Árbitro geral de Roland Garros fala sobre os bastidores do torneio

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Paris (França) – Árbitro geral de Roland Garros desde 2018, após ter sido assistente de Stefan Fransson desde 2006, Remy Azemar revelou os bastidores de sua função em uma entrevista ao Eurosport realizada cerca de dez dias antes do torneio e divulgada neste sábado.

Azemar garante que todos os jogadores, principalmente os mais jovens, sentem o peso da história do torneio quando chegam e por isso não costumam receber pedidos extravagantes dos jogadores. Contudo, ele lembrou uma passagem curiosa sobre Serena Williams após a maternidade.

“Durante muito tempo, nos pediram para agendar os jogos da Serena para o final da tarde. Fazia sentido nos Estados Unidos, para que ela pudesse ser transmitida e vista ao vivo. E então, a Serena teve seu primeiro filho”, contou o árbitro geral.

“Lembro-me de tê-la encontrado uma manhã. Ela me disse: “Ah, Remy, estou um pouco cansada de jogar tão tarde aqui em Roland Garros. Com a minha filha, acordo às 6h da manhã e preferiria jogar às 11h”, falou.

Só que o pedido da norte-americana ia de encontro com o que seu entorno pedia. “Enquanto isso, sua equipe continuava nos pedindo para agendá-la para a noite (risos). Os pedidos das equipes nem sempre coincidem com os desejos dos jogadores”.

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Azemar reconhece que o tênis está mudando, com equipes cada vez maiores e mais trabalho para manejar tudo. “É como ter pequenas equipes de Fórmula 1. Cabe a nós gerenciar com cuidado os pedidos que recebemos”, comentou o árbitro.

“Para os jogadores franceses, sabemos que a pressão é inevitavelmente imensa. Então, eles tentam criar as condições menos estressantes possíveis para terem um bom desempenho. E depois há aqueles que não pedem nada”, contou Azemar.

Um dos casos mais icônicos, para ele, é o do espanhol Rafael Nadal. “Ele venceu aqui 14 vezes e nunca teve um incidente com a arbitragem. Ele quase nunca reclamou. Isso diz muito. Muitas vezes, os grandes jogadores são calmos e completamente tranquilos”.

Questões sobre a situação mais difícil de gerir, ele não hesita em responder que é quando vai desqualificar um jogador. “O caso mais recente e delicado é o de Miyu Kato, em 2023”, disse ele, lembrando da desclassificação da japonesa nas duplas com sua parceira Aldila Sutjiadi, após ela acertar involuntariamente uma bola que atingiu uma pegadora de bolas.

“Jogo na quadra 14, eu tinha 600, 700 metros para percorrer. Cheguei lá, a pegadora de bolas ainda estava chorando, com uma marca no pescoço. Essas são coisas que, infelizmente, influenciaram minha decisão de desqualificá-la. Não são situações nada agradáveis. Para ninguém”, falou Azemar.

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Victor Martins
1 mês atrás

O R10 sempre fala isso, os grandes jogadores sempre bem tranquilos e de boa. Os orêa seca que são complicados e exigem mais coisas. Né Medvedev kkkkkkkkkkkkk

Rogerio Silva
Rogerio Silva
1 mês atrás

Acredito que o Nadal tenha sido o tenista mais disciplinado.

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