Federer continua sua provação em Melbourne
Por José Nilton Dalcim
19 de janeiro de 2013 às 12:07

Quando o sorteio saiu, todo mundo achou que Andy Murray tinha a chave mais dura no Australian Open de 2013. Mas agora ficou bem claro que Roger Federer terá de superar uma autêntica provação se quiser chegar à final do torneio daqui a uma semana.

O suíço já precisou jogar um tênis bem redondinho contra Nikolay Davydenko, ainda na segunda rodada, e foi exigido para valer por dois sets contra o animado Bernard Tomic, que chegou a ter 5-2 no tiebreak com um golpes e frieza de gente grande. E agora vem o saque devastador de Milos Raonic, que foi bem até no fundo de quadra contra Philipp Kohlschreiber, com direito a segundo serviço a 212 km/h.

E a lógica ainda aponta para Federer duelos contra Jo-Wilfried Tsonga nas quartas e o próprio Murray na semi. Não dá para ficar mais difícil. Porém, somente os incautos podem duvidar da capacidade do suíço, que mostrou muita perna e paciência para se defender dos constantes ataques do destemido australiano, aproveitando as pequenas aberturas que teve. Ressalte-se que, apesar de ter convertido apenas três dos 16 break-points na partida, o mérito de escapar do perigo quase sempre coube a Tomic.

Murray, ao contrário, tem seu trabalho cada vez mais facilitado. Contra Ricardas Berankis, chegou a ter 2/4 no segundo set e falhou para fechar a partida no 5/4 do terceiro, porém a diferença técnica era enorme. Agora, pega um arrasado Gilles Simon, que sobreviveu ao sofrível duelo francês contra Gael Monfils. Foram quase cinco horas de trocas de bola monótonas e inócuas, com dois tenistas se arrastando em quadra com problemas físicos. Capaz de Simon nem entrar novamente em quadra.

Mas o tênis francês está em evidência em Melbourne. Além do confronto marcado entre Tsonga e Richard Gasquet por vaga nas quartas, Jeremy Chardy, 36º do mundo, é a ‘zebra’ até aqui. Enfrentou um Juan Martin del Potro que só tinha perdido 13 games nas primeiras rodadas e o havia arrasado em Cincinnati meses atrás. Mas contou com horrível atuação do argentino no primeiro set e a partir daí arriscou tudo: 78 winners e 64 erros não-forçados. Mereceu. Seu adversário? O italiano Andreas Seppi, 21º do mundo, que jogou mais cinco sets e tirou Marin Cilic.

O britânico e cabeça 3 agradece demais.

Feminino – A pressão por manter o título e a liderança do ranking somada ao desprendimento das adversárias têm dificultado a vida de Victoria Azarenka em Melbourne. Passou grande sufoco diante de Jamie Hampton, que mesmo com dor no ombro e cãibras anotou 41 winners e exigiu empenho máximo. Os altos e baixos de Vika podem inspirar Elena Vesnina, russa que vem jogando direitinho. Serena Williams também levou um susto, ao tomar 0/3 de Ayumi Morita no segundo set, mas o saque é um diferencial absoluto: anotou outro 207 km/h e perdeu apenas quatro pontos com o primeiro serviço.

No duelo da nova geração, deu Sloane Stephens, 19 anos, que diz não ter jogado seu melhor contra Laura Robson apesar dos 22 winners em dois sets. O curioso foi ter jogado contra a torcida: “Me senti como se estivesse na Itália enfrentando uma italiana”, comparou. Ela tem chance contra Bojana Jovanovski. No mesmo quadrante, estão duas que tentam renascer: Carol Wozniacki e Svet Kuznetsova.

Só temos um – E Thomaz Bellucci, quem diria, saiu de maior decepção para última esperança brasileira nas chaves profissionais do Australian Open, depois que ele e o francês Benoit Paire surpreenderam Bruno Soares e o austríano Alexander Peya. É apenas a segunda vez na carreira que Bellucci disputará as oitavas de final de um Grand Slam. A outra foi nas simples de Roland Garros de 2010. O jogo contra Qureshi/Rojer deve passar ao vivo na ESPN por volta das 23h30.

Domingo – As oitavas de final de um Slam deveriam ser promessa de equilíbrio e imprevisibilidade, mas ao menos para os jogos de domingo isso deverá acontecer bem pouco. Com 11 a 2 nos confrontos diretos, Novak Djokovic buscará sua 15ª presença consecutivas nas quartas de final de Grand Slam, o que será a terceira maior marca depois de Roger Federer e Jimmy Connors. O adversário é Stan Wawrinka, que ganhou duas vezes de Nole, mas em 2006! Outro favorito é Tomas Berdych: ele venceu todos os quatro duelos que fez nos últimos 12 meses contra Kevin Anderson.

O melhor do dia promete ser David Ferrer x Kei Nishikori, principalmente porque o japonês tem 2-1 nos duelos diretos e tenta repetir as quartas do ano passado. Então deveremos ter dois tenistas bem dispostos em quadra. Janko Tipsarevic e Nicolás Almagro também deveriam fazer partida longa, mas é difícil imaginar que o sérvio ainda tenha fôlego depois de dois jogos seguidos em cinco sets. Aliás, ele tem 17-8 em quinto sets na carreira, um número e tanto.

O feminino pode ter um bom jogo entre Agnieszka Radwanska e Ana Ivanovic, já que a polonesa parece ser a única das top 4 contra quem Aninha ainda tem chance de vencer. Maria Sharapova é superfavorita e outra russa, Ekaterina Makarova, surge como candidata a surpresa diante de Angelique Kerber. O jogo entre as erráticas Na Li e Julia Goerges não me empolga em nada.

Saiba mais
A derrota de Bernard Tomic encerra a participação australiana no Open, incluindo também a chave feminina, e aumenta a frustração daquela que já foi a segunda maior potência do tênis. No torneio caseiro, o último campeão ainda é Mark Edmondson, em 1976, quando poucos jogadores de ponta iam a Melbourne. Desde então, Pat Cash chegou às finais de 1987-88 e Lleyton Hewitt, na de 2005. O jejum em Grand Slam também aumenta: o último troféu foi aquele de Hewitt em Wimbledon de 2002. No feminino, uma australiana não vence desde Chris O’Neil, em 1978, mas ao menos Sam Stosur faturou o US Open de dois anos atrás.


Comentários
  1. Matheus

    Dalcim, não há duvidas que o Wawrinka merecia ter vencido o jogo hoje, o próprio Djokovic confirmou isso. Falando sério agora, voce acha que com esse tenis que o Wawrinka apresentou hoje, ele pode voltar a ser top 10? Abraço!

    1. José Nilton Dalcim

      Claro! O problema é manter essa consistência. Vemos muito tenistas – entre eles o nosso Bellucci – jogar muito melhor contra os grandes nomes, porque se sentem mais soltos. O Wawrinka é experiente, sua maior falha é a parte emocional. Abs!

  2. Isabel

    Eu comecei a acompanhar a partir do 6-5 do 5º set. Não tenho moral pra falar nada. Mas pelo ace e aquela esquerda no dois match point o SUIÇO merecia a vitória.

    Essa vitoria só fortalece o sérvio. Nole entra com status de ‘vou ganhar de qualquer jeito’ 5, 6 horas… contra adversários como o tcheco isso funciona demais. É favorito contra Berdych e nem se fala dos espanhois. Mas a final vai ser interessante.

  3. Rubens Leme

    Uma curiosidade: o placar ao vivo no site da ATP está mais rápido que a transmissão da ESPN em alguns segundos. Em alguns casos, o delay da tv chega a quase 10 segundos.

  4. renatohk

    O jogo é ótimo! Interessante como Djokovice virou um jogador arrogante. Age como se único resultado natural fosse uma vitoria acachapante sua… tomara q perca logo pra abaixar essa crista.
    Conta aí pra gente, Angela de Melbourne, o q só vc ai na Austrália consegue ver do jogo???

  5. Angela (melbourne)

    O Wawrinka tah detonando c/ o Nole!! O que estah acontecendo? Esse jogo estah acontecendo em algum universo paralelo..nao eh possivel..

  6. Ricardo Costa

    Quem sugere a piada de se limitar a troca de bolas no tênis talvez nunca tenha entrado numa quadra na vida. Concordo que seja entediante para o espectador um jogo tão chato como Simon x Monfils, mas jogadores que se valem da artimanha de longas trocas de bola talvez ainda não tenham percebido que a longevidade de Roger Federer no circuito também é creditada à pouquíssima média de tempo que ele permanece na quadra para derrotar seus adversários.

  7. Angela (melbourne)

    Depois de ver o Federer jogando c/ excelencia, eh extremamente dificil assistir o Ferrer e o seu joguinho burocratico. Dah sono ver suas partidas..tomara que termine logo..

  8. Marcelo Costa

    As quadras estão sim bem mais lentas, mas as raquetes fazem a bola andar muitos mais, Sampras usava entre 68 e 60 lbs de pressão na corda Nadal cheou a usar 24 lbs em Roland Garros ano passado, conforme o blogueiro Chiquinho, a bola anda muito mas perde velocidade na quadra lenta, uma pena.

  9. Paulo Augusto

    Só para elogiar o seu comentário/esclarecimento a respeito de uma suposta superioridade do Nadal em relação ao Federer por causa da vantagem do espanhol no confronto direto. Sou fã entusiasmado, mas não fanático, do Federer mas também admiro e reconheço a genialidade do Nadal. Penso que é um autêntico privilégio ser contemporâneo desses dois superdotados do tênis, cada um a seu estilo!

  10. MARIO CESAR RODRIGUES

    Dalcim..engraçado viu..o cara gosta aprende a jogar de um jeito…Ex>Federer te falo que é uma rarissima excessão!!!!Federer realmente é um cara que joga com muita facilidade..faz parecer o tênis fácil!!!Simom não tem um jogo do Federer muito menos o Gael!!!Mas me explica ai se é que tem explicação..esta babação tortuosa que a maioria tem com Federer oras….Rafa ganhou 18 vezes e perdeu 10 dele pau a pau na sua opinião o Federer e Nadal se enfrentando vc afirma que Federer é melhor que Rafa?

    1. José Nilton Dalcim

      Tecnicamente falando (plástica do golpe, variedade de golpes) não há o que discutir e isso 90% do planeta concorda, incluindo quem entende muito mais de tênis do que eu, como um Rod Laver, um John McEnroe, um Gustavo Kuerten. No caso do Nadal, ele usa um estilo diferente e nada ortodoxo, porém de extrema eficiência. Duvido muito que algum outro tenista do circuito obtivesse o mesmo sucesso que Rafa jogando com seu estilo. Porque ele é um cara especial, de cabeça incrível, talvez a mais forte que já vi. Então sugiro que vocês apreciem cada um do seu jeito. O tênis é espetacular porque mostra essa versatilidade. Seria sem graça se todo mundo jogasse igual, não acha? Abs!

      1. Marcelo Costa

        A bola do Nadal atinge três mil giros, isso é incrível, seu estilo não me agrada tanto mas todo tenista adora jogar uma bola alta no revez do adversário, isso que o Nadal faz melhor.

        1. APOLO

          Entendeu o recado MC das dores de cotovelo? Entendeu? Sem falar que a explicação para o H2H é só uma: BOMMMMMMMMMMMBA.

      2. Daniel da Rovare

        Dalcim, faltou um botão curtir/joinha para apertar em seu comentário acima (Nadal x Federer). Foi perfeito!
        Fala pro pessoal de TI desenvolver essa feature.

        Abraço!

    2. Luis Henrique

      Meu caro,

      Quantos trofeus de Slam o Nadal tem??? Quantas semanas na liderança do ranking Nadal tem??? Quantos titulos de simples Nadal tem??? Quantos Masters Finals( quinto grand slam) Nadal tem??? Quantos pessoas você conhece que dizem que Nadal é melhor??? Quantos ex-tenistas disseram que Nadal é melhor??? Federer ATROPELA Nadal em todos os quesitos, menos no confronto direto, que serve de desempate em uma igualdade de números de titulos e recordes. Ou você acha que o Davdenko e o Rosol são melhores que o Nadal???

    3. Inconformado

      O MC vem aqui na esperança de ler a resposta: “Nadal é muito melhor do que o Federer”, aí o Dalcim vai e dá a excelente resposta que deu!
      O cara vai morrer! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Nadal NUNCA SERÁ!

  11. renatohk

    ai ai ai, daqui a pouco chega aquela senhora aqui, que acha q só pq está supostamente em Melbourne, entende de tennis pra dedéu!! rsrsrsrs
    Ela ama o Tomic, e acha q o jogo dele com o Maestro foi “pau a pau”, rsrsrs
    Era só o q me faltava mm!

    1. Angela (melbourne)

      Renato, vc me parece um cara infeliz. Ninguem te respeita por aqui (no blog) tambem… sempre com comentarios agressivos, mal humorados…nao eh a toa que a maioria dos seus comentarios sao ridicularizados ate pelos fas de Federer. Mude sua postura, e quem sabe deixaras de ser uma pessoa tao intragavel….E enquanto eu estou “supostamente” em Melbourne…e muito feliz – te desejo, entao, tudo de bom pra vc….pois tu estas precisando de boa energia. Abs!!! 🙂

    2. Márcio Bass

      Não sei o que esse renatohk faz nesse blog. Não entende “p…” nenhuma de tênis. Se diz jogador, mas deve ser de frescobol. Só fala “m…” e deve morrer de inveja porque alguém está vendo de perto um grand slam e ele, não. Caraca! Bota o cara para correr daqui, caro Dalcim! Ou pelo menos bloqueie seus comentários idiotas. Que cara irritante. Um mané

  12. Bernardo Savassi

    Me permita apenas um pequeno comentário sobre Bellucci: até quando ganha ele decepciona! Não era pra ele ter vencido o jogo contra o Bruno. Aproveitou um dia ruim do Bruno/Peya e ganhou, e não tem nenhuma pretensão no circuito jogando duplas, e tirou 2 especialistas que almejam grande nos torneios.

  13. Eloi

    Se é pra ser longo, que seja ao menos de alto nível. O jogo do Simon e Monfils foi fraquíssimo mesmo, uma vergonha que se estendeu por horas. Nem os narradores daqui da França conseguiam entender. Espero que Tsonga e Gasquet compensem

  14. Fred

    Dalcim,
    A TV a cabo da qual sou assinante não está trasnmitindo o Australian Opena
    Por acaso há transmissões do torneio gratuita pela Internet ?
    Grato e Ab.

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, o próprio site oficial (australiaopen.com) mostra as sete principais quadras diariamente, ao vivo. Abs!

  15. Sergio Penedo

    Dalcim, Jamie Hampton não sofreu com dores no ombro, e sim com dores nas costas, além das cãibras. Não tivesse sofrido esse calvário, teria vencido a apagada Azarenka. Abraços!

  16. Fernando da Silva

    Dalcim.

    A mim parece que o Murray é o mais completo no momento. Está muito bem fisicamente, um forehand potente, ele varia jogadas, tem uma cruzada incrível, jogo de fundo ótimo e – ainda que raramente – sobe à rede com eficiência. O aspecto mental ruim parece coisa do passado. Acho o grande favorito ao título.

    Concorda com relação à fase do Murray?

    1. José Nilton Dalcim

      Concordo plenamente. Acho que ele está mesmo no primeiro nível do tênis agora e por isso entre os favoritos ao título. Abs!

  17. Marcos

    Federer tem a chave mais difícil mas se conseguir manter essa performance vai estar inteiro fisicamente e afiado tecnicamente. E melhor ainda, com a confiança em alta após vencer adversários complicados, elevando o nível após a temporada de descanso e antes do gigantesco desafio de enfrentar Murray e Djokovic em sequencia. A 1a rodada foi apenas para tirar a ferrugem e treinar os voleios contra um adversario habilidoso, a segunda para pegar ritmo de jogo e movimentação (e Davidenko é o sparring predileto), o forte jogo de base de Tomic e o saque devastador de Raonic. A tarefa ainda é muito difícil pois Murray/Djokovic somam todas as qualidades acima, entre outras, mas um Federer confiante e motivado ainda pode surpreender, como fez em Wimbledon 2012.

  18. Inconformado

    “Porém, somente os incautos podem duvidar da capacidade do suíço”
    Leia esse trecho do post 100 vezes, Mario Cesar.

  19. Luis Guilherme

    Estive agora a ver o resumo do jogo, pois só assisti ao último set, e vi o público australiano a vibrar com alguns pontos e a aplaudir de pé os 2 jogadores, já depois da 1 h da noite. Vi ainda alguns volleys espetaculares de Simon e muitos winners dos 2 jogadores. Há jogadas espetaculares, como não se vê na maioria dos jogos. Foi um duelo muito equilibrado muito apreciado por quem assistiu ao vivo e por isso não percebo alguns comentários neste blogue, a depreciar o esforço dos 2 jogadores franceses.

  20. Luis Guilherme

    Não entendo as críticas a Simon e Monfils por estarem a disputar rallys de 40 trocas de bolas após quase 5 horas de encontro. Tal como o comentador português do Eurosport disse, foi um desempenho “brutal” dos dois atletas, que mesmo arrasados fisicamente (principalmente Simon) não cometeram erros não forçados nem arriscaram desesperadamente. Eu agradeço-lhes o esforço e a emoção deste grande encontro de ténis. Comentários destes só de quem nunca esteve 5 horas consecutivas dentro de um court.

    1. Renato

      Ninguém ta crucificando os caras aqui. Eles escolhem o jeito que acharem melhor de jogar. Mas que foi insuportavel de assistir, isso foi.

  21. Jônatas

    Quanto ao tiebreak eu até posso ser a favor DESDE QUE vá a 14 pts. Sete pontos eu acho muito pouco e GS o negócio tem que ser mais embaixo para decidir partidas equilibradas. E outra vez eu digo O QUE A ATP QUER? Induzem quadras mais lentas, bolas mais lentas, querem mais rally pra depois INVENTAREM REGRAS RIDÍCULAS COMO O “LET” que está sendo aplicado nos Challengers? É MUITA INCOERÊNCIA!!

  22. Jônatas

    Gosto muito do Monfils, como muitos já sabem mas enviei um tweet pro dito cujo um dia anterior deste jeito “BE AGRESSIVE!!”. ÓBVIO que não leu o tweet!! Meu Deus do céu! Será que pode algum técnico cair do céu para ele e dizer pra ele mudar a PO**A da empunhadura e ser mais agressivo pq ele, diferente do Simon, tem potência para colocar velocidade na bola. Não é possível!! Depois o físico fica um porcaria, detona o joelho e não sabe o pq! Tô bem P**O da vida! Quanto ao Chardy, me desculpa Dalcim, o mérito foi mais dele do que jogo ruim do Delpo. Ele cozinhou o argentino direitinho, mudou a velocidade da bola, variava com slices venenosos, bolas baixas ou altas com MUITO spin, fora as angulações, não deu ritmo para o Delpo bater com conforto. Infelizmente falta variação para o argentino sair de uns “nós táticos” de vez em quando.

  23. Luis

    Dalcim o Meligeni ex tenista disse que o tenis de hoje ta muito rapido,Djokovic,Nadal sao maquinas,Dalcim o Federer com 30 anos consegue jogar como ha 10 anos quando comecou o reinado do Federer no tenis,Dalcim o Federer com seu talento raro (que muitos dizem ser um dos grandes tenistas da historia senao o maior) o Federer ainda tem um tenis de numero 1 contra jovens de muito potencial como Djokovic,Murray,Nadal,Tsonga,Berdich? abraco

    1. José Nilton Dalcim

      Sim, Federer possui um estilo único e por isso ele pode fazer frente a qualquer. Terá maiores dificuldades em pisos mais lentos porque a base de seu jogo está no saque, mas isso ainda assim é extraordinário. E não porque ele tem 31 anos, mas porque consegue estar jogando no topo do tênis por uma década a fio. Abs!

  24. Fabio Martin

    Ola Dalcim, tudo bem?
    Eu viajarei amanhã e só voltarei no dia da final masculina. Não terei como acompanhar os jogos, só por placar! Gostaria de saber, se o Federer avançar pelo menos até a semi, os horários que ele provavelmente jogará!
    Grande abraço!
    Fabio

    1. José Nilton Dalcim

      Difícil afirmar, Fábio, mas provavelmente fará o jogo das 4 horas (Brasília) ou da rodada noturna local (6h e 8h de Brasília). Antes disso, acho muito difícil. Abs e boa viagem!

  25. Fernado Barbosa Diniz

    Oi Darcim, a torcida brasileira não apoia o nosso numero 1 do Brasil THOMAZ BELLUCCI, mais uma vez ele estar supliendendo todos nos e já estar oitava de final de dupla em Australian OPEN de 2013, passando por todas expectativas esse ano., VAMOS EM FRENTE THOMAZ BELLUCCI.

  26. Carlos

    Jogo emocionante, imprevisível até o final, entre Monfils e Simon. Isso também vale, parabéns aos dois pelo espetáculo!

  27. Bruno Louzada

    DAlcim…vc acredita q o gasquet pode ser um jogador a figurar por um bom tempo no top 8???

    ele me parece ter evoluido bastante em relação ao ano passado, principalmente fisicamente

    1. José Nilton Dalcim

      Tecnicamente, ele é muito bom, mas ainda falta um forehand vencedor. O problema maior sempre foi físico mesmo. Se melhorar nesse aspecto, o top 10 é lugar certo. Abs!

  28. Rubens Leme

    Sim, os pisos poderiam ser mais velozes, mas também é preciso tentar mudar um pouco a postura defensiva dos jogadores. Todos os esportes tentaram mudanças, algumas até radicais, mesmo que não tenham sido positivas.

    O tênis está muito burocrático.

    1. José Nilton Dalcim

      A postura defensiva é reflexo direto da lentidão das quadras. Fica muito difícil arriscar o tempo todo, com a bola voltando, voltando…

      1. Leonardo

        Acredito que outro reflexo maligno das quadras lentas é a possibilidade do tenista recorrer à dopagem. Haja fisico para agüentar essas maratonas. Por isso ter quadras velozes é sempre melhor, ao priorizar a técnica e nao haver a necessidade nem de se pensar em doping, já que maratonas sao mais raras.

  29. Rubens Leme

    O jogo do Simon x Monfils foi a partida mais chata que já vi em um Slam. E está na hora de adotarem o tie-break no quinto set, até para evitar um jogo desses.

    Dalcim, você não acha válido limitar em 30 trocas como o máximo de rali no tênis, por exemplo? O tênis está cheio de empurradores de bola. A partida de hoje chegou a ter rali de 71 trocas! Não há televisão, espectador que aguentem tamanha covardia em quadra.

    Uma ideia para os atletas saberem que está se aproximando das 30 trocas seria algum som a cada 10, obrigando os tenistas a mudarem a postura defensiva.

    É preciso fazer algo para acabar com isso. Que saudades do saque-voleio.

    1. José Nilton Dalcim

      Puxa, limitar trocas me parece impossível, mas podiam deixar o piso um pouco mais veloz para impedir isso nas quadras sintéticas. Quanto ao quinto set, totalmente de acordo: tiebreak já! Abs

      1. Bruno Louzada

        sou contra o tie break…. mas aceitaria se impusessem isso em todos os slams

        oq acho INACEITAVEL é algum dia biotarem partidas de slams em melhor de 3

    2. Joao Markones

      Eu acho q limitar o número de troca de bolas atentaria contra a integridade do esporte.

      Eu tbm não gosto da tática de empurrar bolas. A escola espanhola se beneficiou mto disso com tenistas como Bruguera e Corretja.

      Hoje os maiores representantes dessa tática são o Ferrer e o Robredo. Eu acho q é um jogo sem criatividade e covarde. Imfelizmente, as novas raquetes e cordas propiciam q o jogo mais defensivo leve vantagem sobre o jogo mais agressivo.

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