Adelaide (Austrália) – Em sua primeira partida na nova temporada, a paulista Beatriz Haddad Maia mostrou-se bem mais competitiva do que em grande parte de 2025. Contudo, isso não foi suficiente para levá-la à vitória contra a canadense Victoria Mboko, que fez valer a condição de cabeça de chave 8 no WTA 500 de Adelaide e triunfou de virada, com 5/7, 6/3 e 6/2.
A próxima adversária da canadense de 19 anos e atual 18ª colocada no ranking da WTA ainda não foi definida. Ela espera pela vencedora do duelo entre a russa Anna Kalinskaya e a romena vinda do quali Elena Ruse, que se enfrentam também nesta segunda-feira em Adelaide.
Número 1 do Brasil e atual 58ª do mundo, Bia não cometia desde setembro. Ela encerrou a temporada mais cedo para cuidar da saúde física e mental. A paulistana de 29 anos também fez tratamento para saúde reprodutiva, com intenção de se tornar mãe no futuro.
Bia conseguiu pressionar bem o saque da jovem canadense no primeiro set, deixou escapar dois break-points no segundo game e no quarto obteve uma quebra de zero. Mboko devolveu o break imediatamente, mas a firmeza da brasileira no fundo de quadra e a agressividade nos momentos certos lhe rendeu nova quebra no 12º e último game.
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Na segunda parcial, o saque voltou a ser uma questão para a canhota paulista. O aproveitamento com o primeiro serviço caiu de 79% para 47% e com o segundo foi de 50% para apenas 25%. Bia ficou bem mais vulnerável em seus games de serviço, tanto que encarou quatro break-points e amargou três quebras.
Uma sequência de três quebras entre o terceiro e o quinto games deu vantagem para Mboko, que confirmou o serviço no sexto para abrir 4/2. Depois de perder um break-point no sétimo, a canadense converteu mais um no nono e último e assim garantiu o empate.
Mboko se manteve firme na terceira parcial, em que Bia até voltou a encaixar o primeiro serviço (82%), mas seguiu com problemas com a segunda bola (30%). Uma quebra de zero sofrida pela brasileira no quarto game acabou sendo crucial. A jovem canadense não apenas administrou a vantagem, como anotou novo break no sétimo game e assim selou a virada.










Bom jogo mas a canadense tá em melhor momento e tem apenas 19 anos. Tem muito a evoluir. O saque da Bia continua na mesma situação anterior, sem melhora.
Tudo como antes no quartel de Abrantes.
Eu discordo. Penso que deu uma melhorada.
Bom jogo, Bia bem melhor do que no ultimo semestre. O jogo era duro, nao estava jogando contra uma top 200
…”do que no último” biênio…
Normal. Segue o jogo !
O grande problema da Bia é o ranking. No ano passado por ter um bom ranking pegava jogadoras tecnicamente inferior a ela mas agora terá que enfrentar as melhores do ranking nas primeiras rodadas , e aí existe a possibilidade de derrotas em sequência. Vai ser uma jornada dificílima.
…”pegava jogadoras tecnicamente ‘inferior’ a ela”, mas ainda assim, vivia sucumbindo a estas…
Jogou bem melhor do que vinha jogando no ano passado. Saque e devolução em alto nível, principalmente no primeiro set. Creio que a falta de ritmo pesou nos sets finais. Ainda penso que os 250 eram melhor opção para aquecer para o AO.
“alto nível”
Mais do mesmo…
Até acho que o saque piorou. Cadê o técnico específico pra resolver essa deficiência?
Isso foi só um teste, logo logo ela engrena.
Oba, nossa querida Bia está de volta – e jogando bem. Vi o 1o set e ela deu show, é questão de tempo para pegar ritmo e voltar a jogar bem! Avante, Bia.
Fez um bom primeiro set, não só pelo resultado mas pela forma como estava jogando…
No entanto, no 2o e 3o sets, novamente (como em 2025) enquanto o físico ia diminuindo (cansando) o saque ia pelo mesmo caminho.
Outro ponto que ficou muito claramente visível foi a tática errada nos 2 últimos sets e a total incapacidade da Bia de se adaptar, introduzir variações (até mesmo de saque), confundir um pouco a adversária, utilizar drop shots (Mboko estava hiper confortável estacionada na linha de base).
A famosa “Rafa-dependencia” e a incapacidade de pensar por si própria dentro da partida voltam a ser problemas pra Bia.
Uma pena, porque o potencial (enorme) está todo lá – a olhos vistos. Dá pra voltar a jogar de igual para igual com a maior parte do top-20 da WTA – mas precisa parar de se iludir com aquela história toda de que o problema é mental; o físico, que não está mal, precisa ser elevado para outro patamar (para manter o mesmo nível não só no início das partidas); e a parte técnica e de estratégia tem SIM buracos enormes a serem tapados.
Esse é o maior problema dela e da equipe: olham que o treino é bom e passam a achar que o problema dela é apenas mental e negligenciam táticas e melhoras de fundamentos.
Já se tornou um problema crônico.
Vai ser um ano difícil pra Bia. Vamos torcer para que ela consiga se manter no top 100, que ja seria algo positivo.
Vi o 1° set, e o saque estava mais firme comparado a 2025. Precisa resolver isso se quiser avançar, mas pelo 1° set fico na expectativa de um ano melhor que o ano passado
Considerando a adversária até que não foi tão ruim.
Melhorou o mental, previsão ver até quando. Realmente acho que sentiu a parada longa, cansou. Vejo com tenis pra top 30 agora.
Acredito que se tivesse mudado a comissão técnica daria mais inspiração
Ô conversinha fiada!
Com este saque não tem jeito!!!!
O Técnico poderia chegar a conclusão de e melhor para ela tentar seguir uma nova proposta de visão de treinos com um novo
Oi?!
Que diabo é isso, meu Deus?!
Difícil
Assisti o jogo e afirmo que foi melhor do que esperava. A adversária subiu o nível a partir do segundo set e não deu pra Bia.
para a Bia, estamos em 2025 ainda. precisa lembrar que já é 2026, e que viradas não podem mais fazer parte de sua rotina. claro que a canadense é melhor mas lembre-se que você foi e é melhor que ela. foco para se manter no Top 100 Beatriz, acreditamos!
Do jeito que ela joga, principalmente d amerade pro fim do jogo, nem chalenger ela ganha. Já chegou no limite dela! É bom começar a pensar em focar nas duplas, pra pelo menos manter a dignidade da onde chegou ou seja, uma top 10 que nunca ganhou sequer um Master 1000. Não adianta ir só pela torcida e criar expectativas de que ela possa voltar a ficar bem ranqueada. Não é uma extraordinária jogadora! É apenas uma boa jogadora que chegou a nos dar alguma esperança, por chegar tão longe. Continuar na torcida por bons jogos, mas sem me iludir, como alguns ontem que já estavam dizendo que a “Bia voltou”, por ganhar o 1⁰ set.
Até que enfim alguém com a cabeça no lugar, acerca da nova Beatriz. Tom França, você tem minha anuência…
ja poderia começar a estudar sobre o mercado financeiro. …….o desespero continua . ahhhh mudou algo sim, a roupa
Caracas!
Conseguiu ganhar um set, já está bom demais.
Pois é, Rockton, os Estados Unidos do Canadá acabaram surrupiando todo o petróleo…
Bia sacou muito melhor do que ano passado, mas acho que continua a ser sua principal deficiência. Mesmo sacando firme, é muito no corpo, com exceção do slice na vantagem. Não vai pras lindas e consegue um ponto no saque ou pelo menos a bolsa com a adversária desequilibrada. Ela saca firme e a bola volta firme e funda… Pra mim, uma coisa que poderia ajudar é ela ficar um pouco mais de frente da quadra e mais no meio pro saque. Claro que sou amador e quem deve apontar isso é alguém de biomecânica. Além de que, mudando algo que se faz há anos, sempre pode piorar e com isso mexe na confiança e entrar na espiral do ano passado. Do jeito que está, ela ganha de quem ela dominar do fundo e vai ter um ótimo ranking, tipo top50. Se fizer estão com o saque, pode ser top10. @Dalcim, faz sentido?
Gostei bastante da soltura do saque, mas certamente o índice de acerto precisa melhorar. Ela me pareceu mais à vontade, forçando o golpe e até mesmo o segundo serviço esteve bem melhor do que vimos no ano passado. O estilo da Bia exige um índice mais alto de primeiro saque.
Verdade, gostei bastante do segundo saque também. Mas o primeiro, além da porcentagem, me parece pouco indo pras linhas aí não domina o ponto…
Achei o primeiro saque profundo, sim, Luís. Tanto que vieram aces tanto abertos como na linha do centro.