Após confirmar o número 1, Rybakina mantém o foco no título inédito

Elena Rybakina (Foto: Simon Bruty/USTA)

Nova York (EUA) – Semifinalista do US Open pela primeira vez na carreira, Elena Rybakina será a nova número 1 do mundo quando o ranking da WTA for atualizado na próxima segunda-feira. A cazaque de 27 anos e vencedora de dois títulos de Grand Slam agora direciona o foco na busca por uma conquista inédita e está a duas vitórias de um novo troféu.

“É uma grande conquista e acho que vou valorizar e pensar ainda mais nisso quando encerrar a carreira. Mas agora ainda preciso seguir em frente. Quero continuar vencendo títulos e, neste momento, todos os meus pensamentos estão voltados para a próxima partida”, afirmou Rybakina após garantir a liderança.

A cazaque iniciou o US Open sabendo que poderia chegar ao topo do ranking sem depender de outros resultados se fosse semifinalista em Nova York. Depois de passar pelas quatro primeiras rodadas sem perder sets, ela precisou buscar a virada nesta quarta-feira contra a chinesa Qinwen Zheng, vencendo por 3/6, 6/1 e 6/4.

“Foi uma partida muito difícil e estressante. Não comecei da melhor maneira, mas encontrei um caminho no final. Estou muito feliz”, avaliou Rybakina, que admitiu ter sido tomada por muitos pensamentos no início do confronto.

A mudança começou após uma conversa com o treinador, Stefano Vukov, no fim do primeiro set. “Eu estava bastante negativa e não comecei bem. Fui até ele e simplesmente coloquei para fora um pouco as emoções, dizendo tudo o que estava na minha cabeça. Ele me manteve focada e me fez lembrar do que tínhamos conversado antes da partida e do que eu deveria fazer”.

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Rybakina também reconheceu que precisou mudar sua postura em quadra. “No primeiro set, em alguns momentos fui passiva e não tive energia suficiente. No segundo, entrei mais na bola e joguei de maneira mais agressiva nos momentos importantes. Foi uma batalha também dentro de mim, com muitas emoções, mas depois encontrei o foco e as coisas melhoraram”, explicou a jogadora de 27 anos.

A conquista da liderança também tem um significado especial para o tênis do Cazaquistão, que terá pela primeira vez uma número 1. “É história e tenho muito orgulho de representar o Cazaquistão. Cada vez que volto para lá, não importa a cidade, sempre vejo muitas crianças. Cada vez mais jovens estão jogando tênis e procurando as quadras. Isso mostra que tudo é possível quando você acredita e trabalha duro”, destacou.

Na semifinal desta quinta-feira, Rybakina enfrenta a norte-americana Coco Gauff, quarta colocada no ranking e campeã de 2023, que salvou dois match-points na vitória sobre a russa Mirra Andreeva. A cazaque tem uma vitória e uma derrota contra Gauff no circuito e venceu o duelo mais recente, na semifinal de Toronto.

“Já treinamos muitas vezes e jogamos recentemente, então nos conhecemos bem. Vou precisar continuar agressiva, sem deixar que minhas emoções interfiram no meu jogo, e aproveitar. Pensando em como cheguei a este torneio, lesionada e sem treinar, fomos bem longe. Agora faltam apenas os últimos esforços e é importante continuar aproveitando”.

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Fernando Venezian
Fernando Venezian
10/09/2026 10:07

Pelo que conhecemos da Rybakina, acredito que ela não tá nem aí pro ranking! O que importa é título! É essa a mentalidade! Ranking é consequência

Bah
Bah
09/09/2026 23:03

Número 1 sem dar uma curta. rs

Fábio
Fábio
10/09/2026 14:42
Responder para  Bah

Elogio ou crítica?

Edu Martins
Edu Martins
09/09/2026 19:44

Parabéns Rybakina, sua história merece um filme! Lembro começo do ano passado caindo ladeira abaixo, chegaram a comparar com o que estava acontecendo com a Bia, poucas conseguiram um retorno como esse! Sabalenka deu sorte no reinado dela, pois Rybakina estava embalada até metade de 2024, quando começou as crises (alergia, etc, etc) ao que indica era tudo bem psicológico e que veio explodir depois.

Não importa quanto tempo vai durar seu reinado, alcançou o topo, Ice Queen ou Ace Queen? Não importa também, foi um prazer acompanhar desde aquela vitória em Wimbledon, a própria Jabeur me pareceu desconcertada em não ver vc jogando a raquete, caindo no chão, rolando, etc, com o tempo, vimos que é realmente seu jeito delicado, silencioso, respeitoso em quadra, um exemplo! N.1 em boas mãos!!!

Florinda Floria
Florinda Floria
11/09/2026 04:47
Responder para  Edu Martins

Excelente comentário,boa análise do retrospecto de Rybakina em 2026.Bela tenista,bela pessoa,muito merecedora de Primeira tenista Mundial.Excelente na Austrália e na Finals,depois Wimbledon, e especialmente na defesa de seu técnico, suspenso pela WTA,sem conversar com a Atleta, tentando prejudicar o ótimo desempenho que Rybakina vinha tendo com este técnico,entrando em mexericos de batisdores,inveja de vestiários,em críticas de relacionamento abusivo dele,qdo a própria Atleta o defendeu,e não apertou a mão da representante da Wta ,qdo ganhou troféu.Rybakina é muito autêntica e tem posicionamento,e se expressa.

Thiago Timóteo
Thiago Timóteo
09/09/2026 19:36

Só uma catastrofe tira o título da melhor jogadora do mundo.

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