na internet se quiser comprar por 10 vezes o valor anunciado no site do torneio. Um absurdo, total falta de respeito aos fãs do esporte. Comprei os meus graças a você Dalcim, quando falou que iria abrir um lote novo há algumas semanas atrás. Só consegui para as oitavas, R$ 40,00 nos sites de cambistas custam R$ 600,00.

  18. Luzinha Franzoi

    Dalcim, eu e minha filha tentamos comprar ingressos, aqui do RS. no dia 13/12, data do anúncio do início da venda de ingressos pela internet, ficamos por horas a fio, insistindo, sem sucesso. conforme disseram algumas pessoas nos comentários, foi divulgado que os ingressos se esgotaram nesse mesmo dia, no meio da tarde. resultado, férias no Rio canceladas. no ano passado fomos a SP e naquela ocasião foi muito diferente. compramos os ingressos, pela internet, sem estresse. fomos muito bem atendidas no Ibirapuera, tanto no que tange a organização do evento, quanto pelo pessoal de apoio. assistimos a dois dias de partidas, começando de manhã e indo até o último jogo da noite, e fomos justamente na noite em que o Nadal jogou. tudo ótimo, tudo tranquilo. até a volta para o hotel foi ok. agora, o que dizer da organização do Rio? sem comentários. tu mesmo percebeste que alguma coisa não funcionou bem. leia-se venda de ingressos. qual era a intenção das pessoas, quando disseram que estava tudo esgotado sem estar, eu não sei, mas foi de muita falta de consideração, para se dizer o mínimo, principalmente com quem, como nós, é de fora do Rio e queria assistir ao evento.

  19. Lopes

    Tentei comprar semi e final assim que abriu a venda, não conseguindo. Acionei o serviço do cartão de crédito (concierge) e me informaram que haviam tentado para outros clientes sem êxito, já abrindo a venda esgotado. Estranha-me agora ver um baixo público no evento.

  20. André Barbosa

    Dalcim, acho que o Rio de Janeiro está espantando os turistas ao invés de atrai-los. Até gostaria de ir para o Rio ver um jogo, mas tenho lido que os preços na cidade estão abusivos (provavelmente já reflexo da copa e pelo fato da cidade ser tradicionalmente turística), fora a violência (apesar de morar em São Paulo, não faço questão nenhuma de sair de uma cidade violenta e ir para outra tão ou mais violenta). Mesmo conseguindo um bom desconto nos ingressos (pela parceria com a Embratel), não levei adiante a ideia.

    Creio que esses fatores só contribuem para que o público não seja melhor.

  21. Walter

    Uma explicação muito simples para justificar a falta de expectadores: preços muito altos. Aqui em São Paulo, se não baixarem os preços para o Brasil Open, nem no final de semana (R$ 190,00 o ingresso para a arquibancada inferior) estará lotada.

    1. Maurício Luís

      Walter, concordo plenamente quanto aos preços abusivos. Mas é que o Brasil é um país de ricaços. Não é POBRE como a Suécia, que recentemente rejeitou sediar as Olimpíadas de Inverno por achar que há coisas mais urgentes a fazer. Gente rica é outra coisa!… E o governo sabe que não faltando “pão e circo” pro povo (como dizia aquiele Imperador Romano), o resto fica pra depois, depois, depois… … …
      Mas é uma equação difícil de resolver. Porque pro Nadal e o Ferrer darem o “ar da graça”por aqui, os organizadores do Rio Open tiveram que meter a mão no bolso, não tem outro jeito. Haja dólares pra garantir a presença de tanta estrela.
      Há também problemas com infra-estrutura: estacionamento caro, hotel caro, falta de segurança nas ruas, etc e tal.
      Em tempo: vão sair todas as almas do purgatório, não vai sobrar UMA pra remédio: o Bellucci jogou muito, não decepcionou a torcida e derrubou um cabeça de chave de virada.
      Vou providenciar um guarda-chuva blindado, porque vai chover canivete!

  22. Luiz Fernando

    Vamos primeiro ao jg: partida mediocre do Rafa, diante de um adversario fraco. Me parece q o favoritismo nesse evento é do Ferrer, q vem c melhor ritmo, mas como Rafa e a vitoria sem pre andam de maos dadas, quem sabe? O publico fraco é reflexo dos ingressos nas maos dos cambistas (ou dos sites cambistas), q cobram preços absurdos e afugentam as pessoas. Me parece q se o evento fosse em Sampa seguramente haveria mais publico, mas como nao fui no torneio do ano passado nao posso afirmar isso c mais certeza.

  23. José Queiroz

    Carol Dalcim, o problema é que em geral, brasileiro não curte tênis, na verdade, sejamos sinceros, brasileiro não curte é esporte nenhum (exceto futebol), só gosta de estar na moda e quando está ganhando. Demos um sorte danada em ter um Guga ou uma Maria Esther da vida no tênis. O Nadal está salvando o torneio levando público, nem como você mesmo falou, o número 4 do mundo leva. A organização tem sua culpa, mas a cultura do povo também não ajuda.

    Abraço e sempre acompanho seu blog.

  24. Roberto Carvalho

    Dalcim,

    Vou te dar uma dica do que não deu certo. Sou fã de tênis e não pude comprar meu ingresso com antecedência por ter a possibilidade de viajar a trabalho neste período. Quando vi que estaria disponível para ir ao torneio fui comprar meus ingressos pela internet e vi que os mesmos já estavam esgotados para todos os dias. Quando vi que segunda e terça o torneio estava literalmente vazio mesmo no dia do Nadal pensei comigo mesmo quarta vou até o Jockey que lá consigo comprar o ingresso. Fui hoje para assistir a sessão da manhã que tinha certeza que estaria vazia e ia tentar comprar para a noite também e ficaria o dia todo por conta do torneio. Cheguei no Jockey 10h e o mesmo estava vazio, pouquíssimas pessoas mesmo, nem parecia que estava tendo um torneio. Fui até a bilheteria e ninguém na fila, tinha aproxidamente umas seis caixas sem fazer nada. Falei que queria comprar um ingresso para aquela manhã e ela me disse que estava esgotado. Todos os dias em todos os horários já haviam sido vendidos. Argumentei que via pela televisão e na parte da manhã não tinha 5% da capacidade que certamente teria alguma desistência ou sobra de ingressos. A responsável veio falar comigo e argumentou que esse ano eles não tinham trabalhado com desistência talvez esta fosse uma possibilidade para os próximos anos e que todos os ingressos haviam sido vendidos e que a baixa frequência de público devia ao fato de que muita gente havia pago e não estava comparecendo, mas que eles não poderiam vender novamente os ingressos.

    Por mais que 50% dos ingressos tenham ido para os patrocinadores, não é possível que uma quantidade significativa de pessoas comprem um ingresso, paguem e não compareçam ao evento. É a mais pura falta de organização. Cheguei a conclusão que o errado era eu de querer pagar para assistir ao evento, eles que deveriam me pagar para assistir aos jogos e não passarem vergonha para o mundo e a ATP com o torneio mais vazio do circuito. Quando cheguei em casa vi que hoje pela manhã não tinham 200 pessoas assistindo a partida da quadra principal e nas laterais se tinha um ou duas pessoas era muito. Custava ter vendido dois ingressos para dois otários que estavam querendo pagar para ver os jogos? Aqui é Brasil, falta organização, falta público disposto a pagar para assistir uma partida de tênis, mas certamente sobra dinheiro público através de lei de incentivo para pagar o evento e o gordo lucro dos organizadores.

    Cheguei a seguinte conclusão para os organizadores não importa quantas pessoas estão assistindo aos jogos, quanto custa cada ingresso, quantas pessoas compraram ingressos, o que importa é receber o dinheiro dos patrocinadores no final do evento. E boa parte deste dinheiro (para não falar a totalidade) é público através de leis federais e estaduais de incentivo ao esporte. Se eu estiver errado me corrija.

    1. José Nilton Dalcim

      Para ser sincero, Roberto, está difícil entender. Bellucci acaba de começar e não tem 20% da arquibancada cheia. Talvez cheguem para o Ferrer, como aconteceu ontem com o Nadal. De qualquer forma, algo não está funcionando e eu lamento muito pelo público, que me parece muito interessado em ver o torneio ao vivo e não consegue.

      1. Denis

        Dalcim, essa falta de publico no primeiro jogo da rodada noturna nao se deve ao horario? Nao sei como esta no Rio, mas em SP é praticamente impossivel chegar as 19hs se voce sai do trabalho as 18hs. Ainda mais proximo de locais de grandes eventos, onde o transito afunila, muita gente procurando estacionamento, etc etc…

      2. EU

        EU tou adorandu…visse….mai tunum acha qui porque atucida ficou chatiado cum eli por causa do Miguel no australiano open?….hehehe…o povu brasilheiro é muito eticu…visse….hehehe

        1. Renato Vieira

          Dalcim, seriamente, eu sei que você não gosta de impedir a publicação de ninguém, mas isso já ta patético. Esse cidadão não tem qualquer respeito pela seriedade do seu Blog e do seu trabalho, e eu sei que você sabe disso por que você não lhe dá o luxo de responder ou comentar nada do que ele escreve.

          Somente pelo fato de alguém escrever completamente errado propositalmente já é motivo suficiente para excluí-lo por definitivo.

          Não quero jamais dizer como você deve fazer no seu blog. Mas me senti obrigado a reclamar.
          abraços

          1. EU

            Hehehe…tu axa qui quantus falam coreto nu brasil?…sotu?…isso é precunceito…visse….porqui um analfa com EU num podi ficar aqui….tu é muito busgueis….visse….hehehe…nadalzeti..

  25. Nani

    Dalcim,
    Eu acho que uma boa medida poderá ser no final de semana quando acontecerá as finais… Se ainda assim, o público se concentrar apenas nos jogos em que o Nadal estiver em quadra… Podemos sim afirmar que o público foi para ver apenas o Nadal…
    Pq sendo de final de semana, tendo ingressos com valores não tão caros… com possibilidade de se ver jogos como um cruzamento de Nadal x Ferrer, é de se esperar que haja uma maior procura do que os jogos durante a semana.

    No Brasil Open ano passado, aqui em São Paulo, pelo menos foi assim…

    Eu, na minha humilde opinião, acho que aqui no Brasil ainda o pessoal vai muito pelos tenistas… se tem algum TOP, porque tem a possibilidade de ver um ídolo gastando bem menos que no exterior. Porém, quem tem grana e gosta de tênis, prefere viajar pra assistir a um GRAND SLAM, MASTER etc ao invés de ir a um torneio por aqui.

  26. Luigi

    Não é a primeira vez que tem um evento importante no Brasil e os ingressos “esgotam” no primeiro dia. Depois passa um tempo e avisam que ainda existem lugares mas na prática fica impossível de comprar a não ser que você pague preços muito mais altos do que os divulgados e tenha contatos especias. Resultado: cadeiras e mais cadeiras vazias durante os eventos. Foi assim no evento do Federer / Gillette e em muitos outros. Acho uma vergonha

    1. Jônatas

      No evento em questão eu fui todos os dias e tinha ingresso na sexta-feira na qual o Federer não jogava. Não lotou mas estava longe de ficar vazio. Ao menos tinha umas 7000 pessoas no jogo da Sharapova e depois ficou com umas 5000 no jogo do Tsonga x Bellucci. O restante dos dias que o Federer foi não tinha muito lugar. Diria 90% na quinta e 95% da capacidade máxima no fim-de-semana. Lembrando que o ingresso valia para 2 jogos que foi mais ou menos o que o Dalcim sugeriu, ingresso para 2 sessões.

  27. Marcos

    Dalcim concordo c/ vc quando diz que é um baita de um equívoco cobrar dois horários diferentes! Ninguém vai pagar para ver os mais desconhecidos podendo pagar para ver um Nadal ou um Ferrer! Agora acho que vc está sendo muito duro com o público carioca! Acompanho direto torneios transmitidos e vejo invariavelmente as primeiras rodadas às minguas em quase todos os torneios! O público presente 2ª a noite me pareceu até bastante razoável p/ o dia da semana e por ser 1ª rodada! abç

  28. Hugo Costa

    O que não se explica é como os ingressos se esgotaram em poucas horas. Não havia ingressos para as sessões a partir de quarta à noite já no primeiro dia de vendas on line. Dias depois, já estava tudo vendido para o período noturno. Deixei de ir ao Rio por não conseguir comprar as entradas. Não sabemos realizar eventos. Esse é o fato. Tudo “sold out” com cadeiras vazias.

  29. Thiago Gomes

    Dalcim,
    Eu fui ao Rio Open na segunda feira e um motivo não listado por você, é a logistica para se chegar ao Jockey. O local tem espaço e está bem organizado (fora algumas falhas pontuais facilmente resolvidas). O local do Jockey tem um transito péssimo na hora do rush, não há meios transporte público eficiente que chegue perto de lá e o evento não tem estacionamento. A pessoa que for de carro, tem que parar num shopping há 20 minutos de caminhada de lá ou arriscar a parar no estacionamento do hospital Miguel Couto. Isso desanima, e muito ir ao torneio. Eu sou mto fã de tennis e confesso que não me agrada a idéia de voltar lá para acompanhar.

  30. Roger Fedeiros - O Censor!

    Caro guru, seu comentário tripudiando do nosso melhor tenista e sua radical mudança foi censurado. Desta vez passa, mas, da próxima não deixarei passar!… Lembre-se: aqui só vale tirar sarro do atual melhor de todos os tempos e do ex quase futuro provavelmente nunca mais…. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Tudo bem… vale também do queixudo… o eterno candidato… kkkkkkkkkkkkkkkkk

  31. Roger Fedeiros - O Patrocinador!

    É a mesma coisa em todo evento. O patrocinador recebe uma quantidade de ingressos e distribui para os empregados, que em sua esmagadora maioria tem outras coisas e lugares bem mais interessantes para ir e fazer. Resultado: arquibancadas vazias. E quem somos nós para criticá-los? Se os próprios “amantes” do tênis não vão ao torneio, porque os outros deveriam ir?… Ou vcs acham que só aquela meia dúzia de gatos pingados são os que gostam de tênis no RJ?

    Agora se tivessem contratado Roger Fedeiros – O Marqueteiro, ou seja, euzinho mesmo, duvido se eu não enchesse esse estádio todo dia. E sem gastar um centavo a mais do que foi gasto! … Como? Nem precisa ser gênio, mas, precisa ter boa vontade, pra fazer as campanhas certas, e só com os ingressos dos patrocinadores…

  32. Moreno

    Sou do Rio e a minha impressão foi que a empresa que organizou o evento não priorizou o público e sim as agências e patrocinadores e com isso não tem ingresso para o público em geral. Eu e mais 6 amigos estamos querendo ir ver algum jogo e no site e na bilheteria do jockey encontram-se tudo esgotado. Conversei alguns professores de tênis daqui do rio e todos eles estão ganhando ingressos de patrocinadores, e nós que estamos querendo pagar o ingresso não tem disponível. Você acha que isso normal Dalcim muitos ingressos para as agências e patrocinadores? Não tenho muita experiência de compras de ingressos em torneios mas os 2 únicos eventos que tentei comprar consegui, um em roland garros ( semi-final pelo site que foi super tranquilo e comprei uma semana depois que abriu no site oficial) e a outra master 1000 de roma (nadal x Federer) véspera do jogo e na bilheteria do estádio.

    1. José Nilton Dalcim

      Como eu disse abaixo, Moreno, é normal esse comprometimento corporativo. Claro que existem algumas distorções, que certamente serão corrigidas.

  33. Cláudio

    Salve Dalcim!

    Gostaria de saber o que aconteceu com o jogador Franco Ferreiro? Teve lesão ou simplesmente abandonou a carreira? Estava olhando seus resultados no site da ATP…boas vitórias…vários títulos de future (12), 2 de challengers, 5° set com Feliciano Lopez em RG, Tem 29 anos e não joga desde 2011.

    abr!

  34. Rafael Pereira

    Contando tudo que pode ser um obstáculo para ir até o local, os preços Dalcim, são muito abusivos! Continuam nos tratando como idiotas e ainda por cima com certeza ocultaram muitos ingressos! Eu sou do interior de São Paulo e estava disposto a passar 3 ou 4 dias no Rio para ver esse torneio! Mas em 5 min de vendas on-line quase ninguém mais conseguiu comprar ingressos! País do absurdo!!! Olha só: comprei ingressos para assistir uma quartas de final, as duas semis e a final do Mastet 1000 de Miami por 550 reais!!!! Não tem mais o que dizer!!! Eles tentam nos roubar nas bilheterias e por uma semana, uma semana apenas o Nadal se recuperou e veio!!! Se ele não viesse seria uma boa lição a esses promotores de eventos mercenários!! Como pode um evento Master 1000 ser tão mais acessível que esse do Rio??? Sem mais…

    1. José Eduardo Pessanha

      Você tem toda a razão. Lembro que eu perdi várias horas tentando comprar ingresso para as exibições do Federer aqui no Brasil e acabei desistindo. Os caras fazem de tudo para complicar.

  35. Roberto

    Tambem fiquei pasmo de ver o jogo pela TV e verificar assentos vazios. Pois tinha visto e ouvido que todos os ingressos estavam esgotados…..Não entendi esse tipo de organização……….Chega-se a conclusão que é melhor ver na TV e depois ler as suas análises.
    Abraço….

  36. Marcelo Calmon

    Dalcim,
    como já escrevi ontem e tb foi escrito por outros, o problema é que os ingressos sumiram. Hoje mesmo se conseguisse um ingresso iria ver o Bellucci, mas é impossível.
    não creio que estacionamento esteja fazendo tanta falta, pois o carioca devido ao trânsito intenso e à lei seca, tem andado mais de taxi.
    o jogo da Teliana foi esvazido em parte pelo jogo do Fognini na quadra 1 que estava lotado e com gente esperando do lado de fora. Não tem comparação entre um jogo feminino e um masculino, ainda mais que aqui que o torneio masculino tem muito mais gente bem rankeada. Assisti ao 1º set do Fog e depois fui torcer pela Teliana, ainda consegui pegar o final do 1º set. Realmente ela pode estar entre as TOP 50, mas não sei do desempenho dela em quadras duras, que é o piso da maioria dos torneios de grande porte.
    Quanto aos preços de alimentação, estão dentro dos abusivos preços praticados em qq evento de grande porte. O refrigerante e a cerveja estão quase pelos mesmos preços encontrados nas praias.
    Aki no Rio todos ficaram meio loucos e querem tirar uma grande vantagem nesses eventos, parecem que querem garantir o lucro do ano inteiro em apenas poucos dias. Na Copa e Olimpíada deve ser pior.
    Fui uma das testemunhas que assistiu parte do jogo da Paula, foi uma pena mesmo, pois ela tinha tudo para ganhar o jogo, mas gostei da declaração dela, não se lamentando tanto e dizendo que saiu mais motivada. Se soubesse que o Chardy ia fazer um papelão (não conseguia trocar 3 bolas) teria continuado vendo o jogo da Paula, que foi muito mais emocionante com um TB no 2º set.
    abs

  37. Rafael

    Dalcim,

    Acho que um dado importante deixou de ser comentado. Há claramente um excesso de ingressos destinados a patrocinadores e convidados. Tentei comprar ingresso para o jogo de ontem do Nadal, mas não havia mais vagas disponíveis. Qual não foi a minha surpresa ao ver na televisão milhares de assentos desocupados. Não seis e você esteve ontem no torneio, mas a quadra central não ficou cheia. Com boa vontade dá pra contabilizar 4.000. Fiquei extremamente chateado com esse fato. Como é possível isso? Acompanho o tênis há muito tempo, mas desconheço maiores detalhes sobre os bastidores e a organização. Como você explica o fato de os ingressos estarem esgotados e as quadras vazias? Pra mim isso não faz o menor sentido. Eu não mais prestigiarei o evento. Estou decepcionado. Prefiro assistir algum torneio fora do Brasil. Uma pena.

    1. José Nilton Dalcim

      Realmente, existe o setor corporativo, mas isso acontece em todo lugar do mundo. Faz parte do negócio. Mas temos de entender que o Rio Open é um evento novo, de uma promotora nova, e então alguns acertos terão de ser feitos. Abs!

  38. jean claude cacioli

    estive no RIO DE JANEIRO PARA PASSAR O FIM DO ANO,NESTA OPORTUNIDADE TENTEI COMPRA INGRESSO PARA RIO OPEN NOS DIFERENTES SITES DE COMPRA SÓ DAVA ESGOTADO PARA OS JOGOS SÓ RESTAVA ACESSO PARA OS QUALIFING TALVEZ UMA DA EXPLICAÇÃO PARA O POUCO PUBLICO .NO MEU CASO DESISTI DE PRESENCIAR O EVENTO…..

  39. Ricardo Perrone

    Aproveitando o ensejo, gostaria de comentar outro assunto e também gostaria de sua impressão.
    Jogo a muitos anos tênis, comecei com as raquetes de madeira e fui evoluindo em termos de equipamento até chegar nas Pro Staff 85, depois nas 90.
    Outro dia arrisquei e bati uma bola com uma cabeça 100, caramba! Devolvia com o maior conforto e a bola “andava”que era uma beleza!
    Dai surgiu um pensamento aproveitando a atitude do Federer, o esporte não é o desenvolvimento do atleta?
    Não deveríamos depender de equipamentos! Fica muito fácil!
    Ai me veio outra lembrança, apesar de outro esporte, uma fala do saudoso Airton Sena que com a evolução dos “equipamentos”a fórmula 1 se tornaria uma Autorama.
    Como seria se a ATP regulamentasse o uso da raquetes? Será que alguns grandes jogadores de hoje seriam realmente grandes? Pois hoje não se vê subidas à rede com frequência, porquê?
    Só porrada de fundo de quadra! Será que o culpado é o Bollettiere?

    1. José Nilton Dalcim

      Evolução do equipamento esportivo é inevitável, isso acontece em todas as modalidades. Os métodos de treinamento também melhoram a cada dia. Diferente da Fórmula 1, no tênis todos têm acesso ao mesmo material e à mesma tecnologia de equipamento, o que iguala as condições. Abs!

      1. Marquinhos

        A FINA(federação internacional de natação) vetou o uso dos “supermaiôs”, que faziam com que nadadores medianos tivessem desempenhos surreais. Então, faz sentido o que o Ricardo Perrone escreveu.

    2. Sílvio Porto Alegre

      Meu Deus ! Você é o mesmo cara que reclama abaixo que o brasileiro é iletrado ? O que dizer desse seu “jogo a muitos anos tênis” ? Conhece o verbo haver e sua flexão HÁ, como em “jogo HÁ muitos anos tênis” ?

    3. Renato Vieira

      Meu caro, existe toda uma “ciência” de raquetes que envolvem desde o seu material, até a espessura do aro, comprimento da raquete, número de cordas, tensão, etc. Isso sem nem mencionar o material e espessura das cordas.

      São coisas bem sabidas por qualquer um que se pretenda jogar tênis. Se você tivesse procurado em qualquer site, veria exatamente essa distinção entre os diferentes “tamanhos” do aro.

      Da mesma forma que as chuteiras, as bolas, as camisas, os motores, etc foram evoluindo, o esporte foi evoluindo.
      No caso da natação que o Marquinhos mencionou, foi um caso a parte, não apenas por que os trajes deixavam os nadadores muito mais rápidos (a ponto de um 4ª lugar estar nadando no recorde mundial), mas também por que na natação não há, digamos, uma variação enorme de técnica dentro do mesmo estilo. Todos nadam igual, e depende de detalhes pessoais para se sobressair. Eles queriam que esses maios não fossem a grande causa de todos os recordes batidos.
      No tênis é diferente, enquanto houve uma padronização maciça de bolas e pisos, foram sendo criadas raquetes muito diversificadas. Hoje em dia, as respectivas raquetes de Federer (a aposentada Pro Staff 90), Nadal, Murray e Djoko tem mais diferenças do que semelhanças entre si, assim como o estilo de jogo deles.
      Federer sentiu que precisava de alguma coisa nova para mudar um pouco seu jogo, mas seu estilo continuou o mesmo. Ainda mais com a idade dele, aquela raquete que mais parece um machado é desgastante demais. E não é mérito pra ninguém dizer que joga melhor por que é mais difícil. Federer, com sua habilidade incomparável, não conseguiria nem sacar direito usando a raquete do Nadal. Nenhum deles se adaptou à raquete… eles usam a raquete que melhor se adapta ao seu jogo.

  40. Renato Vieira

    José Nilton, acho que seu comentário foi perfeito. Separar duas sessões de ingressos é um erro grosseiro. Em um evento que é a 1ª vez que acontece, num país sem qualquer tradição no esporte há 10 anos, é pedir muito pra alguém pagar 2 ingressos separados pra ficar no sol ou na chuva assistindo jogos de jogadores desconhecidos. Não sei nem quanto que é o ingresso, mas já acho equivocado pra começar. Independente disso, já assisti muitos jogos de ATPs na TV em que as primeiras rodadas estavam vazias também.

    Acho que há um outro ingrediente: Quem conhece tênis e faz questão de ir assistir uma partida, mesmo que sejam de jogadores desconhecidos da maioria, ainda assim fica desconfiado de encontrar uma estrutura ruim, e por isso não conseguir ter uma boa experiência. Isso vai desde o estacionamento (não sei se o local é acessível facilmente por transporte público, mas imagino poucas pessoas indo lá assim), até os assentos e o preço da comida, que pelo que noticiaram, está bem caro. Se você for passar o dia todo lá, vai gastar mais pelo menos uns 60 reais de alimentação, chutando baixo. Isso tudo ainda torcendo pra não chover.
    O brasileiro está acostumado a encontrar péssimas condições estruturais nesse tipo de evento, independente do esporte. Então a desconfiança é justificada e a galera dificilmente vai querer sair de casa no meio da semana, no meio do dia, pra enfrentar isso. À medida que vai sendo melhorado, e as pessoas passam a ter uma boa experiência, elas voltam no ano seguinte. Justamente por isso não vou no Brasil Open esse ano. Por mais quem tenham prometido várias melhorias, ainda não acho que seja suficiente. E vai ficar mais vazio do que o Rio Open.

    Se não tivesse Rafael Nadal, esse evento nem aconteceria, pois não venderia nem todos os ingressos da final. E agora eles tem que se preocupar com duas coisas pros próximos anos: Melhorar a estrutura e tentar trazer jogadores diferentes. Por mais que Nadal seja um dos dois pilares icônicos do tênis nos últimos 10 anos, o brasileiro não gosta muito de ir ver “sempre a mesma coisa”.

  41. Ricardo Perrone

    É o país do futebol meu caro! Povo sem memória, iletrado pois não lê o suficiente para se informar! Enfim o país do Big Brother!
    Dá inveja acompanhar os torneios fora, com raras exceções estão vazios. Mas fazer o quê?
    Iremos levar uns bons anos para se acostumarem e apreciarem, é muito difícil as regras e “nuances” desde esporte para o nível que nos encontramos.

  42. Matheus Almeida Prado

    Dalcim, acho que a Teliana poderia começar a fazer calendários um pouco mais ousados não? E o Bellucci chorando ao final da entrevista? Apesar de ele ter mostrado pouca evolução, está bem claro o quanto ele se dedica. Abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      Teliana tem que ir com calma. Está começando a jogar torneios grandes, que são diferentes. Esse é o caminho, com certeza.

  43. Marquinhos

    A arquibancada da quadra central ontem parecia um queijo Suiço, cheia de buracos. Da próxima vez deveriam aceitar minha sugestão: Ingressos a R$1,99 com direito a tubaina e pão com mortadela. Leia da oferta e da procura, Geraldo?

    1. Vinicius Fialho

      Pão com mortadela você que esta comendo, engolindo seco ainda assistindo ao nadal, que falta de respeito, esses torcedores de futebol que foi para o tênis….

      1. Marquinhos

        Vinicius, o esporte precisa ser popularizado para atrair novos admiradores e fãs. Ou você acha que só a elite tem direito de praticar e torcer pelo tênis?

    2. Marquinhos

      Adoro pão com mortadela e tubaina! Brincadeiras à parte, confesso que hoje eu gosto mais de tênis do que futebol. Só acho que o esporte ainda é um anão no país e, ter um atp-500 não condiz com a realidade , a não ser, pelo lado econômico.

    3. Maurício Luís

      Marquinhos, se for mesmo pela Lei da oferta e da procura, acho que nem precisa da mortadela. Pode ser pão com língua, mesmo.
      São os “desorganizadores” do evento. Pra fazer um papel desses, deixem que eu mesmo organizo. Eu cobro mais barato!

  44. José Luiz

    Não consegui entender tantos lugares vazios, já que há muito tempo os ingressos estavam esgotados no site.
    Quando fui buscar meu ingresso semana passada na bilheteria do jockey, vi várias pessoas tentando comprar para a sessão noturna, mas já estava tudo esgotado a partir de terça-feira.

    1. Toffoli

      Creio que ontem não estava cheio pq alguns sites ou mesmo cambistas devem ter comprado os ingresso com preço normal e tentado vender com um preço muito acima, e como não devem ter vendido não ocupou toda a quadra, é soó ver no post anterior do dalcim.

  45. caco mauricio

    Dalcim,

    Bom dia! Tenho visto os jogos do Rio Open pela TV; aparentemente a estrutura montada ficou muito legal; senti também a falta de público nas partidas, mas assistindo ao Torneio de Roterdã na semana passada também vi jogos com pouco ou nenhum público; será que os ingressos não são muito caros? ainda mais pensando em Brasil? Outra dúvida que me assalta: como estão as quadras do Rio Open? Não custa lembrar do fiasco do ano passado com as quadras do Ibirapuera no Brasil Open. Já li no Tenisbrasil que tem alguns jogadores reclamando das condições da quadra. Procede a reclamação? Abraços

    1. José Nilton Dalcim

      Os preços não chegam a ser exagerados, mas existe toda a despesa gerada pela ida ao local. Quanto às quadras, o Nadal também reclamou do excesso de saibro, mas me parece algo fácil de se corrigir.

  46. Marcelo

    Olá Dalcim! Parabéns por mais um excelente post!
    Tenho lido que o Rio Open tem tido acertos e erros! Porém, na minha opinião, muitos desses erros poderiam ser evitados! Li o Luiz Carvalho, diretor do torneio, dizendo que a maior parte da equipe dele é composta por pessoas ainda sem experiência em eventos de tênis! Eu acho que esse é o pior erro..! Pra realizar um ATP 500, penso que eles deveriam contratar uma equipe com experiência internacional, já com muita bagagem de torneios de tão grande porte! Pessoas inexperientes deveriam começar aprendendo em Futures e Challengers.. Com certeza, uma equipe já acostumada com a grandeza de um ATP 500 evitaria que vários desses erros acontecessem, a começar pelo baixo público, problemas no saibro, entre outros! Abraços!

  47. Rubem corveto

    Ótima análise, mas o Daniel Gimeno e bem mais que esforçado ; jogou sem medo e chegou a quebrar Nadal que teve de esforçar bem mais que o David Ferrter Estarão vazios sempre que os ingressos forem reservados pelos patrocinadores para sem distribuídos aos seus clientes que muitos deles não gostam do esporte. Os setores que estão com mais lugares vazios são aqueles que não foram colocados a venda ( e geralmente os melhores ) . Também, somos impedidos de entrar na quadra central em horários e setores, mesmo tendo ingresso para manhã ou noite, por ‘atendentes’ despreparadas/os (que ficam falando sempre ao celular ) , com o estádio vazio! Outro ponto e alimentação , muito deficiente e poucas opções ; a pizza estava horrível !

  48. Cristiano Dale

    Sem duvida o modelo dividido entre dia e noite não é bom, mas o curioso é que tentando comprar ingressos pela internet todos os dias aparecem lotados. Acredito que deveriam avaliar tambem a quantidade de gratuidades e principalmente o sistema de vendas que foi MUITO ruim.

  49. Rubens Leme

    Parece que um dos grandes problemas é a falta de estacionamento no local, obrigando as pessoas a irem de táxi, aumentando ainda mais o custo.

  50. Luiz Antonio Forti Junior

    Estive presente nos 2 primeiros dias do evento, e como o blog relatou, a casa ficou longe de estar cheia, bom público mesmo, só hoje no jogo do Nadal. O mais triste e decepcionante é o fato do site do evento anunciar há tempos que não existem mais entradas. Onde estariam elas ? Tudo na mão de patrocinadores e cambistas ?

  51. ANDREI

    Dalcim,desculpe pela minha ignorância ontem,eu quis dizer Us Open e escrevi Australian Open,vou repetir a pergunta,da forma certa que deveria ter feito,ontem o narrador do Sportv disse que o Rio Open é o maior torneio do continente,não seria o US Open o maior torneio do Continente? o Us Open é dos Estados Unidos,até onde eu estudei os Estados Unidos é um país que fica no mesmo continente do Brasil,ou algo mudou nos últimos anos?

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, à luz correta da Geografia. Mas o esporte, e especialmente o tênis, costuma dividir o planeta em seis continentes, dos quais a América do Norte é uma região, digamos, própria. Também costumamos dizer “continente sul-americano”. Não é propriamente um erro.

      1. Fernando

        Dalcim, nos EUA eles dividem em seis continentes mesmo (aprendem assim na escola). A divisão geográfica se dá no canal do Panamá.

      2. Cléber

        Na transmissão eles disseram o ‘maior torneio da américa latina’. Isso foi dito. Isso é verdade, se o Rio Open for maior que Acapulco.

          1. Renato Vieira

            Isso é a mania de fazer das coisas aqui um “supra-sumo” de coisa nenhuma.

            Aqui, toda semana tem o “melhor time de todos os tempos”, o melhor jogador, a maior torcida, etc.

            Quando vi eles falando isso na TV fiquei abismado.

      3. ANDREI

        Dalcim eu considero um erro,tipo os norte-americanos se acham tão superiores que pra eles nós somos de outro continente,que pra mim nós somos o mesmo!

        1. José Eduardo Pessanha

          Andrei, para os americanos, a América é somente os Estados Unidos. Eles são chamados de “americanos”, quando o mais razoável seria “estadunidenses”.

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