Badosa relembra pressão no início da carreira e se emociona com retorno

Foto: World Sports Summit

Dubai (Emirados Árabes) – Ao fim de uma temporada bastante marcada por lesões, Paula Badosa se emociona ao falar sobre o retorno ao circuito. Semifinalista do Australian Open em janeiro, a espanhola ficou afastada das competições por dois meses devido a uma lesão nas costas. Já em agosto, revelou ter sofrido uma ruptura no músculo psoas, que provocou dores na região lombar e no quadril e voltou a tirá-la das quadras. No mês seguinte, após abandonar o WTA 1000 de Pequim na terceira rodada, anunciou que não competiria mais em 2025, planejando o retorno apenas na próxima temporada.

“Estou animada para competir novamente, me sentindo confiante e pronta para dar 100% mais uma vez. Meu principal objetivo é a consistência: manter-me saudável, competir no mais alto nível e aproveitar o processo. Claro, também quero lutar por grandes torneios; esse é sempre um objetivo. Fora das quadras, estou ansiosa para continuar crescendo e curtindo a jornada”, disse Badosa, em entrevista ao portal AE World. A ex-número 2 do mundo aparece atualmente no 25º lugar do ranking.

Ao relembrar a campanha no Australian Open de 2025, Badosa destacou o impacto daquele resultado em sua confiança. “O Australian Open de 2025 foi muito especial para mim e confirmou que todo o trabalho que eu tinha feito, tanto física quanto mentalmente, estava dando frutos. Aquilo me deu o impulso de confiança que eu precisava naquele momento”, explicou. Pensando já em 2026, ela se mostra otimista: “Me sinto mais forte e segura. Tive a melhor pré-temporada da minha vida. Foi mais longa do que o habitual, mas eu precisava dessas semanas extras para recondicionar meu corpo depois das lesões de 2025”.

Comparações com Sharapova no início da carreira

No início da semana, a espanhola participou de uma conferência no World Sports Summit, em Dubai, ao lado de Ons Jabeur. Um dos principais temas da conversa foi a pressão enfrentada desde muito jovem e as expectativas criadas em torno de suas carreiras. Badosa relembrou as constantes comparações com Maria Sharapova e o peso que isso teve no início de sua trajetória profissional. “Havia toda aquela carga de expectativas, toda aquela pressão. A mídia esperava que me tornasse uma lenda muito jovem, porque me comparavam a uma lenda. Acho que minha maturidade naquele momento não estava pronta para isso”, contou.

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Segundo ela, carregar esse rótulo tão cedo foi extremamente difícil. “Ter esse selo nas costas em uma idade tão jovem foi muito complicado de administrar. Por causa disso, passei por momentos muito difíceis ou até sombrios naquela fase”, revelou. O processo de amadurecimento foi longo: “Levei anos. Precisei construir meu próprio nome. Foram alguns anos trabalhando em mim mesma, sendo muito clara e dizendo: quero ser a Paula, não a próxima Sharapova”.

Badosa destacou que, com o tempo, conseguiu traçar seu próprio caminho. “Foi duro lidar com isso, mas encontrei meu rumo, construí minha carreira, tive minhas vitórias e vivi altos e baixos. Eu só queria ser eu mesma, queria que as pessoas me conhecessem e me respeitassem pela minha própria carreira, pela minha própria jornada e é isso que tento fazer até hoje”, afirmou.

Outro tema central da conversa foi a saúde mental no esporte de alto rendimento. Para a espanhola, cuidar da mente é tão importante quanto o preparo físico. “A saúde mental é fundamental, especialmente em um esporte tão exigente e solitário como o tênis. Falar abertamente ajuda a normalizar algo com o qual muitos atletas lutam em silêncio”, disse. “Cuidar da mente é essencial para o rendimento, independentemente da situação. Todos deveriam cuidar da saúde mental da mesma forma que cuidam da saúde física”.

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Andrei
Andrei
22 dias atrás

continua lindíssima

Renato dos santos Pacheco
Renato dos santos Pacheco
22 dias atrás
Responder para  Andrei

Sim. É uma das tenistas mais belas do circuito.

Roberto
Roberto
22 dias atrás

Ela não entendeu que a comparação com a Sharapova era em relação à beleza, não a talento…

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