Bautista relembra carreira: “Vivi a era de ouro do tênis”

Roberto Bautista Agut (Foto: Mutua Madrid Open)

Madri (Espanha) – Ao anunciar a aposentadoria, depois de disputar a Copa do Rei de Tênis de Huelva no fim de semana, Roberto Bautista Agut fez um balanço da carreira e explicou os motivos que o levaram a encerrar a trajetória aos 38 anos. O ex-número 9 do mundo afirmou que o desgaste físico pesou na decisão e destacou o orgulho pela consistência que manteve ao longo de quase duas décadas no circuito.

Satisfeito com o que alcançou na carreira, o espanhol disse que não consegue mais apresentar o mesmo nível. “Chega um momento em que o corpo e a mente dizem: ‘Basta’. É preciso saber ouvir a si mesmo e deixar o circuito quando chega a hora certa”, disse.

“Também não acho que esteja fisicamente nas mesmas condições de antes. Pelo estado do meu corpo, já não consigo suportar quatro ou cinco partidas por semana. Chegou a hora”, explicou Bautista.

O veterano valorizou principalmente a regularidade que manteve ao longo da carreira. Ao todo, soma 12 títulos, com troféus no piso sintético, na grama e no saibro. “Valorizo muito a consistência que tive, de poder disputar o calendário inteiro sem me preocupar com o ranking. Desfrutei da oportunidade de estar entre os melhores jogadores do mundo. Quando olho para trás, percebo o quão difícil foi conquistar tudo o que consegui”, avaliou.

Ao analisar sua evolução, Bautista contou que sempre trabalhou com metas. Ele alcançou o número 9 do ranking em 2019, ano em que também foi semifinalista em Wimbledon. “Meu objetivo era entrar no top 100, depois no top 50, mais tarde no top 20 e, por fim, no top 10. Exigiu muito trabalho, mas consegui alcançar essas metas uma a uma”, destacou.

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O espanhol ainda exaltou o fato de conseguir competir ao lado de grandes nomes da história. “Fiquei 16 anos no top 100 e, durante dez deles, praticamente estive entre os 20 melhores do mundo. Essa é a parte mais difícil, porque sempre há lesões, fases complicadas e até desafios pessoais. Permanecer nesse nível por tantos anos é o maior feito da minha carreira”, afirmou.

Bautista ressaltou que teve o privilégio de jogar durante o que considera a era de ouro do tênis, duelando contra Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic no auge do Big 3. “Vivi a era de ouro do tênis, com o mais alto nível da história e um top 10 fortíssimo. As chaves praticamente nunca se abriam. Foram anos maravilhosos”, disse.

Bautista também analisou os três adversários e destacou os pontos fortes de cada um. O espanhol afirmou que enfrentar Nadal em Roland Garros foi o obstáculo mais difícil, ressaltou o backhand e a cobertura de quadra de Djokovic, além da velocidade e da variedade de golpes de Federer.

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Sergio
Sergio
1 mês atrás

Excelente análise do espanhol Bauptista. Ele foi um bom para ótimo tenista. Uma carreira longa e bem regular. Quanto ao big 3, concordo perfeitamente com ele. Era de ouro do tênis mundial. Federer, Nadal e Djokovic.

Luiz Fabriciano
Luiz Fabriciano
1 mês atrás

“O espanhol afirmou que enfrentar Nadal em Roland Garros foi o obstáculo mais difícil,…”
Pois é, isso é praticamente unanimidade entre todos os tenistas.

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