Londres (Inglaterra) – Em uma temporada com apenas quatro vitórias e sem vencer desde o final de abril, Beatriz Haddad Maia reconhece o momento muito difícil que vive no circuito e busca soluções para reverter esse quadro. Eliminada na estreia de Wimbledon e fora do top 100 do ranking, a número 1 do Brasil terá que disputar torneios menores e irá avaliar os próximos passos no circuito.
Bia diz que novamente não fez uma boa partida nesta terça-feira, diante da uzbeque Maria Timofeeva por 6/3 e 6/2. A brasileira confirmou apenas três games de serviço, fez só cinco winners e cometeu 28 erros não-forçados. “Infelizmente não saí com a vitória, ela também jogou bem. Mereceu e jogou melhor. Acho que tive minhas chances no primeiro set, mas não me ajudei com meu próprio saque”, disse em entrevista à ESPN.
“É um momento que eu nunca passei. Estou há meses numa sequência de muitas derrotas. Até quando eu faço coisas boas, a sensação não é legal. Você sai da quadra com uma sensação ruim”, avaliou a atual 134ª do ranking. “Estou melhorando nos treinos, ontem mesmo joguei um bom set com a Paolini, por exemplo. Também estou em momento de transição, há três meses com um treinador novo”.
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O torneio de Wimbledon marca o fim do período de experiência com o técnico espanhol Carlos Martínez, iniciado na temporada de saibro. Eles irão definir nos próximos dias o futuro da parceria. “A gente combinou esses três primeiros meses para ver como eu me sentia e agora e agora vamos avaliar com calma”, afirmou.
“Peguei um vôo em março para cá e estou buscando formas. Joguei todos os níveis de torneios e em diferentes pisos. Fiquei fora dos torneios de uma semana na grama e fui para Portugal jogar na quadra dura. Estou me virando”, explicou a canhota de 30 anos.
A ex-número 10 do mundo também refletiu sobre os comentários negativos que recebe nas redes sociais após as derrotas. “Sobre essas pessoas que comentam querendo te colocar para baixo, eu tenho uma pena, na verdade. Porque elas não têm ambição e não têm sonhos. A frustração delas está na gente. Elas querem se sentir bem quando a gente perde. Eu não entendo a cabeça dessas pessoas”.
“Não estou usando celular ou redes sociais, mas tenho muita consciência de tudo o que eu percorri. Quando a gente critica, tem que pensar que tem muitos atletas que batalham muito para estar aqui e não conseguem. A gente tem que respeitar o caminho de cada um”.
Apesar da frustração por causa dos resultados recentes, Bia tenta pensar positivo a longo prazo. “Cada vez mais vejo jogadoras de 35, 37 ou 38 anos. Ou até a própria Serena e a Venus, que estão voltando. Em algum momento essa maré vai virar. Seja agora, no final do ano ou no ano que vem. E eu não tenho pressa. Vamos seguir em frente”.













Bia vc está no caminho certo! Vc ja demonstrou que é resiliente! Vai dar a volta por cima,tenho certeza.
Realmente só quem acompanha atleta profissional no tênis no dia a dia sabe das reais dificuldades e no feminino tem mais circunstâncias que afetam o dia a dia e isto é indiscutível. Bem espero que a Bia primeiramente queira e tenha ainda a ambição de verdade de querer jogar bem. Ela nunca pareceu ser uma atleta que utilizava 100% da parte física. Tanto que isto sempre ficou evidente por ser uma atleta alta e não ter um saque condizente com este padrão e ainda mais por ser canhota. Mas desde a sua parada no final do ano passado ficou mais evidente que é seu preparo físico está muito abaixo que o circuito vem exigindo. Ela na última partida pareceu estar mais magra, mas continua com baixa agilidade, reflexo e movimentação. Aposto que ela precisaria de um tempo afastada, se dedicar muito ao seu condicionamento físico se entregar de verdade para isto. A confiança volta se estamos bem fisicamente e ela deveria aceitar o desafio de mudar seu estilo de saque e usar isto como uma segurança. Não basta trocar o treinador, tem que trocar toda a equipe e ela precisa realmente ouvir e querer mudar. Ela tem que querer sair realmente da zona de conforto e parar de falar e sim focar em voltar.
E’ interessante a Bia se preocupar com criticas e reconhecer apenas agora que “sai de quadra com uma sensacao ruim?” Nenhum atleta, mesmo que tenha tido uma carreira brilhante que nem a dela, fica fora de criticas. E’ dificil analisar um momento ruim tao longo como este que ela esta passando, sem saber exatamente o que aconteceu. Tudo indica que aconteceu alguma coisa mais grave que destruiu o mental dela. Quanto ao saque, mesmo quando atingiu top 10, nunca melhorou. Enfim, como torcedor dos Brazucas, ficamos sempre na esperanca de ter uma top 100 no feminino, e quando perdemos a unica que estava la’, da’ uma tristeza enorme. Ja’ tivemos jogadoras top que foram ao fundo do poco, mas, quando voltam nos torneios pequenos, ganham tudo. Nao conseguimos ver isto com a Bia. Por enquanto so’ lamentos.
Sensação ruim tenho eu quando eu perco tempo achando que pode ser o dia da virada de página… agora não me engana mais… chega!
Bom, pelo menos ela passou a falar abertamente q o saque é um problema pq, até aqui, era apenas “recuperar a confiança”.. o primeiro passo é sempre admitir q o problema existe..
Cometeu um tremendo erro quando dispensou o tecnico que a levou ao topo!
E que também a está levando ao fundo do poço, pois ela já estava caindo e não se muda quase nada num período de 3 meses de um novo técnico. A Bia atual ainda é do técnico anterior
Nesse momento sombrio fica até difícil entender se o maior problema é técnico, físico ou psicológico/emocional. De qq forma, torço que a Bia dê a volta por cima.
Continuo na torcida para a Bia conseguir retomar o caminho das vitórias. Quanto aos comentários dela, cada um interpreta de acordo com a sua conveniência. Não vi, por exemplo, ela atribuir a fase ruim ao acaso. A questão dela falar que treinou bem, entendi que ela quis dizer que não está conseguindo repetir nos jogos o desempenho que tem apresentado nos treinos. E acho que ela tem que persistir mesmo até encontrar o caminho. A recuperação dela, a meu ver, passa pelo seu fortalecimento mental, de ter mais controle emocional, menos medo de arriscar, e também pela evolução técnica, porque está aparecendo muitas boas jogadoras das novas gerações, o que torna a competitividade do circuito muito mais acirrada e difícil.
CA, escrevi aqui ontem sobre o comentário dela onde disse que treinou bem.
Seu comentário aqui vai em contraponto ao meu e acho que tanto eu como você, soubemos escrever de formas divergentes, sem depreciar ninguém.
O que quis dizer é que no treino, somos testados técnica e fisicamente, mas nossa mente, sempre nos prega peças. O profissional cuja mente lida diferente com isso, se torna um vencedor diferenciado e sabemos muito bem quem são os maiores expoentes nesse quesito.
No treino, ao perder um lance ou um ponto, pensamos de forma imediata: “é treino”.
Posso, muitas vezes com a anuência do meu treinador ou do sparring, recomeçar o ponto ou jogo. É mais ou menos como funciona uma partida exibição, onde muitas vezes depois de um longo e bonito ponto, em geral, os tenistas se abraçam junto à rede.
No jogo é vida real. Qualquer vacilo, o adversário comemora seu ponto perdido, pois ele está ali para vencer (dentro das regras), a qualquer custo.
Saudações.
Olá, Luiz Fabriciano. Acredito que você pensa mais ou menos como eu. Nos jogos, a grande diferença entre os grandes campeões e os demais é a parte mental. Quando se tem o controle emocional e a confiança, o atleta consegue aplicar nos jogos o que fez nos treinos. Porém, quando o controle emocional e a confiança não são tão firmes, o medo de errar fica maior do que a vontade de vencer e aí é quando vem o erro. Os grandes campeões quando vão de encontro a uma bola, seja para sacar ou devolver, ele pensa no objetivo de construir a jogada para marcar o ponto. Aquele que está com a confiança em baixa ou não tem tanta força mental, quando vai pra bola pensa mais no que vai acontecer se errar a jogada em vez de pensar em fazer o que é necessário pra marcar o ponto. E aí, essa dúvida, leva a não fazer as melhores escolhas e dá oportunidades para o adversário confiante marcar o ponto. Basicamente, na minha opinião, os grandes campeões têm mais capacidade de manter o foco e se blindar dos fatores externos, e às vezes até se motivam com as adversidades, e por isso conseguem executar o que foi treinado, ao passo que os menos fortes emocional e mentalmente ficam mais suscetíveis aos fatores externos, e por isso, normalmente influenciados pelo medo de errar, fazem escolhas equivocadas e acabam sendo derrotados. E a nossa Beatriz Haddad Maia acho que tem como maiores problemas a sua falta de confiança e controle emocional instável.
Bia fez muito. Mas, infelizmente, nada é eterno e o tenis dela acabou faz tempo.
Não são críticas, são comentários sobre a realidade dela., se não quer que a torcida comente então para de jogar e vai pra casa.
Espaço livre e democrático aqui, quem quer elogiar elogia, quem quer ser realista que seja.
Ela está sofrendo muito. Ouçam o áudio dela
Ela e seus ótimos sets em treino…
Kostiuk, Paoline, Iga
No jogo, sempre fiascos
Se ela nao fizer alguma coisa em 1 ano estara como o seu idolo
Claramente tem algo errado com ela e não é no tênis. O que acontece com o tênis dela é consequência de algo que claramente não está funcionando ou está bem desajustado. O tênis é só o reflexo. Alguma barra que ela venha passando na vida pessoal? Algum trauma recente? Algum impacto do atual relacionamento dela? Depressão, ou outras desordens relacionada à saúde mental?
Ser 10 do mundo e ter, por exemplo, 20 vitórias em 22 partidas jogadas, não é sorte. Precisa ser muito boa para se fazer isso e ela o fez.
Ficam aqui meus questionamentos à excelente equipe de Tênis Brasil: há alguma investigação mais próxima à Bia, ao time dela, enfim, bastidores da nossa melhor tenista? O que se sabe? É duro não saber o que realmente se passa e apenas ler análises táticas e técnicas das partidas. Pior: ler os comentários da esmagadora maioria dos brasileiros que acompanham tênis e não têm noção das bobagens que falam.
Força, Bia!
Bia é uma guerreira e vai se reerguer.
Incrível como um profissional, com a experiência de Bia Maia ainda compara treino com jogo.
Ninguém se joga em um treino em bola perdida, em lance duvidoso, em corrida sem propósito. Tudo é diferente.
Está certo que o treino te testa fisicamente e tecnicamente, mas depois de um resultado negativo, afirmar que esperava coisa melhor porque treinou bem, não dá.
Com certeza é um momento para repensar a carreira para preservar a saúde mental. Torço para que faça a melhor escolha para sua vida e siga em frente. Bia é uma pessoa especial
Confesso que tenho pena da Bia. Que derrocada!!
Lamentável. Como ela mesma diz, está esperando o maré virar… a culpa é do acaso!
Não tem pressa,isso é preocupante