Djokovic divide atenções com Berdych
Por José Nilton Dalcim
15 de janeiro de 2014 às 12:01

O calor de novo beirou os 40 graus, mas os tenistas profissionais mostram mesmo como são bem preparados e, com exceção de algum jogo muito mais longo, a abertura da segunda rodada das chaves masculina e feminina transcorreu praticamente sem incidentes. Ivan Dodig foi o 10º tenista a abandonar uma partida, deixando o Australian Open cada vez mais perto de seu recorde de 13 desistências, que é de 2003.

A rodada masculina não teve jogos espetaculares, embora alguns equilibrados. Vamos aproveitar isso e analisar os quatro quadrantes da parte inferior para um exercício de futurologia.

Berdych sobrando – O tcheco, que fez quartas na Austrália nos três últimos anos, só perdeu 18 games e vai ter agora o inexperiente bósnio Damir Dzumhur. Se mantiver o favoritismo, pega Kevin Anderson – contra quem tem 9 a 0 – ou Edouard Roger-Vasselin. Parece barbada.

Ferrer aos trancos – Mais difícil prever o trecho do espanhol, que sofreu demais contra Adrian Mannarino nos dois primeiros sets. Agora vem outro francês, o imprevisível Chardy, que pode jogar como top 10 ou top 100. Quem vencer, terá Janowicz ou Mayer e eu diria que está mais para o alemão, que lutou cinco sets contra Youzhny. O polonês conseguiu reagir diante de Andujar – perdia o primeiro e tinha quebra atrás no segundo -, com o pé esquerdo doendo muito.

Trabalho para Stan – A inexperiência de Vasek Pospisil deve ajudar Wawrinka na terceira rodada, ainda que o jogo não deve ser dos mais fáceis. O suíço passou por Falla com direito a terceiro set irregular. Gasquet e Robredo prometem ótima partida. Espanhol deveria estar bem mais cansado, mas isso nunca funciona para ele. Gasquet reagiu muito bem depois de sair perdendo de Davydenko.

Nole treina – Djokovic experimenta suas armas nas primeiras rodadas, sem ter ainda verdadeiro desafio. Também não deve ter contra Istomin e nem deve perder set diante de Fognini ou Querrey. Aliás, sou mais Querrey. O norte-americano arrasou Gulbis, que continua sem chegar à mera terceira rodada em seis idas a Melbourne.

E as meninas? Fácil para Serena, Kerber e Ivanovic. Preguiçosa, Na Li se enrolou com a boa juvenil Bencic. Serena pega agora Hantuchova, que jogou 3h13 e deve estar morta. Na sequência, quem passar do curioso duelo entre Ivanovic e Stosur. No seu lado está ainda Bouchard, séria candidata a ir às quartas. Li é favorita contra Safarova e mais ainda sobre Makarova ou Niculescu.

Grande dia – Uma rodada que em Nadal, Murray, Del Potro, Federer e Monfils nunca pode ser ruim, ainda que poucos jogos prometam emoções. Rafa, que só jogou um set, deve atropelar o juvenil Kokkinakis, Murray não pode perder set para o quali Millot, nem Delpo para Bautista ou Federer para Kavcic. Bem melhor deve ser Simon x Cilic e Dimitrov x Lu. Boa chance de ser se Kyrgios é realmente uma promessa diante de Paire.

E para nós, toda atenção para a Hisense Arena em bom horário. Bellucci deve pegar Tsonga a partir das 23h30 e, embora o francês tenha todo o favoritismo, espera-se uma boa atuação do brasileiro. Ainda que devolução não seja o ponto alto do brasileiro, ele deu trabalho ao superatleta francês na grama dos Jogos Olímpicos – 6/7, 6/4 e 6/4 – e na dura de Winston-Salem, 6/3 e 7/6. Ou seja, nunca fizeram uma melhor de cinco sets, muito menos no forte calor que se espera em Melbourne. É uma chance de ver se o técnico Clavet colocou um estilo mais espanhol no seu pupilo, que pode muito bem ficar abrindo a quadra e fazendo o pesado adversário não ficar confortável.

A chave feminina continua morna. Vika Azarenka, vacilante na estreia, pega a experiente Strycova e Maria Sharapova deve atropelar Karin Knapp mesmo sem o saque afiado.

Registro histórico
* Nada menos que 12 tenistas franceses estão na segunda rodada da chave masculina e podem quebrar um recorde: jamais houve mais do que seis na terceira etapa do Australian Open.
* O tenista com mais baixo ranking a ganhar do número 1 num Grand Slam desde 1985 (quando se passou a ter os dados) foi Andrei Olhovskiy, então 193º, ao superar Jim Courier em Wimbledon de 1992.
* O último ‘teen’ (19 anos) a derrotar o líder do ranking num Slam foi Nadal, ao vencer Federer na semifinal de Paris em 2005.


Comentários
  1. André

    O Nadal terá o jogo de terceira rodada mais dificil dos favoritos… o francês costuma dar trabalho pra ele. Em compensação, Delpo, outro que é chato contra o espanhol, já caiu pelo caminho… estou torcendo por Dimitrov e Paire na parte debaixo e como possíveis candiatos a enfrentar Nadal nas quartas. Paire tem uma das melhores esquerdas do circuto e pode ser um jogo chato pro Nadal, muito embora ele sempre escolha a jogada errada!! Fognini já tirou set de Djoko e Querey tb, mas não vejo nenhum deles dando trabalho. Pro Federer seria melhor enfrentar o Simon ao invés do Tsonga… além de mais cansado e vindo de contusão, incomoda menos e tem um histórico mais respeitador contra o suiço. Já o outro suiço ganhou 2 de WO e se pegar o Robredo vai vir um cara cansadão (imagine um 3 WO!?), muito embora eu ache o Gasquet favorito… se concretizar o duelo, vai ter as 2 esquerdas de uma mão mais bonitas e efetivas!

    1. Leonardo

      Monfils dando trabalho pro Nadal, sendo defensivo daquele jeito? Nunca… Só se ele encarnar um modo agressivo de jogar.

      1. Renato Vieira

        Pelo contrário, André está certíssimo. Apesar de ser muito dificil ele vencer o espanhol, sempre da trabalho justamente por seu jogo pouco ortodoxo. É defensivo, mas variado dentro das limitações dele. Não é um jogo repetitivo e previsível, especialmente quando ele sabe que é franco atirador. O francês maluco dá um trabalho desgraçado.

  2. Fernando Godinho

    Acho que da rodada ainda cabe um comentário aqui que ainda não vi. Que prazer ver o Rafter jogar viu, msm aposentado, msm sendo duplas e msm perdendo. Que jogador incrível, talentoso demais, ficou um contraste mto grande um jogo dele junto de jogos meio robóticos atuais. Muita classe, me deu nostalgia!

  3. Rubens Leme

    Dalcim, eu acho que o Australian Open deveria começar na última semana de janeiro, assim daria tempo dos jogadores disputarem torneios preparatórios e se recuperarem para enfrentar o Slam mais infernal, fisicamente falando. Sinceramente, daqui a pouco ele começa a perder prestígio como aconteceu nos anos 70 e 80 quando era no Natal. Por que esse pessoal não encontra uma data que seja mais racional? A ATP deveria rever seu calendário.

    1. Fernando Brack

      Rubens, os Slams são regidos pela ITF. A ATP não tem autoridade sobre eles.
      Já vi debates sobre a data do AO e ela tem a ver com as férias escolares na Austrália.
      É uma pena. Eu também penso que o torneio deveria começar um pouco depois, tanto para tirá-lo do pico do calor do verão como para dar mais tempo de preparação aos jogadores.
      Abs

  4. Igor Menezes

    Pois é… e diziam que Juan Martín era o cara pro Nadal se preocupar… Mas o cara me perde pra quem??!! Um espanhol de 4º escalão, vulgo Roberto Bautista Agut… Seria leviano pensar que ele venceria “Le numero un du Monde” em um partida jogada em 5 sets em pleno verão infernal australiano… Os antis piram!!! hehe Quem deve ter ficado um pouquinho mais desanimado com a derrota do hermano é um suíço que já já vai colar as placquinhas com a possibilidade de enfrentar seu dominador se tornando cada vez mais real… hehehe Rafa x Nole na final… De certeza!!

  5. Roger Fedeiros - O Retardatário!

    Encerrando somente agora minha pré temporada e, obviamente muito cansado devido à excessiva movimentação pélvica neste período, vamos a rápidas observações de euzinho em relação a este início de ano:

    1) Desnecessário desejar um feliz 2014 às colegas nadalzetes… motivos óbvios!
    2) Desnecessário desejar um feliz 2014 à “igreja”, aos “anti” (ops) e aos “inconformados” (ops) … motivos óbvios, claro!… kkkkkkkkkkkkkk (que saudade disso!… uhuuu! óia euzinho aqui de novo!.. kkkkk)
    3) Tô vendo gente em clima de AO e cheia de “mi mi mi” pelos motivos de sempre… relaxa galera… a briguinha se “N” ou “F” é o melhor já está resolvida… kkkkkkkkkkkkkkk
    4) Um bom conselho para evitar o clima do “AO” aqui no blog é: pratiquem tênis balão, façam muita movimentação pélvica e convertam-se ao melhor “Ogro” de todos os tempos… kkkkkkk
    5) E não esqueçam de conferir o “momento vidente” de euzinho lá no ano passado… kkkkkkkk…. 110% de acerto até agora… kkkkkkkkkkk

    E nem adianta querer fazer “trocadilho/ofensinha” com “O Retardatário”… kkkkkkkkkkkkkk… euzinho nem ligo… kkkkk… – drop voley… match point… Isso é que é tenis agressivo… kkkkkkkkkkkk

  6. Renato Maia

    Ótimo resumo Dalcim. Só discordo sobre o Fognini. Ele teve um 2013 excelente. Acredito na vitória dele sobre o Querrey e espero que faça um jogo duro com o Djoko. Infelizmente o grande Delpo se foi prematuramente, facilitando o caminho do Nadal. Enfim, nos resta esperar e torcer. Abs

    1. Fernando Brack

      Pessanha, o Murray até que vai se ajeitando rápido.
      Não aposto tudo, mas gostaria de vê-lo contra Federer.
      Abs

  7. Bruno Louzada

    DAlcim

    uma coisa q eu reparei é q o numero de winners nos jogos tem sido muito alto com relação por exemplo ao q foi no us open, os jogos nao tem tido tantas trocas de bola

    sera q o fator climatico tem interferencia nisso??? jogadores correndo menos..sei la rsss

    1. José Nilton Dalcim

      Bom, sempre existe o problema de quem anota os winners (os apontadores voluntários que o torneio coloca para fazer isso). Eu muitas vezes duvido deles. Mas realmente tem sido muitos até agora, o que é muito bom para o tênis.

  8. Samuel

    Não que esperasse nesta madrugada qualquer coisa de Bellucci, especialmente porque não sofro de patriotismo. Mas confesso que me impressionou ver a qualidade do jogo do brasileiro contra Tsonga. É provável que se o paulista de Tietê tivesse optado por balançar mais o francês – e fez isso algumas vezes -, correríamos o sério risco de ter assistido a um jogo de quatro ou – quem sabe – de cinco sets. Mas, além de ter adotado pouco essa tática, infelizmente as tentativas de passada de Bellucci eram amadoras (meramente preparava voleios para o adversário), sua estratégia de enfrentar os golpes de Tsonga no fundo de quadra foi inadequada (tomou inúmeros contragolpes winners) e, a partir de certo momento no segundo set, o brasileiro mostrava dificuldade/desinteresse em chegar nas bolas. (Fora isso, não entendi qual foi o motivo da chamada por atendimento médico por Bellucci no terceiro set.) Quem sabe se nosso compatriota fizer um 2014 jogando simples e duplas, sua devolução poderá ficar mais firme, suas passadas mais inteligentes e – principalmente – aumente-se-lhe a criatividade para mudanças de tática durante uma partida. De toda forma, sua apresentação teve qualidade acima da esperada.

    Em relação à partida de Nadal contra o juvenil Kokkinakis – um dos pouquíssimos (ou talvez único) desportista com nome europeu terminado algo do tipo CIC, NOV, VSKY, ISSIS ou LOUPPOUS a jogar pela Austrália e que, ainda assim, é australiano nato – as surpresas também foram boas. Primeiro, Kokkinakis entrou na quadra com postura de profissional: em nenhum momento pareceu atuar como franco atirador. Segundo, que, se durante a atual temporada continuar jogando como hoje, o greco-australiano será mais candidato a encerrar sua classificação no top 100 em 2014 do que o Leonardo Mayer – o adversário de Djokovic na segunda rodada em Melbourne. Terceiro, que mais um pouco de desenvolvimento físico (em dois ou três anos) e uma raquete mais adequada a seu estilo, certamente o ajudarão muito a chegar no lugar das eternas promessas que já contam com 22, 24 ou 28 anos. Por último, contudo não menos importante, vale observar que Nadal é uma víbora, um guepardo ou uma ave de rapina: não consigo deixar de compará-lo à também canhota Martina Navratilova: o latino de Manacor, além de ser considerado polêmico por suas espontâneas declarações, é capaz de jogar uma partida de segunda rodada de forma competitiva, como se fosse uma semifinal e, além disso, será lembrado indubitavelmente por ter-se consagrado de maneira absoluta em um torneio de Slam: os 8 títulos em Roland Garros. Vejamos se ele atinge o número 9 de Martina, em Wimbledon, ou o número 11 de Court, na Austrália.

    De toda forma, penso que, se no atual Aberto da Austrália o espanhol e del Potro enfrentarem-se em uma partida noturna (e ambos jogarem como vêm jogando nos últimos seis meses) lamentavelmente a vitória ficará para o argentino, salvo em um quinto set de 9/7. E em uma final Djokovic – sabemos – já não mais ingere glúten.

    1. Samuel

      Apenas complementando: a considerar – nas chaves feminina e masculina – a velocidade de saques, a quantidade de aces, a brevidade dos pontos, a fragilidade dos golpes com spin e a quantidade de winners, vejo-me obrigado a concordar com aquele que afirma que o piso do torneio está rápido como boa parte dos adversários dele esperava.

  9. Renato Vieira

    Berdych é o mais superestimado dos TOP 10. Se ele não batesse tão reto na bola, seria considerado um mero passador com muita consistência. Infelizmente ele só cresce pra cima do Federer. Leva pau de todos os outros.

    Ontem a noite só vi o 1º set entre Belluci e Tsonga e confesso que fiquei feliz com o que vi do brasileiro. Apesar do 1º serviço estar bem abaixo do que precisa pra uma partida dessas, ele soube se virar com o 2º serviço quicando bem alto e dificultando a devolução. Foi ajudado por Tsonga estar não muito inspirado, mas mesmo assim, sair de 4×1 pra 4×4 não é fácil com um cara desses. Seu forehand estava andando bastante e relativamente preciso. No tie break ele também tem uma recuperada. Foi legal ver o Bello jogar assim novamente. E se os outros dois sets foi 6×4 é por que ele deu trabalho.
    Realmente parecia faltar pernas pra ele, mesmo no 1º set. Não sei se pq jogou os qualis, pelo calor, ou pq lhe falta pernas mesmo. Talvez as 3 coisas. Uma pena que perdeu.

  10. Jônatas

    Só atualizando, o Pospisil se retirou do torneio então caminho livre para o Stan e por enquanto o Monfa vai ganhando por 2-0 contra o Sock. O jogo está bom mas morno. Abs Dalcim

  11. Jonatã

    Dalcim

    Não acha que o Florian Mayer foi um tenista talentoso que desperdiçou a chance de ser um tenista Top, por sua linguagem corporal(Body Language) negativa?…acho ele um tenista habilidoso, de mecânica pouco ortodoxa, mas qualquer erro que cometa, ele se abala, faz cara de choro, é ás vezes até desiste de um jogo, mesmo que este esteja equilibrado…Ele em 2004 chegou ás Quartas-de-final em Wimbledon,(façanha repetida em 2012) foi eleito novato do ano na Época, e não correspondeu…até hoje o Alemão nos brinda com partidas maravilhosas como aquelas contra o Nadal em Shanghai 2011( Mayer venceu 7/6 6/3)….mas também decepciona por ás vezes perder para tenistas pouco expressivos…Acho que foi um caso de como o mental pode atrapalhar um talento….

    1. José Nilton Dalcim

      Excelente comentário, Jonatã. Aquele forehand do Mayer é heterodoxo mesmo e surpreende que ele não atrase o golpe, principalmente em pisos como a grama. Abs!

  12. Luiz Fabriciano

    Meu caro Dalcim, boa noite. E por falar em Djokovic e Berdych, diga-me a quantas anda a invencibilidade do sérvio, já que a única derrota dos últimos meses foi apenas na exibição com Nadal na América do Sul?
    Confesso que estou bastante animado para o jogo do Bellucci mais tarde. Grande abraço.

  13. CIGS

    NADAL SEU JEITO DE JOGAR TENIS E MUITO FEIO,GROTESCO,PARE DE JOGAR PELO BEM DO FUTURO DO TENIS,DEIXE CARAS COMO DJOKOVIC QUE TEM UMA MOVIMENTAÇÃO FORA DE SÉRIE E LINDOS GOLPES,COMO O FEDERER QUE TEM UMA PLASTICA MARAVILHOSA,PARE PELO BEM DA APARENCIA DO TENIS

    1. Roberto Rocha

      CIGS, SEU JEITO DE COMENTAR TÊNIS É MUITO FEIO,GROTESCO,PARE DE COMENTAR PELO BEM DO FUTURO DO TÊNIS,DEIXE CARAS COMO DALCIM, QUE TEM UMA ARGUMENTAÇÃO FORA DE SÉRIE E PERFEITOS COMENTÁRIOS E UMA ARGUMENTAÇÃO MARAVILHOSA. PARE PELO BEM DA APARÊNCIA DO TÊNIS.

  14. Luis Felipe

    As vitórias seguidas em razão do qualy podem ajudar o Bellucci que sempre dependeu muito de sua confiança. Se der a lógica é 3 x 0 para Tsonga, mas quem sabe o brasileiro não mostra que está retomando o caminho no tênis. Bola ele tem, falta cabeça (e muito).

    1. Cléber

      Tsonga tava jogando se arrastando, como estão Kyrgios e Paire… Não aguentam nem andar na quadra… Isso no segundo set.

  15. Denis

    na modorrenta rodada de hoje (federer, Nadal, Murray e Delpo devem passar o trator em cima dos adversariose ), eu ouso dizer que o jogo do Belluci x Tsonga é o mais interessante do dia…e ouso mais ainda em cravar 3 x 2 pro brasileiro em 4h de partida

  16. Iludido"

    Alguns comentários são tão irrelevantes, que já definem o “tipo” de pessoa que comenta, mas tranquilo. A inveja sempre vai existir em qualquer reino que tenha “sucesso”. A ignorância é a prova do orgulhoso, da imaturidade. E os desprezo é a prova de algum trauma ou de um medo. Mas referente ao tênis Berdych está fazendo o que um cabeça de chave deve fazer. Djokovic com esse tênis vai ter que suar a camisa pra chegar a Final, pois se com um jogador “meia-boca'” ele já quase perde a cabeça, se preocupa, se deixa levar, se desconcentra…então imagine com o Top. Mas Djokovic é Djokovic, nessas horas ele prova porque dominou 2011, e vem dominando os últimos torneios. Sharapova deve ter problemas no saque, mas difícilmente alguém a colocará pra correr nessas rodadas seguintes. Quanto ao discurso de “humildade” de Serena Williams, sei que ela quer muito mais do que isso, mas foi boa em dizer que por mais que seja sempre apontada como uma das favoritas, existem jogos a frente pra se ganhar e chegar a final, em outras palavras cada jogo é um jogo, todo jogo é jogado (tudo pode acontecer) por isso existem as chamadas “zebras”. Ivanovic é boa de tênis, mas mentalmente é muito frágil, Stosur tem muitos golpes, mas tem altos e baixos. Mas pelo tênis que vi Ivanovic jogar na final contra Vênus em Auckland sem dúvidas Stosur “arrasa” a Ivanovic em um duplo 6/3 6/3, ainda mais depois de ter pegado confiança no torneio, e vai ter o público a sua disposição, sem contar que seus golpes são muitos mais fortes. Vai ser bom ver como vai se sair Federer, se ele vai controlar ou vai arrasar, porque ele tem tênis pra isso…certeza eu tenho que ele vai continuar cometendo erros bobos, seja por afobação, seja por querer apenas controlar o jogo. Murray…essa é a chance de ele pegar mais ritmo, e continuar mostrando que pode sim chegar a outra SF e talvez uma Final. Del Potro quero ver mais dele, ele precisa é “ritmar” seu emocional nesses jogos…para os jogos mais pesados que estão por vim. Concordo com o J.Marcelo realmente Robredo e Gasquet devem fazer uma partida de 5 sets (bem longa). Simon e Cilic vai ser interessante, mas Simon leva essa. Quero ver as duplas Williams (Serena e Vênus), e relação a Azarenka..precisa mostrar mais tênis.. mostrar ao que veio já que é atual bi-campeã do torneio. Que venha um bela noite/madrugada/manhã haha.”

  17. Marcos Vinícius

    Estou muito ansioso pro jogo do Thomaz. Não apostaria na vitória, mas acredito que é possível. Agora tem uma coisa, Bellucci precisa de um saque afiado e consistente. Com esse saque vacilante refletido no número de quebras de serviço que já sofreu nas quatro partidas que disputou na Australia ele vai sucumbir em três sets contra Tsonga. Se ele sacar bem e ter paciência nas trocas, com agressividade na medida certa, ou seja, se ele jogar com inteligência e fazer o Tsonga correr, a situação do francês pode se complicar, porque a bola do Thomaz é bem pesada e incomoda qualquer um.

    Outro fator que pode ser crucial nessa partida é o clima e o desgaste. Devemos ter temperaturas elevadíssimas hoje novamente e Bellucci já vem de 4 partidas nesse calor australiana e o físico dele nunca foi um ponto forte, Tsonga jogou apenas uma partida e deve estar inteiraço, mesmo tendo reclamado bastante do calor na estreia. Mas quem sabe ele não sente o física também né? Afinal ele é bem pesadão e se o jogo ficar duro, ele pode cansar.

    O importante é que Bellucci voltou a se sentir bem em quadra, tá com ritmo e motivação e ele sempre melhora seu nível nesses jogos importantes. Tsonga que se cuide, pois Bellucci tem bola pra ganhar dele.

  18. O LÓGICO

    Eu acho que o Belo não tira set do francês, mas eu espero que ele mude esse meu sentimento e entre com a faca nos dentes, kkkkkkkkkk, com cara de robozin do mal kkkkkkkkkkkk, porque se entrar com cara-de-já-perdeu e jogar com as placas coladas kkkkkkk, isso irritará, novamente, toda a torcida brasileira.

    O marquinhos tá fazendo as pazes com o robozinho programado para assassinar o tênis arte, mas eu não, kkkkkkkkkkkkk. Foi feito há pouco no SPORT TV, por um jornalista, uma comparação entre Messi e Ronaldo, Fededer e Nadal. A proposição do jornalista foi que o Cristiano deveria se comportar em relação ao Messi igual ao Nadal se comporta em relação ao Federer, ao admitir que o Fedex é de outro mundo e o máximo que poderia fazer era tentar se aproximar do gênio. Ah, se as nadalzetes tivessem esse bom senso a paz reinaria nesse blog kkkkkkkkkkkkkkkk porque tudo começa quando algumas querem rebaixar o arquetípico kkkkkkkkkkkkkkkk e transformar a falsa cópia no modelo kkkkkkkkkkkk

    1. Leo

      Se o Bebelucci tirar set, será uma baita surpresa.
      Na parte fisica, ainda que o Tsonga seja pesado, ele dá de dez no nosso compatriota. Outro ponto pro francês é a suposto piso rápido. Dizem que as quadras estão rápidas, ainda que essa rapidez seja irrisória, já que ainda predomina muita troca de bola.
      Palpite? 6×3, 6×3, 6×1

  19. J. Marcelo

    Acho que a organização deveria separar uma quadra só para o jogo do Gasquet com o Robredo. Esse jogo vai passar de 6 horas de duração.

    1. Maromba

      Nigga, nem tanto, nem tanto. Confronto extenso mesmo é com trocadores de bola como um Djoko x Nadal, Monfils x Simon, Ferrer X Tipsarevic, Monaco X Murray , Wozniacki x Nadal e etc

  20. André

    As quadras parecem estar bem rápidas e só um ótimo saque pode dar chances ao Thomaz Bellucci contra Tsonga. O duro vai ser conseguir ficar acordado para ver o jogo e trabalhar amanhã cedo, rsssss. Sorte ao brasileiro em Melbourne.

  21. Thyago Plantier

    Dalcim, acho que você esqueceu de colocar qual era o ranking de Andrei Olhovskiy quando venceu o número 1 do mundo.

  22. Renato Veneziano Toniol

    O favoritismo obviamente que é todo do Tsonga, mas acredito plenamente em uma vitória do Thomaz nesta partida, ainda mais se, como o Dalcim muito bem destacou, se o Clavet conseguir agregar um pouco do estilo espanhol no brasileiro. Esse ajuste é bem possível de ser agregado ao Bellucci, já que ele possuiu um ótimo spin, é claro que o físico deve sempre estar tinindo. O meu palpite é vitória do brasileiro por 3×1. Força, Bellucci. Chegou a hora de ser grande!!! I believe!!!

  23. Eduardo

    Com todo o respeito, mas o tomas berdych não foi testado. Eu não sei o que o adversário dele de ontem está fazendo no circuito. Errava bolas na mão, sacava e voleava sem saber volear direito. Errava voleios por muito…

    1. Cléber

      O cara jova leeeento, tranquilão… Não entendi ele. Jogando contra top 10 e nem tchummm… Esse De Chepper é esquisito. Concordo com o Eduardo, o Berdych joga demais, mas ontem não tinha adversário. Backhand esquisitão do cara.

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