Paris (França) – Uma nova campeã de Grand Slam será conhecida no próximo sábado, em Roland Garros. A russa Mirra Andreeva e a polonesa Maja Chwalinska vão decidir o título a partir das 10h (de Brasília). O encontro entre elas é inédito no circuito profissional e ambas disputam uma final de Slam pela primeira vez.
Número 8 do mundo aos 19 anos e 39 dias, Andreeva tenta se tornar a campeã mais jovem de Roland Garros desde 1992, quando Monica Seles conquistou seu terceiro título em Paris aos 18 anos. A russa também pode ser a primeira tenista com menos de 20 anos a vencer o Grand Slam parisiense desde 2020, quando a tetracampeã Iga Swiatek ganhou o torneio pela primeira vez com 19 anos e 132 dias.
Em sua 13ª participação na chave principal de um Grand Slam, Andreeva já supera sua melhor marca. Ela havia sido semifinalista em Paris há duas temporadas. Com cinco títulos no circuito da WTA, dois deles neste ano, em Adelaide e Linz, a jovem russa vai para sua oitava final na carreira e a quarta em 2026. Além disso, sobe para o sexto lugar no ranking, uma posição abaixo de seu recorde pessoal.
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Treinada pela espanhola Conchita Martinez, ex-número 2 do mundo, Andreeva já iguala o melhor resultado de sua técnica. Conchita foi vice-campeã em 2000, superada pela francesa Mary Pierce na final. Durante a temporada de saibro, a russa conquistou o título em Linz, foi semifinalista de Stuttgart, vice em Madri e parou nas quartas em Roma.
Do outro lado da rede, Maja Chwalinska chegou ao torneio como número 114 do mundo e precisou passar pelo quali em Paris. Das nove partidas que disputou nas últimas três semanas, a canhota de 24 anos cedeu apenas um set, para Maria Sakkari na terceira rodada. Com os resultados de momento, a polonesa salta para o 21º lugar do ranking, com chance de chegar à 14ª posição em caso de título.
Esta é apenas a segunda vez na Era Aberta que uma jogadora vinda do quali chega a uma final de Grand Slam. Há cinco anos, a britânica Emma Raducanu conquistou o US Open de 2021 vencendo dez jogos seguidos em Nova York. Chwalinska também pode quebrar uma marca de Swiatek como a tenista de ranking mais baixo a vencer Roland Garros. Iga era apenas a 59ª do mundo em sua primeira conquista, numa edição realizada em outubro de 2020 por causa da pandemia da Covid-19.
Depois de se destacar no circuito juvenil, Chwalinska teve uma trajetória acidentada no primeiros anos de carreira profissional. Ela se afastou das competições em 2021 para tratar da depressão e cuidar da saúde mental. E logo que voltou a jogar, sofreu uma grave lesão no joelho. Com uma retomada na carreira a partir de 2024, a polonesa foi campeã no Brasil, vencendo o WTA 125 de Florianópolis há duas temporadas.
Campanhas, pontos e premiação
A campeã de Roland Garros recebe 2 mil pontos no ranking a premiação de 2.800.000 euros (ou US$ 3,23 milhões) A vice soma 1.400 pontos e recebe 1.400.000 (ou US$ 1,61 milhão). Em toda sua carreira profissional, ainda sem títulos na elite da WTA, mas com três conquistas da série 125 do circuito, Chwalinska havia acumulado US$ 864.030 antes da grande campanha em Paris.
Andreeva passou 8h14 em quadra nos seis jogos que disputou em Paris e perdeu apenas um set, para a espanhola Marina Bassols na segunda rodada. A russa também derrotou a francesa Fiona Ferro, a tcheca Marie Bouzkova, a suíça Jil Teichmann, a romana Sorana Cirstea e a venceu a semifinal contra a ucraniana Marta Kostyuk, campeã em Madri e vinda de 17 vitórias seguidas.
Já Chwalinska passou 10h52 em quadra só nos jogos da chave principal, além de outras 4h52 nas partidas, totalizando quase 15h44 ao longo da campanha. Ela venceu nomes experientes como a chinesa Qinwen Zheng, campeã olímpica, a belga Elise Mertens e a grega Maria Sakkari. A polonesa derrotou a francesa Diane Parry nas oitavas e depois eliminou duas russas, Anna Kalinskaya nas quartas e a canhota Diana Shnaider na semifinal.














Tênis de primeira qualidade das duas finalistas, batem forte, sem pancadaria…e fazem uso de outros recursos!
Final bastante imprevisível. Mas penso que a russa seja a favorita.
Sim favorita, talvez isso pese contra ela. A polonesa é franco atiradora, penso que deve surpreender.
Andreeva esta atropelando a polonesa, embora ambas começaram nervosas só que aí o melhor saque iri definir e a polonesa tem sérias dificuldades no saque, por isso não consegue disputar contra uma top 10.